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Relação família e escola: a contribuição da relação família/escola nos processos de alfabetização e letramento da criança

Pedagogia

Análise sobre o papel da família e escola na educação, e no processo de alfabetização e letramento das crianças.

índice

1. RESUMO

O presente trabalho consiste na reflexão acerca da relação família e escola, se aprofundando na contribuição dessa relação nos processo de alfabetização e letramento, ressaltando a importância da parceria entre essas duas instituições formadoras da criança, buscando fortalecer os vínculos entre elas por meio de revisão bibliográfica sobre o tema, tendo como base os posicionamentos dos teóricos como Ana Mercês Bock, Osório, Paulo Freire, Dermeval Saviani, Magda Soares, Emilia Ferreiro, Mário Sérgio Cortella, Jean Piaget e Vygotsky, os quais muito têm a contribuir com essa temática. Aqui foi relatado ainda um projeto escolar, tendo como linha de pesquisa as atribuições do pedagogo gestor, propondo promover as ações de mobilização, conscientização, palestras, coletas de dados, debates, entrevistas, questionários, elaboração de propostas, visitas, reuniões e gincana escolar com a família e a escola que visa combater as dificuldades encontradas na efetivação da parceria entre família e escola nos processos de alfabetização e letramento e forma a contemplar os objetivos propostos e alcancem o desenvolvimento da aprendizagem e o sucesso escolar e social das crianças.

Palavras-chave: Alfabetização.  Letramento. Família. Escola.  Aprendizagem.

2. INTRODUÇÃO

Diante de diversos momentos geradores de aprendizagens foi notada a relevância da temática acerca da contribuição da relação família e escola no processo de alfabetização e letramento da criança, sendo esse o tema escolhido para se discutir em todo esse projeto de ensino, o qual está ligado à linha de pesquisa da gestão escolar, dentro das atribuições do pedagogo no ambiente escolar.

A ideia de estudo surgiu devido à necessidade de se refletir como acontece a relação família e escola e de que forma ela pode contribuir com os processos de alfabetização e letramento, buscando perceber o modo como esses processos estão ligados a essa relação tão importante para o desenvolvimento da criança, relação essa que contribui com a melhoria da aprendizagem, favorecendo os aspectos sociais, mentais, cognitivos, afetivos e escolares, deixando claro que para que de fato essa criança tenha um ensino de qualidade que venha lhe trazer o sucesso escolar e uma boa formação cidadã é imprescritível que essa relação aconteça em parceria e harmonia, como o mesmo objetivo de contribuir com os processos de desenvolvimento da aprendizagem dessa criança em formação.

A parceria entre família e escola é reconhecida tanto na legislação educacional como por pensadores, professores e filósofos com contribuições na educação como, Ana Mercês Bock, Osório, Paulo Freire, Dermeval Saviani, Magda Soares, Emilia Ferreiro, Mário Sérgio Cortella, Jean Piaget e Vygotsky, que comentam tanto sobre a importância dessa relação como também os aspectos sobre os processos de alfabetização e letramento que estão intimamente ligados com a contribuição da relação família e escola, diante de seus papeis formadores na vida dessa criança, que desde seu nascimento recebe influencias e valores da instituição familiar, influências e valores que devem ser respeitados pela escola que poderá gerar novas influências e valores sem deixar de lado as que a criança já trás consigo, elas devem caminhar juntas para o sucesso escolar e social desse sujeito que está se formando.

O que foi observado é que em algumas situações essa parceria não acontece, causando graves consequências para o desenvolvimento da aprendizagem dessa criança principalmente dentro do contexto de alfabetização e letramento onde ela é dependente das influencias e estímulos da família e escola para se tornar um sujeito alfabetizado e letrado, outro problema além da falta de parceria entre essas instituições é a dificuldade em cumprirem seus papeis, pois uma não pode realizar o que é reconhecido estabelecido como papel da outra, foi pensando em minimizar esses obstáculos e dificuldades e de estabelecer um ambiente onde aconteça essa parceria de forma a contribuir com os processos de alfabetização e letramento para que a criança alcance o sucesso escolar e social, que por meio de estudos e pesquisas foi elaborado um projeto escolar que aborda toda essa temática.

No projeto escolar aqui abordado com a temática acerca da relação família e escola e sua contribuição com o processo de alfabetização e letramento da criança, foi pensado a se trabalhar com coleta de dados, mobilização e conscientização dos envolvidos em especial, professores, pais ou responsáveis e alunos, para a participação efetiva nas atividades propostas, que se dividam em palestras, debates, entrevistas, questionários, elaboração de propostas de melhoria, realização de atividades no ambiente familiar, gincana escolar com os pais ou responsáveis, visitas e reuniões escolares com os pais ou responsáveis entre outras atividades, as quais para serem realizadas necessitam de recursos humanos e matérias que em sua grande maioria podem ser encontrados no ambiente e comunidade escolar.

Esse projeto foi elaborado com cinco etapas, a serem realizadas em um período de 56 horas, divididas em 36 dias durante quatro meses, sendo avaliado durante a realização das atividades e ao final delas por meio de reunião com os principais envolvidos nesse projeto escolar, que busca contribuir com o estreitamento da relação família e escola contribuindo diretamente com os processos de alfabetização e letramento, sendo assim bastante positivo para o ambiente educacional.

3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA SOBRE O TEMA

3.1. O PAPEL DA FAMÍLIA E DA ESCOLA NA VIDA ESCOLAR DA CRIANÇA

Em nossa sociedade ao longo dos anos foram se modificando as definições dos conceitos e os papeis da família e da escola, sendo a família, a primeira organização formativa do sujeito, pois é nela onde a criança tem seu primeiro contato social, conhece a cultura e valores do meio em que está inserida e se reconhece como sujeito desse meio, tendo assim grande importância formativa para toda a sua vida. Segundo a psicóloga Ana Mercês Bahia Bock (2004 p.249):

“A família, do ponto de vista do individuo e da cultura, é um grupo tão importante que, na sua ausência, dizemos que a criança ou o adolescente precisa de uma “família substituta” ou devem ser abrigados em uma instituição que cumpra suas funções maternas e paternas, isto é, as funções de cuidados para a posterior participação na coletividade.”

Assim disso, é visto que para uma boa formação da criança tanto na sua vida social quanto a educacional é necessária à participação da família na vida escolar da mesma e essa deve conhecer e executar o seu papel especialmente no contexto de escolarização, já que ela é a primeira responsável pelo desenvolvimento social e psicológico de seus filhos devendo assim buscar da melhor forma sempre conhecer e estar em harmonia com o que a escola está promovendo, questionando e somando na vida da criança tanto no aspecto social como no educacional, mantendo sempre uma boa comunicação com a escola, segundo Osório (1996, p.82):

“Costuma-se dizer que a família educa e a escola ensina, ou seja, à família cabe oferecer à criança e ao adolescente a pauta ética para a vida em sociedade e a escola instruí-lo, para que possam fazer frente às exigências competitivas do mundo na luta pela sobrevivência”.

Como a fala de Osório podemos perceber que a educação de valores, ética, moral, cultura e outros são de responsabilidade primeira da família e não unicamente da escola cabendo a essa, outros deveres como além de preservar os conhecimentos já obtidos com a família os ampliá-los para formar um sujeito integro para a sociedade em que vivemos. Deste modo, a escola e a família são vistas como as principais responsáveis pela formação do individuo, em especial da formação da criança tanto dentro de seus aspectos sociais como os educacionais, sendo assim para que a criança tenha uma boa formação são necessárias à relação em parceria entre essas duas instituições formadoras. 

É notória a importância dessa relação para a educação da criança, pois sem ela todo esse processo de ensino e aprendizagem é dificultado e alcançar a qualidade o que se torna um grande desafio para os educadores, como diz um sábio provérbio de origem africana, citado por Mozart Neves Ramos que é um educador, escritor e químico brasileiro:

“Para educar uma criança, é preciso toda uma aldeia”.

Ou seja, para que a criança seja de fato educada para se tornar um cidadão reflexivo e participativo, em nossa sociedade todos os envolvidos nas interações com ela devem contribuir com esse processo formativo, por isso o olhar especial para a família e a escola. No contexto da relevância do papel escola na educação, o educador e filosofo brasileiro, considerado um dos pensadores mais notáveis da história da pedagogia mundial, Paulo Freire (1991, p. 126) considera que:

“Você, eu, um sem-número de educadores sabemos todos que a educação não é a chave das transformações do mundo, mas sabemos também que as mudanças do mundo são um quefazer educativo em si mesmas. Sabemos que a educação não pode tudo, mas pode alguma coisa. Sua força reside exatamente na sua fraqueza. Cabe a nós pôr sua força a serviço de nossos sonhos .”

Com isso podemos entender que a escola tem o papel de usar princípios que permitam a liberdade do ensino e aprendizagem, do pensamento, da arte, da cultura e do saber, o respeito e tolerância às diferenças, garantia de igualdade nas condições de ensino para a permanência do estudante na instituição educativa, e a aceitação de diferentes ideias e concepções pedagógicas, bem como a valorização do profissional da educação e das experiências fora da escola. Neste contexto cabe expor a compreensão de Paulo Freire quanto à especificidade e natureza pedagógica da Escola, para ele (2003, p. 114):

“É uma escola em que realmente se estude e se trabalhe. Quando criticamos, ao lado de outros educadores, o intelectualismo de nossa escola, não pretendemos defender posição para a escola em que se diluíssem disciplinas de estudo e uma disciplina de estudar. Talvez nunca tenhamos tido em nossa história necessidade tão grande de ensinar, de estudar, de aprender mais do que hoje. De aprender a ler, a escrever, a contar. De estudar história, geografia. De compreender a situação ou as situações do país.”

Outro filosofo e educador que reflete sobre esse contexto do papel da educação é Dermeval Saviani, que salienta (1995, p. 19):

“A escola existe, pois, para propiciar a aquisição dos instrumentos que possibilitam o acesso ao saber elaborado (ciência), bem como o próprio acesso aos rudimentos desse saber. As atividades da escola básica devem se organizar a partir dessa questão. Se chamarmos isso de currículo, poderemos então afirmar que é a partir do saber sistematizado que se estrutura o currículo da escola elementar. Ora, o saber sistematizado, a cultura erudita, é uma cultura letrada. Daí que a primeira exigência para o acesso a esse tipo de saber é aprender a ler e escrever. Além disso, é preciso também aprender a linguagem dos números, a linguagem da natureza e a linguagem da sociedade. Está aí o conteúdo fundamental da escola elementar: ler, escrever, contar, os rudimentos das ciências naturais e das ciências sociais (história e geografia humanas).”

Com isso a escola com suas práticas educacionais na vida da criança estabelecem seu papel formador dentro dos princípios educativos que lhe são estabelecidos, dessa maneira mesmo que a família desempenhe ou não seu papel formador, a escola necessita ensinar e educar seus alunos para serem cidadãos emancipados para uma boa vivência em uma sociedade democrática e contemporânea.

3.2. A RELAÇÃO FAMÍLIA E ESCOLA SEGUNDO A LEGISLAÇÃO E OS DOCUMENTOS NORTEADORES DA EDUCAÇÃO NO BRASIL

È importante também ressaltar que dentro da nossa sociedade é um princípio o uso da legislação para nortear as ações dentro dela, como a Carta Magna brasileira, a Constituição Federal de 1988, cita no Título VIII da Ordem Social, Capítulo VII da Família, da Criança, do Adolescente, do Jovem e do Idoso, em seu Artigo 205 que:

“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”

Assim o papel da educação fica claro para todos os brasileiros, já que é estabelecido por lei, ainda na nossa Carta Magna o papel da família também é estabelecido em seu artigo 229 citando que:

“Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.”

Além da Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA, também traz consigo deveres e poderes da família sobre os filhos, expressos no artigo 129, inciso V, que fala sobre a obrigação da matricula do filho na escola e também de acompanhar, ou seja, estar presente, garantir a permanência, frequência bem como observar a evolução escolar da criança. Tudo isso se faz necessário tendo em vista o peso enorme dessa participação no sucesso escolar da vida dos filhos.

Para que a família cumpra com seus deveres dentro da educação dos seus filhos, é preciso que a escola cumpra sua função social na formação desse sujeito, pois é na escola que a criança faz a passagem da vida privada para a coletiva, onde lhe é dado uma nova forma de aprendizagem, no ambiente escolar a socialização é diferente da familiar, consistindo no ensino de conhecimentos e no desenvolvimento de valores sociais ou coletivos. Assim a escola de acordo com nossa Carta Magna, a Constituição Federal de 1988, a educação em seu Título II, Capitulo II no artigo 6º, é um direito fundamental social, o ECA, também retrata em seu artigo 53 que:

A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-lhes:

I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

II - direito de ser respeitado por seus educadores;

III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores;

IV - direito de organização e participação em entidades estudantis;

V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência.

V -acesso à escola pública e gratuita, próxima de sua residência, garantindo-se vagas no mesmo estabelecimento a irmãos que frequentem a mesma etapa ou ciclo de ensino da educação básica.” (Redação dada pela Lei nº 13.845, de 2019)

Para que esses direitos sejam efetivados a lei ainda estipula os deveres do Estado em seu artigo 54. Assim, reconhecemos que a escola deve promover por meio da educação pública e gratuita um ensino que prepare o educando para o exercício da cidadania, sua qualificação para o trabalho e seu pleno desenvolvimento.

3.3. A FAMÍLIA E O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO DA CRIANÇA

Os processos de alfabetização e letramento na vida da criança são contínuos e de grande importância e os mesmos não começam somente na escola, mas sim da interação desse sujeito com o meio em que vive, pois todas as suas ações, relações e experiências são consideradas relevantes, e esse meio é inicialmente a sua família, sendo o primeiro espaço a ser ocupado pela criança. Para tanto a família deve buscar conhecer como se dá esses processos, como eles se iniciam e como sua ação poderá colaborar para que ele aconteça na vida de seus filhos, pois sua participação nesse processo contribui para que os valores, crenças e significados da sociedade sejam transmitidos para a criança, sendo o agente da socialização da criança, nesse contexto de alfabetização da criança Oliveira (2008, p.68) diz:

“Vygotsky tem uma abordagem genética da escrita: preocupa-se com o processo de sua aquisição, o qual se inicia muito antes da entrada da criança na escola e se estende por muitos anos. Considera, então, que para compreender o desenvolvimento da escrita na criança é necessário estudar o que ele chama de ‘a pré-história da linguagem escrita’, isto é, o que se passa com a criança antes de ser submetida a processos deliberados de alfabetização.”

Assim, a família é a primeira que trabalha esse processo de alfabetização com a criança, pois é ela que observa seus primeiros avanços desde o modo como ela tem contato com objetos de escrita como o lápis ou de objetos de leitura como livros e manuais indo até a forma que ela estabelece sua escrita e leitura após a entrada na escola, com isso, o ensino no ambiente familiar contribui para os avanços da criança em seu processo de aquisição da escrita e leitura. Esse primeiro contato com o mundo da escrita no ambiente familiar acontece também com o mundo da leitura, assim a família também inicia o processo de letramento da criança, onde ela observa as ações da fala, gerada por a leitura de algum objeto o que gera na criança curiosidade e conhecimento, se apropriando da habilidade leitora, como observa a professora Magda Becker Soares (2010, p.39):

“Ter se apropriado da escrita é diferente de ter aprendido a ler e escrever; aprender a ler e escrever significa adquirir uma tecnologia, a de codificar a língua escrita e de decodificar a língua escrita; apropriar-se da escrita é tornar a escrita ‘própria’, ou seja, é assimilar como sua ‘propriedade’.”

Nesse contexto é inicialmente no ambiente familiar na primeira infância onde a criança vai encontrar elementos necessários e responsáveis para o desenvolvimento da aprendizagem da leitura e escrita, que ocorrem em momentos diferentes, por isso deve ser conhecida à diferença entre o processo de alfabetização e letramento apesar de caminharem juntas tem conceitos distintos, o processo de alfabetização, por exemplo, é caracterizado por desenvolver a habilidade de ler e escrever, já o letramento se centraliza em desenvolver a habilidade do uso competente da leitura e da escrita dentro das práticas sociais, por isso buscamos formar um sujeito alfabetizado e letrado, e para que isso aconteça à família e as escolas devem caminhar juntas, pois a criança não aprende sozinha como afirma Freire (1987, p. 39):

“... ninguém ensina nada a ninguém e ninguém aprende nada sozinho”.

Tendo em vista que a criança precisava ser auxiliada no se processo de aquisição da leitura e escrita no Brasil surge à preocupação em criar métodos para alfabetizar a criança no período da Republica, desde então são grandes as mudanças acerca da ação de alfabetizar, como a criação de políticas públicas para efetivar essa pratica tão importante, a exemplo do Plano Nacional da Educação (PNE) de 2014 até 2024, com seu conjunto de 20 metas para serem alcançadas num prazo de 10 anos, tendo duas metas ligadas diretamente aos processos de alfabetização, que são:

“Meta 5: Propõe que todas as crianças brasileiras possam ser alfabetizadas até o fim do primeiro ciclo do ensino fundamental.”

“Meta 9:Trata da necessidade de erradicar o analfabetismo absoluto do país. Ademais, também propõe o trabalho para que se busque uma redução de 50% da taxa de analfabetismo funcional até o fim da vigência desse PNE. Para isso, projeta a melhoria do índice de alfabetização da população com faixa etária a partir de 15 anos para 93,5%%.”. (PNE, 2014).

Além do PNE, temos outros programas de políticas públicas como o Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) que tem por objetivo principal alfabetizar as crianças até os 8 anos de idade como prazo limite até o 3º ano do ensino fundamental, o Programa Brasil Alfabetizado (PBA) centrado na alfabetização de jovens e adultos. Temos ainda os documentos norteadores da educação, um deles é a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que é um instrumento orientador da elaboração do currículo especifico de cada escola, buscando a unificação do currículo nacional, considerando as particularidades sociais, metodológicas e regionais de cada instituição, esse documento reconhece a complexidade da alfabetização propondo duas linhas para seu ensino: a primeira vem indicando a centralidade do texto e o trabalho com as práticas sociais de leitura e escrita, já a segunda linha acrescenta a isso o planejamento de atividades que possibilitem a reflexão pelos alunos sobre o sistema de escrita alfabética, esse documento mantém os principais pressupostos contidos nas diretrizes anteriores a ele, como os Parâmetros Nacionais Curriculares (PCNs), mas incorpora algumas mudanças.

Vemos assim a preocupação do Estado com essa alfabetização devido a sua grande importância para a vida de uma criança esse processo deve ser bem estabelecido e acontecer, nesse contexto atualmente o decreto de Nº 9.765, de 11 de abril de 2019, institui a Política Nacional de Alfabetização, que em seu capitulo 1, no artigo 1º relata:

“Fica instituída a Política Nacional de Alfabetização, por meio da qual a União, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, implementará programas e ações voltados à promoção da alfabetização baseada em evidências científicas, com a finalidade de melhorar a qualidade da alfabetização no território nacional e de combater o analfabetismo absoluto e o analfabetismo funcional, no âmbito das diferentes etapas e modalidades da educação básica e da educação não formal.”

Tendo visto o desdobramento do Estado para a qualidade da alfabetização no Brasil, em relação ao que se é estabelecida dentro dos documentos educacionais, Freire (1979, p. 72) vem comentando que:

“A alfabetização não pode se fazer de cima para baixo, nem de fora para dentro, como uma doação ou uma exposição, mas de dentro para fora pelo próprio analfabeto, somente ajustado pelo educador. Esta é a razão pela qual procura mos um método que fosse capaz de fazer instrumento também do educando e não só do educador.”

Assim como o processo de alfabetização tem toda uma estrutura organizacional e esta definida nos documentos norteadores da educação brasileira, o processo de letramento apesar de ser um conceito novo também tem sua importância reconhecida, pois ele diz respeito às experiências vividas pela criança na utilização da leitura e escrita nas praticas da sociedade em que vive que acontece desde o momento que nasce, pois vivemos em uma sociedade letrada onde a criança observa as ações da leitura por meio da fala e em outros momentos, já não é mais considerado alfabetizado aquele que apenas domina o sistema de escrita e as capacidades básicas de leitura e escrita, o sujeito deve ser alfabetizado e letrado, ou seja, saber usar também a linguagem escrita para estabelecer as práticas sociais que necessitam da língua falda e escrita, e essas habilidades são construídas desde os primeiros contatos da criança com o mundo, pois ela tem interesse em conhecer e compreender o mundo ao seu redor, a grande pedagoga da alfabetização Emilia Ferreiro diz que (2001, p.64):

“Estamos tão acostumados a considerar a aprendizagem da leitura e escrita como um processo da aprendizagem escolar que se torna difícil reconhecermos que o desenvolvimento da leitura e da escrita começa muito antes da escolarização”.

No contexto do letramento a família tem reconhecido seu papel formador, pois quando ela já tem domínio sobre a cultura letrada automaticamente a criança fica inserida nesse ambiente, percebendo e observando como seus familiares utilizam da leitura e escruta em suas praticas sócias e vai adquirindo conhecimento de mundo por meio da observação da realidade que está inserida, por isso tem se tornado necessário não apenas souber ler e escrever é preciso saber fazer o uso dessas competências para as exigências impostas pela sociedade no dia-a-dia, na escola essas observações vão proporcionar situações em que o processo de alfabetização seja ampliado continuamente, e com acesso a livros, revistas, biblioteca, internet, e outros, para eu as crianças se tornem pessoas alfabetizadas e também letradas, como afirma Soares (2004):

“[...] o ideal seria alfabetizar letrando, ou seja: ensinar a ler e a escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, de modo que o individuo se tornasse ao mesmo tempo alfabetizado e letrado.”

E ainda na fala de Paulo Freire o processo de letramento vem como uma forma de melhoria do índice de alfabetismo quando fala que: “(...) os estudos sobre o letramento reconfiguraram a conotação política de uma conquista – a alfabetização - que não necessariamente se coloca a serviço da libertação humana. Muito pelo contrário, a história do ensino no Brasil, a despeito de eventuais boas intenções e das “ilhas de 4 excelência”, tem deixado rastros de um índice sempre inaceitável de analfabetismo agravado pelo quadro nacional de baixo letramento.” (FREIRE apud COLLELO).

Assim fica nítido a importância da efetivação de qualidade desses dois processos caminham juntos, e que a família participa dos dois desde seu início, em seus primeiros passos, passando depois a contar com o auxilio da escola que vai mostrar como ao mesmo tempo em que a criança é alfabetizada, ela pode iniciar um processo de letramento e levar por toda vida esse prazer em lidar com a escrita e leitura no dia a dia.

3.4. CONTRIBUIÇÕES DO TRABALHO EM CONJUNTO DA FAMÍLIA E ESCOLA NA ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO DA CRIANÇA

A relação entre a família e a escola quando acontece em parceria consegue contribuir muito com o sucesso escolar da criança, pois ambas são as instituições que estão formando ela para ser um cidadão ativo na sociedade, com um bom aprendizado e desenvolvimento, são vários os momentos que a família tem o direito e o dever de participar junto à escola. Essa parceria que gera uma maior qualidade na aquisição do saber das crianças se tornando o caminho para construir uma sociedade mais democrática e diversificada, no que se diz ao processo de alfabetização e letramento são elas que vão caminhar juntas para que a criança seja alfabetizada e letrada. Essa relação é reconhecida pela legislação educacional na LDB a Lei 9.394, de 1996 (BRASIL, 1996, art. 1º, p.35) diz que:

“A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisas, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”.

Ou seja, inicialmente a criança tem seus conhecimentos prévios adquiridos em seu ambiente familiar antes mesmo da sua entrada na escola, por isso a chegada dela na ambiente escolar no inicio ao fim da sua trajetória na educação básica todos esses conhecimentos devem ser respeitados pela escola e valorizados de forma a conseguir garantir resultados que facilitem o desempenho dos trabalhos pedagógicos, métodos e procedimentos da educação. Assim a escola e a família devem estabelecer um dialogo continuo, onde os responsáveis devem sempre conversar com os professores, coordenadores para saber como está o andamento da aprendizagem do filho e auxiliarem no que for preciso se fazendo sempre presentes.

Com essas interações a criança vai formando suas habilidades de leitura e escrita, tudo isso ocorre principalmente na faixa etária do 0 aos 7 anos de idade, onde acontece a socialização entre os meios de convivência dela que são a escola, família e sociedade, é nessas interações que ela vem a aprender sobre opiniões, valores, atitudes e respeito, tendo como mediadores a família e a escola apresentando novas experiências de aprendizagem principalmente da leitura e escrita que ocorrem diariamente nos dois ambientes, de acordo com Ferreiro (2004, p.20):

“As crianças que crescem em famílias onde há pessoas alfabetizadas e onde ler e escrever são atividades cotidianas, recebem esta informação através da participação em atos sociais onde a língua escrita cumpre funções precisas.”

A família em seu cotidiano deve estabelecer momentos para estar junto a essa criança a incentivando a leitura e escrita, como por exemplo, a leitura diária em casa, o fato de ler para a criança antes de ela ir dormir ou ao acordar, ao se alimentar, na hora do banho e em outros momentos gera oportunidades de aprendizagem no ambiente familiar, momentos esses que devem ser bem explorados, pois a leitura é viva, e ultrapassam os muros da escola, tudo isso antes mesmo da criança ser de fato alfabetizada e letrada, pois esses momentos vão lhe ajudar para o desenvolvimento de sua imaginação e criatividade, o saber falar e ouvir, apreciando essas histórias para futuramente desenvolver sua oralidade. Na escrita o incentivo aos primeiros rabiscos da criança, os responsáveis por ela devem lhe dar essa liberdade de escrita, auxiliando a aprendizagem, como por exemplo, o ensino da forma de segurar o lápis e de como usá-lo em suas produções que devem ser valorizadas, mesmo não tendo um significado explícito, mas é uma forma de expressão dessa criança, o inicio de sua escrita. Em um contexto em que essa educação familiar é valorizada segundo o renomado psicólogo Lev Semyonovich Vygotsky (2000, p.87):

“A educação (recebida na família, na escola, e na sociedade de um modo geral) cumpre um papel primordial na constituição dos sujeitos. A atitude dos pais e suas práticas de criação e educação são aspectos que interferem no desenvolvimento individual e, consequentemente, influenciam o comportamento da criança na escola.”

Toda essa aprendizagem recebida fora do ambiente escolar formal vem a caminhar junto com os métodos e estratégias de ensino da escola já que como afirma Ferreiro em 2001, que a Escola e família elas não devem trabalhar isoladamente, pois ambas são responsáveis pela formação do indivíduo, já que é na família que a criança obtém o capital simbólico e social, e na escola desenvolve o capital escolar e com isso, a escola tem um importante papel no desenvolvimento da criança, deve criar condições para a criança descobrir por si mesma. Diante disso na escola dos 4 aos 5 anos na educação infantil a criança é inserida no contexto da escolarização onde é criado um ambiente estimulante e atrativo que busque promover o interesse pelo hábito de descobrir as letras, as palavras, o manuseio de livros, de revistas, histórias em quadrinhos, produzindo objetos de leitura e escrita, usando o estimulo ao ouvir e falar em rodas de conversas e de contação de histórias, como afirma o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI) (1998, p117):

“A Educação Infantil, ao promover experiências significativas de aprendizagem da língua, por meio do trabalho com a linguagem oral e escrita, se constitui em um dos espaços de ampliação das capacidades de comunicação e expressão e de acesso ao mundo letrado pelas crianças. Essa ampliação está relacionada ao desenvolvimento gradativo das competências linguísticas básicas: falar, escutar, ler e escrever”.

Desse modo, quando a criança chegar aos anos iniciais do ensino fundamental dos 6 anos aos 9 anos, especialmente no primeiro e segundo ano do ensino fundamental, ela estar preparada para dar continuidade ao processo de alfabetização e letramento para futuramente ser considerada como sujeito alfabetizado e letrado, no momento em que se aumenta a responsabilidade sobre a alfabetização e letramento da criança tendo uma maior cobrança do professor e da escola, que por ter a função de ensinar a ela decifrar o código da língua e escrita, compreendendo e estimulando seu prazer em ler e escrever, mas essa responsabilidade não deve ser somente do professor e da escola, pois a família também influência esses processos, nesse contexto torna-se muito relevante a fala de Vygotsky dizendo que: “(...) da mesma forma como a fala se torna uma necessidade da criança que vive com gente que fala, a escrita deve se tornar uma necessidade da criança ao conviver com gente que lê e escreve.(VYGOTSKY, 2007).

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Esse convívio com o mundo alfabetizado e letrado deve acontecer tanto em casa como na escola, por isso desde a educação infantil ao ensino fundamental, os pais devem acompanhas as atividades realizadas pelos filhos, questionar os professores como está o desenvolvimento dos mesmos na aquisição da leitura e escrita, participar de todos os eventos, reuniões e se fazer sempre presente, a realização dos deveres de casa, por exemplo, esse é um momento muito importante da participação dos pais na educação dos filhos, pois estes devem ser realizados em casa de forma a ser um momento prazeroso para a criança, mas para que isso aconteça muitas vezes tem sido um desafio a ser enfrentado, onde muitos pais não entendem a importância desse momento e por terem uma rotina agitada, de trabalho e afazeres, se dizem sem tempo para esses momentos ou com dificuldades para a realização das tarefas. Nesse contexto torna-se relevante a fala de Ferreiro, que comenta (2004, p.25):

“São os adultos que tem dificultado o processo imaginando sequências idealizadas de progressão acumulativa, estimulando modos idealizados de fala que estariam ligados à escrita e construindo definições de fácil e difícil, que nunca levaram em conta de que maneira se define o fácil e o difícil para o ator principal da aprendizagem: a criança.”

Muitas vezes os próprios pais têm criado barreiras para a alfabetização e letramento dos filhos, dificultando os processos que não devem ser considerados com difíceis, mas sim como necessários e únicos, transferindo a responsabilidade deles para a escola, contribuindo assim para o fracasso ou ruptura do desenvolvimento escolar dos filhos. Diante disso, o Papa Francisco é da ênfase ao papel da família quando diz:

“Chegou a hora de os pais e as mães voltarem de seu exílio – porque se auto-exilaram da educação dos próprios filhos – e recuperarem suas funções educativas, reapropriando-se de seus papéis insubstituíveis.”

Vemos assim, que os pais devem buscar junto da escola vencer esses desafios de falta de tempo, de indisciplina e falta de interesse dos filhos, fazendo o possível para se organizarem para estarem sempre cumprindo seus papeis na vida escolar dos filhos, por isso pais e professores devem estar sempre unidos, com um único objetivo de gerar para os filhos uma educação participativa e estimuladora, pensando sempre nos valores culturais e sociais, dos processos que vão ser adquiridos pelas crianças, como os de alfabetização e letramento. Nesse sentindo, Jean William Fritz Piaget um dos mais importantes pensadores do século XX, comenta que:

“Uma ligação estreita e continuada entre os professores e os pais leva, pois a muita coisa que a uma informação mútua: este intercâmbio acaba resultando em ajuda recíproca e, frequentemente, em aperfeiçoamento real dos métodos. Ao aproximar a escola da vida ou das preocupações profissionais dos pais, e ao proporcionar, reciprocamente, aos pais um interesse pelas coisas da escola chega-se até mesmo a uma divisão de responsabilidades [...] (2007, p.50)”.

Dessa forma, tanto pais como professores e todos da escola, devem se conscientizar sobre a responsabilidade de seus papeis, participando e cooperando para que as interações venham a contribuir com o sucesso escolar da criança, estabelecendo sempre um ambiente de respeito, empatia, confiança e afetividade para vencer todos os desafios que vão ser encontrados na educação dessas crianças, principalmente nos seus processos de alfabetização e letramento que devem se fundamentar na infância para irem avançando ao longo de toda a vida da criança que se tornará um cidadão democrático e participativo, agente transformador da sociedade em que vive, já que esses processos são processos contínuos em sua vida.

4. PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE ENSINO

4.1. LINHA DE PESQUISA E TEMA

Esse projeto de ensino que teve como orientação principal a temática acerca da relação família e escola e sua contribuição com o processo de alfabetização e letramento da criança, escolhida devido à necessidade de reflexão sobre o tema. A linha de pesquisa usada foi à gestão escolar sobre a perspectiva do pedagogo que veio de encontro aos autores e pensadores que deram suporte a pesquisa dentro da temática escolhida, que está diretamente relacionado com a educação em todo ambiente escolar, contribuindo para a missão do educar e coordenar essa educação, com a finalidade de prover um ensino aprendizagem com a melhor qualidade para o sucesso escolar do aluno.

4.2. JUSTIFICATIVA

Diante das pesquisas e estudos realizados foi vista a necessidade de se refletir e pensar sobre a relação família e escola e a contribuição desta na educação das crianças em especial no processo de alfabetização e letramento, esse projeto foi pensado de forma a estreitar ainda mais essa relação e romper com possíveis barreias a ser encontradas nesse contexto, para que com isso o sucesso escolar das crianças seja alcançado com a participação de todos os envolvidos no desenvolvimento de sua aprendizagem, ou seja, todos devem colaborar para com o sucesso escolar dessas crianças, toda a comunidade escolar e em destaque as principais instituições formadoras dela que são a família e a escola, nesse contexto Paulo Freire trás uma fala relevante ao dizer que: “A escola será cada vez melhor, na medida em que cada ser se comportar como colega, como amigo, como irmão.”.

Já especificidade dos processos de alfabetização e letramento, foi pensada devido a grande importância da presença dos pais nos mesmos, pois estes se iniciam antes da entrada da criança na escola, sendo assim no ambiente familiar, devido ela desde o nascimento estabelecer relações com o mundo que a cerca e por meio de interações ela vai criando meios de se comunicar com choros, gestos, rabiscos, observações entre outros iniciando assim o processo de aquisição da fala, leitura e escrita,segundo Paulo Freire (1989), “[...] o ato de ler não se esgota na decodificação pura da palavra escrita, mas se antecipa e se alonga na inteligência do mundo”, por isso se torna de grande importância o incentivo de uma maior participação e estimulo dos pais desde esses momentos até, durante e depois da sua entrada na escola.

4.3. PROBLEMATIZAÇÃO

Devido ao interesse por buscar formas de melhorar a relação família e escola de forma a resgatar valores, ética e estabelecer limites e responsabilidades de ambas as instituições formadoras, foi visto que em algumas situações uma cumpre o papel da outra e acaba deixando de cumprir seu papel o que pode vir a prejudicar muito essa criança, que é o ponto negativo que deve ser evitado, por isso se pensar em meios de melhorar o conhecimento sobre esses papéis se torna tão importante, o filosofo Mário Sérgio Cortella, uma das principais referências do Brasil em educação atualmente, comentou que (2014): “As famílias estão confundindo escolarização com educação. É preciso lembrar que a escolarização é apenas uma parte da educação. Educar é tarefa da família. Muitas vezes, o casal não consegue, com o tempo que dispõe formar seus filhos e passa a tarefa ao professor, responsável por 35, 40 alunos.”.

Nesse contexto o presente projeto foi pensado para a conscientização desses pais que muitas vezes precisam ser orientados sobre o que é de sua responsabilidade na educação dos filhos como podem contribuir junto da escola no processo de alfabetização e letramento, do fortalecimento dos vínculos entre família e escola e esclarecimento das funções de escola e família no desenvolvimento dessas aprendizagens das crianças, segundo os pensadores da educação e a legislação educacional, com orientação pedagógica da escola.

4.4. OBJETIVO GERAL

Estabelecer uma relação de parceria entre família e escola, por meio de reflexões sobre os papeis das famílias e da escola, o respeito de seus valores e cultura, vindo a desfazer com possíveis obstáculos para essa relação, buscando a compreensão e efetivação dos papeis de cada uma delas no processo de ensino das crianças em especial nos processos de alfabetização e letramento de forma a envolver toda a comunidade nesse contexto, com a finalidade de possibilitar a melhoria dessas aprendizagens e o sucesso escolar da criança.

4.5. OBJTIVOS ESPECÍFICOS

Fortalecer os vínculos entre a família e a escola, através de momentos de interação e reflexão, com a finalidade de estabelecer uma comunicação simples e eficaz evitando problemas gerados pela falta de dialogo entre os mesmos, para uma melhor organização e orientação da aprendizagem escolar e das práticas pedagógicas para facilitar o desenvolvimento da aprendizagem das crianças.

Analisar e conscientizar sobre o papel da família e escola na educação, e se aprofundar no processo de alfabetização e letramento das crianças, de forma a vir a sensibilizar sobre a necessidade da parceria entre eles no acompanhamento dessas crianças nesses dois processos tão importantes para sua vida social e escolar.

Promover a parceria entre a família e escola de forma natural com a noção de pertencimento a alfabetização e letramento das crianças onde com o conhecimento desses processos, se criem ações que vençam os obstáculos para efetivação do papel de cada um na educação das crianças, fazendo com que percebam como o cumprimento de seus papeis são importantes e a diferença que fazem nos processos de desenvolvimento dessas aprendizagens.

4.6. CONTEÚDOS

Os conteúdos foram escolhidos a partir dos posicionamentos dos teóricos e pensadores que refletem sobre a temática do projeto, quem vem de encontro com as atribuições do pedagogo escolar, onde serão abordados os conteúdos sobre o que diz a legislação educacional e documentos norteadores sobre os papeis da família e escola na educação das crianças, a parceria entre a família e escola, reflexão sobre a importância dos processos de alfabetização e letramento das crianças com a contribuição da família e escola, prevenção de conflitos gerados pela falta de parceria entre família e escola. Esses conteúdos serão tratados ao longo de todo o desenvolvimento do projeto sendo a base para os procedimentos do mesmo.

4.7. METODOLOGIA

O presente projeto de ensino com a temática acerca da relação família e escola e sua contribuição para o processo de alfabetização e letramento da criança, sendo fundamentado sobre os posicionamentos e falas de alguns teóricos e pensadores relevantes à temática dentro do contexto educacional, como Ana Mercês Bock, Osório, Paulo Freire, Dermeval Saviani, Magda Soares, Emilia Ferreiro, Mário Sérgio Cortella, Jean Piaget e Vygotsky.

Assim esse projeto busca ter para educação grande relevância devendo acontecer de forma continua atribuindo a valorização das praticas pedagógicas que orientam o ensino tanto dentro como fora da sala de aula, tendo a figura do pedagogo como mediador e orientador de todos os envolvidos, pois cabe a ele a tarefa de desenvolver esses procedimentos metodológicos, com mobilização, formação, observação, articulação e transformação da realidade encontrada de forma que os objetivos venham a ser atingidos, sendo ideal seria desenvolver o projeto em uma escola de ensino fundamental.

Para a efetivação desse projeto o pedagogo necessita realizar todos esses procedimentos metodológicos que foram divididos em 5 etapas,em um período de 56 horas e 36 dias distribuídas em 4 meses, para serem realizadas durante o primeiro semestre de do ano letivo da escola, por isso segue a seguinte metodologia:

1ª ETAPA:

Mobilização e conscientização sobre a importância do projeto e do engajamento de todos os envolvidos nele.

1º Momento: Coleta de dados feita pela gestão escolar, que deve analisar com auxilio do Projeto Político Pedagógico da escola, o perfil das famílias que a escola atende, buscando conhecer a realidade local. Entrevistar professores e demais funcionários para saber como anda o acompanhamento dos pais na escola, a participação nas reuniões e eventos, em especial as turmas que contemplam a alfabetização e letramento que vão da educação infantil até os anos iniciais do ensino fundamental, onde seria observado o desenvolvimento dos alunos que tem acompanhamento e dos que não tem conversar com pais e responsáveis como eles estabelecem as relações de comunicação com os docentes e se existe uma parceria entre eles.

2º Momento: Após a coleta de dados a equipe da gestão escolar, deverá analisar e organizar os dados coletados em tabelas e gráficos, indicando as seguintes situações:

*Quantidade de alunos que recebe acompanhamento dos pais ou responsáveis, segundo os professores; *Quantidade de alunos que não são acompanhados pelos pais ou responsáveis; *Quantidade de pais ou responsáveis com boa comunicação com a escola; *Quantidade de pais ou responsáveis que não tem uma boa comunicação com a escola; *Quantidade de alunos alfabetizados e letrados da escola; * Quantidade de alunos não alfabetizados e letrados da escola; *Quantidades de alunos alfabetizados e letrados da escola que recebem acompanhamento dos pais ou responsáveis; * Quantidades de alunos alfabetizados e letrados da escola que não recebem acompanhamento dos pais ou responsáveis;

3º Momento: Finalizada a coleta de dados, a gestão deve organizar um momento para expor todos esses dados junto a toda comunidade escolar, em especial os pais, professores e alunos, e juntos refletirem sobre os dados pontuando a relação de parceria entre escola e família e seus benefícios na vida escolar das crianças em especial para o processo de alfabetização e letramento. Para assim poder em seguida estarem mobilizando e sensibilizando a todos para a participação e engajamento no projeto que será apresentado para ser aplicado na escola, que busca a melhoria da relação família e escola de forma a contribuir diretamente com os processos de alfabetização e letramento das crianças, conscientizando todos da importância de participarem e cumprirem o cronograma de atividades que será apresentado a eles, nesse momento é importante buscar gerar um debate inicial sobre o tema onde todos os participantes vão relatar o que esperam com o projeto e qual o posicionamento deles diante dos dados que foram expostos, ao fim do debate devem convidar os pais e professores para a próxima atividade que será desenvolvida durante o projeto.

2ª ETAPA:

Momentos de formação e debates com os pais e professores.

1º Momento: Pais e todos os funcionários da escola devem ser convidados para participar de uma palestra com o tema “Como deve ser estabelecida a relação família e escola segundo a legislação e documentos educacionais e como ela vem acontecendo atualmente” realizada por um profissional da educação, podendo ser um pedagogo, logo em seguida um debate com todos usando o mesmo tema da palestra onde os convidados deverão ser indagados a pensarem em propostas para melhorar a relação entre a família e a escola, no ambiente em que vivem, essas propostas devem ser apresentadas na próxima palestra em que forem convidados pela escola a participar.

2º Momento: Dando continuidade ao primeiro momento formativo com os pais e todos os funcionários da escola serão novamente convidados para mais uma palestra agora com o tema “Como a participação da família afeta o desenvolvimento da aprendizagem da criança na aquisição da leitura e escrita” que pode ser feita por um psicólogo com especialização na área educacional, durante a palestra e ao final também os pais e professores podem dar depoimentos de como anda o desenvolvimento das crianças, esclarecerem dúvidas e levantarem possíveis questionamentos.

3º Momento: È possível que após a palestra sobre “Como a participação da família afeta o desenvolvimento da aprendizagem da criança na aquisição da leitura e escrita”, fiquem dúvidas de como funciona o processo de aquisição da leitura e escrita da criança, assim para finalizar os momentos de formação deve ser realizada uma ultima palestra com o tema “O que são e como acontecem os processos de alfabetização e letramento da criança” que pode ser realizada por um professor de Letras ou especialista em alfabetização e letramento infantil, ao fim da palestra o pedagogo irá por meio de roda de conversa questionar a todos como foram os momentos formativos e em que contribuíram com a ação deles dentro da educação as crianças.

3ª ETAPA:

Apresentação e desenvolvimento da gincana do projeto.

1º Momento: Reunião com pais e mestres para apresentação da gincana do projeto com tema “Família alfabetizando e letrando”, onde serão realizadas atividades com acúmulo de pontos para as famílias que se proporem a participar, onde ao final será destacada em cada turma da escola a melhor família, que acumularem mais pontos, como primeira atividade da gincana os dados da coleta inicial realizada pela gestão da escola, serão observados por cada serie, os itens de participação das famílias vão ser analisados em cada caso e as famílias receberam pontuação de acordo a esses dados, ao fim da reunião deverá ser levantada a proposta de criar um grupo em uma rede social como o Whats App ou Facebook, para os pais, professores e pedagogos se comunicarem em relação às atividades escolares realizadas pelos filhos em sala de aula e fora dela, o grupo será um instrumento de observação da participação dos pais.

2º Momento: Realizar entrevistas com os pais, os alunos receberam um roteiro para entrevistarem os pais em casa, com as seguintes questões:

*O que espera da escola e qual o papel da educação na vida dos filhos? ; *O que é importante ser trabalhado na escola com as crianças? ; *Qual a maior preocupação em relação ao futuro de seus filhos (as)? ; *Como você avalia o desenvolvimento escolar de seu filho (a)? ; *Em que momentos você acredita ser importante sua presença na escola? ; *Você se sente bem indo à escola de seu filho (a)? Por quê? ; *Quais as dificuldades em sua participação na escola? ; *Em sua opinião, o que é uma boa escola e qual deve ser sua função? ; *Qual o papel da família na educação dos filhos? ; Como você tem contribuído com o processo de alfabetização e letramento do seu filho (a)? . As entrevistas serão pontuadas, de acordo ao comprometimento dos pais em respondê-las e enviarem de volta para a escola.

3º Momento: Os pais ou responsáveis serão convidados a irem visitar as aulas dos filhos, para observarem como o professor trabalha e como tem sido o comportamento dos filhos, indo nos horários em que tiverem tempo disponível, durante alguns dias, ao fim os professores serão entrevistados pelo pedagogo nas Atividades Complementares da escola, para saberem quais foram os pais que participaram e como foi essa participação para pontuarem as famílias.

4º Momento: O pedagogo ira propor que o professor envie como atividade da gincana uma atividade que contemple a alfabetização e letramento para ser realizada no fim de semana pelos alunos com auxilio da família, podendo ser, por exemplo, a leitura de uma história, e a reescrita, a escuta de uma história e o reconto, a leitura de um gênero textual e uma produção textual, sempre de acordo a faixa etária dos alunos, a correção será feita no grupo que foi criando em uma rede social para a turma de pais, mestres e pedagogo, onde serão relatadas como foram às atividades, contando como pontuação para a gincana.

5º Momento: Será proposto que cada turma da escola, ficará responsável por apresentar o coral com os alunos, que será ensaiado algumas vezes na escola com os professores, e todos os dias em casa com os pais, cada turma ficará com um estilo musical conhecido na comunidade, os corais serão apresentados no dia da culminância da gincana, onde serão votados e pontuados por turmas, ou seja, a pontuação dessa atividade será coletiva.

6º Momento: Será proposta aos pais como atividade para a casa, a produção de um vídeo do filho realizando uma leitura, seja de um, nome, frase, poesia ou fabula, de acordo a faixa etária e nível de desenvolvimento do aluno, sendo a divulgação desse vídeo feito no dia da culminância da gincana.

4ª ETAPA:

Culminância final da gincana.

1º Momento: A escola deve se organizar para receber toda a comunidade escolar nesse momento para as atividades finais da gincana, as apresentações dos corais e dos vídeos das leituras feita pelas crianças, que serão avaliadas e pontuada pelos convidados, ao fim a gestão, direção, corpo de docente e pais devem relatar quais foram os pontos produtivos que notaram durante a realização da gincana, para depois dar o resultado final da gincana, lembrando que em cada turma da escola será vencedora a melhor família, que ganharam da escola um dia em algum clube de lazer da cidade.

5ª ETAPA:

Avaliação e culminância final do projeto

1º Momento: Em reunião com professores, pais e pedagogo, onde será feita avaliação geral do projeto, onde em forma de debate vão pontuar o que foi positivo e negativo, os momentos que acharam mais produtivos, e como o projeto pode se repetir no próximo ano de forma ainda mais positiva para a aprendizagem das crianças, que receberam um pequeno questionário sobre o projeto que deve ser respondido em sala de aula com auxilio dos professores, contendo questões sobre: *O que você mais gostou durante o projeto? E o que não gostou? ; *Seus pais ou responsáveis já acompanhavam suas atividades antes do projeto? ; Alguma coisa mudou? ; *O que você pode aprender durante o projeto? . Além do questionário será pedido que as crianças fizessem um desenho da sua família dentro da sua escola, para serem expostos no encerramento do projeto.

2º Momento: O projeto se encerra com a comemoração do dia da família, que em algumas escolas é comemorado no mês de maio, devido ao dia internacional das Famílias ser no dia 15 de maio, onde a escola convidada toda a comunidade, para prestigiar os resultados do projeto por meio de relatos feitos pelos pais ou responsáveis, os desenhos feitos pelas crianças, os corais e vídeos da gincana também devem serem apresentados, e os professores devem fazer uma breve homenagem para as famílias, junto com o pedagogo da escola, mostrando fotos e registros escritos de como foi o projeto, agradecendo a todos pela participação.

5. TEMPO DE REALIZAÇÃO

 

Atividade desenvolvida

Data

Carga horária

1ª Etapa:

1º Momento

Coleta de dados, entrevista com professores e demais funcionários, e conversa com os pais, feita pela gestão escolar.

02/03 á 06/03 de 2020.

10 horas.

1ª Etapa:

2º Momento

Análise e organização dos dados coletados em tabelas e gráficos, feitos pela gestão escolar.

09/03 á 12/03 de 2020

8 horas.

1ª Etapa:

3º Momento

Exposição dos dados coletados, reflexões, mobilização e apresentação do projeto, com debate inicial.

13/03 de 2020.

4 horas.

2ª Etapa:

1º Momento

Palestra com o tema “Como deve ser estabelecida a relação família e escola segundo a legislação e documentos educacionais e como ela vem acontecendo atualmente”.

27/03 de 2020.

3 horas.

2ª Etapa:

2º Momento

Palestra com o tema “Como a participação da família afeta o desenvolvimento da aprendizagem da criança na aquisição da leitura e escrita”.

17/04 de 2020.

3 horas.

2ª Etapa:

3º Momento

Palestra com o tema “O que são e como acontecem os processos de alfabetização e letramento da criança”.

30/04 de 2020.

3 horas.

3ª Etapa:

1º Momento

Reunião com pais e mestres para apresentação da gincana do projeto com tema “Família alfabetizando e letrando”.

08/05 de 2020.

2 horas.

3ª Etapa:

2º Momento

Entrevistas realizadas em casa pelos alunos com os pais ou responsáveis.

11/05 á 13/05 2020.

2 horas

3ª Etapa:

3º Momento

Visitas dos pais ou responsáveis às aulas dos filhos.

14/05 á 20/05 de 2020.

2 horas.

3ª Etapa:

4º Momento

Atividade para casa para ser realizada no fim de semana pelos alunos com auxilio da família.

22/05 á 25/05 de 2020.

2 horas.

3ª Etapa:

5º Momento

Ensaio do coral em casa.

26/05 á 29/05 de 2020

3 horas.

3ª Etapa:

6º Momento

Produção de um pequeno vídeo do filho realizando uma leitura, em casa.

01/06 á 04/06 de 2020.

2 horas.

4ª Etapa:

1º Momento

Culminância final da gincana.

 

05/06 de 2020.

4 horas.

5ª Etapa:

1º Momento

Avaliação final do projeto, com reunião, questionamentos e produções artísticas.

08/06 de 2020.

4 horas.

5ª Etapa:

2º Momento

Culminância final do projeto e a comemoração do dia da família.

15/06 de 2020.

4 horas.

Duração final de todas as atividades:

4 meses e 36 dias.

56 horas.

6. RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS.

Recursos humanos: Todos os funcionários da escola, palestrantes, alunos, pais ou responsáveis por alunos, famílias da comunidade e comunidade escolar.

Recursos materiais: Dados informativos sobre os alunos, legislação e documentos educacionais, PPP da escola, papel a4, canetas, lápis para colorir e escrever, tabelas, gráficos, computadores, redes sociais, livros de histórias, atividades impressas, questionários, entrevistas, caixa de som, data show, sala de reuniões, auditório, premiação da gincana, lanches para os encontros presenciais, letras de musicas, poemas, microfones e outros que forem necessários.

7. AVALIAÇÃO

O projeto foi avaliado por meio de reflexões, analises e observações realizadas durante todo seu desenvolvimento, acerca dos objetivos se estavam sendo alcançados e de que forma estava respeitando o tema proposto, além da analise do comprometimento, interesse, motivação, dificuldades, estratégias e mudanças nas ações dos principais envolvidos no projeto, que foram os alunos, professores, pedagogo e pais ou responsáveis, e dos demais envolvidos, também foi feita uma reunião para avaliação do projeto com debate e questionário aos alunos como forma de avaliação final coletiva do projeto, já que a gestão deve ser democrática é de fundamental importância à participação de todos nesse momento.

8. Considerações Finais

As experiências de aprendizagens geradas por pesquisas e estudos são tão importantes quantos as vivenciadas no cotidiano escolar, o que tem muito a atribuir na vida profissional do pedagogo que está a se formar, assim foi durante a realização do presente projeto de ensino que tratou sobre a contribuição da relação família e escola nos processos de alfabetização e letramento da criança, que por ser um tema intimamente ligado ao trabalho do pedagogo tanto em sala de aula como na gestão das práticas pedagógicas, desenvolvem na formação desse pedagogo além do conhecimento as habilidades e atitudes relativas à vida acadêmica, profissional, humana e cidadã, e em especial aperfeiçoamento das atribuições no pedagogo na gestão escolar, já que foi essa a linha de pesquisa utilizada.

Ao fim desse período de estudo, pesquisa, produção e aprendizagem, ficou nítido a importância da pesquisa para aquisição e aprofundamentos dos saberes sendo sempre necessária para qualquer profissional em especial o pedagogo ser um pesquisador desde a sua formação acadêmica a sua prática profissional, tendo em vista que a mesma trás diversas contribuições para a aprendizagem significativa, tudo isso para buscar forma um aluno para se tornar um cidadão critico analítico, reflexivo e ativo dentro da sociedade.

Por meio da temática escolhida foi possível comprovar que com a relação família e escola estabelecida em parceria, onde um reconhece o papel do outro e o respeita, gera para o desenvolvimento da aprendizagem da criança uma grande contribuição em seus aspectos, cognitivos, afetivos, morais, sociais e escolares, principalmente nos processos de alfabetização e letramento que diz respeito à aquisição da leitura e da escrita de seus usos para as práticas sociais necessárias a um cidadão, processos esses que se iniciam desde o nascimento dessa criança, por isso como a escola e família são as dois principais meios em que ela convive se toram as instituições formadoras desse sujeito dentro da sociedade, tendo assim uma grande responsabilidade na efetivação desses e dês outros processos de aprendizagem, dessa forma vêm à necessidade e importância de se discutir sobre a temática.

Enfim, foi possível por meio dos processos de aprendizagens vividas fazer uma boa reflexão e análise sobre a teoria e a prática da formação do pedagogo, observando como uma precisa da outra para que se cumpram os objetivos estabelecidos para a aprendizagem atual. Assim, todo esse processo foi muito positivo, e todo o esforço em vencer as dificuldades encontradas ao logo dele foi valido auxiliando na formação do perfil de um pedagogo pesquisador com uma formação qualificada e completa, com um conhecimento mais profundo sobre a temática escolhida.

9. REFERÊNCIAS

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SYMANSKY, Heloisa. A relação família/escola: desafios e perspectivas. Brasília: Plano, 2001.

FERREIRO, Emilia. Reflexões sobre a alfabetização. 24 ed. São Paulo: Cortez, 2001.

Magda Becker Soares; Antônio Augusto Gomes Batista. Alfabetização e letramento: caderno do professor / Belo Horizonte: Ceale/FaE/UFMG, 2005.


Publicado por: LIVIA GONZAGA MARQUES

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