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OS BENEFÍCIOS DA TERAPIA DO RISO INTERLIGADOS À ENFERMAGEM: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Enfermagem

Analisar os benefícios da terapia do riso interligados à enfermagem.

índice

1. RESUMO

Introdução: Visando a humanização da assistência de enfermagem, o humor pode ser utilizado como um aliado para restabelecer a saúde do paciente, uma vez que o ato de sorrir estimula o sistema imune e produz diversos benefícios para os pacientes e a equipe de cuidados. Objetivo: analisar os benefícios da terapia do riso interligados à enfermagem. Métodos: trata-se de uma revisão de literatura, onde foram analisados artigos publicados de 2008 a 2018, indexados na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), nas bases de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF), utilizando os descritores: Terapia do Riso, Enfermagem, Humanização. Resultados e discussão: dos textos encontrados foram selecionados 13 artigos científicos, onde constatou-se que a utilização de técnicas lúdicas implica diretamente na mudança no comportamento dos pacientes apresentando melhora em seu quadro clínico e emocional. Devido a isso, terapias alternativas de cunho lúdico, têm sido cada vez mais adotadas por profissionais de enfermagem em diversas instituições de saúde pelo mundo. Considerações finais: A partir de uma abordagem centrada no paciente, foi possível compreender a importância da enfermagem utilizar a terapia do riso no cuidado prestado, visto que os benefícios da risoterapia refletem positivamente na evolução do quadro do paciente, em sua família e até mesmo na equipe.

Palavras-chave: Terapia do Riso. Enfermagem. Humanização.

ABSTRACT

Introduction: Aiming at the humanization of nursing care, humor can be used as an ally to restore patient health, since the act of smiling stimulates the immune system and produces several benefits for patients and care staff. Objective: to analyze the benefits of laughter therapy interconnected to nursing. Methods: This is a literature review, where articles published from 2008 to 2018, indexed in the Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Latin American and Caribbean Literature in Health Sciences databases (LILACS), The Online System of Search and Analysis of Medical Literature (MEDLINE) and Nursing Database (BDENF), using the descriptors: Laughter Therapy, Nursing, Humanization. Results and discussion: 13 scientific articles were selected from the texts found, where it was found that the use of play techniques directly implies a change in the behavior of patients presenting improvement in their clinical and emotional status. Due to this, alternative therapies of a playful nature, have been increasingly adopted by nursing professionals in several health institutions around the world. Final considerations: From a patient-centered approach, it was possible to understand the importance of nursing to use laughter therapy in the care provided, since the benefits of laughter therapy reflect positively on the evolution of the patient's picture, in his family and even in the team.

Keywords: Laughter Therapy. Nursing. Humanization.

2. INTRODUÇÃO

Há algumas décadas, um hospital era um ambiente frio, silencioso, onde a limpeza e a medicina seguiam uma metodologia tradicional e reconhecidamente convencional, tais como exames, diagnósticos, tratamentos realizados sob o comando da química e dos avanços tecnológicos é que transmitiam respeito e possibilidades de cura (FLOSS et al., 2013).

Com o acelerado avanço tecnológico e científico, as relações humanas foram cada vez mais sendo prejudicadas, afetando diretamente o cuidado prestado pelo profissional de saúde ao paciente. Diante de tal realidade, no qual o doente é visto como um objeto de estudo, ou simplesmente como portador de uma patologia (FLOSS et al., 2013), e o ambiente hospitalar permeado pela dor e sofrimento (FREITAS et al., 2013), percebeu-se a necessidade de buscar soluções que pudessem tornar o processo de hospitalização, bem como o cuidado prestado, mais humano, abrangendo o paciente em sua totalidade (FLOSS et al., 2013).

Assim sendo, em 2001 houve a criação do Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar (PNHAH), com o objetivo de implementar uma referência em assistência ao paciente atendido em unidades hospitalares, bem como o aperfeiçoamento das relações entre o profissional da saúde e o paciente, com ênfase na perspectiva individual e humana na assistência à saúde (BRASIL, 2001).

Em conformidade, em 2003, foi criada a Política Nacional de Humanização (PNH) pelo Ministério da Saúde, uma iniciativa audaciosa com vistas ao aperfeiçoamento do cuidado prestado em saúde (BRASIL, 2010), que ocorreu após perceber a apatia dos profissionais frente ao “[...] sofrimento das pessoas, os tratamentos desrespeitosos, o isolamento das pessoas de suas redes sócio familiares nos procedimentos, consultas e internações [...]” (BRASIL, 2010, p. 6).

Portanto, humanizar é reconhecer a subjetividade humana, e dessa forma compreender a situação vivenciada pelo outro, pois a insegurança quanto ao futuro em relação à sua saúde traz, para o paciente internado e sua família, mudanças em sua estrutura de vida que lhe causam sofrimento psíquico (FLOSS et al., 2013).

A humanização do ambiente hospitalar, através de atividades lúdicas, foi uma iniciativa audaciosa e pioneira do médico americano Hunter Adams, conhecido como ‘Doutor Patch Adams’, onde os remédios se contrapunham à empatia, à compaixão e ao envolvimento (ADAMS, 1999).

Deste modo, a filosofia e prática de fazer rir com palhaços em hospitais tiveram origem no período de graduação em medicina de Patch Adams que, sob protesto da ala conservadora da universidade onde estudava e apoio de alguns colegas de curso, levantou a temática da humanização, mesmo sem ter consciência disso, pois o humanismo tem uma visão do mundo direcionada, de forma prioritária, à vida e aos valores humanos, conforme Cavalcante, Damasceno e Miranda (2013) apud Deslandes (2011).

Além disso, Patch Adams fundou o Gesundheit Institute, que consiste em um hospital que abarca todas as artes de cura, concentrando seus objetivos no bem-estar e nas artes, sem cobrança de taxas ou reembolsos de qualquer espécie e que nunca sofreu qualquer processo por má conduta médica. Sua motivação está em seu ativismo político desde a época da faculdade de medicina - sob a fantasia de palhaço - pois sua iniciativa de criar o primeiro hospital “bobo” da história mundial e, durante mais de trinta anos atuar por todo o mundo levando um grupo de palhaços, é a sua forma de lutar por uma sociedade sem ganância ou poder, resgatando a generosidade e a compaixão (ADAMS, 1999).

Desta forma, este foi o pioneiro da humanização hospitalar através das atividades lúdicas não só para crianças, mas também, para adultos internados, bem como seus efeitos refletindo para toda a equipe do cuidado. Muitas foram as críticas e obstáculos encontrados na implantação de um projeto considerado não apenas excêntrico, como também perigoso, ao tirar o véu da seriedade de uma organização hospitalar (FIGUEIREDO, 2016).

Vários estudos demonstram que o humor pode ser utilizado como um aliado para restabelecer a saúde do paciente, tendo em vista que o ato de sorrir estimula a produção de células de defesa, bem como possui efeito na redução álgica (SENA, 2011).

Diante disso, a equipe de enfermagem, sendo composta pelos técnicos de enfermagem e enfermeiros, são os profissionais da equipe de saúde que estão mais próximos do paciente internado sendo de fundamental importância que estes profissionais tenham uma visão holística sobre o paciente internado, tirando o foco da doença (OLIVEIRA; OLIVEIRA, 2008).

Segundo um estudo apresentado por Oliveira e Oliveira (2008), após a utilização de técnicas lúdicas, foi perceptível a mudança no comportamento dos pacientes que, antes tristes e desanimados, passaram a interagir e apresentaram melhora em seu quadro clínico e emocional.

Nesse ínterim, compreendendo que a utilização do humor por meio de terapias alternativas de cunho lúdico torna o processo de hospitalização menos traumatizante, fortalece o enfrentamento da situação vivenciada pelo paciente, melhorando sua qualidade de vida, é que estas terapias têm sido cada vez mais adotadas por profissionais de enfermagem em diversas instituições de saúde pelo mundo (OLIVEIRA et al., 2015).

Diante do exposto, o presente estudo teve como objetivo analisar os benefícios da terapia do riso interligados a enfermagem, analisando os benefícios dessa terapia para um cuidado humanizado ao paciente, apontando os seus efeitos no cérebro e seus reflexos no sistema imunológico, bem como os seus benefícios para uma melhor qualidade de vida.

3. REFERENCIAL TEÓRICO

3.1 BENEFICIOS DA TERAPIA DO RISO PARA UM CUIDADO HUMANIZADO AO PACIENTE

Por meio de uma visão humanista durante o atendimento hospitalar, o paciente deve ser avaliado como um todo. Isto implica dizer que o paciente é munido também de emoções, tais como: alegrias, tristezas, raiva, medo, ansiedade, etc., de modo que deverão ser compreendidas as reais necessidades dos mesmos, levando em conta a subjetividade de cada situação (CAVALCANTE; DAMASCENO; MIRANDA, 2013).

De certo que incluir o cuidado humanizado levando em conta o aspecto holístico do paciente é resultado de uma longa trajetória. Desde os anos 60, estudos científicos, tanto da literatura clássica, quanto da contemporânea são convergentes em um ponto comum: qualquer problema de saúde sofre agravamento se a equipe de saúde não levar em consideração o aspecto emocional do paciente, mesmo com toda assistência clínica lhe sendo dispensada (GOLEMAN, 2012).

Em síntese, a humanização do atendimento na área de saúde leva à reflexão relacionada aos valores e princípios que orientam a prática profissional, conjecturando um olhar acolhedor, solícito à necessidade alheia, permitindo aos profissionais de saúde um cuidado dentro de sua integralidade, cujo objeto principal de trabalho é o “ser/doente” (CAVALCANTE; DAMASCENO; MIRANDA, 2013).

Desta forma, com a mudança no contexto hospitalar, o palhaço representa um novo conceito em prestar assistência aos clientes, com o objetivo de possibilitar um momento para desenvolvimento da terapia do riso. Nesse aspecto, a capacidade intrínseca do palhaço permite que as variadas situações sejam tratadas de uma forma mais leve dentro de sua normalidade (FLOSS et al., 2013).

Desse modo, a terapia do riso consiste em um novo modelo de assistir ao paciente, exigindo dos profissionais habilidades técnicas e aperfeiçoamento das anamneses, visando o olhar para as necessidades de cada indivíduo de forma peculiar (FLOSS et al., 2013).

Indubitavelmente, a Terapia do riso, atribuída por intermédio das práticas alternativas e complementares, visa promover a humanização dentro das unidades hospitalares, suprindo as mazelas do atendimento ofertado. Esse mecanismo poderá ser ratificado conjuntamente aos olhares sensíveis durante todo o processo. Assim sendo, percebe-se a resolutividade com esse posicionamento, atendendo as necessidades de cada paciente, suprindo as carências hospitalares e aplicando novas metodologias no cuidar (FREITAS et al., 2013).

Por isso, percebe-se que humanizar o ambiente utilizando o riso e a alegria através da terapia do riso, indica os vários benefícios não só para o paciente, mas também para a sua família (CAVALCANTE; DAMASCENO; MIRANDA, 2013), ao tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor e humanizado (FLOSS et al., 2013).

Deste modo, ao ofertar momentos de descontração ao paciente, estas promovem uma fuga do cotidiano de sofrimento, trazendo alívio da dor, diminuição da ansiedade e do medo, contribuindo para uma rápida recuperação (FREITAS et al., 2013).

Como já citado, o pioneiro na prática de fazer rir, foi o médico Patch Adams, que de forma intuitiva acreditou na manutenção da saúde através da alegria, do riso, da gentileza e do relaxamento, levando a prática da humanização e evocando a alegria como caminho para a cura (GONTIJO, 2006), contudo, levar a alegria para um ambiente associado à dor e à morte é um ato que requer coragem e determinação (FIGUEIREDO, 2016).

As estratégias lúdicas permitem, em um ambiente rígido como um hospital, a produção de humor quer seja na criança ou no adulto internado, desmembrando situações que, comumente, não poderiam ser desveladas de forma consciente, tendo em vista as barreiras impostas pela razão (FLOSS et al., 2013).

Por conseguinte, trabalhar o humor como recurso terapêutico (FLOSS et al., 2013) constitui-se de uma ferramenta de fácil implantação, implementação, além de possuir baixo custo de aplicabilidade (FREITAS et al., 2013). Tal recurso possibilita que os pacientes consigam externar seus medos e frustrações (FLOSS et al., 2013), passando a adotar uma postura positiva de enfrentamento frente à sua atual condição de saúde (FREITAS et al., 2013).

3.2 EFEITOS DA TERAPIA DO RISO NO CÉREBRO E SEUS REFLEXOS NO SISTEMA IMUNE

A literatura científica contém estudos sobre a ação do riso no sistema imunológico que mostram que a boa disposição de espírito baseia-se na percepção de algo inusitado, e que para a assimilação de forma consciente da situação atípica, ocorre uma complexidade orgânica que estimula novas ligações cerebrais para melhor assimilação da incoerência (SENA, 2011).

Em outras palavras, o riso é uma mudança de perspectiva, pois rir liberta o pensamento lógico, rompendo as reações do reflexo luta ou fuga, tendo como resultado a queda no nível de adrenalina, reduzindo o estado de retesamento muscular e tensão provocados pela rotina hospitalar (SENA, 2011).

Além disso, sabe-se que o riso e o bom humor são responsáveis pela produção de serotonina, um hormônio produzido pelo organismo humano que atua como inibidor dos caminhos da dor na medula, fato este corroborado por Sigmund Freud – médico neurologista e criador da Psicanálise – que no século XX enxergava o humor como um mecanismo de defesa psicológica extremamente saudável (CAPELA, 2011). Diante disso, ao rir, os benefícios compreendem tanto o aspecto emocional, quanto o físico, mental e espiritual (LUCHESI; CARDOSO, 2012).

Do mesmo modo, Alcântara et al. (2016) afirma que é possível, através da modelagem que o cérebro experimenta através das experiências repetidas – a neuroplasticidade – que a ação do riso no cérebro tenha reflexos significativos no sistema imunológico, propiciando diferenças estatisticamente comprovadas na redução da dor, e consequentemente, do estado emocional do paciente.

Segundo Luchesi e Cardoso (2012), após o uso da terapia do riso, os benefícios são visíveis, uma vez que a liberação de adrenalina, noradrenalina e catecolaminas evidenciada pelo ato de sorrir, relaxam as musculaturas, melhorando o fluxo sanguíneo, reduzindo inflamações e favorecendo no processo de cicatrização e capacidades funcionais do organismo.

Os efeitos positivos do riso no cérebro e seus reflexos no sistema imunológico aumentando as células de defesa são corroborados por estudos que comprovam a relação entre emoções negativas como fatores de risco para doenças (GOLEMAN, 2012).

Como descrito por Luchesi e Cardoso (2012), os sentimentos exprimidos pelo indivíduo agem no eixo hipotálamo-hipofisário, sistema este responsável por manter a homeostasia, juntamente com o Sistema Nervoso Autônomo, por meio da área parassimpática.

Desta forma, ao sorrir, os hormônios causadores do estresse diminuem, assim como a circulação de cortisol e adrenalina no organismo reduzem. Ao mesmo tempo há a liberação das neuroendorfinas, fortalecendo o sistema imune, bem como os linfócitos e demais células responsáveis por debelar microrganismos que estejam invadindo o organismo são ativados (LUCHESI; CARDOSO, 2012).

Do mesmo modo, Hassed (2001, p.26 apud ABREU, 2011, p.70) afirma: “[...] o riso tem um importante papel na redução dos hormônios envolvidos na fisiologia do estresse, [...] reduzindo a dor”. Portanto, ao estimular o hipotálamo, as endorfinas são sintetizadas, tendo uma força de analgesia extremamente elevada (LUCHESI; CARDOSO, 2012).

Sob outra perspectiva, no sistema cardiovascular, o riso acelera o ritmo cardíaco, dilatando os vasos sanguíneos, melhorando a circulação cardíaca e assim, aumentando a oxigenação de células, tecidos e órgãos, favorecendo também a redução da pressão arterial (LUCHESI; CARDOSO, 2012).

No sistema pulmonar, há um aumento no fluxo de oxigênio pelos pulmões, diminuindo o dióxido de carbono presente no sangue. A prática constante de rir melhora o tônus pulmonar, assim como os músculos abdominais massageiam todo o sistema gastrintestinal, proporcionando melhoras significativas na digestão (LUCHESI; CARDOSO, 2012).

Portanto, mediante os benefícios que o riso provoca no estado fisiológico, proporcionando alívio ao sofrimento, percebe-se que empregar o bom humor como recurso terapêutico através da Terapia do riso, constitui-se de um instrumento eficaz na redução dos efeitos danosos que a hospitalização traz ao paciente (ALCÂNTARA et al., 2016).

3.3 BENEFÍCIOS DA TERAPIA DO RISO PARA UMA MELHOR QUALIDADE DE VIDA

As doenças e suas complicações marcam a vulnerabilidade do ser humano, evidenciando suas carências afetivas, independentemente de seu prestígio na sociedade (MORCERF et al., 2015). Nesse sentido, Zanetti (2013) ressalta as limitações humanas perante as dificuldades vividas em uma hospitalização, porém destaca alternativas para uma melhor qualidade de vida de todos os envolvidos no processo de cuidado e saúde.

Sabe-se que através do riso, variadas substâncias são liberadas no organismo, promovendo bem-estar e assim, ajudando a extinguir sentimentos reprimidos, permitindo o enfrentamento de situações que estejam ocasionando sofrimento e minorando os efeitos lesivos provocados pelo estresse (ALCÂNTARA et al., 2016).

Diante disso, o sorriso além de ser benéfico a nível individual, também auxilia nas relações sociais, aperfeiçoando o estabelecimento de vínculos, tornando mais clara a comunicação interpessoal (ALCÂNTARA et al., 2016). Prolifera-se naturalmente dentro de um grupo de indivíduos, pois é contagioso e possui conexão com o sociável, ou seja, é um ato que se manifesta em sua plenitude quando um sujeito estimula o outro (SOUZA, 2016).

Soares et al. (2014) relatam que estudos evidenciam que a comunicação recreativa estimula os indivíduos de um determinado grupo a combaterem seus sentimentos causadores de sofrimentos através do humor e da diversão, com a finalidade de que estes passem a expressar suas emoções e experiências positivas vividas em algum momento de suas vidas, para satisfação psicológica individual e familiar.

Deste modo, entram em cena as famílias que, na maioria das vezes, desempenham um papel fundamental na história de vida desses indivíduos, pois são responsáveis pela função de conselheiros e co-participantes dessas terapias, e conjuntamente são impactados por elas (SCORSOLINI-COLIN, 2014).

Incentivar/estimular esses sentimentos é um papel social que será possível através de profissionais produtivos, com o propósito de favorecer um desempenho satisfatório, duradouro e de qualidade de modo a propiciar bem-estar físico e mental, articulando as exigências diretas e indiretas do meio ambiente (MORCERF et al., 2015).

Estudos atuais demonstram que os conhecimentos técnicos associados às habilidades sociais de humor, tais como as intervenções lúdicas, são fundamentais para evolução das práticas de saúde, e contribuem para o crescimento profissional e o desenvolvimento do bemestar psicossocial (ZANETTI et al., 2013).

Desse modo, as intervenções lúdicas além de amenizar o trauma físico e psicológico provocados pelas internações hospitalares, colaboram como ferramenta preventiva de danos futuros (LEITE et al., 2013).

Desta forma, assim como relatam Morcerf et al. (2015), a figura do palhaço que abandona os picadeiros, apropria-se do jaleco e adentra os corredores silenciosos dos hospitais levando alegria e sorriso por onde passa, configura-se como instrumento terapêutico que melhora a qualidade de vida e proporciona o bem-estar de todos os envolvidos no processo de saúde.

Ao encontro disso, a Política Nacional de Humanização do Sistema Único de Saúde - HUMANIZASUS, criado pelo Ministério da Saúde, busca estimular, por meio dos programas de saúde, profissionais e sociedade a traçarem caminhos que atenuem o sofrimento de pacientes em ambientes hospitalares (BRASIL, 2004).

Mediante essa problemática, o cuidado humanizado deve ser configurado por meio de uma inter-relação entre profissionais e pacientes, e quando esta é efetuada com alegria e bom humor, tem o poder de transformar as características daquele universo (SOUZA, 2016).

Especialistas acreditam na palhaçada como mecanismo de intervenções lúdicas para ajudar na intensificação do processo de recuperação e aceitação dos pacientes e acompanhantes das rotinas hospitalares (RODRIGUES, 2017).

Neste sentido, Angeli, Luvizaro e Galheigo (2012), ressaltam que essas instituições podem possibilitar acesso e disposição de terapias diversas - não vistas apenas como ambientes de dor, estresse e isolamento – mas possibilitem a revolução das práticas de cuidado e de conceitos socioculturais.

4. METODOLOGIA

O presente estudo consiste de uma revisão de literatura sistemática, do tipo exploratória. Os procedimentos adotados para a realização desta pesquisa consistiram em um levantamento da literatura sobre a temática abordada com vistas a obter dados significantes para um melhor entendimento do tema (MARCONI e LAKATOS, 2003). O processo deste estudo configurou-se nas seguintes etapas: elaboração da questão norteadora; escolha de palavras-chave; estabelecimento dos objetivos geral e específicos; definição dos critérios de inclusão e exclusão dos periódicos; leitura dos resumos e objetivos dos mesmos e definição dos artigos escolhidos.

O levantamento da literatura científica foi feito por meio de pesquisa na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) nos seguintes bancos de dados informatizados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF). Os descritores utilizados foram: "Terapia do riso" and/or Humanizaçãoand/or “Enfermagem”.

Para a seleção das produções científicas foram estabelecidos os seguintes critérios de inclusão: artigos relacionados à temática dos benefícios da terapia do riso interligados a enfermagem, artigos publicados na íntegra, artigos atuais e disponíveis gratuitamente em português. Enquanto os critérios de exclusão foram: artigos que não apresentavam os fatores de inclusão supracitados; artigos em duplicidade entre as bases de dados; trabalhos que somente disponibilizaram resumos e relatos de experiência devido ao baixo nível de evidência científica.

O recorte temporal foi de 10 anos de publicação, ou seja, trabalhos publicados entre 2008 e 2018. Todos os trabalhos encontrados foram avaliados e selecionados de acordo com os critérios acima expostos.

5. RESULTADOS

Diante da abrangência do assunto geral e da falta de artigos quando pesquisado as três palavras chaves juntas, correlacionando a Terapia do riso, a humanização e a enfermagem, utilizamos as seguintes sequências para a pesquisa: “Terapia do riso”, “Enfermagem e Humanização”, “Terapia do riso e Humanização”, e, “Terapia do riso e Enfermagem”.

A princípio foram encontrados 656 periódicos nas bases de dados supracitadas, posteriormente à leitura dos resumos e objetivos dos artigos foram selecionados os artigos afins. Assim sendo: encontrados 09 artigos totais apenas com o descritor “Terapia do Riso”, destes, 05 foram selecionados; 635 artigos com os descritores “Enfermagem” and “Humanização”, sendo selecionados 08; 06 artigos com os descritores “Terapia do Riso” and “Humanização” e 06 artigos com os descritores “Terapia do Riso” and “Enfermagem”, destas duas últimas sequências, nenhum foi selecionado devido já terem sido selecionados nas pesquisas anteriores.

Posteriormente à leitura dos resumos e objetivos dos artigos foram selecionados 13 artigos científicos, sendo 05 retirados da LILACS, 1 da MEDLINE, 04 da BDENF, 01 retirados das bases MEDLINE, LILACS E BDENF, e 02 retirados das bases LILACS E BDENF, conforme o quadro 1, a seguir:

BASE/ANO

TÍTULO

AUTORES

TIPO DE ESTUDO

OBJETIVOS

BDENF

2017

Anjos da enfermagem: o lúdico como instrumento da cidadania e humanização na saúde

SILVA et al.

Descritivo, exploratório, quantitativa

Benefícios da terapia do riso para um cuidado humanizado ao paciente;

Benefícios da terapia do riso para uma melhor qualidade de vida.

 

BDENF

2016

Conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre a utilização do brinquedo no cuidado as crianças hospitalizadas

GOMES, Maria Fernanda Pereira; SILVA, Isabella Dutra; CAPELLINI, Verusca Kelly

Estudo descritivo, exploratório e qualitativo

Benefícios da terapia do riso para um cuidado humanizado ao paciente;

Benefícios da terapia do riso para uma melhor qualidade de vida.

 

LILACS

2016

Humanização da assistência de enfermagem à família na unidade de terapia intensiva pediátrica

AMARAL, Lídia Faria Prado do; CALEGARI, Tatiany

Descritiva e qualitativa

Benefícios da terapia do riso para um cuidado humanizado ao paciente.

BDENF

2016

Importância das atividades lúdicas na terapia oncológica infantil

PAIXÃO, Adriele de Brito; DAMASCENO, Taís Araújo Silva; SILVA, Josielson Costa da

Revisão

Efeitos da terapia do riso no cérebro e seus reflexos no sistema imune.

LILACS

2016

Terapia do riso como instrumento para o processo de cuidado na ótica dos acadêmicos da enfermagem

COUTINHO, Milena Oliveira; LIMA, Indiara Campos; BASTOS, Rodrigo Almeida

Transversal analítico descritivo

Efeitos da terapia do riso no cérebro e seus reflexos no sistema imune.

BDENF

2015

Humanização da assistência hospitalar: revisão integrativa

PENIA, Maria Naila de Moura; OSELAME, Gleidson Brandão

Revisão integrativa, qualitativa

Benefícios da terapia do riso para um cuidado humanizado ao paciente.

LILACS

2015

Humanização no processo de trabalho na percepção de enfermeiros de unidade de terapia intensiva

MARTINS, Julia Trevisan et al.

Qualitativa e Descritiva

Benefícios da terapia do riso para um cuidado humanizado ao paciente.

LILACS

2015

Efeito da intervenção Clown no padrão de depressão de idosos em instituição de longa permanência

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PIRES, Wrgelles Godinho Bordone et al.

Quantitativo experimental

Benefícios da terapia do riso para um cuidado humanizado ao paciente;

Efeitos da terapia do riso no cérebro e seus reflexos no sistema imune.

 

MEDLINE, LILACS e BDENF

2013

Humanização no cuidado de enfermagem: contribuição ao debate sobre a política nacional de humanização

CHERNICHARO, Isis de Moraes; FREITAS, Fernanda Duarte da Silva de; FERREIRA, Márcia de Assunção

Qualitativa, exploratória, descritiva

Benefícios da terapia do riso para um cuidado humanizado ao paciente.

LILACS e BDENF

2011

A terapia do (bom) humor nos processos de cuidado em saúde

ABREU, Gabriela Rebouças F.

Revisão de literatura

Efeitos da terapia do riso no cérebro e seus reflexos no sistema imune.

LILACS e BDENF

2010

Humanização: uma leitura a partir da compreensão dos profissionais de enfermagem

DUARTE, Maria de Lourdes Custódio; NORO, Adelita

Exploratório, Descritivo e qualitativa

Benefícios da terapia do riso para um cuidado humanizado ao paciente.

LILACS

2009

A arte de acolher através da visita da alegria

PEKELMAN, Renata et al.

 

Benefícios da terapia do riso para um cuidado humanizado ao paciente;

Benefícios da terapia do riso para uma melhor qualidade de vida;

MEDLINE

2009

A arte do teatro Clown no cuidado às crianças hospitalizadas

LIMA, Regina Aparecida Garcia de et al.

Qualitativo

Benefícios da terapia do riso para um cuidado humanizado ao paciente;

Benefícios da terapia do riso para uma melhor qualidade de vida;

Quadro 1: Publicações de artigos por período analisado

Fonte: Autoral

6. DISCUSSÃO

Diante dos resultados obtidos neste estudo foi possível notar que a Política Nacional de Humanização (PNH) é bem conhecida no ambiente hospitalar, sendo destacada por 05 autores dos artigos selecionados nesta pesquisa. Estes descrevem que ela se baseia na necessidade de os profissionais da área da saúde prestar um cuidado humanitário, promovendo mudanças essenciais no cuidado, além de colocarem em prática as diretrizes do SUS (DUARTE, NORO, 2010; CHERNICHARO, FREITAS, FERREIRA, 2013; MARTINS et. al., 2015; AMARAL, CALEGARI, 2016; PENIA, OSELAME, 2015).

Duarte e Noro (2010) declaram que tem se exigido dos profissionais de saúde e da equipe de enfermagem, a compreensão da importância da humanização no ambiente de trabalho, pois o olhar da medicina tradicional sempre foi voltado a perceber o indivíduo de forma fragmentada, tendo como foco a cura de patologias. Em acordo, Pekelman et al. (2009) e Penia e Oselame (2015) relatam que com o surgimento de novas tecnologias, o cuidado prestado pelos serviços de saúde tem se tornado cada vez mais desumano.

Segundo Pekelman et al. (2009), outro fator contribuinte para um cuidado desumanizado é a perda de autonomia por parte do paciente. Em seu estudo os autores relatam que numa visão medicocentrista e medicalocêntrica, o médico é o profissional que detém o poder do conhecimento, e os sentimentos e escolhas do paciente não são levados em consideração. E neste sentido propõem que haja um aperfeiçoamento na comunicação entre usuários e profissionais, bem como que as relações entre eles sejam democráticas.

Assim sendo, faz-se necessário que os profissionais valorizem e incentivem a autonomia no processo de saúde por parte dos usuários (CHERNICHARO, FREITAS, FERREIRA, 2013; PENIA, OSELAME, 2015) compreendendo suas particularidades (PEKELMAN et al., 2009; LIMA et al., 2009; CHERNICHARO, FREITAS, FERREIRA, 2013; MARTINS et al., 2015).

Nesse contexto, para que ocorra um cuidado humanizado, Penia e Oselame (2015) diz que a enfermagem assume um importante papel na sua efetivação. Em acordo, Duarte e Noro (2010) e Amaral e Calegari (2016) relatam que é percebível que o cuidado humanizado pelos profissionais de enfermagem tende a refletir positivamente nos pacientes, promovendo maior credibilidade, aceitação do tratamento e melhor prognóstico.

Duarte e Noro (2010) continuam ressaltando que cabe aos profissionais desde o início de sua formação ter a capacidade de percepção da importância do conhecimento e preparo para colocarem em prática o trabalho de humanização, bem como perceber sua importância no exercício profissional. Além do mais, as organizações de saúde devem preconizar a humanização como fator indispensável para os profissionais de enfermagem, promovendo campanhas, ações e programas educativos sobre o tema (DUARTE e NORO, 2010).

Sabe-se que durante a hospitalização, ao adentrar em um ambiente estranho, o paciente é submetido a procedimentos invasivos e muitas vezes dolorosos, acarretando desconforto e estresse, tanto para o paciente quanto para a família. Esse processo gera um grande impacto negativo, por envolver mudanças no seu cotidiano (LIMA et al., 2008; PEKELMAN et al., 2009; GOMES, SILVA e CAPELLINI, 2016; SILVA et al., 2017), provocando alterações tanto comportamentais, quanto psíquicas, podendo evoluir para um quadro de depressão, aumentando a permanência hospitalar e dificultando o processo de cura (PIRES et al., 2015).

Assim, Abreu (2011) destaca que estudos revelam que o riso tem a capacidade de proporcionar fatores de alívio, melhora na autoestima e emoções, trazendo conforto e bem estar. É notável que, no Brasil, nos últimos anos, o número de projetos lúdicos tem crescido consideravelmente, principalmente em ambientes de internação e/ou de longa permanência, nos quais os indivíduos se tornam mais vulneráveis e predispostos a desenvolverem problemas como estresse e depressão. Deste modo, o lúdico no ambiente hospitalar torna as rotinas mais alegres e descontraídas, evidenciado pelos benefícios alcançados (COUTINHO, LIMA e BASTOS, 2016).

O estudo de Pires et al. (2015) e Pekelman (2009) menciona o médico Norte-Americano Patch Adams como precursor na arte de fazer rir, como já citado. Este utilizava a prática holística em seu tratamento, valendo-se da gentileza, empatia e a figura do palhaço como forma de levar alegria aos pacientes.

Ao longo do tempo, vários outros grupos foram sendo formados com a finalidade de levar alegria através da terapia do riso, também chamada de risoterapia. No Brasil, destacam-se os “Doutores da Alegria” que é composto por profissionais que aplicam essa prática dentro da unidade hospitalar, como citado por Pekelman et al. (2009) e Lima et al. (2009). Este ainda detalha que este projeto foi trazido ao Brasil em 1991 pelo ator Wellington Nogueira e foi implantado no Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes em São Paulo, que após atuar em um projeto semelhante em Nova York em 1988, percebeu sua efetividade ao constatar melhora no quadro de saúde dos pacientes. Pekelman et al. (2009) ainda cita o “Projeto Visita da Alegria”, que teve início em 2007, cuja finalidade é promover momentos de descontração para usuários e familiares atendidos na Atenção Primária em Saúde, e assim, fortalecendo o vínculo entre usuários e a equipe de saúde. De igual forma, Silva et al. (2017) destaca os trabalhos realizados pelo “Instituto Anjos da Enfermagem”, que consiste em uma Organização Não Governamental (ONG) cujo projeto realiza intervenções educacionais de saúde, formando voluntários que estejam aptos a humanizar a assistência em saúde, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

Além disso, os estudos científicos revelam que ao propiciar momentos de descontração ao paciente utilizando a terapia do riso, seus benefícios apresentam um grande impacto no cérebro refletindo no sistema imune. Como mencionado anteriormente, o processo de hospitalização é um gerador de desconforto e estresse para o paciente. Assim sendo, segundo Abreu (2011), reconhecido como uma condição fisiológica do organismo, o estresse por meio do cortisol e adrenalina, se aumentados, podem comprometer a homeostasia, diminuindo as defesas do organismo, ocasionando elevação da pressão arterial e infecções oportunistas.

Ao se utilizar o lúdico como terapia, percebe-se que o riso é eficiente no alívio da dor, favorecendo o relaxamento muscular e assim, proporcionando um descanso adequado ao paciente (PAIXÃO; DAMASCENO; SILVA, 2016).

De igual modo, Coutinho, Lima e Bastos (2016) dizem que após o uso da terapia do riso, os benefícios são visíveis. As liberações de adrenalina, noradrenalina e catecolaminas evidenciadas pelo ato de sorrir, relaxam as musculaturas, melhorando o fluxo sanguíneo e favorecendo no processo de cicatrização e capacidades funcionais do organismo. Em acordo com os autores supracitados podemos citar Paixão, Damasceno e Silva (2016, p. 214) que declaram que “momentos de alegria suscitam alterações psiconeuroendócrinas que atuam no sistema imunológico, expandindo o fluxo sanguíneo cerebral, diminuindo indícios de ansiedade e depressão”, bem como ocorre aumento do número de células Natural Killer, essenciais na defesa contra vírus e tumores, como descreve Abreu (2011). Assim também, ao contrair o músculo zigomático com a ação de sorrir a produção da proteína timosina é estimulada, regulando as células T imunitárias (ABREU, 2011).

Além disso, também ocorre estímulo na hipófise onde a endorfina, também conhecida como “hormônio da alegria e da felicidade”, é liberada, atuando no corpo causando a sensação de relaxamento, promovendo bem-estar psíquico, elevação da autoestima, dentre outros, pois a glândula pineal estimula o aminoácido triptofano para a produtividade do hormônio serotonina, regulando a situação emocional do paciente (COUTINHO; LIMA; BASTOS, 2016; PAIXÃO; DAMASCENO; SILVA, 2016). Do mesmo modo, as funções respiratórias e cardíacas promovem aumento da circulação sanguínea no corpo, melhorando a irrigação dos tecidos (ABREU, 2011; PAIXÃO; DAMASCENO; SILVA, 2016).

Assim sendo, é notável a evidente associação dos estados emocionais às estruturas biomoleculares do corpo (ABREU, 2011). Coutinho, Lima e Bastos (2016) dizem que os efeitos causados pela terapia do riso, apesar de pouco difundidos, são bem aceitos por enfermeiros, médicos e psicólogos, e a sua prática permite a criação de vínculo entre toda a equipe de saúde, ampliando assim as modalidades terapêuticas implantadas e eficiência e efetividade na assistência ofertada.

A partir do entendimento dos benefícios da terapia do riso como contribuinte para um cuidado humanizado, compreendendo seus reflexos positivos no cérebro e sistema imune, observa-se, de acordo com Silva e colaboradores (2017), que a terapia do riso auxilia diretamente no bem-estar físico, social e mental do paciente, promovendo um ambiente propício para melhor aceitação do tratamento e esta tornar-se eficaz. Tal terapia constitui-se de uma “ferramenta importante para resgatar a autoestima, [...] além de permitir a interação social que o isolamento do internamento traz” (SILVA et al., 2017, p.2296).

Nesse contexto, Lima et al. (2009) diz que vários estudos apontam que inúmeras instituições de saúde concordam que a terapia do riso é considerada um instrumento eficaz que facilita no processo de recuperação além de ser uma prática de fácil aplicabilidade e aceitação. Coutinho, Lima e Bastos (2016) complementam dizendo que a terapia do riso possui um baixo custo tanto para os grupos terapêuticos quanto para as intuições em geral, pois com a progressão dos tratamentos e o alcance dos resultados positivos, ocorre a melhora do paciente, e consequentemente a diminuição dos gastos com esses.

Para Pires et al. (2015), socialmente, as terapias lúdicas proporcionam uma melhor interação do vínculo profissional-paciente, modificando velhos hábitos institucionais pouco eficazes, e proporcionando uma melhor socialização e manifestação de sentimentos. Paixão, Damasceno e Silva (2016) concordam ao dizer que a psicoterapêutica no uso da ludicoterapia como forma de intervenção, estimula os indivíduos de um determinado grupo a combaterem sentimentos causadores de sofrimentos através do humor e da diversão, com a finalidade de que esses passem a expressar suas emoções e experiências positivas vividas em algum momento de suas vidas, como forma de descontração e aceitação do ambiente estressor ao qual se encontram.

Assim, compreendendo que utilizar a terapia do riso é uma forma de cuidar, e tendo em vista que a prática do cuidado sempre foi uma característica inerente da enfermagem (MARTINS et al., 2015; AMARAL; CALEGARI, 2016), Coutinho Lima e Bastos (2016) acresce que a enfermagem apresenta-se como contribuinte nas práticas de cuidado, onde o enfermeiro influi como figura essencial na busca de estratégias, a partir de sua formação acadêmica, para uma melhor sistematização do cuidado tanto ao paciente quanto aos seus familiares (COUTINHO; LIMA; BASTOS, 2016). Sob o mesmo ponto de vista, Lima et al. (2009) e Amaral e Calegari (2016), mostram que atualmente, os profissionais de enfermagem tem percebido a necessidade de se buscar novas práticas para melhorarem o cuidado prestado, considerando a subjetividade do ser humano, e assim, desenvolvendo um cuidado integral.

Entendendo-se com isso que o cuidado se estende à família por ser seio singular encontrado nos domínios da intimidade, e local particular, base da construção da personalidade, da afetividade e desenvolvimento da cultura de cada indivíduo, o cuidado à família é um instrumento fundamental para interação mais efetiva das terapias recreativas, ajudando a intensificar o processo de recuperação e aceitação do tratamento pelos pacientes e acompanhantes (PAIXÃO; DAMASCENO; SILVA, 2016).

Silva et al. (2017) completa dizendo que pacientes e familiares relatam que as palhaçadas e o bom humor, como parte do tratamento, causam alegria e distração e tornam os tratamentos mais aceitáveis e/ou suportáveis, eleva a autoestima e reflete positivamente no comportamento de todos os envolvidos no processo de tratamento e recuperação da saúde. Portanto, para o autor, é notório que a partir da terapia do riso, é possível diminuir ou até eliminar o estresse e ansiedade tanto de pacientes quanto dos familiares, contribuindo assim, para uma melhor qualidade de vida.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O desenvolvimento do presente estudo possibilitou compreender os benefícios da terapia do riso interligados à enfermagem, evidenciando a relevância do uso dessa terapia no processo de recuperação de pacientes e familiares. Verificou-se nas 13 publicações encontradas o riso como ferramenta eficaz neste processo.

Percebe-se no contexto hospitalar, onde o cuidado se torna desumanizado, que cabem aos profissionais que compõem a equipe de enfermagem buscar ferramentas que os auxiliem na humanização desse atendimento, e aqui cabe ressaltar a terapia do riso como fator contribuinte para a diminuição no nível de estresse que a hospitalização traz, haja vista que são esses profissionais que passam a maior parte do tempo com o paciente durante o processo de hospitalização.

Mediante o exposto, a partir de uma abordagem centrada no paciente, compreendendo suas particularidades e os sentimentos que estes exprimem durante a internação, as ações da risoterapia na enfermagem impactarão diretamente no cuidado prestado. Afinal, corroborado por vários autores, o ato de sorrir reflete positivamente no estado fisiológico, através da liberações de hormônios e células imunitárias, trazendo melhora ao organismo e propiciando uma melhor qualidade de vida.

Ademais, cabe às instituições hospitalares investirem em tratamentos alternativos de cunho lúdico, como a terapia do riso, pois tais benefícios igualmente se estendem ao aos familiares e aos profissionais do cuidado. Ressalta-se que a terapia do riso não gera custos elevados para a gestão institucional, e demandam o envolvimento e empenho individual de cada profissional da enfermagem, pois estes são peças chave para a efetivação de um cuidado humanizado.

Dessa forma, dada a importância do tema sobre a risoterapia como alternativa para um cuidado humanizado pela enfermagem, e a melhora na qualidade de vida do paciente internado, e as limitações observadas ao iniciar esta pesquisa – relacionadas à escassez de materiais sobre a temática abordada - principalmente interligando a terapia do riso à enfermagem, observa-se a necessidade de novos estudos sobre o assunto ampliando o contexto para esta área relacionada ao processo de cuidar.

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Por  Amanda Ribeiro Martins1, Edirrany Dias Ferreira1, Lílian de Souza Lima Mendonça1, Marcos Antônio Pimenta1, Maria da Conceição dos Anjos Nascimento Ribeiro1, Rosângela Pereira Novaes de Jesus1, Bianca Lacchine Paula2

1 Discentes do Curso de Enfermagem na Faculdade Brasileira – MULTIVIX Vitória.

2 Docente do Curso de Enfermagem na Faculdade Brasileira – MULTIVIX Vitória.


Publicado por: LILIAN DE SOUZA LIMA MENDONCA

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