MARKETING PESSOAL E O MERCADO DE TRABALHO: um estudo exploratório com egressos do curso de Administração

Comunicação e Marketing

Os conceitos de marketing, marketing pessoal, mercado de trabalho e a importância do marketing pessoal para a empregabilidade dos bacharéis em Administração.

índice

1. RESUMO

O mercado de trabalho tem sofrido constantes transformações e o profissional deve manter-se atualizado com o que está acontecendo à sua volta, diante disso, exige-se cada vez mais que os profissionais criem estratégias e métodos em que possam se sobressair em relação aos demais profissionais do mercado. Nesse contexto, o objetivo dessa pesquisa é mostrar a importância do marketing pessoal para a empregabilidade dos egressos do curso de bacharelado em Administração, cujo tema é tratado com base em uma revisão bibliográfica que trabalha três principais marcos teóricos: marketing, marketing pessoal e mercado de trabalho. Com base nesta contextualização, tem-se como problemática da pesquisa, qual é a importância do marketing pessoal para a empregabilidade dos egressos do curso de bacharelado em Administração? Sobre a metodologia utilizada pontua-se como uma pesquisa bibliográfica, pois foi realizado um embasamento teórico sobre marketing pessoal e mercado de trabalho, e foi realizado um estudo de caso embasado na aplicação de um questionário aos egressos do curso de bacharelado em Administração. Conclui-se que a pesquisa mostrou que é extremamente importante que os egressos do curso de bacharelado em Administração pratiquem o marketing pessoal para garantir a sua empregabilidade e criar sua marca própria e praticar o seu marketing pessoal para se diferenciar no mercado de trabalho.

Palavras-chave: Marketing Pessoal; Empregabilidade; Egressos;

ABSTRACT

The labor market has undergone constant changes and the professional must keep up with what is happening around him, in front of it, it is increasingly required that professionals create strategies and methods in which they can stand out in relation to the rest professionals. In this context, the objective of this research is to show the importance of personal marketing for the employability of graduates of the baccalaureate course in Administration, whose subject is treated based on a bibliographic review that works three main theoretical frameworks: marketing, personal marketing and marketing job. Based on this contextualization, one has as a research problem, what is the importance of personal marketing for the employability of graduates of the baccalaureate course in Administration? About the methodology used, it is analyzed as a bibliographical research, since a theoretical background was made on personal marketing and the labor market, and a case study based on the application of a questionnaire to the graduates of the baccalaureate course in Administration was carried out. It is concluded that the research showed that it is extremely important that the graduates of the baccalaureate course in Administration practice the marketing personnel to ensure their employability and create their own brand and practice their personal marketing to differentiate in the job market.

Keywords: Personal Marketing; Employability; Graduates;

2. INTRODUÇÃO

O mercado de trabalho tem sofrido constantes transformações e o profissional deve manter-se atualizado com tudo o que está acontecendo à sua volta, diante disso, exige-se cada vez mais que os profissionais criem estratégias e métodos para que possam se sobressair em relação aos demais profissionais do mercado. Neste contexto, entende-se que em qualquer meio de trabalho faz-se necessário se destacar em relação a sua atuação profissional, dessa forma, nota-se uma crescente utilização de uma área nomeada como marketing pessoal.

O marketing pessoal é uma área recente do marketing, a qual tem ganhado destaque devido ao cenário de empregabilidade emergente por parte dos profissionais e também movido por uma instabilidade econômica vivenciada nos últimos anos no Brasil. Sobre este enfoque econômico cabe ressaltar que o profissional se viu envolto em uma necessidade de constante atualização para se destacar no mercado de trabalho e garantir de certa forma a sua evolução profissional e pessoal, assim como de certa maneira, manter a sua qualidade de vida também.

Concernente a isso, o tema escolhido nesta pesquisa é “Marketing Pessoal e o Mercado de Trabalho: um estudo exploratório com egressos do curso de Administração”, cujo objetivo geral é mostrar a importância do marketing pessoal para a empregabilidade dos egressos do curso de bacharelado em Administração.

Sendo assim, a pesquisa tem como objetivos específicos: apresentar os conceitos teóricos do marketing pessoal; contextualizar o mercado de trabalho e a empregabilidade; apresentar a importância do marketing pessoal para a empregabilidade dos egressos do curso de bacharelado em Administração.

Esse estudo acadêmico versa a respeito do marketing pessoal, uma temática recente, mas ao mesmo instante presente quase que diariamente em tudo o que as pessoas fazem e em todos os lugares que elas frequentam. Trata-se de uma tática particular do indivíduo que aproxima e desenvolve contatos e relacionamentos vantajosos, isto é, networking, condição da ação pessoal e profissional para proporcionar a visibilidade necessária, disposições e capacidades que sejam reconhecidas pelos outros.

Já na perspectiva de Abreu e Baldanza (2003), sobre a visibilidade cabe salientar que não é viável comparar as pessoas como uma simples embalagem em que podem ser “moldadas” e “vendidas”, apesar dos indivíduos estarem expostos no mercado. A importância da utilização do marketing pessoal no cotidiano tem-se em vista que se percebe cada vez mais a necessidade de introduzi-lo de forma adequada e competente no dia a dia dos indivíduos, de forma a auxiliá-los numa sociedade que se encontra cada vez mais competitiva.

Para Minarelli (2001, p.28),

"[...] a rede de relacionamentos também é multifuncional, pois oferece proteção, descanso, captação, distribuição e integração". Porém, uma rede de relacionamentos não serve, apenas, para garantir novas e melhores oportunidades. Ela funciona, também, como um meio preciso de se obter informações de ponta, além de ser uma significativa forma de divulgação frente ao mercado de trabalho. Fazer networking é, principalmente, cultivar relacionamentos. E isso se faz com pequenas ações - um telefonema, um fax, um almoço, uma carta de agradecimento - aliadas à intenção de compartilhar recursos.

As redes de relacionamentos versam em multiplicar as possibilidades, oferecendo e ganhando informação, conhecimento e oportunidades, podendo ser descritas com base no conceito de sinergia em que o todo é maior que a suma das partes. Fazer networking é, principalmente, adquirir a cultura de relacionamentos. E isso se faz com pequenas ações - um telefonema, um fax, um almoço, uma mensagem de agradecimento - atreladas à intenção de compartilhar soluções, e assim vão tecendo redes de relacionamentos e criando uma marca própria do indivíduo.

Neste contexto, a escolha do tema se tornou relevante tendo em vista que os egressos do curso de bacharelado em Administração precisam saber colocar em prática todos os seus conhecimentos adquiridos ao longo do tempo e continuar melhorando profissionalmente, e isto é possível por meio da sua manutenção no mercado de trabalho. Com isso, as instituições de ensino superior precisam formar profissionais que apresentem uma boa relação interpessoal no ambiente de trabalho e que saibam demonstrar todos os seus conhecimentos adquiridos ao longo do tempo que estiveram na faculdade. Assim sendo, saber colocar em prática o marketing pessoal se torna o grande diferencial em relação aos demais profissionais do mercado.

Com base nesta contextualização, tem-se como problemática da pesquisa: “Qual é a importância do marketing pessoal para a empregabilidade dos egressos do curso de bacharelado em Administração?”

Considera-se como hipótese da pesquisa que os egressos necessitam das práticas de marketing pessoal para a sua empregabilidade e assim obter sucesso em sua carreira dentro de um mercado de trabalho bastante competitivo.

Sobre a metodologia utilizada nessa pesquisa, pontua-se como uma pesquisa bibliográfica, pois foi realizado um embasamento teórico sobre marketing pessoal e mercado de trabalho. Quanto ao objetivo do estudo é classificado como exploratório, pois analisa como os egressos utilizam o marketing pessoal para manterem-se empregáveis. Sabe-se que a pesquisa exploratória está destinada a aumentar o conhecimento de um fenômeno, que depois, deve ser pesquisado com maiores detalhes. Portanto, o presente estudo está delineado como experimental, pois foi feita uma pesquisa com aplicação de questionário enviado por meio eletrônico aos egressos do curso de Administração.

Esta pesquisa foi estruturada em cinco capítulos, cujo primeiro capítulo refere-se à introdução, a qual aponta o problema de pesquisa, a hipótese, os objetivos, a delimitação e a justificativa do estudo. No segundo capítulo, descreve-se o marco teórico do trabalho, no qual se expõe os conceitos de marketing, marketing pessoal e mercado de trabalho. No terceiro capítulo, expõe-se o percurso metodológico desse estudo, citando o tipo de pesquisa, objetivo e delimitação do estudo, abordagem do problema e as respectivas fontes de coleta de dados. No quarto capítulo são apresentadas as informações sobre o curso de Administração e a instituição pesquisada, e os resultados da pesquisa com os egressos deste curso, visando identificar a importância do marketing pessoal para a empregabilidade dos bacharéis em Administração. E, no quinto e último capítulo tece-se as considerações finais do trabalho, os principais resultados, as limitações e sugestões para futuras pesquisas.

3. MARCOS TEÓRICOS DA PESQUISA

Este capítulo é composto pelo referencial teórico, o qual aborda as questões relevantes sobre conceitos de marketing e marketing pessoal. Inicia-se pelos conceitos do termo marketing, logo após é analisado como o tema surgiu no Brasil e sua evolução histórica.

3.1. MARKETING

Quanto à sua definição, a Associação Americana de Marketing (AMA, 2013) define o marketing, no sentido lato, como sendo as “atividades, grupo de instituições e processos com o objetivo de desenvolver, comunicar e transacionar ofertas que se traduzem em valor para clientes, parceiros e sociedade em geral”. A comunicação de ofertas traduzidas em valor para os clientes, parceiros e sociedade em geral cada vez mais faz com que suas marcas sejam reconhecidas e seus clientes adquiram ainda mais seus produtos e serviços.

Já na perspectiva de Kotler e Armstrong (2015), o marketing é entendido como um processo administrativo e social, pelo qual indivíduos e as organizações obtêm o que necessitam e desejam por meio da criação e troca de valor com os outros. Em um contexto mais específico dos negócios, o marketing implica construir relacionamentos lucrativos e de valor com os clientes. Assim, estes autores referem-se ao marketing como um processo pelo qual as empresas criam valor para os clientes e constroem fortes relacionamentos com eles para capturar valor deles em troca.

Partindo deste pressuposto, cabe ressaltar que também o “marketing teve seu princípio a partir da procura do homem pela concretização da sua primeira troca, a primeira intenção comercial, tendo como cenário os Estados Unidos. Sua essência é, contudo, ‘a relação de troca’ transformada ao longo dos anos” (KOTLER, 1998 apud LIMA, 2008, p.11).

É oportuno pontuar que a expressão anglo-saxônica marketing deriva do latim “mercare”, que definia o ato de comercializar produtos na antiga Roma. Enquanto tudo o que se produzia era vendido, ou melhor, era comprado, não havia a necessidade de um esforço adicional de vendas e, portanto, o marketing era desnecessário. A partir do capitalismo vivenciado a partir dos EUA na década de 1940, ninguém conseguiu deixar de lado a ideia de que o marketing era importante para as relações de troca e os negócios.

Historicamente o marketing,

[...] é utilizado há bastante tempo na sociedade, mesmo que de forma inconsciente, desde o tempo em que o homem vivia da caça e da pesca. Com a evolução e os avanços tecnológicos, o Marketing surge nos anos 50, no mercado, visando à satisfação do cliente e o entendimento do significado dos produtos para melhor atendê-los. Assim, o seu conceito só aparece a partir do século XX, exatamente nos anos 60, como “estilo de vida”, o marketing associado aos múltiplos interesses de grupos de consumo. O marketing é fruto de uma sociedade completamente consumista, fomentado pelo desenvolvimento de um sistema capitalista de produção. Com o pensamento capitalista, surge a modernização que trouxe as mudanças econômicas, políticas e sociais onde estava sendo modificada toda a visão da sociedade em relação à produção e à administração em pequena escala (ABREU, 2003 apud SILVA, 2008, p.12).

Então, a partir da constante relação de troca transformada ao longo dos anos e sua essência faz surgir o marketing apresentando como fim a busca do indivíduo pela consolidação da sua primeira troca, a primeira intenção comercial.

Por outro lado, é importante expor que, de acordo com Bartels apud LIMA (2008, p.11),

[...] o desenvolvimento do pensamento de marketing dá-se a partir do início do século XX, tendo em vista os problemas da distribuição de mercadorias. A partir dos anos 10-20, com o crescimento industrial e aparecimento das grandes organizações, o campo de marketing desenvolveu-se ainda mais, e seus conceitos básicos cristalizaram-se. As décadas seguintes levaram à integração dos conceitos, seu desenvolvimento, reavaliação, bem como a socialização.

Logo, a partir do desenvolvimento do pensamento de marketing, tendo em vista os problemas da distribuição de mercadorias, esse campo desenvolveu-se ainda mais com o crescimento das indústrias e o aparecimento das grandes corporações e seus conceitos fundamentais se cristalizaram. Então, as décadas a seguir levaram à integração dos conceitos, seu desenvolvimento, reavaliação, bem como a sua socialização.

Dentro desta perspectiva, Lima (2008, p.11) afirma que segundo Kotler (1998),

[...] o marketing foi introduzido na sociedade com o nome de mercadologia, e foi substituído ao longo do tempo pelo termo marketing, que é reconhecido mundialmente. Sua história é ligada à humanidade e sua evolução, portanto, tem sofrido transformações cada vez mais rápidas, modificando conceitos, valores, crenças e reformulando os paradigmas no que se refere ao modo de produção e às relações de troca.

Ainda no texto de Lima (2008, p.11) pode-se observar que Kotler (1998, p.55) afirma que, dessa forma, o marketing pode ser definido,

[...] como um processo de: análise, planejamento, implementação e controle de programas, cuidadosamente formulados que visam proporcionar trocas voluntárias de valores ou utilidades com mercados-alvo, com o propósito de realizar os objetivos organizacionais e atender satisfatoriamente as necessidades e os desejos dos clientes.

Com base nesses autores, o marketing pode ser definido por meio de quatro processos que, cuidadosamente formulados, tendem a proporcionar troca de valores ou utilidades com mercados-alvo, conseguindo atender as necessidades e os desejos dos clientes nos quais eles sentem-se satisfeitos.

Permanece enfatizado por Lima (2008) um estudo em que Cobra (1992) afirma que quando o mercado não consegue absorver os produtos e há um excedente e quando o esforço de venda não dá conta de colocar tais produtos no mercado, surge à preocupação com o cliente, ou seja, com o marketing. Sendo assim, o marketing integrou-se em passo acelerado na sociedade brasileira, sobretudo, pela preocupação com o cliente que ao tornar-se encantado adquire o produto ou o serviço como o ideal para atender seus desejos e necessidades.

Em outro sentido, de acordo com Kotler (1998, p.26),

[...] marketing é um processo social e gerencial pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam por meio da criação, oferta e troca de produtos de valor com outros. Nesse sentido, analisando os conceitos mencionados infere-se que o objetivo do marketing é conhecer e compreender o cliente muito bem, de modo que o produto, serviço ou pessoa – marketing pessoal, se ajuste e se venda por si próprio.

Ainda que o marketing seja um processo social e gerencial em que os indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam por meio da criação, oferta e troca de produtos de valor com outros, diante análise dos conceitos mencionados, entende-se que o intuito do marketing é conhecer e compreender o cliente muito bem, de maneira que o produto, serviço (ou pessoa – marketing pessoal) se ajuste e se venda por si próprio.

Diante das transformações e com o foco ainda que na competitividade mercadológica, o marketing passa a existir como forma de atualizar e dar valor às habilidades e capacidades do homem.

3.1.1. AS ESCOLAS PIONEIRAS

A pioneira Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas, em 1954, introduziu o conceito de marketing o nomeando como “mercadologia”. Com o passar dos anos, no entanto, a palavra em inglês ganhou força e a própria EAESP acabou abandonando o neologismo e adotou o termo inglês para a disciplina que estuda as complexas relações entre consumidores e produtores de bens e serviços. Isso aconteceu no final dos anos 90 ou 80, e acompanhado da FEA/USP, a EAESP-FGV aportuguesou a expressão. No Brasil da década de 1950 não havia ainda profissionais de marketing, e então os responsáveis por vendas faziam parte dos departamentos comerciais das empresas. Somente após a criação da EAESP da Fundação Getúlio Vargas, e com esforços de duas outras escolas também pioneiras, a Escola Superior de Propaganda, hoje ESPM, Escola Superior de Propaganda e Marketing, e a Escola Superior de Negócios do Padre Sabóia, é que as funções de pesquisa de mercado e gerência de produtos começam a ser valorizadas, deixando de serem apenas temas importantes nos currículos acadêmicos e ganhando status de gerência nas organizações industriais e comerciais.

3.1.2. AS EMPRESAS PIONEIRAS

Do lado empresarial, algumas empresas multinacionais como a Gessy, denominada a partir da década de 1950, Gessy-Lever, a Refinações de Milho Brasil, a Johnson & Johnson, a Kibon e algumas outras começam a introduzir em seus organogramas a função de gerente de produto. A expressão marketing já era de uso dessas empresas, mas o acesso aos organogramas somente aconteceu a partir dos anos 1960, mesmo assim, ainda como função de staff.

O todo poderoso do mercado ainda era o gerente comercial. Mas os anos 1970 foram marcantes para o marketing brasileiro e os profissionais formados pela EAESP-FGV começaram a assumir pontos de mando na área de marketing na Hublein, na Souza Cruz, na Kibon, na Lever, na J&J, nas Refinações de Milho Brasil e outras empresas pioneiras na implantação da Administração de Marketing.

3.1.3. A ADOÇÃO DO CONCEITO DE MARKETING NO BRASIL

Com a maior projeção da ESPM que antes abrigava, sobretudo, profissionais da área de propaganda com a força da EAESP e da FEA da USP, é que o marketing no Brasil ganha expressão. Hoje, na presidência das principais empresas que atuam no Brasil, estão profissionais formados em administração de empresas com carreira em marketing.

Surgiram, então, os professores pioneiros como Polia Lerner Hamburger, Orlando Figueiredo, Raimar Richaers, Haroldo Bariani, Affonso Cavalcanti de Albuquerque Arantes, Alberto de Oliveira Lima, Gustavo de Sá e Silva e Bruno Guerreiro (que deixou de ser locutor do Repórter Esso para seguir a carreira acadêmica), pelo lado da EAESP da FGV; a Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP contou com Dílson Gabriel dos Santos, Marcos Campomar, Alexandre Berendt, Geraldo Luciano Toledo e, ainda, Roberto Dualibi, Otto Scherb, José Roberto Witaker Penteado, entre outros, capitaneados na ESP pelo professor Francisco Gracioso.

É sobretudo graças ao esforço dessa plêiade de professores missionários, os lembrados e tantos outros, que o marketing no Brasil é o que é hoje. O marketing deixou de ser tabu e chegou a uma multiplicidade de áreas – sociais, políticas, religiosas, de saúde, de cultura, de esportes – enfim, até onde a criatividade permite. Concluindo, o marketing no Brasil ganhou força e expressão, mas ainda é um assunto de predomínio de literatura norte-americana, inclusive o maior autor da área, Philip Kotler, é um dos responsáveis por tal reconhecimento.

Com o passar dos anos o marketing foi obtendo reconhecimento e expandindo seu campo de abrangência, chegando até o campo pessoal dos profissionais, conhecido como marketing pessoal, o qual segue explicado a seguir.

3.2. MARKETING PESSOAL

Barbosa (2013, p. 27) define marketing pessoal como “uma estratégia individual para atrair, desenvolver, fidelizar contatos e relacionamentos que nos projetam do ponto de vista pessoal e profissional”. Já Kotler e Armstrong (2015) referem-se ao termo marketing de pessoas (em vez de marketing pessoal) definindo-o como as atividades realizadas para criar, manter ou modificar atitudes ou comportamentos relativamente a determinadas pessoas.

Dentro desta perspectiva Peters (2000, p.75) salienta que, é preciso ter a noção de que “você é um produto no mercado de trabalho e deve crer nisso, caso não quiser ficar encalhado na prateleira”, ou seja, se não se enxergar como um produto, dificilmente se conseguirá um emprego onde se consiga aplicar o que tem de melhor e no qual encontre uma fonte permanente de aprendizado. Para o mundo de marketing, se adequar como um produto é questão apenas de percepção empresarial.

O conceito do marketing não é exclusividade somente das organizações, mas também às pessoas que esperam revelar-se como valiosas no mercado profissional, por meio da exposição e do reconhecimento de suas habilidades profissionais e pessoais. De tal modo, surge o marketing pessoal, foco deste estudo, bem como atribuímos esforços pessoais para conquistar mercados e gravar a própria ‘marca’ como profissional de sucesso.

De acordo com Santos (2002, p.8), “o marketing pessoal é um conceito novo e que, equivocadamente, vem sendo deturpado e muitas vezes confundido com ações de melhoria de apresentação pessoal”.

Ainda defende, por meio das opiniões de Ballback e Slater, (2000) que o difícil não é criar um marketing pessoal e sim, mantê-lo. Desse modo, até pode ser que você seja o profissional mais perfeito da empresa, apresente total confiança por parte dos seus gestores e faça bom uso do seu marketing pessoal, porém, deve sempre ser sem enganações ou tentando ganhar proveito sobre os colegas.

Hoje em dia, as empresas dão mais importância a profissionais que saibam ser humildes, que alcançam melhores resultados sempre trabalhando em equipe e não de forma isolada, que reconhecem seus erros sempre que necessário sem colocar a responsabilidade em nenhuma pessoa da equipe. Isso, sem dúvida, só acarretará em pontos positivos a seu favor.

O alcance do sucesso em atividades pessoais e profissionais só é possível por meio da prática do marketing pessoal, demonstrando as características e capacidades do indivíduo em atender as necessidades de um determinado segmento de mercado. Marketing pessoal então começa a ser interpretado como o que você proporciona como profissional.

Dentro desta perspectiva, Carvalhal (2005, p.113), citado por Silva (2008, p.13), determina que “[...] o marketing é uma ciência ou técnica que permite o planejamento de uma clínica ou consultório de forma que as formas ambientais possam contribuir para o atingimento do objetivo desejado”.

A tarefa de criar, promover e municiar bens e serviços a clientes, podendo ser pessoas físicas ou ainda pessoas jurídicas, é forma de como o marketing pode ser abordado. Os profissionais de marketing se envolvem em diferentes tipos de marketing, desde bens a informações e opiniões.

De acordo com Silva (2008, p.16), o marketing pessoal se difere do marketing, pelo simples fato de que o primeiro se preocupa com o indivíduo, um produto vendável no competitivo mercado de trabalho, tornando-se diferencial entre os demais e o segundo é considerado como uma ciência ou técnica, um conjunto que abrange todas as facetas mercadológicas.

Segundo Carvalhal (2005, p.114):

[“...”] marketing pessoal foca o indivíduo, um produto comercial no competitivo mercado de trabalho, comprável, entre outras características, pela sua capacidade de resolver os problemas inerentes a uma organização. O Marketing Pessoal envolve direta e cabalmente o elemento humano. O homem é o foco. E criador e criatura. Ele é seu próprio produto. Vende-se a si mesmo. Para isso, lança um olhar para dentro de si e abstrai dele mesmo um ator que vai representar o seu papel no mundo do trabalho. Mas, para isso, a pessoa lança de todos os lícitos artifícios, objetivando vender e sustentar sua aceitação pelo grupo profissional, grupo familiar, grupo escolar, dentre outros.

Pode ser ponderado dentro desta explicação que o marketing pessoal é diferente do marketing, uma vez que o primeiro se atenta com o indivíduo, um produto vendável no competitivo mercado de trabalho, tornando-o diferente dos demais. Logo, o segundo é avaliado como uma ciência ou técnica, constituindo em um conjunto que compreende todas as facetas mercadológicas.

Em vista disso, o marketing pessoal tem como foco o próprio indivíduo, um produto comercial no concorrido mercado de trabalho, comprável, entre outras características e, pela sua habilidade em solucionar os problemas inerentes a uma organização. Ele é o foco tornando-se o seu próprio produto e, acima de tudo comercializando-se a si mesmo. No entanto, para que isso ocorra, deve-se lançar de toda sua astúcia, apresentando como finalidade vender-se e sustentar sua aceitação pelo grupo profissional, grupo familiar, grupo acadêmico, entre outros.

3.2.1. PERSONAL BRANDING

De acordo com Ritossa (2012, p. 18), nossa primeira analogia com o mundo comercial refere-se às estratégias de branding, ou construção de marcas. Já na perspectiva de Kotler & Armstrong (2015), a marca de um produto não é somente um nome ou um símbolo. Ela representa percepções e sentimentos na mente do consumidor-alvo.

Persona (2008) salienta ainda que, mesmo que não estejamos cientes, ao longo dos anos nossa forma de agir cria uma impressão nas pessoas. Essa impressão pode ser traduzida como a nossa marca pessoal ou, em outras palavras, aquilo que os outros pensam sobre nós.

A esse respeito Kaputa (2006) afirma que da mesma forma que a marca de um produto pode – ou não – estar associada a algum benefício desejável ou experiência memorável do consumidor, o mesmo acontece com o sentimento que nossa marca pessoal desperta nos ambientes em que interagimos. Estamos suscetíveis a não deixar uma boa impressão nas pessoas porque somos percebidos e avaliados não só pelo nosso nome e identidade, mas por tudo o que fazemos para nos diferenciarmos e nos promovermos, desde que nosso desempenho e habilidades sejam compatíveis com a imagem favorável que pretendemos criar a nosso respeito.

Arruda (2003) também define personal branding como um meio de clarificar e comunicar o que torna a pessoa diferente, usando essas qualidades para conduzir a sua carreira e, com isso destacar-se no mercado de trabalho.

Ter a sua própria marca pessoal torna para o indivíduo a procura de emprego diferente dos demais e ao demonstrar isso ao (s) recrutador (es) o faz sair na frente dos demais candidatos, conseguindo assim fazer com que ele seja escolhido por ter algo que os demais não têm.

Portanto, para que a procura de emprego ocorra com maior eficiência e eficácia que necessita, a comunicação é a chave primordial na procura de emprego. Se você não se comunicar ou se mostrar não será visto e nem lembrado, com isso ficar quieto, sem comunicar a que veio, não conseguirá emprego nenhum.

3.3. MERCADO DE TRABALHO

A partir da representação do trabalho para o ser humano indo além da obtenção da renda indispensável para a sua sobrevivência, nossa sociedade progrediu bastante. Durante o desenvolvimento da humanidade, o significado cultural do trabalho sofreu muitas transformações. Nas culturas antigas o trabalho era dividido em dois grupos: o trabalho intelectual que era executado exclusivamente pela elite da sociedade e o trabalho braçal destinado aos camponeses e prisioneiros de guerra que eram tornados escravos de seus captores, considerado inferior visto à necessidade de força física para executá-lo. (ORNELLAS & MONTEIRO, 2005, p.218-219)

A globalização da economia é responsável por grandes mudanças no estilo de vida das pessoas e das empresas. Ela unificou os mercados, aproximou países e culturas, e difundiu informações em nível mundial. Asseguram Goulart e Guimarães (2010, p.18) que, de uma maneira geral, pode-se afirmar que a globalização da economia “teve início com o processo de internacionalização do capital, no fim do século XIX, mas seu maior impulso ocorreu no término da Segunda Guerra Mundial, época em que as empresas multinacionais ganharam importância, integrando o mundo em uma nova rede de relações”. O toyotismo era antagônico ao modelo fordista e taylorista no processo produtivo, pois se baseava na produção enxuta, sem formação de estoques, com baixos custos e em pequenas quantidades. Afirmam Goulart e Guimarães (2010, p.20) que, “o modelo de produção racional toyotista espalhou-se rapidamente pelo mundo entre as grandes empresas multinacionais”.

Para Ornellas e Monteiro (2005), merecem destaque duas épocas históricas em que a definição do papel do trabalhador passou por mudanças: a Era da Qualidade (1970 a 1989), caracterizada pela conscientização e exigência dos consumidores referente à qualidade dos produtos consumidos; e a Era da Competitividade (a partir de 1990), em que as empresas buscam a satisfação total de seu cliente como consequência da grande concorrência proporcionada pela globalização. Os autores apontam tais eras como responsáveis pela solidificação dos conceitos trazidos pelo toyotismo às grandes empresas multinacionais.

Ressalta completando essa ideia Rosa (2003, p.4) dizendo que, após a década de 1990, “o destino do homem é seguir na busca da autonomia do pensamento: analisar, processar e recriar informações voltadas para as suas possibilidades de desenvolvimento, com vistas na responsabilidade pelos resultados de suas ações”. As eras da qualidade e da competitividade eram responsáveis pela solidificação dos conceitos originados pelo toyotismo às grandes empresas multinacionais, no qual o papel do trabalhador passou por transformações.

Com o crescimento das empresas e o aumento de sua complexidade, outras características precisaram ser incluídas no perfil desejado de um administrador. A velocidade das mudanças no mercado de trabalho atual exige profissionais com características flexíveis, que consigam adaptar-se facilmente às modificações tecnológicas constantes, sendo o processo de aprendizagem praticamente permanente (FALCÃO; KANESIRO; NEVES, 2003).

Como é possível perceber, uma série de atributos é exigida do administrador para a gestão no contexto contemporâneo. Ruas (2000, p.6) defende que o desenvolvimento de tais atributos deva ser feito de maneira coletiva, não individual. Segundo o autor, o desenvolvimento das capacidades individuais é importante, porém, não deve ser o único explorado pela empresa. Para ele, o desenvolvimento das capacidades dos grupos de trabalho poderá trazer maiores benefícios para a organização, visto que tal método beneficiará principalmente o gestor.

3.3.1. A INSERÇÃO PROFISSIONAL DOS EGRESSOS DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

Em um mercado de trabalho em que as constantes mudanças e oportunidades de emprego se multiplicam, a inserção profissional dos egressos do curso de Administração, torna-se um desafio para esse público, pois muitos ainda, estão saindo da graduação e encontram-se disponíveis no mercado de trabalho em busca de uma oportunidade de colocação profissional, prejudicados por estes possuir os pré-requisitos estabelecidos pelas empresas contratantes, mas pouca ou quase nenhuma experiência.

Como forma de conceituar o termo inserção profissional, segue abaixo o que é exposto a respeito do termo, de acordo com Frazoi (2001, p.163):

O termo inserção profissional refere-se ao processo de valorização e legitimação dos saberes e dos diferentes atributos dos indivíduos que se dá entre a formação e o trabalho, construído pelos atores envolvidos em um ou outro campo de atuação.

A inserção, ainda, segundo Franzoi (2011) pode ser entendida como um campo limitado: de um lado, pelo sistema educacional e de outro, pelo sistema produtivo, no qual se caracteriza uma relação concomitante de interdependência e autonomia entre esses dois sistemas. A relação de autonomia deriva do fato de o sistema educacional não ter como único objetivo a formação de mão-de-obra, assim como o sistema produtivo não existe tão somente para integrar os egressos do sistema educativo. A interdependência, por outro lado, se dá pela necessária ligação, em maior ou menor grau, entre os dois sistemas.

De acordo com Silva (2009), é possível a distinção do tema inserção sob dois panoramas de pesquisa. O primeiro consiste em uma análise interna do sistema educacional, no qual se investiga a trajetória dos alunos, abordando questões sociais, como desigualdade - social e escolar – mobilidade e estratificação social. Ou seja, fatores anteriores ao efetivo ingresso no ensino superior são levados em conta nessa análise, visto que impactam nesse processo. O segundo tipo de abordagem centra seu interesse nas saídas do sistema educativo e o ingresso no mercado de trabalho, ou seja, desconsiderando as questões sociais e da trajetória vivenciada nas etapas anteriores.

Entretanto, segundo Silva (2009), o termo inserção profissional surge em substituição à expressão “entrada na vida ativa”, caracterizado pelo momento em que o jovem efetivamente ingressa no mercado de trabalho, passando a ocupar uma posição. Outrossim, o autor ressalta que a inserção transcende a esfera econômica, passando a interessar as áreas políticas e científicas, nesta última através do fomento à pesquisa, dada a sua característica de tema recente neste âmbito.

Neste sentido, e conforme refere Alves (2008, p.157), “um processo de inserção profissional não diz respeito apenas aos diplomados, mas envolve um conjunto de atores que engloba os empregadores, os agentes e estruturas que intervêm na interação com os diplomados e o mundo do trabalho e as próprias instituições de ensino superior”.

Dessa forma, as próprias instituições de ensino superior devem se envolver diretamente na inserção de profissionais no mercado de trabalho, não dependo apenas do egresso que sai da graduação com o diploma na mão.

O diploma de ensino superior não é uma garantia de que logo entrará no mercado de trabalho, pode até ser que seja, mas existe todo um conjunto de fatores por trás que são importantes neste processo. Como, por exemplo, sua rede de relacionamentos (networking), o que ele aprendeu no tempo que esteve na graduação e, como ele irá aplicar na empresa que almeja ingressar. Por fim, todos esses fatores mencionados são determinantes para que o egresso se mantenha ou não empregado.

3.3.2. EMPREGABILIDADE

Ainda que tenhamos escutado inúmeras vezes a palavra empregabilidade, nós não compreendemos o que ela realmente significa. Conforme refere Silva et.al. (2016, p.3) no senso comum, costuma-se associá-la apenas às características que tornam alguém apto a assumir um novo emprego, inserindo-se, assim, no mercado de trabalho. Esse raciocínio não está errado, mas empregabilidade não se resume a apenas isso.

Lena (2010, p.35) conceitua empregabilidade como “a capacidade do indivíduo de conseguir novas oportunidades de emprego, manter-se empregado e também de conseguir promoções, por meio de seus conhecimentos, habilidades e atitudes”. Ou seja, a empregabilidade é importante desde a busca por uma posição no mercado de trabalho e deve ser levada em consideração durante toda a carreira de um indivíduo.

Portanto, o autor ressalta que para ser um forte concorrente às melhores vagas que o mercado oferece, as empresas exigem que o profissional solucione com rapidez e de modo economicamente sustentável problemas cada vez mais complexos e específicos. Para isso, ele precisa estar apto, de acordo com suas características técnicas, gerenciais, intelectuais, humanas e sociais.

Dentro desta perspectiva Orlickas (2012), traz ainda que o mercado atual busca profissionais com formações mais generalistas, pois, desse modo, eles apresentam competências mais amplas e múltiplas, possibilitando que atuem em diversas ocupações e em diferentes áreas, desenvolvendo autonomia e autoestima. Podemos perceber, então, que a carreira passou a ser responsabilidade do próprio profissional, que é quem a desenvolve, e não da organização. É por esse motivo que as empresas buscam, para compor sua equipe, profissionais com habilidades variadas e com iniciativa para investir na carreira.

Para Silva et.al. (2016, p.4) essa nova perspectiva pode gerar ônus para o profissional que deve planejar a sua carreira e arcar com os custos para investir em si mesmo. As empresas, por sua vez, podem desfazer sistemas inteiros criados para o desenvolvimento de seus talentos, o que diminui despesas.

No entanto, vale ressaltar que ainda é de extrema importância para as instituições manter programas de desenvolvimento profissional que atendam aos interesses de ambas as partes: do empregado, que se mantém atualizado e motivado; da organização, que diminui a rotatividade e garante a continuidade do conjunto cultural da empresa.

Sendo assim, sempre surgirão ocupações para grandes talentos. As empresas necessitam dos talentos para o bom funcionamento dos seus processos.

3.3.3. AS REDES SOCIAIS ONLINE

As redes sociais são a mais nova forma de se conseguir entrar no mercado de trabalho. Benson et al. (2014) realçam que para além do papel de socialização, as redes sociais online têm grande impacto nas relações profissionais.

Segundo Labrecque et al. (2011), a web tornou-se a plataforma perfeita para o desenvolvimento da personal branding, mas advertem que não se consegue um controle total na net, pois os outros também colaboram, direta ou indiretamente, para a construção da marca pessoal quando, por exemplo, colocam fotografias ou comentários referentes.

Em um estudo divulgado por Gomes (2011) sobre o recrutamento nas redes sociais, concluiu-se que os gestores de recursos humanos recorrem às mesmas para ver o perfil dos candidatos, constituindo-se este procedimento como uma parte da análise curricular, corroborando a importância da informação e imagem veiculada nesses espaços.

Neste sentido, a divulgação em redes sociais dos candidatos para concorrer a uma vaga de emprego em determinadas empresas são monitoradas pelos gestores de recursos humanos, ou seja, no estudo de Gomes (2011), ele salienta que tudo que é divulgado nessas mídias é analisado e observado pelos gestores de RH, fazendo com que postagens positivas trazem pontos positivos na hora de selecionar candidatos para assumir cargos em suas empresas, e assim suas imagens não são arranhadas ou manchadas, por outro lado, postagens negativas afastam a possibilidade de os gestores selecionarem tais candidatos a assumir cargos nas empresas.

3.4. A UTILIZAÇÃO DO MARKETING PESSOAL

Dentro desta perspectiva Peters (2000), citado por Lima (2008, p.23-24) destaca que mais uma prática do marketing pessoal relaciona-se ao networking, ou seja, a rede de relacionamentos. O seu princípio é básico, entende em saber cultivar relacionamentos antevendo as chances de as oportunidades aparecerem.

Neste contexto Minarelli (2001, p. 16) especifica networking como um “conjunto de técnicas e atitudes cuja aplicação requer um comportamento natural de solidariedade e de ajuda recíproca de todos aqueles que tomam consciência de que estamos em permanente interdependência nas redes de relacionamentos – grupo, sociedade ou humanidade”.

De acordo com Peters (2000), outro ponto importante em relação à carreira é a opção por empresas de grande porte de preferência multinacionais. Essas empresas, em geral, não são as que oferecem, inicialmente, os melhores salários e, sim, investem muito em capital intelectual, aproveitando ao máximo os cursos, treinamentos e, principalmente, a oportunidade para expandir a sua rede pessoal de contatos.

Lima (2008, p. 25) ressalta ainda que, de acordo com Santos (2002), o networking é vital no decorrer de toda uma carreira. Um bom começo seria um estágio nessas grandes organizações.

Portanto, é importante ressaltar que a rede de relacionamentos necessita da compreensão e da inteligência do indivíduo em adquirir a cultura de manter relacionamentos, acelerando as chances de as oportunidades aparecerem. Isso não significa que você só precisa fazer contatos na hora em que visar uma nova oportunidade de recolocação no mercado de trabalho, um erro cometido por muitas pessoas, pois, isso precisa ser feito a todo o tempo. Proporcionar networking é fundamental no transcorrer de toda uma carreira.

Cabe ressaltar que os estudantes das universidades precisam se atentar com o seu marketing pessoal desde cedo, relacionando-se bem no grupo acadêmico, tanto com os colegas bem como com os professores. Fugir da divisão de amizades por grupos sociais de faixas etárias idênticas com a sua e “panelinhas” é essencial. O professor é fundamental bem como seu principal facilitador da carreira profissional que deve ser aceito como um instrutor e necessita cultivar bom relacionamento com todos os alunos.

Segundo Peters (2000) as redes de relacionamentos, ou seja, aqueles nossos contatos que podem nos manter informados, que abrem oportunidades a termos acesso rápido a possíveis soluções, são o ponto de partida para a multiplicação das possibilidades, dando e recebendo informação, conhecimento e credibilidade, podendo ser descritos com base no antigo conceito de sinergia em que o todo é maior que a soma das partes.

Van Hoye et al. (2009) valorizam o networking como um método de sucesso no contexto da procura de emprego, quer através de relações interpessoais, quer por meio eletrônico. Todavia, os autores advertem que apesar de a rede ser normalmente recomendada como uma estratégia de procura de emprego, a investigação sobre as redes como um comportamento de procura de emprego ainda é escassa.

Pelo estudo de Wanberg et al. (2005), concluiu-se que, apesar de métodos de procura de emprego como verificação de anúncios na imprensa e recurso à internet serem mais recorrentes numa fase inicial, há uma tendência para diminuir o recurso a esses métodos formais para informais, destacando o networking.

4. PERCURSO METODOLÓGICO

Este capítulo é composto pela metodologia da pesquisa, o qual aborda o tipo da pesquisa, objetivo e delimitação do estudo, abordagem do problema e as respectivas fontes de coleta de dados.

4.1. TIPO DE PESQUISA

A pesquisa é o conjunto de procedimentos sistemáticos, com fundamento no raciocínio lógico, que tem por objetivo encontrar as devidas soluções dos problemas propostos, mediante a utilização dos métodos científicos (ANDRADE, 2001).

Já de acordo com Lakatos e Marconi (2003, p.155), o conceito de pesquisa “é um procedimento formal, com método de pensamento reflexivo, que requer um tratamento científico e se constitui no caminho para conhecer a realidade ou para descobrir verdades parciais.”

Esta pesquisa é considerada como sendo do tipo teórica ou bibliográfica que de acordo com Lakatos e Marconi (2003, p.183),

Abrange toda bibliografia já tornada pública em relação ao tema de estudo, desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, material cartográfico etc., até meios de comunicação orais: rádio, gravações de fita magnética e audiovisuais: filmes e televisão. Sua finalidade é colocar o pesquisador em contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto, inclusive conferências seguidas de debates que tenham sido transcritos por alguma forma, quer publicadas, quer gravadas.

Com o objetivo de classificar esta pesquisa serão utilizadas as tipologias de Gil (1999) e Andrade (2001). Baseado em Andrade, podemos considerar o tipo de pesquisa empregada, no que tange seu fim (Gil denomina objetivo da pesquisa), como exploratória. Exploratória no sentido de que ao se referir a esse tipo de pesquisa, ressalta-se algumas finalidades primordiais como: proporcionar maiores informações sobre o assunto que se vai investigar; facilitar a delimitação do tema de pesquisa; orientar a fixação dos objetivos e a formulação das hipóteses; ou descobrir um novo tipo de enfoque sobre o assunto.

Dentro desta perspectiva Gil (1999) destaca que a pesquisa exploratória é desenvolvida no sentido de proporcionar uma visão geral acerca de determinado fato. Portanto, esse tipo de pesquisa é realizado, sobretudo, quando o tema escolhido é pouco explorado e torna-se difícil formular hipóteses precisas e operacionalizáveis.

Dessa forma, conforme mencionado acima, esta pesquisa trata-se de um estudo de caso. Contudo, houve inicialmente uma revisão bibliográfica.

4.2. TIPOLOGIAS QUANTO AO OBJETIVO DO ESTUDO

Na concepção de Gil (1999), a pesquisa descritiva tem como principal objetivo descrever características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre as variáveis. Uma de suas características mais significativas está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados.

Infere no exposto que a pesquisa descritiva se configura como um estudo intermediário entre a pesquisa exploratória e a explicativa, ou seja, não é tão preliminar como a primeira nem tão aprofundada como a segunda. Nesse contexto, descrever significa identificar, relatar, comparar, entre outros aspectos.

De forma análoga, Andrade (2001), destaca que a pesquisa descritiva se preocupa em observar os fatos, registrá-los, analisá-los, classificá-los e interpretá-los, e o pesquisador não interferem neles. Assim, os fenômenos do mundo físico e humano são estudados, mas não são manipulados pelo pesquisador.

No entanto, segundo Triviños (1987), o estudo descritivo exige do pesquisador uma delimitação precisa de técnicas, métodos, modelos e teorias que orientarão a coleta e interpretação dos dados, cujo objetivo é conferir validade científica à pesquisa. A população e a amostra também devem ser delimitadas, assim como os objetivos, os termos, as variáveis, as hipóteses e as questões de pesquisa.

4.3. TIPOLOGIAS QUANTO A DELIMITAÇÃO DO ESTUDO

O presente estudo está delimitado como uma pesquisa experimental e, neste contexto, Kerlinger (1980, p.125), diz que “um experimento é um estudo no qual uma ou mais variáveis independentes são manipuladas e no qual a influência de todas ou quase todas as variáveis relevantes possíveis não pertinentes ao problema da investigação é reduzida ao mínimo”. A principal característica dos experimentos está na manipulação, em que há uma tentativa deliberada e controlada de produzir efeitos diferentes por meio de diferentes manipulações.

Uma característica inerente à pesquisa experimental é a designação aleatória ou de casualidade. Segundo Kerlinger (1980, p.102),

[“...”] a casualização é a designação de objetos (sujeitos, tratamentos, grupos) de um universo a subconjuntos do universo de tal maneira que, para qualquer designação dada a um subconjunto, todo membro do universo tem igual probabilidade de ser escolhido para a designação.

No entanto, cabe ressaltar que na experimentação é necessário ter ao menos dois grupos para saber se o tratamento teve algum efeito, e ter certeza de que os grupos eram equivalentes antes do tratamento para atribuir quaisquer diferenças pós-tratamento à pesquisa experimental. Este estudo, portanto, faz jus a pesquisa bibliográfica com aplicabilidade de um estudo de caso por referenciar-se a uma pesquisa com os egressos.

4.4. TIPOLOGIAS QUANTO A ABORDAGEM DO PROBLEMA DA PESQUISA

Na finalidade de alcançar os objetivos propostos, utilizou-se a abordagem qualitativa, pois de acordo com Lakatos e Marconi (2003), a pesquisa qualitativa possibilita a análise em maior profundidade das informações e da interação das variáveis a serem encontradas, principalmente quando se aborda de um tema complexo, sobre o qual inexistem conclusões definitivas.

Para Chizzotti (2001), destaca-se a finalidade da pesquisa qualitativa que é de intervir em uma situação considerada insatisfatória, para mudar situações percebidas como transformáveis, sendo que, os aspectos novos que irão sendo descobertos no processo de análise são investigados para orientar uma ação que modifique as condições e as circunstâncias indesejadas.

A pesquisa qualitativa também visa descrever características de grupos, como também a descrição de um processo numa organização, o estudo do nível de atendimento em entidades, levantamento de opiniões, atitudes e crenças de uma população ou de autores e pesquisadores que estudaram sobre determinado assunto. Neste estudo, merece destaque mencionar que sua condução se deu por vias qualitativas, não procurando enumerar ou medir os eventos estudados, nem emprega material estatístico em sua análise de dados.

4.5. FONTES DE COLETA DE DADOS E ANÁLISE DE DADOS

De acordo com Lakatos e Marconi (2003), os principais documentos utilizados para coleta e análise de dados são:

  • Fontes primárias: obras na literatura; dados históricos, bibliográficos e estatísticos; informações, pesquisas e material cartográfico; arquivos oficiais e particulares; registros em geral; documentação pessoal (diários, memórias, autobiografias); correspondência pública ou privada, etc.

  • Fontes secundárias: imprensa em geral e obras literárias; bancos de teses e dissertações; publicação e periódicos.

O presente estudo perpassou por fontes primárias e secundárias. Como fontes primárias foram utilizadas obras da literatura relacionadas no referencial teórico desta pesquisa. Como fontes secundárias também foram utilizados bancos de teses e dissertações, publicação e periódicos.

A análise de dados preocupou-se tão somente em descrever um método comparativo de situações longitudinais e situacionais, no sentido de prover a pesquisa acerca da viabilidade de uma proposição levantada na questão de pesquisa. Nesse sentido, foram realizadas análises do objeto de estudo antes e depois das proposições, para se avaliar a viabilidade da implantação das propostas sugeridas quando da elaboração dos objetivos da pesquisa.

4.6. POPULAÇÃO E AMOSTRA

Segundo Lakatos e Marconi (2003) população é o conjunto de elementos que formam o universo de nosso estudo e que queremos abranger no nosso estudo. São os elementos para os quais se deseja que as conclusões oriundas da pesquisa sejam válidas.

A escolha de determinada população depende dos objetivos da pesquisa, das características a serem levantadas e dos recursos disponíveis. Em grandes populações é necessário extrair uma amostra. Conforme Lakatos e Marconi (2003) amostra é uma porção ou parcela, convenientemente selecionada do universo (população).

O presente estudo utilizou os conceitos de população, o qual é composto pelo banco de dados dos egressos atuais do curso de Administração totalizando 90 alunos e destes aplicou-se a estimativa da amostragem de 10% de retorno da pesquisa, totalizando 09 respostas. Destes respondentes, trabalhou-se com a hipótese de que somente 50% destes responderiam, no entanto, trabalhou-se com amostragem de aproximadamente 6% dos egressos respondentes, totalizando 05 alunos, conforme resultados seguem apresentados no capítulo 4.

5. IMPORTÂNCIA DO MARKETING PESSOAL PARA A EMPREGABILIDADE DOS EGRESSOS DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

Este capítulo exploratório visa apresentar a instituição de ensino e o curso pesquisado, abordar o marketing, em específico o marketing pessoal, o mercado de trabalho e a empregabilidade dos egressos do curso de Administração. O público-alvo da pesquisa é composto pelos egressos do curso de Administração de uma instituição de ensino localizada na cidade de Itumbiara-GO, cuja formatura compreendeu a partir do ano de 2013, constituindo uma base de dados mais recente, e cabe salientar que não houve qualquer interferência sobre quem responderia a pesquisa, uma vez que o formulário foi enviado via formulário eletrônico para o banco de dados de egressos desta instituição. Sendo assim, as informações seguem apresentadas a seguir.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

5.1. CONTEXTUALIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO

Foi escolhida uma instituição de ensino que se situa em Itumbiara-GO, na qual o pesquisador concluirá seus estudos durante o ano de 2018. Além disso, a escolha por esta instituição de ensino decorre do fato de ser a mais antiga nesta cidade, formando assim, o maior banco de dados de egressos, o que não foi o único fator decisivo para a sua escolha.

De acordo com o PPC1, essa instituição educacional é uma pessoa jurídica de direito privado sob a forma de associação civil de fins não econômicos, filantrópica, de natureza educativa, cultural, assistencial, beneficente e de ação social, de caráter confessional luterano, declarada de Utilidade Pública Federal pelo Decreto nº. 85.896, de 14 de janeiro de 1981; Estadual pelo Decreto nº. 20.662, de 09 de novembro de 1970; e Municipal pelo Decreto nº. 02, de 19 de janeiro de 1970, portadora do Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos sob nº. 202.716/73, de 01 de junho de 1973, com unidades em diversos estados do país.

Essa instituição declara-se indissoluvelmente inspirada pelos preceitos confessionais luteranos, o que explicitará em todas as suas instituições, solenidades, documentos e impressos, tanto por si quanto por meio de suas entidades mantidas.

De acordo com o levantamento feito pela extinta DEMEC-GO2 (1995, p.2), no dia 29 do mês de outubro de 1970, fundou-se sob a configuração de fundação a Fundação Universitária do Sudoeste Goiano – FUNISGO, instituição jurídica de direito privado, que foi extinta por três (3) motivos: impossibilidade de se manter; inexequibilidade de sua finalidade e deliberação de 4/5 (quatro quintos) dos membros competentes da Assembleia Geral.

Em 28 de agosto de 1975, reuniu-se a Assembleia Geral Extraordinária da FUNISGO para prestação de contas e mudança de nome de FUNISGO, para Fundação Educacional do Sul de Goiás. Somente em 1979, com o Decreto nº. 83.727/79, de 17 de julho de 1979, foi autorizado o funcionamento da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Itumbiara e a Lei nº. 645/83, de 02 de setembro de 1983, instituiu a Fundação de Ensino Superior de Itumbiara – FESIT.

Em sequência, o Chefe do Poder Executivo Municipal de Itumbiara ficou autorizado a receber o acervo da Fundação Educacional do Sul de Goiás – FUNISGO, por doação, o qual foi incorporado à Fundação de Ensino Superior de Itumbiara – FESIT, recém-criada.

Por meio do Parecer nº. 83/85, de 26 de fevereiro de 1985, o Conselho Estadual de Educação demonstra-se aderente à mudança da mantenedora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Itumbiara, para a Fundação de Ensino Superior de Itumbiara – FESIT, estabelecimento criado por Lei Municipal e mantido pelo Município, sendo assim:

A Fundação de Ensino Superior de Itumbiara – FESIT, criada pela Lei Municipal de nº. 645/83, de 02 de setembro de 1983, e 1.159, de 05 de abril de 1990, sede e foro na cidade de Itumbiara, Estado de Goiás, é entidade autônoma, de direito privado, sem fins lucrativos, com personalidade jurídica própria, com autonomia administrativa e financeira, que será exercida na forma do presente estatuto e Legislação em vigor (DEMEC-GO, 1995, p.5).

A Lei nº. 1.413/91, de 12 de dezembro de 1991, aprova a resolução da mudança da FESIT – Fundação de Ensino Superior de Itumbiara à SOMA-FESIT – Sociedade Mantenedora e Administrativa da FESIT, autorizando o Chefe do Poder Executivo a transferir a FESIT – Fundação de Ensino Superior de Itumbiara a uma Sociedade Mantenedora a ser fundada pelas Lojas Maçônicas de Itumbiara, que a exploraria sem fins lucrativos, e, ainda, autoriza “o Chefe do Poder Executivo a dar em comodato por um prazo de 20 (vinte) anos, os bens móveis e imóveis, à Sociedade Mantenedora da FESIT – Fundação de Ensino Superior de Itumbiara”.

No dia 20 de dezembro de 1991, registra-se a Ata de Constituição e Fundação da SOMA-FESIT, bem como de aprovação da minuta do Estatuto da mesma e em 30 de dezembro de 1991, é assinado o contrato de comodato entre o Município de Itumbiara-GO, na pessoa do Prefeito Municipal – comodante e a Sociedade Mantenedora e Administrativa da FESIT – SOMA-FESIT, representada pelos Presidentes da Loja Maçônica Justiça e Caridade II, da Loja Maçônica Paranaíba nº. 04 e a Loja Maçônica Cruzeiro do Sul.

De acordo com a Resolução nº. 106/93 o município declara a desativação da FESIT por não haver dotação orçamentária para tal. A FESIT englobava as Faculdades de Ciências Agrárias de Itumbiara, de Administração de Empresas e de Ciências e Letras de Itumbiara com os cursos de Agronomia, Administração de Empresas, Ciências com licenciatura plena em Biologia, Matemática e Química e de Pedagogia com habilitações em Administração Escolar, Supervisão Escolar e Magistério das Matérias Pedagógicas do Ensino Médio e em Educação Pré-Escolar.

No dia 22 de julho de 1994, registrou-se Ata da Reunião Extraordinária do Conselho de Administração da Sociedade Mantenedora e Administrativa da FESIT – SOMA-FESIT, com a finalidade de decidir sobre a troca de mantenedora e mudança das Faculdades que fazem parte da FESIT, para a Comunidade Evangélica Luterana São Paulo - CELSP, atual mantenedora da ULBRA-Universidade Luterana do Brasil, sediada em Canoas-RS.

Por meio da Lei nº. 1.761/94, de 7 de outubro de 1994, fica deliberada a mudança de comodato da SOMA-FESIT para a Comunidade Evangélica Luterana São Paulo – CELSP.

Segundo a DEMEC-GO (1995, p.11), em 9 de março de 1995, firmou-se o Termo de Mudança transferindo à Comunidade Evangélica Luterana São Paulo – CELSP, mantenedora da Universidade Luterana do Brasil, o comando das Faculdades mantidas pela SOMA-FESIT e os cursos mantidos pela mesma, os bens móveis, laboratórios, máquinas, equipamentos, acervo bibliográfico, bem como o pessoal docente e administrativo.

Em abril de 1995, a CELSP tomou o comando das Faculdades da FESIT, mas somente em dezembro de 1998 aconteceu a mudança definitiva para a CELSP, pela Portaria nº. 1.492/98, instituindo, assim, o Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara – ILES.

Em 2002, a CELSP adquiriu a então UNITUM – Faculdades Unidas de Itumbiara, sendo realizada em 2003 a incorporação desta com o Instituto Luterano de Ensino Superior – ILES e, consequentemente, dos cursos de Letras, Pedagogia, Ciência da Computação e Processamento de Dados.

Posteriormente, o Instituto Luterano de Ensino Superior foi autorizado ao funcionamento dos cursos de Educação Física, Direito, Psicologia, Ciências Contábeis e Sistemas de Informação.

Hoje o ILES/ULBRA conta com os cursos ativos de graduação presencial de Administração, Agronomia, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Direito, Educação Física, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Psicologia, Química e Sistemas de Informação.

5.2. O CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

O curso de Administração do Instituto Luterano de Ensino Superior - ILES/ULBRA é bacharelado, cuja modalidade é presencial, constituindo uma carga horária de 3060 horas, divididas estas entre ensino, pesquisa e extensão, cujas matrículas ocorrem semestralmente. O curso foi autorizado em 1990, sendo que seu reconhecimento ocorreu em 1996, e a renovação do seu reconhecimento neste ano de 2017.

Ao final dos oito semestres cursados ou no máximo doze semestres, é conferido ao aluno concluinte o título de bacharel em Administração, o que lhe confere poderes e atribuições para gerir qualquer empresa e atuar em ramos diversos como marketing, finanças, logística, vendas, entre outros, sempre levando em consideração o trabalho com preceitos éticos e justos para todos os envolvidos.

Vale salientar que o curso de Administração consta entre os cursos que possuem maior empregabilidade3 decorrente do seu caráter generalista, o que possibilita diversas atuações a este profissional, e sem dúvidas, a carreira em administração está em alta devido o cenário econômico em que o país se encontra, o que aponta uma possível saída para esta instabilidade econômica se os gestores souberem lidar com situações de crises ou grandes riscos, papel intrínseco às atribuições do administrador. O administrador tem se tornado fundamental devido a sua capacidade de tomar decisões, controlar processos operacionais e garantir a permanência das empresas cada vez mais competitivas no mercado. Atualmente, este é o segundo curso em número de alunos matriculados no Brasil, com mais de 800 mil estudantes.

O curso de Administração do ILES/ULBRA possui como missão, educar com qualidade e excelência, para formar profissionais que participarão da transformação da região e do país atuando sobre a realidade, fatos sociais, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos por meio de ensino, pesquisa e extensão. Assim como, por meio do ensino pesquisa e extensão e da inovação tecnológica, propõe-se a desenvolver conhecimentos teóricos e práticos que permitam ao bacharel o competente exercício de sua profissão atuando na sociedade com responsabilidade, justiça e ética.

O curso de graduação em Administração do ILES/ULBRA é concebido a partir da identificação das demandas do mercado de trabalho que sinalizam as características exigidas no perfil do profissional da área de negócios nos dias atuais, com isso, propõe a identificação das especificidades do administrador, dos fundamentos da profissão e seus relacionamentos na sociedade, do conhecimento do comportamento humano, do relacionamento do conhecimento das regras da linguagem prática com a linguagem específica da profissão. Portanto, o currículo garante coerência plena com as orientações das diretrizes curriculares, contemplando, ainda, estágio supervisionado, política de avaliação docente, discente e institucional, abordando os diversos campos de estudos da área de negócios. Atualmente o curso conta com especialistas, mestres e doutores em seu quadro de atuação, os quais além da qualificação teórica, ainda possuem vasta experiência no mercado de trabalho.

Após a apresentação da instituição de ensino e do curso pesquisado, seguem os resultados da pesquisa.

5.3. A PESQUISA

Em primeiro momento foi solicitado à coordenação do curso os e-mails dos egressos, em sequência definiu-se a abordagem das perguntas, as quais tinham como objetivo conhecer o público pesquisado, por meio da identificação da sua faixa etária, o curso cursado nesta instituição, cujo item se fez importante devido a possibilidade de alguns egressos já terem cursado outro, o ano da conclusão, a situação face a colocação profissional, quais meios têm utilizado para procura de emprego, as formas de preparação para o mercado de trabalho, a importância dada ao diploma para inserção no mercado de trabalho, as formas que o candidato escolhe a empresa ou organizações, se o candidato considera que o marketing pessoal e a marca pessoal se relacionam com a procura de emprego, o quão é importante para ele ter uma marca pessoal, se ele tem algum cuidado especial com a imagem, sobre a elaboração do currículo e seu ajuste à vaga pretendida, de que forma ele se prepara para uma entrevista de emprego, divulgação realizada nas redes sociais e quais as dificuldades sentidas em um processo de procura de emprego.

Para a presente investigação foram encaminhados e-mails com a pesquisa para noventa egressos, sendo que destes obteve-se retorno de cinco respostas, as quais seguem compiladas e apresentadas a seguir. Cabe salientar que para este estudo, conforme é defendido por Sousa e Baptista (2011), ao contrário do que acontece com os estudos quantitativos, não é tão fundamental nem a dimensão da amostra, nem a generalização de resultados, tornando-se assim, uma fonte de informações coerentes para os objetivos da pesquisa.

5.4. RESULTADOS DA PESQUISA

A pesquisa foi estruturada em um questionário, cujo roteiro de perguntas seguem apresentadas no anexo 1 deste estudo, e cujo questionário foi enviado utilizando a plataforma Google formulários e foi composto por perguntas que visavam conhecer o perfil do egresso, sua idade e o curso graduado, assim como o seu perfil profissiográfico e a forma que o mesmo utiliza para se manter empregável.

Decorrente disso, importa notar que os indivíduos da amostra, totalizando cinco entrevistados, possuem em sua grande maioria a idade de 24 a 27 anos, 60% dos entrevistados, e os demais estão compreendendo a faixa etária de 28 a 31 anos, 20% dos entrevistados, e de 32 a 35 anos, os restantes dos entrevistados, conforme dados apresentados a seguir, no gráfico 1.


Gráfico 1.
Idade dos entrevistados
Fonte: Entrevista realizada no âmbito da presente pesquisa (2017)

Embora o público deste estudo demonstre ser jovem, pode-se perceber que há um equilíbrio na idade dos entrevistados, a qual não perpassa a faixa etária de 35 anos de idade, o que demonstra que é um público que está em contínuo desenvolvimento intelectual.

Nota-se ainda que todos cursaram em sua graduação o curso de administração. Este dado serviu como embasamento apenas para identificar se o público pesquisado possuía outra graduação, uma vez que o banco de dados fornecidos pertencia ao curso de administração que hoje também é administrado pela mesma coordenadora do curso de ciências contábeis. Os dados são apresentados pelo gráfico 2.


Gráfico 2.
Curso concluído
Fonte: Entrevista realizada no âmbito da presente pesquisa (2017)

Ainda com intuito de traçar o perfil pessoal dos entrevistados, a próxima pergunta da pesquisa visava abordar o ano de conclusão do curso de graduação, e assim conhecer se a graduação dos mesmos ocorreu recentemente ou há tempos atrás, o que tem relevância para identificar o quão afetado este público é pelas redes sociais ou outras formas inovadoras para procura de emprego. A grande maioria dos entrevistados graduou-se recentemente de 2015 a 2016, totalizando 60% da amostra, e os 40% restantes graduaram-se entre 2013 e 2014, cujos dados são apresentados no gráfico 3 abaixo.


Gráfico 3.
Ano de conclusão da graduação
Fonte: Entrevista realizada no âmbito da presente pesquisa (2017)

Deve-se salientar ainda que foi questionado aos entrevistados qual a sua situação face a colocação profissional e foi apurado que 60% dos entrevistados encontram-se empregados (a tempo inteiro ou parcial), mas à procura de outra vaga de emprego; e os outros 40% dos entrevistados estão empregados (a tempo inteiro ou parcial), mas satisfeitos com o emprego atual, de acordo com o gráfico 4 apresentado a seguir.


Gráfico 4.
Situação face a colocação profissional
Fonte: Entrevista realizada no âmbito da presente pesquisa (2017)

Percebe-se assim que a grande maioria dos entrevistados se encontra a procura de outra vaga de emprego, mesmo que a parcela restante mantém-se satisfeita com o emprego atual, o que importa analisar que este dado demonstra certa insatisfação com o emprego atual ou com a atividade realizada dentro da empresa.


Gráfico 5.
Meios de procura de emprego
Fonte: Entrevista realizada no âmbito da presente pesquisa (2017)

Ainda sobre o método de procura de emprego, informado no gráfico 5 representado acima, percebeu-se uma prevalência da escolha pelas agências de recrutamento por 60% dos entrevistados, sendo que os outros métodos escolhidos ficaram entre as redes sociais e tecnologia como Facebook e Whatsapp e um dos entrevistados afirmou estar à procura de emprego através do método de estudo para concursos públicos.


Gráfico 6.
Preparação recebida no âmbito de alguma disciplina ou de apoio ao aluno para procura de emprego
Fonte: Entrevista realizada no âmbito da presente pesquisa (2017)

Com relação à forma de preparação recebida, no âmbito de alguma disciplina ou de apoio ao aluno para auxílio à procura de emprego (gráfico 6), percebeu-se que 20% dos entrevistados receberam suporte para elaboração de currículo na faculdade, sendo que outros 20% dos entrevistados utilizaram de simulação de entrevistas de emprego em trabalhos de disciplinas específicas. Neste quesito percebeu-se um equilíbrio entre os entrevistados, visto que para 20% destes também houve participação de dinâmicas de grupo o que auxiliou a realizar uma apresentação. Também houve 20% dos entrevistados respondendo que, embora tenham participado de workshops durante os últimos estágios da graduação, nenhum deles realmente os preparou para a jornada de trabalho. E, por fim, os 20% restantes abordaram não ter recebido nenhuma preparação no âmbito de alguma disciplina ou de apoio ao aluno, para auxílio à procura de emprego, o que demonstra que neste item o campo acadêmico ainda pode explorar melhor a preparação para o mercado de trabalho.

A pesquisa também procurou explorar a influência do diploma superior sobre a inserção no mercado de trabalho (gráfico 7), uma vez que se sabe que quanto maior a qualificação, o impacto sobre a empregabilidade prevalece positivamente, decorrente disso, 20% dos respondentes disseram que através do diploma superior, consegue estar melhor qualificado(a), e assim manter-se empregável, assim como 20% responderam que a formação superior lhes possibilitou construir relacionamentos sólidos e um bom networking, o qual pode estar utilizando futuramente, e além destes, 40% responderam que o diploma superior influenciou em melhoria dos seus conhecimentos, mas ainda não conseguiu uma vaga de emprego melhor, sendo que os 20% restantes responderam que não consideram ver vantagens em possuir um diploma superior. Neste item pode-se avaliar que o diploma superior é importante para a garantia de uma melhor qualificação, porém é importuno dizer que depende somente desta ferramenta, uma vez que o diploma é um dos itens que o mercado de trabalho exige, cabendo ao candidato manter-se atualizado com relação aos seus conhecimentos e também seus relacionamentos profissionais.


Gráfico 7.
Influência do diploma superior sobre a sua inserção no mercado de trabalho
Fonte: Entrevista realizada no âmbito da presente pesquisa (2017)

Abordou-se também sobre o método que o entrevistado analisa e escolhe o mercado ou a empresa a que pretende pleitear determinada vaga (gráfico 8), e para o qual se obteve como respostas que a maioria dos entrevistados (60%) acompanham anúncios em agências de emprego ou algo parecido, 20% disseram que ouvem indicações das pessoas mais próximas e outros 20% restantes alegaram que se interessam por setores em ascensão apresentados na mídia e, após procuram as empresas que atuam em tal ramo, o que aponta uma certa influência do que os entrevistados ouvem de terceiros ou até mesmo do conceito que se cria a respeito de uma empresa, gerando influências. Estes pontos de vista dos entrevistados reafirmam que o emprego atualmente tem sido um assunto debatido em redes sociais, em rodas de conversa, mas que ainda é prevalecente a busca por emprego em locais direcionados para isto como as agências recrutadoras.


Gráfico 8.
Na sua procura de emprego, como se analisa e escolhe o mercado
Fonte: Entrevista realizada no âmbito da presente pesquisa (2017)

Outro questionamento feito na pesquisa buscava abordar sobre os conceitos de marketing pessoal e marca pessoal, e qual a sua relação com a procura de emprego, em uma escala de importância, conforme seguem apontados no gráfico 9 exposto abaixo. Neste quesito, 40% dos entrevistados disseram ser moderadamente relacionados ao marketing pessoal e marca pessoal com a relação de se procurar emprego, o que também foi apontado por 40% dos entrevistados que disseram ser muito relacionados a estes conceitos. Isto indica que para os entrevistados há uma forte predominância de que é necessário que o egresso conheça e pratique marketing pessoal para a conquista de empregos melhores. Os 20% restantes disseram considerar extremamente relacionados estes conceitos. Não houve respostas para ser pouco relacionado ou nada relacionado, o que aponta de forma direta que para os egressos não se pode conquistar ou procurar empregos sem que haja o uso do marketing pessoal.


Gráfico 9.
Conceitos de marketing pessoal e marca pessoal se relacionam com a procura de emprego
Fonte: Entrevista realizada no âmbito da presente pesquisa (2017)

O marketing pessoal foi introduzido neste questionário como uma relação de importância para a procura de emprego, para posteriormente poder se entender o quão importante é ter uma marca pessoal para os egressos desta instituição. Sendo assim, salienta-se que o gráfico 10 apresenta que 20% dos entrevistados responderam que é importante ter essa marca pessoal para se diferenciar dos profissionais que já estão no mercado de trabalho, 20% também considerara que ter a marca pessoal definida lhe possibilitou escolher melhor a sua profissão atual, 20% identifica que a sua marca pessoal não está bem definida e que assim ele(a) ainda está à procura dessa definição, porém mesmo que houvesse um certo equilíbrio entre os respondentes, a grande maioria (40%) dos egressos consideraram que são escolhidos pela sua aparência profissional e que isso reflete a sua marca pessoal.


Gráfico 10.
Importância de ter uma marca pessoal
Fonte: Entrevista realizada no âmbito da presente pesquisa (2017)

Com isso, o gráfico 10 traz uma análise de grande relevância ao indicar que a maioria dos egressos sente que a sua aparência profissional impacta sobre a construção da sua marca pessoal e assim indica que há uma preocupação com vestimentas, modo de se portar, conceitos de higiene pessoal, tanto quanto a construção de um currículo recheado de títulos e certificados.

Decorrente da possibilidade de haver a preocupação entre os egressos com a sua imagem pessoal na hora da entrevista, a pergunta 11 deste estudo objetivava interpretar o quanto este item é importante para quem está à procura de emprego. No gráfico 11 exposto a seguir, nota-se que houve a obtenção de somente uma única resposta para todos os entrevistados, os quais disseram que sim, acreditam ser importante cuidar da imagem pessoal, pois isto conta pontos positivos na hora da entrevista, aos olhos do(s) recrutador(es).


Gráfico 11.
Cuidado especial na sua imagem na hora da entrevista
Fonte: Entrevista realizada no âmbito da presente pesquisa (2017)

Pode-se apontar, de acordo com o gráfico 11, que a instituição de ensino superior construiu nos egressos uma preocupação em cuidar da sua imagem pessoal para exposição e possível escolha no momento da entrevista, o que é positivo, visto que a diversidade de públicos que frequentam um curso superior poderia apontar que não se deve preocupar com a imagem pessoal e tão pouco que ter uma marca pessoal teria relevância. Mas não, pelo contrário, o estudo indica que os egressos importam e estão direcionados na constante vigilância das imagens que construíram para o mercado de trabalho.

Ainda ao se falar de mercado de trabalho, o questionário aplicado visava entender como os egressos construíam seus currículos para pleitear uma vaga de emprego. Neste item, 80% dos entrevistados disseram que utilizam modelos de sua própria elaboração, e os 20% restantes responderam que utilizam modelos disponibilizados nos meios eletrônicos: site de notícias, sites de agências de recrutamento e seleção, sites de instituições de emprego, etc., como é mostrado no gráfico 12.


Gráfico 12.
Sobre o seu currículo, a opção que melhor encaixa em seu perfil
Fonte: Entrevista realizada no âmbito da presente pesquisa (2017)

Dando sequência a este item sobre o currículo, foi questionado aos entrevistados se eles ajustam o currículo à vaga que pleiteiam, apontando que a grande maioria, com 80% dos entrevistados, respondeu que sim, pois assim eles acreditam que têm mais chances de serem chamados para entrevista, e o restante (20%) disse enviar o currículo, independente da área, conforme é demonstrado no gráfico 13.


Gráfico 13.
Você ajusta o currículo à área a que está pleiteando a vaga?
Fonte: Entrevista realizada no âmbito da presente pesquisa (2017)

Vale dizer que o gráfico 13 indica uma situação muito comum entre os egressos, que é a preocupação em atender às necessidades da empresa propositora da vaga, o que fundamenta o interesse em ser chamado para entrevistas com embasamento do que deve ser feito e tanto quanto a preocupação em não ter um currículo formal padronizado.

Ainda concernente ao ato da entrevista de emprego ou formação do currículo para tal, foi perguntado aos egressos sobre de que forma eles se preparavam para uma entrevista de emprego, cuja resposta apontada pela maioria (60%) dos entrevistados dizia que eles recolhem informações relevantes no site, caso a empresa possua, que possam ser apresentadas na hora da entrevista, mostrando ao recrutador que está interessado pela vaga daquela empresa. Como nos itens anteriores, pode-se analisar que os egressos estão preocupados em acompanhar o mercado de trabalho e assim se ajustar ao perfil desejado pela empresa a qual se almeja trabalhar. Além disso, 20% dos entrevistados responderam que assistem a vídeos que ensinam a como se comportar em uma entrevista e o que não dizer ao recrutador, enquanto 20% disseram que não se preparam para uma entrevista de emprego, pois sempre vão com a cara e a coragem. Se der certo, deu. Senão, procuram outra vaga. O gráfico 14 segue apresentado a seguir.


Gráfico 14.
De que forma se prepara para uma entrevista de emprego
Fonte: Entrevista realizada no âmbito da presente pesquisa (2017)

O gráfico 14 traz uma importante informação para esta pesquisa: o fato de que ainda existem perfis profissionais que são imediatistas ou direcionados para a situação momentânea de que se for contratado está tudo bem, mas se não for, isto não impacta, pois há outras vagas disponíveis no mercado. Este dado aponta para certo desajuste em relação a construir carreiras sólidas, uma vez que tudo se tornou tão volátil, inclusive a empregabilidade.

Outro norte da pesquisa procurava apontar a relação do perfil profissional com as redes sociais. Para este item, foi elaborada uma pergunta que buscava conhecer os cuidados que o egresso possui com relação ao que divulga nas redes sociais ou aquilo que é divulgado sobre ele por outras pessoas. 60% dos egressos disseram que possuem sim um cuidado com o que é divulgado, visto que as empresas estão antenadas, e isto interfere na formação da sua imagem profissional. Já para 20% destes, as empresas não podem levar em conta a rede social do candidato para escolhê-lo como profissional a ser contratado em uma empresa. O restante dos entrevistados, também correspondendo a 20% da amostra, disseram que não se preocupam, pois acreditam que é papel das empresas olharem o que se publica e/ou divulga nas redes sociais. Sem sombra de dúvidas, com a evolução das redes sociais os egressos começaram a perceber que é importante saber se portar neste mundo virtual e que isto tem reflexo em sua vida profissional.


Gráfico 15.
Cuidados com o que divulga nas redes sociais ou que os outros publicam sobre você
Fonte: Entrevista realizada no âmbito da presente pesquisa (2017)

Por último foi perguntado aos egressos quais são as dificuldades sentidas em um processo de procura de emprego, para a qual 60% responderam que as vagas de emprego encontradas não se encaixam com as experiências de trabalho que eles possuem, e os demais 40% disseram que não encontram vagas em sua cidade que se encaixam em seu perfil profissional e com o que gostariam de trabalhar, cujos dados seguem expostos no gráfico 16, abaixo.


Gráfico 16.
Dificuldades sentidas em um processo de procura de emprego
Fonte: Entrevista realizada no âmbito da presente pesquisa (2017)

Sobre esta última pergunta da pesquisa cabe ressaltar que as dificuldades relatadas pelos egressos mostram e reforçam a grande importância que a instituição de ensino superior possui para fomentar os negócios e gerar novos empregos, pois sem sombra de dúvidas, a existência de uma empresa que gera desenvolvimento é o meio mais eficiente de proporcionar mais empregos e com isso, a procura por ter uma marca pessoal empregável.

Além disso, o fato dos discentes egressos apontarem que sentem dificuldade em encaixar-se nas vagas existentes demonstra que a cidade ainda precisa ter vagas que exijam a alta qualificação que é trabalhada no campo acadêmico, portanto há uma linha tênue que precisa ser melhorada, a prática aliada à teoria e vice-versa, para que assim os egressos sintam que estão de acordo com o que o mercado de trabalho da sua cidade exige e que a sua cidade também valoriza o seu conhecimento.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A área de marketing tem crescido há bastante tempo e com isso é relevante pontuar que o marketing das pessoas ou marketing pessoal tem atraído olhares cada vez maiores, decorrente da situação de competitividade vivenciada pelo mundo empresarial. Nesse sentido e após a aplicação dos questionários é possível afirmar que o berço empresarial encontra-se no meio acadêmico, visto que os egressos precisam estar empregáveis e não empregados, e com isso precisam manter-se em constante melhoria para garantir a sua empregabilidade.

Sendo assim, é oportuno dizer que os egressos são jovens, o que se conclui tratar de um público que ainda não possui uma carreira sólida, portanto está em fase de melhoria dos seus conhecimentos e do seu currículo profissional. Além disso, todos cursaram administração e a grande maioria concluiu seus estudos recentemente, de 2015 para 2017.

Decorrente disso importa notar que mesmo empregáveis este público busca por uma recolocação profissional utilizando as agências de recrutamento e seleção para tal, e nota-se um grande impacto da instituição de ensino para isto, quando a maioria dos egressos relatou que a sua participação em entrevistas grupais ou simulações no ambiente acadêmico os preparou para enfrentar melhor este ambiente competitivo das empresas. Ainda sobre o impacto do meio acadêmico notou-se que os egressos disseram que o diploma superior é influenciador da melhoria dos conhecimentos e que para conseguir se manter empregável o público universitário utiliza as agências de emprego ou algo parecido.

Também foi citado pela grande maioria dos egressos, que as empresas escolhem os profissionais decorrente da sua aparência profissional, o que gera um impacto e a construção de sua marca pessoal, sempre levando em consideração também que o cuidado com a imagem pessoal foi citado pelos egressos como um fator positivo na hora da entrevista. A marca pessoal é explicitada na pesquisa principalmente lincada com a construção da imagem desse egresso, aqui demonstrada por meio da percepção de haver uma certa preocupação com seu corpo, suas vestimentas e até mesmo o modo de se portar em uma entrevista de emprego.

Então, percebeu-se na pesquisa que os egressos possuem a preocupação em cuidar da sua imagem pessoal, visto que para eles é um fator que conta positivamente no ato da entrevista e até mesmo na contratação.

Mas, não basta apenas pensar na imagem, se o ato da entrevista inicia-se a priori com o envio do currículo. Sob este item conclui-se que a grande maioria dos egressos elaboram seus próprios modelos de currículos, mas com a preocupação de ajustar o currículo à vaga e ao perfil da empresa contratante. Sobre a empresa contratante, os egressos demonstraram certa preocupação em recolher informações relevantes no próprio site da empresa, para que assim possam se sobressair, assim como disseram demonstrar um cuidado especial com o que é divulgado nas redes sociais a seu respeito e com o que eles divulgam.

Por fim, a última conclusão tirada deste estudo aponta que, por mais qualificado que este público seja, ainda deve haver uma integração entre empresa-escola para que seus perfis profissionais se encaixem com o interesse das empresas e também para que possam gerar vagas de emprego que sejam pertinentes a qualificação dos egressos.

Com isso, conclui-se que a pesquisa mostrou que é extremamente importante que os egressos do curso de bacharelado em Administração pratiquem o marketing pessoal para garantir a sua empregabilidade.

Também é oportuno citar que se percebeu haver uma dificuldade em obter envolvimento dos egressos com a pesquisa, talvez pelo método em que foram abordados o qual foi totalmente eletrônico, ou por eles não terem tempo hábil para responder a pesquisa, devido as suas ocupações profissionais, uma vez que todos se encontram empregáveis no momento.

Cabe destaque também dizer que esta pesquisa não tem como intuito ser encerrada aqui, uma vez que há um público crescente no número de egressos, o que pode ser expandido para os demais cursos da instituição de ensino estudada, e que o marketing pessoal também é necessário para a empregabilidade.

Em específico sobre os conceitos de marketing, marketing pessoal e empregabilidade citados no estudo é pertinente concluir que estes conceitos são contemporâneos, importantes e necessários para os egressos, pois sem a divulgação dos feitos dos seus trabalhos, sem o bom relacionamento, aqui identificado como o networking, não seria possível garantir a empregabilidade aos egressos do curso de bacharelado em Administração, portanto fecha-se este estudo com a conclusão que o egresso precisa criar sua marca própria e praticar o seu marketing pessoal para se diferenciar.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABREU, Nelsio Rodrigues de; BALDANZA, Renata Francisco. Marketing pessoal: ser e querer, percepção e visibilidade. Revista Científica Symposium, Minas Gerais, v.1, n. 2, p. 102-106, Jul. / Dez. 2003.

ALVES, N. Juventudes e Inserção Profissional. Lisboa: Educa/UI&DCE (Unidade de I&D de Ciências da Educação), 2008.

AMERICAN MARKETING ASSOCIATION – AMA, 2013. Definition of Marketing. Disponível em: <https://www.ama.org/AboutAMA/Pages/Definition-of-Marketing.aspx>. Acesso em: 08 dez. 2017.

ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração de trabalhos na graduação. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2001.

ARRUDA, W. An Introduction to Personal Branding: a revolution in the way we manage our careers, 2003. Disponível em: <http://www.reachcc.com/reachdotcom.nsf/ed8b12ad19f4f661c1256b700081e7e3/79325a245696e988c1256de000431539/Body/M2/intropersonalbrandingv3.pdf!OpenElemen>. Acesso em: 09 dez. 2017.

BALBACK, J.; SLATER, J. Marketing pessoal: como orientar sua carreira para o sucesso. 2. ed. São Paulo: Futura, 2002.

BARBOSA, M. O que é o Marketing Pessoal? In Medeiros, A., Bandeira, G., Santos, J., Bicho, L., Nunes, N., & Soares, N. (Orgs.). Marketing Pessoal – És um produto de sucesso? Lisboa: Texto Gestão, 2013, p. 23-36.

BARTELS, R. The history of marketing thought. Columbus: Horizons, 1988.

BENSON, V., MORGAN, S., & FILIPPAIOS, F. Social career management: social media and employability skills gap. Computers in Human Behavior, 30, 2014, p. 519-525.

CARVALHAL, Durval. Marketing pessoal. Revista da Fundação Visconde de Cairu. Salvador, v.6, n.12, p.111-126, Jul. / Dez. 2005.

CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em ciências humanas e sociais. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2001.

COBRA, Marcos. Administração de marketing. São Paulo: Atlas, 1992.

FALCÃO, Leonardo Nogueira; KANESIRO, Lidiane Aparecida; NEVES, Pedro Márcio Xavier. O Administrador como Líder Empresarial e sua Influência nas Mudanças e na Cultura das Organizações. Revista Eletrônica de Administração. Franca, v.2. 2. ed., p.1-12, 2003. Disponível em: <http://periodicos.unifacef.com.br/index.php/rea/article/view/167/23>. Acesso em: 10 mar.2017.

FRANZOI, N. L. Inserção profissional. In: Antonio David Cattani; Lorena Holzamann. (Org.). Dicionário de trabalho e tecnologia. Porto Alegre, RS, v., p. 2 ed., p. 229-231, 2011.

GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

GOMES, A. F. P. Recrutamento nas Redes Sociais On-line. Dissertação de Mestrado em Gestão de Recursos Humanos. Instituto Superior de Economia e Gestão, Universidade Técnica de Lisboa, 2011.

GOULART, Íris Barbosa; GUIMARÃES Renata Fraga. Cenários Contemporâneos do Mundo do Trabalho. In:______. Psicologia Organizacional e do Trabalho: teoria pesquisa e temas correlatos. 3. ed. São Paulo: Casapsi, 2010.p.17-36.

KAPUTA, C. Urabrand! Mountain View: Davies-Black Publishing, 2006.

KERLINGER, Fred Nichols. Metodologia da pesquisa em ciências sociais: um tratamento conceitual. São Paulo: EPU, 1980.

KOTLER, P. Administração de marketing: análise, planejamento, implementação e controle. São Paulo: Atlas, 1998.

KOTLER, Philip. Princípios de marketing / Philip Kotler, Gary Armstrong; tradução Sabrina Cairo; revisão técnica Dilson Gabriel dos Santos e Francisco Alvarez. – 15. ed. – São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015. Disponível em: <http://ulbra.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788543004471/pages/-22>. Acesso em: 13 dez. 2017.

LABRECQUE, L. I., MARKOS, E., & MILNE, G. R. Online Personal Branding: Processes, Challenges and Implications. Journal of Interactive Marketing, 25(1), 2011, p. 37-50.

LAKATOS, Eva Maria; Marconi, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.

LENA, R. C. Trabalho, emprego e empregabilidade. In: JANKOVIC, A. L. (Org.) Empregabilidade: competências pessoais e profissionais. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010.

LIMA, Natasha Teixeira Dantas. Marketing pessoal: a importância do desenvolvimento pessoal e profissional para uma carreira de sucesso. Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas – FASA. Brasília, 2008. Disponível em: <http://repositorio.uniceub.br/bitstream/123456789/928/2/20400744.pdf>. Acesso em: 22 fev. 2017.

MINARELLI, José Augusto. Networking: como utilizar a rede de relacionamentos na sua vida e na sua carreira. São Paulo: Gente, 2001.

ORLICKAS, Elizenda. Modelos de gestão: das teorias da administração à gestão estratégica (livro eletrônico). Curitiba: InterSaberes, 2012.

ORNELLAS, Thuê Camargo Ferraz de; MONTEIRO, Maria Inês. Aspectos Históricos Culturais e Sociais do Trabalho. Revista Brasileira de Enfermagem. Brasília, v.59, n.4, p.552-555, jul/ago. 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/reben/v59n4/a15v59n4.pdf>. Acesso em: 13 mar. 2017.

PERSONA, M. Marketing pessoal: o poder do marketing pessoal e de relacionamento. Disponível em: <http://www.mariopersona.com.br/marketing-pessoal.html>. Acesso em: 13 dez. 2017.

PETERS, Tom. Reinventando o trabalho – A marca você. São Paulo: Campus, 2000.

RAUPP, F.M.; BEUREN, I.M. Metodologia da pesquisa aplicável às ciências sociais. In. BEUREN, I.M. (Org.).Como elaborar trabalhos monográficos em contabilidade: teoria e prática. 3.ed. São Paulo: Atlas, 2006. Cap.3, p.76-97.

RITOSSA, Cláudia Mônica. Marketing pessoal: quando o produto é você [livro eletrônico] / Cláudia Mônica Ritossa. – Curitiba: InterSaberes, 2012. – (Série Marketing Ponto a Ponto). Disponível em: <http://ulbra.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788582120316/pages/1>. Acesso em: 12 dez. 2017.

ROSA, Ieda Lúcia Inácio. O Homem e o Trabalho Administrativo. Revista Cadernos de Pesquisa em Administração, São Paulo, v.10, n.4, p.1-7, out./ dez.2003. Disponível em: <http://www.regeusp.com.br/arquivos/v10n4art1.pdf> Acesso em: 20 mar. 2017.

RUAS, Roberto Lima. A Atividade Gerencial no Século XXI e a Formação de Gestores: alguns nexos poucos explorados. Revista Eletrônica de Administração. Porto Alegre, v.6, n.3, p.1-8, 2000. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/19335>. Acesso em: 20 mar. 2017.

SANTOS, Ligida. Marketing pessoal e sucesso profissional. Campo Grande: UCDB, 2002.

SILVA, Altair José da. Desenvolvimento pessoal e empregabilidade. / organizador, Altair José da Silva. – São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. Disponível em: <http://ulbra.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788543017808/pages/-12>. Acesso em: 13 dez. 2017.

SILVA, Kênia Dayane Melo. Marketing pessoal: um diferencial competitivo. Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas – FASA. Brasília, 2008. Disponível em: <http://www.repositorio.uniceub.br/bitstream/123456789/798/2/20200540.pdf>. Acesso em: 10 mar. 2017.

SILVA, M. M. da. A inserção profissional dos jovens em tempos de inovação tecnológica e organizacional. Revista Educação em Questão. Natal, v. 35, n. 21, p. 74-97, Mai-Ago. 2009. Disponível em: <https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/3957/3224>. Acesso em 13 dez. 2017.

SOUSA, Maria José; BAPTISTA, Cristina Sales. Como Fazer Investigação, Dissertações, Teses e Relatórios, Segundo Bolonha. 7. ed. Lisboa: Pactor, 2011.

TRIVIÑOS, Augusto Nivaldo Silva. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.

VAN HOYE, G., HOOFT, E. A., & LIEVENS, F. Networking as a job search behavior: a social network perspective. Journal of Occupational and Organizational Psychology, 82(3), 2009, p. 661-682.

WANBERG, C. R.; GLOMB, T. M., SONG, Z.; & SORENSON, S.. Job-Search persistence during unemployment: A 10-Wave Longitudinal Study. Journal of Applied Psychology. 90(3), 2005, p. 411-430.

8. ANEXOS

8.1. ANEXO 1 - QUESTIONÁRIO

Marketing pessoal e o mercado de trabalho: um estudo exploratório com egressos.

Estimado (a) egresso, você está sendo convidado a participar da pesquisa "Marketing pessoal e o mercado de trabalho: um estudo exploratório com egressos”. O presente trabalho foi elaborado por Marcos Vinícius de Souza Gomes, aluno e orientado pela professora Simone Medeiros Camargos. Sua participação é muito importante para o resultado dessa pesquisa. Vale ressaltar que participação não é obrigatória. Você é livre para deixar de responder a qualquer momento. Os dados serão apresentados de forma aglomerada, e nenhum egresso será identificado.

Endereço de e-mail: _____________________________________

1. Qual a sua idade

( ) 20 a 23 anos

( ) 24 a 27 anos

( ) 28 a 31 anos

( ) 32 a 35 anos

( ) Acima de 35 anos

2. Qual o curso você fez na graduação

( ) Administração

( ) Ciências Contábeis

( ) Sistemas de Informação

( ) Administração e Ciências Contábeis

( ) Outros

3. Qual foi o ano de conclusão do seu curso (última graduação)

( ) 2013

( ) 2014

( ) 2015

( ) 2016

( ) Outros

4. Qual é a sua situação face a colocação profissional

( ) À procura do primeiro emprego

( ) Desempregado, à procura de requalificação

( ) Empregado (a tempo inteiro ou parcial), mas à procura de outra vaga de emprego

( ) Empregado (a tempo inteiro ou parcial), mas satisfeito com o emprego atual

( ) Continuo estudante, sem pretensão de trabalhar

5. Quando você procura um emprego, quais meios tem utilizado?

( ) Colegas ou amigos.

( ) Agências de recrutamento e seleção.

( ) Redes sociais/tecnologia (Facebook, Whatsapp).

( ) Rede social de qualificação profissional (Linkedin).

( ) Outros.

6. Marque qual foi a forma de preparação que você recebeu, no âmbito de alguma disciplina ou de apoio ao aluno, para auxílio à procura de emprego (marque a opção que mais impactou sua vida profissional):

( ) Suporte para elaboração de currículo na faculdade.

( ) Simulação de entrevista de emprego em trabalhos de disciplinas específicas.

( ) Dinâmicas de grupo para incentivar a apresentação.

( ) Participação em seminários e/ou workshop sobre mercado de trabalho.

( ) Outros. __________________________________________

7. Sobre o diploma superior, avalie a influência do mesmo sobre a sua inserção no mercado de trabalho:

( ) Através do diploma superior, eu consegui estar melhor qualificado(a) e assim me manter empregável.

( ) A formação superior me possibilitou construir relacionamentos sólidos e um bom networking, o qual posso estar utilizando futuramente.

( ) O diploma superior influenciou em melhoria dos meus conhecimentos, mas ainda não consegui uma vaga de emprego melhor.

( ) Estou pleiteando um novo diploma superior, pois a minha formação atual não me manteve empregável.

( ) Não considero vantagens em possuir um diploma superior.

8. Na sua procura de emprego, como você analisa e escolhe o mercado (empresas / organizações) a que se dirige?

( ) Pesquiso no site da empresa, caso ela tenha, sobre a sua história e os principais acontecimentos.

( ) Me interesso por setores em ascensão apresentados na mídia e, após procuro as empresas que atuam em tal ramo.

( ) Ouço indicações das pessoas mais próximas.

( ) Procuro ou procurei na faculdade, as empresas que estão com processo seletivo em aberto, para envio do meu currículo.

( ) Acompanho anúncios em agências de emprego ou algo parecido.

9. Você considera que os conceitos de marketing pessoal e marca pessoal se relacionam com a procura de emprego?

( ) Extremamente relacionado

( ) Muito relacionado

( )Moderadamente relacionado

( ) Pouco relacionado

( ) Nada relacionado

10. Marque o quão importante é ter uma marca pessoal.

( ) É importante para me diferenciar dos profissionais que já estão no mercado de trabalho.

( ) Foi fundamental para que eu me mantivesse atualizado(a) com meus colegas de faculdade/curso.

( ) É relevante, pois sei que sou escolhido(a) pela aparência profissional e isso reflete minha marca.

( ) Ter a minha marca pessoal definida me possibilitou escolher melhor a minha profissão atual.

( ) Considero que a minha marca pessoal não está bem definida e eu ainda estou a procura de defini-la.

11. Quando você se apresenta a uma empresa, espontaneamente, ou a uma entrevista, tem algum cuidado especial na sua imagem?

( ) Sim. Acredito ser importante cuidar da minha imagem pessoal, pois apresentar-se bem na entrevista só conta pontos positivos a meu favor, aos olhos do(s) recrutador(es).

( ) Não. É só uma entrevista, então não tem o porquê de eu ter cuidados especiais com a minha imagem, pois estou ali apenas para ser recrutado e não participar de um concurso de beleza.

( ) Não. O cuidado com a minha imagem não representa meu currículo, pois sairei bem na entrevista.

( ) Não. Foco no que consigo explanar na entrevista, e não considero que a parte visual seja importante.

( ) Nenhuma das alternativas anteriores.

12. O curriculum vitae é um documento que reflete a “trajetória de vida”. Sobre o seu currículo, marque a opção que melhor encaixa em seu perfil:

( ) Utilizo modelos de minha elaboração.

( ) Utilizo modelos disponibilizados nos meios eletrônicos: sites de notícias, sites de agências de recrutamento e seleção, sites de instituições de emprego, etc.

( ) Utilizo modelos adquiridos por meio de amigos.

( ) Utilizo vários modelos, tanto meus quanto os disponibilizados nos meios eletrônicos.

( ) Não utilizo nenhum modelo, pois desconheço os existentes.

13. Você ajusta o currículo à área a que está pleiteando a vaga?

( ) Sim, pois assim acredito que tenho mais chances de ser chamado (a) para entrevista.

( ) Não, eu não acompanho a área que estou pleiteando a vaga

( ) Envio o currículo, independente da área.

( ) Considero que ser chamado para a entrevista é o que importa, e não a preocupação em ajustar o currículo à vaga de trabalho.

( ) Tenho um currículo padrão, independente da vaga pleiteada.

14. De que forma se prepara para uma entrevista de emprego?

( ) Assisto a vídeos que ensinam a como se comportar em uma entrevista e o que não dizer ao recrutador,

( ) Recolho informações relevantes no site, se tiver, que possam ser apresentadas na hora da entrevista, mostrando ao recrutador que estou interessado pela vaga daquela empresa.

( ) Frequento seminários, workshops, palestras que ensinam maneiras de como se comportar e do que pode ou não dizer em uma entrevista de emprego. Pego informações relevantes sobre a empresa que possam contribuir para o meu sucesso ao final da entrevista.

( ) Não, sempre vou com a cara e a coragem. Se der certo, deu. Senão, procuro outra vaga.

( ) Não me preparo para entrevistas, o que eu quero mesmo é entrar na empresa, e ganhar um ótimo salário.

15. Tem cuidados com o que divulga nas redes sociais ou que os outros publicam sobre você, para a eventualidade de ser visto por uma entidade empregadora?

( ) Sim, pois acredito que o meu perfil nas redes sociais influencia meu perfil profissional.

( ) Sim, pois visualizo meus colegas divulgando informações que afetam sua imagem e assim me preocupo com o que eu faço também.

( ) Sim, porque hoje em dia tudo que é feito ou publicado nas redes sociais, as empresas estão muito atentas e podem tirar pontos negativos se você tiver uma imagem arranhada frente às redes sociais.

( ) A meu ver as empresas não podem levar em conta a rede social do candidato para escolhê-lo como profissional a ser contratado em uma empresa.

( ) Não, pois acredito que as empresas não devem olhar o que eu publico e/ou divulgo nas redes sociais, também nem devem olhar o que os outros publicam sobre mim.

16. Quais as dificuldades sentidas em um processo de procura de emprego?

( ) Me sinto muito qualificado, porém as propostas de trabalho recebidas não se encaixam na área que gosto de trabalhar.

( ) As vagas de emprego encontradas não se encaixam com as experiências de trabalho que possuo.

( ) As remunerações praticadas pelo mercado de trabalho estão aquém dos valores salariais que eu já recebia.

( ) Não encontro vagas em minha cidade que se encaixam em meu perfil profissional e com o que eu gosto de trabalhar.

( ) Não senti nenhuma dificuldade em processo de procura de emprego porque minha qualificação está condizente com as expectativas do mercado.

1 PPC: projeto pedagógico do curso (2017)

2 DEMEC-GO: Delegacia do MEC em Goiás

3 Reportagem apresentada no site http://www.tnh1.com.br, em 21/03/2017 - “conheça os cursos superiores que tem maior garantia de emprego e altos salários”.


Publicado por: Marcos Vinícius de Souza Gomes

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do site por meio do canal colaborativo Monografias. O Brasil Escola não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do autor. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.