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O MULTICULTURALISMO E SUA IMPORTÂNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Educação

Diversidades culturais, bem como suas particularidades, através do processo de conhecer, descobrir, interagir, crescer e apropriar-se de novos repertórios de forma prazerosa e rica.

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1. RESUMO

O referido projeto aborda a questão do respeito, da valorização e da diversidade de culturas existentes no país e dentro da comunidade escolar, procurando dessa maneira buscar meios e métodos para a construção do conhecimento do educando. Tem-se como tema O MULTICULTURALISMO E SUA IMPORTÂNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL. O objetivo do trabalho vem trazendo a questão do conhecer, do interagir, do descobrir, do crescer, bem como o estudo da diversidade existente e suas particularidades, tendo como justificativa a potencialização do trabalho com a realidade do aluno para que assim o mesmo venha a se inserir dentro da sociedade como um cidadão de bem. Os conteúdos serão vistos a partir do respeito as diferenças, leitura e interpretação de texto, entre outros. A problematização será norteada pela seguintes perguntas: Por que falar sobre outras culturas? O que a criança pode aprender com esse tema? Quais meios podem ser utilizados para findar esse conhecimento? A metodologia usada para o desenvolvimento será por meio de leitura e interpretação de texto, peça teatral, filme, roda de conversa, pintura e colagem. Os recursos usados serão: cola, tesoura, lápis de pintar, papel A4, tv e pendriver. A avaliação será contínua e qualitativa. O referencial teórico vem trazendo questões ligadas a aprendizagem, planejamento, identidade, diversidade e outros. Alguns dos autores que fazem parte do projeto são: Ana Clarisse Alencar Barbosa, Luiz Fernandes de Oliveira, Tonia Casarin, Parâmetros Curriculares Nacionais, Cyntia Simioni França e etc. As palavras chaves visam: Multiculturalismo, preconceito, diversidade, conhecimento, respeito e valorização.

2. INTRODUÇÃO

O referido projeto baseia-se na questão do multiculturalismo, das diversas culturas, bem como da diversidade existente tanto no ambiente escolar, quanto no ambiente social. É comum percebermos por onde andamos pessoas de diferentes rostos, cores, raças, costumes e tantas outras coisas que lhe dão origem e identidade, e é justamente por causa de cada diferença que somos um país onde está presente a miscigenação, ou seja, a mistura de vários povos. Mas por outro lado, é bastante comum vermos a desigualdade e o preconceito que se faz presente todos os dias.

Diante das realidades encontradas no ambiente escolar em relação ao respeito, a valorização e ao preconceito com o outro, busca-se nesse trabalho a inserção do ser diferente, da interação com a origem do outro, do conhecimento a cultura do outro, trazendo assim formas diferenciadas para esse convívio.

Estamos em pleno século XXI e como já foi citado existem todos os dias rastros de preconceito e desrespeito as demais diversidades culturais, por isso a intenção é abrir caminhos para que o educando possa se socializar com todas as diferenças vistas no seu dia a dia, seja ela: racial, étnica, religiosa, opção de sexualidade, deficiência, enfim, tudo que faz parte do diferente e procurar fazer com que o mesmo leve todo o aprendizado para sua vida pessoal, social, interpessoal.

A linha escolhida para o projeto foi a Docência na Educação Infantil e o tema escolhido foi O Multiculturalismo e sua Importância na Educação Infantil buscando trazer para os sujeitos a descoberta e o conhecimento de novas culturas e procurando também instigar nos mesmos a questão da valorização e do respeito para com o outro.

Justificativa: O referido tema será abordado por ainda se perceber a necessidade da inserção, da valorização e do respeito as demais culturas existentes na comunidade escolar e social, buscando dessa maneira a potencialização de se trabalhar em cima da realidade do educando. Tendo em vista que esse trabalhar vai abrindo caminhos para que a criança use o conhecimento adquirido para seu crescimento pessoal, interpessoal e social ao longo da sua tragetória como ser formado.

A problematização será abordada com as seguintes questões: Por que falar sobre outras culturas? O que a criança pode aprender com esse tema? E quais os meios que se pode utilizar para findar esse conhecimento?

Objetivo geral: vai abordar as diversidades culturais, bem como suas particularidades, através do processo de conhecer, descobrir, interagir, crescer e apropriar-se de novos repertórios de forma prazerosa e rica.

Nos objetivos específicos veremos a oportunidade da criança conhecer a si mesmo e o outro, trabalhando assim a interação, bem como a questão da valorização cultural.

Nos contéudos vamos abordar o respeito a diferença, a leitura e a interpretação de texto, a oralidade, os diferentes povos e também a autonomia.

Para o desenvolvimento do projeto será utilizado Tv, lapís de pintar, tesoura, cola, cartolina, fantoches, livros, filmes, papel A4 e pen driver. Os alunos serão avaliados de forma contínua e formativa, levando em consideração os conhecimentos prévios.

A revisão bibliográfica trabalhará com autores que visam a questão do respeito ao próximo, a diversidade, o preconceito, as relações ético-raciais, a discriminação,bem como destaques de alguma culturas, como a indígena. Veremos também a questão da identidade, das desigualdades existentes seja por fatores, econômicos, sociais ou até raciais. Terá também as questões legais na escola, que visa o trabalho com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o uso do dicionário Aurélio para uma compreensão mais ampla acerca das palavras chaves do trabalho, os Parâmetros Curriculares Nacionais, a importância do planejar e replanejar, a questão do papel da educação, enquanto aprendizagem e por fim quais gerações estamos formando.

Os principais autores que aprentam as questões acima citadas são: Ana Clarisse Alencar Barbosa, Cyntia Simioni França e Patrícia Cesário Pereira Offial, Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, Luiz Fernandes de Oliveira e Ricardo Cesar Rocha da Costa, Parâmetros Curriculares Nacionais, Rosangela Nieto de Albuquerque, Antônio Nóbrega e Wilson Freire, Andréa de Fátima Dias, Miruna Kayano e Rosana El-kadri, Tonia Casarin e por fim o dicionário Aurélio.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Para dar início ao projeto é importante que saibamos os significados das palavras que irão nortear esse trabalho. Segundo o dicionário Aurélio temos:

Multiculturalismo: Coexistência de diversas culturas numa sociedade.

Preconceito: Ideia preconcebida. Intolerância, ou aversão, suspeita, má vontade gratuitas contra pessoas, povos, crenças, etc.

Diversidade: Qualidade ou condição do que é diverso; diferença, dessemelhança; divergência, discordância. Multiplicidade de coisas, seres ou entidades.

Conhecimento: Ato de conhecer, ou o resultado deste ato. Informação ou noção adquiridas pelo estudo ou pela experiência.

Respeito: Ato de respeitar (-se), ou o resultado deste ato.

Valorização: Ato de valorizar(-se), ou o resultado deste ato.

No meio em que vivemos há sempre rastros do preconceito e desigualdade, e isso se torna bastante visível quando o motivo encontrado para tal ação é a raça, a cor, a condição financeira, os costumes, a etnia e tantos outros fatores que levam muitas pessoas realizarem a prática. Para entender melhor, vejamos:

A diversidade cultural brasileira se deu pelo processo de miscigenação entre brancos, índios e negros e foi marcada por uma série de crenças, hábitos, costumes e conceitos contraditórios, alimentando, assim, uma discussão permanente a respeito dos direitos e deveres dos seres humanos, principalmente no combate aos preconceitos remanescentes e oriundos dessa relação que perdurou por séculos, trazendo sérias consequências a uma imensa população de oprimidos, incluindo negros, índios, pobres, portadores de algum tipo de deficiência, relações e diferenças sexuais, doenças crônicas, dentre outras formas de relações consideradas por boa parte da sociedade algo fora da normalidade e,por esse motivo, não aceitáveis.( BARBOSA, 2014, p. 3).

A principal questão de termos nesse país tanta diversidade foi, e continua sendo a miscigenação, a mistura de diferentes povos, e a consequência de tudo isso é a existência de várias culturas, de pessoas com gostos e costumes diferentes. Por outro lado quanto maior a diversidade, maior a desigualdade, pois como está explícito na citação boa parte da população vêem essas diferenças como algo não aceitável, algo fora da normalidade. Por isso que se faz necessário o estudo, o conhecimento acerca desse assunto para que dessa maneira haja mais respeito de uns para com os outros e ambos percebam que se faz importante valorizar o que o outro indivíduo é ou escolheu ser.

Iniciar esse conhecimento na infância traz ao sujeito a oportunidade de compreensão de mundo, da sua própria realidade, do conhecer a si mesmo, da sua identidade, da maneira como ele deve agir diante das adversidades apresentadas e da importância de interagir com o diferente, de se relacionar com com outras pessoas, pois o mesmo precisa estar pronto no que diz respeito a questão social, pessoal e interpessoal, para assim ser um cidadão de opiniões formadas.

É na vida em comunidade que muitas vezes surge a falta de consenso e de compreensão por parte dos sujeitos, e é justamente pensando nisso que se faz importante trabalhar em cima da realidade do educando, pois o mesmo já traz consigo conhecimentos prévios e uma visão de mundo que necessita ser ampliada e compreendida, para que dessa maneira seja possível a troca de conhecimentos e para que se tenha uma melhor relação diante das diferenças.

Quando o indivíduo se conhece, se identifica, sabe e tem noção de sua identidade, ele certamente entende que sua performace está também associada a mudança do outro, pois quando o sujeito entende a mudança, ele entende também a partir de sua identidade, que todos temos nossas particularidades.

De acordo com Barbosa ( 2014, p. 21):

Sendo assim, eu aprendo, mudo e me transformo com base nas transformações, nas mudanças e na interação com o outro, e é nesse processo consciente de interação verbal ou dialógica que construímos a nossa identidade e a identidade do outro. Geralmente essa interação é baseada na nossa percepção e a nossa ideia de valor, ideia essa que tem sua origem na infância e nos acompanha pelo resto de nossas vidas.

Como já foi citado, é na infância que tudo se inicia, e é por isso que se deve dar a devida importância para que o sujeito compreenda sua identidade e cresça como um ser formado de opiniões, e assim, tenha uma visão de mundo para que á vida em sociedade seja mais proveitosa e produtiva trazendo mudanças transformadoras no que diz respeito ao preconceito e as desigualdades sociais.

Vejamos o que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente:

Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.

A situaçao de discriminação na maioria das vezes ocorre nas classes onde estão inseridas crianças e adolescentes de baixa renda, sujeitos que por vezes estão a mercê da sociedade, que não têm perspectiva e que estão cercadas por dificuldades que a própria sociedade lhes impõem, mas é preciso quebrar tabus, buscar meios para que haja mudanças, para que a transformação possa acontecer na vida desses indivíduos.

Tudo está ligado ao multiculturalismo, pois a coexistência de vários povos numa mesma sociedade traz consigo a coexistência da discriminação, do preconceito e da falta de respeito para com o outro, para com o modo de vida do outro, para a realidade vivida pelo outro.

Segundo França ( 2014) existe a necessidade de levar para dentro da escola discussões relacionadas as classes sociais, a raça, ao gênero, as habilidades físicas, cujas relações nos diferentes espaços sociais apresentam-se como conflituosas e contraditórias, buscando assim, diminuir a discriminação sofrida pelos alunos. A autora ainda lembra a ideia da possibilidade da educação trabalhar em prol do exercício da cidadania, em que todos têm direitos e deveres iguais perante a sociedade.

Tendo em vista a necessidade de um conhecimento mais amplo no que se refere as condições de aprendizem da criança, é importante que o professor encontre maneiras que possam transmitir essa aprendizagem de uma forma que a linguagem seja clara e dinâmica.

Cabe ao educador, por meio da intervenção pedagógica, promover a realização de aprendizagens como o maior grau de significado possível, uma vez que esta nunca é absoluta- sempre é possível estabelecer alguma relação entre o que se pretende conhecer e as possibilidades de observação, reflexão e informação que o sujeito já possuí. ( BRASIL, 1997, p. 53).

Enfim, é juntamente com a bagagem de conhecimentos prévios que os alunos já possuem e com o grau de significado dado pelo professor que a aprendizagem acontece, que é possível observar, refletir e informar.

Segundo Silva (2011) a educação das relações étnicos-raciais têm por alvo a formação de cidadão, onde homens e mulheres estejam incluídos no que se refere as condições de igualdade, buscando assim, o pleno exercício dos direitos sociais, políticos, ecônomicos, dos direitos de ser, viver, pensar próprios daqueles pertencentes as diferenças étnico-racias e sociais. A autora ainda cita que o objetivo é desencadear aprendizagens que possam incentivar os sujeitos.

É imprescindível a valorização de todos os fatores que norteiam as relações étnico-racias,seja no espaço escolar ou na comunidade, pois a partir do momento que o indivíduo percebe que é o autor daquilo que ocorre ao seu redor, que ele é responsável pela mudança, que precisa se auto incentivar para romper barreiras e que pode ser o protagonista das suas escolhas, aí sim o mesmo começa a se inserir de forma positiva na relação com o outro.

É preciso ser consciente daquilo que se é, ou daquilo que se quer ser, porque o sujeito, sendo ele autor de suas próprias escolhas precisa também ter noção dos princípios que necessitam nortear o seu caminho, é preciso contemplar em seus aspectos formas de combate a discriminação e ao racismo, por isso a importância da valorização para com as diferenças do outro e de se próprio, é também reconhecer sua própria identidade, é aceitar de maneira objetiva que a coexistência de várias culturas, é também a marca de cada um.

Isto é, em que se formem homens e mulheres comprometidos com e na discussão de questões de interesse geral, sendo capazes de reconhecer e valorizar visões de mundo, experiências históricas, contribuições dos diferentes povos que têm formado a nação, bem como de negociar prioridades, coordenando diferentes interesses, propósitos, desejos, além de propor políticas que contemplem efetivamente a todos. ( SILVA, 2011, p. 13).

Ensinar e aprender é um processo que requer tanto do professor, quanto do educando vontade e reconhecimento de que ambos necessitam da troca de ideias, conhecimentos e interações, para que dessa maneira a valorização pelos modos de agir, pensar e viver do outro seja alvo de respeito. Portanto, é imprescindível que exista um fortalecimento na questão de contribuir para que cada indivíduo desde sua infância conheça sua identidade e a do outro e que se coloque no meio social como cidadão de bem.

As populações indígenas são vistas pela sociedade brasileira ora de forma preconceituosa, ora de forma idealizada. O preconceito parte, muito mais, daqueles que convivem diretamente com os índios: as populações rurais. Dominadas política, ideológica e economicamente por elites municipais com fortes interesses nas terras dos índios e em seus recursos ambientais, tais como madeira e minérios, muitas vezes as populações rurais necessitam disputar as escassas oportunidades de sobrevivência em sua região com membros de sociedades indígenas que aí vivem. Por isso, utilizam estereótipos, chamando-os de “ladrões”, “traiçoeiros’’, “preguiçosos”, “beberrões”, enfim, de tudo que possa desqualificá-los. Procuram justificar, dessa forma, todo tipo de ação contra os índios e a invasão de seus territórios. ( NÓBREGA; FREIRE, 2008, p. 7).

Os indígenas já habitavam o Brasil antes da chegada dos portugueses, lutaram ao lado dos europeus para definir os limites do território nacional, e tiveram um papel importante na formação da nação brasileira. A influência da diversidade cultural indígena continua presente até a atualidade, como por exemplo, as técnicas de plantio desenvolvidas por eles são muito utilizadas por pequenos agricultores em todo país. A partir daí podemos observar a importância que os índios tiveram e ainda têm para o país, para nossa aprendizagem, para o crescimento do conhecimento, para a questão da valorização das diferentes culturas. Não só pelo fato do crescimento e do fortalecimento para a questão do aprender do sujeito, mas também para a questão da identidade, de compreender que foi pelo encontro de outros povos, que se deu a miscigenação, que se faz necessário mostrar para os alunos em sala de aula e até fora dela que todos temos uma história, uma marca, um significado.

Infelizmente, ainda existe o preconceito com esses povos, com a maneira que eles vivem, com seus costumes e crenças, pois muitos acham que têm o direito de diminuir a sua imagem, por esses e outros motivos foi colocado de modo obrigatório nos currículos das escolas públicas e privadas o estudo que trata sobre os africanos e os indígenas, sobre suas nacionalidades e suas influências no Brasil. É importante o estudo, a vivência da vida desses povos, pois é uma oportunidade do sujeito conhecer sua própria história e valorizá-la.

É claro que o professor não pode apenas trabalhar esses e outros conteúdos somente nas datas comemorativas, como por exemplo, o dia da “Consciência Negra”, no dia 20 de novembro, mas fazer com que o educando entenda que todos os dias é dia de conscientização, é dia de respeitar a diferença, de valorizar, de interagir e sentir curiosidade pelo novo, pela descoberta, porque afinal de contas todos nós, brancos, negros, índios e africanos somos iguais em direitos e deveres, somos iguais porque temos identidade.

A intervenção do professor diante da aprendizagem do aluno precisa estar ligada motivação, a preocupação com a diversidade do mesmo, porque é a partir dele que se pode dar espaço para conhecer outras culturas, outras realidades. A tarefa de ensinar e aprender é árdua, precisa ser contínua, pois todos os dias nos deparamos com o novo, com o desconhecido.

Quando o sujeito está aprendendo, se envolve inteiramente. O processo, assim como seu resultado, repercutem de forma global. Assim, o aluno, ao desenvolver as atividades escolares, aprende não só sobre o conteúdo em questão mas também sobre o modo como aprende, construindo uma imagem de si como estudante. Essa auto-imagem é também influenciada pelas representações que o professor e seus colegas fazem dele e, de uma forma ou de outra, são explicitadas nas relações interpessoais do convívio escolar. Falta de respeito e forte competitividade, se estabelicidas na classe, podem reforçar os sentimentos de incompetência de certos alunos e contribuir de forma efetiva para consolidar o seu fracasso. ( BRASIL, 1997, p. 101).

Conforme já foi citado, o respeito dentro e fora do convívio escolar se faz mais que necessário, porque através dele surge a motivação do querer aprender e de saber que faz parte da sociedade.

A importância de se começar trabalhar com o multiculturalismo, o preconceito, a diversidade e tantos outros ensinamentos na educação infantil, é a possibilidade e a oportunidade de fazer com que a criança comece a interagir, a se relacionar e a compreender que depois dela há sempre outras pessoas, outras culturas, outras realidades e que diante de cada descoberta a mesma faça parte desse mundo, sendo um cidadão que respeita e valoriza as diferenças.

O trabalho docente na escola precisa visar o interesse dos alunos por outras culturas, precisa ser um trabalho fundamentado, que instigue nos estudantes a percepção para um mundo novo, um mundo melhor, onde o diferente tenha seu espaço, sua vez e seja respeitado.

O racismo em nosso país é acompanhado de ideias não fundamentadas sobre a outra pessoa, sua origem, seu modo de vida, sua raça, enfim. É na verdade uma maneira que muitos encontraram para causar o constrangimento na pessoa que é e vive diferente, é uma forma que não condiz com a ética humana.

Quando crescemos com estas ideias, muitas delas aprendidas na escola, reforçamos mais ainda estes preconceitos com outros termos e frases como: “magia negra”, “moça escurinha, mas educada”, “moço pretinho, mas nem parece”, “preta feia”, “vida negra”, “preto horroroso”, “tempos negros”, “fome negra”, “lista negra”, “moreninho, mas honesto”, “preto de alma branca”, “só podia ser preto”, “pretinha”, “pretinha que nem um Saci”, “samba do crioulo doido”, “negrada bagunceira”, “ovelha negra da família”, “ olha o beiço do negão”, “nariz de crioulo”, “cabelo ruim”, e muito mais...( OLIVEIRA; COSTA, 2007,p. 139).

Como já foi colocado acima, é no nosso dia a dia, nas frases ditas, no modo de olhar e tratar o outro que está presente os mais diferentes tipos de preconceito e racismo. Na maioria das vezes para aqueles que praticam o ato racial as palavras parecem simples, parecem que não afetam a outra pessoa, mas o que se precisa entender de fato é que devemos buscar melhorar, mudar e respeitar.

A sociedade não pode se calar, não pode fechar os olhos para esse tipo de acontecimento, porque muitas vidas já foram tiradas, porque muitas oportunidades foram perdidas por causa da desigualdade, do preconceito, do racismo e tantos outros fatores que diferem uma pessoa da outra. São pessoas ignoradas e excluídas, são seres humanos.

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O país precisa fazer jus no que se refere a ordem, ao progresso e a democracia, pois ainda é preciso percorrer um longo caminho para que todos os cidadãos tenham a mesma oportunidade e os mesmos direitos, é preciso que as leis saiam do papel.

De acordo com Barbosa (2014), a inclusão escolar e social se faz necessário, pois busca a conscientização humana no que se refere a democratização das relações entre os povos e os demais indivíduos no contexto social como um todo. Ainda como salienta a autora, essa inclusão deve ocorrer independente da realidade social do sujeito, expondo assim, oportunidades para que o mesmo faça parte da sociedade em que está inserido.

Cabe a cada um nós procurar acolher da melhor forma possível as diversidades culturais, a realidade de cada um, porque todos nós temos particularidades, temos algo que nos difere um do outro, que nos faz como já foi dito anteriormente termos a nossa própria identidade.

Quando nos inserimos em um determidado grupo social nos modificamos, buscamos meios de se relacionar melhor com o grupo, pois nossa existência está ligada aos atributos que são repassados de um sujeito para o outro. Nossa expressão diante daquilo que nos é apresentado se modifica, e é importante nos adequar com a realidade que nos deparamos todos os dias.

A criança, ao ter contato com o novo e com o diferente se sentirá um pouco timída, mas a partir do momento que a mesma começar a interagir, a entender e a perceber que todos somos iguais em direitos e deveres e que aquilo que nos difere uns dos outros, são chances para que tenham ainda mais oportunidade de descoberta, de conhecimento, de respeito e de valorização, abrindo assim, portas para o mundo que os espera.

Precisamos dar significado a aprendizagem, propiciar conhecimentos mais amplos acerca da diversidade cultural existente no país, precisamos fazer com que a criança reflita e leve para sua vida pessoal, social e interpessoal tudo que o ajudará a crescer como cidadão.

Para tanto, é importante que a profissão de educador venha também carregada de amor, de vontade e coragem de querer dar o seu melhor para a melhoria na aprendizagem do educando, é importante também que o professor sinta-se realizado e busque meios de inovar sua metodologia.

O ato de planejar e replanejar também faz parte do trabalho do professor, pois por meio dessa ação é possível traçar estragégias para se obter um bom resultado, respeitando-se assim, a necessidade que o aluno apresenta.

O planejamento da Educação Infantil deve considerar o projeto político-pedagógico da instituição, as experiências das crianças e o conjunto de conhecimentos sistematizados pela humanidade-o patrimônio cultural. Nesse sentido, é preciso que as escolas tenham um planejamento geral, do que se espera cada área, e que contemple objetivos claros, mesmo que pensados para alunos iniciando seu processo de escolarização. ( DIAS; KAYANO; EL-KADRI, 2016, p.29).

Confome o que salienta as autoras, é de forma clara, objetiva e de acordo com os documentos que regem a instituição, principalmente o projeto político pedagógico que toda a comunidade escolar deve trabalhar, planejar e replanejar as atividades, dando também importância para os conhecimentos prévios dos alunos.

É preciso definir os tempo de atividades na educação infantil, para que dessa maneira os conteúdos a serem contemplados envolvam a necessidade da criança, como por exemplo, brincadeiras, higiene, autonomia, relacionamentos e interação.

Para que se transmita essa aprendizagem de forma eficiente se faz necessário sair da caixa, ou seja, sair da mesmice, estar disponível para mudar, para estimular e ensinar de forma consciente. O professor precisa estar atento as novas formas de ensino, as novas gerações que estão dentro e fora da escola, precisa de forma rápida redirecionar e acompanhar essa nova realidade

Por isso o planejar é desafiador, requer criatividade, pesquisa constante, prioridades e limites, planejar é fundamental, é imprescindível , pois está ligado não somente com a necessidade de formar indivíduos, mas principalmente de formar cidadãos para uma sociedade mais justa e igualitária. Onde todos tenham os mesmos direitos, as mesmas oportunidades e estejam sempre apostos para respeitar e valorizar o diferente.

A família precisa estar totalmente inclusa no processo de desenvolvimento educacional do aluno, pois a partir da interação entre a escola e a comunidade é possível dar início a função social de cada um.

Incentivar os adultos , sejam eles parte da equipe escolar ou pais e responsáveis, a aprender, refletir e praticar suas próprias habilidades sociais e emocionais também torna-se fundamental para o sucesso da implementação de um currículo socioemocional. ( CASARIN, 2016, p.32).

Como afirma a autora, todos precisamos de incentivo, quer sejam os educadores, os pais e responsáveis ou os alunos, pois mediante o processo de aprender, refletir e praticar nos tornamos ainda mas responsáveis por nossos atos e temos noção da dimensão do nosso fazer social, ou seja, participamos ativamente da transformação da sociedade podendo assim, compreendê-la, valorizá-la e nela intervir de maneira crítica com o objetivo de que seja mais justa, solidária e democrática.

Talvez surja as seguintes indagações: Porque falar da família na questão cultural? O que têm a ver com diversidade? Como fazer para que a família também esteja inserida na educação dos seus filhos? Por onde devemos começar o trabalho da valorização das diferenças e do processo de multiculturalismo na vida das famílias?

Bom, a resposta para essas perguntas é bem clara, pois é na família que tudo se inicia, foi pela criação e pela relação de diferentes povos que se formou a família e é por isso que toda noção de valores, de respeito e de cultura precisam estar inseridos na vida de cada sujeito. A família é a base de tudo, é onde tudo começa, como já foi citado acima, é onde a criança se espelha e carrega consigo o reflexo dos pais, a maneira como os mesmos se comportam e agem na sociedade, é os primeiros passos para a educação.

Isso tudo acontece, porque na vida do sujeito pode estar presente vários tipos de preconceito, de discriminação, de desvalorização e de desrespeito as demais realidades existentes na sociedade. Isso quer dizer que a criança pode e está sujeita a presenciar dentro de sua própria casa a forma machista que o pai trata a mãe, ou a mãe não quer que o filho ande com alguém porque é negro e pobre, enfim são inúmeros casos de preconceitos na vida do indivíduo.

Atrelado a essa realidade a intervenção do professor se faz mais que necessária, pois assim que a criança entra na escola é preciso buscar meios para que essas concepções sejam disseminadas. Afinal de contas nosso papel é transmitir informações e formar sujeitos críticos e formadores de opiniões.

Precisamos de pesquisas, precisamos dos discursos, precisamos de docentes conscientes, mas nada disso faz mudar as práticas das salas de aula, porque necessitamos de algo maior, de transformação, ou seja, transformar a ação.A inclusão como prática que valoriza a diversidade dos saberes é ainda uma conquista. Para alcançá-la é necessário alterar o currículo, capacitar os professores e todos os envolvidos com a educação, inclusive os pais e a comunidade, pois é preciso romper o preconceito instaurado na sociedade e esse é um desafio de todos e para todos. (OFFIAL,2014,p.130).

Compreendemos que é preciso sair do papel, que a necessidade da inclusão é ainda maior, porque a verdadeira cidadania se faz com respeito ao outro, as diferenças, a oportunidade para todos igualmente,mas não é apenas uma questão de inclusão, mas de Direitos Humanos.

Construir um mundo onde todos sejam iguais, onde a democracia faça parte da vida de todos os sujeitos, onde exista a solidariedade, o respeito, o amor, o compromisso, e a responsabilidade sem dúvidas não é uma tarefa fácil, mas também não podemos considerar impossível, pois existe as formas de vivenciar todos esses valores dentro e fora da escola.

A educação é de fato um motivo de discussão e preocupação da sociedade em geral. Afinal, o futuro da nação, ou melhor , do homem, enquanto ser humano, depende da humanização do indivíduo que se constrói através da educação. A aprendizagem do homem é um fenômeno natural, e, cada vez que socializamos as pessoas e as integramos na sociedade, elas se transformam e tornam-se mais aptas a promover a harmonia, a compreensão, a tolerância e a paz. (ALBUQUERQUE,2014,p.11).

A responsabilidade do professor enquanto formador é intensa, é algo que precisa estar em constante transformação, pois é através dela que a socialização e a interação com o outro é capaz de promover a harmonia, a compreensão, a tolerância e a paz como retrata a autora.

Com as novas gerações se espalhando pelo mundo é possível perceber que os métodos ensinados em sala de aula já não são suficientes para acompanhar essa transformação. É necessário inovar, buscar competências para que as crianças tenham capacidade de se adaptarem as novas formas de convivência.

É na forma de educar, de ensinar e de aprender que todos nós estamos inseridos na sociedade, é também na forma de pensar, de respeitar, de valorizar e de tratar a todos como iguais que teremos um país mais igualitário, mais democrático e que dê espaço para que os sujeitos estejam num mesmo patamar.

Tratar da educação multicultural é uma forma de promovermos a equidade social, valorizando assim, as culturas e colaborando para a superação das diferenças. É por meio do ensinar e aprender que iremos juntos transformar o mundo. No Brasil, essa multiculturalidade não deveria representar uma dificuldade, afinal somos marcados pelas diferentes culturas, pela miscigenação.

O grande desafio é conviver com o outro, com a sua difrença, com seu modo de pensar e de agir, com seus costumes e tudo aquilo que nos difere um do outro, pois o país mesmo sendo marcado pela diversidade, pelas diferentes indentidades ainda é alvo do preconceito, do racismo e do desrespeito,por isso é imprescindível a luta pela disseminação do preconceito.

É necessário que se tenha esperança de um mundo melhor, de um mundo onde um dia todos possam se respeitar, se valorizar e entender que somos de uma mesma espécie, que somos seres racionais e que a única coisa que nos faz ser diferentes são as nossas caractéristicas, nossas particularidades, nossos sonhos, nossas ideias, nossa forma de pensar, de ser e etc.

É preciso mudar de ótica, ou seja, não ver o diferente como um problema, mas trazer essa questão para dentro do ambiente escolar, trabalhar dentro da realidade vivenciada por cada sujeito. Quando o professor aborda conteúdos sobre a realidade do aluno abre espaço para que o mesmo sinta-se inserido no meio social e comece a compreender que ele é protagonista da sua própria história, da sua própria jornada.

É importante lembrar que não só a escola têm influência sobre os conhecimentos adquiridos pelos sujeitos, mas também a família, a igreja, os amigos e todos os grupos do qual fazemos parte, pois essa tragetória feita pelo indivíduo será cheia de conhecimentos e formas de aprendizagem. É evidente, que nem todas as formas de aprendizagem transformam positivamente a vida do ser humano, muitas vezes são carregadas de pensamentos negativos, de agressões, enfim tudo que não contribuí para a formação de um cidadão.

O simples fato de os alunos serem provenientes de diferentes famílias, diferentes origens, assim como cada professor ter, ele próprio, uma origem pessoal, e os outros auxiliares do trabalho escolar terem também, cada qual, diferentes histórias, permite desenvolver uma experiência de interação, “entre diferentes”, na qual cada um aprende e cada um ensina. O convívio, aqui, é explicitação de aprendizagem a cada momento: o que um gosta e o outro não, o que um aprecia e o outro, talvez, despreze.Aprender a posicionar-se de forma a compreender a relatividade de opiniões, preferências, gostos, escolhas, é aprender o respeito ao outro. Ensinar suas próprias práticas, histórias, gestos, tradições, é fazer-se respeitar ao dar-se a conhecer. ( BRASIL, 1997,p. 53-54).

É levando todo o contexto de aprendizagem, seja ela vinda da família, do professor, da igreja, dos amigos que o processo de interação está presente.Cada um têm sua história,suas preferências, seus gostos, seus modos de pensar e agir diante da sociedade, mas o que precisa ser igual é o respeito pela diferença do outro, pela sua história.

A cultura pode assumir um sentido de sobrevivência, estímulo e resistência. Quando valorizada, reconhecida como parte indispensável das indentidades individuais e sociais, apresenta-se como componente do pluralismo próprio da vida democrática. Por isso, fortalecer a cultura própria de cada grupo social, cultural e étnico que compõe a sociedade brasileira, promover seu reconhecimento, valorização e conhecimento mútuo, é fortalecer a igualdade, a justiça, a liberdade, o diálogo e, portanto, a democracia.(BRASIL,1997, p.44).

Ao longo do trabalho vimos a importância da diversidade dentro do ambiente escolar e na vida da criança, bem como as formas de aprender, ensinar e transmitir conhecimentos. Devemos de forma contínua levar os valores que devem nortear a vida do sujeito na sua trajetória, dando a ele oportunidades de se conhecer e conhecer ao outro, mostrando que o mesmo faz parte da cultura e que ela está inserida na sua identidade, fortalecendo assim, o crescimento pessoal, interpessoal e social de cada um. Falar de cultura, é falar de direitos, de igualdade, de liberdade, de democracia.

3. PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE ENSINO

3.1 TEMA E LINHA DE PESQUISA

  • O Multiculturalismo e sua Importância na Educação Infantil;

  • Educação Infantil.

3.2 JUSTIFICATIVA

  • O referido tema será abordado por ainda se perceber a necessidade da inserção, da valorização, e do respeito as demais culturas existentes na comunidade escolar e social, buscando dessa maneira a potencialização de se trabalhar em cima da realidade do educando. Tendo em vista que esse trabalhar vai abrir caminhos para que a criança use o conhecimento adquirido para seu crescimento pessoal, interpessoal e social ao longo da sua trajetória como ser formado.

3.3 PROBLEMATIZAÇÃO

  • Por que falar sobre outras culturas?

  • O que a criança pode aprender com esse tema?

  • Quais meios podem ser utilizados para findar esse conhecimento?

3.4 OBJETIVO GERAL

  • Abordar as diversidades culturais, bem como suas particularidades, através do processo de conhecer, descobrir, interagir, crescer e apropriar-se de novos repertórios de forma prazerosa e rica.

3.5 OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

  • Dar a criança oportunidade de conhecer a si mesmo e ao outro;

  • Trabalhar a interação para que as crianças possam relacionar-se, bem como respeitar as diferenças um do outro;

  • Promover a valorização cultural através da leitura e interpretação de textos literários refletindo sobre o tema.

3.6 CONTEÚDOS

  • Respeito as diferenças;

  • Leitura e interpretação de textos;

  • Trabalhar a oralidade;

  • Diferentes povos;

  • Autonomia;

3.7 PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO

O projeto será realizado em um mês. Na primeira semana será trabalhado leitura e interpretação de textos usando os respectivos livros: Memórias de um Nordestino Mirim da autora ELisângela Cabral, Valorizando as Boas Ações: Aceitar o Diferente de Virginia Barros e Esther de la Paz, Igual e Diferente de Arlene Holanda e por fim De alfaias a Zabumbas de Raquel Nader e Rosinha Campos, a cada fim de leitura haverá um momento de reflexão, roda de conversa para que dessa maneira as crianças exponham o que entenderam da história contada. Na segunda semana veremos o filme Kiriku e a Feiticeira e Não julgue pela Aparência da Turma da Graça, logo depois os alunos pintarão desenhos com imagens dos filmes assistidos. Na terceira semana as crianças verão uma peça com a utilização de fantoches tendo como tema: “Com todo Respeito”, abordando assim as formas de respeitar o outro. Na última semana as crianças realizarão trabalhos de corte e colagem, colando diversas figuras que representam as culturas no Brasil e também suas próprias fotos para que desse modo os mesmos percebam que cada um tem suas particularidades, ou seja, olhos, boca, cor, e entre outras coisas que os diferenciam umas das outras.

3.8 TEMPO PARA A REALIZAÇÃO DO PROJETO

Mês: Setembro/ 2017

Semanas

Atividades

1º Semana

2º semana

3º Semana

4º Semana

Leitura e interpretação de texto/ Roda de conversa

X

X

     

Filme e Pintura

 

X

X

   

Peça teatral com fantoches

   

X

X

 

Corte e colagem

     

X

X

3.9 RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS

  • Tv;

  • Papel A4;

  • Lápis de pintar;

  • Tesoura;

  • Cola;

  • Cartolina;

  • Fantoches;

  • Livros;

  • Filme;

  • Pen driver.

3.10 AVALIAÇÃO

  • Será de forma contínua e formativa, levando em consideração os conhecimentos prévios.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O ato de ensinar e aprender vai muito além da sala de aula, pois requer do professor planejamento, replanejamento, pesquisa, estudo, atitude,vontade de enfrentar o novo e requer do aluno coragem para receber os ensinamentos e levá-los para sua vida pessoal e social. Não existe o ensinar sem ter quem aprenda e não existe o aprender sem ter quem ensine, ou seja, o professor e o aluno caminham juntos, precisam estar de forma recíproca buscando meios para uma melhor aprendizagem.

Trabalhar com temas que visam a realidade do educando é a melhor maneira de preparar o aluno para a vida em sociedade, é a melhor forma de inseri-ló nas questões sociais que também lhe dizem ou lhes dirá respeito, pois o mesmo faz parte dessa sociedade e precisa manter meios de interação com o mundo que o espera, com as diferenças que ele com certeza irá encontrar em sua trajetória.

A criança por muitas vezes pode não compreender amplamente o sentido do tema que será abordado pelo professor, pois elas estão no início de sua formação como cidadão, mas é justamente por esse motivo que se faz necessário o trabalho com as mesmas, porque é a partir daí que começa a inserção do sujeito dentro da sociedade, onde na sua fase de crescimento a criança terá oportunidade de se socializar mais facilmente com as outras pessoas, terá oportunidade de conhecer a si mesmo e ao outro e o mais importante, de respeitar a cada um conforme seus costumes e suas diferenças.

Quando o professor de educação infantil trabalha assuntos acerca das diversas culturas, dos diferentes costumes, gostos, raças, etnia e todos os assuntos que abordam o diferente ele não apenas ensina ou forma, mas dá a criança chance de crescimento pessoal, interpessoal e social, porque o indivíduo não apenas irá conhecer o outro, mas também sua própria identidade, podendo também conhecer sua origem.

Portanto, o educador precisa ver metodologias que possibilitem um melhor esclarecimento de ideias, ver maneiras para que o sujeito esteja apto a uma compreensão mais adequada de cada tema abordado.

O tema apresentado aqui abordou a multiculturalidade existente no país ou até mesmo numa mesma sociedade, apresentou também os desafios que precisam ser enfrentados todos dias e buscou trazer de forma clara e objetiva o quanto se faz necessário o trabalho com a questão do respeito ao próximo. Mas para que os valores estejam sempre presentes na vida de cada sujeito é preciso partir de cada um, pois é uma questão pessoal e que por vezes necessita ser trabalhado para que dessa maneira tenhamos uma geração capaz de ver as diferenças não como um empecilho, mas como forma de interagir com o outro.

5. REFERÊNCIAS

ALBUQUERQUE, Rosangela Nieto. A escola e o Futuro: Alunos Gerações x,y,z... Que Alunos Vamos Deixar para o Mundo? Rev. Cosntruir Notícias, Recife, Nº. 75. Ano 13, Mar/abr. 2014.

BRASIL, SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Pluralidade Cultural e Orientação Sexual. Brasília: 1997.

BRASIL, SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Introdução aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: 1997.

BARBOSA, Ana Clarisse Alencar. Sociedade democrática: entre a identidade e a diversidade. 2014. Londrina: S.A, 2014. p. 03-33.

COSTA, Ricardo Cesar Rocha; OLIVEIRA, Luiz Fernandes. Sociologia para Jovens do Século XXI. 2007. Rio de Janeiro: Imperial Novo Milênio, 2007. p. 139.

CASARIN, Tonia. A ponte o papel da Educação para o Socioemocional na Educação sempre para a vida: Rev. Educar para a Vida, São Paulo, Nº 10. Ano 5, 2016.

DIAS, Andréa de Fátima; KAYANO, Miruna; EL-KADRI, Rosana. O planejamento na Educação Infantil: Rev. Planejar e Replanejar, São Paulo, Nº 11. Ano 6, 2016.

FRANÇA, Cyntia Simioni. Questões Legais da Diversidade no Espaço Escolar. 2014. Londrina: S.A, 2014. p. 55.

NÓBREGA, Antônio; FREIRE, Wilson. Povos Indígenas: Rev. Construir Notícias., Recife, Nº 42. Ano 07, set/out. 2008.

OFFIAL, Patrícia Cesário Pereira. Problemática das Identidades de Genêro e Étnico-raciais no Espaço Escolar. 2014. Londrina: S.A, 2014. p. 130.

SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves. Aprender, Ensinar e Relações Étnico-raciais no Brasil. 2011. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2011. p. 12-13.

Disponível em: www. Planalto.gov.br/ccivil-03/leis/L8069.htm Acesso em: 10 de out/2017.


Publicado por: CALIANE DE LIMA FERREIRA

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