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A AUTOMEDICAÇÃO NO COTIDIANO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

Saúde

Análise sobre os principais fatores que levam a automedicação por meio da população; compreender as principais classes de fármacos utilizados na automedicação e por fim apresentar a importância do uso racional do uso de medicamentos e o papel do farmacêutico nessas ações.

índice

1. RESUMO

A automedicação é uma prática que é realizada pela população brasileira na qual ocasiona várias complicações e danos à saúde, isso faz com que haja impactos na saúde e que a atuação do setor farmacêutico seja eficaz para sanar e diminuir essa prática. É necessário que o farmacêutico possa atuar de maneira consciente na indicação de fármacos de uso livre, os motivos que levam a pratica da automedicação são inúmeros, como para alivio de dores e sintomas, falta de tempo para ir ao médico, indicação, entre outros. Diante dessa perspectiva, pretendeu-se responder a seguinte pergunta: Qual a razão que leva a população brasileira a realizar a automedicação? Assim, o objetivo geral da pesquisa é descrever a realidade que leva a prática da automedicação da população Brasileira. Para tanto, buscou-se desenvolver os seguintes objetivos específicos: identificar os principais fatores que levam a automedicação por meio da população; compreender as principais classes de fármacos utilizados na automedicação e por fim apresentar a importância do uso racional do uso de medicamentos e o papel do farmacêutico nessas ações. A metodologia utilizada foi uma pesquisa bibliográfica, por meio das bases: “Scielo”, “Catalogo de Teses”, “Google Scholar”, o período dos artigos pesquisados foram os trabalhos publicados nos últimos “18“anos. As palavras-chave utilizadas na busca foram: “farmacêutico”, “automedicação” e “saúde”, etc. Conclui-se que os objetivos foram alcançados com a pesquisa, visto que a atuação do farmacêutico, é essencial quando se trata da automedicação, sendo este profissional fundamental na orientação da população sob a orientação de fármacos de uso livre para que ocorra de forma controlada e consciente. 

Palavras-chave: Farmacêutico. Automedicação. Saúde.    

ABSTRACT

Self-medication is a practice that is performed by the Brazilian population, which causes several complications and damages to health. This causes impacts on health, and the performance of the pharmaceutical sector is effective to solve and reduce this practice. It is necessary that the pharmacist can act in a conscious way in the indication of free use drugs, the reasons that lead to the practice of self-medication are numerous, such as for relief of pain and symptoms, lack of time to go to the doctor, indication, among others. From this perspective, we intended to answer the following question: What is the reason that leads the Brazilian population to self-medicate? Thus, the general objective of this research is to describe the reality that leads the Brazilian population to practice self-medication. For such, it was sought to develop the following specific objectives: to identify the main factors that lead the population to self-medication; to understand the main classes of drugs used in self-medication, and finally to present the importance of the rational use of drugs and the role of the pharmacist in these actions. The methodology used was a bibliographic research, through the bases: "Scielo", "Catalogo de Teses", "Google Scholar", the period of the researched articles were those published in the last "18" years. The keywords used in the search were: "pharmacist", "self-medication" and "health", etc. It is concluded that the objectives were achieved with the research, since the role of the pharmacist is essential when it comes to self-medication, being this professional fundamental in the orientation of the population under the guidance of free use drugs to occur in a controlled and conscious way

Keywords: Pharmacist. Self-medication. Health.

2. INTRODUÇÃO

A automedicação no cotidiano da população brasileira com o passar dos anos tem se tornado um agravante, isso faz com que seja cada vez mais um tema que requer atenção por parte da sociedade, isso se dá pela facilidade de informação sobre um determinado medicamento ou pela facilidade em que se possa consegui-lo em farmácias e drogarias.

Com isso, tem-se uma série de riscos e consequências que se pode ocasionar a saúde por meio da automedicação, fatores esses que podem levar a patologias graves, atrasar quadros clínicos, demora no tratamento de doenças, levar a casos de intoxicação ou sequelas e até levar a morte.

Baseando-se nas ações que são voltadas aos alertas da automedicação, quanto aos fatores associados a saúde e atuação farmacêutica, visto os danos que a automedicação pode ocasionar a saúde quando é feita de forma irracional, buscou-se responder a seguinte questão: Por qual razão a população brasileira realiza a automedicação?

Isso faz com que se leve a buscar o objetivo principal desse trabalho de pesquisa, que é descrever a realidade que leva a prática da automedicação da população Brasileira. Para tanto, buscou-se desenvolver os seguintes objetivos específicos: identificar os principais fatores que levam a automedicação por meio da população; compreender as principais classes de fármacos utilizados na automedicação e por fim apresentar a importância do uso racional do uso de medicamentos e o papel do farmacêutico nessas ações.

A metodologia utilizada para realizar o presente projeto será uma revisão bibliográfica, pois parece ser mais assertiva para fundamentar a pesquisa, serão utilizados artigos científicos pesquisados nos últimos 18 anos, sendo os locais de buscas: livros, sites, bancos de dados.

Assim, será realizada uma revisão de literatura, onde irá realizar-se uma busca nas seguintes bases de dados: “Scielo”, “Catalogo de Teses”, “Google Scholar”. As palavras-chave utilizadas na busca serão:” Automedicação”, “Riscos” e” Farmacêutico”, etc.

3. FATORES QUE LEVAM A AUTOMEDICAÇÃO

A automedicação é realizada por práticas diversas e inúmeros fatores pela população brasileira. De acordo com Urbano (et. al., 2010), os casos de automedicação são induzidos por meio de prescrições antigas, quanto por indicações de terceiros.

Devido a fatores sociais, econômicos e de saúde, no Brasil, grande parte da população não possui condições de ter um plano de saúde particular, isso faz com que essas pessoas levem ao ato de se medicar, tornando uma questão cultural (FERNANDES; CEMBRANELLI apud NASCIMENTO, 2005).

Silva (2016), menciona que os motivos no qual levam as pessoas a usarem medicamentos por conta própria se dão por motivos diversos, como indicações, falta de tempo para ir ao médico, pela repetição de enfermidades, alívios de sintomas, demora no atendimento ne unidades de saúdem presunção de conhecimentos e pela facilidade ao acesso de medicamentos.

Quanto as causas que levam a automedicação, segundo Schuelter (2011), vão desde aspecto culturais, realidade financeira, comercialização de medicamentos, busca pela cura, para o autor a automedicação é considerada uma forma de autocuidado, podendo ser danosa à saúde de forma individual ou coletiva, visto que nenhum medicamento é inofensivo a saúde humana.

Portanto, quando se tem o uso de mídias para o uso de algum medicamento essas se remetem quase sempre a qualidade e a benefícios que esses podem trazer, sendo que os riscos e danos que podem causar a saúde não são mencionados, dessa forma, a população passa a recorrer a essas publicações para o uso desses. Pachelli (2003), menciona que a propaganda recomenda às pessoas tenham tais medicamentos sempre ao alcance. Isso faz com que haja a utilização massiva de estratégias midiáticas e propagandas sem a consulta de um profissional incentivando a automedicação.

Outros fatores podem ter ser tidos como ápices da automedicação no Brasil, isso se dar pela relevância da não obrigatoriedade de prescrição no ato da dispensação, o que favorece o ato da automedicação por meio de medicamentos que necessitam da apresentação da prescrição para venda (SOUZA, et. al., 2011).

Dentre os fatores que estão associados a automedicação, um deles é que ela está associada ao consumo de medicamentos sem prescrição profissional, com o intuito de tratar doenças ou amenizar sintomas e é reconhecida como uma prática de autocuidado com a saúde.  O fenômeno que pode ter ocasionado esse fenômeno pode ser a desunião da farmácia e a clínica que ocorreu em meados do século XX, o que desencadeou uma disputa de poder entre os médicos e farmacêuticos em relação a indicação de medicamentos sem prescrição (JESUS; YOSSHIDA; FREITAS, 2013).

Schmid, Bernal e Silva (2010), em seu estudam mencionam que a automedicação está ligada ao ato de selecionar e realizar o uso de medicamentos afim de tratar alguma doença autodiagnosticada e deve ser entendida como um elemento de autocuidado. Isso quer dizer que se trata da obtenção de algum produto ou do consumo de um determinado na qual se acredita alcançar a cura no tratamento de doenças.

Margonato (2008), cita que a população tem o costume de estocar medicamentos em casa, esse fator se dar devido a disponibilidade que esses medicamentos tem nas unidades básicas de saúde, ou ainda por terem medo que haja doenças acometidas e porque muitas vezes a população desconhece os riscos que os medicamentos podem causar por meio da automedicação.

Os fatores que levam a auto medicação são econômicos, culturais, políticos, estruturais essas são características que fazem a utilização de medicamentos para que uma sociedade faça o uso de fármacos, mas também valores e crenças estabelecem a conduta de indivíduos para solucionar a busca de problemas de saúde (NAVES et. al., 2010).

Silva (2015), cita que inúmeros fármacos deveriam ser utilizados somente sob prescrição médica, sendo que eles são vendidos livremente de maneira indiscriminada por estabelecimentos farmacêuticos, isso ocorre porque no Brasil, a farmácia não tem reconhecimento como uma unidade de saúde, e sim, como um ponto de vendas de fármacos e produtos correlatados. Tem-se, portanto, o entendimento que esses fármacos são vendidos sem receitas medicas, facilitando a automedicação, na qual a população se facilita de fatores econômicos, reconhece sintomas de uma determinada doença e os trata deliberadamente.

Quando se trata da automedicação, tem que se ter um cuidado quanto as consequências e riscos que se pode acarretar a saúde do indivíduo, muitas vezes pode ser até irreversível e levar ao óbito.  O que pode ocorrer, é o atraso no diagnóstico, ou levar a um diagnóstico incorreto de uma determinada doença, mascaramento de sintomas, possibilidade de agravamento de distúrbio, escolha de medicamento inadequado, dosagem inadequada, administração incorreta, uso excessivo curto ou prolongado do medicamento, dependência, reações ou intoxicações, armazenamento incorreto e uso do medicamento fora do seu prazo de validade (FIGUEREIDO et. al., 2012).

Os problemas que são ocasionados pela automedicação são sérios, quanto para a saúde humana, quanto para a assistência a saúde, podendo trazer consequências e prejuízos físicos e financeiros. Os impactos trazidos sob a vida humana sob as reações adversas a medicamentos por meio da automedicação podem influenciar nos custos despendidos com saúde (ALMEIDA et. al., 2012).

Vieira e Perassolo (2011), em seus estudos enfatizam que alguns dos problemas que ocorrem por meio do uso indiscriminado de medicamentos pela automedicação, ocorre o aumento do erro no diagnóstico de doenças, a utilização de dosagem insuficiente ou excessivas de medicamentos no tratamento de alguma doença especifica se estendido por decisão própria, podendo posteriormente comprometer o tratamento adequado de determinadas patologias, por poder mascarar verdadeiros sintomas, isso faz com que seja provocado o aumento do período da medicação adequada.

Lupatini, Vieira e Munck (2014), citam com o crescimento da automedicação em meio a incidência aos problemas de saúde que são considerados de menor gravidade, se tem as campanhas institucionais que alertam para os riscos da automedicação, essas se dão por meio de medidas ligadas a educação para a saúde, promoção de estilos de vida saudável, meios privilegiados para a readequação dos comportamentos populacionais.

Em conformidade com a automedicação, há ainda o armazenamento dos medicamentos nos domicílios que este é um hábito comum, isso pode ocasionar um sério risco em potencial para o agravamento de doenças ou de patologias para a saúde. O estoque de medicamentos nas residências dos indivíduos pode ter proveniência de sobras de tratamentos anteriores, de produtos que foram usados para tratar doenças agudas ou crônicas, ou por aqueles que são utilizados na prática da automedicação (LASTE et. al., 2012).

Tem-se portanto que deve ter cuidado com o ato de automedicar-se, esse ato deve ser feito sob precisão de um profissional para que ocorra de forma racional, quanto ao uso de medicamentos, assim é importante que ocorram medidas de saúde que possam orientar a população quanto as consequências, riscos de maneira geral, para que essa prática seja feita de forma consciente.

4. PRINCIPAIS CLASSES DE MEDICAÇÕES UTILIZADOS NA AUTOMEDICAÇÃO

É preciso levar em conta não só os benefícios da automedicação, mais os riscos, consequências e efeitos adversos que esse processo acarreta, devendo levar em conta que muitas vezes os riscos superam os benefícios. Assim, como cita o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz os medicamentos são uma das principais causas de intoxicação no Brasil, estando a frente de alimentos danificados e agrotóxicos. De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da saúde (OMS) os hospitais gastam cerca de 15 a 20% do orçamento para tratar de complicações ocasionadas pela automedicação.  Com isso é gerado impacto sob a vida humana, visto que essas reações a esses fármacos ocasionam custos a saúde, tornando-se assim um problema de saúde pública.

Os fármacos que são utilizados na automedicação em maioria são utilizados por se tratar da população utilizados por conta própria, assim a seleção que é utilizada pelo paciente sem a prescrição médica ou sem orientação de um profissional capacitado. Gonçalves (2017), menciona que de acordo com os dados apresentados pelo Centro de Assistência Toxicológica aumentaram os registros nos indícios de intoxicação medicamentosa.  Com isso, os principais fármacos apontados são: Gardenal (fenobarbital), Valium (Diazepam), Haldol (Haloperidol), Tegretol (Carbamazepina). Segundo o autor o uso desses fármacos é relacionado a intoxicação medicamentosa, sendo os benzodiazepínicos em primeiro lugar nas intoxicações, sendo acompanhados dos anticonvulsionantes, antidepressivos e depois os analgésicos.

Domingues et, al. (2017), cita que o consumo de analgésicos predomina a automedicação da população, fármacos como Dipirona, Paracetamol e combinações, sejam de consumo de anti-inflamatórios são marcantes em mais de 60 % dos casos na procura de medicamentos.

Gama e Secoli (2017), mencionam que os quadros de dor prevalecem em muitos casos, assim muitas vezes o uso de anti-inflamatórios são utilizados para se automedicar-se, pelo simples fato de se acreditar que o problema de saúde apresentado não requer uma consulta médica. Quando se fala em automedicação, os relaxantes musculares e os analgésicos são fármacos que são consumidos em grandes quantidades sem prescrição médica (ARRAIS et al. 2016).

Para Macedo et al. (2016), a população brasileira de maneira geral está habituada a utilizar a automedicação. Assim, os fármacos são usados principalmente para sanar sintomas corriqueiros, como dores musculares, gripes, tosses, dores de cabeça, dores de garganta, dores musculares, assaduras, dores gastrointestinais, prisões de ventre e outros sintomas considerados simples por meio da população.

Os fármacos que são utilizados sem prescrição médica em maioria que são procurados pela população em farmácias são os analgésicos, o sintoma presente em maioria é a cefaleia, para o autor a população não faz questão de uma consulta, como esses fármacos tem venda livre, vão em busca de uma solução simples e rápida (ARRAIS et al. 2016).

De acordo com os dados dispostos no Regime Diferenciado de contratação de número 44 de agosto de 2009, existe uma lista de fármacos que podem ter sua venda liberada sem receita médica, esses são denominados medicamentos de venda livre ou medicamentos isentos de prescrição. Esses medicamentos em maioria estão dispostos sob o balcão, em maioria são analgésicos, vitaminas, antiácidos, laxantes, descongestionantes nasais, ou seja, medicamentos que podem ser utilizados para tratar sintomas leves, como tosse, febre, dores de cabeça, entre outros sintomas que são considerados sintomas mais simples.

De acordo com a legislação brasileira esses medicamentos, deveriam estar atrás do balcão, sem acesso direto ao cliente, isso levaria a solicitação desses fármacos ao farmacêutico ou ao balconista, assim o profissional da área poderia prestar assistência ao consumidor quanto a orientação, posologia, administração, efeitos colaterais, entre outras informações.

O Regime Diferenciado de Contratação de número 138, publicado em 2003 pela ANVISA, é i principal regulamentador que visa estabelecer os medicamentos que são considerados isentos de prescrição. No ano de 2012, foi aprovada a Lei de n° 14.708, essa lei estabelece a permissão e exposição e organização dos medicamentos isentos de prescrição médica em área de circulação comum disponíveis ao autosserviço e ao alcance do consumidor, isso facilitou a automedicação.

Torres et. al., (2010) e Mastroianni et. al., (2011) mencionam que os anti-inflamatórios e os analgésicos são os medicamentos que tem maior consumo por intermédio da população quando se trata da automedicação na procura por fármacos em farmácias e drogarias.

De acordo com Souza, Oliveira e Leite (2016), a prevalência de dores contínuas e decorrentes desencadeiam de maneira natural o uso de analgésicos e anti-inflamatórios por conta própria. Isso ocasiona com que os médicos prescrevam de maneira constante medicamentos como dipirona, paracetamol, diclofenaco, nimesulida, entre outros que sejam analgésicos ou anti-inflamatórios que esses pacientes já tenham o costume de ingerir ou tomar com certa frequência.

Quando se tem uma vasta gama de medicamentos para uso de livre acesso, indiscriminado, esses medicamentos podem ser usados de forma errada. Segundo Wannmacher (2012), cerca de 50% dos medicamentos são prescritos de forma errônea, assim fatores que contribuem para o uso incorreto é a pratica inadequada da automedicação.

Conforme Arrais et al. (2016), menciona que o avanço da área médica, os avanços advindos da saúde, ainda há as dificuldades de acessos aos serviços de saúde, esse fator é aliado diretamente a propagandas de medicamentos que são isentos de prescrição médica que passam na TV, em plataformas digitais e a cultura da farmácia caseira que constituem fatores que levam a prática de automedicar-se.

Oliveira (2017), cita que muitos pacientes tem dificuldades no entendimento acerca do tratamento, pois o médico que é responsável por prescrever o tratamento não lhes informa de maneira precisa a respeito do diagnostico, tampouco sobre as drogas nas quais serão utilizados e seus efeitos adversos, não deixando claro ao paciente como esses fármacos serão utilizados, até os receituários, muitas vezes são ilegíveis, isso pode-se somar a fatores que se propicie as informações essenciais para a completa adesão dos pacientes e que se façam acompanhamento fármaco terapêutico dessas prescrições.

Se tomada de maneira incorreta, ou de forma diferente da forma na qual foi orientada pelo profissional pode ter a segurança do paciente comprometida. Assim a efetividade do medicamento deve ser sempre analisada isso é primordial. Esse fator deve ser sempre levado em consideração, quando se trata da segurança dos medicamentos e dos danos e perigos caudados pelo uso irracional e de forma indiscriminada, podem gerar danos ao paciente e levar ao agravamento do quadro clinico (OLIVEIRA, 2017).

Quando se fala sobre as interações de medicamentos, Calado (2014), menciona que o uso desses fármacos quando são feitos sem orientação, podem levar a utilização de outros medicamentos, isso se dá pelo uso de mais de um medicamento ao mesmo tempo, podendo levar a efeitos adversos que podem gerar consequências graves a saúde de quem faz o uso dessas combinações.

O uso de fármacos é utilizado pela população cada vez mais cedo, isso se dá por fatores culturais, sociais, pela facilidade de aquisição que esses têm no comércio, além disso pelo fator que as pessoas vão em busca de aliviar algum sintoma pré existente de forma rápida. As pessoas em suma, não vão em busca de auxílio médico ou profissional para obter um diagnóstico com uma prescrição adequada e consequentemente a automedicação é crescente, assim os indivíduos pensam estar assumindo a responsabilidade pela própria saúde (TRAVASSOS et al., 2010).

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5. A IMPORTÂNCIA DO USO RACIONAL DE MEDICAÇÃO E O PAPEL DO FARMACEUTICO PERANTE OS IMPACTOS DA AUTOMEDICAÇÃO NO BRASIL

Quando se trata do uso racional de medicamentos esse é definido como um processo que se permeia por meio da compreensão por meio da prescrição apropriada, por meio da disponibilidade oportuna, em meio a preços acessíveis, dispensação em condições adequadas, conjunto de doses adequadas e indicadas em intervalos definidos no período de medicamentos seguros e eficazes de qualidade (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2019).

A importância de conhecer a posologia correta, o acondicionamento, as reações adversas, interações dos medicamentos que os fármacos podem causar são informações indispensáveis para quem realiza o uso de medicamentos ou para os que realizam a prescrição de fármacos num estabelecimento de saúde. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, mais de metade da população fazem o uso de medicamentos de maneira incorreta, isso é uma das principais causas de intoxicação no Brasil, e desde 1994 ocupa o primeiro lugar em estatísticas do Sistema Nacional de informação Tóxico – Farmacológicas.

O uso racional de medicamentos tem o intuito de garantir a segurança, eficácia e qualidade dos fármacos, isso se dar por meio ao acesso da população a medicamentos essenciais. A Secretaria de Políticas de Saúde do Ministério da Saúde, aprovou por meio da Portaria de n° 3.916 de 30 de outubro de 1998, a política Nacional de Medicamentos. Nessa portaria, estabelecem diretrizes que são de responsabilidade dentro do Sistema Único de Saúde, na qual os gestores, em todas as esferas do governo que visam garantir a parceria de atuação na implantação de assegurar que a população tenha acesso a medicamentos seguros, de qualidade e menor custo (POLÍTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS, 2000).

A Associação Brasileira da Indústria da Automedicação Responsável, representa um grupo de empresas no setor de medicamentos, essas empresas atuam no ramo de medicamentos de venda livre, esses medicamentos representam cerca de 70% das vendas do mercado brasileiro. Estima-se que o valor adquirido pelo mercado desses tipos de medicamentos seja cerca de R$4 bilhões, ou seja, cerca de 25% a 30% do mercado farmacêutico (ABIAR, 2015).

O farmacêutico quando tem sua atuação no processo de atenção a prevenção aos danos causados pelo uso irracional de medicamentos, já que seu uso não depende apenas de uma prescrição de qualidade, mas também é preciso que ocorra a dispensação responsável que possibilite o acompanhamento sistemático da farmacoterapia aplicada, para que se possa avaliar, garantir as necessidades, quanto a efetividade nos processos de utilização de medicamentos, para que assim o farmacêutico possa auxiliar os pacientes a conseguir melhores resultados durante o tratamento medicamentoso (MESSIAS, 2015).

Quando a atenção farmacêutica é prestada, ela é tida como uma atividade pertencente a assistência. Isso é uma área que é composta por subáreas distintas, porém que se complementam, assim uma está ligada a tecnologia de gestão do medicamento e a outra a tecnologia do uso do medicamento, no que se enquadra uma especialidade privativa do farmacêutico (BOVO; WISNIEWSKI; MORSKEI, 2009).

A prática da automedicação no Brasil, tem se espelhado em modelos que são adotados nos Estados Unidos e na Espanha, isso se caracteriza pela interação entre o farmacêutico e os usuários dos fármacos, o que objetiva o uso racional da terapia medicamentosa e a melhoria da qualidade de vida do paciente (FEGADOLLI et. al., 2010).

O Brasil possui muitos investimentos financeiros e de infraestrutura com que possam aumentar a oferta de serviços de saúde, isso ocorre na atenção primária, com a estratégia de saúde da família, na atenção farmacêutica, no intuito de garantir o acesso gratuito e uso racional de medicamentos pelos profissionais e comunidade de maneira geral (ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE, 2012, VIEIRA; ZUCCHI, 2013).

A orientação do uso correto de medicamentos no Brasil em qualquer nível de atenção a saúde é uma atividade do farmacêutico. De acordo com a política Nacional de Medicamentos, que teve sua aprovação em 1998, definiu as funções e finalidades da atenção farmacêutica no âmbito do Sistema Nacional de Saúde com o grupo relacionadas ao medicamento (OLIVEIRA; ASSIS; BARBONI, 2010).

A farmácia é tida como uma porta de acesso primário a saúde no Brasil, isso faz com que o farmacêutico seja procurado em muitos casos, antes mesmo que um serviço hospitalar. Diante desse fato, o farmacêutico, em meio a suas habilitações e possibilidades de atuação, deve está preparado para atuar de maneira adequada, assim deve executar a atenção farmacêutica a favor do paciente de maneira efetiva (GALATO et. al., 2008).

Contudo, para que uma farmácia tenha a obtenção das licenças para funcionamento dos órgãos sanitários competentes, é indispensável que haja a presencia de um farmacêutico, esse profissional deve ser graduado, como responsável técnico, regulamentado e inscrito no conselho regional de farmácia do seu estado.  Essa necessidade deve ser atendida por meio da tarefa conscientizadora que deve tomar os profissionais, as empresas do ramo, estas devem visar não apenas a lucratividade, mas também oferecer aos usuários dos serviços prestados o verdadeiro tratamento, não apenas sujeitando-os a compra de diversos tipos de medicamentos controlados, sem a devida orientação dos riscos de uso descontrolados ou desapropriados do mesmo (SÃO PAULO, 2011).

De acordo com a Lei de n° 13.021, de agosto de 2014, a disposição sobre o exercício das atividades farmacêuticas, tem garantia sobre o uso racional de medicamentos e combate com eficiência a automedicação. A lei estabelece ainda que o farmacêutico assista o paciente perante sua evolução clínica, que faça o contato com o médico que acompanha o paciente, o farmacêutico pode associar ao tratamento, medicamentos que sejam Isentos de prescrição (CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA, 2014). 

A lei 13.021, de agosto de 2014, que dispõe sobre o exercício das atividades farmacêuticas garante o uso racional de medicamentos e combate com eficiência a automedicação. Além disso, a lei 13.021/2014 garante que o farmacêutico assista ao paciente e toda a sua evolução clínica, fazendo constante contato com o médico que acompanham o paciente podendo inclusive associar ao tratamento, medicamentos isentos de prescrição (CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA, 2014).

A lei de n° 13.021/2014, na concepção da Abifarma (2016), estabelece que a farmácia se torne um espaço na qual o farmacêutico possa orientar e atender as pessoas preservando o individualismo da prescrição e da consulta farmacêutica, o que não é possível em um local onde transitam outras pessoas e se dispensam medicamentos como os balcões.

Os farmacêuticos são os profissionais que são considerados capacitados para atuar na gestão clínica e humanística dos medicamentos. Sua atuação, deve atuar em conformidade com a filosofia da atenção farmacêutica em proporcionar um exercício em que os profissionais assumam a responsabilidade sobre a necessidade dos clientes/pacientes em que adquirem compromisso a esse respeito (PENAFORTE, 2011).

A capacitação dos farmacêuticos deve ocorrer de forma permanente, a educação desses deve ocorrer baseada na ética, sendo que eles devem recusar o atendimento a prescrições com dosagens superiores as recomendadas intencionalmente, ou que tenham representatividade com associações indesejáveis ou ilegais que demonstrem risco para o consumidor (CARNEIRO; GUERRA; ACURCIO, 2008).

O farmacêutico é um ator fundamental quando se fala no uso racional de medicamentos na automedicação, esse profissional está à frente nas drogarias e farmácias, isso faz com que esse deva estar sempre capacitado perante aos medicamentos que estão dispostos para que possa passar aos clientes todas as informações sobre o medicamento na qual está vendendo, ou que o cliente queira levar, isso faz com que os benefícios seja maior do que os riscos, otimizando os fatores que ocasionam malefícios a saúde por meio da automedicação.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo buscou analisar os fatores que ocasionam a população brasileira a recorrer as práticas da automedicação, pode-se observar que os riscos mais comuns que são ocasionados pela automedicação são atrasos nos diagnósticos, intoxicações, entre outros fatores, que faz com que se tenha alerta quanto a venda de uso de medicamentos de uso livre.

Pode-se observar ainda durante a pesquisa, que os medicamentos que tem maior utilização por meio da automedicação são os fármacos que possuem funções anti-inflamatórias, analgésicos, antibióticos, isso faz com que se tenha atenção por parte da equipe farmacêutica sob a orientação da venda desses fármacos.

Destaca-se que a maioria da população toma medicamentos por conta própria ou sob a influência de terceiros, isso faz que o papel desempenhado pelo farmacêutico tenha uma ótica fundamental sob a perspectiva da automedicação, onde este deve orientar para que essa prática ocorra de maneira consciente.

Em conclusão, esse estudo pode contribuir para um olhar, crítico, sob os efeitos que a automedicação pode ter sob a vida das pessoas, como também sob os fatores que podem gerar em torno da automedicação entre a população brasileira, assim o farmacêutico possui um papel sob a orientação adequada sob a orientação e uso de forma correta de usar esses medicamentos.

7. REFERÊNCIAS

ABIAR. Associação Brasileira da Indústria da Automedicação Responsável. ABIAR. Comércio de Medicamentos Isentos de Prescrição. 2015. Disponível em: https://abiar.com.br/arquivos/MIPs/files/pdf. Acesso: 03 de nov. de 2021.

ANVISA. Uso racional de medicamentos: um alerta à população. ANVISA. [s.l.], 2020. Disponível em:https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/uso-racional-de-medicamentos-um-alerta-a-populacao. Acesso em: 10 de out. de 2021.

ALMEIDA, C.; SOUZA, D. O.; FERREIRA, M. B.; WOFCHUK, S. Levantamento do uso de medicamentos por estudantes do ensino médio em duas escolas de Porto Alegre, RS, Brasil. Ciência & Educação (Bauru), v. 18, n. 1, p. 215-30, 2012.

ARRAIS, P. S. D. et al. Prevalência da automedicação no Brasil e fatores associados. Revista de Saúde Pública, v.50, supl.21, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rsp/v50s2/pt_0034-8910-rsp-s2-S0151887872016050006117.pdf Acesso em: 01 de out. de 2021.

BOVO, F.; WISNIEWSKI, P.; MORSKEI, M. L. M. Atenção Farmacêutica: papel do farmacêutico na promoção da saúde. Biosaúde, Londrina, v. 11, n. 1, p.43-56, jun. 2009.

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada nº 44 de 17 de agosto de 2009. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, 02 ago. 2009.

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BRASIL. Casa Civil da Presidência da República. Lei nº 8.078 de 11 de setembro de 1990 (CDC). Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providencias. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, 12 set. 1990. Seção 1, p. 1.

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Por SILVA, Laura Rodrigues. A automedicação no cotidiano dos Brasileiros. 2021. 30. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Farmácia) – Faculdade Anhanguera, Brasília, 2021.


Publicado por: Laura Rodrigues da Silva

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