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Tratamentos Alternativos para a Depressão

Saúde

Análise sobre os principais tratamentos alternativos para depressão e a sua importância.

índice

1. RESUMO

Este trabalho tem como objetivo apresentar os principais tratamentos alternativos para depressão e a sua importância. Entende-se como parte da vida do ser humano, as pessoas apresentarem sinais de tristeza, apatia e isolamento. No entanto, quando esses sintomas não podem ser controlados e se estendem por um longo período é necessário a busca de um profissional especializado para diagnostico de uma possível depressão e assim dar início ao tratamen/to de forma correta. A depressão é uma doença mental que afeta inúmeras pessoas em todo o mundo e estão ligados ao histórico familiar, pessoal e a parte fisiológica do ser humano. Os casos de depressão estão aumentando cada vez mais, assim se tornando importante estudos sobre uma melhor abordagem nos diagnósticos e nos tratamentos. Observar o perfil de cada paciente, sua rotina e fazer com que ele entenda cada etapa do tratamento é imprescindível para uma boa adesão e uma melhora nos sintomas. Tratamentos alternativos juntamente com tratamentos farmacológicos e profissionais especializados de cada área, se trabalhados de forma correta podem trazer grandes benefícios para o paciente. O presente trabalho é uma revisão bibliográfica que aborda a fisiopatologia da depressão, algumas formas de tratamentos alternativos e a importância da atenção farmacêutica durante o tratamento. Por fim, com tudo o que foi apresentado, nota-se que ainda há espaço para maiores estudos e materiais no que se trata a tipos de tratamentos alternativos.

Palavras-chave: Depressão. Tratamento farmacológico. Psicoterapia. Neurotransmissores. Tratamento alternativo.

ABSTRACT

The objective of this work is to present the main alternative treatments for depression and its importance. It is understood as part of human life for people to show signs of sadness, apathy, and isolation. However, when these symptoms cannot be controlled and extend for a long period, it is necessary to seek a specialized professional to diagnose a possible case of depression and start the treatment correctly. Depression is a mental illness that affects countless people around the world and is linked to family and personal history and the physiological part of human beings. Depression cases are increasing more and more, so studies on a better approach to diagnoses and treatments are becoming important. Observing the profile of each patient, their routine and making them understand each step of the treatment is essential for good adherence and improvement in symptoms. Alternative treatments together with pharmacological treatments and specialized professionals in each area, if worked correctly, can bring great benefits to the patient. This work is a literature review that addresses the pathophysiology of depression, some forms of alternative treatments and the importance of pharmaceutical care during treatment. Finally, with everything that was presented on this work, it is noted that there is still room for further studies and materials regarding types of alternative treatments.

Keywords: Depression. Pharmacological treatment. Psychotherapy. Neurotransmitters. Alternative treatment.

2. INTRODUÇÃO

A depressão é uma doença mental, cuja principal característica é a tristeza frequente seguido de desinteresse pelas atividades do dia a dia. Ela afeta negativamente inúmeras pessoas em todo o mundo, causando-as um alto índice de problemas e incapacidade. Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que, entre os anos de 2005 e 2015 houve um aumento de 18% dos casos, o que causa alerta fazendo com que sejam repensados os métodos de tratamento e melhoria na abordagem quanto a saúde mental. Dentre os sintomas que devem ser observados para um melhor diagnóstico e escolha do tratamento, os mais comuns são: apatia, dificuldade de concentração, isolamento, insônia ou excesso de sono, desmotivação e nos casos mais graves dificuldade psicomotora e na fala. Também é preciso observar as variações desses sintomas e seus níveis que, em seu pior estado, podem levar ao suicídio. A depressão, diferentemente de outras doenças, possui um caráter menos óbvio e, por vezes, difícil de ser percebido. Alguns dos sinais que caracterizam a depressão são, além da tristeza, a baixa autoestima do paciente, o pessimismo combinado de pensamentos negativos recorrentes, além da sensação de desesperança e desespero.

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) relatou que a depressão é a doença que mais causa incapacidade funcional como afastamento do ciclo social, do trabalho, diminuição nas relações familiares e do ciclo de amigos (OPAS, 2011). A tristeza não dá trégua, mesmo sem causas aparentes, e como decorrência dela, o prazer que o indivíduo sente em fazer determinadas atividades desaparece. Por mais que ele saiba da necessidade de fazer algo para mudar a sua atual situação, seu desânimo e apatia tomam conta e assim ele não consegue sair daquela situação e por isso, destaca-se o grande perigo da doença e a importância de procurar ajuda para identificar e tratar.

O diagnóstico da depressão é feito clinicamente, visto que em várias situações percebe-se sinais e sintomas para diagnóstico inicial. Em casos mais leves, o tratamento pode ser de forma alternativa, já em estágios mais avançados é indicado a busca de um profissional especializado para diagnóstico e ajuda na escolha do tratamento. É sempre importante o paciente estar ciente da doença e entender a causa para poder escolher a melhor forma de se tratar. É preciso ter um tratamento contínuo e em colaboração entre o paciente e os profissionais que auxiliam para ter uma redução dos sintomas.

O presente trabalho, tem por objetivo abordar algumas formas de tratamento e a importância destes para essa doença. A literatura informa que os tratamentos podem ser realizados por meio da psicoterapia, de medicamentos e de terapias alternativas. Nota-se um aumento na adesão ao tratamento farmacológico, pelo seu resultado imediato, pelo tempo e praticidade, o que, por sua vez, acarreta outro grande problema, a procura de medicamentos de forma incorreta que causa prejuízos para o paciente, além de, na maioria dos casos, apenas mascarar a doença.

Para o tratamento da depressão existe os meios mais comuns como mudança no estilo de vida, psicoterapia e o tratamento farmacológico, que tem por objetivo inibir a recepção de neurotransmissores ou diminuir a destruição por ação da monoaminaoxidase (MAO), resultando em um aumento dos neurotransmissores na fenda sináptica e consequentemente uma reestruturação do caso clínico do paciente. O tratamento da depressão pode ser dividido em três fases: aguda, que tem como objetivo a remissão dos sintomas; a de continuação, que tem como objetivo a prevenção de recaídas; e a de manutenção, que é indicada para pacientes com episódios graves e recorrentes (MELO e MORENO, 1998). Existem vários antidepressivos presentes no mercado hoje e a escolha do melhor para o tratamento tem como base a eficácia do medicamento de acordo com o quadro clínico do paciente, histórico familiar, efeitos secundários, custo, etc. Baseado nisso, não existe um antidepressivo ideal, o que gera um grande percentual de descontinuidade no tratamento.

A partir dos tratamentos apresentados acima, indaga-se qual a relevância dos tratamentos alternativos para a depressão? Entender que existem diversas formas de tratar a patologia, assim como a ajuda de profissionais de diferentes áreas, pode garantir que o paciente tenha uma melhora significativa e uma boa adesão aos tratamentos diversos. Mais importante ainda, é necessário que o paciente saiba o que está acontecendo, sinta-se confortável com os profissionais que o auxiliam e entenda o que está vivenciando, para assim conseguir se abrir e tratar de uma maneira clara e precisa, de modo a não esconder o que tem passado.

Apesar da diversidade e da eficácia dos tratamentos alternativos, existem vários obstáculos que impedem um tratamento eficaz, como o baixo conhecimento dos medicamentos e seus efeitos, a falta de recursos financeiros, a baixa quantidade de profissionais treinados e o preconceito social sobre as doenças mentais.

Outra questão pertinente é a avaliação incorreta e imprecisa. Especialmente em locais de baixa renda, os diagnósticos nem sempre são feitos corretamente, isto é, partindo do entendimento de um conjunto de profissionais, como psicólogos e médicos psiquiatras. Ademais, na maioria das vezes, elas podem ser confundidas com outras doenças gerando a prescrição de medicamentos de forma incorreta e causando um aumento nos prejuízos para o paciente, causando uma não resolução do problema de fato.

Efeitos colaterais, preço do tratamento, duração, complexidade do tratamento são fatores importantes que contribuem para a não adesão e não continuidade ao tratamento. Nestes casos, o papel da equipe de profissionais é de extrema importância, haja vista que é necessário conhecer o paciente antes de prescrever melhor forma de tratamento. Além disso, é preciso manter um acompanhamento rigoroso durante ele, para identificar se o paciente está fazendo o uso correto dos medicamentos e verificar se há possibilidade de abandono. Desse modo, pode-se converter a situação adequando o melhor tratamento a situação do paciente.

Tendo em vista as dificuldades muitas vezes encontradas pelos pacientes com depressão, diversos autores têm buscado compreender os efeitos dos tratamentos alternativos para a depressão. Com base nesses fatores, acredita-se que há relevância na compreensão das possibilidades de tratamento alternativo para o tratamento do quadro depressivo. Portanto, busca-se no presente trabalho, discutir algumas possiblidades de tratamento alternativo e levantar dados acerca de estudos já realizados sobre o tema.

Neste trabalho foi usado um estudo do tipo revisão bibliográfica, no qual foram pesquisados artigos publicados nos últimos 20 anos e, quando necessário e com assunto relevante, de anos anteriores também, com o intuito de identificar e descrever a importância de tratamentos alternativos para a depressão. Os artigos utilizados para a pesquisa foram retirados de bases de dados diversas como, por exemplo: Scielo, Pubmed, Lilacs, os quais foram publicados nos idiomas português, inglês e espanhol.

3. FISIOPATOLOGIA DA DEPRESSÃO

A depressão, em conjunto com suas variadas formas e classificações, ocupa um lugar de atenção nos dias de hoje. Devido ao aumento de diagnósticos referentes esses estados afetivos, tornou-se comum ouvirmos sempre que alguém sofre do “mal do século”. A OMS apresenta a depressão como um transtorno mental comum, pois estima-se que ela aflija mais de 300 milhões de indivíduo em todo o mundo (OPAS, 2011). Jardim (2011, p.85) apresenta que a “depressão é um conjunto de sinais e sintomas mantidos por um período de semanas a meses que diferem marcantemente do funcionamento habitual da pessoa e tendem a recorrência de modo periódico ou cíclico.”, isto é, ela não tem duração precisa e pode ocorrer em ciclos determinados a partir de variáveis. Ademais, Jardim (2011, p.85) também identifica que o silêncio é outro aspecto relevante nos quadros depressivos, pois os sujeitos depressivos tendem a ter dificuldade em falar sobre o que sentem e buscar ajuda para superar a doença.

Ainda sobre o tema, Andrade et al. (2003, p. 4) discorrem que “a depressão é causada por um defeito nos neurotransmissores responsáveis pela produção de hormônios como a serotonina e endorfina, que dão a sensação de conforto, prazer e bem-estar” A quantidade de neurotransmissores liberados diminui e o neurônio receptor continua trabalhando da mesma forma, assim captando menos neurotransmissores e o sistema nevoso fica deficiente.

De acordo com a Classificação Internacional das Doenças, da Organização Mundial da Saúde (1990), a CID-10, existe os episódios depressivos classificados como F32, sendo:

  • F32.0: Episódio depressivo leve;

  • F32.1: Episódio depressivo moderado;

  • F32.3: Episódio depressivo grave sem sintomas psicóticos;

  • F32.3: Episódio depressivo grave com sintomas psicóticos;

  • F32.8: Outros episódios depressivos;

  • F32.9: Episódio depressivo não especificado.

E transtorno depressivo recorrente, classificado como F33, sendo:

  • F33.0: Transtorno depressivo recorrente, episódio atual leve;

  • F33.1: Transtorno depressivo recorrente, episódio atual moderado;

  • F33.2: Transtorno depressivo recorrente, episódio atual grave sem sintomas psicóticos;

  • F33.3: Transtorno depressivo recorrente, episódio atual grave com sintomas psicóticos;

  • F33.4: Transtorno depressivo recorrente, atualmente em remissão

  • F33.8: Outros transtornos depressivos recorrentes;

  • F33.9: Transtorno depressivo recorrente sem especificação.

A diferenciação entre eles é o tempo e a frequência com que surgem.

A tristeza, o desânimo, a falta de prazer nas atividades básicas do dia a dia e a insônia ou sonolência são alguns dos sintomas que levam o paciente a suspeitar que está com a doença. Duarte (2010) defende que a aparição de transtornos depressivos em jovens com idade entre 20 e 40 anos é maior quando comparada a outros grupos, além disso, a depressão acomete, em maior frequência, mulheres e indivíduos com baixa renda e menor grau de escolaridade, pessoas viúvas, separadas, divorciadas do que em solteiros e casados (DUARTE, 2010). Cabe notar que a depressão na fase da adolescência não costuma ser de grande intensidade, variando entre leve e moderada (COMPAS E COLS., 1997; OLSO; VOON KNORRING, 1997).

Quando uma pessoa está deprimida, é porque o cérebro está sofrendo alterações químicas que desencadeiam todos esses sentimentos negativos e ele vai precisar de ajuda para voltar ao seu funcionamento normal. A diferença é que quando não há depressão, o cérebro consegue modular essa emoção negativa, ou seja, você pode estar triste, mas sabe que tem de ir trabalhar, se alimenta, mantém bons pensamentos e toma uma ação. Na depressão, na maioria das vezes, isso não acontece, o desânimo e a apatia tomam dimensões maiores que o senso de ação e, assim, a vontade e o estímulo somem.

Para ser feito um diagnóstico da depressão é levado em consideração vários fatores: sintomas psíquicos, fisiológicos e evidências comportamentais (DEL PORTO, 1999). Os sintomas psíquicos se referem a alteração de humor, sensação de perda de energia, redução na concentração ou a impotência de tomada de decisões e até mesmo perda no prazer de realizar certas atividades. Nos sintomas fisiológicos é considerado a mudança no apetite (a perda ou o aumento), alteração no sono e até mesmo a vontade sexual pode ser afetada. Nas evidências comportamentais pode ser citado a alteração do ritmo cardíaco, agitação ou calmaria demasiada e também se é identificado muita melancolia em longos espaços de tempo.

3.1. Maior incidência de casos depressivos em relação ao gênero

Alguns estudiosos defendem que fatores de risco podem estar diretamente ligados ao desenvolvimento da depressão, como por exemplo, o histórico familiar, o isolamento social, grandes traumas, grandes responsabilidades, isto é, compreende-se que fatores sociais e psicológicos podem desencadear a doença. Segundo Vinocur (2018) a depressão não é parte esperada de um envelhecimento, pois observa-se que idosos, do sexo masculino e maiores de 65 anos levam a maior taxa de suicídio. Apesar disto, Vinocur (2018) também relata que as mulheres são duas vezes mais acometidas pela depressão do que o homem.

Os números têm uma disparidade considerável, chegando a atingir o dobro da porcentagem quando comparada a prevalência dos sintomas depressivos entre homens e mulheres. No estudo de Lehtinem e Joukamaa (1994), é possível observar que os autores através de um artigo de revisão de dez levantamentos populacionais (surveys) encontraram uma ocorrência de sintomatologia depressiva nas mulheres que variava entre 18 e 34%. Já nos homens, os quantitativos variavam entre 10 e 19%. Os mesmos autores encontraram uma prevalência variando entre 2,6 e 5,5% nos homens, entre 6,0 e 11,8% nas mulheres. (LEHTINEM; JOUKAMAA, 1994, apud BAPTISTA ET AL, 1999).

A psiquiatra Luciana Staut (2019) afirma que um dos motivos dessa diferença é que os homens relatam menos os sintomas, passando a impressão de que o número de homens doentes é mais baixo enquanto mulheres tendem a se comunicar com mais facilidade, expressando o que sentem. Outro motivo que pode estar ligado a essa diferença é que mulheres tem uma relação pessoal mais forte e quando passam por mudanças o corpo sofre alterações hormonais que também podem desencadear a doença.

Parker e Wilheilm (1995) apresentam explicações alternativas para este fato, porque talvez a mulher experimente, sinta e manifeste a depressão de maneira mais direta do que o homem, sendo que as suas manifestações sejam detectadas com mais facilidade. Os homens tendem a apresentar comportamentos diferentes como consumo maior de álcool e drogas quando se sentem deprimidos, mostrando que eles utilizam estratégias distintas das usadas pelas mulheres, exteriorizando seus comportamentos, diferente das mulheres que tendem a interiorizar os sentimentos, assim expressando mais tristeza e diferenças de humor.

Olson e Von Knorring (1997) ainda relatam que, provavelmente, os sintomas nas mulheres são mais graves e mais frequentes pois mulheres tendem a ter pensamentos mais depressivos que os homens, principalmente no que se está relacionado a aparência física, tristeza e choro.

Outro fator digno de nota relacionado a esta questão, é o que também foi observado por Parker e Wilheilm (1995) ao notarem que, talvez, as mulheres se recordam mais dos episódios depressivos do que os homens. Isto, em questões quantitativas, acarretaria num maior índice de depressão em mulheres nos estudos de caráter retrospectivo.

Várias hipóteses biológicas também são levadas em conta para apontar as mulheres como predominância nos casos depressivos em relação aos homens. É preciso levar em conta as mudanças hormonais comuns às mulheres como, por exemplo, a gravidez, a tensão pré-menstrual, a menopausa etc. Além de dessas mudanças hormonais, é preciso considerar fatores externos que também afetam a população feminina, como por exemplo: internalizar eventos estressantes, desigualdade social, maior responsabilidade com a família e a busca pelos padrões de beleza ideais.

3.2. Neurotransmissores relacionados à depressão

Os neurotransmissores, também conhecidos como mensageiros químicos, são moléculas utilizadas para transmitir mensagens entre neurônios, ou dos neurônios para o músculo (PIMENTA, 2018). São liberados quando o axônio de um neurônio pré-sináptico é excitado e então viajam pela sinapse até célula alvo, inibindo-a ou excitando-a. A função de passar e receber estímulos se chama sinapse.

O transtorno depressivo provoca uma desregulação das sinapses, onde os neurotransmissores devem exercer sua função. Com esta desregulação ocorre uma diminuição da quantidade desses neurotransmissores e um aumento anormal dos receptores pós-sinápticos. De acordo com Andrade et al (2003), os neurotransmissores responsáveis pela produção de hormônios com ao serotonina, noradrenalina e a endorfina, que dão sensação de prazer e bem-estar, são atingidos e assim começam os sintomas da depressão.

A serotonina, também conhecida como 5-hydroxytryptamine (5HT) atua sobre o humor, emoções, o comportamento do indivíduo (incluindo o comportamento sexual), ciclos de sono, temperatura, tônus vascular periférico e cerebral. Todavia, o aspecto mais relevante para a serotonina está relacionado aos transtornos psiquiátricos, sendo que na depressão há redução dos níveis desse neurotransmissor no sistema nervoso central (VEDOVATO et al., 2014).

A noradrenalina ou norepinefrina, é definida por alguns autores como hormônio precursor da adrenalina (Andrade et al., 2003). Ela é um hormônio que ajuda a regular funções cerebrais importantes como humor, concentração, atenção e memória. É geralmente estimulado por meio de situações de estresse de curta duração, por exemplo, uma fuga, situação de ameaça, elevando o fluxo sanguíneo e os batimentos cardíacos.

Andrade et al (2003) afirmam que a endorfina é responsável pelo sentimento de euforia, êxtase, além de atuar como calmante natural aliviando a sensação de dor. Ainda não tem como produzir ela de forma artificial, apenas foram criados estimulantes para a sua liberação. Cherry (2021, tradução nossa1) explicita que “esses mensageiros químicos são naturalmente produzidos pelo corpo em resposta à dor, mas eles também podem ser gerados por meio de outras atividades, como por exemplo, o exercício aeróbico.”

Os fármacos além de reporem os neurotransmissores que faltam nas sinapses, eles melhoram as concentrações dos principais neurotransmissores, como a serotonina e noradrenalina e restabelecem a sensibilidade dos receptores.

Cherry (2021) observa que uma das maiores benesses de compreender a fundo o papel e a atuação dos neurotransmissores, é poder compreender os efeitos específicos que cada reação química pode causar de acordo com determinado padrão e interação. A autora delimita dois grupos de efeitos causados por esses medicamentos: os agonistas versus os antagonistas e os efeitos diretos versus os efeitos indiretos.

A autora delimita que “alguns medicamentos são conhecidos como agonistas e funcionam como expansores dos efeitos de determinados neurotransmissores. Outros medicamentos, os chamados antagonistas, agem de forma a bloquear os efeitos dos neurotransmissores” (CHERRY, 2021, tradução nossa2). Em outras palavras, isso significa que determinado grupo de fármacos atua de modo a potencializar os efeitos positivos dos neurotransmissores, enquanto o outro grupo age de modo que determinados efeitos sejam suprimidos para evitar efeitos negativos.

Por outro lado, os medicamentos que causam efeitos diretos ou indiretos têm funções de ação na área neurológica. Cherry (2021, tradução nossa3) explica que “aqueles que têm um efeito direto funcionam por meio de uma imitação dos neurotransmissores porque eles são bastante similares em sua estrutura química. Já aqueles que têm um impacto indireto, trabalham agindo nos receptores sinápticos.” Isto é, os de efeito direto “copiam” a estrutura das reações químicas naturais, e os indiretos atingem os receptores responsáveis pela transmissão de impulsos nervosos de uma célula para outra.

4. TRATAMENTOS FARMACOLÓGICOS E FORMAS ALTERNATIVAS DE TRATAMENTO PARA A DEPRESSÃO

O tratamento da depressão pode ser dividido em: fase aguda, onde seu período dura entre 6 a 12 semanas e tem como objetivo a remissão dos sintomas e o início da recuperação psicossocial; fase de continuação, que tem duração entre 4 a 9 meses e tem como objetivo prevenir recaídas e a fase de manutenção, que é indicado para pacientes com grande risco de recorrência e é indicado para vida toda (MELO E MORENO, 1998).

A escolha do tratamento correto é de grande importância após feito o diagnóstico, levando em consideração a classificação da depressão, o estado geral de saúde e até mesmo as condições financeiras. Segundo o Protocolo Clínico para Transtornos Depressivos (2015), o uso de psicofármacos faz parte de um contexto de tratamento mais abrangente. O ideal, como rotina de um serviço de saúde, seria contar com várias abordagens que funcionassem concomitantemente à prescrição do remédio.

Quando se fala em tratamento para depressão, logo é pensado no tratamento farmacológico, porém a escolha do antidepressivo varia de acordo com a idade, histórico clinico do paciente, gravidade do quadro do paciente e da possibilidade de tratamentos alternativos. A OMS (2012, p.15) afirma que em casos iniciais ou quando ainda não há um diagnóstico preciso estabelecido, não se deve usar antidepressivos ou benzodiazepínicos.

Estima-se que cerca de 30 a 40% dos indivíduos com quadro depressivo não respondem adequadamente ao tratamento inicial, desse modo, é comum que profissionais de saúde demandem cerca de seis semanas para se certificar que um determinado medicamento não é eficaz para determinado caso clínico (DORIS; EBMEIER; SHAJAHAN, 1994).

Esta demora na identificação e adaptação do tratamento inicial é vista, muitas vezes, como algo bastante negativo para o paciente, pois ele deseja se livrar do sofrimento e, em alguns casos, os medicamentos não agem adequadamente para seu caso, pois talvez ainda não tenha sido identificada a melhor forma de tratamento. No entanto, um tratamento continuado, constante e com apoio de familiares e pessoas próximas, pode atingir níveis desejáveis no tratamento da doença.

O principal objetivo do tratamento para depressão é diminuir os sintomas e a recuperação dos níveis normais de funcionamento e do bem-estar do indivíduo. Quando a resposta ao tratamento não se dá por completo é necessário o aumento da dose dos medicamentos, troca do fármaco por outra classe de antidepressivos e até mesmo buscar tratamentos alternativos (USP-DI1999).

É importante destacar sobre a depressão na fase da infância e da adolescência, que é uma condição grave que pode impactar na vida social, escolar e familiar desse grupo, o que acarreta em um grande problema, tendo em vista os índices de morbidade e mortalidade da depressão nessa fase, além de que se não tratado desde o início, pode afetar a vida adulta de uma forma severa (CURATOLO; BRASIL, 2005).

De acordo com Fleming e Offord (1990), a prevalência da depressão em crianças é cerca de 2% e em adolescentes é de 6%. Um estudo epidemiológico avaliou crianças e adolescentes com depressão e revelou grande associação com problemas na escola, autoimagem negativa, dificuldade no relacionamento com colegas, uso de substancias e hospitalização psiquiátrica (FLEMING; OFFORD, 1990).

4.1. Tratamentos farmacológicos para a depressão

No mercado existem vários tipos de medicamentos antidepressivos, a escolha do melhor para cada paciente tem como base a eficácia de acordo com cada episódio clínico, efeitos secundários, histórico familiar, condição atual do paciente, tais como, idade, gravidez, condição financeira, etc (NEVES, 2015). Apesar da grande variedade de antidepressivos, todos tem em comum aumentar os neurotransmissores na fenda sináptica, principalmente o aumento da noradrenalina e da serotonina (FERNANDES, 2014).

Uma classe de antidepressivo que é bastante eficaz é a de inibidores de MAO (IMAO), porém devido a sua falta de segurança relacionado aos efeitos indesejáveis e sua interação medicamentosa, não são mais utilizados como tratamento de primeira linha (MITSCH, 2013). Tem como exemplo de medicamentos dessa classe: iproniazida, fenelzina, tranilcipromina.

Os antidepressivos tricíclicos (ADT), foram os primeiros antidepressivos eficazes a serem utilizados na década de 60. Tem como contraindicação a utilização em idosos e crianças devido aos seus efeitos colaterais, mas em caso necessário pode ser utilizado com cautela e com doses baixas (FERNANDES, 2014). De acordo com a Norma da Direção-Geral da Saúde, doses superiores a 100mg podem causar more súbita cardíaca (FILGUERA et al., 2012). Amitriptilina, mirtazapina, nortriptilina, são exemplos de medicamentos dessa classe.

Como tratamento de primeira linha da depressão, podemos considerar os Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (SSRI), devido a sua segurança e eficácia e também porque apresenta menos efeitos adversos (FERNANDES, 2014). Medicamentos que pertencem a esse grupo: fluoxetina, sertralina, citalopram.

Os Inibidores da recaptação Neuronial da Noradrenalina e Dopamina (ISRNS), de acordo com Fernandes (2014), além de ser utilizado como tratamento da depressão é usado no combate ao tabagismo, pois tem ação no sistema nervoso central (SNC). Se tem como exemplo dessa classe de medicamento a bupropiona.

Não há um antidepressivo ideal, mas existe uma grande disponibilidade de fármacos que atuam por diferentes mecanismos de ação o que permite uma escolha otimizada da terapia, mesmo para as depressões resistentes a um determinado tratamento (SOUZA, 1999).

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Indivíduos que fazem uso do meio farmacológico tem uma grande dificuldade em seguir o tratamento da forma correta a longo prazo, devido aos efeitos colaterais e conflitos entre a forma de tratamento proposta e a preferência do paciente. Sabe-se que o profissional farmacêutico se encontra em posição ideal para reconhecer os efeitos colaterais, oferecer educação sobre os medicamentos, motivação e propor acompanhamento farmacoterapêutico para melhorar a adesão ao tratamento e a qualidade de vida do paciente (LIZER et al., 2011).

No que se diz respeito ao tratamento em crianças e adolescentes, deve ser cauteloso, tendo uma boa estratégia terapêutica, sendo precedido de uma avaliação médica detalhada, além de se obter dados sobre o comportamento da criança e do adolescente em casa e na escola, assim facilitando a escolha de um tratamento mais adequado (CURATOLO; BRASIL, 2005). A orientação e acompanhamento de professores, pais e familiares é também muito importante para o sucesso no tratamento.

Os efeitos colaterais do tratamento farmacológico é uma das principais causas a não adesão ou a interrupção do tratamento, por não tolerar e de acordo com Souza (2011), os que permanecem com o tratamento sofrem uma significativa diminuição na qualidade de vida. Apesar dos benefícios do tratamento farmacológico, a não-adesão ao tratamento é muito comum. Aproximadamente 33% dos doentes interrompem o tratamento antidepressivo no primeiro mês e, aproximadamente, 45% abandonam o tratamento até o terceiro mês (CUNHA; GANDINI, 2009).

Um grande obstáculo no tratamento da depressão está relacionado com a facilidade ao acesso das informações sobre medicamentos, pois a automedicação se tornou uma prática constante dos indivíduos que apresentam algum sintoma ou aqueles que fazem seu próprio diagnóstico. Dessa forma, é comum o caso de sujeitos que utilizam da automedicação fazendo-a de forma inadequada, o que, frequentemente, causa um agravamento do quadro.

Ainda existe bastante preconceito quando se trata de tratamento farmacológico, as pessoas possuem vergonha de admitir que fazem tratamento com o mesmo e com isso aderir os medicamentos na rotina do dia a dia se torna mais difícil. Uma pesquisa feita em São Paulo, informa que os pacientes embora achassem útil e necessário o tratamento medicamentoso para aliviar os sintomas, também achavam desgastante e nem sempre proporcionavam resultados conforme a expectativa dos pacientes, ou seja, quando os medicamentos não eram suficientes para eliminar ou reduzir os sintomas da depressão de forma rápida (IBANEZ; MERCEDES; VEDANA; MIASSO, 2014).

É preciso salientar também que outros motivos que causam essa prática é o socioeconômico, dificuldade em acesso a saúde, venda de medicamento com facilidade. Essas ações desencadeiam o mau uso dos medicamentos e os abaixam a um patamar similar ao de um produto qualquer, reproduzindo a ideia de que a saúde pode ser alcançada por um meio digital e facilitado, o afastando da sua real finalidade que é a prevenção e tratamento de doenças (FREITAS; RAMALHO DE OLIVEIRA; PERINI, 2006).

Uma pesquisa feita por Cunha e Gandini (2009) revela que o paciente possui uma participação determinante no processo do tratamento, onde a adesão ou a não adesão ao tratamento farmacológico é um fenômeno multifatorial e complementar, onde vários fatores estão relacionados, podendo conduzir a uma melhora ou piora do quadro depressivo.

A não adesão do paciente, pode acontecer desde a não administração de uma dose ou administração de doses acima do recomendado, ou seja, algo fora do prescrito pelo médico (CRAMER; SCHEYER; MATTSON, 1990; JORDAN et al., 2000) e a falta de comprometimento com o tratamento pode acarretar em recaídas durante o período de tratamento, assim como uma piora no caso levando ao suicídio.

4.2. Tratamentos alternativos para a depressão

Conforme visto nas seções anteriores, podemos notar que a depressão, além de atingir uma boa parcela da população, é uma questão social. Tratar dessa patologia é não apenas tratar o indivíduo em si, mas também proporcionar aos familiares e à sociedade um ambiente de convivência mais adequado e uma perspectiva de crescimento coletivo.

As intervenções em saúde mental devem promover novas possibilidades de modificar e qualificar as condições e modos de vida, orientando-se pela produção de vida e de saúde e não se restringindo à cura da doença. O desenvolvimento de intervenções em saúde mental é construído no cotidiano dos encontros entre profissionais e usuários, em que ambos criam novas ferramentas e estratégias para compartilhar e construir juntos o cuidado em saúde (VICELLI, 2018).

Existem vários tratamentos alternativos para a depressão, como, por exemplo, a psicoterapia, que de acordo com o Manual de Prevenção ao Suicídio (2006), é amplamente recomendado. Nos casos de depressão leve, é recomendado a psicoterapia de primeiro momento antes de iniciar o tratamento farmacológico e nos casos de depressão moderada e grave, deve ser associada ao tratamento farmacológico.

Nesta forma de tratamento, o terapeuta tem como objetivo fazer com que o paciente consiga identificar, entender e dar sentido aos seus conflitos (MELLO, 2004). Escutar o paciente de forma empática, construir uma boa aliança para que o paciente fala abertamente sobre algo que sente, como se sente, sobre seus pensamentos, pode ser considerado um grande progresso no tratamento. Ainda seguindo o Manual de Prevenção ao suicídio (2016), o tratamento feito com a psicoterapia necessita de cuidado e atenção, pois alguns casos o terapeuta terá que intervir tomando medidas ativas, assim não podendo confundir a neutralidade do atendimento com a passividade.

Em 2006, por meio da portaria nº 971, foi aprovado a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PNPIC), que institui a oferta de medicinas tradicionais e complementares, como acupuntura e auriculoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS). Araújo et al (2020) mostra que em relação a remissão dos sintomas a acupuntura ou a eletro acupuntura aplicadas isoladamente ou combinadas a outras terapias apresentam bons resultados.

A acupuntura, em relação a redução da depressão durante o tratamento, apresentou resultados melhores que tratamentos habituais, assim como a eletroacupuntura apresentou resultado melhor do que o tratamento farmacológico com a fluoxetina, assim como o ensaio clínico apresentou um resultado favorável a pratica de acupuntura em relação ao uso da fluoxetina sobre a taxa de recidiva.

A yoga é caracterizada como uma prática de origem oriental que tem benefícios para o sistema respiratório, endócrino além de reduzir o estresse, aliviar ansiedade, melhorar flexibilidade. Ela foi incorporada em 27 de março de 2017 à PNPIC. Em uma outra revisão bibliográfica, foi concluído que pacientes com depressão tiveram uma melhora no quadro clínico após a prática de yoga, inclusive a curto prazo, assim como a redução dos sintomas da depressão em idosos e mulheres.

Outro tratamento alternativo com um resultado muito positivo que pode ser citado é a atividade física, que pode auxiliar ou até mesmo substituir algum tratamento já utilizado pelo paciente. Simoni (2014) afirma que o exercício físico regular melhora a confiança em si mesmo, exige comprometimento do paciente, reduz o risco de diminuição funcional, assim tratando melhor da saúde física, psicológica e mental o paciente,

Para Meeusen & De Meirleir (1995 apud RODRIGUES, 2017), a atividade física produz serotonina, a qual tem papel importante na liberação, regulação e ativação de diversos neurotransmissores e seus receptores específicos através de diversas alterações fisiológicas, o que contribui, frequentemente, na redução do quadro depressivo.

O exercício físico tem como destaque a sua quase inexistência de efeitos colaterais e o custo financeiro. Os principais benefícios encontrados no exercício físico são: diminuição da insônia e da tensão, bem-estar emocional, imagem corporal positiva, aumento da produtividade e autocontrole psicológico, melhora do humor e interação social positiva (CRAFT & PERNA, 2004 apud COSTA et al, 2015).

Simoni (2014) afirma que o para a depressão leve, o exercício aeróbio é o mais eficiente e que na frequência semanal de 3 vezes, demonstram melhores resultados do que pessoas que praticam exercícios apenas uma vez na semana. Quando o exercício físico é realizado, ocorre uma liberação de neurotransmissores como serotonina, dopamina e endorfina, assim ativando os receptores, ocasionando um efeito relaxante e tranquilizante após o exercício físico (MINGHELLI et al., 2013).

No entanto, é necessário compreender que a prática de atividade física como tratamento da depressão pode ser maléfica quando realizada sem acompanhamento de um profissional. Isto é, um dos maiores problemas de aliar a atividade física ao tratamento na depressão a prática indiscriminada, a falta de informação da população e falta de equipes multidisciplinares para alinharem os tratamentos, o que corrobora com a dificuldade em alinhar ambos os tratamentos.

5. A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO FARMACÊUTICA NO USO DE TERAPIAS ALTERNATIVAS PARA A DEPRESSÃO

O acompanhamento de um profissional farmacêutico, chamado de Atenção Farmacêutica, é de extrema importância, pois pode garantir que toda a terapia medicamentosa do paciente é indicada para tratar tal patologia, que os medicamentos são seguros e efetivos e que estejam dentro das condições do paciente (sejam elas econômicas, físicas e mentais) e deixando com que o paciente participe do planejamento do seu tratamento, onde as decisões finais cabem sempre a ele (FREIAS; RAMALHO DE OLIVEIRA; PERINI, 2006).

No que se diz respeito ao tratamento farmacológico, o uso de antidepressivos leva o paciente a uma melhorados sintomas, porém o seu uso deve ser monitorado para evitar efeitos colaterais indesejáveis, inefetividade, o uso irracional e o risco de provocar dependência devido ao uso incorreto e também gerar dificuldade quando chegar no fim do tratamento. Por esses motivos, a avaliação dos fatores individuais de cada paciente é importante, assim identificando fatores determinantes para a evolução ou não evolução do caso clínico do paciente (RODRIGUES; FLISTER, 2020).

Na AF, o profissional tem a obrigação social de se esforçar continuamente para reduzir a morbimortalidade relacionada ao uso de medicamentos, responsabilizando-se por atender às necessidades farmacoterapêuticas de seus pacientes (BERTO et al, 2009; CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA 2016). O farmacêutico tem como principal responsabilidade garantir que toda a terapia medicamentosa do paciente seja correta e indicada para o seu caso (ZANGHELINI; ROCHA FILHO; CARVALHO; SILVA, 2013), que os medicamentos sejam os mais efetivos e mais seguros e que o paciente esteja disposto a usa-los como recomendado (CIPOLLE; STRAND; MORLEY, 2012).

No acompanhamento farmacoterapêutico desenvolve-se ações de orientação, educação, resolução de possíveis problemas de saúde, fornecimento de subsídios educativos para que o paciente possa aderir ao tratamento farmacológico de forma segura e eficaz. O farmacêutico tem um papel importante, estando atento principalmente as reações adversas ao medicamento e possíveis interações medicamentosas (LACERDA, 2006).

Existem vários métodos que podem ser utilizados para fazer o acompanhamento farmacoterapêutico. O método Dáder é o mais utilizado em farmácias comunitárias. Este método foi desenvolvido na Universidade de Granada (Espanha) no ano de 1999, o qual está sendo utilizado em inúmeros países por vários farmacêuticos (GARCIA & GASTELURRUTIA, 2005). Baseia-se na obtenção da história farmacoterapêutica do paciente, relatando os problemas de saúde que apresenta e os medicamentos que utiliza. A partir destes dados se obtém o estado de situação do paciente, onde é possível analisar e identificar possíveis problemas relacionados com medicamentos, fazendo intervenções necessárias e analisando os resultados obtidos, posteriormente (GARCIA & GASTELURRUTIA, 2005). Este método tem como ponto positivo a facilidade e a praticidade de fazer a avaliação das informações em conjunto com a fase de estudo, fazendo com que seja bem completo.

O método SOAP (Subjetivo, Objetivo, Avaliação e Plano), onde cada termo se refere a uma parte do processo do atendimento com atividades específicas, é muito utilizado por profissionais da saúde pela sua facilidade de entendimento. (HURLEY, 2004; ROVERS et al., 2003). De acordo com Correr, Noblat e Castro (2012), as fases são:

  • Informações subjetivas: Onde é registrado histórico de prontuário, problemas com uso de medicamentos, relação com a doença.

  • Informações objetivas: Onde são registrados dados como sinais vitais, exames de patologia clínica, resultados de testes laboratoriais e de exames físicos.

  • Avaliação de dados: O farmacêutico identifica possíveis problemas relacionados com medicamentos, com base nas informações anteriores e faz a avaliação de possíveis intervenções farmacêuticas que podem ser adotadas para resolver ou problemas.

  • Plano: Após feito todo um planejamento de intervenção, o farmacêutico deve apresentar para o paciente, tentando achar um acordo para a implementação do plano. Além do que, prescritores devem ser acionados em casos de problemas relacionados com medicamentos assim como outros profissionais que estão envolvidos no tratamento, para buscar o melhor para o paciente.

Hurley (2004) cita que neste método não necessita de um formulário específico para preenchimento, as informações são registradas como texto livre, fazendo com que seu ponto positivo seja a simplificação do documento.

O método PWDT (Pharmacist’s Workup of Drug Therapy) – Estudo farmacêutico da Terapia Farmacológica - foi desenvolvido pela Universidade de Minnesota (Estados Unidos da América) e tem como objetivo avaliar as necessidades do paciente referente a medicamento e implementação de ações e a realização de segmentos para determinar os resultados terapêuticos abordados. Para esse método ter bom funcionamento é necessária uma boa relação entre paciente e usuário. Tem como ponto positivo a parte de planejamento dos cuidados a serem ofertados ao usuário.

O método TOM (Therapeutic Outcomes Monitoring) – Monitorização de Resultados terapêuticos, foi desenvolvido na Flórida - EUA, para dar apoio as atividades do farmacêutico na prática. (WHO, 1999). Este método é voltado para doenças mais específicas, onde é necessário desenvolver formulários para cada tipo de atendimento.

Um estudo feito por Oliveira e Freitas (2012), foi consta que o farmacêutico, por ser um profissional de saúde mais disponível para a população em geral, tem um papel importante durante o tratamento do paciente contribuindo com a segurança e eficácia da farmacoterapia, resolvendo problemas relacionados a medicamentos, realizando a manutenção dos objetivos terapêuticos, interagindo e discutindo sobre as necessidades atuais do paciente, além de, conhecendo o histórico do paciente e a progressão da doença, colaborando com outros profissionais da saúde para melhor a situação.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Neste trabalho foi possível observar os sintomas da depressão, como ela ocorre e as principais formas de tratamento. A depressão é uma doença mental onde seus principais sintomas são: apatia, tristeza, falta de apetite, que podem durar por semanas, meses e até mesmo anos. Os métodos de tratamento precisam ser repensados e reavaliados, devido ao grande aumento de casos diagnosticados entre 2005 e 2015. Bem como, uma avaliação precisa para um diagnóstico correto e consequentemente um tratamento correto e eficaz. Foi possível também identificar a causa fisiológica da depressão.

Neurotransmissores como a serotonina, noradrenalina, endorfina estão diretamente ligados a causa da depressão, que acontece devido a uma desregulação, fazendo com que a sua quantidade diminua enquanto os receptores continuam trabalhando da mesma forma, gerando essa deficiência. Fármacos, exercícios físicos, e algumas atividades alternativas apresentam benefícios quando se diz respeito a regulação desses neurotransmissores.

Ademais, tratamentos farmacológicos necessitam de acompanhamento médico e farmacêutico, para garantia de adesão, bem como uma individualidade na escolha do fármaco correto, baseando-se no perfil e histórico de cada paciente e também na existência de alternativos como yoga, acupuntura, exercícios físicos, que se alinhados é possível obter uma resposta positiva no processo final do tratamento.

Por fim espera-se ter contribuído com os estudos que versam sobre o assunto e acredito que o tema tem muito o que ser debatido, como por exemplo estudos de caso que verifiquem os melhores tratamentos alternativos para a depressão, assim como o uso de outros métodos alternativos como florais e aromaterapia. E também estudos que mostrem a importância do trabalho de diferentes profissionais em acompanhamento como educadores físicos, médicos, farmacêuticos, psicólogos, visando um tratamento completo e personalizado para o paciente.

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1 These chemical messengers are produced naturally by the body in response to pain, but they can also be triggered by other activities such as aerobic exercise.

2 Some drugs are known as agonists and function by increasing the effects of specific neurotransmitters. Other drugs and referred to as antagonists and act to block the effects of neurotransmission.

3 Those that have a direct effect work by mimicking the neurotransmitters because they are very similar in chemical structure. Those that have an indirect impact work by acting on the synaptic receptors.

 

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Publicado por: Carolline Melo da Costa Silva

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