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A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NAS SÉRIES INICIAIS: UMA CONQUISTA PARA O FUTURO

Educação

Importância da leitura nas séries iniciais: discutir, analisar, comparar, o que os diversos autores falam sobre o assunto.

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1. RESUMO

Esta pesquisa tem por desígnio expandir o discurso sobre a importância da leitura nas séries iniciais, tem como objetivos específicos discutir, analisar, comparar, o que os diversos autores falam sobre o assunto. A investigação vai contribuir para engrandecer a visão dos educadores, sobre a inclusão da leitura nas series iniciais. Ao se estudar sobre leitura veremos como ela pode engrandecer o vocabulário das crianças, como cada criança começa a expor suas ideias através das leituras; como uma leitura correta contribui para o crescimento social das crianças, como elas se tornarão leitores ativos no decorrer de sua vida. O ato de ler precisa ser estimulado para que seja introduzido na vivencia dos alunos como uma atividade que promove mudanças de estado e comportamentos. A base principal da pesquisa era analisar o foco da habilidade da leitura desde as series iniciais, no período que os receptores estão começando a conhecer o mundo a sua volta.

Palavras-chaves: Leitura. Criança. Aprendizado.

ABSTRACT: Keywords: Reading. Child. Learning.

2. INTRODUÇÃO

Esta pesquisa tem como objetivo abordar a importância da leitura nos primeiros anos do ensino fundamental sendo exposta de uma maneira mais clara possível, pois é nesse período em que as crianças estão começando a desenvolver interesse por coisas novas, e, sobretudo nessa ocasião qualquer novidade apresentada elas tendem a captar a informação e começar a processar seu interesse redescobrindo cada vez mais. Esse momento da leitura pode ser exibido com ilustrações, fazendo com que as crianças comecem a observar os desenhos e desenvolver sua curiosidade de descobrir como será o seguimento das histórias que estão sendo apresentadas.

O professor deve utilizar livros, de preferência que todas as crianças tenham o mesmo livro, ocorrendo assim um diálogo entre todas elas no sentido de começar a formar os diversos seguimentos que as histórias podem ter. De acordo com Manguel (2004, p.18) a leitura começa com os olhos. "O mais agudo dos nossos sentidos é a visão", escreveu Cícero, observando que quando vemos um texto lembramo-nos melhor dele do que quando apenas o ouvimos.

É evidente a necessidade que as escolas precisam utilizar a leitura como uma das principais fontes de conhecimentos adquiridos em tempo real, assim contribuindo para que os alunos possam desenvolver o hábito de ler desde muito cedo. Nas séries iniciais, o impacto da leitura na vivencia do aluno faz despertar o costume de conhecer o mundo ao seu redor, através de livros que podem auxiliar para um extenso crescimento na formação do alunado.

A leitura tem por finalidade adaptar o crescimento educacional do aluno. Quem tem o hábito de ler, tem mais chances de conhecer diversos assuntos sem ao menos sair de casa. Ela enriquece o indivíduo, gera um vocabulário extenso e rico, motiva uma escrita mais quantitativa e qualitativa, levando o leitor a se ver em diversos mundos, onde o mesmo pode trafegar em diferentes rotas e tempos distintos, possibilitando dessa forma o encontro com o imaginário e renovando o já conhecido com o desconhecido um encontro com o presente e o passado.

A escolha do tema da monografia se germinou pela necessidade de apresentar a importância de formar bons leitores, começando pela base, no Ensino Fundamental I, momento esse que a leitura é introduzida na vivencia da criança, e deixando evidente que os mesmos terão uma oportunidade de adquirir diversos conhecimentos para engrandecer seu desenvolvimento social.

Ler não é apenas pegar um texto e proferir de qualquer jeito, é necessário que haja a interpretação da maneira correta, a entonação, o tempo em que o texto está. Nesse momento os professores precisam ser maestros ao dirigir seus alunos, de forma que possam conduzi-los a entender o modelo correto que devesse explanar uma textualização, para facilitar o gosto pela leitura a ajuda dos pais é de relevante importância, pois se comparar uma criança que chega a escola com uma bagagem de conhecimento formada sobre o ato de ler, observa-se, que as mesmas conseguem se expressar melhor, terem um vocabulário mais rico, falar de forma mais explicada, serem crianças mais seguras ao realizarem suas atividades.

O lócus da análise será realizado de acordo com as pesquisas bibliográficas, na qual será feito uma comparação do que os autores relatam a respeito do tema trabalhado, deste ponto de partida que surgiu o referido trabalho, o foco do desenvolvimento do trabalho é mostrar que a leitura muda o hábito, o comportamento, o vocabulário, acrescenta ao pequeno leitor um mundo cheio de novidades, que está ao seu alcance através da leitura constante e prazerosa. Pretende-se demostrar a importância da leitura desde os primeiros anos do ensino fundamental, para isso é primordial: estimular a leitura na vida da criança; estabelecer uma relação de prazer pelo ato de ler; relatar aos docentes que a leitura é possível ser desenvolvida nos primeiros anos do Ensino Fundamental; assegura a importância, mostrar aos docentes resultados satisfatórios a partir da resolução de problemáticas comuns ao ambiente escolar.

A monografia está dividida em dois capítulos, o primeiro descreve a leitura e seus benefícios para o crescimento da criança, para sua formação como cidadão, evidencia também a importância que o docente precisa ter para conseguir despertar na criança o interesse pelo ato de ler, demostra alguns exemplos para facilitar essa introdução no cotidiano da sala de aula como também no ambiente familiar.

O segundo capítulo analisa os resultados que a leitura ocasiona para o crescimento do alunado, como essa prática contribui para aprimorar a ampliação dos conteúdos que o professor aplica no decorrer do ano, observando a ampliação da leitura, em função de cada aluno, o professor esquematiza as aulas agregando argumentos que corresponde ao crescimento que a criança adquire quando prática a leitura constantemente.

No mesmo capítulo, ratifica o valor da família para trabalhara em conjunto com a escola, essa junção acrescenta uma melhoria de comportamento para o desempenho da criança, essa parceria acarreta o compromisso de estabelecer uma relação afetiva da escola com as famílias dos alunos, assim o aluno sela um acordo comportamental em função das atividades que a instituição aplica ao decorrer de cada ano letivo.

3. A INICIAÇÃO DA LEITURA NA INFÂNCIA

A leitura está presente no cotidiano das pessoas desde muitos tempos atrás. Ela surgiu através de símbolos, que na antiguidade foram interpretadas pelo homem, desde então vem se renovando no modelo de apresentação. Fischer (2006 p.15), aponta que:

A leitura em sua forma verdadeira surgiu quando se começou a interpretar um sinal pelo seu valor sonoro isoladamente em um sistema padronizado de sinais limitados. [...] A leitura deixava de ser uma transferência um a um (objeto para palavra), para se tornar uma sequência lógica de sons que recriasse uma linguagem natural humana. Em vez de lerem imagens, lia-se, desse modo, a linguagem.

De acordo com as definições de Leffa (1996. p.10).

A leitura é basicamente um processo de representação. Como esse processo envolve o sentido da visão, ler é, na sua essência, olhar para uma coisa e ver outra. A leitura não se dá por acesso direto à realidade, mas por intermediação de outros elementos da realidade. Nessa triangulação da leitura o elemento intermediário funciona como um espelho; mostra um segmento do mundo que normalmente nada tem a ver com sua própria consistência física. Ler é, portanto, reconhecer o mundo através de espelhos. Como esses espelhos oferecem imagens fragmentadas do mundo, a verdadeira leitura só é possível quando se tem um conhecimento prévio desse mundo.

Relacionando os textos dos autores Fischer e Leffa, a leitura surge como uma transformação que começa através de sinais e se propaga até tomar uma forma, daí por diante é um espelho, que reflete o que cada indivíduo tem acumulado em sua memória e consegue expressar, a partir de seus conhecimentos prévios e o que isto representa para ele.

A leitura está para educação assim como o poeta está para a poesia, neste contexto de comparação a leitura é essencial para o desenvolvimento da criança, para a qualidade de vida, para a abrangência de conhecimento, de saberes adquiro, a leitura contribui para formar cidadãos coerentes no que diz e no que faz.

Para Villardi (1997, P.04).

[...] ler é construir uma concepção de mundo, é ser capaz de compreender o que nos chega por meio da leitura, analisando e posicionando-se criticamente frente às informações colhidas, o que se constitui com um dos atributos que permitem exercer, de forma mais abrangente e complexa, a própria cidadania.

Enquanto isso Freire (1995, p.29-30), enfatiza que:

Ler é uma operação inteligente, difícil, exigente, mas gratificante [...] Ler é procurar ou buscar criar a compreensão do lido... Ler é engajar-se numa experiência criativa em torno da compreensão. Da compreensão e da comunicação. E a experiência da compreensão será tão mais profunda quanto sejamos nela capaz de associar, jamais dicotomizar, os conceitos emergentes na experiência escolar aos que resultam do mundo no cotidiano.

A leitura trabalhada de forma correta leva o pequeno leitor a imaginar e captar suas formas, suas cores, sua beleza, sua magia, seu mundo imaginário que nele tudo é possível, toda invenção por mais surreal que seja neste mundo de leitores tudo se tem vida e continuidade.

O ato de ler tem que ser algo prazeroso, a criança não deve ser forçada a isso, esse processo tem que ser desenvolvido com muito cuidado para não se tornar uma tarefa exaustiva para as crianças. Tudo que se ensina as crianças elas tendem a tirar alguma informação, essa pode ser algo positivo ou negativo, por isso que é muito importante que os docentes saibam manusear a leitura como algo agradável, algo lúdico, que traga para o cotidiano da sala de aula um momento de desconcentração, uma aula com muita troca de conhecimento, deve ser algo que deixe o aluno a vontade, para escolher os livros que mais lhe chamam a atenção.

Junqueira (2004, p.13) saliente que o livro ideal par as crianças é “ [...] Um livro onde as crianças possam morar”. Ou seja, tanto para o escritor Monteiro Lobato quanto para o pequeno leitor encenado pelo poema, livros são territórios livres espaços que se tornam familiares, seguros, acolhedores, para o leitor. ”

Na proposta da leitura no Ensino Fundamental I tem que haver um objetivo especifico, com foco no crescimento intelectual e social do aluno, para que o processo de formar leitores possa se propagar nos anos seguintes, para que essa prática ganhe um lugar importante na vida da criança, que esse processo seja continuo e crescente, de forma que se torne um hábito, algo praticável no dia-a-dia e não só na sala e aula, a leitura deverá se tornar uma prática recreativa e não apenas informativa e obrigatória.

Segundo os relatos de Pereira e col. (2012)

O trabalho realizado com leitura infantil tem como possibilidade de resultado a formação de leitores/escritores competentes. Tem como objetivo formar crianças que não somente leem, mas que compreendam o que foi lido; por que compreender é transmitir aos demais tudo o que foi entendido de uma história através das figuras, ilustrações e objetos que possa transformar um texto em uma leitura agradável e prazerosa a quem ouve; que possa aprender a ler o que está escrito em entre linhas; que saiba que vários sentidos e várias visões podem ser atribuídos a uma onde se possa imaginar, criar e reinventar.

Complementando o relato dos autores acima, a leitura prever um avanço de concessão, imposta através do processo da leitura, que proporciona ao leitor uma diversidade de possibilidade dentro dos textos lidos, esse crescimento de informações que o receptor acumula em sua memória, gera uma expansão de habilidades que acrescenta inúmeras vantagens para o desenvolvimento do alunado, que conseguira transpor o aprendizado adquirido, de forma coerente e consciente ao passo que prossegue seu desenvolvimento.

Para Martins (2006, p.19), a psicanálise enfatiza que tudo quanto de fato impressionar a nossa mente jamais é esquecido, mesmo que permaneça muito tempo na obscuridade do inconsciente. Essa constatação evidencia a importância da memória tanto para a vida como para a leitura.

Neste seguimento entendesse que todo o processo de ensino do docente deve ser aplicado através de cronograma para lhe fornecer um material adaptável a cada aluno, de acordo com o gosto individual de cada um, o docente deve entender que tudo que for exposto para o aluno ele irá criar sua memória momentânea que seguirá com ele ao decorrer de sua vida, assim se o professor tiver dificuldade de lidar com a leitura provavelmente o aluno irá adquirir este mesmo problema.

O critério para manter pulsante o desejo prazeroso da leitura no cotidiano de sala de aula, é, alimentar a memória do alunado com leitura que transmitam; afeto, sonhos, felicidades, poder, possibilidades, musicalidade, amizade, magia, riso, choro, compreensão, união, drama, poesia, e entre muitos outros temas que preencham a memória da criança com sabores de possibilidades interessantes para a atenção do pequeno leitor.

Mais afinal, quando se realiza a leitura? A leitura começa a partir dos primeiros meses de vida de uma criança, o momento de crescimento que ela se desenvolve, a mesma vai fazendo a leitura do mundo ao seu redor, reconhecendo o ambiente em que vive, as pessoas as quais se relaciona, começam a expressar sentimentos, desenvolve habilidades para demostrar as suas verdadeiras escolhas, leitura é a compreensão do que se vive, é saber distinguir e interpretar o que determinados fatos significam em seu contexto, ler não é apenas com livros, ler é saber compreender o significados das coisas. Para Martins (2006, p.33)

[...] a leitura se realiza a partir do diálogo do leitor com o objeto lido – seja escrito, sonoro, seja um gesto, uma imagem, um acontecimento. Esse diálogo é referenciado por um tempo e um espaço, uma situação; desenvolvimento de acordo com os desafios e as respostas que o objeto apresenta, em função de expectativas e necessidades, do prazer das descobertas e do reconhecimento de vivencias do leitor.

Atualmente podemos observar que nos mais diversos ambientes temos algo que retrata a leitura, seja na rua; em placas de trânsito, seja no supermercado; com as descrições dos produtos, e assim segue sua presença na vida dos indivíduos. No ambiente escolar ela vem como ferramenta fundamental para acompanhar a escrita e o desenvolvimento intelectual dos alunos.

A Leitura tem uma importância de desenvolver na criança a capacidade de adquirir um amplo vocabulário, alarga a comunicação mais clara e abrangente, facilitar o desenvolvimento intelectual e social, através da leitura a criança vai crescendo e estendendo o gosto por ler, por descobrir coisas novas todos os dias através da leitura, a linguagem do aluno fica a cada dia mais rica quando posta em prática constantemente.

Durante o processo de armazenagem da leitura coloca-se em funcionamento um número infinito de células cerebrais. A combinação de unidade de pensamentos em sentenças e estruturas mais amplas de linguagem constitui, ao mesmo tempo, um processo cognitivo e um processo de linguagem. A contínua repetição desse processo resulta num treinamento cognitivo de qualidade especial. (CARLETI, 2007, p.2).

O desenvolvimento da leitura na vida das crianças, pode começar de muito cedo, através dos pais, em seu conforto do lar, a partir das histórias que as crianças têm contato, apenas por ouvi-las elas começam a despertar o hábito de gostar de leitura, assim inicia o primeiro ciclo da leitura, que com o passar dos anos vai se desenvolvendo. Contudo é na escola que a leitura precisa e deve ser incentiva pelos professores, essa corrente de conhecimento pode ser trabalhada de forma a evidenciar a importância que a mesma terá no desenvolvimento futuro desses alunos.

O professor tem um grande desafio a ultrapassar, a ganhar espaço para ensinar a leitura de forma mais simples possível, atrair os alunos aproximando a leitura de temas que despertem seu interesse, precisa ter habilidades para conseguir desenvolver na criança o desejo de navegar na leitura, de forma que possa conquistar o leitor a viver os momentos das histórias que o mesma irá ler, deve despertar nas crianças o conhecimento prévio das histórias encantadas, dos contos mágicos, das aventuras mais fantasiosas, assim primeiro o aluno fala o que sabe e só depois a professora seguira com sua aula, nesta proporção o docente vai ganhando seu lugar, vai conquistando a criança, vai compreendendo quais as melhores forma de ensinar a leitura.

Nos tempos atuais despertar o desejo de ler em um aluno é uma desafio e tanto, no meio de tantas tecnologias que foram criadas e hoje estão ao alcance acessível das crianças, o docente tem um caminho extenso a percorrer, pois ira se deparar com situações nas quais os alunos irão perguntar, por que não utilizar meios tecnológicos para ler em vez de usar livros, o professor terá que ser um maestro em suas respostas e em suas atitudes, deve procurar se atualizar na sua metodologia, para não deixar lacunas abertas que possam tirar o foco da leitura para ser substituído por tecnologias, não que elas não ajudem , mais o ideal é ensinar ao aluno que os livros são algo preciso que precisam ser lidos, é uma forma de conhecer o mundo, de compreender o passado , de conquistar o futuro, pois os livros irão contribuir muito no decorrer de sua vida acadêmica e também social.

Do ponto de vista de Martins (1994, p. 36)

A leitura está dividida em três níveis básicos, sensorial, emocional e racional. Os quais estão interligados, a leitura sensorial vai fazer o leitor descobrir do que gosta, a leitura emocional o leitor irá passar pelo processo de imaginação que vive os personagens, podendo despertar algo bom ou ruim, a leitura racional é quando o leitor já está hábito sobre o que gosta, ler por prazer, por gosto, por saber o que a mesma lhe aprovisiona.

De acordo com os níveis de leitura o professor mediador conseguira avaliar em qual categoria o seu alunado se coloca, assim o mesmo poderá desenvolver um processor de leitura mais flexível, poderá trabalhar com uma metodologia que esteja subdividida por categorias de níveis, assim com o passar do tempo os alunos irão chegar ao mesmo nível, mais para isso é necessário que o mediador esteja se atualizando nos seus método de ensino, para poder contribuir com uma leitura de qualidade , que a mesmo chegue ao alunado como um conteúdo que qualificação para suas vidas.

De acordo com os PCNs (p. 43).

Formar leitores é algo que requer, portanto, condições favoráveis para a prática de leitura — que não se restringem apenas aos recursos materiais disponíveis, pois, na verdade, o uso que se faz dos livros e demais materiais impressos é o aspecto mais determinante para o desenvolvimento da prática e do gosto pela leitura

Nesta concepção, o ambiente de leitura deve conquistar o leitor, deve existir diversas opções, nas quais o alunado possam encontrar os mais diversos tipos de livros, revistas, cartazes, figuras que representem crianças se divertindo com as histórias, esse ambiente precisa ser conhecido pelo docente, para que o mesmo sabia conduzir os alunos a revelar seus interesses, o professor deve dar exemplos produtivos de leituras que possivelmente agrade as crianças.

3.1 A importância da leitura no ensino fundamental

A leitura nesta fase tem uma importância singular, pois a mesma irá fazer parte de todo o processo de alfabetização do aluno, o momento certo que a leitura precisar ser ensinada é no Ensino Fundamental I, neste período o aluno já sabe escrever mais nem sempre saber compreender o que está escrevendo. No ensino fundamental o professor mediador precisa utilizar uma proposta que tenha como objetivo diminuir a codificação, com o intuito de desmembra-la, assim ira assegurar uma leitura pela qual o aluno possa entender o que está lendo. De acordo com os PCNs (p.42)

É preciso superar algumas concepções sobre o aprendizado inicial da leitura. A principal delas é a de que ler é simplesmente decodificar, converter letras em sons, sendo a compreensão consequência natural dessa ação. Por conta desta concepção equivocada a escola vem produzindo grande quantidade de “leitores” capazes de decodificar qualquer texto, mas com enormes dificuldades para compreender o que tentam ler.

Para se produzir leitores é conveniente que toda a classe docente se vincule, independente da matéria que venha a ensinar, a leitura pode ser ensina através de todas as disciplinas, é necessário que os docentes façam interferências na hora do ensinar, assim eles conseguem avaliar se o aluno está aprendendo ou apenas decodificando o que está estudando.

Segundo Lopes (2010, p.18), uma boa situação de aprendizagem é aquela em que o educador propõe atividades desafiadoras, ou seja, ao mesmo tempo difíceis e possíveis.

A proposta da leitura no Ensino Fundamental é formar leitores críticos, que saibam agir sempre utilizando a ética e a moral, que através do conhecimento adquirido possam crescer com uma visão de mundo onde tudo pode ser modificado, isso só depende do ponto de vista que se ver, a proposta também espera que ao percorrer do caminho acadêmico dos educandos, eles possam engrandecer seu conhecimento intelectual e social, que dessa forma possam cooperar para formar uma sociedade mais justa.

Em outras contextualizações Pereira (2006, p.22) aponta que “ O objetivo da leitura na escola é fazer com que os alunos compreendam um texto escrito e possam optar, de forma consciente, por um ou outro texto, em função de seus próprios interesses. ’’ Nestas expectativas espera-se que o aluno amplie sua capacidade de interpretação, que seja capaz de fazer sua própria análise crítica tendo como base o conhecimento armazenado em seu processo de estudo.

A leitura nos primeiros anos de escola, chega para aprovisionar ao aluno uma base segura de informações, que facilita o aprendizado no proceder dos anos, esse primeiro contato com a leitura abre caminhos para que o professor possa avaliar as ações e reações que o alunado ira sentir ao refletir sobre o que está lendo.

A trajetória da leitura nos primeiros anos não é tarefa fácil, pois cabe a classe docente proporcionar e organizar como será ministrado as leituras, e quais os níveis que se espera alcançar, sabe-se que nem todos os alunos ira acolher essa atividade de forma prazerosa, mais o educador precisa erguer seu nível de aptidão intelectual, para arquitetar um vínculo afetivo com o aluno, assim saberá administrar as dificuldades e manter as aulas com uma maior abundância de opções, com desígnio de não deixar os alunos exaustos e afadigados de ler.

As ações desenvolvidas com a leitura diária, é importante que o mediador introduza uma diversidade de conteúdos distintos, equilibrando o tempo e o espaço que a instituição oferece para essa atividade, o mediador preciso demostre aos mediados a diversidade de leitura que existe, e quais as etapas que a leitura precisa alcançar para que o aluno se torne um leitor ativo e competente.

Nos primeiros anos do ensino escolar, a leitura antecede a escrita, através do professor, pois cabe ao mesmo iniciar o processo de leitura mesmo que os alunos não saibam ler, mais a repetição dessa prática no convívio da criança, consegue desenvolver a capacidade de percepção do aluno, sendo assim, o leitor iniciante consegue captar o significado dos textos através da explicação prévia do docente.

Sasseron e Carvalho (2008, p. 338)

Como nosso olhar está voltado para os primeiros anos do Ensino Fundamental, contamos com a curiosidade, a perspicácia e a sagacidade próprias das crianças desta faixa etária como motores de propulsão para as diversas e diferentes formas de buscar resolver problemas e explicá-los aos demais.

Em concordância com Sasseron e Carvalho, nesta primeira fase do Ensino Fundamental o docente tem em mãos a responsabilidade de usar de forma qualitativa a ousadia que as crianças tem para adentar no mundo desconhecido, usar a curiosidade do aluno em seu favor irá fazer com que os alunos interajam mais entre eles e busquem caminhos para descobrir a expansão da leitura, despertar no alunado a dimensão de fantasias que está dentro da literatura dará ao mediador a liberdade de propulsionar uma troca de informações que leva a maximização de conhecimento.

A leitura é o alicerce seguro da alfabetização e o suporte para a escrita, a instituição que trabalha com a proposta pedagógica tendo como obrigação a aplicação de atividade, para desenvolver a leitura com a mesma necessidade que a escrita, consegue criar um grupo de leitores competentes, de alunos que terão um caminho brilhante a frente, a leitura dá propriedade do aluno empreender seu futuro e investir no seu crescimento, o exercício da leitura educa o alunado para analisar e investigar sobre suas escolhas.

3.2 Motivando o aluno para a leitura

O conhecimento do aluno está acoplado ao sistema de ensino que cada instituição dilata em seus planos pedagógicos, o que a mesma privilegia como importante para desempenhar a leitura, diante do que a escola cobiça alcançar através da evolução dos seus educandos.

A leitura é o ato pelo qual as pessoas tendem a interpretar a diferença entre os fatos, através da leitura se compreender a diferença entre seres similares porém com histórias distintas, a leitura é o alcance do sucesso pessoal e profissional, é o local onde todos podem usufruir de suas fantasias, de suas histórias, de suas riquezas, independente da sua classe social, da sua cor, do país onde mora, neste mundo de leitores todos podem viver as mesmas aventuras, as mesma conquistas, podem alcançar para sua vida um leque de saberes particulares, resultando apenas do esforço pessoal de cada indivíduo.

O engranzar da leitura na vida da criança deve seguir um critério pelo qual o professor mediador consiga em seu dia a dia introduzir a leitura como fonte de prazer e de liberdade, devem encontrar maneiras para desperta a curiosidade na criança, devem dinamizar o máximo possível o momento da leitura, é de suma importância que o docente se ponham no lugar dos personagens, assim a leitura ganha um atrativo a mais na luta por conquistar o pequeno leitor, a leitura estabelece um vínculo de amor pelos livros, pela biblioteca, pelos autores, por situações que os envolvidos possam participar de maneira ativa e dinâmica nas histórias.

Segundo Rangel (2009.p.34).

Para tanto, o processo de leitura, proposto por Freire, dá-se a partir de temas significativos a experiência do aluno e não subjugados aos critérios do professor. Busca debater aspectos que envolvem o sujeito e a sua interação com o mundo, para possibilitar uma melhor compreensão de sua identidade cultural.

Compreende que a leitura tendo como exemplo o ambiente que o aluno está habituado a conviver, será mais simplificado adentrar essa praxe de caráter mais cabível na rotina de sala de aula, visto que o alunado conseguira se reconhecer dentro da proposta que o professor vai aplicar. Segundo a teoria de Silveira (2005, p. 32) “[...] a leitura se torna difícil quando o leitor não pode fazer uso dos seus esquemas conceptuais e do seu conhecimento de mundo. Nesse caso, pode ser até possível ver, olhar o texto, mas é impossível lê-lo porque o cérebro não processa as informações. ” Correlacionando a hipótese do autor o mesmo esclarece, que é impossível que a criança consiga em seus primeiros anos de escola aprender a ler, se o mesmo não tiver um conhecimento prévio dos assuntos que está dentro dos textos, desta forma, compreende-se que, tanto Freire como Silveira acoberta a aplicação da leitura empregando o conhecimento antecedente do alunado.

Abordado a metodologia empregada para o exercício da leitura na introdução do ensino- aprendizado, a autora Rangel menciona a metodologia que melhor se aplica para essa prática, quais os pontos que devem ser explorados através do corpo docente da instituição.

Segundo Rangel (2009.p.34).

A metodologia empregada para esse fim diz respeito á leitura e á escrita como momentos inseparáveis, pois ao mesmo tempo que estimula a linguagem oral pela troca de pontos de vista, desafia o aluno a registrar o seu pensamento. Como não há censura ou preocupação com o certo/errado e porque a escrita se relaciona com o vivido, amplia-se a possibilidade de uma escrita espontânea e significativa.

O aluno ao entender a importância da leitura para sua vida tendem a levar o hábito de ler além dos murros da escola, ele conseguira desenvolver fora da escola um compromisso com a leitura, pelo qual o aluno só terá a ganhar com isso, pois em pouco tempo de prática ele conseguira ter habilidades para interpretar textos, saberá desenvolver melhor sua escrita, irá aplicar seu vocabulário, conseguira estabelecer diálogos onde o aluno leitor terá destaque com relação aos demais, isso advém devido a aproximação que ele tem com o universo da leitura, onde se depara em constate processo de conhecimento, de contato com novos mundos, de vivenciar episódios que foram escritor através de experiências dos personagens.

Nestas circunstâncias vale ressaltar o que diz Leffa (1996, p.13) “O leitor-minerador tem no entanto muito a ganhar, porque há uma riqueza incalculável nos livros”. Tudo o que de melhor produziu o pensamento humano está registrado na permanência da palavra escrita.

Mas nos tempos modernos o comportamento da humanidade vem se modificado com relação aos livros, o avança das tecnologias vem causando afastamento da comunidade ao mundo da leitura escrita, mais para Silveira (2005) ela confronta essa opinião, a mesma expõe que a média eletrônica, pode cooperar de forma trivial ao despertar a curiosidade no leitor de apreciar novas formas de produzir e captar informações, tudo que a visão é capaz de captar pode ser transformado em texto e ser estudado coletivamente, portanto as medias dá a possibilidade de uma nova geração de conhecimento, para contribui novos capítulos de modernização do ato de ler. Diante do juízo da autora, a leitura escrita não terá um desgaste causado pelas novas tecnologias, terá mais opções de explorar o ato de ler, de forma que o leitor possa ler e ver ao mesmo tempo a leitura em forma de vida através da mídia visual.

Almejar-se, portanto, que a leitura escrita permanece em circulação por muito tempo, que a mesma não se deixe esquecer em um canto da nossa história como fruto do passado, mais que possa permanecer na escola e na sociedade como sendo a forma mais correta e exata de ser obter uma leitura adequada, com regras rígidas, que precisa e devem ser seguidas, para poder dá suporte a evolução da educação.

Assim sendo a biblioteca será de uma importância nobre para esse aprendizado, o ambiente da biblioteca precisa conter atrativos que ganhe o interesse da criança, que a partir do primeiro contato visual o aluno experimente a necessidade de ter empenho em conhecer melhor o que a biblioteca tem para oferecer, através dos livros que em muito tem a colaborar para o aprendizado e desenvolvimento pessoal.

Para Pimentel (2007 p.23)

A biblioteca “[...] funciona como um centro de recursos educativos, integrado ao processo de ensino-aprendizagem, tendo como objetivo primordial desenvolver e fomentar a leitura e a informação”. Poderá servir também como suporte para a comunidade em suas necessidades.

Uma biblioteca moderna e organizada de acordo com as expectativas dos alunos, e com uma diversidade de opções em seus recursos, juntamente com a dinâmica dos docentes tem a tarefa complexa de conquistar o aluno a fazer parte desse mundo imenso que constituem os livros, a biblioteca é o início onde professor terão espaço adequado para mostrar as crianças a importância da leitura, nesse ambiente o professor pode levar seu aluno aos mais diversos tipos de conhecimentos que os mesmos tenham curiosidade de apreender.

De acordo com Leffa (1996, p.17), na leitura, como na química, para termos uma reação é necessário levar em conta não só os elementos envolvidos, mas também as condições necessárias para que a reação ocorra.

Diante do relato do autor, o professor tem que trabalhar com uma proposta pedagógica que preencha as lacunas da imaginação das crianças, no qual possa recriar suas fantasias de criança dentro do contexto da leitura. Silveira (2005 p. 17) “O domínio da leitura é um processo longo e requer uma prática constante e efetiva. ” Ampliando a alocução de Silveira, a leitura solidifica um tempo prolongado que o mediador deve trabalhar diariamente com o exercício de elaboração da leitura, criar situações que a leitura possa se encaixar de forma dinâmica na vida do educando, o plano pedagógico da língua materna precisa ser bem assegurado desde a base da formação do alunado, para isso os docentes carecem estender cada vez mais o progresso da prática da leitura na construção do aprendizado.

As instituições escolares precisam manter a biblioteca com projetos permanentes, para atrair os estudantes durante todo o ano letivo, essa ação contribui para amparar uma rotina organizada, sobretudo para controlar o desenvolvimento individual do alunado, a metodologia que os profissionais da biblioteca aplicam durante a visitação dos alunos, é essencial que esteja adaptável para cada nível de escolaridade. Vale ressaltar o que relata Stocker (2017, p. 1624) “O principal objetivo dos projetos é tornar o espaço dinâmico e vivo”[...]. Ou seja, a escola que mantem projetos de leitura operacionais, sempre irá contar com telespectadores curioso, pois os mesmos têm uma visão já formada sobre o que a biblioteca tem para apresentar, nesta perspectiva os profissionais que compõem o ambiente da biblioteca precisam estar ligados a rotatividade do público alvo, assim irá atender as expectativas dos pequenos leitores.

A escola de modo geral é a responsável por formar leitores, a mesma tem a tarefa de fornecer o material adequado e adaptável, para que os professores possam da continuidade ao seu trabalho, a escola sendo um espaço que está proporcionando um trabalho motivacional para expandir o ato de ler poderá em pouco tempo de prática observar a evolução dos alunos.

A leitura estabelece uma troca de informações entre o autor e o leitor, nem sempre o leitor ira concordar com o autor, através dessa desavença de opiniões identifica que o leitor está realmente se desenvolver, pois consegue confrontar sua opinião com a do autor, de maneira que o docente percebe a evolução de conhecimento que o leitor conseguiu captar, assim vai se criando um elo entre o aluno e os livros, esse vínculo de conhecimento se torna um aliado para o ensino que o docente tem para desenvolver com seus alunos utilizando a leitura, neste instante é importante estimular o alunado a ir além do que o professor estabelece para o preenchimento do currículo escola.

Segundo Pereira (2006, p.21)

O professor que pretende levar seus alunos à proficiência leitora precisa empenhar-se em fornecer variadas oportunidades, quer dizer, provocar situações diversas, em que a leitura se faça necessária por diferentes – e reais - motivos. Para cada tipo de leitura – por prazer, para estudar, para buscar uma informação rápida ou para saber o que ocorre no mundo – utilizamos determinadas estratégias. São estratégias que variam de um leitor para outro ou mesmo de um objetivo para outro: para obtermos o sinônimo em um dicionário ou para ler um poema utilizamos estratégias diferentes.

O professor como mediador empenhando em seu papel de formar leitores para um vida toda e não somente para cumprir com as normas do currículo escola, precisa encaminhar seus alunos a utilizar a biblioteca, como um fonte de pesquisa milenar, que independente do tempo a mesma irá cooperar para agregar valor ao conhecimento individual de cada sujeito, o professor deve ocasionar propositalmente situações nas quais a única opção que os alunos tenha para deliberar seus aprendizado seja a ajuda vinda das fontes de pesquisa que a biblioteca disponibiliza em seu acervo.

Ao passo que os alunos irão se familiarizando com a biblioteca o professor começa a ganhar tempo para diversificar e aprimorar suas estratégias de ensino, com o objetivo de aproximar o alunado ao acesso da leitura, assim espera-se que os alunos possam acender e desenvolver desde as series iniciais o gosto por frequentar a biblioteca, como sendo um ambiente que lhe propulsiona uma diversidade de opções para se conhecer o mundo ao seu redor e ir além do que os professores ensinam em sala de aula.

Sendo o docente um mediador preocupado com o que ensina e com a qualidade de seu ensino, o mesmo deve manter uma relação prazerosa com os estudos, com o intuito de se renovar, aprimorar, descobrir, lapidar, e inovar o seu conhecimento acadêmico, para melhor ser aplicado em sala de aula.

Nessa perspectiva, Andrade e Martins (2006, p.130) aponta que “o professor é um agente que procura “insumos” para trabalhar a sua leitura e a leitura de seus alunos. Busca recursos em várias instâncias: jornais, revistas, internet, etc e com a ajuda deles se posiciona e elabora sua aula.

O professor que procura informação para se próprio com intenções de evoluir na sua prática pedagógica, conseguira elaborar suas aulas com um acréscimo de conhecimento qualitativo, que irá favorecer aos seus receptores mais informação e atualização no habito educacional.

Para, Krug (2015, p.10)

É aconselhável que o mediador da leitura – o professor – detenha meios adequados e condizentes para o bom desempenho da mesma. Convém, no entanto, que ele ao designá-las, as pense como contribuição para o desempenho futuro de cidadãos conscientes para com um corpo social, no qual, comportamentos e valores desafiam o potencial educativo dos sujeitos.

Em síntese, o trabalho do mediador dá-se através de um anexo de valores que o mesmo deve estabelecer para melhor ampliar e sobrepor no desenvolvimento de seus educandos, a capacidade que o docente depositar em prática para ministrar seus conteúdos estabelece um vínculo de compromisso com o que se almeja transmitir para alargar o conhecimento de seu alunado.

3.3 A trajetória do aluno ao leitor

De acordo com a interlocução elaborada através da pesquisa aqui exposta, utilizando do que os autores relatam sobre o ato de ler, podemos destacar, que tornar o aluno leitor não resulta apenas da escola, origina da conexão professor, aluno, família e escola, unidos com a finalidade de aperfeiçoar uma classe predominante de leitores.

A respeito dessa abordagem, Alves (2008, p. 41) diz que:

Tudo começa quando a criança fica fascinada com as coisas maravilhosas que moram dentro do livro. Não são as letras, as sílabas e as palavras que fascinam. É a estória. A aprendizagem da leitura começa antes da aprendizagem das letras:
quando alguém lê e a criança escuta com prazer.

O amadorismo pela prática da leitura decorrerá ao grau que o leitor é influenciado através da leitura do texto, a criança que se deleita pelas histórias contadas terá mais chance de ser tornar um leitor ativo no futuro, sabe-se que ninguém nasce gostando de ler, esse gosto só irá desenvolver se estiver um estimulo para que o mesmo começa a fazer parte da rotina do sujeito, os indivíduos que tem a chance de conhecer a leitura o mais cedo possível pressupõe que o ato de ler possam transformar suas escolhas futuras.

Segundo Paiva (2010, p.28)

Um dos recursos literários muito utilizados no trabalho com as séries iniciais do ensino fundamental são as fábulas. Enquanto gênero, as fábulas são narrativas curtas, os personagens são animais, plantas ou objetos animados que ganham características humanas e no desfecho trazem um ensinamento, uma moral. Habitualmente, as fábulas refletem um método pedagógico em que o aluno não precisa questionar ou refletir. Nessa visão tradicionalista, a finalidade de seu uso é que os alunos se identifiquem com a moral imposta pela fábula.

Uma das ideias que posta em aprendizado, servira para dá seguimento a formação de leitores, são projetos de leitura utilizando a fábula como ferramenta para atrair a atenção das crianças, quando ainda pequenos o alunado se saboreia sobre as histórias que são impossíveis a nossa realidade, mais se infundem no que vê, através dos meios de comunicação visuais e também pelo que ouve.

Uma outra opção de trabalhar a leitura, dá-se através do interesse que a classe educativa pode atribuir a suas pesquisas, a investigação do docente sobre o ambiente que seus educandos residem é uma etapa interessante para ser trabalhada em sala de aula, o professor investir em uma pedagogia voltada para a realidade do seu alunado ira despertar no mesmo o interesse de conhecer mais, de saber como é possível conhecer sua própria história dentro dos textos que a escola tem para apresenta-lo. Raquel (2012, p. 34) menciona que “busca debater aspectos que envolvem o sujeito e a sua interação com o mundo, para possibilitar uma melhor compreensão de sua identidade cultural.” A construção do ato de ler na formação do receptor será mais cabível se ele enquanto leitor tiver influência de sua cultura aplicada na contextualização das aulas.

Seguindo o ponto de investigação, com o compromisso de trazer sugestões de qualidade para a formação de leitores, segue alguns exemplos de projetos de leitura que trás resultados satisfatórios para estimular o ato de ler na escola.

Segue abaixo três temas apresentados por Mara Mansani em um projeto de leitura, o mesmo desenvolveu-se na escola E.E. Professora Laila Galep Sacker, em Sorocaba/SP. o primeiro projeto tem por nome. As caixas que contam histórias“ utilizando de uma caixa, na qual em seu interior esta composta por materiais de acordo com histórias que o docente esta narrando, assim ao passo que a história é descrita o docente resgata do interior da caixa os objetos que dá vida a fábula. ”

O segundo projeto: Jogos temáticos de Ciências – “ Neste projeto o docente elabora perguntas relacionados com o tema ciências, usando de sua criatividade, os professores podem criar trilhas para que a cada acerto o aluno adiante uma casa, vence a equipe que conseguir acertar mais. ”

O terceiro projeto: Biblioteca dos sonhos – “ Neste projeto o docente juntamente com uma equipe, transforma o ambiente da biblioteca, emprega recursos que afaguem ao olharas das crianças, transforma o ambiente em um lugar diversificado e com inúmeras temáticas. ”

Além desses três projetos também pode-se destacar o projeto mala viajante, que trata de uma bolsa mesclada com um livro, de preferência que seja uma fábula, um caderno de desenho, lápis e coleção, o aluno leva a mala com ele para casa, uma vez por semana, os pais devem ler o livro para a criança, e a mesma desenhar o que apreendeu, no retorna da mala viajante a sala de aula, o aluno comenta o relato de todo o aprendizado.

Os projetos aqui expostos, se for manipulado de pose adequada vai tributar de forma sábia na edificação do ato de ler, o processo que constitui o caminho da alfabetização sucede pôr variações de conhecimento, entre ele a leitura como sendo essencial para desenvolver a aprendizagem da criança de forma completa, a leitura juntamente com a escrita compõe a instauração que se espera alcançar no acesso da alfabetização.

A catequização da leitura para as crianças precisa ser manuseada com alegria, com fantasias, com sonhos impossíveis, precisa ser uma magia que as crianças queiram compartilhar, deve ser algo que atrai os olhares, as perguntas, desperte curiosidade, surpreenda os pequenos leitores, tem que ter cores, versos, rimas, músicas, entre tantas outras coisas, e jamais deve ser imposta por obrigação, assim evita que o aluno despreze o ato de ler.

Desse modo a definição de Martins e col (2008, p.60). “A leitura além de nos proporcionar conhecimento e sabedoria, é divertimento, prazer e felicidade. Leitura obrigatória, portanto, não promove conhecimento e sabedoria. ” O docente deve evitar ao máximo práticas que os alunos rejeitem, mais deve elabora sua aula colocando pequenas dose de leitura dentro das propostas que irá aplicar no decorrer das aulas.

A leitura e a escrita nos dias atuais modificam e institui novas possibilidade de transformar a desigualdade que existe em nossos país, em muitas pesquisas se mostra a importância que a alfabetização apropriada ocasiona na vida das famílias, é o recurso para o progresso de uma sociedade pobre, a educação transforma e dar conhecimento para que as pessoas possam seguir lutando por seus objetivos, o país cresce em termos econômicos e sociais, tendo como base uma educação sólida de qualidade.

3.4 As estratégias de leitura

Ao investigar sobre as estratégias de leitura, visando adquirir uma visão mais ampla sobre a aplicação desse roteiro, ascendeu-se um discurso sobre a metacognição, essa palavra que calha um significado bastante partidário para produzir sentindo e adicionar audácias aos planos de leitura, a definição da metacognição de acordo com Leffa (1996, p.46).

A metacognição na leitura trata do problema do monitoramento da compreensão feito pelo próprio leitor durante o ato da leitura. O leitor, em determinados momentos de sua leitura, volta-se para si mesmo e se concentra não no conteúdo do que está lendo mas nos processos que conscientemente utiliza para chegar ao conteúdo. A metacognição envolve portanto (a) a habilidade para monitorar a própria compreensão[...] e (b) a habilidade para tomar as medidas adequadas quando a compreensão falha [...].

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Em concordância com esse procedimento, a metacognição é a passagem que decompõe o processor de leitura em duas etapas, a primeira são as hipóteses que o leitor começa a construir, a da vida e sentido a leitura, o segundo processor constitui um coeficiente mais elevado, a criança consegue apontar, discutir, analisar as causas, sabe citar a ideia principal do texto, conhecer a dinâmica que o texto foi escrito, faz sua reflexão, elabora um discurso de compreensão.

O esquema de leitura nas series iniciais é fundamental que seja acompanhado através de etapas, nas quais esteja subdividida em dois grupos, o primeiro, significa a primeira fase da alfabetização, quando a criança sabe lê, mais não consegue fazer uma interpretação do que está lendo, a segunda fase é a formação da visão que a criança já consegue distinguir e dá uma sequência ao aprendizado, sabe realizar-se a introdução do texto e consegue fazer suas próprias escalações de seus textos preferidos. Nesta mesma visão o autor Pressley (2002) ressalva e esclarece essas duas fases que dá início ao desenvolvimento da leitura para a formação do indivíduo.

Segundo Pressley (2002) apud Souza e Girotto (2011, p.5)

[...]sendo duas as maneiras de entender o que se lê: a primeira ocorre no plano do aqui e agora, e o leitor de um texto o lê frase por frase, palavra por palavra até o final. [...] A segunda maneira, conquistada a longo prazo pelo leitor, ocorre quando ele utiliza seu conhecimento para compreender as estratégias que o fizeram entender o que leu. Ou seja, bons leitores percebem como construíram imagens para apreender uma descrição no texto ou, ainda, como sumarizaram as ideias principais de um conto ou como inferiram para descobrir o que iria acontecer em uma trama.

Se amparando na hipótese do autor, o aluno leitor passa por um processor extenso até alcançar a visão de mundo que a leitura proporciona ao leitor, após a implementação do ato de ler na vida da criança, começa a se criar canais de comunicação que se interligam para dar sentindo ao que se ler, a memória começa a dar sinais de vida ao texto, o pensamento se materializa e as palavras se atrelam dando realidade a leitura.

As estratégias empregadas pelo docente, para utilizar sua metodologia é apropriado que estabeleça um objetivo a alcançar, trace linha de avanço, marque objetivos, solucione possíveis dificuldades, encontre saídas, minimize a repetição, maximize as ideias das crianças, inove nos recursos semanalmente, trabalhe com prazer e com determinação.

De acordo com Solé (1998) apud Ferreira e Dias (2002, p.46).

As estratégias, assim como os procedimentos (também chamados de regras, técnicas, métodos, destrezas ou habilidades), podem ser definidas como um conjunto de ações voltadas para a execução de uma meta. Elas têm a função de regular a ação do sujeito, já que lhe permitem avaliar, selecionar, persistir ou mudar determinadas ações em favor de seus objetivos.

Assim as táticas dirigidas pelo emitente além de mate-lo em uma linha de objetivos traçadas anteriormente, fornece uma visão de organização que todo educador deve seguir, para da estabilidade ao ensino de resultados positivos, as estratégias podem em algumas situações mudar as ações que o professor precisa efetivar-se, o docente tem em mão a possibilidade de refletir e avaliar a capacidade que cada aluno está desenvolvendo, podem avaliar o aprendizado e adaptar a necessidade de cada sujeito. Souza e Girotto (2011) relata que “em um contexto escolar, para além do uso de estratégias, é importante o conhecimento sobre o seu modo de utilização, bem como sobre sua utilidade, eficácia e oportunidade de formação da competência leitora. ” Deste modo, nada adianta se o educador apresentar as estratégias bem elaboradas se não souber executar com exatidão.

Alguns aspectos devem ser adotados pelos intercessores para a implementação das estratégias de leitura, na visão de Souza e Girotto (2011, p. 13) são quatro aspectos essenciais para realizar o ensino de leitura, “definir a estratégia e precisar a sua utilidade; tornar o processo transparente; interagir com os alunos e orientá-los para o domínio da estratégia; assegurar a aplicação da estratégia”. A aplicação desses aspectos referidos a cima, demostra a importância que o professor precisa justapor para propor as obras literárias que irá trabalhar em sala de aula, a seleção do conteúdo é fundamental para que o sucesso da atividade seja alcançado, o domínio do docente sobre o material de uso é de estrema necessidade que o mediador tinha total conhecimento, a intervenção junto ao alunado é a chave para troca de conhecimento, pois todos tem algo que possa colaborar para a evolução do ensino- aprendizado,

Na leitura a aptidão do emissor é basilar para o progresso do aluno, cabe ao educador planejar suas estratégias de ensino com base na compreensão que seus alunos estão conseguindo aprender, precisa ter estabilidade de compreender que ensinar não significa que todos irão captar o aprendizado de uma só vez, em muitos casos o aluno apenas repetiu o modelo mais não aprendeu, é de suma importância que o mediador utilize mais de um método de avaliação para poder descobrir se o aluno aprendeu ou apenas decodificou.

Em meio a tantas possibilidades de avaliação, recorrendo a modernidade das tecnologias, o mediador tem um leque de avaliação amplo que lhe fornece suporte para avaliar o aprendizado, a inovação aplicada em aula, renova as experiências do professor como educador e dá ao alunado a oportunidade de conhecer novos mundos.

4. LEITURA E SEUS RESULTADOS

Ao transcursar da investigação aqui exposta, nos deixa evidenciar que a leitura é o caminho para ampliar uma sociedade mais justa, em concordância com os relatos dos autores que fizeram parte dessa pesquisa, pode-se dizer, que, a leitura é a salvação para o desenvolvimento social e intelectual das classes mais pobres, a leitura consegue da autonomia ao leitor, sendo assim o mesmo tem a chance de mudar sua realidade, ao conhecer a leitura o alunado encontra a possibilidade de adentra através de recursos ligados a leitura novas chance de revolucionar seu modelo de sociedade mais competitiva diante das classe mais elevadas. Nesse sentindo relata, Rangel (2012, p. 50)

[...]. É a leitura que ilumina o leitor, transformando-o em alguém capaz de ascender social e culturalmente. Chama a atenção de que a leitura é entendida como uma prática que favorece o desenvolvimento intelectual e político. É essa a visão que se instala na sociedade burguesa e que se perpetua até hoje.

Persistindo nestas percepções a leitura ao caráter que se expande consegue transformar o raciocínio dos pequenos leitores, dando-lhe conhecimento que decompõe em forma de saberes para engrandecer a criança em todo o seu processo de crescimento. Fundamental é, que o aluno letrado tenha em mãos a possibilidade de compreender os valores agregado a leitura, as classes subalternas estabelecendo o ato de ler como saída para as desigualdades sociais terá a oportunidade de contrabalançar sua posição e seus direitos perante a sociedade.

A leitura é uma ação acumulativa de saberes, que se instaura na memória dos sujeitos, dando-lhe prazer, liberdade, conhecimento, revelando lembranças, despertando curiosidade, canalizando emoções. A leitura faz com quer o psicológico do leitor transite em extensões variadas dando-lhe autonomia para investir na leitura que melhor lhe satisfaz.

É apropriado ressaltar a hipótese de Fischer (2006, p. 13) “Leitores freqüentes sempre se tornarão leitores fluentes, os quais passam a minimizar o som e a maximizar o significado. ” Assimilando-se a essa teoria, o leitor que se conservar operacional em seu exercício de leitura conseguir associar valores ao texto independente da sua extensão.

Em sua mais íntima opinião Manguel menciona o ato de ler da seguinte maneira:

Então, um dia, da janela de um carro (o destino daquela viagem está agora esquecido), vi um cartaz na beira da estrada. A visão não pode ter durado muito; talvez o carro tenha parado por um instante, talvez tenha apenas diminuído a marcha, o suficiente para que eu lesse grandes, gigantescas, certas formas semelhantes às do meu livro, mas formas que eu nunca vira antes. E, contudo, de repente eu sabia o que eram elas; escutei-as em minha cabeça, elas se metamorfosearam, passando de linhas pretas e espaços brancos a uma realidade sólida, sonora, significante. Eu tinha feito tudo aquilo sozinho. Ninguém realizara a mágica para mim. Eu e as formas estávamos sozinhos juntos, revelando-nos em um diálogo silenciosamente respeitoso. Como conseguia transformar meras linhas em realidade viva, eu era todo-poderoso. Eu podia ler (MANGUEL,1997, p.18 ).

É espetacular o relato de Manguel a cima, a definição do ato de ler para ele, naquele momento ele estava ciente do conhecimento que tinha adquirido, ele sentia grandioso por estar conquistando para se o prazer que a leitura proporciona para o leitor, foi um momento de íntimo e marcante na vida daquela pessoa, era o início de uma descoberta prazerosa que dava ao indivíduo o poder de adentrar ao mundo espetacular da leitura.

O que pretendo demostrar com a explicação da sensação que o autor descreveu é a amplitude que a leitura pode levar o leitor ao auge de sua imaginação, é a ousadia que precisa ser aflorada pelo leitor, é a importância que a leitura gera para dá vida aos textos, cabe ao leitor da significado ao texto, criar sua versão do que foi entendido, do que pode ser dividido com as demais pessoas, o texto gera segurança para quem ler de maneira adequada, para quem entendeu, aprendeu, e transmitiu, assim se delibera um aprendizado de leitura.

A consequência do ato de ler perante uma sociedade, configura um convívio favorável para todas as classes sociais, estabelece um diálogo produtivo para a relação entre pessoas de comunidades distintas, educa as classes mais paupérrimas, ao mesmo tempo coloca em uma mesma escala o sabe que cada indivíduo consegue aprender através da leitura, independente do ambiente que vive.

Para Andrade e Martins (2006, p. 136 e 137)

A leitura é entendida como uma prática observada em sua relação com o social podendo levar o leitor a uma mudança e promover seu desenvolvimento, intelectual, social, lingüístico, ideológico, cultural e até mesmo econômico. A leitura proporcionaria condições para transformação, ou seja, para torna-lo alguém com idéias e posicionamentos diferentes daqueles que possuía anteriormente.

Logo, a leitura elabora a dinâmica de crescimento para o indivíduo leitor, estabelece um novo posicionamento diante da sociedade, o advento do ato de ler consolida um marco na vida do receptor, é o início da jornada que leva o avanço da educação para a construção de uma sociedade bem-sucedida.

De acordo com Martins e col. (2008, p.57) A leitura é de importância crucial para todo ser humano, pois é através desse processo que o leitor aguça a razão, a criatividade, desperta o espírito para reflexão, para a compreensão de se próprio, de sua cultura e de outras diversas.

O amadurecimento do exercício de lê, eleva ao máximo as chances de aptidão que o alunado perpetrará para sua evolução, enquanto aluno e também para sua vida fora do ambiente escolar, a leitura adotada pelo leitor renova e capacita a sua compreensão, restaura seus pensamentos, identifica novas possibilidades de conhecer tudo que no mundo existe, que pode chegar ao educando através do habito de ler, a leitura é uma via de conhecimento acessível a todos que pretendem alcançar uma extensão de saberes que vai além da escola, é uma chance que as comunidades mais pobres tem para reconhecer e contraí informações em tempo real.

Em síntese a leitura contribui para a formação do cidadão, para dá ao mesmo a chance de não ser subordinado pelo poder político em suas escolhas, é na infância que se ensina o poder que a leitura fornece ao leitor, com fins de gerar uma sociedade sábia que tenha em mente o conhecimento para elaborar suas estratégias e suprir suas necessidades mais pessoais.

No relato de Rocco (1994, p.40) “ Portanto, uma sociedade que domina a leitura e a escrita tem conseqüentemente o dever de estender e garantir politicamente o domínio de tais atividades a todos os seus cidadãos”. Cabe aos órgãos públicos garantir o exército do habito de ler, para todo o cidadão que procura a escola para dá início a sua formação, é dever do estado e do município aprovisionar o material e os administradores de um ensino de qualidade.

Muito se tem a ganhar com a leitura, é a solução para o ensino-aprendizado de qualidade, pois toda criança que sabe ler de acordo com as regras da leitura sabe escrever com uma maior facilidade, sabe se comportar, se expressar, sabe interpretar a visão de mundo ao seu redor, consegue entender as dificuldades que existe em sua comunidade, sobretudo escreve sua história de vida focando na sua realidade mais sempre tendo em mente almejar o crescimento pessoal.

4.1 O papel da família no processo aprendizagem

A família configura a ligação essencial para o desenvolvimento educacional que o alunado precisa ter, para melhor se adequá-los aos inúmeros saberes que a leitura tem para adicionar aos pequenos leitores, a família é a chave do sucesso para garantir um maior empenho do alunado, o incentivo que os familiares fornecer diariamente vai gerando força para que a criança possa construir seu mundo de leitura.

A família pode cooperar adicionando valores ao ato de ler, incentivando a criança a conhecer o mundo da leitura, onde o que está escrito pode atrair um leque extenso de informação que o receptor ira colher e provavelmente ficara registrado na memória da criança por toda a sua existência, mesmo a criança estando em fase de crescimento, e em constante contato com novas descobertas, em certas situações o indivíduo consegue fazer comparação do que está aprendendo com o que já foi visto anteriormente, esse processo configura uma relação de armazenamento de informações que aciona o aprendizado, desta forma se nota-se a evolução do sujeito.

De acordo com a visão de Corrêa, (2012, p.159) “A leitura é uma prática social proveniente de atitudes, hábitos, que deveriam ser iniciados no meio familiar ou em outros meios em que a escrita circunda.’’ Dando ênfase o que o autor expõe, a leitura deve dá início a partir do incentivo família, assim antes da criança começar a frequentar a escola, logo terá um conhecimento prévio sobre a leitura, que permanecera durante todo o percurso escola, a mesma adiciona saberes para o desenvolvimento intelectual e social da criança diante da sociedade e de suas culturas.

A junção da família com a escola traz melhoria para a conduta das crianças, nesses aspectos relata, Polonia e Dessen (2005, p. 305), “ Os benefícios de uma boa integração entre a família e a escola relacionam-se a possíveis transformações evolutivas nos níveis cognitivos, afetivos, sociais e de personalidade dos alunos. ” Dessa forma, a escola trabalhando em aliança com a colaboração dos pais, promove um aprendizado de acordo com a realidade dos alunos, assim tanto a família ajuda a escola como a escola colabora interagindo com as famílias.

Atualmente as instituições trabalham com a Associação de pais e mestres (APM), que dá a oportunidade dos pais de acompanhar tudo que seus filhos praticam enquanto estão no ambiente escola, essa interação pais versos escola consegue da base ao crescimento da criança, de maneira que a mesma entenda a importância que a escola tem para sua vida.

De acordo com a Secretaria da Educação do Governo do Estado de São Paulo, a APM foi designada para:

[...] para colaborar com a direção da unidade, a APM deve ajudar a escola a atingir os objetivos educacionais pretendidos, além de representar e dar luz às demandas da comunidade, pais ou responsáveis de alunos na escola.

A APM ainda é fundamental para fortalecer o entrosamento entre pais, responsáveis e professores e pode ainda colaborar para a programação de atividades culturais, de lazer e saúde envolvendo toda a comunidade.Com o auxílio desta associação, a Educação ganha reforço para ampliar o conceito de escola, transformando-a em um centro de atividades comunitárias.

Essa associação movimenta os pais a depositar mais valor ao aprendizado de seus filhos, demostra que não é apenas a instituição que precisa manter a ordem de informações que os alunos precisam obter, APM define a necessidade da família de, dá suporte a escola, com escopo de doutrinar o alunado, mesmo ele estando ausente do ambiente escolar, o mesmo consiga manter um aprendizado continuo para formação de seu caráter.

Nesta representação, dentro das ferramentas que a APM cultiva, a leitura pode ter um lugar específico, para avalizar que esse exercício será perpetrado com a ajuda da família em tempo oposto ao período de aula, as ferramentas para dá continuidade ao ato de ler evidencia o compromisso que o aluno juntamente com a ajuda dos responsáveis e mediado através do docente irá erguer uma escala de atividade para desenvolver a leitura em seu cotidiano.

Com a garantia dos pais de participar do conselho democrático da escola, a classe educacional garante o progresso de aprendizado do aluno, é importante manter o atrelamento da família com a escola, assim os pais conseguem acompanhar a trajetória dos filhos, e se precisar interferir para um melhor posicionamento de seus filhos, a instituição ira acolher e debater se é possível haver alteração no padrão que a escola atua.

Na visão de Bandeira (2015, p.13)

Família e escola são pontos de apoio ao ser humano, ambas precisam afinar seus discursos e aproximar os objetivos. Quanto melhor for a parceria entre as duas instituições, mais positivos serão os resultados na formação do educando. Vida familiar, vida escolar e sociedade são indissociáveis.

Logo essas instituições são as responsáveis para manter ativo nos educandos o valor que a educação significa para o crescimento futuro da criança, a escola segue o cronograma de atividades que a família não ensina, mais a família tem que educar e inserir a criança no meio social. Neste mesmo ponto de raciocínio, o autor Foucambert da sua versão de como realizar a leitura em conjunto com a sociedade, mostra uma saída para dá seguindo a esse processo fora da escola.

Adverte Foucambert (1994;1997) apud Ferreira e Dias (2002, p. 42)

[...] um Projeto de Leiturização, do qual não só a escola e/ou os professores sejam os responsáveis, mas também, outras facções da sociedade, como, por exemplo, a família, a biblioteca, as empresas e as associações de bairro. Ele afirma que as transformações no âmbito das relações entre indivíduo e a escrita só podem ocorrer a contento, dentro da escola, se esta for uma questão da comunidade e não, unicamente, a escola. (Destaque do autor).

Partilhando dessa visão, destaca-se que a leitura precisa estar em todo o meio que a criança circunda, para melhor ser aceita como uma atividade que segue a escrita, sendo a leitura uma necessidade individual e coletiva para a ampliação intelectual de uma sociedade, em seus meios educativo e econômica, a divulgação e o valor que a comunidade deposita na leitura é uma postura preocupante, pois nem todos visam seu valor. A criação de projetos para dá ênfase a necessidade de criar leitores vai assegurar a participação de vários membros de diferentes comunidades, essa aproximação distinta possibilita a discussão de se construir uma ligação diversificada de projetos para divulgar a importância e o desenvolvimento da prática do ato de ler na vida da criança.

4.2 O aprendizado da leitura na Escola

Atualmente o ensino da leitura em sala de aula vem sofrendo mutações, esse processo de renovação do hábito de ler vem ganhando público, as instituições estão se adaptando a modelos novos para oferecer um hábito de ler mais eficiente e eficaz, se comparamos hoje com o ano de 1996, observamos que, naquela época já existia pessoas preocupadas para promover a leitura, Solé em (1996, p.30) chama a atenção da classe docente, a mesma relata, “A leitura na escola precisa ser urgentemente repensada, pelo menos, em uma tripla dimensão: como objetivo de conhecimento em si mesma; como um instrumento de conhecimento; e como um meio para o prazer, para o desfrute e para a distração.” Nessas considerações o ato de ler poderia ministrar o próprio conhecimento do indivíduo com o mundo, começa a se criar uma formação intelectual no qual o sujeito adquire conhecimento para gozar dos prazeres que a leitura ocasiona.

A Escola é o ponto mais favorável para se exercitar a leitura, o alimentar dessa prática na vida das crianças dá-se principalmente através do corpo docente que compõem as instituições, o cobrar diário desse exercício de leitura, possibilita o aluno a entender sua necessidade de se desenvolver como leitor, a leitura está vinculada a escrita, geralmente quem saber ler provavelmente saberá escrever melhor, assim ao passo que a leitura se acopla ao costume do alunado a escrita se expande.

Para Fischer (2006, p. 8)

[...] a leitura é, na verdade, a antítese da escrita. Na realidade, cada uma ativa regiões distintas do cérebro. A escrita é uma habilidade, a leitura, uma aptidão natural. A escrita originou-se de uma elaboração, a leitura desenvolveu-se com a compreensão mais profunda pela humanidade dos recursos latentes da palavra escrita...[...] A escrita é expressão, leitura é impressão. A escrita é pública, a leitura, privada. A escrita é limitada; a leitura, infinita. A escrita congela o momento. A leitura é para sempre.

Logo a escrita segue a leitura, mais a leitura é um alargamento individual que cabe apenas ao receptor fazer uso progressista dessa atividade, por mais que o mediador persista em ratifica sua importância, é o indivíduo que delibera se acolhe esse exercício para seu percurso diário. Segundo Leffa (1996, p.24)

Ler é um fenômeno que ocorre quando o leitor, que possui uma série de habilidades de alta sofisticação, entra em contato com o texto, essencialmente um segmento da realidade que se caracteriza por refletir um outro segmento. Trata-se de um processo extremamente complexo, composto de inúmeros subprocessos que se encadeiam de modo a estabelecer canais de comunicação por onde, em via dupla, passam inúmeras informações entre o leitor e o texto.

A criança nos seus primeiros contatos com a leitura, começa a passar por etapas de adaptação até chegar a desenvolver seu próprio interesse, esse trajeto de cultivo que o receptor encara é importante para formação do mesmo como futuros leitores, nessa fase todo o incentivo que o corpo docente juntamente com os familiares das crianças, se torna artifício fundamental para conquistar o empenho das crianças.

Após os primeiros contatos com a leitura, a criança começa a forma sua memória receptiva, através de possíveis relatos já armazenado em seu subconsciente, os pequenos começam a vincular os reflexos das recordações como se fosse peças de quebra-cabeça, dando origem uma captação de sentido que os textos têm em comum com a lembranças acumulada em seu subconsciente. Provindo deste refiro, os autores Cunha e Capellini (2009) mencionam a memória como uma capacidade de produzir e reproduzir acontecimento que estão apenas atenuando em um canto do subconsciente do sujeito, a qualquer momento pode ser despertado, ao ter contato com uma experiência posta em prática, no momento exato a memória se estala e da vida ao que estava adormecido dentro da mente, assim se dá início a novos informações e sensações que o coração e a mente acolhem em forma de prazer.

Na abordagem de Cunha e Capellini (2009, p. 57)

A memória é definida como a capacidade de fixar, conservar e reproduzir, sob a forma de lembranças, impressões e sensações obtidas ou vividas pelo indivíduo anteriormente. Por meio desta capacidade, é possível adquirir, reter e recuperar informações de forma consciente ou inconsciente, quando necessário.

Nesta postura se adquire, o apego que as memorias tem para estabelecer o prazer pelo ato de ler, esse sentido desperta sensações que leva o pequeno leitor a seguir desmembrando o mundo gigantesco que a leitura tem para dá sentido e poder para o crescimento intelectual e social do indivíduo. A leitura abastece a alma, cria um conhecimento que jamais será esquecido, a leitura é a natureza acolhedora de saberes e sensações que só os leitores são capazes de definir.

Para da sequência as atividades dos professores no ensino da literatura em sala de aula, é aconselhável que a classe docente possa trabalhar a leitura paralela a escrita, utilizando de esquemas manejados de forma a atender um aprendizado que consiga manter a leitura e a escrita de forma a progredir nos mesmo graus.

Assim sendo os professores comandam um esquema de ensino que ativa o raciocínio dos pequenos leitores, através contato que o aluno tem com o texto os professores começam a desafiar, a instigar, a confundir, a confrontar as opiniões dos receptores, com o mérito de colocar o aluno em uma posição de dúvida, para que o mesmo consiga através de seu entendimento interpretar e relatar as situações que os textos descrevem.

De acordo com Zilberman (2006, p. 24) “O leitor iniciante não tem idade; e cada fase de sua vida é um bom momento para levá-lo a gostar de livros de ficção, pois as histórias estimulam seu imaginário, fortalecem sua identidade, ajudam-no a pensar melhor e a resolver problemas”. Portanto não importa qual seja a idade da criança para se estimular o hábito de ler, tudo é questão de planejamento, para que a leitura se fixe de forma atraente ao olhar da criança.

A relação professor versos alunos para conseguir se alavancar no cenário do ato de ler, é preciso que exista um conhecimento individual do docente com seus alunos, assim eles poderão compartilhar juntos as suas escolhas, seus gostos e também desenvolver afeto, confiança, compromisso, respeito e tolerância uns com os outros.

Alves (2008, p.19) ressalta que:

[...] educadores são como velhas árvores. Possuem uma fase, um nome, uma “estória’’ a ser contada. Habitam um mundo em que o que vale é a relação que os liga aos alunos, sendo que cada aluno é uma “ entidade’’, sofrendo sui generis, portador de um nome, também de uma “estória’’, sofrendo tristezas e alimentando esperanças. E a educação é algo para acontecer nesse espaço invisível e denso, que se estabelece a dois.

Nessa perspectiva, os educadores têm suas histórias de vida acolhida em um espaço só deles, mais as histórias de vida dos alunos devem ser divididas com os educadores, assim se investe em um plano pedagógico mais viável para atender melhor a necessidade que cada receptor vivencia. Em contrapartida o alunado enxerga no docente a esperança para transformar sua vida, dá a eles a oportunidade de conhecer novas realidades que lhe tragam algo para motiva-los a permanecer na escola.

O ato de ler na escola é uma saída inteligente para obter dessa prática um anexo de possibilidades que se conectam ao processo ensino-aprendizagem, através da leitura o educador pode desenvolver várias técnicas para empregar como recurso em todas as suas aulas, independente da disciplina que o mesmo tenha para apresentar. Mas para que a leitura possa servir como auxilio para o emissor o mesmo precisa gostar de ler, pois o aluno consegue identificar claramente se o docente é alguém que prática o que ensina ou apenas ensina porque o currículo escola demanda.

De acordo com Alves (2008, p. 43)

[...]... se aquele que lê não domina a técnica, se ele luta com as palavras, se ele não desliza sobre elas – a leitura não produz prazer: queremos que ela termine logo. Assim, quem ensina a ler, isso é, aquele que lê para que seus alunos tenham prazer no texto, tem que ser um artista.

Fundamentando-se na abordagem de Alves (2008), partirá do emissor a responsabilidade de despertar no receptor o prazer pelo ato de ler, é ele que tem em mãos o ofício de construir a formação apropriada e prazerosa para dá início a instauração de leitores.

Ainda em concordata com Alves (2008, p. 43, 44):

Todo texto literário é uma partitura musical. As palavras são as notas. Se aquele que lê é uma artista, se ele domina a técnica, se ele surfa sobre as palavras, se ele está possuído pelo texto – a beleza acontece. E o texto se apossa do corpo de quem ouve.

Retomando mais uma vez aos relatos de Alves (2008), o mediador precisa ser um leitor ativo, necessita conhecer a produção literária infantil, para poder exceder as dificuldades que existirá durante todo o percurso ensino-aprendizagem da leitura. É evidente que a formação acadêmica do docente conta muito, para que o mesmo supra com maestria os desafios que se perpetuam no trajeto de sua carreira educativa.

Fischer (2006, p. 7) salienta que “ A leitura é para a mente o que a música é para o espírito. ’’. Por meio dessa reflexão motiva-se que o professor tenha em mãos a ciência habilidosa para interceder a leitura de pose que esse ato possa se alastrar com propriedade adequada por toda a classe escolar.

O ato de ler é uma atividade complexa, pois desenvolve uma série de informações que o leitor precisa compreender para melhor entender a relação leitura e leitor, o mediador precisa conduzir sua atividade demostrando que a leitura segue um caminho além da decodificação, necessita que o educando perceba o significado do que está sendo lido, muitas pessoas acreditam que sabem ler, de fato não estão erradas, mais se colocamos em jogo essa competência, observamos que a maioria dos sujeitos só sabem fazer a oralidade do texto, mais não conseguem fazer uma introdução.

No relato de Jordão e col (2008, p.170).

Ler, portanto, não é apenas ´passar os olhos por uma mensagem escrita, ou fazer uma versão oral do texto, mas sim, atribuir ao texto significados, encontrar na leitura respostas, provocações ou questionamentos. Leitura não é a decodificação da linguagem escrita, mas sim a compreensão levando em conta o texto e o contexto, sua natureza, seu autor e as implicações destas características na leitura.

Argumentando o relato dos autores, a leitura é um processor que vai além da oralidade, ler de forma explicada se avalia a pronúncia, mais não significa que o indivíduo seja um leitor, para se ter um leitor é fundamental que haja a captação do que está exposto no texto.

Segundo Foucambert (1994) apud Ferreira e Dias (2002, p. 41) “defende que a leitura é uma atividade para os olhos e não para os ouvidos, querendo dizer com isso que a leitura não se restringe ao aprendizado das correspondências letra-som, mas que extrapola. ” Ou seja, o saber ler é o ato de conexão entre leitura oral ou silenciosa mais a interpretação adequada do texto e o aprendizado que se obtém com o conhecer desta prática, aferir o ato de ler é uma atividade complexa principalmente nas series iniciais, pois as crianças têm uma imaginação muito férteis que podem confundir o mediador durante a avaliação, é importante que o mediador tenha uma ciência aguçada para saber a diferença entre o interpretar e o decodificar da leitura.

A leitura é uma ciência promovedora de elementos que fornece um subsidio positivo para a formação do indivíduo, não se tem um aluno verdadeiramente alfabetizado se o mesmo não for capaz de da sentido a um texto, de fazer uma introdução, sua crítica, relatar seus esclarecimento, por esses motivo que é de suma importância a escola trabalhar a leitura do mesmo modo que trabalha com a escrita, se a leitura conseguir caminha junto a escrita certamente teremos uma alfabetização bem sucedida, em pouco anos será possível ver a transformação de uma sociedade, uma classe social educada, maximiza o crescimento de pessoas crítica e bem informadas.

Segundo Ferreira e Dias (2002, p.40). “O acesso ao aprendizado da leitura apresenta-se como um dos múltiplos desafios da escola e, talvez, como o mais valorizado e exigido pela sociedade. ” Nos dias atuais esse desafio só aumento, devido as novas tecnologias que são utilizadas de forma errada pelo alunado, a promoção excessiva de tecnologia no cotidiano de uma criança coopera de forma “errada” para o desenvolvimento do indivíduo, o diagnóstico desse excesso, dá a criança a visão de conhecer a linguagem da internet, que na maioria das vezes são abreviações que acarreta problema para o seu aprendizado.

Nesses aspectos temos o alunado moderno que tem uma série de recursos tecnológicos que afasta o sujeito dos livros, mais é inerente que o emissor se mantenha firme e atualizado para colocar o alunado diante dos livros que consolidam o aprendizado correto, o que é visto em casa sem ter uma vigilância dos pais podem não ser o material adequado para a leitura da criança, mais cabe aos educadores conscientizar os receptores sobre a importância que a leitura materializa na formação do indivíduo.

Após o exercício aplicado sobre as armadilhas que a internet vincula ao aprendizado, o mediador deve conscientizar ao alunado o uso dos recursos tecnológicos de forma correta, o mesmo pode até procurar ferramenta para que a criança possa fazer uso adequado desse equipamento. Salientando que, não é só da escola a responsabilidade de educar as crianças, dá seguimento a prática correta da alfabetização, não adianta nada se o professor cumpri com todas as suas obrigações como educador se em casa a família não for parceria da evolução da criança. De forma geral o grupo que compõem a sociedade precisa entender que a educação não é dever só da escola, mais é obrigação de toda a sociedade que se estende desde a família até as lideranças políticas. De acordo com Senna (2007, p. 45).

A educação não é responsabilidade da escola, e sim da sociedade que criou e justificou a escola no interior de um determinado projeto de desenvolvimento humano. Quando o projeto social sofre rupturas em seus princípios, mais fundamentais, o conceito local de inclusão se altera e, conseqüentemente, de nada adianta esperar que a escola faça retroceder o tempo e resgate o conceito anterior.

Conforme definição de Senna, a sociedade é a única que consegue assegura uma educação produtivo, nele se ver a expansão do aprendizado, é preciso colocar a escola na escala de ensino como sendo uma parte que facilita a educação, não se poder alocar toda a culpa na escola se o alunado não apresentar uma linha equilibrada de sabedores. Na instituição se ensinar a ler e a escrever mais a evolução dessa prática fora do ambiente escolar cabe ao alunado e ao grupo que o rodeiam, a evolução do aprendizado se dá a maneira que o os aprendizes tem de agregar valor ao ensino e também sobre estímulos que os mesmos recebem.

A valorização da leitura primaria, nos tempos atuais, vem sendo trabalhada com enfoque de mudança na geração futura, pois, ainda hoje é possível observar que a leitura mostra que existe deficiência na sua aceitação por parte do alunado, se hoje a leitura é vista pelos educadores como uma atividade preciosa para a alfabetização, comprova a importância que a mesma apresentará nas próximas décadas. A inclusão do ato de ler com qualidade desde os primeiros anos do ensino fundamental subitem que o futura das próximas gerações terá um conhecimento superior à que existe hoje. Se a produção de leitores continuar sendo incentivadas, essa produtividade ira gera bons frutos, e não haverá rupturas em sua base evolutiva.

Para assegura a evolução qualitativa da leitura nos próximos anos, é fundamental manter um padrão de qualidade de ensino, o grupo de professor em parceria com todo o corpo docente precisa procurar se profissionalizar diariamente, em busca de doutrinar novos expedientes, assim assegura um avanço para o progresso do ato de ler, o docente ao se especializar na forma de ministrar as aulas está aproveitando seu tempo de forma formidável, para engrandecer seu trabalho e para colaborar para o crescimento de seus educando, quando o trabalho do mediador é aplicado de forma eficaz, há uma propagação de divulgação desse fato, as pessoas começam a se interligar e a junção de novas possibilidade de atuação começam a se formar dando origem a múltiplos conhecimentos, que podem ser aplicados com mais riqueza de detalhes.

Mas afinal, quais os motivos recomendados que o hábito de ler ira render para a alfabetização é também para o crescimento do sujeito? Para Perissé (1996) divulga os benefícios que a leitura incorpora na vida de uma pessoa, quais as possibilidades de conhecimento que um indivíduo consegue contraí através do exercício de ler. Perissé (1996, p. 12) relata:

[...]. Uma primeira resposta é que os livros fornecem bastante matéria intelectual e emocional. As idéias e os sentimentos não caem do céu nem brotam no jardim. Ler é alimentar-se espiritualmente, é adquirir aquela inquietação interior-bem como uma série de convicções-, a indescritível riqueza íntima de quem está atento à vida, de quem carrega consigo a vontade de conhecer e amar infinitamente.

Nesta abordagem o autor nos convida a percorrer o mundo contraditório que existe dentro dos livros, as diversas religiões que circulam a humanidades, os amores impossíveis que fazer as lagrimas correrem em nossa face, facilmente, a diversidade de culturas que é possível conhecer, se apaixonar, se ver como um personagem dentro da história, é possível adentar a leitura como uma forma de sobrevivência para superar as dificuldades, para amenizar o sofrimento, para se alcançar o sucesso pessoal e profissional, para crescer com uma mentalidade que nos basta aprender a lidar com as dificuldade, e supera-las, basta conseguir transformar o que se diz impossível em algo possível, formidável, impagável, insubstituível. Que o sucesso aparece para quem arquiteta o conhecimento de mundo de forma grandiosa, preenchendo as lacunas que se faz necessárias para o crescimento e expansão do sujeito.

Transcrever a importância da leitura na educação não é uma tarefa que se diga fácil, devido a grande maioria que não tem esse hábito formado desde criança, mais é inaceitável, que nos dias de hoje as pessoas não entendem que a leitura é a evolução de uma sociedade, é a forma mais acelerada para erguer uma comunidade pobre, a educação é o processo de transformação que falta, para se evoluir as riquezas que um país tem, a educação é a contribuição que coloca todos em uma mesmo nível de saber, somente dando ênfase a educação é que poderemos lutar por um país mais justo e cociente de seus deveres e obrigações..

Para tanta a leitura é o início do processo que tem como troféu o saber, que de forma alguma seja retirado do sujeito que a adquire.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O trabalho foi desenvolvido com instância de mostrar a importância que a leitura precisa e deve estabelecer no processo ensino –aprendizagem da criança, a colaboração do incentivo do ato de ler nas series iniciais, através da família, da escola e do poder político, a importância de formar leitores para se criar uma sociedade progressista e convicta de seus direitos e deveres. O exercício da leitura continua estabelece um elo de amor entre o leitor e o autor, entre a vida dos personagens e a magia que os leitores podem recriar suas histórias, dentro de possibilidade impossíveis no mundo real.

A leitura dar vida e poder aos que a procuram, dá conforto e estabilidades, da confiança e liberdade, da sentido as diversidades de mundo culturais que existe, a leitura é a alma e o coração da educação, a leitura seguindo a escrita é o sucessor de uma formação educacional comprometida com a evolução do receptor, é o encontro para amenizar a desigualdade.

No ato de ler se menciona, o aprender, o dividir, o divulgar, o colher, o alimentar, o decifra, o ensinar, o multiplicar sonhos, o formar cidadoas com conceitos éticos e morais, a leitura é a vida dentro dos livros, é a possibilidade mais real de se conhecer o mundo e tudo que a nele em pouco tempo, a leitura é a caixinha da esperança para a humanidade.

6. REFERÊNCIAS

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Publicado por: MARIA DAS DORES PEREIRA DE ARAÚJO

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