Whatsapp

Aprendizagem colaborativa e cooperativa: uma metodologia alternativa para melhorar o baixo rendimento escolar

Educação

Pesquisa sobre a aprendizagem colaborativa e cooperativa como alternativa para melhorar o baixo rendimento escolar.

índice

1. Resumo

O presente trabalho foi desenvolvido para os professor do colégio Mfumu para que possam mudar de paradigma correlação ao uso de boas metodologias na sala de aula, visto que, no primeiro trimestre do presente ano letivo 2020/2021 houve um baixo rendimento relevante, para isso, o trabalho em questão leva em consideração a introdução da metodologia da aprendizagem colaborativa e cooperativa para que se possa suprir as dificuldades de aprendizagem verificadas que provocam o baixo rendimento no colégio Mfumu, pois com a implementação dessas metodologias o aluno vai tornando cada vez autónomo e a aprendizagem será eficaz, pois a interdependência e a inter-ajuda entre os outros é imprescindível nestas aprendizagens. Pesquisas revelam que quando os alunos trabalham em grupos, eles entendem melhor do que na habitual aprendizagem tradicional onde o professor ensino e o aluno simplesmente aprende.

A pesquisa em aborgem tem como objetivos, fazer uma abordagem metodológica da aprendizagem colaborativa e cooperativa como uma alternativa para melhorar o baixo rendimento escolar dos alunos do colégio “Mfumu” em Mbanza – Kongo, província do Zaire, Angola.

Para isso, na elaboração e no desenvolvimento fez-se uma Introdução a respeito ao tema, uma parte que atende a fundamentação teórica, isso foi possível com incorporação da metodologia da análise documental para sustentar a as referências bibliográficas. Na parte da metodologia, fez-se menção a caracterização do colégio em estudo e por último abordou-se um leque considerações finais que tem a ver com a conclusão da pesquisa referente à aprendizagem colaborativa e cooperativa.

Palavras- chave: Aprendizagem Colaborativa;  Aprendizagem Cooperativa; Metodologia; Rendimento escolar.

Keywords: Collaborative Learning; Cooperative Learning; Methodology; School performance.

2. Introdução

Deste o tempo primórdio, o ser humano tinha sempre o espírito de se unir com os seus semelhantes para realizar uma certa ativididade, para isso, surge um ditado que diz o seguinte: “A união faz a força”, porém, importa dizer também que, existe mais outro ditado que incentiva o trabalho em grupos cito: “Um olho vê mas dois olhos veem melhores”. No entanto, com essas ideias, já se faz sentir que trabalhar em grupos tem benefícios significativos, portanto os trabalhos em grupos atualmente estão presentes no seio da educação, tanto na educação formal como na informal, nesta senda, para incorporar estes métodos de trabalhos grupos na educação formal, muitos estudiosos abordaram a respeito, em que outros realizaram uma gama de pesquisa, e hoje nota-se que o trabalho em grupo na escola tem benefícios eficazes quando se quer melhorar a aprendizagem dos alunos com baixo rendimento escolar. “A Aprendizagem Cooperativa e Colaborativa têm o compromisso de viabilizar meios para que o conhecimento seja socialmente construído, por meio da construção e reconstrução de significados” (Feitosa, 2016 cita Vygotsky, 2007).

Íbdem (2016) aponta o seguinte:

A metodologia da Aprendizagem Cooperativa possui sua estrutura no desenvolvimento do trabalho em equipe realizado pelos aprendizes para alcançar objetivos comuns, geralmente o trabalho é desenvolvido a partir da divisão de tarefas, etapa em que cada integrante é responsável por uma parte das atividades propostas para resolver um problema, contudo, todos trabalham juntos e são responsáveis pela aprendizagem de todos. Nesta abordagem, o professor tem a função de mediar à aprendizagem, organizar atividades, realizar intervenções a partir das observações e distribuir tarefas. A Aprendizagem Colaborativa abrange uma metodologia em que o conhecimento é consequência de uma concordância entre participantes de uma equipe, que sabe dialogar, trocar informações e desenvolver conclusões através de um consenso. Ela pode ser considerada uma estratégia de ensino que motiva o aluno a participar durante todo processo de aprendizagem, que se torna mais funcional e eficaz, mas também pode ser considerada uma convergência de abordagens educacionais que, ao mesmo tempo, são denominadas de aprendizagem cooperativa ou aprendizagem em pequeno grupo.

3. Fundamento teórica

3.1. A aprendizagem

A aprendizagem ocorre quando temos um professor, um aluno e o conteúdo, para isso, o professor terá como papel de ensinar o conteúdo e o aluno o de aprender, portanto, para que isso possa acontecer, o professor deve contar com apoio de métodos, técnicas e estratégias para que possa alcançar os seus objectivos.

3.1.1. Tipos de aprendizagem

Assim como as teorias da aprendizagem explicitam as  diferentes visões que se tem sobre o processo de aprendizagem em uma perspectiva sócio-histórico, os tipos de aprendizagem derivam-se das concepções estudadas até o presente momento.

Os tipos de aprendizagem exigem dos professores a necessidade de ser conscientes das diferentes maneiras de aprender. Isto para que no exercicio da docência em qualquer nivel educativo, este conhecimento permita escolher as melhores metodologias de ensino para desenvolver destrezas nos alunos que aprenderm de distintos modos. Embora haja mais de uma classificação para os tipos de aprendizagem, basicamente se descrevem abaixo a seguir:

  • Aprendizagem implícita;
  • Aprendizagem explícita;
  • Aprendizagem associativa;
  • Aprendizagem significativa;
  • Aprendizagem Experiencial;
  • Aprendizagem Observacional;
  • Aprendizagem Emocional;
  • Aprendizagem cooperativa;
  • Aprendizagem colaborativa;

Embora que se fez menção a vários tipos de aprendizagens, importa salientar que, o presente artigo tem como foco a aprendizagem colaborativa e cooperativa, pois estas são o objeto do estudo deste trabalho.

3.1.2. A aprendizagem colaborativa

a aprendizagem colaborativa vai ao encontro da teoria sociocultural defendida por Vygotsky (1998). De acordo com esta teoria, o homem é um ser social que por meio da interação aprende com outras pessoas. Sendo assim, Vygotsky refere que a interação social é essencial para o desenvolvimento cognitivo dos indivíduos, uma vez que é mediadora desse processo.

Segundo Graça (2016) cita Kessler (1992) e Bruffe (1999), aponta o seguinte:

A aprendizagem colaborativa é um processo ativo que se dá pela construção colaborativa entre os pares; os papéis do grupo são definidos pelo próprio grupo; a autoridade é compartilhada; o professor é um facilitador, um parceiro da comunidade de aprendizagem; ocorre a centralização da responsabilidade da aprendizagem no aluno e existe a co-responsabilidade pelo processo de aprendizagem do colega. Concordo com os autores quando sublinham que a colaboração pressupõe que os alunos trabalhem juntos para atingir objetivos comuns de aprendizagem. Acrescentam ainda que por meio dela, os alunos em interação podem dar e receber ideias, promover assistência recíproca para a realização de uma atividade. Ou seja, os alunos auxiliam-se mutuamente para atingir o sucesso que é o sucesso da equipa e não de um único aprendente.a aprendizagem colaborativa pode ocorrer além das paredes da sala de aula, podendo ter lugar em meio virtual. A interação pode ser mediada pelo computador que pode possibilitar oportunidades de socialização para a aprendizagem. A aprendizagem colaborativa não se restringe à sala de aula, visto que, por meio da internet, as pessoas têm também a possibilidade de aprender juntas. Ainda acrescentam que através desses meios rompe-se com as limitações espaciais e temporais, propiciando a interação entre um grande número de participantes, o que faz com que a aprendizagem seja favorecida pelas trocas internacionais e pela colaboração entre os participantes.

3.1.3. As técnicas de aprendizagem colaborativa

Uma técnica é a forma de executar um determinado trabalho ou atividade, portanto, no campo educacional, as técnicas podem se converter em estratégias, pois, as estratégias no processo de ensino- aprendizagem são incorporadas para inovar o processo e para facilitar o atingimento de objetivos do processo de ensino- aprendizagem, em relação às técnicas de aprendizagem colaborativa, o professor deve dominar as mesmas antes de pensar numa aula em que vai aplicar a metodologia da aprendizagem colaborativa.

3.1.4. A aprendizagem cooperativa

Vasconcelos, Silva, Lima e Melo  (2007) citam Barata (2000) enfatizando o seguinte:

Aprendizagem Cooperativa é uma metodologia de ensino que estimula o trabalho em equipe, onde os membros do grupo participam mutuamente com esforços cooperativos conseguindo, dessa forma, enfatizar a aprendizagem natural (estruturada). Essa metodologia só acontece efetivamente em grupos em que os alunos trabalham juntos criando sua própria situação de aprendizado. Suas principais vantagens são, dentre outras: ganhos acadêmicos (especialmente para os alunos com maiores dificuldades de aprendizagem), melhoria nas relações sociais, desenvolvimento social e afetivo entre os alunos. A aprendizagem cooperativa é aquela baseada em problemas, a qual está relacionada com a aprendizagem colaborativa, porquanto visa à interação entre alunos de maneira que estes alcancem objetivos em comum. Essa metodologia de ensino permite a liberdade de posicionamento e discussão, estimulando as habilidades sociais dos indivíduos, o desenvolvimento da criatividade e o equilíbrio individual. Existe uma relação entre a utilização da aprendizagem cooperativa e o desenvolvimento da inteligência emocional, ou seja, esse tipo de metodologia fornece uma preparação psicológica ao aluno, o qual será futuro profissional, para enfrentar as nuanças emocionais inerentes à vida. Essa preparação se desenvolve através da observância e estímulo de certas aptidões, as quais determinam à capacidade do indivíduo possuir autoconhecimento, de perceber e saber lidar com as emoções de outros, de controlar suas emoções, de ter auto-motivação e de se relacionar com outras pessoas.

A aprendizagem cooperativa está fundamentada nas relações de teoria, pesquisa e prática (trigêmeos siameses). Cada um possue vida própria, sendo conjuntamente inseparáveis. A interdependência entre esses três fatores deverá ser buscada pelos docentes, através do equilíbrio, para que os alunos alcancem o verdadeiro saber ensinado. Os cinco componentes essenciais que cada estudante deve possuir para que consiga atingir o estado de cooperação dentro de um grupo, entre eles a interdependência positiva, a responsabilização individual, a interação promotora, as habilidades sociais e o processamento do grupo, não são utilizados apenas durante a vida acadêmica, mas também serão levados ao ambiente profissional, uma vez que serão os pré-requisitos para alcançar o sucesso do todo.

3.1.5. Os alunos e a aprendizagem colaborativa e cooperativa

Graça (2016) cita Behrens (2000, p. 3) relata o seguinte:

No enquadramento da aprendizagem colaborativa, o processo de ensino-aprendizagem já não está centrado na figura do professor, o aluno desempenha um papel fundamental no âmbito da aprendizagem, mas para isso:  O aluno precisa ultrapassar o papel de passivo, de escutar, ler, decorar e de repetidor fiel dos ensinamentos do professor e tomar-se criativo, crítico, pesquisador e atuante, para produzir conhecimentos. Em parceria, professores e alunos precisam buscar um processo de auto-organização para a cessar a informação, analisar, refletir e elaborar com autonomia o conhecimento. O volume de informações não permite abranger todos os conteúdos que caracterizam uma área do conhecimento. Portanto, professores e alunos precisam aprender a aprender como a cessar a informação, aonde buscá-la e o que fazer com ela

Pesquisas recentes de vários estudiosos revelam que a aprendizagem colaborativa e cooperativa geram benefícios significativos correlação a aprendizagem dos alunos, pois para íbdem (2016) cita Araújo (2012).  relata o seguinte:

Na prática de trabalho colaborativo o foco está já muito centrado na rentabilização dos processos através da ativação das potencialidades de cada um que, juntas, se tornam mais fortes e produzem melhores resultados. Portanto, mais uma vez reforça a ideia da ênfase no processo e não nos resultados alcançados.

Assim íbdem (2016) cita Harasim (1989) sugerindo o seguinte:

As teorias de aprendizagem colaborativa veem o aluno como um participante ativo no processo de aprendizagem, envolvido na construção do conhecimento por meio de um processo de discussão e interação com os colegas e professores. Nota-se que neste percurso, os alunos em parceria com o professor têm de averiguar processos de autoorganização, reflexão e análise, permitindo deste modo elaborar com autonomia o conhecimento.

Íbdem (2016) cita Torres e Irala (s/d); Figueiredo (2006) assinala o seguinte:

Todos os alunos envolvidos num empreendimento colaborativo são automaticamente responsáveis pelo seu progresso e pelo progresso do seu grupo, num relacionamento solidário e sem hierarquias. É ainda de referir que na aprendizagem colaborativa, os alunos têm a oportunidade de aprender com os colegas e de lhes ensinar. Os autores advertem para o facto do esforço conjunto na resolução de tarefas propostas pelo professor, a troca de conhecimentos e de experiências realçar a aprendizagem e poder levar a um conhecimento mais duradouro e significativo do que o obtido por meio da aula tradicional, que pode ser facilmente esquecido depois da tradicional avaliação escrita.

Barbato, Corrêa e Souza (2010) alertam o seguinte:

E bem melhor trabalhar em grupo menor, você consegue, você tem mais liberdade de perguntar, de tirar dúvidas, o professor também esta ali perto, é uma roda, então fica uma relação mais horizontal do professor com o aluno. O grupo fica menor, então eu acho que a chance de aprender é melhor, você aprende mais, acaba tendo um vínculo maior com o professor. A aprendizagem grupal é um processo novo e exige mudanças, e mudanças também implicam aprendizado, o qual também se relaciona ao modo de ser de cada um. Processos de mudanças têm como consequência a ansiedade criada a partir do abandono de condutas já estereotipadas. A mudança gera resistência devido à ansiedade de perder o que já possui (identidade) e medo do desconhecido. Porém, essa resistência a mudanças implica um bloqueio da aprendizagem, de modo que a resistência quase sempre emerge em situações nas quais o homem se vê frente a algo novo. O professor não aceita críticas do grupo, mas ele sim chama atenção do aluno e a gente acha que quando está em grupo todos têm a liberdade de falar o que pensa.

3.1.6. O papel do professor como orientador da aprendizagem colaborativa e cooperativa

Muitos professores que preferem aplicar as metodologias colaborativa e cooperativa, pois reconhecem a eficácia e os benefícios destas metodologias na sala de aula, para isso Barbato et al (2010) abordam o seguinte:

O corpo docente precisa devolver continuamente o conhecimento cognitivo, atitudinal e habilidade para coordenar grupo. Uma parcela da aprendizagem de cada aluno depende do professor, que promove o aprendizado dos estudantes. E tal aprendizado articulado é fundamental para o desenvolvimento do aluno. O aluno, tendo uma formação que articule os elementos: conhecimentos, habilidade e atitudes, pode tornar-se um profissional bem sucedido e socialmente engajado. Para solucionar um problema é preciso questionar as origens das dificuldades, e a “chave” desse problema, a dificuldade do professor em coordenar grupo, pode ser o fato de não terem ensinado os professores como trabalhar em grupo. Para coordenar grupos, é necessário que o professor facilitador desenvolva competência, provindo dos seus estudos, leituras e experiências em grupo. Essa competência é tecida com atributos e funções denominadas: “Gostar e Acreditar em grupos” – o profissional que tem prazer no que faz torna a tarefa mais bem sucedida e não trabalha com desgaste pessoal, cabendo lembrar que gostar e acreditar em grupos não exclui sentir ansiedade, cansaço e descrença. “Coerência”. O coordenador como educador deve ser coerente para não resultar no educando sentimento de confusão e abalo de confiança básica. O professor é como se fosse um coordenador de um filme, ele deve garantir que a história tenha o final já previsto por parte de seu conhecimento; porém, o resultado e o processo de realização em que o filme irá acontecer dependerão de uma criação coletiva.

Moreira ( 2012, p. 32) apela o seguinte:

O professor ao assumir o seu papel de incentivador e observador, desenvolve uma grande flexibilidade e criatividade na sua função de formador e educador, dando-lhe, também, uma oportunidade para desenvolver trabalho colaborativo com os seus pares, substituindo o isolamento que caracteriza o seu desempenho no ensino tradicional. Por outro lado, os professores devem ter uma boa preparação e motivação na implementação desta estratégia. Desta forma, evitar-se-iam problemas relacionais entre os alunos, bem como dificuldades de coordenação dos grupos por parte do professor.

Para Marques (2014) cita Johnson; Johnson; Smith (1989); Johnson; Johnson (1992) aponta o seguinte:

Uma aula ou qualquer outro instrumento pedagógico seja considerado de aprendizagem cooperativa, estes devem conter os cinco elementos fundamentais que são:

▯ A interdependência positiva;

▯ A responsabilidade individual;

▯ A interação promotora (face a face);

▯ O ensino de habilidades sociais;

▯ Processamento de grupo.

Figura 1.1: Elementos fundamentais da Aprendizagem coopertiva

Fonte: Marques (2014, p. 23)

Íbdem ( 2012, p. 32) enfatiza:

A estratégia de aprendizagem grupal é reconhecida como espaço que exercita a prática grupal, indo além do aprendizado apenas teórico sobre grupos, possibilitando a construção atitudinal com o outro. Todavia, limites do próprio estudante e do professor como coordenador precisam ser considerados. De qualquer modo, a estratégia grupal é mais uma possibilidade que permite transformar a prática pedagógica, trazendo contribuições ao processo ensino-aprendizagem, já que promove mudanças na relação do estudante com o conhecimento, com o professor, com o colega e consigo mesmo. Nesse contexto, a atuação do professor continua sendo fundamental, todavia, envolvendo um papel mais dinâmico, ativo, sintonizado com o processo grupal e a realidade concreta dos estudantes. Esse papel também requer aprendizado significativo. Assim, cabe ressaltar a necessidade de construir espaços de formação para o trabalho grupal para os professores universitários. O processo de ensino-aprendizagem em pequenos grupos possibilita também ao aluno um exercício para a prática profissional: eles aprendem a escutar, dialogar e compartilhar experiências, além de mudanças no seu modo de ser/atuar para realizar um trabalho em grupo/equipe criativo e crítico.

Oliveira (2015, p. 43) cita Fontes e Freixo (2004) confirmando o seguinte:

Existem quatro etapas que o docente deve respeitar para implementar a Aprendizagem Cooperativa nas suas aulas e ter sucesso. São elas:

1- Preparação da observação dos grupos: decidir se algum aluno o acompanha nesta tarefa e decidir qual o aluno selecionando o tipo de observação que vai utilizar;

2- Avaliar o grau de cooperação que ocorre em cada grupo;

3- Intervir sempre que necessário para melhorar a execução da tarefa e o trabalho de grupo;

4- Permitir que os alunos façam a sua própria avaliação da sua participação dentro do grupo, fomentando a auto supervisão.

Íbdem (2015, p. 45) cita Lopes & Silva (2013).concorda que:

Na implementação da Aprendizagem Cooperativa, o docente deve:

1- Circular pela sala de aula, a fim de ir controlando o comportamento dos alunos e observar a forma de trabalhar dos mesmos;

2- Intervir caso veja que algum grupo se encontra “perdido” por haver algum conflito entre os elementos ou por não saber como realizar uma determinada tarefa;

3- Ajudar os grupos quando necessário, prestando-lhes alguma explicação, fornecendo-lhes material extra ou incentivos;

4- Elogiar individualmente e o grupo quando completam as tarefas de forma correta

Quando já foi realizada a Aprendizagem Cooperativa, o docente deve realizar três tarefas:

1- Fazer o encerramento da atividade através de um breve sumário indicando os pontos-chave da mesma ou pedir aos grupos que apresentem uma síntese do seu trabalho;

2- Avaliar o grupo, através dos critérios formulados na pré-implementação com o auxílio dos alunos, dando-lhes de seguida um feedback da forma como o grupo realizou o seu trabalho;

3- Refletir sobre o que foi elaborado guardando um registo onde conste o trabalho realizado e do motivo.

3.1.7. As vantagens da aprendizagem colaborativa e cooperativa

3.1.8. As vantagens da aprendizagem colaborativa

A aprendizagem colaborativa e cooperativa têm um leque de vantagens, pois vários estudos e pesquisas apontam pela a sua eficácia e vantagens que estes tipos de aprendizagem apresentam, nesta perspetiva, de acordo com a Graça (2016) cita Araújo (2012) remata o seguinte:

A colaboração é hoje entendida como a chave para o sucesso de qualquer organização e pode ser uma mais-valia para a educação no século XXI. Aliás, em educação, a colaboração é fundamental para apoiar a aprendizagem dos alunos e para melhorar a abordagem de conteúdos curriculares. Para este autor a colaboração assume-se ainda como importante na educação, porque se considera que o trabalho colaborativo facilita o sucesso das aprendizagens.

Falando mais especificamente das vantagens desta metodologia, importa salientar que, na visão do Íbdem (2016) cita Torres e Irala (s/d); Roldão (2007) afirmando que:

No trabalho em colaboração, os alunos assumem na sala de aula a responsabilidade pela sua própria aprendizagem e desenvolvem habilidades metacognitivas para monitorizar e dirigir o seu próprio desempenho e conhecimento. Cada pessoa envolvida na atividade pode ver o problema de uma perspetiva diferente e esta abordagem fomenta a negociação e gestão de significados e soluções mediante uma perceção compartilhada. Na linha de pensamento do autor, sugere que trabalhar colaborativamente permite ensinar mais e melhor. No entanto, alerta para o facto de não ser possível trabalhar sempre de forma colaborativa. Por isso, para que a colaboração seja eficaz, os professores têm um contributo a dar, isto é, as próprias tarefas de trabalhos colaborativos devem incluir momentos de trabalho individual para preparar ou aprofundar o trabalho em coletivo no momento seguinte.

Íbdem (2016), nesta perspetiva, Valadares e Valaski (2013), referidos por Torres e Irala (s/d), acrescentam que:

O elemento crucial de uma participação ativa é a troca de experiências por meio do diálogo. A interação dialógica entre indivíduos e o intercâmbio de ideias promove o desenvolvimento cognitivo do sujeito, pois os conhecimentos são socialmente definidos e o sujeito depende da interação social para a construção e validação dos conceitos. O autor ainda cita Morris (1997), a aprendizagem colaborativa pode trazer à tona o que há de melhor na pessoa e o que ela sabe. Morris acrescenta ainda que o raciocínio resultante da interação colaborativa será enriquecido pelas diferentes perspetivas e experiências com que cada um dos participantes contribui para a tarefa. Por certo cada um dos participantes não pensa exatamente do mesmo modo e essas diferenças de pensamento podem criar novos conhecimentos por meio do ensino recíproco. Além disso, afirma ainda que a interação sinérgica entre indivíduos que pensam de modo diferente, a vivência do processo e a construção de um produto que somente pode ser alcançado com a contribuição de todos os envolvidos são as principais vantagens da aprendizagem colaborativa.

Íbdem (2016) cita Boavida e Ponte (2000); Araújo (2012) identifica algumas vantagens importantes no trabalho colaborativo, destacando que:

Serve para unir várias pessoas em torno de um projeto comum, o facto de haver mais recursos humanos num grupo promove o sucesso daquilo que o grupo se propõe realizar. O aparecimento de diferentes sinergias, também abre caminho a uma reflexão e aprendizagem mútuas. E várias sensibilidades sobre a mesma realidade contribuem para uma interpretação mais abrangente e mais rica de uma mesma realidade. Assim, a colaboração tem um grande potencial na renovação dos processos de ensino aprendizagem, combinando os pontos fortes de vários indivíduos de modo a influenciar positivamente a aprendizagem dos alunos. Segundo a autora, ainda relativamente às conceções de Torres e Irala (s/d), os métodos de aprendizagem colaborativa apresentam-se, atualmente, oportunos para a constituição de uma educação inovadora e em sintonia com as novas exigências da sociedade do conhecimento. Esse tipo de aprendizagem é mais do que uma série de técnicas aplicadas pelo professor para que ele tenha menos trabalho e coloque maior responsabilidade nos alunos, tornando o trabalho discente mais árduo. O mesmo autor destaca ainda que a aprendizagem colaborativa é uma filosofia de ensino. Uma filosofia que acredita que o trabalhar, o criar, o aprender em grupo faz parte de um novo conjunto de habilidades que os alunos precisam de aprender para que eles e o mundo onde vivem possam continuar a existir a longo prazo.

Desta feita, Íbdem (2016) cita Freitas e Freitas (2003) elencam resultados de pesquisas sobre aprendizagem colaborativa, onde destacam benefícios em torno desta prática, tais como:

Melhoria das aprendizagens na escola; melhoria das relações interpessoais; melhoria da autoestima; melhoria das competências no pensamento crítico; maior capacidade em aceitar as perspetivas dos outros; maior motivação intrínseca; maior número de atitudes positivas para com as disciplinas estudadas, a escola, os professores e os colegas; menos problemas disciplinares, uma vez que mais tentativas de resolução dos problemas de conflitos pessoais; aquisição das competências necessárias para trabalhar com os outros e menos tendência para faltar à escola. Porém, apesar de todas as vantagens elencadas no que concerne à aprendizagem colaborativa, cabe-nos chamar a atenção para o facto de que em campos tão complexos, como a educação, nenhuma metodologia de ensino-aprendizagem é totalmente eficaz e vantajosa.

3.1.9. As vantagens da aprendizagem cooperativa

“A aprendizagem Cooperativa tem vantagens tanto para alunos como para os docentes. No que se refere às vantagens, podem ser divididas em quatro categorias, sendo elas, sociais, psicológicas, académicas e de avaliação”(Íbdem, 2015 cita Lopes & Silva, 2013).

Tabela 1.1: O benefício académico da aprendizagem cooperativa

Tipo de benecífio

 Descrição

Benefícios académicos

 

▯ Desenvolve competência de pensamento de nível superior;

▯ Estimula o pensamento crítico e ajuda os alunos a clarificar as ideias através da discussão e debate;

▯ O desenvolvimento das competências e da prática podem ser melhoradas e tornarem-se menos aborrecidas por meio das atividades de aprendizagem cooperativa dentro e fora da aula;

▯ Desenvolve as competências de comunicação oral;

▯ Fomenta as competências metacognitivas dos alunos;

 

Fonte: adaptada a partir da tabela do Lopes & Silva (2013).

Segundo Íbdem (2015, p. 41) cita Fontes e Freixo (2004) argumenta o seguinte:

A aprendizagem Cooperativa em pequenos grupos, permite aos alunos criar atitudes e valores de cooperação que são importantes para a formulação de pensamentos críticos, criativos e para a criação de valores nas relações grupais e para as aprendizagens conceptuais. Para além disto, os alunos criam um nível de autonomia, responsabilidade e de construção de conhecimentos maiores. Para o autor, Fontes e Freixo apresentam ainda duas subdivisões dos benefícios: os cognitivos, onde se pode assistir a um maior rendimento e produtividade por parte dos alunos, a uma correta utilização da linguagem e a um debate e troca de informações entre grupos; os atitudinais a partir dos quais se pode verificar um aumento da autoestima, do interesse e da motivação dos alunos. Estes, também, desenvolvem a sua comunicação, o respeito pelo outro, a responsabilidade individual e há a integração dos alunos com maiores dificuldades.

Íbdem (2015) cita Johnson e Johnson (1999) confirma o seguinte:

A aprendizagem colaborativa e cooperativa apresentam como benefícios, o facto de:

▯ Os alunos a trabalharem em cooperação conseguirem obter raciocínios mais complexos;

▯ Reterem melhor a informação;

▯ Haver uma maior preocupação com o outro;

▯ Haver a criação de relações pessoais entre os alunos;

▯ Haver, por parte do aluno, maior autonomia e independência.

3.1.10.  Aprendizagem cooperativa na sala de aula

A sala de aula é o lugar apropriado onde decorre o processo de ensino aprendizagem, pois é na sala de aula em que o professor ensina, e os alunos aprendem. Os professores ensinam os conteúdos mediante a utilização das metodologias ativas. Metodologias estas que podem ser aplicadas através do uso das técnicas e estratégias. Nesta senda, todavia Íbdem (2015, p. 43) cita Gillies & Boyle (2010) alertando o seguinte:

Na atualidade os alunos, infelizmente, em alguns casos, têm poucas oportunidades de construir e ajudar a construir o seu conhecimento, em sala de aula, de uma forma mais ativa e dinâmica. Daí que haja a necessidade de se implementar novas metodologias nas escolas, como a Aprendizagem Cooperativa. Cabe ao professor fazê-lo, mas, para tal tem de ter consciência dos desafios que vai enfrentar, tais como a organização curricular, utilizar devidamente a Aprendizagem Cooperativa, a socialização entre os elementos do grupo e o seu próprio empenho na utilização da mesma, pois os resultados podem não aparecer com a rapidez desejada pelo docente.

 Segundo Íbdem (2015, p. 45) cita Baines, Blatchford e Kutnick (2008) enfatiza:

O docente tem de planificar muito bem as suas aulas de modo a que possa dispensar algum tempo da sua aula para obsevar os grupos em termos de comportamento e interação. Assim como, incentivá-los a refletir sobre as suas práticas em grupo. O autor menciona Gillies e Boyle,  antes de dar início à utilização da Aprendizagem Cooperativa, o docente deve decidir como vai organizar a turma, a nível de grupos, quais as tarefas que os alunos terão de realizar, que instruções lhes vai dar para realizar as mesmas e que comportamentos é que ele espera que os alunos tenham.

Íbdem (2015) cita Lopes e Silva (2013) alegando o seguinte:

O papel do professor divide- se em três etapas distintas, a pré-implementação, a implementação e a pós-implementação. Na pré-implementação, existem nove itens que o docente deve ter em atenção:

1- Explicar aos alunos os objetivos, quer sociais quer académicos, da aprendizagem Cooperativa;

2- Decidir qual o número de elementos por grupo, que deve ser entre 3 e 4, podendo ou não, ser um grupo heterogéneo devendo ser mantido durante algum tempo para que haja a criação do espírito de grupo;

3- Fazer a distribuição dos papéis pelos alunos, assegurando-se que todos os desempenham da melhor forma possível;

4- Arranjar o mobiliário na sala de aula, para que os elementos do grupo possam trabalhar face-a-face e interajam melhor;

5- Planificar materiais e métodos de ensino para que cada elemento do grupo possa contribuir para o sucesso do mesmo;

6- Fazer a distribuição das tarefas a realizar acompanhadas de instruções e do tempo disponível para a realização das mesmas;

7- Estabelecer com os grupos os critérios de avaliação a utilizar;

8- Estruturar a interdependência positiva através do questionamento individualizado e coletivo sobre o trabalho, nomeadamente, os resultados obtidos pelo grupo;

9- Ensinar os alunos a trabalhar em grupo através do ensino dos comportamentos desejáveis dos elementos do grupo.

 Magalhães (2014) cita Shindler (2004) enfatiza:

Implementar a aprendizagem cooperativa na sala de aula implica que o professor estruture devidamente o ambiente de aprendizagem, escolhendo-se criteriosamente os métodos a adotar, deste modo, para ser eficaz, as atividades de aprendizagem cooperativa precisam de ser abordadas intencionalmente. Considera que quando preparamos um grupo de estudantes para uma atividade de aprendizagem cooperativa, na sua essência é como se estivéssemos a preparar uma equipa para um jogo. E, tal como o autor refere, existe um ditado entre os treinadores onde se diz que “se não nos prepararmos, estamos a preparar-nos para falhar”. Apesar da conceção da aprendizagem cooperativa apontar a ênfase no papel do aluno, o professor não poderá nunca subestimar o seu papel de líder e a necessidade de fazer uma abordagem intencional. O autor menciona Shindler, pois este sugere que o professor que deseje iniciar esta estratégia de ensino tenha em mente o seguinte princípio: deverá apresentar uma variável de cada vez, ou seja, o professor nunca deverá pedir aos alunos para processarem novos conteúdos e um novo método ao mesmo tempo. Este autor considera que uma nova metodologia deverá ser introduzida quando os alunos estão a trabalhar com um assunto algo familiar. Quando estiverem à vontade com a dinâmica da aprendizagem cooperativa, estarão preparados para trabalhar com qualquer conteúdo. Esta abordagem poderá ajudar os alunos a entender o conceito de equipas de aprendizagem, a praticar responsabilidades e permitirá ao professor aperfeiçoar as suas competências enquanto recebe o feedback do A aprendizagem cooperativa enquanto estratégia para promoção da atenção dos alunos.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Íbdem (2015) cita Bertucci (2010); (Slavin, 1994) aponta os seguintes pontos a ter em conta Antes da implementação duma aprendizagem cooperativa na sala de aula:

1. Desenvolver um ambiente positivo em sala de aula, implica que o professor encontre formas para que os alunos se familiarizem desde o início do ano com o método. A solução poderá passar por um jogo, ou um projeto de realização em conjunto. O objetivo será modelar e encorajar um comportamento educado, respeitoso para com os outros.

2. Antes da organização de grupos cooperativos e atribuição de tarefas académicas, deve ser desenvolvido um clima de cooperação e espírito de grupo na sala de aula. Este objetivo pode ser conseguido através do envolvimento dos alunos em atividades divertidas, em que se tenham de apoiar uns aos outros num esforço de equipa para alcançar objetivos académicos, ou não, e que sejam facilmente alcançáveis.

3. A criação dos grupos é fundamental para prevenir potenciais problemas de gestão. Definir as tarefas a realizar e determinar o número de alunos que serão atribuídos a cada grupo.

4. O tamanho do grupo dependerá da capacidade dos alunos em interagir bem com os outros. O número de elementos varia entre dois a cinco alunos. No entanto, os autores defendem que no caso de, os alunos não estarem familiarizados com a aprendizagem cooperativa, o grupo não deverá ter mais do que três elementos, na medida em que podem existir alunos que são marginalizados e/ou são simples espectadores. Deverá existir a preocupação por constituir grupos o mais heterogéneos possível. O autor faz menção ao Bertucci, colaborador de Roger e David Johnson, tem investigado o impacto do tamanho do grupo, quando os alunos ainda não estão familiarizados com o método. As conclusões da sua pesquisa mostraram, claramente que, os resultados dos alunos que trabalham em pares superam os alunos que trabalham em grupos de quatro e/ou individualmente. Assim, afirma que o tamanho do grupo é a aprendizagem cooperativa enquanto estratégia para promoção da atenção dos alunos uma variável decisiva, especialmente, quando estamos perante alunos que não são suficientemente experientes com atividades de aprendizagem cooperativa.

5. Uma outra importante decisão a tomar prende-se com o tempo de aplicação do método. Pode variar de uma tarefa, a uma unidade curricular, um semestre, ou mesmo para o ano inteiro.

6. Posteriormente devem ser determinados os objetivos académicos, interpessoais e comportamentais para a tarefa.

7. De seguida entramos na fase de planear a organização da sala para as tarefas orientadas para o grupo. Organizar a distribuição dos grupos de modo a que os alunos fiquem suficientemente perto no caso de existir a necessidade de compartilhar materiais.

8. É fundamental preparar os materiais para distribuição ao grupo.

9. A última fase da pré-implementação consiste em determinar papéis para os membros do grupo. Para além da cooperação e o brainstorming com os outros, a cada membro do grupo deve ser atribuído um papel a cumprir durante a realização do trabalho. O professor pode ter que explicar, demonstrar e praticar estes papéis, de modo a que a o aluno interiorize o que se espera que faça, a fim de desempenhar bem essa função e possa reorientar os seus colegas de equipa quando necessário, por forma a garantir um desempenho produtivo.

Íbdem (2015), indica certos aspetos importantes na Implementação duma aprendizagem cooperativa na sala de aula:

1. Nesta fase o professor deverá explicar o que irá ocorrer. São aqui definidas (preferencialmente envolvendo os alunos) as regras para um bom funcionamento do grupo.

2. Segundo os autores, o professor deverá evitar a tentação de "liderar" os grupos. O papel do professor nesta fase muda de transmissor do conhecimento para mediador de pensamento. No entanto, devemos estar atentos ao desenrolar dos trabalhos dos grupos e louvar e incentivar os feitos alcançados pelos alunos. A aprendizagem cooperativa enquanto estratégia para promoção da atenção dos alunos

3. Monitorar e ajudar quando necessário. O professor deverá mover-se entre os grupos de modo a assegurar que eles estão ativamente empenhados nos seus papéis e seguindo os procedimentos designados. No entanto, sempre que possível, a criatividade deve ser valorizada.

4. Os autores aconselham a não responder a perguntas dos alunos, a menos que os membros do grupo não sejam capazes de resolver o problema por si.

Íbdem (2015) cita  Kagan (1994), menciona alguns itens importantes após a implementação duma aprendizagem cooperativa na sala de aula:

Os grupos de aprendizagem devem avaliar o resultado do trabalho realizado, bem como a performance de cada um, e discutir os aspetos a melhorar. Inicialmente implementar a aprendizagem cooperativa na sala de aula exigia uma complexa planificação, visto que não existia uma base de apoio à sua utilização. Segundo este autor, esta foi uma das razões pela qual o entusiasmo inicial diminuiu. Kagan, aconselha a adoção de estruturas simples e flexíveis de utilização da aprendizagem cooperativa, referindo contudo, que, continua a acreditar no poder do planeamento e implementação dos métodos mais complexos, mencionando que as experiências que os alunos poderão retirar são inquestionáveis. No entanto, considera que iniciar por estruturas mais simples será um benefício adicional para o professor, já que poderá não só testar o método e aperfeiçoá-lo, bem como integrar processos mais complexos, aumentado dessa forma os resultados. O importante é o professor estar confortável com as técnicas que utiliza.

 Conceição e Guérios (2016) citam Kilpatrick (1967,  p. 70) afirmam o seguinte:

Quando o professor chega a criar disposição favorável entre os alunos, é que, geralmente, pode esperar êxito. As melhores condições para o aprendizado apresentam-se quando o professor e os alunos cooperam com a mesma intenção e quando a colaboração e o esforço são julgados pela maneira por que apareceram, na vida coletiva, em vez de o serem pela influência de qualquer palavra de autoridade externa. Dessa forma, o professor aproveitará todas as oportunidades nas quais os alunos possam aumentar a prática salutar dos predicados desejáveis. Se eles devem adquirir o senso de responsabilidade precisam praticar a responsabilidade, com o desejo de serem bem sucedidos nessa prática.

3.1.11. Contribuição das TICs na aprendizagem colaborativa e cooperativa

As TICs como ferramentas das novas tecnologias, atualmente elas contribuem de forma significativa no processo de ensino- aprendizagem, pois o seu uso é imprescindível nas salas de aulas, nesta perspetiva, Guedes (2003, p. 32)  cita Shanck (1995); Litwin (1997), enfatiza:

A escola deve ser inovadora, ir em busca do novo e incentivar a pesquisa. A aprendizagem nos dias de hoje não pode ser mais aquela tradicional do quadro de giz e conteudista. Fazer com que o educando busque o conhecimento, interagindo com as redes de comunicação é um dos objetivos na educação atual. Para a utilização dos meios eletrônicos em aula deve ser ministrada de forma a estimular os alunos a buscar novas formas de pensar, procurar e selecionar informações, construir seu próprio jeito de trabalhar o conhecimento e reconstruí-lo continuamente. Procurar atribuir novos significados induzidos por seus interesses e necessidades. Segundo a autora, não se trata de ensinar os velhos conteúdos através dos mecanismos eletrônicos, mas, sim, formar pessoas com capacidade de “aprender a aprender” e de utilizar essa tecnologia para a busca, seleção, análise e articulação entre informações; construir e reconstruir continuamente os conhecimentos utilizando-se de todos os meios tecnológicos.

Íbdem (2003, p. 61) cita Harasim (1989); Moran (2000) aponta o seguinte:

Com o advento das redes mundiais de comunicação e a informática inserida no processo educativo, tem-se observado o crescente incentivo do uso dos meios eletrônicos de comunicação entre educadores e educandos. Esses meios vêm interagindo no cotidiano da comunidade educacional de forma a intensificar os contatos entre as partes referidas, trazendo um grande beneficio que é a produção do conhecimento. Para se obter uma aprendizagem nos moldes colaborativos, pressupõe-se que existam estruturas que possam realizar essas atividades propostas pelos professores. Essas atividades devem ser praticadas por grupos que queiram atingir um objetivo comum. Esses grupos podem desenvolver atividades específicas ou genéricas, mas procurando sempre um mediador ou animador que, em nosso caso, indicaríamos o professor. Dessa forma, é necessário que se tenha um meio de comunicação que possibilite a interatividade do grupo e seu mediador, o professor. Encontram-se nos meios eletrônicos de interação o ambiente e a estrutura adequada para o desenvolvimento da aprendizagem colaborativa enfatizando a interação grupal. É importante utilizar todos os recursos, todas as técnicas possíveis, integrar as dinâmicas tradicionais com as inovadoras, assim, o processo da interação se dá na sala de aula, na Internet, no e-mail, e em outras formas de se produzir a busca constante da aprendizagem. A autora enfatiza que, podemos destacar como ambientes virtuais de colaboração os seguintes meios:

- Bate Papo – Chat

-Facebook e Whats App

- Ambientes de conversação on-line

- Listas de discussão

- Fóruns e Newgroups

- Interação via e-mail

- Construções de Portais da Web

- Sinalizadores de Presença, entre outros.

Correlação ao uso das TICs na aprendizagem cooperativa, a autora pergunta uma questão: A que se deve o fato da evolução tecnológica na escola? Íbdem (2003, p. 46) cita Melo (2001) assinala o seguinte:

Diante das transformações da sociedade e a necessidade da comunidade escolar acompanhar essas evoluções, faz-se mister que o ensino deva integrar-se a essa “onda” tecnológica que acelera os meios de comunicação através das redes mundiais. Muitas das dificuldades encontradas pelos educadores em adquirir novas formas de promover a melhoria de suas aulas já podem ser minimizadas com o auxílio da Internet. Diversos sites já fornecem programas, artigos, bibliografias, textos e uma gama diversa de técnicas que podem solucionar muitas das dificuldades encontradas pelos professores em modificar seus modelos de aulas tradicionais. Mais uma vez a tecnologia está auxiliando o educador na tomada de consciência para uma nova visão da educação. É preciso que os educadores rendam-se ao processo tecnológico e se disponham em estar sempre abertos às novidades que a informática vem disponibilizando através da rede e de outras mídias. Além disso, o educador deve incentivar os alunos à busca de materiais que são disponibilizados na rede, assim, haverá uma evolução no processo educativo e o aluno aprenderá por si só a ir em busca da produção de seu conhecimento. Por meio de Correio Eletrônico, Listas de Discussões, Fóruns etc, professores de uma mesma área ou áreas afins podem trocar materiais educativos, beneficiando-se mutuamente. Até que se crie uma Rede Educativa onde todos os educadores possam ter livre acesso para buscar materiais e novas formas de melhorar o ensino e que também possam contribuir fornecendo suas experiências dentro de uma área de colaboração, totalizando uma grande Rede Educativa com todos os meios mais avançados de produzir conhecimentos, teremos que fazer uso do que já existe, que a nosso modo de ver, já é um grande passo para a melhoria da educação.

3.1.12. Algumas técnicas de aprendizagem cooperativa

3.1.13. Alguns exemplos das atividades da aprendizagem cooperativa na sala de aula

Íbdem (2015, p. 45) cita  Bessa e Fontaine (2002); Fontes & Freixo (2004, p. 55); Sharan e Sharan (1989-1990) ressalta o seguinte:

Existem várias atividades de Aprendizagem Cooperativa que estão documentadas nas mais variadas bibliografias sobre o assunto, tais como:

1. Investigação em grupo

O autor cita esta metodologia é a mais complexa de todas as metodologias da Aprendizagem Cooperativa pois combina tarefas individuais e em grupo e possui recompensas em grupo com base nos seus trabalhos individuais. Este método de trabalho “estimula o sentido de responsabilidade, ao mesmo tempo que promove a autonomia do aluno” afirmam que esta metodologia vai ao encontro dos interesses dos alunos e permite-lhes ter um maior controlo sobre a sua aprendizagem. A investigação em grupo é uma forma de envolver os alunos ativamente nas suas aprendizagens e o grupo pode, cooperativamente, escolher o tema a ser tratado e planificar a sua ação. A partir daqui o grupo tem que completar mais seis etapas para concluir a elaboração do seu trabalho que pode durar de semanas a meses consoante o tema a tratar. Assim sendo, numa primeira fase os alunos são apresentados ao tema geral que deve ser apresentado pelo docente em forma de interrogação e têm contacto com alguma bibliografia disponibilizada pelo professor. Posteriormente, os alunos formulam os subtópicos e apresentam-nos à turma. Esta formulação de subtópicos pode ser feita individualmente ou em grupo e apresentada ao docente e aos restantes colegas de turma. Depois de apresentados todos

os subtópicos, cada aluno escolhe um grupo consoante o subtópico que gostaria de estudar. Numa segunda fase, segundo Sharan e Sharan (1989-1990), o grupo já formado vai planificar a sua ação e ver que materiais e recursos vai utilizar. Os alunos vão discutindo, entre si, para estabelecer o que vão investigar e um membro do grupo vai anotando as sugestões dos colegas. Este aluno responsável por anotar, o chamado anotador, vai relembrando aos outros colegas o tempo limite para a realização das tarefas, os seus papéis e anotando os progressos feitos pelos vários elementos do grupo.

Entretanto, o docente vai circulando pela sala e vendo os planos dos vários grupos e disponibilizando-lhes ajuda caso seja necessário. Na terceira fase temos a investigação. Nesta, cada elemento do grupo procura informação nas mais diversas fontes e vão discutindo em grupo as conclusões a que chegaram. O docente pede aos alunos um sumário daquilo que vão fazendo e o que estão planeando fazer naquela aula. Numa quarta fase, há a preparação do trabalho final,

onde há a organização dos materiais e das conclusões a que os vários elementos do grupo chegaram e como vão fazer a sua apresentação. Nesta fase, os grupos começam a planear uma apresentação apelativa e onde os restantes elementos da turma percebam e aprendam algo.

Nas últimas duas fases, temos a apresentação do trabalho e a avaliação do trabalho. Na avaliação do grupo temos várias possibilidades de o fazer. Esta pode ser realizada pela verificação dos progressos apresentados pelos grupos, com base nas conversas entre o professor e os alunos a quando da elaboração do trabalho ou através de exames feitos aos alunos com perguntas elaboradas pelos vários grupos. Para além disso, os alunos podem, ainda, fazer um pequeno resumo escrito daquilo que aprenderam ao realizar o trabalho ou o docente realiza discussões em pequeno grupo para que os alunos exprimam aquilo que aprenderam com o trabalho.

2. Telefone

Neste método de Aprendizagem Cooperativa a turma está divida em pequenos grupos, sendo que um elemento de cada grupo ausenta-se da sala de aula enquanto o docente ensina aos restantes alunos um conteúdo específico. Posteriormente, o aluno que estava ausente regressa à sala de aula e os outros colegas ensinam-lhe o conteúdo que lhes foi transmitido pelo docente. No fim, os alunos ausentes respondem a um pequeno teste. Os objetivos primordiais desta metodologia são a “responsabilidade individual, partilha de informação, capacidade de organização, desenvolvimento da linguagem oral, escuta ativa, desenvolvimento do espírito de grupo e de turma”.Este método de Aprendizagem Cooperativa é implementado da seguinte maneira:

1- O docente escolhe um aluno de cada grupo para se ausentar com uma atividade para realizarem;

2- O docente ensina um conteúdo à turma;

3- Em grupo, os alunos planificam e discutem como ensinar ao aluno ausente o conteúdo;

4- O aluno ausente regressa à sala de aula e é-lhe ensinado o conteúdo;

5- O aluno ausente responde a um teste e a nota que este obtiver é a nota dada ao grupo.

3. Torneios em Equipa (TGT)

A metodologia do Torneios em Equipa é utilizado com recurso a jogos onde os alunos estarão em competição, cada um representando a sua equipa, contra outos elementos com “níveis de desempenho semelhantes”. Assim sendo, neste método cooperativo teremos grupos heterogéneos e homogéneos. Homogéneos porque o docente deve dividir os alunos pelas mesas consoante os níveis de desempenho, ou seja, os alunos com maior desempenho ficam numa mesa, os com médio desempenho noutra e com baixo desempenho noutra. E heterogéneos porque cada um dos elementos da mesa responde a uma equipa (Fontes & Freixo, 2004). Este método cooperativo deve ser aplicado no final de uma temática ou no final de uma semana de aulas e, depois dos grupos terem trabalhado sobre as temáticas a serem utilizadas nos jogos, cada mesa terá uma ficha e cartões com perguntas a que terão de responder. Todas as mesas respondem ao mesmo tempo e o docente deve ir circulando pela sala de aula para ir respondendo a alguma dúvida que surja. No final do jogo, cada elemento soma a sua pontuação e depois o grupo faz uma soma de todos os elementos obtendo assim o resultado final de cada grupo. O docente recolhe, no final, as folhas da pontuação dando alguma recompensa aos grupos com

melhor desempenho, como por exemplo, um certificado. Caso seja necessário, o docente pode transferir, consoante as suas pontuações, os alunos de mesa colocando os alunos com pontuações mais elevadas nas mesas de maior desempenho e alunos com baixas pontuações na mesa com alunos de menor desempenho.

4. Trabalho de Pares

A) Pensar – Formar Pares – Partilhar

Esta metodologia pode ser utilizada em turmas numerosas. São colocadas questões aos alunos pelo docente em que é dado algum tempo aos alunos para pensarem na resposta. Os alunos em conjunto com outro colega discutem sobre a resposta à questão que, posteriormente, será dada a toda a turma. Este método tem como objetivos a “partilha de informação, escuta ativa, discussão de ideias, reforço e aprofundamento da aprendizagem, desenvolver a criatividade, o pensamento crítico e a auto-estima”.

B) Pares pensam em voz alta para resolver problemas

Este método é utilizado na resolução de problemas onde os alunos utilizam os conceitos e os seus conhecimentos já adquiridos e assim, entendem-nos melhor. Esta metodologia tem por objetivos, a “resolução de problemas, partilha de informações, interdependência positiva, ajuda mútua, escuta ativa”. Este método de Aprendizagem Cooperativa é implementado da seguinte

maneira:

1- A turma é dividida em grupos de 4 alunos;

2- Um par de cada grupo resolve o problema enquanto o outro par escuta;

3- O par ouvinte vai dando sugestões enquanto o par que resolve o problema vai verbalizando o que pensa;

4- No problema seguinte os pares trocam de posições (Lopes & Silva, 2013).

C- Verificação em Pares

Nesta metodologia dividimos a turma em grupos de quatro elementos. Cada par resolve um problema e, posteriormente, verifica as respostas com o outro par. Não importa, neste método, a dificuldade dos problemas pois há sempre a possibilidade de pelo menos um elemento do grupo saber resolvê-lo. Isto é duplamente benéfico. Quem não sabe aprende com os colegas e quem sabe ensina os colegas que assim mais facilmente retêm a informação. Este método tem por objetivos a “ajuda mútua, constituição do espírito de grupo, onsolidação da aprendizagem”. E é implementado da seguinte forma:

1- Dividir a turma em grupos de quatro elementos e dividi-los, posteriormente, em dois pares;

2- Cada par é dividido, pelo docente, em elemento A e elemento B;

3- Cada par fica com um cartão com o problema;

4- Enquanto um elemento do par resolve o problema o outro ensina e incentivao, trocando, posteriormente, de posições;

5- O grupo (dois pares) trabalha em conjunto na resolução do problema comparando e discutindo as respostas no final (Lopes & Silva, 2013).

4. Metodologia Aplicada

O colégio Mfumu é um centro educativo do Iº ciclo do ensino segundário no município de Mbanza- Kongo, província do Zaire, Angola. Quanto a sua localização, importa salientar que, o mesmo encontra-se numa zona periférica a sul da cidade de Mbanza- Kongo na mesma rua com a unidade trânsita, regedoria e posto médico do bairro 11 de novembro na entrada da via principal que liga a referida  cidade da comuna sede com a comuna do Luvu do município de Mbanza-Kongo, na província do Zaire em Angola. O colégio Mfumu Foi criado ao abrigo do disposto artigo 71º da Lei Nº 13/01, de 31 de Dezembro que aprova a lei de base do sistema de educação, conjunto com as disposições do Decreto Presidencial Nº 104/11, de 23 de Maio que define as condições e procedimentos de elaboração. Construída e apetrechada pelo estado angolano, e sua inauguração enquadrou-se nas comemorações do dia 17 de Setembro de 2012, isto é, dia dos heróis nacional, feita pela ministra da cultura Dra. Rosa Cruz Silva em representação do presidente da República de Angola, sua excelência José Eduardo Dos Santos.

O colégio “Mfumu”, é uma instituição educativa de nível base (7ª, 8ª e 9 ª classes) com 8 salas, três (3) gabinetes, uma secretaria, uma sala para os professores, quatro latrinas, a escola possui água potável, um tanque subterrano de água, um pequeno jardim. A escola carece de um laboratório, bibliotéca, espaço de lazer, um campo desportivo, anfiteatro e uma sala de reunião, todavia, tendo em conta aos aperelhos e equipamentos para atender as novas tecnologias, a escola carece também muitos destes equipamentos como tais: computadores na sala dos professores, rede da internet entre outros.

Neste ano letivo 2020/2021 segundo o mapa estatístico do rendimento escolar que foi elaborado pelo responsável da área administrativa do colégio Mfumu espelha que a escola registrou um baixo rendimento escolar referente ao primeiro trimestre, pois no universo dos alunos matriculados neste presente ano letivo, a maioria reprovaram ou seja, não tiveram êxitos escolar. Neste sentido, como eu faço parte do corpo docente deste centro educativo, pensei nesta possibilidade de elaborarar um artigo em que aborda as metodologias de aprendizagem colaborativa e cooperativa como uma alternativa para os professores e alunos do colégio Mfumu para que se possa inverter o quadro do baixo rendimento escolar verificado neste colégio. Nesta consonância, o presente trabalho  foi sustentado pela metodologia qualitativa com  o uso da técnica de análise documental, pois o mesmo faz menção a vários artigos científicos que formaram a base das referências bibliográficas, para isso, “o propósito da realização de uma pesquisa bibliográfica é promover ao pesquisador a oportunidade de ter um contato com o material escrito a respeito de um determinado tema” Feitosa (2016, p. 8).

Estudos baseados em documentos como material primordial, sejam revisões bibliográficas, sejam pesquisas historiográficas, extraem deles toda a análise, organizando-os e interpretando-os segundo os objetivos da investigação proposta.

Pimentel (2001) cita Ludke e André (1986). A análise documental constitui uma técnica importante na pesquisa qualitativa, seja complementando informações obtidas por outras técnicas, seja desvelando aspectos novos de um tema ou problema. As vezes são os documentos as únicas fontes que registram princípios, objetivos e metas de um objeto em análise. Certamente, os documentos revelam concepções explícitas e subjacentes de determinados objetos de pesquisa.

“A pesquisa documental é aquela realizada a partir de documentos, contemporâneos ou retrospetivos, considerados cientificamente autênticos. Os documentos podem ser de fontes primárias e secundárias”(Matos, S.D). Nesta perspetiva, para elaborar o presente artigo seguiu-se os seguintes procedimentos: Definir o tema da pesquisa,  ordenar os capítulos com respetivos subtemas. Definir os documentos que serão analisados, definir claramente os conceitos e termos a serem analisados nos documentos,  ler e interpretar os diferentes significados que os documentos escritos continham e fazer uma relação entre a interpretação realizada nos documentos para a elaboração das considerações finais, bem como os objetivos da pesquisa.

5. Considerações finais

O presente trabalho faz uma abordagem sobre as metodologias na sala de aula, por ênfase a aprendizagem colaborativa e a cooperativa, pois nos dias atuais, as aprendizagens em referência ganharam espaço nas salas de aulas pois estudos revelam que as mesmas são eficazes para melhorar o rendimento escolar dos alunos que apresentam dificuldades de aprendizagens, pois, nestas aprendizagens, o aluno aprende com outros alunos, e ele torna autónomo, e o professor terá apenas o papel do orientador e observador.

Apraz dizer que, pesquisas recentes revelam que os alunos que aprendem entre eles conseguem de aprender melhor com rapidez do que na aprendizagem tradicional onde o professor é considerado como o detentor do conhecimento, em que o aluno é como se fosse uma tábua rasa, ou seja, o professor é o emissor, em que o aluno é um mero recetor. Para isso, o presente artigo surge no sentido de demonstrar aos professores do colégio através da técnica das análises documentais que sustentaram as referências bibliográficas deste artigo, para isso exorta-se que é imprescindível aos professores a mudança de paradigma correlação as metodologias ativas na sala de aula para suprir as aprendizagens dos alunos com problemas de assimilação dos conteúdos quando assistem as aulas.

Concernente a aprendizagem colaborativa e cooperativa, Íbdem (2016) cita Panitz (1996); Freitas e Freitas (2002);  alerta o seguinte:

Para clarificar a diferença entre cooperar e colaborar é necessário, antes de mais, falar nas suas origens, Para este autor as origens da aprendizagem cooperativa encontram-se nos pensamentos filosóficos do americano John Dewey, que dá significativa importância a uma aprendizagem de cariz social e ao trabalho desenvolvido em dinâmicas de grupo. Por outro lado, a aprendizagem colaborativa tem origens inglesas, assumindo o professor um importante papel, pois cabe-lhe a ele explorar diferentes formas para auxiliar os aprendentes e criar uma série de tarefas que promovam um papel mais ativo dos alunos na sua aprendizagem. Embora ambos os modelos utilizem o trabalho em equipa, a aprendizagem colaborativa requer o comprometimento mútuo de todos os participantes e um esforço coordenado para resolver o problema, enquanto que a aprendizagem cooperativa exige que cada pessoa assuma a responsabilidade por uma secção específica que, em seguida, será coordenada com as restantes secções.

Dando sequência, falando da aprendizagem colaborativa e cooperativa, na visão do íbdem (2016) cita Torres e Irala (s/d); Roschelle e Teasley (1995); Larocque e Faucon (1997) abordando o seguinte:

Estas duas formas de aprendizagens têm sido frequentemente defendidas no meio académico atual, pois reconhece-se nessas metodologias o potencial de promover uma aprendizagem mais ativa por meio do estímulo: do pensamento crítico; do desenvolvimento de capacidades de interação, negociação de informações e resolução de problemas e do desenvolvimento da capacidade de autorregulação do processo de ensino-aprendizagem. Essas formas de ensinar e aprender, tornam os alunos mais responsáveis pela sua aprendizagem, levando os a assimilar conceitos e a construir conhecimentos de uma maneira mais autónoma. O trabalho cooperativo é realizado por meio da divisão do trabalho entre os participantes, como uma atividade onde cada pessoa é responsável por uma porção da solução do problema, ao passo que a colaboração envolve o empenho mútuo dos participantes em um esforço coordenado para solucionar juntos os problemas.

A autora menciona Também Larocque e Faucon fazem comparações entre a aprendizagem colaborativa e cooperativa. Segundo eles, a aprendizagem colaborativa é menos estruturada, o processo é menos definido (os membros do grupo discutem e negociam o processo) e procura-se interdependência igualitária. Por outro lado, na aprendizagem cooperativa o processo é geralmente sugerido ou imposto e a estrutura do grupo é geralmente imposta pelo professor. Ainda na tentativa de aprofundar mais os dois conceitos, a reflexão de Panitz (1996) torna-se pertinente. Segundo este autor a aprendizagem cooperativa é mais diretiva e controlada pelo professor, isto é, este estipula uma tarefa, e os papéis desempenhados pelos alunos na realização de tal tarefa são, geralmente, atribuídos por ele. Já numa perspetiva colaborativa, os alunos escolhem os seus papéis e decidem como irão realizar a tarefa proposta, pois buscam contribuições de todos os membros.

Para complementar Íbdem (2016) afirma que:

Na minha perspetiva, as principais diferenças entre estas duas abordagens devem-se ao facto de que na aprendizagem colaborativa o foco está no processo e ela é centrada no aluno. Já na aprendizagem cooperativa, enfatiza-se o produto e, como as atividades dos membros do grupo estão geralmente estruturadas à partida, faz-se crer que ela é centrada na figura do professor. Contudo, apresentam-se algumas semelhanças pelo facto de o ensino-aprendizagem em ambos os casos envolverem alunos e professor na construção de saberes.

6. Referências bibliográficas

Barbato, R.G;etal (2010). aprender em grupo: experiência de estudantes de enfermagem e implicações para a formação profissional Aprender en grupo: experiencia de estudiantes de enfermería e implicaciones para la formación profesional Esc Anna Nery Rev Enferm 2010 jan-mar; 14 (1): 48-55

Conceição, R.L.E; etal (2016): Aprendizagem colaborativa na matemática: Sala de Aula como grupo Colaborativo para Efetivação da Aprendizagem no Ensino Fundamental. os desafios da escola pública paranaense na perspectiva do professor PDE. Artigos 2016.

Feitosa, R.C.M (2016). Aprendizagem cooperativa e colaborativa da língua estrangeira: uso das estratégias de aprendizagem. Trabalho de Conclusão de Curso do Mestrado profissional de Ensino em línguas Estrangeiras Modernas do Departamento de Letras estrangeiras Modernas da Universidade Estadual de Londrina 2016.

Graça, R.M.S.T (2016).  A aprendizagem colaborativa no contexto do ensino-aprendizagem de português língua estrangeira. Dissertação realizada no âmbito do Mestrado em Português Língua Segunda /Língua Estrangeira orientada pela Professora Doutora Ângela Carvalho Faculdade de Letras da Universidade do Porto Junho de 2016

Guedes, J (2003). Aprendizagem colaborativa um perfil para educadores e educandos. universidade Federal de Santa Catarina Programa de Pós-Graduação em Engenharia de produção. Florianópolis 2003

Magalhães, C.M.A (2014). A aprendizagem cooperativa enquanto estratégia para promoção da atenção dos alunos. O caso de uma turma do 10º ano na disciplina de Economia A . Relatório da Prática de Ensino Supervisionada Mestrado em Ensino de Economia e Contabilidade 2014

Marques, D.P.S (2013). Universidade federal do ceará  centro de ciências  programa de pós-graduação em química aprendizagem cooperativa como possibilidade de superação das dificuldades no aprendizado da química: o olhar dos educandos no ensino médio fortaleza 2013

Moreira, D.I.J (2012). A aprendizagem cooperativa: Aplicação ao 8.º ano de escolaridade na disciplina de História. Mestrado em Ensino de História e Geografia no 3.º ciclo do EB e eS Relatório Final. Porto, Setembro 2012

Oliveira, A.M.A (2015). A Aprendizagem Cooperativa no ensino-aprendizagem de história e Geografia no 3º ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário Relatório de estágio. Universidade dos AçoresDepartamento de Ciências da Educação. Mestrado em Ensino de História e Geografia no 3.º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário. Ponta Delgada 2015

PIMENTEL, A. ( 2001). O método da análise documental: seu uso numa pesquisa historiográfica. departamento de Psicologia Social e Institucional da universidade. Estadual de londrina . PR.  Cadernos de Pesquisa, n. 114, npo. 1ve7m9-b1r9o5/,2 n0o0v1embro/ 2001. disponível em: alessapimen@ig.com.br

Profa. Matos, S.J (S.D)   Análise documental. Extraído de: http://xa.yimg.com/kq/groups/24628487/4117867 31/name/An%C3%A1lise_documental.ppt

Vasconcelos, S.F.L.A;el al (2007). Uma reflexão da aprendizagem cooperativa como estratégia de ensino para a formação dos contadores. Revista de Informação Contábil Vol. 2, no 1, p. 72-83, out-dez/2007. 


Publicado por: Pedro Muanda Diwavova

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do site por meio do canal colaborativo Monografias. O Brasil Escola não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do autor. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
  • Facebook Brasil Escola
  • Instagram Brasil Escola
  • Twitter Brasil Escola
  • Youtube Brasil Escola
  • RSS Brasil Escola