Percepção do Enfermeiro Frente a Dor do RN Prematuro

Enfermagem

Análise sobre as formas de detectar a dor e o sofrimento no Prematuro e identificar a realização de tratamentos não farmacológicos no momento de dor no Prematuro, assim como apontar escalas de avaliação de dor no neonato.

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1. RESUMO

A prematuridade é quando o bebe nasce até 37 semanas, e isso é um problema muito comum entre nossa sociedade, ela pode ser ocasionada por diversos fatores que vão desde a problemas na gestação até mesmo malformações da criança e esse prematuro ao nascer necessita de cuidados redobrados. O profissional que irá atender essa criança muitas vezes na uti-neonatal precisa saber que o mesmo sente dores, desconforto, e estresse e que muitas vezes ao passar por procedimentos dolorosos que são necessários podem desenvolver um prognóstico ruim durante a internação e ter problemas futuros relacionados ao desenvolvimento psicomotor dessa criança, por esse motivo o estudo; Pesquisa de abordagem qualitativa, de revisão bibliográfica realizada entre Agosto de 2019 a Maio de 2020. O profissional que irá cuidar desses prematuros além de saberem que eles sentem dores/ desconfortos, precisam também saber que existem escalas e métodos para detectar a dor nos mesmos e com isso saber que existe métodos não farmacológicos que podemos realizar para minimizar a dor desse Recém-nascido e com isso trata-lo de uma forma mais humanizada possível, e é por isso da importância que a equipe de enfermagem esteja capacitada para cuidar deste público.

Palavras-chaves: Detecção da Dor no Prematuro; Escalas de avaliação de dor no neonato; Métodos não Farmacológicos Neonatologia; Prematuridade.                                                                                   

ABSTRACT

Prematurity is when the baby is born up to 37 weeks, and this is a very common problem among our society, it can be caused by several factors ranging from problems in pregnancy to malformations of the child and this premature at birth needs extra care . The professional who will assist this child many times in the neonatal intensive care unit needs to know that he / she feels pain, discomfort, and stress and that often when undergoing painful procedures that are necessary they can develop a bad prognosis during hospitalization and have future related problems the psychomotor development of that child, for this reason the study; Qualitative research, with bibliographic review carried out between August 2019 and May 2020. The professional who will take care of these premature babies, in addition to knowing that they feel pain / discomfort, also need to know that there are scales and methods to detect pain in them and with this, knowing that there are non-pharmacological methods that we can perform to minimize the pain of this Newborn and with that treat him in a more humanized way possible, and that is why it is important that the nursing team is trained to take care of this public.

Key-words:  Detection of Pain in the Premature; Scales of pain assessment in the neonate; Non-Pharmacological Methods Neonatology; Prematurity.

2. INTRODUÇÃO

Recém-nascidos prematuros são aqueles que nascem antes do tempo previsto para uma gestação a termo (entre 37 a 41 semanas) e necessitam de muitos cuidados que um recém-nascido a termo não precisa para a sua sobrevivência, pois são frágeis e sem ajuda de profissionais, de pesquisas técnico-científicos e de aparelhos hospitalares modernos não conseguiriam se desenvolver. Mas não basta apenas ter os cuidados básicos ofertados ao RN como alimentação, higiene e oferta de oxigênio, se não houver humanização como medidas para detecção da dor, medição e métodos não farmacológicos para alívio.

Por isso, é relevante apresentar esse estudo para profissionais e interessados no assunto que muitas vezes não conhecem as medidas para detectar a dor do RN, e os métodos usados para alívio da dor e espera-se que com o desenvolvimento desse trabalho ocorra um maior envolvimento no assunto entre profissionais, Contribuindo para uma melhora da qualidade de vida e diminuindo o sofrimento da hospitalização do prematuro.

Dando ênfase na programação terapêutica, seria possível a equipe de enfermagem padronizar escalas e instrumentos para detectar a dor no Recém-nascido prematuro, realizando o devido treinamento á equipe de enfermagem para detectar os sinais e sintomas de um RN com dor?

O objetivo geral foi analisar a percepção do enfermeiro na detecção da dor em um recém-nascido prematuro melhorando a comunicação indireta com esse paciente e a linha de cuidados traçados, já como objetivos específicos foram três: compreender as formas de detectar a dor e o sofrimento no Prematuro e identificar a realização de tratamentos não farmacológicos no momento de dor no Prematuro, assim como apontar escalas de avaliação de dor no neonato.

Foi realizado uma pesquisa bibliográfica do tipo exploratória com busca em materiais relacionados a temática da pesquisa, sendo eles principalmente livros e artigos científicos.Foram utilizados como fonte bibliográfica artigos científicos, e livros no período de 2003 a 2019, somente no idioma português. A busca de materiais foi realizada através da biblioteca virtual de saúde (BVS) e Bireme com pesquisas nas bases de dados: ScientificElectronic Library Online (Scielo),Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs)e base de dados bibliográficas especializada na área de Enfermagem(BDENF). Os descritores utilizados na busca foram: Medição da dor, Prematuridade Neonatal e Avaliação da dor. Após a leitura na integra os que tiveram associação com a temática foram 33 artigos. Os que não tiveram associação foram descartados.

3. DETECÇÃO DA DOR E DO SOFRIMENTO NO PREMATURO

Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS (1980, sp) “a prematuridade é considerada um fator de risco para o desenvolvimento global”, portanto deve-se cada vez mais pesquisar sobre o assunto,e ao detectar sinais de dor, ações de alívio devem ser tomadas.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS - 2017), são considerados prematuros os Recém-Nascidos (RN) que nasceram até as 37 semanas de gestação. Ao nascer esses RN´s precisam de muitos cuidados e de atenção humanizada, incluindo a família para que os mesmos possam participar dessa fase de uma forma mais confiante e tranquila.

De acordo com Krause (2012), a detecção da dor em um Recém-Nascido (RN) é um fator que vai além da humanização,pois além de melhorar a qualidade de vida atual deles, também contribuem para que reduzam sequelas e problemas futuros relacionados a parte psicológica, física e até mesmo espirituais dessa criança.

Para Santos et al (2012), negar que existe a dor no Recém-Nascido prematuro acaba por atrapalhar desde a sua avaliação diária até mesmo as intervenções que poderiam ser tomadas frente a dor. Devido as características do RN, em apresentar somente sinais subjetivos, a detecção torna algo difícil, e com muitos obstáculos. Por isso da necessidade de implantar escalas de fácil uso e de baixo custo para melhor adesão dos profissionais.

Segundo Medeiros e Madeira (2006), há uma certa dificuldade em detectar a dor no RN, pois percebe-se que há uma desvalorização da dor por partes da equipe, que pode ser causada por fatores como desconhecimento dos sinais e sintomas apresentado pelos pacientes, o excesso de carga de trabalho que faz com que os funcionários não avaliem a dor, e a falta de sensibilidade muitas vezes.

De acordo com Tamez e Silva (2002), falando de RN, como a comunicação verbal não existe torna-se um desafio avaliar a dor, portanto a criação e o uso de instrumentos para tal podem auxiliar para detectar alterações fisiológicas e até mesmo comportamentais nessa criança.

A dor é considerada por James Campbell (Presidente da Sociedade Americana de Dor) (1996) apud Valério et al (2019), como um quinto sinal vital do corpo, onde deve-se verificar juntamente com a Pressão Arterial, temperatura, frequência cardíaca e frequência respiratória, Portanto necessita padronizar ferramentas de verificação,e de anotações, para que ao primeiro sinal de alteração, ações preconizadas possam ser tomadas.

Segundo Martins et al (2013), durante muito tempo existiu-se a crença de que o RN não sentia dor por contada imaturidade do sistema nervoso, apenas na década de 1960 é que descobriram que a mielinização incompleta do sistema nervoso não impedia a transmissão dos impulsos pelo trato sensorial e que a transmissão do impulso nervos doloroso chegavam ao córtex, ocasionando a dor e os desconfortos.

De acordo com Nicolau et al (2008), o RN prematuro já possui elementos fisiológicos e anatômicos que fazem com que os mesmos já tenham a capacidade de receber e sentir estímulos dolorosos a partir da 20ª semana de gestação. Isso significa que mesmo que o RN nasça pré-termo ele já é capaz de sentir dores e desconfortos.

“A prevenção e o controle da dor são ações que devem ser incorporadas às rotinas específicas das unidades de internação, a fim de se evitar efeitos deletérios, a curto a longo prazo, resultantes de estimulação dolorosa”. (BUENO, KIMURA, DINIZ,2009, p 831).

Segundo Souza et al (2006), na UTIN são realizados em média de 50 a 150 procedimentos dolorosos por dia em um RN. Sabendo disso temos que avaliar a dor e realizar intervenções que amenizem o sofrimento e que evitem problemas graves e irreversíveis no desenvolvimento desse RN. O que dificulta essa avaliação da dor é a subjetividade demonstrada pelos mesmos.

De acordo com Guimarães e Vieira (2008), a exposição desse Recém-Nascido á dor por um tempo prolongado ou á exposições repetidas durante a internação pode aumentar as chances dessa criança ser mais vulnerável a ansiedade e a estresse na vida adulta.

Recém-nascidos sentem mais dor que as crianças mais velhas e os adultos, porque as vias de recepção da dor estão bem desenvolvidas, mas as vias inibitórias, da sensação da dor, ainda estão em desenvolvimento, fazendo com que eles sintam dor por muito mais tempo (ARAÚJO, 2015, p 3).

Segundo Presbytero, Costa e Santos (2010), por os enfermeiros serem os profissionais a permanecerem mais tempo com os pacientes, eles são os principais responsáveis em detectar a dor, e fazer uma correta avaliação, conseguem planejar e realizar manobras para alivio da dor dos mesmos.

De acordo com Magalhães e Vieira (2018), o RN com dor demonstra sinais para que se identifique a dor e o desconforto por meio de alterações fisiológicas e comportamentais em gerais como: choro, expressões faciais, alterações na alimentação e no sono, rigidez nos músculos, alterações na frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial e na saturação de oxigênio.

Segundo Caetano et al (2013) as respostas comportamentais mais precisamente incluem: choro, agitação, irritabilidade, instabilidade e mimicas faciais e as respostas fisiológicas incluem: sudorese palmar, aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, queda de saturação de oxigênio, aumento da pressão intracraniana por alterações hormonais e metabólicas.

Presbytero, Costa e Santos (2010), acrescentam comportamentos frente a dor como hiperextensão dos membros e gemido a manipulação, e que expressões faciais nos dão informações importantes e específicas quanto a presença e a intensidade da dor nesse RN.

Para Rodrigues, Souza e Werneck (2016), apenas o choro isolado nem sempre pode ser considerado como um sinal de dor já que ele também acontece quando há um desconforto não necessariamente doloroso. Observa-se que quando o choro é causado pela dor, ocorre uma fase expiratória de maior durabilidade, e que é dificilmente controlada.

Portanto conforme Guimarães e Vieira (2008), deve-se ter atenção ao avaliar a dor, deve-se analisar parâmetros objetivos e subjetivos do cuidado realizado e envolver todo o contexto que esse RN se encontra para verificar se os sinais comportamentais e fisiológicos são decorrentes de desconforto doloroso.

Sabendo dessas alterações fisiológicas deve-se fazer uso de tratamentos que ajudam a aliviar o desconforto, como por exemplo o uso de tratamentos não-farmacológicos que contribuem muito para o alívio da dor desse RN.

4. TRATAMENTOS NÃO FARMACOLÓGICOS NO MOMENTO DE DOR NO PREMATURO

De acordo com Santos, Ribeiro e Santana (2012), o Recém-Nascido Prematuro (RNPT) ao ser internado em uma UTIN passa a ficar em um local totalmente diferente do útero da sua mãe, onde a presença de ruídos sonoros, luzes fortes e a manipulação é constante e muitas vezes sem o devido cuidado, causando aumento da dor e do estresse e devido a isso os profissionais devem fazer uso de intervenções ambientais não farmacológicas para prevenir, diminuir e eliminar o estresse e a dor nos RN.

Secundo Motta e Cunha (2015), o contato pele a pele do RN com a mãe antes, durante e após a realização de algum procedimento invasivo e doloroso como por exemplo punções capilares, ajudam a reduzir sinais comportamentais e fisiológicos e que nos indicam que a dor é minimizada.

As medidas não-farmacológicas nos Recém-Nascidos se mostram efetivas nos procedimentos invasivos para contribuir para o alívio da dor, são utilizadas medidas tais como: soluções adocicadas, método-canguru contenção facilitada, enrolamento, contato pele a pele com a mãe (AQUINO E CHRISTOFFEL) (2008).

Para Amaral et al (2014), sabe-se que eventos dolorosos ao RN podem causar uma série de problemas como variações de Sinais Vitais (SSVV), aumento da Pressão Intracraniana (PIC) problemas ao longo do tempo como deficiências de aprendizado e distúrbios emocionais.

Medeiros e Madeira (2006), ressalta que as medidas não farmacológicas possibilitam que a enfermagem realize intervenções para controle da dor baseada na observação do Recém-Nascido e na utilização de escalas preconizadas pela instituição a fim de evitar alterações fisiológicas e sofrimento a essa criança.

De acordo com Amaral et al (2014), os profissionais de unidades neonatais têm a responsabilidade por avaliar o recém-nascido constantemente, por implantar medidas para identificar, prevenir e eliminar a dor causada pelos procedimentos invasivos e dolorosos.

De acordo com Medeiros e Madeira (2006), é de suma importância a prevenção da dor sempre que previsto, como por exemplo antes de algum procedimento como: intubação, punções venosas, coletas de sangue, entre outros, pois assim já é possível prevenir possíveis sequelas fisiológicas/psicológicas que possam vir a ocorrer.

Segundo Motta e Cunha (2014), a forma mais efetiva e fácil de reduzir a dor no RNPT é a diminuição da realização de procedimentos invasivos e dolorosos e se possível evitar procedimentos desnecessários, outra forma é diminuir as interrupções durante o repouso da criança, e evitar repetir seguidamente procedimentos que não obtiveram sucesso.

De acordo com Medeiros e Madeira (2006), algumas formas de prevenir a dor são: diminuir a quantidade de micropores e esparadrapos fixados na criança, optar pelo uso de cateteres centrais, coletar todos os exames de sangue em uma coleta apenas se possível, e substituir procedimentos invasivos por não invasivos. 

As medidas mais utilizadas como tratamento não farmacológico relatada por Linhares e Doca (2010) são: uso de substancias adocicadas por via oral, do tipo sacarose, glicose ou frutose, a sucção não nutritiva, a amamentação, o contato pele a pele, o método canguru, e a diminuição da estimulação tátil.

Para Alves et al (2011), os métodos apontados na literatura como sendo eficazes como: o toque, a massagem terapêutica, contato pele a pele, posição canguru, e aleitamento materno reduzem a intensidade da dor, mas não eliminam completamente necessitando por vezes o uso de métodos farmacológicos concomitantemente.

Através de estudos, Leite, Castral e Scochi (2006),chegaram à conclusão que o efeito da sacarose 25% é superior ao da amamentação em relação ao alívio da dor nos neonatos, e que se combinar amamentação e glicose acaba por resultar em um menor nível de dor possível. 

A sucção não nutritiva e a solução glicosada utilizadas como medidas não farmacológicas, para o alívio da dor no recém-nascido prematuro, amenizam a dor no recém-nascido durante a realização de procedimentos. O emprego da sucção não nutritiva através da chupeta em unidades neonatais está indicado nos procedimentos dolorosos, pois inibe a hiperatividade e modula o desconforto, ajudando na organização neurológica e emocional do neonato, diminuindo a duração do choro, acalmando-o mais rapidamente, além de reduzir as frequências cardíacas e respiratórias (SANTOS, RIBEIRO, SANTANA, 2012, p 273).

Segundo Motta e Cunha (2014), a administração de substancias adocicadas como glicose/sacarose sobre a língua do RN, cerca de 2 minutos antes de realizar algum procedimento que ocasione dor contribui para a liberação de opioides endógenos levando a analgesia, diminuindo assim a expressão facial de dor, a duração do choro, e diminui a elevação cardíaca ocasionada pela sensação de dor.

De acordo com Linhares e Doca (2010), o leite humano independente se for ofertado por aleitamento materno ou por sonda nasogástrica pode ser um potente método de diminuição da dor no RN assim como a sucção não nutritiva associada a estimulação oral e que também contribui no aumento da taxa de amamentação dos RN´s após a alta hospitalar.

Para Alves et al (2011), através de estudos foi observado que a sucção não nutritiva (SNN) contribui para a redução da dor no RN quando submetidos a procedimentos dolorosos, e que quando comparados a administração de glicose/sacarose não foi encontrado diferenças quanto a resposta a dor.

De acordo com Leite, Castral, Scochi (2006), a SNN com o uso de uma chupeta sem substancias adocicadas apenas é analgésica quando passa de 30 sucções por minuto, e que combinando a SNN com sacarose, o resultado é excelente, ocasionando ótimo efeito analgésico, reduzindo a quase zero a face de dor, eliminando o choro e reduzindo a Frequência Cardíaca (FC).

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Segundo Aquino e Christoffel (2010), a SNN libera serotonina e com isto inibe a hiperatividade da criança reduzindo assim a dor e é de efeito imediato, porém se o RN para de sugar antes de se tranquilizar e de estar com sono, o efeito analgésico desaparece imediatamente.

De acordo com Motta e Cunha (2014), a Sucção não nutritiva com chupeta ou dedo diminuem o desconforto dessa criança durante procedimentos dolorosos, aumentam a oxigenação, diminuem a FC e o gasto energético, assim como melhoram as funções respiratórias e gastrointestinais.

Segundo Leite, Castral e Scochi (2006), a amamentação tem uma eficácia muito boa no alívio da dor em RN´s quando iniciada há pelo menos 5 minutos antes dos procedimentos com duração até o final a recuperação, principalmente se houver combinação com os outros métodos não farmacológicos como contato pele a pele, uso de glicose/sacarose, entre outros.

Em contrapartida Motta e Cunha (2014), não considera a amamentação unicamente como a melhor forma de diminuir a dor em RN´s prematuros, pois realizou um estudo onde não se viu redução nos índices fisiológicos e comportamentais de resposta a dor durante os procedimentos realizados, mas que nenhum efeito adverso foi encontrado.

De acordo com Leite, Castral, Scochi (2006), ao ser avaliado os efeitos encontrados no contato pele a pele da mãe com o RN por 10-15 minutos durante os procedimentos, se mostraram muito efetivos, reduzindo a mimica facial de dor, o choro e prevenindo o aumento da FC.

Para Motta e Cunha (2014), o contato pele a pele do RN a partir de 30 semanas com a mãe reduz significativamente sinais fisiológicos e comportamentais de dor principalmente após punções capilares, e que essa medida necessita acontecer antes, durante e após o procedimento.

Linhares e Doca (2010), acrescenta que esse método contato pele a pele se mostra muito eficaz em comparação a crianças que não receberam essa intervenção no alívio da dor aguda, principalmente durante a coleta de sangue, mas que com o uso em conjunto com a glicose esse método se torna muito mais eficaz, diminuindo a FC, o choro, e o nível da dor em escalas utilizadas para esse propósito.

Segundo Linhares e Doca (2010) sobre o método canguru, acredita-se que essa intervenção realizada três horas antes de algum procedimento reduz significativamente a duração do choro e a reatividade comportamental, diminuindo também a FC, e que os resultados positivos permaneceram por até uma hora após, além de esquentar o bebe e aumentar o vínculo mãe-filho.

De acordo com Motta e Cunha (2014), um método benéfico para enfrentar procedimentos dolorosos e que não pode ser esquecido é o de contenção facilitada e enrolamento, onde é contido os membros da criança junto ao tronco de forma delicada, mantendo os membros inferiores flexionados e os superiores perto da boca utilizando uma manta, pois assim a criança se acalma, apresenta menos alterações de FC e diminuindo os escores de dor avaliados por escalas.

Conter e posicionar o RN pode ajuda-lo a se organizar; a contenção deve ser mantida por 10 minutos após o procedimento ou até que fique estável, com recuperação da frequência cardíaca e respiratória, saturação de oxigênio, tônus e estado comportamental( MATSUDA ET AL, 2013, p 59 ).

Para Aquino e Christoffel (2010), uma medida que também contribui para enfrentar procedimentos dolorosos é reduzindo os estímulos sonoros da UTIN e tornando o ambiente o mais tranquilo e aconchegante possível como: desligar bips, celulares, reduzir volume de bombas de infusão e de monitores, abrir e fechar portinholas da incubadora de forma suave, falar baixo, não colocar objetos em cima do tampo da incubadora entre outros.

5. ESCALAS DE AVALIAÇÃO DE DOR NO NEONATO

Pode-se pensar em 6 escalas principais mais utilizadas e citadas na literatura:   Escala de NIPS (Neonatal Infant Scale - Escala de Avaliação de dor no Recém-Nascido), Escala de NFCS (Sistema de Codificação da Atividade Facial Neonatal), Escala EDIN (Escala de Dor e Desconforto Neonatal ), Escala de BIIP (Indicadores Comportamentais de Dor no Recém-Nascido), Escala PIPP-R (Perfil de Dor do Prematuro Revisado) e Escala N-PASS (Escala Neonatal de Dor, Agitação e Sedação) explicadas a seguir:

Segundo Nicolau et al. (2008) a Escala de NIPS (Escala de Avaliação de dor no Recém- Nascido), é utilizada para evidenciar estímulos dolorosos que o Recém-Nascido pré-termo e a termo pode vir a sentir, e é composta por seis indicadores especificados na ilustração abaixo.

Figura 1 – Escala de Dor Neonatal NIPS

Fonte: Paiva, Santos, Osorio (2013, p. 2)

“Cinco comportamentais e um fisiológico: expressão facial (0 ou 1 ponto); choro (0,1 ou 2 pontos); movimentação de braços e pernas (0 ou 1 ponto); estado de sono/alerta (0 ou 1 ponto) e o padrão respiratório (0 ou 1 ponto)”. (NICOLAU et al ,2008). Quando a pontuação for maior que 3 pontos, considera que a dor existe.

De acordo com Nazareth, Lavor e Souza (2015) a Escala NFCS, analisa itens presentes (1 ponto) ou não (0 pontos) como olhos espremidos, sulco nasolabial aprofundado, fronte saliente, lábios entreabertos, tremor de queixo e língua tensa. Acima de 3 pontos considera que a dor existe.

Figura 2 – Escala de Dor Neonatal NFCS

Fonte: Paiva, Santos, Osorio (2013, p. 2)

Para Caciola et al (2006), a escala de dor NCFS possibilita que os profissionais de saúde possam identificar com rapidez os primeiros sintomas de dor desse RN e assim possam intervir, melhorando a qualidade de assistência prestada aos mesmos. 

Segundo Balda e Guinsburg (2018) a escala PIPP-R é utilizada após procedimentos agudos em RN´s e com ela analisamos: Mudanças de Frequência Cardíaca e de Saturação de Oxigênio, testa franzida, olhos espremidos, sulco nasolabial profundo, idade Gestacional e estado de alerta. Com os scores avaliamos seu nível de dor.

Figura 3 – Escala de dor Neonatal PIPP-R

Fonte: Balda e Guinsburg (2018, p. 8)

“É a única que leva em conta a idade gestacional do recém-nascido (28 a 40 semanas de gestação), sendo assim mais usada para os prematuros “. (BORRIS, 2018, p. 19).

A escala de BIIP, relatada por Balda e Guinsburg (2018), é uma adaptação da escala NFCS, sendo utilizada com o mesmo intuito de identificar dor, os itens verificados são: estado de sono/vigília e movimentação de face e mãos. Acima ou igual a 5 pontos considera que a dor existe.

Figura 4 – Escala de Dor Neonatal BIIP

Fonte: Balda e Guinsburg (2018, p. 9).

Segundo Borris (2018), a escala BIIP também como as outras é utilizada para verificação de dor no Recém- Nascido, porém a mesma é mais específica quanto a avaliação comportamental do RN devido avaliar estado de alerta e a movimentação das mãos dos mesmos.

Escala de EDIN, avalia a dor prolongada através de indicadores como: atividade facial, movimento corporal, qualidade de sono, contato com enfermagem e consolável. Acima de 6 pontos considera que a dor existe nesse RN e medidas analgésicas devem ser tomadas (BALDA, GUINSBURG,2018).

Figura 5 - Escala de Dor Neonatal EDIN

Fonte: Dias e Marba (2014, p. 968)

Segundo Dias e Marba (2014), a escala EDIN foi criada na França por Debillon, com o objetivo de avaliar a dor prolongada em RN´s prematuros, já que não existiam escalas até então para esse mesmo propósito, e sabe-se que a dor prolongada pode causar consequências a curto ou a longo prazo na criança.

Escala de N-PASS, é bem ampla, e é usada principalmente para identificar a dor aguda, a dor crônica e a sedação em RN´s, os itens analisados nessa escala são: choro/irritabilidade, comportamento, expressão facial, tônus e Sinais Vitais (SSVV). (BALDA, GUINSBURG,2018).

Figura 6- Escala de Dor Neonatal N-PASS

Fonte: Balda e Guinsburg (2018, p.13).

Como pode-se ver, existem inúmeras escalas criadas para analisar a presença/ausência da dor, a intensidade, os sinais e sintomas apresentados pelos RN´s. Pode-se utilizar mais de uma escala na instituição em momentos diferentes e por profissionais diferentes, resultando em uma avaliação e assistência humanizada.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A hospitalização de um RN Prematuro é de extrema importância, pois com isso pode-se salvar muitas vidas e evitar sérios danos irreversíveis na criança e na vida de sua família. Porém sabe-se hoje em dia que existem diversas formas de humanizar o cuidado da enfermagem frente aos cuidados e intervenções dolorosos necessários para a recuperação do RN.

Através da detecção dos sinais de dor e de desconforto no RN Prematuro a enfermagem consegue utilizar diversas formas de minimizar esse sofrimento, contribuindo para não ocorrer alterações dolorosas, fisiológicas, psicológicas e de desenvolvimento nessa criança no atual momento de internação e principalmente no futuro.

A equipe de enfermagem para detectar sinais de dor e desconforto pode utilizar de diversas escalas criadas pensando na humanização do cuidado ao Prematuro, que é escolhida pela instituição, podendo-se usar apenas uma ou a junção de mais de uma, ampliando assim as formas de detectar a dor.

Ao detectar sinais de dor a equipe pode utilizar diversas formas não farmacológicas para amenizar esse sofrimento, medidas fáceis e que não necessitam de prescrição médica e que o enfermeiro deve realizar sempre que julgar necessário pensando sempre no alívio da dor e na humanização desses RN’s .

O objetivo da pesquisa foi atendido, porém é sugestivo que outras pesquisas aprofundadas sejam publicadas para que os profissionais de saúde e interessados na área tenham um maior e melhor conhecimento sobre o temos e que com isso busquem implementar uma assistência de qualidade nas instituições e com a menor possibilidade de danos possíveis.

7. REFERENCIAS

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Publicado por: Stefani caroline

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