CONTEXTUALIZAÇÃO DOS ASPECTOS E BENEFÍCIOS DA ADOÇÃO DA CERTIFICAÇÃO LEED NO IBMEC

Engenharia

Análise sobre o consumo de energia, mau gerenciamento de gastos e como ter um desenvolvimento energético e sustentável.

índice

  1. 1. RESUMO
  2. 2. INTRODUÇÃO
    1. 2.1 CONTEXTUALIZAÇÃO
  3. 3. OBJETIVOS DO TRABALHO
    1. 3.1 Objetivos Gerais
    2. 3.2 Objetivos específicos
    3. 3.3 METODOLOGIA
  4. 4. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
  5. 5. INTRODUÇÃO
    1. 5.1 QUESTÕES AMBIENTAIS
      1. 5.1.1 Eventos do clima
      2. 5.1.2 Desenvolvimento sustentável
    2. 5.2 SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL
      1. 5.2.1 Impacto da construção civil no ambiente
      2. 5.2.2 Legislação ambiental
      3. 5.2.3 Constituição Federal
      4. 5.2.4 Lei nº 6.938/1981
      5. 5.2.5 Incentivos governamentais
      6. 5.2.6 Salvador – ‘IPTU VERDE’
      7. 5.2.7 2.3.3.2 Barretos – ‘MUNICÍPIO VERDE’
      8. 5.2.8 Rio de Janeiro – Lei nº 526/2014
    3. 5.3 PRÉDIOS ‘VERDES’
    4. 5.4 CERTIFICAÇÕES AMBIENTAIS
      1. 5.4.1 A certificação LEED
      2. 5.4.2 Histórico
      3. 5.4.3 O GBC
      4. 5.4.4 Certificação de Profissionais
      5. 5.4.5 Materiais Aprovados
    5. 5.5 Outras certificações
      1. 5.5.1 Selo Aqua
      2. 5.5.2 Etiqueta PBE Edifica e Selo Procel Edificações
      3. 5.5.3 Etiqueta PBE Edifica
      4. 5.5.4 Selo Procel Edificações
      5. 5.5.5 Criado em novembro de 2014, este selo tem por objetivo identificar as edificações que se destaquem por apresentar a melhor eficiência energética em dada categoria, incentivando a adesão de imóveis mais eficientes, por parte do mercado consumidor (PROCEL INFO, 201-).
      6. 5.5.6 Selo Casa Azul
      7. 5.5.7 Como obter?
      8. 5.5.8 O Selo se refere a todo e qualquer tipo de empreendimento habitacional. A aplicação para a obtenção do Selo Casa Azul pode ser realizada por construtoras, Poder Público, empresas públicas e de habitação, cooperativas, associações e entidades representantes de movimentos sociais.
    6. 5.6 Considerações sobre o capítulo
  6. 6. INTRODUÇÃO
    1. 6.1 METODOLOGIA PARA ESTUDOS DE CASO
    2. 6.2 PROTOCOLO
      1. 6.2.1 Objetivo e Questões de Pesquisa
  7. 7. Metodologia
    1. 7.1 Fontes de pesquisa
    2. 7.2 Dados a serem coletados
    3. 7.3 ESTUDO DE CASO 1 – COLÉGIO ESTADUAL ERICH WALTER HEINE
      1. 7.3.1 Reutilização da água da chuva:
      2. 7.3.2 "Ecotelhado"
      3. 7.3.3 Reaproveitamento de materiais
      4. 7.3.4 Placas fotovoltaicas
      5. 7.3.5 Lâmpadas LED
      6. 7.3.6 Construção em formato Cata-Vento
      7. 7.3.7 Ecopavimento no estacionamento
      8. 7.3.8 Contemplação da Sustentabilidade nas disciplinas
    4. 7.4 ESTUDO DE CASO 2 – EDIFÍCIO ECOCOMMERCIAL BUILDING – BAYER BRASIL
      1. 7.4.1 Eficiência Energética
      2. 7.4.2 Integração
      3. 7.4.3 Automação
      4. 7.4.4 Paisagismo
    5. 7.5 LIMITAÇÕES DOS ESTUDOS
    6. 7.6 Considerações sobre o capítulo
  8. 8. VISÃO GERAL DOS ASPECTOS E BENEFÍCIOS PARA A CERTIFICAÇÃO LEED NO IBMEC
    1. 8.1 O CONTEXTO DO IBMEC BARRA
    2. 8.2 CONTEXTO GEOGRÁFICO
    3. 8.3 O LEED O+M EM DETALHES
      1. 8.3.1 Localização e Transporte
      2. 8.3.2 Crédito: Transporte Alternativo
      3. 8.3.3 Terrenos Sustentáveis
      4. 8.3.4 Pré-requisito: Política de Gestão do Terreno
      5. 8.3.5 Crédito 1: Desenvolvimento do Local – Proteção ou Restauração do Habitat
      6. 8.3.6 Crédito 2: Redução de Ilhas de Calor
      7. 8.3.7 Crédito 3: Gerenciamento do Terreno
      8. 8.3.8 Crédito 4: Plano de Melhoria do Terreno:
      9. 8.3.9 Uso Racional da Água
      10. 8.3.10 Pré-requisito 1: Redução do Uso de Água do Interior
      11. 8.3.11 Pré-requisito 2: Medição de Água do Edifício
      12. 8.3.12 Crédito 1: Redução do Uso de Água do Exterior
      13. 8.3.13 Crédito 2: Redução do Uso de Água do Interior
      14. 8.3.14 Energia e Atmosfera
      15. 8.3.15 Pré-requisito 1: Melhores Práticas de Gestão de Eficiência Energética
      16. 8.3.16 Pré-requisito 2: Desempenho Mínimo de Energia
      17. 8.3.17 Pré-requisito 3: Medição de Energia do Edifício
      18. 8.3.18 Pré-requisito 4: Gerenciamento Fundamental de Gases Refrigerantes
      19. 8.3.19 Crédito 1: Otimizar o Desempenho Energético
      20. 8.3.20 Crédito 2: Energia Renovável e Compensação de Carbono
      21. 8.3.21 Materiais e Recursos
      22. 8.3.22 Pré-requisito 1: Política de Compras e Resíduos
      23. 8.3.23 Pré-requisito 2: Manutenção das Instalações e Política de Renovação
      24. 8.3.24 Crédito 1: Compras – Em Andamento
      25. 8.3.25 Crédito 2: Compras – Lâmpadas
      26. 8.3.26 Crédito 3: Gerenciamento de Resíduos Sólidos – Em Andamento
      27. 8.3.27 Qualidade do Ambiente Interno
      28. 8.3.28 Pré-requisito 1: Desempenho Mínimo da Qualidade do Ar Interior
      29. 8.3.29 Pré-requisito 2: Controle Ambiental de Fumaça de Tabaco
      30. 8.3.30 Pré-requisito 3: Política de Limpeza Verde
      31. 8.3.31 Crédito 1: Iluminação Interior
      32. 8.3.32 Crédito 2: Limpeza Verde – Avaliação da Eficiência de Limpeza
      33. 8.3.33 Crédito 3: Limpeza Verde – Produtos e Materiais
      34. 8.3.34 Crédito 4: Pesquisa de Conforto do Ocupante
    4. 8.4 CONSIDERAÇÕES SOBRE O CAPÍTULO
  9. 9. CONCLUSÃO
  10. 10. INTRODUÇÃO
    1. 10.1 REVISITANDO OS OBJETIVOS
    2. 10.2 OPORTUNIDADES DE TRABALHO FUTURO
    3. 10.3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
  11. 11. REFERÊNCIAS

1. RESUMO

O aumento do consumo de recursos naturais por parte da população, alinhado ao mau gerenciamento da retirada, uso, potencial reciclagem e descarte desses produtos impulsionou o planeta para a crise ambiental que se encontra atualmente, cada vez mais correndo o risco de se deparar com efeitos irreversíveis. Este trabalho abordou o conceito de desenvolvimento sustentável aplicado à engenharia civil. Pautado na hipótese da viabilidade de obtenção da certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) para o prédio do Ibmec Barra (RJ), este trabalho citou possíveis soluções, que abrangem desde a adoção de práticas sustentáveis no dia-a-dia até a substituição dos seus equipamentos para reduzir suas emissões de carbono. Em comparação com os estudos de caso trabalhados, foi possível perceber uma possível dificuldade a ser encontrada por parte do Ibmec, visto que se trata de um prédio já em operação. Por fim, a discussão realizada neste trabalho pode contribuir para a redução do consumo dos insumos naturais, otimização do consumo de materiais, energia e água por parte do Ibmec, além de incentivar a adoção de medidas verdes para o contexto social próximo, ou seja, para a Barra da Tijuca ou até mesmo para a cidade do Rio de Janeiro como um todo.

Palavras-chave: LEED. Certificações Ambientais. Prédios Verdes. Construções Sustentáveis.

ABSTRACT

The increase of natural resources consumption by the population, aligned with the poor management of its exploration, usage, potential recycling and discard have propelled the planet into its current environmental crisis, each time running risks of achieving irreversible effects. This work approached the concept of sustainable development applied to civil engineering. Based on the hypothesis of the achievement viability of the Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) Certification by the Ibmec Barra (RJ) building this work mentioned possible solutions which extend from the adoption of sustainable day-to-day practices up to the substitution of several equipment with the intent of reducing the building’s carbon emissions. In comparison to the case studies detailed it is possible to perceive a possible difficulty applied to the Ibmec building since it is a building in operation. Lastly, the discussion presented throughout this work can possibly contribute to the reduction of the consumption of natural resources, optimization of Ibmec’s material, energy and water usage whilst influencing the adoption of green measures to the surrounding social context, which means the neighbourhood of Barra da Tijuca and possibly even the city of Rio de Janeiro.

Keywords: LEED. Environmental Certifications. Green Buildings. Sustainable Construction.

2. INTRODUÇÃO

2.1. CONTEXTUALIZAÇÃO

A necessidade de se reduzir as emissões de dióxido de carbono e demais gases causadores do efeito estufa, a fim de mitigar e/ou diminuir os efeitos das mudanças climáticas, vem atraindo cada vez mais a atenção de reguladores de edifícios verdes (green buildings), não só nos Estados Unidos, como em todo o mundo.

O conceito de sustentabilidade tem sua origem relacionada ao termo “desenvolvimento sustentável”, definido como aquele que atenda às necessidades das gerações presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprirem suas próprias necessidades (BRUNDTLAND, 1987). Segundo WONG e ZHOU (2015), o desenvolvimento sustentável é definido como um consenso global no que tange a satisfação simultânea do triple bottom line[1], abrangendo as esferas econômica, social e ambiental.

Desta forma, o desenvolvimento sustentável deve ser acompanhado da valorização dos aspectos não materiais, como a democracia, igualdade de direitos, valorização dos direitos humanos e a biodiversidade (WONG & ZHOU, 2015). Um dos maiores desafios da engenharia civil consiste na busca pelo equilíbrio do triple bottom line e sua aplicação em conformidade com os conceitos de desenvolvimento sustentável (CAMARGO, CAPOBIANCO, & OLIVEIRA, 2015).

Anualmente, são produzidas cerca de 220 mil toneladas de lixo, sendo destas 125 mil toneladas referentes ao lixo popular brasileiro. Deste total, apenas 4 mil toneladas são encaminhadas às coletas seletivas e 50 mil toneladas destes resíduos ficam em céu aberto, prejudicando a saúde de indivíduos e do meio ambiente (IBGE, 2012). A engenharia civil contribui para os dados mencionados anteriormente, sendo responsável por 20-50% de todo o material que é retirado da natureza, pelo consumo exorbitante de água e energia elétrica, além de emissões de poeira e CO2 consideradas acima do limite tolerado (AEC, s.d.).

Desta forma, órgãos focados em estimular, verificar, classificar e regulamentar construções realizadas com aspectos que reduzam e tratem estas emissões desgovernadas de resíduos vêm nascendo e crescendo, não só no Brasil, como no mundo. É possível listar diversas certificações disponíveis no Brasil, como por exemplo: LEED, HQE, AQUA, Selo Procel Edifica, Selo Casa Azul e Programa de certificação ambiental da Prefeitura de Belo Horizonte (BARROS & BASTOS, 2015).

Levando em consideração a certificação LEED, principal selo a ser discutido neste trabalho, o Brasil se encontra entre os 10 países com mais projetos de edificações sustentáveis no mundo, possuindo 717 projetos de construções verdes certificados (SUSTENTARQUI, 2017), e ocupando atualmente a 4ª posição, desconsiderando os EUA (país de origem da certificação).

A construção civil é o setor de atividades humanas que mais consome recursos naturais e consome energia de forma intensiva, sendo, assim, um grande indicador quanto aos impactos ambientais e à sustentabilidade do planeta.

A construção civil é responsável pela geração de grande parte dos resíduos industriais, do ar, consumo de recursos naturais não renováveis, consumo de água e energia elétrica, poluição de efluentes, entre outros danos a natureza (AZZI, DUC, & HA, 2015).

Dessa forma, em síntese, os desafios da sustentabilidade na construção civil são:

  • Redução e otimização do consumo de matérias e energia;
  • Redução de resíduos gerados;
  • Preservação do ambiente natural;
  • Melhoria na qualidade do ambiente construído.

O LEED é a principal plataforma utilizada para green buildings ou edifícios verdes, com mais de 170 mil m² certificados diariamente. Esta certificação funciona para todos os edifícios e pode ser aplicada a qualquer momento no empreendimento.

Seus benefícios são econômicos, sociais e ambientais. Além disso, existem 4 tipos de níveis/certificações LEED, sendo estas: LEED certified, LEED silver, LEED gold e LEED platinum.

Estes níveis são definidos a partir da quantidade de pontos que o edifício em questão acumula à medida que preenche uma gama maior de requisitos estabelecidos pelo Green Building Council, podendo estes variar de 40 a 110 pontos.

Desta forma, o presente trabalho pode ser classificado segundo seus objetivos gerais e específicos, discutidos nas próximas subseções.

3. OBJETIVOS DO TRABALHO

O contexto previamente apresentado indica que há oportunidades no estudo mais aprofundado dos aspectos ambientais relacionados à indústria da construção civil. O presente trabalho visa abordar essas oportunidades, através da questão de pesquisa principal, a qual intende destrinchar o modelo de certificação ambiental LEED e sua aplicação, de forma a, dentro dos dados obtidos e percebidos – dentro da posição como atual aluna do Centro Universitário IBMEC – estimar e propor soluções que impulsionem a adesão à certificação por parte do edifício. Tal questão de pesquisa pode ser usada para derivar os objetivos gerais e específicos discutidos nas próximas subseções.

3.1. Objetivos Gerais

Os objetivos gerais deste trabalho de conclusão de curso buscam contemplar a adesão às construções sustentáveis no Brasil, levando em consideração os benefícios econômicos, ecológicos e sociais associados ao mesmo. Além disso, este projeto também visa analisar a possibilidade de adaptação do prédio do IBMEC-Barra em um prédio verde, vide os requisitos da certificação LEED na categoria aplicável e das vantagens estudantis que serão discutidas ao longo do documento.

3.2. Objetivos específicos

  • Analisar o número crescente de construções verdes no Brasil e seus benefícios econômicos e ecológicos;
  • Identificar níveis de certificações LEED, formas de obtê-la e abordar demais certificações presentes no Brasil;
  • Identificar e analisar os incentivos fornecidos pelo governo em nível federal e municipal;
  • Identificar a influência de edificações verdes pautado no modelo triple bottom line e diferenças de concepção e implementação de projetos convencionais e projetos sustentáveis;
  • Verificar possibilidades de aplicação dos conceitos de sustentabilidade trabalhados ao longo deste projeto, levando em consideração os requisitos da certificação LEED, no IBMEC-Barra.

3.3. METODOLOGIA

Este trabalho foi elaborado através da obtenção do conhecimento acerca dos conceitos de sustentabilidade e de construções verdes, através da leitura de artigos acadêmicos pautados neste tema.

As informações referentes aos eventos do clima e dados quanto à interferência da engenharia civil nos níveis de qualidade ambiental foram adquiridas através de pesquisa no site das organizações responsáveis, páginas do governo e demais veículos com credibilidade como sites de arquitetura, construção civil e sites de notícia.

As abordagens das certificações ambientais foram pautadas, principalmente, nos sites oficiais, responsáveis por ceder o selo à terceiros. Além disso, sites de engenharia e noticiários também foram utilizados como fonte de informação. O detalhamento do LEED utilizado para a aplicação do IBMEC foi pautado integralmente no documento de pontuação disponibilizado no site do órgão responsável, o Green Building Council (GBC) Brasil.

Por fim, os estudos de caso foram elaborados de acordo com os sites das empresas envolvidas, sites do governo municipal referente à localidade dos projetos em questão e site oficial da empresa/entidade responsável.

Para elaboração ótima deste trabalho, foi estabelecida uma metodologia baseada em metas de completude, buscando concluir cada capítulo ou item dentro de um cronograma pré-estabelecido.

4. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

5. INTRODUÇÃO

Este capítulo busca relacionar a influência do homem na natureza, identificando as ações que o mesmo impõe sobre esta e os impactos que se formaram quando possível observar esta influência a longo prazo. Ademais, serão identificados alguns dos mais recorrentes efeitos que hoje alastram a Terra. Por fim, serão discutidos alguns modelos de certificação de edifícios verdes disponíveis no mercado.

5.1. QUESTÕES AMBIENTAIS

O homem atua na natureza como agente transformador, utilizando os recursos naturais que a mesma dispõe para nós, transformando-os de forma que estes passem a desempenhar funções que nos auxiliem no dia-a-dia (PENA, 20--).

De certo, é possível observar que à taxa que a população mundial vem aumentando, os recursos vêm sendo consumidos de forma cada vez mais agressiva, tornando a capacidade de repor os mesmos e manter o equilíbrio da natureza se torna cada vez mais um desafio a ser conquistado. Sendo assim, pouco a pouco, o homem esgota os recursos naturais disponíveis e se torna responsável pelas diversas “doenças” que vêm aparecendo no planeta Terra.

Abaixo constam alguns dos efeitos das constantes intervenções do homem:

  • Poluição da água: A poluição da água geralmente se dá devido à derramamentos de óleo, fuga urbana e despejo de lixo no mar/rios;
  • Poluição do ar: A poluição do ar se dá devido à queima de combustíveis fósseis, emissão de gases por indústrias/veículos e faturamento hidráulico;
  • Aquecimento Global: Dióxido de carbono, metano, vapor d’água e outros gases possuem capacidade de heat trapping e são, portanto, responsáveis pelo aquecimento da Terra, indispensável para a manutenção da vida na mesma. No entanto, o crescimento da emissão destes gases vem acontecendo de tal forma que o aquecimento da terra, ao longo dos anos, vem gerando um efeito negativo, denominado Aquecimento Global. A longo prazo, o aquecimento global pode causar – e, no caso, já vem causando – o derretimento de calotas polares, elevação exacerbada da temperatura, secas, doenças e aumento na frequência de furacões.

De todos os setores que fazem uso dos recursos naturais e impactam a Terra de certa forma, o setor da Engenharia Civil de certo é o setor que mais impacta o planeta terra, devido ao fato que as atividades contempladas neste setor são as que mais consomem recursos e geram resíduo no planeta (GRAMACHO, BARROSO, MACHADO, MARRETO, & ARAÚJO, 2013).

5.1.1. Eventos do clima

Por volta do ano de 1987, a queda das taxas de mortalidade, aliada à ascensão das taxas de natalidade e o aumento da expectativa de vida, começa a chamar a atenção da população referente à expectativa de aumento no número de habitantes do planeta, contemplando se, e como, os recursos naturais disponíveis poderão atender a todos (BRUNDTLAND, 1987).

Em 1983 a World Commission on Environment and Development se reuniu a fim de analisar os pontos referentes ao impacto do previsto aumento de consumo de recursos naturais e, desta forma, recomendar meios de conservação do meio ambiente, pautado nas diretrizes de população e recursos humanos, segurança de alimentos, espécies e ecossistemas, energia, indústria e desafio urbano, visto que a comissão partiu do princípio que os pontos citados acima estão conectados e não podem ser tratados de forma individual (BRUNDTLAND, 1987).

O relatório de Brundtland – Our common future – analisa que para a manutenção da vida na Terra é necessário produzir conscientemente, repondo os recursos retirados da natureza, de forma que a atividade humana nos dias de hoje não comprometa a existência e a qualidade da vida das populações futuras. Além disso, o documento cita os buracos criados na camada de ozônio, provenientes da queima de combustíveis fósseis e comenta sobre o eminente – e vivenciado nos dias de hoje – aumento de temperatura na superfície do planeta, a ser esperado no início do século XXI, que acarretaria em impactos nas áreas de agricultura, aumento do nível dos oceanos a ponto de inundar cidades e quebrar economias nacionais. Essas mudanças acabam por unir a economia e a ecologia global de forma que o impacto do crescimento econômico no meio ambiente não seja mais a única preocupação presente. Além deste impacto, o estresse ecológico é outro fato a ser ressaltado, resultado da degradação dos solos, águas, atmosfera e florestas, a fim de atender às nossas necessidades econômicas (BRUNDTLAND, 1987).

Em suma, o relatório de Brundtland alerta para os perigos do consumo frenético da população e do descaso produtivo das indústrias que, por consequência, contamina os solos e as águas próximas aos locais em que atua, comprometendo a capacidade dos povos e produtores locais de utilizá-los. Além disso, o relatório aborda a necessidade da distribuição homogênea e do acesso aos recursos naturais a todos, visto que a pobreza também se categoriza como uma das ameaças à manutenção do equilíbrio do meio ambiente uma vez que populações que vivem em extrema pobreza tendem a utilizar os recursos de forma que os mesmos fiquem inutilizados posteriormente.

Outro evento realizado com o bem-estar da natureza em pauta foi a Conferência das Nações Unidas Sobre o Meio-Ambiente e Desenvolvimento (ECO-92 ou RIO-92), ocorrida no Rio de Janeiro em 1992. Este evento, que também pode ser chamado de A cúpula da Terra, muito baseado no anteriormente mencionado Relatório de Brundtland, foi um dos eventos pioneiros a tratar da conscientização quanto à necessidade de adoção de um modelo de consumo sustentável a nível global. Este evento contou com a participação de mais de 100 chefes de Estado (MENEGHETTI, 2012)

A partir desta reunião, que debateu as formas de desenvolvimento sustentável, foi confeccionado e assinado o documento denominado de Agenda 21. Este documento, ratificado por mais de 179 países, foi estruturado em quatro sessões – Dimensões sociais e econômicas; Conservação e gestão dos recursos para desenvolvimento; Fortalecimento do papel dos principais grupos sociais e os Meios de implementação (Francisco, s.d.).

No evento, chegou-se à conclusão que se todos os países decidirem adotar o modelo de desenvolvimento dos países desenvolvidos não haverá recursos naturais suficientes disponíveis, e este uso exacerbado causará danos irreversíveis ao planeta. Por fim, chegou-se ao acordo de que os países em desenvolvimento receberiam apoio financeiro a fim de possibilitar o uso de tecnologias para alcançar os padrões dos países mais desenvolvidos de forma sustentável, reduzindo os padrões de consumo principalmente de combustíveis fósseis (SENADO GOV., s.d.).

Já no Acordo de Paris, adotado durante a conferência das Partes – COP 21, em 2015, foram traçadas ações com o objetivo de minimizar as consequências do aquecimento global (MAGALHÃES, 201-). Aprovado por 195 países, o acordo busca reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE), mantendo o aumento da temperatura média global menos de 2°C abaixo dos níveis pré-industriais e limitar um aumento de temperatura para 1,5°C acima dos níveis pré-industriais (MMA, 201-).

Para que o acordo comece a valer, os 55 países responsáveis por 55% das emissões de GEE devem ratificar os objetivos do acordo. Sendo assim, o Brasil, como um dos responsáveis, realizou sua ratificação em 2016, tornando as metas brasileiras um compromisso oficial. Portanto, o congresso brasileiro aprovou as Contribuições Nacionais Determinadas (do inglês, National Determined Contributions, NDC), explicitadas a seguir (MMA, 201-):

  • Reduzir as emissões dos GEE em 37%, abaixo dos níveis de 2005, até 2025
  • Por conseguinte, reduzir as emissões dos GEE em 43% abaixo dos níveis de 2005, até 2030.

A fim de atingir os pontos com os quais se comprometeu, o Brasil prometeu aumentar a participação da Bioenergia Sustentável na matriz energética do país – aproximadamente 18% até o ano de 2030 –, alcançar uma participação estimada de 45% de fontes de energia renováveis na matriz energética em 2030, além de reflorestar 12 milhões de hectares de florestas (MMA, 201-).

Outros elementos importantes contidos no Acordo de Paris se pautam no compromisso dos governos de comunicar de 5 em 5 anos suas contribuições, disponibilizar relatórios para os demais países e governos a fim de manter a transparência e supervisão quanto às metas estabelecidas no ato do acordo além dos países da União Europeia (UE) e demais países desenvolvidos continuarem a contribuir financeiramente no combate às alterações climáticas, ajudando os países menos desenvolvidos a reduzirem suas emissões.

5.1.2. Desenvolvimento sustentável

O desenvolvimento sustentável, por definição, é o desenvolvimento que busca atender às necessidades da população presente sem comprometer a capacidade do planeta de atender as gerações futuras (BRUNDTLAND, 1987).

Além disso, o desenvolvimento sustentável procura ser benéfico para três entidades distintas (Pessoas, Planeta e Lucro) que, por meio deste, passam a coexistir de forma positiva, cumprindo com seus objetivos sem causar danos às demais entidades. Da definição anterior, pode-se aferir o conceito de triple bottom line, que busca conciliar os três principais pilares existentes quando se trata do desenvolvimento sustentável.

Fica claro que o pontapé para o reconhecimento quando à importância da adoção de medidas sustentáveis nas atividades contempladas pelo homem foi dado pela Comissão Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, ao emitir o Relatório de Brundtland. Os eventos citados neste trabalho e os demais eventos que ocorrem ao redor do planeta Terra buscam tratar das medidas contempladas no Relatório, de forma que ocorra a manutenção da vida na Terra, sendo umas das atividades-chave para isso a adoção do desenvolvimento sustentável em projetos de todos os tipos.

5.2. SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL

A partir da concepção de inserir as práticas sustentáveis nas práticas realizadas pelo homem no processo de geração de soluções para suas necessidades, destaca-se a importância de analisar como o setor da construção civil se encaixa neste panorama. Levando em consideração as altas taxas de poluição, emissão de CO2 e descarte inadequado de materiais é realizado anualmente pelos sites de construção, este capítulo irá destacar quais os impactos inerentes a esta atividade e quais as formas de mitigar seus efeitos, considerando a intervenção de órgãos públicos no incentivo da escolha por estas práticas.

5.2.1. Impacto da construção civil no ambiente

O setor da construção civil se apresenta como o maior responsável pelo consumo de matérias-primas e gerador de resíduos, sendo o volume de resíduos gerado até duas vezes maior que o volume de lixo sólido urbano gerado, levando em consideração entulhos e resíduos provenientes da demolição (AEC, s.d.).

É possível afirmar que a construção civil contribui para a degradação do meio ambiente em termos que excedem a geração de resíduos sólidos, sendo responsável também pela emissão de poeira e CO2 - através da produção de cimento, que gera o gás carbônico, responsável pelo efeito estufa - acima de limites aceitáveis (AEC, s.d.).

A partir do Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil, publicado anualmente desde 2003 pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), o Brasil possui uma produção de resíduos sólidos por habitante por ano equivalente à produção de países desenvolvidos. No entanto, o processo de coleta e tratamento desses resíduos ainda é precário, com grande parte da coleta tendo destino final em lixões a céu aberto e sem grande realização de reciclagens (GIRARDI, 2018).

5.2.2. Legislação ambiental

A Legislação Ambiental Básica é uma obra confeccionada pela Consultoria Jurídica do Ministério do Meio Ambiente, a qual consolida diversos atos que retomam ao tema ambiental, sendo este, portanto, uma consolidação de leis que tem por objetivo a determinação de diretrizes com enfoque na preservação ambiental (BRASIL, 2008).

A partir do documento que é a Legislação Ambiental Básica, podemos extrair alguns artigos que exprimem de forma mais objetiva, sucinta e geral o tema abordado neste trabalho, sendo este a aplicação de atitudes ambientalmente corretas nas construções civis a fim de preservar o meio ambiente.

Da obra mencionada neste capítulo, podemos destacar os tópicos discutidos nas próximas subseções.

5.2.3. Constituição Federal

O artigo 225 da Constituição Federal Brasileira tem por objetivo estabelecer diretrizes que garantam a defesa e preservação do meio ambiente a fim de manter o mesmo disponível de forma abundante e ecologicamente equilibrada para as futuras gerações, uma vez que é previsto como direito de todos visto que o meio ambiente é fundamental para a manutenção de uma vida sadia (BRASIL, 2008).

Os parágrafos primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto e sexto deste artigo incumbem certas responsabilidades ao Poder Público, a fim de efetivar o direito mencionado acima, podendo estas serem resumidas, conforme os itens abaixo, como normas que (BRASIL, 2008):

  • Garantem a preservação e restauração da ecologia do local a ser interferido, bem como a preservação e manejo das espécies ali presentes, de forma a preservar o material genético do país;
  • Exigem a definição de áreas que devem ser especialmente protegidas e preservadas, ao longo de todo o território da Federação, e que devem apenas ser exploradas conforme previsto em lei sendo, inclusive, proibida qualquer alteração que comprometa a integridade de seus atributos;
  • Exigem, quando a serem realizadas ações de construções e/ou demais atividades que podem danificas significativamente o meio ambiente em questão, a realização de relatórios que estudem previamente o impacto ambiental, que serão feitos públicos para fins de consulta e comprovação;
  • Pregam a educação ambiental em todos os níveis de ensino, bem como a conscientização pública voltada para a preservação do meio ambiente;
  • Protegem a fauna e a flora, sendo vedadas por lei quaisquer atividades que comprometam a função ecológica e causem a extinção de espécies e/ou contem com crueldade animal;
  • Garantem a responsabilidade de recuperação do meio ambiente ao agente explorador do mesmo, além de estabelecer a aplicação de sanções penais e administrativas àqueles que lesionarem a natureza por meio de suas condutas, sendo estas aplicadas aos infratores – pessoas físicas ou jurídicas;
  • Determina a utilização de ambientes considerados patrimônios nacionais – Floresta Amazônica, Serra do Mar, Mata Atlântica, Pantanal Mato-grossense e Zona Costeira – sendo esta obrigatoriamente realizada dentro dos parâmetros estabelecidos por Lei, a fim de preservar seus recursos naturais;
  • Torna indisponível a utilização de terras devolutas ou arrecadadas pelos estados por motivos de proteção aos ecossistemas naturais;
  1. Determina que a instalação de usinas nucleares deve ser feita a partir da seleção de um local específico para a mesma, sendo definida por lei federal.

5.2.4. Lei nº 6.938/1981

Esta lei aborda alguns dos principais objetivos e medidas da Política Nacional do Meio Ambiente e acrescenta alguns pontos além do que já é abordado. A Política Nacional do Meio Ambiente trata da questão da qualidade ambiental, de forma a assegurar o desenvolvimento socioeconômico que cabe à segurança nacional e à proteção da dignidade humana (BRASIL, 2008)

Desta forma, em suma, baseado nesta política, a lei de nº 6.938, aborda os seguintes pontos:

  • Manutenção do patrimônio público que é o meio ambiente e acompanhamento do estado de qualidade do mesmo, sendo o seu equilíbrio ecológico responsabilidade do governo;
  • Divisão racionalizada do uso dos elementos que compõem a natureza, sejam estes o solo, subsolo, água e o ar, bem como a proteção de ecossistemas de áreas representativas;
  • Controle das atividades que representem potenciais riscos de poluição e acompanhamento do estado de qualidade ambiental;
  • Proteção e recuperação das áreas sujeitas à degradação;
  • Incentivo da educação ambiental nas escolas e comunidades a fim de estimular a participação na luta pela preservação da natureza além do incentivo à tecnologia voltada para a proteção do meio ambiente e de seus recursos.

5.2.5. Incentivos governamentais

É estabelecido através da lei de nº 6.938 que os Estados, dentro das competências atribuídas a estes, deverão elaborar normas supletivas às estabelecidas nas leis mencionadas anteriormente, de forma a complementar os itens já estabelecidos que contemplam o meio ambiente.

Além disso, a fim de trazer ao conhecimento de todos os incentivos fiscais ofertados, distribuídos diferentemente ao longo do país, a Comissão de Meio Ambiente da Câmera Brasileira da Indústria e da Construção (CBIC) realizou e disponibilizou um mapeamento destes incentivos econômicos voltados à construção sustentável, o qual foi apresentado pela primeira vez no Encontro Nacional da Indústria e da Construção (ENIC), em setembro de 2015, na Bahia (JÚNIOR, s.d.).

As próximas subseções apresentam alguns exemplos de incentivos ofertados por governos municipais.

5.2.6. Salvador – ‘IPTU VERDE’

A fim de incentivar a prática da sustentabilidade em construções residenciais, comerciais, mistos ou institucionais, foi criado, pela prefeitura de Salvador, o IPTU Verde, o qual é pontuado através do Programa de Certificação Sustentável.

Embasado pelo Estatuto da Cidade (lei nº 10.257), que prevê a todos a garantia de acesso a cidades sustentáveis, os interessados em obter o desconto no Imposto Territorial e Predial    Urbano (IPTU) podem adotar as medidas requeridas através do Anexo I do decreto 25.899/2015, que explicita diretrizes referentes à gestão sustentável das águas, eficiência e alternativas energéticas, projetos sustentáveis, bonificações e a emissão de gases de efeito estufa.

A certificação que garante o IPTU Verde conta com três classificações diferentes, sendo as respectivas as classificações e a bonificação atrelada a cada uma:

  • Será classificado como BRONZE o empreendimento que atingir um mínimo de 50 pontos e obterá o desconto de 5% no IPTU;
  • Será classificado como PRATA o empreendimento que atingir um mínimo de 70 pontos e obterá o desconto de 7% no IPTU;
  • Será classificado como OURO o empreendimento que atingir um mínimo de 100 pontos e obterá o desconto de 10% no IPTU.

Podem também ser destacados por terem adotado esta prática os municípios do Rio de Janeiro (RJ), Manaus (AM), Goiânia (GO) e Florianópolis (SC).

5.2.7. 2.3.3.2 Barretos – ‘MUNICÍPIO VERDE’

A lei complementar nº 122/2009 introduziu o programa de educação ambiental Município Verde que, além de incentivas a construção sustentável, busca incentivar a participação ativa da sociedade.

Dentre os programas que buscam introduzir a colaboração da sociedade, podemos listar alguns como:

  • Coleta seletiva de materiais, através do programa “Lixo que não é Lixo”;
  • Plantar uma horta que represente, pelo menos, 60% da área total de um terreno (quando não houver nada construído);
  • Plantar, pelo menos, 1 (uma) árvore na calçada e manter o terreno limpo e roçado.

Como forma de benefício, o participante que mantiver alguma destas atividades durante um exercício fiscal completo, terá no subsequente o desconto de 10% no IPTU. Além disso, o colaborador que participar da coleta seletiva, por meio do programa “Lixo que não é Lixo” receberá a carteirinha de “Agente Cidadão”, a qual deverá ser apresentada ao “Coletor Ambiental” a fim de controlar sua efetiva participação no programa, no ato da entrega do material reciclável (ALEXANDRINO, SANT'ANNA, & RIONDET-COSTA, 2016).

5.2.8. Rio de Janeiro – Lei nº 526/2014

O município de Seropédica (RJ), estabeleceu por meio da lei nº 526, de 15 de julho de 2014 desconto no IPTU anual de, no máximo, 15% (quinze porcento) aos proprietários – residenciais e não residenciais – que adotarem as seguintes medidas:

Recebimento de 2% de desconto para a adoção de práticas de separação e encaminhamento de resíduos sólidos inorgânicos para reciclagem, mediante documentação de comprovação por meio da instituição receptora.

Recebimento de 3% de desconto para a adoção de qualquer uma das medidas abaixo:

  • Sistema de captação e utilização de água pluvial;
  • Sistema de Reuso de água residual – atendendo aos parâmetros da ANVISA, ABNT, OMS e CONAMA;
  • Sistema de aquecimento solar;
  • Construções com material sustentável[2].

Recebimento de 4% de desconto para a adoção de sistema de aproveitamento energético solar.

5.3. PRÉDIOS ‘VERDES’

Atualmente, 38% das emissões globais de gases do efeito estufa relacionados à energia são emitidos por prédios (GRAY, 2018), além disso, a poluição gerada chega a ser dez vezes maior que a das indústrias e até mesmo 50% superior que a dos carros, isso sem considerar demais emissões geradas pela produção do cimento no período de construção e resíduos sólidos, como o lixo (NARLOCH, 2016).

Qualquer que seja a finalidade do prédio, o mesmo vai alterar o ambiente externo no qual está inserido e irá impactar a natureza de alguma forma (GRAY, 2018). Sendo assim, torna-se interessante e imprescindível a incorporação de atitudes a fim de implementar alternativas que minimizem ao máximo esse impacto ou que, ao menos, tornem este impacto positivo (G1, 2018).

Os green buildings ou prédios verdes se diferem dos prédios sustentáveis uma vez que, os prédios sustentáveis são classificados como toda edificação que seja autossuficiente e com zero impacto ao meio ambiente. Já os prédios verdes atendem a muitas outras categorias, de forma a tratarem da utilização da água, energia e materiais de forma mais eficiente, bem como reduzir o impacto na saúde das pessoas e do ecossistema através de uma otimização do seu ciclo de vida, o qual envolve um melhor projeto, que contemple a localização, construção, operação e gestão de resíduos do edifício em questão (CONDOMÍNIOS VERDES, 2013).

Seja para cumprir com as metas do Acordo de Paris, lidar com o aumento dos custos com água e energia, reduzir os riscos ligados ao número crescente de desastres ambientais (GRAY, 2018) ou até mesmo para incrementar a imagem externa da empresa (NETO, s.d.), o movimento construção verde em todo o mundo vem sofrendo um boom e não apresenta sinais de retrocesso (GRAY, 2018).

Segundo Terri Wills, a necessidade de novos tipos de expertise se aplicará a todos os profissionais envolvidos, de forma que toda a força-tarefa que possui algum tipo de envolvimento com este setor perceberá a necessidade de elevar o seu nível de conhecimento e habilidades (GRAY, 2018).

Além disso, as formas de gerenciamento dos projetos deverão ser atualizadas. Diferente do modelo adotado nas construções convencionais, o design-bid-build[3], o modelo mais propício a ser adotado nas construções sustentáveis é o design-build (HWANG & TAN, 2012). A metodologia de design-build, adotada no estudo de caso do EcoCommercial Building da Bayer e mencionado no item 3.5 deste trabalho, é imprescindível para os modelos de construção sustentável, uma vez que possibilita a integração e comunicação constante de todas as partes envolvidas e durante todas as etapas do projeto, evitando erros de concepção e gastos desnecessários.

A classificação do prédio como verde se dá através da adesão à diversas categorias, por exemplo: uso eficiente da água e energia, através do reuso e do dimensionamento de ambientes que visem o aproveitamento máximo de luz natural e do vento, emissão de resíduos e de CO­2 controlada a fim de contribuir para a melhor da qualidade de vida do local, gestão do lixo visando a coleta seletiva e uso de materiais e tecnologias ecologicamente corretas (CONDOMÍNIOS VERDES, 2013; NETO, s.d.).

Construções sustentáveis são mais caras que as normais, mas a diferença se paga rapidamente com a redução nas contas de água e luz (ARAÚJO, s.d.).

Por fim, ainda que os projetos de construção verdes sejam mais caros que os projetos convencionais – um percentual de 5 a 10% superior, podendo atingir 16% em casos que visam certificações ambientais –, este valor retornará posteriormente não apenas em forma de economia, proveniente das soluções de reuso de recursos e otimização da energia, mas também por meio da valorização do empreendimento  (NETO, s.d.), a qual aumenta a sua velocidade de ocupação devido à velocidade de recuperação do investimento por parte do inquilino (HWANG & TAN, 2012).

5.4. CERTIFICAÇÕES AMBIENTAIS

Certificações ambientais são ferramentas que auxiliam no trabalho de gestão e mensuração do nível de sustentabilidade e eficiência das edificações (UGREEN, s.d.; ZIONI, s.d.). A fim de se obter uma boa gestão, em termos de sustentabilidade, é preciso adotar ferramentas que ajudem a medir a eficácia das medidas selecionadas (ZIONI, s.d.).

Assim como o professor Peter Drucker leciona, “Você não pode medir se não consegue gerir”, o planejamento de projetos que consideram o viés sustentável é indispensável para a verificação da eficácia, com fins de medição para melhorias futuras, principalmente quando, segundo a Organização Mundial de Saúde, um quarto de todas as doenças e mortes que ocorrem no mundo podem ser ligadas a fatores ambientais (ZIONI, s.d.).

5.4.1. A certificação LEED

Criada em 1993, a Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) foi criada pela United States Green Building Council (USGBC) com o objetivo de estabelecer e padronizar práticas palpáveis que possibilitem a criação de edificações sustentáveis, buscando abordar todo o processo de desenvolvimento e construção destes projetos (UGREEN, s.d.).

A ferramenta de certificação LEED busca promover uma base para a criação de edifícios verdes que promovam um ambiente mais saudável para seus usuários, maior eficiência e redução de custos (USGBC, s.d.). Esta ferramenta possui um sistema de classificação em diferentes níveis, a partir do acúmulo de pontos à medida que o edifício em questão atende aos requisitos pré-estabelecidos em diferentes categorias (USGBC, s.d.) sendo estes desenvolvidos e baseados nas peculiaridades e regionalismos das características climáticas e construtivas norte-americanas, seu país de origem, sem margem para flexibilização (BUENO, ROSSIGNOLO, & OMETTO, 2013).

As categorias em que os edifícios podem se inserir, para classificação e certificação, se destrincham nas tipologias abaixo (USGBC, s.d.):

Building Design and Construction (BD+C): Se aplica à edifícios que estão sendo construídos ou reformados a fim de obter a certificação. Para esta categoria, se aplicam:

  • Novas construções ou Grandes reformas;
  • Envoltória e Núcleo central;
  • Escolas;
  • Lojas de varejo;
  • Data Centers;
  • Galpões e Centros de distribuição;
  • Hospedagem;
  • Unidades de saúde.

Tabela 1 - Checklist LEED v4 para categoria BD+C

Categoria

Nº Créditos (opcionais)

Nº pré-requisitos

Pontos máx

Localização e transporte

8

0

20

Espaço sustentável

7

1

11

Eficiência do uso da água

4

3

11

Energia e Atmosfera

7

4

33

Materiais e Recursos

5

2

14

Qualidade ambiental interna

6

2

10

Inovação

2

0

6

Crédito de prioridade regional

4

0

4

 

 

TOTAL

109

ADAPTADO DE: GBC Brasil, Tipologias, Versão WEB

Interior Design and Construction (ID+C): Busca o “ajuste interior” dos edifícios, buscando a criação de espaços internos que sejam benéficos tanto para o meio ambiente quanto para as pessoas que usufruem do mesmo. Para esta categoria, se aplicam:

  1. Interiores comerciais;
  2. Lojas de varejo;
  3. Hospedagem.

Tabela 2 - Checklist LEED v4 para categoria ID+C

Categoria

Nº Créditos (opcionais)

Nº pré-requisitos

Pontos máx

Localização e transporte

5

0

18

Eficiência do uso da água

1

1

12

Energia e Atmosfera

6

3

38

Materiais e Recursos

6

2

13

Qualidade ambiental interna

9

2

17

Inovação

2

0

6

Crédito de prioridade regional

4

0

4

 

 

TOTAL

108

ADAPTADO DE: GBC Brasil, Tipologias, Versão WEB

Building Operations and Maintenance (O+M): Se aplica a edifícios passando por pequenas reformas ou melhorias de operação. Para esta categoria, se aplicam:

  • Edifícios existentes;
  • Lojas de varejo;
  • Escolas;
  • Hospedagem;
  • Data Centers;
  • Galpões e Centros de distribuição.

Tabela 3 - Checklist LEED v4 para categoria O+M

Categoria

Nº Créditos (opcionais)

Nº pré-requisitos

Pontos máx

Localização e transporte

1

0

15

Espaço sustentável

6

1

10

Eficiência do uso da água

4

2

12

Energia e Atmosfera

8

4

38

Materiais e Recursos

5

2

8

Qualidade ambiental interna

10

3

17

Inovação

2

0

6

Crédito de prioridade regional

4

0

4

ADAPTADO DE: GBC Brasil, Tipologias, Versão WEB

Neighborhood Development (ND): Se aplica a novos projetos em desenvolvimento ou em projetos em re-desenvolvimento com finalidade de uso residencial, não residencial ou até mesmo um mix. Os projetos podem estar em qualquer estágio de desenvolvimento, se estendendo da concepção até a construção. Para esta categoria, se aplicam projetos em fase de:

  1. Planejamento;
  2. Certificação.

Tabela 4 - Checklist LEED v4 para categoria ND

Categoria

Nº Créditos (opcionais)

Nº pré-requisitos

Pontos máx

Localização Inteligente e Conexões

9

5

27

Desenho de Bairro

15

3

44

Infraestrutura Verde e Edificações

17

4

29

Inovação e Processo de Projeto

2

0

6

Créditos Regionais

4

0

4

 

 

TOTAL

110

ADAPTADO DE: GBC Brasil, Tipologias, Versão WEB

Homes[4]: Se aplica a ambientes residenciais, podendo estes possuir de 1 até 6 andares, em diferentes classificações. Para esta categoria, se classificam:

  1. Homes;
  2. Multifamily lowrise/midrise;

Cities and communities4: Se aplica a cidades inteiras ou subseções.

As etapas para certificação incluem:

  • Escolha da tipologia do projeto;
  • Inscrição através do LEED online, pelo link: https://www.usgbc.org/leedonline.new/ ;
  • Submissão dos templates através dos LEED online;
  • Análise dos templates por meio de uma empresa auditora;
  • Recebimento do feedback, positivo ou negativo, para a certificação.

Figura 1 - Passo-a-passo do processo de submissão para obtenção da certificação LEED

FONTE: GBC BRASIL, Etapas para certificação, Versão WEB

A obtenção da certificação LEED, independente da categoria almejada e do nível de certificação pretendido, requer que o projeto em questão atenda a uma séria de pré-requisitos que atribuem ao projeto uma qualidade de eficiência minimamente desejável quanto aos padrões de sustentabilidade valorizados. Desta forma, estes pré-requisitos e demais créditos se distribuem ao longo das categorias explicitadas abaixo (ESPAÇO LARVERDELAR, 201-):

Localização e transporte (Location and Transportation):

Valoriza empreendimentos situados em áreas urbanas desenvolvidas, que proporcionem alternativas ao uso do carro, como transportes públicos e ciclovias.

Espaços sustentáveis (Sustainable sites):

Considera as construções que possuem em seu projeto de implantação estratégias que minimizem o impacto ambiental, além de tratar de questões relevantes para os grandes centros urbanos, como permeabilidade do solo e presença e ilhas de calor.

Eficiência do uso de água (Water Efficiency):

Foca em alternativas voltadas para o uso consciente de água potável, seu tratamento e reuso.

Projeto integrado (Integrative Process):

Incentiva a elaboração de projetos por uma equipe multidisciplinar, da concepção à ideia do projeto, utilizando uma metodologia design-build (HWANG, 2012).

Energia e Atmosfera (Energy and Atmosphere):

Promove a utilização de recursos como simulações energéticas, medições, comissionamento de sistemas e utilização de equipamentos e sistemas eficientes e demais estratégias que visem promover a eficiência energética da construção.

Materiais e Recursos (Materials and Resources):

Promove o uso de materiais de baixo impacto ambiental[5], redução na geração de resíduos além do descarte consciente, que reduz o volume de resíduos gerados dos aterros sanitários.

Qualidade ambiental interna (Indoor Environmental Quality):

Leva em consideração ambientes com alta permanência de pessoas, sendo assim, a qualidade do ar é priorizada através da escolha de equipamentos com baixa emissão de compostos orgânicos voláteis, além da preferência por espaços com vista e utilização de iluminação natural.

Inovação (Innovation):

Incentiva a busca de conhecimentos sobre prédios verdes. Além disso, esta categoria reconhece medidas que não estejam previstas pelo sistema LEED de pontuação.

Créditos de prioridade regional (Regional Priority):

De acordo com a prioridade regional de cada país, considerando as diferenças econômicas, ambientais e sociais de cada um.

A partir da somatória de pontos oriunda do atendimento aos créditos presentes nas categorias citadas acima, o projeto passa a possuir a possibilidade de obter a certificação, podendo se classificar dentro de quatro níveis diferentes, disponibilizados pela GBC. São os seguintes:

  • Leed Certified, para projetos que atingirem entre 40 e 49 pontos;
  • Leed Silver, para projetos que atingirem entre 50 e 59 pontos;
  • Leed Gold, para projetos que atingirem entre 60 e 79 pontos;
  • Leed Platinum, para projetos que atingirem 80+ pontos.

Figura 2 - Tipos de Certificado LEED: certified, silver, gold e platinum

FONTE: GBC BRASIL, Compreenda o LEED, Versão PDF

Independentemente do nível de certificação obtido, a busca por incluir aspectos ecologicamente corretos nos projetos de construção de novas edificações trazem diversos benefícios nos âmbitos ambientais, econômicos e sociais (GBC BRASIL, s.d.).

Do ponto de vista ambiental, o site da GBC Brasil explicita benefícios do uso racional, alinhado à redução da extração, de recursos naturais e considerando o uso de materiais que possuam uma tecnologia de baixo impacto ambiental, além da redução, do tratamento e da reutilização dos resíduos gerados na construção e operação destes edifícios. Além disso, a aplicação de medidas sustentáveis contribui para a redução do consumo de água e energia que, com ações de prevenção consciente e alinhada, contribui para a redução de efeitos das mudanças climáticas (GBC BRASIL, s.d.).

Considerando os benefícios econômicos, ao implantar tais medidas, os custos operacionais e riscos regulatórios do edifício seriam reduzidos, a valorização do imóvel contribuirá para o aumento na velocidade de ocupação e retenção de pessoas além de conferir uma maior modernização do prédio, retardando sua obsolescência (GBC BRASIL, s.d.).

Por fim, GBC estipula benefícios no âmbito social relacionados à adoção de edificações sustentáveis. As vantagens desta adoção já podem ser presenciadas na fase da construção, trazendo melhorias na segurança e priorização da saúde dos trabalhadores – e dos ocupantes. O processo de construção conta com a capacitação profissional além de promover a conscientização dos trabalhadores e usuários.  Ademais, construções sustentáveis são benéficas pois aumentam a produtividade do funcionário, aumentam a recuperação de pacientes quando em hospitais, melhora o desempenho de alunos e aumenta o impulso de compra de consumidores.

Além disso, a adesão das práticas sustentáveis em edificações estimula a responsabilidade socioambiental em fornecedores, gera inclusão social e aumento do senso de comunidade e aumenta a sensação de bem-estar dos usuários.

5.4.2. Histórico

Em 1998, a primeira versão do sistema LEEDTM de certificação foi lançada, desenvolvida pelo USGBC, e denominada “Projeto Piloto” (BUENO, ROSSIGNOLO, & OMETTO, 2013). A partir de então, outras 3 versões foram lançadas e hoje o sistema contempla a sua quarta versão, o LEED v4.

  • Ano 1998: Lançamento do “Projeto Piloto”, mais conhecido como versão 1.0 do sistema LEED de certificação;
  • Ano 2000: Lançamento da versão 2.0 ou LEED 2.0 Reference Guide, logo substituída pela versão 2.1 e em consequência pela versão 2.2;
  • Ano 2009: Lançamento da versão 3.0 do sistema;
  • Atualmente a versão v4 está disponível no site, sendo obrigatória desde outubro de 2016 (SUSTENTARQUI, 2014) e a versão beta, v4.1 começa a ser introduzida (USGBC, s.d.).

5.4.3. O GBC

O Green Building Council (GBC) foi fundado no ano de 1993, no Estados Unidos (USGBC, 2018) - denominado lá de United States Green Building Council (USGBC) – constitui uma organização não governamental (ONG).

A nossa missão é de transformar a forma que edifícios e comunidades são projetadas, construídas e operadas, habilitando um ambiente ambiental e socialmente responsável, saudável, próspero e que melhore a qualidade de vida (USGBC, s.d.).

Em suma, o GBC possui o compromisso de transformar a forma que os edifícios são projetados, construídos e operados, através da certificação LEED, visto que a visão da organização se baseia no fato de que edifícios e comunidades irão regenerar e sustentar a saúde e vitalidade de toda a vida da geração (USGBC, s.d.).

A organização do LEED conta com uma mesa redonda internacional composta de 41 países, responsável por representar o impacto da certificação e de sua aplicação através dos 153 países impactados (USGBC, 2014).

5.4.4. Certificação de Profissionais

O GBC estimula a adoção da prática de elaboração e execução de projeto com viés sustentável com a participação de um profissional capacitado. Para tal, o GBC dispõe capacitações e certificações a fim de reconhecer os profissionais mais aptos para realizar este tipo de serviço. Existem três tipos de categorias de Profissionais LEED (BLOG GBC BRASIL, s.d.):

Green Associate (GA):

Este certificado é obtido através da realização de uma prova que comprova o amplo conhecimento do profissional acerca da ferramenta LEED e do mercado de construção sustentável.

Acredicted Professional (AP):

Após obter a certificação para GA, o profissional pode optar por realizar uma segunda prova e escolher uma ou mais especializações, dentre as 5 categorias disponíveis - BD+C, ID+C, O+M, ND e Homes – realizando as provas referentes.

Fellow:

Esta credencial não conta com a realização de provas e sim constitui uma espécie de premiação e reconhecimento ao profissional e seus feitos, levando em consideração a gama de conhecimento do mesmo e sua contribuição através de pesquisas e feitos impactantes.

5.4.5. Materiais Aprovados

Além dos pré-requisitos, o processo de obtenção da certificação LEED e classificação em diferentes níveis conta com a adesão do projeto ao uso de materiais sustentáveis. O site do GBC Brasil apresenta, em uma de suas páginas, uma lista de empresas recomendadas, priorizando empresas pioneiras com declaração ambiental de produtos (DAP), análise do ciclo de vida (ACV) do material e Environmental Product Declaration (EPD) no Brasil.

5.5. Outras certificações

5.5.1. Selo Aqua

O selo AQUA-HQE foi desenvolvido a partir da certificação francesa Démarche HQE (Haute Qualité* Environnementale) e, no Brasil, é aplicado única e exclusivamente pela Fundação Vanzolini, a partir de um acordo de cooperação com o CERWAY – órgão certificador da Rede Internacional de Certificação HQE, formado pela junção dos organismos de certificação residencial-QUALITE e não-residencial-CERTIVEA, e fundamentado nas premissas de certificação da HQE francesa – que transformou o Processo AQUA no Processo AQUA-HQE (VANZOLINI, s.d.).

A fim de obter a certificação, o empreendimento deve possuir um nível de desempenho que se traduza em um perfil de Qualidade Ambiental do Edifício (QAE), a partir de exigências baseadas em um Sistema de Gestão do Empreendimento (SGE), para garantir o planejamento e a operacionalização nas etapas de desenvolvimento do projeto (VANZOLINI, s.d.).

Para o empreendimento obter a certificação AQUA-HQE, o mesmo deve possuir um perfil que atenda a um mínimo de 3 categorias no nível MELHORES PRÁTICAS, 4 categorias no nível BOAS PRÁTICAS e a 7 categorias no nível BASE. A obtenção do certificado, tanto para construções novas quanto para construções em uso, se dá apenas após auditoria realizada pela Fundação Vanzolini, que são presenciais e independentes, confirmando a conformidade do empreendimento (VANZOLINI, 2014).

Figura 3 - Perfil mínimo de desempenho para Certificação

FONTE: VANZOLINI.ORG, Certificação AQUA em detalhes, Versão WEB

Com este processo, o empreendimento recebe duas certificações: um da Vanzolini, referente ao processo de Alta Qualidade Ambiental (AQUATM) e o CERWAYTM, ambos padronizados internacionalmente e embasados na certificação do processo AQUATM, da fundação Vanzolini (VANZOLINI, s.d.).

5.5.2. Etiqueta PBE Edifica e Selo Procel Edificações

O Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações – PROCEL EDIFICA – foi criado pela ELETROBRÁS/PROCEL no ano de 2003, atuando em conjunto com demais entidades como o Ministério de Minas e Energia, Ministério das Cidades, as universidades, centros de pesquisas e entidades das áreas governamental, tecnológica, econômica e de desenvolvimento e com o setor de construção civil (PBE EDIFICA, 20--).

De forma geral, o PROCEL busca disseminar o uso de forma racional de energia elétrica em edificações desde sua fundação. Com o PROCEL EDIFICA, estas ações de uso racional foram ampliadas e agora se estendem aos demais recursos naturais – sendo estes: água, luz, ventilação e etc. – a fim de reduzir o desperdício e os impactos que recaem sobre o meio ambiente (PBE EDIFICA, 20--).

O PROCEL EDIFICA atua através de 6 vertentes, a fim de disseminar este conhecimento, sendo estas: capacitação, tecnologia, disseminação, regulamentação, habitação e eficiência energética e planejamento (PROCEL INFO, 20--).

5.5.3. Etiqueta PBE Edifica

Esta etiqueta faz parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) e foi desenvolvida em parceria com o Inmetro e a Eletrobras/Procel Edifica. A etiqueta em questão exerce a função de um selo de conformidade de atendimento ao desempenho da eficiência – podendo ser aplicadas para edificações comerciais, de serviço e públicas - estabelecido em normas e regulamentos técnicos (PBE EDIFICA, 20--).

Figura 4 - Exemplo de etiqueta para edificação comercial, de serviço e pública

FONTE: PBE Edifica, Conhecendo a Etiqueta PBE Edifica, Versão WEB

Para obter esta etiqueta, um Organismo de Inspeção Acreditado (OIA) – que constitui de pessoas jurídicas, de direito público ou privado e de competência formalmente reconhecida pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro (Cgcre) – deve ser contatado. O processo de acreditação, praticado pelo OIA, é realizado pela Divisão de Acreditação de Organismos de Certificação (Dicor/Inmetro) e engloba as modalidades de produtos, pessoas e sistemas de gestão (PBE EDIFICA, 20--).

5.5.4. Selo Procel Edificações

5.5.5. Criado em novembro de 2014, este selo tem por objetivo identificar as edificações que se destaquem por apresentar a melhor eficiência energética em dada categoria, incentivando a adesão de imóveis mais eficientes, por parte do mercado consumidor (PROCEL INFO, 201-).

Para a obtenção deste selo, que é 100% voluntária, é recomendado que a edificação já seja planejada para ser eficiente, desde a etapa de projeto. A metodologia para a avaliação de conformidade está descrita no Regulamento para Concessão do Selo Procel de Economia de Energia, bem como nos Critérios Técnicos específicos e baseiam-se no Regulamento Técnico da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética em Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos (RTQ-C) e no Regulamento Técnico da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética em Edificações Comerciais (RTQ-R) do Programa Brasileiro de Edificações (PBE EDIFICA) (PROCEL INFO, 201-).

Os sistemas avaliados nos edifícios comerciais, de serviços e públicos – envoltória, iluminação e condicionamento de ar - são diferentes dos sistemas avaliados nas unidades habitacionais – envoltória e sistema de aquecimento de água. Após uma avaliação realizada por um OIA pelo Inmetro, com escopo de Eficiência Energética em Edificações (OIA-EEE), o selo é emitido pela Eletrobras (PROCEL INFO, 20--).

Figura 5 - Selo PROCEL EDIFICAÇÕES

FONTE: PROCEL INFO, Selo PROCEL EDIFICAÇÕES, Versão WEB

5.5.6. Selo Casa Azul

Financiado pela Caixa Econômica Federal (CAIXA), o Selo Casa Azul trata-se de uma classificação socioambiental que busca incentivar a construção de habitações mais sustentáveis (CAIXA, s.d.).

A CAIXA é reconhecida como o Banco da Habitação, responsável por beneficiar mais de 897 mil famílias com mais de R$ 47 bilhões, correspondendo a 71% do crédito imobiliário (CAIXA, 2010). Além disso, pode-se destacar a prioridade dada às habitações de interesse social, de forma a contribuir para a redução do déficit habitacional o que, consequentemente, afeta as questões de redução de impactos ambientais devido às ocupações irregulares (BRUNDTLAND, 1987). Desta forma, o Selo Casa Azul, da CAIXA, busca incentivar o uso racional dos recursos naturais nas construções de projetos habitacionais, reduzir os custos de manutenção e despesa mensal dos usuários, bem como disseminar o conhecimento e as vantagens de construções sustentáveis, promovendo a conscientização de empreendedores e moradores (CAIXA, 2010).

Ao se projetar uma habitação, é necessário aproveitar ao máximo as condições bioclimáticas e geográficas locais, estimular o uso de construções de baixo impacto ambiental, garantir a existência de áreas permeáveis e arborizadas, adotar técnicas e sistemas que propiciem o uso eficiente de água e energia, bem como realizar a adequada gestão de resíduos. A habitação também deve ser duradoura e adaptar-se às necessidades atuais e futuras dos usuários, criando um ambiente interior saudável e proporcionando saúde e bem-estar aos moradores. (COELHO, 2010, p. 5)

5.5.7. Como obter?

5.5.8. O Selo se refere a todo e qualquer tipo de empreendimento habitacional. A aplicação para a obtenção do Selo Casa Azul pode ser realizada por construtoras, Poder Público, empresas públicas e de habitação, cooperativas, associações e entidades representantes de movimentos sociais.

Para obter o Selo, o método utilizado pela CAIXA consiste em uma verificação, durante a fase de análise da viabilidade técnica do empreendimento, quanto ao atendimento mínimo[6] aos critérios estabelecidos – sendo destes, 19 obrigatórios -, para obter posteriormente uma classificação, podendo se enquadrar dentro das categorias bronze, prata e ouro, conforme a tabela abaixo:

Tabela 5 - Níveis de gradação do Selo Casa Azul

Gradação

Atendimento Mínimo

BRONZE

Critérios obrigatórios

PRATA

Critérios obrigatórios e mais 6 critérios de livre escolha

OURO

Critérios obrigatórios e mais 12 critérios de livre escolha

ADAPTADO DE: CAIXA, Selo Casa Azul CAIXA – Versão WEB

Figura 6 - Logomarcas do Selo Casa Azul níveis Ouro, Prata e Bronze

FONTE: CAIXA, Selo Casa Azul CAIXA – Versão WEB
Os pré-requisitos para o candidato obter o Selo Casa Azul CAIXA são:

  • Atender às regras dos programas operacionalizados pela CAIXA, de acordo com a linha de financiamento ou de repasse;
  • Apresentar os documentos obrigatórios em cada caso;
  • Atender às regras da Ação Madeira Legal e entregar, até o final da obra, o Documento de Origem Florestal (DOF) e a declaração que indica as espécies, volume e o destino das madeiras empregadas na obra;
  • Prever o atendimento à NBR 9050 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos;
  • Contemplar o percentual mínimo de 3% unidades habitacionais adaptadas, quando não houver mínimo disponível na legislação local vigente;
  • Atender às normas técnicas da ABNT específica, quando aplicável.

Tabela 6 - Quadro resumo - categorias, critérios e classificação

CATEGORIAS

Nº CRITÉRIOS

OBRIGATÓRIOS

1. QUALIDADE URBANA

5

2

2. PROJETO E CONFORTO

11

5

3. EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

8

3*

4. CONSERVAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS

10

3

5. GESTÃO DA ÁGUA

8

3

6. PRÁTICAS SOCIAIS

11

3

ADAPTADO DE: CAIXA, Selo Casa Azul CAIXA – Versão WEB

5.6. Considerações sobre o capítulo

Com a criação do certificado LEED, sua aderência e consequente expansão para outros países, houve o estímulo para criação de outros certificados, principalmente em razão do fato que o Brasil, dado a sua magnitude, se comprometeu com as metas ambientais de diversos eventos do clima, como os citados anteriormente.

Apesar de possuirmos, atuantes no país, certificações alternativas como o PROCEL, AQUA-HQE e o CASA AZUL, o LEED ainda é o responsável por colocar o Brasil no mapa do exterior como um dos países com maior quantidade de projetos certificados, atualmente ocupando a quarta posição – desconsiderando o país mãe do certificado, o Estados Unidos – com 7,43 milhões de m² de edificações certificadas (SUSTENTARQUI, 2017).

No entanto, o fato de ser uma certificação estrangeira e de possuir tantas diretrizes e requisições de implementação para suas diferentes categorias, pautados em órgão de regulamentação estrangeiros, faz-se necessária a comprovação da aplicabilidade e do bom desempenho da certificação LEED, quando adotada. Portanto, o capítulo a seguir tratará de dois estudos de caso que comprovam a possibilidade de implementação da certificação no país, bem como o seu bom desempenho.

6. INTRODUÇÃO

Os estudos de caso a seguir buscam trazer à luz empreendimentos bem-sucedidos que obtiveram algum nível de certificação LEED. Como forma de exemplo e excelência, foram priorizados estudos de caso que fossem voltados para o âmbito estudantil, servindo de espelho para a faculdade IBMEC, ou que tenham obtido o mais alto nível de certificação possível – PLATINUM – dentro da categoria em que se inseriram.

6.1. METODOLOGIA PARA ESTUDOS DE CASO

Segundo Eisenhardt (1989), o estudo de caso é uma ferramenta utilizada como estratégia de pesquisa que tem como finalidade o entendimento de um determinado assunto, a fim de averiguar e comprovar as informações disponibilizadas através da análise – realizada em diversos níveis possíveis - de um ou mais casos que se apliquem à matéria em questão.

Através da combinação contínua de dados, obtidos através de ferramentas como livros, artigos, matérias de jornais, entrevistas, questionários ou até mesmo fruto da observação pessoal de alguém, ocorre a classificação e organização dos insumos obtidos, seja de forma qualitativa, quantitativa ou ambas.

Para a efetiva elaboração de um estudo de caso, primeiramente é importante determinar, dentro do assunto estudado, qual a finalidade a ser abordada pelo mesmo. Posteriormente, o processo em questão leva em consideração a seleção de possíveis casos para serem abordados, neste quesito, é indispensável o alinhamento com a finalidade determinada para que os estudos de caso sirvam como uma espécie de caminho que direcione o trabalho para o projeto de solução a ser abordado em seguida, através dos instrumentos e protocolos utilizados para esta elaboração. Em seguida, o aprofundamento no assunto alinhado à análise dos dados do caso, junto ao cruzamento dos dados contidos nos estudos selecionados permite a criação de hipóteses a serem utilizadas na proposta de solução do projeto.

Por fim, o estudo de caso tem como objetivo a utilização dos dados coletados de forma a atingir diversos objetivos, desde gerar uma descrição correta de algo, criar ou até mesmo testar uma teoria, com fins comprovativos. No caso deste trabalho, os estudos de caso a serem apresentados têm a finalidade de ambientar o tema apresentado e servir como exemplo para o embasamento das propostas incluídas no presente trabalho, e descritas no capítulo 4.

6.2. PROTOCOLO

6.2.1. Objetivo e Questões de Pesquisa

A seguir, os estudos de caso abaixo buscam comprovar a aplicabilidade da adoção de metodologias e soluções sustentáveis, com foco na obtenção do LEED. Sendo assim, os estudos de caso que serão apresentados a seguir irão apresentar dados da construção relevantes para a compreensão da questão que trata a adoção de quesitos relevantes à certificação em pauta.

7. Metodologia

7.1. Fontes de pesquisa

Para a elaboração dos estudos a seguir, foram utilizadas como fonte de pesquisa artigos encontrados em sites acreditados, matérias de jornais/revistas de arquitetura, sites do governo, sites da própria instituição (quando disponível), sites das empresas envolvidas (quando disponível) e o próprio site/blog do GBC Brasil, quando relevante.

Sendo assim, algumas das fontes principais para esta pesquisa, excluindo sites específicos da própria instituição – como foi o caso da Bayer, que será discutido mais adiante – e das empresas envolvidas, foram: Arch Daily, SustentArqui, Condomínios Verdes e o site da Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC) do governo do Rio de Janeiro. Contudo, é importante ressaltar que, caso alguma informação considerada fundamental para a elaboração e complementação destes estudos de caso não seja encontrada em qualquer fonte disponível através dos mecanismos de pesquisa encontrados, o mesmo pode ser coletado de forma alternativa, entrando em contato diretamente com alguma fonte cujo entendimento e/ou participação no projeto em questão a torne hábil de fornecer tal informação de forma crível.

7.2. Dados a serem coletados

Dentro dos estudos de caso a serem abordados, alguns dados específicos foram coletados em ambos os casos, a fim de não apenas homogeneizar o nível de profundidade dos dois empreendimentos abordado, mas para servirem, também, como diretriz, de forma a guiar os aspectos a serem comentados no prosseguimento deste trabalho, bem como com o objetivo de servir de base para a elaboração das soluções presentes no tal projeto.

Desta forma, os dados a seguir foram priorizados:

  • Cidade em que o empreendimento se encontra;
  • Categoria e nível do certificado obtido;
  • Finalidade do empreendimento;
  • Ano em que foi construído;
  • Tratar-se de um prédio novo ou já existente;
  • Aspectos construtivos;
  • Finalidade da implementação destes aspectos;
  • Benefícios obtidos.

7.3. ESTUDO DE CASO 1 – COLÉGIO ESTADUAL ERICH WALTER HEINE

O Colégio Estadual Erich Walter Heine, inaugurado em 2011, é o primeiro colégio sustentável não apenas do Brasil, mas de toda a América Latina (IDEIA SUSTENTÁVEL, 201-.; RJ, 2018; FINESTRA, ed. 80; CONDOMÍNIOS VERDES, 2017; SUSTENTARQUI, 2013). Localizado no bairro de Santa Cruz (Rio de janeiro, RJ) - um dos bairros com pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da cidade (BARATTO, 2014) - o colégio obteve a certificação LEED for Schools (GBC BRASIL, 2013), nível Prata, cuja informação foi obtida através de contato direto, via telefone, com a secretaria do colégio, visto a falta de tal informação nos sites.

Outro fato é que o colégio, que integra o ensino médio ao curso técnico de administração, oferecendo mais de 600 vagas (RJ, 2013), também é certificado pelo internacional Programa Escolas Associadas (PEA) – iniciativa que tem como objetivo a criação de uma rede de escolas que buscam fomentar a ideia da cultura da paz -, desde 2017 (RJ, 2018)

A escola, que possui quinze salas de aula, dois laboratórios de informática, uma sala de artes, um laboratório de ciência, biblioteca, auditório, piscina, quadras e sala de leitura (FINESTRA, ed. 80), desenvolveu suas propostas pedagógicas com base nos dezessete objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO[7]), trazendo, para os alunos do colégio, conhecimentos e habilidades voltadas para a realização de ações em prol da sustentabilidade dentro e fora do ambiente estudantil (RJ, 2018)

Por ser um terreno cuja ocupação de pessoas é prolongada, uma avaliação ambiental do solo foi um requisito obrigatório para a obtenção do certificado LEED, a fim de comprovar que o solo não apresentaria qualquer risco de contaminação para os alunos. Além disso, outras etapas obrigatórias foram atendidas, como a realização de um plano de controle de sedimentação e erosão do solo, a fim de evitar que qualquer poluente proveniente da obra fosse depositado na rua (FINESTRA, ed. 80).

Quando aos aspectos e benefícios do colégio, podemos destacar os seguintes, de acordo com as informações fornecidas no site Condomínios Verdes, em matéria publicada no ano de 2017:

7.3.1. Reutilização da água da chuva:

Ocorre o reaproveitamento da água proveniente da chuva, destinada a compor a demanda dos banheiros, hortas e jardins, de forma a contribuir com uma economia de aproximadamente 50% do consumo total de água.

7.3.2. "Ecotelhado"

Além de contribuir para a absorção da água das chuvas, o telhado verde também contribui para a redução dos efeitos térmicos no colégio, gerando uma redução dos custos com refrigeração por meio do uso de ar-condicionado.

7.3.3. Reaproveitamento de materiais

Priorização do uso de materiais ecologicamente corretos e do reaproveitamento de materiais ao longo da construção do colégio.

7.3.4. Placas fotovoltaicas

Utilização de energia solar, que contribui para a redução do consumo, e gastos, de energia elétrica.

7.3.5. Lâmpadas LED

Implantação de lâmpadas LED em 80% do prédio (CONDOMÍNIOS VERDES, 2017), que compensam com a redução de mais de 60% em consumo de energia além de possuírem maior durabilidade - com vida útil média de cinquenta mil horas, contra vinte e quatro mil da fluorescente, doze mil da vapor-metálico e duas mil da incandescente (LED PLANET, s.d.)

7.3.6. Construção em formato Cata-Vento

O formato contribui para a distribuição de ar nos ambientes, fator importante para a redução da sensação térmica e absorção de calor (CONDOMÍNIOS VERDES, 2017), através da exaustão mecânica do ar, conferindo um efeito chaminé ao ser expelido através da claraboia localizada no pátio interno, constituinte central dos 4 módulos que formam o prédio em questão (FINESTRA, ed. 80).

Figura 7 - Visão do telhado verde e do prédio com estrutura em forma de cata-vento

FONTE: ARCO WEB, No Rio, a primeira escola com selo LEED, Versão Web

7.3.7. Ecopavimento no estacionamento

Tem o plástico reciclado como constituinte e, devido a sua permeabilidade, contribui para a passagem de água e de ar, evitando a formação de bolsões de água (CONDOMÍNIOS VERDES, 2017), além de auxiliar na recuperação do lençol freático (FINESTRA, ed. 80).

7.3.8. Contemplação da Sustentabilidade nas disciplinas

Ensinamento e prática de atitudes sustentáveis como a prática de upcycle[8], participação no plantio da horta localizada no telhado verde do prédio estudantil e readaptação de materiais com fins de reciclagem. A inclusão destas atividades contribui para que os alunos possam não apenas adquirir estes conhecimentos essenciais, mas também colocá-los em prática e poder perceber os benefícios gerados (Conheça a primeira escola da América Latina a receber a certificação LEED, 2017).

Ademais, além da coleta lixo seletivo, do sistema de aproveitamento de água da chuva e do espaço de reciclagem (IDEIA SUSTENTÁVEL, 201-), as práticas se estendem por toda a comunidade, uma vez que durante os finais de semana, a escola serve como um ponto de encontro em que a comunidade pode participar das atividades promovidas pela diretoria do colégio bem como levar o óleo de cozinha para descarte apropriado (CONDOMÍNIOS VERDES, 2017).

O Colégio Estadual Erich Walter Heine é um excelente exemplo de como a escola pode ter um papel fundamental na transformação das pessoas. Ver o envolvimento dos alunos e da própria comunidade neste projeto é revigorante e nos faz desejar que mais escolas coloquem em prática tal forma de ensino (CONDOMÍNIOS VERDES, 2017).

Figura 8 - Vista aérea da planta do Colégio Estadual Erich Walter Heine

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FONTE: ARCO WEB, No Rio, a primeira escola com selo LEED, Versão Web

O colégio, que teve projeto arquitetônico da empresa Arktectus e que foi construída em parceria com a ThyssenKrupp CSA, contou com um investimento de R$ 16 milhões para a aplicação de conceitos e iniciativas sustentáveis. Além disso, após a inauguração, o projeto ainda realizou uma série de inspeções, com o intuito de atestar a eficácia dos mais de 50 recursos de eficiência energética e aproveitamento de materiais adotados (SUSTENTARQUI, 2013; ARCHDAILY, 2015)

Por fim, o colégio afirma que as medidas implementadas colaboram com a redução de 40% no consumo de energia, traduzida, em números, em uma redução mensal de R$4.000,00 para R$1.600,00 nos gastos com água e de R$4.500,00 para R$1.800,00 nos gastos com luz (RJ, 2018).

7.4. ESTUDO DE CASO 2 – EDIFÍCIO ECOCOMMERCIAL BUILDING – BAYER BRASIL

O EcoCommercial Building, inaugurado em 2014, localizado na Bayer Brasil, faz parte do Programa EcoCommercial Building, que integra o Programa Bayer de Clima no Mundo, lançado em 2009 e que tem como objetivo a garantia da construção de prédios que trabalhem com baixo consumo de energia e de recursos naturais sendo, também, adaptado às condições climáticas do país em que está inserido (BAYER, 2014).

A construção deste prédio, localizado na unidade de São Paulo (SP), contou com a utilização de mais de 20 tecnologias para construções sustentáveis, as quais foram produzidas com base em matérias-primas elaboradas pela Bayer MaterialScience – divisão de materiais inovadores da Bayer, classificada como uma das maiores empresas de polímeros do mundo – que atende principalmente os segmentos automotivo, eletroeletrônico, construção e indústrias de lazer e esportes (BAYER, 2014).

O projeto arquitetônico foi assinado pelos arquitetos Roberto Loeb e Luís Capote e contou com a parceria e apoio da Cushman & Wakefield (MORAES, 2015) na idealização do primeiro edifício Zero Energy no Brasil (CUSHMAN & WAKEFIELD, 2014).

Em entrevista para o blog do GBC Brasil, Fernando Resende, gerente do Programa EcoCommercial Building no Brasil, relata que o projeto foi realizado de forma integrada, pois acredita que os conhecimentos se complementam e que, portanto, projetos sustentáveis se tornam mais eficientes quando desenvolvidos de forma que integrem todas as partes envolvidas – projetistas, construtoras, fornecedores, manutenção, usuários, etc.

Foram definidas as diretrizes que guiariam o rumo do projeto, como o alto índice de eficiência energética (acima de 50%), técnicas para otimizar o clima local através da adoção de ambientes abertos, luz e ventilação natural, uso de isolamento térmico, películas refletivas e demais tecnologias passivas, além de estabelecerem a certificação LEED GOLD como um nível mínimo a ser alcançado (BLOG GBC BRASIL, 201-).

A realização de simulações de eficiência energética foram um importantíssimo aliado, responsável por embasar uma série de tomadas de decisões técnicas. Além disso, as simulações de eficiência energética tiveram um grande papel no contínuo controle de custos do projeto, possibilitando a redução de 60% de custo dentro do budget do projeto, através de uma análise que permitiu a adoção de mais soluções passivas e, consequente, utilização de ar-condicionado em apenas 5% do prédio (BLOG GBC BRASIL, 201-).

Sendo assim, o edifício modular (CUSHMAN & WAKEFIELD, s.d.) de aproximadamente 400 m² (CABRAL, 201-), com a finalidade de funcionar como um espaço de convivência para os funcionários da unidade (CUSHMAN & WAKEFIELD, s.d.), conta com os seguintes atributos (CABRAL, 201-):

7.4.1. Eficiência Energética

Foi priorizado o uso de materiais de alta eficiência energética fabricados pela Bayer, como, por exemplo, os policarbonatos, que, inseridos na estrutura metálica e alinhados à fachada do prédio, contribuíram para a criação de uma barreira térmica que configurou uma espécie de microclima.

Além disso, o projeto adota outras medidas sustentáveis, como a utilização de um espelho d’água - que também atua como um tanque destinado a armazenar água de reuso - captação de energia através de placas solares e controle da incidência solar sobre o prédio com o auxílio de brises[9].

7.4.2. Integração

Os ambientes interiores são conectados entre si e conectados com o ambiente externo. Além disso, as salas são flexíveis e podem ser transformadas através da movimentação das paredes, que não são fixas.

7.4.3. Automação

Os controles de luz e ar-condicionado são realizados através de automação. O acompanhamento do uso de energia pode ser realizado pelos usuários do prédio através de painéis instalados no prédio.

7.4.4. Paisagismo

Foi adotada a prática de paisagismo sustentável, mantendo as espécies de árvores pré-existentes e implantando novas. Além disso, foram incluídas apenas espécies de vegetações que demandassem baixa manutenção e água, além de contar com espécies aquáticas e frutíferas onde existe o espelho d’água.

Figura 9 - Corte perspectivado do EcoCommercial Building – BAYER BRASIL, com materiais

FONTE: ARCH DAILY, Eco Commercial Building/LoebCapote Arquitetura e Urbanismo, WEB VERSION

Abaixo, seguem alguns resultados que valem a pena ser destacados (BAYER, 2014):

  • Redução de 94,8% no consumo de água potável;
  • 97% de todo o resíduo gerado pela obra foi destinado à reciclagem ou ao reaproveitamento, não sendo enviado para aterros;
  • Apenas 5% do espaço total construído conta com a presença de equipamentos de ar-condicionado. Ademais, 100% do espaço possui acesso à luz e ventilação natural;
  • Alta eficiência energética, viabilizada pelo amplo uso de equipamentos passivos;
  • Proteção solar garantida e viabilizada pela não remoção das árvores existentes, alinhada à incorporação de 17 novas árvores.

7.5. LIMITAÇÕES DOS ESTUDOS

Como todo trabalho de pesquisa, os estudos de caso apresentados neste capítulo apresentam algumas limitações, que foram mitigadas sempre que possível. A principal limitação observada está relacionada à possibilidade de algum dado obtido estar equivocado ou não transmitir a total realidade/dimensão do que é explorado no assunto. Esta limitação foi mitigada, quando possível, através da busca várias fontes de evidência para as informações coletadas, reduzindo assim a possibilidade de viés.

Além disso, como forma de mitigação, foram estabelecidos critérios específicos na seção de metodologia, a fim de limitar o conteúdo das informações trabalhadas nestes estudos, de forma que o nível de aprofundamento atingido em ambos fosse o mais homogêneo possível.

Outra limitação do estudo é o possível viés da autora deste trabalho na extração e interpretação dos dados. Este risco foi mitigado com sucessivas revisões executadas pelo orientador, e o uso de um guia para a extração dos dados, conforme descrito na seção 3.3.2.

Por fim, o fato dos estudos de caso descritos acima contemplarem apenas edifícios novos, enquanto este trabalho se pauta em um edifício já existente, representa uma limitação para o trabalho em si, visto que este detalhe impede que seja realizada uma análise eficiente acerca das dificuldades de implementação da certificação LEED em edifícios já existentes. É importante ressaltar que tal informação não pode ser aferida anterior à conclusão do capítulo 4 deste trabalho, o qual discute as mudanças necessárias para a implementação do certificado LEED no Ibmec Barra (RJ).

7.6. Considerações sobre o capítulo

É possível destacar alguns fatos aferidos dos estudos de caso acima, especialmente quando alinhados ao conteúdo presente tanto no site do GBC Brasil quanto no item 2.5.2 deste trabalho. Sendo assim, vale ressaltar:

  • Ainda que se trate de um projeto construtivo totalmente novo, os pré-requisitos da certificação LEED já trazem diversas obrigações que incluem precedentes sociais – como, por exemplo, a existência de uma comunidade próxima ao local, o que implica na também existência de uma infraestrutura pré-existente devido à sociedade próxima;
  • Idealmente, a definição do interesse voltado à obtenção do certificado é melhor aplicada quando considerada desde a concepção do projeto em si, a fim de otimizar aspectos relevantes à questão ambiental, externas à funcionalidade do prédio em si, como a escolha por materiais sustentáveis e locais, redução da geração de resíduos bem como a reciclagem, reutilização e descarte adequado de materiais;
  • Além disso, é importante destacar a importância da adoção de uma equipe integrada para a concepção e execução do projeto em si, de forma a garantir que todos os aspectos necessários do projeto sejam realizados de forma correta e conforme previsto, evitando erros de execução e garantindo que estas medidas sustentáveis realmente tenham efeito e sejam, assim, contabilizadas para pontuação e obtenção do certificado;
  • De fato, é possível constatar que a decisão pela construção com viés sustentável conta com uma disposição financeira consideravelmente maior que uma construção convencional. No entanto, há de ser considerado o payback envolvido nas construções verdes, impulsionado pela economia de recursos e pela geração própria de energia, ainda que parcial.

8. VISÃO GERAL DOS ASPECTOS E BENEFÍCIOS PARA A CERTIFICAÇÃO LEED NO IBMEC

8.1. O CONTEXTO DO IBMEC BARRA

O Centro Universitário – reconhecido assim pelo Ministério da Educação (MEC) em março de 2018 – Ibmec/RJ possui duas unidades que atuam em bairros diferentes. Uma das unidades está localizada no centro do Rio de Janeiro/RJ – atuando desde 1970 –, localizada na Avenida Presidente Wilson, próximo à estação de metrô da Cinelândia, enquanto a outra unidade está localizada no bairro da Barra da Tijuca – atuando desde 2002 (IBMEC, 20--).

A proposta de projeto deste trabalho de conclusão de curso será aplicada apenas ao atual prédio do Ibmec Barra, estabelecido desde o ano de 2012 no prédio de 15.000 m², na Avenida Armando Lombardi, 940, próximo à estação de metrô do Jardim Oceânico, de forma que os estudos realizados neste trabalho não serão aplicados ao prédio do Ibmec Centro por escolha da autora.

O atual prédio do Ibmec Barra já era existente no momento da transferência das atividades para o mesmo, em 2012, e atua sob a condição de aluguel, não sendo, portanto, propriedade da instituição em si.[10]

8.2. CONTEXTO GEOGRÁFICO

A Barra da Tijuca, um dos bairros mais novos da cidade do Rio de Janeiro em termos de zona urbana, teve o alavancamento de sua ocupação em meados de 1970, devido à construção de túneis e estradas, que superaram as formações montanhosas que rodeiam o bairro. Seu nome, de origem indígena, “barra”, com significado de foz ou riacho, é determinado devido a sua proximidade à Baia de Guanabara. Banhada pelo mar, recebeu como complemento ao seu nome a palavra “tijuca”, que significa “caminho em direção ao mar, vereda” (RIO DE JANEIRO AQUI, s.d.).

A paisagem natural do bairro é marcada por uma área alagadiça, repleto de matas de restingas (RIO DE JANEIRO AQUI, s.d.). O bairro conta com diversas reservas florestais e parques ecológicos, como por exemplo:

  • Bosque da Barra: O parque denominado Parque Arruda Câmara está localizado na Avenida das Américas, possui mais de 500 mil m² e conta com diversos lagos naturais, pássaros e animais de pequeno porte (RIO DE JANEIRO AQUI, s.d.);
  • Parque Natural Municipal de Marapendi: Estendendo-se entre a faixa litorânea da Avenida Lúcio Costa[11] e a Avenida das Américas, o parque possui cerca de 155 mil hectares, responsável por abrigar os ecossistemas nativos da restinga e do manguezal (RIOTUR, s.d.);
  • Parque Ecológico Municipal Chico Mendes: Localizado na Avenida Jarbas de Carvalho, 679, o parque conta com aproximadamente cinco quilômetros  de trilhas e preserva diversas espécies de plantas e animais em extinção, além da Lagoinha das Tachas (PESSOA, 2017);
  • Parque Natural Municipal Nelson Mandela: Ainda não inaugurado, porém com o plano de manejo estabelecido (ALTINO, 2017), o projeto do espaço pertencente à Área de Preservação Ambiental (APA) de Marapendi, situado na faixa marginal da Lagoa de Marapendi em frente à Praia da Reserva, está previsto para possuir uma área de 1,6 milhão de m² (BARRAZINE, 2015) destinada à preservação da vegetação litorânea e espécies ameaçadas, através de um plano que inclui o impedimento de novas construções no local (ALTINO, 2017).

Figura 11 - Mudanças no zoneamento: estabelecimento de novos parâmetros na APA de Marapendi

FONTE: O Globo, Plano de Manejo da APA de Marapendi, Versão WEB

8.3. O LEED O+M EM DETALHES

Como mencionado anteriormente neste trabalho, na seção 2.5.2, o LEED O+M se aplica à edificações já existentes, dentre elas escolas, lojas de varejo, data centers, hospedagem e galpões e centros de distribuição e, portanto, se aplica à condição atual do prédio do Ibmec Barra, objeto principal da proposta de aplicação a qual está sendo trabalhada.

Abaixo, pode ser observado, em detalhes, a tabela de pontuação para obtenção da certificação LEED na categoria mencionada, com seus pré-requisitos e demais pontuações por créditos em cada item (GBC BRASIL, 2014).

Tabela 7 - Checklist para projetos LEED v4 O+M: Prédios existentes

CATEGORIA

 

PONTOS POSSÍVEIS

LOCALIZAÇÃO E TRANSPORTES

15

Crédito

Transporte Alternativo

15

 

 

 

TERRENOS SUSTENTÁVEIS

10

Pré-requisito

Política de gerenciamento do terreno

requerimento

Crédito 1

Desenvolvimento do Local - Proteção ou restauração do habitat

1 a 2

Crédito 2

Gestão de Águas Pluviais

3

Crédito 3

Redução de Ilhas de Calor

2

Crédito 4

Redução da Poluição Luminosa

1

Crédito 5

Gerenciamento do Terreno

1

Crédito 6

Plano de Melhoria do Terreno

1

Crédito 7*

Uso conjunto das Instalações

1

 

 

 

USO RACIONAL DA ÁGUA

12

Pré-requisito 1

Redução do Uso de Água do Interior

Requerimento

Pré-requisito 2

Medição de Água do Edifício

Requerimento

Crédito 1

Redução do Uso de Água do Exterior

1 a 2

Crédito 2

Redução do Uso de Água do Interior

1 a 5

Crédito 3

Uso de Água de Torre de Resfriamento

2 a 4

Crédito 4

Medição de Água

2

 

 

 

ENERGIA E ATMOSFERA

 

38

Pré-requisito 1

Melhores Práticas de Gestão de Eficiência Energética

Requerimento

Pré-requisito 2

Desempenho Mínimo de Energia

Requerimento

Pré-requisito 3

Medição de Energia do Edifício

requerimento

Pré-requisito 4

Gerenciamento Fundamental de Gases Refrigerantes

requerimento

Crédito 1

Comissionamento de Edifício Existente

2

Crédito 2

Comissionamento de Edifício Existente - Implementação

2

Crédito 3

Comissionamento Contínuo

3

Crédito 4

Otimizar Desempenho Energético

1 a 20

Crédito 5

Medição de Energia Avançada

2

Crédito 6

Resposta à Demanda

1 a 3

Crédito 7

Energia Renovável e Compensação de Carbono

1 a 5

Crédito 8

Gerenciamento Avançado de Gases Refrigerantes

1

 

 

 

MATERIAIS E RECURSOS

 

8

Pré-requisito 1

Política de Compras e Resíduos

requerimento

Pré-requisito 2

Manutenção das Instalações e Política de Renovação

requerimento

Crédito 1

Compras - Em Andamento

1

Crédito 2

Compras - Lâmpadas

1

Crédito 3

Compras - Manutenção e Renovação de Instalações

1 a 2

Crédito 4

Gerenciamento de Resíduos Sólidos - Em Andamento

2

Crédito 5

Gerenciamento de Resíduos Sólidos - Manutenção e Renovação das Instalações

2

 

 

 

QUALIDADE DO AMBIENTE INTERNO

17

Pré-requisito 1

Desempenho Mínimo da Qualidade do Ar Interior

requerimento

Pré-requisito 2

Controle Ambiental da Fumaça de Tabaco

requerimento

Pré-requisito 3

Política de Limpeza Verde

requerimento

Crédito 1

Programa de Gerenciamento da Qualidade do Ar Interior

2

Crédito 2

Estratégias Avançadas de Qualidade do Ar Interior

1 a 2

Crédito 3

Conforto Térmico

1

Crédito 4

Iluminação Interior

1 a 2

Crédito 5

Luz Natural e Vistas de Qualidade

2 a 4

Crédito 6

Limpeza Verde

1

Crédito 7

Limpeza Verde - Produtos e Materiais

1

Crédito 8

Limpeza Verde - Equipamentos

1

Crédito 9

Gerenciamento Integrado de Pragas

2

Crédito 10

Pesquisa de Conforto do Ocupante

1

 

 

 

 

INOVAÇÃO

 

6

Crédito 1

Inovação

1 a 5

Crédito 2

Profissional Acreditado LEED

1

 

 

 

PROPRIEDADE REGIONAL

4

Crédito 1

Propriedade Regional - Crédito Específico

1

Crédito 2

Propriedade Regional - Crédito Específico

1

Crédito 3

Propriedade Regional - Crédito Específico

1

Crédito 4

Propriedade Regional - Crédito Específico

1

 

 

 

Total:

Pontos Possíveis

110

ADAPTADO DE: GBC BRASIL, Tipologia LEED/LEED O+M, Versão WEB

Abaixo, os pré-requisitos e créditos, junto às sugestões de solução, para elaboração do projeto de obtenção de, no mínimo, a certificação LEED Certified, estão descritos, de acordo com o detalhamento fornecido pelo documento oficial e traduzido do USGBC, de nome Rating System LEED v4 O+M, disposto no site da GBC Brasil no link http://www.gbcbrasil.org.br/leed-OM.php.

8.3.1. Localização e Transporte

8.3.2. Crédito: Transporte Alternativo

Tem como objetivo a redução dos efeitos de poluição e da criação de terrenos cujo objetivo seja o uso de automóveis para transporte. Apresenta duas possíveis opções. A opção de número um, que vale 1 ponto, avalia uma pesquisa direcionada aos frequentadores do edifício em questão e o meio de transporte a ser utilizado por eles. A opção de número dois, podendo acumular de 3 a 15 pontos, trata da taxa de transporte alternativo, buscando soluções que vão desde trabalhos humanos – classificados como caminhadas ou transporte via bicicleta – até transportes públicos, teletrabalho, caronas solidárias, veículos verdes e semanas encurtadas. Por fim, a opção três, que vale 2 pontos, busca atender à pesquisa referente à opção um, trazendo soluções de transportes alternativos em três categorias de estratégias, sendo estas: educacionais, de suporte básicas e estratégias diretas.

8.3.3. Terrenos Sustentáveis

8.3.4. Pré-requisito: Política de Gestão do Terreno

Busca a preservação ecológica, manutenção de um edifício com exterior limpo, com operações de alto desempenho e que apresente uma integração à paisagem vizinha através do incentivo de práticas de gerenciamento do terreno que sejam ambientalmente sensíveis.

Para o Ibmec Barra, segundo as soluções descritas no documento, cabe a adoção das seguintes medidas:

  • Adoção de equipamento de manutenção de baixa emissão;
  • Limpeza do exterior e de demais superfícies impermeáveis;
  • Gestão dos resíduos orgânicos;
  • Gestão da irrigação;
  • Armazenamento de materiais e equipamentos.

8.3.5. Crédito 1: Desenvolvimento do Local – Proteção ou Restauração do Habitat

Busca promover o habitat e a preservação da biodiversidade através da restauração de ambientes naturais. A opção um (2 pontos) indica a plantação de vegetação nativa ou adaptada em 20% da área total do terreno. Considerando a área total do prédio do Ibmec Barra e sua estrutura, essa opção não se mostra favorável, visto a difícil instalação.

Já a opção dois (1 ponto) se mostra mais viável. A mesma estimula o apoio financeiro a alguma landtrust[12] ou até mesmo alguma organização de preservação ambiental reconhecida nacional ou localmente, com um valor aproximado de U$ 0,05 por pé quadrado.

8.3.6. Crédito 2: Redução de Ilhas de Calor

Tem como objetivo a minimização dos efeitos das ilhas de calor geradas em ambientes urbanos.

A opção um (1 ponto) – levando consideração estruturas sem telhado - possui diversos itens de fácil aplicação ao prédio do Ibmec, como geração de sombra através da instalação de vegetações ou equipamentos geradores de energia – como coletores térmicos solares, por exemplo –, e adoção de vasos com vegetações. No entanto, considerando o baixo percentual de área externa da faculdade e levando em consideração a baixa permanência de pessoas nessas áreas, a adoção de tais medidas não faz sentido quando levando em consideração a finalidade de alavancamento do desempenho ambiental do edifício.

A opção dois (1 ponto) considera áreas que possuem telhado e estimula a instalação de materiais com Solar Reflectance Index (SRI), ou índice de refletância solar, inicial de 82 e de 64 após 3 anos – no caso do Ibmec Barra, levando em consideração seu telhado com inclinação menor que 2:12[13] – em pelo menos 75% da área do telhado. Como alternativa, a opção também sugere a instalação de vegetação em uma quantidade mínima de 50% da totalidade da área do telhado ou até mesmo uma combinação das duas opções, verificado através da fórmula disposta no documento.

A opção três (2 pontos) sugere uma abordagem conjunta das opções um e dois que, portanto, não se aplica ao Ibmec visto que a opção dois não se mostra suficientemente vantajosa para o mesmo.

Por fim, a opção quatro (1 ponto) trabalha com a possibilidade de, pelo menos, 50% das vagas do estacionamento cobertas por vegetação. No caso do Ibmec Barra, mais que 50% das vagas já se encontram em estacionamento coberto. No entanto, esta opção não é válida visto que o estacionamento se encontra no subsolo, impossibilitando a instalação de cobertura vegetal no mesmo.

8.3.7. Crédito 3: Gerenciamento do Terreno

Similar ao item 4.3.2.1 citado anteriormente, este crédito tem como objetivo a preservação ecológica, manutenção de um edifício com exterior limpo, com operações de alto desempenho e que apresente uma integração à paisagem vizinha através do incentivo de práticas de gerenciamento do terreno que sejam ambientalmente sensíveis.

Este crédito (1 ponto) exige que, além de cumprir com todos os desempenhos estabelecidos no documento-base – quando aplicáveis – o projeto, simultaneamente, atenda a pelo menos uma das três opções dispostas no documento, de forma que as opções que apresentam um atendimento mais simples, por parte do Ibmec, estão contempladas abaixo:

  • Opção 1: Limitação do gramado a 25% da área plantada;
  • Opção 2: Atribuir às operações de gerenciamento do terreno equipamentos manuais ou elétricos.

8.3.8. Crédito 4: Plano de Melhoria do Terreno:

Este crédito (1 ponto) visa a melhoria da qualidade ecológica, de preferência, mantendo o alto desempenho da edificação. Através da submissão de documentos que comprovem as condições atuais do terreno, junto aos objetivos e metas de melhoria estabelecidas, normas de desempenho a serem atingidas e protocolos de monitoramento.

As melhorias estabelecidas pelo documento-base utilizado neste trabalho demonstram que a aplicabilidade deste crédito seria possível para o prédio do Ibmec Barra de forma que os seguintes tópicos devem ser abordados:

  • No campo da hidrologia, seria possível para o Ibmec implementar mecanismos de reutilização e gestão das águas pluviais, consequentemente reduzindo seu consumo de água potável;
  • Para o Ibmec, no campo da vegetação, seria possível a redução da área de gramado, a fim de atingir os 5% de vegetação, referente à área total do terreno;
  • No campo dos solos, cabe ao Ibmec apresentar os documentos necessários, referentes à preservação dos solos, manutenção e identificação das áreas que foram modificadas.

8.3.9. Uso Racional da Água

8.3.10. Pré-requisito 1: Redução do Uso de Água do Interior

Visando reduzir o consumo de água, este pré-requisito dispõe de duas opções.

Opção 1: Referente aos dispositivos e conexões internas de encanamento, dispostos no documento, sugere uma redução do consumo de água para abaixo do baseline[14] – no caso do Ibmec, 120% do uso de água resultante do cálculo de todos os dispositivos, considerando que os mesmos estejam em conformidade com o disposto no documento. Os dispositivos devem ser inspecionados, reparados – caso necessário – e deve ser implementada uma política de substituição e modernização destes, a fim de trabalhar apenas com utensílios elegíveis para receber o selo Pró-água[15], da empresa Deca. O desempenho se dá através da comprovação de conformidade dos utensílios e da atualidade dos cálculos fornecidos.

Opção 2: Estabelecimento do baseline de uso de água através do monitoramento e documentação do consumo ao longo de um ano. O desempenho se dá através do mantimento do baseline estabelecido quando o projeto possuir, pelo menos, 80% dos seus dispositivos medidos.

8.3.11. Pré-requisito 2: Medição de Água do Edifício

Rastreamento do consumo de água visando a economia e melhor gestão deste recurso por meio da instalação de hidrômetros e da compilação mensal dos dados coletados os quais, por meio de desempenho, devem ser compartilhados com o USGBC durante um período de cinco anos ou até o terreno mudar de proprietário ou arrendatário.

8.3.12. Crédito 1: Redução do Uso de Água do Exterior

Com o objetivo de reduzir o consumo de água do ambiente externo da edificação, dentre as opções destacadas no documento-base, a que se aplica ao Ibmec seria a opção 2 (1 a 2 pontos), considerando que a sua irrigação não é submedida[16]. Sendo assim, esta opção demanda que a quantidade de água necessária para atender à necessidade do jardim externo seja calculada com o auxílio da ferramenta de demanda Watersense da EPA, além de uma posterior instalação de um medidor de irrigação visando uma redução de pelo menos 30% (1 ponto) do consumo de água, com relação à baseline – podendo chegar a até 2 pontos, em casos de redução igual a 40% ou superior.

8.3.13. Crédito 2: Redução do Uso de Água do Interior

Busca a redução do consumo de água referente às atividades do interior do edifício. Neste crédito, a opção mais adequada para o Ibmec seria a opção 2 (1 a 5 pontos). Diferente da opção 1, a opção 2 não implica na substituição dos dispositivos e conexões, e sim na apropriada medição destes, afim de estabelecer um baseline do uso de água e tendo, pelo menos, 80% dos dispositivos medidos. O desempenho requer uma redução dos valores de consumo da baseline. Projetos que apresentarem redução inferior a 5% acumulam apenas 1 ponto, enquanto projetos com redução 20% ou superior são bonificados com a pontuação máxima (5 pontos).

8.3.14. Energia e Atmosfera

8.3.15. Pré-requisito 1: Melhores Práticas de Gestão de Eficiência Energética

Para atender a este pré-requisito, deve-se desenvolver um plano de operações e manutenção que busque a promoção da continuidade de informações quanto às operações energéticas, buscando ater-se às estratégias de operações eficazes energeticamente, por meio de auditorias que atendam às análises de recursos preliminares estabelecidos pela American Society of Heating and Air-Conditioning Engineers (ASHRAE), em conformidade com os níveis e procedimentos dispostos no documento, ou equivalente. No documento, os elementos do plano de operações e manutenção podem ser verificados.

8.3.16. Pré-requisito 2: Desempenho Mínimo de Energia

Estabelece um desempenho mínimo de energia, a fim de reduzir os danos ambientais causados pelas operações do edifício. É necessária a medição dos níveis de energia dentro do curso de doze meses. O desempenho do edifício será obtido através da comparação com ambos os edifícios do projeto LEED e todos os edifícios comparáveis para fins de conferência, além das duas possibilidades de classificação da edificação, podendo esta possuir a classificação Energy Star[17] ou ser classificado como não elegível para tal classificação – tornando necessária a comparação com edifícios comparáveis, utilizando médias nacionais ou edifícios reais.

8.3.17. Pré-requisito 3: Medição de Energia do Edifício

Apoiar a gestão de energia do edifício e, através do rastreamento do seu consumo, identificar oportunidades de alavancar a sua economia. Devem ser instalados medidores de consumo de energia – ou utilizados medidores ou submedidores já existentes ou terceirizados – para a avaliação e coleta de dados referentes ao consumo. Tais informações devem ser coletadas em um intervalo mínimo mensal e compartilhadas com o USGBC ao longo de, pelo menos, cinco anos ou até a mudança de proprietário/arrendatário do edifício.

8.3.18. Pré-requisito 4: Gerenciamento Fundamental de Gases Refrigerantes

Busca combater o esgotamento do ozônio presente na estratosfera. É estabelecido que não sejam utilizados equipamentos à base de clorofluorcarbono (CFC) nos sistemas de aquecimento ventilação, ar-condicionado e refrigeração. Portando, estes equipamentos devem ser substituídos ou adaptados, exceto em casos que seja comprovadamente, por meio de uma auditoria, inviável economicamente, sendo a análise econômica realizada através de um cálculo sobre o retorno do investimento simples.

Caso a verificação comprove a não viabilidade desta implementação, os refrigerantes à base de CFC que forem mantidos devem reduzir seu vazamento anual, através de procedimento no Clean Air Act da EPA – título VI, regra 608, para relatórios e gestão e refrigerantes. Para a vida total do equipamento, este vazamento deve ser reduzido para menos de 30% de sua carga refrigerante. Estão isentas as unidades consideradas pequenas de Heating, Ventilation and Air Conditioning (HVAC), pequenos refrigeradores de água e demais equipamentos de refrigeração com menos de 0,23 kg de refrigerante.

8.3.19. Crédito 1: Otimizar o Desempenho Energético

Determina que o edifício deve possuir níveis superiores quanto ao desempenho de energia de sua operação, o qual auxilia na redução dos danos ambientais e econômicos ligados ao consumo excessivo deste recurso.

Existem dois casos disponíveis no documento-base. O primeiro considera que o prédio é elegível para uma avaliação de desempenho energético fornecido pela ferramenta ENERGY STAR Portfolio Manager. O segundo, que considera a não elegibilidade do prédio, sugere formas alternativas para classificar o desempenho energético do prédio. Tendo em vista a falta de informações quanto ao edifício do Ibmec para determinar o caso mais adequado, os dois casos serão descritos. Desta forma, destacam-se:

O Caso 1: Classificação ENERGY STAR sugere o uso da ferramenta mencionada no parágrafo anterior, da Environmental Protectin Agency (EPA) ENERGY STAR. O acúmulo de pontos mínimo (3 pontos) é conferido quando o desempenho do empreendimento atinge a classificação de 76 pontos e a pontuação máxima (20 pontos) quando o desempenho obtido for de 95 pontos. Para projetos localizados fora dos EUA, como é o caso do Ibmec, a zona climática correta deve ser encontrada utilizando a norma ASHRAE/ASHRAE/IESNA 90.1–2010, Apêndices B e D, descritos nas tabelas abaixo.

Tabela 8 - Zona climática do Rio de Janeiro, padrão ASHRAE 90.1 - 2010, tabelas B-3 e B-4

País
Cidade

Número da Zona

Nome

Critério Térmico

Brasil
Rio de Janeiro

1

Muito quente-úmida (1A),
Seca (1B)

9000 < CDD50◦F

ADAPTADO DE: ICC SAFE, ANSI/ASHRAE/IES standard 90.1 – 2010 – normative appendix b – building envelope climate criteria, Versão Web

Tabela 9 - Dados climáticos do Rio de Janeiro, padrão ASHRAE 90.1 - 2010, tabela D-3

País
Cidade

Latitude

Longitude

Elevação (ft)

HDD65

CDD50

Heating Design Temperature
99,6%

Cooling Design Dry-Bulb
1,00%

Temperature
Wet-Bulb
1,00%

Brasil
Rio de Janeiro

22,90 S

43,17 W

16

14

9688

59

99

77

ADAPTADO DE: ICC SAFE, ANSI/ASHRAE/IES standard 90.1 – 2010 – normative appendix d – climate data, Versão WEB

O Caso 2: Projetos não elegíveis para a classificação ENERGY STAR apresenta três opções de possíveis comparativos. A opção 1 trabalha com o desempenho sendo realizado em cima de dois caminhos diferentes, o primeiro quando os dados médios nacionais de edifícios semelhantes se fazem disponíveis e o segundo (20 pontos) e o segundo quando estes dados não estão disponíveis, utilizando informações de consumo do terreno (2 a 14 pontos). A opção 2 é referente ao uso de dados históricos para o cálculo e a opção 3 considera o uso do desempenho de edifícios semelhantes e de dados históricos.

8.3.20. Crédito 2: Energia Renovável e Compensação de Carbono

Este crédito (1 a 5 pontos) tem seus objetivos voltados para medidas que auxiliem no combate a favor da redução das emissões de gases do efeito estufas, sugerindo duas possíveis estratégias: que o uso total de energia seja atendido por sistemas de energia renovável ou que o empreendimento se comprometa a renovar gradual e continuamente seus sistemas (Renewable Energy Certificates – RECs) com o auxílio de recursos qualificados. Qualquer que seja a solução adotada, ambas devem apresentar certificação Green-e ou equivalente.

Considerando o prédio do Ibmec, segue como sugestão a opção de renovação gradual.

8.3.21. Materiais e Recursos

8.3.22. Pré-requisito 1: Política de Compras e Resíduos

Referente às operações dentro dos edifícios, este pré-requisito busca restringir o dano ambiental proveniente dos materiais comprados, utilizados e descartados através da aquisição ecologicamente responsável, ou seja, através de uma política de aquisição ecologicamente responsável, dividido em créditos e categorias diferentes, de acordo com o documento utilizado como base. A política utilizada neste pré-requisito deve contemplar os créditos compras – em andamento e compras – lâmpadas, os quais serão mencionados futuramente como parte da proposta de implementação para o Ibmec.

Os materiais devem ser armazenados em local apropriado, conforme a política de gerenciamento de resíduos sólidos – contemplando o reuso, reciclagem ou compostagem dos produtos -, de forma que os materiais sejam segregados em diferentes categorias e variações.

8.3.23. Pré-requisito 2: Manutenção das Instalações e Política de Renovação

Este pré-requisito busca reduzir os danos ambientais provenientes dos materiais que são comprados, utilizados e descartados em ações de manutenção e reforma de edificações. Uma Política de Manutenção e Reforma deve ser aplicada mediante a avaliação do proprietário além de contemplar estratégias do sistema LEED, referentes à classificação desejada. As políticas de Compra para Manutenção e Reformas, de Gestão de Resíduos para Manutenção e Reformas e de Qualidade do Ar Interior para Manutenção e Reformas, que devem ser contempladas, estão detalhadas no documento-base. A política utilizada neste pré-requisito deve contemplar os critérios presente no crédito manutenção e renovação de instalações, o qual será dissertado sobre, como parte da proposta de solução deste trabalho.

8.3.24. Crédito 1: Compras – Em Andamento

Considerando as operações e a manutenção dos edifícios, este crédito (1 ponto) visa a redução dos danos ambientais relacionados aos materiais utilizados nestas atividades. Seu desempenho implica que, para cada categoria[18] de compras, uma porcentagem dos produtos adquiridos deve atender aos critérios especificados no documento-base, de acordo com a política estabelecida no pré-requisito política de compras e resíduos.

Sendo assim, a categoria de produtos de consumo contínuo deve ter sua estrutura de forma que 60% dos produtos adquiridos atendam aos critérios e equipamentos elétricos uma porcentagem de 40%.

8.3.25. Crédito 2: Compras – Lâmpadas

A opção pela compra de lâmpadas, a serem inclusas na lista de compras de iluminação, que limitem a média do edifício para 10 picogramas de mercúrio por lúmen-hora, quando as lâmpadas possuírem mercúrio. As lâmpadas que não possuírem mercúrio podem ser contabilizadas desde que possuam uma eficiência energética igual a das lâmpadas que possuem. Desta forma, o crédito presente (1 ponto) procura estabelecer um programa que reduza as fontes de materiais tóxicos, ao mesmo tempo em que limita a entrada de mercúrio no edifício, através desta política de compras.

8.3.26. Crédito 3: Gerenciamento de Resíduos Sólidos – Em Andamento

Buscando reduzir a quantidade de lixo produzido pelos frequentadores do edifício e é enviada para aterros sanitários e incineradores, este crédito (2 pontos) estabelece porcentagens, de acordo com categorias especificadas no documento, de materiais que devem ser descartadas de acordo com as políticas abordadas nos pré-requisitos preliminares.

Sendo assim, em conformidade com o pré-requisito política de compras e resíduos a porcentagem a ser descartada corretamente, referente à categoria de resíduos contínuos é de 50% e o referente à categoria de bens duráveis é de 75%. Ademais, pilhas, baterias e lâmpadas que contém mercúrio também devem ser descartados de forma segura.

8.3.27. Qualidade do Ambiente Interno

8.3.28. Pré-requisito 1: Desempenho Mínimo da Qualidade do Ar Interior

A qualidade do ar interior ou quality air indoor (QAI) é diretamente responsável pela qualidade do conforto e sensação de bem-estar daqueles que ocupam determinado empreendimento. Para isto, este pré-requisito impõe padrões mínimos, responsáveis por esta garantia. O documento utilizado, Rating System LEED v4 O+M, estabelece dois casos dos quais, pelo menos, um deve ser atingido.

Quando o espaço for ventilado mecanicamente – captação e distribuição do ar através de sistemas de ventiladores, além do gradiente de pressões (INSTRUEL, s.d.) -, os casos disponíveis, a serem considerados, são os seguintes: sistemas capazes de alcançar as vazões de ar externo, com suas opções detalhadas no documento, e sistemas incapazes de alcançar as vazões de ar externo.

Quando o espaço for ventilado naturalmente – o fornecimento e renovação de ar do ambiente se dá sem o auxílio de qualquer dispositivo mecânico (INSTRUEL, s.d.) -, ou misto com a ventilação mecânica desativada, deve ser realizada uma análise a fim de comprovar a eficácia desta estratégia. Além disso, os requisitos mínimos de abertura de ar externo e espaço devem estar de acordo com a norma ASHRAE 62.1 – 2010 ou norma local equivalente.

A conformidade com as medidas deve ser realizada e reportada dentro do período de cinco anos.

8.3.29. Pré-requisito 2: Controle Ambiental de Fumaça de Tabaco

O objetivo deste pré-requisito é minimizar a exposição dos frequentadores do edifício à fumaça ambiental do tabaco, bem como minimizar o contato com ambientes internos e sistemas de distribuição de ar. Deve ser estabelecida a proibição do fumo na parte interna do prédio bem como a delimitação de áreas designadas para a prática de tal atividade, devendo estas estar a uma distância mínima de 7,5 metros das entradas.

8.3.30. Pré-requisito 3: Política de Limpeza Verde

Este pré-requisito tem como finalidade a redução dos níveis de contaminantes químicos, biológicos e particulados, buscando evitar que estes prejudiquem a qualidade do ar, a saúde das pessoas, a edificação e seus sistemas e o meio ambiente. Os requisitos apresentam duas opções de conformidade.

A opção 1 trata da definição de uma política de limpeza interna, ou seja, o estabelecimento e monitoração de uma política verde que atenda ao edifício e seu terreno, de tal forma que os materiais, serviços e pessoal envolvidos na gestão do edifício sejam contemplados de acordo com as metas e estratégias e pessoal definidos no documento.

A opção 2 aborda a aplicação de um sistema de limpeza certificado. O desempenho exige que a limpeza do edifício seja realizada por profissionais certificados dentro das diretrizes estabelecidas no documento, sejam estes internos ou de empresa terceira. Além disso, a empresa terceira deve estabelecer planos e estratégias para impulsionar a conservação da energia e demais recursos utilizados na limpeza. Após o período de desempenho, o prédio deve passar por uma auditoria dentro do período de 12 meses.

8.3.31. Crédito 1: Iluminação Interior

Fornecer iluminação de qualidade, de forma a impulsionar o conforto e produtividade dos ocupantes do edifício. Das opções dispostas no documento-base, consta a opção 1 (1 ponto) que estabelece aos ocupantes – quando em salas individuais ou coletivas - do empreendimento a capacidade de controle da iluminação – dentro dos níveis ligado, desligado e intermediário – não incluindo o efeito gerado por iluminação natural. Além disso, o documento estabelece um controle de iluminação individual para as pareces de apresentação ou projeção de conteúdo, além de estabelecer que os interruptores devem ser localizados dentro da respectiva sala que atenderem.

A opção 2 (1 ponto) dispõe de alguns critérios para alavancamento da qualidade da iluminação, dispostos no documento-base, dos quais, pelo menos, quatro devem ser atendidos.

8.3.32. Crédito 2: Limpeza Verde – Avaliação da Eficiência de Limpeza

Este crédito (1 ponto) avalia a redução dos produtos químicos e agendes biológicos presentes nas atividades de limpeza do edifício, os quais podem comprometer a saúde da natureza, dos humanos e o bom estado dos sistemas do edifício. É determinado que diretrizes de limpeza verde sejam estabelecidos, implementados, verificados e avaliados pela empresa responsável. Além disso, uma auditoria anual deve ser realizada pela Association of Physical Plant Administration (APPA – Associação de Administradores de Planta Física) além de obter pontuação 2,5.

8.3.33. Crédito 3: Limpeza Verde – Produtos e Materiais

A fim de reduzir os impactos ambientais gerados pelos produtos dentro das categorias produtos de limpeza, produtos descartáveis de papel para limpeza e sacos de lixo, este crédito (1 ponto) estabelece porcentagens de produtos a serem contemplados nas listas de compras de cada uma destas categorias, e que devem atender a pelo menos uma das normas estabelecidas no documento, por categoria.

8.3.34. Crédito 4: Pesquisa de Conforto do Ocupante

Este crédito (1 ponto) requer que a satisfação, em níveis de conforto, dos ocupantes do edifício seja mensurada, através de uma pesquisa, dentro das diretrizes a seguir: acústica, conforto térmico, limpeza do edifício, qualidade do ar interior e iluminação. A amostra deve contemplar pelo menos 30% dos ocupantes e, caso 20% desta amostra se mostre insatisfeita, estratégias de correção devem ser implementadas.

Inovação

Profissional Acreditado LEED

Este crédito (1 ponto) busca incentivar a integração da equipe do projeto LEED, devendo esta conter pelo menos um profissional acreditado pela certificação – estando a especialidade deste de acordo com os objetivos do projeto – a fim de tornar mais fácil o processo de inscrição e certificação do empreendimento.

8.4. CONSIDERAÇÕES SOBRE O CAPÍTULO

A busca pelo certificado LEED por parte do Ibmec Barra será, assim como todos os projetos que buscam tal certificação, trabalhosa. No entanto, tendo em vista todos os pré-requisitos e créditos descritos ao longo deste capítulo, é possível destacar, dentro do procedimento como um todo, os dois tipos de atividades com maior destaque.

Sendo assim, é possível destacar que uma parcela notável das tarefas se baseia na substituição ou adaptação dos sistemas do edifício, de forma a reduzir consumos ligados à recursos-chave – como água e ar – indispensáveis para a manutenção da vida humana, como tanto foi comentado ao longo deste documento.

A parcela remanescente destaca-se por categorizar-se, em suma, na aculturação das atividades e procedimentos do edifício. Esta categoria destaca-se por mudar a forma como as atividades são abordadas, planejadas e realizadas, sendo expressada, principalmente, nas mudanças de compras e descarte de materiais.

De forma resumida, as mudanças possivelmente aplicadas ao Ibmec poderiam contemplar:

  • A disposição de bicicletários bem como a localização conveniente do prédio, próximo às estações de BRT e metrô do Jardim Oceânico. Além disso, seguindo o exemplo do prédio da Porto Seguro, Torre B (SP), é interessante a destinação de algumas vagas para veículos de baixa emissão, sendo estas bem localizadas com o intuito de servir como estímulo para os ocupantes do prédio;
  • Aumento da vegetação presente no empreendimento, presente tanto na redução da área do gramado para contemplação de vegetação, quanto ao plantio de tal vegetação no telhado do prédio – que pode contribuir para a redução dos efeitos térmicos que incidem sobre o edifício –, podendo esta vegetação ser composta de plantas que exijam pouca irrigação, como aplicado no EcoCommercial Building da Bayer (SP). Dependendo da área disponível no terraço do prédio, a implementação de vegetação – com fins de redução dos efeitos térmicos – pode ser substituída pela instalação de painéis fotovoltaicos, a exemplo do Colégio Estadual Erich Walter Heine, que, além de combater os efeitos térmicos citados anteriormente, também acaba por contribuir com uma maior autonomia energética do edifício que, por sua vez, gera uma economia com o consumo de energia elétrica e seus gastos;
  • Implementação de mecanismos de irrigação e medição do consumo de água externo;
  • Implementação de mecanismos de controle e medição do consumo de água interno. É interessante a instalação de equipamentos como os economizadores de água para bacias sanitárias, mictórios e torneiras, como foi adotado na Torre B do prédio da Porto Seguro (SP) que, inclusive, possuem um projeto para instalação de reguladores de vazão na pia e sistema Dual Flush nos vasos sanitários;
  • Implementação de mecanismos de otimização e controle do consumo de energia. Por exemplo, a utilização de lâmpadas LED no edifício, podendo reduzir drasticamente o consumo de energia, como foi no caso do Colégio Estadual Erich Walter Heine (RJ);
  • Implementação de medidas de controle de gases poluentes, como a adoção de equipamentos, ou sua adaptação, para que atendam a Norma ASHRAE, referente à zona climática do Brasil;
  • Compra e descarte consciente dos materiais contidos nas atividades do prédio, levando em consideração produtos que apresentem menor impacto para o meio ambiente tanto em sua composição quanto em sua embalagem, além de realizar coleta seletiva e determinar um descarte apropriado;
  • Aumento do conforto dos ocupantes do edifício através dos investimentos em mecanismos que melhores o conforto térmico e a iluminação dos ambientes, como a instalação de dispositivos para controle da iluminação e do ar por parte do usuário. Além disso, considerando a fachada do prédio predominantemente composta por janelas de vidro, seria benéfica a substituição destas por vidros de alta eficiência, com capacidade de transmissividade, a exemplo da Torre B da Porto Seguro. Estes vidros permitem a passagem de luz, além de possuir capacidade de proteção contra raios ultra violeta (UV), o que permite a economia de energia por meio do desligamento da iluminação dos ambientes, além de evitar o aquecimento excessivo do ambiente;
  • Realização das mudanças com o auxílio de um profissional devidamente certificado em uma especialidade condizente.

Por fim, a soma dos pontos disponibilizados pelos créditos abordados – ainda que não contemple a totalidade dos créditos presentes no documento Rating System LEED v4 O+M – utilizado para a elaboração deste documento – excederia o valor mínimo de 50 pontos, para a obtenção da certificação LEED de nível Prata, acima do nível LEED Certified, como disposto na tabela abaixo.

Tabela 10 - Total de pontos calculados no trabalho (implementação Ibmec)

Categoria

Pontos Possíveis

Pontos no Trabalho

LOCALIZAÇÃO E TRANSPORTES

15

até 15

TERRENOS SUSTENTÁVEIS

10

até 3

USO RACIONAL DA ÁGUA

12

7 a 8

ENERGIA E ATMOSFERA

38

até 25

MATERIAIS E RECURSOS

8

até 4

QUALIDADE DO AMBIENTE INTERNO

17

até 5

INOVAÇÃO

6

até 1

PROPRIEDADE REGIONAL

4

0

total:

110

até 60 pontos

ADAPTADO DE: GBC Brasil, Rating System LEED v4 O+M

Ademais, vale considerar o fato de a busca pelo certificado em questão ser mais complexa, por parte do Ibmec, quando em comparação com os estudos de caso citados anteriormente neste trabalho. Diferentemente dos estudos, o prédio do Ibmec, por não se tratar de uma construção nova, não pode se valer do investimento em estruturas cuja arquitetura contribuam para otimização da iluminação e dos ventos presentes na região, por exemplo. Tampouco há a possibilidade instalação de arredores repletos de plantas e lagos a fim de reduzir os efeitos de ilhas de calor da área.

Sendo assim, o projeto de implementação de medidas para requisição do certificado deve otimizar ao máximo a área do terreno disponível para alocação de vegetação, além de investir em medidas voltadas para a substituição ou adaptação de seus equipamentos para que apresentem um consumo mais eficiente e investir em mudanças em seus processos para que incluam a compra, uso e descarte consciente dos materiais utilizados.

9. CONCLUSÃO

10. INTRODUÇÃO

Após a análise sequencial dos diversos âmbitos que abrigam os conceitos de construções sustentáveis, prédios verdes e formas de implementação envolvidas, é possível afirmar a importância da consolidação dessas práticas para a reversão do quadro de degradação ambiental atual.

Abordado em diversos comitês e encontros ambientais, a preservação dos recursos naturais se demonstra cada vez mais urgente e cada vez mais árdua, visto a crescente populacional e a maior demanda por produtos e serviços.

10.1. REVISITANDO OS OBJETIVOS

Como determinado no início deste trabalho, para chegar ao objetivo final, a implementação da certificação LEED para o prédio do Ibmec Barra, diversos temas contidos dentro deste assunto foram visitados, a fim de proporcionar ao leitor deste trabalho um contexto a ser utilizado como base.

A primeira percepção do grau de impacto das intervenções humanas no contexto natural foi introduzida por meio da abordagem do Relatório de Brundtland e dos conseguintes eventos do clima, responsáveis por tratar da conservação e mitigação de impactos específicos.

O impacto da construção civil, caracterizado a partir das observações retiradas dos eventos mencionados anteriormente, pautaram a contribuição do setor para a crise ambiental vivida atualmente. Além disso, uma forma de redução do impacto causado pela construção civil foi abordada pelas legislações ambientais criadas e pelo conceito de prédios verdes, adotado também pelas certificações ambientais.

Foram abordados estudos de caso com o intuito de exemplificar o resultado final de um projeto que visava o certificado LEED e foi aprovado, preferencialmente no Brasil. Os dois estudos de caso abordados, o EcoCommercial Building da Bayer  (SP) e o Colégio Estadual Erich Walter Heine (RJ), representam construções novas, o que permitiu que os projetos recorressem para otimizações dos requisitos LEED por meio de características estruturais benéficas, valorizando o uso de vegetação e espaços abertos para a otimização de requisitos de energia e atmosfera.

Por fim, as certificações ambientais foram abordadas, com destaque ao detalhamento e comprovação de aplicabilidade da certificação LEED, por meio dos estudos de caso discutidos com a intenção de demonstrar a possibilidade de adoção das medidas referentes à categoria de Builiding Operations and Management para o prédio do Ibmec Barra, no caminho de submissão de projeto para a aquisição do certificado LEED.

10.2. OPORTUNIDADES DE TRABALHO FUTURO

Apesar do objetivo inicial do trabalho incluir a discriminação das soluções de acordo com a estrutura atual do prédio do Ibmec, o detalhamento das mesmas não foi possível em vista da carência de informações suficientes disponibilizadas pela faculdade, no momento da elaboração deste trabalho.

Entretanto, a descrição da categoria na qual o prédio se insere, dos requerimentos e algumas aplicações presentes neste documento, permite que trabalhos futuros possam ser desenvolvidos de forma a demonstrar, comprovar e quantificar a real aplicação de algumas destas propostas.

10.3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O consumo irresponsável dos recursos naturais da Terra vem causando um impacto de tal magnitude que pode vir a ser irreversível. Cada vez mais, o homem retira matérias-primas sem devidamente retorná-las ao planeta. Além do esgotamento dos recursos naturais, hoje é possível vivenciar os resultados do aquecimento global, com o aumento das temperaturas, derretimento das calotas polares, maior incidência de furacões etc.

Como descrito neste trabalho, a adoção de medidas de construção verde é benéfica não apenas segundo a perspectiva ambiental. Apesar do custo de implementação ser mais elevado, a adoção dessas medidas apresenta uma economia financeira compensatória durante a operação do edifício, além de contribuir, não apenas para o bem-estar dos seus ocupantes, mas também para a sociedade do qual está abrigado quando levando em consideração o impacto causado na paisagem e a capacidade do edifício de reduzir ilhas de calor locais.

Em suma, a adoção das medidas discutidas ao longo deste trabalho representa a realização de um serviço que se estende além do Ibmec. Não entra em consideração apenas o aumento de eficiência, conforto e economia financeira aplicada ao empreendimento. A inclusão das medidas descritas também contribui para bairro no qual está inserido, não apenas com a redução de emissões de gases e desperdício de água. Esta opção traria ao prédio reconhecimento – tanto para a comunidade quanto para alunos, possíveis alunos e para o mercado -, além de servir como exemplo e incentivo para demais construções, inclusive em âmbito municipal, para adotar tais medidas, gradativamente contribuindo para um mundo mais saudável.

Não obstante, este trabalho demonstrou que, apesar de aplicável, a adoção de medidas com o intuito de se obter o certificado ambiental LEED se mostra mais vantajosa quando em projetos de construções novas, visto que essas têm a oportunidade de se valer de medidas construtivas que contemplem aspectos estruturais elaborados para impulsionar os benefícios fornecidos pelas características naturais do local, reduzindo e otimizando o consumo de energia e água, por exemplo.

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[1] Conceito também conhecido como 3P’s da sustentabilidade (People, Planet, Profit, ou Pessoas, Planeta e Lucro). O conceito abarca a ideia de que estes três precisam interagir de maneira holística para que os resultados de uma empresa de fato lhe atribuam o título de sustentável dentro desta lógica (VENTURINI & LOPES).

[2] Desconto apenas concedido após a aprovação da documentação necessária na Secretária Municipal de Ambiente e Agronegócio (SEMANA)

[3] Forma de sistema de entrega que segrega as etapas de projeto e construção, de forma que a elaboração do projeto, escolha de empresas envolvidas e construção de fato não são interligadas, metodologia que abre margem para diversos erros de execução.

[4] Esta classificação é encontrada apenas nas tipografias do site do USGC, não estando presentes nas classificações do GBC Brasil.

[5] Materiais reciclados, regionais, recicláveis, de reuso, etc.

[6] A adesão ao selo é de caráter voluntário e a análise do projeto para obtenção do mesmo é realizada mediante demonstração de interesse do proponente (CAIXA, 2009).

[7] United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization

[8] Consiste na prática de reaproveitamento de objetos a fim de proporcionar a este novas funções, porém sem alterar as características principais do objeto (ECYCLE, s.d.).

[9] Objeto, podendo este ser manufaturado a partir de diversos materiais como plástico, metal, madeira ou concreto, com o intuído de, instalado nas fachadas, bloquear a ação do sol a partir de sua disposição como lâminas em posição horizontal ou vertical (PINHAL, 2009).

[10] Informação oral, obtida através de pergunta direta com o coordenador vigente no momento da elaboração deste trabalho.

[11] O site menciona como Av. Sernambetiba. No entanto, a faixa da avenida referente à Barra da Tijuca teve seu nome alterado para Av. Lúcio Costa em junho de 2009 (MEDEIROS, 2010).

[12] Termo que se refere a organizações de caridade que adquirem ou administram terras a fim de atingir propósitos de conservação (CONSERVATION TOOLS, s.d.).

[13] Valores obtidos em tabela disposta no documento-base Rating System LEED v4 O+M, utilizado para a elaboração deste capítulo, disponível no link http://www.gbcbrasil.org.br/leed-OM.php.

[14] Linha de base utilizada como referência a partir de parâmetros anteriores.

[15] Selo brasileiro de eficiência de consumo de água, referente ao Watersense dos Estados Unidos, mencionado no documento.

[16] O sub-meter ou submedidor é um medidor de água que atua exclusivamente na medição do consumo de água destinado às áreas externas e irrigação (FIFER, s.d.).

[17] Símbolo de eficiência energética do edifício (ENERGY STAR, s.d.).

[18] O documento chega a delimitar uma categoria de alimento e bebidas para escolas e hospitalidade. No entanto, considerando a estrutura do IBMEC, esta categoria não se aplica visto que o mesmo trabalha com aluguel dos espaço destinado à alimentação para uma empresa terceira.


Publicado por: Karime Fornari Murad

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