Whatsapp

A IMPORTÂNCIA DO FARMACÊUTICO NA ORIENTAÇÃO DO USO DE MEDICAMENTOS ISENTOS DE PRESCRIÇÃO

Saúde

Análise sobre o que leva a população a se automedicar, riscos e sintomas, os principais fármacos que são utilizados na automedicação e como o farmacêutico atua na prescrição de remédios de livre comercio para a população.

índice

1. RESUMO

A automedicação é uma pratica utilizada pela população para diminuir algum sintoma ou em busca da cura de alguma doença, porém isso pode ocasionar sérios riscos a saúde. Isso ocorre muitas vezes por que as pessoas não querem ir em busca de uma consulta ou até mesmo por recomendação de uso de um remédio que sérvio para o tratamento de alguma doença. A oferta de fármacos de livre comercio aumenta os índices de automedicação, isso porque são muitos os medicamentos isentos de receitas que são vendidos livremente. O presente trabalho, foi realizado por meio de uma revisão bibliográfica, realizada em base de dados através do Google acadêmico e a Scielo, para nortear a pesquisa. O objetivo geral do trabalho buscou descrever a importância do farmacêutico na utilização de remédios isentos de prescrição, como objetivos específicos foram dispostos o que leva a população a se automedicar, riscos e sintomas, os principais fármacos que são utilizados na automedicação e como o farmacêutico atua na prescrição de remédios de livre comercio para a população. Alcançou-se o proposto, pois visto que o profissional da área de farmácia pode auxiliar a população de forma para que essa tenha conhecimento sobre os riscos que a automedicação pode trazer para a saúde, sendo esses maiores que os benefícios, assim a automedicação deve ser feita de forma consciente sobre supervisão e orientação de um profissional.

Palavras-chave: Automedicação. Fármacos. Riscos. Saúde.

ABSTRACT

Self-medication is a practice used by the population to reduce some symptom or in search of a cure for some disease, but this can cause serious health risks. This often occurs because people do not want to go in search of a consultation, or even because of the recommendation of use of a medicine that is useful for the treatment of some disease. The supply of free market drugs increases the rates of self-medication, because there are many prescription-free drugs that are sold freely. The present work was carried out by means of a bibliographic review, carried out in databases through Google Scholar and Scielo, to guide the research. The general objective of the work sought to describe the importance of the pharmacist in the use of non-prescription drugs. Specific objectives were to describe what leads the population to self-medicate, risks and symptoms, the main drugs that are used in self-medication, and how the pharmacist acts in the prescription of free trade drugs for the population. The proposed was reached, since the professional of the pharmacy area can help the population so that they have knowledge about the risks that self-medication can bring to health, which are greater than the benefits, thus self-medication should be done consciously under the supervision and guidance of a professional.

Keywords: Self-medication. Drugs. Risks. Health.

2. INTRODUÇÃO

É comum por questões culturais a população procurar drogarias, farmácias para se automedicar, com o intuito de disseminar uma dor, ou uma doença que venha a aparecer sem procurar auxílio médico ou até mesmo um profissional farmacêutico, embora antigamente essa pratica era comum, pois a troca de informações era comum pela população que por exemplo, “certa erva era boa” para o tratamento de uma doença, a pratica de troca de informações era comum pela população. Com o passar dos anos, essa técnica de troca de informações não é diferente, sempre há a indicação de um fármaco para um parente ou um amigo, conhecido, vizinho, por esse medicamento ser bom para o tratamento de uma certa doença? Porém devemos ficar atento que esses hábitos não são saudáveis e podem gerar transtornos para a saúde de quem utiliza medicamentos sem a prescrição de um profissional capacitado. Foi comprovado por meio de estudos que há uma parte do orçamento que é destinado a saúde destinados a hospitais, sendo destinados ao tratamento de intoxicações provenientes do uso de automedicação, sendo que em alguns casos pode levar ao óbito, com isso dar-se a importância de como o farmacêutico deve atuar mediante a população na hora de orientar o uso de medicamentos que são isentos do uso de prescrição médica, para que a população neste ato, haja de forma consciente.

A automedicação é uma pratica comum, como citada, muitas vezes ocorre por meio a influência de terceiros, sendo uma prática comum, na qual leva as pessoas a procurarem uma farmácia para aliviar sintomas no qual esteja sentindo momentaneamente. Com isso, a ida a farmácia é a primeira opção, na qual a população busca para aliviar sintomas ou problemas de saúde, pois não é necessário a prescrição médica. Nota-se então a relevância da pesquisa bibliográfica, sendo justificada por esse tema no qual a automedicação realizada de forma inconsciente pode acarretar sérios riscos à saúde e como o profissional farmacêutico deve orientar no uso desses medicamentos de venda livre de forma consciente mediante aos riscos e consequências orientando a população de forma eficaz podendo então contribuir para a compreensão do tema exposto e afirmando a importância do estudo, dando relevância a escolha do tema, sendo na qual poderá contribuir para a comunidade acadêmica e outros que venham a se interessar.

A automedicação é uma prática comum realizada por grande parte da população no tratamento de doenças ou alívio de sintomas, dessa forma o farmacêutico possui o papel de orientar a população mediante o uso racional, pois o uso irracional desses medicamentos pode acarretar danos à saúde. Diante do exposto, afim de prosseguir no desenvolvimento do projeto de pesquisa, é necessário responder a seguinte questão: Como o uso inadequado de remédios acarreta riscos e consequências por meio da automedicação?

Buscando solucionar a pergunta na qual se baseou o estudo, foi preciso delimitar um objetivo, que permeasse a pesquisa, que servisse de norte para basear o estudo, sendo descrever quais são os principais riscos e as consequências que são mais comuns acarretados por meio da automedicação pela população. Após isso, foram dispostos os objetivos específicos, que servirão para delimitar a pesquisa, em capítulos sendo, necessário monitorar quais são as motivações que levam a população a se automedicar e definir quais são os principais riscos e consequências na saúde da população, feito isso, é necessário identificar quais são os principais medicamentos utilizados pela população ao automedicar-se, por é necessário demonstrar como é importante o farmacêutico orientar a população a utilização desses medicamentos de venda livre de forma racional e consciente.

Para realização do trabalho de conclusão de curso, optou-se por realizar uma revisão bibliográfica de abordagem qualitativa. Assim, pareceu ser mais assertivo utilizar a pesquisa descritiva afim de estabelecer e identificar as relações entre as diversas variáveis do estudo proposto. Com relação a técnica utilizada, a pesquisa será uma Revisão de Literatura, e demonstrou ser mais assertiva. Neste estudo, foram consultados livros, websites e periódicos, principalmente que pudessem tornar o trabalho completo e confiável para estudos futuros. Os conceitos analisados foram: Farmacêutico, medicamentos, farmacológicos, uso racional de medicamentos, automedicação, importância do farmacêutico. Os principais autores que contribuíram para realização da pesquisa foram: Gomes (2013); Ferreira (2005); Barbosa (2020); Marin (2002); Mesquita (2014); além de conceitos disponíveis no Ministério da Saúde e Anvisa; entre outros.

3. AUTOMEDICAÇÃO:  MOTIVAÇÕES, RISCOS E CONSEQUÊ NA SAÚDE DA POPULAÇÃO

A automedicação é entendida como a prática do uso de fármacos sem prescrição médica ou sem orientação profissional, no qual leva o indivíduo a medicar-se por conta própria ou por meio de influências de terceiros não habilitados a esses fármacos, tais motivos estão relacionados em maioria para aliviar sintomas de doenças ou melhoras em quadros clínicos. De acordo com o Ministério da Saúde a automedicação pode ser definida como a seleção e uso de medicamentos por parte de um indivíduo para tratar sintomas ou doenças auto identificada, por meio do autocuidado (BRASIL, 2018).

Alguns fatores levam a população a automedicar-se, dentre eles estão a facilidade na venda desses fármacos em drogarias e farmácias, a questão cultural e econômica como a falta de acesso a saúde no qual muitos indivíduos preferem procurar uma farmácia ou drogaria por conta própria do que procurar auxílio médico ou de um profissional farmacêutico habilitado a realizar a prescrição. Assim a população que possui dificuldade quanto a acessibilidade e falta de eficácia nos sistemas públicos de saúde, como a dificuldade em marcar consultas médicas, demoras no atendimento em unidades básicas de saúde levam a população a buscar alternativas que levam a cura ou diminuição de sintomas ocasionados por doenças, levando assim a prática da automedicação na cultura popular (DOMINGUES, 2014; GOMES,2013).

Outro fator associado a automedicação é que há inúmeras quantidades de propagandas que são reproduzidas pela mídia que remetem a ideia de curas milagrosas, levando a ideia de que a população deve possuir medicamentos para alívio de sintomas para qualquer tipo de dor. A mídia remetida a essas propagandas são elaboradas para ressaltar apenas os benefícios do fármaco, não sendo muitas vezes mencionados ou apenas minimizados os efeitos adversos desses fármacos.  Assim, foi mencionado que este hábito ainda facilita a troca de medicamentos, a ingestão acidental e perda de eficiência pelo mau armazenamento (GOMES, 2013).

A população possui ainda o hábito de guardar receitas antigas, tal fato colabora para a prática da automedicação, por muitas vezes os indivíduos acreditam que um determinado fármaco pode ser utilizado por outro indivíduo, ou seja se aquele medicamento serviu para o tratamento poderá ser utilizado por outras pessoas não sendo levado em conta os efeitos colaterais ou adversidades do fármaco. Assim, de acordo com Ferreira (et al., 2005) o acúmulo de medicamentos nas residências, constituindo por vezes um verdadeiro arsenal terapêutico, é também um fator de risco.

A automedicação conforme mencionado é uma prática frequente por parte da população, um dos fatores que ocasiona esse processo é a facilidade em que os fármacos são obtidos, além da disponibilidade de informações sobre esses fármacos, deve-se levar em conta que a pouca divulgação acerca dos riscos consequentes desse procedimento ocasiona danos a população levando o aumento dos efeitos adversos. De acordo com Gomes (2013) a automedicação realizada de maneira inadequada, em âmbito comunitário, leva o aumento de doenças induzidas por medicamentos e desperdício do dinheiro público. 

É preciso levar em conta não só os benefícios da automedicação, mais os riscos, consequências e efeitos adversos que esse processo acarreta, devendo levar em conta que muitas vezes os riscos superam os benefícios. Assim, como cita o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz os medicamentos são uma das principais causas de intoxicação no Brasil, estando a frente de alimentos danificados e agrotóxicos. De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da saúde (OMS) os hospitais gastam cerca de 15 a 20% do orçamento para tratar de complicações ocasionadas pela automedicação.  Com isso é gerado impacto sob a vida humana, visto que essas reações a esses fármacos ocasionam custos a saúde, tornando-se assim um problema de saúde pública.  No quadro abaixo, serão elencados os principais riscos e consequências em meio ao ato de automedicar-se.

Quadro 1: Principais riscos e consequências ocasionados pela automedicação.

RISCOS

CONSEQUÊNCIAS

Mascaramentos de sintomas;

Atraso no diagnóstico correto;

Agravamento de distúrbios;

Dependência do uso de medicamentos;

Ocorrência de efeitos adversos

Complicações clínicas;

 Potencialização do efeito de fármacos;

Desconhecimento de interações farmacológicas

Reações alérgicas: leves; moderadas ou graves;

Risco de letal;

Obter resistência a micro-organismos

Complicações de agravamento de doenças;

Intoxicações: leves; moderadas ou graves.

Risco letal.

Fonte: Autor - Adaptado de Barbosa (2020).

Diante do exposto mediante ao desconhecimento, os indivíduos que realizam a prática da automedicação de maneira irracional, podem passar por riscos ou até ao prolongamento de doenças, mediante a escolha inapropriada do fármaco, atraso na busca de orientação médica em casos graves, dessa forma a automedicação ocasiona o aumento de doenças.

4. PRINCIPAIS FARMÁCOS UTILZADOS NA AUTOMEDICAÇÃO

Os fármacos que são utilizados na automedicação em maioria são utilizados por se tratar da população utilizados por conta própria, assim a seleção que é utilizada pelo paciente sem a prescrição médica ou sem orientação de um profissional capacitado. Gonçalves (2017), menciona que de acordo com os dados apresentados pelo Centro de Assistência Toxicológica aumentaram os registros nos indícios de intoxicação medicamentosa.  Com isso, os principais fármacos apontados são: Gardenal (fenobarbital), Valium (Diazepam), Haldol (Haloperidol), Tegretol (Carbamazepina). Segundo o autor o uso desses fármacos é relacionado a intoxicação medicamentosa, sendo os benzodiazepínicos em primeiro lugar nas intoxicações, sendo acompanhados dos anticonvulsionantes, antidepressivos e depois os analgésicos.

Domingues et, al. (2017), cita que o consumo de analgésicos predomina a automedicação da população, fármacos como Dipirona, Paracetamol e combinações, sejam de consumo de anti-inflamatórios são marcantes em mais de 60 % dos casos na procura de medicamentos.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Gama e Secoli (2017), mencionam que os quadros de dor prevalecem em muitos casos, assim muitas vezes o uso de anti-inflamatórios são utilizados para se automedicar-se, pelo simples fato de se acreditar que o problema de saúde apresentado não requer uma consulta médica.

Quando se fala em automedicação, os relaxantes musculares e os analgésicos são fármacos que são consumidos em grandes quantidades sem prescrição médica (ARRAIS et al. 2016).

Para Macedo et al. (2016), a população brasileira de maneira geral está habituada a utilizar a automedicação. Assim, os fármacos são usados principalmente para sanar sintomas corriqueiros, como dores musculares, gripes, tosses, dores de cabeça, dores de garganta, dores musculares, assaduras, dores gastrointestinais, prisões de ventre e outros sintomas considerados simples por meio da população.

Os fármacos que são utilizados sem prescrição médica em maioria que são procurados pela população em farmácias são os analgésicos, o sintoma presente em maioria é a cefaleia, para o autor a população não faz questão de uma consulta, como esses fármacos tem venda livre, vão em busca de uma solução simples e rápida (ARRAIS et al. 2016).

Quando se tem uma vasta gama de medicamentos para uso de livre acesso, indiscriminado, esses medicamentos podem ser usados de forma errada. Segundo Wannmacher (2012), cerca de 50% dos medicamentos são prescritos de forma errônea, assim fatores que contribuem para o uso incorreto é a pratica inadequada da automedicação.

Conforme Arrais et al. (2016), menciona que o avanço da área médica, os avanços advindos da saúde, ainda há as dificuldades de acessos aos serviços de saúde, esse fator é aliado diretamente a propagandas de medicamentos que são isentos de prescrição médica que passam na TV, em plataformas digitais e a cultura da farmácia caseira que constituem fatores que levam a prática de automedicar-se.

Oliveira (2017), cita que muitos pacientes tem dificuldades no entendimento acerca do tratamento, pois o médico que é responsável por prescrever o tratamento não lhes informa de maneira precisa a respeito do diagnostico, tampouco sobre as drogas nas quais serão utilizados e seus efeitos adversos, não deixando claro ao paciente como esses fármacos serão utilizados, até os receituários, muitas vezes são ilegíveis, isso pode-se somar a fatores que se propicie as informações essenciais para a completa adesão dos pacientes e que se façam acompanhamento fármaco terapêutico dessas prescrições.

Se tomada de maneira incorreta, ou de forma diferente da forma na qual foi orientada pelo profissional pode ter a segurança do paciente comprometida. Assim a efetividade do medicamento deve ser sempre analisada isso é primordial. Esse fator deve ser sempre levado em consideração, quando se trata da segurança dos medicamentos e dos danos e perigos caudados pelo uso irracional e de forma indiscriminada, podem gerar danos ao paciente e levar ao agravamento do quadro clinico (OLIVEIRA, 2017).

Quando se fala sobre as interações de medicamentos, Calado (2014), menciona que o uso desses fármacos quando são feitos sem orientação, podem levar a utilização de outros medicamentos, isso se dá pelo uso de mais de um medicamento ao mesmo tempo, podendo levar a efeitos adversos que podem gerar consequências graves a saúde de quem faz o uso dessas combinações.

O uso de fármacos é utilizado pela população cada vez mais cedo, isso se dá por fatores culturais, sociais, pela facilidade de aquisição que esses têm no comércio, além disso pelo fator que as pessoas vão em busca de aliviar algum sintoma pré existente de forma rápida. As pessoas em suma, não vão em busca de auxilio médico ou profissional para obter um diagnóstico com uma prescrição adequada e consequentemente a automedicação é crescente, assim os indivíduos pensam estar assumindo a responsabilidade pela própria saúde (TRAVASSOS et al., 2010).

A automedicação feita de forma irracional, além de levar a reações adversas, também pode trazer sérios danos a saúde, assim é preciso que a população realize essa pratica de forma consciente, sendo importantes que os profissionais orientem reforcem a importância de monitorar, avaliar e educar a população de forma continua sobre os riscos, benefícios do uso desses medicamentos, alertando sobre os riscos da saúde.

5. CUIDADOS FARMACÊUTICOS NA DISPENSAÇÃO DO USO DE MEDICAMENTOS

O farmacêutico tem um papel fundamental na orientação do uso de fármacos para a população, assim ele possui atribuições e obrigações nas quais fazem afazeres na rotina diária da farmácia. Os cuidados que são relacionados a dispensação quando se diz a dispensação de medicação tem a disponibilização acerca de informações sobre como se deve usar de forma correta a medicação e como se deve ser cumprida sobre a interação de como se deve da ao medicamento a qual o paciente solicita, deve estar relacionada a fatores como alimentação e exames de laboratório, conhecimento das reações adversas bem como conservar os produtos de forma correta (MARIN, 2003). 

Quando há uma conexão entre o farmacêutico e o paciente as orientações se dão em meio a orientar sobre as prescrições medicas e devem se consolidar em relação a prática e a teoria no que se propicia quanto a saúde, eficácia e segurança desses fármacos (OLIVEIRA et al,. 2005).

De acordo com a Resolução da CFF de número 596/2014, o profissional farmacêutico é responsável por realizar e executar atividades de maneiras contributivas para resguardar a saúde publica e realizar a promoção da saúde e de ações educativas a população (BRASIL, 2014).

Os prejuízos que podem ser provocados a terceiros a pacientes sendo que estes terceiros estejam sob a supervisão farmacêutica, o farmacêutica pode ser responsabilizado na espera civil, criminal e administrativa pois os erros de sua equipe recaem sob o farmacêutico, sendo assim, é denominado responsabilidade solidária.

Nota-se, portanto, que diante desses fatos o farmacêutico pode ser absolvido pela justiça criminal, sofrer punição em processo ético disciplinar, sendo esferas distintas sendo um determinado como falta de ética, mesmo não sendo considerado crime. Diante desse contexto, o ato da dispensação é técnico, associado com interesse e vantagem econômica, assim, o profissional não deve sofrer pressão ou ser incumbido quanto ao cumprimento de metas referentes a venda de fármacos, sendo proibido que esse profissional receba comissão ou prêmio relacionado com a venda de medicamentos ( CRF – SP, 2017).

Os erros ligados a dispensação do uso de fármacos são ligados a discrepância do que foi escrito na receita pelo médico e o cumprimento de tal ordem. Dessa forma, Moura (2016), menciona que os erros que são ligados a dispensação se classificam de seis formas: 

1- Medicamento errado;

2 - Medicamentos com erro de concentração;

3 - Forma farmacêutica errada;

4 – Erro de dosagem;

5 – Omissão de medicamento;

6 - Medicamento que contenha desvio de qualidade.

Rissato (2012), menciona que os erros comuns, podem ser tidos como: erro de rotulagem - ocorrem quando os rótulos contem erros e podem causar duvidas de grafias, tamanho de letras, entre outros. Erros de documentação – se refere a ausência de documentos ligados ao registro de processos de dispensação na solicitação de medicamentos controlados, como a ausência das datas de prescrição, faltas de assinatura, entre outros.

A relação em que farmacêutico desenvolve com o paciente deve ocorrer de maneira eficaz, permanecendo a um bom aviamento com as relações nas quais esse profissional disponibiliza ao paciente, assim, a dispensação dos medicamentos, deve ser um fator primordial, que o profissional deve ter por zelar a manutenção dos produtos que são disponibilizados na farmácia, pois ele é responsável por manusear os produtos, disponibiliza-los a compra até chegar aos clientes.

Tem-se portanto a importância do uso apropriado do uso de fármacos, assim como promover a saúde dos clientes, pois essa responsabilidade recai sobre esse profissional que deve agir, com responsabilidade para que a população reduza o ato de automedicar-se, tornando o uso de fármacos livres de forma racional, ressaltando a importância das responsabilidades pelo uso dessas medicações buscando orientação e garantindo seus direitos, tendo conhecimento sobre os cuidados e riscos.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A automedicação é uma prática comum realizada pela população, isso ocorre devido a vasta variedade de medicamentos de livre comércio que são vendidos em farmácias e drogarias, a propagandas midiáticas, a indicações ou até mesmo pela cultura popular. No entanto, isso leva a índices assustadores como intoxicações, trazendo riscos e complicações para a saúde, podendo se agravar e levar a óbito.

Outro fator que devemos nos atentar é os medicamentos que são utilizados para amenizar ou diminuir algum sintoma, em maioria, os principais medicamentos são para diminuição de dores, assim os analgésicos e relaxantes musculares são os mais utilizados quando se trata da automedicação.

O farmacêutico desempenha um papel fundamental quanto a assistência que presta a população, pois ele está à frente no atendimento a farmácia, portanto é fundamental que esse profissional possa alertar a população quanto aos riscos que a automedicação pode trazer para a saúde.

Conclui-se que os objetivos propostos foram realizados, visto que a automedicação é um assunto que requer cuidado, cabendo ao profissional da área de farmácia atuar e orientar a população para que realize essa prática de maneira que não traga danos nocivos à saúde, sendo este um tema de bastante relevância.

7. REFERÊNCIAS

ARRAIS, P. S. D. et al. Prevalência da automedicação no Brasil e fatores associados. Revista de Saúde Pública, v.50, supl.21, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rsp/v50s2/pt_0034-8910-rsp-s2-S01518- 87872016050006117.pdf Acesso em: 27 de out. de 2021.

BARBOSA. L.C Oliveira. Blog da Saúde. Uso racional de medicamentos: riscos da automedicação. 2020. Disponível em: http://blog.saude.mg.gov.br/2020/05/04/uso-racional-de-medicamentos-riscos-da-automedicacao/. Acesso em 07 de set. 2021.

BRASIL. 2018. Ministério da Saúde. Campanha Alerta para o uso racional de medicamentos. Disponível em: https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-nordeste/hu-ufma/comunicacao/noticias/campanha-alerta-para-o-uso-racional-de-medicamentos. Acesso em 14 de set. 2021.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Doenças respiratórias crônicas / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2010.

CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução CFF 596/2014. Dispõe sobre o Código de ética farmacêutica, o código de processo ético e estabelece as infrações e as regras de aplicação das sanções disciplinares. Disponível em: http://www.cff.org.br/userfiles/file/resolucoes/596.pdf. Acesso em: 27 out. 2021.

DOMINGUES, Paulo Henrique farias; artigo, prevalência e fatores associados à automedicação no Brasil. Revisão sistemática da literatura e estudo de base populacional no distrito federal. 2014. Disponível em: https//: repositório.unb.br. Acesso em:  17 de set. 2021.

FERREIRA WA, SILVA MEST, PAULA ACCFF, Resende CAMB, Avaliação de Farmácia Caseira no Município de Divinópolis (MG) por Estudantes do Curso de Farmácia da Unifenas. Rev. Infarma, v.17, nº 7/9, 2005.

GAMA, A. S. M.; SECOLI, S.R. Automedicação em estudantes de enfermagem do Estado do Amazonas – Brasil. Revista Gaúcha de Enfermagem, v.38, n.1, 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1983b14472017000100416&script=sci_abstract&tlng=pt Acesso em: 24 de out de 2021.

GOMES, Ana Carolina Moreira –BIBLIOTECA DIGITAL- Automedicação: um importante problema de saúde pública. 2013. Disponível em: http://hdl.handle.net/123456789/86. Acesso em:  17 de set. 2021.

GONÇALVES, C. A. et al. Intoxicação Medicamentosa: relacionada ao uso indiscriminado de medicamentos. Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente, Ariquemes, RO, v.8, n.1, p.135-143, jan./jun., 2017. Disponível em: http://www.faema.edu.br/revistas/index.php/Revista-FAEMA/article/view/449/442 Acesso em: 25 out. 2021.

MARIN, N. (Org). Assistência farmacêutica para gerentes municipais. Rio de Janeiro: OPAS, OMS; 2003.

OLIVEIRA, J. F. M. Internações hospitalares e mortalidade por intoxicação medicamentosa em São Paulo. 2017. Tese (Doutorado em Serviços de Saúde Pública) – Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, Sâo Paulo. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6135/tde-17042017- 083842/pt-br.php Acesso em: 23 out. 2021.

OLIVEIRA, A.B. et al. Obstáculos da atenção farmacêutica no Brasil. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas. v. 41, n. 4, p. 409-413. 2005. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbcf/v41n4/a02v41n4.pdf. Acesso em: 17 out. 2021.

RISSATO, M.A.R. Erros de dispensação de medicamentos em hospital universitário no Paraná. 2012. 130f. Tese (Doutorado) -Faculdade de Saúde Pública. Universidade de São Paulo, 2012. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6135/tde-17052012- 120257/publico/MariaRissato.pdf. Acesso em: 20 out. 2021.

TRAVASSOS, I. D.; MIRANDA, K. C. V. Resistência bacteriana como consequência do uso Inadequado de antibiótico. Infarma, v.22, n.5-6, p.54-59, 2010. Disponível em: file:///C:/Users/Usuario/Downloads/98-359-1-PB%20(1).pdf Acesso em: 24 de out de 2021.

WANNMACHER, L. Condutas baseadas em evidências sobre medicamentos utilizados em atenção primária à saúde. Uso racional de medicamentos. Brasília (DF): Ministério da Saúde, 2012. p.9-14.

Por SOARES, Mayara Christina O. L. A importância do farmacêutico na orientação do uso de medicamentos isentos de prescrição. 2021. Número total de folhas. Trabalho de Conclusão de Curso Bacharel em Farmácia – Faculdade Anhanguera, Brasília, 2021.


Publicado por: Mayara Christina de Oliveira Lacerda Soares

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do site por meio do canal colaborativo Monografias. O Brasil Escola não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do autor. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
  • Facebook Brasil Escola
  • Instagram Brasil Escola
  • Twitter Brasil Escola
  • Youtube Brasil Escola
  • RSS Brasil Escola