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A ACESSIBILIDADE A EDUCAÇÃO TRANSFORMA O SER HUMANO

Educação

Estudo sobre como a acessibilidade e a inclusão pode transformar o ser humano.

índice

1. RESUMO

Em relação à Acessibilidade espacial, inclusão nas escolas e na educação. Pesquisou se as dificuldades encontradas por alunos, professores e usuários com deficiências diversas nas escolas de ensino fundamental, sobre acessibilidade e inclusão, na escola e na educação, no município de Mococa - SP. No ano de 2020. Onde o problema da pesquisa foi conhecer as dificuldades que interferi ou até mesmo impede a inclusão de alunos e professores, nas escolas e na educação. A hipótese da pesquisa foi reunir informações que podem ser usadas para as adequações necessárias, no ambiente escolar. Justificou que com a pesquisa aprofundada entendemos as dificuldades enfrentadas por muitas pessoas com dificuldade de locomoção. Com os resultados é possível efetuar adequações nos estabelecimentos favorecendo a acessibilidade de todos sem precisar de ajuda, como determina o Manual de acessibilidade espacial para escolas. Secretaria de Educação Especial. (DISCHINGER, 2009). Sendo o objetivo geral auxiliar na busca de conhecimentos e recursos, para facilitar a inclusão nas escolas e na educação. Para isso a metodologia abordada, foi à pesquisa qualitativa, onde fez a verificação e analise dos problemas através de leituras referenciadas, onde apresentou soluções para eliminá-los. O método de abordagem foi o hipotético dedutivo, sendo que, a avaliação acerca dos fatos verificados, da possibilidade à hipótese. Nesta pesquisa LEANDRO, João Francisco; ASSAD, Ricardo. Conclui se que aplicando os conhecimentos alcançados na pesquisa é possível eliminar as barreiras que interferem na acessibilidade e na educação.

PALAVRAS-CHAVE

Acessibilidade; Inclusão; Educação; Professores.

2. INTRODUÇÃO

Esta pesquisa teve como fator principal buscar conhecimento sobre as dificuldades enfrentadas por pessoas portadoras de deficiência. Sabendo que estas pessoas encontram muitas dificuldades, desde sua locomoção até a chegada no seu local de destino, ainda enfrenta outras dificuldades de acesso nos locais onde se busca atendimento ou precisa permanecer por determinado tempo participando de cursos ou palestras, por exemplo. E estas dificuldades se tornam barreiras impedindo o desenvolvimento destas pessoas principalmente quando o assunto é a educação.

Tomamos como base de nossa pesquisa as dificuldades encontradas por alunos, professores e usuários com deficiências diversas nas escolas de ensino fundamental, sobre acessibilidade e inclusão, na escola e na educação, no município de Mococa - SP.

Nosso objetivo foi busca conhecimentos sobre tais dificuldades a fim de encontrar soluções, para facilitar a inclusão destas pessoas nas escolas e na educação.

Assim o objetivo geral foi entender quais seriam estas dificuldades, entender exatamente o que poderia estar interferindo nos acessos as escolas e não só ao acesso, mas também na permanência de modo que os usuários pudessem se locomover por onde fosse preciso, sem depender de ajudo e sem barreiras que os impeçam.

Na pesquisa entendemos que não basta o aluno apenas ter condições de entrar na escola, a sua permanência precisa de conforto e liberdade, assim entendemos que outros fatores deveriam ser avaliados e modificados, para dar a estes alunos a liberdade esperada. Entendemos que as portas devem ter larguras adequadas para passagem de cadeiras de rodas, os degraus devem ser eliminados com implantação de rampas respeitando as inclinações, as maçanetas das portas não devem ser as do tipo bola ou globo, pois estas maçanetas dificultam a abertura das portas por crianças com pouca força nas mãos, as ideais são as do tipo alavanca ou alongadas, assim com pouca força se abre as portas. Os bebedouros devem estar em posições favoráveis, os sextos de lixo em local que não atrapalhem a circulação de pessoas, etc.

A metodologia bibliográfica usada foi à pesquisa qualitativa através de leituras referenciadas, o método de abordagem foi o hipotético dedutivo, onde encontra se inúmeras informações valiosas, das quais nos trouxe um vasto conhecimento sobre o tema, que devem ser valorizados, reparados e eliminados, facilitando assim a vida de todos.

3. DESENVOLVIMENTO

Neste trabalho buscou se referenciais teóricos na bibliografia, onde foram encontradas inúmeras matérias a respeito do tema, já estudado por universidades, em pesquisa sobre as melhorias para todos, em especial as pessoas portadoras de necessidades especiais.

Diante disso constata-se que as mudanças nos ambientes escolares devem ser respeitadas e valorizadas, para que todos possam ter acesso nas dependências das escolas.

Conforme estudo, sabe se que muitas das vezes os obstáculos são bem maiores do que imaginamos, tendo em vista que para as pessoas normais estes obstáculos são facilmente eliminados, enquanto que para pessoas portadoras de necessidades especiais, se tornam um grande tropeço em seus caminhos, impedindo o acesso aos locais mais comuns da escola.

Para entender melhor o assunto e ficar ciente das dificuldades encontradas temos o Manual de Acessibilidade Espacial para Escolas, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, com o objetivo de subsidiar os sistemas de ensino na política pública de promoção da acessibilidade em todas as escolas, conforme preconiza o Decreto-lei nº 5.296/2004. (DISCHINGER, 2009.p 7)

Para que os alunos possam ter um ambiente educativo inclusivo às condições precisam ser favoráveis de forma que cada um possa ser autônomo em tudo que for preciso ser feito, sem ter a necessidade de pedir auxilio para sua locomoção.

Portanto as diferenças das pessoas devem vir em primeiro lugar e serem respeitadas, assim entendem-se quando e como podemos ajudá-las, principalmente eliminando as barreias que as impedem de se locomoverem nos ambientes escolares.

3.1. Entendendo o que são barreiras

As barreiras como o nome já diz são todos os obstáculos que possam atrapalhar a circulação de pessoas impedindo as de terem acesso a locais necessários para a realização de um trabalho, estudo ou qualquer outra atividade ou dever próprio de forma independente. (DISCHINGER, 2009.p 21) entende que:

As barreiras físicas podem ser elementos naturais ou construídos, que dificultam ou impedem a realização de atividades desejadas de forma independente. A presença de árvores e postes numa calçada estreita reduz, por exemplo, a área de circulação para todos pedestres. Pode, inclusive, impedir o deslocamento de uma pessoa em cadeira de rodas e assim, torna-se uma barreira para essa pessoa. O excesso de ruído pode ser uma barreira para uma pessoa que escuta mal, e também para uma pessoa cega que precisa reconhecer os sons das atividades para saber onde está. Dessa forma, podemos conceituar barreiras como qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a liberdade de movimento, a circulação com segurança e a possibilidade de as pessoas se comunicarem ou terem acesso informação (BRASIL, 2004, p. 61). É importante considerar que a eliminação de barreiras físicas, nas escolas, depende de diferentes ações – avaliação dos vários ambientes da escola, elaboração de projetos, execução de obras e sua fiscalização. Conseqüentemente, para projetar novas escolas acessíveis e adequar aquela existente é importante compreender, em primeiro lugar, as necessidades oriundas das diferentes deficiências para, então, eliminar as barreiras físicas que impedem a inclusão de todos os usuários. (DISCHINGER, 2009.p 21).

Com estas informações é possível diminuir o grau de dificuldades que as pessoas enfrentam para desenvolver suas atividades mais simples.

Pois a acessibilidade espacial, vai muito alem de apenas dar condições as pessoas de entrarem e saírem do ambiente, mas também dar a estas pessoas condições de usar o ambiente de forma natural sem depender de ajuda para qualquer coisa que deseja fazer. (DISCHINGER, 2009.p 22) entende que:

Acessibilidade espacial significa bem mais do que apenas poder chegar ou entrar num lugar desejado. É, também, necessário que a pessoa possa situar-se, orientar-se no espaço e que compreenda o que acontece, a fim de encontrar os diversos lugares e ambientes com suas diferentes atividades, sem precisar fazer perguntas. Deve ser possível para qualquer pessoa deslocar-se ou movimentar-se com facilidade e sem impedimentos. Além disso, um lugar acessível deve permitir, através da maneira como está construído e das características de seu mobiliário, que todos possam participar das atividades existentes e que utilizem os espaços e equipamentos com igualdade e independência na medida de suas possibilidades. A dificuldade que a pessoa possui pode tanto ser agravada pelas características do lugar como atenuada através de soluções que buscam a acessibilidade espacial. Um aluno, por exemplo, com baixa visão, se entrar num corredor com paredes e forro brancos, com piso e portas de cor cinza claro, vai ter sua dificuldade agravada, pois não existe contraste de cores entre piso, paredes e portas. Mas, se o corredor for branco, o piso cinza escuro e as portas coloridas, ele vai poder distinguir tanto os planos horizontais e verticais como as aberturas. (DISCHINGER, 2009.p 22).

Tem se aqui esclarecimentos importantíssimos, que com certeza para as pessoas normais não faz a menor diferença.

Se forem colocar em destaque tudo que possa ser barreiras, diante das diversas necessidades especiais existentes, teria muito trabalho a ser realizados, pois estas dificuldades são inúmeras.

3.2. Inclusão escolar

Mas o que é inclusão escolar? Em busca deste conhecimento estudos foram feitos em vários livros a fim de entender, o que é e como devem ser tratados para se obter o resultado esperado e assim facilitar a educação para todos.

A inovação vem nos forçando a cada dia mais buscar conhecimento, pois o que aprendemos ontem, muitas das vezes precisa ser reaprendido amanhã, pela velocidade e transformações que ocorre a todo tempo.

Sendo ou não uma mudança radical, toda crise de paradigma é cercada de muita incerteza, de insegurança, mas também de muita liberdade e de ousadia para buscar alternativas, outras formas de interpretação e de conhecimento que nos sustente e nos norteie para realizar a mudança.

A escola se entupiu do formalismo da racionalidade e cindiram-se em modalidades de ensino, tipos de serviço, grades curriculares, burocracia. Uma ruptura de base em sua estrutura organizacional, como propõe a inclusão, é uma saída para que a escola possa fluir, novamente, espalhando sua ação formadora por todos os que dela participam. (MANTOAN. 2003. P 12) entende que:

A inclusão, portanto, implica mudança desse atual paradigma educacional, para que se encaixe no mapa da educação escolar que estamos retraçando. E inegável que os velhos paradigmas da modernidade estão sendo contestados e que o conhecimento, matéria-prima da educação escolar, está passando por uma reinterpretação. As diferenças culturais, sociais, étnicas, religiosas, de gênero, enfim, a diversidade humana está sendo cada vez mais desvelada e destacada e é condição imprescindível para se entender como aprendemos e como compreendemos o mundo e a nós mesmos. Nosso modelo educacional mostra há algum tempo sinais de esgotamento, e nesse vazio de idéias, que acompanha a crise paradigmática, é que surge o momento oportuno das transformações. Um novo paradigma do conhecimento está surgindo das interfaces e das novas conexões que se formam entre saberes outrora isolados e partidos e dos encontros da subjetividade humana com o cotidiano, o social, o cultural. Rede cada vez mais complexa de relações, geradas pela velocidade das comunicações e informações, estão rompendo as fronteiras das disciplinas e estabelecendo novo marcos de compreensão entre as pessoas e do mundo em que vivemos. (MANTOAN. 2003. P 12).

Alem de tudo que se vê até o momento, existem outros fatores agravantes que dificulta a inclusão nas escolas. Fatores estes vindo de alguns professores por se acharem incapazes de lidar com alunos portadores de deficiência acreditando que para estes alunos somente professores especialistas serão capazes de entendê-los. Encontram-se pais de alunos normais que acreditam que a escola atendendo alunos com certa deficiência, dará a entender que a escola deixa de ter as qualidades se tornando uma escola de níveis inferiores (MANTOAN. 2003. P 13) entende que:

Os professores do ensino regular consideram-se incompetentes para lidar com as diferenças nas salas de aula, especialmente atender os alunos com deficiência, pois seus colegas especializados sempre se distinguiram por realizar unicamente esse atendimento e exageraram essa capacidade de fazê-lo aos olhos de todos (Mittler, 2000). Há também um movimento de pais de alunos sem deficiências, que não admitem a inclusão, por acharem que as escolas vão baixar e/ou piorar ainda mais a qualidade de ensino se tiverem de receber esses novos alunos. (MANTOAN. 2003. P 13)

Se não bastasse quando os alunos considerados especiais precisam ser removidos para outra escola considerada adequada a estes alunos, os mesmos acabem sendo recebidos de forma diferente, como se fossem mais um problema para a instituição. Por tudo isso, a inclusão implica uma mudança de perspectiva educacional, pois não atinge apenas alunos com deficiência e os que apresentam dificuldades de aprender, mas todos os demais, para que obtenham sucesso na corrente educativa geral. Os alunos com deficiência constituem uma grande preocupação para os educadores inclusivos.

A escola brasileira é marcada pelo fracasso e pela evasão de uma parte significativa dos seus alunos, que são marginalizados pelo insucesso, por privações constantes e pela baixa auto-estima resultante da exclusão escolar e da social. Muitos alunos por se evadirem das escolas se tornam conhecidos na rede educacional e acabam não sendo bem vindos, por não conseguir desenvolver suas atividades, com isso abandonam os estudos em tempo que deveria estar freqüentando as escolas. Daí entra a importância da inclusão que na verdade nada mais é que tentar resgatar o que foi perdido por não entender o comportamento de alguns alunos e muito menos avaliar como a escola se tem posicionado para evitar que tudo isso ocorra. (MANTOAN. 2003. P 18) entende que:

A inclusão total e irrestrita é uma oportunidade que temos para reverter a situação da maioria de nossas escolas, as quais atribuem aos alunos as deficiências que são do próprio ensino ministrado por elas — sempre se avalia o que o aluno aprendeu o que ele não sabe, mas raramente se analisa “o que” e “como” a escola ensina, de modo que os alunos não sejam penalizados pela repetência, evasão, discriminação, exclusão, enfim (MANTOAN. 2003. P 18)

Para universalizar o acesso, ou seja, a inclusão de todos, incondicionalmente, nas turmas escolares e democratizar a educação, é preciso uma reorganização das escolas com responsabilidade e empenho, encontrando os pontos positivos e negativos e assim trabalhar melhorando os negativos e multiplicando os positivos.

Diante de todo o exposto até aqui ainda entende se que, não basta apenas que os alunos estejam incluídos nas escolas, pois um ponto de muito valor jamais poderá ficar de fora. A inclusão na educação, onde estes alunos até então excluídos das escolas precisam ser recebidos de forma natural também na educação. (MOREIRAS, 2009. p 11) entende que:

Inclusão é, por exemplo, aceitar alunos com deficiência no sistema regular de ensino; é romper com barreiras arquitetônicas para facilitar o acesso de alunos cadeirantes e/ou com dificuldades motoras. Porém, tais fatores não são garantias de que neste ambiente escolar se trabalhe com a educação inclusiva. E o que é de fato uma educação inclusiva? Acreditamos que uma educação inclusiva seja aquela em que priorize um trabalho, com os alunos, voltado para o desenvolvimento de determinados sentidos em relação à diferença. Em um ambiente educacional inclusivo não há permissão para que as diferenças sejam fonte de exclusão e desigualdade; é sim um lugar que promove o trabalho com as diferenças. Concordamos com Mantoan (2006a) que por meio de uma educação inclusiva inevitavelmente teremos como conseqüência uma educação de qualidade e com abertura para o convívio com as diferenças. (MOREIRAS, 2009. p 11,12).

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Neste sentido entende se que a inclusão vai muito além do que se imagina, para que seja completa precisa de ação inclusiva na educação, onde todos os envolvidos na educação possam atender com responsabilidade e conhecimento cada situação que por ventura venham surgir na sua vida profissional.

3.3. Tecnologia na educação

Vale ressaltar aqui a importância da tecnologia na educação. Vivemos em um tempo onde a tecnologia tem estado muito presente em nossas vidas, trazendo comodidade, rapidez e soluções para diversos problemas, com recursos utilizados na escolaridade, inclusive nas necessidades especiais na educação, com ótimos resultados, trazendo recursos que fornecem rápidas informações.  

 A legislação Brasileira tem favorecido o acesso as pessoas com deficiência em vários segmentos da sociedade, mas nem sempre isto é atendido como deveria ser.

 A escola se torna o ponto principal para trabalhar estas dificuldades enfrentadas por estas pessoas, em especial as crianças e para isso é necessário que as escolas recebam apoio dos governantes. Pois a falta deste apoio faz com que as escolas não suportam as dificuldades e barreiras que o próprio sistema gera.

  Com investimentos em tecnologias na prática pedagógica, facilita a inclusão e o desenvolvimento de todos, principalmente das crianças com algum tipo de deficiência, colaborando com o trabalho a ser realizado pelos professores. (GIROTO; POKER 2012. p.17). Entende que:

As novas gerações estão crescendo em uma sociedade da informação e os sistemas educacionais precisam se adaptar a essa nova realidade, não podem ficar alheios a tal fato. Os recursos das TIC devem ser amplamente utilizados a favor da educação de todos os alunos, mas notadamente daqueles que apresentam peculiaridades que lhes impedem ou dificultam a aprendizagem por meios convencionais. (GIROTO; POKER 2012. p.17).

Diante de tudo isso é lamentável a falta de tecnologia na maioria das escolas, deixando a desejar no âmbito de aprendizado e inclusão dos que tanto necessitam.

3.4. A importância da Família na inclusão e na educação

Em pesquisa encontrou se inúmeras dificuldades que interferi na inclusão a educação. Por incrível que pareça se vê relatos de educadores onde afirmam que os próprios familiares acabam atrapalhando no trabalho de inclusão, por não admitirem que seus filhos precisem de um atendimento especial. De acordo com o Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2005. (PAULON 2005, p.27,28) entende que:

A posição da família do aluno com necessidades educacionais especiais é apontada como um obstáculo do processo de inclusão educacional, quando esta “dificulta a inclusão por não reconhecer as possibilidades da criança”. Sabe-se que o nascimento de um filho com deficiência traz uma série de impasses às relações familiares, seguidos de sentimentos de frustração, culpa, negação do problema, entre tantos outros. Os anos iniciais da criança abrangem o período de suas mais férteis aquisições, as quais podem ser prejudicadas se a família não tiver a ajuda necessária para reconhecer seu filho como um sujeito que apresenta diversas possibilidades. A escola, como o segundo espaço de socialização de uma criança, tem um papel fundamental na determinação do lugar que a mesma passará a ocupar junto à família e, por conseqüência, no seu processo de desenvolvimento. (PAULON 2005, p.27,28)

Assim ficou claro que o apoio da família faz total diferença na inclusão e na educação das crianças.

3.5. Capacitações dos Educadores

A formação dos professores também ganha destaque entre as demandas mais emergentes para o aprofundamento do processo de inclusão.

Exclusão e inclusão são processos sociais de aceitação ou não do outro diferente. Portanto, o sentido atribuído à diferença pode resultar em julgamentos que façam desse aspecto critério de construção de desigualdades.

A importância de procedimentos que facilitam uma ação inclusiva como a organização de espaços para atender a todos, é sem dúvida um dos primeiros passos, mas nada disso poderá ser pensado de forma isolada, sem fazer a ligação com os julgamentos morais, sem considerar a construção de sentidos que os sujeitos promovem nessa relação.

Entende se que a educação inclusiva é um processo que vai além dos muros da escola. Implica na participação coletiva, na perspectiva da efetivação dos direitos fundamentais do ser humano; na oportunidade de cada cidadão participar ativamente no processo produtivo da sociedade; e na ruptura com os preconceitos e estigmas impostos a pessoa diferente. Educação inclusiva exige cultura inclusiva.

Pesquisas sobre educação inclusiva, de um modo geral, enfocam as dificuldades vividas por professores e diretores na efetivação de uma educação que de fato propicie o desenvolvimento e aprendizagem de todos os alunos. Muitos pesquisadores têm levantado que apenas recursos materiais e disponibilidade de vagas não são suficientes para a inclusão, mas sim o compromisso, o engajamento social e atitudes positivas.

Entende se que alem de todas as situações exposta nos resta à atuação do professor, que na maioria das vezes tem uma visão funcional e quando se depara com mudanças ou inovações a primeira vista vêm à rejeição, que os leva remar sentido oposto.

Percebendo tudo isso se sente abalado acreditando que todo o conquistado até então com muito esforço e dedicação, está agora ameaçado pela inovação. O argumento mais freqüente dos professores, quando resistem à inclusão, é não estarem ou não terem sido preparados para esse trabalho.  Daí se inicia a preparação dos professores para esta nova jornada.

  Sendo assim um desafio cada vez mais vigoroso para os professores diante dos processos de inclusão escolar. As exigências de novos conhecimentos e práticas que atendam a diversidade de alunos e as demandas institucionais têm requerido tempo, dedicação e oportunidades de formação inicial e, sobretudo, continuada, a serem ofertadas por instituições públicas e privadas, em diferentes modalidades.

Para tanto, precisa se de uma nova identidade na formação do professor, a qual contemple a formação inicial, faça da formação continuada um vetor de profissionalização, introduza dispositivos concretos de criatividade, responsabilidade, confiança e avaliação construtiva.

O professor tem um papel importantíssimo para a sociedade, pois ele é o exemplo e modelo para seus alunos que sem dúvidas os admira. Portanto devem ser vistos com olhares de compreensão por todos e respeitados pelos governantes sendo apoiados em todos os sentidos, principalmente no quesito educação, incentivando os a estarem sempre atualizados com as novidades que favoreçam no ensino e aprendizado, sendo assim o professor atua como autor e intermediador na vida de seus alunos. Por tanto precisa se qualificar para ser considerado um professor capacitado. Mais a final quem são estes professores e como eles dever estar preparados a ponto de ser considerados capacitados?

A Resolução CNE/CBE nº 2 de 2001 (BRASIL, 2001), em seu Artigo 8º, Item I, define que as escolas da rede regular de ensino deverão prever e promover, na organização de suas classes comuns, professores de classe comum e de educação especial, capacitados e especializados respectivamente, para o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos. No Artigo 18, § 1º, são considerados professores capacitados para atuar em classes comuns com alunos que apresentam necessidades educacionais especiais aqueles que comprovem que, em sua formação de nível médio ou superior, foram incluídos conteúdos sobre educação especial adequados ao desenvolvimento de competências e valores. No § 2º, são considerados professores especializados em educação especial aqueles que desenvolveram competências para identificar as necessidades educacionais especiais para definir, implementar, liderar e apoiar a implementação de estratégias de flexibilização, adaptação curricular, procedimentos didáticos pedagógicos e práticas alternativas, adequados ao atendimento das mesmas, bem como trabalhar em equipe, assistindo o professor de classe comum nas práticas que são necessárias para promover a inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais. (POKER; MARTINS; GIROTO. 2016 p.19,20).

Entende se, que os professores precisam e merecem apoio especial no quesito capacitação. Ser valorizados e ter total apoio para se qualificarem e serem capacitados para atender todas as necessidades na qual enfrenta na sua profissão.

Vale ressaltar que independente de suas qualificações, de suas posições, até mesmo de seus reconhecimentos. O Educador merece respeito, pois todas as demais profissões, sejam elas quais forem, jamais seriam alcançadas sem os primeiros passos que com certeza foram dados com o apoio de um professor.

4. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

Diante de toda a pesquisa feita sobre o tema citado e analisado entende se que as dificuldades encontradas na acessibilidade das escolas por alunos e profissionais que dependem de livre circulação no ambiente, para se obter um bom trabalho e aprendizado, destacam se a princípio as dificuldades de locomoção, onde os portadores de necessidades especiais não conseguem desenvolver seus trabalhos e atingir seus objetivos.

Sendo assim para os alunos, estas dificuldades acabam gerando tal desconforto e por fim os leva a evasão escolar, deixando de participar das atividades escolares e até mesmos desmotivados a freqüentar as escolas.

Diante destas dificuldades conseqüentemente se torna impossível a inclusão na educação, sabemos que é na escola onde encontramos o suporte básico para educação e para a vida.

Em muitos casos os alunos com dificuldade de locomoção acabam se prendendo e se considerando inútil ou um tropeço para as demais pessoas, tendo em vista que para tudo, eles dependem da ajuda de alguém.

Assim entende se que existe a possibilidade de transformar esta dura realidade em uma nova condição para estas pessoas, que na verdade não são apenas mais uma, mas sim um ser humano que não só merece, mas precisam ser respeitadas e tratadas com dignidade.

Para isso aprendemos que transformação nos ambientes freqüentados por estas pessoas faz de suas vidas uma vida menos dependente e com mais liberdade.

E estas mudanças que muitas das vezes passam despercebidas pelos responsáveis ou diretores. Sendo estas mudanças simples que para estas pessoas faz uma enorme diferença.

Se formos mencionar todas, teríamos muito que falar. Assim segue algumas transformações que faz a diferença. Como por exemplo, rampas, corrimãos, largura das portas, tamanho e modelos de maçanetas de portas, barras de apoio nos sanitários, iluminação, cores da pintura dos ambientes, cores dos pisos, controle de sons, etc.

E com certeza estas mudanças trazem tranqüilidade também aos professores, sabendo que seus alunos não dependerão mais de auxilio para fazer ao menos os seus deveres básicos, gerando assim um melhor aproveitamento no ensino e na educação.

5. CONSIDERAÇÕES

Quando iniciou se o trabalho de pesquisa constatou se que nas escolas encontrava uma grande dificuldade de acesso pelos alunos portadores de necessidades especiais, assim entendeu se a importância de estudar sobre acessibilidade e inclusão.

A pesquisa partiu da hipótese de que seria possível reunir informações que pudessem ser usadas para as adequações necessárias, no ambiente escolar, eliminando as barreiras de acessibilidade espacial e entender quais as outras dificuldades os usuários do local poderiam estar enfrentando, comprometendo de forma ampla a inclusão na educação. Durante o trabalho constatou se a possibilidade com mudanças e organização, assim teve a confirmação da hipótese.

Diante disso a pesquisa teve o objetivo geral alcançado, pois o intuito era auxiliar na busca de conhecimentos e recursos, para facilitar a inclusão nas escolas e na educação, por alunos com dificuldades de locomoção. E constatou se que as dificuldades podem ser resolvidas com atitudes aplicando as adaptações necessárias.

O objetivo específico era entender e facilitar a acessibilidade dos espaços nas dependências das escolas, facilitando assim a inclusão na educação. Ele foi alcançado, pois entendemos quais são as dificuldades e como podem ser sanadas.

Teve como resultado o problema resolvido, pois adquiriu se o conhecimento de todas as dificuldades e soluções onde se inclui até mesmo os familiares dos alunos e que todos devem unir em prol do bem social.

Diante da metodologia utilizada entende se que a pesquisa poderia ter sido mais ampla, pois os dados coletados em livros de fontes confiáveis como universidades etc. abrem um leque de entendimento. São muitos os materiais a respeito do tema e tem muito a ser trabalhado sobre o assunto, podendo ser analisadas as deficiências auditiva, visual, cerebral e assim por diante.

6. REFERÊNCIAS

DISCHINGER, M.; ELY, V. H. M. B.; BORGES, M. M. F. da C.; Manual de acessibilidade espacial para escolas: o direito à escola acessível– Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2009.

FERNANDES, L. A.; GOMES, J. M. M. Relatórios de pesquisa nas Ciências Sociais... Contexto, Porto Alegre, v. 3, n. 4, 1º semestre 2003.

GIROTO, C. R. M.; POKER, R. B.; OMOTE, S. (org.) As tecnologias nas práticas pedagógicas inclusivas – Marília. Oficina Universitária. São Paulo cultura Acadêmica, 2012.

MANTOAN, M. T. E. ; Inclusão escolar: o que é? Por quê? Como fazer? — São Paulo: Moderna, 2003.

MIRANDA, T. G.; MIRANDA, T. G. F.; organizadores. O professor e a educação inclusiva. EDUFBA. Salvador. 2012. Salvador: EDUFBA 2012.

MOREIRAS, V. L. de J. ; A Educação Inclusiva: um estudo sobre os sentidos constituídos por alunos em relação à diferença. São Paulo: 2009.

PAULON, S. M.; FREITAS, L. B. de L.; PINHO, G. S. Documento subsidiário à política de inclusão - Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2005.

PIMENTEL, S. C.; Organizadora. Estudantes com deficiência no Ensino Superior: construindo caminhos para desconstrução de barreiras na UFRB/ Cruz das Almas/BA: NUPI, PROGRAD, UFRB, 2013.

POKER, R. B. et al.   Plano de desenvolvimento individual para o atendimento educacional especializado. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2013.

POKER, R. B.; MARTINS, S. E. S. de O; GIROTO, C. R. M. Educação inclusiva: em foco a formação de professores / organizadores. – São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2016.

SAMPAIO, C. T.; SAMPAIO, C. T.; SAMPAIO, S. M. R.; Educação inclusiva: o professor mediando para a vida - Salvador: EDUFBA, 2009.


Publicado por: JOAO FRANCISCO LEANDRO

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