Whatsapp

A INTERVENÇÃO PSICOPEDAGOGICA NA EDUCAÇÃO ESCOLAR

Pedagogia

Papel do psicopedagogo que poderá auxiliará os educandos e profissionais de ensino dentro das escolas ou em clinicas especializadas no atendimento de crianças e jovens a superarem ou amenizarem suas dificuldades e ou transtornos de aprendizagem.

índice

1. RESUMO

O objetivo deste estudo é demonstrar quão relevante e indispensável para formação escolar dos alunos é o papel do psicopedagogo que poderá auxiliará os educandos e profissionais de ensino dentro das escolas ou em clinicas especializadas no atendimento de crianças e jovens a superarem ou amenizarem suas dificuldades e ou transtornos de aprendizagem. O psicopedagogo é o profissional capacitado para intervir, mediar e aconselhar tanto educandos quanto professores, pois sua formação lhe permite exercer trabalhos tanto na parte clínica, analisando e colaborando com o tratamento de síndromes que envolvam a parte cognitiva dos educandos, quanto institucional, no qual atuará auxiliando alunos com algum grau de  dificuldade em aprender, por ter uma visão apurada quanto as necessidades dos alunos, podendo desenvolver trabalhos que favoreçam e simplifiquem a aprendizagem dos educandos, além de ter um olhar mais sensível quanto às demandas enfrentadas pelos educadores, torna-se indispensável em todos os setores relacionados a aprendizagem e educação. Desta maneira a Psicopedagogia Clinica e Institucional, exerce importante papel durante o desenvolvimento escolar de crianças e jovens que apresentarem dificuldades para aprender ou até mesmo desvio de comportamento. O Psicopedagogo é o profissional reconhecido não só institucionalmente, mas também em vários seguimentos da educação e onde se faça necessário obter qualquer treinamento e intervenção especializada que envolva educação e se faça necessário a presença deste profissional, pela importância que tem na ação interativa junto as pessoas, professores e alunos de forma a completar o ciclo de aprendizagem seja em escolas, hospitais, ongs ou outras instituições.

Palavras-chaves: Intervenção- Psicopedagogia Clinica e Institucional-Escola.

THE PSYCHOPEDAGOGIC INTERVENTION IN SCHOOL EDUCATION.

Abstract

The purpose of this study is to demonstrate how relevant and indispensable for students' school education is the role of the psycho pedagogue that can assist students and professionals in teaching in schools or in clinics specialized in the care of children and young people to overcome or mitigate their difficulties and learning disorders. The psychopedagogue is the professional qualified to intervene, mediate and advise both learners and teachers, since their training allows them to carry out work both in the clinical part, analyzing and collaborating with the treatment of syndromes that involve the cognitive part of the students, and institutional, in which will act to assist students with some degree of difficulty in learning, to have an accurate view of the needs of the students, and to develop works that favor and simplify the learners' learning, besides having a more sensitive view of the demands faced by educators, is indispensable in all sectors related to learning and education. In this way the Clinical and Institutional Psychopedagogy plays an important role during the school development of children and young people who present difficulties to learn or even misbehave. The Psychopedagogue is the professional recognized not only institutionally, but also in several segments of education and where it is necessary to obtain any specialized training and intervention that involves education and that it is necessary the presence of this professional, for the importance that it has in the interactive action with the people, teachers and students in order to complete the learning cycle in schools, hospitals, NGOs or other institutions.

Keywords: Intervention- Clinical and Institutional-School Psychopedagogy.

2. INTRODUÇÃO

Psicopedagogia é a área do conhecimento que estuda como as pessoas constroem o conhecimento. Em outras palavras, busca decifrar como ocorre o processo de construção do conhecimento nos indivíduos. Assim, ela se propõe a: identificar os pontos que possam, porventura, estar travando essa aprendizagem; atuar de maneira preventiva para evitá-los e, ainda, propiciar estratégias e ferramentas que possibilitem facilitar esse aprendizado.

A  Psicopedagogia busca na psicologia, psicanálise, psicolinguística, neurologia, psicomotricidade, fonoaudiologia, psiquiatria, entre outros, o conhecimento necessário para aprender como se dá o processo de aprendizagem nos indivíduos.

É preciso, em tempo, desfazer o equívoco de que a psicopedagogia é a fusão da pedagogia com a psicologia, ou vice-versa. Ela vai além dos conhecimentos específicos de ambas as áreas, como dissemos anteriormente.

Atualmente a psicopedagogia se divide em: Psicopedagogia Clínica e Psicopedagogia Institucional.

Segundo BOSSA (2000), os primórdios da Psicopedagogia ocorreram na Europa, ainda no século XIX, evidenciada pela preocupação com os problemas de aprendizagem na área médica.

A Psicopedagogia é um campo de estudo que propõe a coordenar conhecimentos e princípios de diferentes Ciências Humanas, tais com a Psicologia, a Psicanálise, a Filosofia, a Psicologia, a Pedagogia, a Neurologia, entre outros tendo como objetivo obter ampla compreensão sobre os variados processos envolvidos no aprender humano. Esta área do conhecimento se preocupa com questões pertinentes ao desenvolvimento cognitivo, psicomotor e afetivo, que estão compreendidas na aprendizagem. Portanto, explica Santos (2010), é uma profissão que nasce de uma proposta de interdisciplinaridade.

Segundo Porto (2006 p.107) “A psicopedagogia é uma área de estudo nova, voltada para o atendimento de sujeitos que apresentam problemas de aprendizagem.” (...) Ainda conforme cita Porto, “cabe à Psicopedagogia o objetivo de resgatar uma visão mais globalizante do processo de aprendizagem e dos problemas desses processos”. Percebe-se, desta maneira, a importância profissional de psicopedagogia dentro das instituições como um dos grandes alicerces que seguram a educação e o desenvolvimento psicossocial dos indivíduos.

3. PSICOPEDAGOGIA  INSTITUCIONAL

A Psicopedagogia institucional acontece nas escolas e tem por objetivo prevenir as dificuldades de aprendizagem e, consequentemente, o fracasso escolar. Atualmente, em função do novo contexto educacional do ensino regular que recebe as crianças com necessidades educacionais especiais, a Psicopedagogia tem papel importante auxiliando os professores, os pais e a equipe escolar no trabalho com a inclusão, pois entendemos que somente conceder a vaga à criança com necessidades especiais não é suficiente (BOSSA, 2000 o Psicopedagogo institucional dá assistência aos professores e a outros profissionais da instituição escolar para melhoria das condições do processo de ensino-aprendizagem, assim como para prevenção dos problemas de aprendizagem. Utilizando de técnicas e métodos próprios, possibilita a intervenção Psicopedagógica visando à solução de problemas de aprendizagem em espaços institucionais. Juntamente com toda a equipe escolar procura construir um espaço adequado às condições de aprendizagem e consequentemente evitando comprometimentos.

Dentre as atribuições da psicopedagogia institucional, destacam-se:

1- Participação na dinâmica das relações da comunidade educativa a fim de favorecer o processo de aprendizagem, respeito, compartilhamento com outras pessoas, facilita a interatividade a integração, e troca.

2- Orientações metodológicas de acordo com as características dos indivíduos e grupos.

3- Realização do processo de orientação educacional, vocacional e ocupacional, tanto na forma individual quanto em grupo. 

4- Contribuição com as relações, visando à melhoria da qualidade das relações inter e intrapessoais dos indivíduos de toda a comunidade escolar.

5-Desenvolvimento de projetos socioeducativos, a fim de resgatar valores e autoconhecimento.

6- Desenvolvimento de ações preventivas, detectando possíveis perturbações no processo de ensino- aprendizagem.

3.1. PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA

Segundo Jossandra Barbosa em matéria para revista educacional Psicopedagogiando: “A psicopedagogia é uma área do conhecimento (pois ainda não é considerada uma ciência) que abrange outras áreas como psicologia, pedagogia, linguagem, psicanalise, dentre outras, para obter uma compreensão do processo de aquisição e construção da aprendizagem humana. ”Em sua busca pelo entendimento da aprendizagem humana, a psicopedagogia , tornou-se uma alternativa para os problemas que ocorrem na construção dos saberes.

Aprender de forma sistemática não é algo fácil. Exige equilíbrio entre o pisco e biológico humana. A desorganização em um destes aspectos provoca, o que chamamos, distúrbios, transtornos ou apenas dificuldades de aprendizagem.

O psicopedagogo clínico é um profissional licenciado preparado para atender crianças e adolescentes com dificuldades no processo de aprendizagem. O seu trabalho pode ter um caráter preventivo ou interventivo (avaliação, diagnóstico e intervenção). Durante o processo de diagnóstico procura compreender as mensagens, muitas vezes implícitas, sobre os motivos que levam os pacientes a obterem resultados insuficientes ao esforço aplicado em sua busca pela aprendizagem. O profissional formado em psicopedagogia clinica irá se empenhar para identificar as causas dos problemas de aprendizagem utilizando recursos próprios da Psicopedagogia: como Provas operatórias (Piaget), provas projetivas (desenhos), EOCA (Entrevista Centrada na Aprendizagem), anamnese (entrevista realizada com os familiares para saber sobre a história de vida do paciente), sessões lúdicas, sempre com olhar e escuta atentos a tudo e a todos os movimentos do paciente.

O profissional em psicopedagogia pode atuar em três dimensões: clínico individual, grupal e institucional. A área institucional não se limita às escolas, mas também universidades, empresas e hospitais. Dessa maneira os trabalhos psicopedagógicos não se restringem apenas a assistência ao problema, mas também, a prevenção e a promoção da saúde, ou seja, desenvolvem atividades com professores, alunos, sujeitos hospitalizados ou em instituições afins para evitar que alguma dificuldade de aprendizagem se instale, além de promover processos de humanização e aprendizagem nos ambientes hospitalares. No ambiente hospitalar o psicopedagogo pode atuar em quatro tipos de campos diferentes: nível hospitalar ambulatorial; nível hospitalar das internações; nível hospitalar administrativo e nível hospitalar da brinquedoteca ou classe hospitalar.

3.2. A IMPORTÂNCIA DO PSICOPEDAGOGO NA ESCOLA

O QUE É A ESCOLA?

Entende-se por escola a instituição que se dedica ao processo de ensino e aprendizagem entre alunos e docente. A escola é uma das instituições mais importantes na vida de uma pessoa, talvez também como uma das primordiais da família, já que na atualidade se estabelece que uma criança faça parte da escola desde a sua infância para finalizar aproximadamente na idade adulta.

A escola é considerada por excelência o veículo de difusão do conhecimento e espaço onde ocorre o desenvolvimento sócio cognitivo dos indivíduos. Como instituição social tem a incumbência de garantir aos que nela ingressam a construção saudável de saberes e competências necessárias para o enfrentamento dos desafios que a atual sociedade lhes apresenta. Entretanto, a escola de hoje se depara com sérios entraves que a impede de ser lócus principal no processo de desenvolvimento do sujeito, sobretudo das crianças com dificuldades de aprendizagem. À ineficiência da escola e dos professores diante dos problemas de aprendizagem sugere especialmente aos educadores a busca por uma formação que lhes permita uma compreensão global do sujeito em processo de aprendizagem (BEUCLAIR, 2004, p. 76).

O Psicopedagogo é o profissional indicado para assessorar e esclarecer a escola a respeito de diversos aspectos do processo de ensino-aprendizagem e tem uma atuação preventiva. Na escola, o psicopedagogo poderá contribuir no esclarecimento de dificuldades de aprendizagem que não têm como causa apenas deficiências do aluno, mas que são consequências de problemas escolares. Seu papel é analisar e assinalar os fatores que favorecem, intervêm ou prejudicam uma boa aprendizagem em uma instituição. Propõe e auxilia no desenvolvimento de projetos favoráveis às mudanças educacionais, visando evitar processos que conduzam às dificuldades da construção do conhecimento

Gilca Lucena Kortmann, vice-presidente da unidade do Rio Grande do Sul da Associação Brasileira de Psicopedagogia e coordenadora de Graduação e Pós-Graduação em Psicopedagogia do Centro Universitário La Salle (Unilasalle Canoas), explica a importância o do papel desempenhado pelo psicopedagogo na escola. “Ele entra para ajudar a observar os processos de construção do conhecimento e favorecer a aprendizagem daqueles que precisam desenvolver competências e que, muitas vezes, não conseguem fazê-lo só com a ajuda dos professores”

O papel do psicopedagogo escolar é muito importante e pode e deve ser pensado a partir da instituição, a qual cumpre uma importante função social que é socializar os conhecimentos disponíveis, promover o desenvolvimento cognitivo, ou seja, através da aprendizagem, o sujeito é inserido, de forma mais organizada no mundo cultural e simbólico que incorpora a sociedade. Para tanto, prioridades devem ser estabelecidas, dentre elas: diagnóstico e busca da identidade da escola, definições de papéis na dinâmica relacional em busca de funções e identidades, diante do aprender, análise do conteúdo e reconstrução conceitual, além do papel da escola no diálogo com a família.

De acordo com a Associação Brasileira de Psicopedagogia,1996. Os psicopedagogos devem seguir certos princípios éticos que estão condensados no    Código de Ética, da profissão e que regulamenta as seguintes situações:

 ·os princípios da Psicopedagogia;

· as responsabilidades dos psicopedagogos;

· as relações com outras profissões;

· o sigilo;

· as publicações científicas;

· a publicidade profissional;

· os honorários;

· as relações com a educação e saúde;

· a observância e cumprimento do código de ética; e

· as disposições gerais.

Dentre algumas responsabilidades atribuídas aos psicopedagogo segundo o Código de Ética estão:

Artigo 1º

A Psicopedagogia é um campo de atuação em Educação e Saúde que se ocupa do processo de aprendizagem considerando o sujeito, a família, a escola, a sociedade e o contexto sócio-histórico, utilizando procedimentos próprios, fundamentados em diferentes referenciais teóricos.

Parágrafo1º

A intervenção psicopedagógica é sempre da ordem do conhecimento, relacionada com a aprendizagem, considerando o caráter indissociável entre os processos de aprendizagem e as suas dificuldades.

Parágrafo2º

A intervenção psicopedagógica na Educação e na Saúde se dá em diferentes âmbitos da aprendizagem, considerando o caráter indissociável entre o institucional e o clínico.

Artigo,2º

A Psicopedagogia é de natureza inter e transdisciplinar, utiliza métodos, instrumentos e recursos próprios para compreensão do processo de aprendizagem, cabíveis na intervenção.

Artigo3º

A atividade psicopedagógica tem como objetivos:

a) promover a aprendizagem, contribuindo para os processos de inclusão escolar e social;

b) compreender e propor ações frente às dificuldades de aprendizagem;

c) realizar pesquisas científicas no campo da Psicopedagogia;

d) mediar conflitos relacionados aos processos de aprendizagem.

Artigo 4º

O psicopedagogo deve, com autoridades competentes, refletir e elaborar a organização, a implantação e a execução de projetos de Educação e Saúde no que concerne às questões psicopedagógicas.etc.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Dentre outros artigos e intens.

3.3. PROBLEMAS  E TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM

A crença de que os problemas de aprendizagem eram causados por fatores orgânicos perdurou por muitos anos e determinou a forma do tratamento dada à questão do fracasso escolar até bem recentemente, (BOSSA,2000).

A idade escolar é sem dúvida uma das fases mais importantes no desenvolvimento da criança, onde ela aprenderá a ler e escrever, a socializar-se com os outros e seguir regras e conceitos, que contribuirão para seu desenvolvimento psicossocial. Os problemas de aprendizagem que podem ocorrer tanto no início como durante o período escolar surgem em situações diferentes para cada aluno, o que requer uma investigação no campo em que eles se manifestam. (JOSÉ,2004,p.17)

Por outro lado, há dentro das instituições escolares, centenas de crianças que apresentam algum tipo de  transtorno ou dificuldade em conseguir assimilar o que lhe é ensinado, e até mesmo dificuldade de se comunicar ou de interagir com os demais, o que pode causar grandes frustrações nos educandos que apresentam tais características se não forem ajudados por um profissional capacitado para lhes auxiliar.

Problemas de aprendizagem podem ser detectados em crianças a partir dos 5 anos de idade e constituem uma grande preocupação para muitos pais, já que afetam o rendimento escolar e as relações interpessoais dos seus filhos.

Uma criança com dificuldades de aprendizagem, pode ter um nível normal de inteligência, de acuidade visual e auditiva. É uma criança que se esforça em seguir as instruções, em concentrar-se, e portar-se bem em sua casa e na escola. Sua dificuldade está em captar, processar e dominar as tarefas e informações, e logo a desenvolvê-las posteriormente. A criança com esse problema não pode fazer o que outros com o mesmo nível de inteligência podem conseguir. Conforme descreve, PEDRO JOSÉ DA SILVA FILHO,em seu artigo sobre: O Psicopedagogo e as intervenções nas dificuldade de aprendizagem:

“As causas do não aprender pode ser desenvolvidas de várias maneiras, tais como: estruturas familiares mais adequadas de acordo com a necessidade de cada criança e/ou adolescentes no lar, as dificuldade de leituras e escritas, a dislexia, além disso, às vezes ocorre a falta de professores sem capacitação habilitada para desenvolver nas crianças e/ou adolescentes metodologias eficientes para que possam despertar neles o interesse pelo saber nas diversas áreas dos campos do conhecimento humano”. Santos et. al (2009) aponta que atualmente, a política educacional prioriza a educação para todos e a inclusão de alunos que, há pouco tempo, eram excluídos do sistema escolar, por portarem deficiências físicas, cognitivas ou dificuldade de aprendizagem. Na década de 1970 e 1980, muitas crianças eram reprovadas sucessivamente da escola, chegando até a evasão. Segundo Carneiro, Martinelli e Sisto,(2003,p.149).

3.4. DESPREPARO DOS PROFESSORES FRENTE CRIANÇAS COM  PROBLEMAS OU DISTURBIOS  DE APRENDIZAGEM

O termo 'dificuldade de aprendizagem' começou a ser usado na década de 60 e até hoje - na maioria das vezes - é confundido por pais e professores como uma simples desatenção em sala de aula ou 'espírito bagunceiro' das crianças. Mas a dificuldade de aprendizagem refere-se a um distúrbio - que pode ser gerado por uma série de problemas cognitivos ou emocionais - que pode afetar qualquer área do desempenho escolar. A deficiência motora apareceu como a segunda mais relatada pela população: mais de 13,2 milhões de pessoas afirmaram ter algum grau do problema, o que equivale a 7% dos brasileiros. A deficiência motora severa foi declarada por mais de 4,4 milhões de pessoas. Destas, mais de 734,4 mil disseram não conseguir caminhar ou subir escadas de modo algum e mais de 3,6 milhões informaram ter grande dificuldade de locomoção.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2010, atualizados em 2012,[...] Cerca de 9,7 milhões declaram ter deficiência auditiva (5,1%). A deficiência auditiva severa foi declarada por mais de 2,1 milhões de pessoas. Destas, 344,2 mil são surdas e 1,7 milhão de pessoas têm grande dificuldade de ouvir. A deficiência mental ou intelectual foi declarada por mais de 2,6 milhões de brasileiros. Fonte:IBGE,(2012).

Mesmo nos dias atuais, a falta de preparo dos de professores e gestores em lidar com alunos que tenham necessidades especiais é gigantesca, pois muitos destes professores, não sabem como lidar com tal situação, e muitos não conseguem fazê-lo por conta do grande número de alunos por classe, o que dificulta o trabalho do educador, pois não tem como dar atenção a um determinado caso, tendo mais de 25 crianças em cada sala de aula.

O direito das pessoas com deficiência à matrícula em classes comuns do ensino regular é amparado no artigo 205 da Constituição Federal, que prevê “a educação como direito de todos, dever do Estado e da família, com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. A Carta Magna também  garante, no artigo 208, o direito ao atendimento educacional especializado.

De acordo com Bueno (1999), “dentro das atuais condições da educação brasileira, não há como incluir crianças com necessidades educativas especiais no ensino regular sem apoio especializado, que ofereça aos professores dessas classes, orientação e assistência”.

A formação de professores é um aspecto que merece ênfase quando se aborda a inclusão. Muitos dos futuros professores sentem-se inseguros e ansiosos diante da possibilidade de receber uma criança com necessidades especiais na sala de aula. Há uma queixa geral de estudantes de pedagogia, de licenciatura e dos professores: “Não fui preparado para lidar com crianças com deficiência” (LIMA, 2002, p.40).

Mesmo com todos os avanços de projetos político-pedagógicos, muitas instituições de ensino ainda não implementaram ações que favoreçam a formação de seus professores para trabalharem com a inclusão ou com casos de problemas relacionados com a aprendizagem por motivos de distúrbios e ou psicológicos..Para tanto, é importante que eles compreendam o contexto sócio histórico da exclusão e o da proposta de inclusão. Além disto, que possuam o domínio básico de conhecimentos que os auxiliem a se aproximarem das pessoas com deficiência, no sentido de integrarem com elas, obtendo assim subsídios para atuarem pedagogicamente (LIMA, 2002, p.122).

Dados do Ministério da Educação (MEC) revelam que também houve um aumento de 198% no número de professores com formação em educação especial. Em 2003, eram 3.691 docentes com esse tipo de especialização. Em 2014, esse número chegou a 97.459.

3.5. A INTERVENÇÃO PSICOPEDAGOGICA  NA EDUCAÇÃO ESCOLAR

O psicopedagogo é o profissional que auxilia aqueles indivíduos que sofrem dificuldade de aprendizado e sentem-se  impedidos para o saber, auxilia e colabora com pessoas que demostrem alguma dificuldade ou    transtornos de aprendizagem, reintegra o sujeito da aprendizagem a uma vida escolar e social tranquila, bem como a uma relação mais afetiva consigo e com o outro, leva o indivíduo ao reconhecimento de suas potencialidades; auxilia o indivíduo no reconhecimento dos limites e como interagir diante deles e a (re) significar conceitos que influenciam o indivíduo no movimento do aprender.( Luciane Nogueira Pinto,  04/11/2010). A Psicopedagogia conta presentemente com duas fortes tendências de ação, sendo a de caráter clínico e a de caráter preventivo. A atuação clínica caracteriza-se por ter a finalidade de reintegrar o sujeito com problemas de aprendizagem ao processo. Tal ação usualmente se dá em consultórios e hospitais, possuindo uma conotação mais individualizada. Já a atuação preventiva tem a meta de refletir e discutir os projetos pedagógico-educacionais, os processos didático-metodológicos e a dinâmica institucional, melhorando qualitativamente os procedimentos em sala de aula, as avaliações, os planejamentos e oferecendo assessoramento aos professores, orientações etc. (FAGALI ET AL, 1993).

Uma parceria entre escola e psicopedagogos torna-se essencial na identificação de casos que precisam de um atendimento terapêutico especializado. Às vezes, com algumas intervenções executadas na hora certa, torna-se possível modificar algum quadro que, do contrário, poderia transformar-se em algo mais grave. (NASCIMENTO, 2013).

A psicopedagogia institucional, na figura do psicopedagogo (a), possui um papel muito importante no sentido de cuidar de todos os processos de aprendizagem que acontecem no interior da escola. Isto significa dar conta dos processos de aprendizagens docentes e discentes, dos seus medos, preconceitos, dificuldades e facilidades que, articulados no conjunto, retratam a identidade de todo o grupo escolar (BASSEDAS, 1996, apud SILVA, 2012, pág. 04).

Segundo a  Lei 557, de 04 de dezembro de 2013: Psicopedagogia na rede pública escolar agora é Lei Federal.

”A Lei 557, de 04 de dezembro de 2013, estabelece a obrigatoriedade do psicopedagogo e do psicólogo na equipe de especialistas das escolas públicas.

Como é de âmbito federal, serve para todas as escolas públicas do país.

O projeto reflete a importância do psicopedagogo no ambiente escolar – agora, junto com o psicólogo, pode atuar de forma intensa frente às dificuldades e transtornos dos estudantes.

O primeiro parágrafo do texto estabelece que a atuação deve ser no ensino básico (fundamental) – portanto, sem contemplar, por enquanto, o ensino infantil, o ensino médio e o nível universitário.

A atenção psicopedagógica é fundamental em todas as etapas do processo de aprendizagem. Por essa razão, a ABPp, com as demais entidades de classe, continua na batalha pela ampliação da Lei, mesmo reconhecendo os primeiros avanços.

O texto original também especifica a forma de atuação dos psicopedagogos dentro das instituições: atendimento individual e em grupo, direcionado para a contexto pessoal, pedagógico, social e familiar.

A contratação é por concurso público, mas a Lei não especifica se ela deve ocorrer com os dois profissionais, psicólogos e psicopedagogos, ao mesmo tempo.”

O trabalho psicopedagógico, portanto, não se apresenta como reeducativo, mas, sim como terapêutico (uma terapia centrada na aprendizagem); não se dirige para um público específico, porque aprendentes somos todos nós, humanos: crianças, jovens, ou velhos que nos mantemos vivos e atuantes, enquanto aprendemos e ensinamos e podemos contribuir com a nossa marca para a evolução da humanidade. É possível perceber que a Psicopedagogia também tem papel importante em um novo momento educacional que é a inserção e manutenção dos alunos com necessidades educativas especiais (NEE) no ensino regular, comumente chamada inclusão.

De acordo com Nascimento (2013), o psicopedagogo em uma instituição 14 escolar, poderá desenvolver vários trabalhos, como por exemplo: ajudar os professores na elaboração dos planos de aula, objetivando a melhora no entendimento por parte dos alunos; ajudar a construir o projeto pedagógico da instituição; orientar os professores na ajuda mais efetiva de algum aluno que apresente alguma dificuldade de aprendizagem em sala de aula; realizar diagnóstico institucional, minimizando os problemas pedagógicos que estão ou que venham prejudicar o processo ensino-aprendizagem dos alunos; fazer o encaminhamento do aluno, caso necessário, para um profissional (psicólogo, fonoaudiólogo, neuropediatra etc), partindo de avaliações psicopedagógicos; conversar com os pais, colocando-os a par dos acontecimentos na escola, fornecendo orientações a respeito de alguma situação que se apresenta; auxiliar direção e profissionais da escola para que tenham bom relacionamento entre si; dialogar com o aluno (criança ou adolescente), auxiliando e orientando quando necessário; etc.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Fica evidenciada e comprovada nesta pesquisa quanto é importante e indispensável a presença de um profissional especializado em psicopedagogia, dentro das unidades escolares,  ou em clinicas e hospitais, embora o campo de atuação deste profissional seja gigantesco, atuando nas instituições escolares faz toda a diferença, pois pode direcionar com a equipe de gestão e professores todas as ações necessárias para que a pratica de ensinar e educar se tornem cada vez mais um direito realmente de todos.

Ao psicopedagogo clínico e institucional cabe avaliar o aluno e identificar os problemas de aprendizagem ou distúrbios, buscando conhecê-lo em seus potenciais construtivos e em suas dificuldades, encaminhando-o, por meio de um relatório, quando necessário, para outros profissionais - psicólogo, fonoaudiólogo, neurologista, etc. que realizam diagnóstico especializado e exames complementares com o intuito de favorecer o desenvolvimento da potencialização humana no processo de aquisição do saber.

Segundo Dembo (apud FERMINO et al, 1994, p.57), "Evidências sugerem que um grande número de alunos possui características que requerem atenção educacional diferenciada". Partindo deste contexto e considerando-se que todos somos alunos e que todos os dias estamos em processo de aprendizagem e avaliação, a figura do psicopedagogo será cada vez mais requisitada em todas as esferas e onde se necessite ensinar e aprender.

Como relata Scoz (1992), o psicopedagogo estimula o desenvolvimento de relações interpessoais, o estabelecimento de vínculos, a utilização de métodos de ensino compatíveis com as mais recentes concepções a respeito desse processo. Procura envolver a equipe escolar, ajudando-a a ampliar o olhar em torno do aluno e das circunstâncias de produção do conhecimento, ajudando o aluno a superar os obstáculos que se interpõem ao pleno domínio das ferramentas necessárias à leitura do mundo.

5. REFERENCIAS

https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/pedagogia/psicopedagogia-clinica-x-institucional-do-que-se-trata/30071.

PINTO, Silvia Amaral de Mello. Psicopedagogia: Um Portal Para a Inserção Social. 3ª Ed. Petrópolis, Vozes, 2007 p. 101-120.

COOL, Cesar. Aprendizagem Escolar e Construção do Conhecimento. Artmed. São Paulo,1994 p.50.

MACHADO, A. M.; SOUZA, M. P. R. Psicologia escolar: em busca de novos rumos. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1997.

http://www.abrapee.psc.br/noticia173.html < Acesso em: 19/08/ de 2020>.

Paiva JS. Pedagogia social, educação popular, as redes que se tecem em outro espaço educacional possível. Disponível em: www.psicopedagogia.com.br/ artigos/artigo.asp?entr ID=1175 Acesso em 12/05/2020.

https://www.portaleducacao.com.br › Home › Artigos › Educação e Pedagogia.

https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/farmacia/psicopedagogia-institucional-acao-psicopedagogica-na-empresa/50468.

https://novaescola.org.br/conteudo/886/entrevista-com-maria-cristina-mantovanini.http://www.grupopsicopedagogiando.com.br/p/psicopedagogia-clinica.html


Publicado por: Benjamim Marcelino Da Silva Junior

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do site por meio do canal colaborativo Monografias. O Brasil Escola não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do autor. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
  • Facebook Brasil Escola
  • Instagram Brasil Escola
  • Twitter Brasil Escola
  • Youtube Brasil Escola
  • RSS Brasil Escola