Topo
pesquisar

EVASÃO ESCOLAR NO ENSINO MÉDIO

Pedagogia

A partir de uma pesquisa feita com alunos e professores da escola Melvin Jones, procura-se entender como lidar com a evasão escolar, como é o comportamento entre aluno e professor, quais as condições do ambiente escolar e se esses critérios interferem na evasão escolar.

índice

1.  Resumo

Com a adaptação de novos conceitos no ambiente estudantil, apareceram falhas nesse meio. E uma nova forma de aprendizado tem que ser criado em suas clausulas para aperfeiçoamento do mesmo. Por isso o objetivo desta pesquisa em campo é buscar entender como lidar com a evasão escolar que se dá não apenas no Brasil, mas em vários países espalhados pelo mundo, observa-se que na faixa etárias de aprendizagem correspondente ao Ensino Médio é que se dá esse fenômeno, por isso, foi analisado o que eles pensam sobre o assunto e o que eles próprios acham disso. Procurou-se saber como é o comportamento e as relações entre aluno e professor no ambiente escolar se a convivência aluno professor ou a estrutura da escola tem algo a ver com a fuga de alunos de suas responsabilidades escolares, se faltam materiais, merenda, professor em sala, se a sala de aula não está receptível e estressante ou se é desinteresse deles próprios ou se a culpa é dos próprios professores. Essa trajetória entre prática e teoria obteve muitos pontos exatos e inexatos. Conseguiu-se perceber como funciona o metabolismo intelectual de um aluno dessa fase, e o agravante das causas de evasão nessa etapa.

Palavras chave: Aprendizagem, objetivo, desenvolvimento, evasão.

Abstract

With the adaptation of new concepts in the student environment, flaws appeared in this environment. And a new form of learning has to be created in its clauses to improve it. Therefore, the objective of this field research is to understand how to deal with school dropout occurring not only in Brazil, but in several countries around the world, it is observed that in the age group of learning corresponding to High School, this phenomenon, therefore, was analyzed what they think about the subject and what they themselves think of it. It was sought to know how is the behavior and the relations between student and teacher in the school environment whether the coexistence student teacher or the structure of the school has something to do with the flight of students from their school responsibilities, if lack materials, lunch, teacher in Classroom if the classroom is not receptive and stressful or if it is disinterested in themselves or if it is the fault of the teachers themselves. This trajectory between practice and theory has obtained many exact and inaccurate points. It was possible to perceive how the intellectual metabolism of a student of this phase works, and the aggravating of the causes of evasion in this stage.

Key words: Learning, objective, development, avoidance.

2. Introdução

Neste capitulo será abordada uma breve introdução transcorrendo a linha do tempo sobre a história da educação, desde os tempos mais remotos até os dias atuais. Como foi incorporada através dos tempos no ensino e como teve diversas mudanças de etapas para etapas. Uma análise de como se portam os alunos da atualidade no ensino médio. A causa da evasão e seus diversos males trazidos para aqueles que assim deixaram a escola por algum motivo.

Os métodos e as questões aceitas e não aceitas por eles nas escolas; sua aceitação com os educadores e as diretrizes criadas sem seu consentimento, se eles a abraçam ou não, essas são questões abordadas ao longo dessa pesquisa, e esperou-se alcançar por elas o máximo de compressão por parte de alunos e professores.

Segundo relatórios divulgados por diversos programas pelo mundo, um a cada quatro alunos que inicia o ensino fundamental no Brasil abandonam a escola antes mesmo de terminar as últimas séries, Com base nesse relatório, nota-se que toda a sociedade é atingida de forma direta e indireta o desenvolvimento do aprendizado do aluno a se preparar para o mercado do trabalho, para que isso aconteça precisamos de apoio não só da família, mas também do educando e do educador, para que juntos possam alcançar um bom resultado.

Resultado esse, que não pode ser alcançado se metas inválidas não alcançadas não forem mudadas e criadas novas, para novas aplicações – remoções de métodos já testados e não compreendidos pelos alunos em potencial, procurando saber qual ideia eles mesmos tem do Ensino Médio e suas aplicações. O Novo Ensino Médio está às portas e espera-se que com os novos métodos de escolha por eles mesmos se alcance novas metas no aprendizado.

A pesquisa de campo realizada na Escola Melvin Jones com alunos do Ensino Médio foi de total importância para esclarecer o que se passa dentro e fora da sala de aula. Ao sentir o que pensam cada um dos estudantes entrevistados, analisou-se a seguinte questão: a maioria não está satisfeita com o ensino atual.

 Como também a falta de interesse dos professores com os alunos, muitos deles não estão satisfeitos com o ensino que eles acham que está de má qualidade. A estrutura escolar do prédio; cadeiras quebradas; falta da merenda escolar; leis que estão apenas no papel e nunca se cumprem em prol deles; professores indiferentes ao ensino, afetados pela falta de salários; greves repetitivas faz com que o aluno perca o interesse da escola. Segundo os alunos, o livro didático precisa ser mais esclarecido, pois é pobre de conteúdo, também, a escola precisa ser mais estruturada com salas climatizadas, bibliotecas e mais professores dedicados e criativos, com novos conhecimentos.

Ademais disso foram analisadas as ideias dos professores e o que eles pensam da atual responsabilidade dos gestores das matrizes do ensino – as reclamações foram as mesmas relacionadas ao que seus próprios alunos deixaram claro: falta de salário é com certeza o item mais desanimador para uma pessoa que se dedica ao ensino e por ele vive.

Essa analise em conjunto pôde com certeza deixar algumas perguntas no ar sem respostas mesmo sendo feitas às mesmas pessoas que sofrem com a desistência nas escolas e pouca atenção por parte das diretrizes escolares formadas pelas entidades ligadas ao ensino em geral do Brasil.

3. O histórico da educação atual

O processo da educação escolar tem sofrido muito no decorrer de sua história, desde que se tornou a base de aprendizado na vida do ser humano, como chave que abre portas para o mundo, se desenvolveu muito, teve seus altos e baixos, alcançou pódios e derrubou crendices, mas isso não é tudo, sua existência também é marcada por sangue, e para chegar ao que hoje se destacam por conhecimento, muitas linhas foram escritas e paginas foram rasgadas em prol da mesma.

Nesse processo criado por pessoas que por sua vez se empenharam para as melhoras no ensino, destacaram-se muitos, homens e mulheres, docentes, pedagogos, estudiosos e até pessoas do meio simples não deixaram de votar sua contribuição pedagógica para que a educação hoje vista, mesmo com seus inúmeros problemas, chegasse ao nível que está, foi um processo árduo, que custou muitos estudos por partes mundiais anexando-as a um corpo apenas para que desse certo a formula pedagógica ensinada nas escolas do mundo todo.

Novas propostas têm que ser criadas para que rumos diferentes sejam tomados; fazem-se necessárias, a inclusão e manutenção de tudo o que já foi criado desde o início da educação até hoje; os conceitos estabelecidos podem ser recriados e movidos de onde se encontra e entregue a pessoas com ideias novas que poderão até melhorar as falhas vistas nesse âmbito por ângulos diferentes.

No Brasil, no que tange a educação, é responsabilidade do estado e da família a entrada e a permanência do aluno na instituição educacional, amparada pela lei e diretrizes e bases da educação LDBE - Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996:

Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

De acordo com dados feitos e estudos realizados em diversas escolas, o fator evasão nas escolas no Brasil é alarmante, durante o ano letivo cerca de um milhão de estudantes abandonam o ensino médio na rede pública, isso equivale a 16% das matriculas, na rede privada, a taxa de abandono não chega a 3%, o índice nacional, incluindo as duas redes, é de 15%. A causa disso se estende a muitos fatores que se abrangem de maneiras diferentes as quais, muitas vezes, se tornam difíceis de formar resoluções plausíveis que amenizem seus defeitos;

Desnutrição pregressa, mesmo moderada, é uma das principais causas da alteração no desenvolvimento mental, e mau desempenho escolar. As crianças desnutridas se tornam apáticas, solicitam menos atenção daqueles que as cercam e, consequentemente, por não serem estimuladas, têm seu desenvolvimento prejudicado.

São vários os fatores que causam a evasão na escola, falta de transporte; interesse dos pais com seus filhos; até mesmo do aluno que não permanece em sala de aula; professores que não estão preparados para ensinar; falta de espaço para agregar os alunos para que tenham um bom desempenho da aprendizagem; alunos que deixam de estudar para ajudar os pais na renda familiar, poucos conseguem terminar o ensino fundamental a procura de emprego, isso vem acontecendo principalmente nas datas comemorativas, onde surge oportunidade de emprego, os adolescentes deixam de estudar para trabalhar e não retornam a sala de aula e até mudam de cidade ou vão para bairros distantes que dificultam o acesso ao colégio.

Em parte, o governo e o estado têm uma parcela de culpa no que acontece quando o assunto é a evasão escolar, pois são muitas as leis estudantis escritas que tendem a ficar no papel apenas, mas na prática, não são encontrados rastros de sua eficácia, desinteresse por parte das instituições, falta de recursos, recursos escolares desviados, causam a fraqueza ambiente no meio escolar, e atingem profundamente o aluno e o professor, pois, são forçados a lidar com um dia a dia estagnado causando a revolta do aprendiz que tem seus direitos fraudados, e por trás disso vem a tentativa de fugir da sala por não haver recursos que por direito constitucional o próprio aluno recebe. Sobre isso, afirma OLIVEIRA:

Na tentativa de explicar as causas da evasão escolar alguns estudos mostraram que os fatores vinculados aos alunos, como sua motivação, sua capacidade ou herança genética podem determinar certa ação. Outras perspectivas deram ênfase aos fatores sociais e culturais. Visões alternativas apontam fatores individuais, sociais e econômicos, e atribui responsabilidade maior ao próprio sistema educacional, ao funcionamento das escolas e ao estilo de ensino dos professores. Pode se dizer que o fracasso escolar é produto da interação de três tipos de determinantes: Psicológicos: referentes a fatores cognitivos e psicoemocionais dos alunos. (BRASIL, 2006); Socioculturais: relativos ao contexto social do aluno e as características da sua família. (OLIVEIRA, 2001)

Observada essas questões por parte de analistas da educação, nota-se que o produto ligado não produz tanto se estiver obsoleto, pois o ambiente, as pessoas, o local ou os objetos ligados ao contato diário com o aluno pode incorrer muito no enfado do mesmo em sua estadia nos colégios, falta de recursos é um dilema muito grande nas escolas brasileiras da atualidade.

3.1 A evasão escolar não são problemas só das famílias

Dentre os problemas educacionais, a falta de interesse não está só nos familiares, mas também das instituições escolares e gestores que trabalham nessa área - falta de interesse de professores - muitos não estão preparados e não ligam para o que os alunos aprendem ou estão deixando de aprender, apenas preocupados em receber o salário no final do mês; não procuram entender quais os problemas de cada aluno, se é pessoal ou se procede de dentro da instituição.

Os números de evasão são muitos grandes, a direção também deve procurar as causas, os motivos, isso é um papel da equipe escolar, passar, a saber, onde estão os problemas. Se na família ou na própria escola, ou quais as dificuldades de família pobres que deixam de estudar para ajudar com as despesas da casa, ou até mesmo a distância que os transportes escolares não conseguem chegar ao local destinado, muitos alunos moram em vicinais, e abandonam a escola por esse motivo, assim, esse problema não se restringe a família, mas a sociedade em geral.

O fenômeno da evasão e repetência longe está de ser fruto de características individuais dos alunos e suas famílias. Ao contrário, refletem a forma como a escola recebe e exerce ação sobre os membros destes diferentes segmentos da sociedade. (BRANDÃO, 1983, p. 38-69)

Com base na citação por BRANDÃO, não é somente culpa da família as causas da evasão escolar ou tão somente do indivíduo, é muito mais complexo do que se imagina, pois existem muitos seguimentos inclusos, não somente uma parte, mas um envolvimento de toda a equipe. Hoje é abordado, e faz partes das políticas públicas a prioridade de dar educação como subsidio interdisciplinar e adaptar o indivíduo para viver em sociedade.

Segundo o relatório de 2012 divulgado pelo Penud (Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento) um a cada quatro alunos que inicia o ensino fundamental no Brasil abandonam a escola antes mesmo de terminar a última série, Com base nesse relatório, nota-se que toda a sociedade é atingida de forma direta e indireta o desenvolvimento do aprendizado do aluno a se preparar para o mercado do trabalho, pra que isso aconteça precisamos de apoio não só da família, mas também do educando e do educador, para que juntos possam alcançar um bom resultado, O que diz CUNHA: apud MOURA (1999, p. 12):

Era preciso, portanto, que o processo educativo interferisse na estrutura social que produza o analfabetismo. A alfabetização e a educação de base de adultos deveriam partir sempre de um exame crítico da realidade existencial dos educandos, da identificação das origens de seus problemas e das possibilidades de superá-las.

Quando se fala de processo de mudanças, sabe-se que haverá divergências de um modo geral, e somente a união de todas as partes será obtida um progresso satisfatório, família e escola. Quando a criança tem uma base ou uma presença de um adulto que lhe indique o que fazer ela tem sim um progresso bem mais efetivo.

3.2 O acesso e a permanência do aluno na Escola

O acesso à escola amparada pala lei nº 9394 de 20 de dezembro de mil novecentos e noventa e seis com base no artigo 5º o acesso ao Ensino Fundamental é direito público, subjetivo, podendo qualquer cidadão associação comunitária, Organização Sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída e ainda o Ministério Publico acionar o poder público para exigi-lo.

O Brasil tem feitos esforços significativos para obter um resultado satisfatório com relação ao acesso do aluno na escola, que a exemplo disso, a criação de creches que recebeu, segundo o MEC (Ministério da Educação) em 2016, 3,308,91 de reais no Programa Brasil Carinhoso, além disso, as crianças de 04 anos terão obrigatoriedade de serem matriculadas na escola.

Os pais ficam responsáveis por colocar as crianças na educação infantil a partir dos quatro anos e por sua permanência até os 17. Já os municípios e os Estados têm até o ano de 2016 para garantir a inclusão dessas crianças na escola pública

Por razões contrastantes, O acesso e a permanência se elevam muito, mas a frequência nos últimos anos do aluno é bem patente, na observação, em grandeza, já, por sua vez, o acesso é muito grande, pois nos meses iniciais pode se notar como salas estão cheias e lotadas de alunos interesseiros e vorazes por sua vaga na carteira de um colégio, com o passar do tempo, isso vai se deteriorando, e a falta e evasão para os próximos meses começa a dar lugar.

Devido ao ambiente se tornar familiar, as turmas vão se tornando conhecidas, tantos pelos colegas, como pelos professores, e nota-se a fraqueza por parte de alguns na escola: estudantes com maior nível de entendimento que outros; preferencias por esse ou por aquele; analise de níveis sociais; status e maneiras de interação, isso são alguns itens que de cara, se contrasta, e os que se mostram mais completos, às vezes tem a preferência dos professores.

Sejam quais forem os motivos, os alunos vão perdendo a oportunidade de interação uns com os outros, num ambiente letrado ou iletrado, às vezes sofrendo bulling por parte de outros grupos e se acham impedidos de avançarem e adquirirem habilidades maiores por se fecharem e achar que são menores, permanecendo, assim, sob a opressão da ignorância e falta de comunicação. Para Paulo Freire (1987, p.34):

Os oprimidos, que introjetam a ‘sombra’ dos opressores e seguem suas pautas, temem a liberdade, na busca. Busca permanente que só existe no ato responsável de quem a faz. Ninguém tem liberdade para ser livre: pelo contrário, luta por ela precisamente porque não a tem. Não é também a liberdade um ponto ideal, fora dos homens, ao qual inclusive eles se alienam. Não é ideia que se faça mito. É condição indispensável ao movimento de busca em que estão inscritos os homens como seres inconclusos medida em que está implicando a expulsão desta sombra, exigiria deles que ‘preenchessem’ o ’vazio’ deixado pela expulsão com outro ‘conteúdo’ – o de sua autonomia. O de sua responsabilidade, sem o que não seriam livres. A liberdade, que é uma conquista, e não uma doação exige uma permanência.

Fala-se em autonomia, e é nesse ponto que surge na cabeça do insultado em sala de aula a vontade de sumir do setor, ou que seja por uma briga, ou porque um aluno o renegou em sua turma, a autonomia em sua cabeça de abandonar o colégio por preferir trabalhar com seus pais ou mudar-se de escola como ocorre com frequência nas escolas públicas (ainda que com pouca frequência na zona rural por haver poucas sedes).

Outra questão séria que ocorre com frequência em momentos de crise, o desemprego dos pais que almejam um futuro melhor para seus filhos, isso implica muito, pois a falta de recurso impede que o estudante de baixa renda tenha acesso a coisas e valores que outros da classe ostentam – Bom vestuário, calçados da moda, isso causa desajustes emocionais nos alunos em questão.

3.3 Contrastes da educação: Brasil e outros países

A questão econômica e as causas fenomenais causadas sobre os alunos serão discutidas e debatidas neste capitulo; a relação da educação do Brasil com seus vizinhos; como compara-la, para assim saber elucida-las de maneira igual ou superior. Pois nota-se a desigualdade em diversos setores e ver se há como corrigi-los.

Em relação à tecnologia e distribuição de recursos cibernéticos nas escolas aumenta sim, mas se as contas forem feitas, os países vizinhos têm subido milhas de degraus, e deixam o Brasil não numa situação favorável para seus estudantes. Um dos principais eventos em matéria de tecnologia dos últimos anos foi a divulgação, em todo o mundo, das novas tecnologias ligadas à educação e também setores da tecnologia subiram muito. Segundo (Jorgenson e Vu, 2005), a contribuição ao crescimento dos investimentos capitais em TIC aumentou, passando de 10%, no período de 1989 a 1995.

No período de 1995 a 2003, Alemanha, EUA e Inglaterra subiram de 17% para 25% o seu produto tecnológico nos setores da educação, em contrapartida, países emergentes como Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Rússia e na Coréia do Sul, o capital investido dobrou de 4% para 8% no setor tecnológico e no investimento de bens escolares.

No Brasil a exemplo, o crescimento foi de 4%, mas ouve retaliações: mau investimento, muita produção e pouco poder aquisitivo; trabalhadores mal renumerados e incorrendo na falta de instrução para obter um emprego. Nesse quesito, os alunos são os mais prejudicados e ficam em dúvidas sobre estudar ou deixar a escola.

A escola brasileira teve sua história já marcada pela desigualdade e diferença com seus vizinhos, pois desde que Bolívar conquistou a América Latina se preocupou muito no quesito Educação e sempre propôs melhorias nessa área. Sabemos que em séculos passados a escola brasileira era apenas para a minoria e poucos tinham acesso imediato aos estudos, segundo o que diz a história em seus termos.

Quando a família real veio para o Brasil, encomendou na Europa uma missão de bacharéis e mestres para criar escolas de Ensino Superior aqui na terra conquistada. Quando isso aconteceu, já haviam expulsado os jesuítas do país, únicos que se dispuseram a ensinar os índios a ler e escrever. Muita diferença entre justiça e desigualdade social, diferentemente de qualquer outro país colonizado das Américas, a Educação brasileira pediu licença para entrar no século XX “manifestando” a importância da Educação para a democracia, valor central do “Manifesto dos Pioneiros” de 1932.

Nossas diferenças com os países asiáticos também são de grande relevância, porque, aqui como no ocidente em geral, a ética do esforço e da disciplina não prospera da mesma maneira que prospera na China, na Coreia do Sul, na Malásia e em Cingapura. Os imensos valores que as famílias atribuem à escolarização de seus filhos e a fortíssima associação entre sucesso escolar e prestígio social respondem em grande parte pelo milagre que esses países obtiveram em Educação. A essa ética, é claro, correspondem também políticas educacionais que priorizam financiamentos e têm foco no desempenho do aluno. E se é verdade que Xangai – que na primeira vez que participou já tirou o primeiro lugar no Pisa – não é representativo da China, também é verdade que São Paulo não é representativo do Brasil. Nem por isso o desempenho de São Paulo sozinho no Pisa chega perto do de Xangai. O fato de que a imigração para Xangai das regiões rurais mais pobres da China é altamente controlada não deve responder por uma diferença tão expressiva no desempenho entre alunos de Xangai e de São Paulo.

Em comparação ao Brasil, nos Estados Unidos, a entrada na escola de uma criança de 04 anos, se não houver interrupção, aos 25 anos estará com formação acadêmica, porém, os princípios adotados para estimular o aluno são opostos entre os dois países, enquanto nos Estados Unidos o aluno tem razões explicitas para entrar e permanecer na escola, tendo as motivações expostas pela sociedade americana. Em termos gerais, estímulos esses, tais como, oportunidade de emprego e consciência cidadã, no Brasil, no entanto, não há estimulo, principalmente para áreas voltada a educação sendo que, em relação ao emprego, alguém que nunca foi a escola pode ser muito mais remunerado que outro que possui um curso superior.

3.4 A evasão dos alunos na Região Norte do Brasil

Talvez o tema mais debatido nos diretórios da educação seja a evasão dos estudantes, e para que se saiba onde isso ocorre com mais imparcialidade, muitos estudos são feitos para que se se tenha em questão o que fazer para ameniza-la. Para isso, é necessário um censo, uma investigação sobre esse fenômeno em cada um dos estados, o que causa repetência, se é a infraestrutura ou a falta no desempenho dos professores segundo cita CERQUEIRA:

CERQUEIRA (2004) investigou os principais determinantes do desempenho escolar no Brasil, utilizando dados do Censo Escolar 1999 e da Pesquisa de Informações Básicas Municipais 1999, do IBGE. Foram estimados modelos de regressão (método dos mínimos quadrados ordinários), tendo como variável dependente uma transformação logital das seguintes taxas: taxa de distorção idade-série, taxa de repetência e taxa de abandono. Como covariáveis, foram utilizadas variáveis que procuram caracterizar, sobretudo, os aspectos relacionados à infraestrutura educacional dos municípios. Os resultados obtidos apontaram para a importância da infraestrutura escolar e da qualificação docente, como elementos associados à eficácia escolar.

Os estados que fazem parte da região norte são notáveis por possuírem historicidades no desenvolvimento do país, tais como Amazonas que é conhecido como um dos estados mais importante da nossa pátria brasileira, pois possui o maior rio de agua doce do mundo.

Pois o aceso a escolas necessita de transportes aquáticos transportes esses, inadequados para transportar alunos de várias idades e ainda as distancias que são tamanhas, sendo assim, o Amazonas, segundo o MEC (Ministério da Educação) esse estado tem (4,7%) de evasão escolar, pois acabam desistindo impedido pela distância e transportes inadequados.

Outro estado é o Acre, segundo o MEC, dados feitos em 2015 o acre tem o maior índice de evasão de alunos da região norte, conforme o ministério, em comparação do ano de 2014, dos alunos que foram matriculados, 6,9% deles não foi localizado, o que dá um número absoluto de 11.809 alunos na faixa etária de 04 a 17 anos.

A Região Norte tem o pior índice de educação segundo a diretora executiva do movimento Todos pela Educação. Priscila Cruz fala em audiência pública no Senado Federal no ano de 2012. Na região norte, 42,2% dos alunos de 08 anos não sabe ler. No estado do Pará a situação não é diferente, o número de jovens que evade das escolas chega a 26% em todo o estado.

Atraindo a atenção da Fundação Roberto Marinho através do projeto mundial, projeto este, desenvolvido para combater a evasão através de aparatos tecnológicos que atraia os alunos para sala de aula com a intermediação do professor, que usará os meios tecnológicos oferecidos, tais como tela, sala, televisão e aulas de DVD e atividades interdisciplinares.

De Acordo com Azevedo (2011, p.05), o problema da evasão e da repetência escolar no país tem sido um dos maiores desafios enfrentados pelas redes do ensino público, pois as causas e consequências estão ligadas a muitos fatores como social, cultural, político e econômico, como também a escola onde professores têm contribuído a cada dia para o problema se agravar, diante de uma prática didática ultrapassada.

Diante do que se posiciona Azevedo, o martelo sempre volta a bater na mesma tecla: problemas econômicos e sócios culturais que estão por hereditariedade ligadas a população, ainda citando a falta de interesse por falta de alguns educadores da rede pública são a causa de muita evasão escolar encontradas ali, por não haver inovação para os padrões previstos e exigidos hoje pela massa estudantil, diante desse desafio, as autoridades e ministérios tem, sim, encontrados problemas para resolvê-lo como cita Arroyo:

Conforme Arroyo (1997, p.23), na maioria das causas da evasão escolar, a escola tem a responsabilidade de apontar a desestruturação familiar, e o professor e o aluno não têm responsabilidade para aprender, tornando-se um jogo de empurra. Sabe-se que a escola atual é preciso estar preparada para receber e formar estes jovens e adultos que são frutos dessa sociedade injusta e, para isso é preciso professores dinâmicos, responsáveis, criativos, que sejam capazes de inovar e transformar sua sala de aula em um lugar atrativo e estimulador.

Os autores citam práticas ultrapassadas; falta de inovação, ou também insinuam que os instrutores sejam capazes de inovar, de criar, de impor o que não está previsto, sair do que as práticas e leis de diretrizes ensinam; pular para fora da velha maneira robótica em que a educação amparada por uma enxurrada de leis determina, na análise do histórico escolar do Brasil, é notado o quanto a educação foi falha, e que na verdade, muitos educadores estão voltando para o antigo modo de ensino em que o aluno de fato aprendia.

A grande quantidade de dados encontrados pela pesquisa deixa certo desanima, pois, as causas são as mais diversas: desinteresse por parte dos alunos, dos pais ou da escola, diante dessa complexidade enorme de fatores é que os novos estudiosos da história educacional têm que se mobilizar para achar uma saída; formadores de ideias novas que movam os patamares atuais, pois, nada é impossível e nada está inalterável para que se mude esse quadro complexo que é a evasão escolar no Brasil.

4. Evasão escolar na Escola Melvin Jones no Ensino Médio Noturno

4.1 Uma breve história da Escola Melvin Jones

A Escola Melvin Jones foi o resultado da colonização no qual a cidade conseguiu, a partir da mesma. Quando os colonos foram trazidos para morar na região amazônica pelo INCRA, surgiu a partir daí a necessidade de colocar as crianças para estudar e, dentro dessa colonização, já havia o projeto dentro dos lotes de se formar uma agrovila, em virtude da pequena escola que surgia.

Diante desse acontecimento, os colonos que moravam nas proximidades do km 180, se organizaram e criaram uma pequena escola. Bem simples. Coberto com palha, bancos de ripa de açaí e apetrechos naturais para a estrutura. Durante esses eventos, já havia pessoas com formação escolar, que por acaso poderia lecionar, foi assim o pontapé para que tudo se iniciasse.

Entretanto, novos alunos foram sendo matriculados, e o contingente foi crescendo muito, foram implantadas novas séries- da primeira à quarta, havia escola para os alunos, quinta e sexta, apenas na cidade de Altamira que era a mais próxima. A 10° URI passou a sua sede para o município de Uruará.

A partir desse evento, os colonos passaram a cobrar recursos para a nova escola da região, uma delas, era que se aumentassem as séries, incluindo a quinta e sexta para que se amenizassem a dificuldade dos alunos quando logo terminassem as quatro iniciais, a cada ano ampliavam uma etapa.

Assim, diante desse processo escolar, que a cidade foi aparecendo e crescendo, pois, os pais dos alunos vinham morar na cidade para que se facilitasse aos alunos. Em 1979, vieram as Lassas listas para a região e se instalaram em Uruará, com o objetivo de implantar mais educação e muitos outros tipos de auxilio, vários deles foram diretores de fato, dessa escola.

Em 1979, a região já havia conseguido as séries pedidas da primeira a oitava, foi numa época que o INCRA com o apoio do LIOS CLUB construiu uma escola maior com o nome de Melvin Jones, onde foi implantado o Ensino Médio que era um ensino modular aonde pelo qual os professores vinham de Belém para lecionar na cidade, isso funcionou até meados de 1989.

O Ensino Médio já vinha com a formação magistral por ordem do governo, para que os alunos terminassem os estudos com poderes para lecionar na mesma escola. As primeiras pessoas que iam aprendendo no início, já se tornaram os primeiros professores na nova estrutura, isso foi implantado pelo governo em toda a região, juntamente com o La Salle que lançou vários cursos para professores.

Naquela época, os professores vinham de Belém, passava uma semana numa escola da região, inclusive a de Uruará e voltavam isso, quando foi implantado o Sistema Modular do Ensino Médio. Em meados de 1999 houve a municipalização: tudo o que era do Estado para educação, do pré-escolar e oitava série passou a ser do Município e o Estado ficou com o Ensino Médio – passou a serem duas escolas num prédio apenas, Escola Municipal do Ensino Médio Melvin Jones sob a jurisdição da Prefeitura de Uruará e a outra do pré-escolar a oitava série.

4.2 Principais razões que levam os alunos a procurar um curso noturno

O principal motivo dos alunos procurarem um curso noturno tem sua justificativa nos empregos adquiridos durante o dia, todos os que estudam à noite, trabalham para ajudar na renda familiar que é pequena, até mesmo para manter seus próprios estudos. Segundo os dados do MEC, 63% frequentam as aulas à noite. Trabalham para bancar a graduação, e isso está entre os principais motivos apontados por especialistas para explicar o aumento do fluxo de alunos no período noturno.

O público mais afetado na procura de cursos noturno está entre alunos na faixa etária dos 18 aos 24 anos, são aqueles que não tiveram oportunidade de estudo, e hoje buscam até mesmo um curso privado pela internet, porque tem mais tempo, pois esse tipo de acesso à educação torna- se mais fácil e viável em qualquer lugar e hora, para quem busca o diploma, a alternativa acaba sendo essa.

Conciliar trabalho e estudo, para o jovem, pode se tornar uma tarefa inalcançável, pois a falta de concentração entre um e outro não é tarefa fácil nessa fase. As notas aparecem baixas e até mesmo as amizades podem desviar a atenção, daí o pensamento em se buscar um supletivo para compor essa lacuna, com isso vem a intervenção da família, que pode não concordar com essa decisão tomada por parte do estudante em completo estresse emocional e físico, o orçamento familiar para realizar essa necessidade também pode estar além das condições esperadas.

O relacionamento entre colegas da classe torna-se, ás vezes perigosa e tende a levar o estudante a pensar diferente em relação ao que na verdade ele estar fazendo ali, pois é na escola que os alunos têm que encontrar apoio e muitas vezes não encontram, como cita Oliveira:

(...) representa um espaço social necessário à sua atualização cultural e socialização. É o espaço onde têm a oportunidade de se relacionarem com pessoas do seu meio social e de tentar planejar outro modo de vida. A atividade profissional exercida parece ser um fator de motivação para a frequência à escola, entendida como local de socialização e descanso da rotina. Não se observa entre essas estudantes perspectivas de continuidade dos estudos. (OLIVEIRA, 1994, p. 96)

Assim sendo, a citação é verdadeira, pois denota o tipo de relacionamento a que os jovens podem ou devem estar submetidos, em razão do lugar e do ambiente que vivem e são submetidos, e as causas que trazem a procura de emprego em horários noturnos, faz-se sim, necessário inserir facilidades a esses estudantes no âmbito profissional, inserindo-os e facilitando a entrada deles no trabalho a que buscam.

4.3 A importância do trabalho para os jovens

Em nosso meio de sobrevivência precisamos trabalhar para alcançar os nossos objetivos tanto em renda familiar quanto para quem estuda, e uma grande importância do trabalho para os jovens é que são muito dependentes do trabalho para que continue seus estudos, pois sem dinheiro não consegue seus objetivos. Mesmo no ensino médio todos dependem do trabalho porque vem farda escolar, trabalho escolar para pesquisar. Quando a juventude entra em uma universidade fica mais dependente porque os gastos aumentam, as despesas são maiores porque nem todos fazem faculdade em sua cidade a maioria vai para cidades vizinha por isso o custo de vida fica mais cara, mesmo em cidade própria tem que gastar muito até porque o custo de vida é alto.

Nem todos que fazem uma faculdade são de famílias com boas condições financeiras, muitos trabalham para sustentar seus estudos porque são de família pobre (baixa renda), o mercado de trabalho está abrindo espaço também para os jovens e buscar um curso profissionalizante para que ele possa aprender mais e concluir sua faculdade.

A transição de uma economia industrial para uma economia da informação, a necessidade menor de trabalhadores braçais e de operários, e a procura cada vez mais intensa por trabalhadores do conhecimento, com elevada capacidade verbal, matemática e social. (...) A constante e avassaladora explosão de novos conhecimentos, novas tecnologias, novos produtos e serviços, que aumentam a necessidade de adaptação econômica. (...) A mente como fator central e predominante em toda a atividade econômica. (BRANDEN, 1999, p. 29)

Com base no que afirma brandem, as forças braçais perderam espaço para as mentes brilhantes que se renova através do conhecimento adquirido pelo jovem que tem tempo suficiente para acompanhar o repentino crescimento tecnológico, computadores de ultimas gerações, formas de arquivos através de smartphones; smartTVs superdesenvolvidas, acima de tudo isso, o crescimento cibernético, todo este aparato citado, jamais será operado por alguém que não usa a ferramenta denominada conhecimento.

A preocupação do governo federal foi de fundamental importância, pois a dificuldade para conciliar o trabalho com o estudo faz com que o aluno tenha que optar entre um e outro e mesmo que o aluno tome decisão pelo estudo porque na maioria das vezes eles são dependentes de seus pais por causa da sua pouca idade por enquanto o mesmo avança para o ensino médio a sua idade não é mais a mesma, por meio disso o Governo Federal criou a lei n 11.096 de 13 de janeiro de 2005 que deu origem ao (Pro Uni) Programa Universal para todos que tem como objetivo oferecer bolsa de estudos integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação especifica, em instituição privada de ensino.

Entre todas as questões analisadas, a melhor seria se o aluno não trabalhasse, apenas estudasse, mas para que haja socialização e integração mais patente dos jovens, mas o melhor sim é escolher umas das opções mostradas. Jovem tem grande importância, sim, para o desenvolvimento do país, pois ele tem muito mais condições de codificar as modernidades da nova tecnologia desse tempo.

E cresce muito rápido no seu meio profissional, ajuda futuramente a empresa prosperar, pois uma ideia nova é sempre bem recebida, e pode com o tempo adquirir muitos conhecimentos em relação a tudo aquilo que ele viu e presenciou dentro da empresa em que exerceu seu trabalho.
Jovens com idades entre 14 e 18 anos podem aproveitar as oportunidades de trabalho dos programas já citados e apresentados pelo governo que também são oferecidos por diversas empresas públicas em todo o Brasil.
Esses programas são ótimos para jovens que tem opção entre trabalho e estudos e que estão em busca de primeiro emprego, principalmente os que buscam um curso de qualificação profissional para iniciar no mercado tendo não apenas experiência prática.

Para entendermos o pensamento dos jovens da atualidade, as autoridades e professores devem levar em conta sua relação que o jovem com a família e principalmente nas escolas, adicionando também sua posição com o trabalho formal em que alguns estão inseridos. Devido ao abandono da escola feito pelo jovem que opta pelo trabalho, geralmente ele vai trabalhar em um serviço braçal, pois o mesmo não tem formação em uma área especifica e nem um curso profissionalizante, mas o governo federal desenvolve programas como o (PRONATEC) programa nacional de acesso técnico e profissionalizante técnico.

O emprego que foi criado com objetivo de interiorizar, democratizar o ensino técnica profissionalizante e tecnológica. De 2011 a 2014, por meio do PRONATEC foi realizada mais de 8,1 milhões de matriculas entre cursos técnicos e profissionais em mais de 4,300 municípios, em 2015, foram 1,3 milhões de matrículas.

4.4 A importância do estudo

Na história mundial, o estudo foi e sempre será o motor da humanidade, e fazem-se pesquisas constantes para melhora-lo e amplia-lo para uma melhor percepção do que é ensinar em sala de aula, em contraste com as novas tecnologias advindas do progresso, ou de acordo com ela.

Nessas modalidades de ensino, os novos professores produzidos pelo auto mestrado ou pelas universidades de renome tem que procurar uma estima a mais e produção própria para lidar com a também nova sociedade advinda no meio tecnológico, o que na verdade, não é tarefa fácil.

Para que se tenha um país de crescimento, temos sim que fazer crescer seus cidadãos, não em estatura, mas em aprendizado, pois a carência é na verdade, muito grande, em se tratando de adquirir aprendizes para ocupar cargos em uma empresa, se por acaso o novato não tiver tido um bom aprendizado em uma boa instituição, no qual os alunos e mestres estavam de comum acordo.

O país sofre muito por produzir muitas fabricas e não produzir pessoas especializadas que nelas trabalhem a causa: um estudo muito fraco, isso não inclui desinteresse por parte dos alunos em escolas públicas, mas sim a falta de estrutura e suporte na maioria das vezes, eis o porquê a questão de melhoramento numa causa que já perdura por tantos anos e a cura ainda se arrasta como lesma.

Desde os primórdios os indivíduos detentores do conhecimento, tendo herdado como adquiridos se sobressaiam diante dos demais em diversas áreas de atuação, não é diferente no século presente em que a sociedade vem sofrendo as mudanças de forma evolutiva, com o surgimento do capitalismo e as diferentes funções e o mercado de trabalho cada vez mais exigente faz se necessário a evolução também nos estudos, no que tange o desenvolvimento financeiro do indivíduo a pesquisa feita pelo FGV (Instituto Votorantim), uma pessoa com pós-graduação tem 422% mais chance de garantir uma vaga de emprego de que uma que não se alfabetizou.

Neste século onde as filas enormes se formam diante de empresas o de pessoas que deixaram seu currículo recheados de informações de seus cursos acadêmicos não será fácil para aquele que não estuda, portanto, e de suma importância o prepara mento do individua através do estudo para disputar uma vaga de emprego, estudar deixa de ser uma opção e passa a ser uma necessidade, pois a renumeração pode ter uma diferença absurda entre os profissionais dependendo do seu grau de escolaridade.

Segundo o FGV (Instituto Votorantim), salário de uma pessoa que tem pós-graduação e 544% mais auto que um que não se alfabetizou o indivíduo que estudou ele e mais preparado para educar seu filho, pois uma mãe que estudou, está mais preparada para contribuir no conhecimento de seus filhos.

A mesma pode auxiliar nas tarefas escolares fazendo assim a parte que cabe a família na formação educacional do aluno, quanto a sua função de mãe ela poderá orientar melhor seu filho nas decisões em que carreira profissional ela deva escolher sem se sobrepor na sua decisão educando ele usando os métodos pedagógicos invés de escolher os métodos antigos e tradicionais. O estudo é importante para que o indivíduo possa trazer o conhecimento para o campo de realidade vivida na sociedade que se faz parte sabendo assim associar com o meio que se vives segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1997, p.63):

Compreender as relações entre os homens significa compreendê-las não como universais e genéricas, mas como específicas de uma determinada época, envoltas em um contexto. No contato com a fonte de interpretação, pelo estudo do meio, podem ser criadas oportunidades para os alunos confrontarem o que imaginavam ou sabiam, com o que a realidade apresenta como materialidade, vida, com suas contradições dinâmicas. Nesse sentido, o que se observa provoca conflitos fundamentais, que instigam os alunos a compreender a diversidade de interpretações sobre uma mesma realidade e a organizar as suas próprias conclusões como mais algumas possíveis.

Através de pesquisa feita pelo estudante o aluno descobrirá a relação entre o que se estuda e o que faz parte da sua realidade para que o mesmo não pense que o que tudo o que se aprende será debalde e não contribuirá para seu crescimento como um ser social.

4.5 A formação do professor

A formação de professores como centro de estudo integra temas que vieram crescendo no Brasil desde algum tempo, assumindo maior força nas décadas de 1980 e 1990, em especial, a partir da implementação das novas Leis promulgada em 1996. Assim, tomarmos a análise desse tema como tarefa já é, por que não dizer, um primeiro legado do século! Ao longo do século XX a educação escolar tem sido um pouco destorcida tanto na pratica docente quanto na formação de professores.

O professor tem que ter uma formação para entrar em uma sala de aula até porque ele vai saber lidar com seus alunos como chamar atenção de cada um deles, se o educador não tem uma formação que possa ensinar os seus alunos, como ele pode falar quando um de seus alunos tiver com problema familiar.

Isso ocorre em sala de aula, por isso, todo professor deveria ser pedagogo antes de qualquer outra formação. Não porque um professor de outra área não sabe ensinar, se o mesmo está na sala é por que tem certa qualificação na área em que buscou em termo de aprendizado a pedagogia, ensina como trabalhar com crianças e adolescentes, enfim, ele é preparado para trabalhar nessa área.

O educador não pode ter uma base de teoria tem que ter conhecimento daquilo em que vai passar para seus alunos, em uma sala de aula o professor tem de ter argumento e dar conta daquilo que ele está passando para que o educando possa entender, tem que procurar métodos de ensino para que o aluno possa tomar gosto daquilo que ele está aprendendo.

O incentivo é fundamental para que os alunos permaneçam em sala de aula, nem todos trabalham com prazer de ensinar, muitos ensinam, mas não transmite aquilo que é para ser, até porque o professor não ganha um salário adequado que merece e se defronta todos os dias com alunos irritadiços ou desobedientes que levam muitos ao stress e condições não plausíveis para lecionar.

A formação de um professor pode muitas vezes influenciar a si e ao ambiente a que trabalha; como lidar com situações adversas advindas desse ambiente, somente a prática naquilo que se faz lhe dará algo além da teoria já conseguida, essa prática pode ser adquirida não em dias, mas ao longo dos anos naquilo em que o educador faz o que trará sim a experiência, e é nessa experiência que sua formação será consolidada para os fins corretos do que se aprendeu.

Quando se ensina, se aprende. Esse tipo de análise já foi explicado tanto na teoria como na prática, e pode muito bem ser diagnosticado no decorrer de dois meses em que um professor leciona aula de matemática, ele estará três vezes mais por dentro do assunto ensinado do que no início da matéria, e esse tipo de mitose ocorre com qualquer um que esteja atuando na área de ensino.

Um entusiasta de dinâmicas, é isso que o atuante do ensino tem que ser com sua formação em sala de aula, saber elevar seu nível ao mais possante que isso o leva a ser compreendido por seus alunos no futuro, e quando se fala de futuro, isso inclui tudo o que se produz nesse século, o século da inovação e das constantes transformações tecnológicas, e na prática, a juventude já vem inserida nela.

A formação do educador não está restrita apenas ao ambiente escolar, ele apanha seus conhecimentos em casa vendo como funcionam seus próprios familiares e amigos e consegue inserir essa observação no local de trabalho. Foi dessa maneira que muitos pedagogos do passado alcançaram suas bases, observando seus próprios filhos.

5. Entrevista realizada com alunos da Escola Melvin Jones sobre permanência e evasão escolar

Será abordado nesse capitulo a pesquisa de campo na qual foram entrevistados alguns alunos e professores da rede do ensino médio sobre Evasão Escolar e suas causas. Nessa pesquisa foram analisadas as condições próprias e improprias de inúmeros alunos inseridos de diversas categorias sociais e que hoje atuam no ensino médio.

A importância deste trabalho atende a sequência de fatos encontrados ao longo dos anos por estes aprendizes, que sofrem com as mudanças ocorridas em diversos períodos, sofridas pela rede de ensino, principalmente os vividos pelo Ensino Médio.

Após as observações feitas seguem-se as perguntas propostas sobre cada uma de suas indagações, os quais responderam ao que cabia de seu raciocínio, esclarecendo os pontos interrogados, demonstrando assim a importância e os desacertos no Ensino Médio e aprendizagem e a contribuição mútua de cada docente e aluno.

Durante as exposições feitas na Escola Melvin Jones, os alunos e alunas responderam ao que lhe coube e assim seguiram-se a iniciar pela primeira pergunta que incluiu perguntar por qual motivo eles haviam deixado a escola e o porquê da evasão – uma aluna respondeu: ’’. “Eu nunca deixei a escola e também nunca fui reprovada; gosto de estudar a noite, não trabalho a noite, mas ajudo minha mãe em casa durante o dia.”

Para outra aluna de outra sala foi dirigida a mesma pergunta, na qual ela mesma respondeu: “Estudo na Melvin Jones desde o início do ano, mas já havia saído e anos anteriores e passei quatro anos fora das salas, o motivo pelo qual sai, foi resultada de uma greve extensa que houve na mesma, isso foi me desanimando, então desisti”.

Um terceiro aluno respondeu o seguinte sobre se em algum tempo havia deixado de estudar: “não deixei de estudar. Passei a frequentar a escola à noite justamente porque comecei a trabalhar durante o dia, então se tornaria complicado ligar os estudos ao trabalho”.

Foi feita aos alunos perguntas relacionadas ao sistema de ferramentas disponíveis em sala de aula, como quadros, giz, livros... A mais especifica foi sobre os livros. Alguns deram suas ideias sobre o que eles achavam sobre os livros didáticos disponíveis em sala: “É muito bom, pois é nele que encontro a fonte do conhecimento, tanto para quem ensina como para quem aprende e também contribui para o desenvolvimento da aprendizagem da sociedade.”.

Um segundo aluno respondeu: “Acho muito bom, através dos livros aprendemos mais e temos uma visão diferente do mundo a nossa volta”. Em outra sala outro aluno respondeu não evasivamente, mas expondo um pouco de crítica sobre a pergunta exposta: “Os livros de Ciências Humanas são bons, mas os de Ciências Exatas precisam ser um pouco mais esclarecedores”.

Também se discute muito sobre melhoras na educação, mas isso, entre profissionais e professores, mas a pergunta foi repassada aos alunos para ver o que pensam sobre isso, na opinião deles, o que falta na educação de hoje no Brasil, um aluno respondeu: “Falta muitas coisas – A falta de professores que não temos, e os que temos falto profissionalismo, e não nos da boa educação; alguns ficam no celular e não prestam atenção nos alunos e nem ligam pro que acontece em sala; outros passam a prova e saem da sala”.

Outo aluno disse que: “O que precisa nessa cidade é de mais prédios para o Ensino Médio porque onde eu moro, tem apenas uma que leciona, e ademais disso, o que tem de salas abarrotadas, com um contingente muito grande de alunos ultrapassa a média, isso influi no aprendizado e no desenvolvimento dos professores, gerando congestão dos dois lados, há salas com mais de quarenta e dois alunos”.

“O que falta para melhorar a educação é: gestão pública, planejamento escolar que não tem e, conscientização da população, com mais reunião entre pais e professores e fiscalização nas escolas para saberem como se encontra cada aluno nas salas”. Essas foram as respostas dadas por três alunos da fase Ensino Médio sobre Melhorias na Educação.

Ao serem indagados sobre qual seriam os motivos da Evasão Escolar vigente, as respostas foram diversas, mas que mostrou como pensam os alunos sobre essa questão, a pergunta foi: Qual motivo leva o aluno a evadir-se de sala de aula? As respostas foram as seguintes:  "Usar de modo eficiente o tempo em sala de aula” (A resposta remete que há muita distração por parte de professores; brincadeiras sem motivo aparente; aulas mal direcionadas e falta de relação entre aluno e docente.).

“As escolas não têm infraestrutura adequada, com lousas e quadros modernos como nos países de 1° mundo, pois já que falam tanto em educação, pelo menos isso poderia ser visto; faltam materiais necessários ao aprendizado, isso acarreta muito na saída dos alunos da escola, pois vão se enfadando sem ter opções para escolha”.

“Um dos motivos principais de muitos alunos deixarem a escola é a falta de interesse com seus próprios estudos; não querem nada sério com a escola, se envolvem muito com as coisas obvias como drogas falsas amizades, namoros, gravidez na adolescência e outros fatores relacionados a tudo isso, são poucos os que levam seus estudos a sério”.

“O estudante deixa a escola por vários motivos: doenças, gravidez precoce; falta de conciliação com seus próprios estudos, com a própria escola e professores ou até mesmo com problemas em casa; não consegue na maioria das vezes associar o trabalho com os estudos; falta de estimulo por parte, muitas vezes da família, e também dos órgãos públicos que desviam verbas que poderiam dar mais suporte e conforto a esses alunos, assim ocorre a evasão”.

Ao serem indagados sobre o que achavam do futuro da escola no Brasil e o que ‘eles esperavam do estudo para o futuro, os seguintes responderam: “Eu espero terminar o ensino médio e iniciar uma faculdade, se Deus permitir vou fazer veterinário”. “Espero muitas coisas, como ter um futuro com uma faculdade que eu goste e que me forme para que eu tenha uma vida melhor”. “Alcançar uma faculdade para que eu melhore minha formação individual, vou fazer o melhor para que eu consiga minha graduação”.

Sobre dificuldades enfrentadas no ensino médio foram respondidas as perguntas do seguinte modo: 1° “Entre todas as dificuldades enfrentadas por min durante meus estudos, são a falta de professor em sala de aula, muitas vezes ocorreu de ir à sala e encontrar apenas os colegas e nada do mestre que enfrentava problemas de salário ou estava constantemente envolvido em greves relevantes”.

”A falta de professores e também e também a falta de profissionalismo por parte deles; conteúdos ininteligíveis e sem precisão. Porque não estamos apreendendo e nem entendendo o que está sendo ensinado; os professores não têm paciência para explicar. Chegamos no 1° ano e não sabemos interpretar um texto como se deve e, muitos colegas leem mal”. “Eu trabalho e às vezes os professores faltam, não aparecem; um dia tem aula, outro não, e essa condição misturada ao trabalho me faz perder muito tempo entre sala e emprego”.

Perguntas respondidas sobre o que eles fariam depois que terminassem o ensino médio foram respondidas da seguinte maneira: “Eu pretendo-me formar em veterinário. “Ter um futuro muito tranquilo e saudável, e que essa profissão me realize para que eu possa ter um bom conhecimento e reconhecimento no que faço”.

“não pretendo encerrar meus estudos no ensino médio, mas continuar, pois meu sonho é fazer uma faculdade, ainda não decidi sobre o que vou fazer, só decidirei logo após terminar essa fase”. “Logo após concluir o médio vou me mudar para outra cidade, talvez Belém, e me formar em medicina na área de neurocirurgião ou direito, caso não passar no concurso para estagiar em banco ou na PM”.

Alguns alunos foram perguntados se seus próprios pais os incentivavam a estudar, sobre isso três foram interrogados e responderam da seguinte maneira: “Sim, eles me dizem para continuar a estudar sempre e me esforçar para que eu não sofra futuramente, e que eu me forme para que eu possa realizar meus sonhos como profissional e ser alguém na vida”. “Toda a minha família me incentiva muito, as vezes me dá preguiça e desanimo, mas por causa deles eu sempre continuo, eu não conseguiria se não fosse por eles, acho que já teria desistido”.

“Eles me ajudam muito com conselhos, apesar das dificuldades do ensino médio, eu me esforço para que alcance meu objetivo, muito devo a meus pais”. Sobre os meios de transporte usados pelos alunos na ida para a escola, eles responderam diretamente, já que todos são alunos da Zona Urbana: “As vezes vou de moto, a maioria das vezes vou a pé. Para min tanto faz. Meu objetivo e chegar a sala de aula. Minha escola fica perto de casa, não é tão longe”.

“vou a pé, pois não tenho meio de transporte (moto, carro ou bicicleta), e a escola não dispensou ônibus para os alunos que moram próximos, isso vai apenas para alunos que moram bem distantes como os que estão na Zona Rural”. “Eu tenho transporte próprio, sempre vou de moto e dou carona para os meus colegas”. “A distância sobre de minha casa para escola, não sei especificar quantos quilometro são, mas, são cinco quadras da minha casa para a escola”.  "São dois quilômetros percorridos da escola até minha casa quando não pego atalhos”. “Eu percorro dois quilômetros, acho perto, porque sempre venho de moto”.

Essas foram as perguntas feitas aos alunos do ensino médio na escola Melvin Jones sobre o que eles achavam e pensavam do seu desenvolvimento durante a sua vida escolar e qual era o raciocínio de cada um em relação ao que faziam na escola, pode se fazer sim, uma análise crítica de tudo o que acham, apesar de suas dificuldades todos se mostram firmes no proposito a que se encontram, tendo em vista que nenhum dos entrevistados tem planos de abandonar os estudos.

5.1 Entrevista realizada com os professores da Escola Melvin Jones

Seguem-se as perguntas relacionadas aos fatores que levam os alunos e evadir-se das escolas, para adquirir essas informações, foram entrevistados os docentes da rede de ensino, a fim de obter as informações sobre qual seria o pensamento deles em relação a esse fato, primeiramente como eles avaliavam o aprendizado dos alunos em meio a tantas dificuldades, motivos, e qual a ideia para melhorar o aprendizado a estrutura das escolas e a recepção estudantil, a fim de evitar a evasão escolar.

Sobre o aprendizado dos alunos e suas dificuldades 1° “As avaliações são diversificadas, classificadas em trabalhos, provas, seminários, produções textuais. O aprendizado dos docentes não é o esperado. A maioria dispensa para o estudo o período que está em sala”. “Através de trabalhos em classe e extraclasse mediante o uso de recursos tecnológicos, livros didáticos além de provas avaliativas e participação do educando no conteúdo proposto”.

Sobre a Evasão Escolar: O trabalho que eles adquirem durante sua estadia na escola é um dos principais fatores. Muitos já são pais e necessitam do emprego como única fonte de renda. Outros são desestimulados pela estrutura escolar (estrutura física e falta de professores que o estado não contrata). “Falta de compromisso familiar em relação às crianças e adolescentes. No quadro adulto a diversos fatores tais como trabalho, família, agregado ao estresse de cada dia”.

Sobre materiais nas escolas: Não. Nem o básico, falta quase tudo. “Livros para algumas matérias; lusas e quadros melhores; o professor muitas vezes tem que se virar para conseguir ferramentas para o trabalho e até as provas os alunos estão pagando para tirar as copias”. “A educação pública investe em livros didáticos e deixa outras ferramentas viáveis ao ensino de lado, isso faz com que o aluno desenvolva pouco o aprendizado, assim há pouco investimento em materiais escolares”.

Sobre a influência da falta de materiais: 1° “Vivemos em uma sociedade em que visam que a aprendizagem está diretamente ligada a escola, sendo que há diversos recursos que auxilia no ensino da aprendizagem, sendo que os alunos que se destacam estudam fora da escola”. “Sim. Influencia, no caso aqui na cidade de Uruará, não há outra escola, de ensino médio para que eles mudem e tenham outras opções além do que já foi predito”.

Sobre o que poderia ser feito para melhorar a educação: 1° “Investimentos na estrutura física; mais incentivos aos alunos de modo diferente que não seja pela tevê ou internet, mas com palestras e coisas semelhantes e melhores salários para os professores”. Muitos desistem porque vem para a escola várias vezes e não encontram seus mestres”. “Sensibilizar a família que a educação é fundamental para o futuro da cidade, são poucos que ponderam isso, acham que o aluno lendo e escrevendo é o bastante, mas tudo vai bem, além disso, e a base para o aluno, sem dúvida não é a escola, mas sua família”.

Sobre o motivo dos evasivos voltarem às aulas, necessidade de leitura ou diploma para adesão no mercado de trabalho: 1° "Quando os adolescentes não visam a importância do ensino, buscam o mercado de trabalho, se deparam com uma barreira, por isso voltam a escola, pois o mercado exige diploma para visto em várias modalidades de trabalho”. “Eles se deparam com a exigência do mercado pelo diploma e pelos cursos especialistas, então, o adolescente que deixou a escola no quarto ano do ensino fundamental ou no primeiro ano do ensino médio é dispensado, pois sem o currículo de alguém que tem experiência, ele jamais será aceito num mercado competitivo onde apenas os mais preparados conseguem, assim, sem opções de fuga, retornam à escola para continuar”.

Relação entre aluno e professor: 1° “Não tenho problemas de relacionamento com meus alunos, Gosto do meu trabalho apesar das dificuldades; e eles me entendem bem”. “esse fator depende muito da postura do educador, se o mestre dá bom exemplo aos seus educandos eles o observarão, e a partir daí, tirara suas perspectivas, se o professor merece ou não seu respeito, mas se o docente é um fanfarrão, alheio a sala, ausente, tirador de piadas fora do contexto, bajulador, passa horas ao celular, os alunos começarão a pegar pelo pé e, começam aluno e professor se falar mal, e o relacionamento vai de agua a baixo”.

Métodos usados para segurar o aluno em sala e ter gosto pelas aulas: 1° “nas aulas de língua portuguesa trabalhamos com seminários diversos. Os alunos produzem parodias, poemas, teatros, aulas práticas ao ar livre em outras matérias como História, Química e Estudos das Ciências, a percepção no aprendizado deles é maior e o desempenho melhor, e as aulas se tornam menos cansativas como aquela de consultar sempre o livro didático”.

“O uso de tecnologia (computador, celular, tevê, vídeo game, cinema em sala, DVDS. Pen drive...) Pois os alunos nos dias de hoje convivem com isso nasceram com isso, então, não se deve restringir aso métodos antigos no qual eles podem se mostrar enfadonhos, por essa razão, os órgãos estudantis tem que investir mais nesses itens, em salas de informáticas e internet com mais qualidade, tabletes para o ensino, note pads, quadros eletrônicos e muitos outros itens relacionados, pois o educando, sem dúvida, tem mais acesso ao aparelho que o livro didático”.

Sobre a faixa etária de alunos - esforço nos estudos entre os mais novos e os adultos: 1° “Os mais novos buscam conquistar o mercado e bons empregos; fazer uma boa faculdade, até mesmo fora do país e garantir um futuro melhor. Os adultos, em sua maioria querem conquistar o Ensino Médio já que perderam tempo no passado por terem abandonado os estudos, poucos pensam em faculdade.  “O esforço, em geral, não se mede por faixa etária. “Geralmente são outros contextos que influenciam nisso, os maios novos tem mais tempo e liberdade enquanto os adultos, já com família grande; contas a pagar; doenças entre familiares; moradia em Zona Rural tem poucas opções e muita vontade”.

6. Conclusão

A observação feita com as variadas perguntas e respostas sobre o que pensam alunos e professores sobre o ensino e as causas da evasão escolar, foi pratica e entusiasta, pois pôde se chegar a um consenso, sobre o que pondera cada um nas suas ideias. Tudo o que foi observado em sala de aula, e fora dela, o modo como os alunos interagem e convive com seus mestres, a maneira deles agirem e lutarem por um bem comum, engloba tudo o que um pedagogo tem que adquirir para saber criar novos rumos à educação.

Pois quando se trata de motivos pela qual se dá e saída dos estudantes da escola, os novos gestores e condutores tem sim que saber inovar, e é apenas ouvindo que se pode saber o que fazer. É importante que o professor conheça bem seus alunos para que assim se possa vasculhar por novos métodos de ensino baseado no que se vê em sala de aula, par que eles tenham mais ao amor aos livros e aos lápis.

Uma das propostas para alunos do ensino médio é investir mais neles; no que eles pensam e no que eles fazem levar o aluno a pesquisas de campo; sair da sala e fazer a aula prática; coisas que eles se engajem com carinho nos estudos, pois com atividades inovadoras, o mutismo é quebrado e o aprendiz, seja ele de qualquer fase escolar, terá mais um diferencial no modo como se aprende da teoria para a pratica, daquilo que se estuda.

O Novo Ensino Médio está aí, e essa proposta veio para que se aumente o crescimento de todos em relação a outros países. Para que os mais de 20 milhões de estudantes possam escolher o que querem estudar. É isso que se tem que fazer dar opções de escolha a eles, fazer perguntas aos mesmos sobre o que eles gostariam de mudar, dar a eles a oportunidade de incrementar o próprio ambiente que lidam todo dia.

7. Referências

http://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/109224/lei-de-diretrizes-e-bases-lei-9394-96#art-2

SILVA, Arlete Vieira da. O processo de exclusão escolar numa visão heterotrófica. In: Revista Perspectiva. V. 25, nº 86, Erechim, junho 2000, p. 1-28.

OLIVEIRA, Marta Kohl de. Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem

BRANDÃO, Zaia et alii. O estado da arte da pesquisa sobre evasão e repetência no

Ensino de 1º grau no Brasil. In Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. 64, Nº 147, maio/agosto 1983, p. 38-69.

CUNHA. Conceição Maria da. Introdução – Discutindo Conceitos Básicos. In: SEED- MEC. Salto para o futuro. Educação de Jovens e Adultos. Brasília, 1999.

http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/04/05/lei-regulamenta-obrigatoriedade-de-matricula-na-rede-escolar-a-partir-dos-4-anos.htm

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17ª. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. 184 p. Opinião – Guiomar Namo de Mello (www.estudandoeducacao.com).

CERQUEIRA, C.A. Determinação de fatores ligados às taxas de distorção idade/série, taxa de evasão escolar e taxa de repetência. In: RIOS-NETO e RIANI (Org.). Introdução à Demografia da Educação. Campinas: ABEP, 2004.

AZEVEDO, Francisca Vera Martins de. Causas e consequências da evasão escolar no ensino de jovens e adultos na escola municipal “Expedito Alves”. Disponível em: http://webserver.falnatal.com.br/revista_nova/a4_v2.

ARROYO, Miguel G. da. Escola coerente à Escola possível. São Paulo: Loyola, 1997 (Coleção Educação popular – nº 8.).

OLIVEIRA, M. J. C. de. Trajetórias escolares de alunos trabalhadores do ensino médio noturno – o significado da volta à escola. 238p. Dissertação (Mestrado em Educação). Belo Horizonte, Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, 1994.

BRANDEN, N. Autoestima no Trabalho: como as pessoas confiantes e motivadas constroem organizações de alto 187 desempenhos. (Trad. Maria Luiza Brilhante de Brito). Rio de Janeiro: Campus, 1999. 141 p.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: história, geografia. Brasília: MEC/SEF, 1997. 166p.

RIBEIRO, V. M. (Org.). In: Educação de Jovens e Adultos: novos leitores, novas leituras. São Paulo: Ação Educativa; Campinas: Mercado das Letras, 2001, p. 1-44.

CÉSAR, C. C., SOARES, J. F. Desigualdades acadêmicas induzidas pelo contexto esc.

8. Apêndices

APÊNDICE A - QUESTIONÁRIO DE PERGUNTAS PARA OS PROFESSORES

Esclarecimento: O questionário de perguntas abaixo é parte de uma pesquisa referente ao Trabalho de Conclusão de Curso de Pedagogia da faculdade Unicic do Mato Grosso. Dados feitos sem referências de nomes na escola Melvin Jones.

1. Como você avalia o aprendizado dos alunos em meio a tantas dificuldades?
2. Em sua opinião, o que tem causado a evasão escolar?
3. Os órgãos públicos têm dispensado material em abundancia para as escolas?
4. A falta de material influencia no aprendizado do aluno, e por não aprender mudam de escola?
5. Em sua opinião, o que poderia ser feito para melhorar a educação?
6. Por qual motivo os evasivos voltam às aulas, necessidade de leitura ou por que o mercado pede diploma para empregos?
7. A relação aluno e professor tem sido boa?
8. O professor influencia na estadia ou não do aluno na escola?
9. Atualmente, qual método inovador tem sido usado para que os alunos tenham gosto pelas aulas?
10. Qual faixa etária por alunos se esforçam mais nos estudos, os mais novos ou os adultos? Por quê?

APÊNDICE B - QUESTIONÁRIO PERGUNTAS PARA OS ALUNOS

Esclarecimento: O questionário de perguntas abaixo é parte de uma pesquisa referente ao Trabalho de Conclusão de Curso de Pedagogia feito aos alunos da Escola Melvin Jones. Dados sem referências de nomes nem citações.

1. Porque qual motivo você deixou a escola?
2. O que acha dos livros didáticos?
3. Em sua opinião o que falta para melhorar a educação?
4. Qual o motivo que lava a evasão escolar em sua opinião?
5. O que você espera do estudo para o futuro?
6. Qual a maior dificuldade que você vem enfrentando no ensino médio?
7. O que você pretende fazer depois do ensino médio?
8. Seu pai te incentiva a estudar?
9. Qual meio de transporte você utiliza para ir até a escola?
10. Qual a distância entre sua casa e a escola?


Publicado por: Mesaque Araujo Borges

DEIXE SEU COMENTÁRIO
PUBLICIDADE
  • SIGA O BRASIL ESCOLA
Monografias Brasil Escola