Topo
pesquisar

FATORES QUE INTERFEREM NA OBESIDADE INFANTIL: Atuação do Enfermeiro na Atenção Primária

Enfermagem

Analisar o papel do enfermeiro na prevenção da obesidade infantil e outros aspectos que podem influenciar na prevalência dessa problemática.

índice

1. RESUMO

Denomina-se obesidade o acúmulo excessivo de células de gordura no corpo. No Brasil o número de casos de pessoas com sobrepeso e obesidade vem se revelando, como um dado preocupante. Diante da problemática obesidade infantil e o desejo de saber como o enfermeiro através de sua atuação profissional poderia contribuir na prevenção da obesidade infantil. Foram destacadas no trabalho as possíveis causas e consequências da obesidade, bem como a importância da prevenção efetuada por equipe multiprofissional. Os objetivos que nortearam este estudo: analisar o papel do enfermeiro na prevenção da obesidade infantil; avaliar a influência dos pais na relação com a obesidade infantil; e identificar os benefícios da educação em saúde como um cuidado de enfermagem na prevenção da obesidade infantil, no intuito de analisar o papel do enfermeiro na prevenção da obesidade infantil e outros aspectos que podem influenciar na prevalência dessa problemática. Identificou-se que a família se torna o primeiro educador em alimentação para as crianças. Ao profissional de enfermagem são atribuídas significativas tarefas voltadas à prevenção da obesidade infantil, sua função principal é a de cuidar.

Desde o nascimento da criança até a fase adulta deve-se ter acompanhamento pelo enfermeiro, no sentido de analisar o seu desenvolvimento, na perspectiva de averiguar e prevenir doenças que são oriundas de associações promovidas pela alimentação inadequada. Notou-se que o profissional de enfermagem é uma pessoa dotada de possibilidades no sentido de evitar que essa problemática prevaleça na fase adulta.

Descritores: Obesidade Infantil Educação Saúde Prevenção Família Enfermeiro.

ABSTRACT

There is, called obesity the excessive accumulation of cells of fat in the body. In Brazil, the number of cases of persons with surcharge and obesity comes being, revealed like a worrying fact. Before the problematic childlike obesity, the wish of knowledge as the nurse through his professional acting might contribute in the prevention of the childlike (infantile) obesity.

There were detached in the work the possible, causes and consequences  of the obesity, as well as the importance, of the prevention effectuated  by multi professional  team the objectives that orientate this study: to analysis the paper of the nurse in the prevention of the childlike obesity; to value to influenced parents in the relation with the childlike obesity: and to identify the benefits of the education in health like a nursing care in the prevention the childlike obesity, in the intention of analyzing the paper of the nurse in prevention, of the childlike obesity and other aspects that they can influence the predominance of this problematic. There are attributed to a nursing professional significant tasks turned to the prevention of the childlike obesity, his main function it is her of taking car. From the birth of the child up to the adult phase it is necessary to have attendance as the nurse, in the direction of analyzing his development, in the perspective of checking and preventing diseases that are originating from associations promoted by the unsuitable food. It noticed that is dries the professional of nursing she is a gifted person of means in the direction of avoiding that this problematic prevails in the adult, phase.

Describers: childhood obesity Education Health Prevention Family Nurse.

2. INTRODUÇÃO

A obesidade é definida como um distúrbio nutricional e metabólico no qual pode ser observado o alto índice de crianças acima do peso. A obesidade é uma das principais causas de morte, com taxas de prevalência evitáveis em todo o mundo, cada vez maiores em adultos e em crianças. É considerada pelas autoridades um dos mais graves problemas de saúde pública que, no entanto, o aumento da esperança de vida, leva a custos econômicos com outras doenças, pelo que os investigadores concluem que embora a redução da obesidade possa melhorar a saúde pública, é pouco provável que haja redução na despesa total em saúde.

A obesidade é o resultado final do balanço energético positivo decorrente de uma relação inadequada entre ingestão e gasto. Sua etiologia não e tão simples e diversos fatores complexos e Inter- relacionados contribuem para o seu desenvolvimento. Fatores biológicos impulsionam o aporte e os gastos energético contribuindo para a regulação homeostática dos depósitos de energia do corpo que sofre influência da genética devido à susceptibilidade individual.

Justificativa da obesidade infantil encontra - se os fatores externos como os costumes alimentares dos pais que são repassados aos filhos a intemperança no comer e beber determina como ela faz a satisfação das paixões baixas, preparando a criança ao caminho para desrespeitarem todos os deveres morais. Sem a alimentação correta, e impossível a conservação de um bom estado de saúde. Não padece duvidas o fato de que as obesidades infantis afligem suas raízes largamente, estendidas nos domínios das alimentações errôneas. O excesso de peso aumenta os agravos da saúde, podendo em longo prazo contribuir para o aparecimento de várias patologias como: Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Aterosclerose, Diabetes tipo II, Hipercolesterolêmica, Degeneração das Articulações, problemas Cardiovasculares, problemas Psicológicos e comportamentais entre outros (LUIZ et al. 2005).

Existem várias consequências precoces e em longo prazo que acabam comprometendo o desenvolvimento físico e emocional na infância, tendo maior probabilidade de apresentar baixa auto- estima e dificuldade na aprendizagem (CLAUDINO et al, 2005). FISBERG (1995) e SIGULEM et al. (2001), afirmam que o aumento da obesidade em lactantes, é resultado de um desmame precoce e incorreto de erros alimentares no primeiro ano de vida  presentes, principalmente, nas subpopulações urbanas, as quais abandonam de forma precoce o aleitamento materno, substituindo-o por alimentação com excesso de carboidratos, em quantidades superiores que as necessárias para seu crescimento e desenvolvimento. Em relação ao desmame precoce, Escrivão e Lopes (2003), apontam que a introdução inadequada de alimentos após o desmame pode desencadear o início da obesidade já no primeiro ano de vida. Tendo em vista esses problemas relacionados ao primeiro ano de vida é muito importante que se dê atenção aos hábitos de vida saudáveis para a prevenção do sobrepeso, pois a obesidade infantil vem crescendo consideravelmente nestas últimas duas décadas.

O trabalho foi realizado recorrendo à pesquisa em base de dados, através de revisão de literatura, no ano 2005 a 2010, e suas informações são extraídas de acervos, trata-se de um estudo bibliográfico quantitativos, e o critério principal para avaliação da qualidade metodológica dos trabalhos enfocou de maneira significativa, para que em geral, todos os responsáveis pela saúde infantil compreendam melhor as circunstâncias e dimensões dos problemas que envolvem a obesidade infantil, favorecendo assim uma melhor educação, proporcionando a todos um levantamento de estudos sobre os devidos cuidados e consequências que envolvem todo o problema de sobrepeso na saúde infantil.

Os objetivos desse e apresentar o conceito de obesidade infantil e suas características;

Destacar a importância da assistência de enfermagem no processo de obesidade infantil;

Verificar a relação entre a atuação do profissional de enfermagem na puericultura e a prevenção da obesidade infantil. E averiguar as sugestões dos enfermeiros quanto às atividades para melhorar a assistência de enfermagem a essa clientela; e descrever as dificuldades encontradas pelos profissionais de enfermagem nas suas ações. Apenas o consumo de alimentos com alto valor energético, rico em lipídios e carboidratos simples, provavelmente não é suficiente para explicar o crescente aumento das taxas de sobrepeso e obesidade no mundo.  A importância de medidas intervencionistas no combate e prevenção e os distúrbios nutricionais em crianças é mostrar que ainda há formas para medidas de caráter educativo e informativo.

2.1 PROBLEMA

Qual a relação entre a atuação do profissional de enfermagem na puericultura e a prevenção da obesidade infantil?

2.2 OBJETIVO GERAL:

Identificar como o enfermeiro da atenção primária pode atuar a fim de colaborar de maneira mais eficaz na prevenção da obesidade infantil.

2.3 OBJETIVOS ESPECIFICOS:

⇒ Apresentar o conceito de obesidade infantil e suas características;
⇒ Destacar a importância da assistência de enfermagem no processo de obesidade infantil;
⇒ Verificar a relação entre a atuação do profissional de enfermagem na puericultura e a prevenção da obesidade infantil.

3. OS CONCEITOS DA OBESIDADE INFANTIL E SUAS CARACTERÍSTICAS

Obesidade é considerada uma doença crônica que tratam da questão caracterizada ao acumulo excessivo de gordura no organismo. O grau de excesso de gordura e uma distribuição e associação com consequências para a saúde, vária consideravelmente entre os indivíduos obesos. A organização mundial de saúde (OMS) destaca que o crescimento do número de obeso e um fenômeno global no Brasil, vários estudos tem reportado este crescente aumento na prevalência de sobrepeso e obesidade em crianças. É importante identificá-la, uma vez que os portadores dessa condição apresentam risco aumentando de morbidade e mortalidade. A obesidade e compreendida como prejudicial à saúde e na sua perspectiva física e psíquica. E uma doença complexa que possui causa multifatorial como nutricional, psicológico, fisiológico social, e medica associado à interação como uma possível predisposição. Entre os fatores ambientais podem se citar dietas hipercalóricas, nível de atividades físicas, o fumo e a ingestão de álcool, (MELLO, 2001).

O ganho de peso na criança e acompanhado por aumento de estrutura e aceleração da idade óssea (MELLO; LUFT; MEYER, 2004).

Soares (2003) afirma que há três períodos críticos na vida nos quais ocorre a hiperplasia das células adiposas, são eles o último trimestre de gravidez, o primeiro ano de vida e o surto na adolescência.

Durante a infância, o estado nutricional deve ser avaliado na relação entre o peso e a altura da criança, salientando-se que é possível interferir no crescimento, uma vez que esta depende, principalmente, de alimentação correta (DUARTE, 2001).

É através da altura que se encontra representado o estado nutricional; o peso pode oscilar em relação à altura dos indivíduos. De fato o peso dos brasileiros vem aumentando de forma demasiada nos últimos anos, em especial, as crianças que visivelmente também têm sido vítimas pela obesidade, caracterizando a obesidade infantil. A possibilidade destas se tornarem adultos obesos é enorme e por esse motivo esta temática tem sido alvo de inúmeras pesquisas no mundo todo, sendo considerada a doença nutricional que mais cresce no mundo e com maiores dificuldades de tratamento, (ALENCAR et al., 2009).

O excesso de peso corporal constitui um dos maiores problemas de saúde pública tanto nos países ricos quanto nos pobres. O excesso de gordura corporal constitui um fator de risco para diversas doenças e prejudica o desempenho físico. O exercício físico tem sido indicado como um mecanismo para a redução da gordura corporal e o controle de peso. De maneira geral considera-se como sendo valores de risco para a saúde, a quantidade de 25 e 32% de gordura corporal para homens e mulheres respectivamente. A prevenção da obesidade consiste em equilibrar a ingestão calórica dos indivíduos com o gasto energético. Quando um indivíduo é obeso precisa além de um programa de exercícios uma orientação dietética adequada. Dependendo das limitações e do nível de aptidão dos indivíduos, devem-se preferir exercícios de intensidade moderada para que o trabalho não seja muito prolongado. As recentes recomendações sugerem que o exercício aeróbio apresenta-se como a melhor escolha em programas de redução da gordura corporal e principalmente na manutenção do peso. Na atualidade a obesidade se coloca de maneira prioritária para intervenção em nível individual e na comunidade como um problema de nutrição em saúde pública (WHO, 2005).

3.1 Epidemiologia

Os fatores da causa da obesidade trazem um impacto regional de forma generalizada com fatores culturais econômicos e sociais, a ingestão de alimento de valor calórico a diminuição da atividade física a estrutura familiar e os fatores emocionais são cada vez mais permissivos e a expressão das tendências genética da obesidade (COUTINHO, 2003).

E importante enfatizar que uma das conseqüência mais evidenciadas da obesidade e a baixa autoestima. Segundo Halpern et al (2005), a autoestima do obeso e geralmente comprometido principalmente para a adolescente do sexo feminino, e começa na infância.

No entanto o aumento da obesidade em lactentes é resultado de um desmame precoce e incorreto e de erros alimentares no primeiro ano de vida presente na subpopulação urbanas as quais abandonam de forma precoce o aleitamento maternos, substituindo por alimentação com excesso de carboidratos em quantidades maiores do que as necessárias para seu desenvolvimento e crescimento. Assim provavelmente deve a técnica de desmame adequado e correta alimentação no primeiro ano de vida, as quais são incorporadas da melhor forma pela população com maior nível de obesidade (TADDEI, 2000).

3.2 Etiologia

O perfil da transição nutricional também tem passado por uma associação promovida em uma redução comitente com aumento do sobre peso. A tarefa não muito simples, pois já está estabelecido na literatura, que o aumento da massa corporal e também de excesso de adiposidades, onde ocorre a interação de vários fatores tais como ambiental e genético metabólico, que além de influência socioeconômico e culturais (MARTINEZ, 2000; RUSCH et al., 2003; BATH AND BAUR, 2005).

Está bem documentado que um estilo de vida sedentário exerce grande influência no desenvolvimento da obesidade tanto em adultos quanto em crianças, e que a inatividade física contínua é um fator de risco para a obesidade na vida adulta (Davison and. Cshemalz, 2006). Estas observações demonstram a necessidade de esclarecer e conscientizar principalmente os profissionais envolvidos com o ambiente escolar, e, sobretudo os pais, sobre os fatores de risco para a obesidade infantil. Destaca-se também a importância da implementação de políticas públicas através de ações educativas que possam envolver a adoção de hábitos alimentarem saudável associado à prática de exercícios físicos.

Para Ball et al. (2001), avaliar a relação entre atividade física e gordura corporal em crianças com idade entre 6 e 9 anos é fundamental, pois é nesta fase que se estabelecem padrões alimentares e de exercícios físicos principalmente no ambiente escolar. O tratamento da obesidade deve incluir alterações gerais na postura familiar e da criança, em relação a hábitos alimentares, tipo de vida, atividade física e correção alimentar. Isto deve levar em conta a potencialidade da criança, sua idade, à participação da família e de uma equipe multidisciplinar integrada, que modifique todo seu comportamento obeso. (ESCRIVÃO, et al., 2000).  

3.3 Diagnóstico

Neovius (2004) citado por Bueno (2006), refere que a criança que padece de obesidade tem uma forte probabilidade e tendência de vir a ser um adulto obeso. O diagnóstico precoce é de grande interesse para a saúde pública e tratamento efetivo, fundamentais para melhoria do prognóstico desta doença. Daniels (1999) citado por Bueno (2006), afirma que na infância é difícil avaliar a obesidade, devido à intensa modificação da estrutura corporal (massa óssea, massa magra, água e gordura) durante o crescimento. Sendo assim, não existe um sistema de classificação de obesidade infantil universalmente aceite, existindo sim vários métodos de diagnóstico (BUENO, 2006).

O diagnóstico de obesidade é clínico, baseado na história, no exame físico e em dados antropométricos. Os exames subsidiários podem ser utilizados para obtenção de dados mais precisos sobre a composição corporal, para investigação de possíveis causas secundárias e para diagnóstico das repercussões metabólicas mais comuns da obesidade, entre as quais estão: dislipidemia, alterações do metabolismo glicídico, hipertensão arterial, doença hepática gordurosa não alcoólica, síndrome da apnéia obstrutiva do sono e síndrome dos ovários policísticos. Outros métodos propedêuticos complementares – como medição das pregas cutânea se dá circunferência do braço, impedância bioelétrica e absortimetria por raios X com energia dual (DXA) – podem ser úteis para a determinação mais precisa da composição corporal, permitindo a identificação do percentual de gordura e de massa magra (MACCARTHY, 2006).

3.4 Prevenção

Prevenir a obesidade na infância é a maneira mais segura de controlar essa doença crônica grave, que pode se iniciar já na vida intrauterina. A importância de prevenir a obesidade na infância decorre de sua associação com doenças crônicas não transmissíveis no adulto, que podem se instalar desde a infância. A fase intrauterina é um período crítico para o desenvolvimento da obesidade, assim como o primeiro ano de vida e a adolescência. Daí a importância da participação ativa do pediatra nas diversas etapas que envolvem os diferentes contextos. O Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria produziu dois guias de conduta, de grande importância na prevenção de distúrbios nutricionais como a obesidade, visando à atualização dos profissionais de saúde no que se refere a hábitos alimentares e estilo de vida saudáveis. (DIETZ WH, EDITORS et al 2002).

Oliveira (2003), menciona que do ponto de vista emocional, a obesidade infantil acarreta dificuldade de interação social. As crianças tendem a descarregar e amenizar a raiva e a angústia de não serem aceitas nos seus grupos. Associando esses fatores e tendo uma baixa auto-estima, optam muitas vezes por trancar-se internamente frente à televisão, computador ou jogos de vídeo e não fazem exercício físico. Tais atitudes contribuem para a doença em questão e para o isolamento social. O mesmo autor acrescenta que a criança obesa acaba encontrando um refúgio e uma compensação nos alimentos ricos em gorduras, hidratados de carbono e guloseimas. A criança projeta nos alimentos a busca do prazer o que fortalece a sua auto-estima, dando-lhe segurança para interagir socialmente.

3.5 Tratamentos

Obesidade é uma doença crônica e como tal deve ser entendida, inclusive no que diz respeito a seu tratamento. No que tange à farmacoterapia, posicionamentos ideológicos e afastados dos conhecimentos advindos dos avanços científicos em nada contribuem para que se possa, de forma efetiva, auxiliar a criança obesa. É preciso urgente que essa questão seja conduzida de maneira pragmática e com embasamento técnico. A indicação mais óbvia para o uso de fármacos refere-se àqueles casos em que são detectadas situações de agravo à saúde que têm influência direta do ganho de peso e precisa ser tratado paralelamente ao processo de reeducação alimentar. Outra situação comum surge quando, em vez de medicar, é preciso suspender ou substituir medicações que levam ao ganho de peso como efeito colateral. Uma regra básica inicial é jamais iniciar um tratamento com medicamentos. Pelo menos durante seis meses, crianças e adolescentes, em sua maioria, devem ser tratados de forma conservadora (ESCRIVÃO MA, TADDEI 2007).

Deve-se, também, tomar cuidado com a falsa ideia de que um remédio é a solução salvadora que o pediatra deixará “guardada no bolso do colete”; essa ideia não corresponde à realidade e poderá fazer com que o paciente e a família, se perceberem que o médico tem essa atitude, pouco se esforcem para ajudar no tratamento, porque ficarão à espera da “cartada final e definitiva”. Assim, o uso de medicamentos é apenas um recurso a mais, que só faz sentido dentro de um conjunto de medidas e que precisa de uma indicação muito conscienciosa, na medida em que apresentará, quase sempre, efeitos colaterais e riscos potenciais à saúde. Abaixo algumas situações em que o uso de medicações pode estar indicado. O comer compulsivo pode ser entendido, de forma simplificada, como um distúrbio psicológico que leva a pessoa a comer “sem parar”, independentemente de ter fome. Nesse caso, a primeira pergunta que se impõe é: por que isso está ocorrendo? (SOARES, 2003).

Se houver uma explicação, o tratamento deve ser direcionado à sua solução. Nesse caso, muito antes de pensar em medicamentos, seria bem mais adequado obter com a criança ou adolescente a melhor forma de superar esse problema; conseguindo-se isso, naturalmente haverá melhora. Há situações, entretanto, em que não se consegue explicação razoável ou, por outro lado, os distúrbios psicológicos são tão graves que demandarão anos de terapia e não se poderá deixar o paciente engordando sem parar! Nessas circunstâncias, é possível que se torne necessário o uso de medicamentos para controlar o sintoma. Algumas experiências bem-sucedidas nesse sentido têm sido relatadas na literatura científica, referindo-se ao uso de antidepressivos (p. ex. fluoxetina e sertralina) e de alguns anticonvulsivantes (topiramato) (WHO CHILD GROWTH STANDARDS et al, 2007).

O tratamento da obesidade na infância deve ser construído pelos profissionais e pelas famílias, levando-se em consideração que pais, mães, filhos e filhas precisam ser acolhidos e compreendidos em suas histórias, em seus sofrimentos, conflitos, valores, crenças e saberes. Constitui-se em uma estratégia facilitadora da relação entre o profissional e a família do paciente, na tentativa de que a intervenção não se torne uma ameaça à identidade do grupo familiar. Pelo contrário, que possibilite o envolvimento e a participação das famílias no processo de mudanças. O trabalho não se reduz a cuidar da mudança de hábitos alimentares, já que incluia vida das pessoas, seus vínculos afetivos familiares e sociais. Representa um processo dinâmico e reconstrutivo de um novo estilo de vida na família. (FLORIANI V, KENNEDY 2007)

3.6 Orientações práticas para o tratamento a criança obesa

Vários fatores influenciam o crescimento e a saúde da criança, entre esses, a alimentação se destaca como um dos mais importantes para garantir o adequado crescimento e prevenir carências nutricionais (DEVINCENZI et al., 2004).

O acesso a uma alimentação saudável nesse período é, portanto, essencial, pois em virtude do crescimento e desenvolvimento dos ossos, dentes, músculos e sangue, as crianças precisam de alimentos mais nutritivos, em proporção ao seu peso, do que os adultos estabeleça e organize os horários das refeições e dos lanches. Recomendam-se cinco ou seis refeições diárias com um intervalo de três horas entre elas. Lembre-se que restringir o número de refeições provoca uma ingestão exagerada de alimentos depois de longos períodos de jejum. Deve-se ainda incentivar o hábito de fazer o desjejum, (LUCAS, 2002, In: MAHAN; ESCOTT-STUMP, 2002).

Grande parte dos indivíduos obesos come rápido demais e mastiga insuficientemente os alimentos, o que pode interferir no mecanismo da saciedade e fazer com que a pessoa acabe comendo além de suas necessidades. É fundamental que os pais deem o exemplo, modifiquem o hábito de eles mesmos comerem depressa e realizem ao menos uma refeição principal junto com seus filhos.

O estabelecimento do hábito alimentar também está relacionado à maneira como as compras de alimentos são realizadas pela família, uma vez que a criança dificilmente aprenderá a gostar de frutas e verduras se em sua casa a oferta desses alimentos for escassa, mais ainda, se for farta em alimentos industrializados. Dessa forma, é importante ressaltar que a formação de hábitos alimentares saudáveis na criança começa pela conscientização e envolvimento das famílias, sendo importante limitar o consumo de alimentos industrializados de baixo valor nutritivo e/ou ricos em gorduras, açúcar e sódio, como refrigerantes, doces e salgadinhos Incentivem as refeições a serem feitas em local tranquilo, sem a interferência de televisão, videogame ou computador. (GAGLIONE, 2003, In: LOPES; BRASIL, 2003).

Nas refeições ofereça um copo de suco, no máximo. O controle da ingestão de sucos e refrigerantes deve ser gradual. É comum a criança utilizar os líquidos para deglutir rapidamente os alimentos, mastigando-os dessa forma muito pouco. As bebidas gasosas carbonatadas ou fosfatadas, além de interferirem no metabolismo ósseo e no esmalte dos dentes, causam distensão gástrica, aumentando a capacidade de ingestão de alimentos.

Sanduíches são permitidos, desde que preparados com alimentos com baixo Teor de gordura e sódio Muitos acreditam que o pão seja o maior vilão, mas nem sempre é assim. E uma boa saída para preparar sanduíches saudáveis é lançar mão de recheios menos gordurosos, como ricota, embutidos de aves, vegetais folhosos, tomate e queijo cottage.

Segundo (Kiss et al. 2001) a prevenção deve começar bem cedo, de preferência na fase intrauterina. A estratégia deve ser elaborada juntamente com a equipe multidisciplinar (médico, nutricionista e educador físico), para que durante a gravidez a mulher realize atividade física moderada e execute a alimentação adequada tanto para o desenvolvimento do bebê, para o seu bem-estar. Depois do nascimento a amamentação deve ser fortemente recomendada, pelo menos até o sexto mês de vida. Os pais devem ser encorajados a ter uma alimentação saudável (o que inclui baixo nível de gordura saturada), com horários e lugares certos para se alimentarem. Atividades físicas, que não incluam só exercícios, mas também manter hábito de vida não sedentário, o que implica em não passar grande parte do dia na frente da televisão ou no computador.

Segundo Yanovski (2002) citado por Mello (2004), a prevenção primordial visa prevenir que a criança torne-se de risco para excesso de peso; a prevenção primária objetiva evitar que as crianças - de risco - adquiram excesso de peso; e a prevenção secundária visa impedir a gravidade crescente da obesidade e reduzir a comorbilidade entre crianças com excesso de peso e obesidade. Dentro deste cenário, as prioridades básicas de ação podem ser identificadas, priorizadas e vinculadas às estratégias de intervenção potencialmente satisfatórias.

3.7 Ações de Enfermagem

O profissional de Enfermagem deve acompanhar o crescimento e o desenvolvimento, desde o nascimento até a fase adulta, avaliando o peso e altura, perímetro abdominal, capacidade física e alimentação da criança, relacionando a probabilidade desta adquirir a doença (FERNANDES, 2007).

O enfermeiro deve alertar os pais para a importância da alimentação da criança, salientando que até aos seis meses de vida, é recomendável o aleitamento materno exclusivo, em que a mãe deve estabelecer horários não muito rígidos das mamadas, para que a criança obedeça a um ritmo. Após essa idade, deve-se iniciar com um só tipo de alimento e substituí-lo por outros com novas cores e texturas para que a criança conheça novos sabores e desde cedo tenha bons hábitos alimentares. Na primeira infância, deve-se recomendar aos pais que forneçam às crianças refeições e lanches saudáveis, balanceados, com nutrientes adequados, idéia corroborada por RINALDI, (2008).

O enfermeiro deve comunicar aos pais que a alimentação de uma criança deve ser associada a diálogo, devendo ficar bem claras as vantagens de uma boa alimentação. Não devem discutir ou criticar a criança à mesa, para que ela não desconte as suas frustrações no prato de comida. O alimento não deve ser uma recompensa ou troca de atitude. Os pais não devem usar “chantagens” ou castigos, para que a criança se alimente. É importante não ceder ao primeiro “não gosto” de uma criança, deve dizer-se pelo menos para experimentar. Devem ser sensatos e pacientes e dar o exemplo, para que a criança produza um comportamento alimentar saudável. Enfatizar sempre o positivo, elogiando e relembrando o que ela pode comer.

De acordo com Mahan e Stump (2005), citados por Fernandes (2007), torna-se de extrema importância ensinar os pais a observar o comportamento do filho em relação à alimentação; ensinar a criança a mastigar devagar, em lugar tranquilo, sem televisão; não exigir que a criança “raspe o prato”, deixando-a ter o seu próprio limite e esquecerem a filosofia de que “criança gordinha é uma criança saudável”. Alertar ainda doces e os ricos em gordura, mais uma vez cabe ao enfermeiro esta função de alertar os pais.

O enfermeiro tem igualmente um papel importante na orientação nas escolas. Local onde pode ser realizada educação nutricional, essencial à melhoria nos hábitos alimentares, refletindo-se na saúde e na qualidade de vida. Pode ser feita através de palestras e jogos educativos sobre uma 14 alimentação benéfica, fazendo exposições e menus sobre alimentos saudáveis, tendo em foco encorajar a mãe, ou responsável a adotar práticas que possam promover a saúde da criança; salientar ainda importância da atividade física, como práticas desportivas, brincadeiras e caminhadas. Com isso, as crianças tendem a ocuparem-se com hábitos mais saudáveis, deixando a vida sedentária e a vontade de estar sempre a comer. Incentivar a prática de exercício físico torna-se um aliado importante.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

E dever do profissional enfermeiro independente do seu campo de atuação estar orientando sobre a nutrição das crianças para se obter êxito frente à obesidade infantil. Deve conscientizar primeiramente aos pais sobre a importância da prevenção da obesidade, através das realizações de palestras, folhetos educativos e visitas domiciliares, proceder com informações das possíveis patologias causadas pela obesidade, formular junto com os pais e a criança um cronograma de horários para as refeições as quais devem ser organizadas em duas refeições maiores que é almoço e o jantar, o desjejum e duas a três refeições intermediárias. O local deve ser preparado e adequado servido à mesa, com cardápio adaptado a realidade da família, incentivar exercícios físicos, brincadeiras ao ar livre, jogos esportivos e outros, mostrando a família que para uma alimentação saudável não necessita de ser de alto custo, que devem oferecer uma alimentação saudável, em quantidade e qualidade (esta deve ser completa, variada e equilibrada), respeitando horários; fornecer às crianças refeições e lanches saudáveis, balanceados, com nutrientes adequados e considerar como alimentos a evitar os (FERNANDES; VARGAS, 2007).

4. A IMPORTÂNCIA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NOS PROCESSOS DA OBESIDADE INFANTIL

A obesidade infantil vem apresentando elevado crescimento nas últimas décadas, e por isso já se transformou em um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil, dessa forma, aumento da incidência de doenças não transmissíveis decorrentes da obesidade, tais como: hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemias, dentre outras, podendo haver também consequências psicossociais para a criança obesa, devido à discriminação por parte de outras crianças, causando isolamento social, diminuição da auto-estima, depressão e distorção da imagem corporal, contribuindo para que a criança se torne ainda mais sedentária e obesa (CHAVES, 2008).

O papel do enfermeiro na prevenção da obesidade infantil demonstra várias formas de prevenção iniciando com as mães desde o pré-natal orientando sobre a importância do aleitamento materno para prevenção na fase adulta, os profissionais da saúde devem identificar os riscos aos quais a população estão exposta com abordagem no atendimento à saúde proporciona parceria em desenvolvimentos de ação e contribuir para o conhecimento a saúde. Desde o nascimento da criança até a fase adulta deve-se ter acompanhamento por profissional de enfermagem, no sentido de analisar o seu desenvolvimento, com avaliações periódicas de peso e altura, na perspectiva de averiguar e prevenir sobre patologias que são oriundas de associações promovidas pela alimentação inadequada. Desta forma, tomar conhecimento acerca de nutrição infantil está relativamente associado ao campo de atuação deste profissional (FERNANDES; VARGAS, 2007).

É importante a participação dos pais, educadores e profissionais da área da saúde na formação de bons hábitos alimentares e na construção de uma atitude consciente da criança em relação a uma alimentação saudável. Neste cenário, é necessário destacar o papel do Enfermeiro, que exerce em sua profissão a função educativa peculiar, sendo apto para trabalhar com atividades que estimulam a alimentação saudável na infância. Para um bom desenvolvimento e crescimento cheio de normalidade entre as crianças, se faz necessário à adoção de alimentação nutricional mente adequada. No entanto, nota-se que há um declínio quanto ao consumo de alimentos básicos e tradicionais na mesa dos brasileiros, que é formada pelo popularmente conhecido feijão com arroz. Conseguintemente registrou-se um aumento elevado de produtos de origem industrial, voltado para a classe que detém um grande quantitativo de açúcar, gorduras saturadas e trans., presentes nos biscoitos e refrigerantes e lamentavelmente baixíssimo consumo de frutas e hortaliças, LEVY-COSTA ET al., 2005).

Ainda segundo os autores acima, a conscientização da família, em sua essência, se torna o primeiro educador em alimentação para as crianças e o fator que provoca atenção no meio familiar é a quantidade de alimentos e não sua composição. Quando os pais demonstram hábitos alimentares saudáveis influenciam a conduta alimentar de seus filhos de forma positiva e duradoura. Compete ao Enfermeiro envolver a comunidade na participação de ações visando à melhoria da qualidade de vida, realizando ações de prevenção de doenças e promoção da saúde, através de orientações sobre uma alimentação saudável, prevenindo ganho de peso e proporcionando consulta de Enfermagem, monitorizarão dos dados antropométricos e solicitação de exames complementares para avaliar os casos de riscos e, quando necessário encaminhar para um profissional especializado.

Brasil ministério da Saúde ressalta que as crianças recebem interferências do meio em que vive, a cultura dos hábitos alimentares são elementos impactantes na culpabilização da obesidade. Indivíduos que habitam em lares que não há a cultura da prática de atividades físicas e a supervalorização da alimentação como promoção de atos sociais tendem a adquirir sobrepeso. Nestes ambientes cabe a orientação do profissional de enfermagem, com vistas a adequar mudanças em relação a esses hábitos, estando atento ao padrão socioeconômico familiar, para nortear suas orientações (BRASIL, 2006).

Cabe ao profissional de enfermagem, dentro do âmbito de sua atuação, destacar como de fundamental importância o estabelecimento de propostas no sentido de sempre orientar acerca dos riscos que a doença promove. O acompanhamento do desenvolvimento da criança é fator preponderante para o êxito nos resultados, impedindo assim que o mesmo adquira a doença (FERNANDES; VARGAS, 2007).

Gama et al. 2007, ressalta, ainda que a atenção de enfermagem na prevenção da obesidade infantil é de fundamental importância. O crescente índice de crianças obesas está diretamente associado a mudanças no modo de viver e principalmente atribuído ao sedentarismo, consumo de gorduras e açúcares. Baseando-se nessa afirmativa o enfermeiro deverá desenvolver ações voltadas à educação nutricional e consequentemente a prevenção, podendo minimizar o crescimento demasiado da população obesa no país, sendo primordial que se tome como ponto de partida o acompanhamento alimentar rigoroso na infância, desde o nascimento.

Ao profissional de saúde são atribuídas significativas tarefas no tocante à prevenção da obesidade infantil, visto que sua função principal é a de cuidar. Desde o nascimento da criança até a fase adulta deve-se ter acompanhamento por profissional de enfermagem, no sentido de analisar o seu desenvolvimento, com avaliações periódicas de peso e altura, na perspectiva de averiguar e prevenir sobre patologias que são oriundas de associações promovidas pela alimentação inadequada. Desta forma, tomar conhecimento acerca de nutrição infantil está relativamente associado ao campo de atuação deste profissional (FERNANDES; VARGAS, 2007).

Cabem ao enfermeiro e demais profissionais de saúde, conscientizar a família quanto à adoção de práticas alimentares saudáveis, favorecendo a adequação de a cultura alimentar das crianças que habitam no mesmo espaço, pois, é notório que as crianças passam a gostar dos alimentos que são ofertados. Assim sendo, deve-se ofertar tipos de alimentos que oportunizam em preferências alimentares saudáveis, e que se tornarão permanentes até sua vida adulta, com o intuito de favorecer a criação de ciclos que perpetue por gerações. (MONTEIRO; VICTORA; BARROS, 2004).

De acordo com Santos (2003), a participação ativa dos pais no processo de acompanhamento da criança obesa é de fundamental importância na busca por uma vida saudável, pois se os filhos são incentivados pelos pais haverá assim maior vontade para alcançar o objetivo dentro do programa de prevenção ou tratamento da obesidade. Diante do exposto pelas enfermeiras nota-se que os pais possuem pouca preocupação em relação ao excesso de tecido adiposo, portanto, não procuram ajuda para estabelecer atividades necessárias para o controle de peso e prevenção da obesidade.

Diante disso, Bizzo e Leder (2005), afirmam que para deter o conceito de educação alimentar adequada é necessário ter conhecimento, a princípio, do ponto de vista das crianças acerca de alimentação saudável, para que a partir desses conceitos fazer adoção de estratégias visando conhecer os problemas e as crenças que conduzem a tais hábitos. É importante observar que somente a proibição de certos hábitos alimentares não surtirá o efeito desejável, é preciso conduzir a criança ao entendimento sobre o estado de saúde que ele está condicionado, sendo que a informação de forma adequada, levando-se em conta a faixa etária do indivíduo representa um dos principais pontos para que o mesmo tome posse do auto cuidado com a saúde.

A aquisição da saúde, assim como sua manutenção são fatores que estão diretamente relacionados ao processo de educação, sendo que o conhecimento possibilita o indivíduo a adequar seu estilo de vida dentro de parâmetros saudáveis, fugindo assim de atos vulneráveis e prejudiciais à saúde. O fato da obtenção do conhecimento promove mudanças significativas de forma a conduzir o indivíduo a aceitar a natureza de ser o principal responsável pelo seu estado de saúde (ARAÚJO et al.; 2006).

Esta doença metabólica deve ser evitada com a educação em saúde, por intermédio do enfermeiro que ao realizar o cuidado educativo junto às mães que aleitam, promovem mudanças comportamentais na família, com novos hábitos alimentares, e cria o propósito de excluir a vulnerabilidade da obesidade infantil, extensivo aos demais membros da casa, pois novos hábitos nutricionais são implantados. Portanto o enfermeiro é o profissional que possui possibilidades em praticar a educação em saúde alimentar, com o propósito de educar a puérpera no sentido de absorver costumes alimentares saudáveis na fase de amamentação (ARAUJO; BESERRA; CHAVES, 2006).

5. ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DA OBESIDADE INFANTIL

Na puericultura, a atenção acontece como parte do programa integral a saúde da criança, para essa faixa etária de (0 a 5 anos), o ingresso no sistema acontece no máximo a partir de 6 meses, seja nas campanhas de vacinas, consultas clinicas ou atividades em espaços sociais. Destacam-se as atividades de educação em saúde de alto risco ou com necessidades de procedimentos como ortopedia funcional e ortodontia preventiva. Observa se que a obesidade e uma doença de difícil tratamento e controle com altos percentuais de insucesso e onde costuma ser negligenciado não só por parte da família, mas também dos profissionais que esperam por uma resolução espontânea, sendo assim criança obesa tem grande probabilidade de permanecer com obesidade na vida adulta, (BRASIL 2007). De acordo com Smeltzer e Bare (2005), o enfermeiro deve proceder com a triagem de saúde, pois tem sido um aspecto importante no cuidado da saúde na infância, para que seja detectado precocemente qualquer problema, o qual se deve promover as práticas de saúde positiva em idade precoce como, estimular os hábitos de vida saudável com o encorajamento de desenvolver atitudes de uma saúde positiva.

5.1 Assistências de enfermagem

A função do enfermeiro na prevenção e tratamento de enfermagem e de extrema importância, visto que durante a consulta de puericultura deverá ser constituída de diagnostico, critério de evolução do paciente em relação ao ganho de peso.

O enfermeiro através de falas educativas poderá ajudar na educação dos aspectos nutricionais das crianças obesas e dos familiares. Para ajudar e garantir o sucesso da prevenção e tratamento, o enfermeiro ao planejar um programa de redução de peso, deverá levar em consideração os fatores contribuintes para a obesidade do paciente a serem identificados (Cardiol, 2005). A consulta de enfermagem à criança tem como objetivo prestar assistência sistematizada de enfermagem, de forma global e individualizada, identificando problemas de saúde-doença, executando e avaliando cuidados que contribuam para a promoção, proteção, recuperação e reabilitação de sua saúde (RIBEIRO, 2009).

Brasil (2006), orienta que os enfermeiros devem desenvolver ações que consistam em cuidados preventivos seguidos de atividades múltiplas como de medidas antropométricas de peso e estatura, solicitação de exames complementares, busca de apoio especializado no controle da obesidade. Dentre as falas das pesquisadas sobre as ações realizadas na prevenção da obesidade merecem destaque:

Orientações às mães durante a puericultura e a consulta de enfermagem, percepção das crianças com risco de se tornarem obesas e realizar as devidas intervenções.

Pesagem e acompanhamento do peso, acompanhamento dos níveis de colesterol, orientações em geral quanto à importância de bons hábitos alimentares e prática de qualquer exercício físico.

Orientamos a família, avaliamos cada criança individualmente, expomos todos os riscos decorrentes da obesidade aos pais, encaminhamos ao nutricionista (BRASIL, 2006).

5.2 Consulta de Puericultura

Através das consultas de puericultura, o enfermeiro deverá realizar orientações as mães a fim de prevenir a obesidade infantil. A consulta devera constitui-se de: falas educativas, explicando o que é a obesidade, mostrar quais são as complicações da doença se não prevenida, aumentando assim a consciência da mãe, sobre como o peso do corpo da criança é afetado pelo equilíbrio entre a ingesta de alimento e a atividade física. Desta forma, o profissional enfermeiro necessita desenvolver habilidades técnicas, sensibilidade, reflexão crítica, criatividade, visão interdisciplinar, cooperativada, transformando a sua prática para uma assistência igualitária a todas as crianças (Accioly; saunders; Lacerda, 2004). Auxilio a mãe no desenvolvimento de um programa de perda de peso seguro e realista e considerando os seguintes fatores quantidades de perda de peso desejada duração de o programa custo salientar a importância nutricional compatibilidade com estilo de vida (ARTMED; 2005).

Os enfermeiros visam à integralidade do ser humano baseando-se em intervenções que busquem melhoria da qualidade de vida dos que são por eles assistidos e constroem uma prática que relaciona questões sociais, psicológicas, genéticas, que estejam envolvidas com a obesidade, abrangendo tanto os indivíduos quanto sua coletividade. Neste processo, mantidas as especificidades de cada profissional que compõe a equipe de saúde, cabe desenvolver a sensibilidade em cada um quanto à complexidade de intervir nessa questão de saúde (FERNANDES; VARGAS, 2007).

5.3 Educação e Prevenção da Obesidade Infantil

Entende-se por educação em saúde: um processo de capacitação das pessoas proporcionado por uma abordagem sócio educativo que assegure conhecimento, habilidades e formação da consciência crítica para tomar uma decisão pessoal com responsabilidade social, incluindo políticas públicas e reorganização de serviços (BARROSO, VIEIRA, VARELA, 2003, P. 18).

De acordo com Nettina (2003) a American Nurses Association incluiu em seus padrões de cuidado a aplicação da educação em saúde, e neles a enfermagem tem um papel significativo na aplicabilidade desses cuidados. Ações voltadas à promoção da adaptação aos efeitos residuais da doença, a manutenção e a promoção da saúde são os pilares centrais que o enfermeiro deve se sustentar.

Sabe-se que informações atualizadas no campo da saúde são um direito do público, desta forma a educação em saúde representa um dos conhecimentos que o profissional de enfermagem deve dominar para com isso ofertar melhor qualidade de vida ao povo. Há de convir de que um público bem informado, que faça questionamentos significativos a respeito de saúde e dos serviços de cuidados de saúde, também contribui significativamente para a promoção da educação em saúde (SMELTZER; BARE, 2005).

Nota-se que nos últimos anos, no Brasil, a mídia tem investido na difusão da adoção de novas práticas alimentares e com isto é notada uma mobilização no sentido de adequar os hábitos alimentares. No entanto, cuidados devem ser observados quando for transmitir orientações acerca de alimentação saudável em especial quando referenciar-se a crianças, não devendo restringir-se exclusivamente a dietas nutricionais, mas preparar os pais para obterem os conhecimentos sobre práticas saudáveis, e a importância de refeições em família para ampliação dos vínculos familiares, e a construção de uma sabedoria alimentar (GIUGLIANO; CARNEIRO, 2004).

Atento a essa dinâmica, o profissional de enfermagem na função de educador desempenha funções não somente na promoção da educação específica à criança e a família, ele deve focar a assistência em âmbito mais expressivo, ou seja, focar os olhares nas necessidades educacionais das comunidades. O auto cuidado da população advém de comportamentos adquiridos na aprendizagem, desta forma vê-se a importância da atuação do enfermeiro em atribuir atenção maior nos aspectos da educação como forma de prevenção (SMELTZER; BARE, 2005).

Dessa forma ao enfermeiro cabe desenvolver atividades no sentido de promover a educação em saúde, visto que no âmbito do processo de ensino-aprendizagem objetiva-se a absorção de novos valores tanto nos aspectos que se referem às práticas de boa saúde, como aos socioeconômicos, culturais e religiosos, com reflexos diretos em melhoria da qualidade de vida (BRASIL, 2006).

No contexto da educação em saúde percebe-se que o enfermeiro é o elo central, assumindo o perfil de educador capaz de desenvolver atividades voltadas à orientação em saúde e a consequentes prevenção de doenças. É de fundamental importância que o enfermeiro desenvolva a atuação de educador, socialize seu conhecimento nas diversas áreas de prevenção, oferte melhor qualidade de vida à população. Desta forma, as despesas direcionadas a procedimentos médicos certamente diminuirão, assim como a alta complexidade dos males, já que os mesmos foram interceptados precocemente, favorecendo o êxito no tratamento do paciente (Carvalho et al.; 2004).O mesmo autor conceitua  a orientação para uma alimentação saudável é uma das ações de enfermagem mais utilizadas para a prevenção da obesidade infantil, pois é durante esta orientação que o profissional passa informações necessárias para que o bebê cresça de forma saudável. Durante a consulta, o enfermeiro investiga a alimentação que está sendo ofertada e a partir daí faz suas orientações, pois se a criança está tendo uma alimentação correta, o enfermeiro orienta a continuar, mostrando-lhe os benefícios que está proporcionando para seu filho e a importância de manter esta alimentação para que a criança siga crescendo de forma saudável.

5.4 Estimular o aleitamento materno

O aleitamento materno é um assunto que deve ser sempre orientado pelos enfermeiros, pois ele influencia diretamente na obesidade infantil. O leite materno possui todas as substâncias necessárias para o bebê até o sexto mês de vida, a partir daí a mãe é orientada a adicionar alimentos na dieta do filho. Porém, muitas das mães, muito antes do sexto mês, já oferecem outros alimentos para o bebê, o que pode fazer com que este se torne um bebê obeso, pois muitas vezes alteram a dieta da criança por conta própria, sem orientação de um profissional.> (BRASIL, 2007).

É sabido que o aleitamento materno é de grande importância no crescimento e desenvolvimento das crianças, mas ainda falta sensibilizar as mães, família e a sociedade.

O aleitamento materno tem fator de proteção para a obesidade nas crianças que são amamentadas até os seis meses de idade. Na consulta de puericultura a enfermeira que atua na estratégia de saúde da família pode contribuir na redução da obesidade infantil, promovendo educação em saúde durante o processo de gestação, ou intervir com ações dinâmicas e criativas, incentivando as gestantes a terem a oportunidade de trocas de experiências com outras mães, além de envolver toda família para, no momento que a mulher for amamentar seu filho, não desistir na primeira dificuldade.> (BRASIL, 2007).

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A obesidade infantil é um sério problema de Saúde Pública, que acomete crianças de todos os níveis sociais, fazendo com que haja uma crescente preocupação dos estudiosos da saúde pública com o tema. A realização deste estudo possibilitou verificar a assistência desenvolvida a criança obesa. Através destes estudos, evidenciou-se que a forma demonstrar conhecimento sobre as várias questões implicadas na obesidade infantil, apontando como principais dificuldades para a execução das assistências é predominante resistência dos hábitos de vida não saudáveis que influenciam os progenitores e consequentemente seus filhos, uma vez que estes se espelham nos familiares, perpetuando assim estilos de vida semelhante sãos pais.

O apoio profissional enfermeiro é um dos pontos mais facilitadores na prestação da assistência percebem- se que reconhecendo papel fundamental da equipe profissional na abordagem à criança obesa. Auxiliar fornece orientações preventivas para enfrentamento e controle da situação vivida, bem como apoiar emocionalmente crianças e os seus responsáveis, buscando ações que envolvam toda a sociedade e órgãos competentes são tarefas da equipe profissional no sentido de intervir para a complexidade desta tão grave situação. Em vista dos resultados encontrados, pode-se dizer que o enfermeiro tem papel fundamental na assistência à criança obesa, pois os integrantes da equipe contribuem para a melhoria na qualidade de vida da mesma.

Notou-se que o profissional de enfermagem é uma pessoa dotada de possibilidades no sentido de evitar que essa problemática prevaleça na fase adulta. Para isso, deve-se atuar com atividades preventivas conjuntamente com a família, no propósito de implementar parcerias com os membros da mesma, voltadas à aquisição de saudáveis hábitos alimentares. Desta forma deve ser estabelecida a cultura do enfermeiro em realizar visitas periódicas nos lares, no intuito de oferecer suporte técnico quanto às maneiras saudáveis de alimentação, com o objetivo de evitar que as crianças adquiram sobrepeso. Não deveriam esperar que esta o procurasse na unidade básica de saúde, mas sim realizar estratégias de abordagens e ações preventivas

7. REFERÊNCIAS

ARAÚJO, S. N.M. Obesidade infantil: conhecimento e praticas de enfermagem da atenção Básica. Revista enfermagem em foco. 2012. Disponível em:>http://revista.portalcofem.gov.br/in> Acesso em 16de abril2013.

BALL E.J.; O'CONNOR J.; ABBOTT R.; STEINBECK K.S.; DAVIES P.S.W.; WISHART C.; GASKIN K.J.; BAUR L.A. Total energy expenditure, body fatness, and physical activity in children 6-9 y. American Journal Clinical Nutrition 2001, 74, p.524-8.

BATH J.A.; BAUR L.A. Management and prevention of obesity and its complications in children and adolescents. MJA 2005; 182 (3), p. 130-35.

Brasil, Ministério da Saúde. Caderno de atenção básica-obesidade n°12- 2006.

7.1 BRASIL. Ministério da Saúde. Secretarias de políticas de saúde.

Bernardi F, CICHERELO C,VITOLO RM. Comportamento de restrição alimentar e obesidade. RV nutr. 2005; 18(1): 83- 93.

CARPENITTO LJ. Planos de cuidado de enfermagem e documentação diagnóstica de enfermagem e problemas colaborativos. 2º Ed são Paulo: Artmed; 2005.

CHAVES, M. das G. A. M.; MARQUES, M. H.; DALPRA, J. O; RODRIGUES, P. A.; CARVALHO, M. F. de; CARVALHO, R. F. de. Estudo da relação entre a alimentação escolar e a obesidade. HU Revista, Juiz de Fora, v. 34, n. 3, p. 191-197, jul./set. 2008.

COUTINHO V. 1 Convenção Latino-americana para consenso em obesidade. Outubro, 1998. Rio de Janeiro, Brazil. 116p

DAVISON K.K.; SCHMALZ D.L. Youth at risk of physical inactivity may benefit more from activity-related support than youth not at risk. International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity 2006, v3 (5), p.1-27.

DEVINCENZI, M. U. et al. Nutrição e Alimentação nos Dois Primeiros Anos de Vida. Compacta Nutrição. Vol. V - nº 1 - xxxxx/2004.

Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Alimentação e Nutrição, Brasília: Ministério da Saúde, 2003.

FERNANDES, R. A., VARGAS, S. A. (2007). O cuidado de enfermagem na obesidade infantil. Revista Meio Ambiente Saúde, 2, 273.281.

FISBERG, M. (1995). Obesidade na Infância e Adolescência. São Paulo: Fundação BYK Foye. H. R. & Sulkes. S. B. (1994). Pediatria do desenvolvimento e comportamento. In: Beheman, R. E.; Kliegman, R. M. Nelson Princípios de Pediatria (pp. 1-12). 2ª ed. Rio de Janeiro: Ganaba

JÚNIOR, Ismael Forte Freitas. Sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes brasileiros. Salusvita, Bauru, vol. 26, n. 2, p. 229-256, 2007.

Kiess, W. et al. (2001). Clinical aspects of obesity in childhood and adolescence. The Internacional Association for the Study of Obesity, 2, 29-36.

LEÃO, L. S. C. et al. Prevalência de Obesidade em escolares de Salvador, BA. Arquivo Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, V.47, n.2, p.151-157, abril, 2003.

LUIZ, A. M. A. G. et al. Depressão, ansiedade, competência social e problemas comportamentais em crianças obesas. Estud. psicol., Natal, v.10, n.3, p.371-375, 2005.

LUO Z.C.; KALBERG J. Critical growth phases for adult shortness. American Journal of Epidemiology 2000, v152 (2), p. 125-31.

LUCAS, B. Nutrição na Infância. In: MAHAN, L. K; ESCOTT-STUMP, S. Krause:

Alimentos, Nutrição & Dietoterapia. 10ª ed. São Paulo: Roca, 2002. Capítulo 10. 229-246.

MACCARTHY, 2006 JR, Calis KA, Uwaifo GI, et al. Three-month tolerability of orlistat in adolescents with obesity-related comorbid conditions. Obes Res 2002; 10: 642-50

MARTINEZ J.A. Obesity in young Europeans: genetic and environmental influences. Eur. J Clín. Nutr. 2000; v. 54 (suppl): 56S-60S.

MELLO, E. D., LUFT, V. C., & MEYER, F. (2004). Obesidade infantil: como podemos ser eficazes? Jornal de Pediatria, 80, 173-182.

Ministério da Saúde. Guia alimentar para crianças menores de 2 anos/ Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção à Saúde. Organização Pan- Americana da Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2005.

NUNES, M. A. Transtornos alimentares e obesidade. In: SICHIERI, R.; SOUZA, de R. A. G. Epidemiologia da obesidade. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 251-264.

O MUNDO DA SAÚDE, SÃO PAULO, v. 33, n. 3, p.294-302. 2009. CIAMPO, L. A. et al. Aleitamento materno e tabus alimentares. Rev. Paul. Pediatr. v. 26, n. 4. p. 345-349. 2008. CHAVES, T. A obesidade infantil preocupa o ministério da saúde Disponível em: <http://professorthyagochaves.blogspot.com.br/2012/03/obesidade-infantil-preocupa-o.html>. Acesso em: 20 de abr. de 2012.

http://www.oms.com.br

OLIVEIRA, A. M. A., CERQUEIRA, E. M. M., SOUZA, J. S., OLIVEIRA, A. C. (2003) Sobrepeso e Obesidade Infantil: Influência de Factores Biológicos e Ambientais em Feira de Santana, BA. Arq Bras Endocrinol Metab, 47, 144-150.

Organização Mundial da Saúde. Site; 2006. [citado em: 2006 {Jun 30}. Disponível em >SOARES, Gabriela da Costa et al. Os fatores que influenciam na obesidade infantil: uma revisão da literatura. Teresina, PI, 2012. Disponível em: ><http://189.75.118.67/CBCENF/sistemainscricoes/arquivosTrabalhos/I40163.E10.T7059.D6AP.pdf>. Acesso em 14 nov. 2012.

RAMOS, A. M. P. P. e BARROS FILHO, A. A.” Prevalência da obesidade em adolescentes de Bragança paulista em sua relação com a obesidade dos pais”. Arquivos brasileiros endocrinológico metabólico, v.6, p.663-667,2003.

Ribeiro CA, Ohara CVS, Saparolli ECL. Consulta de enfermagem em puericultura. In: Fujimori E, Ohara CVS. Enfermagem e a saúde da criança na atenção básica. Barueri: Manole; 2009. P. 223-47.

RINALDI, A. E. M., PEREIRA, A. F., MACEDO, C. S., MOTA, J. F., BURINI, R. C. (2008). Contribuições das práticas alimentares e inactividade física para o excesso de peso infantil. Rev Paul Pediatr, 26, 271-277.

SOARES, Ludmila Dalben; PETROSKI, Edio Luiz. Prevalência, Fatores etiológicos e tratamento da obesidade infantil. Revista Brasileira de Cine antropometria & Desempenho Humano, v.5, n.1, p.63-74, 2003.

SOUZA AS, KLING MRS, NAVARRO F. A importância da orientação e reeducação nutricional no tratamento da obesidade. Rev. Brás Obesidade, Nutrição e Emagrecimento. 2007; 1(5): 50-8.

SMELTZER, Suzanne C., BARE, Brenda G. Tratado de enfermagem médico cirúrgica. V. 1, 10 ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2005.

TADDEI, JA AC – Epidemiologia da obesidade na infância. In: FISBERG, M – Obesidade na Infância e Adolescência São Paulo. Fundo Editorial BYK. 1995

WHO Child Growth Standards: Methods and development: Head circumference-for-age, arm circumference-for-age, triceps skinfold-for-age and subscapular skinfold-for-age. Geneva: World Health Organization, 2007.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. OBESETY - PREVENTING AND MANAGING THE GLOBAL EPIDEMIC. Report of a WHO consolation on obesity. Geneva: World Health Organization, 1998.

World Health Organization. WHO Obesity - Preventing and managing theglobal epidemic. Report of WHO Consultation on Obesity. Geneva. 1997; 7-16. Ra Koogan S.A, RJ.

Por Edilson da Silva Santos,

Elisiane Facco dos Santos,

Nádia Roberta Queiroz e

Rosângela da Silva Santos Souza.


Publicado por: Edilson dos Santos

  • SIGA O BRASIL ESCOLA
Monografias Brasil Escola