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REBELDES SEM CAUSA: A TRISTE REALIDADE DA INDISCIPLINA ESCOLAR

Educação

Abordagem sobre a indisciplina escolar nos anos iniciais, do 1º ao 5º ano

índice

1. RESUMO

Este Projeto de ensino tem como objetivo abordar a questão da indisciplina escolar nos anos iniciais de 1º ao 5º ano. Inicialmente discute o conceito de indisciplina escolar. Considerando buscar-se-á entender suas principais formas de expressão, explorando, a seguir, algumas de seus motivos e consequências, examinar suas características atuais. O projeto de ensino busca destacar aspectos singulares da indisciplina escolar e a importância de se entender a identificação das causas da indisciplina e a elaboração de estratégias criadas pelo educador de forma mais adequada para encarar o problema. Por fim, apresentar algumas considerações sobre o que é a indisciplina, e rever o pensamento de alguns estudiosos de que nem toda a ação realizada por uma criança pode ser considerada indisciplina, podendo ser uma manifestação de sentimentos, etc. O professor deverá criar meios de identificar e conscientizar seus alunos sobre essa temática. A inclusão da família na escola e a busca pela solução deste problema em nível de escola, sem isentar a participação da família neste processo, enfatizando ainda a necessidade de uma postura compartilhada em relação à indisciplina. Os autores utilizados nesta pesquisa foram: Garcia, 1999; Freire, 1994; Taylle, 1996; Ratto, 2007: Vasconcelos, 1994; Nunes, 2005; Marriel, 2006; Aquino; 2003. Entre outros.

O gestor escolar deve agir como líder, pensando no progresso de todos que fazem parte de sua equipe. Ele deve ter consciência de que sua equipe não se limita a alunos, professores e demais funcionários internos da instituição. A equipe escolar é composta também pelos pais dos alunos e por toda a comunidade de forma geral, que deve ser mobilizada para que juntos possam promover o principal objetivo de toda equipe escolar: a aprendizagem dos alunos.

PALAVRAS - CHAVE: Escola, Indisciplina, Disciplina, Planejamento, Família, Criança.

2. INTRODUÇÃO

Esta pesquisa teve por objetivo observar e discutir a agressividade e a indisciplina nas crianças e adolescentes que fazem uso desta dentro e fora da sala de aula. Na observação dos dados colhidos, chegou-se a entender que um grande desafio aos professores a conviverem com alunos indisciplinados, isto tanto na rede pública como também na privada. O que nos leva a questiona-nos o que realmente estão levando jovens e crianças a serem violentos e indisciplinados. E por que o atual professor não consegue obter o equilíbrio de seus alunos; onde em muitas conversas ouvimos dizer que antigamente os alunos não eram tão agressivos como os de hoje. Percebe-se que as crianças estão num processo de ensino aprendizado e este ensino tem uma grande importância, pois é nas séries iniciais que a base, sócio educacional esta sendo lapidada.

Nesses últimos dias a falta de limites tem sido assunto debatido de forma até exaustiva, pois as crianças desde muito cedo já tem acesso às coisas que no passado não tinham, podemos citar como exemplo o acesso à informática, elementos que com o avanço tecnológico passaram a ter acesso de forma descontrolada, desta forma o educador, nem sempre consegue manter um controle de certos alunos devido à forma como foram orientados no ceio de suas famílias.

Aborda-se neste projeto a importância da participação na formação desses futuros cidadãos, dos seus familiares, porque quando o aluno chega à escola pela primeira vista, já traz consigo uma formação social que recebeu de seu pais, e este aprendizado que foi lhe oferecido anteriormente é que terá que ser trabalhado na escola, não deve se chocar com o novo conhecimento que se esta desenvolvendo, eles devem agregar, somar.

A discussão sobre o tema proposto neste projeto de ensino é de extrema preocupação, gera uma discussão onde se buscará avaliar o ambiente onde o professor atua e assim perceber suas dificuldades, seus desafios, obstáculos e que controlar um grupo de crianças em um só ambiente é uma tarefa árdua que requer boas condições de trabalho, motivação e criatividade na execução de suas funções enquanto educador.

Em uma sala de aula com mais de 20 alunos, notou-se que o barulho é ensurdecedor, pois todos falam ao mesmo tempo, como se o professor não estivesse em sala, uma verdadeira desordem, com comportamento reprováveis, pois ignoram a autoridade do professor, não respeitam os colegas de classe, nem os demais profissionais da educação. Poder compreender que é preciso entender que a indisciplina é a transgressão de dois tipos de regra.

As regras que esta relacionada à moral das pessoas que são construídas socialmente, regras que para muitos é tida como princípios do bem comum, devido sua relevância, quanto ao segundo tipo são chamadas de convencionais, pois podem ser definidas por um grupo com objetivos específicos. Essas regras convencionais tratam do comportamento em sala de aula, onde, por exemplo:

O aluno, não permanece sentado em sua cadeira, uso do celular e da conversa paralela em sala de aula, onde os mesmos mantêm diálogos em voz alta dentro da sala. A indisciplina no ambiente escolar tem e deve ter uma atenção especial, pois são nos simples gestos que se educa uma criança.

Sobre esses dois tipos de regras não têm como haver discussão: elas valem para todas as escolas e em qualquer situação. Quando se fala que a indisciplina pode ter sua origem na própria casa do próprio aluno, está se referindo a forma com que essa família está preparando sua criança para enfrentar o mundo. O movimento contínuo de construção e reavaliação de regras, mais o respeito a elas, é à base de todo convívio social.

A criança indisciplinada em sala de aula acaba por acarretar problemas para a escola, professor, família, sociedade e principalmente para os outros alunos, pois alguns acabam copiando os maus exemplos como se tudo fosse normal. Este processo que envolve a educação infantil precisa ser orientado de forma eficiente, onde o professor através de um planejamento estratégico poderá criar meios de combater a indisciplina até mesmo sem o aluno saber. Pois poderá utilizar métodos válidos e criativos para despertar na criança um desejo de ser diferente, ser aceito pelos demais colegas e acima de tudo admirado e elogiado pelo seus superiores.

3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

A indisciplina seja ela em qualquer ambiente, é reprovável, pois a falta de obediências a regras morais e éticas causam mal a sociedade em geral, mas sentimos mais essa desobediência nas crianças, por se esperar que seja um individuo tão dócil e amável, qualquer quebra de regra por sua parte, trará indignação nas pessoas. Nas salas de aula, não podemos dizer que só existem crianças indisciplinadas, pois existem crianças que são exemplos, até mesmo para pessoas adultas, na sua forma de se comportar, no seu desenvolvimento social e cognitivo. Entender o que é indisciplina implica em conhecer o que é disciplina, pois nem todo comportamento de um aluno pode ser considerado indisciplina.

Segundo Garcia, (2007, p. 103);

Considerando a legislação federal vigente, deseja-se a formação de aluno crítico, capaz de refletir e intervir sobre a realidade social, e exercer ativamente sua cidadania. Assim, tendo em vista a própria legislação e as diretrizes educacionais vigentes neste País, a escola deve desenvolver competências nos alunos tendo em vista tais finalidades. Mas particularmente o exercício do pensamento crítico na forma de contestação, por exemplo, ao ser exercitado dentro da escola, resulta em situações de conflito quando os professores não gostam ou não estão preparados para lidar com alunos que recorrem a esta forma de expressão. O fato é que este aluno contestador, membro de uma sociedade que está em processo de superação de uma cultura de repressão, não se conforma a aulas que considera “enfadonhas’, “desatualizadas”, teórica”, ou a relações “autoritárias”, “desumanas” ou “frias”, e manifesta seu descontentamento, o qual precisa ser analisado para além do rótulo de indisciplina, e ser pensado como expressão de uma consciência social em formação. (GARCIA, 1999, p,103).

As crianças por natureza não conhecem limites, sendo essa uma das causas das indisciplinas no ambiente escolar, o excesso de liberdade às vezes foge do controle do professor na sala de aula e desta forma o processo de ensino aprendizagens acaba sendo totalmente prejudicado.

Segundo Giancaterino, (2007, p.97) assinala que;

(...) A indisciplina na sociedade conduz na maioria das vezes, a delinqüência e, mais tarde, ao crime. Uma criança ou um adolescente que desconhece normas de uma vida regular tem tendências de tornar-se um jovem problemático. Muitos deles começam já na adolescência, uma vida desregrada, partem para o crime e é problema para a família e para a própria sociedade.

Dessa forma é fácil ver nos dias atuais uma sociedade onde crianças e jovens em alguns casos “não conhecem seus limites, nem tão pouco regras, não reconhecem a autoridade, não respeitam as regras, a responsabilidade por isso é dos pais, que teriam se tornado muitos permissivos”. (AQUINO, 1998, p.7).

A indisciplina pode tomar espaço quando se dá oportunidade, para que ela aconteça. Assim pode-se dizer que as diversas manifestações da indisciplina podem ser vista como um desafio para os professores em sala de aula e no ambiente escolar, tanto na pública como na particular. (VASCONCELLOS, 1997).

Ainda, de acordo com, Vasconcellos:

Sem autoridade não se faz educação; o aluno precisa dela, seja para se orientar, seja para poder opor-se (o conflito com a autoridade é normal, especialmente no adolescente), no processo de constituição de sua personalidade. O que se critica é o autoritarismo, que é a negação da verdadeira autoridade, pois se baseia na coisificação, na domesticação do outro (VASCONCELLOS, 1997, p. 248).

Quanto à categoria substantivada desrespeito, entre as evocações que a configuraram estão: "sem respeito", "desrespeitar colegas e professores", etc. Denotando uma ausência moral do aluno indisciplinado, o desrespeito é um fator que promove o desgaste do docente, conforme indicam as justificativas. As explicações docentes mostram que essa ausência moral é culpa da má formação familiar. Além disso, os docentes lamentam a falta de estima e respeito dos alunos em relação aos professores, falta essa que está, certamente, ligada à desvalorização e precarização do trabalho docente pela sociedade, família e governo. Portanto, esse desrespeito se dá pela ausência de projetos morais tanto por parte da sociedade, da escola e da família.

Quem não respeita o professor em sala de aula, não respeitará ninguém de qualquer segmento da sociedade. A educação é essencial para qualquer ser humano. Em todos os lugares deve-se haver e se fazer cumprir regras. O descompromisso está vindo das famílias em grande parte, que equivocadamente repassaram para a escola a tarefa de educar “seus filhos (as).

O desrespeito com colegas, professores e funcionários, fica difícil estabelecer qualquer laço com esses alunos. A visão de escola que eles têm é de inimiga e obrigatória. Perdeu-se o laço fraterno entre alunos e professores.

A importância em dedicarmos parte deste estudo à reflexão sobre a escola está no fato de que é ali, segundo Garcia (2005), que a indisciplina é construída, ocorrendo na interação social de seus atores. Além disso, refletir sobre a escola pode nos auxiliar a conhecer melhor seus atores sociais. Nesse caso interessa-nos conhecer mais sobre os alunos, pois são eles que ajudam a tecer o sentido de indisciplina, presente no contexto escolar. Segundo Rodrigues (1993), com o advento da sociedade moderna, as funções relacionadas à Educação, até então de responsabilidade das famílias, da igreja e da comunidade, foram sendo transferidas para uma instituição criada pela sociedade – a escola. Foi o desenvolvimento histórico da humanidade que fez surgiu a necessidade de se criar e de se manter essa instituição especializada em fornecer às pessoas as informações mínimas e a preparação adequada à vida social. Antes de se constituir as sociedades modernas, os indivíduos comumente se preparavam para o exercício de uma profissão no seio de sua família, os meninos seguiam a profissão do pai, e as meninas eram preparadas para desempenhar o papel próprio das mulheres da época, cuidar da casa e dos membros da família. A comunidade onde a família estava inserida tinha a responsabilidade de transmitir valores éticos e permanentes aos seus membros, sendo que a igreja encarregava-se da educação moral das crianças, esperando, com isso, que elas se comportassem conforme as crenças sociais e as regras morais da época, com relação à necessidade da escola afirma que a exigência da escola se incorpora hodiernamente à vida de todo cidadão. Não há como a sociedade preparar os indivíduos para a vida social e política, para a incorporação dos valores morais e culturais, 19 para a aquisição de uma profissão adequada às necessidades de sobrevivência e bem-estar, de modo isolado ou informal, seja no seio da família, seja no de pequenos grupos comunitários, por exemplo. Podemos depreender então, que a escola veio para suprir necessidades impostas pela própria sociedade. Isoladamente ou na informalidade não haveria como preparar os indivíduos para a vida profissional, social e política. E, desta forma, ela passou a ser, um direito de todos os indivíduos e um dever da sociedade. Ao longo da sua história, a escola vem assumindo cada vez mais características próprias, envolvendo desde aspectos relacionados com a comunidade onde está inserida, com os valores morais e éticos preservados por ela.

Diante de tantos problemas que a educação vive, problemas que acabam interferindo na qualidade da vida do indivíduo, entre eles podem destacar a indisciplina, essa forma de indisciplina não precisa ocorrer através de agressões, palavrões, podendo chegar à forma física, com uso de violências, através socos e empurrões, dentro do ambiente escolar. E estes confrontos não ficam restritos aos alunos, mas atingem todos os participantes da comunidade escolar: professores e funcionários (MARRIEL et al., 2006).

O Professor pode ser responsável para com seus alunos, principalmente em sala de aula, onde o mesmo deverá ter autoridade, no sentido de conquistar o respeito de seus alunos e desta forma criar métodos que possam envolver a escola e professores para contornarem a situação.

Segundo Nunes (2006), a instituição escolar e os professores, na medida em que cumprem as suas funções, têm uma tarefa importante na transformação e mudança dos alunos de modo que, a instituição e professores, permaneçam indiferentes perante a situação de indisciplina dos alunos, como se estivessem cansados, desmotivados de tentar.

A escola deve, contudo ser capaz de criar condições materiais, humanas e ambientais no sentido de proporcionar um clima de convivência agradável entre os alunos, professores e familiares, (Vasconcellos, 1995).

Para resolver o problema da indisciplina, o aluno dentro do ambiente escolar este deve se sentir importante e respeitado, que os profissionais de educação devem analisar o aluno com afetividade, tanto do ponto de vista pedagógico, como psicológico. Além disso, o autor diz que o papel do professor ou do educador é reconhecer os problemas a serem resolvidos por intermédio da interação professor e aluno.

Apesar da intensidade com que os problemas de indisciplina têm sido vivenciados nas escolas, o levantamento dos trabalhos publicados revela uma produção abaixo da que nos parece necessária, considerando o quadro a ser confrontado no cotidiano das instituições de ensino deste País. Assim, nos parece importante a ampliação da pesquisa sobre indisciplina, particularmente dos estudos comparativos que registrem e analisem experiências disciplinares bem-sucedidas nas escolas, que venham a complementar as discussões de base mais teórica já disponíveis na literatura especializada .De outro lado, se as escolas precisam desenvolver políticas internas para lidar sobretudo de forma preventiva com a indisciplina, há também a necessidade de programas de formação de professores, em serviço, voltada para a indisciplina. A formação acadêmica, incompleta, dos professores, que deveria instrumentalizá-los para tratar dessas questões, precisa ser remediada através de formação continuada nas escolas, pelo menos até que eventuais transformações no ensino universitário mudem este quadro. Para finalizar, seria interessante pensar sobre o desafio colocado para a escola pelas diversas formas de indisciplina. A intensidade e o caráter da indisciplina, hoje, parecem indicar menos a necessidade de transformação e mais a necessidade de inovação da escola. Em outros termos, a escola que conhecemos precisa ser reinventada! Mas isso é algo reservado para o próximo século.

Outra melhoria seria oferecer serviços especiais, tais como aconselhamento e supervisão, sobretudo para aqueles alunos com problemas disciplinares mais sérios e/ou crônicos. Finalmente, devessem enfatizar a necessidade de ampliar a comunicação e o envolvimento dos pais nos processos decisórios da escola, como elemento essencial à mudança que se deseja obter. A participação destes revela-se um divisor de águas para melhoraria da ordem nas escolas com problemas disciplinares

Uma escola para alcançar um efetivo processo de ensino – aprendizagem deve ter um bom espaço físico, profissionais qualificados e comprometidos com o ato de educar. Essa escola deve ter ousadia no sentido de inovar, buscar elementos que estimulem os alunos a se interessarem em aprender os conteúdos trabalhados na sala de aula

As instituições educacionais precisam desenvolver políticas internas que traga alternativas para lidar, sobretudo de forma preventiva com a indisciplina, pois a indisciplina pode ganhar terreno afetando a vida das pessoas além do que se imagina, há também a necessidade de programas de formação de professores, em serviço, voltada para a indisciplina, pois o professor está sempre atuando num ambiente muito movimentado e desta forma precisa estar se capacitando para desenvolver habilidades para lidar com situações adversas do dia a dia de uma escola, podendo ser capaz de identificar o que é indisciplina e o que não pode ser considerado indisciplina?

Ainda de acordo com Garcia, (1999, p.103);

Não se pode afirmar, livre de um julgamento moral parcial, que este tipo de expressão seja em si mesmo “errado” e, neste sentido, represente indisciplina. Em cada caso é sempre necessário questionar qual o grau de participação da própria escola na geração de indisciplina, e não apenas assumir a posição simplista e autoritária que sugere, sem a devida fundamentação, que o problema sempre reside ou se origina na atitude dos estudantes. (GARCIA, 1999).

O que é indisciplina e como pode ser construída? A resposta deste questionamento necessita passar por uma desconstrução da idéia geral para a análise de situações específicas:

Quando os professores de uma unidade escolar sentam-se com seus alunos e desconstroem e sabem reconstruir a plenitude da significação e dos tipos de disciplina, não apenas a aula corre mais facilmente e a aprendizagem se concretiza de maneira mais saborosa como estudantes e mestres descobrem que, reconhecendo a disciplina como ferramenta essencial às relações interpessoais, aprendem autonomia, exercitam a firmeza e conseguem, com mais dignidade, construir o caráter” (ANTUNES, 2005).

Com a pesquisa percebeu-se que a indisciplina pode ser apresentada de diversas formas que podem variar desde comportamentos relacionados à falta de educação até os comportamentos de agressividade e violência. Além disso, percebeu-se que para conseguir encontrar uma solução para a dificuldade o primeiro passo é encontrar suas causas e a partir daí ter um direcionamento para reverte-la. Então se descobriu que esta pode ser causada por inúmeros fatores e muitos deles são relacionados à realidade de vida dos alunos fora da escola que refletem sobre o comportamento dos jovens no ambiente escolar. Já os outros ocorrem em decorrência de aspectos existentes no interior da própria instituição. Para prevenir e reverter o problema de indisciplina escolar apresentada pelos estudantes é necessário que haja uma participação da família, da sociedade e da escola. Onde a ação destas três instituições no sentido de orientar e educar as crianças e jovens será a arma mais poderosa no combate ao comportamento indisciplinar. As ações realizadas podem ocorrem separadamente, onde cada órgão procura sua maneira de acabar com o problema. Mas também existe a possibilidade de um trabalho em equipe, onde os três realizariam uma ação conjunta para vencer a luta contra a indisciplina. Neste sentido o trabalho em equipe geralmente é mais complicado, mas muitas vezes acaba trazendo um melhor resultado.

Segundo Vasconcellos, (1995), a disciplina tem que ser construída no dia a dia da vida do indivíduo até que o mesmo se torne uma pessoa adulta e passe a controlar suas próprias ações diante da sociedade. Para (Garcia, 1999);

O conceito de indisciplina apresenta uma complexidade que precisa ser considerada. Um entendimento suficientemente amplo do conceito de indisciplina escolar precisa integrar diversos aspectos. É preciso, por exemplo, superar a noção arcaica de indisciplina como algo restrito à dimensão comportamental. Ainda, é necessário pensá-la em consonância com o momento histórico desta virada de século.

Este desenvolvimento conceitual, a respeito do comportamento humano, conhecido como indisciplinas diante da sociedade. Pode ser considerada através de três principais planos de expressão na escola é possível situar essa expressão no contexto das condutas dos alunos nas diversas atividades pedagógicas, pois numa simples realização de atividade, pode-se conhecer o comportamento de um aluno, independente se no ambiente dentro ou fora da sala de aula, (Garcia, 1999).

Para LA TAYLE, (1996): “a indisciplina em sala de aula não se deve essencialmente as falhas da pedagogia, pois esta em jogo o lugar que a escola ocupa hoje na sociedade, o lugar que a criança e o jovem ocupam o lugar que a moral ocupa”.

Assim a indisciplina deve ser considerada sob a dimensão dos processos de socialização e relacionamentos que os alunos passam a exercer dentro de um ambiente escolar, na relação com seus pares e com os profissionais da educação, compreendendo esse contexto de espaço escolar, através das atividades pedagógicas, patrimônio, ambiente, entre outras. Na prática pedagógica, a relação professor-aluno é fundamental. Entretanto, nos últimos anos, esse relacionamento tem causando muitas preocupações no que se refere aos casos de indisciplina na escola.

Portanto é preciso trabalhar a indisciplina no contexto do desenvolvimento cognitivo dos alunos. Sob esta perspectiva, define-se indisciplina como a incongruência entre os critérios e expectativas assumidos pela escola (que supostamente refletem o pensamento da comunidade escolar) este comportamento deve ser trabalhado para evitar que a socialização do aluno possa vir a ser prejudicada. Trabalhar a indisciplina na sala de aula deveria ser uma preocupação de todos os envolvidos, família, escola e sociedade. (Garcia, 1999).

Para Ratto, (2007), “A disciplina e a indisciplina são produtos sociais e escolares e não devem ser consideradas boas ou más, pois isso depende do contexto e da lógica em que estão inseridas. Mas, no ambiente escolar, algum tipo de disciplina é necessário e bem vindo, resta definir qual,” e quem podem orientar nessa descoberta da disciplina e indisciplinas e primeiramente a família que já teve seus primeiros momentos com a criança, para poder prepará-la para enfrentar os ambientes externos como o ambiente de uma escola. (Garcia, 1999).

“Contudo, se desejamos que tais alunos avancem o senso de cidadania, será necessário prepará-los para pensar e resolver conflitos, ou teremos uma indisciplina no sentido de inabilidade para elaborar e participar das soluções para as questões sociais que perpassam a escola”. (Garcia, 1999).

Mas infelizmente as famílias precisam ter tempo para educar seus filhos, para orientá-los a formar uma boa base, para o mesmo esteja pronto para somar mais conhecimento a sua base. Essa base é que está faltando nos dias atuais, e os pais nos dias atuais estão mais preocupados em satisfação material, a busca pelo bem estar social, pelo status, que acabam deixando seus filhos nas mãos de pessoas que eles nem ao menos conhecem a procedência, pagar para que seus filhos sejam cuidados em casa e educados, pois passam mais tempo com funcionários do que com os pais, perdendo a referencia dos pais, pois não há convívio familiar. “Existe um declínio das instituições e autoridades tradicionais e às novas influências trazidas pela indústria cultural e de consumo” (RATTO, 2007).

Segundo o Dicionário Aurélio “disciplina é o regime de ordem imposta ou livremente consentida; ordem que convém ao funcionamento regular duma organização (militar, escolar, etc.); relações de subordinação do aluno ao mestre ou ao instrutor”.

A família é um importante elo que precisa ser orientada a participar da educação de seus filhos, pois a família ao matricular seu filho em uma escola, acaba deixando a criança nas mãos de educadores e se afasta como se a criança não precisasse dela nessa jornada educacional, um ambiente onde sua formação está sendo moldada sob a orientação de profissionais da educação que também precisa da família de seu aluno para que juntos consiga melhores resultados.

Segundo Tiba (2009, p.183)

A escola, ao perceber qualquer dificuldade com seu aluninho, também poderia chamar os respectivos pais e implantar a educação a seis mãos. Juntos, pais e escola podem combinar os critérios educativos levando em conta as duas mãos, a do coração, afeto e sentimento da cabeça (raciocínio e pensamento) dos três personagens mais importantes da educação da criança: mãe, pai e escola.

Nem sempre a indisciplina apresenta uma causa para que se possa entender sua origem, as ações são tão inesperadas que dificulta sua correção. Nesses casos a família pode ser determinante para que essa identificação ocorra e que se possa chegar a uma solução.

Considerando importante observar alguns aspectos que envolveram o desenvolvimento da pesquisa. Quando iniciamos o curso, havia muitas questões relacionadas à indisciplina escolar que nos interessavam. O desafio que se apresentou foi o de escolher uma perspectiva, dentre as várias que compõem essa temática, que fosse compatível com a nossa experiência profissional, com o desejo de conhecer mais sobre o tema e com o contexto onde nos é familiar. Compreendemos que, nessa fase do trabalho, de que tínhamos uma leitura incompleta sobre indisciplina escolar, por se tratar de leitura baseada na prática. Não é difícil perceber que nossas ações relativas às questões de indisciplina, por serem de cunho intervencionista, não alcançavam a expectativa desejada. Por diversas vezes, fica-se com a sensação de que o trabalho está sendo inútil. Transcorrido o período do projeto. Compreendemos, por exemplo, que um dos motivos para sentirmos angústia e insatisfação com relação ao trabalho que deveria ser realizado na na escola, frente aos eventos de indisciplina residia no fato de que nossas ações não visavam prevenir os eventos, já que seriam essas, as ações preventivas as mais produtivas em termos formativos, as discussões no grupo de estudos, durante as aulas, orientações e por considerar relevante ouvir os alunos acerca do tema, delimitamos o nosso objeto de pesquisa, – a indisciplina escolar na perspectiva de alunos. Assim, construir o referencial teórico sobre indisciplina escolar, destacando a busca por pesquisas que privilegiassem a perspectiva dos alunos, foi também um desafio, pois, a literatura específica do tema não contempla, em quantidades significativas, pesquisas sobre a perspectiva de alunos. Outro desafio que se apresentou, no decorrer da pesquisa, diz respeito à experiência de “esquecer” nossa posição dentro da escola, tendo ocorrido pela necessidade de conseguir analisar os dados numa perspectiva de estranhamento, seria “um esforço sistemático de análise de uma situação familiar como se fosse estranha.” É preciso fazer daquilo que nos é rotineiro, algo novo; aguçando os sentidos para fatos e para situações singulares que envolvem os alunos e as expressões de indisciplina na sala de aula e na escola. Enfim, vivenciar todas estas situações foi muito importante, enriqueceu a pesquisa e também refletiu favoravelmente em nosso trabalho na escola. Através dos dados da pesquisa, constata-se alguns pontos relevantes. Um deles foi a fala dos alunos, afirmando que a indisciplina, para eles é legítima, pois conseguem atribuir um significado às expressões de indisciplina. Percebemos ainda, através das falas, que o significado atribuído por eles seria de natureza pedagógica, ou seja, que a indisciplina viria para denunciar a fragilidade da prática do professor, através principalmente, da ausência de planejamento e de organização das aulas, o que poderia denunciar, também, a fragilidade do currículo. É interessante perceber que a leitura que nossos informantes fazem da indisciplina, na sala de aula e na escola, extrapola a leitura feita por seus professores. Dentro de sala de aula, as expressões de indisciplina teriam o sentido de interromper o processo aula e de afrontar o professor, sendo suas expressões, sinalizadoras de algo que precisa ser (re) pensado, (re)feito e (re)significado. Fora da sala de aula, a indisciplina reflete em conflitos e de disputas entre alunos e turmas, portanto, com o sentido de romper com a ordem e de gerar conflitos na escola. Ao transgredir as normas, fazem-no por não compartilharem dos princípios norteadores de sua construção, ou por não participarem de sua construção, ou ainda, por considerarem tais normas, inválidas ou não pertinentes; portanto, consideram importante participar da criação das normas, vendo significado, coerência e justiça. É preciso denotar respeito para com os outros, principalmente, respeito aos professores, sendo o respeito a forma adequada de tratamento entre as pessoas, segundo eles. Condenam expressões de indisciplina nas aulas de professores que consideram “bons”, “legais” e “parceiros”, demonstrando solidariedade, e tendo noção de companheirismo e de espírito de equipe. Isso fica explícito nos momentos em que emprestam materiais uns para os outros, acobertam atitudes inadequadas dos colegas e respeitam regras de convívio. Assim sendo, os alunos entrevistados sugerem, como forma de enfrentamento às questões de indisciplina, o diálogo como alternativa apropriada, o que refletiria uma busca de orientação em relação às expectativas dos professores, fato este comprovado por nós, ao percebermos, nas observações em sala de aula, que os alunos, ao compreenderem, com clareza, o significado do que lhes é solicitado, minimizam os eventos envolvendo expressões de indisciplina na sala de aula, ou até propiciam a normalidade da aula. Queremos destacar ainda, um aspecto que consideramos o mais importante, o fato de podermos da fala dos informantes, depreender, uma perspectiva sobre indisciplina escolar, que estaria relacionada à produção de desordem. Isso nos é evidenciado nas diversas vezes em que os informantes se referiram à indisciplina como “bagunça”. Mostraram-nos através das falas, que a indisciplina estaria relacionada a dois diferentes níveis de comunicado. Assim sendo, o trabalho vem contribuir com o debate científico, apresentando a indisciplina escolar , ou seja, o que seria indisciplina, suas causas, possíveis formas de enfrentamento, sentidos e intencionalidades e as pessoas que se envolveriam nas questões de indisciplina na escola, além de fornecer elementos, para os educadores ampliarem as percepções com relação ao tema. Contribui também com educadores, sobretudo, professores, mostrando-lhes que os alunos são capazes de perceber fragilidades no processo aula, pois é relevante que os professores busquem compreender melhor o sentido da indisciplina, aprendendo a reconhecer as necessidades que ela pode estar comunicando. Compreendemos, finalmente, que a indisciplina se apresenta como desafio às escolas. Como afirma Garcia (1999, p. 107), mais que transformar-se, nossas escolas precisam, reinventar-se.

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A disciplina e a indisciplina são produtos sociais e escolares e não devem ser consideradas boas ou más, pois isso depende do contexto e da lógica em que estão inseridas. Mas, no mundo escolar algum tipo de disciplina é necessário e bem vindo, resta definir qual (RATTO, 2007).

As diversas manifestações da indisciplina são o desafio para os educadores em sala de aula e na escola, tanto na pública como na particular. (VASCONCELLOS, 1997). Ainda, segundo Vasconcellos: Sem autoridade não se faz educação; o aluno precisa dela, seja para se orientar, seja para poder opor-se (o conflito com a autoridade é normal, especialmente no adolescente), no processo de constituição de sua personalidade. O que se critica é o autoritarismo, que é a negação da verdadeira autoridade, pois se baseia na coisificação, na domesticação do outro (p. 248). Obedecer às regras não significa submissão ou servilismo. O sentido da obediência para a criança ou adolescente terá valor quando aprenderem que viver em sociedade significa construir regras e que disciplina é sinônimo de autocontrole.

Para Ratto (2007), a complexidade das situações disciplinares enfrentadas nas escolas é incalculável e permite abundantes e variadas formas de leituras e problematizações. Os conflitos nas relações sociais e pedagógicas apresentam dificuldades, mas também possibilidades de aprendizado, questionamento e mudança. Assim, “a questão norteadora seria pensar constantemente em que medida as práticas disciplinares da escola estão viabilizando nossos cultivados compromissos em torno da formação crítica e autônoma das novas gerações” (RATTO, 2007, p. 258). Em vista de todos estes conceitos cabe ao professor atuar como mediador entre o mundo e o aluno inserido no espaço escolar e, consequentemente, no mundo. Ao ingressar na escola, o aluno deve ter pleno conhecimento das regras que regem a escola. Já à escola cabe levar o aluno a um tipo de disciplina de transformação que o levará à apreensão de saberes. Saberes estes que formarão um cidadão comprometido com o bem estar da coletividade.

4. PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE ENSINO

4.1. Tema e Linha de Pesquisa

Este projeto de ensino foi elaborado sobre o Tema: A Indisciplina Escolar, nas Séries Iniciais, este tema foi escolhido após longa observação do comportamento das crianças na fase inicial de sua vida escolar.

A criança já nos primeiros anos das séries iniciais, apresentando um comportamento indisciplinar, que necessita de orientação para dar continuidade ao processo de ensino aprendizagem. Vários dispositivos legais são criados para fazer funcionar regras e leis como garantia de uma retaguarda ao desenvolvimento da criança. Mas nem sempre o professor está disposto e muitas vezes se torna engessado pelas autoridades como conselho tutelar entre outros, a intervir de forma a combater as ações indisciplinares das crianças.

Embora as escolas ofereçam uma qualificação profissional ao educando, não é o suficiente, a responsabilidade é bem maior, pois a escola deve estar preocupada com a formação do cidadão, dignos e conscientes de seus direitos e deveres.

Foi a partir dessas situações que surgiu a ideia de fazer este projeto de ensino, sendo essas manifestações preocupantes.

4.2. Justificativa

Este projeto de ensino nasceu da necessidade de investigar sobre o tema da indisciplina nos anos iniciais, pois tem sido um assunto que mais preocupa os professores e todos aqueles que estão envolvidos no processo de ensino. Desta forma, buscar conhecer os elementos que fazem parte deste processo de formação social de um sujeito, onde se entende que esse ambiente deve estar preparado para atender a demanda do seu público, e os anseios da sociedade, pois ela receberá esse sujeito como um produto formado no dia de amanha e a forma como ele virá atuar em sociedade, deveria ser uma preocupação de todos, não só dos profissionais da educação.

Assim buscar entender o comportamento dessas crianças no ambiente da escola é interessante, desde que, possa ser sugeridas alternativas, através de boas metodologias de controle das diversas formas de indisciplina, pois a uma corrente de pensamento de alguns autores de que nem toda forma de comportamento da criança deve ser visto como indisciplina.

Outra situação e trazer a reflexão da sociedade, da família e principalmente do professor que nem sempre está preparado para enfrentar uma sala, onde há muitas crianças que se não forem orientados devidamente, poderão tornar o ambiente de uma sala de aula incomunicável, pelo barulho existente, o professor deve estar preparado psicologicamente para intervir em situações de desordem que acaba na indisciplina, e por fim em um ambiente de confusão.

O professor deverá interagir com a família da criança indisciplinada, buscando uma ajuda para conseguir modificar os comportamentos que às vezes foram adquiridos no ambiente familiar. Através deste Projeto de Intervenção, o qual visa não apenas apontar possíveis causas e conseqüências da indisciplina na escola, mas criar estratégias de ações com algumas atividades de forma continuadas em busca de soluções para o problema, bem como estimular o trabalho coletivo em parceria com a escola, família e outros interessados.

Desta forma este projeto de ensino é importante ferramenta de conscientização a respeito do comportamento das crianças, nas séries iniciais, momento oportuno para disciplinar através de orientação eficiente, tendo como desafios vencer alguns vícios que foram adquiridos desde cedo, como o uso do celular, entre outros meios tecnológicos desde a fase infantil.

4.3. Problematização

A falta de domínio por parte do professor na condução de uma sala de aula da educação infantil e a ausência da família no processo educacional de seus filhos.

4.4. Objetivo Geral

  • Analisar o trabalho desenvolvido pelo professor para diminuir a indisciplina no ambiente escolar dos anos iniciais.

4.5. Objetivos Específicos

  • Entender quais as melhores estratégias para prevenir a indisciplina, onde as mesmas devem englobar as relações complementares entre a motivação dos estudantes e os seus processos de aprendizagem.
    •  
  • Verificar quais as atividades é empregado em sala de aula para desenvolver sentimentos e atitudes, sendo importantes para o convívio social;
  • Identificar as causas que motivam a indisciplina na sala de aula;
  • Pesquisar os fatores relacionados à escola que podem ser a causa da indisciplina;
  • Conscientizar sobre a necessidade de apoio através de especialização profissional para o professor em sala de aula;
  • Trabalhar regras de convivência nos momentos de recreação no período de recreio escolar;
  • Contribuir para que a escola se torne um espaço prazeroso de se conviver;
  • Melhorar o relacionamento e o convívio entre os alunos através da coletividade e atividades exercidas em grupo.

4.6. Conteúdos e Métodos

  • Professor e alunos – Nas Séries Iniciais
  • Pesquisa sobre o que entende por indisciplina no ambiente escolar
  • Escolha de métodos que abordem a indisciplina na sala de aula
  • Analisar o que é indisciplina e suas possíveis causas
  • A importância de exercer autoridade no ambiente da escola sem autoritarismo
  • A participação de forma ativa da família no processo de formação social
  • Os conteúdos a ser trabalhados, abordarão algumas atividades relacionadas a interagir os alunos na conscientização sobre comportamento de alunos e professores diante da indisciplina, onde serão sugeridas algumas ações que a ser desenvolvidas semanalmente, sendo oportunizado um pequeno espaço físico na própria ambiente da escola, para trazer pais e alunos para atividades em grupo sobre comportamento, sentimentos e atitudes, podendo identificar a indisciplina e a disciplina, buscando criar uma reflexão em todos os envolvidos no processo de formação social da criança.

4.7. Desenvolvimento

Para o desenvolvimento do projeto de estudo serão realizadas algumas atividades com o propósito de identificar as causas de indisciplinas na escola, após identificá-las, criar através da ferramenta de planejamento, criar meios de minimizar. Será analisada ainda a necessidade de se conhecer o comportamento dos alunos no ambiente escolar, onde nem sempre ações tidas como indisciplina é realmente uma indisciplina, mas sim uma manifestação de inconformidade com alguma situação criada pela própria escola.

Nos dias de hoje a indisciplina tem sido vista como um dos fatores que mais dificulta o desenvolvimento das atividades pedagógicas no âmbito escolar desta forma faz-se necessário que o professor saiba identificar o que é indisciplina, pois conforme pesquisa realizada existe algumas correntes de pensamento que acreditam que nem tudo que parece comportamentos indisciplinados pode ser considerado indisciplina, é preciso aprofundar no conhecimento desses comportamentos para poder tratá-los.

Este projeto irá propor algumas atividades em sala de aula e em ambientes externos da escola, buscando criar uma conscientização sobre o comportamento do indivíduo perante outras pessoas, quais os prejuízos esse comportamento apresenta para outras pessoas e desta forma trazer a discussão em roda de leitura, sobre os males que as outras pessoas sofrem com situações indisciplinadas, podendo até trazer sérias conseqüências para seu aprendizado psicossocial.

Ao desenvolver este projeto, foi possível perceber que o comportamento do professor em sala de aula, pode colaborar com o surgimento de atividades entre os alunos de forma indisciplinar, pois o professor precisa saber intervir nesse ambiente como autoridade, não de forma grosseira e ou autoritária, mas sabendo intervir com eficiência, podendo orientar seus alunos sobre normas de comportamento, sentimentos e atitudes.

Têm profissionais que acreditam que impor normas e regras de forma rígidas resolverá o problema, isso derrepente não se procede, pois poderá criar atritos entre professores e alunos o mais apropriado seria através de conscientização, através de um processo que traz a reflexão.

A responsabilidade pela exposição de regras para as crianças, regras estas que na maioria dos casos chegam até eles como forma de imposição, não levando a uma reflexão uma vez que ele não participou do processo de elaboração das mesmas torna difícil a aceitação e mudança de atitudes.

O trabalhado será realizado de forma que venha a ser útil no processo de ensino aprendizagem, onde a construção do sujeito social requer flexibilidade e normas coerentes com a idade do aluno, levando em conta as características individuais de cada um, desta forma poderá ser identificado o aluno que sempre é o causador das ações reprováveis.

A criança precisa ser despertada para seguir certas orientações, pois caso contrário poderá criar aversão ao aprendizado e ao seu orientador, fácil perceber alguma criança dizendo não gosto do professor fulano e tal, por causa disso ou daquilo e isso precisa ser trabalhado nas disciplinas.

Assim após conhecer o aluno, o professor poderá de forma coletiva, buscar trabalhar esse aluno de forma que o mesmo possa ser inserido no grupo, e aprendendo com a coletividade e não de forma isolada, o que poderá se prejudicial, e criando certa rebeldia contra o sistema de educação que lhe é imposto.

A educação tem sofrido uma grande transformação nos últimos tempos, hoje o aluno tem mais liberdade para desenvolver seus conhecimentos, o professor mais liberdade de trabalhar, de desenvolver atividades lúdicas saudáveis e proveitosas, poder através de simples brincadeira passar novos saberes.

A Ludicidade é uma grande ferramenta para os professores fazerem uso de forma sábia, e desta forma poder conduzir seu educando pelos bons caminhos que a educação possibilita, sem limitá-lo, sem fazer com que esse processo de educação seja engessando, mas sim flexível e prazeroso para todos, alunos e professores. Este trabalho irá desenvolver algumas ações como: Ações/atividades:

5. Plano de Atividade 1: Coletividade para investigação do espaço escolar

Organizar grupos de estudo dentro da escola para pensar e repensar as questões da indisciplina, abordando assuntos como o bullyng e violência na escola com objetivos de estarem continuamente envolvidos na luta contra o problema. Esses grupos formados por alunos de 06 a 10 anos, professores, pais de alunos, poderão desenvolver atividades dentro do ambiente da escola, como por ex: identificar lixos no pátio da escola, algum móvel quebrado por ações de indisciplinas de alunos nos intervalos de aulas, e após catalogar todas as situações erradas, como desperdício de água, energia elétrica e outras, que estão fora das normas do que é correto.

Apontarão essas situações e em contrapartida pedirá para os alunos elaborarem alguma sugestão com a orientação dos pais e professores para mediar a situação encontrada. A indisciplina escolar é um sintoma de que algo não vai bem. Se há conflitos, a falha está na relação e não nas pessoas. O comportamento indisciplinado é algo a ser alterado, mas isso só vai acontecer se as responsabilidades forem divididas entre todos.

6. Plano de Atividade 2: Registros em Tempo Real

Através de uma câmera, fazer uma filmagem periódica, no interior das salas, nos intervalos das aulas e nos momentos de lazer a fim de que possa ser detectada depois em palestras quais as atividades pode ser considerada como o foco da indisciplina e deste modo trabalhar em cima dos pontos corretos visando um melhor resultado.

7. Plano de Atividade 3: Conhecendo algumas legislações (direitos e deveres) das crianças

Realizar uma palestra descontraída para que as crianças tenham contato com seus direitos e deveres, enquanto crianças, através de uma parceria com conselhos tutelar, agentes comunitários, psicólogos e assistentes sociais a fim de sensibilizar as famílias e comunidade local para os prejuízos causados pela

indisciplina no espaço escolar. Nessas palestras fazer uso de dinâmicas através de jogos e imagens ilustrativas, objetivos, compreender como funciona o ambiente, suas complexidades e a necessidade de estarem engajados na luta contra o Bullyng a violência e a indisciplina.

8. Plano de Atividade 4. Projeto Recreio

Elaborar o Projeto Recreio, para ser aplicado nos momentos de recreação, sendo dirigidos com a participação e organização da direção e demais pessoal de apoio, inspetores de pátio, professores e alunos, a fim de tornar o espaço no momento da recreação mais prazeroso e sem a algazarra que acaba gerando algum tipo de indisciplina e até cenas de violências entre alunos. Pois muitos estudiosos entendem que este é o momento de concentração de conflitos. Tem-se como meta de igual modo através desta ação estimular a coletividade, autonomia e habilidades de cada aluno nos momentos dos jogos e brincadeiras que serão promovidos.

9. Tempo para Realização do Projeto

Este projeto contará com um tempo de aproximados 02 (dois), meses, tendo  como base trabalhar algumas atividades junto as Escolas, compreendendo as Séries Iniciais de 1º ao 5º ano de escolas públicas e particulares.

A partir do primeiro semestre do ano letivo do ano de 2017, essas atividades aulas, serão disponibilizadas as professoras que se interessarem em aplicar aos seus alunos e familiares para juntos encontrarem uma solução para as situações de indisciplinas detectadas neste ambiente educacional.

Sendo sugerida a aplicação de aulas de forma simples e ao mesmo tempo instigantes, chamando a atenção dos alunos e inserindo a família na escola, podendo ser realizada um encontro com pais professores e alunos a cada final de semestre, não apenas para a entrega de notas e ou médias escolares, mas para dialogar todos juntos, podendo ser uma tarde na escola, sendo dividido um dia matutino e outro dia vespertino, sendo 02 encontros, tipo conferência escolar. As demais atividades podem ser ingeridas no decorrer do mês utilizando uma hora por semana para essas atividades. Podendo ser repetidas durante todo o semestre.

10. Recursos Humanos e Materiais

Os recursos humanos utilizados para a realização deste projeto de ensino irá requer a colaboração da direção da escola, os professores, alunos e familiares e ou responsável pelo aluno.

Os materiais utilizados para as atividades: papel sulfite, lápis de cor, lápis grafite, músicas de capoeira, vídeo de motivação em desenhos animados, aparelho de multimídia, telão para reprodução de imagens. Entre outros que se fizer necessário.

11. Avaliação

Os alunos serão avaliados através de sua participação na atividade, a mudança de comportamento, sua interatividade e colaboração. Por meio de questionários, pedir aos alunos, funcionários e pais que analisem os avanços no processo.

Avaliar a capacidade do aluno e seu comportamento ao se envolver com outros colegas em atividades de grupo (inclusão).

Avaliar como foi o interesse da turma pela utilização de acervo de Literatura Infantil para auxiliar na aprendizagem de conteúdo programado.

Através de atividades, poder avaliar o que a criança conseguiu assimilar sobre a disciplina e a indisciplina na sala de aula

12. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tratar sobre um tema tão controverso e atual, como a indisciplina nos anos inicias, tornou esse projeto de ensino um aprendizado, pois sua utilidade nos levou a visionar o ambiente de escola de uma forma melhor, pois através de pesquisas realizadas de forma bibliográfica, nota-se que a indisciplina é um assunto muito debatido e que existem aqueles que ao se aprofundar neste tema, acredita que nem todo tipo de manifestação que vão contra as normas de educação, podem ser considerada como disciplina, pois acreditam que pode ser uma manifestação de pensamento, posições sociais, desacordo com certas normas que são muito rígidas e ou até forma de atuação de um professor em sala.

Desta forma entende-se que para resolver as situações de indisciplina nas salas e ambientes escolares, torna-se necessário que haja uma avaliação, um processo investigativo, para detectar causas, de onde surgiu o comportamento e porque surgiu, assim poderá trabalhar a ação, sabendo que tipo de ação é essa. A aqueles que dizem que para tratar a indisciplina é preciso trazer condições de fazer com que a criança desenvolva um raciocínio reflexivo e através desta reflexão ser capaz de entender seu convívio em sociedade, se situar melhor no ambiente social, participar de forma mais reflexiva e atuante no processo de educação, sem causar problemas, dificultando sua aprendizagem e de seus colegas de escola.

E ainda existem aqueles que acreditam que o comportamento do professor, pode motivar a indisciplina, pois a falta de autoridade no ambiente de uma escola, onde muitas crianças se aglomeram poder prejudicar a formação social dessas crianças. Desta forma podemos concluir que a indisciplina pode ter várias origens e que precisam ser identificadas essas causas e trabalhadas, seja o professor o desencadeador dessas ações, seja o aluno, seja a ausência de familiares e responsáveis pela educação da criança, independente de onde ela se origina o importante é cria metodologias em coletividades de forma eficiente para que a formação social desse cidadão seja produtiva para a sociedade.

13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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NUNES, Alberto. Indisciplina na sala de aula – Uma reflexão a partir da realidade. 09 de Maio de 2005. Disponível em: Acesso em: 10 out de 2015.

RATTO, Ana Lúcia Silva. Livros de Ocorrência. (In) disciplina, Normalização e Subjetivação. São Paulo: Cortez, 2007.

TAYLLE,Y.de L. A indisciplina e o sentimento de vergonha. In: Aquino, J.G (org ). Indisciplina na Escola.11 ed. São Paulo: Summus, 1996.p 87 et seq.

TIBA, sçami. Disciplina, limites na medida certa. São Paulo: Editora gente; 1º Ed, 1996.

VASCONCELLOS, Celso. Disciplina: construção da disciplina consciente e interativa em sala de aula e na escola. 4. ed. São Paulo : Libertad, 1995. 110 p.


Publicado por: VIVIAN CAITANO DE ASSIS VIEIRA

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