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AVALIAÇÃO DE INFILTRAÇÃO INTERFACE JANELA PAREDE: EDIFÍCIO RESIDENCIAL, ARACAJU-SE

Engenharia

Analisar e identificar as falhas ocorridas no processo de projeto e execução de janelas que originaram as manifestações patológicas e elaborar recomendações para o processo de recuperação e manutenção com o intuito de eliminar ou prevenir as manifestações patológicas de possível ocorrência no entorno das esquadrias.

índice

1. RESUMO

O presente estudo tem como objetivo a avaliação da manifestação patológica, infiltração, surgentes na interface janela/parede avaliado em um edifício residencial. A metodologia utilizada nesta pesquisa foi teórica + campo, o método qualitativo por meio de pesquisa bibliográfica e levantamento. Como técnica de coleta de dados foi utilizada a observação direta. Os resultados relataram solicitação de manutenção e a incidência de possíveis falhas na fase de projeto e execução. Conclui-se que no processo da fase da obra deve-se ter mais atenção para evitar infiltração e custos maiores com o retrabalho para sanar essa manifestação patológica, incluindo análise mais criteriosa nos projetos e instalação de esquadrias, assim, falhas resultantes de detalhamentos deficientes e improvisos no canteiro de obras são reduzidas e, por conseguinte, geram uma melhoria na qualidade, desempenho adequado e vida útil projetada das edificações, além de evitar prejuízos financeiros aos moradores e condomínio.

Palavras-chave: Manifestação Patológica. Infiltração. Janela. Parede.

ABSTRACT

CThe present study aims to evaluate the pathological manifestation, infiltration, emerging in the window / wall interface evaluated in a residential building. The methodology used in this research was theoretical + field, the qualitative method through bibliographic research and survey. As data collection technique, direct observation was used. The results reported maintenance request and the incidence of possible failures in the design and execution phase. It is concluded that in the process of the construction phase, more attention should be paid to avoid infiltration and greater costs with rework to remedy this pathological manifestation, including more careful analysis in the designs and installation of frames, thus failures resulting from poor detailing and Improvements at the construction site are reduced and therefore lead to improvements in the quality, proper performance and projected life of the buildings, as well as avoiding financial damage to residents and the condominium.

Keywords: Pathological Manifestation. Infiltration. Window. Wall.

2. INTRODUÇÃO

A De acordo com Thomaz (1989, p. 15), as conjunturas socioeconômicas “fizeram com que as obras fossem conduzidas com velocidades cada vez maiores, com poucos rigores nos controles dos materiais e dos serviços”. Tais fatos aliados à formação deficiente de arquitetos e engenheiros, políticas habitacionais de financiamento inconsistentes e a inusitada fuga de recursos para atividades meramente especulativas, ocasionam a queda gradativa da qualidade de nossas construções e a diminuição do desempenho e vida útil projetada das edificações. Sousa (2004) salienta que mesmo havendo uma preocupação crescente com a qualidade da construção, verifica-se que as edificações construídas nos últimos anos não apresentam a qualidade esperada.

A NBR 15575-1 (2013), normativa que trata do desempenho das edificações habitacionais, define que desempenho é o comportamento em uso de uma edificação e seus sistemas, e estabelece que os requisitos dos usuários sejam expressos por fatores relativos à segurança, habitabilidade e sustentabilidade.

3. Objetivos

3.1. Objetivo Geral

Avaliar as manifestações apresentadas no estudo de caso, edifício residencial cidade de Aracaju Se.

3.2. Objetivos específicos

A pesquisa proposta tem como objetivos específicos:

        • Levantar as tipologias de manifestações que mais se apresentam no estudo de caso;
        • Analisar e identificar as falhas ocorridas no processo de projeto e execução de janelas que originaram as manifestações patológicas;
        • Elaborar recomendações para o processo de recuperação e manutenção com o intuito de eliminar ou prevenir as manifestações patológicas de possível ocorrência no entorno das esquadrias.

3.3. Metodologia

Foi utilizado combinações de metodologias:

Histórico, Estatístico, Tipológico e Funcionalista

4. MANIFESTAÇÕES PATOLOGICAS

Ioshimoto (1988), Sabbatini e Baía (2000), Thomaz (1990), Maia Neto, Silva e Carvalho Junior (1999) consideram que a origem da ocorrência de problemas patológicos pode ser dada em uma das fases de produção e/ou utilização das edificações e que a sua incidência está relacionada com o nível de controle de qualidade realizado nas etapas de planejamento, de projeto, de materiais e componentes, de execução e de uso. Esta classificação foi utilizada em diversas pesquisas para designar a procedência das manifestações patológicas.

De acordo com Thomaz (1989) em uma pesquisa desenvolvida pelo CSTS, na Bélgica, com base na análise de 1.800 problemas patológicos chegou-se a conclusão de que a maior parte, 46%, tinham como origem as falhas de projeto, seguida pelas falhas de execução, correspondendo a 22%, e 15% que tiveram como origem a qualidade inadequada dos materiais de construção empregados em obra. Lourenço (2005) afirma que em Portugal, as fissuras e infiltrações correspondem a quase 90% do total de manifestações patológicas incidentes nas paredes de alvenaria, situação semelhante à observada na França e Espanha.

Em geral, de acordo com Sousa (2004), os dados disponíveis resultam da análise dos registros de patologias efetuada no âmbito de trabalho de investigação, realizados por instituições que estudam o problema da patologia da construção.

Além do procedimento de pesquisa, outros dados são disponibilizados pela Agence Qualité Construction (AQC), organismo responsável pelo programa de qualidade na construção, na França. A AQC criou um mecanismo de coleta e análise dos problemas patológicos declarados às companhias seguradoras, o sistema “Système de Collecte des Désordres” (SYCODÉS), no âmbito da garantia de seguros de reparação de danos, obrigatórios na França desde 1978. Na análise realizada pelo SYCODÉS, além da descrição da manifestação patológica, é identificada sua origem, bem como o custo de reparação de danos. No mecanismo de análise SYCODÉS, 39 mil casos foram analisados por peritos entre 1999 e 2001 na França.

5. Estudo das patologias na construção no Brasil

Silva e Jonov (2008) salientam que a preocupação com o desenvolvimento de estudos na área de patologia nas edificações ganhou importância no Brasil na década de 1970 após o desabamento do Pavilhão de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte e do trecho do Elevado Engenheiro Freyssinet, conhecido como viaduto Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro. A partir daí, os estudos dos sintomas, causas e consequências das deficiências das construções são introduzidos nos currículos das escolas de engenharia e tem os seus primeiros avanços no país.

No livro publicado em 1989, Thomaz (1989, p. 17) relata que no Brasil, com ressalva de alguns levantamentos realizados pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), “não se tem notícia da compilação de dados sobre as origens dos problemas patológicos nos edifícios e sobre suas formas mais típicas de manifestação” e considera que a ausência de tais registros retarda o desenvolvimento da técnica de projetar e construir por não haver a possibilidade de evitar erros que já foram cometidos e repetidos no passado.

Sobre os primeiros estudos realizados pelo IPT, Perez (1988) menciona que em 1976, foi desenvolvida uma pesquisa sobre umidade nas construções no Conjunto Habitacional do Bororé, na cidade de São Paulo. No levantamento, foi contatado em média, três problemas de umidade por casa visitada. Com isso, a preocupação dos técnicos da Divisão de Edificações do IPT em realizar estudos sistemáticos sobre as manifestações patológicas foi crescendo significativamente.

Ioshimoto (1988) relata que com esta preocupação, em 1979, foi desenvolvido o projeto “Patologia na Construção”, patrocinado pela Secretaria de Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (SICCT), tendo como objetivo sistematizar a catalogação dos problemas patológicos. No levantamento, realizado em 1980, foram visitados 462 unidades de 36 conjuntos habitacionais em 24 cidades no interior do Estado de São Paulo onde foi encontrada a distribuição de problemas como umidade, variando de 37% a 86%, trincas com variação de 12% a 35% e descolamento de revestimentos de 0% a 29%. A variação de porcentagem é dada em função da análise de comparação, onde as edificações foram agrupadas por classes de idade e tipo de construção.

Com os resultados desta pesquisa Perez (1988, p. 571) conclui que “os problemas de umidade, além de serem frequentes, representam quase 60% dos problemas de uma edificação durante a sua vida útil” e Ioshimoto (1988, p. 545) afirma que com esta coleta foi possível “subsidiar o início de outros trabalhos na área e verificar a incidência de problemas principais que afetam as edificações habitacionais no Estado de São Paulo”.

Para a sistemática da catalogação dos dados, segundo Ioshimoto (1988), o IPT consultou entidades estrangeiras e órgãos construtores que já possuíam vasto conhecimento e estudo sobre os problemas que ocorrem em edificações. Dentre eles, pode ser citado o Centre Scientifique et Technique de la Construction (CSTS), em Bruxelas, Bélgica; a Association pour L’etude de la Pathologie et de L’entretien du Bâtiment (EPEBAT), em Paris, França; a Cohab-Companhia Metropolitana de Habitação em São Paulo, e o Instituto de Orientação às Cooperativas Habitacionais de São Paulo (INOCOOP). A partir das informações do estudo bibliográfico, foi possível estabelecer quais dados seriam necessários para caracterizar os problemas durante o levantamento.

Gomes (1997, apud MAGALHÃES, 2004) desenvolveu um estudo sobre as manifestações patológicas em fachadas de edifícios na orla de Maceió, no Estado  de Alagoas, onde constatou que apenas 17% das edificações não apresentavam manifestações patológicas. No restante, o principal sintoma observado nas eram as fissuras, com 34%, tendo ainda a incidência de 28% de manchas, 17% de descolamentos e 4% de outras manifestações.

Richter (2007) analisou a relação das não conformidades do processo construtivo de alvenaria estrutural em dezesseis empreendimentos habitacionais de baixa renda com a confiabilidade e conformidade do produto no estado do Rio Grande do Sul. Para mensurar tais características, foi proposto um método de analise sistemático por observação direta de manifestações patológicas que teve como base uma ferramenta desenvolvida pelo Ministério de Vivendas Básicas y Urbanismo (CHILE, 2004).

Entre as análises realizadas na pesquisa, foram avaliadas as consequências das manifestações patológicas, a percepção dos usuários e a influência da orientação solar e posição vertical da habitação. Como resultado, dentre as manifestações patológicas encontradas, 59,3% das manifestações observadas foram de grau médio, permitindo a passagem de umidade para a edificação, 40,6% do total foram de grau baixo, comprometendo apenas a estética, e 0,1% das manifestações foram classificadas como de alto grau, comprometendo as estruturas. As principais formas de manifestações patológicas identificadas nos empreendimentos concluídos foram fissuras e umidade por infiltração.

Moch (2009) em sua pesquisa estudou as manifestações patológicas incidentes no entorno das aberturas, portas e janelas, de conjuntos habitacionais construídos em alvenaria estrutural modular no Rio Grande do Sul. Foram coletados os dados de nove empreendimentos totalizando 147 unidades em oito cidades do estado. A ferramenta de análise empregada foi uma adaptação do método utilizado por Richter (2007). A pesquisa concluiu que o percentual de número de ocorrências de manifestações patológicas no entorno das esquadrias representa 32,5% do total, sendo o local com maior incidência neste sistema construtivo. O autor encerra seu trabalho com a sugestão de uma proposta básica de solução para a conexão janela/alvenaria por meio da utilização de um componente de conectividade na interface que incorpora não apenas as funções do contramarco, mas também de verga e contraverga.

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O elemento de conexão proposto por Moch (2009) e pelo grupo de pesquisa NORIE/UFRGS, denominado Elemento de integração (EI), foi tema de estudo de Zuchetti (2010) onde o mesmo foi avaliado por sua construtibilidade. Os resultados demonstraram a adequação do EI ao sistema construtivo como alternativa para minimizar a incidência de manifestações patológicas na interface esquadria/alvenaria.

Em meios às pesquisas científicas, em 2005 foi fundada a Associação Brasileira de Patologia das Construções (ALCONPAT BRASIL) como um membro coletivo fundador da Associación Latinoamericana de Control de Calidad, Patologia  y Recuperación de la Construcción (ALCONPAT INTERNATIONAL), sediada em Madrid, Espanha. Esta, fundada 1991, na cidade de Córdoba, Argentina, sob a denominação de Q+ PARECO, foi criada para congregar todos os profissionais e pesquisadores da área de Patologia das Construções da América Latina e já promoveu dez congressos com mais de 2.700 profissionais.

A ALCONPAT BRASIL visa reunir objetivos culturais de interesse público através da organização de atividades técnico-científicas, nas áreas de Controle de Qualidade e Patologia e Recuperação da Construção, sendo responsável por eventos como o Congresso Internacional de Patologia e Recuperação de Estruturas (CINPAR) e o Congresso Latino-Americano de Patologia da Construção (CONPAT).

6. VERGA

A Verga e Contra verga são os elementos estruturais que devem estar presentes na alvenaria para dar suporte e redistribuir o peso e as tensões sobre as estruturas como portas e janelas. Esses elementos funcionam como pequenas vigas de distribuição de cargas e tensões nesses vãos, feitas de aço e concreto, porém menores.

Figura 1 - detalhes par o uso da verga e contra verga

As vergas, por exemplo, ficam na parte de cima do vão da porta, janela ou qualquer outra abertura, no sentido horizontal, e recebe as tensões que vem de cima, distribuindo-as para as paredes laterais da abertura, aliviando a carga sobre ela.

Já a contra verga fica na parte de baixo da janela ou aberturas que exigem um peitoril, sendo a principal diferença entre elas, o seu posicionamento.

7. JUNTA DILATAÇÃO EM FACHADA

Junta de dilatação consiste na separação de duas partes em uma estrutura, permitindo com que seja possível a movimentação, promovendo flexibilidade e resistência à construção. Com grande aplicação na área da construção civil, as juntas de dilatação podem apresentar características particulares para melhor se adaptar a cada aplicação, como, por exemplo, as juntas de dilatação para fachada, que atuam evitando o surgimento de fissuras.

Junta de dilatação: Qualquer interrupção do concreto com a finalidade de reduzir tensões internas que possam resultar em impedimentos a qualquer tipo de movimentação da estrutura, principalmente em decorrência de retração ou abaixamento da temperatura (NBR 6118:2003).

Figura 2 - Junta Elástica - Corte explicativo

Foto 3 – Detalhes da fachada – foto tirada da janela do quarto solteiro (leste) apartamento 1002, torre Monet. Fonte: Autora

Com a instalação de juntas de dilatação para fachada, a estrutura pode se movimentar de forma livre, seja por razões de tração, compressão, estrutural, vibrações do edifício ou retração, sem apresentar fissuras ou danos na estabilidade da construção. Isto, porque as juntas de dilatação para fachada suportam todo tipo de deformação. Para isso, as juntas de dilatação para fachada podem ser produzidas com EPDM, material resistente aos raios UV e de baixo impacto ao meio ambiente.

No caso das fachadas, a umidade geralmente é proveniente de infiltrações de água de chuva. A chuva penetra pelas paredes de fachadas basicamente em três condições: presença de lâmina de água na fachada; presença de aberturas que permitam a passagem de água, como fissuras, frestas, etc; e a existência de forças que promovem a penetração da água do exterior para o interior do edifício, como as forças devidas ao vento, à sucção capilar, entre outros.

Observa-se que, quase sempre, as três condições estão reunidas, ou seja, em decorrência da chuva há formação de lâmina de água na superfície da fachada, há ocorrência de forças devidas ao vento ou à capilaridade dos materiais, como concretos, argamassas e cerâmicas, que são materiais porosos, e fissuras, frestas ou juntas suficientemente mal vedadas permitindo infiltrações (MEDEIROS, 1998).

8. UMIDADE PROVENIENTE DE INFILTRAÇÃO DE ÁGUA DE CHUVA

A umidade pode ser classificada em função da sua origem em quatro tipos: umidade de infiltração decorrente da ação da água de chuva (infiltração por fissuras, caixilhos, revestimentos, juntas, entre outros); umidade de condensação, decorrente da condensação superficial ou no interior dos materiais de vapor de água; umidade proveniente do solo, decorrente da ascensão capilar da água presente no solo; e umidade acidental, decorrente de vazamentos em instalações hidráulicas, falhas localizadas, entre outros (OLIVEIRA, 2005).

Figura 3 - (a) falha ou falta de impermeabilização no peitoril da janela; (b) falha de instalação da pingadeira

9. APRESENTAÇÃO DO CASO

Nesta seção serão apresentadas as manifestações patológicas incidentes no entorno das esquadrias encontradas na literatura, suas características, configurações típicas e possíveis causas. Os problemas patológicos abordados nesta pesquisa são, segundo a classificação de Maia Neto, Silva e Carvalho Junior (1999), considerados de origens congênitas, construtivas e adquiridas. Estão excluídas desta pesquisa as manifestações patológicas acidentais, que originam-se devido a ocorrência de algum fenômeno atípico.

No estudo de caso realizado na vistoria, segundo relatos dos moradores, a umidade de infiltração foi decorrente da ação da água de chuva.

Foto 3– detalhe infiltração aparente já com descascamento da pintura do quarto solteiro (leste) apartamento 1002, torre Monet. Fonte: Autora

Fissura (externa) canto superior esquerdo da janela – possível entrada de água da chuva.
No detalhe, verifica uma diferença de nível existente na fachada, entre pintura e revestimento (local onde existe a junta de movimentação da fachada.

Foto 4– detalhe infiltração aparente já com descascamento da pintura do quarto solteiro (leste) apartamento 1002, torre Monet. Fonte: Autora

Fissura – ponto propício a entrada de água.

Foto 5– detalhe infiltração aparente já com descascamento da pintura do quarto solteiro (leste) apartamento 1002, torre Monet. Fonte: Autora

Foto 6 – detalhe ponto mais alto de infiltração aparente quarto casal apartamento 1302, torre Versalles. Fonte: Autora

Foto 7 - detalhe infiltração aparente quarto casal apartamento 1302, torre Versalles. Fonte: Autora

10. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com base na análise da vistoria, verificou-se que as infiltrações relatadas ocorreram na interface janela e parede, entre os pontos mais críticos vistoriados, apresentou-se nos pontos entre esquadria (janela) e Verga e junta de movimentação da fachada. Inclusive apresentando algumas fissura a priori decorrentes do esforço de cisalhamento das alvenarias.

Inicialmente é detectado que pode existir deficiência da vida útil do material utilizado na junta de movimentação da fachada nos pontos mais próximos às janelas onde apresentaram infiltração. Como não foi apresentado infiltração em outros pontos dos apartamentos, a priori, não faz-se necessário a substituição completa desse material em todo o perímetro. Vale a pena ressaltar que faz-se necessário vistorias periódicas verificando todos os elementos construtivos nas fachadas (por empresas especializadas) de acordo com o manual de manutenção disponibilizado pelo condomínio.

A interface janela e parede, por ser um ponto de encontro de materiais de diferentes composições, como pontos de dilatação diferentes, desgastes que estão diretamente relacionados com intempéries, esforços solicitantes e o vão da esquadria, sugere-se que seja realizado com empresa especializada, a manutenção nesses pontos para identificação do lado externo (fachada) realização de impermeabilização com o material mais adequado ao local entre esses pontos, após análise externa, substituição do selante nas juntas de movimentação (se necessário).

Sugere-se verificar os pontos da esquadria e soleira, no apartamento 1302, torre Versalles. Como essa unidade apresentou umidade também na parte inferior a esquadria, faz-se necessário fazer a pingadeira no peitoril e refazer a impermeabilização.

11. REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR-13755: Revestimento de paredes externas e fachadas com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante – Procedimento. Rio de Janeiro, 1996.
LUDOVICO, T. S. Desempenho a estanqueidade a água: Interface janela e parede. Tese (Mestrado em Engenharia Civil) - UNIVERSIDADE FEDERAL SANTA MARIA, Rio Grande do Sul, 2016.

MEDEIROS, J. O desempenho das vedações verticais frente à ação da água. Seminário de vedações verticais (pp. p. 125-168.). São Paulo: EPUSP, 1998.

MEDEIROS, J.S. Tecnologia e projeto de revestimentos cerâmicos de fachadas de edifícios. 1999. 457f. Tese (Doutorado) - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, São Paulo.

SILVA, A. P.; JONOV, C. M. P. Patologia nas Edificações. Belo Horizonte. 2008. Disponível em: . Acesso em: 04 agosto 2019.

SOUSA, M. M. F. Patologia da construção – Elaboração de um catálogo. 2004. 181 f. Dissertação (Mestrado em Construção de Edifícios) – Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Porto, 2004.

IOSHIMOTO, E. Incidência de manifestações patológicas em edificações habitacionais. In: Tecnologia de edificações. São Paulo: Pini, 1988. p. 545-548.

SABATTINI, F. H.; BAÍA, L. L. M. Projeto e execução de revestimento de argamassa. 3 ed. São Paulo: O nome da Rosa, 2000. 82 p.

SOUZA, M. F. Patologias ocasionadas pela umidade nas edificações. 2008. 54 f. Monografia (Especialização em Construção Civil) – Universidade Federal de Minas Gerais, Minas Gerais, 2008.

THOMAZ, E. Trincas em edificações: causas, prevenção e recuperação. São Paulo: Pini, Escola Politécnica da USP, 1989. 189 p.

THOMAZ, E. Trincas em edificações: causas e mecanismos de formação. In:Tecnologia de edificações. São Paulo: Pini, 1988. p. 555-560.

THOMAZ, E. Patologia. In: Manual técnico de alvenaria. São Paulo: ABCI/PROJETO/PW 1990. p. 97-117.


Publicado por: Vanessa da Rocha Narde Tinel

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