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SÍNDROME METABÓLICA: COMPLICAÇÕES ASSOCIADAS A COMORBIDADES

Saúde

Estudo para compreender como a síndrome metabólica é apresentada por meio dos aspectos e definição

índice

1. RESUMO

A síndrome metabólica é uma doença que se caracteriza por desencadear uma série de fatores de riscos metabólicos, que se manifestam no organismo e aumentam a chance de desenvolver outras patologias, como doenças cardíacas, pressão arterial alta, derrames e diabetes. Entre as principais características da síndrome metabólica está a resistência à insulina, que ocorre devido a fatores como a obesidade, pois o ganho de peso leva ao aumento da pressão arterial e o desenvolvimento da diabetes tipo 2, alteração do colesterol e triglicídeos. Portanto, o objetivo geral da pesquisa foi compreender como a síndrome metabólica é apresentada por meio dos aspectos e definição. Quanto aos objetivos específicos buscou-se descrever a fisiopatologia da síndrome metabólica através de seus aspectos de definição, fatores de riscos que são desencadeados e a forma de tratamento mostrando como a atenção farmacêutica pode auxiliar em novas pesquisas acerca da síndrome metabólica. A metodologia utilizada foi uma pesquisa bibliográfica, por meio das bases “Biblioteca Virtual Anhanguera”, “Catálogo de Teses”, “Google Scholar”, “Scielo”, as palavras chaves foram: “síndrome metabólica”, “riscos”, “tratamento” “diagnóstico”, o período dos artigos pesquisados foram os trabalhos publicados nos últimos 10 anos. Conclui-se que os objetivos foram alcançados com a pesquisa, visto que a síndrome metabólica é uma doença que requer uma atenção especial, quanto as características que ela apresenta a saúde do paciente.

Palavras-chave: Síndrome Metabólica. Riscos. Diabetes. Insulina.

ABSTRACT

The metabolic syndrome is a disease that is characterized by triggering a series of metabolic risk factors, which manifest themselves in the body and increase the chance of developing other pathologies such as heart disease, high blood pressure, stroke, and diabetes. Among the main characteristics of the metabolic syndrome is insulin resistance, which occurs due to factors such as obesity, because weight gain leads to increased blood pressure and the development of type 2 diabetes, changes in cholesterol and triglycerides. Therefore, the general objective of the research was to understand how the metabolic syndrome is presented through the aspects and definition. As for the specific objectives, the aim was to describe the pathophysiology of the metabolic syndrome through its aspects of definition, risk factors that are triggered, and the form of treatment, showing how pharmaceutical care can help in new research on the metabolic syndrome. The methodology used was a bibliographic research, through the bases "Biblioteca Virtual Anhanguera", "Catálogo de Teses", "Google Scholar", "Scielo", the key words were: "metabolic syndrome", "risks", "treatment" "diagnosis", the period of the researched articles were the works published in the last 10 years. It is concluded that the objectives were achieved with the research, since the metabolic syndrome is a disease that requires special attention, as the characteristics that it presents the patient's health.

Keywords: Metabolic Syndrome. Risks. Diabetes. Insulin.

2. INTRODUÇÃO

A síndrome metabólica é caracteriza por se tratar de uma doença na qual é caracterizada por desencadear um conjunto de fatores de riscos metabólicos, estes se manifestam no organismo humano e aumentam a chance de se desenvolver doenças cardíacas, derrames e o mais comum, diabetes. Dessa forma, uma das principais características da síndrome metabólica é a resistência à insulina, isso ocorre devido principalmente devido a obesidade, o ganho de peso pode levar ao aumento da pressão arterial, o desenvolvimento da diabetes tipo 2, alterações de triglicérides e do colesterol (SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDROCRINOLOGIA E METABOLOGIA, 2007).

O assunto da pesquisa, síndrome metabólica é de extrema importância, visto que esta está associada a comorbidades, isso têm-se ao fato que essa tem correlação principalmente a características de condições que aumentam o risco de fatores crônicos que podem ter risco de óbito, como doenças cardíacas, diabetes, entre outras doenças, sendo essa associada ainda a obesidade que é um mal que assola a comunidade de modo geral. Por se tratar de um tema que possui alta relevância diante dos fatos na qual apresenta, é importante destacar que novos estudos e embasamentos teóricos, poderá desenvolver cada vez melhores estudos sobe perspectivas sobre o assunto em questão. A pesquisa trará contribuições para a sociedade, comunidade acadêmica, por se tratar de um tema atual, que faz parte da vida da sociedade, podendo levar para a mudança de hábitos, melhoria em promoção da saúde, novos estudos sobre o tema e novas informações a quem possa se interessar.

A síndrome metabólica, pode acarretar diversos problemas a saúde do ser humano, dessa forma, tratar dos fatos que são associados a síndrome e suas ações de desenvolvimento e correlação a doenças crônicas, é de suma importância, para isso, buscou-se responder a seguinte problemática como base para realizar o estudo: Como a etiopatogenia da Síndrome Metabólica age por meio de aspectos ligados a complicações associadas a comorbidades?

Após a definição do problema de pesquisa, foram delimitados os objetivos gerais e específicos, desse modo, o principal objetivo da pesquisa, foi poder compreender como a Síndrome Metabólica é apresentada, através dos aspectos de sua definição, por meio da epidemiologia, fisiopatologia e quais são as complicações associadas as comorbidades. Feito isso, foi disposto, o desenvolvimento do trabalhou, onde buscou-se descrever a fisiopatologia da síndrome metabólica por meio dos seus aspectos de definição, buscou-se ainda identificar os fatores de riscos que são desencadeados pela síndrome metabólica e as formas de tratamento e como o farmacêutico pode auxiliar na participação de novas pesquisas para o diagnóstico da síndrome metabólica.

O tipo de pesquisa realizado nesse trabalho foi uma revisão bibliográfica, pois pareceu mais assertivo, sendo que foi feito uma pesquisa qualitativa e descritiva, o período que foi utilizado foi de trabalhos publicados nos últimos dez anos, sendo os locais de buscas: livros, bancos de dados, artigos. As principais palavras chaves para que a pesquisa fosse realizada foram: síndrome metabólica, complicações, riscos, comorbidades. As bases de dados utilizadas para compor a pesquisa foram: Google Scholar, Scielo, Catalogo de Teses, Biblioteca Virtual Anhanguera. Os principais autores utilizados para compor a pesquisa foram: Kolovou (2007); Murphy(2016); Organização Mundial da Saúde (2015).

3. DEFINIÇÃO DA SÍNDROME METABÓLICA

A síndrome metabólica é caracterizada por denominar um conjunto de fatores de riscos metabólicos que se manifestam no organismo humano, aumentando a chance de desenvolvimento de doenças cardíacas, derrames e diabetes (SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDROCRINOLOGIA E METABOLOGIA, 2007). Uma das características da síndrome metabólica é que esta tem resistência à insulina, isso ocorre principalmente devido ao ganho de peso, porém pode se desenvolver a partir do diabetes tipo 2, assim, com o ganho de peso, consequentemente tem-se o aumento da pressão arterial, o desenvolvimento da diabetes tipo 2, alterações de triglicérides e colesterol.

A síndrome metabólica (SM), demonstra característica pela resistência a insulina e por meio de fatores de riscos pela pré disposição a doenças cardiovasculares e diabetes melito tipo 2 (DM2) (CEBALLOS, 2007). Por meio de estudos, Reaven (1980), identificou que a dislipidemia, a hipertensão arterial e a hiperglicemia estavam associadas a condições de modo frequente em um mesmo indivíduo, sendo que proporcionavam maior risco cardiovascular, na qual a denominou de Síndrome X. Com isso, surgiram vários estudos e definições para a Síndrome Metabólica (SM), sendo que os critérios utilizados para o seu diagnóstico não são precisos, podendo variar.

Ceballos (2007) menciona que, alguns critérios são utilizados para se ter o diagnóstico da síndrome metabólica, assim as alterações metabólicas estão presentes nesses indivíduos, isso faz com que se tenha o aumento do fator ativador plasmático do fibrinogênio e do plasminogênio, hiperuricemia, aumento de proteína C, hiperhomocistemia, aumento da expressão de TNF- a e a diminuição dos níveis de adiponectina.

3.1. FISIOPATOLOGIA SINDROME METABÓLICA

Quanto a fisiopatologia da síndrome metabólica, por meio de estudos epidemiológicos têm-se a relação entre o baixo peso ao nascimento de recém nascidos que são pequenos para sua idade gestacional (PIG), e o aparecimento da síndrome metabólica na vida adulta, dessa forma, baixo peso ao nascimento é um termo que é aplicado para recém nascidos com menos de 2.500g (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 2015).

Nota-se, portanto, quanto a definição de pequeno para idade gestacional, é abrangente, devendo-se levar em consideração assim, o peso e o comprimento do recém-nascido, de acordo com o sexo e a idade gestacional (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 2005).

Assim, os bebês que são pequenos para a idade gestacional, normalmente apresentam grau de sofrimento fetal, no entanto, essas crianças conseguem atingir o crescimento adequado nos dois primeiros anos de vida, gerando o risco para desenvolvimento da síndrome metabólica na vida adulta, visto para crianças que normalmente essas crianças se recuperam rapidamente logo após o nascimento, o termo usado é chamado de catch-up growth, sendo a causa de baixa estatura e de outras consequências psicológicas durante a vida adulta (MURPHY, 2016).

A correlação entre os recém nascidos pequenos para a idade gestacional e a síndrome metabólica é uma incógnita, porém quando se há a hipótese da programação fetal se traz a exposição a poucos nutrientes levando a exposição de nutrientes de modo abundante no período pós natal, essa hipótese é conhecida como “hipótese de Barker”, na qual denomina que as estruturas dos órgãos tem funções programadas durante a vida embrionária e fetal onde se encontram a prevalência de resistência à insulina aos cinquenta anos, sendo dez vezes maior em indivíduos que nasceram peso inferior a 2,5kg (BURSZTYN, 2006).

Alguns autores abordam outras hipóteses para a síndrome metabólica na vida adulta, para eles, a resistência à insulina é determinada de modo genético, sendo que o genótipo de resistência insulínica é determinante para que o baixo peso ao nascer, a intolerância à glicose e a hipertensão arterial (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DIABETES, 2017). Assim, esses autores fazem críticas quanto a hipótese de Barker, por se tratar de não haver estudo ultrassonográfico para avaliação gestacional, sendo que os indivíduos com baixo peso fossem prematuros e não pequenos para idade gestacional.

Um dos fatores determinantes para o desenvolvimento da síndrome metabólica na vida adulta é a obesidade, o fator de ganho de peso, ou seja, ganho de gordura, no período pós natal, é um fato recorrente comum entre PIG com catch-up growth, conclui-se portanto que a hipótese de Barker pode aplicar-se no período pós-natal (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE, 1992).

Na fisiopatologia da síndrome metabólica, umas das características é o acumulo de tecido adiposo, este é encontrado principalmente na região abdominal, assim, a associação do tecido adiposo e as células que estão inflamadas levam o aumento da produção de mediadores inflamatórios, gerando o aumento da liberação de graxos livres, ou seja, seus efeitos são produzidos nas células beta das ilhotas de Langerhans e de seus receptores por exemplo, na parede vascular, sendo que normalmente se iniciam na infancia e na adolescência (HEPTULLA; SMITTEN & TAMBORLANE, 2001).

Quando se trata da síndrome metabólica em adultos os critérios em diagnósticos da NCEP, foi de 6,7% entre a faixa etária de 20 a 29 anos, sendo assim a 43,5% de 60 a 69 anos e de 42% na faixa etária de maiores de 70 anos (JAMA, 2002). A síndrome metabólica tem maior incidência em idosos, porém pode se manifestar em idades mais precoces, devem ser pelos aspectos de estilos de vida, podem variar de acordo com a idade, sexo, índices de obesidade, entre outros fatores (KOLOVOU, 2007).

Um dos fatores que pode levar a melhora da síndrome metabólica é a perda de peso, dessa maneira, quando se perde cerca de 7 a 10% do peso já se tem a melhora da circunferência abdominal, no perfil lipídico e na glicemia (FERNANDEZ, 2007). Portanto, o tratamento da obesidade é preciso, quando se quer ter eficácia no tratamento é importante o envolvimento de toda uma cadeia, sendo que o contexto emocional conta muito, ou seja, família, ambiente social, para que haja a promoção da saúde através do estilo de vida. Quando se tem uma alimentação saudável por meio da família, fica mais fácil conciliar novos hábitos como por exemplo, aumentar a ingestão de alimentos saudáveis frutas, verduras, hortaliças, a ingestão de água, realizar o fracionamento da comida, mudar hábitos alimentares, diminuindo frituras, doces e alimentos embutidos. Outro elemento que é de suma importância é a prática de exercícios físicos, dessa forma, diminuindo o tempo de ociosidade por exemplo, no computador, celular, televisão, realizar alguma atividade como caminhada, academia, natação, auxiliam na perca de peso e no tratamento da síndrome metabólica.

4. FATORES DE RISCO ASSOCIADOS A SÍNDROME METABÓLICA

Os fatores de riscos que são ocasionados pela síndrome metabólica são considerados em nossa sociedade como um problema crescente e de saúde pública, isso faz com que os fatores casuais e suas consequências tragam uma preocupação acerca dessa patologia clínica. A síndrome metabólica ocorre por meio de uma série de agravos provenientes de doenças cardiovasculares e metabólicas como por exemplo, a hipertensão, dislipidemia e a diabetes (SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2017).

Um dos principais fatores de risco com associação a síndrome metabólica é a obesidade, pois é considerada um fator de risco no que indefere para doenças coronarianas, isso faz com que esse fato seja importante para trazer o alerta e consciência, assim a equipe de saúde pode utilizar de uma abordagem mais vigorosa em relação a obesidade, principalmente quando se trata da síndrome metabólica e a diabetes (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DIABETES, 2017).

A síndrome metabólica e seus fatores de riscos ocorrem quando em um mesmo indivíduo estão presentes fatores como hipertensão arterial sistêmica, diabetes, obesidade. Esses fatores associados a predisposições genéticas e a uma vida regrada a hábitos não saudáveis, possivelmente contribuem para o aumento de desenvolver a síndrome metabólica. Portanto, o que corrobora a importância de agir de modo contínuo de mudança de hábitos e estilo de vida de pacientes, por exemplo, orientar a perda de peso e iniciar atividades físicas (BARROSO et al., 2017).

Nas diversas definições de síndrome metabólica, uma proposta pela Organização Mundial da Saúde, a Internacional Diabetes Federation e o Painel de Tratamento III para Adultos do Programa Nacional de Educação em Colesterol, sendo feito pela presença de três dos cinco critérios listados abaixo (KUBRUSLY et al., 2015; MEIGS et al., 2020):

Quadro 1. Critérios de identificação – Síndrome metabólica.

CRITÉRIOS PARA IDENTIFICAR A SÍNDROME METABÓLICA

Obesidade abdominal, circunferência da cintura ≥ 102 cm em homens e ≥ 88 em mulheres;

Triglicerídeos séricos ≥ 150g / dL (1,7 mmol / L

Pressão arterial ≥ 130 / 85 mmHg

Glicemia plasmática em jejum (FPG) ≥ 100 mg / dL 5,6 mmol/L

Colesterol sérico de lipoproteína de alta densidade < 40 mg / dL em homens e < 50 mg em mulheres

Fonte: Adaptado de MEIGS et al., 2020.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (2017), o diabetes tipo 2, é um traço da síndrome metabólica e não parte da definição da mesma, não tira a importância da síndrome, tendo como identificar em pacientes com maior probabilidade de desenvolver a diabetes melitus tipo 2.

A síndrome metabólica e seus fatores de riscos são considerados um estado pró inflamatório, tendo associação a níveis elevados de marcadores de atividades inflamatórias da proteína C reativa, interleucina do tipo 6 interleucinas 6 e inibidor do ativador de plasminogênio, no entanto os valores direcionados para marcadores de inflamações ainda é desconhecido (MEIGS et al., 2020).

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Outros fatores de risco estão associados a síndrome metabólica e são pré estabelecidos, o excesso de peso destaca-se entre eles. Por meio de um estudo nos Estados Unidos, em uma amostra de cerca de 8814 adultos participantes, a síndrome metabólica estava presente em cerca de 5% das pessoas com peso normal, 22% em pessoas que estão acima do peso e em 60 % em pessoas consideradas obesas. Portanto, as consequências de um paciente obeso, com massa corporal superior a > 30 kg / m2 ou com índice de massa corporal acima de 25 e entre 29,9 kg / m2 vão além da síndrome metabólica (SOUZA et al., 2015).

O excesso de peso, em diversos estudos epidemiológicos e reanálises são tidos como responsáveis pelo aumento da mortalidade por inúmeras causas, por tumores malignos no fígado, mama, endométrio, cólon, próstata, diabetes mellitus tipo 2, doença renal crônica e acidentes vasculares cerebrais (SILVA E JUNIOR, 2017).

A hipertrigliceridemia associada a um nível baixo de colesterol de alta densidade, o HDL, que em junção tem-se um risco maior de doenças cardiovasculares, assim como a outras situações que se predispõe ao ser humano em adquirir doenças associadas a síndrome metabólica. Com a resistência a insulina, o aumento do estado pro trombótico e inflamatório que são responsáveis também pela aterosclerose (FAUDI et al., 2017; ROSENON et al., 2020).

A pós menopausa, tabagismo, dietas com excesso de carboidrato, sedentarismo fazem com se tenha um pré disposição maior para desenvolver a síndrome metabólica, no entanto, acredita-se que o principal fator na gênese da Síndrome Metabólica seja a resistência a insulina (MEIGS et al., 2020).

A insulina é um hormônio que é produzido pelas células beta do pâncreas sendo responsável por regular os níveis de glicose no organismo humano, quando há uma resistência a insulina, entende-se que os tecidos são menos responsivos a este hormônio. Isso faz com que o pâncreas produza cada vez níveis mais elevados de insulina, consequentemente, aumentando seu valor. A associação a fatores de risco como a pacientes obesos e com sobrepeso, no entanto outras causas são identificadas como o estado fisiológico da gestação, utilização de alguns medicamentos como por exemplo, glicorticoides, defeitos genéticos, auto anticorpos através de doenças autoimunes, entre outros (SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2017).

Portanto, pacientes que são obesos, por ter o aumento da gordura abdominal podem estar associados a resistência a insulina pelo fato de uma má distribuição da gordura em tecidos e órgãos como o músculo e fígado o que promove uma disfunção endotelial (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2019).

De acordo com Mantzoros (2020), a associação a fatores de riscos através da síndrome metabólica, pode ter associação a outros distúrbios ligados a diversas patologias clínicas e agravamento de doenças.

5. TRATAMENTOS ASSOCIADOS A SÍNDROME METABÓLICA

Para realizar o tratamento da síndrome metabólica, é necessário capacitação por parte da equipe de saúde. Assim, na atenção primária há dificuldade para interagir e intervir junto aos pacientes que possuem a síndrome metabólica, visto que pouco tem-se associado o controle da hipertensão artéria sistêmica, do diabetes mellitus tipo 2 e da obesidade abdominal para uma redução significativa de doenças cardiovasculares (BRASIL, 2013).

O tratamento da síndrome metabólica, se baseia em diagnosticar o paciente portador, orientando quanto ao tratamento, mudanças de hábitos que necessitarão ser adquiridas para melhora do quadro clínico. No entanto, tem-se grande dificuldade para intervir de modo eficaz junto a pacientes que possuem a síndrome metabólica, isso porque as mudanças de hábitos, alimentação saudável e inserção de atividades físicas são indispensáveis (BRASIL, 2013).

Para se ter o diagnóstico de modo efetivo da síndrome metabólica ocorre por meio de uma abordagem completa, isso é feito por meio de uma pesquisa sobre sua história, hábitos de vida, associação a uma propedêutica laboratorial básica (MEIGS et al., 2020). leira

De acordo com Forti (p. 63, 2019) as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2019 – 2020 fazem a recomendação que os indivíduos que possuem um ou mais fatores de riscos associados a síndrome metabólica devem ser avaliados em intervalos de três anos e os que apresentem sinais de pré diabetes devem ser avaliados anualmente, nessa avaliação deve conter a medida da pressão arterial, circunferência da cintura, perfil lipídico, glicemia de jejum e hemoglobina glicada.

A Associação Brasileira de Diabetes (2017), recomenda que a abordagem para realizar o tratamento da síndrome metabólica deve ser feita de modo multimodal, tendo em consideração a alimentação, a dieta, atividade física quando necessário o uso de terapia e medicamentos. Outro fato é que é imprescindível que se atinja causas subjacentes, com isso se tem a diminuição de fatores de risco e de óbitos em pacientes. Portanto a equipe de multiprofissionais que atua com pacientes que tem a obesidade, sobrepeso devem ficar atentos com pacientes que não fazem o uso de bons hábitos alimentares e de atividades físicas frequentemente. Os profissionais de saúde devem estar atentos que a modificação do estilo de vida do portador da síndrome metabólica é a terapêutica base fundamental para sucesso no tratamento.

Quando há orientações sobre o tipo de dieta, melhores alimentos a serem consumidos, por exemplo os que tem baixo índice glicêmico, que são ricos em fibra, verduras, legumes e frutas, fibras, são adequados e importantíssimos quanto à atividade física e terapia medicamentosa.

Oliveira e Sousa (2016), reforçam que a importância que os profissionais tenham comprometimento com os pacientes que tem a síndrome metabólica, nos serviços de atenção primária, para que eles sejam estimulados a melhora da saúde, quanto a prática de atividades físicas, o que contribui para evitar o ganho de peso, assim como a reeducação alimentar e uma alimentação rica e nutricional como fatores indispensáveis para prevenção e controle da síndrome metabólica. Portanto, cada profissional é imprescindível na atuação, prevenção e tratamento da síndrome metabólica, os que não possuem o diagnóstico, mas possuem fatores de risco podem se beneficiar das mudanças no estilo de vida, para isso o apoio da equipe de saúde é fundamental para sucesso no tratamento. A perda de peso tem um auto impacto no tratamento da síndrome metabólica, dados mostram que quando se tem a perca de cerca de 10% do peso inicial é suficiente para promover a melhora no tamanho da circunferência abdominal no perfil lipídico e na glicemia. Em crianças e adolescentes o tratamento da obesidade infantil é imprescindível para que tenha êxito, isso ocorre por meio do envolvimento da família em junção do ambiente social que o cerca para promoção nas mudanças do estilo de vida.

De acordo com a Associação Brasileira de Diabetes (2017), as mudanças que se tem em direção a uma alimentação saudável devem ser seguidas por toda a família do paciente que possui a síndrome metabólica, nesse sentido deve-se aumentar a ingestão de frutas, hortaliças, derivados de leite desnatado, água, fracionar a alimentação, com isso tem que diminuir a ingestão de alimentos industrializados, fritos, doces e embutidos. A programação de atividades físicas na rotina, faz com que o tempo ócio seja reduzido, dessa forma atividades físicas são recomendadas e a diminuição de hábitos como ficar na frente do computador e televisões ou muito tempo sentado é outro ponto crucial. Quanto ao tratamento farmacológico para a obesidade relacionada a síndrome metabólica, são indicados aos casos mais resistentes ao tratamento clínico de maior gravidade, como por exemplo a Sibutramina e o Orlistat. A indicação de Mettoformina é para pacientes que possuem intolerância a glicose ou diabetes tipo 2. Nesses pacientes, esses fármacos atuam como uma ação anorexígena, reduzindo valores de glicose e insulina e melhorando o perfil lipídico. A cirurgia bariátrica para o tratamento da obesidade é um tratamento recomendado, tendo indicação para paciente com IMC superior a 30 e associados a comorbidades, como a síndrome metabólica, deve ser feito avaliações médicas e psicológicas, ter o apoio familiar e capacidade de tomar decisões informadas. A síndrome metabólica é uma patologia caracterizada por se tratar de um conjunto de condições que aumentam os fatores de riscos que associados a doenças crônicas podem ocasionar vários problemas a saúde como doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, diabetes tipo 2, pode até levar a morte, a síndrome metabólica está diretamente associada a alguns fatores comum da sociedade moderna, como maus hábitos alimentares e falta de exercícios físicos, pressão arterial alta, obesidade, esses fatores podem trazer sérios riscos à saúde de quem possui a síndrome. A resistência à insulina é um dos fatores principais da síndrome metabólica, isso ocorre principalmente devido ao ganho de peso, no entanto, pode ocorrer quando o paciente apresenta em seu organismo a diabetes tipo 2. Por meio do ganho de peso, ocorre o aumento da pressão arterial, desenvolvimento do diabetes tipo 2 alterações do colesterol e triglicídeos, desse modo, o uso de medicamentos para auxiliar o controle da diabetes pode ser administrado. Quanto as probabilidades de desenvolver a síndrome é maior quando os pacientes possuem excesso de gordura na parte do abdome, pessoas com maus hábitos alimentares, vícios como álcool e tabagismo, sedentarismo. O diagnóstico é feito por meio da medição da circunferência abdominal e da pressão arterial e por meio de exames de sangue, para que se possa medir a concentração de açúcar e gordura no sangue, desse modo, quanto maior a circunferência abdominal maior é a probabilidade de desenvolver a síndrome metabólica. O tratamento pode ser administrado por meio de medicamentos para auxiliar no controle do diabete e da pressão arterial, mas a mudança de hábitos, para levar uma vida saudável é imprescindível para melhora do quadro clínico dos pacientes que apresentam a síndrome metabólica, isso porque a perca de cerca de 10% do peso apresenta melhora no quadro clínico do paciente (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DIABETES, 2017).

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A síndrome metabólica é uma doença que requer cuidados, visto que através de seu diagnóstico pode ser observado a associação a outras comorbidades, como doenças cardiológicas, pressão arterial alta, diabetes entre outras. A principal característica ligada a síndrome metabólica é a obesidade, o ganho de peso e o alto índice de gordura abdominal trás complicações a saúde do paciente.

Desse modo, identificar a síndrome metabólica é fundamental para iniciar o tratamento, alguns aspectos são apresentados pelos pacientes que possuem a síndrome, é comum que eles apresentem a resistência a insulina, isso ocorre principalmente devido a obesidade, alguns medicamentos podem ser inseridos na terapia para tratamento, por exemplo, que controle a pressão arterial e a diabetes, no entanto, o principal meio de tratamento ainda é a mudança de hábitos, o paciente deve inserir hábitos saldáveis por meio de uma dieta balanceada e exercícios físicos, para que haja melhora do quadro clínico.

Diante disso, para a construção da presente pesquisa, por meio da revisão de literatura, notou-se que a síndrome metabólica é uma doença que gera preocupação a saúde pública, um fator que é preocupante, pois quando o transtorno não é tratado pode trazer complicações futuras a saúde do paciente, assim o diagnóstico e a qualidade de vida e prevenção de comorbidades são necessárias como ações efetivas no tratamento da síndrome metabólica.

Conclui-se portanto, que os objetivos foram realizados, visto que a prevenção, diagnóstico e tratamento e atuação farmacêutica do profissional são imprescindíveis para a melhora do quadro clínico da síndrome metabólica, junto a dietas saudáveis, atividades físicas e terapias por meio de medicamentos para auxiliar nos tratamentos da síndrome, assim faz-se necessários cada vez mais a atenção voltada a novas pesquisas para atenção voltada a saúde e casos ligados a comorbidades e a síndrome metabólica.

7. REFERÊNCIAS

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Publicado por: ALINE BORGES NUNES

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