Topo
pesquisar

A INTRODUÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO E SUA CONTRIBUIÇÃO

Educação

O Serviço Social no âmbito escolar e sua contribuição, a trajetória e as questões sociais nas escolas e as políticas sociais, a educação inclusiva e sua relevância para a sociedade como um todo, a ludicidade e sua importância para a educação, a família e a sua participação no contexto social.

índice

1. RESUMO

O Serviço Social desempenha uma educação inclusiva, garantindo os direitos e deveres, cumprindo as regras da normatização da assistência social em prol da população. O assistente social é o responsável por orientar os diretores, coordenadores, professores, pais e alunos a seguirem e cumprirem um papel social importante para a escola, respeitando e entendendo os direitos que cada um possui e suas responsabilidades no meio educacional, tornando a família e a escola mais próximas, para que juntos possam contribuir na formação de novos cidadãos. O surgimento da escola no Brasil e no mundo é uma questão social, na educação veremos também a política educacional brasileira e por fim, a educação como estratégia de inclusão e mudança. Através dessa pesquisa será visto a importância do serviço social e da educação juntas e suas contribuições à sociedade, uma vez que é fundamental que os assistentes sociais estejam sempre em parceria com a família e escola para desenvolver a vida escolar e social dos alunos a fim de torná-los cidadãos e conhecedores dos seus direitos. A introdução do serviço social na educação e sua contribuição é um tema com ampla importância na administração educativa..

Palavras-chave: Questão social. Educação. Inclusão. Serviço social.

ABSTRACT

The Social Service carries out an inclusive education, guaranteeing the rights and duties, fulfilling the norms of the normalization of the social assistance in favor of the population. The social worker is responsible for guiding principals, coordinators, teachers, parents and students to follow and fulfill an important social role for the school, respecting and understanding the rights that each one has and their responsibilities in the educational environment, making the family and the school, so that together they can contribute to the formation of new citizens. The emergence of the school in Brazil and in the world is a social issue, in education we will also see the Brazilian educational policy and, finally, education as a strategy of inclusion and change. Through this research will be seen the importance of social service and education together and their contributions to society, since it is fundamental that social workers are always in partnership with the family and school to develop students' school and social life in order to citizens and knowledge of their rights. The introduction of social service in education and its contribution is a topic of great importance in educational administration.

Keywords: Social issue. Education. Inclusion. Social service.

2. INTRODUÇÃO

A introdução dos profissionais de Serviço Social na educação marcou o ano de 1930, porém foi apenas no ano de 1990 que houve a implantação das políticas sociais, sendo responsável pela conquista do Serviço Social na educação e a ampliação da demanda de exigência desses profissionais (ROSSA, 2011).

Abordarei com essa pesquisa em primeiro lugar, a introdução do Serviço Social no âmbito escolar e sua contribuição, falarei também sobre a trajetória da escola, as questões sociais nas escolas e as politicas sociais, logo após apresentarei a educação inclusiva e sua relevância para a sociedade como um todo, principalmente para esse publico alvo, em seguida apresentarei a ludicidade e sua importância para a educação, falarei também sobre a família e a sua participação no contexto social.

Segundo Campos e David (2010) o Serviço Social surgiu no Brasil na década de 1930 e desde então vem ganhando espaço na sua atuação em diversas áreas e em parcerias com as políticas públicas.

De tal modo foi levantado questões pertinentes as necessidades básicas para se ter uma vida digna, onde de acordo com a Constituição Federal de 1988, o art. 6° menciona que são direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados na forma desta Constituição.

Devemos dar ênfase aos projetos de lei e a política educacional e a atuação do Assistente Social no campo educacional.

O aumento no conhecimento dos Assistentes Sociais no contexto escolar em consonância com a equipe interdisciplinar proporciona direito de educação a dos os cidadãos. Segundo Rossa (2011) a interação com demais profissionais (psicólogos, pedagogos) apoiam para precaver as “questões sociais” como o alcoolismo, drogas, violência, evasão escolar, dentre outras.

A assistência das equipes interdisciplinares compostas por professores, diretores, orientadores, coordenadores, pedagogos e assistentes sociais colaboram positivamente para o desenvolvimento e aperfeiçoamento do processo educacional (SANTOS 2012). Porém, a sociedade se tornou palco das questões sociais e essas expressões tem se introduzido nas escolas atingindo todos os envolvidos no ambiente educacional.

Conforme Campos e David (2010) o apoio da família é imprescindível para o sucesso do desempenho profissional dos assistentes sociais, pois aproxima os alunos a vida escolar e social.

No entanto é interessante falar sobre o grande valor do Assistente Social na área escolar, bem como seus métodos de intervenção em relação com a realidade escolar atual, que em parceria com a comunidade escolar garante compromisso de uma formação cidadã.

Segundo a lei Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996. Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.

§ 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias.

§ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.

Em um país extremante desigual e capitalista, muito cedo crianças e/ou adolescentes vindas de família de baixa renda, são obrigadas a trabalhar e abrem mão ao direito a infância e juventude em situações sub-humanas, com a intenção e obrigação de auxiliar a renda domiciliar. No entanto tem vários direitos violados de acordo com o ECA, prejudicando a educação, lazer e cultura, perdendo assim a dignidade.

Porém, espera-se que com esta pesquisa, a busca por respostas sobre este assunto não pare por aqui, e resgate uma reflexão pertinente acerca do universo educacional e a atuação do Assistente Social.

Pretende-se através deste estudo, falar um pouco sobre a influência do Serviço Social na Educação. A pesquisa partiu do pressuposto diante as questões sociais, indagando-se como o assistente social pode fazer para contribuir com crescimento do ser humano?

2.1 OBJETIVO GERAL

Objetivo geral é apresentar as políticas educacionais diante e a atuação do assistente social em frente das funções e desempenho do mesmo na área educacional.

2.2 METODOLOGIA

A metodologia utilizada nesta pesquisa foi através de um estudo bibliográfico com coleta de dados em livros, leis e artigos científicos. Pretende-se com esta pesquisa apresentar a contribuição do Assistente social e um conhecimento mais amplo na educação: Alunos, pais, professores, diretores, funcionários e toda a sociedade escolar, a importância deste profissional.

A problemática da pesquisa busca responder as seguintes questões: Quais as contribuições do assistente social no âmbito educacional e a sociedade, qual a importância da família nesta instituição, qual a contribuição do assistente social na área educacional.

A Fundamentação teórica está embasada em autores que abordam temas nesta área de atuação do Assistente Social na educação.

2.3 JUSTIFICATIVA

Assim sendo, justifica-se com esse Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) encontrar resposta acerca da amplitude do tema tão vasto, todavia não cessar por aqui tão importante assunto para a sociedade, que de uma forma geral que tende a ganhar (crescer) com essa junção: Educação e Serviço Social.

O tema deste trabalho apresenta a importância do Assistente Social no contexto educacional. O fato do tema deve-se ao campo de estágio, o qual foi desenvolvido no Centro de Referencia de Assistência Social - CRAS, onde se teve vivencia e oportunidade de interação com o grupo de crianças e, na oportunidade foi desenvolvido um projeto com o tema - à importância do Lúdico na Educação.

3. A INTRODUÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO E SUA CONTRIBUIÇÃO

3.1 A ESCOLA ATRAVÉS DOS TEMPOS

A educação primitiva era informal e pregava orientação das coisas coletivas e práticas do dia a dia. Através dos gregos surgiu uma revolução no ensino, passando a ser mais racional, aonde o termo escola vem do grego scholé significando “lazer, tempo livre”, o qual era usado esse termo pelo fato de nomear os estabelecimentos de ensino e porque os gregos não valorizavam o trabalho manual.

Foi na idade média que o conhecimento surgiu nos mosteiros, então, a educação ambienta-se nas escolas e os religiosos fazem a orientação do saber. O ensino era apenas para os nobres, sem distinção de idade. A burguesia acreditava no ensino para os interesses das classes emergentes. Adam Smith, um dos grandes teóricos do Capitalismo, inclusive defendia que a educação era necessária e deveria ser dada em pequenas doses às massas.

Portanto, a elite buscou na educação um poderoso instrumento para orientar os trabalhadores, surge aí uma escola com funções ideológicas, mostrar às massas os valores das classes dominantes, e as funções de cada um de acordo com sua classe de origem, mas isso não é bem visto pela massa, pois a escola é entendida como uma instituição que trata a todos igualmente. Desde os tempos primitivos a escola serve a classe que controla a sociedade.

Quando chegaram ao Brasil, em 1549, os jesuítas fundaram as primeiras escolas com a intenção de catequizar os índios, e também pela educação da elite brasileira, surge inicialmente na Alemanha e na França a educação pública estatal, no entanto não atendia filhos da classe trabalhadora.

Este modelo de ensino é inaugurada no Brasil no final do século XIX quando se iniciou o processo industrial do país. Deve-se entender que o método educacional brasileiro é neutro, pois está introduzido no momento econômico, histórico, social e político, no qual está inserido.

No Brasil, no século XX institui-se um ideal social orientado no mundo consumista, surgem também os movimentos das minorias: feministas, estudantis, dos direitos humanos e etc.; movimentos contracultura: hippies, punks e etc. e surgem também as ONGs, com todas essas mudanças surge um novo tipo de escola, todavia uma escola pública, obrigatória e gratuita devido à vultosa industrialização.

A educação, no Brasil só passou a ser discutida através de diálogos com os intelectuais brasileiros, que começaram a olhar a educação de forma mais atenciosa, a parti deste olhar surge o movimento ecolanovista, na década de 20, que vem como uma crítica à educação tradicional, buscando a universalização da educação no Brasil. Priorizava ainda uma nova escola, uma escola que formasse um novo homem.

“Após a primeira Guerra Mundial, com a industrialização e a urbanização, forma-se a nova burguesia, e estratos emergentes de uma pequena burguesia exigem o acesso à educação. [...], estes segmentos aspiram à educação acadêmica e elitista [...]” (ARANHA, 1996, p. 198).

Para Aranha (1996), a educação no país passou a despertar maior atenção a partir da década de 30, podendo ter uma série de motivos, tais como: movimentos dos educadores; iniciativas governamentais ou resultados concretos alcançados. Nessa década é criado o Ministério da Educação e Saúde, responsável pelas reformas educacionais no âmbito nacional e pela estruturação da universidade. Ocorre maior autonomia didática e administrativa, bem como o interesse pela pesquisa e difusão da cultura, com a finalidade de beneficiar a comunidade.

A partir desse movimento surge o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932), documento assinado e liderado por Fernando de Azevedo e com apoio de Aluízio de Azevedo, Anísio Teixeira, Cecília Meireles e várias outras personalidades. Esse manifesto surgiu dando uma forma mais racional à educação, porque ainda não havia um sistema educacional adequado ao Brasil,

Nos ano 60, a escola passa a ser vista sob o olhar de reprodutora das desigualdades sociais, surgem movimentos contra a educação e uma nova concepção.

Dermeval Saviani, um dos grandes teóricos da educação, classifica as teorias educacionais em teorias críticas e não críticas. As teorias não críticas entendem a educação como uma ferramenta de equalização social, de superação da desigualdade social, vista de forma autônoma em sua atuação, e ao tentar entendê-la partem dela mesma. Como exemplos de teorias não críticas temos a pedagogia tradicional (preconiza o professor como centro do processo de ensino e ao aluno cabe aprender o que lhe é transmitido, sem ter o direito de questionar, preconiza o “aprender”), a pedagogia nova (defende a escola como um meio de equalização social, enfatiza o “aprender a aprender”).

Maria Montessori, representante da Pedagogia Nova, a partir de experiências com o ensino de crianças, conclui que o espaço ideal para ser uma escola é uma casa com um jardim cultivado pelas crianças, com liberdade onde as crianças aprendem e se desenvolvem sem a ajuda dos adultos. Já que para Montessori, o ambiente adulto se torna um obstáculo para o desenvolvimento das crianças. Assim, preparando-se um ambiente adequado aos movimentos das crianças, ocorrerá a manifestação psíquica natural e, portanto um aprendizado saudável.

Comenius (Jean Amos Komenisky – 1592 – 1670), considerado o pai da didática, considerou a escola como o espaço fundamental da educação do homem, estruturando seu pensamento na máxima: Ensinar tudo a todos. Para ele, essa educação concebida em um ambiente adequado, com diálogo e através da experiência é que formaria cidadãos capazes e atuantes no mundo. E Comenius acredita na escola como uma aliada nesse modelo de construção do saber

Para Paulo Freire, grande expoente da educação brasileira, a escola é o espaço onde se dá o diálogo entre os homens, mediatizados pelo mundo ao redor, surgindo daí a necessidade de transformação do mundo. Não devemos chamar o povo à escola para receber instrução, postulados, receitas, ameaças, repreensões e punições, mas para participar coletivamente da construção de um saber, que vai além do saber de pura experiência feita, que leve em conta as suas necessidades e o torne instrumento de luta, possibilitando-lhe transformar-se em sujeito de sua própria história (...). Freire, 1980. Freire considera a escola como um espaço político para a organização popular.

Numa perspectiva realmente progressista, democrática e não arbitrária, não se muda a “cara” da escola por portaria. Não se decreta que, de hoje em diante, a escola será competente, séria e alegre. Não se democratiza a escola autoritariamente. A administração precisa testemunhar ao corpo docente que o respeita que não teme revelar seus limites a ele, corpo docente. A administração precisa deixar claro que pode errar. Só não pode é mentir. (Freire, 1980).

Com o avanço tecnológico vem a questão: Seguir formação profissional ou intelectual? Atualmente a escola enfrenta esse dilema. As promessas que foram feitas no séc. XIX, para a implantação de uma escola pública e universal não se cumpriram de fato. O modelo da escola tradicional sofreu inúmeras críticas nos últimos tempos. Como enfrentar tais desafios na atual estrutura da escola? Antonia de Jesus Sales - Professora e Tradutora.

Segundo Meksenas (2002), a educação nasce quando se transmite e se assegura as outras pessoas o conhecimento de crenças, técnicas e hábitos que um grupo social já desenvolveu, a partir de suas experiências de sobrevivência. Neste sentido, pode-se afirmar que o nascimento da educação surge quando o ser humano sente a necessidade de converter as suas práticas cotidianas ao seu semelhante.

A instituição escolar é importante no crescimento do ser humano, pois, em busca da civilização, existe a necessidade de passar o conhecimento aos semelhantes. Assim, entende-se que a escola surge, para garantir aos outros aquilo que certo povo aprendeu.

Meksenas (2002), ainda afirma que, em uma visão funcionalista, a educação nas sociedades tem a tarefa de mostrar que os interesses individuais só se realizam plenamente através dos interesses sociais. Sendo assim, a educação ao socializar o indivíduo, mostra a este que sozinho, o ser humano não sobrevive, e que ele só pode desenvolver as suas potencialidades estando em contato com o meio social, ou seja, com as outras pessoas.

O ser humano, através da educação se orienta social, cultural e espiritualmente, sendo capaz de transformar o mundo ao seu redor, ela serviu de base para a sociedade desde tempos remotos. E daqui em diante ela será extremante importante para as próximas gerações.

A educação reproduz a sociedade, pois a contradição e o conflito não são tão manifestos na sociedade, porque a reprodução é dominante, observando-se que a educação acaba por fazer o que a classe dominante lhes pede. Como a sociedade, a educação é um campo de luta entre várias tendências e grupos. Ela não pode fazer sozinha a transformação social, pois ela não se consolida e efetiva-se sem a participação da própria sociedade (GADOTTI, 1995).

Segundo Pinto (1986), a educação acaba transmitindo e reproduzindo os mecanismos de dominação impostos pelo capitalismo. Por outro lado, o setor educacional deve estar em busca da conscientização e da libertação, através da qual se resgatam caminhos para uma ação transformadora.

“A educação é imprescindível para que todos os indivíduos tenham acesso à cultura e possam fazer parte do mundo, compreendendo a realidade que se inserem e transformando sua própria historia de vida” (SANTOS, 2012, p. 124).

Para Piana (2009b) a educação é uma área nova de atuação do Serviço Social, porém podemos perceber que esses profissionais estão interessados em ingressar na equipe de profissionais da educação nas escolas a fim de por em prática seus conhecimentos teórico-metodológicos.

Assim, a educação libertadora ou transformadora, é aquela que trabalha com uma visão de sujeitos potencialmente autônomos, capazes de praticar a solidariedade, instruindo-se de forma a promover a auto-reflexão. Neste sentido, a educação é entendida como uma prática de libertação, que desperta no sujeito a sua capacidade de promover a humanização, esforçando-se em uma perspectiva conjunta para mudar o sistema escolar, social e político (GERHARDT, 2001).

3.2 A EDUCAÇÃO E AS QUESTÕES SOCIAIS

A escola, como uma das principais instituições sociais, é desafiada continuamente em apresentar o conhecimento que é trabalhado no contexto educacional com o contexto social do aluno, ou seja, as questões sociais. No entanto é imprescindível que a escola conheça a realidade social dos alunos, encurtando a distância que a separa do âmbito familiar.

O âmbito escolar, é a instituição que se deve resgatar os valores sociais do indivíduo, e ela deve ter capacidade de orientar bem o indivíduo para a sociedade, através dela enfatizar o trabalho de inserção do grupo familiar no contexto educacional, com o objetivo de fortalecer os vínculos sociais e familiares de um modo geral.

A escola só poderá desempenhar um papel político, se ela desenvolver o senso crítico do aluno, de acordo com a realidade que ele se encontra inserido na sociedade, entendendo a realidade cultura, social e econômica do aluno e propiciar a interação familiar no processo sócio pedagógico educacional.

No entanto, introduzir o Serviço Social na educação, contribuirá com ações que transformem a educação com práticas de formação da cidadania, emancipação dos sujeitos sociais e inclusão social, com oportunidade de orientar o indivíduo que se torne consciente de empoderamento da sua própria história.

Amaro (1997) reflete que Educadores e Assistentes Sociais compartilham desafios semelhantes, e tem na escola como ponto de encontro para enfrentá-los. Tem-se a necessidade de fazer algo em torno dos problemas sociais que repercutem e implicam de forma negativa no desempenho do aluno e leva o educador pedagógico a recorrer ao Assistente Social.

É extremamente importante frisar, que a inserção do Serviço social na educação por si só não resolve conflitos existentes e nem substitui profissionais da educação. Sua participação é útil no sentido interdisciplinar, e serve para subsidiar os demais autores escolares no enfrentamento de questões sociais sobre as quais, geralmente a escola não sabe de que maneira agir e intervir.

O Serviço Social é uma profissão que trabalha no sentido educativo de revolucionar consciências, de proporcionar novas discussões, de trabalhar as relações interpessoais e grupais. Assim, a intervenção do assistente social é uma atividade veiculadora de informações, trabalhando em consciências, com a linguagem que é a relação social (MARTINELLI, 1998), que estando frente às mudanças sociais, pode desenvolver um trabalho de articulação e operacionalização, de interação de equipe, de busca de estratégias de proposição e intervenção, resgatando-se a visão de integralidade e coletividade humana e o real sentido da apreensão e participação do saber, do conhecimento. Desta forma, pode-se afirmar:

O campo educacional torna-se para o assistente social hoje não apenas um futuro campo de trabalho, mas sim um componente concreto do seu trabalho em diferentes áreas de atuação que precisa ser desvelado, visto que encerra a possibilidade de uma ampliação teórica, política, instrumental da sua própria atuação profissional e de sua vinculação às lutas sociais que expressam na esfera da cultura e do trabalho, centrais nesta passagem de milênio (ALMEIDA, 2000, p.74).

No entanto, a contribuição do Assistente Social se dá também atuando em equipes interdisciplinares, nas áreas das quais, os diferentes saberes aliado a diferentes formações profissionais possibilitam cooperação e uma visão ampla em volta das questões sociais. Então, o Assistente Social pode propor ideias efetivas e resgatar a integridade do indivíduo.

Para Amaro (1997), a interdisciplinaridade, no contexto escolar, representa estágios de superação do pensar fragmentado e disciplinar, resultando-se na ideia de complementaridade recíproca entre as áreas e seus respectivos saberes.

Entende-se que é na escola, no dia-a-dia dos alunos e familiares, que se originam as expressões das questões sociais, como fome, desemprego, problemas de saúde, habitação inadequada, trabalho-infantil, drogas, pedofilia, baixa-renda, desnutrição, extrema pobreza, abandono, violência doméstica, negligencia, problemas familiares, desigualdade e exclusão social, etc.

O que justifica a inserção do Assistente Social na educação são as demandas emergentes das questões sociais, que entra nessa área com a intenção de atender tais demandas.

Neste sentido, Iamamoto (1998) afirma: O desafio é redescobrir alternativas e possibilidades para o trabalho profissional no cenário atual; traçar horizontes para a formulação de propostas que façam frente à questão social e que sejam solidárias com o modo de vida daqueles que a vivenciam, não só como vítimas, mas como sujeitos que lutam pela preservação e conquista da sua vida, da sua humanidade. Essa discussão é parte dos rumos perseguidos pelo trabalho profissional contemporâneo (IAMAMOTO, 1998, p.75).

Segundo a autora, o Assistente Social exerce funções educativo-organizativas sobre as classes trabalhadoras. E, não poderia ser diferente, na escola, pois seu trabalho se insere sobre o modo de viver da comunidade educacional, a partir de situações vivenciadas em seu cotidiano, justamente pelo seu trabalho diretamente com ideologia.

No livro “O Serviço Social na Educação”, elaborado pelo Conselho Federal de Serviço Social, o CFESS (2001), encontram-se dados estatísticos, os quais revelam que cerca de 36 milhões de pessoas vivem nas cidades abaixo da linha de pobreza absoluta, e que o nosso país ocupa o último lugar nos relatórios da ONU, o qual enfoca a questão social. Tudo isso, consequentemente, se reflete em uma quantia de aproximadamente 60% de alunos, que em determinadas regiões do Brasil, iniciam seus estudos e não chegam a concluir a 8ª série do ensino fundamental (CFESS, 2001, p.11).

Com o intuito de incluir aqueles que se encontram em exclusão social, a escola incentiva aos alunos a participarem da sociedade em que vivem. A escola, sendo instituição social, deve estar atenta para as manifestações da exclusão social incluindo violência, discriminações, de gêneros, etnia, sexo, classe social, física e mental, reprovações, evasão escolar e etc. É nessa questão que e origina a falha escolar, pois ela deve estar atenta a realidade social do aluno.

Segundo Almeida (2000), as demandas provenientes do setor educacional, no que se refere a sua ação ou ao fazer profissional do Serviço Social, recaem em diversas situações. Tem-se assim necessidade do trabalho com crianças e adolescentes, através de projetos como o Apoio Sócio-Educativo em Meio Aberto (ASEMA), como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, 1990).

Inclui-se, também neste contexto a importância na participação das famílias, por meio do desenvolvimento de ações, como trabalho de grupo e, muitas vezes, com os próprios professores da Unidade de Ensino, podendo ainda promover reuniões interdisciplinares para decisões e conhecimento a respeito de determinadas problemáticas enfrentadas pela comunidade escolar. Isso tudo, sem deixar de lado a ação junto ao campo educacional, mediada pelos programas e ações assistenciais que tem marcado o trabalho dos profissionais do Serviço Social.

... as novas feições da família estão intrínseca e dialeticamente condicionadas às transformações societárias contemporâneas, ou seja, às transformações econômicas e sociais, de hábitos e costumes e ao avanço da ciência e da tecnologia. O novo cenário tem remetido à discussão do que seja a família, uma vez que as três dimensões clássicas de sua definição (sexualidade, procriação e convivência) já não têm o mesmo grau de imbricamento que se acreditava outrora. Nesta perspectiva, podemos dizer que estamos diante de uma família quando encontramos um conjunto de pessoas que se acham unidas por laços consanguíneos, afetivos e, ou, de solidariedade. Como resultado das modificações acima mencionadas, superou-se a referência de tempo e de lugar para a compreensão do conceito de família (PNAS, 2004:25).

Ainda, conforme o CFESS (2001), os problemas sociais a serem combatidos pelo assistente social na área da educação são:

- Evasão escolar;

- Desinteresse pelo aprendizado;

- Problemas com disciplina;

- Insubordinação a qualquer limite ou regra escolar;

- Vulnerabilidade às drogas;

- Atitudes e comportamentos agressivos e violentos (CFESS, 2001, p.23).

Para Martins, os objetivos da prática profissional do Serviço Social no setor educacional são:

- Contribuir para o ingresso, regresso, permanência e sucesso da criança e adolescente na escola;

- Favorecer a relação família-escola-comunidade ampliando o espaço de participação destas na escola, incluindo a mesma no processo educativo;

- Ampliar a visão social dos sujeitos envolvidos com a educação, decodificando as questões sociais;

- Proporcionar articulação entre educação e as demais políticas sociais e organizações do terceiro setor, estabelecendo parcerias, facilitando o acesso da comunidade escolar aos seus direitos (MARTINS, 1999, p.60).

É importante que o Assistente Social introduzido na educação saiba introduzir programas visando a prevenção dos conflitos sociais. Na educação, o Assistente Social deve ser o profissional que promove o encontro da realidade social do aluno, da escola, da família e da sociedade, a qual o aluno esteja introduzido.

Entende-se, que uma das grandes vantagens que o Assistente Social pode fazer no contexto escolar é a união dos laços familiares. É interagindo através de ações com os pais, que se destaca a relação escola-aluno-família. Este profissional poderá perceber os fatores que determinam as questões sociais na área educacional, e preventivamente trabalhar na intenção de evitar que se repita novamente.

O Assistente Social na educação deverá também propor ações e não somente atentar em solucionar problema, deverá prever os problemas e se antecipar a eles, compreendendo que a política social de educação necessariamente deve garantir os direitos sociais, podendo aumentar o conceito educacional na sociedade atualmente. No entanto, a contribuição do Serviço social no âmbito educacional se dá nas seguintes atribuições:

-Melhorar a convivência entre escola, família e aluno;

-Beneficiar a abertura de canais nos processos decisórios da escola;

-Favorecer o aprendizado do processo democrático;

-Incentivar as ações coletivas;

-Efetuar pesquisas para analisar a realidade social dos alunos;

-Contribuir com a formação profissional de novos assistentes sociais, disponibilizando campo de estágio adequado às novas exigências do perfil profissional (MARTINS, 1999, p.70).

Mais um exemplo de questão social deve ser destacado aqui, segundo pesquisas do G1, “Brasil gasta com presos quase o triplo do custo com aluno” Enquanto o país investe mais de R$ 40 mil por ano em cada preso em um presídio federal, gasta uma média de R$ 15 mil anualmente com cada aluno do ensino superior — cerca de um terço do valor gasto com os detentos. Já na comparação entre detentos de presídios estaduais, onde está a maior parte da população carcerária, e alunos do ensino médio (nível de ensino a cargo dos governos estaduais), a distância é ainda maior: são gastos, em média, R$ 21 mil por ano com cada preso — nove vezes mais do que o gasto por aluno no ensino médio por ano, R$ 2,3 mil. Para pesquisadores tanto de segurança pública quanto de educação, o contraste de investimentos explicita dois problemas centrais na condução desses setores no país: o baixo valor investido na educação e a ineficiência do gasto com o sistema prisional.

Então o que esperar dos governantes? Se os políticos querem mudar a situação do país, a qualidade na educação deve ser prioridade e deve vir da base, seriam sanados vários problemas e sairia mais barato.

Outro tópico polêmico para a educação é o bullying, que de acordo o com site: Psicologias do Brasil: Diego, um menino de apenas 11 anos, decidiu tirar a sua própria vida no dia 14 de outubro de 2015. A razão? O bullying que ele sofria na escola. A OMS, Organização Mundial da Saúde, publicou um informativo há pouco tempo no qual revelou que todos os anos cerca de 600 mil jovens se suicidam em todo o mundo com idades compreendidas entre os 14 e os 28 anos.

Dentro desta cifra, o bullying é a causa de pelo menos metade dos casos. Isso é muito sério, É quando se chega ao extremo, e o desespero bate, a equipe interdisciplinar deve evitar isso e ficar atenta aos detalhes e sinais dados por alunos que sofrem bullying.

O Assistente Social na educação se mostra com o poder de contribuir com as questões sociais que são vivenciadas no dia-a-dia da instituição escolar – professores, pais e alunos. Sejam com orientações, projetos, visitas domiciliares, encaminhamentos e informações de cunho educativo, que possibilitem cidadania e ações voltadas para a sociedade. Entretanto, compreende-se que para alcançar o aluno de forma eficiente, é importante participar do âmbito familiar com ações sócio-educativas e de cidadania.

4. POLITICA EDUCACIONAL

Apresentarei nesse capitulo sobre as Leis Educacionais, no entanto é importante contextualizar sobre a mesma.

A educação é uma das mais importantes instituições sociais, compreender a importância da educação é muito importante nos dias atuais. A história da educação é marcada, entre as áreas publica e privada.

Costa (2006) apud Piana (2009a, p. 53-54) afirma que as políticas sociais são como “mecanismos eficientes para a democratização do acesso a bens e serviços para a população, as quais atuam como condições necessárias ao progresso econômico e social”.

Sabe-se que no Brasil, as Políticas Educacionais são unidas com as políticas sociais, e que são percebidas como força e resistência dos cidadãos, e que se destacam de maneira fundamental na economia e política. A política educacional é marcada elas questões sociais que representam as lutas de classes, no âmbito da educação como direito.

A educação hoje, se enxerga marcada por uma serie de conflitos, que, no entanto, lhe sendo familiar no contexto escolar, se destaca atualmente de uma maneira extensa.

No campo do papel social, as políticas sociais atendem os recursos sociais por meio de serviços sociais e assistenciais, para um benefício salarial às partes carentes da sociedade. Ainda que, tal objetivo não contemplem as reais funções de reduzir as desigualdades sociais no intuito de originar mais serviços sociais à população menos beneficiada (PASTORINI, 1997 apud PIANA, 2009a, p. 35).

Devemos buscar as transformações sociais, ficando para os assistentes sociais, a responsabilidade de lutar com o Estado, para finalmente haver políticas sociais garantidas a todos, deve ser garantida a sociedade, educação sem medir a classe social. No entanto, para compreendermos as políticas sociais, devemos entender o contexto das políticas publicas.

As políticas públicas são decisivas para a concretização de direitos humanos, pois elas atuam na estrutura básica do sistema capitalista contribuindo para a construção do bem comum, visando à redução das desigualdades sociais”... (FRANÇA e FERREIRA, 2012, p. 186).

De tal modo, as autoras afirmam ainda que:

Quando se trata da efetivação de direitos legitimados em uma ordem jurídico-legal de um Estado democrático de direitos como o Brasil, as políticas públicas assumem papel importante na redução da pobreza e das desigualdades sociais, elementos importantes para o bem estar social com equidade, dignidade e autonomia (FRANÇA e FERREIRA, 2012, p. 187).

As políticas públicas são fundamentais para que os direitos sejam cumpridos e que devem ser tomadas medidas para o combate da violência, discriminação e desigualdade social, que geralmente se apresenta de forma discreta.

Assim, as políticas públicas no comando de sua função têm por obrigação avalizar os direitos de cada cidadão. Portanto, tal dinâmica precisa que o Estado e a sociedade civil tenham uma “afinidade de complementaridade” (FRANÇA e FERREIRA, 2012).

A educação é um direito social garantido pela Constituição Federal de 1988, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) e Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sendo obrigação do Estado garanti-la a todos (AREQUE e SOUZA, 2009).

A escola apresenta importância no desenvolvimento do cidadão, devendo resolver, no entanto, as questões escolares, a educação rompe o âmbito escolar, se aprende muito também nas instituições sociais: igreja, família, escola, vizinhança, clube, etc.

De acordo com Piana (2009) a presença do Serviço Social na política educacional confere tarefas que ultrapassam o ambiente escolar, levando em conta a evasão escolar, a ausência dos pais na vida escolar dos filhos, inadequação da escola, falta de estrutura educacional que respeite a igualdade de acesso aos educandos.

Assim, Almeida (2004) afirma que.

É de fundamental importância um amplo processo de mobilização da categoria profissional em torno deste tema, não só com o intuito de transformar expectativas em adesão, mas com o de instrumentalizar os assistentes sociais quanto ao significado político desta aproximação. Entendendo que o referido processo não diz respeito apenas ao âmbito do mercado de trabalho, mas ao conhecimento necessário sobre a educação, a política educacional e as possibilidades e demandas para a atuação dos assistentes sociais. Pode compor uma importante estratégia a organização de comissões de assistentes sociais que atuam, ou tenham proximidade e interesse nesta área, junto aos Conselhos Regionais de Serviço Social, conforme já ocorre em Minas Gerais e no Rio de Janeiro (2004, p. 51).

Não é de hoje, a discussão da importância do Serviço Social na luta do direito da educação, que vai além da política, economia e social, uma vez que depende da Política Educacional.

França; Ferreira (2012, p. 187) menciona que a Constituição Federal de 1988, ECA e LDBEN têm por obrigação zelar pelos direitos humanos diante os conjuntos de políticas públicas associadas “formando um sistema de proteção que tenha a capacidade de originar o bem estar das crianças, adolescentes e suas famílias”.

A participação do Serviço Social na Política Educacional determina atividades que vão além da área escolar, destacando, a falta da família na vida educacional do aluno, evasão escolar, etc.

Segundo Lopes et al. (2007) o debate do apoio do Serviço Social na efetivação do direito da educação perpassa a realidade social, política, econômica e cultural, haja vista que ficam a serviço das políticas educacionais.

As questões sociais são destaque na Politica Educacional, as quais sugerem desafios a quem contribui com a educação surgindo demandas ao Serviço Sociais. O profissional de Serviço Social é mediador nas relações sociais, destacando entre elas, trabalhadores, Estado e burguês.

Destacados tais parâmetros, podemos o lugar do Serviço Social e a sua contribuição na Política Educacional, podendo-se então, apresentar a história da Assistente Social e sua importância na educação.

A política educacional, assim como as demais políticas sociais, não pode ser refletida de maneira independente ou desconectada de uma totalidade histórica que abrange as bases materiais de produção e reprodução da vida dos sujeitos, contudo, precisa ser compreendida a partir da contradição e articulação com os aspectos sociais, políticos e econômicos de determinada conjuntura sócio histórico (MARONEZE e LARA, 2009, p. 3284).

Temos que entender que o contexto escolar está ligado inteiramente à sociedade.

De tal modo, Neto (1995) afirma que é possível avaliar e debater a Política Educacional Brasileira por meio de um fio condutor como as diretrizes da legislação educacional.

A análise da política educacional no Brasil vem se constituindo gradativamente, numa preocupação e numa tarefa dos educadores comprometidos com os rumos da educação no País” (NETO, 1995, p. 725).

O Serviço Social em conjunto com a educação tem como objetivo garantir o direito a todos, em cumprimentos com as leis da Constituição Federal e do Estatuto da Criança e dos Adolescentes (ECA), bem como atender suas necessidades sociais como saúde, habitação, alimentação e educação proporcionando sua inclusão social na comunidade (CAMPOS e DAVID, 2010).

Atribui-se ao Assistente Social a garantia de direitos à saúde, educação, habitação, lazer, trabalho, etc. ações para garantir a sociedade organizada. É importante destacar que a educação é decisiva para o crescimento do país.

De acordo com o Estatuto da Criança do Adolescente (ECA) de 1990, no seu artigo 4° retrata que “é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”.

O país protagonizou movimentos sociais que contribuíram para a criação da legislação brasileira nas atribuições dos direitos sociais, como a Constituição Federal promulgada em 1988 e as leis complementares como a Lei n° 8069/90 – ECA e a Lei n° 8742/93 – Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) (PIANA, 2009a).

Nessa perspectiva, França e Ferreira (2012) afirmam que a política assistencial tem como pontos fundamentais os mecanismos de concretização dos direitos à convivência familiar e comunitária. Para tanto, é necessário à criação de medidas públicas a fim de fortalecer o âmbito familiar.

Abre-se, portanto, vasta oportunidade de inserção do Assistente Social no âmbito escolar em diversos níveis educacionais. A presença do Serviço Social na educação garante direitos, através do estudo de caso até dinâmicas em grupo, desenvolvendo a convivência familiar e a sociedade.

O trabalho desenvolvido pelos assistentes sociais não se confunde ao dos educadores. Em que pese a dimensão sócio-educativa de suas ações, sua inserção tem se dado no sentido de fortalecer as redes de sociabilidade e de acesso aos serviços sociais e dos processos sócio institucionais (ALMEIDA, 2000).

A atual LDBEN (Lei n° 9.364/96) admite que “compreendem a educação como uma política social que tem o compromisso de garantir direitos sociais”, ou seja, indicando um conceito de educação que precisa ser praticada quanto a sua produção social e o papel da escola frente à sociedade.

No entanto, o artigo opcional da presença do Assistente Social de acordo com nova ordem, na educação ou não, devemos destacar sua atuação no âmbito escolar.

Para Piana (2009a, p. 218) considerando o universo educacional como ambiente de trabalho principal para os profissionais do Serviço Social, com o intuito de abordar suas contribuições, competências, conhecimentos, compromissos, habilidades e atitudes a cerca da efetivação da educação em um direito social tão sonhado por todos.

É importante destacar a Emenda Constitucional que propõe a inserção do Serviço Social na Educação. Nesse sentido:

O Serviço Social brasileiro ousa dizer não à forma como vem sendo implementado o acesso da população brasileira ao ensino, que, em larga medida, extravia seu caráter público, presencial, laico e de qualidade, em um contexto neoliberal, no qual o Estado empenha-se para atender às exigências dos organismos internacionais, criando as condições para a institucionalização de um padrão educacional que dissemina uma educação que contribui para a manutenção da desigualdade social e de relações sociais que alienam, desumanizam e conferem adesão passiva ao modo de ser burguês (CFESS, 2012).

Através do que foi falado, quais os desafios ético-politico da interação do Assistente social na área de Política Educacional? O que devemos enfatizar? Essa participação destaca a referencia escolar com o compromisso com o projeto ético político da profissão, espera-se fazer ações concretas para fortalecer a sociedade em prol de uma educação que possibilite a sociedade crescimento humano. Através do que foi exposto, destacamos a importância do Assistente Social na educação.

5. A EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Deve existir na educação, de maneira universalizada a inclusão, compreendendo-se como um meio de garantir que todos os alunos tenham direitos, essa é de fato, uma das instituições mais corretas para ensinar de forma efetivas seus direitos e apresentar a inclusão, somete perdendo para a família, para que os alunos aprendam juntos, sem discriminação.

A educação inclusiva atenta às diferenças de alunos que tem dificuldades de aprendizagem, as dificuldades podem ser: temporárias ou permanentes.

Através da integração a dignidade humana é valorizada e pelo respeito aos direitos humanos, no compromisso com a sociedade e com a igualdade. Temos que ter orientação para se construir a inclusão, orientados por acolher as necessidades de todos, através da superação das igualdades.

Devemos citar grupos que até hoje sofrem a exclusão simbólica, na trajetória da humanidade: Pessoas com deficiências, com necessidades especiais, povos indígenas, população do campo e ribeirinhos, negros, homossexuais, adultos e jovens fora da idade escolar e etc.

Segundo o site Info Escola, na história da educação especial, cada fase foi construída com atitudes, concepções, valores e visões denominados no contexto cultural, político e social na qual se encontra inserida a pessoa com deficiência.

1 - Idade Antiga - 3.500 a. C. à 476 d. C.:

Etapa do Extermínio. Na Roma e Grécia Antiga, a pessoa com deficiência era exterminada ou abandonada, não representando problema de natureza ética ou moral. Visava à disciplina militar, não se admitindo indivíduos com poucas habilidades.

2 - Idade Média - 476 D.C. a 1.453 D.C.:

Etapa Filantrópica: o Cristianismo se deu com o fortalecimento da Igreja Católica. Pelos ideais cristãos pessoas doentes, defeituosas ou mentalmente afetadas não podiam mais ser exterminadas. A educação era religiosa com formação para artes. As pessoas com deficiência deixam ser consideradas coisas para serem filhos de Deus, sendo abrigadas em asilos e conventos.

3 - Idade Moderna - 1.453 d.C. à 1.789 d.C.:

Etapa Científica: Ações de tratamentos médicos eram desenvolvidas para pessoas com deficiência.

4 - Idade Contemporânea - 1.789 d.C. aos dias de hoje:

Etapa da normalidade. Evolui da ideia de pessoa limitada para com potencialidades, capaz e com possibilidades de aprender, desenvolveram-se meios para os estudantes, que em razão das suas necessidades não podem se adaptar no sistema regular de ensino.

- Anos 60 a 80: Etapa da Integração – princípios normatizadores: individualização, normalização e a integração.

- Anos 70 a 80: Consolidação da integração. Trabalha-se com o aluno com deficiência fora do contexto social, para depois de ‘pronto’ buscar integrá-lo na sociedade.

- Anos 90: Etapa da Inclusão: a estrutura educacional existente deve ser eficiente para atender a todos, nos seus diferentes níveis de ensino. A Escola e Educação buscam apoio para trabalhar a diferença, sem tirá-la do contexto social. Site Info Escola.

5.1 DOCUMENTOS NORTEADORES DA EDUCAÇÃO ESPECIAL:

5.1.1 EM ÂMBITO INTERNACIONAL:

a) Declaração Universal dos Direitos Humanos – ONU/1948.

b) Declaração de Salamanca – ONU/1994 na Espanha.

c) Convenção da Guatemala – Definição de discriminação.

5.1.2 EM ÂMBITO NACIONAL:

a) Constituição Federal de 1988: Art.208, III, VII; Art. 227, II.

b) Lei n. 8.069/90 – ECA

c) Decreto n. 3.298/99 – Política Nacional para a Integração da Pessoa com Deficiência.

d) Portaria MEC n. 1679/99

e) Lei n. 10.098/00 – Critérios para a promoção de acessibilidade.

f) Lei n. 10.721/01 – Plano Nacional de Educação.

g) Decreto n. 2.956/01 – Convenção Internacional para a Eliminação de todas as formas de Discriminação contra a Pessoa com Deficiência.

h) Resolução n. 02/01 – CNE – Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica.

i) Portaria n. 555/2007 – Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE

j) Decreto n. 6.094/07 – Compromisso de Todos pela Educação.

5.2 METODOLOGIA E ADAPTAÇÕES CURRICULARES

Encontrar meios educacionais em que o agente modificador seja o currículo escolar, com um olhar voltado para a realidade do aluno, na espera de uma política pública escolar inclusiva para todos.

Apresentar-se através de um estudo da trajetória da educação inclusiva, ações e estratégias dos alunos com necessidade especiais, sabendo que se necessita do preparo escolar.

O projeto curricular é o que norteia os objetivos e espera uma ação correta para pôr em prática os objetivos. Sugere-se buscar tudo aquilo que é necessário ensinar em um espaço educacional.

O currículo orienta como, o que e quando ensinar e avaliar. O entendimento de currículo abarca desde os aspectos básicos até os técnicos. Refere-se também, a todo o aprendizado que será oferecido ao aluno em certo curso.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Em relação ao currículo inclusivo, é baseado em técnicas voltadas para a transmissão do aprendizado do aluno. Os conteúdos devem ser selecionados de maneira crítica, contextualizando diretamente com a realidade.

É apresentado no embasamento histórico e cultural, em que professor e aluno são seres participativos, norteados por metas, voltados para a área do aprender, os conteúdos tem função educativa e social.

O professor é o mediador dessa relação, e a intervenção norteia o avanço do aluno no processo do conhecimento, garantindo conhecimento amplo.

Currículos inclusivos são baseados em uma visão de aprendizagem como algo que acontece quando os alunos estão envolvidos ativamente em compreender suas experiências. São constituídos de forma flexível para permitir não somente adaptações, mas também modificações para atender às necessidades individuais dos alunos e aos estilos de trabalho próprios de cada professor. Site Info Escola.

As adaptações curriculares são as mudanças que devem ser realizadas para atender as necessidades de cada aluno, visando às condições necessárias para o conhecimento. Devem ser levadas em consideração, as características únicas de cada um, as prioridades a serem abordadas, o apoio efetivo às necessidades do aluno, quais os profissionais que participarão e as funções de cada um.

As Adaptações de Grande Porte são relevantes, através das seguintes modalidades: Objetivo de ensino, avaliação, conteúdo. A escola regular deve fazer as modificações importantes para atender as necessidades dos alunos: acesso ao currículo, participação integral e sucedida, atendimento as suas peculiaridades.

As Adaptações de Pequeno Porte, não são tão relevantes, mas podem ser efetivadas, porém são de responsabilidade direta do professor, tem uma ligação direta sob a responsabilidade do mesmo, nas atividades desenvolvida em sala de aula e fazem parte da competência do professor, sem ser necessária intervenção superior. Refere-se aos meios que o professor deverá utiliza de maneira a adequá-lo as condições especiais dos alunos.

Devem ser feitas adaptações dos conteúdos, acompanhado as necessidades efetiva para cumpri o currículo educacional, encontrar estratégias que melhor atendam as necessidades de cada indivíduo faz parte da aprendizagem, também devem ser feitas adaptações no processo de avaliação e cabe ao professor mediar o tempo das atividades de acordo com a necessidade de cada aluno.

Modalidades de apoio:

São recursos e estratégias que promovem o interesse e as capacidades das pessoas, bem como oportunidades de acesso a bens e serviços, informações e relações no ambiente em que vive.

Classificam-se em:

a) Serviços especializados: de natureza pedagógica e/ ou terapêuticos ofertados fora do contexto regular de ensino, substituindo os serviços educacionais comuns. Incluem-se, neste caso, as iniciativas das organizações governamentais e não governamentais. Compõem esses serviços: classe especial, escola especial, classes hospitalares, atendimento pedagógico domiciliar.

b) Serviços de apoio pedagógico especializado: de natureza pedagógica ofertados no contexto da escola regular para atender às necessidades educacionais especiais dos alunos. Destacam-se: sala de recurso, centro de atendimento especializado, profissional interprete, interprete de surdo, professor de apoio permanente – área da deficiência neuromotora, classe comum, itinerância.

Acreditar em Políticas Públicas Educacionais é acreditar em uma educação efetivamente inclusiva, tendo a instituição escolar como ator principal na importância fundamental da cidadania. No âmbito escolar, a cidadania é garantida por meio, de currículos flexíveis, que não servem apenas a determinados grupos, pois todas as práticas curriculares devem favorecer e pregar a diversidade.

O currículo é uma junção social, unido ao contexto histórico. A sua interação com a área política que esteja ligada a cultura, que existe na realidade educacional, exige um olhar renovado do currículo tendo união cultural e o aprendizado, sendo enfático do significado para alunos com necessidades especiais.

Deve oportunizar aos alunos seus direitos efetivos, igualdade e equidade, a adaptação curricular deve ser exigida para a pratica das diferenças entre os alunos, diferenciando do olhar tradicional de que toso aprendem no mesmo ritmo e da mesma forma.

6. A LUDICIDADE E SUA IMPORTÂNCIA PARA A INFÂNCIA

Abordarei nesse capítulo, sobre a ludicidade por acreditar que na infância o brincar é intrínseco à constituição do ser criança. Através do brincar os pequenos são capazes de criar e vencer seus próprios limites e construir suas próprias aprendizagens.

Os jogos e brincadeiras auxiliam a criança no processo de pensar, imaginar, criar e se relacionar com os demais. “A brincadeira é atividade física ou mental que se faz de maneira espontânea e que proporciona prazer a quem a executa” (QUEIROZ, 2003, pg.158).

O brincar é a atividade principal do dia a dia para as crianças. Pois neste momento a criança toma decisões, expressa sentimentos, valores, conhece a si, os outros e o mundo, repete ações prazerosas, partilhar brincadeiras com o outro, expressa sua individualidade e identidade, explora o mundo dos objetos, das pessoas, da natureza e da cultura para compreendê-lo, usar o corpo, os sentidos, os movimentos, as várias linguagens para experimentar situações que lhe chamam a atenção, solucionar problemas e criar.

Mas é no plano da imaginação que o brincar se destaca pela mobilização dos significados. Enfim, sua importância se relaciona com a cultura da infância que coloca a brincadeira como a ferramenta para a criança se expressar, aprender e se desenvolver (KISHIMOTO, 2010 pág.1).

Sabe-se que os jogos e brincadeiras estão presentes no cotidiano das crianças, sendo atividades livres e espontâneas, onde o aprendizado acontece por meio das interações com as demais crianças e com os objetos a sua volta.

Deste modo, a prática de jogos e brincadeiras no cotidiano escolar da Educação infantil torna-se fundamental uma vez que, por meio do brincar, as crianças, além de desenvolverem suas próprias aprendizagens, aprendem a respeitar regras e normas de convivência. Além disso, brincadeiras e jogos, são capazes de elevar a autoestima da criança proporcionando a ela bem estar e prazer.

Através das interações que acontecem entre as crianças, nas brincadeiras e jogos, desenvolve-se o respeito e a construção do conhecimento social, físico e cognitivo, estruturando sua inteligência e interação com o meio em que está inserida.

Acredita-se que, se o professor organizar seus planejamentos voltados para a realização de jogos e brincadeiras, as crianças podem ser estimuladas diariamente sem ter necessidade de aliar algum conteúdo para aplicar os jogos. Entende-se que esse trabalho servirá como embasamento para mostrar a importância do lúdico na educação infantil, bem como na construção do processo de imaginação, criatividade, desenvolvimento motor, interação social e no aprendizado de regras.

A brincadeira por si só pode oferecer à criança aprendizagens que são intrínsecas a ela independentemente de outros conteúdos que vem a associar-se.

Desse modo, entende-se que a vivência lúdica no contexto escolar abre caminhos para a integração de vários aspectos do ser humano, bem como na esfera emocional, corporal, cognitiva, espiritual, e possibilita cada sujeito participativo (aluno e professor) a se perceber enquanto um ser único e relacionar-se melhor consigo mesmo e com o mundo, o que implica um enfrentamento mais autêntico frente ás suas dificuldades.

Assim, é fundamental que a família, a escola e a criança formem um tripé que sustente essa etapa essencial na vida da criança.

Encontram-se atualmente muitos materiais abordando sobre a importância do lúdico e o quanto traz benefícios, porém não se devem cessar as pesquisas sobre esse tema, deve-se enfatizar o quanto o lúdico é importante para o desenvolvimento infantil e educacional e não um simples passatempo.

As brincadeiras são importantes para a aprendizagem, pois estimula a autoconfiança, é benéfico também, para o desenvolvimento do pensamento, da concentração e da linguagem.

Segundo o site Info Escola, esse assunto é pesquisado desde tempos remotos, que estudiosos defendiam já naquela época, o quanto o lúdico estimula no desenvolvimento psicomotor e no processo escolar, podendo ajudar no processo ensino-aprendizagem onde o lúdico não se refere a joguinhos, mas entender a aprendizagem através dela conseguindo apresentar atividades prazerosas aos alunos. “Se a vida é um jogo e o jogo pode se transformar em brincadeira, por que não viver brincando e aprender com a brincadeira”? (MARTINS, 2002).

Brincar é algo espontâneo da criança e só faz bem e dar prazer e serve para liberar energias negativas, brincando ela aprende a se expressar com o mundo. É considerada por especialistas como um privilégio e deve ocupar seu lugar, porém muitas vezes dá lugar às atividade escolares cotidianamente, o aluno se se sente atraído em aprender. Cada vez mais cedo as crianças buscam a tecnologia, sabemos que é um bom recurso, mas deve-se mostra o quanto brincar é importante.

Atualmente vemos muitas crianças com dificuldade de aprendizagem, não brincam e não conseguem se concentrar nas aulas, nesse momento surge a ludicidade, que deve contribuir consideravelmente para o desenvolvimento do aluno, ajudando na comunicação, socialização e aprendizagem.

Os alunos hoje buscam uma educação prazerosa, defendem uma aprendizagem dinâmica, a melhor maneira é através das atividades lúdicas. Winnicott (2008) enfatiza a importância de brincar e de criar para a criança, principalmente nos primeiros anos de vida na construção da identidade pessoal. Para ele a escola tem por obrigação ajudar a criança completar a transição do modo mais agradável possível, respeitando o direito de devanear, imaginar, brincar.

O brincar não dever ser tido como passatempo, mas como algo fundamental para o conhecimento. É inerente a criança e sua presença na escola é importante desde a educação infantil, auxilia no processo de interação, criatividade, capacidade motora e raciocínio.

Segundo Chateau não é possível que se pense em infância sem pensar em brincadeiras e o prazer que as acompanham. Uma criança que em sua infância é privada do brincar futuramente poderá se tornar um adulto com dificuldades para pensar (CHATEAU, 1987).

Se a criança gosta de brincar, as brincadeiras devem ser apresentadas como importante ferramenta educacional. É equivocado pensar que o lúdico somente resolverá os problemas educacionais e menos ainda formula mágica, mas mostra-lo como meio para transmitir os conteúdos de forma mais fácil.

De acordo com Zacharias (2007), Froebel foi o primeiro educador a enfatizar o brinquedo, a atividade lúdica, a apreender o significado da família nas relações humanas. Idealizou recursos sistematizados para as crianças se expressarem: blocos de construção que eram utilizados pelas crianças em suas atividades criadoras, papel, papelão, argila e serragem.

O desenho e as atividades que envolvem o movimento e os ritmos eram muito importantes. Para a criança se conhecer, o primeiro passo seria chamar a atenção para os membros de seu próprio corpo, para depois chegar aos movimentos das partes do corpo. Valorizava também a utilização de histórias, mitos, lendas, contos de fadas e fábulas, assim como as excursões e o contato com a natureza.

Para Froebel "o jogo é o espelho da vida e o suporte da aprendizagem", tendo sido um dos primeiros educadores a utilizá-lo na educação de crianças, criou materiais diversos, que conferiram ao jogo uma dimensão educativa. Para ele é pelo meio do brinquedo que a criança adquire a primeira representação do mundo.

Sendo que a educação mais eficiente é aquela que proporciona atividades, auto expressão e participação social às crianças. Ele afirma que a escola deve considerar a criança como atividade criadora e despertar, mediante estímulos, as suas faculdades próprias para a criação produtiva. Sendo assim, o educador deve fazer do lúdico uma arte, um instrumento para promover a facilitar a educação da criança. A melhor forma de conduzir a criança à atividade, à auto expressão e à socialização seria através do método lúdico.

Brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e da autonomia. O fato de a criança, desde muito cedo poder se comunicar por meio de gestos, sons e mais tarde, representar determinado papel na brincadeira, faz com que ela desenvolva a sua imaginação. Nas brincadeiras, as crianças podem desenvolver algumas capacidades importantes, tais como, a atenção, a imitação, a memória e a imaginação. Amadurecem também algumas capacidades de socialização por meio da interação, da utilização e da experimentação de regras e papéis sociais (LOPES, 2006, p. 110).

Segundo Rousseau (1968), as crianças têm maneira de ver, sentir e pensar que lhe são próprias e só aprendem através da conquista ativa, ou seja, quando elas participam de um processo que corresponde à sua alegria natural.

Já Dewey (1952), pensador norte-americano, afirma que o jogo faz o ambiente natural da criança, ao passo que as referências abstratas e remotas não correspondem ao interesse da criança. Em suas palavras: somente no ambiente natural da criança é que ela poderá ter um desenvolvimento seguro.

Vygostsky atribui importante papel do ato de brincar na constituição do pensamento infantil. Segundo ele, através da brincadeira o educando reproduz o discurso externo e o internaliza, construindo seu pensamento. “A brincadeira e a aprendizagem não podem ser consideradas como ações com objetivos distintos”. O jogo e a brincadeira é por si só, uma situação de aprendizagem. As regras e a imaginação favorecem a criança comportamento além dos habituais. Nos jogos e brincadeiras a criança age como se fosse maior que a realidade, é isto inegavelmente contribui de forma intensa e especial para o seu desenvolvimento. (VYGOSTSKY apud QUEIROS, MARTINS, 2002, p.6.).

Conforme Macedo, Petty e Passos (2005 p. 13-14):

O brincar é fundamental para o desenvolvimento humano. É a principal atividade das crianças quando não estão dedicadas às suas necessidades de sobrevivência (repouso, alimentação, etc.).

Todas as crianças brincam se não estão cansadas, doentes ou impedidas. Brincar é envolvente, interessante e informativo. Envolvente porque coloca a criança em um contexto de interação em que suas atividades físicas e fantasiosas, bem como os objetos que servem de projeção ou suporte delas, fazem parte de um mesmo contínuo topológico.

Interessante porque canaliza, orienta, organiza as energias da criança, dando-lhes forma de atividade ou ocupação. Informativo porque, nesse contexto, ela pode aprender sobre as características dos objetos, os conteúdos pensados ou imaginados.

Tudo isso contextualiza o quanto o lúdico é importante para o conhecimento. No entanto, sabe-se que o verdadeiro conhecimento não é apenas, copiando do quadro ou prestando atenção ao professor, mas também com as brincadeiras e dá a oportunidade da criança construir a aprendizagem, a criança tem a oportunidade para se desenvolver plenamente.

No Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no seu artigo segundo é considerado criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescentes aquela entre doze e dezoito anos de idade. Sendo assim, no artigo dezesseis a criança tem direito à liberdade, onde compreende alguns aspectos, entre eles o inciso quarto, que é o de brincar, praticar esportes e divertir-se. E no artigo cinquenta e nove cabe aos municípios, juntamente com apoio dos estados e da União, estimular e facilitar a destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude.

O Referencial Curricular Nacional para a Educação afirma que:

Brincar é um das atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e da autonomia da criança, desde muito cedo, pode se comunicar por meio de gestos, sons e mais tarde ter determinado papel na brincadeira faz com que ela desenvolva sua imaginação... A fantasia e a imaginação são elementos fundamentais para que a criança aprenda mais sobre a relação entre pessoas (REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A EDUCAÇAO INFANTIL, vol. 2, p. 22).

Sabe-se que através do brincar o aluno aprende, explora, descobre, mas com a brincadeira orientada, ela vê possibilidades daquele âmbito. De acordo com Brougère (2010) "sob o olhar de um educador atencioso, as brincadeiras infantis revelam um conteúdo riquíssimo, que pode ser usado para estimular o aprendizado. Segundo o filosofo “ninguém nasce sabendo brincar”. É preciso aprender". E o professor pode enriquecer essa experiência.

Mas esta não é a questão: o que se deseja é que a aprendizagem seja englobada ao lúdico e vice-versa. Que esta interação entre a atividade lúdica e a prática educativa resgate o interesse, o prazer, o entusiasmo pelo ato de aprender.

Na escola, o aluno tem a orientação de fazer tudo organizado, no entanto o professor na interação lúdica é importante, pois é quem orienta a criança, atualmente surgem novos desafios e o professor deve ser competente.

Segundo Freire (2002) "ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção." Assim o professor pode ter um meio através do lúdico de proporcionar essa construção e a produção do conhecimento pelas crianças.

É observando, olhando, conhecendo, tocando, manipulando e experimentando que se vai construindo conhecimento. Neste jogo o da busca do conhecimento, onde se pode brincar, jogar e estabelecer um espaço e tempo mágico, onde tudo é possível, um espaço confiável, onde a imaginação pode desenvolver-se de forma sadia, onde se pode viver entre o real e o imaginário, este é o lugar e tempo propício para crescer e produzir conhecimento. "O saber se constrói fazendo próprio o conhecimento do outro, e a operação de fazer próprio o conhecimento do outro só se pode fazer jogando." (FERNANDEZ,1990, p. 165).

Através da valorização do brincar na educação neste contexto como meio de desenvolvimento infantil, determina o crescimento do aluno, como ser social que abordei este tema, podemos perceber através deste capitulo a importância do lúdico na aprendizagem para crianças em idade escolar.

As brincadeiras em área escolar não devem ser vista como algo que ira resolver os conflitos escolares, no entanto é uma alternativa lançar mão como mediador, diante destas possibilidades, as brincadeiras são muito benéficas para desenvolver a criatividade, socialização, regras e inteligência. Devemos constatar que a criança tem o direito de ver o mundo usando recursos que o divertem.

7. A FAMILIA E SUA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

Desde tempos remotos sabemos o destaque que a família tem com a sociedade, e as atividades do Assistente social e a área educacional, o entusiasmo do aluno com a escola pode ser observada como ponte para a democracia. Não se deve esquecer a força transformadora da família no processo escolar.

De acordo com Sarti (2004) apud Santos (2012) a família é o alicerce primordial para as crianças e adolescentes, pois tem o papel de instruí-las no mundo e ensinar as noções básicas da vida em sociedade.

A família é considerada importante na fase escola, porém, não participa do projeto pedagógico educacional.

Dentre os princípios da Política de Assistência Social podemos destacar a matricialidade sócio familiar como medida de resolução nos atendimentos com seguridade dos trabalhos de suporte à família (TEIXEIRA, 2010).

Campos e David (2010) ressaltam que a Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) assegura a fundamental importância do trabalho do assistente social em conjunto com a família.

Vale ressaltar que a PNAS e SUAS ao adotarem o princípio da matricialidade sócio familiar não conseguem superar a tendência familista da política social brasileira, em especial da assistência social, pois, se por um lado o termo significa que a família é a matriz para concepção e implementação dos benefícios, programas e projetos, que em hipótese pode romper a fragmentação do atendimento, por outro, toma a família como instância primeira ou núcleo básico da proteção social aos seus membros, devendo ser apoiada para exercer em seu próprio domínio interno as funções de proteção social, portanto, continua-se a responsabilizar a família, em especial às mulheres, pelos cuidados e outras tarefas de reprodução social (TEIXEIRA, 2010, p. 5-6).

Devemos entender o papel importante que a família tem, em destaque no artigo 16 na Declaração de Direitos Humanos, no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Segundo Jesus et al. (2004) a atuação dos assistentes sociais em parceria com as famílias vem ocorrendo paralelamente com a história da profissão, o que os remete na adoção de novas formas de prestação de serviços mais eficazes e efetivos.

Vale ressaltar que o profissional de Serviço Social somente age em atenção com a família em conflito, quando esta não sabe resolver e por em pratica sua função social. É responsabilidade da família e função principal proteger todos os seus membros.

Silva (2008) compreende que os laços familiares criados socialmente resultam em funções sociais, e estas podem ser construídas e estabelecidas ou não, devido à exclusão social. A família pode sofrer dois tipos de exclusão social, tanto causado pela sociedade como a exclusão intrafamiliar.

Segundo Oliveira (2013) a pobreza e a falta de oportunidade de vida digna faz com que as famílias fiquem presas a uma determinada situação e não atinge seu espaço na sociedade. Sendo assim, protagoniza uma situação de exclusão que se perdeu toda vida na ausência de solução.

No entanto, se a família não cumpre sua função sócia, ela dependerá do Profissional de Serviço Social.

Quando a família não consegue cumprir sua função social aparecem as demandas para o Serviço Social, porém devemos ressaltar que nem todas as demandas são criadas pela família, às vezes elas estão na sociedade e impõe seu reflexo na família (SILVA, 2008, p. 6).

Atualmente, a família vem sofrendo mudanças visíveis, no entanto o Assistente Social vem buscado fundamentações metodológicas e teóricas para compreender a família. O contexto familiar é uma das áreas mais atuantes pelo Assistente Social principalmente pelos conflitos nos últimos tempos.

De acordo com Rivani (2005) atuar na família é sempre polêmico, pois envolve valores, crenças, segredos e comportamentos previamente já existentes.

A família é considerada, de acordo com Santos (2012), como uma das áreas prioritárias de atuação dos assistentes sociais, uma vez que o ambiente familiar apresenta uma fonte de complexidade e um campo repleto de intervenções.

A complexidade das famílias, hoje é um instrumento do Assistente Social, em busca da recuperação dessa instituição. E importante à aproximação da família na área educacional através do profissional de Serviço Social.

Segundo Quintão (2013):

Envolver a família na educação, abrir o espaço escolar à comunidade, realizar trabalhos preventivos contra a evasão, a violência, as drogas e o alcoolismo, identificar e buscar formas de atendimento às demandas socioeconômicas das crianças e familiares (QUINTÃO, 2013, p. 2).

O trabalho do Assistente Social na família se depara com questões sociais como violência, desemprego, alcoolismo, etc. que atingem a família.

Estas demandas para o Serviço Social são resultantes em meios familiares com situação de vulnerabilidade e risco social como desestabilidade dos vínculos afetivos e sociais, fatores econômicos, violência, dificuldades em aceitar filhos com necessidades especiais, violência contra mulher, jovens fora da lei, dentre outras situações que requer atendimento assistencial social (SILVA, 2008).

“A atuação do assistente social junto às famílias pode ser decisiva na resolução de problemáticas, auxiliando também no seu vínculo com a família” e com a educação a fim de potencializar as oportunidades do desenvolvimento educativo (SANTOS, 2012, p. 127).

Devemos saber que é importante a participação familiar na vida escolar do aluno, para fortalecer os vínculos afetivos e sociais, e é benéfico no desenvolvimento educacional de forma efetiva, é importante destacar a postura do Assistente Social no âmbito familiar, o quanto é importante, por que devera haver oportunidade trocas, dando sempre espaço para a realidade familiar e social como um todo.

Segundo Campos e David (2010) o apoio da família no trabalho do Serviço Social:

Visa sensibilizar as famílias sobre sua importância e responsabilidade com a educação e formação de seus filhos. São realizados atendimentos individualizados, visitas domiciliares periódicas, reuniões educativas, estudos, orientações, informação e discussões, palestras com temas informativos e atendimento psicológico tudo com o apoio e participação das famílias (CAMPOS e DAVID, 2010, p. 277).

A participação e a acompanhamento familiar garantem ao estudante crescimento e aprendizagem intelectual, assim como ética para crescimento socioeducativo como cidadão. Essa participação familiar garante respeito.

A atuação do Serviço Social tem por finalidade desmitificar todas as formas de discriminação, bem como promover a garantia dos direitos dos cidadãos a fim de obter sua autonomia como designado em seu projeto ético-político profissional (SILVA, 2008).

O profissional de Serviço Social deve ser criativo, contribuir e orientar as famílias sobre os seus direitos, pois somente com informação os direitos de todos estarão garantidos. O papel do Assistente Social é orienta-los, intervir e apresentar mudanças para que problemas sejam resolvidos.

De acordo com Mioto (2004) os assistentes sociais desenvolvem ações específicas para cada particularidade dos casos familiares como ações socioeducativas, sócio terapêutico, ações periciais, sócio assistenciais, ações de recolhimento e apoio sócio institucional. Sendo que todas essas ações partem de serviços com o propósito de atender os problemas familiares.

Moreira (2009) enfatiza que:

Frente à atualidade de situações problemáticas, deve-se num primeiro momento atender às necessidades emergenciais das famílias, e em outro, planejar ações conjuntas que enfatizam aspectos preventivos, educativos e redistributivos visando à superação da situação de vulnerabilidade social que atinge as famílias (MOREIRA, 2009, p. 179).

O trabalho do Assistente Social é determinado no atendimento as demandas das seguintes questões sociais exploração sexual infantil, abandono entre outros, e são questões como essas que diferenciam uma família das outras. No entanto, a politica de assistência social atual se destaca atendendo os diversos seguimentos de forma isolada, direcionando-se as necessidades da família.

A família sempre esteve inserida no contexto do Serviço Social. Todavia, os serviços sociais tem contemplado a família de maneira fragmentada, isto é, “cada integrante da unidade familiar é visto de forma individualizada, descontextualizada e portador de um problema”. Dessa forma, os profissionais têm como meta buscar métodos de trabalho para com as famílias como um grupo com problemas próprios e únicos (OLIVEIRA, 2013).

De acordo com Jesus et al. (2004) a família têm sido foco de atuação do Serviço Social há muito tempo, porém é tratada como problema fragmentado onde cada unidade familiar é atendida individualmente. Diante disso, um dos desafios a serem superados por esses profissionais é a busca em práticas de trabalho que contextualizam as famílias como um grupo com próprias necessidades.

O Assistente Social deve dispensar atenção a família na área de sua respectiva demanda, este profissional deve ter um olhar do contexto, deve se preocupar na solução de conflitos, porém, tem que pensar na solução dos problemas e seus benefícios para toda a família e não somete o individuo, pensar no bem da coletividade e não individualmente.

Oliveira (2013) destaca que é necessário que o profissional utilize uma linguagem clara, criando um espaço aberto e informal para que os usuários se sintam a vontade para fazerem perguntas e esclarecer dúvidas.

Ainda, o mesmo autor reafirma que o diálogo na discussão de alternativas com as famílias estará contribuindo para desenvolver mecanismos de reflexão e assumindo um papel mais de ajuda a refletir e pensar nela, mais de questionar do que discursar.

É importante frisar que o imenso obstáculo para o Assistente Social é estimular a discussão, ou seja, a troca entre escola e família, a participação entre escola e sociedade nas reuniões, eventos, etc., favorece a vida sócio educacional.

Rivani (2005) afirma que o “Serviço Social trabalha com ações de caráter preventivo, educativo e assistencial, sendo amparada pelas bases teórico-metodológica, ético política e técnico-operativa, possibilitando sua atuação para modificar a realidade existente na família”.

Desse modo, o profissional de Serviço Social deve estar orientado de acordo com compromisso e ser agente de transformação social na luta pela qualidade de vida da família, por direitos e orientações que beneficiam a família, fortalecendo a sociedade. É importante para a percepção da família, que as mudanças dependem da busca por qualidade e condições de vida melhores.

Para Silva (2008) o assistente social deve atuar nessas demandas a fim de obter meios para conseguir almejar seus objetivos, sejam por intermédio de bens, serviços, benefícios, programas ou projetos. Assim, esse profissional deve articular uma maneira para que a família possa efetivar a sua função social.

Vejamos uma das funções familiares:

[...] prover a proteção e a socialização dos seus membros, constituir-se como referenciais morais, de vínculos afetivos e sociais, de identidade grupal, além de ser mediadora das relações de seus membros com outras instituições sociais e com o Estado” (PNAS, 2004, p.36).

A instituição familiar tem como uma de suas funções a mediação entre o indivíduo e a sociedade, seja qual for sua estrutura, por vezes marcada por dilemas sociais.

Desse modo, é de fundamental importância que o atendimento social se dê de forma continuada com as famílias, a fim de construir uma relação direta com os fatores culturais, afetivos, sociais, psicológicos, econômicos que abrangem o ambiente familiar, o que por sua vez atrapalha a prática profissional e sés desdobramentos com a resolução desses fatores críticos (MOREIRA, 2009).

De acordo com Jesus et al. (2004) os assistentes sociais, no exercício de sua função de atendimento às famílias, desenvolve um processo de quatro etapas com as seguintes atividades: entrada do grupo familiar no serviço, identificação, acompanhamento e seu desligamento.

A família é parte do problema, mas, está nela mesma a solução em busca de fortalecer a paz.

O trabalho com famílias torna-se realmente um desafio, uma vez que são inúmeros os obstáculos, mas pode-se perceber que através de uma prática profissional pautada no Código de Ética, no projeto ético político e munidos de um referencial teórico metodológico que norteará todas as ações, é possível visualizar as demandas, e de forma estratégica e articuladora oferecer as respostas necessárias objetivando as emancipações dos usuários (OLIVEIRA, 2013).

Cabe ao Assistente Social entender e intervir preventivamente com finalidade de concluir o trabalho.

No que concerne aos resultados esperados pelos assistentes sociais, Jesus et al. (2004) declaram que podem ser citados a busca da valorização pessoal e a garantia dos direitos da família, por ora são guiados pela satisfação dos profissionais envolvidos e o reconhecimento do Serviço Social prestado a toda comunidade.

Dessa forma, entendemos que a participação do Assistente Social junto a escola tem bons resultados para todos. Então, esse grupo (educação, família e serviço social) deve ficar junto para que o equilíbrio social seja mantido.

8. O SERVIÇO SOCIAL NA ÁREA EDUCACIONAL

Abordarei nesse capitulo o surgimento do Serviço Social na educação e sua contribuição e a utilização das politicas sociais.

Para Freire o verdadeiro papel da escola é muito mais do que ensinar boas maneiras, ler e escrever. É criar consciência crítica e formar um cidadão em cada um de seus alunos (FREIRE, 1997, p.20-21). É exatamente esse o agir do Assistente Social.

Mioto (2002) apud Jesus et al. (2004, p. 62) tece que “as ações sócio educativas estão relacionadas às ações que, através de informação, da reflexão ou mesmo da relação, visam provocar mudanças (valores, modos de vida)”.

Neste sentido, abordando sobre a intervenção do Serviço Social nesta realidade, Santos (2009, p.01), afirma:

É de extrema importância que o profissional do Serviço Social, inserido na escola, saiba trabalhar com programas visando à prevenção e não dispender o seu tempo meramente com a efervescência dos problemas sociais. Na escola, o assistente social deve ser o profissional que precisa se preocupar em promover o encontro da educação com a realidade social do aluno, da família e da comunidade, a qual ele esteja inserido.

Dessa forma, a escola e a presença do Assistente Social se destacam como meio de orientar o crescimento como membro da sociedade.

De acordo com Areque e Souza (2009) é importante destacarmos que o Serviço Social na educação tem um papel de extrema relevância, uma vez que intervém em ações práticas relacionadas com diagnósticos sociais, oferecendo alternativas aos problemas vivenciados pelo educando e sua família, o que colabora para o sucesso educacional e social.

O crescimento do Serviço Social na área da educação, frente à nova realidade do projeto ético-político profissional, possibilitou o aumento da demanda dos assistentes sociais e sua inclusão no espaço educacional (ROSSA, 2011).

É indiscutível que a educação é essencial para o ser humano ter orientação e contribuição com mundo, conhecendo e transformando a sociedade.

Para Piana (2009b) a educação é uma área nova de atuação do Serviço Social, porém podemos perceber que esses profissionais estão interessados em ingressar na equipe de profissionais da educação nas escolas a fim de por em prática seus conhecimentos teórico-metodológicos.

A participação do Serviço Social na educação se dá no direito de todos, e também de ultrapassar as desigualdades sociais, orientação de cidadania e emancipação do individuo. A Assistente Social deve ser incluída na educação com o intuito de construir ações para a sociedade.

Segundo Gerardi (2000) o Serviço Social está intimamente relacionado com a educação, uma vez que este trabalho em conjunto com a escola proporciona o processo de aprendizagem quando utilizada as ferramentas ideias para viabilizar a qualidade de vida das crianças e das famílias.

O espaço do Serviço Social no cenário escolar vem crescendo gradativamente, mesmo com poucos avanços “torna-se evidente cada vez mais que é importante e fundamental a intervenção desses profissionais na política educacional e na proposta pedagógica que se insere a escola...” (ALESSANDRINI, 2001 apud PIANA, 2009b, p. 200).

O Assistente Social é solicitado para trabalhar na politica educacional através da dinâmica em dar apoio ao aluno sobre as questões sociais, é um profissional que contribui de forma favorável sobre direitos educacionais.

Mediante essa realidade é que o Serviço Social é uma profissão que vem construindo há 7 décadas de existência no Brasil e no mundo; com seu caráter sociopolítico, crítico e interventivo, tem ampliado a ação em todos os espaços que ocorrem as diversas refrações de questão social (PIANA, 2009b, p.186).

O profissional de Serviço Social tem como visão a ética e princípios, para transformar a sociedade, o mesmo interage sobre a educação, a família e a sociedade.

Segundo Gerardi (2000, p. 51) “cabe ao Serviço Social na área da educação propiciar o acesso, a frequência e viabilizar melhoria de condições de vida imprescindíveis ao bom desempenho escolar”.

O Serviço Social tende a contribuir com grandes avanços na área da educação, porém Gerardi (2000) afirma que:

[...] é utópico pensarmos que o Serviço Social poderia solucionar todos os problemas de âmbito educacional, mas é prudente afirmar que o Serviço Social tem condições para colaborar com a melhoria do sistema educacional, por meio da atuação direta na escola e também via planejamento social de programas de auxílio familiar visando o combate à exclusão social... (GERARDI, 2000, p. 54).

A presença do Assistente Social nessa área é de união dos saberes e troca com outros profissionais da área escolar para ajudar nas questões que atrasam o crescimento escolar, tais como: bullying, drogas, evasão escolar entre outros.

De acordo com Piana (2009b) o profissional social necessita de um conhecimento amplo a respeito da realidade e de sua complexidade a fim de modificá-la a favor do seu projeto político profissional.

Sendo assim, Campos e David (2010) destacam que ao conhecer o perfil do estudante o assistente social deverá traçar meios para solucionar as questões intrigantes a fim de proporcionar uma vida coletiva mais social.

O Assistente Social deve agir principalmente para prevenir problemas e não apenas na solução dos mesmos. Ele tem o dever de transformar a realidade do aluno, para construir uma sociedade com cidadãos cientes dos seus deveres e direitos.

A inserção do profissional de Serviço Social neste campo de atuação nos impõe uma tarefa desafiadora: construir uma intervenção qualificada como profissionais na área da educação que possa contribuir para dar respostas aos anseios e carências dos sujeitos que compõem a comunidade escolar (LOPES et al., 2007, p. 2).

Segundo Lopes et al. (2007) discutir a importância do Serviço Social na garantia do direito a educação significa abrir um leque de temas correlacionados como realidade social, política econômica e cultural que muitas vezes não são considerados no dia a dia e ficam a mercê das políticas educacionais.

Gerardi (2000) defende o Serviço Social como um fator indispensável para o sucesso escolar.

Assim, apresenta-se e justifica a necessidade do profissional de Serviço Social no contexto educacional.

9. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Concluímos que o serviço social na educação é uma questão importante no auxílio de formação educacional. O papel do serviço social na educação é de administrar os problemas sociais enfrentados no âmbito educacional, onde muitas vezes o profissional da área possui algumas dificuldades de lidar. Podemos perceber que a presença do profissional de Serviço Social é importante, para que haja bom desempenho do indivíduo na área educacional, é indiscutível a necessidade do Assistente Social, comunidade escolar e sociedade, que é a principal responsável pelo sucesso do estudante.

Como apresentei nessa pesquisa é de extrema importância a presença do profissional de Serviço Social na área educacional, (que é a base de uma sociedade justa e igualitária para todos), para prevenir e/ou sanar diverso problemas sociais, em conjunto dos outros profissionais em um trabalho interdisciplinar

O trabalho do Serviço Social no contexto educacional e sua contribuição para a politica educacional e consequentemente a sociedade. Desse modo alcançou-se com êxito o que se buscava pesquisar e apresentar sobre o tema e ficaram provado os benefícios que este profissional pode proporcionar na área de educação.

No entanto, é indiscutível que a sociedade de um modo geral tenha consciência da importância do Assistente Social na área educacional, social e formação do cidadão, a fim de construir uma sociedade mais justa e igualitária para todos indistintamente.

Porém, não se pretende apresentar uma conclusão sobre este tema, mas sim aprofundar-se nas pesquisas, que são riquíssimas, para haver compreensão sobre a inserção do profissional de Serviço Social no contexto educacional.

10. REFERÊNCIAS

ALMEIDA, N. L. T. Serviço Social e política educacional: um breve balanço e desafio desta relação. 1º Encontro de Assistentes Sociais na Área de Educação. Belo Horizonte, 28 março 2003, p.1-9.

ALMEIDA, Ney Luiz Teixeira. O Serviço Social na educação. In: Revista Inscrita, nº 6. Brasília, 2000.

AMARO, Sarita Teresinha Alves. Serviço Social na escola: o encontro da realidade com a educação. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 1997.

ANDRADA, E. G. C. Novos paradigmas na prática do psicólogo escolar. Psicologia: Reflexão e Crítica. Porto Alegre, v. 18, n. 2, ago. 2005 .

ARAÚJO, U. F. Disciplina, indisciplina e a complexidade do cotidiano escolar. In: OLIVEIRA, M. K; SOUZA, D. T; REGO, T. Psicologia, educação e as temáticas da vida contemporânea. São Paulo: Moderna, 2002.

AREQUE, I. C. ; SOUZA, J. A. N. O serviço social no enfrentamento da evasão escolar através do centro municipal de atendimento sócio-psicopedagógico ao educando – CEMASP. Revista de Ciências Humanas e Sociais da FSDB, ano V, v. IX, jan-jun, p. 103-114, 2009.

BRASIL – Estatuto da Criança e do Adolescente. ECA Lei n° 8.069, de 13 de julho de 1990.

BRASIL, M. G. M. Reflexão sobre pesquisa qualitativa em serviço social. Serviço Social & Realidade, Franca, v. 4, n. 1, p. 7-9, 1995.

BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. LDBEN Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

BULL, T. G. Política educacional e neoliberalismo no Brasil: uma leitura sob a ótica do serviço social. Serviço Social, Brasília, v. 13, n. 29, p. 65-89, jul./dez. 2011.

CALDAS, R. F. L. Fracasso escolar: reflexões sobre uma história antiga, mas atual. Psicologia: teoria e prática, jun. 2005, vol.7, no.1, p.21-33. ISSN 1516-3687.

CAMPOS, L. D. S.; DAVID, C. M. O profissional de serviço social no ambiente escolar, uma vivência prática. Serviço Social & Realidade, Franca, v. 19, n. 1, p. 269-294, 2010.

FRANÇA, R. M. S.; FERREIRA, M. D. M. As políticas públicas e a efetivação dos direitos humanos pós Constituição Brasileira de 1988. Emancipação, Ponta Grossa, PR, v. 12, n. 2, p. 181-191, 2012.

FERNANDEZ, Alicia. A inteligência aprisionada: abordada psicopedagogia. Clínica da criança e sua família. Porto alegre: Artes Médicas, 1990.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança. Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. Editora: Olho D’agua, 1997. Disponível em: http://forumeja.org.br/files/Professorasimtianao.pdf Acesso em 10 de set. 2017.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 18º Edição. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1988.

GERARDI, D. A. M. Uma experiência do serviço social na construção, implementação e implantação do programa comunitário de educação complementar: “casa da turminha”. 2000, p. 119. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Serviço Social). Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2000.

IAMAMOTO, Marilda Vilela. O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. São Paulo: Cortez, 1999.

INFOESCOLA – Navegando e Aprendendo. Política Educacional. Notícia publicada em 20/05/2011. Disponível em: <http://www.infoescola.com/educacao/politica-educacional/> Acesso em: 08 de set de 2017.

JESUS, C. S.; ROSA, K. T.; PRAZERES, G. G. S.; Metodologias de atendimento a família: o fazer do assistente social. Acta Scientiarum Health Sciences, Maringá, SP, v. 26, n. 1, p. 61-70, 2004.

LOPES, A. C.; ANDRADE, D. L.; CONCEIÇÃO, M. M. L. Serviço social na área da educação. In: III Jornada Internacional de Políticas Públicas: Gestão Social e Desenvolvimento no século XXI. Universidade Federal do Maranhão, São Luís, p. 1-7, 2007.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da Educação. São Paulo: Cortez ,1994.

MARONEZE, L. F. Z; LARA, A. M. B. A política educacional brasileira pós 1990: novas configurações a partir da política neoliberal de estado. In: III Encontro Sul Brasileiro de Psicopedagogia. IX Congresso Nacional de Educação – EDUCERE, PUCPR, Paraná, p 15, 2009.

MARTINELLI, Maria Lúcia. O Serviço Social na transição para o próximo milênio: desafios e perspectivas. In: Serviço Social & Sociedade, nº 57. São Paulo: Cortez, 1998.

MARTINS, Eliana Bolorino Canteiro. O Serviço Social na área da Educação. In: Revista Serviço Social & Realidade. V 8 Nº 1. UNESP, Franca: São Paulo, 1999.

MEKSENAS, Paulo. Sociologia da educação: introdução ao estudo da escola no processo de transformação social. 10 ed. São Paulo: Loyola, 2002.

MIOTO, R. C. T. Trabalho com famílias: um desafio para os assistentes sociais. Revista Virtual Textos & Contextos, n. 3, ano III, p. 15, 2004.

MOREIRA, A. C. Serviço social na educação: possibilidades e limites de intervenção profissional junto à família. Emancipação, Ponta Grossa, PR, v. 9, n. 2, p. 163-180, 2009.

NETO, A. S. A. Legislação e política educacional brasileira. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Brasília, v. 76, n. 184, p. 725-734, 1995.

OLIVEIRA, A. F.; PIZZIO, A.; FRANÇA. G. Fronteiras da educação: desigualdades, tecnologias e políticas. Editora PUC, Goiás, p. 93-99, 2010.

OLIVEIRA, A. S. Família: um desafio para os assistentes sociais. Âmbito Jurídico, 2013. Disponível em:< http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=11575>. Acesso em 12 de set de 2017.

PIANA, M. C. A construção do perfil do assistente social no cenário educacional. Editora: Cultura Acadêmica, UNESP, São Paulo, 2009a, p. 236.

PIANA, M. C. Serviço social e educação: olhares que se entrecruzam. Serviço Social & Realidade, Franca, v. 18, n. 2, p. 182-206, 2009b.

PORTELLA, A. B. P. Metodologia e Adaptações Curriculares. Paraná. 2011. Material da aula da disciplina Metodologia e Adaptações Curriculares, ministrada no curso de pós-graduação lato sensu televirtual em Libras – Faculdade Educacional da Lapa |EADCON.

PORTES, L. F.; PORTES, M. F.; ORLOWSKI, R. Serviço social, educação e família: possibilidades, desafios e mediações no cotidiano. Olhar de Professor, Ponta Grossa, v. 4, n. 1, p. 155-170, 2001.

QUINTÃO, A. Políticas públicas sociais e o desafio da integração. In: O serviço social e as políticas públicas de educação. Cáp. 1, p. 1-3, 2013. Disponível em:< http://www.andrequintao.com.br/arquivos/servico_social.pdf>. Acesso em: 10 de set de 2017.

RIVANI, C. Família x Serviço Social. Portal Zé Moleza, 2005. Disponível em:< http://www.zemoleza.com.br/carreiras/sociaisaplicadas/servicosocial/trabalho/21351-familia-x-servico-social.html>. Acesso em 14 de set de 2017.

ROSSA, A. Serviço social na educação. 2011, p. 85. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Serviço Social). Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Toledo, 2011.

SANTOS, N. S. dos. Serviço Social e educação: contribuições do assistente social na escola. Vivências, Erechim, v. 8, n. 15, p. 124-134, 2012.

SILVA, J. C. M. Família: demandas para o serviço social. In: IV Encontro de Iniciação Científica e III Encontro de Extensão Universitária. Revistas Eletrônicas Toledo Presidente Prudente, SP, v. 4, n. 4, p. 1-10, 2008. Disponível em:< http://intertemas.unitoledo.br/revista/index.php/ETIC/article/viewFile/1592/1525>. Acesso em: 12 de set de 2017.

SOUZA, B. P. Professora desesperada procura psicóloga para classe indisciplinada. In: MACHADO, A. M; SOUZA, M. P. R. (Org.) Psicologia escolar: em busca de novos rumos. 4. ed. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004.

STEINBERG, Shirley R. Uma análise da Pedagogia do Oprimido. In: A pedagogia da libertação em Paulo Freire. São Paulo: Unesp, 2001.

TEIXEIRA, S. M. Trabalho social com famílias na política de assistência social: elementos para sua reconstrução em bases críticas. Revista Serviço Social, Londrina, v. 13, n. 1, p. 4-23, jul-dez. 2010.


Publicado por: Lenilma Gomes da Silva

  • SIGA O BRASIL ESCOLA
Monografias Brasil Escola