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PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR EM GRUPO Diversidade e combate ao preconceito na sala de aula

Educação

Breves reflexões acerca da diversidade e combate ao preconceito na sala de aula

índice

1. INTRODUÇÃO

Este trabalho objetiva-se de trazer breves reflexões acerca da temática: Diversidade e combate ao preconceito na sala de aula.

A Escola não está ilesa dos problemas da sociedade, ela representa apenas uma parcela desse todo. É preciso conhecer os dados do preconceito e como a valorização da diversidade pode ajudar a reduzi-lo.

Educadores, professores e família são as mesmas pessoas que atuam no ambiente social, assim as dificuldades presentes fora dela, se estendem no ambiente escolar. O preconceito é um dos problemas mais presentes tanto dentro como fora da escola.

OS dados:

Uma pesquisa realizada pela Fundação Instituo de Pesquisas Econômicas (FIPE) datada de 2015 aponta que 99,3% dos entrevistados (18,5 mil) , profissionais e alunos de escolas públicas de todo País, demonstram algum tipo de preconceito.

Entre eles o preconceito ético-racial, de gênero, socioeconômico, de orientação sexual, de geração, territorial e as pessoas com deficiências, sendo este último o de maior índice 96,5%.

O preconceito e a intolerância não podem serem admitidos , e por isso, a escola deve ter a preocupação com esta questão

2. DESENVOLVIMENTO

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2.1. Valorização da diversidade

É preciso que se desenvolva uma valorização da diversidade, para exercerem desde de cedo a função social, e que possibilite a compreensão das semelhanças, entre os seres humanos e a diversidade existente em cada um deles.

Todos somos semelhantes, mas todos nós somos únicos e por isso temos nossas diferenças. Ao trabalhar a diversidade em sala de aula, é preciso desenvolver um olhar, empático, em todos aspectos, do aluno aos colaboradores, entre os educadores e a família.

É importante que todos estejam envolvidos nessa ação, pois a criança, o ado- lescente , o educando em geral, são observadores, e aprendem com os exemplos que

lhes são transmitidos. A escola é um lugar propício para desenvolver uma cultura  de valorização a diversidade e é onde os conflitos podem ser resolvidos através da educação.

Isso porque o convívio com a diferença é presente na vida dos alunos, é onde se agrupam diversidades em todos aspectos e assim ter recursos efetivos para combate ao preconceito.

Segundo José Penha (Mestre em Letras pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN) :

“A escola não tem conseguido acompanhar o ritmo de informações que ocor- rem na complexidade da sociedade atual. Há um grande esforço de profissionais   da educação em buscar novas formas de atrair a atenção do aluno na sala de aula. Deparamo-nos diariamente com diversas situações delicadas que não temos de imedi- ato um posicionamento conciso.

Na maioria das vezes , nossa falta de segurança e não aprofundamento sobre determinados temas nos direcionam para uma postura não satisfatória ao nosso senso crítico. Logo, continuamos a manter a função da escola de reprodutora de estereótipos ultrapassados que não condizem mais com o perfil da sociedade contemporânea. Ou seja , a escola continua a ignorar o trabalho com temas relacionados à diversidade, ao preconceito racial, às questões de gêneros, sexualidade e orientação sexual. . . ”

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3. O papel da escola no combate a discriminação

Segundo o Livro de conteúdo Gênero e Diversidade na Escola (2009, p.196) :

“O racismo é uma doutrina que afirma não só a existência das raças, mas também a superioridade natural e, portanto, hereditária de uma sobre as outras. A atitude racista, por sua vez, é aquela que atribui qualidade aos indivíduos, ou aos grupos conforme o seu suposto pertenciamento biológico e uma dessas diferentes raças e portanto, de acordo com suas supostas qualidades ou defeitos inatos e hereditários”

Nessa perspectiva, para que se reveta esse quadro de discriminação e precon- ceito que está agregado na sociedade brasileira, se faz necessário que a sociedade civil manifeste o desejo de mudança. Para isso, a população deve reivindicar de forma organizada para que o nosso País seja mesmo o da diversidade, e faça isso valer, para que todos nossos cidadãos e cidadãs respeitem a diferença e tenham direitos iguais, independentemente da região geográfica, situação econômica, gênero, cor de pele, etnia a qual pertença, etc.

Dessa forma o ambiente escolar é um lugar onde que se concentra muitos jovens em processo de formação de identidade. Portanto, a escola é um lugar propício para que possamos diminuir a discriminação e a de diversas formas de preconceito.

Na concepção do Livro de Conteúdo Gênero e de Diversidade na Escola (2009, p.197):

“O racismo tem uma história, que é tipicamente ocidental e moderna e diz respeitoàs relações de saber e poder que se estabeleceram tanto internamente tanto ‘a população europeia, quanto entre as sociedades européias ou europeizadas e uma grande variedade de sociedades e povos. Em ambos os casos, o que o racismo faze usar diferenças para naturalizar as desigualdades”.

Com base no exposto , nós como professores temos que despertar a consciencia nos nossos alunos e instigá-los a não formarem uma concepção preconceituosa com o negro, que está posto no livro, dicionários, e outros instrumentos que subsidiam os objetivos educacionais de um ensino voltado para uma cultura monopolizada que estabelece padrões a serem seguidos como referências à pessoa de pele branca, heterossexual e de condições econômicas favoráveis.

4. RESUMO e CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em síntese, podemos afirmar que a escola como formadora de opinião e com o dever de formar o aluno para cidadania, não pode continuar propagando idéias, conceitos que alimentam o preconceito e a discriminação contra pessoa humana. Em pleno século XXI , não dá mais para se pensar em um ensino pautado para prática excludente. Já é hora de tentar reverter essa situação de discriminação contra mulheres, negros, nordestinos, homossexuais, bissexuais, travestis, transexuais, entre outros, a fim de que a escola possa, de fato, direcionar o ensino para formação de cidadãos e cidadãs com plena consciência de que devemos conviver pacificamente toda raça e cultura humana.

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5. SEGUNDA PARTE

PROJETO CONSCIÊNCIA NEGRA: Educar para não discriminar Escola Municipal de Ensino Fundamental I e II MONSENHOR LANDIM Turma : 9°Ano

Titulo Projeto: Consciência Negra:Educar para não discriminar

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Objetivo Geral:

O conteúdo objetiva-se a educação voltada para consciência da importância do negro para a constituição e identidade da nação brasileira e principalmente o respeito a diversidade humana e instigar uma reflexão provocativa sobre racismo e preconceito racial, desenvolvido por meio de um processo educativo do debate entorno, buscando nas nossa próprias raízes a herança e/ou cultural trazida pela influência africana.

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Objetivos específicos:

  • Valorizar a cultura negra e seus afro-descedentes e afro-brasileiros, na escola e na sociedade;
  • Entender e valorizar a identidade da criança negra;
  • Redescobrir a cultura negra embranquecida pelo tempo;
  • Trazer à tona, discussões provocantes, por meio das rodas de conversa, para um posicionamento mais crítico frente à realidade que vivemos.
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6. Metodologia e Recursos

Resultados satisfatórios e que se desenvolveu da seguinte forma Foi aplicada uma metodologia simples e básica com recursos didáticos , visuais, para o trabalho obter:

  • Leitura em sala de aula e em outros locais de ambiente escolar, por meio de atividades para sua exploração, sistematização e para conclusão dos trabalhos. Livros utilizados nestas atividades tais como: Declaração Universal dos direitos Humanos adaptação de Ruth Rocha e Otávio Roth, 2003:
  • Estudo e debate dos artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos :
  • Exibição de vídeo (clipe) “Missa dos quilombos” s Música de Milton Nascimento:
  • Reflexões acerca de reportagens jornalísticas e textos da atualidade que tratam sobre o tema:
  • Exibição de um curta metragem : ”Vista minha pele” duração de 1 minutos. Site: WWW.mec.gov.br/seb.
  • Exibição de vídeo em dias alternados : O povo Brasileiro de Darcy Ribeiro, 2000 onde o antropólogo, fala da opulência e da decadência da região cultural que ele chama de crioula Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco, Maranhão. Estados marcados pela presença negra . Matriz afro : apresenta aspectos de cultura africanas que estão na base de nossa formação (bantos, haussás, jejes e yorubás);
  • Ounvindo Músicas : trabalhar com audição, análise e ilustração da múscia “Uakti-lágrimas do sul” de Milton Nascimento.
  • Realização de brincadeiras e jogos com base na cultura africana, etc..
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7. Avaliação e resultados

A avaliação deverá ser contínua, processual e diagnóstica durante todo desen- volvimento da aula: acompanhar e avaliar os alunos nas diferentes etapas do processo de aprendizagem, compreender as estratégias utilizadas por eles na construção do conhecimento e organizar formas de intervenção adequadas às reais necessidades dos alunos e que possibilitem avanços cognitivos.

Avaliação dos alunos (oral ou por escrito): participação individual ou grupal nos momentos da aula proposto pelo professor. Avaliar se os alunos foram capazes de identificar situações de preconceito e discriminação em relação a negros: analisar os relatos, depoimentos e vídeos acerca do preconceito, racismo e discriminação e os efeitos produzidos na vida das pessoas : produzir textos e construir imagens que retrate o preconceito racial: posicionar-se criticamente contra qualquer tipo de discriminação e preconceito.

Resultados:

  • Percebe-se grande entusiasmo em todo ambiente de todos os envolvidos no projeto tanto alunos com professores, orientadores e gestores, pelo fato de cada um ter se apropriado de grandes ensinamentos e lições que nos é dado de nossa cultura que antes deste ficara escondido além da conscientização geral que se estabeleceu depois do tema dado;
  • Novas relexões para novas aprendizagens com o contato com novas culturas;
  • Durante todas atividades várias atitudes e valores éticos e humanos puderam ser trabalhados
  • Proposta para uma avaliação é montar por alunos em conjunto com professor uma exposição em um espaço da escola com todo conteúdo e atividades que foram aplicadas.

8. Anexos e Apêndice

Missa dos Quilombos Milton Nascimento https://www.youtube.com/watch?v=12tLAPqrUKQ Curta metragem “Vista minha pele” https://www.youtube.com/watch?v=JIvjTmQgXOA O Povo Brasileiro – Darcy Ribeiro, 2000 https://www.youtube.com/watch?v=_5oE1H2cpEY

9. REFERÊNCIAS

BRASIL, Ministério da Educação. Gênero e diversidade na Escola: formação de professoras (es) em gênero, orientação sexual e relações étnicos-raciais. Livro de conteúdo. Rio de Janeiro.: CEPESC, Brasília,: SPM, 2009.

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das relações ÉtnicosRaciais e para o Ensino de História e cultura Afro-Brasileira e Africana. Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. MEC, 2005, 35 p.

BRASIL. Plano Nacional de Educação de Direitos Humanos. Comitê Naci- onal de Educação Em Direitos Humanos. Brasília. Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Ministério da Educação, Ministério da Jutiça, UNESCO, 2007.

BRASIL. Programa de Ética e Cidadania: Construindo valores na escola e na sociedade: MÓDULO 1,2,3. Organização FAFE – Fundação de Apoio á Faculdade de Educação – USP – equipe de elaboração Ulisses F. Araújo [et al] . Brasília. Ministério da Educação , Secretária de Educação Básica, 2007


Publicado por: João Wilson dos santos

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do site por meio do canal colaborativo Monografias. O Brasil Escola não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do autor. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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