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EFEITOS NOCIVOS DO SEDENTARISMO, FUMO E O ÁLCOOL AO SISTEMA CARDIOVASCULAR

Saúde

Análise das principais características sobre os efeitos nocivos do sedentarismo, fumo e o álcool ao sistema cardiovascular.

índice

1. RESUMO

As doenças cardiovasculares são doenças que afetam o sistema circulatório, ou seja, artérias do coração. Existem vários tipos de doença cardiovascular (enfarte do miocárdio, arritmia, entre outros). Entre os mais vulgarmente designados é o enfarte do miocárdio, angina de peito, aterosclerose, entre outros. O sedentarismo é considerado a doença do século. Na verdade, são hábitos comportamentais induzidas, como resultado da vida moderna. Substâncias do tabaco são tóxicas e são liberadas na corrente sanguínea e também favorecem a contração dos vasos sanguíneos, tornando-as mais estreitas e forçando o sangue a viajar um espaço menor. Pequenas doses de álcool podem ter efeitos nocivos, tanto benéficos em pessoas com doenças cardiovasculares no estado normal. O etanol reduz a contratilidade cardíaca (músculo cardíaco) e causa vasodilatação periférica, resultando em uma ligeira diminuição da pressão arterial associada a um aumento compensatório na frequência e taxa de fluxo, tais como quedas de pressão e o coração começa a bater mais rápido. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica que busca explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em artigos, teses e livros. Pode ser realizada independentemente ou como parte da pesquisa descritiva ou experimental, mas em ambos os casos, buscam conhecer e analisar contribuições científicas existentes sobre um determinado assunto. O principal objetivo do presente trabalho é realizar a investigação das principais características sobre os efeitos nocivos do sedentarismo, fumo e o álcool ao sistema cardiovascular.

Palavras Chaves: Fumo. Tabaco. Sedentarismo. Doenças cardiovasculares. ­­­­­­­­­

ABSTRACT

Cardiovascular diseases are diseases that affect the circulatory system, ie, arteries of the heart. There are several types of cardiovascular disease (myocardial infarction, arrhythmia, etc.). Among the most commonly is referred to as myocardial infarction, angina pectoris, and atherosclerosis, among others. Physical inactivity is considered a disease of the century. In fact, behavioral habits are induced as a result of modern life. Tobacco substances are toxic and are released into the bloodstream and also favor the contraction of blood vessels, making them narrower and forcing the blood to travel a smaller space. Small doses of alcohol can have harmful effects, both beneficial in people with cardiovascular disease in the normal state, do not do drugs. Ethanol reduces cardiac contractility (cardiac muscle) and causes peripheral vasodilation, resulting in a slight decrease in blood pressure associated with a compensatory increase in the frequency and rate of flow, such as pressure drops and the heart begins to beat faster. It is a literature that seeks to explain a problem from theoretical references in published articles, theses and books. Can be performed independently or as part of the descriptive or experimental, but in both cases, seek to understand and analyze existing scientific contributions on a particular subject. The main objective of the present study is to investigate the main features of the harmful effects of a sedentary lifestyle, smoking and alcohol to the cardiovascular system.

Keywords: Smoke. Tobacco. Sedentary lifestyle. Cardiovascular dissesse.

2. INTRODUÇÃO

O que a maioria das pessoas pensam como doença cardiovascular é a arteriosclerose que é o acúmulo de gordura (chamadas de placas) nas artérias. A placa cresce, bloqueando o fluxo de sangue que causa a obstrução da distribuição de oxigênio e nutrientes através do corpo. Pequenas artérias que atravessam o coração são responsáveis pela nutrição do sangue que são especialmente suscetíveis a placa. Se houver um bloqueio de alguns deles, que pode ser um ataque cardíaco.

A causa principal da arteriosclerose (doença cardíaca) é o nível elevado de colesterol no sangue. O LDL adere às paredes da artéria, e esta, eventualmente, conduz a acumulação da placa de crescimento. A hipertensão, tabagismo, sedentarismo, obesidade e stress podem também contribuir para a formação de placa, bem como para reduzir a possibilidade de as artérias para dilatar ou contrair conforme necessário.

Na juventude, os homens tem um maior risco de desenvolver doenças cardíacas do que as mulheres, devido ao efeito protetor do estrogênio sobre o coração. Mas, após a menopausa, as mulheres são tão propensas a doenças cardíacas do que os homens.

Os remédios naturais como os suplementos podem ajudar a prevenir doenças cardíacas.

Para além da vitamina E e óleos de peixe podem interagir com anticoagulantes, e outros suplementos utilizados com segurança em conjunto com medicamentos prescritos para o tratamento da doença cardiovascular.

Os quatro primeiros são antioxidantes, substâncias que inativam os radicais livres. Cada um tem uma função diferente, então deve-se usar tudo. A vitamina E evita o primeiro passo no desenvolvimento da placa, tendo a oxidação do colesterol LDL. A Vitamina C ajuda a reciclar a vitamina E e também mantém as artérias flexíveis.

O betacaroteno e licopeno são carotenoides que são consideradas proteção contra doenças cardíacas, mas usando uma adição de carotenoides mistos para alcançar um equilíbrio adequado. O extrato de semente de uva contém procianidólicos oligômeros (PCO), e os flavonoides são muitas vezes vistos como mais poderosos antioxidantes que a vitamina C e E.

Em adição aos antioxidantes, ácido fólico complemento essencial para a redução de homocisteína, um aminoácido que é um produto intermediário, e associado a um risco aumentado de doença cardíaca. As vitaminas B12 e B6 ajuda a reduzir os níveis de homocisteína, a vitamina B6 e pode ser útil para manter as artérias flexíveis. Os ácidos graxos ômega-3 encontrado no óleo de linhaça e óleo de peixe ajuda a manter sob controle os níveis de triglicéridos (uma gordura no sangue relacionado com o colesterol). Magnésio ajuda a estabilizar o ritmo cardíaco.

3. OBJETIVOS

O principal objetivo do presente trabalho é realizar a investigação das principais características sobre os efeitos nocivos do sedentarismo, fumo e o álcool ao sistema cardiovascular.

4. PROBLEMÁTICA

A pesquisa tenta mostrar as tentativas de solução de um problema. Tentando mostrar de forma que todos compreendam qual a dificuldade que está enfrentando, e pretende solucionar. A dificuldade dos estudos é, gerado em forma de pergunta, com o intuito de tornar específico, objetivo e incomparável. Desta forma, o problema desta pesquisa pôde ser assim apresentado:

Quais os efeitos nocivos do sedentarismo, fumo e o álcool ao sistema cardiovascular?”

Com a formação deste problema, apuraram-se as características sobre os efeitos nocivos do sedentarismo, fumo e o álcool ao sistema cardiovascular.

5. METODOLOGIA

Trata-se de uma pesquisa bibliográfica que busca explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em artigos, teses e livros. Pode ser realizada independentemente ou como parte da pesquisa descritiva ou experimental, mas em ambos os casos, buscam conhecer e analisar contribuições científicas existentes sobre um determinado assunto. A pesquisa terá como abordagem teórica uma análise qualitativa dos dados, diante da complexidade que representa o problema e da dinâmica do sujeito com o mundo, utilizando coleta de dados de artigos disponíveis sobre os efeitos nocivos do sedentarismo, fumo e o álcool ao sistema cardiovascular.

Para a formulação dos objetivos da revisão bibliográfica, primeiramente, selecionamos o tópico a ser revisado, recaindo a escolha sobre os efeitos nocivos do sedentarismo, fumo e o álcool ao sistema cardiovascular. Serão pesquisados artigos publicados em periódicos nacionais. Como se trata de uma pesquisa de revisão de artigos científicos, acerca da temática os efeitos nocivos do sedentarismo, fumo e o álcool ao sistema cardiovascular, serão pesquisados os artigos na comunidade científica confiável disponível.

Diante dos artigos que serão encontrados, criaremos um banco de dados, o qual será empregado um processo de análise e comparação dos títulos, segundo os efeitos nocivos do sedentarismo, fumo e o álcool ao sistema cardiovascular, adotando um caráter interpretativo, o qual se refere aos dados obtidos.

Para a análise dos dados foi comparado e discutido os dados extraídos previamente dos artigos científicos. As informações extraídas foram analisadas e interpretadas, quanto as suas divergências e convergências, sendo explicitadas através dos relatos no presente trabalho.

6. AS DOENÇAS CARDIOVASCULARES

As doenças cardiovasculares (cardio-coração e vasculares-vasos sanguíneos, incluindo artérias, veias e capilares) são doenças que afetam o sistema circulatório, ou seja, artérias do coração. Existem vários tipos de doença cardiovascular (enfarte do miocárdio, arritmia, entre outros). Entre os mais vulgarmente designados é o enfarte do miocárdio, angina de peito, arteriosclerose, entre outros.

As doenças cardiovasculares são aquelas que afetam o coração e os vasos sanguíneos. O infarto como já mencionado, acidente vascular cerebral e isquemia cardíaca ou angina. A principal característica da doença cardiovascular é a presença de placas de ateroma nas artérias ao longo dos anos, evitando a passagem de sangue.

Para ser eficaz, o oxigênio do corpo humano. O sangue sai do coração com o oxigênio e, oxigena quando todos os órgãos através das artérias, então volta para o coração para repor o oxigênio. Quando as artérias estreitam (aterosclerose), um ataque cardíaco ocorre na região que não receberam oxigênio. Só não recebe oxigênio para a região que entrou em colapso.

As causas da arteriosclerose podem ser de origem genética, mas a principal razão para a causa é comportamental. A obesidade, sedentarismo, tabagismo, pressão arterial alta, colesterol alto e alto consumo de álcool são as principais causas para a ocorrência de obstrução das artérias.

Para evitar o aparecimento destas doenças se deve fazer:

• Certificar a aptidão Física,

• Não exagerar nos temperos na comida,

• Não fumar e não beber demais,

• Controle de infecções que podem aparecer em qualquer parte do corpo.

Entre sua principal causa é uma vida sedentária, o consumo excessivo de alimentos ricos em gordura e sal, álcool, ainda que estudos mostram um efeito benéfico do consumo moderado de bebidas alcoólicas e tabaco. Portanto, a melhor prevenção é a prática de exercício, é ter uma dieta equilibrada, rica em frutas e legumes e não fumar.

A doença cardiovascular é uma das principais causas de morte em todo o mundo.

7. O USO DE DROGAS: ÁLCOOL E TABACO

A humanidade tem usado drogas psicoativas desde os tempos mais remotos, para fins curativos ou durante rituais religiosos. A partir do século passado, o uso de drogas passou a ser, cada vez mais, associado ao abuso, dependência e crime. Esta condição de uso abusivo tem sido tema de preocupação e discussão da sociedade em geral, levando as nações do mundo a buscarem soluções e definirem políticas de controle e combate a esta importante problemática social e de saúde (MIRANDA et al., 2006).

Atualmente, o tráfico e o consumo de drogas ilícitas assumiram proporções epidêmicas no mundo inteiro, onde se estima que 200 milhões de pessoas por todo o mundo - 5% das pessoas acima de 15 anos - consumiram drogas pelo menos uma vez nos últimos 12 meses (MIRANDA et al., 2006).

Considerando essa problemática complexa, o Ministério da Saúde brasileira reforça que o uso e/ou abuso de drogas psicoativas representam problema que é do âmbito da saúde pública, apresentando-se como multireferencial e com interfaces inter setoriais. Desse modo, exige ações que envolvem vários setores do Estado (Justiça, Educação, Secretaria de Direitos Humanos, entre outros), de organizações não governamentais e demais representantes da sociedade civil organizada, com vistas a construção de uma política de prevenção e tratamento ao uso e/ou abuso de drogas, que promova o cuidado integral na saúde mental, de forma substitutiva, contrária à lógica manicomial (MIRANDA et al., 2006).

O consumo de drogas psicoativas, na atualidade, tem se tornado fato tão corriqueiro que pode ser visto como prática comum no cotidiano, notadamente, o uso de álcool é aceito e estimulado socialmente, em ambientes privados ou públicos. Daí para o uso abusivo, muitas vezes, o caminho é curto, passando do prazer produzido pelo consumo para os problemas provocados pelo uso abusivo, com consequências individuais e coletivas (MIRANDA et al., 2006).

O uso abusivo de drogas ou a instalação de um quadro de dependência química torna-se uma problemática complexa, com impacto, normalmente, negativo na rede de relações do usuário, intervindo no seu modo de vivenciar e lidar com o cotidiano. Instalada esta situação há o extrapolamento para o contexto social e a necessidade de ajuda e controle através de ações mais complexas de combate, controle e tratamento das pessoas envolvidas neste processo (MIRANDA et al., 2006).

O processo de atenção à saúde mental, que possibilitou o tratamento com base em estratégias psicossociais, tornou-se possível, a nível nacional, a partir da Lei 10.216/2001 que assegura o direito das pessoas com transtornos mentais e busca a criação de mecanismos que possam arregimentar recursos e serviços para a atuação junto a essa demanda, tendo como focos basilares a reinserção social e o uso de mecanismos que permitam a assistência com base comunitária (GONÇALVES et al., 2010).

Contudo, o lidar com a pessoa dependente químico não é tarefa fácil para a família e para sociedade em geral, necessitando de dispositivos e estratégias de apoio social que possam estar unindo formas para dar conta das demandas oriundas desta condição (GONÇALVES et al., 2010).

Estudos têm apontado para a importância da família e da rede social no tratamento do uso abusivo de álcool e outras drogas, evidenciando as percepções sobre o uso e o abuso de substâncias, o engajamento, a adesão e participação no tratamento (GONÇALVES et al., 2010).

A guerra mundial contra as drogas, nome pelo qual ficaram conhecidas parte das substâncias psicoativas que alteram a consciência e a percepção, completa, este ano, um século. Ainda que as resoluções da Primeira Conferência Internacional do Ópio de 1912, realizada em Haia, tenham sido praticamente abandonadas nos anos conturbados entre as duas grandes guerras, o modelo ali esboçado foi triunfante. Defendida, patrocinada e sediada pelos Estados Unidos, já sob a coordenação da ONU, a Convenção Única sobre Entorpecentes, de 1961, implantou globalmente o paradigma proibicionista no seu formato atual. Os países signatários da Convenção se comprometeram à luta contra o “flagelo das drogas” e, para tanto, a punir quem as produzisse, vendesse ou consumisse (GONÇALVES et al., 2010).

Proibicionismo é uma forma simplificada de classificar o paradigma que rege a atuação dos Estados em relação a determinado conjunto de substâncias. Seus desdobramentos, entretanto, vão muito além das convenções e legislações nacionais (GONÇALVES et al., 2010).

O proibicionismo modulou o entendimento contemporâneo de substâncias psicoativas quando estabeleceu os limites arbitrários para usos de drogas legais/ positivas e ilegais/negativas. Entre outras consequências, a própria produção científica terminou entrincheirada, na maior parte das vezes do lado “certo” da batalha, ou seja, na luta contra as drogas. O proibicionismo não esgota o fenômeno contemporâneo das drogas, mas o marca decisivamente (FIGLIE et al., 2004).

Ainda que escape da ambição deste artigo traçar a genealogia da emergência das drogas como questão contemporânea, é preciso ressaltar que não se “explica” o empreendimento proibicionista por uma única motivação histórica (FIGLIE et al., 2004).

Sua realização se deu numa conjunção de fatores, que incluem a radicalização política do puritanismo norte-americano, o interesse da nascente indústria médico farmacêutica pela monopolização da produção de drogas, os novos conflitos geopolíticos do século XX e o clamor das elites assustadas com a desordem urbana. Além disso, sem desconhecer a importância histórica do pioneirismo e do empenho dos Estados Unidos para torná-la universal, é preciso notar que somente convergências locais na mesma direção puderam fazer da proibição uma realidade global (FIGLIE et al., 2004).

O caso brasileiro, nesse sentido, é exemplar, na medida em que as legislações proibicionistas foram criadas pari passo às norte-americanas e, no caso específico da maconha, droga já há muito estigmatizada pelas elites locais, a perseguição oficializou-se primeiro aqui (FIGLIE et al., 2004).

Pode-se dizer que três conjuntos de substâncias e/ ou plantas foram eleitos alvos-padrão do paradigma proibicionista: papoula/ ópio/ heroína, coca/ cocaína e cannabis/ maconha (FIGLIE et al., 2004).

Ainda que o conceito farmacológico de droga seja muito mais amplo que é uma substância que, quando administrada ou consumida por um ser vivo, modifica uma ou mais de suas funções, com exceção daquelas substâncias necessárias para a manutenção da saúde normal, é a esse conjunto de substâncias que o termo passou a ser aplicado (ZALESKI et al., 2006).

Entre as drogas, há as psicoativas ou psicotrópicas, que têm como característica principal a ação sobre o funcionamento do cérebro. Hoje, o termo “drogas” pode se referir tanto a seu sentido farmacológico, muito mais amplo, quanto a um conjunto bem mais restrito, ainda que flexível, de substâncias psicoativas, notadamente as ilícitas (ZALESKI et al., 2006).

Do ponto de vista conceitual, a Convenção Internacional de 1961 definiu um modelo que permanece vigente e divide as drogas e suas plantas originárias em listas. O critério, por sua vez, seria o potencial de abuso e suas aplicações médicas (ZALESKI et al., 2006).

A primeira lista é composta daquelas com alto potencial de abuso e nenhum uso medicinal e, como esperado, ali estão incluídas, entre outras, as três drogas-alvo do proibicionismo: heroína, cocaína e maconha. As outras listas reúnem drogas com potencial de abuso, mas conhecido uso medicinal (morfina e anfetaminas, por exemplo) e precursores (substâncias e outros materiais empregados na produção de drogas proibidas). Diferente de muitas outras convenções, essas foram seguidas com incrível rigidez pela maior parte dos signatários (ZALESKI et al., 2006).

8. A FAMÍLIA E OS DEPENDENTES DE DROGAS

A literatura tem discutido amplamente as consequências coletivas e/ou individuais da dependência de drogas, na sociedade, sendo que, coletivamente, a família é a primeira a ser afetada em sua dinâmica funcional e organizacional (SCHENKER et al., 2004).

Dessa forma, estudos têm fornecido informações acerca dos problemas enfrentados pelos familiares de dependentes de drogas, frente às situações geradas pelo uso, ocasionando desentendimento e fragilização nas relações interpessoais (SCHENKER et al., 2004).

Essas situações são reveladas por sentimentos mais diretamente ligados ao âmbito emocional como ambiguidade, impotência, ansiedade, medo, sentimento de culpa, decepção, frustração, depressão, e outros problemas relacionados às situações rotineiras do dia a dia (SCHENKER et al., 2004).

Dentre outros prejuízos, o distanciamento dos amigos e a redução das atividades sociais, com consequente comprometimento da qualidade de vida (QV), são vivenciados tanto pelo familiar quanto pelo dependente de drogas (SCHENKER et al., 2004).

Na presença da dependência, toda a estrutura familiar pode estar abalada, porém, os familiares sofrem graus variados de aproximação e de distanciamento, frente aos impactos negativos desse comportamento (SCHENKER et al., 2004).

Comumente, na família, um membro assume o papel de cuidador, sendo esse a pessoa mais diretamente ligada ao cuidado e/ou afetivamente ao dependente de drogas, condição que não somente afeta diretamente a QV como predispõe o surgimento de sintomas depressivos no cuidador (HINO et al., 2012).

Estudo com familiares de dependentes de drogas evidenciou aumento no risco do surgimento de transtornos mentais em 58% dos cônjuges, e maior frequência de agressões físicas, morte de familiares e envolvimentos com problemas policiais nesses lares (HINO et al., 2012).

Em relação ao usuário, na última década, a co-ocorrência de transtornos mentais e dependência de drogas tem sido largamente reconhecida na clínica psiquiátrica. Um levantamento epidemiológico nacional sobre condições relacionadas ao álcool pelo National Epidemiologic Survey on Alcohol and Related Conditions (NESARC) entre adultos da população em geral, nos Estados Unidos (USA), evidenciou prevalência de 20% de transtornos de humor e 18% de transtornos de ansiedade em indivíduos que faziam uso de substâncias psicoativas (HINO et al., 2012).

Hino et al., (2012) realizaram um estudo sobre o conhecimento da equipe de saúde da família acerca das necessidades de saúde das pessoas com tuberculose.

Os objetivos do estudo foram conhecer concepções sobre tuberculose e necessidades de saúde e descrever o tipo de assistência prestada às pessoas com tuberculose, pelos profissionais de saúde. Trata-se de estudo qualitativo desenvolvido em duas unidades de saúde da família de Capão Redondo, São Paulo. Os dados foram coletados por meio de entrevista aberta, em janeiro de 2010, submetidos à técnica de análise de discurso, resultando em três categorias: significados atribuídos à tuberculose, significados atribuídos às necessidades de saúde e características da assistência. As concepções sobre a doença estão ancoradas na teoria da multicausalidade do processo saúde/doença. A assistência se caracteriza por intervenções que extrapolam a dimensão biológica. As condições precárias de vida definem as necessidades da maioria das pessoas com tuberculose, podendo ser mais importantes para os doentes do que o próprio diagnóstico da doença, influenciando a adesão ao tratamento e devendo ter maior relevância na assistência.

9. EFEITOS DO SEDENTARISMO, FUMO E ÁLCOOL PARA O SISTEMA CARDIOVASCULAR

9.1. SEDENTARISMO

O sedentarismo é considerado a doença do século. Na verdade, são hábitos comportamentais induzidas, como resultado da vida moderna. Com o desenvolvimento da tecnologia e a tendência cada vez maior de substituição de atividades profissionais com menos energia, pois as pessoas adotam cada vez mais a lei do menor esforço, reduzindo assim o consumo de energia em seu corpo.

A inatividade é definida como a ausência ou a grande diminuição da atividade física. De fato, o conceito não está necessariamente relacionado com a falta de um acontecimento desportivo. Do ponto de vista da medicina moderna, pessoa sedentária que gasta poucas calorias por semana com suas tarefas diárias. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), no qual 70% das pessoas do mundo são sedentárias e estão sujeitas a inúmeras doenças se desenvolvem.

Um estilo de vida sedentário leva a paralisação literal de sistemas funcionais. O sistema musculoesquelético e de outros órgãos e sistemas necessários para várias formas de atividade física entra num processo de regressão funcional, com, no caso, do músculo esquelético, um fenômeno associado com a atrofia das fibras do músculo, perda de flexibilidade comum, além do mau funcionamento dos diversos órgãos.

A atividade física é uma das principais causas do aumento da incidência de várias doenças. A pressão arterial elevada, diabetes, obesidade, ansiedade, aumento do colesterol e enfarte do miocárdio, são exemplos de doenças para as quais o indivíduo é exposto sedentário. O sedentarismo é considerado o principal fator de risco para a morte súbita e muitas vezes são associadas de forma direta ou indireta ou leva à deterioração da maioria das doenças.

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A OMS afirma que o indivíduo deve realizar 30 minutos de atividade física moderada, quatro ou mais vezes por semana. Para atingir este objetivo pode escolher várias alternativas de acordo com a conveniência ou separadamente:

Praticar atividades esportivas como andar, correr, andar de bicicleta, natação, ginástica, exercícios com pesos ou jogar bola é uma proposta válida para evitar o sedentarismo e importante para melhorar a qualidade de vida.

Realizar atividades físicas é necessário à realização das atividades diárias, como por exemplo, parar de usar o carro e ir a pé.

Quando inativo, o corpo sofre uma série de mudanças. O primeiro é observado à redução da capacidade vital e a circulação sanguínea. Por exemplo, ficar sentado todo o dia assistindo TV reduz a capacidade de absorver e utilizar oxigênio e a capacidade do coração de bombear o sangue para todo o corpo. Assim, músculos, órgãos e cérebro recebe menos oxigênio, menos sangue e menos nutrientes (pelo sangue).

Tentando compensar essas perdas, as artérias se contraem, elevando a pressão arterial, aumentando o risco de acidente vascular cerebral e coágulos de sangue.

Por isso, é estranho que uma pessoa sedentária apresente quase o dobro do risco de desenvolver doença cardiovascular um ativo individual.

9.2. FUMO

Quando se trata de fumar, o câncer vem imediatamente à mente, tais como cânceres de pulmão, boca, garganta, e todos aqueles que são diretamente afetados pela fumaça de cigarros, charutos, entre outros. Mas poucos sabem que os efeitos do tabagismo sobre outros órgãos como a pele, o sistema digestivo, fígado, laringe, o coração e o sistema circulatório, que recolhe as artérias e veias que levam o sangue através do corpo.

Quando uma pessoa fuma, as substâncias químicas tóxicas do tabaco entram na corrente sanguínea. Alguns desses produtos enviam sinais para o coração, e isso começa a bater mais rápido causando uma sobrecarga.

Substâncias do tabaco são tóxicas e são liberados na corrente sanguínea e também favorecem a contração dos vasos sanguíneos, tornando-as mais estreitas e forçando o sangue a viajar um espaço menor. A combinação destes efeitos pode levar a hipertensão (pressão arterial elevada), com todas as suas consequências para o organismo, lembrando que o efeito do fumo sobre o coração e o sistema circulatório é responsável ​​por doenças graves, muitas vezes deixando sequelas, impossibilitando o indivíduo e levando a morte.

Fumar também diminui o LDL e aumenta a probabilidade de aparecimento de placas de gordura nas artérias, que pode levar a ataques cardíacos. Fumar aumenta o risco de trombose, a formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo de sangue), provocando a obstrução total ou parcial do vaso. Com o tempo, esses efeitos vão aumentar em quatro vezes o risco de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), em comparação com não fumantes.

Os efeitos à saúde causados ​​pelo fumo e tabaco se referem ao ambiente de inalação de fumaça. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 16% da população que fuma. Além disso, segundo a OMS, nos países desenvolvidos, a 26% das mortes masculinas e 9% das mortes femininas são atribuídos diretamente ao tabagismo ou indiretamente. Assim, fumar classifica como uma das principais causas de morte prematura por meio mundo.

Os principais riscos à saúde relacionados ao tabagismo se referem a doenças do sistema cardiovascular, sendo o tabagismo um fator de risco importante para infarto do miocárdio (ataque cardíaco), doenças do aparelho respiratório, como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), enfisema, e câncer, particularmente câncer de pulmão e câncer de laringe e boca.

Antes da Primeira Guerra Mundial, o câncer de pulmão era considerado uma doença rara, que a maioria dos médicos nunca iria ver durante sua carreira. Com o aumento da popularidade do tabagismo após a guerra, houve uma epidemia de câncer de pulmão.

A incidência de impotência é aproximadamente 85% maior em homens fumadores do que nos não fumantes e é uma das principais causas de disfunção erétil. Fumar causa impotência causando estreitamento das artérias (do pênis e do corpo).

As doenças relacionadas ao tabagismo matam 440.000 por ano e cerca de 1.205 por dia, fazendo com que o tabagismo é a principal causa de morte evitável.

O aumento do risco de uma pessoa contrair a doença é diretamente proporcional ao tempo que uma pessoa fuma e o número de cigarros consumidos. Mas, parar de fumar, as chances diminuem gradualmente à medida que os danos para o organismo for reparado.

As doenças associadas com o fumo compreende:

  • As várias formas de câncer, especialmente câncer de pulmão, câncer de rim, laringe, cabeça, pescoço, tórax, bexiga, esôfago, pâncreas e estômago. Há evidência de risco aumentado de leucemia, câncer da pele, fígado, útero, intestino, bexiga, suprarrenal, e correlação com tumores da infância.

  • Doenças cardiovasculares;

  • Acidente vascular cerebral;

  • Doença vascular periférica;

  • Distúrbios respiratórios, como bronquite, doença pulmonar obstrutiva crônica e enfisema;

  • tromboangeíte obliterante;

  • A impotência sexual;

  • Catarata;

  • Redução de problemas de memória e aprendizagem em fumantes adolescentes.

A incidência de câncer de pulmão é altamente correlacionada com o tabagismo. O charuto e cachimbo tendem a inalar menos que os fumantes de cigarros, devido a isso, o risco de câncer de pulmão é menor, mas ainda várias vezes maiores do que o risco em fumantes.

Todos estes grupos sofrem o mesmo risco de câncer da cavidade oral, laringe e esôfago, um risco de que era apenas uma hipótese, sem qualquer ligação entre fumar e o câncer, até cientificamente comprovado.

Da mesma forma, o câncer de boca e mandíbula também tem um risco para aqueles que mascam tabaco. Os benefícios para quem parar de fumar são imediatos, tais como a pressão arterial, pulso e temperatura do corpo voltou ao normal, o risco de ataque cardíaco diminui a capacidade de sentir o cheiro e o gosto que é refinado e melhora a circulação sanguínea.

É geralmente aceite que a principal motivação por trás do tabaco é a nicotina que ele contém. Mas, gerando a prática de tomar o fumo diretamente de sua folha de uma enorme quantidade de produtos químicos ativos agrupados, muitos dos quais são biologicamente reativos e potencialmente prejudiciais.

Embora os grupos de tabaco também são considerados substâncias cancerígenas mais leves, provavelmente porque compostos semelhantes são gerados para a cura do câncer, o rapé nórdica, utilizando o vapor, então eles são muito menos cancerígenos. Há cerca de três mil substâncias químicas encontradas no fumo do tabaco.

Acredita-se ser responsável pelos danos cardiovasculares e perda de elasticidade nos alvéolos, levando ao enfisema e DPOC, além da exposição prolongada a outros compostos, no fumo, tais como monóxido de carbono, cianetos, e outros compostos que causam danos ao tecido arterial do pulmão, e além disso cigarros contendo cancerígenas conhecidas.

O tabaco provoca o amarelamento dos dentes, através de nicotina. Faz com que o câncer de boca, língua, esôfago, faringe e laringe, bem como causando forças insuficiência respiratória que o coração bata mais rápido para uma maior absorção de oxigênio e, portanto, reduzir a vida útil da bateria.

O tabaco é associado com possíveis efeitos benéficos sobre certas condições, presumivelmente devido ao efeito da nicotina sobre o sistema nervoso. Alguns estudos têm mostrado que a prevalência de tabagismo entre os pacientes que desenvolveram a doença de Alzheimer que é menos do que na população em geral, o que foi interpretado como uma possível proteção do que o fumo da doença.

As pesquisas sobre o tema de resultados limitados e conflitantes. Alguns estudos mostram que fumar aumenta o risco de desenvolver a doença de Alzheimer. Revisões recentes da literatura disponível, concluiu que a aparente menor incidência da doença de Alzheimer em fumadores devido ao fato de que os fumadores tendem a morrer antes que eles atinjam a idade de desenvolvimento da doença.

A mortalidade precoce é um problema encontrado em pesquisas para investigar os efeitos das doenças de fumo de início tardio, depois de 75 anos, como a doença de Alzheimer como o número de fumantes que transforma 80 anos 50% menos do que os não-fumantes.

9.3. ÁLCOOL

O etanol, também chamado de álcool etílico, e coloquialmente conhecido apenas como álcool é um composto orgânico obtido a partir da fermentação de açúcares, a hidratação de etileno ou redução acetaldeído. Ele está contido em bebidas, tais como cerveja e vinho e na indústria de perfume. No Brasil, esta droga também é amplamente utilizada como combustível para motores de combustão interna, proporcionando, assim, um mercado crescente para um combustível feito de maneira renovável e o estabelecimento de uma indústria química de base, o uso continuado de biomassa agrícola e renovável.

O etanol é um dos álcoois mais comuns. Os álcoois são compostos tendo grupos hidroxilo ligados a átomos de carbono. Podem ser considerados como derivados orgânicos da água em que um dos átomos de hidrogênio que são substituídos por um grupo orgânico.

Técnicas de fabricação de álcool na antiguidade só limitado a fermentação natural ou espontânea de alguns produtos vegetais, tais como açúcar, começou a se expandir a partir da descoberta da destilação. Mais tarde, no século XIX, como os fenômenos da industrialização expandiu-se ainda mais esse mercado, quando um papel definitivo, ao mesmo ritmo que se desenvolve a sociedade de consumo no século XX.

Sua utilização é ampla, tais como em bebidas alcoólicas, produtos farmacêuticos, solventes químicos como combustíveis ou antídoto. O Brasil é o maior produtor mundial de açúcar (33,9%), e etanol (36,4%), e também o maior exportador de açúcar e etanol do mundo. No Brasil, os índios produziram Cauim, que é uma cerveja com mandioca cozida ou suco de fruta, e, em seguida, mastigava fervidos.

O etanol é muito importante no campo da medicina, em que é utilizado, bem como outros álcoois são também extermínio de vida microbiana nociva, o que pode agravar as condições doentes. Também é usado na produção de biodiesel, em que o óleo de rícino reage com etanol, éster etílico e gera glicerina. Também é utilizado na produção de bebidas alcoólicas e drogas e perfumaria.

Pequenas doses de álcool podem ter efeitos nocivos, tanto benéficos em pessoas com doenças cardiovasculares no estado normal, não uso drogas. O etanol reduz a contratilidade cardíaca (músculo cardíaco) e causa vasodilatação periférica, resultando em uma ligeira diminuição da pressão arterial associada a um aumento compensatório na frequência e taxa de fluxo, tais como quedas de pressão e o coração começa a bater mais rápido. O aumento no consumo de oxigênio pelo coração após a ingestão de álcool induzida pelo exercício é maior do que quando geralmente ele acerta.

Além disso, o consumo de uma ou duas doses máximas diárias durante um longo período, reduz o risco de morrer de problemas cardiovasculares, talvez devido a um aumento na fração de lipoproteína de colesterol HDL, ou porque alterações nos mecanismos de coagulação.

Embora doses baixas de etanol para dar uma pequena queda na pressão sanguínea, a utilização de três ou mais bebidas por dia resultando num aumento dependente da dose na pressão sanguínea, que retorna gradualmente ao normal após algumas semanas de retirada.

Como resultado, eles contribuem abundante a ingestão de bebida de forma significativa para as causas reversíveis de hipertensão de leve a moderada. A ingestão suficiente de beber crônico pode causar mio cardiopatia, com sinais e sintomas que variam de arritmias inexplicadas (coração bate fora de sincronia), na presença de insuficiência ventricular esquerda, insuficiência cardíaca, mesmo com o alargamento de todas as quatro câmaras e hipocontratilidade músculo cardíaco.

Pode formar trombos no átrio esquerdo ou ventrículo, o aumento cardíaco, enquanto mais de 25% pode levar a insuficiência mitral em válvulas cardíacas, o equivalente problema sério. Finalmente, existe uma relação entre o acidente vascular cerebral (AVC) e do alcoolismo, em especial nas primeiras 24 horas após a ingestão de líquidos.

O uso excessivo de álcool pode conduzir a efeitos adversos sobre o coração. Estudos mostram que o álcool e os seus produtos de degradação, tais como acetaldeído, impedindo o funcionamento correto das células cardíacas. Assim, o consumo excessivo de álcool leva a problemas cardíacos e cardiomiopatia (doença da musculatura cardíaca que é fraca). A cardiomiopatia alcoólica, caracterizada por aumento das câmaras cardíacas e diminuição da contratilidade dos ventrículos.

Também é sabido que o consumo de álcool em excesso provoca alterações no ritmo cardíaco (arritmia). Existe um dispositivo chamado síndrome do coração feriado, que é o aparecimento de uma arritmia cardíaca após consumo excessivo de álcool, no fim de semana. Geralmente, esta arritmia fibrilação atrial.

O mecanismo pelo qual estas arritmias pelo álcool não é conhecido. A hipótese mais aceita é que o etanol altera os mecanismos eletrofisiológicos que regulam o ritmo cardíaco.

Outro efeito colateral do consumo excessivo de álcool sobre o sistema cardiovascular é a gênese da hipertensão arterial sistêmica (HAS). Dados de grandes estudos sugerem que o álcool é diretamente responsável por 10% da população de hipertensos no Ocidente.

A interação entre o álcool e hipertensão é bem conhecida, mas existem mecanismos, tais como o etanol, alterando a pressão.

Finalmente, sabe-se que, como o álcool o exercício impõe estresse oxidativo ao músculo cardíaco. Estudos experimentais em ratos mostram que o exercício é capaz de reduzir os efeitos nocivos do etanol sobre o miocárdio (músculo do coração).

O abuso deste composto afeta muitos sistemas de órgãos, causando tanto efeitos agudo como crônico.

Sendo um depressor do SNC (ação direta), o etanol diminui a sua atividade, facilitando o manuseio de grande amortecimento neurotransmissor no cérebro (GABA) e inibe a ação do maior neurotransmissor excitatório do cérebro (glutamato). Pela sua ação sobre estes receptores especificamente, o etanol diminui o funcionamento do sistema nervoso.

Em todos os sistemas no corpo, o sistema cardiovascular é aquele em que o álcool também pode ter efeitos positivos e negativos.

No fígado, excesso de etanol provoca três diferentes condições patológicas, tais como o fígado gordo (esteatose hepática), hepatite alcoólica e cirrose.

O consumo excessivo de álcool é a principal causa da pancreatite crônica. No entanto, os mecanismos pelos quais a causa ou etanol sensibiliza o pâncreas para ser susceptível a danos causados ​​por outros fatores não conhecidos.

O etanol também pode interferir com os numerosos processos de regulação da função renal de um modo convencional alterando a estrutura e insuficiência, e interrompe a sua capacidade para manter o fluido de composição e de eletrólitos no corpo.

O etanol pode contribuir em parte para a supressão dos machos reprodutores de atrofia testicular, disfunção dos órgãos reprodutores acessórios, supressão da espermatogênese e infertilidade.

Também pode ter um impacto direto sobre o crescimento e desenvolvimento da criança, no qual a criança pode nascer com síndrome alcoólica fetal (FAS). O etanol é uma substância capaz de provocar tolerância e um elevado grau de dependência, fisicamente e mentalmente.

Curiosamente, os estudos recentes têm demonstrado que uma baixa concentração de etanol parece ter eficácia terapêutica no tratamento de câncer do fígado humano através da indução de apoptose de células HepG2.

Apesar de não ser genotípico em doses muito altas em doses específicas o etanol tem uma capacidade limitada para induzir mudanças genéticas. Como uma substância cancerígena, ainda é considerada, mas não foram os níveis indicados que podem causar câncer pela exposição no local de trabalho ou produtos de consumo.

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Roberto Freire Ferreira*

Curso de Pós-Graduação em Prevenção e Reabilitação Cardiovascular – 2013.

AVM Faculdade Integrada, Rio de Janeiro.

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*Bacharel e Licenciado em Educação Física pela Universidade Salgado de Oliveira – Niterói-RJ.


Publicado por: ROBERTO FREIRE FERREIRA

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