NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E TEMPO DE TELA DE ESCOLARES DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Educação

O nível de atividade física e tempo de tela em escolares, através dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar PeNSE – 2015.

índice

1. RESUMO

Tem-se como objetivo deste estudo analisar o nível de atividade física e tempo de tela em escolares, através dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar PeNSE – 2015. Este estudo constitui-se de uma pesquisa quantitativa do tipo descritiva, com dados secundários da PeNSE-2015, disponibilizada no site do IBGE. A pesquisa avaliou escolares do sexo masculino e feminino, com idades entre 13 e 17 anos de idade, quanto a sua saúde. Os dados do presente estudo contemplaram as características do estilo de vida dos jovens, como nível de atividade física, tempo de tela e alimentação, e a análise procedeu-se por meio da estatística descritiva. Foi possível observar que os níveis de tempo de tela foram mais altos se comparados com os níveis de atividade física dos escolares, os níveis de atividade física foram considerados abaixo do que se recomenda para a manutenção de uma vida saudável durante o período da infância e consequentemente na fase adulta, foi possível também, associar o nível de atividade física e estilo de vida com o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como doenças cardiovasculares e metabólicas, é necessário que seja realizado novos estudos no futuro, visando ampliar as informações sobre os níveis de atividade física e tempo de tela em escolares no Brasil, pois ainda há poucos estudos aprofundados neste tema de extrema relevância, e necessário também que haja uma padronização na coleta de dados para se ter resultados mais fidedignos nos estudos produzidos sobre este tema.

Palavras-chave: Atividade Física; Tempo de tela; Escolares; Obesidade; Estilo de vida.

FILGUEIRAS, Renan Acha. Physical Activity Level and Screen Time of Primary Schoolchildren. Monograph for the Bachelor ...in Physical Education. Center Univeversity UNIFAMINAS, Ano 2018.

ABSTRACT

The aim of this study is to analyze the level of physical activity and screen time in schoolchildren, using data from the National School Health Survey PeNSE - 2015. This study is a quantitative research of the descriptive type, with secondary data of PeNSE-2015, available on the IBGE website. The research evaluated male and female schoolchildren, aged 13 to 17 years, regarding their health. Data from the present study looked at the characteristics of young people's lifestyle, such as physical activity level, screen time and feeding, and the analysis was made through descriptive statistics. It was possible to observe that the screen time levels were higher when compared to the levels of physical activity of the students, the levels of physical activity were considered below that which is recommended for the maintenance of a healthy life during the childhood period and consequently in adulthood, it was also possible to associate the level of physical activity and lifestyle with the development of noncommunicable chronic diseases, such as cardiovascular and metabolic diseases, it is necessary to carry out new studies in the future, aiming at amplifying the information on the levels of physical activity and screen time in schoolchildren in Brazil, since there are still few studies in this topic of extreme relevance, and it is also necessary that there is a standardization in the data collection in order to obtain more reliable results in the studies produced on this topic.

Key Words: Physical activity; Screen time; Schoolchildren; Obesity; Lifestyle.

2. INTRODUÇÃO

Com a velocidade da urbanização e avanços tecnológicos cada vez mais presentes na atualidade, é notório que o estilo de vida sofre alterações, e essa mudança de hábitos tem impactado diretamente na qualidade de vida das pessoas, como reforça Albuquerque Filho et al. (2013),

Com a evolução tecnológica nas últimas décadas, crianças e adolescentes vêm se tornando menos ativos, passando mais tempo assistindo televisão, consequentemente favorecendo o aumento do excesso de peso, e essa condição do aumento de peso, pode acarretar em problemas como o aparecimento precoce de uma série de fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e metabólicas, como diabetes do tipo 2, hipertensão arterial e dislipidemias, como relatam (GUIMARÃES et al., 2015; PAES; MARINS; ANDREAZZI, 2015; OLIVEIRA et al., 2016 e PELEGRINI et al., 2015).

Um segmento da população que é influenciada diretamente pelos novos hábitos são as crianças, onde o tempo destinado às atividades físicas têm diminuído exponencialmente, em contrapartida o tempo de tela, ou seja, o tempo destinado ao uso de aparelhos eletrônicos como, computador, celular, notebook, tablet e outros tem aumentado consideravelmente (SILVA et al., 2015).

Guimarães et al. (2015) afirmam que a quantidade de jovens que atinge as recomendações de prática de atividade física, relativas à quantidade e intensidade, é baixa e tem diminuindo entre brasileiros nos últimos anos. Por outro lado, o número de pessoas que preenche parte significativa de seu tempo diário com atividades sedentárias é elevado e há evidências de estar aumentando nos últimos anos (LIMA et al., 2018). Como modo de atenuar esse problema (PAES, MARINS e ANDREAZZI, 2015) relatam que, o exercício físico tem sido usado como importante ferramenta na prevenção e no tratamento da obesidade por desenvolver qualidades físicas que modificam positivamente a composição corporal e a atividade metabólica e por atenuar as comorbidades associadas ao excesso de peso.

Alguns estudos (GRECA, SILVA e LOCH, 2016; SILVA et al., 2015; TEIXEIRA et al., 2016; VASCONCELLOS, ANJOS e VASCONCELLOS, 2013) apresentam que os reflexos desse processo de inversão do tempo de realização dessas atividades, aumento do comportamento sedentário e diminuição do tempo dedicado a atividade física. Os autores declaram que tais estilos de vida contribuem para desequilíbrio/diminuição do gasto calórico diário, por conseguinte, aparecimento de problemas físicos, psicológicos e sociais.

Dentre os problemas, a obesidade (TODENDI et al; 2012) está relacionada com diversos distúrbios prejudiciais à saúde, como distúrbios psicológicos, dificuldade ao dormir, alteração do humor, do sistema metabólico e endócrino. Tais evidências são preocupantes já que o aumento no comportamento sedentário parece estar positivamente associado à obesidade, ao consumo de álcool, hábitos alimentares não saudáveis e a prejuízos em determinados indicadores de saúde psicossocial (SILVA et al., 2015).

Cureau et al., (2012) afirmam que tais acometimentos tendem a ter prevalência elevada em jovens em idade escolar, e que pode ser explicado por alguns fatores, a saber, a introdução inadequada de alimentos, distúrbios do comportamento alimentar e da relação familiar, especialmente nos períodos de aceleração do crescimento. Em completude a isto, verifica-se que o baixo nível de atividade física e o aumento do tempo de tela têm se associado positivamente com hábitos alimentares inadequados e o desenvolvimento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) (TEIXEIRA et al., 2016).

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar – PeNSE, no ano de 2015 (PENSE, 2016) e (BRASIL, 2014), as DCNT são responsáveis por 63,0% das mortes anuais no mundo, e 72% das mortes no Brasil, destacando que as doenças mais acometidas são doenças do aparelho circulatório, diabetes, câncer e doença respiratória crônica.

Nesta concepção, é oportuno investigar a relação do aumento do tempo de realização de atividades sedentárias e diminuição da prática de atividades físicas por parte dos escolares. Greca; Silva e Loch (2016), afirmam que em dez anos, o tempo gasto com atividades sedentárias aumentou e o nível de atividade física diminuiu na infância e na adolescência. Então se faz necessário compreender as causas e consequências que esse desequilíbrio energético pode desencadear nas crianças.

Tem-se como hipótese que os níveis de atividade física têm diminuído progressivamente enquanto os níveis de tempo de tela têm aumentado, tornando os jovens menos ativos, por conseguinte, aumentando a predisposição às DCNT.

Este estudo possui grande relevância para a compreensão da influência do estilo de vida dos jovens em idade escolar, na projeção das políticas públicas de saúde e educação voltados para os jovens, compreender algumas causas relacionadas ao desenvolvimento das doenças crônicas não transmissíveis em jovens, que causam inúmeros transtornos aos indivíduos e ao estado

3. OBJETIVOS

3.1. Objetivos Gerais

  • Analisar o nível de atividade física e tempo de tela em escolares, através dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar PeNSE – 2015.

3.2. Objetivos Específicos

  • Classificar o nível de atividade física dos escolares;

  • Associar o nível de atividade física e estilo de vida com desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis.

4. REFERENCIAL TEÓRICO

Nessa revisão de literatura, visando aprofundar o conhecimento sobre esse assunto, serão abordadas questões sobre as relações dos níveis de práticas de atividades físicas e tempo de tela em escolares e se existe correlação com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).

4.1. OBESIDADE E O ESTILO DE VIDA DOS JOVENS

Os casos de obesidade em jovens tem aumentado consideravelmente ao longo dos anos, tanto nacionalmente quanto internacionalmente, esse aumento pode causar danos à saúde dos jovens, e o que é mais preocupante, jovens obesos tendem a se tornar adultos obesos (REUTER et al., 2015; PELEGRINI et al., 2015; PAES, MARINS e ANDREAZZI, 2015; GUIMARÃES et al., 2015)

Alguns estudos (FIDENCIO et al., 2018 e FERNANDES et al., 2012) tem relatado associação entre obesidade e os hábitos presentes na vida dos jovens, tais como alimentação inadequada e o baixo nível de atividade física, onde é acarretado um desequilíbrio energético. Este desiquilíbrio é resultado da ingestão de quantidades elevadas de calorias que elevam os depósitos de gordura, por conseguinte, as doenças relacionadas ao sobrepeso e obesidade oneram a saúde pública (TODENDI et al; 2012, TEIXEIRA et al., 2016, OLIVEIRA et al., 2016 e FERNANDES et al., 2012).

Segundo Guilherme et al. (2015), no que se refere à inatividade física, o Brasil apresenta um quadro preocupante na população jovem, devido às altas prevalências encontradas, com agravamento da diminuição dos níveis de atividade física com o aumento da idade, que é chamado de tracking da atividade física. A inatividade física tem sido apontada como o quarto principal fator de risco para a mortalidade global, estudos têm apontado alarmantes prevalências de sedentarismo, em todas as idades (SOUZA; MARTINS e TROMPIERI FILHO, 2016).

O comportamento sedentário tem sido associado a efeitos adversos à saúde em pessoas jovens, no entanto, a natureza e o contexto do sedentarismo são mal compreendidos segundo Guerra, Júnior e Florindo (2016). Em passado recente, a medida do tempo assistindo à televisão era o marcador utilizado para caracterizar um estilo de vida sedentário (VASCONCELLOS; ANJOS e VASCONCELLOS, 2013 e GRECA; SILVA e LOCH, 2016) e este comportamento relacionado a um estilo de vida não saudável na infância e adolescência. Por exemplo, assistir televisão por mais de duas horas aumenta as chances de sobrepeso e obesidade, já a redução deste hábito está associada a uma melhor composição corporal.

Segundo Lima et al. (2018), o comportamento sedentário é conceituado na literatura como qualquer atividade com dispêndio de energia igual ou inferior a 1,5 METs (Metabolic Equivalente Task ou Equivalente Metabólico da Tarefa). O METs é um múltiplo para se calcular a quantidade de energia gasta em uma atividade, e as crianças e adolescentes não devem passar mais de duas horas por dia realizando atividade de baixo gasto calórico como, assistir televisão, usar o computador ou brincar com jogos eletrônicos para não serem classificadas como sedentárias.

Sabe-se que estes hábitos inadequados aumentam a predisposição de desenvolvimento da obesidade infantil, que podem provocar patologias de caráter físico, como por exemplo desvios posturais (CAETANO et al., 2014). Mas também podem desenvolver problemas psicológicos, em relação aos problemas psicológicos, tem-se que as crianças podem sofrer discriminação, agressões verbais e físicas, brincadeiras indesejadas e sofrem exclusão ou menor aceitação pelas outras crianças (SANTANA, 2013). Segundo Teixeira et al (2016), com o tempo esse processo vai acarretar dificuldades, frustração e limitação, como menor índice de empregos, timidez, vergonha, dificuldade em realizar exercícios físicos, comprar roupas, e de se relacionar.

Diante do exposto, é essencial o desenvolvimento de estratégias de prevenção durante a fase inicial da vida da criança, reduzindo os riscos e os danos causados pela obesidade (PAES; MARINS e ANDREAZZI, 2015).

4.2. O PAPEL DA ESCOLA E A DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO FÍSICA

A escola deve desempenhar um papel crucial na formação do indivíduo no que se refere tanto ao modo de pensar e agir, deve fomentar o interesse dos alunos em compreender não só os conteúdos do currículo escolar, como também devem compreender a realidade em que estão inseridos (TODENDI et al; 2012 e TEIXEIRA et al., 2016). Desta forma, deve oferecer informações aos alunos sobre suas escolhas e respectivas consequências relacionados aos seus hábitos de vida, pois é nesse ambiente que os escolares devem receber estímulos sobre promoção da saúde, melhorando assim seus hábitos de vida, e cabe aos profissionais das áreas da saúde e educação, desenvolver nos jovens uma melhora da consciência em torno das consequências da obesidade, trabalhando aspectos motores, físicos, sociais e psicológicos, como apresentam (OLIVEIRA et al., 2016 e FERNANDES et al., 2012).

Esmeraldo et al. (2014) afirma que a escola possui grande influência na gestão dos fatores de risco de saúde existentes com esse público, como por exemplo o aumento de casos de doenças crônicas não transmissíveis. Desse modo, a disciplina de educação física desempenha papel importante nessa formação, atuando principalmente no campo da prevenção de doenças.

No que se refere ao tratamento de doenças, no ambiente escolar, os dados são conflitantes, segundo Guilherme et al., (2015), medidas preventivas precisam fazer parte das políticas e programas de saúde pública, principalmente no ambiente escolar. Os autores declaram que é necessário enfatizar a importância do exercício físico no controle e na redução do peso e composição corporal, embora os estudos demonstrem que o ambiente escolar seja um contexto favorável ao desenvolvimento de intervenções para prevenção da obesidade, logo, existe uma relativa escassez de estudos relacionados à prevenção do ganho de peso nesse grupo, como afirma Sousa et al. (2014).

Teixeira et al. (2016) afirmam que o tempo destinado às aulas de Educação Física limita-se a 50 minutos diários, com duas aulas por semana, totalizando um tempo semanal inferior ao que é preconizado pela OMS para prevenção de DCNT. O autor afirma que essa disciplina favorece principalmente na conscientização dos alunos para perpetuação desta prática, nos períodos em que estão fora da escola.

Nesta concepção, verifica-se a importância da escola para orientar na adoção de estilos de vida saudáveis, contribuindo para que políticas educacionais sejam implementadas, e, por conseguinte, minimização da inadequação alimentar, dos índices de sobrepeso e obesidade (TODENDI et al; 2012).

5. MÉTODOS

Este estudo constitui-se de uma pesquisa quantitativa do tipo descritiva, que é um caracterizado por Aragão, (2013) como estudos que descrevem a realidade, mas não se destinam a explicá-la ou nela intervir.

As informações foram coletadas a partir de dados secundários disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período de setembro a outubro de 2018, sendo a amostra composta por escolares do sexo masculino e feminino, com idades entre 13 e 17 anos de idade. Os alunos estavam matriculados no ensino fundamental e médio em escolas brasileiras durante o ano de 2015. Foram selecionadas escolas através do cadastro fornecido pelo INEP/MEC no censo escolar 2013 para levantamento de dados no banco de dados.

Para procedimento de coleta de dados foram selecionadas as pesquisas no banco de dados existente no site do IBGE, que obedeciam aos critérios de inclusão, que foram:

  • Possuir algum dado sobre atividade física e utilização de recurso eletrônico (ter internet, possuir celular ou computador por exemplo);

  • Pessoas com idade entre 13 e 17 anos de idade;

  • Estar matriculado em uma escola.

Os dados foram extraídos seguindo os seguintes procedimentos:

  • Acesso ao site do IBGE, no módulo que continha dados sobre escolares com idades entre 13 e 17 anos, da PENSE (https://goo.gl/v24FPN)

  • Seleção de dados (planilhas de Excel) que relatavam as características do estilo de vida dos jovens, como nível de atividade física, tempo de tela e alimentação.

A análise dos dados foi por meio da estatística descritiva, que segundo Aragão, (2013), permitem a análise e a interpretação dos dados, além de ter um importante papel os estudos descritivos, podem dar conhecimento aos profissionais de uma determinada área ou setor sobre seus dados demográficos. Os dados estão apresentados em medidas de frequência, medidas de tendência central e dispersão, e sumarizados em tabelas. Os softwares utilizados foram o Microsoft Excel versão Professional Plus 2013, e o programa SPSS versão 24, em um computador com sistema operacional Windows 8, edição 8.1, ano 2013.

6. RESULTADOS E DISCUSSÕES

O presente estudo avaliou o Nível de Atividade Física e Tempo de Tela de Escolares da Educação Básica. Os dados aqui apresentados, tanto em forma escrita quanto em gráficos, refletem sobre amostras da pesquisa PeNSE, que é uma pesquisa realizada por amostragem, e tem como objetivo principal conhecer e dimensionar os fatores de risco e proteção à saúde dos adolescentes.

Os principais dados referentes ao estado nutricional dos escolares são descritos no Gráfico 1, de acordo com dados do IBGE (2015), 46.5% (13.199.862) dos estudantes brasileiros possuem idades de 13 a 17 anos de idade, e cursavam do 6° ano ao 9° ano do ensino fundamental e ensino médio no país. Segundo Passos et al. (2015), sabe-se que esta idade é determinante para adoção de estilos de vida saudáveis, que podem ser perpetuados na idade adulta.

Alguns estudos relatam (BACIL et al., 2015, PELEGRINI et al., 2015, e CUREAU et al., 2012) que indivíduos que participam de esportes regularmente durante a adolescência tendem a fazer mais atividade física diária e são mais propensos a fazer atividade física na idade adulta. Já os indivíduos que apresentam sobrepeso na infância, tendem a apresentar sobrepeso e obesidade na vida adulta. Passos et al. (2015) reforça que o comportamento alimentar começa a ser formado desde os primeiros anos de vida e os hábitos alimentares da idade adulta estão relacionados com os aprendidos na infância. Além disso, mudanças de comportamento com o avançar da idade tendem a ser mais difíceis de ser alcançadas.

Segundo Fernandes et al., (2012), vários são os fatores que levam as crianças a se tornarem obesas como: alimentos com alto valor calórico, aumento do tamanho das porções, aumento do tempo gasto em frente da televisão, videogame, computador e diminuição das atividades com maior gasto energético, levando cada vez mais ao sedentarismo. Além disso, o ambiente familiar compartilhado e a influência dos pais nos padrões de estilo de vida dos filhos, incluindo a escolha dos alimentos, e nível de atividade física

Nesta concepção, é importante conhecer as prevalências do estado nutricional dos estudantes, conforme apresentado no gráfico 1.

Gráfico 1: Estado Nutricional de estudantes de 13 a 17 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2015.

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Verifica-se que a maioria dos estudantes, em todas as faixas etárias, possuem peso adequado, contudo, ainda se verifica prevalências em torno de 20 a 25% de pessoas com sobrepeso/obesidade. Tais resultados corroboram com os estudos de Cureau et al., (2012) e Teixeira et al. (2016), que relataram que os jovens com excesso de peso chegaram a 25,7% e 25,9%.

Diante do exposto, é importante que os alunos adotem ações que mudem seus estilos de vida, que, por conseguinte, contribuam para redução dos riscos à saúde.

O gráfico 2 apresenta a atitude destes alunos em relação ao próprio peso corporal.

Gráfico 2: Atitude de estudantes de 13 a 17 anos em relação ao próprio peso corporal, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2015.

A maioria dos alunos (40,7%) não determinaram nenhuma atitude em relação ao peso corporal, mas há percentual significativo (25,5%) que relataram a necessidade de perder peso.

O alto nível de alunos que não determinaram nenhuma atitude em relação ao próprio peso corporal, pode ser compreendido no sentido que, muitos adolescentes e seus pais ou responsáveis não possuem conhecimento sobre a obesidade e suas consequências, como relata Andrade et al. (2015).

É preocupante que 25% dos alunos tenham a percepção que precisam perder peso, apresentando números bem superiores aos que tiveram a percepção em torno de ganhar peso ou manter o peso corporal, visto que a obesidade pode acarretar problemas que vão comprometer a qualidade de vida na fase adulta.

O gráfico 3 apresenta as prevalências de excesso de peso, comparando os sexos dos escolares.

Gráfico 3: Prevalência de excesso de peso em estudantes de 13 a 17 anos, comparados por sexo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2015.

Como pode ser observado no gráfico 3, não houve diferença significativa entre o sexo masculino e o sexo feminino nos dados que demonstram as prevalências de excesso de peso, em todas as idades, fato semelhante ao que foi apresentado nos estudos de Vasconcellos, Anjos e Vasconcellos (2013). Os autores não encontraram diferenças dos percentuais de sobrepeso e obesidade entre ambos os sexos, sendo que os meninos apresentaram um percentual de 24,5%, e as meninas 26,3%.

Pode se associar os resultados apresentados no gráfico em relação ao menor índice de sobrepeso e obesidade nos jovens de maior idade os fatores apresentados a seguir, adolescentes que ao começarem a desenvolver sua carreira profissional possuem uma maior parte do seu tempo fora de casa e consequentemente menos tempo despendido dentro de casa em frente às telas, outro fator é a falta de locais de lazer apropriados e seguros, e falta dos adultos intercederem em busca de conscientizar os adolescentes sobre os benefícios da atividade física (SOUZA; MARTINS e TROMPIERI FILHO, 2016)

Diante do estado nutricional dos alunos, verifica-se que muitos são influenciados pelo estilo de vida, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2004), é um “conjunto de hábitos e costumes que são influenciados, modificados, encorajados ou inibidos pelo prolongado processo de socialização. Esses hábitos e costumes incluem o uso de substâncias tais como o álcool, fumo, chá ou café, hábitos dietéticos e de exercício” (p, 37).

O estilo de vida desta forma, corresponde ao conjunto de ações habituais que refletem as atitudes, valores e oportunidades das pessoas. Estas ações têm grande influência na saúde geral e sobre qualidade de vida dos indivíduos. Devido a profundas mudanças no estilo de vida atual, crianças e adolescentes se tornaram mais sedentários, principalmente no tempo de lazer, com uso combinado de dispositivos eletrônicos ao mesmo tempo. Lima et al., (2018)

Dentre os fatores relacionados com o estilo de vida, avaliados pelo IBGE, tem-se o nível de atividade física, tempo de tela e alimentação. Os resultados que observaram os escolares, quanto ao nível de atividade física, estão apresentados no gráfico 4.

Gráfico 4: Prevalência de escolares, com idade de 13 a 17 anos, distribuído pelo tempo acumulado de atividade física nos 7 dias, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2015.

Verifica-se que a minoria é considerada inativa (7,9%) e segundo Greca, Silva e Loch (2016) e Lucena et al. (2015) a inatividade física é responsável por aumentar as chances de obesidade na infância, a obesidade está ligada a várias doenças crônicas como: hipertensão, osteoporose, diabetes, câncer, obesidade, depressão, síndrome metabólica, problemas cardiovasculares, entre outras durante a vida adulta.

Os resultados dos escolares que fizeram 300 minutos ou mais de atividade física globalmente estimada, que foi um indicador introduzido na PeNSE 2012 (PENSE, 2016), com o objetivo de subsidiar comparações internacionais.

Os dados quando associados com os dados apresentados por Lucena et al. (2015), possuem uma diferença relativa em seus percentuais, os escolares fisicamente ativos, que foi considerado em sua metodologia os que praticaram mais que 300 minutos de atividades físicas durante a semana, obtiveram percentual de 50,2%, enquanto os fisicamente inativos, que foram os que praticaram menos que 300 minutos de atividade física por semana obtiveram percentual de 49,8%.

A inatividade física promove no indivíduo um declínio na eficiência mecânica quando submetido a um determinado esforço, a obesidade diminui a capacidade metabólica de gerar trabalho muscular e suportar a demanda energética da atividade física. E com esse declínio, menor é a capacidade de suportar, a intensidade de uma tarefa, segundo expõem, Paes, Marins e Andreazzi (2015).

Foi observado também que 6,1% não fariam atividade física semanal caso tivessem oportunidade, nesse contexto, é necessário que a Educação Física Escolar desperte nos alunos a consciência de praticar exercícios físicos. Teixeira et al. (2016) afirmam que esta disciplina escolar tem um papel que vai muito além dos ambientes de aulas, alguns minutos dessa aula devem ser destinados à realização de movimentação de pelo menos 30 minutos ininterruptos, para que haja uma exigência dos sistemas musculares, cardiovascular e respiratório inclusive para esforços mais intensos e prolongados.

Entretanto, verifica-se que 24,2% dos escolares não tiveram aulas de educação física em nenhum dia, e apenas 35,2% dos escolares tiveram 2 ou mais dias de aula de educação física.

Segundo (ESMERALDO et al., 2014), ainda há uma grande quantidade de alunos que, em desconformidade com a LDB, não possuem aulas de educação física em suas instituições de ensino, uma outra hipótese que pode contribuir ainda mais com esses dados é que alunos com sobrepeso e obesidade, são menos aptos fisicamente e sentem-se desestimulados a participar das aulas de educação física, assim buscam a dispensa, (CUREAU et al., 2012).

Outro aspecto do estilo de vida avaliado foi o comportamento sedentário e a posse de equipamentos eletrônicos, conforme exposto na tabela 1.

Tabela 1: Prevalência de escolares, com idade de 13 a 17 anos, quanto ao comportamento sedentário e posse de equipamentos eletrônicos e acesso à internet, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2015.

 

13 a 17 anos

13 a 15 anos

16 e 17 anos

Telefone celular

88,6

85,6

93,5

Computador

73,0

70,7

76,7

Acesso à internet

79,8

78,4

82,1

Sentados 2 horas ou mais

52,9

52,7

53,3

Assiste 2 horas ou mais de Televisão

53,8

57,6

47,7


O percentual de escolares, com idade de 13 a 17 anos, que possuem acesso à internet no domicílio é de 79,8%, é conhecido que destinar mais do que duas horas por dia em atividades sedentárias tem relação com o risco de desenvolver doenças como a obesidade, por isso a percepção de regras aplicadas pelos pais para o uso de equipamentos eletrônicos e a confiança na capacidade em reduzir o tempo de tela, são aspectos emergentes e apontados como meios possivelmente eficazes para reduzir a exposição a esse comportamento em jovens. Em crianças, a percepção de regras para uso de equipamentos eletrônicos, como por exemplo, limitar o tempo de uso e retirar a TV do quarto, mostrou-se eficiente para reduzir o tempo de tela. (AUTRAN et al., 2014).

E ainda reforçando sobre os efeitos, Silva et al,. (2017), relata que o uso da internet pode se tornar prejudicial ao desenvolvimento saudável de adolescentes e jovens, podendo estar associado a problemas com o sono, de humor, e sentimentos de dependência.

O percentual que costumam ficar sentados, semanalmente por 2 ou mais horas, são cerca de 53,0%. Segundo Greca, Silva e Loch (2016) afirmam que de acordo com as recomendações atuais baseadas em autor-relatos e medições diretas, um tempo de tela ≥2h/dia foi classificado como alto comportamento sedentário, enquanto um tempo de tela <2h/dia foi classificado como baixo comportamento sedentário.

Sobre os escolares que costumam assistir semanalmente, 2 ou mais horas de televisão, Souza, Martins e Trompieri Filho (2016) definem como um dos fatores para que os pais permitam que os jovens fiquem muito tempo em frente as telas, pode ser caracterizado pela locais de lazer seguros e atrativos, outro fator apresentado por Vasconcellos, Anjos e Vasconcellos (2013), é que quanto maior a duração do entretenimento televisivo, maiores são as chances de o adolescente fazer da televisão o passatempo preferido e gastar mais tempo diante deste lazer passivo.

Sobre os altos índices de escolares que possuem telefone celular no domicílio, (SILVA et al., 2017), verificaram que os adolescentes utilizavam o aparelho smartphone, com um tempo de uso acima de 10 horas por dia. A preferência pelos aparelhos pode ser explicada pelos avanços nos softwares para smartphones que permitem uma maior praticidade de transporte e acessibilidade, quando comparados aos usados no notebook ou computador de mesa. Além disso, as redes sociais e os jogos são outros fatores atrativos importantes para a popularização desses aparelhos.

7. CONCLUSÃO

Com o aumento dos recursos tecnológicos presentes do dia a dia, houve uma alteração nos hábitos das crianças e adolescentes atualmente, se faz necessário então compreender os efeitos que o impacto dessas mudanças, relacionados a diminuição dos níveis de atividade física e aumento do tempo de tela nesse jovens pode causar a saúde dos escolares brasileiros.

Em resumo, foi realizada a análise do nível de atividade física e tempo de tela em escolares, através dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar PeNSE – 2015. Onde foi possível constatar que os níveis de tempo de tela foram relativamente altos, e os níveis de atividade física dos escolares foram considerados abaixo do que se recomenda, para a manutenção de uma vida saudável durante o período da infância e consequentemente na fase adulta, e foi possível também, associar o nível de atividade física e estilo de vida com o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como doenças cardiovasculares e metabólicas.

As informações deste estudo foram coletadas a partir de dados secundários disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período de setembro a outubro de 2018, sendo a amostra composta por escolares do sexo masculino e feminino, com idades entre 13 e 17 anos de idade, é necessário que seja realizado novos estudos no futuro, visando ampliar as informações sobre os níveis de atividade física e tempo de tela em escolares no Brasil, pois ainda há poucos estudos aprofundados neste tema de extrema relevância, é necessário também que haja uma padronização na coleta de dados para se ter resultados mais fidedignos nos estudos produzidos sobre este tema.

8. REFERÊNCIAS

ANDRADE, Júlia et al. Intervenções escolares para redução da obesidade infantil: uma revisão sistemática. Ciência & Saúde, [Porto Alegre], v. 8, n. 2, p.72-78, 17 set. 2015. EDIPUCRS. http://dx.doi.org/10.15448/1983-652x.2015.2.19790.

ALBUQUERQUE FILHO, Nailton J. Brandão de et al. Composição corporal e desempenho motor em escolares da rede pública de ensino. Revista de Salud Pública, Bogotá, v. 15, n. 6, p.859-866, nov. 2013. Universidad Nacional de Colombia. http://dx.doi.org/10.15446/rsap

ARAGÃO, Júlio. Introdução aos estudos quantitativos utilizados em pesquisas científicas. Revista Práxis, [Volta Redonda], v. 3, n. 6, p.59-62, 10 fev. 2013. Revista Praxis. http://dx.doi.org/10.25119/praxis-3-6-566.

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Publicado por: Renan Acha de Filgueiras

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