GINCANA ESCOLAR NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

Pedagogia

Analisar a importância da gincana no processo de ensino-aprendizagem.

índice

1. RESUMO

O presente artigo trata-se de uma investigação bibliográfica sobre a importância da gincana no processo de ensino-aprendizagem. A gincana no contexto escolar é uma ferramenta muito importante, pois constitui-se em um conjunto de regras que devem ser respeitadas, envolvendo o trabalho em equipe, unindo sujeitos diferentes para um objetivo em comum. A partir da análise de diversos artigos e autores é possível compreender que a aprendizagem só é significativa quando a mesma é prazerosa, devendo ser vivenciada pelos educandos e os jogos são fundamentais para esse processo, pois trazem consigo um repertório que enriquecem as aulas e contextualizam o processo de ensino. Pondera-se também a importância do professor como mediador e articulador nesse processo, para que o educando possa realizar as atividades buscando respostas e motivando-se a aprender. Podemos concluir que a partir da gincana escolar é possível contextualizar conteúdos, instigar a busca pelo conhecimento e incentivar o trabalho em equipe, sendo importante na vivência escolar, tornando a aprendizagem significativa e a escola um lugar bom de conviver.

PALAVRAS-CHAVE: Gincana. Conhecimento. Ensino-Aprendizagem.

2. INTRODUÇÃO

Atualmente é essencial procurar diferentes formas e novas metodologias de ensino a fim de manter os estudantes motivados e interessados em aprender.

Novos paradigmas entram em cena como[1] uma nova visão da mente humana, reformando a escola convencional. O educador deve criar e se desafiar a novas atividades, tornando as aulas mais dinâmicas enriquecedoras.  Deste modo, é fundamental elaborar diferentes atividades durante o ano letivo como gincana escolar, para que os alunos se envolvam, fazendo parte de uma equipe e que podem fazer a diferença no grupo, desenvolvendo assim a cooperação, socialização e aprendizagem. (ANTUNES, 2001).

A gincana é um recurso didático e auxilia no processo de ensino-aprendizagem. Segundo Souza (2007), recurso didático é todo material utilizado como auxílio no ensino-aprendizagem do conteúdo proposto para ser aplicado, pelo professor, a seus alunos

De acordo com Antunes, (2001), jogos que despertam interesse e envolvem progressos expressivos no desempenho dos participantes são valiosos.

Neste sentido, a gincana escolar organizada no ambiente educacional, contando com atividades que visam criar condições de sociabilizar e desenvolver, e sendo utilizados os diversos espaços disponíveis na escola, poderá trazer resultados significativos aos alunos, à comunidade escolar e à sociedade como um todo. (CAVALLARI; ZACHARIAS, 2008).

Levando em conta toda a diversidade escolar, reconhecer as habilidades de cada um dentro do contexto da gincana, para assim, valorizar todos os sujeitos participantes, pois, para Gómez e Terán (2014), a possibilidade de aprender, participar, se comunicar e interagir em um contexto educacional que leva em conta as diferenças, que oferece a possibilidade de colocar-se no lugar do outro, realizar um trabalho cooperativo, com respeito, beneficia a todos. ()

3. DESENVOLVIMENTO

A partir da investigação bibliográfica, podemos perceber que as escolas têm utilizado as gincanas como uma proposta diferenciada, incentivando o aprendizado por meio de atividades lúdicas utilizando temas variados, além de proporcionar a comunidade escolar, propostas diversas de aprendizado científico, cultural e social. (De Moraes, 2013).

A Gincana é uma atividade recreativa composta por uma série de provas caracterizadas por regras fixas, que deverão ser cumpridas de modo eficaz e com rapidez. As provas geralmente são formadas por atividades recreativas, esportivas, culturais ou combinadas. A cada atividade cumprida ou superada são recebidas pontuações. Os principais tipos de gincanas são: Cultural, musical, de salão, rústica, esportiva, aquática, de circuito e de estafeta. (CAVALLARI; ZACHARIAS, 2008).

Atividades em que se tenha motricidade com desenvolvimento psicomotor, gerando aprendizado e momentos prazerosos de felicidade junto aos educandos, é uma atividade lúdica. Os jogos e as dinâmicas são um repertório que enriquecem as aulas e contextualizam o processo de ensino. (CÓRDULA, 2013).

De acordo com Fialho (2007), os jogos exercem uma fascinação sobre as pessoas. Nesse sentido, a utilização de jogos na educação vem ao encontro de uma opção diferenciada, capaz de atuar como reforço de conteúdo, que podem ser avaliados ou não pelo professor e, também como instrumento interessante e motivador no ensino-aprendizagem.  

A motivação para superar as dificuldades nas tarefas e o espírito competitivo são muito forte. Tal fato faz com que os alunos se esforcem mais e se ajudam mutuamente na realização das tarefas, o que gera um espírito de grupo e união, e, como sabemos, esta é uma das principais características exigidas na sociedade e no mercado de trabalho atual. (SCHIMIDT et al, 2011).

Também pode-se perceber a importância do papel do professor no processo de ensino e de aprendizagem, de modo que os objetivos das atividades só podem ser alcançados se o docente se colocar como mediador, que questiona e orienta intencionalmente os alunos, sem dar respostas prontas, sendo quem interferirá caso ocorra barreiras ou limitações para alunos especiais. Além disso, utilizar um contexto gerador, considerar os conhecimentos prévios dos alunos e partir de onde eles estão, bem como de seus anseios e dificuldades, valorizando o erro para a construção de novos significados, mostra-se potencial para o envolvimento e o desenvolvimento de aprendizagens. (DIEFENTHÄLER; AVI, 2016).

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Para os alunos que apresentam limitações ou transtornos, a gincana pode ser fundamental para seu desenvolvimento, seja ele cognitivo, social e afetivo. Para que isto ocorra, se faz necessário criar no espaço da sala de aula, um ambiente de integração, para que haja colaboração e socialização com outras crianças. Ao formar grupos diversificados, não só valoriza e auxiliam os alunos especiais, como também, tem o poder de ser trabalhada empatia e solidariedade, onde, durante esta troca, a colaboração influenciará positivamente no processo de construção da aprendizagem, que é questão fundamental para uma real inclusão de todos os alunos portadores de alguma necessidade especial. (Pereira, 2016)

4. CONCLUSÃO

Podemos perceber que a gincana é um recurso importante no processo de ensino-aprendizagem, que pode servir de auxílio para que os educandos possam ter uma aprendizagem significativa, pois além de ser uma atividade divertida, envolvendo competição, trabalho em equipe e busca pelo conhecimento traz momentos de integração, socialização, inclusão e o respeito às limitações dos estudantes, valorizando habilidades diferentes que irão aparecer dentro do grupo.

Ao pensarmos o contexto escolar, sua diversidade e pluralidade, os alunos com limitações e deficiências estão presentes e serão competidores nas atividades sugeridas, sendo essas, fundamentais, entendendo que as políticas educacionais precisam contemplar todos os cidadãos, independente das diferenças.

Por meio de gincanas, procura-se incentivar a descoberta de novos talentos, estimularem atividades recreativas, abordar problemas relacionados ao cotidiano dos alunos para que estes se envolvam naturalmente com as disciplinas a fim de torná-las mais interessantes.

Nesse sentido, considera-se a gincana escolar importante no planejamento anual da escola. Quando bem organizada, com cronograma pré-estabelecido, visando todo o ano letivo, abrangendo as diversas áreas do conhecimento e com atividades diversas é um recurso que faz a diferença no ensino-aprendizagem. Também, é necessária uma valorização da equipe vencedora. Sendo uma das formas de incentivar os alunos a participar e se inteirar das atividades escolares, principalmente nos Anos Finais do Ensino Fundamental, onde percebe-se uma desmotivação em participar das programações escolares.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. Petrópolis: Vozes, 2001.

CAVALLARI, Vinícius Ricardo; ZACHARIAS, Vany. Trabalhando com recreação. 10. ed. São Paulo: Ícone, 2008.

CÓRDULA, Eduardo Beltrão de Lucena. 2011. Dinâmica da Ecosocialização Compartilhada.Disponível em :< http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=978&class=02>. Acesso em: 12 de outubro de 2018.

DE MORAES, Cláudia Valéria. Comunidade Escolar e as Atividades Lúdicas-Uma Proposta Pedagógica da Escola Estadual Leonor Teles de Menezes. IV Colóquio Internacional Educação e Contemporaneidade ISSN 1982-3657, 2013. Disponível em: http://educonse.com.br/2010/eixo_08/e8-14a.pdf. Acesso em: 03 de novembro de 2018.

DIEFENTHÄLER, Andressa Tais; AVI, Emanueli Bandeira. Trabalhando Conceitos Estatísticos a Partir de Uma Gincana: O Papel do Professor como Mediador De Processos Investigativos. Educação Matemática na Contemporaneidade: desafios e possibilidades São Paulo – SP, 13 a 16 de julho de 2016. Disponível em: http://www.sbem.com.br/enem2016/anais/pdf/5991_3007_ID.pdf Acesso em: 3 de novembro de 2018.

FIALHO, Neusa Nogueira. Jogos no ensino de química e biologia. Curitiba: Ibpex, 2007.

GÓMEZ, Ana Maria Salgado; TERÁN, Nora Espinosa. Transtornos de Aprendizagem e Autismo. Ed. 2014, CULTURAL, S.A.

PEREIRA, Gislaine Maria da Silva. Jogos e brincadeiras na inclusão. 2016. CIA - Publicações Ciclo do Conhecimento. Disponível em http://centraldeinteligenciaacademica.blogspot.com/2016/12/jogos-e-brincadeira-na-inclusao.html Acesso em: 22 de maio de 2020.

SCHIMIDT, Fernanda Eloisa et al.Gincana Recreativa: Uma Atividade para Estimular o Conhecimento.Revista Destaques Acadêmicos, Ano 3, Nº. 4, 2011 - Cetec/Univates. Disponível em: . Acesso em: 02 de novembro de 2018.

SOUZA, S. E. O uso de recursos didáticos no ensino escolar. In: I Encontro de Pesquisa em Educação, IV Jornada de Prática de Ensino, XIII Semana de Pedagogia da UEM: “Infância e Praticas Educativas”. Maringá, PR, 2007. Disponível em: . Acesso em: 12 outubro de 2018.

 


Dione Antunes - Graduação em Ciências Biológicas, Especialização em Gestão Escolar: Orientação e Supervisão pela Faculdade de Educação São Luiz-Ensino a Distância. Orientador: Ligia de Grandi.

Elieser de Matos - Graduação em Pedagogia: FAEL, Especializações em Atendimento Educacional Especializado e Psicopedagogia Clínica e Institucional: Faísa.


Publicado por: ELISER DE MATOS

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