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IMPRESSORA 3D PRUSA MENDEL i2

Computação

As características, funções e hardware utilizado na impressora 3D Prusa Mendel i2 e a análise do uso da impressora para atividades práticas do dia-a-dia.

índice

1. RESUMO

Este trabalho propõe o estudo e montagem de uma impressora 3D completa, com o foco na parte elétrica/eletrônica da impressora. Após a montagem e testes fazemos parte da modelagem de objetos 3D, a conexão entre a impressora 3D e um computador para enviar as informações para impressão. Este estudo foi feito através de artigos científicos, de manuais (DataSheet) e ajuda de fóruns (RepRap). A maioria dos componentes básicos da nossa impressora 3D pode ser encontrada nas próprias lojas de São Paulo/SP ou pela internet (Mercado Livre).

A estrutura constitui-se de dois tipos de barras, lisa e roscada. Para ser montada a estrutura, calculamos as medidas necessárias de acordo com nossos motores de passo. A impressora 3D de nossa autoria tem como precisão de impressão 1,75mm. Possuindo assim uma área de impressão de 200x200mm.

A prusa mendel é constituída por uma placa Generation Eletronics 7 (Gen7 Br2, uma variação do original europeia), ela é a base do funcionamento lógico pelo nosso firmware Marlin e software Repetier, e assim comunicar com a elétrica e a mecânica. Fazendo assim o fatiamento e por consequência a impressão do objeto 3D.

2. INTRODUÇÃO

A primeira impressora surgiu no ano de 1938, criada por Chester Carlson um norte-americano que desenvolveu a impressora que era chamada de “Impressora de Impacto”, ela operava com fitas nos papéis para o aparecimento das letras, era possível imprimir pequenas imagens e gráficos na época a um baixo custo. No fim da década de 1980 chegou ao mercado a primeira impressora a jato de tinta. Acompanhando o avanço da computação, ela é utilizada até hoje. Chegamos ao futuro e cada vez mais a tecnologia faz parte do nosso dia-a-dia para facilitar a vida das pessoas. Desde seu surgimento, as impressoras se tornaram um mecanismo indispensável no cotidiano devido a necessidade de se imprimir não só documentos como também fotos, projetos, trabalhos, propagandas e etc., de forma rápida e fácil.

Com o avanço crescente e cada vez mais rápido da tecnologia não é difícil imaginar que certamente haveria o desenvolvimento de uma impressora que fosse capaz de imprimir objetos em 3D (3 dimensões).

A Impressão 3D é um tipo de tecnologia onde um modelo tridimensional é criado a partir de sucessivas camadas de um determinado material (em geral plásticos, resinas e foto polímeros) que é colocado na impressora. Uma ideia antes criada num computador pode ser materializada pela impressora 3D sem precisar de qualquer molde para ser fabricado. Esse tipo de tecnologia também é chamado de prototipagem rápida (RP) por ser capaz de desenvolver componentes funcionais, protótipos e objetos no menor tempo possível, reduzindo custos.

Apesar de entrar em evidência mais recentemente, a impressão 3D já existe desde a década de 80 quando o norte-americano Chuck Hill, do estado da Califórnia criou a primeira impressora 3D utilizando a tecnologia da estereolitografia. Após fundar sua empresa a 3D Systems, Hull lançou a primeira versão comercial da tecnologia em 1988, que virou sucesso entre os produtores de automóveis, equipamentos médicos e do setor aeroespacial. A General Motors e a Mercedes-Benz incorporaram a impressora 3D aos seus processos produtivos, mostrando a funcionalidade e eficiência da invenção de Hull já naquela época. Atualmente as impressoras 3D já conseguem imprimir objetos com um alto nível de detalhamento e de forma muito mais rápida.

"A tecnologia de impressão 3D baseia-se na sobreposição de finas camadas. Normalmente horizontalmente, obtendo assim o objeto desejado. A nova geração de máquinas de impressão 3D de baixo custo (equipamentos de até R$ 5 mil) permite a disseminação da produção de pequenos lotes de forma economicamente viável." (BARIFOUSE, 2012; BERGER, 2012).

Com a Impressão 3D pode-se criar geometrias únicas e abre oportunidades para inovação e pesquisa em várias áreas como confecção de próteses ósseas ajudando tanto na área da saúde e medicina como também em empresas e grandes indústrias produzindo ferramentas, peças de máquinas e objetos personalizados em geral.

“Basicamente esta tecnologia proporciona a fabricação de diversos componentes físicos, sejam eles peças, protótipos, modelos, réplicas, em 3 dimensões (3D), através das informações da geometria da peça contidas em um arquivo digital que geralmente é elaborado em um sistema de computador (CAD), onde as informações contidas são utilizadas pela máquina, para a construção da peça física, sistematicamente, camada por camada, até que se obtenha a peça completa.” (VOLPATO, 2007).

Gostaríamos de citar casos como o garoto que construiu uma mão robótica para si próprio usando uma impressora 3D: “Com uma impressora 3D imprimiram quase toda esta nova mão e, com ajuda de seus professores e pais, Leonardo uniu todas as peças e a articulou com os fios e cordas de náilon.” (Https://exame.abril.com.br/tecnologia/garoto-de-14-anos-fabrica-propria-mao-robotica-com-impressora-3d/, site consultado em maio de 2018).

Estudos mais recentes de estudantes mexicanos: “Três estudantes mexicanos desenharam um material sintético capaz de regenerar ossos dentro de estruturas geradas mediante uma impressora 3D, a partir de um modelo matemático que representa como as células atuam para gerar tecido ósseo.” (Https://exame.abril.com.br/tecnologia/estudantes-mexicanos-regeneram-ossos-por-impressao-3d/, site consultado em maio de 2018).

“Pela primeira vez na China, cientistas conseguiram reconstruir orelhas humanas a partir de tecnologia de Impressora 3D e células humanas”, a cartilagem do órgão foi desenvolvida in vitro, ou seja, fora do organismo vivo. Para tal, foram utilizados condrócitos – células presentes no tecido cartilaginoso – que foram colocados em um suporte biodegradável e desenvolvido em tubo de ensaio.” (https://exame.abril.com.br/ciencia/cientistas-chineses-criam-orelhas-humanas-com-impressora-3d/), site consultado em Maio de 2018).

2.1 Objetivo

O objetivo deste trabalho é desenvolver, entender o funcionamento da placa eletrônica Gen7v1.2 Br2 para aplicação na montagem de uma Impressora 3D, sem precisar de um conjunto Arduino e Ramps além de apresentar suas funcionalidades. Para ser uma forma mais simples e viável a escola e futuros projetos de aluno.

3. IMPRESSORA 3D

3.1 Funcionamento geral da impressora 3D

A impressora 3D montada no nosso projeto tem como fundamento básico, depositar finas camadas de plástico (PLA ou ABS são os mais comuns). A impressora possui um extrusor, uma engrenagem que puxa o filamento do rolo e deposita o material em uma superfície lisa que é pré-aquecida (Bed) como mostrado na Figura 1. Durante seu funcionamento a máquina deve ser mover pelos eixos X, Y, Z a fim de realizar os movimentos para uma impressão.


Figura 1 - Estrutura de uma impressora 3D
Fonte: http://pdabr.com/tema-livre/o-verdadeiro-futuro-em-3d-t1011476.html

A impressão é feita pelo deposito de material plástico em formato de filamento. A extrusão é feita por um sistema de engrenagens que puxam o filamento para dentro da câmara que derrete o plástico como mostrado na figura a seguir.


Figura 2 - Bico quente de uma impressora 3D
Fonte: AZEVEDO, Fabio Mariotto. Montagem de uma Impressora 3D

Existem vários modelos de estruturas de impressoras 3D a escolhida foi o modelo Prusa Mendel i2 pelo fato da grande documentação existente online e uma estrutura de fácil montagem.

A impressora é composta basicamente dos seguintes elementos:

I) Estrutura mecânica: Composta por partes plásticas, parafusos, porcas, hastes.

II) Parte eletrônica: Composta por um circuito controlador, motores de passo, fonte, termistores, resistências, MOSFET.

III) Firmware: Programa executado pelo controlador ATmega.

IV) Software: São dois, um responsável pelo fatiamento (Formar códigos G-Code), e outro pela interface PC - Impressora. Pode ser feito também com um único software realizando as duas funções (Não recomendado a leigos )

4. ESTUDO GEN7 V1.2Br2

A placa Gen7 original, é uma placa para impressora 3D desenvolvida por voluntários, com intuito a ajudar pessoas sem conhecimento em impressão 3D. As gerações da Gen8 em diante já são modelos com outra arquitetura sendo patenteados e não mostrado livremente seu sistema. No mundo inteiro existe uma comunidade para tirar dúvidas sobre a montagem e possíveis erros comuns a pessoas leigas no assunto eletrônica.

A Gen7 que utilizamos no projeto é a versão de estudo criada por brasileiros, tem como objetivo um maior número de componentes nacionais, facilitando nossa criação da placa por seus componentes serem simples e encontrados a venda nas variadas lojas especializadas aqui em São Paulo/ SP.

A seguir apresentamos a foto da placa complemente montada na figura 3 e um layout mais detalhado na figura 4


Figura 3 - Foto da Placa Gen7v1.2Br2 completamente montada e em funcionamento
Fonte: foto do próprio autor


Figura 4 - Placa Gen7v1.2Br2 com a localização de todas as suas conexões e componentes
Fonte: http://reprapbr-ge.blogspot.com.br/2012/08/placa-gen7br2.html

4.1 Componentes da Placa Gen7v1.2BR2

  • Pelo manual da placa temos as suas seguintes características:

  • Placa face simples de aproximadamente 110 x 130 mm;

  • Fonte ATX de PC;

  • Microcontrolador ATmega644, ATmega644P ou ATmega1284P (Atmel);

  • Espaço para 4 Drivers de motor de passo (Pololu, Stepstick ou compatíveis);

  • Conector conversor USB-Serial;

  • Capacidade de até 1 extrusor (motor de passo, aquecimento do bico e leitura de termistor);

  • Capacidade de até 1 mesa aquecida (aquecimento da mesa e leitura de termistor);

  • Conector para acionar 1 ventilador (rotação normal ou controlada por PWM);

  • Conector para acionar 2 ventiladores (rotação reduzida com limitação de corrente);

  • Conectores para 6 EndStops;

  • LEDs para Standby e Ligado;

  • LEDs para indicar funcionamento da Mesa Aquecida, Bico e Ventilador;

  • Conector de programação ISP;

  • 2 conectores I2C (uso geral);

  • Possibilidade de expansão com Botões, SD Card e LCD.

  • 7 pinos do processador livres (uso geral, usar Atmega 1284P por possui uma memória maior)

  • Botão de reset;

  • Análise da placa antes de colocá-la em funcionamento.

4.2 Análise da placa Gen7v1.2Br2

4.2.1 Motores e drivers

A figura 5 abaixo mostra o layout básico da placa aqui estudada.


Figura 5 - Layout básico da Gen7v1.2 Br2 com apenas alguns componentes iniciais
Fonte: foto do próprio autor

Na figura 6 a seguir mostramos onde são ligados os motores. Temos os conectores X7 (Extrusor), X6 (Eixo Z), X5 (Eixo Y) e X4 (Eixo X). Cada conector tem 4 pinos onde devem ser ligadas as bobinas dos motores de passo. Os fios das bobinas devem ser ligados lado a lado.


Figura 6 - Ligação dos motores
Fonte: foto do próprio autor

Os motores do eixo Z possuem uma ligação diferente, eles ficam ligados em série como mostrado na figura a seguir. Após ligar, se a rotação do motor estiver no sentido contrário do que desejamos basta inverter os fios de uma bobina apenas. Isso é mostrado na figura 7 a seguir.


Figura 7 - Ligação dos motores (2)
Fonte: http://www.reprap.com.br/o-que-usar/eletronica/documentacao-da-placa-gen7br/

Os drivers dos motores usados na placa são os Polulu A4988 com o esquemático mostrado a seguir na figura 8.


Figura 8 - Esquemático do Driver Polulu através do seu Datasheet
Fonte: Próprio autor

Esses drivers possuem um ajuste de corrente de forma que podemos controlar a corrente máxima com um potenciômetro, o que nos permite usar uma tensão acima das taxas normais de tensão dos motores para uma performance melhor.

Para o funcionamento do driver, é preciso alimentá-lo com uma tensão de 3 – 5.5 V conectada nos pinos em Vdd e Gnd e uma tensão no motor de 8 – 35 V conectada por Vmot e Gnd, como mostra a figura 9 abaixo.


Figura 9 - Alimentação do driver com tensão em seus terminais
Fonte: https://www.pololu.com/product/1182

4.2.2 Testes básicos alimentando com tensão

Com essa primeira montagem básica, podemos fazer alguns testes alimentando-a com tensão. No canto direito embaixo da placa temos os 3 jumpers (JP 1, JP 2 e JP 9) que devem ser usados nos testes para alimentar a placa mostrado na figura 10. Podemos usar uma fonte ATX de PC ou podemos também usar uma fonte de 12 V.


Figura 10 - Localização dos Jumpers (JP 1, JP 2 e JP
Fonte: http://reprap.org/wiki/Gen7_Board_1.2

Na figura 11 temos as medições e seus correspondentes nas cores:

Em vermelho: Alimentação de 5 V do conector serial. Os cabos do conversor USB2TTL fornecem tensão a este pino. O ATmega, bem como o Pololus são fornecidos o tempo todo com tensão também. Podemos deixar o JP 1 desconectado.

Em azul: Alimentação de 5 V através do grande conector de alimentação de 20 pinos. O ATmega será fornecido todo o tempo com tensão, enquanto outras peças são fornecidas apenas sob demanda. Isso permite que liguemos e desliguemos a PSU com comandos de G- CODE.

Em verde: Fornecemos 12V através do conector Molex no canto superior esquerdo da placa. O ATmega, bem como o Pololus são fornecidos o tempo todo com tensão também. Podemos deixar o JP 1 desconectado.

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Figura 11 - teste e medição de tensões na placa a partir desse primeiro layout básico
Fonte: http://reprap.org/wiki/Gen7_Board_1.2

4.2.3 Componentes de saída da placa

Nossa placa possui um circuito que aciona a mesa aquecida. Esse circuito é projetado de forma que o MOSFET liga o aquecimento da mesa. Assim podemos escolher uma resistência baixa para um menor aquecimento do nosso MOSFET. A resistência na sua região linear, depois que o FET entra em saturação, a resistência muda e a corrente se mantêm a mesma com o aumento da tensão. O conector da mesa aquecida é o X8 como mostrado na figura 12 a seguir.


Figura 12 - conexão da saída da mesa aquecida
Fonte: http://www.reprap.com.br/o-que-usar/eletronica/documentacao-da-placa-gen7br/

O circuito para acionar o bico é um circuito a parte da mesa aquecida. A corrente para aquecer o bico é menor, além de possuir um Rds (On) maior, porém nesse caso seu valor não é crítico no aquecimento do MOSFET.

Na figura 13 a seguir mostramos o conector do bico identificado como X9 que fica logo acima da saída da mesa na nossa placa.


Figura 13 - conexão da saída do bico da impressora
Fonte: http://www.reprap.com.br/o-que-usar/eletronica/documentacao-da-placa-gen7br/

Nossa placa conta com um conector para se ligar um ventilador de 12V que é controlado pelo microcontrolador e pode até ter sua velocidade variada. Além desse conector principal é possível conectar mais outros 2 ventiladores auxiliares de 12V com resistores para limitar sua corrente e reduzir sua velocidade e seu ruído. Na figura 14 a seguir mostramos a conexão do ventilador principal e na figura 15 dos ventiladores auxiliares.


Figura 14 - conexão da saída do ventilador principal
Fonte:
http://www.reprap.com.br/o-que-usar/eletronica/documentacao-da-placa-gen7br/


Figura 15 - conexão da saída dos ventiladores auxiliares
Fonte: http://www.reprap.com.br/o-que-usar/eletronica/documentacao-da-placa-gen7br/

Os circuitos das saídas que falamos anteriormente são apresentados na figura 16 a seguir. Podemos ver o MOSFET que liga o aquecimento da mesa em BED e o MOSFET que liga o aquecimento do bico em HOTEND. O ventilador de 12V em FAN e mais os seus dois ventiladores auxiliares em FAN_AUX.


Figura 16 - Circuitos das saídas da placa
Fonte: Foto do próprio autor

Nossa placa possui dois termistores, que são sensores de temperatura, um para a temperatura do bico (HOTEND) e outro para a temperatura da mesa aquecida (BED). Na figura 17 temos a localização destes conectores que também são essenciais na placa.


Figura 17 - conexão dos sensores de temperatura
Fonte: http://www.reprap.com.br/o-que-usar/eletronica/documentacao-da-placa-gen7br/

Na figura 18 a seguir apresentamos os circuitos desses sensores. Podemos ver que os dois sensores da nossa placa são idênticos com um resistor de 4K7 ohms e um capacitor de 10uF.


Figura 18 - Circuito dos sensores de temperatura
Fonte: foto própria do autor

4.2.4 Conector Serial

Nossa placa possui um conector serial para fazer a comunicação direta com o computador. Este conector serve para enviar dados e atualizações de firmware. Ele está ligado diretamente ao microcontrolador. Para poder ligá-lo a porta USB do computador, será preciso de um conversor USB-Serial (TTL). Se for ligado a porta serial do computador então o conversor TTL-RS232 que deverá ser utilizado. A figura 19 a seguir mostramos a localização da porta serial da placa.


Figura 19 - Porta serial da placa
Fonte: http://www.reprap.com.br/o-que-usar/eletronica/documentacao-da-placa-gen7br/

Na próxima figura 20 temos a porta serial de forma mais detalhada mostrando a sua pinagem.


Figura 20 - Esquemático da porta serial através do seu datasheet
Fonte: foto própria do autor

4.2.5 Testes de tensão utilizando conectores ATX da placa

Podemos fazer mais testes de tensão na nossa placa agora. Primeiro vamos ligar o conector ATX de 20 pinos da fonte de PC ao conector X1 e o conector ATX de 6 pinos da fonte de PC ao conector X2. Dessa forma devemos deixar o jumper JP 1 ligado e os outros dois jumpers (JP 2 e JP 9) desligados. Assim nós vamos ter o processador sendo alimentado com tensão de 4V da fonte ATX e o LED SB ficará aceso como mostrado na figura 21 a seguir.


Figura 21 - Teste da placa ligando os conectores ATX e acendendo o LED SB
Fonte: http://www.reprap.com.br/o-que-usar/eletronica/documentacao-da-placa-gen7br/

A seguir apresentamos o esquemático com a pinagem dos conectores ATX de 6 pinos e ATX de 20 pinos na figura 22.


Figura 22 - Esquemático dos conectores ATX através do seu Datasheet
Fonte: foto própria do autor

Uma segunda forma de testar a placa seria ligar uma fonte 12V ao conector X2 ou X3. Se fizermos isso precisamos deixar os jumpers JP 2 e JP 9 ligados e o jumper JP 1 desligado. Lembramos que é recomendável pelo manual da placa que nunca mantenhamos esses três jumpers ligados. Nesse segundo caso a fonte de 12V irá fornecer 12V para a placa, alimentando o Regulador 7805 que fornece 5V para o restante da placa e os LEDs “ON” e “SB” também ligam como mostrado na figura 23 a seguir.


Figura 23 - Teste da placa alimentando com 12V e acendendo os LEDs ON e SB
Fonte: http://www.reprap.com.br/o-que-usar/eletronica/documentacao-da-placa-gen7br/

4.2.6 Conector ISP e Arduino

Agora iremos falar um pouco sobre a programação da placa. Na placa colocamos o conector ISP que é usado em conjunto com um Programador AVR e serve para gravar o bootloader dentro do microcontrolador. O bootloader é um firmware desenvolvido para que o microcontrolador possa receber um novo firmware do computador através de sua porta serial. Para gravar o bootloader e o firmware no ATMEGA 644 utilizamos um Arduino UNO R3 com seu cabo USB conectando-o ao PC. Nas figuras 24 e 25 a seguir mostramos o conector ISP da nossa placa.


Figura 24 - Pinagem ISP
Fonte: http://www.reprap.com.br/wp-content/uploads/2012/11/ -via-ISP- PCI-GEN7br2-com-644.pdf


Figura 25 - Localização do ISP na placa Gen7v1.2Br2
Fonte: http://www.reprap.com.br/o-que-usar/eletronica/documentacao-da-placa-gen7br/

E nas figuras 26 e 27 a seguir o ISP sendo conectado ao Arduino Uno R3 que por sua vez é conectado ao PC através de um cabo USB.


Figura 26 - Conexão do Arduino no ISP
Fonte: foto do próprio autor


Figura 27 - Conexão do Arduino no ISP (2)
Fonte: foto do próprio do autor

Feitas as ligações, precisamos iniciar o software no Arduino e no menu "tools" selecionar a placa Gen7. Após mais algumas configurações de base, podemos gravar o Firmware com sucesso

5. TESTES DO PROJETO

Depois de feita a montagem e calibragem da Impressora 3D (parte mecânica e eletrônica através da placa) vem a parte dos testes experimentais. A nossa impressora consegue imprimir qualquer peça criada em 3D contanto que ela seja do formato .STL, que normalmente é compatível com os formatos de várias ferramentas de CAD. O formato .STL descreve superfícies de um objeto através dos seus vértices sem a adição de cores, pinturas ou texturas artísticas.

Um dos softwares mais usados e famosos nesse quesito é o AutoCAD. Nesse software ao salvar o arquivo no menu "File" ele apresenta a opção "send to 3D printer service" (enviar para serviço de impressão 3D) que irá salvar nesse formato STL ( importante lembrar que o objeto criado no software precisa estar em milímetros e o tamanho em milímetros deste objeto precisa ser compatível com o tamanho da mesa de impressão (BED) da nossa impressora 3D ). A seguir mostramos na figura 28 um exemplo de um objeto simples em STL e na ferramenta AUTOCAD 2016.


Figura 28 - Modelamento em 3D de objeto através de software AUTOCAD 2016
Fonte: foto do próprio autor

Depois que o sólido foi criado e seu arquivo STL foi exportado, é preciso carregar o arquivo em um software de fatiamento (Slic3r). O software vai dividir o sólido em códigos G – CODE, para que o controlador entenda qual movimento é necessário (O software Slic3r também precisa ser configurado com informações como a área máxima de impressão, espessura do bico, espessura do filamento, velocidade de impressão. Na figura a seguir mostramos o software Slic3r com o local da entrada dessas informações. O software Slic3r também precisa ser configurado com informações como a área máxima de impressão, espessura do bico, espessura do filamento, velocidade de impressão. Na figura a seguir mostramos o software Slic3r com o local da entrada dessas informações.


Figura 29 - Software de fatiamento do objeto em 3D
Fonte: foto própria do autor

5.1 Código G – CODE

Depois do fatiamento um arquivo com comandos do tipo G-CODE, que se constitui de uma série de códigos com informações de temperatura, trajetória de impressão, posicionamento e outras rotinas para a máquina. O G-CODE é transferido para a impressora através da porta serial mostrada anteriormente no 4.2.4. e mais um software de interface no caso Repetier Host (O mais intuitivo dentre tantos existentes).

6. CONCLUSÃO

Um dos grandes diferenciais das impressoras 3D são o fato de elas operarem depositando camadas do material ao invés de removendo-as. Outras máquinas trabalham esculpindo ou moldando o bloco do material até chegar na forma que queremos e esse ponto das impressoras 3D trabalharem depositando as camadas traz ótimas vantagens como baixo custo de produção, utiliza materiais mais baratos, não preciso de molde (como geralmente se usa moldes de ferro) para sua produção. Também possui algumas desvantagens, as resistências das peças são muito menores, as máquinas são menos robustas do que máquinas de usinagem e, portanto, precisam de muito mais manutenção e podem apresentar interrupções durante sua produção.

Um ponto interessante é que mesmo sendo pouco robusta a sua manutenção é simples e pode ser feita por uma pessoa com pouco conhecimento técnico enquanto outras máquinas de indústrias precisam de uma manutenção técnica mais complicada.

"As impressoras 3D são maquinas de prototipagem rápida, desenvolvidas para criar produtos inovadores no menor tempo possível, se diferenciando das maquinas convencionais. No início desta nova tecnologia, as máquinas eram utilizadas apenas em indústrias, mas o processo se expandiu e o principal objetivo dos pesquisadores dessa área é adotar seu uso em escritórios e residências particulares." (CONCEIÇÃO, Pedro. 2013)

A ideia de transformar a impressora em um eletrodoméstico é bastante interessante, porém de imediato ela apresenta algumas complicações. O usuário precisa de alguns conhecimentos de informática para utilizar os softwares no momento, exige paciência do usuário para fazer a sua manutenção, podem acontecer falhas na impressão caso a impressora seja mal calibrada ou configurada, não tem um design atraente a princípio e não possui as isolações elétricas e térmicas para a sua venda. Esses aspectos podem ser estudados em trabalhos futuros e mais bem desenvolvidos para poder tornar a impressora 3D mais atraente e mais comercial para as pessoas.

7. BIBLIOGRAFIA

AZEVEDO, Fabio Mariotto. Estudo e Projeto de Melhoria em Máquina de Impressão 3D (janeiro de 2013).

BARIFOUSE, R. A. A Nova Revolução Industrial, Revista Época (outubro de 2012). Disponível em http://revistaepoca.globo.com/Ciencia-e-tecnologia/noticia/2012/10/nova- revolucao-industrial-muda-forma-como-os-objetos-sao-criados-produzidos-e- consumidos.html, acessado maio de 2018.

CONCEIÇÃO, Pedro. Impressoras 3d: Redução De Custo E Tempo No Desenvolvimento De Produtos, (outubro de 2013). Disponível em http://www.fatecgarca.edu.br/revista/Volume3/artigos_vol3/Artigo_24.pdf, acessado maio de 2018.

EFE. Garoto de 14 anos fabrica própria mão robótica com impressora 3D, Revista Exame (março de 2017). Disponível em: http://exame.abril.com.br/tecnologia/garoto-de-14-anos- fabrica-propria-mao-robotica-com-impressora-3d/, acessado maio de 2018.

EFE. Estudantes mexicanos regeneram ossos por impressão 3D, Revista Exame (julho de 2017). Disponível em: http://exame.abril.com.br/tecnologia/estudantes-mexicanos-regeneram- ossos-por-impressao-3d/, acessado maio de 2018.

VOLPATO, N. Prototipagem Rápida – Tecnologias e Aplicações, (São Paulo, 2007) http://manuais3dm.blogspot.com.br/p/home_20.html, consultado em maio de 2018.

http://reprapbr-ge.blogspot.com.br/2012/05/placa-para-reprap-gen7-nacional.html, consultado em maio de 2018.

http://reprapbr-ge.blogspot.com.br/2012/08/placa-gen7br2.html, consultado em maio de 2018.

https://www.pololu.com/product/1182, consultado em maio de 2018.

https://docs.google.com/spreadsheets/d/1WuknKYIvi0DOJWQcgX0Vu6- HKyIHmEl14LxIxOlL2tk/edit, consultado em março de 2018.

https://ultimaker.com/en/products/cura-software/, consultado em maio de 2018. http://reprap.org/wiki/Generation_7_Electronics, consultado em março de 2018.

http://www.reprap.com.br/wp-content/uploads/2012/11/Grava%C3%A7%C3%A3o-via-ISP-PCI-GEN7br2-com-644.pdf, consultado em março de 2018

http://pdabr.com/tema-livre/o-verdadeiro-futuro-em-3d-t1011476.html, consultado em maio de 2018.

https://www.youtube.com/watch?v=aIyo7RJ6Ny4, consultado em julho de 2017.

https://10256873522375932745.googlegroups.com/attach/74aa1949fb98de03/Gen7v1.2-BR2Esquematico.png?art=0.2&view=1&vt=ANaJVrF0OQVFlVuCeP5yt6lyElFP83FxZC4pu2_BBp3KvFolLnpaFw9KqTndeTN1YQktQ5NXpt8KEzFAdwwnbrJ8OjKLTtbhhqqCPJ2QQgG7U7 nvhsk5lI, consultado em maio de 2018.


Por Lucas Pedro, Mike Martins, Natan Bezerra e Vinicius Okaeda.


Publicado por: Natan Bezerra de Lima

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