INOVAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DA CONTINUIDADE DO NEGÓCIO

Comunicação e Marketing

A inovação pode ser uma estratégia utilizada pelos gestores de negócios para assegurar a permanência de seus produtos e serviços no mercado, mantendo as vendas crescentes e garantindo a continuidade do negócio da empresa neste “Oceano de Concorrência” que as organizações enfrentam no seu dia a dia.

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1. RESUMO

A Concorrência de Mercado atualmente tornou-se uma grande preocupação para os Gestores de Negócios que têm que se preocuparem em dar continuidade aos negócios das empresas como também na continuidade da organização.

O Mercado tem se modificado constantemente nos últimos anos e isso fez os hábitos de consumo do consumidor se modificar, tornando-o mais exigente frente a uma oferta de produtos e serviços que tentam atender o cliente em seus desejos e necessidades com soluções ricas em sedução.

Esse trabalho desenvolvido e elaborado utilizando-se de pesquisa teórica através de opiniões de vários autores veio falar um pouco sobre a inovação de produtos e serviços com o pretexto de evidenciar se essa prática é válida como estratégia para que as empresas enfrentem a concorrência e dêem continuidade aos seus negócios.

Durante os tópicos de desenvolvimento, alertou o Gestor de Negócios da necessidade de estar atento às mudanças de mercado e do consumidor, propondo o planejamento como uma forma de antecipar a inovação para vencer a concorrência e da necessidade de sempre estar inovando para se manter no mercado e permitir a continuidade do Negócio.

Palavras-Chave: Inovação, Estratégia, Marketing, Mercado.

2. INTRODUÇÃO

O advento da internet na década de 90 e o desenvolvimento de ferramentas de comunicação e de redes sociais tornaram os negócios cada vez mais globalizados até então.

O volume de informações que trafega pelo mundo assim como a rapidez com que essas informações se difundem para todas as partes do planeta promoveu, e ainda promove uma constante mudança na forma de pensar, nas necessidades e nos desejos do ser humano que agora tem ao seu alcance uma diversidade de produtos e soluções que antes não existiam e que demoravam até anos para serem divulgados em outros países.

Nesse novo contexto surge um novo consumidor, resultado de um novo mercado, que não se contenta somente com uma marca de produto ou com um modelo apenas, agora ele está cada vez mais com seus desejos e necessidades ampliados, pelo poder de sedução e da variedade que lhe é oferecido pelo mercado que se encontra abastecido por produtos de todo o mundo.

O consumismo está estabelecido praticamente em quase todo o mundo capitalista promovendo a riqueza e o crescimento de países que até então não ofereciam muita condição de vida e oferta de emprego. Ainda há muitos excluídos e países com problemas pelo mundo, mas de uma forma geral a grande ‘locomotiva’ da economia Chinesa está levando investimentos a todo o planeta, dando condições para que países que tenham algo a oferecer possam sair da inércia econômica em que viviam.

Junto com essa nova realidade de grandes ofertas de produtos e de consumidores ávidos por produtos e soluções cada vez mais sedutoras surge a concorrência e a necessidade das organizações sempre estar lançando novos produtos e serviços para que, simplesmente, continuem a serem consumidos, continuem a manter o faturamento das empresas crescendo e continuem a ter o seu espaço no mercado cada vez mais competitivo.

A palavra de ordem agora é INOVAÇÃO, que significa criar algo novo, que deriva do latim innovatio, que faz referência a uma idéia ou produto criado diferente dos padrões anteriores.

Quando se fala em inovação as pessoas imaginam lançar um foguete a lua, criar um novo Iphone, criar um novo Windows, etc. Mas na verdade uma inovação pode ser, e deve procurar ser, algo que seja simples para o negócio da empresa, algo que a empresa tenha domínio, que já tenha know-how, que esteja ligada ao negócio da empresa e que trará o retorno esperado.

Quando se cria um produto ou serviço que não existe no mercado o risco de insucesso é muito maior do que a inovação de um produto, serviço ou seguimento que já é conhecido e que precisa de alguns ajustes para continuar tendo aceitação pelo consumidor.

Por fim a inovação pode ser uma estratégia utilizada pelos gestores de negócios para assegurar a permanência de seus produtos e serviços no mercado, mantendo as vendas crescentes e garantindo a continuidade do negócio da empresa neste “Oceano de Concorrência” que as organizações enfrentam no seu dia a dia.

3. ESTRATÉGIA EMPRESARIAL

Estratégia é a arte de planejar e colocar o plano em ação, com o objetivo de alcançar ou manter posições relativas e potenciais favoráveis a futuras ações táticas sobre um objetivo e procurar condições favoráveis para alcançar objetivos específicos, ou seja, é o programa geral para a consecução dos objetivos de uma organização e, portanto, para o desempenho de sua missão. (RIBEIRO, 2008, p.11).

Toda empresa tem uma missão a ser cumprida, mesmo que sua missão e visão nunca foram definidas e colocadas em um papel, toda organização tem uma função para sua existência. Dessa forma para que a missão da empresa seja cumprida alguns objetivos precisam ser alcançados, precisam ser atingidos, precisam ser materializados, pois só assim a empresa estará concretizando o que foi planejado, colocando em prática o que foi elaborado no seu planejamento estratégico. Assim a Estratégia é consumada quando o que foi planejado é colocado em ação, materializando o que foi planejado estrategicamente, atingindo os objetivos esperados e gerando o resultado desejado.

Estratégias são planos para o futuro e também modelos do passado. As estratégias podem ser planejadas e pretendidas, como também podem ser adotadas e realizadas (ou não). O modelo e ação é o que chamamos de estratégia realizada. No processo de formulação de estratégia uma idéia leva a outra até que um novo padrão se forme. A ação conduziu o pensamento, uma estratégia surgiu. As estratégias podem formar-se e também ser formadas. Uma estratégia realizada pode surgir em resposta a uma situação que evolui, ou pode ser criada deliberadamente, por meio de um processo de formulação seguido por implementação. (SANTÂNGELO, 2008).

SANTÂNGELO (2008) é bem claro quando diz que uma estratégia pode ser planejada ou adotada e ao mesmo tempo pode ser realizada ou não realizada, tudo vai depender da necessidade da empresa, se vale a pena realizar uma estratégia planejada, se cria sua própria estratégia ou se “copia” uma estratégia que deu certo para outra organização, o que vale é se vai dar certo ou não, se é melhor essa ou aquela, qual é a que vai dar mais retorno para a empresa.

Tudo começa no pensamento para a formulação de uma estratégia e conforme SANTÂNGELO (2008) diz, uma idéia puxa a outra até a formação de um novo padrão. Uma situação que evolui e que exige resposta pode gerar uma estratégia sendo essa formada a partir de uma necessidade, ao mesmo tempo essa pode ser criada deliberadamente, sendo previamente planejada.

Dessa forma vê-se que há bastante flexibilidade na criação, adoção e execução de uma estratégia, sendo fácil a percepção de que não há uma “fórmula de bolo” e que não é também um “lançamento de foguete a Lua” para se planejar uma estratégia forte e de sucesso.

Será que aquilo que minha empresa faz ainda é o que o mercado quer? Será que os consumidores ainda precisam do meu produto ou serviço? Será que eles ainda estão dispostos a pagar a mesma coisa por um produto ou serviço que não se transformou e que não traz nenhuma novidade? (RIBEIRO, 2008, p.09).

RIBEIRO (2008) faz um alerta aos gestores para a inovação de seus produtos e serviços chamando a atenção sobre os desejos do mercado, das necessidades dos consumidores, sobre o valor percebido pelos consumidores de um produto que não se inovou, que não se transformou e que não oferece nenhuma novidade. Esse é um questionamento clássico que pode ser apresentado como causa de queda nas vendas e na perda de mercado para produtos mais atualizados que oferecem valores que foram atualizados de acordo com as necessidades do consumidor.

O descuido dos gestores em não ter uma estratégia para inovação pode custar caro num futuro próximo, pondo em risco a continuidade do produto ou serviço e até mesmo da própria organização, conforme a relevância dos mesmos no faturamento da empresa. Neste caso o trabalho presente foca na estratégia voltada exclusivamente na inovação de produtos e serviços como forma de continuidade da organização.

4. O MERCADO CONSUMIDOR ESTÁ MAIS EXIGENTE

Na atualidade, é inquestionável a importância dada ao consumidor e aos clientes. Empresas buscam de diversas formas oferecerem o que os consumidores precisam, para torná-los leais. Os níveis de concorrência são elevados, a entrada (e saída) de produtos no mercado é elevada, os consumidores possuem ao seu dispor uma diversidade cada vez maior de produtos e serviços, assim como um volume considerável de informações relacionadas a isso. (LARENTIS, 2012, p.11).

Segundo LARENTIS (2012) os consumidores de hoje têm a sua disposição opções de produtos e serviços que não existiam em tempos atrás e, juntamente a esses produtos e serviços uma quantidade de informações que de certa forma vão influenciar na escolha de consumo. Isso se deve à grande concorrência já que a entrada de produtos novos no mercado é bastante elevada sendo uma conseqüência da oferta de produtos promovida pelas empresas buscando atender o que os consumidores precisam para torná-los fieis às suas marcas.

As empresas aprenderam que o consumidor tem razão, não somente em reclamações, mas principalmente no que ele quer consumir, no produto ou serviço que ele busca para atender à sua satisfação de consumo, naquilo que ele espera conquistar e naquilo que ele depositou como avaliação de valor.

Toda essa visão do consumidor deve ser trabalhada e melhorada através de informações que vão ajudá-lo e a estimulá-lo no consumo de produtos e serviços, ajudando a torná-los mais leais às marcas da empresa.

Na verdade, entendo que o consumidor não mudou sua essência. Foi o mercado que mudou! O consumidor, as teorias microeconômicas já nos diziam, tenta obter o máximo de satisfação, pelo mínimo de alocação de sua restrita renda. Isso é assim desde que existe renda e consumo. A mudança é muito maior do que pode parecer, o ser humano é reativo e o que vemos hoje é resultado da era da informação, do mundo globalizado. (ZANCO, 2010).

Conforme ressalta ZANCO (2010) quem mudou foi o mercado e não o consumidor. Essa relação se torna bastante interessante quando se analisa a quantidade de produtos e serviços que surgiram nos últimos anos. Esses produtos e serviços são resultado de uma crescente era da informação, com o advento da internet e da globalização que começou nos anos 90.

Conforme as teorias microeconômicas diziam, o consumidor quer o Máximo de satisfação com o mínimo da sua renda e isso para os dias atuais veio a calhar com a grande opção de preços de produtos e serviços oferecidos depois das aberturas de mercado e da crescente globalização.

O mercado mudou e em conseqüência o consumidor, ser humano reativo que é, sofreu influência em seu modo de viver e em sua forma de consumir, buscando satisfazer desejos que tempos atrás não existiam e necessidades que até então não eram atendidas.

Os consumidores eram tratados como grupo homogêneo, mentalidade que deu origem ao famoso dito: “Qualquer cor é aceitável, desde que seja preta”. Todos os recursos para a criação de valor tinham de pertencer à própria empresa. A Ford foi uma das empresas mais integradas da época e sua fábrica de River Rouge, em Dearborn, Michigan, era o padrão. Embora nenhuma empresa hoje siga as mesmas orientações da Ford que produzia o Modelo T, devemos reconhecer que esse paradigma foi o precursor dos modernos modelos de negócios. Quase todas as empresas hoje ainda são variantes desse padrão, que, se até agora foi eficaz, não mais o será, à medida que avançarmos rumo ao futuro. (PRAHALAD, 2008, p.10).

PRAHALAD (2008) lembra da famosa frase de Henry Ford “Qualquer cor é aceitável, desde que seja preta” e mostra que a vontade do consumidor estava em segundo plano e sem nenhuma relevância na época. Isso se explica pela baixa concorrência daqueles tempos se comparados com os dias atuais onde a luta para se manter no mercado é uma significativa realidade. É certo que os planos de Ford eram oferecer um carro de baixo valor para que todos, inclusive seus funcionários, pudessem comprar e isso mostra também que o pensamento de criação de valor do produto naquela época deveria pertencer à própria empresa.

Por muitos anos o estilo Ford de produção e de definição de valor para o produto foi utilizado por outras empresas como um padrão que deu certo e promovia a produção e a produtividade baixando o preço final do produto. Mas hoje a realidade é outra, o paradigma que antes deu vida e sucesso sendo precursor aos modernos modelos de negócios já não se torna mais eficaz para os dias atuais. A globalização da economia, a internet e a mudança do mercado fez aumentar substancialmente a concorrência que tem o foco agora no consumidor, o que importa agora é satisfazer as vontades, desejos e necessidades dos clientes que se mostram cada vez mais informados e detalhistas quanto aos produtos e serviços.

5. MARKETING PARA O CONSUMIDOR

Conforme Al Ries apud TAVARES (2003, P. 44), marketing é desenvolver uma estratégia diferenciada de posicionamento capaz de penetrar e ocupar a lembrança do público-alvo como a marca número um na sua mente, de forma exclusiva e singular.

O marketing tem como objetivo “invadir” a mente do consumidor e fazê-lo acreditar que a marca de um produto ou serviço do qual estão falando para ele é a número um, totalmente exclusiva para o cliente e única com uma singularidade que possa convencer qualquer pessoa que desperte um interesse ou necessidade pelo produto. Para isso é necessário uma estratégia diferenciada de posicionamento, ou seja, a empresa deve definir como ela quer que o consumidor veja sua marca e seus produtos, como ela quer que o consumidor veja sua própria empresa, e essa estratégia deve ter a competência de penetrar e ocupar a lembrança do público alvo. Dessa forma a empresa pode assegurar que será lembrada positivamente sempre que o cliente se deparar com sua marca em qualquer lugar.

O objetivo real do marketing é ganhar o mercado – não apenas vender produtos. Significa pensar em sua empresa, sua tecnologia e seu produto de forma diferente começando pela definição de onde pode estar sua liderança; porque em marketing, o que você lidera, ganha. Liderar é ganhar. McKenna apud TAVARES (2003, P. 41).

Não é interessante para a empresa fazer uma venda enorme em um determinado período e não ter sucesso nos períodos subseqüentes. O que importa para a empresa é que sua marca seja lembrada sempre e que isso possa manter suas vendas constantemente em alta.

De acordo com McKenna apud TAVARES (2003, P.41) o marketing tem o objetivo de ganhar o mercado e para isso a organização deve desenvolver sua liderança através de uma forma diferente de pensar a própria empresa, sua tecnologia e seu produto pensando em onde pode estar sua liderança, como seus produtos e serviços apoiados pela sua tecnologia pode oferecer aquilo que o consumidor deseja e necessita. Quem lidera ganha e liderar é ganhar, ou seja, a marca que for mais lembrada e que oferecer um diferencial que atenda ao consumidor, seus desejos e necessidades, certamente estará na liderança.

Muitos novos mercados emergiram nos últimos anos com o advento das novas tecnologias e em função de novos estilos de vida e padrões sociais. As organizações precisam acompanhar essas transformações, pois elas modificam a maneira como os clientes vivem, priorizam seus gastos e escolhem seus produtos e serviços. A competição entre as empresas transformou-se com o aumento de novos produtos e serviços, em uma disputa pelos recursos dos clientes. Quando um consumidor resolve adquirir um telefone celular e seu rendimento não é alterado, o valor gasto com a conta ou com os créditos adquiridos para fazer ligações será retirado desse rendimento. Nesse caso, o consumidor precisará reduzir ou eliminar gastos que efetuava com outros produtos e serviços. A decisão do consumidor sobre o que deixar de consumir é real e de difícil mensuração e deve ser estudado e considerado na determinação de estratégias de marketing. (CAMAROTTO, 2009, p.32).

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O surgimento de novos mercados nos últimos anos em função do aparecimento de novas tecnologias, estilos de vida e padrões sociais, modificou o comportamento dos clientes para o consumo. CAMAROTTO (2009) faz um alerta para que as organizações acompanhem essas transformações, pois se elas afetam a maneira com que os clientes vivem, gastam e fazem a escolha de seus produtos e serviços, é de extrema importância que as empresas saibam quais as transformações que estão acontecendo e as que estão por vir, já que dessa forma pode-se prever como os consumidores vão se comportar e quais as medidas possam ser tomadas para não ser pego de surpresa permitindo assim que possam sair na frente da concorrência.

Com o aumento da competição entre as empresas e aumento de produtos e serviços ofertados, os recursos dos clientes, que não cresceram na mesma proporção da oferta, estão sendo disputados entre as organizações.

Na escolha que um cliente, cujo rendimento não foi alterado, faz por um novo produto ou serviço obriga que o valor seja transferido de outros gastos efetuados com outras marcas. Essa decisão do consumidor de onde vai transferir o gasto para outros consumos deve ser considerada pela estratégia de marketing.

A empresa precisa ficar atenta e traçar uma estratégia de marketing para evitar a perda de receita de seus produtos e serviços para outros que podem seduzir e atender melhor o consumidor. Deve determinar uma estratégia de marketing que iniba a fuga de suas vendas, de sua receita para produtos e serviços similares ou até mesmo para produtos e serviços que vão atender melhor os desejos e necessidades do consumidor com relação às suas marcas.

6. CONCORRÊNCIA DO MERCADO

O que poucos diretores, empresários e gerentes sabem é que temos muitos mais concorrentes do que imaginamos ter. Se você já está preocupado com as empresas que competem pelos mesmos produtos ou serviços que os seus, provavelmente ficará mais desconfortável ao traçar um modelo de análise de concorrência mais abrangente. A boa notícia é: você saberá exatamente quem eles são e poderá prevenir ataques por meio do desenvolvimento de uma vantagem competitiva e de ações de qualidade, fidelização e estratégias corretas. (CANDELORO, 2006).

CANDELORO (2006) faz um alerta aos gestores de empresa revelando que existem concorrentes que não são percebidos facilmente e que eles são em grande número ultrapassando aqueles que já se conhecem.

Os concorrentes que são facilmente percebidos são os que competem pelos mesmos produtos ou serviços da empresa havendo a necessidade de traçar um modelo de análise de concorrência que seja mais profundo, mais abrangente para se conhecer os demais.

A partir da análise de concorrência o gestor poderá identificar quem são os concorrentes da empresa e tomar a iniciativa de desenvolver uma vantagem competitiva e ações de qualidade, fidelização e estratégias, podendo assim, prevenir ataques que poderiam pegá-lo de surpresa.

Não importa o tamanho da empresa, a análise de concorrência é de grande importância para que a organização conheça quem pode apresentar uma ameaça real à sua estabilidade na sua área de atuação, e sabendo quem são eles e de onde vem a ameaça fica muito mais fácil anulá-la ou combatê-la evitando maiores prejuízos.

A concorrência é uma pratica absolutamente normal em todas as atividades econômicas, seja na indústria, no comércio ou na prestação de serviços. O ser humano por si próprio exerce concorrência natural com os outros seres da mesma espécie, sendo assim também com a maioria dos animais. Percebo dois tipos de concorrência: O primeiro é aquele onde uma empresa, pessoa ou profissional oferece aos seus consumidores, à sociedade ou clientes vantagens de adquirir seus produtos ou serviços ou gozar de sua amizade. Esta é a concorrência benéfica, onde se ressalta as qualidades que se tem sem denegrir o outro ou diminuí-lo ressaltando-se suas falhas ou defeitos. O outro tipo é aquele onde a empresa, pessoa ou profissional procura denegrir a imagem do outro, difamando-o, ressaltando suas falhas ou defeitos, praticando a política do quanto pior meu concorrente melhor pra mim. Essa é a modalidade maléfica. (ALMEIDA, 2008).

Segundo ALMEIDA (2008) a concorrência é uma prática inerente ao ser humano e aos animais e ela está presente tanto no cotidiano das pessoas, como também na indústria, no comércio e nos serviços. Ele ainda nos diz que há dois tipos de concorrência, uma “boa” e uma “má” que são praticadas por empresas, pessoas e profissionais.

A concorrência “boa” é aquela que através de seus produtos e serviços procura atender seus clientes e a sociedade ganhando suas amizades, sempre trabalhando para melhorar a qualidade e o convencimento de seus clientes mostrando o que oferece de bom, de positivo para o mercado. Já a concorrência “má” é aquela que se baseia em denegrir o outro, com difamações e mostrando suas falhas e defeitos ainda acreditando na política do “quanto pior pro outro melhor pra mim”.

A verdadeira concorrência faz uso do marketing para ser vencedora, atuando sempre na valorização do seu produto ou serviço diante de seu consumidor, buscando convencê-lo de forma leal e passando para ele informações reais a respeito do que sua empresa oferece para seu consumo. Fazendo isso a empresa terá a segurança de que seu produto seja forte, e sendo forte poderá continuar vencendo a concorrência.

Ser diferente dos outros é essencial, quem não é diferente cai na vala comum do mercado. Sem se diferenciar dos outros concorrentes, o serviço e produtos que você oferece vão depender da boa vontade dos clientes e de preços baixos. Quando você é diferente, se torna único do ponto de vista dos seus clientes, e isso faz com que procurem você ativamente e até aceitem pagar preços mais caros. (ZUGMAN, 2013).

ZUGMAN (2013) faz uma revelação de que não adianta ser igual a todo mundo, não adianta oferecer a mesma coisa que todo mundo oferece e que quem não se diferencia cai na vala comum do mercado. Não sendo diferentes, os produtos e serviços da empresa, só podem contar com a boa vontade dos clientes e preços baixos e isso significa trabalhar dependendo dos outros e com uma margem muito estreita. Ser diferente torna a empresa um ícone para o cliente, sendo única para ele, o que o leva sempre a procurar a mesma marca ficando disposto a pagar preços mais caros, aumentando a margem de ganho nas vendas.

Quem se diferencia sempre aparece mais do que os demais. Isso é muito natural, ser notado porque tem algo mais a oferecer, porque o diferencial chama a atenção para o consumidor que tem desejos e necessidades, e quer ter o seu retorno de valor conforme sua expectativa.

7. INOVANDO PARA CONTINUAR

Não é apenas propaganda. A inovação realmente faz uma grande diferença para empresas de todos os tipos e tamanhos. A explicação é bastante simples: se não mudarmos os que oferecemos ao mundo (bens e serviços) e como os criamos e ofertamos, correremos o risco de sermos superados por outros que o façam. Em última instância, é uma questão de sobrevivência – e a história é bastante clara a esse respeito; a sobrevivência não é compulsória! As empresas que sobrevivem são capazes de mudança focada e regular. É importante observar que a Microsoft – uma das maiores e mais bem-sucedidas empresa do mundo – adota a visão de que está sempre a dois anos de sua extinção! Ou, como salienta Andy Groves, um dos fundadores da Intel: “Só os paranóicos sobrevivem!”. (BESSANT, 2009, p.20).

Segundo BESSANT (2009) a sobrevivência não é compulsória, não é obrigatória, a empresa que sobrevive é porque tem competência e são capazes de mudança focada e regular, ou seja, têm um planejamento voltado para a inovação e ele é constante e previamente elaborado, com um pensamento pró-ativo evitando que a organização seja pega de surpresa tendo que agir reativamente. Ainda ressalta que a inovação é que faz a diferença entre as empresas, não importando o tamanho, e diz que se uma empresa não mudar corre o risco de ser superada por outra que ofereça um produto ou serviço que atenda melhor o consumidor.

O método de estímulo utilizado pela Microsoft é ter sempre a visão de que está próximo da extinção, cerca de dois anos apenas, o que leva a empresa a sempre ter fôlego para inovar, para criar novas soluções que possa atender melhor seu cliente e conquistar novos, permitindo assim estar à frente da concorrência.

A inovação é algo necessário para que a empresa se mantenha no mercado, é algo que deve ser buscado antecipadamente de forma planejada para evitar que a organização seja pega de surpresa e tenha que tomar decisões com pouco espaço de tempo, a inovação deve ser vista como algo que já faz parte do planejamento da empresa, aquilo que passa ser regular dentro da gestão empresarial.

As fontes para novas idéias de negócio encontram-se em todo o lado. Na sua base devem estar sempre necessidades humanas, pois são estas que motivam o aparecimento de mercados completos, com oferta e procura. Podemos encontrar necessidades ainda não satisfeitas de todo (mercado incompleto só com procura) ou que podem ser melhores satisfeitas, desde que saibamos criar um novo produto (bem, serviço ou idéia) para esse fim. Em cada país é possível descobrir produtos importados, que poderiam ser também produzidos nacionalmente, o que constitui outra fonte de idéias novas para negócios. No entanto, só valerá a pena substituir importações se formos capazes de produzir com mais qualidade e/ou mais barato, ou no caso de vivermos num país de mercado nacional protegido. (CARVALHO, 2016, p.20).

CARVALHO (2016) diz que as necessidades humanas é que motivam o aparecimento de mercados completos, com oferta e procura. Isso significa que primeiro: existem informações para atender a todas as transações e segundo: os recursos são utilizados para se obter o mais elevado retorno. Isso vai ajudar a concorrência a ofertar um produto ou serviço com inovação, mais qualidade e estimulando ao mesmo tempo a própria necessidade de inovação entre as organizações.

Existem necessidades não satisfeitas de todo e necessidades que melhor podem ser satisfeitas, o que é uma grande oportunidade para se ganhar o mercado criando novos produtos ou melhorando os que existem. Isso tudo através de inovação, de um pensamento que resolva as necessidades e desejos do consumidor.

Idéias para inovação estão em toda parte assim como necessidades para se criar ou modificar produtos e serviços, basta apenas fazer uma análise mais aprofundada sobre o assunto.

Alguns produtos importados, que possam ser produzidos com qualidade e mais barato ou em países com reserva de mercado para tais mercadorias, é uma grande oportunidade de inovação para algumas empresas.

Necessidades e desejo do consumidor, esse é o combustível para a existência do mercado e em conseqüência da concorrência que vai buscar a inovação para atrair e atender o cliente proporcionando a continuidade do negócio.

Há muito tempo, discute-se a inovação como motor do crescimento. É importante observar que ela também pode promover o progresso independentemente da situação econômica como um todo. A inovação tem sido tópico de discussão e debate por séculos. Historiadores econômicos do século XIX observaram que a aceleração do crescimento econômico foi resultante de processo tecnológico. (TROTT, 2008, p.06).

Segundo TROTT (2008) o processo tecnológico ajudou na aceleração do crescimento econômico, isso verificado por historiadores do século XIX, ou seja, a tecnologia é um componente responsável pelo sucesso econômico de uma sociedade, ultrapassando fronteiras, levando crescimento a outros países.

Inovar não é tecnologia, mas pode-se inovar utilizando a tecnologia, e isso vai trazer uma maior segurança no sucesso da inovação, pois, como já foi dito, a tecnologia também estimula o crescimento econômico.

Inovar é criar algo novo melhor que o anterior, assim quando a empresa inova cria o novo atendendo às necessidades e desejos do consumidor estimulando o consumo, a economia, o crescimento e o progresso dando continuidade ao negócio da empresa e isso, independente da situação econômica geral que se vive uma sociedade.

8. CONCLUSÃO

As empresas de hoje vivem um enorme desafio de permanecerem continuamente atuantes no mercado, melhor dizendo, vivem o desafio de continuarem existindo.

Diante de tantas informações de vários autores mencionadas no atual trabalho, verifica-se que é necessário para as organizações continuarem trabalhando para que essa continuidade no mercado seja perene, e para isso devem se antecipar na inovação de seus produtos e serviços, sempre atentos pensando “o que o mercado necessita de melhor?”.

A inovação é uma enorme força que é buscada atualmente para se vencer não somente a concorrência, mas também as crises econômicas, e praticamente em grande parte das empresas se praticam inovação mesmo sem perceber. O que deve ser observado é que fazer inovação com planejamento potencializa em muito o sucesso da estratégia da empresa.

As empresas devem acreditar que o mercado mudou e sempre estará em constantes mudanças, e essa mudança do mercado mudou o consumidor que agora é dono de si, é um consumidor que faz exigências, que tem suas necessidades e desejos próprios e singulares, é um consumidor que precisa ser atendido e que é servido por várias empresas que produzem os mesmos produtos e serviços.

A Estratégia de Inovação de produtos e serviços vem trazer uma saída para as empresas que trabalham diariamente focadas na sua continuidade no mercado em busca de melhorar o seu faturamento. Inovar com planejamento significa atender ao que o consumidor busca, é tornar seus produtos e serviços sólidos no mercado, é torná-los fortes para vencer a concorrência, fazendo da continuidade do negócio uma realidade.

9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

RIBEIRO, R. V. Estratégia Empresarial e de Recursos Humanos. 1. ed. Curitiba: IESDE BRASIL S.A, 2008.

SANTÂNGELO, C. C. F. - Estratégia Empresarial – 2008 - Disponível em: http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/estrategia-empresarial/22409/,Acesso em 04/07/2018.

LARENTIS, F. Comportamento do Consumidor. 1. ed. Curitiba: IESDE BRASIL S.A, 2012.

ZANCO, D. G. – Os Consumidores Estão Mais Exigentes? – 2010 - Disponível em: http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/os-consumidores-estao-mais-exigentes/38238/,Acesso em 05/07/2018.

PRAHALAD, C. K.; CRISHMAN, N. S. A Nova Era da Inovação. 1. ed. Rio de Janeiro: ELSEVIER, 2008.

TAVARES, F. Gestão da Marca: Estratégia e Marketing. 1. ed. Rio de Janeiro: E-papers Serviços Editoriais Ltda, 2003.

CAMAROTTO, M. R. Estratégia de Marketing. 1. ed. Curitiba: IESDE, 2009.

CANDELORO, R. – Quem São Seus Concorrentes? – 2006 - Disponível em:http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/quem-sao-seus-concorrentes/1201/,Acesso em 06/07/2018.

ALMEIDA, J.R. – Concorrência Maléfica – 2008 - Disponível em:http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/concorrencia-malefica/26710/,Acesso em 06/07/2018.

ZUGMAN, F. – Como Ser Diferente e Tornar a Concorrência Irrelevante – 2013 - Disponível em:http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/como-ser-diferente-e-tornar-a-concorrencia-irrelevante/70558/,Acesso em 06/07/2018.

BESSANT, J.; TIDD, J. Inovação e Empreendedorismo. 1. ed. Porto Alegre: ARTMED EDITORA S.A, 2009.

CARVALHO, J. M. S. Inovação e Empreendedorismo. 1. ed. Porto: VIDA ECONOMICA EDITORIAL S.A., 2016.

TROTT, P. Gestão da Inovação e Desenvolvimento de Novos Produtos. 1. ed. Porto Alegre: BOOKMAN EDITORA LTDA, 2008.


Publicado por: Jairo Bernardes da Silva Junior

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