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História nas redes Públicas: Meios e Métodos de estudo e ensino para a formação do aluno como Cidadão- Crítico

História

Como ela é passada, quais são seus métodos de estudo e ensino para serem aplicadas.

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1. RESUMO

A matéria de história tem recebido ao longo do tempo de seu estudo, métodos para construir um entendimento do passado de uma forma mais clara e conforme as descobertas de mais informações, é possível fazer mais comparações para poder entender como foram períodos e civilizações.

Ao mesmo tempo, todo esse estudo precisa ser passado e no desenvolvimento de métodos para compreendê-la, são desenvolvidos modos de ensiná-la e por meios fácil, rápidos e tecnológicos hoje em dia isso é possível. Mas ao mesmo tempo é preciso entender o objetivo de ensiná-la e como está sendo recebida por aqueles que na instituição escolar necessitam dela para uma formação não só de conhecimento de forma superficial, mas para a formação cidadã.

Palavras-chave: Métodos de História, Educação, Aluno-Cidadão

2. INTRODUÇÃO

"Pra que estudar História? Afinal, para o que isso servirá na minha vida? Onde eu vou usar?" Uma perguntinha um tanto inconveniente que muitos professores já ouviram não importa qual ano e de qual divisão do Ensino. Sendo Fundamental ou Médio, quem não ouviu essa pergunta, certamente um dia receberá e precisará estar preparado para responder.

Mas o que leva um aluno a fazer esse tipo de pergunta e desconsiderar assim uma matéria tão valiosa e importante? Não necessariamente à matéria de História, mas também às outras (abrindo exceções, claro, para aquilo que eles geralmente gostam e se identificam, mas dificilmente sonham ou planejam seguir carreira na área).

De fato, há um preconceito e um desinteresse por parte dos alunos em relação aos estudos.

Obviamente isso não se aplica a todos, mas há sempre uma parcela que não dá importância devida à educação. Mesmo que quando pequenos, isto não parece ser algo tão assustador, porque aos poucos um aluno pode amadurecer conforme os anos do ensino. O problema é continuar nesse mesmo desinteresse e pensamento, já crescido, quase chegando à fase em que precisará pensar como adulto para tomar decisões sérias em sua vida.

A tendência é se colocar a culpa no governo por não investir em educação, nas escolas e profissionais da área. Tendo a ilusão de que se houver uma reviravolta política, tudo estaria certo. Mas não! Antes de qualquer palavra de juízo é necessária uma análise de um contexto onde estão inseridos. Porque lidar com alunos é estar lidando também com seres humanos. Dentro de uma jurisdição, cidadãos. E o que esses futuros cidadãos passam em seu convívio secular e que pode ser moldado com o apoio também de uma disciplina pouco reconhecida por eles? Aliás, o que e como ela é passada, quais são seus métodos de estudo e ensino para serem aplicadas a eles que trará um efeito certeiro em sua formação?

Não há como abordar sobre seus estudos e métodos se não houver uma motivação consequente a isso. Algo a passar e aprender para as demais pessoas e não há como falar de história sem pensar em como ela é abordada, construída e como se é possível fazer isso. São duas coisas que andam juntas

3. A CONSTRUÇÃO DA HISTÓRIA COMO DISCIPLINA E A ESCOLA NO BRASIL:

A palavra "História" se origina no antigo termo grego "historie", que significa "conhecimento através da investigação". É a ciência que estuda o homem e sua ação através do tempo. Por ela são encontradas informações sobre processos e fatos passados totalmente úteis e colaborativos para o entendimento sobre o presente.

Atualmente está dividida em 5 períodos que ajudam a organizar melhor e entender a transformação do homem e do mundo através dos séculos. Seus estudos dão a compreensão da realidade, fruto de determinadas ações antecedentes.

O conhecimento da História de um determinado objeto de estudo ou geral é possível pela 'historiografia', definida como a ciência que conta como os seres humanos fizeram história com o passar do tempo. Por ela são estudadas as épocas e estados diferentes de cada lugar, sociedade, cada fato, trazendo uma compreensão maior desses objetos de estudo.

Seus métodos têm como objetivo a coleta de informações sobre determinados acontecimentos. A historiografia possui várias fontes que permitem a estruturação minuciosa e coerente com a narrativa de um acontecimento. Se consolida como uma matéria científica pois conta com o objetivo de estudos e também com métodos e recursos podendo por eles analisar os objetos estudados.

Segundo ela, a história surge a partir do desenvolvimento da escrita. Uma invenção importante que em muito ajudou na vida e cotidiano de pessoas e das civilizações que foram a usando dentro de suas necessidades e possibilitou que elas registrassem também sua cultura, o que faziam e como eram os processos daquele lugar e época.

Embora os homens que viviam na pré-história (período antes da criação da escrita) deixassem seus registros - pinturas rupestres - o conhecimento histórico ficou mais preciso através da escrita, estando este diretamente ligado a ela. Por essa razão os registros como documentos possuem grande valor para estudiosos pois análises e reflexões são possíveis por eles.

A historiografia se consolida como uma matéria científica pois conta com o objetivo de estudos e também com métodos e recursos podendo por eles analisar os objetos de estudo. Neste sentido, algumas das questões que a historiografia procurará trazer à tona são elementos com a confiabilidade das fontes que foram utilizadas, o marco ideológico da corrente histórica analisadas. Além de tudo o que conhecemos como historiografia, essa ciência também procura entender o que é exatamente o que nos ensina a história da humanidade, qual é o objetivo do seu desenvolvimento, como podem conviver e coexistir a subjetividade e a objetividade na hora de realizar História, que é

  • que se considera um evento ou acontecimento histórico e como pode influir no meio e na compreensão de determinados fenômenos históricos.

Enquanto por um bom tempo os historiadores buscaram apenas documentos, fontes e mais fontes registradas para um assunto específico, na antiguidade os relatos históricos se originavam de vivência, de depoimentos orais recebidos no dia-a-dia e da pesquisa em outras fontes disponíveis, mesmo não sendo escritas. Uma memória pessoal, depoimentos dos que viviam na mesma época ou lendo registros escritos por outros que estavam envolvidos nos acontecimentos históricos, formava a base de produção da escrita da História.

Geralmente os escritos históricos da Antiguidade até a época moderna apresentavam temas específicos, eventos e personalidades marcantes de uma sociedade.

Na Historiografia Moderna, o Renascimento recuperou o passado greco-romano que abriu a secularização dos historiadores e os afastaram da teologia em seus estudos. Considerando a antiguidade clássica como 'Idade de Ouro', esse conceito gerou neles um enorme gosto pelas coisas antigas, entendendo-as e as utilizando naquela época. Pelos séculos 17 e 18, a pesquisa histórica sobre os gregos prosseguia e a análise dos registros ofereceram materiais críticos novos.

Voltaire foi pioneiro a publicar obras historiográficas modernas, indo contra o uso da história apenas como registro político. Com a criação do primeiro arquivo histórico nacional - possibilitado pela Revolução Francesa - que deu acesso à documentação da nobreza e da Igreja, nasceu o nacionalismo histórico.

Em um contexto em que foi totalmente útil essa descoberta, o século 19 era chamado de 'Século da História', pois os Europeus se dedicavam ao estudo e ao ensino da história por compreenderem sua importância para a formação desse sentimento nacionalista. Os governos então dessa época justificavam suas reivindicações territoriais a partir da utilização de documentos e das pesquisas históricas. Então, a formação de métodos passou a ser fundamental para o professor e pesquisador de história.

Na historiografia contemporânea, começam a aparecer as biografias das nações com o desejo de se firmarem como povo. Há uma historiografia do poder. A historiografia contemporânea se desenvolve quando os estudiosos da história são influenciados pela ideia de produzir conhecimentos fiéis aos fatos, comprovando-os através das fontes históricas disponíveis. A necessidade da comprovação dos fatos estudados resgata os arquivos de documentos e leva à criação de institutos e centros de pesquisa, museus e academias especializadas. O uso do arquivo e o desenvolvimento da pesquisa se sobrepõe à imaginação, à retórica e ao pensamento livre do historiador. Desta forma, o livro de história é modificado nele são lidas explicações vindas de um forte material empírico. Assim, a ampliação e especialização sobre o estudo do passado das sociedades, os historiadores contribuíram para o entendimento da evolução das civilizações, dos fatores que levaram é ascensão e queda dos impérios, expandindo a compreensão histórica.

A historiografia no século 19 passa a caminhar bem. Os historiadores se fixam no caráter científico da História, sendo imparciais nas fontes, reconstruindo as intenções daqueles que foram o atores principais dentro dos acontecimentos trazendo a percepção de um contexto histórico maior. Para fazer a transmissão desse conhecimento todos, o historiadores passam a usar a narração como forma precisa na elaboração de seus discursos.

Os estudos históricos abordam mais os temas políticos, militares, diplomáticos e religiosos. Nessa nova historiografia científica, gerados pelos debates realizado em torna da história sobre a oposição entre objetividade e subjetividade dela, alguns paradigmas surgem: o Positivismo, Historicismo e Materialismo Histórico. Propostas pelo historicismo alemão - que era dominante nas universidades europeias pelo século 19 e começo do 20 -, as tendências novas da história eram:

  • ênfase no relato dos acontecimentos políticos e militares e nas relações internacionais entre Estados
  • formulação de métodos específicos da disciplina

  • resistência à generalização e abstração das ciências sociais e à intromissão de qualquer dimensão social ou econômica para o entendimento do fato histórico

  • uma história política, a serviço do poder legitimado, que recusava a teoria e adotava a narrativa como fio condutor.

Nas narrativas dos historiadores desse século, as fontes passaram a ser examinadas com rigor. O documento produzia o fato único e sem repetição. Ao historiador cabia a descrição, a leitura e compreensão dos documentos e a organização da cronologia de e em quais pontos estavam relacionados.

Também no século 19, novas profissões surgem com o desenvolvimento da Ciência e do aparecimento da Sociologia, coincidindo com adoção da História como uma disciplina escolar, criando a figura do professor de História e do livro escolar com conteúdo do área. Consequentemente, o profissional da história desenvolve melhor suas atividades e há a fixação de normas para que os textos históricos sejam elaborados.

O historiador se transforma no professor, no pesquisador e no escritor que escreve a História dos povos. Diversas nações Europeias ganham uma versão particular de sua história, de sua origem e destino comuns, baseada sempre em fontes e em fatos únicos, irrepetíveis e individuais. Facilitando a leitura e o ensino, a história é dividida em Períodos que se mantêm até hoje: Pré- História, História Antiga; História Medieval; História Moderna; História Contemporânea e História nacional.

Isso trouxe um legado importante aos historiadores daquela época porque após eles a história não era mais escrita sem o uso de documento, sem uma crítica rigorosa e avaliação técnica das fontes. Por eles houve o aproveitamento de outros tipos de documentos (moedas, inscrições, monumentos, dados linguísticos).

3.1 Annales

A Escola dos Annales foi um movimento historiográfico surgido na França, durante a primeira metade do século XX.

No século 17, passando a ser notada como Ciência, a História evoluiu com métodos de escrever e pensar. Sua historiografia passou por modificações metodológicas que permitiram maior conhecimento do cotidiano do passado, pela introdução de novas fontes de pesquisa. Ainda no início do século XX, questionava-se muito sobre uma historiografia baseada em instituições e nas elites, que dava relevância a fatos e datas, de uma forma positivista, sem aprofundar grandes análises de estrutura e conjuntura.

Em 1929, surgiu na França a revista: 'Annales d’Histoire Économique et Sociale', criada por Lucien Febvre e Marc Bloch. Durante a década de 30 a revista se tornou símbolo de uma nova corrente historiográfica chamada de 'Escola dos Annales'. Sua proposta era de se desvincular de uma visão positivista da escrita da História que dominou no final do século 19 e início do 20. A partir desse ponto de vista, a História era descrita com uma cronologia de seus acontecimentos, substituindo as visões breves dos métodos anteriores por análises de processos de maior duração, o que permitiria uma compreensão maior das civilizações e pensamentos de cada época.

Se tornou um novo modo de interpretação da história substituindo uma visão positivista política e institucional dela, que faziam parte dos métodos anteriores, por uma História mais vasta, considerando as atividades humanas, dando uma perspectiva da História mais ligada à análise das estruturas.

A Escola dos Annales se destacava por:

  • desprezar o acontecimento e focar no tempo estrutural de longa duração. Fernand Braudel sugeriu que as mudanças acontecem de ritmos diferentes, distinguindo três desses ritmos: ritmo rápido dos acontecimentos (o simples acontecimento), o tempo dos sistemas económicos, Estados, sociedades e civilizações (as conjunturas) e uma História de repetição constante de ciclos recorrentes (estrutura);

  • ao afirmar que a História não deveria ser mais uma sequência de acontecimentos relatados em documentos escritos. A reconstituição da História deveria ser realizada através de outro tipo de documentos, como, por exemplo, os vestígios arqueológicos;

  • ao considerar não apenas novos documentos mas também novos domínios, debruçando-se na análise dos factos económicos, na organização social e na psicologia coletiva das mentalidades;

  • ao promover a interdisciplinaridade com outras Ciências Sociais, tentando chegar a uma História total.

Hoje abriram-se novos meios para o estudo da História e sua estrutura. Os registros escritos que são documentos, letras de músicas, jornais, livros, cartas, diários, revistas e etc são importantes e fontes primárias. Mas outras fontes passaram a fazer parte dos estudos para o melhor conhecimento sobre o passado da humanidade. O historiador passou a usar as fontes não escritas também como: fotos, arquitetura, pinturas, quadros, artesanato. E também, os relatos orais, pela memória de pessoas que viveram em certos locais e presenciaram determinados acontecimentos que foram registrados apenas por cima, sem uma profundidade. E a partir de entrevistas e coletas de relatos, expande a visão da história, descobrem-se diferentes motivos e ações que levaram aos acontecimentos.

A historiografia permite que essas novas fontes colaborem na formulação de uma compreensão história do lugar. O macro passa a ser formulado também pela compreensão do micro, dando real importância à pessoas e personagens que antes eram considerados terceiros e à margem da história.

Fontes preciosas e que pelos métodos de estudos, descobertas incríveis são feitas e a passa a ser mais profunda e concreta a história.

No fim, os métodos que são usados para estruturar toda a história de um evento, a narração linear de um acontecimento e seus derivados, são usados para quê? O objetivo de estudar história ficaria isolado àqueles que buscavam entender o que aconteceu apenas por uma curiosidade ou poderia ser aplicado através de um meio para outras pessoas conhecerem o passado e que talvez assim pudessem tirar algo?

Nesse espaço entra um agente que em uma sociedade, tem total poder de transformá-la quando os que inseridos nela passam a valorizar e buscar nesse agente o conhecimento que será útil para a vida. Esse agente: a Escola.

3.2 A Escola Pública no Brasil

A escola pública teve início na Europa com a Revolução Industrial. A necessidade de mão de obra qualificada era extrema, pois os trabalhadores até o momento eram indivíduos que vinham dos campos, privados de qualquer formação intelectual. Portanto a educação no momento não tinha o intuito de socializar o sujeito com o seu mundo ou de propor a ele um pensamento diferenciado, mas sim um cunho tecnicista para adequar estes futuros e atuais trabalhadores ao cotidiano fabril. Foi então que se implementou um ensino positivista, onde as disciplinas técnicas – como as de exatas – são colocadas em evidência. Esta forma de ensino foi amplificada para cidades industrializadas, mas também muito utilizadas pelas igrejas para a conscientização religiosa, moral e trabalhista, reafirmando o sujeito em sua condição proletária. Neste mesmo tempo (séculos XVIII e XIX) havia uma disputa entre o movimento da reforma protestante e o de contra reforma pela adesão de fiéis às suas doutrinas, este último teve muita influência no Brasil dada a condição da catequização da igreja católica presente aqui desde as primeiras expedições logo após o descobrimento. Portanto a igreja católica foi base para a introdução do ensino positivista no Brasil, como forma de aprendizado doutrinário.

No Brasil, a Educação pós-descobrimento começou com a chegada dos jesuítas sob o comando do Padre Manoel de Nóbrega, em Março de 1549 com o governador geral Tomé de Souza. Poucos dias depois criaram a primeira escola elementar em Salvador, mas perceberam que aqui viviam os índios que possuíam um costume próprio de viver e de educar seus filhos, então precisaram se aproximar deles. A princípio, o objetivo era converter os nativos aos cristianismo. A Companhia de Jesus se tornou importante instrumento no processo de aculturação e para propagarem a fé católica (em um contexto contra-reforma), ensinavam o nativos os saberes básicos como ler e contar. Embora os índios já tivessem seus professores, os pajés que lhes ensinavam os valores culturais.

Pela diversidade de idiomas nativos, os jesuítas encontravam uma dificuldade no ensino e por essa razão passaram a conviver nas aldeias para entenderem como funcionava a vida e a cultura daquelas pessoas. Vivendo nas aldeias, foram criadas as Casas de Meninos, local onde as crianças e jovens índios aprendiam o português ou espanhol. Ambientes que podem ser considerados como as primeiras escolas do país e neles os nativos podiam aprender o básico que lhes era ensinado através de atividades simples como tear, contar, cantar, teatro, aprender música. O entretenimento colaborou de forma simples e precisa que os jesuítas ensinassem os índios e ao mesmo tempo alcançavam o objetivo de catequizá-los. Mas o nomandismo e o afastamento das crianças das influência dos jesuítas pelos pais dificultavam o trabalho deles. Mas mesmo com esses pequenos problemas, a educação nativa seguia.

Entretanto, ficava cada vez mais caro esse processo de ensino. Sem recursos suficientes para mantê-los, precisaram assumir a educação dos colonos, proposta feita pela Coroa Portuguesa, que atribuiu aos jesuítas a responsabilidade de criar colégios para essa finalidade, sendo criados respectivamente em 1564 (Bahia), 1585 (Olinda e Rio de Janeiro). Colégios bem estruturados que recebiam órfãos portugueses e os filhos da elite colonial. Era possível que algum índio ingressasse dependendo do seu nível de interesse e desempenho durante o ensino jesuítico. Ali, tinham aulas do ensino básico e médio, mas para uma graduação superior, precisavam viajar à Europa e concluir seus estudos.

A política educacional de Pombal era lógica, prática e centrada nas relações econômicas portuguesa. Sua reforma educacional levou à expulsão dos jesuítas das colônias portuguesas, tirando o comando da educação das mãos deles passando assim a responsabilidade da educação para o Estado. Não havendo mais os colégios jesuítas, o governo precisava tomar providências para não deixar um hiato educação portuguesa e das suas colônias.

A expulsão dos jesuítas significou a destruição do único sistema de ensino existente no Brasil. Segundo NISKIER, (2001, p. 34) A organicidade da educação jesuítica foi consagrada quando Pombal os expulsou levando o ensino brasileiro ao caos, através de suas famosas “aulas régias”, a despeito da existência de escolas fundadas por outras ordens religiosas, como os Beneditinos, os franciscanos e os Carmelitas.

Enquanto a Metrópole Portuguesa buscava construir um sistema público de ensino mais moderno e popular, na colônia, mesmo com inúmeras tentativas, as Reformas Pombalinas no campo da educação apenas descontruíram uma sólida estrutura educacional feita pelos jesuítas, confiscando seus bens e fechando todos os seus colégios.

Através do Alvará Régio de 28 de junho de 1759, o Marquês de Pombal, suprimia as escolas jesuíticas de Portugal e de todas as colônias ao expulsar os jesuítas da colônia e, ao mesmo tempo, criava as aulas régias ou avulsas de Latim, Grego, Filosofia e Retórica, que deveriam suprir as disciplinas antes então oferecidas pelos colégios jesuítas.

Mas estas providências não foram suficientes para garantir uma continuidade e a expansão das escolas no Brasil que constantemente eram reivindicadas pelas populações beneficiadas pelos colégios jesuítas. Percebendo Portugal que a educação no nosso país estava estagnada, era preciso oferecer uma solução.

Quando a Real Mesa Censória, instituição criada em 1767 (inicialmente com atribuição para examinar livros e papéis já introduzidos e por introduzir em Portugal), alguns anos depois, passa a assumir a responsabilidade da administração e direção dos estudos das escolas menores de Portugal e suas colônias, e nesse processo é que as reformas na instrução ganham meios de serem implementadas. Com as novas tarefas e partindo das experiências administrativas da direção geral de estudos, nos anos anteriores, a Mesa Censória se direcionou para as necessidades educacionais tanto na metrópole e na colônia. Assim, os estudos menores ganharam amplitude pela instituição, em 1772, do chamado “subsídio literário” para manutenção dos ensinos primário e secundário.

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As aulas régias eram autônomas e isoladas, com professor único e uma não se articulava com as outras. O novo sistema não impediu os estudos oferecidos por instituições religiosas através de seminários ou colégios.

Porém, ao invés de ter um organizado sistema unificado, o ensino ficou disperso e fragmentado, baseado em aulas isoladas que eram até então leigos nos assuntos e despreparados para exercerem a função.

Com a implantação do subsídio literário, imposto na colonial para custear o ensino, houve um aumento aulas régias mas ainda precário devido à falta de recursos suficientes, de docentes qualificados e preparados para a tarefa ensinar e pela falta de um currículo regular. O que é visto é uma continuidade na escolarização baseada na formação clássica e europeizante dos jesuítas, porque a base da pedagogia jesuítica permaneceu a mesma, pois os padres missionários, além de terem cuidado da manutenção dos colégios destinados à formação dos seus sacerdotes, criaram seminários para um clero secular, constituído por “padres-mestres”. Estes, dando continuidade à sua ação pedagógica, mantiveram sua metodologia e seu programa de estudos que deixava de fora as ciências naturais, as línguas e literaturas modernas, diferente do que acontecia na Metrópole, onde as principais inovações de Pombal no campo da educação como o ensino das línguas modernas, o estudo das ciências e a formação profissional já se faziam presentes. Por isso, se para Portugal as reformas no campo da educação que levaram a laicização do ensino representaram um avanço, para o Brasil, as mesmas representaram um retrocesso na educação escolar com o desmantelamento completo da educação brasileira oferecida pelo antigo sistema de educação jesuítica, melhor estruturado do que as aulas régias puderam oferecer

No Alvará Régio de 1759, fica claro o objetivo que norteou a reforma na instrução. A preocupação era de formar o perfeito nobre, simplificando os estudos, abreviando o tempo do aprendizado de latim, facilitando os estudos para o ingresso nos cursos superiores, propiciar o aprimoramento da língua portuguesa, diversificar o conteúdo, incluir a natureza científica e torná- los mais práticos. Esse Alvará teve como significado central a tentativa de manter a continuidade de um trabalho pedagógico interrompido pela expulsão dos jesuítas. A educação jesuítica não era mais necessárias aos interesses comerciais pelos quais Pombal tomava as decisões com seus motivos e atos na tentativa de modernização de Portugal, que chegariam às colônias também. Sendo assim, as escolas da Companhia de Jesus que tinham por objetivo servir aos interesses da fé não atendiam aos anseios de Pombal em organizar a escola para servir aos interesses do Estado.

Dentro desta ordem e em nome dela que o Alvará de 1759 pode ser visto como o primeiro esforço na secularização das escolas portuguesas e de suas colônias, entendendo que somente um ensino, dirigido e mantido pelo poder secular poderia corresponder aos fins da ordem civil. A intervenção do Estado nas questões de educação começa a ganhar força a partir do deste período, paralelo com a ideia do desenvolvimento de sistemas nacionais de educação, ligados aos processos político-sociais de consolidação dos Estados Nacionais europeus.

A educação no Império também passou por alguns problemas. O abandono do ensino primário e profissional - que estavam de acordo com a estrutura social e econômica da época - são explicados porque a elite nutria um desprezo pelo trabalho manual.

No Brasil, através do método Lancaster era feito o ensino pra compensar a falta de professores qualificados, metodologia que apesar de ter durado por 15 anos por ser a 'melhor' opção disponível no país, não havia nela profundidade para repassar o conhecimento tendo resultados superficiais. Em Maio de 1823, com a Inauguração da Assembleia Constituinte e Legislativa, Dom Pedro I declara que promove os ensinos públicos enquanto é possível e pede para a Assembleia levar em consideração uma legislação particular sobre a educação. Pela constituição de 1823 é garantida a todos os cidadãos a criação de colégio e universidades. Mas mesmo com as ideias e propostas apresentadas, nada resultou em efeito favorável à Educação.

Em 15 de outubro de 1827 uma lei determinava dois artigos importantes em favor da educação brasileira:

"Artigo 1º - Criação de escolas de primeiras letras por todo território nacional; Artigo 11º - Criação de escolas para meninas, nas cidades e vilas mais populosas."

E no ensino secundário continuar o mesmo sistema imposto por pombal - as aulas régias.

Como o sistema régio não tratava de todas as disciplinas necessárias para a ingressão na faculdade e havia uma dificuldade de locomoção para que acontecessem, foram criados em 1835

Liceus Provincianos que reuniam as aulas avulsas em um só lugar e constituindo assim os primeiros currículos de séries e preocupados em oferecer disciplinas preparatórias para o exame superior.

Dentre esses Liceus, se destacou o colégio Dom Pedro II, sendo modelo e padrão para o ensino secundário e única instituição que realizava exames que possibilitavam o ingresso aos cursos superiores.

Na época, o modelo de ensino era o Francês, que predominava no ensino das letras clássicas, línguas modernas, ciências e história.

3.3 A Educação Brasileira

Quando propomos uma reflexão sobre a educação Brasileira, é necessário lembrar que o processo de expansão da escolarização básica começou pelo país e seu crescimento através da rede pública de ensino foi a partir do final da década de 70 e início dos anos 80.

Pelos dados nacionais, o Brasil ocupa o 53º lugar no ranking de educação entre 65 países avaliados pelo PISA. Mesmo com programas sociais de incentivo à educação, 98% de crianças entre 6 e 12 anos, cerca 731 mil estão fora da escola (IBGE). O analfabetismo funcional de pessoas entre 15 e 64 anos foi registrado em 2009 com 28% da população (IBOPE). 34% dos alunos que chegam ao 5º ano do fundamental ainda não conseguem ler (Todos pela Educação); 20% dos jovens que concluem o ensino fundamental, e que moram nas grandes cidades, não dominam o uso da leitura e da escrita (Todos pela Educação). Professores recebem menos que o piso salarial real. Dados realmente preocupantes. O que talvez mostre o nível de comprometimento da população com a educação e também dê uma noção de como seguem os rumos políticos da nação. Isso mostra como apenas os métodos e dinâmicas da escola e da história como disciplina estão sendo desconsiderados.

Pessoas cada vez mais tecnológicas, conectadas e recebendo informações a partir de dispositivos que processam mais do que elas desejam fazer em relação a se dedicarem em crescer no conhecimento. O conhecer e saber não podem ser utilizados apenas em chegar a um diploma para ter uma vaga em mercado de trabalho, mas também em poder por ele assimilar situações ao redor e transformá- las em atitudes úteis para a transformação de vida individual e social.

A escola surge como uma necessidade de um local onde adquirimos o conhecimento científico, lógico e de mundo. Ela cumpre sua função dentro de suas condições tecnológicas e de acordo com o seu contexto local para ensinar aos alunos aquilo que ela têm. O problema é estagnar nos métodos interativos a educação que deve acontecer antes pelo despertamento do interesse no aluno. O que em muitos casos não é culpa do profissional que está ali na frente da turma e sim do desprezo pelo ensino. Se antes, na época colono-imperial o ensino (uma raridade e joia preciosa) era

desprezado por causa do ódio ao trabalho manual, hoje ele é simplesmente desprezado por aquilo que é. Estudo, ensino pra quê? Já que para muitos (e para as massas) ele só tem importância para provar a conclusão de etapas pois se não as tiver, o mercado de trabalho não contratará pessoas levando elas à margem social. Por culpa delas! E pra que estudar se passar horas e horas navegando na internet e em outras coisas nela é mais ‘atrativo’?

O ensino passa por um grande problema com a tecnologia, não devido a ela em si pois sua importância e necessidade para o ensino são inquestionáveis, mas por pela dedicação a ela com outras finalidades deixando de lado o saber. Um preconceito pela matéria, desinteresse ainda incorporado à tecnologia que é vasta e maravilhosa pelo seu acesso ao que quisermos, regride o aluno. O seu pensamento crítico não progride porque usa ela e seu conteúdo como algo sem importância, em trabalhos quase não há pesquisas motivadas pela curiosidade e o desejo de saber porque o Control+C/Control+V (copiar e colar) pela internet é muito mais rápido, o que torna muitas vezes o trabalho insonso e incoerente com o que lhes é proposto fazer.

Os métodos preciosos para o descobrimento e expansão da história acoplados à tecnologia rápida, como meio para ensiná-la acabam perdendo seu valor e importância quando tratados assim.

Há uma necessidade de usar a tecnologia como meio para se aprender. Professores podem e até devem usar slides, computador, internet e outros meios práticos para suas aulas. Isso as torna dinâmicas, interessantes. O problema é se apegar apenas aos métodos novos para se ensinar e não ao conteúdo. O mesmo serve aos alunos porque as responsabilidades se completam: do professor em ensinar o conteúdo que ele aprendeu, tem de bagagem de conhecimento com os recursos disponíveis e ao mesmo tempo o aluno que (obviamente) tem mais tempo livre do que o professor, pode e deve utilizar ferramentas digitais e internet para fazerem trabalhos e essas ferramentas ajudarão para estudos não só de provas mas para o crescimento intelectual. Mas se ele não se dedicar para isso, estará perdendo de experimentar uma grande matéria importante e útil em sua vida.

Geralmente a culpa por tais problemas na educação é colocada no governo sendo que mesmo que pouco, há liberação de verba para que haja uma educação básica boa. Embora ele peque em planos para se comparar com países onde a educação é levada a sério (vide IDEB, um atraso para a educação nacional) e não libere de forma correta os valores devidos para isso, a necessidade de educação e conhecimento, os alunos, pais e responsáveis é que precisam reconhecer antes juntamente ao valor do conhecimento.

Ah se a história em sua prática fosse valorizada como era no 'Século da História' onde suas descobertas ajudaram povos e nações a criarem suas identidades, a lutarem por algo em comum que trouxesse um benefício para a vida e para ganharem mais conhecimento sobre aquilo que então os fascinavam. E a partir da história de outros, eles podiam tirar algo para moldar a realidade deles.

Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la e por isso o estudo da história é totalmente importante para entendermos os erros de personagens no passado e por ela valorizamos a educação. São duas coisas inseparáveis. Não há como estudar história e não desenvolver apego pela educação e ao conhecimento. Pois aquilo toca de tal forma que a inquietação se faz presente no momento que comparamos a realidade com o que aconteceu e vemos que é possível mudá-la.

Os métodos da história para sua construção tornam ela cada vez mais rica e fascinante mas os métodos se perdem quando não há um passo pra frente daqueles que necessitam aprender. Não havendo reconhecimento e valorização do conhecimento, parece que toda a motivação e esforço para o desenvolvimento e técnicas de adquiri-lo se perde em meio a isso. Claro, acaba trazendo a frustração ao profissional que se esforçou para adquirir aquilo e para desenvolver modos e usar meios inteligentes, interessantes e práticos para um ensino de qualidade e melhor.

E a dias apenas de uma copa do mundo, nada melhor do que se preocupar com o futebol do que com o futuro que é possível que nossas crianças tenham na escola. Afinal, pão e circo são a cara do Brasil.

“Ensinar a edificar o próprio ponto de vista histórico significa ensinar a construir conceitos e aplicá-los diante das variadas situações e problemas; significa ensinar a selecionar, relacionar e interpretar dados e informações de maneira a ter uma maio compreensão da realidade que estiver sendo estudada; ensinar a construir argumentos que permitam explicar a si próprios e aos outros, de maneira convincente, a apreensão e compreensão da situação histórica; significa enfim, ensinar a ter uma percepção o mais abrangente possível da condição humana, nas mais diferentes culturas e diante dos mais variados problemas.” (RUIZ, 2010, p. 77-78)

4. MATERIAL E MÉTODOS

O trabalho possível pela utilização de livros e artigos sobre o objeto de estudo e discussão, bem como a experiência docente, de observação e trabalho com alunos e entrevistas com os profissionais da educação de história informando sobre o seu cotidiano, como é o processo de aprendizagem do local onde estão inseridos e a organização da matéria a ser ensinada.

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Apesar de diferentes abordagens de método, cada momento histórico exigiu seu próprio modo historiográfico. Todos eles resultaram em uma herança histórica riquíssima, que serve de base para a maioria das ciências humanas.

A escola pública tem em seu currículo escolar a matéria de História como uma das principais na área de humanidades, e é um dos primeiros contatos do aluno com a realidade crítica e o conhecimento cultural, o que faz da matéria algo intrínseco ao sistema de ensino.

6. CONCLUSÃO

O processo do aprendizado não ocorre da noite para o dia. É preciso disposição e esforço para que tudo o que é lido, recebido, seja processado de uma forma clara e coerente para que nossa inteligência seja desenvolvida. Tendo um lugar específico para que pelo menos uma parte disso seja possível, é um grande avanço no processo. A Escola como um local de aprendizagem, onde se encontra o saber básico para termos uma noção e uma parcela do saber de mundo, é uma luz para o caminho das pessoas desde pequenas para que conforme cresçam, entendam o que são como pessoas e entendendo a realidade, a importância delas no lugar onde vivem e então podem se tornar boas cidadãs. O valor imensurável que é adquirido pelo conhecimento não fica preso apenas a nós, mas nos impulsiona a crescer, nos leva a onde antes não havíamos pensado e vemos o que toda aquela bagagem traz de benefícios para nós e para as pessoas que nos cercam. E com o mundo evoluindo em diversos pontos, é preciso pegar um ritmo para compreendê-lo e claro, há muitas coisas boas nessa evolução para se aproveitar também. No campo do saber, nunca estivemos tão próximos às informações em tempo real como nunca! Tudo está a um alcance rápido e de fácil compreensão pelos meios desenvolvidos para que esse alcance aconteça. Há meios para a tornar o alcance do saber mais rápido e real e ao mesmo tempo, mais métodos são usados para descobrimentos que acrescentam às matérias e possibilitam mais conhecimento e mais conhecimento leva a assimilação que desenvolve a nossa capacidade intelectual. Porém, devemos também ficar atentos. Podemos exaltar os benefícios desses meios e métodos e devemos cuidar para que seja bem canalizados, usados, porque precisam de um feedback ou então acaba não valendo o esforço que é feito em cima disso para àqueles a quem são destinadas as conclusões e os materiais para que possam aprender.

Hoje em um mundo mais tecnológico ficou mais fácil ensinar e até estudar a história, descobrir novos elementos, personagens, fatos. Para a historiografia, é algo a acrescentar. Mas o processo de ensino da história não pode se dar ao luxo de estacionar na tecnologia por causa de uma nova geração que o mundo concebe. Seu ensino alcança sua real motivação quando o que é passado para os alunos é também processado por eles, gerando neles um desejo ou incômodo para irem um pouco além do 'básico' que lhes é ensinado em sala de aula e vão atrás de conhecimento. Sendo por saber apenas ou para irem mais que isso, é importante que os métodos novos tragam esse despertamento já que está mais fácil e mais acessível o saber. É frustrante para um profissional não ter o reconhecimento e uma resposta positiva de um excelente trabalho que ele faz. Não há profissionais na educação que além de serem desrespeitados têm sua matéria tratada como algo desprezível. Como dito anteriormente, geralmente a culpa pelo baixo nível de educação no Brasil é colocada no governo. Porém, educação vem de casa e se dela um aluno como antes pessoa não aprender a respeitar e valorizar aquilo que ele recebe para sua construção como ser humano e para as demais coisas da vida, é muito provável que na escola ele pode até receber isso (como advertência, já que alguns professores precisam assumir a responsabilidade de alguns pais) mas a probabilidade de descartar será grande. Não havendo uma conscientização sobre os estudos, provavelmente não há o que fazer. Se um aluno é dependente da tecnologia, que o professor evite em tê-la só como muleta, usá-la em excesso porque isso além de nem sempre melhorar a compreensão do aluno, contribui para a dependência dele, sua preguiça dele de pensar que consequentemente levará a mais desprezo pelo estudo e principalmente para a matéria, sendo o professor nesse caso, de História.

Antigamente não havia essa tecnologia e as pessoas eram movidas pelo desejo de saber, curiosidade em aprender. E hoje nos perguntamos: onde isso foi parar? Onde está a vontade de conhecer o mundo, de se importar com os fatos do presente em decorrência do passado? Onde está o respeito por aquele que ensina pois aquilo que ele passa será importante para a formação do aluno como pessoa e como cidadão para a vida? Eis um problema enfrentado hoje. Os métodos estão disponíveis para ajudarem no ensino mas os que são ensinados não têm o real desejo de aprender e os que estão ensinando são desrespeitados e deixados de lado até pela instituição social que oferece o ensino e deveria lhes dar total valor que é o Estado que aliás, acaba aprovando os mesmos alunos criticados só para mascarar o índice da educação do País. Quando vemos na prática, as coisas realmente mudam e a todo custo, para aprova-los, o profissional precisa ser ‘legal’, ‘objetivo’ e que use métodos adaptados a eles para que entendam um pouco pelo menos daquilo. Usar tecnologia para apenas mostrar sua rapidez e facilidade mas sem apresentar o conteúdo de uma forma que seja palpável e que faz pensar, não produzirá nada e os resultados serão os mesmos e infelizmente, assim caminha a educação em terra Tupiniquim. Não no geral pois sempre há exceções, mas é uma forte e infeliz realidade que temos visto.

Dentro disso, cabe ao profissional, no meio do fogo cruzado tentar passar de forma melhor o seu trabalho, entender como são os alunos e ajuda-los como pode para que aprendam a pensam, se interessem pelo assunto abordado e tentam estudar para compreender. Pois se os novos métodos se prenderem à adaptação rasa dessa nova geração sem alcançar o objetivo que até quando não existiam antigamente ele era possível, então o ensino da história dentro de uma escola acaba perdendo seu sentido, não tendo função alguma de valor para a transformação de mentalidade e formação de um aluno que mesmo sendo novo ainda para a vida poderia tem uma noção de como encarar e aos poucos mudar a sua realidade e quem sabe, até da sociedade onde vive.

7. REFERÊNCIAS

BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2009

KARNAL, Leandro. História na Sala de Aula: Conceitos, práticas e propostas.São Paulo: Contexto, 2010. 216p

BRUINI, Eliane da Costa. Educação no Brasil. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/educacao/educacao-no-brasil.htm> Acesso em: 07 Abr.2014

DOSSE, François. A História em migalhas; dos Annales à Nova História. São Paulo: ensaio; Campinas: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 1992. p. 29

LINO, Rivanildo da Silva. Dinâmicas do ensino de história. 2012. Disponível em: <http://www.webartigos.com/artigos/dinamicas-do-ensino-de-historia/92992/> Acesso em: 02 Mai. 2014

MARQUES, Antonio Carlos Conceição. As tecnologias no ensino de história: uma questão de formação de professores. 08p. 2012. Disponível em: <http://metodosdahistoria.blogspot.com.br/2014/03/o-historiador-e-o-recurso-da-entrevista.html> Acesso em: 06 Fev. 2012.

RAMOS, Fabio Pestana. A educação no Brasil Império. 2013. Disponível em: <http://fabiopestanaramos.blogspot.com.br/2011/02/educacao- no-brasil- imperio.html> Acesso em: 11 Mai. 2014

TORRESINI; Elizabeth. A escola dos annales. Disponível em:<http://metodosdahistoria.blogspot.com.br/2010/11/escola-dos-annales.html> Acesso em: 13 Jan. 2014.


Publicado por: PAULO ANDRE VARELLA RIBEIRO

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