Whatsapp

A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO EM PSICOMOTRICIDADE PARA OS EDUCADORES EM SUAS DIVERSAS ÁREAS DE ATUAÇÃO

Educação Física

Análise sobre a visão que os professores possuem da importância da psicomotricidade dentro do contexto ensino-aprendizagem.

índice

1. RESUMO

Principais fatores que dificulta a inserção da psicomotricidade no contexto educacional ainda é que uma grande parte das escolas não utilizam no seu contexto escolar a Psicomotricidade, por falta de conhecimento dos professores e por motivo da escola não proporcionar cursos de orientação e capacitação, assim como o desconhecimento da importância da psicomotricidade o qual contribui no processo ensino aprendizagem do educando. O indivíduo se constrói paulatinamente, através da interação com o meio e de suas próprias realizações e a psicomotricidade desempenha aí um papel fundamental, a educação psicomotora pode ser vista como preventiva e reeducativa na medida em que dá condições à criança de se desenvolver em seu ambiente, constatar a importância que a psicomotricidade quando bem trabalhada podem desenvolver uma melhora significativa no ensino-aprendizagem. Sabe-se que a psicomotricidade se caracteriza por uma educação que se utiliza do movimento para atingir outras aquisições mais elaboradas como intelectuais. Sobretudo a busca por ferramentas de auxílio na aprendizagem escolar tem se tornado multidisciplinar, na qual a Psicomotricidade tem papel importante neste processo.

Palavras Chaves: Psicomotricidade. Educadores. Conhecimento. Áreas de atuação.

2. METODOLOGIA

O presente trabalho adotará como procedimentos metodológicos a pesquisa exploratória bibliográfica sobre o tema proposto.

Pode ser realizada independentemente ou como parte da pesquisa descritiva ou experimental, mas em ambos os casos, buscam conhecer e analisar contribuições cientificas existentes de autores conforme o teórico.

A pesquisa também terá como abordagem teórica uma análise qualitativa dos dados, diante da complexidade que representa o problema e da dinâmica do sujeito com o mundo, e também utilizar a coleta de dados disponíveis, a leitura de trabalhos acadêmicos impressos, e em mídia eletrônica, além da coleta de informações através de artigos, documentários, resenhas e publicações sobre a importância do conhecimento em psicomotricidade para os educadores em suas respectivas áreas.

De acordo com Gunther(2006): “são características da pesquisa qualitativa sua grande flexibilidade e adaptabilidade. Ao invés de utilizar instrumentos e procedimentos padronizados, a pesquisa qualitativa considera cada problema objeto de uma pesquisa específica para a qual são necessários instrumentos e procedimentos específicos. Tal postura requer, portanto, maior cuidado na descrição de todos os passos da pesquisa.

A pesquisa foi realizada através de pesquisa em bancos de dados: Portal periódico Capes que “é uma das maiores bibliotecas virtuais do mundo, reunindo conteúdos científicos de alto nível disponível à comunidade acadêmico-cientifica brasileira” e Scielo “é uma biblioteca eletrônica que abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos brasileiros”

3. INTRODUÇÃO

O principal objetivo do presente trabalho tem como tema central pesquisar a visão que os professores possuem da importância da psicomotricidade dentro do contexto ensino-aprendizagem. O indivíduo se constrói paulatinamente, através da interação com o meio e de suas próprias realizações e a psicomotricidade desempenha aí um papel fundamental.  A educação psicomotora pode ser vista como preventiva e reeducativa na medida em que dá condições à criança de se desenvolver em seu ambiente.

Constatar a importância que a psicomotricidade quando bem trabalhada podem desenvolver uma melhora significativa no ensino-aprendizagem. Sabe-se que a psicomotricidade se caracteriza por uma educação que se utiliza do movimento para atingir outras aquisições mais elaboradas como intelectuais. Sobretudo a busca por ferramentas de auxílio na aprendizagem escolar tem se tornado multidisciplinar, na qual a Psicomotricidade tem papel importante neste processo.

Mostrar a importância da psicomotricidade no processo ensino-aprendizagem, tendo o conhecimento em Psicomotricidade por parte do Educador a sua principal ferramenta. A psicomotricidade precisa ser vista com bons olhos pelo profissional da educação, pois ela vem auxiliar o desenvolvimento motor e intelectual do aluno, sendo que o corpo e a mente são elementos integrados da sua formação.

Historicamente o termo "psicomotricidade" aparece a partir do discurso médico, mais precisamente neurológico, quando foi necessário, no início do século XIX, nomear as zonas do córtex cerebral situadas mais além das regiões motoras.

Com o desenvolvimento e as descobertas da neurofisiologia, começa a constatar-se que há diferentes disfunções graves sem que o cérebro esteja lesionado ou sem que a lesão esteja claramente localizada.

São descobertos distúrbios da atividade gestual, da atividade práxica.  Portanto, o "esquema anátomo-clínico" que determinava para cada sintoma sua correspondente lesão focal já não podia explicar alguns fenômenos patológicos. É, justamente, a partir da necessidade médica de encontrar uma área que explique certos fenômenos clínicos que se nomeia, pela primeira vez, a palavra PSICOMOTRICIDADE, no ano de 1870.

As primeiras pesquisas que dão origem ao campo psicomotor correspondem a um enfoque eminentemente neurológico.  Com estas novas contribuições, a psicomotricidade   diferencia-se de outras  disciplinas,  adquirindo  sua  própria      especificidade  e   autonomia,  desenvolve  intensa  atividade científica, consolidando  os  princípios  e  as bases da psicomotricidade.

A psicomotricidade, concebe os determinantes biológicos e culturais  do desenvolvimento da criança como dialéticos e não redutíveis uns aos outros.

O professor deve estar sempre atento às etapas do desenvolvimento do aluno, colocando-se na posição de facilitador da aprendizagem e calcando seu trabalho no respeito mútuo, na confiança e no afeto.  Ele deverá estabelecer com seus alunos uma relação de ajuda, atento para as atitudes de quem ajuda e para a percepção de quem é ajudado.

Diante disso, percebe-se a importância do trabalho da psicomotricidade no processo de ensino-aprendizagem, pois a mesma está intimamente ligada aos aspectos afetivos com a motricidade, com o simbólico e o cognitivo. A valorização da psicomotricidade e sua importância o qual procura democratizar, humanizar, e diversificar a prática pedagógica da área da educação, buscando modificar a visão pejorativa de que está voltada apenas para o lazer e a práticas esportivas, para alargar-se em uma visão mais ampla de um trabalho que incorpora diversos aspectos:

  • A prática psicomotora nas aulas de educação física.
  • A utilização da Psicomotricidade no contexto escolar na busca de uma educação de qualidade.
  • O ensino da natação sua importância para a psicomotricidade e no aprendizado das habilidades motoras em meio aquático.

A psicomotricidade precisa ser vista com bons olhos pelo profissional da educação, pois ela vem auxiliar o desenvolvimento motor e intelectual do aluno, sendo que o corpo e a mente são elementos integrados da sua formação.

Desta forma, o problema desta pesquisa pôde-se ser assim apresentado:

“Os Educadores possuem conhecimentos suficientes em Psicomotricidade, para desenvolverem uma melhor atuação em suas áreas”.

4. A PSICOMOTRICIDADE E A EDUCAÇÃO PSICOMOTORA

As origens da educação psicomotora remontam aos estudos realizados com crianças que apresentavam problemas de aprendizagem, mais especificamente, na leitura, na escrita, no cálculo matemático. Essas crianças muitas vezes, eram  também, portadoras de   outros desvios de conduta e de   comportamento que em consequência também apresentam problemas de aprendizagem, trabalhando com essas crianças, os franceses, passaram a utilizar métodos pedagógicos denominados de   reeducação psicomotora, cuja, ênfase era posta no domínio corporal. E quando submetidas a programas de reeducação psicomotora passavam a ter um desempenho satisfatório.  A partir daí que o domínio corporal e as aprendizagens cognitivas passaram a caminharem juntas.

Segundo Le Boulch (1969), a Psicomotricidade: Se dá através de ações educativas de movimentos espontâneos e   atitudes corporais da criança, proporcionando-lhe uma imagem do   corpo contribuindo para a formação   de sua personalidade.  É uma prática pedagógica que visa contribuir para o desenvolvimento integral   da criança   no processo de ensino-aprendizagem, favorecendo os aspectos físicos, mental, afetivo-emocional   e sociocultural, buscando estar sempre condizente com a realidade dos educandos.

É na integração transdisciplinar das áreas do saber que provavelmente   se colocará no futuro a evolução e atualização do conceito de Psicomotricidade. A Psicomotricidade é uma ciência que busca em muitos campos   de   pesquisa dados, argumentos e teorias.  Duas são as áreas de grande envolvimento   com a   evolução destas pesquisas.

A Educação Física e a Psicologia buscam a cada dia um número maior de resultados em pesquisa para que seus profissionais façam de sua atuação algo cada vez mais competente e sólido no desenvolvimento do homem.

O pesquisador Saboya, 1988 conceitua psicomotricidade como: “Uma ciência que tem por objeto o estudo do homem através do seu corpo em movimento, nas relações com seu mundo interno e externo.  Em seu estudo, destaca justamente esta relação entre motricidade, mente e afetividade.”

A psicomotricidade é a capacidade psíquica de realizar movimentos, não se tratando da realização do movimento propriamente dito, mas sim da atividade psíquica que transforma a imagem para a ação em estímulos para   os procedimentos musculares adequados.

Conforme Roberto Moraes, 2002 (Recreação e jogos escolares): “Toda educação é motora, tudo que falamos é Psicomotricidade. Psicomotricidade é a fala do corpo.  Para desenvolver a criança globalmente, permitindo-lhe uma visão de um mundo mais real, através de suas descobertas, de sua criatividade, é fundamental deixar a criança se expressar, analisar e transformar sua realidade”

Na  prática  da psicomotricidade,  a   relação  mente-corpo  passa  pela  ação   motora  e   pela  ação  psíquica  que permitem  efetuar  o  despertar  da consciência  corporal,  através  dos  movimentos   e   dos pensamentos,  passando  também  pela  história  afetiva  do  indivíduo,  a   maneira  de   viver  o  seu corpo  dá   origem  à e laboração  e  a   evolução  da   imagem  do  corpo  e  a psicomotricidade  permite descobrir,  redescobrir  e  viver  melhor  o  corpo,  o  mais  importante  não  são  os  métodos,  as técnicas e  os instrumentos, apesar de indispensáveis, mas sim permitir  desabrochar a  evolução positiva  do  ser  tanto  na  relação  consigo  mesmo,  com o mundo  externo.

Noções   de aqui e a li, esquerda, direita, frente, atrás, de cima, de baixo, de dentro e fora são fundamentais para a orientação do ser humano, no sentido de sua autonomia e de sua   independência.

Há uma necessidade de que o trabalho seja planejado, pensado e reavaliado sempre para que o professor saiba o que foi alcançado e o que pode fazer para melhorar o desenvolvimento dos alunos (Ramos e Fernandes, 2011).

5. ELEMENTOS PSICOMOTORES

Na psicomotricidade é possível desenvolver os chamados elementos psicomotores:

  • Coordenação Motora Ampla - Primeira condição a ser desenvolvida no espaço infantil. É o trabalho que aperfeiçoa os movimentos dos membros superiores e inferiores.

  • Coordenação Motora Fina - A coordenação viso-motor e a motricidade fina iniciam no primeiro ano e terminam ao final da educação infantil. Ocorre a partir da reação conjunta do olho e da mão dominante. É capacidade de realizar movimentos coordenados utilizando pequenos grupos musculares das extremidades.

  • Lateralidade - É a dominância lateral de um lado em relação ao outro. É a noção que a criança adquire durante uma atividade de deslocamento, qual lado do corpo está sendo trabalhado.

  • Equilíbrio - Habilidade da criança de manter o controle do corpo. Utilizando ambos os lados ao mesmo tempo, apenas um lado ou ambos alternadamente.

  • Estruturação Espacial -  Quando se tem noção de como deve agir, movimentse em um determinado lugar adaptando-se às limitações do espaço.

  • Orientação temporal - Capacidade de situar-se em função da sucessão dos acontecimentos: antes, após, durante e da duração dos intervalos.

  • Ritmo - É a capacidade da criança de perceber um fenômeno que acontece em uma determinada duração, ordem e, também, alternância. A percepção acontece de forma individual e espontânea.

  • Esquema corporal - É o conhecimento que a criança adquire do próprio corpo e suas partes. Por meio desse conhecimento consegue-se manipular e utilizar o corpo para o relacionamento com o meio ambiente.

O intelecto é construído a partir da atividade física. As funções motoras (movimento) não podem ser separadas do desenvolvimento intelectual (memória, atenção e raciocínio) e nem da afetividade (emoções e sentimentos).

Os elementos psicomotores trabalham diferentes aspectos no desenvolvimento da criança, cada qual com sua relevância. A coordenação motora ampla é a atividade dos grandes músculos (dos músculos dos membros) e depende da capacidade de equilíbrio postural do indivíduo.

Na coordenação motora fina a pessoa precisa de certas habilidades que são essenciais para conseguir manipular objetos. Precisa saber se movimentar no espaço com desenvoltura, habilidade, equilíbrio e domínio do gesto e do instrumento. Pois diz respeito à habilidade e destreza manual, onde é necessário que haja controle ocular, isto é, a visão acompanhando os gestos da mão; esta coordenação é essencial para a escrita. O desenho e o grafismo desempenham uma atividade preparatória muito importante para a leitura e escrita.

Com a lateralidade a criança adquire a noção de direita e esquerda.  A lateralidade contribui na direção da grafia iniciando a escrita da esquerda para a direita.

O equilíbrio mantém o controle do corpo não apenas físico, mas ajuda o indivíduo em seu equilíbrio psicológico.

A estruturação espacial é essencial para viver em sociedade. É através do espaço que o indivíduo se situa no meio em que vive, estabelecendo relações entre os objetos, fazendo observações, comparações e observando semelhanças entre eles.  A estruturação espacial e a orientação temporal auxiliam a criança na matemática, para efetuar cálculos há a necessidade de ter   pontos de referência, colocar números na ordem correta, possuir noção de coluna e fileira, e combinar formas para fazer construções geométricas.

A orientação temporal também auxilia na leitura e na comunicação. Em uma conversa, por exemplo, há exigência de que se emitam palavras de uma forma ordenada, uma atrás da outra obedecendo a certo ritmo e dentro de um tempo determinado. Para uma criança aprender a ler, é necessário possuir domínio do ritmo, sucessão de sons no tempo, memorização auditiva e diferenciação de sons e das durações dos sons das palavras.

É a orientação temporal que lhe garantirá uma experiência de localização dos acontecimentos passados e uma capacidade de projetar-se para o futuro.

O ritmo permite uma maior flexibilidade de movimentos e um maior poder de atenção e concentração na medida em que obriga a criança a seguir uma cadência determinada. A percepção da alternância de tempos fortes e fracos leva à percepção do relaxamento e das pausas.

O esquema corporal permite à criança se sentir bem na medida em que seu corpo lhe obedece e se tem domínio sobre ele e quando o conhece bem e pode utilizá-lo para alcançar um maior poder cognitivo. A criança aprende a conhecer e a diferenciar seu próprio corpo como um todo e também a sentir suas possibilidades de ação.

O trabalho da educação psicomotora com as crianças deve prever a formação de base indispensável em seu desenvolvimento motor, afetivo e psicológico, dando oportunidade para que por meio de jogos, de atividades lúdicas, se conscientize sobre seu corpo. Através da recreação a criança desenvolve suas aptidões perceptivas como meio de ajustamento do comportamento psicomotor. Para que a criança desenvolva o controle mental de sua expressão motora, a recreação deve realizar atividades considerando seus níveis de maturação biológica. A recreação dirigida proporciona a aprendizagem das crianças em várias atividades esportivas que ajudam na conservação da saúde física, mental e no equilíbrio sócio-afetivo.

As aptidões perceptivas são as que   auxiliam   o   aluno   a interpretar  o  significado  dos estímulos  orais,  visuais,  táteis,  auditivos,  corporais  e de  coordenação,  entre  outros,  tomando consciência do seu corpo, da forma pela qual ele se move, da sua posição no espaço e das relações entre ele e o meio  ambiente.  Praticamente, do estímulo adequado das atividades   perceptivas depende a integração da criança ao seu meio, bem como o desenvolvimento de aptidões físicas que lhe permitirão executar habilidades motoras das mais simples às mais complexas.

As aptidões   físicas   são   aquelas  que  caracterizam  o  funcionamento  do  vigor  orgânico, através das qualidades físicas de resistência, força, flexibilidade, agilidade e velocidade. Já as habilidades   motoras   correspondem   ao   desenvolvimento   de   um  grau  de  competência  como resultado do ajustamento do corpo humano às solicitações de atividades naturais, perceptivas e físicas em fases anteriores de crescimento orgânico e psíquico da criança. Na maioria das vezes, essas solicitações   manifestam-se   sob   a forma  de habilidades,  em jogos apropriados,  dos  mais fáceis para os mais difíceis.

A educação da criança deve evidenciar a relação através do movimento de seu próprio corpo, levando em consideração sua idade, a cultura corporal e os seus interesses. A educação psicomotora para ser trabalhada necessita que sejam utilizadas as funções motoras, perceptivas, afetivas e sócio-motoras, pois assim a criança explora o ambiente, passa por experiências concretas, indispensáveis ao seu desenvolvimento intelectual, e é capaz de tomar consciência de si mesma e do mundo que a cerca.

Sabemos que o ambiente é uma pequena parte de um processo de construção do Saber. Antes disso temos que considerar alguns fatores como: doenças cerebrais, falhas no desenvolvimento cerebral e hereditariedade de cada indivíduo. Alguns alunos apresentam um desenvolvimento mais lento que os demais, pois sua formação cerebral ainda não está pronta para executar certas atividades na sua faixa cronológica e acabam trazendo as dificuldades como consequência.

Por conta disso, alguns alunos apresentam baixa autoestima e passam por um período frustrante até chegar à intervenção. Um ambiente familiar e acolhedor que estimula o aluno com dificuldade de aprendizagem terá mais chance de conseguir um bom desempenho mesmo que suas condições fisiológicas sejam maiores que o problema em questão. A forma de abordagem carinhosa sobre o indivíduo é importante, pois o mesmo acreditará ser capaz de contornar suas limitações. A afetividade nesse processo contribuiu muito.

O desenvolvimento psicomotor, tanto de crianças especiais quanto as não especiais, solicita o auxílio constante do educador, por meio da estimulação em sala de aula e do encaminhamento/facilitação, quando se fizer necessário. A necessidade da capacitação docente para que possam observar e perceber as dificuldades ou potencialidades que os escolares apresentam no processo de alfabetização, contribui assim em seu desenvolvimento e na diminuição das dificuldades encontradas, possibilitando uma alfabetização de qualidade.

O educador pode ajudar e muito, saudável em todos os níveis, na estimulação do desenvolvimento cognitivo e para o desenvolvimento de aptidões e habilidades, na formação de atitudes por meio de uma relação afetiva e estável (que crie uma atmosfera de segurança e bem-estar para a criança) e, sobretudo, respeitando e aceitando a criança do jeito que ela é, a psicomotricidade é extremamente importante para facilitar a aprendizagem na educação infantil, considerando os elementos psicomotores como essenciais para o desenvolvimento da leitura e da escrita. Alfabetização de qualidade.

O papel do professor é proporcionar situações desafiadoras e intervir apenas quando necessário, deixar a criança agir e compreender a organização das atividades desenvolvidas. Um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento da criança é a intervenção, saber quando, como e por que intervir. E o adulto deve ter sensibilidade diante das necessidades de cada criança respeitando sua realidade e assim mostrar a importância da qualidade do afeto nas relações corporais para uma melhor comunicação. O material pedagógico utilizado deve satisfazer as necessidades e interesses da criança em dado momento e não para o que o adulto deseja ver.

O mais importante é organizar o tempo para cada uma deles falem sobre suas produções permitindo uma comunicação não apenas funcionalista. É uma prática de experiências e vivências corporais realizadas pela criança com vários tipos de materiais utilizados, e que fica a critério do professor usar a criatividade e materiais.

Portanto, a Educação Psicomotora deve ser a ação pedagógica norteadora do trabalho, sobretudo na   pré-escola e nos primeiros anos escolares, pois existe uma necessidade de se introduzir este conhecimento nestas idades, mas o que   não significa que não possa se a plicar nas séries finais ou em adultos que   por sinal, muitas vezes são os que mais precisam, pois além de não se controlarem, não dominam o seu corpo.

Não podemos desconsiderar fatores mencionados e que interferem diretamente no processo de aprendizagem, como as condições ambientais e ambiente escolar. Vimos que o indivíduo é afetado o tempo todo e que é preciso um ambiente acolhedor, agradável e uma estratégia pedagógica para que essa criança tenha condições de obter um processo de aprendizagem sadio. O profissional recebe esse aluno e precisa saber lidar e filtrar o que pode estar interferindo nesse processo.

Outro aspecto importante que merece uma atenção é a visão do educador perante a brincadeira, o jogo e o brinquedo. Saber o momento e o contexto para utilizar é essencial.  

Vimos a necessidades desses fatores para o desenvolvimento da criança. Ela aprende através da relação com o meio e objeto. Utiliza-se para expressar pensamentos, imaginação, sentimentos e retratação da realidade, ou seja, funções indispensáveis para adquirir conhecimentos posteriores. Um bom planejamento é extremamente valido para atingir objetivos globais e específicos.

6. ÁREAS DE ATUAÇÃO DA PSICOMOTRICIDADE

A psicomotricidade está presente em todas as atividades que desenvolvem a motricidade das crianças, contribuindo para o conhecimento e o domínio de seu próprio corpo.  Ela   além de constitui -se como um fator indispensável ao desenvolvimento global e uniforme da   criança,  como  também  se  constitui   como  a base fundamental  para o  processo de aprendizagem dos indivíduos. 

O desenvolvimento psicomotor evolui do geral para o específico. No de correr do processo de aprendizagem, os elementos básicos da psicomotricidade (esquema corporal, estruturação espacial, lateralidade, orientação temporal   e pré -escrita) são utilizados com   frequência, sendo importantes para que   a   criança   associe   noções de tempo e espaço, conceitos, ideias, enfim adquira conhecimentos.

Para dar continuidade e entendimento Alves, (2011) apud Marins, (2011, p.20), diz que: A Psicomotricidade tem por objetivo de trabalhar o indivíduo com toda sua história de vida: social, política e econômica.

Um problema em um destes elementos poderá prejudicar a aprendizagem, criando algumas barreiras.  A criança em que apresenta o   desenvolvimento psicomotor mal constituído poderá a presentar problemas na   escrita, na leitura, na direção gráfica, na distinção de letras, na   ordenação   de sílabas, no pensamento   abstrato e lógico, na análise gramatical, entre outras.   Compreendendo   que a má formação psicomotora   pode acarretar dificuldades na   aprendizagem.

Para Mello, (2002, p. 33) “Nos estudos dos pesquisadores recentes, são apontados três principais campos de atuação ou formas de abordagem da Psicomotricidade:

1. Reeducação Psicomotora;

2. Terapia Psicomotora; e

3. Educação Psicomotora.

Embora em certos trabalhos esses três níveis de atuação cheguem a confundir-se, existem características próprias em cada um deles.

A psicomotricidade deve estar centrada sobre as estruturas neurológicas, articulando-se os dados neurológicos com as relações sociais e afetivas. Assim, motricidade pode ser considerada como o movimento ancorado nas suas estruturas anatômicas e seu funcionamento orgânico, isto é, o movimento do ponto de vista anatômico, fisiológico, e neurológico.

Desta forma, educação psicomotora, reeducação e terapia psicomotora aparecem indistintamente na literatura especializada, designando o que passará desde agora, a ser considerado como distintos aspectos que podem assumir a educação corporal. Devido à diversidade dos modos de abordagem e dos quadros teóricos sobre os quais se apoiam os diferentes especialistas que tratam de psicomotricidade, esta noção ainda permanece confusa e toma significados muito variados, conforme abaixo:     

Conforme afirma Le Bouch: É, pois, concebível que o fracasso escolar, a impossibilidade de efetuar certas aprendizagens ou, mais simplesmente, a dificuldade de acompanhar o ritmo da aula possam acrescentar-se às dificuldades pessoais das crianças e mesmo acarretar problemas afetivos numa criança que, até então, se desenvolvia normalmente.

Terapia Psicomotora: Destinada a indivíduos normais ou portadores de deficiências físicas ou mentais que apresentam dificuldades de comunicação, de expressão corporal e de vivência simbólica. 

Características: Atendimento individualizado em clínicas, hospital psiquiátrico, grupos de ajuda psicopedagógico ou centro médico pedagógico.

Educação Psicomotora: Destinada ao desenvolvimento de todas as potencialidades do indivíduo. A educação psicomotora é uma técnica, que através de exercícios e jogos adequados a cada faixa etária leva a criança ao desenvolvimento global de ser. Devendo estimular, de tal forma, toda uma atitude relacionada ao corpo, respeitando as diferenças individuais (o ser é único, diferenciado e especial) e levando a autonomia do indivíduo como lugar de percepção, expressão e criação em todo seu potencial.

Porém a falta desta no processo natural da criança poderá causar sérias dificuldades de aprendizagem. O professor trabalhando a função motora, o desenvolvimento intelectual e afetivo, ele estará ajudando-a a construir uma vida melhor, pois retardando essa ajuda a criança irá crescer com dificuldades, a qual poderá afetar na sua vida de forma negativa. Tendo que fazer uma reeducação psicomotora.

Dentro da educação psicomotora deve-se alcançar três metas básicas, objetivos:

-    A aquisição do domínio corporal: definindo a lateralidade, a orientação espacial, desenvolvendo a coordenação motora, o equilíbrio e a flexibilidade.

-    Controle da inibição voluntária: melhorando o nível de abstração, concentração e desenvolvendo as gnoses.

-    Desenvolvimento sócio afetivo: reforçando as atitudes de lealdade, companheirismo e solidariedade.

  • 6.1. A Psicomotricidade na Terapia da Reabilitação

A psicomotricidade possibilita a prevenção de uma série de doenças, tais como, disfunções psicomotoras, problemas de circulação, agitação corporal, hiperatividade, artrites e artroses, problemas posturais, além de atividades da vida diária, onde estes influenciam em aspectos funcionais, visando o aumento da força, da flexibilidade, do equilíbrio e da função cardiovascular. A psicomotricidade é a ciência que se ocupa do estudo do homem em movimento e com a evolução das relações de seu corpo, com seu mundo interno e com seu mundo externo. (Sociedade Brasileira de Psicomotricidade,2001).

A postura é um conceito dinâmico e não estático. Segundo o American College of Sports Medicine (1998), o termo flexibilidade abrange a amplitude de movimentos de simples ou múltiplas articulações e a habilidade para desempenhar tarefas específicas.

A flexibilidade é uma “qualidade física responsável pela execução voluntária de um movimento de amplitude angular máxima, por uma articulação ou conjunto de articulações, dentro dos limites morfológicos, sem riscos de provocar lesão”.

Os exercícios ajudam a manter a capacidade física, à medida que o tempo envelhece a todos, aumentando a qualidade de vida, diminuindo o risco de quedas, de lesões, mantendo ou melhorando a funcionalidade.

Segundo a Sociedade Brasileira de Psicomotricidade (2001), a psicomotricidade “é a ciência que estuda o homem através do seu corpo em movimento em relação ao seu mundo interno e externo e de suas possibilidades de perceber, atuar e agir com o outro, com os objetos e consigo mesmo. Está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas”.

Psi (emocional e cognitivo) e Motricidade (movimento), corpo e mente acontecendo juntos, criando assim um sentimento de unidade, que dará sentido para o corpo, para a mente e para a saúde. O papel da psicomotricidade no campo clínico é tratar das alterações que envolvam o tônus muscular, o movimento, a postura, refletindo na aprendizagem e na conduta, no bem-estar do ser humano e de seu corpo em suas relação ao meio.

Nem todas as crianças são iguais. O desenvolvimento motor das crianças apresenta um leque de variações muito grande. Cada criança tem os seus pontos fortes e fracos, em especial no que se refere a interesses e capacidades.

Algumas crianças verificam-se indícios no movimento, na tomada de consciência e no comportamento, que se traduzem por:

  • Desenvolvimento motor atrasado

  • Imobilidade

  • Super-actividade e super-impulsividade

  • Receio de se movimentar

  • Dificuldade no desenvolvimento da escrita (grafomotricidade)

Os indícios relacionados com o comportamento motor estão frequentemente associados a problemas do domínio do desenvolvimento social, emocional e cognitivo e podem manifestar-se da seguinte forma:

  • Dificuldade e insucesso do rendimento (baixa tolerância à frustração)

  • Dificuldade de relacionamento com outras crianças

  • Comportamento agressivo

  • Comportamento infantil

  • Baixa autoconfiança

  • Dificuldade da capacidade de concentração

  • Problemas de aprendizagem e baixo rendimento

A terapia psicomotora oferece às crianças cujo desenvolvimento seja influenciado pelas dificuldades acima indicadas um apoio orientado para as suas necessidades.

Com numa grande variedade de oferta de materiais para brincar e aprender, a criança descobre uma área de aprendizagem emocionante: Na terapia psicomotora, a criança transforma os seus pontos fortes e interesses especiais em formas concretas de jogo e de relação.

Aprende a ser determinada e motivada. As vivências de sucessos reforçam a autoconfiança e a motivação de aprender. As experiências ativas e passivas do movimento e a descoberta e experiência próprias constituem elementos fundamentais às suas necessidades de desenvolvimento.

O ver, o ouvir, o tocar, mas também a tomada de consciência do seu corpo e dos movimentos, bem como o sentido de equilíbrio estão intimamente associados ao movimento e desempenham um papel fundamental na terapia.

O professor trabalhando a função motora, o desenvolvimento intelectual e afetivo, ele estará ajudando-a a construir uma vida melhor, pois retardando essa ajuda a criança irá crescer com dificuldades, a qual poderá afetar na sua vida de forma negativa. Tendo que fazer uma reeducação psicomotora.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)
  • 6.2. Nas Atividades Aquáticas

De acordo com o Dicionário do Aurélio a palavra natação significa “ação de nadar, considerada como um exercício, um esporte” e o significado de nadar é manter-se e avançar sobre a água, seja pelos movimentos dos membros, flutuar, boiar; estar num líquido qualquer, concordando com REAL ACADEMIA ESPANHOLA. A natação é um dos desportos mais praticado no mundo, sendo realizada desde o ventre da mãe, por isso a relação das crianças com a água, meio liquido se da de maneira mais fácil, diferenciando-se dos demais desportos. O meio liquido estimula a participação e as novas experiências, porque ao brincar com a água a criança encontra prazer buscando a variação de movimentos por iniciativa própria, tornando possíveis suas noções corporais, possibilitando a interação com o meio que vive (SOUZA, 2004).

O ambiente aquático proporciona ao indivíduo experiências e vivências novas e variadas, favorecendo a percepção sensorial e a ação motora. Assim, o desenvolvimento das capacidades psicomotoras (coordenação temporal). A água é o maior brinquedo existente na terra, então a água faz com que a criança aprenda, equilíbrio, esquema corporal, lateralidade, orientação espacial e orientação brincando e de forma lúdica e clara. 

A natação é a múltipla relação, pura e simples, com a água e o próprio corpo. Vários autores afirmam que a natação é o esporte mais completo, que desenvolvem capacidades físicas como flexibilidade, força, resistência (SENRA, 2005 apud DIECKERT, 1993).

Sendo trabalhada em conjunto com a psicomotricidade   a natação, por meio da educação psicomotora motiva a realização de movimentos livres e prazerosos no meio aquático, e com isso estimula a criança à se conhecer melhor, exercendo de maneira mais simples suas funções de inteligência.

E nesse sentido, ao trabalhar a teoria e a prática de forma indissociável é possível alcançar objetivos que irão possibilitar a melhoria de condições para o desenvolvimento da criança. Desenvolvendo os elementos psicomotores no meio aquático onde colaboram nos resultados da aprendizagem da criança, sendo eles ganhos cognitivos ou formativos.    

Geralmente os pais matriculam as crianças, ainda pequenas, em aulas de natação, com o interesse de que elas aprendam apenas a nadar. Porém, muitos não tem o conhecimento dos benefícios de introduzir seus filhos no meio aquático, aonde o aprendizado vai muito além do simples aprender a nadar. Por tanto, a natação infantil não trata apenas de ensinar a criança a aprender a nadar, mas sim em complementar o processo de desenvolvimento da personalidade e auxiliar na sua psicomotricidade, atuando de forma completa, tanto em aprendizagem motora quanto na cognitiva.

A criança que participa da adaptação ao meio aquático, possui um desenvolvimento melhor e por meio deste, seus rendimentos são melhores tanto no seu comportamento motor, quanto capacidades físicas e no processo de ensino-aprendizagem.

A criança que passa por uma adaptação no meio líquido pode apresentar um desenvolvimento melhor com rendimentos maiores no seu comportamento motor e capacidades físicas. Pois por meio da natação, sua aprendizagem necessita de adaptações das estruturas de bases para a criança, pelas diferenças fundamentais do meio aquático e terrestre, onde boa parte dos movimentos realizados na natação podem ser feitos apenas na água.

De acordo com Rodrigues et al (2007): “A natação infantil não se detém somente ao fato de que a criança aprenda a nadar, mas sim, que contribua para ativar o processo evolutivo psicomorfológico da criança, auxiliando o desenvolvimento de sua psicomotricidade. Sem via de dúvida, a natação infantil é o primeiro e mais eficaz instrumento de aplicação da        Educação Física no ser humano, assim como excelente elemento para iniciar a criança na aprendizagem organizada. O aluno deve também receber um acumular de experiências que, através das suas vivências lhe enriqueçam e contribuam à sua melhor personalidade.”

Quanto mais trabalhado for o seu desenvolvimento psicomotor, sua adaptação ao meio em que vive será muito melhor e significativa. A prática psicomotora aquática dá uma liberdade de expressão e de experimentação de vivências para a criança, auxiliando na descoberta do corpo e das relações com o próximo. Outros benefícios da natação podem ser mencionados: aprimoramento da coordenação motora e das noções de espaço e tempo, preparo psicológico e neurológico, melhoria da qualidade do sono, do apetite e da memória.

A psicomotricidade somada ao meio aquático tem uma grande contribuição para o desenvolvimento de indivíduos portadores do espectro autista.

Embora todos portadores apresentem os mesmo sintomas, o quadro clínico pode apresentar níveis diferentes e distintos. Indivíduos com o mesmo diagnóstico podem ter manifestações clínicas muito diferentes. Daí surge o termo “espectro”. Atualmente o termo autismo não é mais utilizado cientificamente, o termo correto é Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Ao introduzir o autista no meio aquático, primeiro devemos levar em consideração a sua adaptação ao meio líquido, ao professor e ao ambiente que lhe rodeia. Devemos observá-lo, ver o que lhe dá mais prazer e introduzindo aos poucos as atividades, não esquecendo da ludicidade   e da metodologia proposta.

Levando em consideração que a água tem várias propriedades e que essas influem diretamente no comportamento e desenvolvimento deste indivíduo, é importante conhecer quais são e sua influência para permitir que o indivíduo venha a nadar.

Quando se inicia a atividade aquática, existem dois processos iniciais importantes que são: o equilíbrio aquático e a respiração. No primeiro caso, a posição do corpo muda de vertical para horizontal, diminuindo a gravidade do corpo, ficando as pernas responsáveis pelo equilíbrio. No segundo, há a necessidade de se ter um maior controle da glote, a expiração na água é oral e deve-se ter consciência do meio líquido. Deve-se também sempre levar em conta o ambiente e o material disponível para as atividades, pois estes também são fundamentais para o planejamento das aulas.

Para que haja um resultado positivo no desenvolvimento social, cognitivo e motor do autista, a atividade aquática torna-se fundamental a partir do momento que tenha a influência afetivo-emocional de todos os participantes. Os pais ou com quem ele tenha mais contato, é fundamental. É importante que ocorra essa troca de informações entre os pais,   geralmente são mães, avós ou babás, e professores. Essa parceria é importante, porque são eles que vão permitir, trazer informações para o professor, de como é o seu aluno fora do ambiente da água, como é o seu comportamento em casa, na escola, se eles possuem, ou não, acompanhamento de outros profissionais, ou até mesmo se naquele dia ele está interagindo mais.

Logo o papel do professor não é ser apenas um reprodutor do conhecimento e das aprendizagens mecânicas, mas sim um facilitador que dá possibilidades ao aluno que ainda não faz sozinho devido as suas limitações, respeitando sempre sua individualidade.

  • 6.3. No Tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

É um transtorno neurobiológico, de causas genéticas que aparece na infância e pode acompanhar o indivíduo por toda a sua vida. Ele caracteriza-se como um quadro sindrômico e sua conceituação se compõe da descrição de um conjunto de sinais e sintomas. Sendo assim, é avaliado através de um critério clínico, não existindo até a presente data qualquer método laboratorial de neuro-imagem ou neurofisiológico entre os exames complementares capaz de confirmar o diagnóstico

A criança com TDAH não apresenta qualquer problema físico com seu sistema nervoso central ou com o seu cérebro, qualquer exame neuro-cerebral que ela fizer terá resultado normal.

O TDAH pode manifestar-se de três maneiras. A primeira, mais frequente em meninas, caracteriza-se pela desatenção, as crianças que apresentam este tipo de TDAH têm muitos sintomas de desatenção e não apresentam, ou têm poucos sintomas de hiperatividade, está associado a maiores dificuldades de aprendizagem. Já o segundo, mais frequente em meninos, caracteriza-se pela hiperatividade ou impulsividade, apresentando poucos sintomas de desatenção, está associado a maiores dificuldades de relacionamento com os amigos e colegas e a mais problemas de comportamento. 

O terceiro chamamos de TDAH combinado, onde encontramos sintomas de desatenção, e hiperatividade, este tipo parece estar associado a prejuízos globais maiores na vida da criança.

A psicomotricidade lida com a pessoa como um todo, porém com um enfoque maior na motricidade. No entanto, existem sugestões de tratamento atuando em aspectos motores que envolvem concomitantemente um componente chave de crianças com TDAH, o componente emocional.

Cabe a psicomotricidade atuar em crianças com TDAH de uma forma terapêutica e alternativa para a família que não quer tratar o assunto com medicamentos.

  • 6.4. No Ensino-Aprendizagem da Dança 

Pode entender como os aspectos positivos da dança a busca do equilíbrio interior de cada pessoa ou grupo de pessoas que faz de uma atividade física parte de sua vida.    Outros fazem um meio de vida com maior ou menor qualidade e intensidade. A dança tem como um dos objetivos divertir, arrebatar corações, unir povos, incluir, É empolgante falar de dança, torna-se poesia, meio de vida e transcendência.

Conforme, ROBATTO, 1994, p. 15. A dança pode desempenhar um papel muito importante no processo de reintegração, de recuperação da autoestima, o despertar do sentimento de comunidade, coordenação motora e pensamento lógico”.

A educação básica necessariamente passa pela prática das artes, especificamente a Dança por proporcionar ao aluno o desenvolvimento de uma visão mais crítica do mundo, envolve o ser humano de forma mais inteligente, contribuindo de maneira decisiva para a formação de cidadãos mais participativos da sociedade em que vivem.

Para BIANCHI, (2000, p.11) “A arte é tão universal quanto os elementos da natureza. Está em todos os lugares do mundo e, independente da cultura que a enriquece, é percebida e entendida pelos diversos povos”.

Portanto, o objetivo da preparação física na dança é proporcionar aos alunos o prazer de desenvolver suas qualidades técnicas, sem dúvidas, confiando- lhes a autonomia de seus corpos, suas performances, respeitando seus próprios limites para que possam aprimorar o desejo de dançar. Dessa forma, Educação Física e dança devem caminhar juntos, lado a lado, aliando-se num plano de trabalho de preparação física ao estudo das expressões dramáticas e ao contraste do desenvolvimento de força e leveza com que o aluno tem que incansavelmente equilibrar

Longe de ser apenas a instrumentalização pedagógica da prática de jogos e exercícios físicos, sua abrangência atinge aspectos da anatomia, fisiologia humana, esquema corporal, motricidade, bioquímica, nutrição e socialização.

7. A IMPORTÂNCIA DO PROFESSOR PARA DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR

A educação tem um papel importante para o ser humano, pois no decorrer da vida ele desenvolve habilidades e conhecimentos que irão servir para sua vida pessoal e profissional. O ser humano vai desenvolver suas habilidades e conhecimentos a partir de uma educação que é trabalhada nos primeiros anos de vida, que é a educação infantil. Na educação infantil, a criança se depara com um mundo novo, um mundo com descobertas que afetará positivamente no seu desenvolvimento mental e motor, ou seja, psicomotor, por que a criança busca experiências em seu próprio corpo.

Uma diferença entre o conhecimento popular e o científico e consequentemente há diferença entre um Educador e um Educador Profissional ou PROFESSOR.

O Professor é aquele que se dedicou ao estudo organizado pelo método científico, legalizado e sistematizado visando sua formação profissional, habilitando-o a atuar como aquele profissional que sabe o que é Educação, seu Objetivo geral e os específicos, conhecedor do processo de ensino-aprendizagem, seus métodos e de como transformar a convivência didática entre professor-aluno, em uma prática Educacional eficaz, além de, com sensibilidade e criatividade, administrar todos os outros fatores pertinentes ao complexo sistema educacional.

Portanto, é necessário que os professores saibam atuar de forma adequada na educação psicomotora, e caso não haja conhecimento na área, é interessante e muito importante que se busque ajuda, seja de uma psicopedagoga ou de uma psicomotricista, para conseguir superar as dificuldades de aprendizagem e os distúrbios psicomotores existentes na criança. O professor, na perspectiva da Psicomotricidade Positiva, deve olhar para o corpo que se forma e para os seus movimentos e nesses movimentos incluímos a fala, os gestos, ou qualquer outro movimento como um símbolo.

A psicomotricidade, neste sentido não deve ser vista como um conjunto de “exercícios psicomotores” a serem aplicados às crianças pequenas, como uma coisa mecânica vinda de fora para dentro, mas devem ser motivados como uma maneira de ajudar e facilitar aquele indivíduo a se expressar e se expressando, possa se autoconhecer e se aprimorar.          

O papel do professor, no nosso entender, não se refere aquele que está lá para “corrigir erros” ou para moldá-lo de acordo com padrões que achamos socialmente corretos e aceitáveis, mas sim para auxiliar a criança em seu desenvolvimento, em suas dimensões coletivas e singulares, ajudando-a a reelaborar seus aspectos “negativos” e fomentar seus aspectos “positivos” ao desenvolvimento.

A importância do professor no desenvolvimento psicomotor na educação infantil reúne em um só contexto, o professor como profissional da Educação, com sua missão pessoal, conhecimento específico e habilitação técnica.  A psicomotricidade, como ciência da educação busca entender os movimentos corporais tendo uma ligação com o desenvolvimento cognitivo.

Diante disso, percebe-se a importância do trabalho da psicomotricidade no processo de ensino-aprendizagem, pois a mesma está intimamente ligada aos aspectos afetivos com a motricidade, com o simbólico e o cognitivo. A valorização da psicomotricidade e sua importância o qual procura democratizar, humanizar, e diversificar a prática pedagógica da área da educação, buscando modificar a visão pejorativa de que está voltada apenas para o lazer e a práticas esportivas, aumentando assim uma visão mais ampla de um trabalho.

O objetivo psicomotor é a possibilidade do aluno desenvolver as ações do corpo e expressar-se por meio dela, para que o corpo se desenvolva. O sujeito vai se construindo através da troca de olhares, toques e carícias, primeiramente com os parentes (pais ou responsável), depois com outras pessoas (professores) ampliando as suas relações sociais (BARROS, FERREIRA, HEINSIUS, 2008).

Para Almeida (2006) psicomotricidade é a ciência que estuda o homem através do seu corpo em movimento em relação com o mundo externo e interno, é a interação que o indivíduo tem de perceber, atuar e agir com o outro e com os objetos. Segundo Goretti (2009) psicomotricidade é um dos instrumentos mais poderosos para que o sujeito expresse seus conhecimentos, ideias sentimentos e emoções e se constitua como um sujeito.    

Fonseca (2009) ressalta que a psicomotricidade é uma prática que contribui para o pleno desenvolvimento da criança no ensino-aprendizagem, que favorece os aspectos físicos, mental, afetivo-emocional que contribui para a formação da sua personalidade.

Com base nesses três autores a psicomotricidade tem apenas um objetivo, fazer com que a criança se interage com os outros e com os objetos possibilitando assim o seu crescimento não só físico como cognitivo, afetivo e corporal. No qual a psicomotricidade deve ser trabalhada em casa e principalmente na escola. De acordo com Almeida (2006) para se trabalhar psicomotricidade no ambiente escolar não precisa haver recursos caros e nem tecnológicos, basta somente a escola ter uma junção de fatores, tais como concepção, comportamento, compromisso, materiais e espaços. Almeida (2006) descreve cada um a seguir:

a. Concepção: o trabalho necessita ser planejado, pensado e reavaliado todos os dias, precisa haver uma meta que se pretende alcançar, o professor saberá o que foi alcançado e o que pode fazer para melhorar mais o desempenho dos alunos, ele não deve somente ficar usando técnicas sem ao menos saber o que se pretende fazer com ela, pois assim ficará frustrado por não ter objetivos concluídos.

b. Comportamento: o comportamento do professor que se trabalha psicomotricidade é aquele que deve estar atento a todas as ações executada pelos alunos, intervindo nas atividades com objetivos psicomotores. Quando os alunos estiverem realizando atividades, eles precisam ter relações com os outros, que permitirá a socialização e a humanização, para isso o professor deve fazer o papel de um observador e não de um professor autoritário que repreende a todo momento nas relações aluno/aluno, o professor irá repreender quando houver necessidade. Almeida (2006, p. 21), coloca que “o comportamento é o combustível que move as relações diárias de um professor que quer construir coletividade na multiplicidade dos seres com as diferenças de cada um”.

c. Compromisso: quando o professor planeja suas aulas ele não terá seu tempo desperdiçado, mas sim terá um aproveitamento do trabalho alcançado, pois não havendo planejamento o professor fica perdido, surgindo assim o descompromisso.

d.   Materiais: por si só não modifica nada em um ambiente, precisa haver intervenções do professor.

e.   Espaços: são constituídos de uma estrutura física; salas, quadras, pátios, refeitório e outros. Se os espaços não exercem nenhuma ação, movimento sempre será um espaço vago. Há vários ambientes que pode se dizer que é um espaço educativo, mas para isso o professor deve usar todos os recursos materiais ali presentes.

Para Almeida (2006, p. 23), “um supermercado pode ser um excelente ambiente educativo caso o professor saiba explorar toda riqueza existente ali”. Assim para a psicomotricidade ser desenvolvida, precisa de ambientes o qual dará a oportunidade da criança explorar e construir referências sobre si mesma e sobre o que a rodeia, é neste ambiente que a criança vai viver uma variedade de faz-de-conta. Terá oportunidades ainda de testar, errar e concluir, tirando assim suas próprias conclusões, porque neste momento ela está construindo seu conhecimento.

Lembrando que ambientes não são apenas espaços que existem materiais, mas sim espaços composto por: recursos, ações, pessoas, relações sociais e exploração coletiva, e nestes ambientes a psicomotricidade poderá ser desenvolvida de forma a melhorar todas as capacidades infantis.

Os educadores não podem fazer dos alunos máquinas que repetem ações dos professores, entretanto, é a realidade de muitas escolas do país, pois muitos professores ainda trabalham com a educação tradicional, que leva o aluno a ficar sentado na cadeira, de boca fechada com a atenção voltada para um único ponto, o professor. O certo seria que o professor fizesse com que o aluno desenvolvesse seu raciocínio e seu lado criativo, através de jogos, exercícios recreativos, brincadeiras e outros métodos, que façam com que desenvolvam também as habilidades psicomotoras.

O educador pode ajudar e muito, saudável em todos os níveis, na estimulação do desenvolvimento cognitivo e para o desenvolvimento de aptidões e habilidades, na formação de atitudes por meio de uma relação afetiva e estável (que crie uma atmosfera de segurança e bem-estar para a criança) e, sobretudo, respeitando e aceitando a criança do jeito que ela é, a psicomotricidade é extremamente importante para facilitar a aprendizagem na educação infantil, considerando os elementos psicomotores como essenciais para o desenvolvimento da leitura e da escrita. Alfabetização de qualidade.

O professor precisa perceber no desenvolvimento da criança, se ela está progredindo ou regredindo na sua educação. Podendo ser a causa dessa regressão a afetividade, o qual o professor precisa diagnosticar se o problema é na família, na escola com os colegas ou na sala de aula com a própria professora.

O professor trabalhando a função motora, o desenvolvimento intelectual e afetivo, ele estará ajudando-a a construir uma vida melhor, pois retardando essa ajuda a criança irá crescer com dificuldades, a qual poderá afetar na sua vida de forma negativa.

Muitas dificuldades apresentadas pelos alunos podem ser facilmente sanadas no âmbito da sala de aula, bastando para isto que o professor esteja mais atento e mais consciente de sua responsabilidade como educador e despenda mais esforço e energia para ajudar a aumentar o potencial motor, cognitivo e afetivo do aluno.

Portanto, ela nos dá a ideia de que, se um aluno estiver com dificuldade de aprendizagem pode ser uma falha dele como educador e que não é necessário encaminhá-lo para especialistas para resolver problemas que desrespeita somente ao professor e ao âmbito escolar. Dando assim, mais atenção para seus alunos e tentar diagnosticar se a solução desses problemas está ao seu alcance. Caso contrário, se por ventura houver um aluno que possua um distúrbio psicomotor, como por exemplo, hiperatividade e o professor não souber trabalhar realmente com este aluno, ele deve encaminhá-lo para um profissional especializado nessa área.

Essa é a realidade de muitas escolas públicas que possuem professores que não tem a capacidade de olhar para suas práticas pedagógicas e com isso culpam seus alunos pelos seus próprios erros. E são incapazes de irem à busca de qualificação para poderem ministrar aulas que realmente contribuam para uma melhor educação aos seus alunos e não se importam com dificuldades que essas apresentam.

Érika Anderson Nunes, diz que, “Como acontece nas outras áreas da educação, também no que diz respeito à psicomotricidade o educador deve conhecer e ter sempre em mente os aspectos principais do desenvolvimento psicomotor em cada faixa etária.” (2007, p.19). Esse é sem dúvida um dever do educador, que precisa estar sempre atento nas necessidades de seus alunos. Tento a oportunidade de se manifestar quando há necessidades.

Cipriano Carlos Luckesi (2005), em seu artigo fala sobre a necessidade de se utilizar métodos que despertem nos alunos não só o lado cognitivo, mas sim outros, que são de grande importância na formação de seres humanos. “Necessitamos, como educadores e educadoras, de estarmos atentos tanto à afetividade quanto à cognição, assim como quanto à psicomotricidade de nossos educandos. Nenhuma faceta é mais importante do que a outra. Todas são fundamentais, porque constituem o ser humano.”

Portanto, é necessário que os professores saibam atuar de forma adequada na reeducação psicomotora, e caso não haja conhecimento na área, é interessante e muito importante que se busque ajuda, seja de uma psicopedagoga ou de uma psicomotricista, para conseguir superar as dificuldades de aprendizagem e os distúrbios psicomotores existentes na criança.

Em muitas escolas se é conhecido a forma de divisão de alunos pelas dificuldades que estes possuem, no caso de uma criança com Síndrome de Down, ela deve ficar em sala de aula normal, a não ser que esta sala tenha um número reduzido de alunos e que em outro momento ela tenha um atendimento especial, pois se sabe que crianças com esse tipo de deficiência necessitam de atenção maior por parte do professor, e com as crianças com distúrbios psicomotores deve ser levado em conta à mesma consideração que se é levado no caso de uma criança com tal deficiência. A vista disso, uma criança com distúrbio precisa de um acompanhamento mais eficaz, principalmente crianças com hiperatividade.

Vemos a necessidade de uma qualificação para que os professores possam minimizar os problemas apresentados em sala de aula. E que estes possam descobrir a importância dessas práticas no desenvolvimento e aprendizagem de qualquer criança, principalmente naquelas que possuem dificuldades.

Há a necessidade de uma maior preparação por parte dos professores, os quais devem estar habilitados para assistir de maneira correta aos alunos, visando estabelecer uma reeducação psicomotora, para que a mesma possa utilizar seus conhecimentos para atender crianças que necessitam de acompanhamento, haja vista que, há um significativo número de crianças portadoras de distúrbios psicomotores.

8. CONCLUSÃO

Esse trabalho teve como intuito contribuir, na discussão e na resposta de como é importante o conhecimento em psicomotricidade, no processo ensino aprendizagem do educando, em suas diversas áreas de atuação, visto ser de vital importância para todos os seres humanos.

A Psicomotricidade Humana compreende o homem em todas as suas dimensões pois não se restringe somente aos aspectos relacionados com o movimento “físico”, mas sim compreendê-lo na sua plenitude, a partir da própria expressão humana. Neste sentido, as práticas corporais da Educação Física emergem inaugurando uma nova era, reconhecendo a necessidade de um postulado científico que contemple uma infinidade de variações possíveis que o homem há de desenvolver no trato com os objetos que os rodeiam.

Logo o papel do professor não é ser apenas um reprodutor do conhecimento e das aprendizagens mecânicas, mas sim um facilitador que dá possibilidades ao aluno que ainda não faz sozinho devido as suas limitações, respeitando sempre sua individualidade.

A orientação de um professor pode fazer o aluno sentir-se valorizado ou diminuído, dependendo do estado que se encontra sua autoestima. Daí a grande responsabilidade do educador, tem um papel essencial como emissor de informações, para os alunos e frequentemente deverá estimulá-lo a ampliar seu universo.

A educação deve então, comprometer-se com a formação do ser humano em termos não só da aquisição do conhecimento, mas também, do significado e das representações das situações com as quais ele se relaciona, deste modo estará melhorando a qualificação da própria educação nos seus objetivos e finalidades.    

Pode-se afirmar que a psicomotricidade possui impacto positivo no pensamento, no conhecimento e nos domínios cognitivos dos alunos. De tal forma que os professores também constatam essa importância da utilização da psicomotricidade em suas aulas para desenvolver com mais facilidade a aprendizagem dos seus alunos.

Confirma-se, assim, que a eficiência neuropsicomotora define em grande medida o potencial de aprendizagem do sujeito, contribuindo para seu sucesso ou fracasso escolar. Essa era uma das percepções iniciais que orientaram e motivaram essa pesquisa.

Outra conclusão incontestável e também reveladora refere-se à fragilidade da formação de professores e de profissionais da Educação que estão no mercado e/ou ingressando nele. A eles falta, muitas vezes, conhecimento de base que lhes permitiria identificar de forma precoce, quando fosse o caso, carências ou dificuldades em seus alunos, as quais poderiam ser sanadas, muitas vezes, em parcerias profissionais.

Entende-se que essa preocupação deveria estar presente nos profissionais da Educação, confrontados todos os dias pelo aumento continuado dos casos de dificuldades de aprendizagem, diagnósticos de transtornos e mesmo evasão escolar. Essa é a realidade de muitas escolas públicas que possuem professores que não tem a capacidade de olhar para suas práticas pedagógicas e com isso culpam seus alunos pelos seus próprios erros.

E são incapazes de irem à busca de qualificação para poderem ministrar aulas que realmente contribuam para uma melhor educação aos seus alunos e não se importam com dificuldades que essas apresentam.

9. BIBLIOGRAFIA

AJURIAGUERRA, de Julian, Manual de Psicologia Infantil: Editora: Artes Medicas. 1986.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Educação física / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997.

CYPEL, Saul. A criança com déficit de atenção e hipertividade. 2ed. SãoPaulo: Lemos Editorial, 2003.

Campinas. SP. Autores Associados, 1997. Coleção Educação Física e Esporte.

DAMASCENO, Leonardo Graffius Natação, Psicomotricidade de Desenvolvimento.

ESTEVES, Acúrcio, LEITE, Disalda. Pedagogia do brincar: jogos, brinquedos e brincadeiras da cultura lúdica infantil. 2.ed. Salvador: Arte Contemp, 1995.

FONSECA, Victor da. Psicomotricidade. 2ed. São Paulo: Martins Fontes, 1988.

FERREIRA, Vanja, Educação Física Escolar – Desenvolvimento Habilidades: Editora: Sprint. 2006.

FILHO, P. G. A psicomotricidade relacional em Meio Aquático - Barueri, SP: Manole, 2003.

FONSECA, Victor da. Educação Especial. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.

GALLAHUE, D a vi d L; O ZM UN  John C .  Compreendendo   o desenvolvimento motor:  bebês, crianças, adolescentes e adultos. 2. ed. São Paulo: Phorte, 2005.

GAMA, Eliane Florencio et al. Influência da natação na percepção corporal. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v. 17, n. 2, 2009.

LEBOUCH, Jean. Educação Psicomotora na Idade Escolar.  SP: Artmed, 1987.

L. Staes e A. de Meurs. Psicomotricidade: Educação e Reprodução: Níveis Maternal   e Infantil. SP: Manole, 1989.

LEAL, Márcia Regina Mendes. A preparação física na dança. Rio de Janeiro: SPRINT, 1998.

MOREIRA, Linda. Os benefícios da natação infantil no processo de alfabetização. 2009

Mattos V & Kabarite, A - Avaliação Psicomotora – um olhar para além do desempenho,  Rio de Janeiro – WAK editora, 2013.

NETO, Francisco Rosa, Manual de avaliação motora, Porto Alegre: Editora Artmed, 2002.

WALLON, Henri. Do ato ao pensamento – ensaio de psicologia comparada.

WEBGRAFIA

SBP. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PSICOMOTRICIDADE. Disponível em: www.psicomotricidade.com.br. Acesso em: fevereiro 2003.

http://psicomotricidade.com.br/historico-da-psicomotricidade -Associação Brasileira de Psicomotricidade.

SAAVEDRA, José M. et al. A evolução da natação. Revista Digital, Buenos Aires, n. 66, p.1-14, nov. 2003.

Google Acadêmico:https://scholar.google.com.br. http://www.efdeportes.com/efd153/a-importancia-a-psicomotricidade-na-infancia.htm.

 

Roberto Freire Ferreira - Bacharel e Licenciado em Educação Física pela Universidade Salgado de Oliveira – Niterói-RJ.


Publicado por: ROBERTO FREIRE FERREIRA

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do site por meio do canal colaborativo Monografias. O Brasil Escola não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do autor. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.