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Mercado Linguístico e Valorização social: A Norma dos Guardadores de Carro e de Motoristas da Cidade de Cáceres-MT

Educação

Este trabalho monográfico parte da linguística antropológica para analisar a norma usada pelos guardadores de carro da cidade de Cáceres em comparação à norma usada pelos motoristas que freqüentam a praça por lazer.

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1. RESUMO

Este trabalho monográfico parte da linguística antropológica para analisar a norma usada pelos guardadores de carro da cidade de Cáceres em comparação à norma usada pelos motoristas que freqüentam a praça por lazer. Para tanto, partimos do conceito de norma de Coseriu (1997) e de regulação lingüística Corbeil (2001) e capital lingüístico Bordieu (1977) para mostrar que as diferentes culturas levam a diferentes maneiras de dizer o que corrobora para o preconceito, já que a regulação linguistica põe à frente uma determinada norma. Por meio de entrevista, percebemos que os guardadores de carro usam uma norma desprestigiada e os motoristas usam uma norma pautada na escrita. Assim, nesta difícil constatação da realidade, vista de um ponto analítico voltado para análise do padrão linguístico dos sujeitos social, durante o desenvolvimento da pesquisa, realizada em um estacionamento público no município de Cáceres, podemos verificar que as pessoas são pré-julgadas pelo linguajar que utilizam para se comunicar etal linguajar vai excluindo-o e deixando os à margem da sociedade, por não fazerem uso da linguagem tida como padrão ideal, em muitos casos normativos.

Palavras- chave: exclusão, marginalização, classe social, sociolinguística, cidadão.

2. INTRODUÇÃO

A escolha deste tema partiu da necessidade de entender os fatores que levam o sujeito a ser analisado e rotulado como pertencente a uma classe social sendo esta de grande representação ou não, e ainda, muitas vezes deixado à margem do contexto social. Portanto, estabelecer relações entre as variações lingüísticas implica analisar situações e acontecimento em que o discurso tem a função de constituir comunicação entre o emissor e o receptor de forma clara e sem equívocos.

Conhecer melhor as variações linguísticas determina como as relações sociais são entendidas e compreendidas, manifestando uma necessidade de observar questões pautadas no uso da língua, incluindo o discurso formal e os padrões culturais relevantes em determinadas situações do contexto social. O sujeito, enquanto autor do discurso, não faz uso da linguagem simplesmente como meio de comunicação, mas como intermédio de relações sociolinguísticas, fator determinante para sua permanência na sociedade.

As interferências culturais e linguísticas contribuem para a formação do indivíduo. É esta relação que vai determinar em que classe ou contexto o sujeito será inserido e executará suas funções sociais. De fato, não é fácil fazer uso de padrões pré-determinados da língua, assim este sujeito necessitará passar por uma formação para adequar-se às formalidades linguísticas.

Foram abordadas no desenvolvimento deste trabalho situações em que se captam as expressões gramaticais percebidas nas falas dos guardadores de carros e usuários do estacionamento público da cidade de Cáceres as quais contrapõem à gramática normativa.

O desenrolar desta pesquisa teve como base o projeto sobre “Os Senti