Whatsapp

A Quarta Revolução Industrial: O Virtualismo

Geografia

Análise sobre a quarta Revolução Industrial que vivenciamos e que vivemos num mundo nem do Fordismo nem do Toyotismo, mas sim do Virtualismo.

índice

1. RESUMO

A quarta Revolução Industrial é a transição da globalização da Internet que criou os primórdios da sociedade do virtualismo, cujos propósitos são criar um espaço ciberdigital, uma estrutura de comunicação interativa que conecta os indivíduos em suas muitas formas, seja no âmbito pessoal, profissional, cidadão ou religioso. O virtualismo é o ponto que criou a ruptura da Terceira Revolução Industrial para a Quarta Revolução Industrial, permitindo que a sociedade no seu presente caminhe para compreender as dimensões das Redes Sociais e do mundo virtualizado que doravante faz do cotidiano do indivíduo ser virtual em todas as suas infinidades, desde o ato de acordar já que este pode ter um aplicativo que o faz, no ato de se comunicar com outros mesmo estando no mesmo espaço físico e de até trazer rendimentos, já que este não precisa sair de casa pra trabalhar.

Palavras-Chave: Revolução Industrial; virtualismo; indivíduos.

ABSTRACT

The fourth Industrial Revolution is the transition from the globalization of the Internet that created the beginnings of the society of virtualism, whose purposes are to create a cyber- digital space, an interactive communication structure that connects individuals in their many forms, whether personal, professional, citizen or religious. Virtualism is the point that created the rupture of the Third Industrial Revolution for the Fourth Industrial Revolution, allowing society in its present to walk to understand the dimensions of Social Networks and the virtualized world that henceforth makes the everyday of the individual to be virtual in all its infinity, since the act of waking since it can have an application that does it, in the act of communicating with others even being in the same physical space and even bring income, since this does not need to leave the house to work.

Keywords: Industrial Revolution; virtualism; individuals.

2. INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem como objetivo discutir a Revolução Industrial que vivenciamos e que vivemos num mundo nem do Fordismo nem do Toyotismo, mas sim do Virtualismo. Todos os métodos de produção passaram a ser dominados por redes inteligentes, até mesmo a parte social: Redes sociais, aplicativos de interagir em grupos e até softwares inteligentes com sua própria linha autônoma virtual. Nos dias de hoje um software de inteligência artificial pode programar toda uma produção usando de mecanismos robóticos e drones, do plantio a colheita. O mesmo programa pode ser modelado para postar fotos de cada uma das etapas e cabe ainda ao ser humano gerenciar e fazer melhorias no âmbito virtual para acompanhar e corrigir  eventuais  melhorias  ou   mudança no processo elaborado. Pode-se dizer que o ser humano está perdendo sua autonomia nos meios de produção e passando a ser um gestor de recursos cada vez mais informatizado e dependente da tecnologia e da biotecnologia que tem softwares que preveem melhores arranjos para conseguir melhores resultados nos diversos meios de produção do bioprocesso moderno como os transgênicos e a nanotecnologia. Esta revolução começou em fevereiro de 2004 com o surgimento da primeira empresa de redes sociais que alcançou todo o globo  terrestre  (Facebook) criando  uma nova forma de socialização gerando o "Virtualismo" em larga escala, que impregnou todos os meios de comunicação em poucos anos. Também se vê os efeitos negativos desta atual realidade sociológica, com pessoas extremamente virtualistas e pouco participativas nos processos de primeira necessidade como: procurar alimento, trabalhar e se relacionar de forma mais pessoal.

As mudanças sociais que transformam nosso mundo forçam a humanidade a ter de se adaptar a novas realidades e como disse o pensador Charles Darwin, não é a espécie mais forte que sobrevive, mas sim a mais adaptável. Vivemos num mundo cujas redes sociais são tão primordiais quanto o ato de respirar e que estas nos forçam a ter de adequar nosso meio de vida, desde cumprimentar um conhecido através de um emoji num aplicativo, ou postar uma indignação numa página de rede social para promover comoção de outros e decorrer nossos dias trabalhando com o uso de meios de comunicação virtuais, nossos meios de produção, do artesão a sua página de artesanato, do comerciante a sua loja virtual, do youtuber com o seu canal. Todavia, o artesão que antes ia numa feira local agora está no mundo virtual, o industrial e o comerciante que tem telefones e lojas físicas para atender ao público, faz suas vendas e tira dúvidas através das redes sociais e até os órgãos públicos aderem a tais práticas fazendo o Estado ser mais um adepto e fortalecendo o virtualismo e até instituições de caráter religiosos vem se tramitando nos ciberespaços com suas próprias páginas nas redes sociais.

3. A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL ATÉ 2003

O significado da palavra revolução: É uma alteração violenta nas instituições políticas ou econômicas de um país, tendo sentido de uma rebelião ou motim. Também pode-se dizer que é uma mudança radical dentro de uma sociedade, que ocorre no âmbito político, econômico, cultural e social, onde é estabelecida uma nova ordem que é instituída pelas forças políticas e sociais vencedoras.

Para Gilberto Cotrim (2005) a Revolução Industrial se constitui num dos capítulos mais importantes da história da humanidade. O mundo depois da era da máquina deixou de ser o mesmo. A produção em série aumentou a oferta de bens de consumo, a navegação a vapor, as locomotivas e mais tarde os automóveis encurtaram as distâncias. As invenções foram se sucedendo, o mundo foi se transformando numa aldeia global (internet e redes sociais).

Graças a Revolução Industrial, as nações ocidentais tiveram força tecnológica e econômica para conquistarem a África e Ásia e também recolonizarem a América Latina através de seu poder de produção e isto deu origem ao imperialismo dos países “desenvolvidos”.

Hoje, quando você liga sua televisão, ou usa seus aparelhos eletrônicos, viaja sem sair do lugar, já que tais tecnologias permitem ver o show do seu artista ao vivo, este que está a milhares de quilômetros de distância. Tudo isso, desde as roupas que se usam e o fato de se poder viajar pelo mundo em poucas horas através dos automóveis se deve a Revolução Industrial.

Convencionou-se chamar de Revolução Industrial o processo de transformações econômicas e sociais caracterizadas pela aceleração do processo produtivo e pela consolidação da produção capitalista. Tal processo acabou com os meios de produção feudais e deu início ao modo de produção capitalista. (Meados do século XVIII)

Características do novo modo de produção foram:

  • Separação entre capital e trabalho, pois o dono dos meios de produção é o capitalista e não o trabalhador;

  • O trabalho é uma mercadoria que o trabalhador vende e recebe o salário;

  • A produção realizada em grandes fábricas ao invés da produção familiar;

  • Concentração da produção industrial em centros urbanos;

  • O surgimento da classe operária que vende sua força de trabalho

  • O aumento da larga produção permitiu baratear os custos das mercadorias tornando-os acessíveis às pessoas de diferentes classes sociais.

  • O capitalista é o burguês que controla os meios de produção, ou que financia tais meios através da “mais valia”.

A grande Revolução Industrial começou a acontecer a partir de 1760, na Inglaterra, no setor da indústria têxtil, a princípio, por uma razão relativamente fácil de entender: o rápido crescimento da população e a constante migração do homem do campo para as grandes cidades acabaram por provocar um excesso de mão-de-obra nas mesmas. Isto gerou um excesso de mão-de-obra disponível e barata - que permitiria a exploração e a expansão dos negócios que proporcionarão a acumulação de capital pela então burguesia emergente. Isto tudo, aliado ao avanço do desenvolvimento científico – principalmente com a invenção da máquina a vapor e de inúmeras outras inovações tecnológicas proporcionou o início do fenômeno da industrialização mundial. (CAVALCANTE; SILVA, 2011, p. 2-3)

Segundo Gilberto Cotrim (2005) A “mais valia” é uma expressão do âmbito da economia, criada pelo pensador Karl Marx; o seu significado é que o valor do produto é determinado pela: força de trabalho, o tempo de produção dele e o lucro obtido com sua venda (pelo industrial e pelo comerciante).

Em outras palavras, a “mais valia” significa a diferença entre o valor produzido pelo trabalho e o salário pago ao trabalhador, ou seja, é sua base a exploração do sistema  capitalista sobre o trabalhador.

Exemplo de “mais valia”: Em uma indústria têxtil, um trabalhador precisa apenas de 4 horas por dia para produzir bens no valor do seu salário mensal. Sendo assim, partindo do princípio que a jornada diária de trabalho tem 8 horas, em um mês com 22 dias de trabalho, o trabalhador precisa apenas de 11 dias por mês ou 4 horas por dia, e deve continuar produzindo; o lucro obtido com o seu trabalho nas restantes horas vai para o seu patrão e é designada a “mais valia absoluta”.

A Revolução Industrial concentrou os trabalhadores em fábricas. O aspecto mais importante, que trouxe radical transformação no caráter do trabalho, foi esta separação: de um lado, capital e meios de produção de outro, o trabalho. Os operários passaram os assalariados dos capitalistas. Uma das primeiras manifestações da Revolução foi o desenvolvimento urbano. Londres chegou ao milhão de habitantes em 1800. (CAVALCANTE; SILVA, 2011, p.3)

No trabalho feito por Gilberto Cotrim (2005), pode-se dividir estas transformações econômicas e sociais em três etapas da Revolução Industrial:

  • 1ª Etapa: século XVIII: 1760-1860

  • 2ª Etapa: século XVIII/XIX: 1860-1900

  • 3ª Etapa: século XIX/XXI: 1900-2003

3.1. A I Revolução Industrial

A I Revolução Industrial foi um marco que teve início na Inglaterra como movimento político, econômico, social e cultural. Durante este período houve o desenvolvimento da indústria de tecidos de algodão, com a utilização do tear mecânico. Posteriormente, nesta mesma época (período que abrange de 1760 até 1860) houve a implantação do aperfeiçoamento das máquinas a vapor que teve extrema importância para o processo das fábricas.

As inovações introduzidas na indústria têxtil deram à Inglaterra uma extraordinária vantagem no comércio mundial dos tecidos de algodão, a partir de 1780. O tecido era barato e podia ser comprado por milhões de pessoas que jamais haviam desfrutado o conforto de usar roupas leves e de qualidade. Em 1760, a Inglaterra exportava 250 mil libras esterlinas de tecidos de algodão e, em 1860, já estava exportando mais de 5 milhões. Em 1760, a Inglaterra importava 2,5 milhões de libras-peso de algodão cru, e já em 1787 importava 366 milhões. (CAVALCANTE; SILVA, 2011, p.3)

Segundo Gilberto Cotrim (2005), o método de produção era a manufatura doméstica: O burguês, dono da matéria-prima, no caso o algodão, contratava o serviço de tecelões independentes, estes tecelões eram proprietários dos seus próprios equipamentos de trabalho, para produzirem os tecidos a serem comercializados.

A Inglaterra foi pioneira na Revolução Industrial, por causa principalmente da grande quantidade de capital acumulado na Revolução Comercial, da sua supremacia naval e das abundantes jazidas de ferro e de carvão. Outro fator fundamental foi a disponibilidade de uma vasta e barata mão-de-obra, que vivia marginalizada nas cidades, sob péssimas condições de moradia e higiene, desde o intenso êxodo rural causado pelo cerceamento. O cerceamento era uma lei que permitia que a burguesia (empresários) se desenvolvesse nas áreas rurais, ou que esta pudesse empregar os camponeses que não tinham mais serventia nos campos.

A situação difícil dos camponeses e artesãos, ainda por cima estimulados por idéias vindas da Revolução Francesa, levou as classes dominantes a criar a Lei Speenhamland, que garantia subsistência mínima ao homem incapaz de se sustentar por não ter trabalho. Um imposto pago por toda a comunidade custeava tais despesas. Havia mais organização entre os trabalhadores especializados, como os penteadores de lã.

Como eram os direitos sociais da época, como as pessoas se deram conta que eram exploradas? Em que momento começou as primeiras greves invasões e conscientização dos maus tratos, das horas exageradas de trabalho.

A Revolução Industrial vai além da idéia de grande desenvolvimento dos mecanismos tecnológica aplicados à produção, na medida em que: consolidou o capitalismo; aumentou de forma rapidíssima a produtividade do trabalho; originou novos comportamentos sociais, novas formas de acumulação de capital, novos modelos políticos e uma nova visão do mundo; e talvez o mais importante, contribuiu de maneira decisiva para dividir a imensa maioria das sociedades humanas em duas classes sociais opostas e antagônicas: a burguesia capitalista e o proletariado. (CAVALCANTE; SILVA, 2011, p.4)

Portanto, deu-se início a migração de ex-camponeses para se tornar operários nas indústrias manufatureiras. Isto se deve a modernização dos meios de produção agrícolas que desempregou muitas pessoas.

3.2. A II Revolução Industrial

De acordo com Eric J. Hobsbawm (?), a segunda Revolução Industrial se espalhou por diversos países da Europa Ocidental e Oriental: Bélgica, França, Alemanha, Itália e Rússia. Também alcançou outros continentes, ganhando espaço nos Estados Unidos e no Japão. Nesta etapa, as principais inovações técnicas foram a utilização do aço, superando o ferro, o aproveitamento da energia elétrica e dos combustíveis petrolíferos, a invenção do motor à explosão, da locomotiva e do barco a vapor e o desenvolvimento de produtos químicos. Além disso, foram inventados meios de comunicação, como o telégrafo, o telefone, o rádio e o cinema.

Todos conservam a sua liberdade de crítica a respeito dos detalhes da produção [...] a direção da fábrica aceita todas as sugestões [...] todo operário pode comunicar qualquer idéia bem como tentar sua realização [...] a simplificação do trabalho, com benefício do operário, também diminui o custo. [...] Temos um livro onde um operário que já tenha exercido um ofício pode registrá-lo. Sempre que nos falta um especialista, estamos em condições de escolher outro. É um dos meios de ascensão na nossa usina (FORD, 1967, pp. 78-86).

O progresso tecnológico foi de tal modo significativo que este momento costuma ser chamado como a segunda Revolução Industrial (período de 1860 até 1900). O marco desta época foi o método de produção em série criado por Henry Ford (norte-americano) no início do séc. XX. Esta inovação dará início ao Fordismo, com o surgimento de grandes fábricas e concentração financeira nos grandes centros urbanos (investidores e banqueiros).

Taylor exprime com cinismo brutal o objetivo da sociedade americana: desenvolver ao máximo, no trabalhador, as atitudes maquinais e automáticas, romper o velho nexo psicofísico do trabalho profissional qualificado, que exigia uma determinada participação ativa da inteligência, da fantasia, da iniciativa do trabalhador, e reduzir as operações produtivas apenas ao aspecto físico maquinal. Mas, na realidade, não se trata de novidades originais, trata-se somente da fase mais recente de um longo processo que começou com o próprio nascimento do industrialismo, fase que é apenas mais intensa do que as precedentes e manifesta-se sob formas mais brutais, mas que também será superada com a criação de um novo nexo psicofísico de um tipo diferente dos precedentes e, indubitavelmente, superior (GRAMSCI, 2001, p. 397).

Nesta época, tem-se também, o surgimento de segmentos que priorizam os interesses dos capitalistas (burgueses):

  • Trustes: Fusão de empresas do mesmo ramo para monopolizar a produção, o preço e o mercado.

  • Holdings: Grandes conglomerados de empresas.

  • Carteis: Acordos para eliminar a concorrência

Devido a estas evoluções tem-se a transição do capitalismo industrial para o capitalismo financeiro, ou seja, os bancos passaram a ser mais poderosos já que sem seus recursos não teria como sustentar a constante expansão do capitalismo que busca novas áreas para alcançar, novos mercados (nichos) de consumidores. Também, surge a corrida por novos mercados consumidores e por mão-de-obra barata.

À gerência é atribuída a função de reunir todos os conhecimentos tradicionais que no passado possuíram os trabalhadores e então classificá-los, tabulá-los, reduzi-los a normas, leis ou fórmulas, grandemente úteis aos operários para execução do seu trabalho diário. [...] todo trabalho feito por operário no sistema antigo, como resultado de sua experiência pessoal, deve ser necessariamente aplicado pela direção no novo sistema, de acordo com as leis da ciência (TAYLOR, 1990, pp. 40-41).

Portanto, países capitalistas colonizando novos territórios e brigando por estes foi o que levou, em 1914, a eclodir a Primeira Guerra Mundial, como descrito no trabalho de Eric J. Hobsbawm (?) Era dos Extremos.

3.3. A III Revolução Industrial

A partir do século XX começam os grandes avanços na tecnologia, e estes vem repercutindo intensamente na produção econômica e no trabalho no mundo como um todo. Alguns historiadores e analistas contemporâneos denominaram estas transformações como a Terceira Revolução Industrial (período de 1900 até o presente século XXI), que se traduz no impacto das novas tecnologias, como os microcomputadores, a engenharia genética, a telemática (uso combinado dos computadores, robótica e meios de telecomunicações como fax, celular, internet, televisão e etc.).

Com os avanços tecnológicos, principalmente da microeletrônica, sendo incorporados ao processo econômico e produtivo, uma nova ordem econômica mundial a partir dos anos 70 vem tomando espaço ante o modelo fordista de produção. Os avanços da tecnologia permitem uma rápida mudança na capacidade dos equipamentos em processar, armazenar, distribuir e transmitir informações através das redes de comunicação. O conhecimento na forma de informação passa a ser uma mercadoria valiosa para implementar a inovação nos processos de gestão empresarial, com o objetivo de reduzir custos e aumentar a capacidade competitiva das empresas. Essa capacidade tecnológica, derivada da extraordinária inovação dos processos de telecomunicações, possibilitou ao capital adaptar-se e readaptar-se com uma velocidade muito grande, a fim de atingir níveis de elevada competitividade internacional [...] No caso do Japão, a sua liderança nos anos 80 foi resultado de políticas macroeconômicas e de estratégias em nível empresarial voltadas para o longo prazo. Sua performance industrial nos anos 80 foi possível porque havia superávits comerciais elevados, podendo financiar o seu crescimento sem depender de capital externo. Além disso, no caso japonês, a inter-relação entre setor bancário  e industrial foi fundamental para levantar os recursos financeiros necessários para viabilizar as estratégias empresariais de longo prazo. Assim, na economia japonesa, a política de reestruturação produtiva dos setores de tecnologia de ponta (microeletrônica, informática, mecânica de precisão), ao ser implementada, gerou efeitos modernizantes sobre boa parte do complexo eletroeletrônico e mecânico japonês. Esse mesmo processo, embora em menor escala, ocorreu na mesma época na Alemanha. (Farah Júnior, 2000, p.50 – 51)

Um dos aspectos dessa “Terceira Revolução Industrial” é o aumento da produtividade com a utilização de um número cada vez menor de trabalhadores. O resultado desta equação é o aumento generalizado do desemprego em todo o mundo.

Em meados dos anos 1980, ficou claro que estava surgindo uma nova indústria e uma nova economia, baseada em conhecimento. Assim, além da dotação em fatores tradicionais de produção, passou a ser necessário que os países e suas regiões dispusessem de estruturas de produção e de difusão do conhecimento, de mão-de- obra qualificada e capaz de dominar as novas tecnologias e de capital social capaz  de garantir a estabilidade de um projeto de desenvolvimento. (LAHORGUE, 2006, s/p.)

Segundo Gilberto Cotrim (2005), uma das características mais marcantes do período foi ao final do século XX, com o surgimento dos chamados “tecnopólos” que nada mais são do que regiões do mundo aonde polos de tecnologia se aliaram através de associações com universidades e centros de pesquisa para avançar nos campos da robótica, biotecnologia, bioprocessos e outras áreas que ganham cada vez mais espaço e poder econômico.

No Japão, após a Segunda Guerra Mundial, surge o método de produção Toyotista ou Toyotismo. Neste método se produz com flexibilidade mediante procura (demanda) deste produto ou serviço, ao contrário do Fordismo que só visava aumentar a produção, o que gerou a primeira crise mundial em 1929.

Nos Estados Unidos têm mais de 10.000 empresas que nasceram em torno da Universidade de Stanford e uma parte disso foi devida certamente à atitude de Stanford em relação a esse tipo de atividade conjunta com a universidade. A cultura aqui era absolutamente oposta. Havia aquela ideia de que uma atividade desse tipo contaminaria a universidade, exploraria a universidade, a universidade passaria a ser explorada por professores indignos, quando na verdade se esquece que a função fundamental da universidade é em relação aos interesses do país e criação de novas indústrias.

Um exemplo disso foi o famoso Vale do Silício na Califórnia, nos Estados Unidos, que trouxe inovações ao mundo da tecnologia da informática, graças, em especial, a duas multibilionárias empresas: Apple e Microsoft.

Um número de notáveis tecnologias está convergindo: software engenhoso, novos materiais, robôs mais capazes, novos processos (notadamente a impressão tridimensional) e toda uma gama de serviços baseados na rede. A fábrica do passado era baseada na produção de bilhões de produtos idênticos: Ford famosamente disse que os compradores de automóveis poderiam escolher qualquer cor, desde que fosse o preto. Mas o custo de produzir quantidades menores com maior variedade, com cada produto desenhado para atender aos desejos de cada consumidor, está caindo. A fábrica do futuro vai focar na customização em massa — e pode ficar muito mais parecida com aqueles teares individuais do que com a linha de montagem do Ford. (RIFKIN, 2012).

4. O MUNDO GLOBALIZADO

Segundo Jeremy Rifkin (2012), todo mundo está vivenciando um avanço tecnológico e cultural ao qual foi dado o nome de globalização, que em suma significa:

A Globalização é um termo elaborado na década de 1980 para descrever o processo de intensificação da integração econômica e política internacional, marcado pelo avanço nos sistemas de transporte e de comunicação. Por se caracterizar por um fenômeno de caráter mundial, muitos autores preferem utilizar o termo mundialização.

É preciso lembrar, porém, que apesar de ser um conceito recentemente elaborado, a sua ocorrência é antiga. A maioria dos cientistas sociais data o seu início no final do século XV e início do século XVI, quando os europeus iniciaram o processo de expansão colonial marítima. Com isso, é possível perceber que a globalização não é um fato repentino e consolidado, mas um processo de integração gradativa que está constantemente se expandindo.

Muitos autores utilizam o termo “Aldeia Global” para se referir à globalização, pois ela não se limita aos planos políticos e econômicos, ocorrendo também no âmbito da cultura. Observa-se uma grande troca de costumes, hábitos e mercadorias culturais. Os animes japoneses e os filmes de Hollywood, por exemplo, são assistidos em todo o mundo. (https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-globalizacao.htm)

O principal autor que fala sobre globalização e aldeia global, Milton Santos (2000), explica que o mundo está em constante conectividade:

Não existe um espaço global, mas, apenas, espaços da globalização. (...) O Mundo, porém,  é  apenas  um  conjunto   de possibilidades,   cuja   efetivação   depende   das oportunidades oferecidas pelos lugares. (...) Mas o território termina por ser a grande mediação entre o Mundo e a sociedade nacional e local, já que, em sua funcionalização, o ‘Mundo’ necessita da mediação dos lugares, segundo as virtualidades destes para usos específicos. Num dado momento, o ‘Mundo’ escolhe alguns lugares e rejeita outros e, nesse movimento, modifica o conjunto dos lugares, o espaço como um todo. É o lugar que oferece ao movimento do mundo a possibilidade de sua realização mais eficaz. Para se tornar espaço, o Mundo depende das virtualidades do Lugar" (SANTOS, 1996, p. 271).

Esse princípio pode ser entendido como uma intervenção do espaço, as múltiplas culturas e tecnologias que ligam dois pontos entre indivíduos de diferentes culturas e regiões do mundo e as aproximam no mundo virtual. Estas duas pessoas que até antes dependeriam de estar fisicamente no mesmo lugar para se comunicar agora não precisam devido à Internet:

A fábrica global instala-se além de toda e qualquer fronteira, articulando capital, tecnologia, força de trabalho, divisão do trabalho social e outras forças produtivas. Acompanhada pela publicidade, a mídia impressa e eletrônica, a indústria cultural, misturadas em jornais, revistas, livros, programas de rádio, emissões de televisão, videoclipes, fax, redes de computadores e outros meios de comunicação, informação e fabulação, dissolve fronteiras, agiliza os mercados, generaliza o consumismo.

Provoca a desterritorialização e reterritorialização das coisas, gentes e idéias. Promove o redimensionamento de espaços e tempos. (IANNI, 2002, p.19)

A Internet como meio eletrônico conecta através de aplicativos e softwares que permitem trocar textos, vídeos, áudios e até fazer vídeos conferências ou ligações, tudo instantaneamente sem demora a um único click no aparelho, seja ele um celular, Android, IOS, Notebook ou outros. Todos estamos sujeitos a influência da internet e do que ela traz consigo. A confirmação da globalização: “Com o advento da Internet temos o primeiro meio que é oral e escrito, privado e público, individual e colectivo ao mesmo tempo. A ligação entre a mente pública e a mente privada é feita através das redes abertas e conectadas do planeta. ” (KERCKHOVE, 1997, p. 249)

O mundo está cada vez mais conectado em inúmeras pessoas, lugares e eventos simultaneamente permitindo grandes descobertas pessoais e profissionais: “Uma tecnologia combina artefactos e procedimentos de forma a potenciar o saber para a obtenção de fins práticos. Uma tecnologia social utiliza os mesmos métodos de forma a permitir que indivíduos com interesses similares se encontrem, falem, ouçam ou construam um leque de sociabilidades com algum grau de durabilidade. ” (CARDOSO, 1997, p. 25)

Contudo, segundo Cardoso (1997), o ser humano tem tanta necessidade de informação como de sociabilidade, poder-se-á mesmo afirmar que a informação é um instrumento ou componente para a promoção da socialização e da sociabilidade, que é o objetivo primordial. Através dos grupos sustentados pelas Redes e Serviços Telemáticos o sujeito tem uma ambiência mista em que se funde a sociabilidade com a informação, com a vantagem da informação ser mais credível pelo fato de ter origem no círculo de sociabilidades do sujeito. “É partilha de informação e de conhecimento que hoje constitui qualquer comunidade – seja ela social ou política, cultural ou científica – determinando não só a sua forma como os seus objectivos.” (CARRILHO, CARAÇA,1995, p.84)

É neste ambiente comunicacional em que as fronteiras se diluem que se desenha uma nova geografia que deixa de ter como elementos estruturantes o espaço e o tempo e passa a ter como estrutura os nós de conhecimento e de aglutinação motivacional como ímanes de atração dos habitantes deste novo espaço, o ciberespaço. Uma das particularidades dos sujeitos que utilizam o ciberespaço enquanto espaço de vivência é o nomadismo (MAKIMOTO,1997).

De acordo com Heide, Stilborne (2000, p.8), a “Internet é uma extensa rede de redes de computadores interligadas, mas independentes. Em menos de duas décadas transformou-se de uma rede altamente especializada de comunicações, utilizada principalmente para fins militares e acadêmicos, em um bazar eletrônico de massa. ”

Bogo (2000) considera Internet como sendo, […] um conjunto de redes de computadores interligadas que tem em comum um conjunto de protocolos e serviços, de uma forma que os usuários conectados possam usufruir de serviços de informação e comunicação de alcance mundial.

De acordo com Ellswortho (1949, p.7) […] “existem mais definições a esse respeito do que o número de usuários da internet. Não existe uma localização real nem uma ideia exata do seu tamanho e nem tão pouco uma conclusão única sobre quem está realmente na internet. Mas tudo bem porque, afinal de contas, a internet funciona e funciona bem. ”

De acordo com Fonseca, Sampaio (2009), a Internet já é hoje a 2ª maior rede do mundo, ficando atrás apenas da rede telefônica mundial. Grande parte das redes corporativas já se encontra hoje ligadas à Internet. Praticamente todos os Centros de Pesquisa e Universidades do mundo inteiro também podem ser acessados virtualmente pela rede. As consequências da grande utilização desta nova mídia ainda não podem ser totalmente previstas, mas espera-se uma grande mudança no comportamento das pessoas com a utilização maciça da rede. A Internet já está hoje em mais de 80 países. Nos dias de hoje, não é mais um luxo ou simples questão de opção uma pessoa utilizar e dominar o manuseio e serviços disponíveis na Internet, pois é considerado o maior sistema de comunicação desenvolvido pelo homem.

Todavia, entende-se que a globalização iniciou com os avanços do transporte saindo das máquinas a vapor aos automóveis com biodiesel e houve evoluções na globalização, no capital, fazendo marcas serem internacionais, social criando grupos internacionais como o Greenpeace e o Médico sem Fronteiras ou mesmo anônimos. Portanto, era de se esperar que as comunicações evoluíssem no mundo globalizado, que do telégrafo e do telefone evoluiu para a Internet e suas redes sociais.

5. AS REDES SOCIAIS E VIRTUALISMO

5.1. AS REDES SOCIAIS

O conceito de rede social teve início com a apropriação de conhecimentos da teoria dos grafos e de redes por estudiosos de humanidades, como os antropólogos e sociólogos, que visavam a compreender os fenômenos sociais, analisando-os a partir de relações interpessoais (WASSERMAN E FAUST, 1994).

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Na história humana, de tempos em tempos, alguns temas emergem a partir de contextos que traduzem o sentido e o espírito da época. Pode-se dizer, com relativa segurança, que um tema emergente da atualidade é o das redes sociais. Na história das ciências sociais e humanas, o conceito de rede social surgiu na primeira metade do século XX.

Os autores Wasserman e Faust (1994) interpretam a sociedade como uma rede de atores que é, portanto, uma abstração que viabiliza a análise de sociedades. Nessas redes, os indivíduos ou atores, são considerados como nós, canais para fluxos de recursos, materiais ou imateriais, e conceitualizam-se como estruturas (economia, sociais, políticos e etc.) como padrões duradouros de relações entre indivíduos.

A história do Facebook é uma história narrada, em grande medida e fruto das circunstâncias, na Internet. A origem do Facebook está associada à origem do Facemash, um website colocado online a 28 de outubro de 2003 por Mark Zuckerberg, um estudante universitário de Harvard, e pelos seus colegas Andrew McCollum, Chris Hughes e Dustin Moskovitz. Zuckerberg estava no segundo ano do curso de Psicologia quando escreveu o código do software para esse website, desenhado para os estudantes de Harvard, que permitia aos seus visitantes votar na pessoa mais atraente, com base em duas fotografias de estudantes, apresentadas lado a lado, provenientes da base de dados de identificação dos alunos daquela instituição. As estas iniciativas aderiram 450 visitantes e foram registradas mais de 20.000 visualizações de fotografias, apenas nas primeiras 4 horas online. Alguns dias depois, o Facemash foi desativado pelo Conselho de Administração de Harvard, que acusou Zuckerberg de ter violado as regras de segurança informática e de invasão de privacidade ao ter utilizado as fotografias do Facebook da universidade (SCHWARTZ, 2003; ZEEVI, 2013). Apesar da sua curta existência, o conceito do Facemash deu forma à ideia que mais tarde constituiu a gênese do Facebook (MCGIRT, 2007).

O Facebook teve papel fundamental para consagrar as Redes Sociais como vimos no anexo A houve uma crescente evolução desde os primórdios do MSN até os aplicativos mais modernos como o Tinder e Whatsapp, o Facebook, o Twitter e outros que estão para ser lançados.

Todavia, o que sempre caracterizou a evolução humana foi a capacidade do Homo Sapiens de se sociabilizar e atualizar estas sociedades às necessidades humanas. Vivemos hoje uma sociedade conectada pela Internet e cuja sociedade se formalizou no âmbito virtual.

5.2. O VIRTUALISMO

Em 1934, o cientista e acadêmico belga Paul Marie Gislain Otlet, pioneiro da gestão de informação, concebia uma ideia antecipatória de uma grande rede do conhecimento humano, baseada em documentos. À época, o autor já afirmava que seria criada uma tecnologia capaz de combinar uma multiplicidade de mídias – como o rádio, cinema e microfilme – em que todos poderiam ser capazes de ler o texto, de maneira personalizada, projetado numa tela individual.

Onze anos depois, quando o computador moderno ainda dava seus primeiros sinais de vida, Vanevar Bush (1945) publicou ideias semelhantes. Ele chamou de “Memex” um dispositivo em que o indivíduo poderia guardar todos os seus livros, registros e comunicações, podendo consultá-los com velocidade e flexibilidade, inclusive remotamente. Além de prever a forma física desse aparelho, que possuiria tela translúcida e um teclado, Bush também introduz conceitos de indexação e associação de dados, sugerindo uma estrutura navegável através de links, que tornariam o acesso ao material desejado mais ágil.

Diante de todas as pesquisas feitas em torno da teoria das comunicações, Leonard Kleinrock, do MIT, convenceu Roberts Merrill de que as informações poderiam ser transportadas através de pacotes em vez de circuitos. Em 1965, Roberts e Thomas Merrill conectaram um computador em Massachussets com um outro que se localizava na Califórnia, através de uma linha discada, criando a primeira rede de computadores do mundo. Comprovaram, assim, que os computadores poderiam trabalhar juntos rodando programas e recuperando dados a partir de máquinas remotas, porém, identificaram que o circuito da telefonia era totalmente inadequado para o feito. Por volta dessa época, foi lançado o projeto de elite da Defense Advanced Research Projects Agency (Darpa), o Advanced Research Projects Agency (ARPAnet), para o qual foram recrutados e selecionados cientistas de diversas áreas. Foi construído e financiado pelo governo americano, em meio à guerra fria, tendo como base o Pentágono e com o objetivo de interligar as bases militares e os departamentos de pesquisa do governo americano de maneira segura (LEÃO, 2001).

Em 1991, surgiu a WWW (World Wide Web), a partir da fusão de estudos sobre Internet e hipermídia – meio que engloba recursos de hipertexto com multimídia, permitindo ao usuário a navegação por diversas partes de um aplicativo, na ordem que desejar (LEÃO, 2001).

A WWW, nascida em 1991, corresponde à parte da Internet construída a partir de princípios do hipertexto. A Web baseia-se numa interface gráfica e permite o acesso a dados diversos (textos, músicas, sons, animações, filmes, etc.) através de um simples “clicar” no mouse (LEÃO, 2001, p. 23).

À medida que seu uso foi se tornando aberto ao público comum, a popularidade da Internet foi crescendo exponencialmente. “Em 1990, poucos utilizavam a Internet; em 1999, 38% das casas norteamericanas estavam conectadas” (GOSCIOLA, 2003, p. 72). Com tamanha aceitação e apropriação do público, as conquistas dos produtos de informática cresceram à medida que as novas tecnologias se multiplicaram.

Em 1995, foi realizada a abertura da Internet comercial, ainda orientada pela RNP, que mudou seu papel, estendendo todos os seus serviços à sociedade. Nesse mesmo ano, foi criado o Centro de Informações Internet/BR, que viria a dar suporte para fundações de provedores de Internet e a todos usuários, com mais de três mil perguntas respondidas no primeiro ano. Essa foi a porta de entrada para grandes marcas internacionais de computadores, como Compaq, Equitel, IBM e Philips, que passaram a apoiar a RNP, fornecendo equipamentos, softwares e até financiando atividades do projeto. A partir daí a Internet progrediria para tornar rapidamente “o sinal mais material e visível da globalização” (MANOVICH, 2001, p. 32, tradução nossa).

No início da Web, em 1995, 44 milhões de pessoas utilizavam a Internet. Em 1998, contava com 142 milhões de usuários. Ao final de 1999, entre mais de 6 bilhões de habitantes, os usuários de Internet somavam 259 milhões, concentrados principalmente nos Estados Unidos com 110,8 milhões, no Japão com 18,2 milhões, no Reino Unido com 14 milhões, no Canadá com 13,3 milhões, na Alemanha com 12,3 milhões; no Brasil com 6,8 milhões; na China com 6,3 milhões; e na Coréia do Sul com 5,7 milhões – todos conhecedores de como se comunicar em ambientes hipermidiáticos (GOSCIOLA, 2003, p. 76-77).

Downing (2002) entende que a Internet é o primeiro veículo capaz de oferecer aos indivíduos de todo o mundo a chance de se comunicar com suas próprias vozes a uma audiência de milhões de pessoas, tornando suas possibilidades técnicas ilimitadas. A Internet não apareceu mais como um meio de produção de “poucos para muitos” (como o jornal, rádio e televisão) e sim como um meio de “muitos para muitos”, descentralizando o poder e possibilitando circular ideias (RHEINGOLD, 1998, pag. 12).

A Internet permitiu conectar a sociedade humana quase como um todo, com a tendência da democratização virtual, que nada mais é que dar acesso aos conhecimentos da humanidade para todos através da Internet. Estamos vivenciando o “virtualismo”: A definição de virtualismo no dicionário é uma doutrina baseada no conceito de virtualidade. No Anexo B temos o material didático que visa ensinar as novas gerações a usar a Internet, os conceitos de pesquisa igual a conhecimento, Internet e Redes Sociais igual a conectividade tal material cria o conceito que vivenciamos não só atualmente o virtualismo, mas as próximas gerações o vivenciarão. E tudo isso combinado com o final da Terceira Revolução Industrial gera o que no anexo D chamamos de quarta revolução industrial, a automação de todos os meios sociais econômicos, financeiros, comerciais e industriais, sendo acompanhados pelo virtualismo globalizado.

6. IV REVOLUÇÃO INDUSTRIAL: PRODUÇÃO VIRTUAL

6.1. IV REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

As revoluções industriais tiveram marcos diferenciados entre si e o que marca a terceira revolução industrial para quarta revolução industrial está descrito por Klaus Schwab no Anexo C. A seguir está descrito essas diferenças:

REVOLUÇÕES

      • Primeira (entre 1760 e 1840): máquina a vapor, ferrovias;

•Segunda (final do séc. XIX): advento da eletricidade e da linha de montagem;

      • Terceira (década de 60): revolução digital ou do computador;

      • Quarta (virada do século): inteligência artificial, robótica, internet das coisas, veículos autônomos, impressão em 3D, nanotecnologia, biotecnologia, armazenamento de energia. (Anexo C)

Os movimentos que mudam uma época podem ser bons ou ruins, para o autor o mesmo pode ser dito sobre a quarta revolução industrial: “As mudanças são tão profundas que, na perspectiva da história da humanidade, nunca houve um momento tão potencialmente promissor ou perigoso” (Anexo C). Todos que vivenciaram essas mudanças vivenciaram alterações do modo de vida e do cotidiano aos meios de comunicação, produção e financeiro.

O Uber, a maior empresa de táxis do mundo, não possui sequer um veículo. O Facebook, o proprietário de mídia popular do mundo, não cria nenhum conteúdo. Alibaba, o varejista mais valioso, não possui estoques. E o Airbnb, o maior provedor de hospedagem do mundo, não possui sequer um imóvel (GOODWIN, p. 28-29). (ANEXO C)

Essas corporações são exemplo de que se representar virtualmente hoje vale mais do que estar presente fisicamente, hoje o que vale mais é conectar as pessoas e depois o contato físico que foi proposto. “O QUE A DISTINGUE DAS OUTRAS REVOLUÇÕES:

•Velocidade, amplitude e profundidade; •A fusão de tecnologias e a interação entre os domínios físicos, digitais e biológicos; ” (Anexo C).

Portanto, teremos inúmeras mudanças físicas que acompanharam as atuais implementações virtuais do mundo vivenciando a internet como meio de comunicação básico, “A questão para todas as indústrias e empresas, sem exceção, não é mais ‘haverá ruptura em minha empresa? ’, mas ‘quando ocorrerá a ruptura, quando irá demorar e como ela afetará a mim e a minha organização? ” (SCHWAB, 2016, p.21). Desta forma, podemos dizer que as empresas estão se reinventando constantemente para adequar-se às necessidades de suas clientelas.

Segundo o autor Klaus Schwab (2016), explica a escala e a amplitude da atual revolução tecnológica irão desdobrar-se em mudanças econômicas, sociais e culturais de proporções tão fenomenais que chega a ser quase impossível prevê-las. No entanto, este capítulo descreve e analisa o impacto potencial da quarta revolução industrial na economia, nos negócios, nos governos e países, na sociedade e nos indivíduos.

Em todas essas áreas, um dos maiores impactos surgirá a partir de uma única força: o empoderamento - como os governos se relacionam com os seus cidadãos; como as empresas se relacionam com seus empregados, acionistas e clientes; ou como as superpotências se relacionam com os países menores.

A ruptura que a quarta revolução industrial causara aos atuais modelos políticos, econômicos e sociais exigira que os atores capacitados reconheçam que eles são parte de um sistema de poderes distribuídos que requer formas mais colaborativas de interação para que possa prosperar.

De acordo com autor Klaus Schwab (2016), A quarta revolução industrial terá um impacto monumental na economia global; será tão vasto e multifacetado que fica difícil separar determinado efeito do outro. De fato, os grandes macros variáveis imagináveis PIB, investimento, consumo, emprego, comercio, inflação e assim por diante serão afetadas. Decidi focar apenas as duas dimensões mais cruciais: o crescimento (em grande parte através da lente de seu determinante de longo prazo, a produtividade) e o emprego.

Ha outro argumento: enquanto os ganhos de produtividade gerados pela terceira revolução industrial podem estar realmente desaparecendo, o mundo ainda nao passou pela experiência da explosão de produtividade criada pela onda de novas tecnologias que estao sendo produzidas no centro da quarta revolução industrial.

Com efeito, sou um otimista pragmático e, assim, sinto fortemente que so agora estamos começando a sentir os impactos positivos que a quarta revolução industrial pode causar no mundo. Meu otimismo decorre de três fontes principais. Em primeiro lugar, a quarta revolução industrial oferece a oportunidade de integrar a economia global as necessidades nao satisfeitas de 2 bilhões de pessoas, criando demandas adicionais para servicos e produtos existentes ao capacitar e conectar, umas com as outras, as pessoas e comunidades de todo o mundo.

Em segundo lugar, a quarta revolução industrial permitirá aumentar significativamente nossa capacidade para resolver as externalidades negativas, e durante esse processo, aumentar o potencial de crescimento econômico. Tomemos como exemplo as emissões de carbono, uma grande externalidade negativa. Até recentemente, o investimento verde só era atraente quando fortemente subsidiado pelos governos. Esse é cada vez menos o caso. Os rápidos avanços tecnológicos em energias renováveis, eficiência dos combustíveis e do armazenamento de energia fazem que os investimentos nestes domínios se tornem cada vez mais rentáveis, impulsionando o crescimento do PIB e, além disso, também contribuem para mitigar as mudanças climáticas, um dos principais desafios globais da atualidade.

Em terceiro lugar, conforme discutirei na próxima seção, todas as empresas, os governos e os líderes da sociedade civil com quem me relaciono me dizem que estão se esforçando para transformar suas organizações para que elas possam cumprir plenamente as eficiências oferecidas pelos recursos digitais. Ainda estamos no início da quarta revolução industrial; mas ela exigira a completa reformulação das estruturas econômicas e organizacionais para que possamos compreender todo o seu valor.

Na verdade, acredito que as regras de competitividade econômica da quarta revolução industrial são diferentes das regras dos períodos anteriores. Para se manterem competitivas, as empresas e os países devem estar na fronteira da inovação em todas as suas formas, o que significa que as estratégias que incidem principalmente na redução de custos serão menos eficazes do que aquelas que se baseiam na oferta de produtos e serviços de maneira mais inovadora. Tal qual vemos hoje, as empresas estabelecidas estão sob extrema pressão de inovadores e disruptores de outras indústrias e países emergentes. O mesmo pode ser dito sobre os países que não reconhecem a necessidade da construção de seus próprios ecossistemas de inovação.

Diferentes categorias de trabalho, particularmente aquelas que envolvem o trabalho mecânico repetitivo e o trabalho manual de precisão, já estão sendo automatizadas. Outras categorias seguirão o mesmo caminho, enquanto a capacidade de processamento continuar a crescer exponencialmente. Antes do previsto pela maioria, o trabalho de diversos profissionais diferentes poderá ser parcial ou completamente automatizado, a saber, advogados, analistas financeiros, médicos, jornalistas, contadores, corretor de seguros ou bibliotecários.

Teremos no Anexo C, uma imagem a análise que apresente as profissões mais propensa com automação do mercado de trabalho:

Figura 1

Podemos dizer com isso que modos de produção virtualizados e automatizados alteram as formas de se entender mundo que vivemos desde trabalho que exercermos. Nesse ambiente de trabalho em rápida evolucao, a capacidade de antecipar as tendências laborais futuras e as necessidades em termos de conhecimentos e competências indispensáveis para adaptar-se, torna-se ainda mais crítica para todas as partes interessadas (stakeholders). As tendências variam de acordo com a localidade geográfica e a indústria envolvidas e, por isso, é importante entender os resultados da quarta revolução industrial para cada indústria e país específicos.

Klaus Schwab (2016): Há um cenário desafiador para os países de baixa renda, isto e, saber se a quarta revolução industrial levara a uma grande "migração" das fabricantes mundiais para as economias avançadas, algo bastante possível caso o acesso a baixos salários deixe de ser um fator de competitividade das empresas. A capacidade de desenvolver fortes setores da indústria transformadora que sirvam a economia global com base nas vantagens dos custos e um caminho de desenvolvimento já muito utilizado para que os países acumulem capital, transfiram tecnologia e aumentem os rendimentos. Caso esse caminho se feche, muitos países terão de repensar seus modelos e estratégias de industrialização. Se é como as economias em desenvolvimento podem aproveitar as oportunidades da quarta revolução industrial uma questão importantíssima para o mundo; e essencial que sejam feitas mais pesquisas e reflexões para compreendermos, desenvolvermos e adaptarmos as estratégias necessárias perigo e que a quarta revolução industrial poderia causar uma dinâmica de jogadas do tipo "tudo ao vencedor" entre países, bem como dentro deles. Isso causaria um maior número de conflitos e tensões sociais e criaria um mundo menos coeso e mais volátil, especialmente porque as pessoas estão hoje muito mais conscientes e sensíveis as injustiças sociais e as discrepâncias das condições de vida entre diferentes países. A menos que os líderes dos setores público e privado assegurem aos cidadãos que eles estão realizando boas estratégias para melhorar a vida dos povos, a agitação social, a migração em massa e o extremismo violento poderão ser intensificados, criando, dessa forma, riscos para os países em qualquer fase de desenvolvimento.

6.2. PRODUÇÃO VIRTUAL

Os meios de produção se transformaram ao longo dos anos, desde o trabalho artesanal até linhas de montagem autônomas e robotizadas, foi pensando nisso que vivemos revolução industrial na sua quarta etapa como vimos na imagem do Anexo C:

Figura 2

No campo da robótica temos a implementação dos drones na produção agrícola e nos cuidados da agropecuária, como vemos no ANEXO D. Para os autores (ALVES; FERREIRA, et. al, 2015) se resume as novas necessidades de automação no campo, como vemos abaixo:

O projeto acontece no contexto das atividades de pesquisa e extensão desenvolvidas no laboratório de Cartografia e Geoprocessamento do curso de Licenciatura em Geografia da Universidade Federal Triângulo Mineiro (UFTM) e tem como objetivo avaliar a aplicação de imagens de sensoriamento remoto na agricultura. Especificamente irá identificar as falhas de plantio na cultura de cana-de-açúcar a partir de técnicas de Processamento Digital de Imagens (PDI) e comparar o método utilizado hoje pelo agricultor com os resultados obtidos nesse projeto. Espera-se  com o resultado compreender melhor as necessidades dos produtores de cana-de- açúcar e avaliar os alcances e limites do uso do sensoriamento remoto para este fim. O trabalho foi realizado com uso da tecnologia do “drone agrícola”, que é um Veículo Aéreo não Tripulado (VANT) para obtenção de imagens aéreas de baixo custo. O uso do equipamento será concedido pelo agricultor parceiro e um profissional responsável pelo manuseio da aeronave e obtenção das imagens. (ALVES; FERREIRA, et. al, 2015)

Se no campo a robótica ganha os drones, na indústria de produção de insumos há décadas esta vem desempenhando o seu papel. No século XXI o que mudou nas linhas de produção robóticas foi sua autonomia através da Inteligência Artificial. De acordo com Selitto (2002) a indústria de processo contínuo necessita hoje de softwares de inteligência artificial que nada mais são que programas que durante um processo programado identificam problemas e tentam solucioná-los automamente sem interferência humana.

No campo da biotecnologia tais softwares não substituirão as capacidades interpretativas humanas, já que como vimos no (ANEXO E), teremos de avaliar as consequências dos novos conhecimentos que a biodiversidade e a biotecnologia nos oferecem.

Nos Estados Unidos existem empresas dedicadas à biotecnologia (EDBs) com até 2000 funcionários. Intensivas em pesquisa, aglomeram-se em clusters e investem bilhões de dólares por ano em pesquisas de longa maturação e alto custo e risco. Em grande parte, essas empresas se originaram a partir de spin offs de universidades. Até hoje, cerca de 80% das EDBs americanas estão instaladas em parques tecnológicos ligados a centros universitários de pesquisa, e foram praticamente financiadas por um mercado de capital de risco, que no Brasil ainda engatinha. (SELITTO, 2002, p.6)

Com a automatização cabe ao ser humano produzir novos conceitos e pensamentos intelectuais, já que os meios de produção estão aos poucos sendo automatizados sem sua interferência. No (ANEXO F) temos a prova que até o comércio dos produtos e serviços estão automatizados, já que devido a programas como SEO e outros, o sistema de tecnologia da informação classifica textos, hipertextos e conteúdo como um todo para aqueles que utilizam ferramentas de busca como Google, Bing e outros. O Inbound Marketing e seu conceito que consta no (ANEXO F) se torna uma solução, já que direciona os esforços da mente humana no desenvolvimento dos novos conteúdos que serão o atrativo para novos consumidores para novos produtos e serviços. Ou seja, o ser humano em sua quarta revolução industrial caminhará para ser um produtor de intelecto de conteúdos reflexivos ou inovadores.

7. CONCLUSÃO

As Revoluções Industriais provocaram gravíssimas questões sociais. Operários, artífices (artesãos) e camponeses tiveram que se ajustar a um modo de vida diferente e opressivo. O trabalho era de quinze a dezesseis horas por dia; não se renumerava bem e as condições de trabalho eram péssimas, muitas vezes eram pagos com vales trocáveis nos estabelecimentos que o patrão tinha.

Os operários inicialmente se concentraram morando próximo às indústrias, estas residências eram chamadas de cortiços lotados de famílias que viviam em um espaço muito pequeno e sem saneamento e infraestrutura para suportar tais números de pessoas que só aumentava com o crescimento das fábricas.

Devido à falta de serviços sanitários nestes grandes centros populacionais urbanos houveram várias epidemias que inicialmente atingiram as classes trabalhadores e depois se espalharam para burguesia (elite) que tratou de fazer reformas urbanas para tirar os operários (classe trabalhadora) das proximidades das indústrias, centros comerciais e residenciais das elites burguesas e levaram os operários (proletariado) para as chamadas periferias da cidade (longe dos centros urbanos).

A palavra proletário teve origem entre os romanos, para descrever o cidadão pobre que só era útil a república para gerar prole (filhos) que serviriam à pátria. No século XIX, a palavra proletariado passou a ser usada para identificar a classe sem propriedades, classe essa que não tinha controle dos meios de produção e teria que vender sua força de trabalho para obter seu sustento.

Pode-se dizer que são três vertentes que a classe proletária tinha como opções: a primeira era a aceitação do sistema capitalista e tentar subir nesta etapa, ou sobrevivendo com o que se conseguia pelo trabalho.

Na segunda vertente teremos os pensamentos anarquistas: que não reconhecem o Estado (governos) já que este, só serve para oprimir o indivíduo, também era contra a propriedade privada;

Na terceira vertente teremos os pensamentos marxistas: que visavam através da crítica ao sistema ideológico do capitalismo e com a revolução do proletariado proclamar a emancipação da humanidade numa sociedade sem classes e igualitária.

O marxismo surge em 1848 com o manifesto comunista escrito por Karl Marx (filósofo social alemão) e o revolucionário Friedrich Engels; sendo o sistema mais tarde completado e até modificado pelos seus pupilos: Trotsky, Lenine e Stalin. Neste contexto os pensadores propõem a luta pelo fim do capitalismo como sistema que governa o Estado e assim a sociedade, para eles deveria este ser trocado pelo socialismo, onde as massas (povo, proletariado e camponeses) trabalhadoras possuiriam os meios de produção e assumiriam o poder político e econômico.

De um modo geral as Revoluções Industriais em suas muitas etapas causaram transformações sociais que culminaram na sua quarta etapa com a descentralização dos meios de comunicações que até a Terceira Revolução Industrial era feita pela TV, rádio e Internet e que na quarta revolução industrial se disseminou através das redes sociais na tecnocracia, cujo principal propósito é a democratização da Tecnologia da Informação e que seus usuários possam co-participar ciberneticamente de diferentes formas, indo pra pesquisa de conteúdos até debates de diversos assuntos.

Todavia, as transformações são revolucionárias, ou seja, chocantes, e a massa da prole tenta se adaptar as mudanças ocorridas. Um exemplo disso é que os meios de produção que agora são virtualizados exigem conhecimentos técnicos específicos da tecnologia do  segmento que você emprega o seu trabalho. Um exemplo disso seria um agricultor que tem que ter conhecimentos de informática e robótica para gerenciar sua produção automatizada, podendo ser desde a irrigação a técnicas de voo dos drones que fazem a manutenção dos campos. A institucionalização das sociedades e grupos religiosos no âmbito virtual permite desenvolver uma rede de compartilhamento de textos, imagens, vídeos e áudios das representações religiosas e das crenças que a sociedade tem, podendo ser cristã, esotérica, espiritas, judaica, islâmica e outras. A comercialização de produtos pelas redes sociais e pela Internet fez-se necessária a criação de mecanismos financeiros, como aplicativos e softwares bancários que permitam transações no ciberespaço representando valores correspondentes no mundo real; também estamos vivenciando o surgimento da moeda virtual universal: o bitcoin, que se populariza dia após dia.

Portanto, não é de se estranhar o crescente número de indivíduos que trabalham como homeoffice (trabalho em casa), já que o virtualismo tomou conta de toda a existência humana desde a forma de se comunicar, socializar, vender e produzir, tudo ao passo de um clique.

8. REFERÊNCIAS:

COTRIM, Gilberto. História Global – Brasil e Geral. 8ª ed. São Paulo: Saraiva, 2005.

CAVALCANTE, Zedequias Vieira; SILVA, Mauro Luís Siqueira da. 2011. A Importância da Revolução Industrial no Mundo da Tecnologia. In: VII EPCC: Encontro Internacional de Produção Científica. Maringá/PA, Brasil: Editora CESUMAR, Anais... 2011.

FORD, H. Os princípios da prosperidade. Trad. Monteiro Lobato. São Paulo: Livraria Freitas Bastos, 1967.

GRAMSCI, A. “Americanismo e Fordismo” In:           . Cadernos do Cárcere. Vol. 4. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.

TAYLOR, F. W. Princípios de administração científica. São Paulo: Atlas, 1990.

FARAH J., Moisés Francisco. A Terceira Revolução Industrial e o Novo Paradigma Produtivo: Algumas Considerações sobre o Desenvolvimento Industrial Brasileiro nos Anos

90. Revista FAE, Curitiba, v.3, n.2, p.45-61, maio/ago., 2000.

LAHORGUE, M. A. Pólos tecnológicos no Brasil: espontaneidade ou inovação social? Uma discussão sobre pólos tecnológicos brasileiros, suas evoluções e perspectivas. In: I Congresso Iberoamericano de Ciência, Tecnología, Sociedade e Innovación CTS + I, 2006, México D. F. Disponível em: Acesso em: 15/07/2018.

DANTAS, Marcos. Economia política da informação e comunicação em tempos de internet: revisitando a teoria do valor nas redes e no espetáculo. Linc em Revista, v. 08, n,1, p. 283-307, 2012.

RIFKIN, Jeremy. A Terceira Revolução Industrial: como o poder lateral está transformando a energia, a economia e o mundo. Brasil: M. Books, 2012.

SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996.

BRASIL ESCOLA. O que é globalização? Disponível em: Acesso em: 18/09/18.

IANNI, Octavio. Teorias da Globalização. Rio de Janeiro: Editora Civilização, 2002. KERCKHOVE, Derrick de. A Pele da Cultura. Lisboa: Relógio d’Água, 1997.

CARDOSO, Gustavo. Contributos para uma sociologia do ciberespaço. In: Rev. Sociologia – problemas e práticas, Lisboa: ISCTE, no25, 51-80, 1997.

ELLSWORTH, Jill H; ELLSWORTH, Mattew V. Guia de negócios na internet. São Paulo: Berkeley, 1995.

HEIDE, Ann; STILBORNE, Linda. Inclusão digital. 2 ed., Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

BOGO, Kellen Cristina. A História da Internet 2000. Ed. 11. Disponível em < http://kplus.cosmo.com.br/materia.asp?co=11&rv=Vivencia>. Acesso em: 18/09/18.

ERIK, Fonseca; SAMPAIO, Ênia. História da Internet 2009. Disponível em: < http://homepages.dcc.ufmg.br/~mlbc/cursos/internet/historia/ >. Acesso em: 18/09/18.

CARRILHO, Manuel Maria e CARAÇA, João. Partilha e Conhecimento. In: Revista Colóquio e Ciência - revista de cultura científica, no 16, fev. 1995, Fundação Calouste Gulbbenkian, p.84-91, 1995.

MAKIMOTO e MANNERS. Digital Nomad. New York: John Wiley & Sons, 1997.

WASSERMAN, S.; FAUST, K. Social Netwoerk Analysis: Methods and Applications. Cambridge: Cambridge University Press, 1994.

BUSH, Vannevar. As we may think. The Atlantic, jul. 1945. Disponível em:

. Acesso em: 18 de mar. 2013.

LEÃO, Lucia. O labirinto da hipermídia: arquitetura e navegação no ciberespaço. 2. ed. São Paulo: Iluminuras: FAPESP, 2001. 158 p.

GOSCIOLA, Vicente. Roteiro para as novas mídias. Do cinema às mídias interativas. São Paulo: Senac, 2003.

MCGIRT, Ellen. Facebook’s Mark Zuckerberg: Hacker. Dropout. CEO. Fast Company, 1de maio de 2007. Disponível em: . Acesso em: 23 de Abril de 2018.

SCHWARTZ, Bari. Hot or Not? Website Briefly Judges Looks. The Harvard Crimson, 4 de novembro de 2003. Disponível em: . Acesso em: 17 de Abril de 2018.

ZEEVI, Daniel. The Ultimate History of Facebook [INFOGRAPHIC]. Socialmedia Today, 25 de fevereiro de 2013. Disponível em: . Acesso em: 13 de abril de 2018.

MANOVICH, Lev. The Language of New Media. Massachusetts: MIT Press, 2001.

DOWNING, John D. H. Mídia radical: Rebeldia nas comunicações e movimentos sociais. 1. ed. São Paulo: Senac, 2002.

ALVES, Matheus Oliveira; FERREIRA, Ricardo V. et al. O Uso de Imagens do “Drone Agrícola” para Identificação de Falhas no Plantio de Cana-de-Açúcar. In: VII Simpósio Tecnologia de Produção de Cana-de-Açúcar, Piracicaba/SP, 15 a 17 de julho de 2015.

RHEINGOLD, H. A Comunidade Virtual. Editora Gradiva, Lisboa, 1996.


Publicado por: Andrei Rissuto

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do site por meio do canal colaborativo Monografias. O Brasil Escola não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do autor. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.