PROCESSO DE ENFERMAGEM NO ATENDIMENTO À PACIENTES HEMOFÍLICOS ACOMPANHADOS EM AMBULATÓRIOS DE HEMATOLOGIA

Biologia

Análise sobre o Processo de Enfermagem ao paciente hemofílico.

índice

RESUMO

A hemofilia é uma doença adquirida geneticamente, em que ocorrem alterações nos fatores de coagulação. Os sintomas se manifestam com hemorragias mais frequentes nas articulações do corpo humano devido o maior uso e força exercida sobre elas, as articulações mais afetadas são as do joelho, tornozelo, cotovelo, ombro e coxofemoral, esses sangramentos que ocorrem nas articulações são chamadas de hemartroses e podem ser acometidas por trauma ou espontaneamente. O objetivo deste trabalho é desenvolver o Processo de Enfermagem ao paciente hemofílico. Para desenvolver o processo de enfermagem ao paciente hemofílico, foram selecionados 13 artigos que foram utilizados para o desenvolvimento da primeira etapa. Os diagnósticos e as intervenções foram elaborados de acordo com o NANDA e o NIC. Os dados foram tratados descritivamente de acordo com o tipo de estudo, onde foi realizado e eixos com ênfase no tema. Os dados e informações obtidos neste contribuirá diretamente sobre ações que são tomadas nos serviços de saúde prestado aos pacientes hemofílicos como entender a patologia, auxiliar a família, dar apoio adequado a esses familiares, orientar a família em casos em que estas não tenham conhecimento suficiente sobre a doença, reforçar a adesão ao tratamento e as ações preventivas de lesões ou sangramentos. Colaborando para um atendimento de enfermagem eficiente e padronizado.

Palavras-chaves: enfermagem; hemofilia; ambulatório.

1. INTRODUÇÃO

A hemofilia é um disturbio hereditário que se caracteriza por hemorragias e uma hemostasia defeituosa devido à falta de tromboplastinogênio no sangue. Esta aparece mais nos homens, pois o defeito é transmitido como uma característica mendeliana recessiva ligada ao sexo, contida nos cromossomos X PIO; OLIVEIRA; REZENDE 2009).

A hemofilia é uma patologia muito antiga, pois há referências em um livro judaico chamado Talmud, onde está relatado em um determinado trecho que um rabino não realizou a circuncisão em um garoto, contrariando um preceito religioso devido a hemorragias com a realização do mesmo procedimento nos seus irmãos (MANSO et al., 2007).

No início do século XIX a doença ficou mais evidente devido a aparição na família real através dos descendentes da rainha Vitória o que levou a doença a ser conhecida como “doença real” ou a “doença de sangue azul” (Associação Portuguesa de Hemofilia, 2007). Entretanto esta é uma doença pouco conhecida pelo povo brasileiro, mas calcula-se que 1 a cada 10.000 homens a possui. Mundialmente estima-se para cada 5 pessoas com hemofilia A, haverá uma com hemofilia do tipo B, já no Brasil a estimativa é um pouco maior é de 5, 4:1(MANSO et al., 2007). Esta é identificada por um distúrbio congênito que ocasiona hemorragias, sendo essa uma patologia ligada ao sexo, onde o cromossomo X é o responsável por carregar o gene recessivo da doença. A mesma se caracteriza pela disfunção ou ausência dos fatores de coagulação VIII e o fator IX (proteínas plasmáticas do sangue que são responsáveis pela ativação do processo de coagulação sanguínea) (Figura 1), geralmente o sexo masculino é o mais afetado e as mulheres se tornam portadoras e na maioria das vezes não apresentam sintomas (NETTINA, 1998 apud TOSETTO et al, 2004, p. 4).

A deficiência do fator VIII da coagulação dar origem a hemofilia A e já a deficiência do fator IX dar origem a B, clinicamente é difícil distinguir os dois tipos, sendo possível somente através de exames laboratoriais (NETTINA, 1998 apud TOSETTO et al, 2004, p. 4).

O sistema circulatório é composto por um conjunto de tubos veias, artérias entre outros que impossibilita o extravasamento de sangue para os tecidos. Os fatores de coagulação precisam estar em equilíbrio para que seja evitado a coagulação dentro dos vasos, esse fato de se manter um equilíbrio é chamado de hemostasia. O processo de hemostasia é composto por três processos a hemostasia primária, a coagulação sendo essa a hemostasia secundaria e por fim a fibrinólise. Esses processos têm como finalidade manter o fluxo sanguíneo, preservar a vascularização e manter sua integridade o que de certa forma impede além do extravasamento a formação de trombos (SOUSA et al., 2013).

A cascata de coagulação é composta de várias etapas que ocasiona uma proporção tão grande com o objetivo de uma resposta rápida a algum trauma, fazendo com que esse sangramento ou hemorragia não comprometa o sistema sanguíneo. Devido a isso se percebe o quão importante são os vários fatores de coagulação e através disso é possível analisar quantos problemas podem acontecer se houverem a falta de um deles. Essa falta de um dos fatores de coagulação é a causa de uma gama de coagulopatias (SILVA, 2015). Sendo destacado aqui no presente trabalho a hemofilia A e a B.

Quando ocorre a danificação de algum vaso sanguíneo em pacientes não portadores da hemofilia inicia-se o processo de coagulação do sangue como mostra a Figura 1 onde ocorre a lesão do vaso sanguíneo o que resulta em sangramento, após isso ocorre a contração dos vasos e os fatores de coagulação são ativados ocorrendo isso o factor X que é um dos vários fatores de coagulação irá ajudar na coagulação no sangue. Entretanto pessoas com baixos níveis de fator X estão em risco de excesso de sangramento visto que pessoas com altos niveis forma coágulos estáveis ​​e cessa o sangramento já pessoas com baixos niveis forma coágulo incompleto permitindo assim que o sangramento continue. Alem disso é através dos fatores de coagulação que vai ser ativar a cascata de coagulação para parar a hemorragia e como nos pacientes portadores dessa patologia não há um desses fatores ocorre um fluxo continuo, pois o restante do complexo da cascata não consegue estancar o sangramento (RANAL, 2014).

Figura 1 –"Um olhar mais atento sobre a deficiência do fator hereditário X”.

Fonte: COAGADEX. Disponível em: Acessado em: 01 out. 2017.

O tipo A é mais comum e se caracteriza pela deficiência do fator de coagulação VIII, podendo ser grave, leve ou moderada e o seu quadro clinico é determinado por hemorragias nas articulações devido o maior uso e força exercida sobre elas, destacando assim as do joelho, tornozelo, cotovelo, ombro e coxofemoral (BRASIL, 2015), e pode apresentar outros sintomas como hemartroses, sangramentos gástricos, muscular, através de sangramentos causados por traumas e em alguns casos de forma espontânea (POON et al., 2012). Além disso, a sua concentração de fator no sangue no tipo grave é menor que 1% do normal (BRASIL, 2015).

Já o tipo B é menos comum que o tipo A e é caracterizada pela a ausência do fator IX. Pode ser apresentada de forma grave, leve e moderada, porém a única coisa que difere uma da outra é a incidência e o tipo de fator (BRASIL, 2015).

O tratamento para hemofilia tem como principal objetivo repor a ausência dos fatores tanto o VIII quanto o IX. Existe uma forma de tratamento chamada de profilaxia que se caracteriza pela reposição do fator utilizado três vezes na semana, dias alternados ou diariamente de acordo com a prescrição médica para manter um nível de fator no sangue que possa prevenir possíveis sangramentos ou hemorragias, também é feita a aplicação endovenosa deste em casos de sangramentos, hemorragias ou quando o paciente precisa realizar procedimentos cirúrgicos, odontológicos dentre outros (BRASIL, 2015).

Os hemofílicos têm frequêntes sangramentos intra-articulares, quando este é agudo o tempo de tratamento e resolução do sangramento é maior que uma semana sendo este um tempo necessário para que os macrófagos e células sinoviais consigam remover esse sangue de dentro da articulação. Com sangramentos frequêntes naquela determinada articulação resultará em um ciclo vicioso de hemartroses o que vai levar ao chamado artropatia hemofílica, caracterizada por desgaste da cartilagem podendo chegar a destruição, sinovite crônica e alterações nos ossos que podem prejudicar o crescimento do mesmo (CARVALHO, 2009).

A artropatia hemofílica é a consequência que mais acomete os pacientes hemofílicos devido à recorrência de várias hemartroses, ela se resulta de uma inflamação gradativa e que não pode ser revertida do tecido sinovial, pode causar desgastes das cartilagens que vão acontecer devido à existência de sangue dentro da articulação (Figura 2). As características mais aparentes da artropatia é a perda de movimentos articulares, atrofias em determinadas musculaturas devido à falta de utilização. Em sua forma mais grave pode acontecer a perda total dos movimentos articulares, além disso, percebe-se como sintoma importante dessa complicação a dor intensa que de início há um bom resultado com utilização de anti-inflamatórios e analgésicos (BRASIL, 2015).

Figura 2 – Artropatia Terminal.

Fonte: BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE. Disponível em: . Acesso em: 15 out. 2017.

Quando os hemofílicos são acometidos por essa complicação deve se realizar um tratamento que tem como fundamental objetivo a melhoria da articulação, formas de aliviar a dor para que esse paciente possa desenvolver suas atividades rotineiras sem nenhum empecilho. Além disso, a forma de terapia para este varia de acordo com o grau de evolução, os sintomas que podem ser mais fortes ou diminuídos e o quão grande essa complicação é para que ele deixe de realizar suas atividades, depois de avaliado isso é realizado a liberação do recurso que mais vai favorecer e melhorar sua qualidade de vida (BRASIL, 2015).

Sangramentos menos frequêntes nos órgãos podem acontecer, sendo por traumas mínimos, pois o sistema da homeostasia é alterado devido essa mutação do fator de coagulação no sangue, que é um integrante básico para se manter o sistema homeostático (WILLIAM et al., 1990 apud SANTOS et al., 2006).

Compreendendo a hemofilia de forma geral pode-se propor um plano de cuidados específicos afim de obter melhora no tratamento de pacientes hemofílicos, além disso, vale ressaltar que a adesão do paciente ao tratamento é de fundamental importância, pois é através do tratamento que os riscos de sangramentos e hemorragias são diminuídos (TEITEL et al., 2004). Contudo pretende-se projetar para o profissional enfermeiro uma demonstração de situações recorrentes específicas para este paciente a modo de facilitar a identificação de sintomas e diagnóstico de enfermagem precoce, adquirindo assim um melhor atendimento a estes pacientes.

O enfermeiro tem como principal função orientar os pacientes hemofílicos quanto a prevenção e tratamento de casos hemorrágicos com seu fator de coagulação de acordo com a sua deficiência de fator (FMH, 2012). Além disso, ele deve prestar cuidados como: proteger o paciente para evitar futuros traumatismos; realizar a imobilização nos casos de sangramentos intra-articulares; observar e realizar anotações de ocorrências hemorrágicas; em casos de tricotomias e lavagens intestinais realizar de forma mais cautelosa; auxiliar esse paciente nos cuidados com a higiene, e sempre observar para que não machuque a mucosa oral ou a gengiva (SOUZA et al., 2008).

No período em que ocorre o sangramento e/ou hemorragia a equipe de enfermagem tem que voltar a atenção para esse paciente com o intuito de diminuir danos ao mesmo, com isso deve-se realizar uma evolução de enfermagem a fim de determinar o local do sangramento, a quantidade de dias que está sangrando, se já fez uso do fator de coagulação, se houve afastamento das suas atividades rotineiras e, além disso, observar sinais como rubor e calor local e subsequente administrar o fator de coagulação. Entretanto em casos de hemorragias graves que possam colocar a vida do paciente hemofílico em risco o tratamento com o fator deve iniciar imediatamente deixando assim a etapa de evolução para depois (FMH, 2012).

Vale salientar que o enfermeiro não tem somente função clínica, mas também de olhar esse paciente como um todo com o intuito de socializar esse hemofílico, ensinar o cuidado de si, diminuir a dor e subsequente o risco de futuras sequelas e incentivar a autoconfiança, pois assim ele irá ter mais independência nas suas atividades rotineiras. Além disso, o enfermeiro deve desmistificar a doença para os familiares através de palestras, para que seja evitado discriminação no âmbito social e o mesmo seja integrado nesta, além de também ouvir esse paciente, orientar sobre o tratamento e apontar os recursos que estão disponíveis fazendo com que ocorra a melhoria continua na qualidade de vida desse paciente e familiar (SOUSA et al., 2008).

O presente trabalho surgiu de forma a contribuir com o profissional enfermeiro pois este estudo retrata sobre um tema pouco abordado na grade curricular o que deixa o mesmo sem conhecimento especifico para o tema em questão, também traz ao enfermeiro os cuidados que se deve ter com esses pacientes caso venha surgir alguma intercorrência no seu âmbito de trabalho. Além disso, visa uma melhoria no atendimento tanto hospitalar quanto ambulatorial já que muitas das vezes a falta de conhecimento sobre o tema não propicia uma assistência resolutiva e de qualidade. Com isso busca-se de forma geral que pacientes hemofílicos sejam mais assistidos pela equipe de enfermagem e que essa equipe saiba como lidar e como cuidar com um olhar mais holístico para os mesmos.

2. OBJETIVOS

2.1. OBJETIVO GERAL

Desenvolver o Processo de Enfermagem ao paciente hemofílico.

2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Traçar o perfil clínico de pessoas com hemofilia;

Identificar os principais Diagnósticos de Enfermagem para o paciente hemofílico;

Descrever as principais Intervenções de Enfermagem para o paciente hemofílico.

3. METODOLOGIA

O presente trabalho é um estudo bibliográfico do tipo revisão de literatura, sobre o Processo de Enfermagem no atendimento à pacientes hemofílicos acompanhados em ambulatórios de hematologia que proporcionou uma análise minuciosa deste que é um tema original e novo. Foram realizadas buscas em plataformas de pesquisas bibliográficas como na Biblioteca Cientifica Eletrônica Online (SCIELO), LiteraturaLatino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Manuais do Ministério da Saúde e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram critérios de inclusão artigos publicados na base de dados mencionados no período de 2004 a 2017. As seguintes palavras chaves foram utilizadas para as buscas: enfermagem and hemofilia and ambulatório.

Depois de um levantamento, foi identificado 80 publicações entre os artigos de periódicos. Foram excluídas as publicações que apesar de ter os descritores não se tratava especificamente do processo de enfermagem no atendimento à pacientes hemofílicos acompanhados em ambulatórios de hematologia, excluindo assim também as repetidas. Após leitura superficial foram selecionados 12 estudos, iniciando leituras dos textos, fazendo uma súmula de cada artigo e classificando os tipos de cuidados identificados. Os dados foram tratados descritivamente de acordo com o tipo de estudo. Os resultados foram apresentados em tabelas e discutidos com base na literatura abordada.

Realizamos neste estudo o desenvolvimento das três primeiras etapas do processo de enfermagem. Após a realização da coleta de dados baseadas nas fontes bibliográficas citadas anteriormente, foram utilizados os livros NANDA (North American Nursing Diagnosis Association; 2015-2017) e o NIC (Nursing Interventions Classification; 2013) para elaboração dos diagnósticos e intervenções de enfermagem. Após a leitura dos artigos selecionados para o levantamento do perfil clínico dos pacientes hemofílicos, uma pesquisa minuciosa foi realizada no NANDA e posteriormente no NIC para o levantamento dos principais diagnósticos e intervenções de enfermagem para o paciente hemofílico.

4. RESULTADO

A Tabela 1 retrata os principais achados relacionados ao perfil clínico do paciente hemofílico e as referências pertinentes a cada um dos achados.

Tabela 1. Perfil Clínico de Pacientes com Hemofilia.

REFERENCIAS

PRINCIPAIS ACHADOS

BASTOS A. N.; CAVAGLIERI A. G., 2012.

Articulações afetadas.

GARBIN et al., 2007.

Aspectos físicos.

SANTOS et al., 2006.

Deformidades e incapacidades mais frequêntes.

SILVA T. P. S., 2015.

Dor aguda e redução da mobilidade.

BRASIL, 2011.

Lesões musculoesqueléticas.

BRASIL, 2015.

Sangramentos intra-articulares, edemas.

TOSSETO K. S. et al., 2004.

Hemorragias.

CARVALHO A. C. C., 2009.

Artropatia hemofílica.

SOUSA E. T. et al., 2013.

Hemartrose.

TEITEL et al., 2004

Hemartrose.

SOUSA D. P. et al., 2008.

Hematomas.

SOUSA C. I. F., 2010.

Anticorpos caracterizados como Inibidores.


A Tabela 2 trata da descrição do perfil clínico dos pacientes hemofílicos que está dividida por sinais e os sintomas relacionados a esses pacientes. Ela se trata de um detalhamento dos achados encontrados nos artigos citados na Tabela 1.

Tabela 2. Descrição dos principais sinais e sintomas apresentados pelos pacientes hemofílicos.

SINAIS

SINTOMAS

Articulações afetadas

Dor intensa e dificuldade de marcha.

Aspectos físicos.

Calor, rubor, edema.

Deformidades e incapacidades mais frequentes.

Dificuldade de desenvolver movimentos complexos.

Aderência ao tratamento.

Sangramentos, dores articulares, edemas.

Dor aguda e redução da mobilidade.

Dor, impossibilidade de realizar movimentos simples.

Lesões musculoesqueléticas.

Dificuldade de deambulação e de movimentação.

Sangramentos intra-articulares, edemas.

Perda do movimento das articulações e inchaço visível.

Hemorragias

Perda de sangue em grande quantidade

Artropatia hemofílica.

Perda do movimento das articulações.

Hemartrose

Formigamento, dormência, alteração da mobilidade ou “fisgada” no local.

Hematomas.

Local endurecido, resistente, coloração escura como purpura em todas as direções e conforme vai se distanciando o centro fica colorido.

Inibidores.

Ininterrupção de sangramentos internos, externos.


Após o levantamento do perfil clínico dos pacientes hemofílicos, realizou-se uma leitura do livro de diagnósticos de enfermagem NANDA. A Tabela 3 apresentada a seguir cita os principais diagnósticos de enfermagem com base em NANDA (2015-2017) para o paciente hemofílico.

Tabela 3. Diagnósticos de enfermagem do paciente hemofílico.

 

Risco de sangramento relacionado à coagulopatia inerente.

Estilo de vida sedentário.

Enfrentamento defensivo.

Risco de sentimento de impotência.

Regulação do humor prejudicada.

Risco de lesão relacionado à perfil sanguíneo anormal.

Risco de quedas.

Risco de trauma.

Conforto prejudicado.

Dor aguda relacionado à agente lesivo físico evidenciado por traumas.

Dor crônica relacionado à condição relacionada a pós-trauma evidenciado por sangramentos recorrentes em articulações.

Risco de solidão.

Comportamento de saúde propenso a risco.

Controle ineficaz da saúde.

Proteção ineficaz.

Levantar-se prejudicado.

Fonte: NANDA (2015-2017).

Em seguida, após o levantamento dos diagnósticos de enfermagem baseados no NANDA, foram descritas as principais intervenções de enfermagem para o paciente hemofílico. Essas intervenções são descritas na Tabela 4 e foram baseadas na literatura NIC.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Tabela 4. Intervenções de enfermagem ao paciente hemofílico.

Risco de sangramento: Propor medidas de cuidados em casa para que ele evite ter sangramentos futuros.

Estilo de vida sedentário: incentivar a pratica de atividades físicas explicando que essa pratica irá causar a melhora na sua resistência muscular que ajudara também na diminuição de seus sangramentos articulares.

Enfrentamento defensivo: proporcionar apoio escolar sempre que necessário fazendo uma palestra com os alunos sobre a doença e suas complicações.

Risco de sentimento de impotência: explicar para o paciente que ele é capaz de ter uma vida saudável e que para isso o tratamento é o mais indicado.

Regulação do humor prejudicada: incentivar à interação com os outros hemofílicos fazendo assim que aconteça a troca de ideias e informações além da melhora do humor.

Risco de lesão: explicar o porquê do tratamento e quais cuidados devem ser tomados para que este paciente leve uma vida com poucos sangramento articulares.

Risco de quedas: explicar ao paciente que sempre quando este estiver com algum sangramento nos membros inferiores que ele ande com auxílio de uma bengala, muleta ou até mesmo apoiado em alguém para diminuir esse risco de queda.

Risco de trauma: Explicar alguns cuidados que se deve ter para a diminuição dos traumas.

Conforto prejudicado: propor medidas de alivio da dor e um ambiente calmo e tranquilo para a melhora do conforto.

Dor aguda: Realizar medicamentos para alivio de dor prescritos que estão relacionados a hematomas musculares e a hemorragias articulares agudos.

Dor crônica: analisar o fato de que a dor de longa permanência pode estar relacionado a um sangramento que persiste muita das vezes por ser de uma articulação grande, ou de ser crônico e devido a isso propor uma terapia que possa proporcionar uma melhora significativa no quadro do paciente a longo prazo.

Risco de solidão: incentivar sempre a interação entre os amigos e explicar que ele possui uma vida saudável normal como qualquer outro amigo.

Comportamento de saúde propenso a risco: explicar ao paciente e deixar bem orientado os riscos de algumas atividades físicas, além de reforçar que ele tenha cuidado maior na pratica de alguns esportes.

Controle ineficaz da saúde: incentivar o paciente a realizar a infusão do fator VIII pois este é de extrema importância para manutenção da sua saúde.

Proteção ineficaz: sanar todas as dúvidas dos pacientes para que estes tenham total conhecimento sobre a sua doença e sua saúde atual.

Levantar-se prejudicado: proporcionar conforto e melhora da dor em caso de sangramentos, além da aplicação do fator VIII de imediato em caso destes.

Fonte: NIC (2013).

5. DISCUSSÃO

O atual trabalho foi desenvolvido de modo a entender um pouco sobre a hemofilia e o processo de enfermagem aplicado aos pacientes portadores dessa patologia. Além disso, visa uma análise diferenciada por parte dos profissionais enfermeiros com relação a um tema diferente, mas que também está atual. O desenvolvimento do processo de enfermagem possibilita que o profissional enfermeiro possa prestar uma assistência padronizada e qualificada ao paciente, colaborando de forma eficaz com o tratamento da hemofilia.

Um dos fatores curiosos e controverso do tratamento do paciente hemofílico é o aparecimento dos inibidores que está diretamente interligado com o perfil clinico desse paciente, pois estes são anticorpos que farão a inativação do fator de coagulação aplicado pelo paciente. É considerado como um evento que tem vários fatores associados ao aparecimento, sendo os fatores ambientais e genéticos mais prevalentes. Quando o paciente está tomando o fator de coagulação para estancar uma hemorragia e este não faz efeito cabe uma investigação detalhada para verificar se não ocorreu o surgimento de inibidores. A pesquisa de inibidores pode ser realizada numa consulta de rotina ou quando há suspeita da presença destes (SOUSA, 2010).

Os aspectos físicos nesses pacientes demonstram as suas limitações devido a sequelas obtidas no decorrer da sua vida, fazendo com que este seja uma característica dos mesmos. Esses aspectos tem um fator desencadeante de uma influência grande nesses pacientes com relação aos aspectos emocionais e sociais e para a melhora destes é de fundamental importância que se tenha um diagnóstico precoce e um atendimento de rastreamento de possíveis hemofílicos, sendo assim iniciando de imediato a profilaxia primaria que irá evitar sangramentos repentinos e possíveis sequelas associadas a estes promovendo assim uma melhora na qualidade de vida desses pacientes (GARBIN et al., 2007).

Quando o paciente hemofílico tem algum sangramento subcutâneo ou muscular este apresenta em formas de hematomas, sendo o mesmo o segundo sintoma mais frequente do aparelho musculoesquelético e mais visto ao traçar o perfil clinico destes. No local onde ocorre o hematoma fica escurecido e endurecido, além disso devido a este o paciente pode apresentar dores intensas no membro, calor, leucocitose e febre. Muitas das vezes podem ser ocasionados por algum estiramento durante a deambulação, após traumas ou espontâneo sendo este último mais comum quando os pacientes estão dormindo (SOUSA et al., 2008).

As articulações mais afetadas são os joelhos, tornozelos e cotovelos, devido a essas articulações serem alvos frequentes de sangramentos deve se trabalhar com o fortalecimento da musculatura para evitar futuros sangramentos, com isso sendo necessário a prática de atividade física como: caminhada, academia (sempre com orientação do médico e do instrutor previamente orientado sobre a patologia), dança, natação, fisioterapia entre outros para que haja uma diminuição dos casos e subsequente a melhora do perfil clinico dos pacientes (BASTOS; CAVAGLIERI, 2017).

O paciente com essa patologia tanto A quanto B vão sofrer em alguns momentos da sua vida com sangramentos intra-articulares e edemas, sendo este um dos achados mais frequentes ao realizar buscas sobre o tema abordado. Estes podem surgir de forma espontânea, após trauma, procedimentos cirúrgicos, dentais entre outros, o que diferenciará a intensidade desse sangramento é o tamanho desse edema que vai variar de acordo com a atividade residual do fator de coagulação VII ou IX (BRASIL, 2015).

As hemorragias em pacientes hemofílicos podem ocorrer devido a alguns traumatismos, cortes dentre outros, de início deve aplicar o fator de coagulação e ir procurar atendimento médico caso este não pare o fluxo mesmo após a aplicação do concentrado de fator. Estas são classificadas como hemorragias externas e internas. As externas são mais raras de acontecer, mas não quer dizer que não podem ocorrer, já a interna é mais comum e tem como principal caracterizador lesões musculares que levam ao aparecimento de edemas dificultando assim a mobilidade do paciente, além disso esta é o segundo achado mais apresentados por estes (TOSSETO et al., 2004).

As deformidades nesses pacientes são visíveis sendo ocasionados por hemartroses repentinas o que causa sequelas no sistema locomotor sendo esse o mais acometido por estas e mais apresentado como perfil clínico nas buscas realizadas. Para que esse paciente tenha uma melhor qualidade de vida se faz necessário um acompanhamento correto os hemocentros que visara um atendimento psicológico, dental, físico e social. Para que este paciente obtenha sucesso e diminuição dessas deformidades deve se manter uma reabilitação física como: aumento da força muscular, adaptações em casos que precise de restaurar a função do membro, controlar os edemas, realizar exercícios entre outros (SANTOS et al., 2006).

As hemartroses ocasionam dores agudas intensas o que ocasiona a dificuldade desses pacientes em se mobilizar, quando estas se tornam recorrentes inicia-se assim um processo de alterações dentro das articulações que são irreversíveis além dessa dor aguda se tornar uma dor crônica. Isso se deve ao fato de que os pacientes hemofílicos podem apresentar uma frequência de sangramentos maiores nas articulações, notado de acordo com os principais achados (SILVA, 2015).

Em caso de dor cabe ao enfermeiro fazer um manejo como a realização de uma escala de dor para esse paciente, verificação da duração, intensidade, fator desencadeante e fazer uma imobilização pedindo para que ele deixe no mínimo 24 horas e no máximo 48 horas para que com isso possa diminuir o sangramento e automaticamente diminuir a dor, apresentando este achado também como uma característica muito frequente em pacientes hemofílicos (Instituto Mexicano del Seguro Social, 2013).

As complicações musculoesqueléticas são as hemartroses e subsequente os hematomas musculares. Esse achado do paciente hemofílico mostra que sem o tratamento adequado as hemartroses de repetições podem gerar a perda funcional deste paciente, além disso desencadeia também o chamado artropatia hemofílica que pode vir a ocasionar a perca de funções articulares importantes e em alguns casos invalidez total (BRASIL, 2011).

As hemartroses faz parte de uma das complicações musculoesquelética e que ocorre com muita frequência nos pacientes hemofílicos além de ser um dos maiores visto nas buscas com relação ao perfil clinico deste. Uma vez que estas se tornem de repetições devem se propor medidas de prevenções uma vez que estas podem desencadear a artropatia hemofílica (SOUSA et al., 2013). Pra isso em casos de estas ocorrerem, cabe ao enfermeiro aplicar o fator de coagulação para diminuir o sangramento e para controlar esse sangramento intra-articular, podendo utilizar como método o repouso, a aplicação de gelo no período de uma em uma hora e manter durante 15 minutos e por fim compressão (TEITEL et al., 2004).

A artropatia hemofílica é a consequência que mais acomete os pacientes hemofílicos de acordo com os dados obtidos no perfil clinico destes e se caracteriza devido a recorrência de várias hemorragias intra-articulares, quando esta é aguda o tempo para que a articulação recupere é superior a uma semana, contudo a ocorrência continua dessas hemorragias leva a uma inflamação progressiva do tecido sinovial que não tem como reverter, além disso ocasiona também sérias lesões degenerativas da cartilagem. Em casos graves os pacientes podem ter a perda completa dos movimentos articulares e uma dor crônica intensa (CARVALHO, 2009).

No presente estudo foi identificado como diagnostico o risco de sangramento relacionado à coagulopatia inerente, esse risco se deve a deficiência dos fatores de coagulação que os pacientes portadores da hemofilia apresentam, vindo muitas das vezes a ocorrer devido a sangramentos tanto pós-traumáticos quanto espontâneos (GARBIN et al., 2007).

O diagnóstico de queda está diretamente relacionado ao paciente hemofílico por este apresentar sangramentos articulares recorrentes dificultando assim a sua mobilidade o que pode gerar um aumento do risco, pois os mesmo tentam deambular sem auxílio. Devido a isso cabe ao profissional enfermeiro passar todas as orientações para a família para que assim se evitem novos sangramentos e caso tenham eles já estejam orientados sobre o que fazer para que não ocorra a queda (BRASIL, 2015).

Risco de trauma, esse diagnostico se deve ao fato de que os pacientes portadores têm um risco elevado de apresentarem traumas pela ausência do fator de coagulação e isso se deve ao fato de que estes tentam levar a vida como se não tivesse uma deficiência da coagulação e isso acarreta em sangramentos ocasionados por baques, alguns tipos de brincadeiras, atividades físicas contra indicadas e muitas das vezes alguns comportamentos de risco (SOUSA et al., 2008).

Já o diagnóstico de dor aguda acontece quando ocorrem traumas como sangramentos internos, o que acomete em limitação de movimentos e dor local se caracterizando ou por um processo de inflamação ou por uma lesão ali apresentada (SOUSA, 2010).

Em casos onde o paciente hemofílico tenha um sangramento deve serem propostas medidas de intervenções de enfermagem para que estes não tenham comprometimento das suas articulações, como por exemplo, propor medidas de cuidados em casa para que este evite ter sangramentos futuros como: não praticar atividades que ponham em risco a sua saúde, não realizar brincadeiras como lutas ou outras do tipo, pois estas podem ocasionar sangramentos articulares além de evitar utilizar objetos perfuro cortantes (BRASIL, 2015).

Em casos de intervenções para riscos de quedas, cabe ao enfermeiro explicar ao paciente que sempre quando este estiver com algum sangramento nos membros inferiores que ele ande com auxílio de uma bengala, muleta ou até mesmo apoiado em alguém com o intuito de que haja a diminuição dos riscos e subsequente mais qualidade de vida a estes além de poupar as articulações alvos (SOUSA, et al. 2013).

Cabe ao enfermeiro explicar alguns cuidados que se deve ter para a diminuição dos traumas futuros como sempre aplicar a medicação antes de praticar algumas atividades físicas e assim que sentir dores características de trauma espontâneo aplicar gelo local de 15 em 15 minutos e de imediato o fator de coagulação respectivo ao seu tipo de hemofilia evitando assim que essa articulação leve mais tempo do que o esperado para obter a melhora (SILVA, 2015).

Em casos de dor como intervenção devem ser realizados medicamentos para alivio de dor prescrito que está relacionada a hematomas musculares e a hemorragias articulares agudos, pois estes podem apresentar dor característica a inflamação ou lesão dos tecidos, sendo assim necessário que tenha essa terapêutica como base em casos recorrentes como esses (TOSSETTO, 2004).

6. CONCLUSÃO

O atual trabalho de conclusão de curso foi desenvolvido de modo a entender um pouco sobre a hemofilia e o processo de enfermagem aplicados aos pacientes portadores dessa patologia. Além disso, visa uma análise diferenciada por parte dos profissionais enfermeiros com relação a um tema diferente, mas que também está atual.

Como principal objetivo do trabalho proposto foi identificado através do NANDA (2015-2017) os diagnósticos que os pacientes hemofílicos apresentaram alterações como: Risco de sangramento relacionado à coagulopatia inerente; Risco de lesão relacionado à perfil sanguíneo anormal; Dor aguda relacionado à agente lesivo físico evidenciado por traumas; Dor crônica relacionado à condição relacionada a pós-trauma evidenciado por sangramentos recorrentes em articulações. Após a realização dos diagnósticos de enfermagem foi realizado um plano de intervenções com base em NIC (2013), onde se caracterizou por propor medidas de diminuição de traumas, utilização de auxílio para diminuir risco de queda, aplicação de gelo local em casos de sangramentos internos e utilização de medicações para dor conforme orientação médica, pois com isso estes pacientes terão um plano de cuidado tendo como base os seus respectivos diagnósticos.

Os dados e informações obtidos neste contribuirá diretamente sobre ações que são tomadas nos serviços de saúde prestadas aos pacientes hemofílicos como entender a patologia, auxiliar a família, dar apoio adequado a esses familiares, orientar a família em casos em que estas não tenham conhecimento suficiente sobre a doença, reforçar a adesão ao tratamento e as ações preventivas de lesões ou sangramentos entre outros.

Sabe-se que o enfermeiro está diretamente mais próximo do paciente devido a isso o cuidado é o seu papel primordial e para que se tenha um bom domínio desse cuidado cabe ao enfermeiro ter mais conhecimento sobre a patologia e desenvolver melhorias no cuidado que beneficia o paciente.

7. REFERÊNCIAS

Associação portuguesa de hemofilia. Disponível em:. Acessado em: 01 jun. 2017.

BASTOS, A. N.; CAVAGLIERI A. G. Caracterização dos portadores de hemofilia do vale do Paraíba paulista. Trabalho de conclusão de curso (Graduação) – Faculdade de Enfermagem, Universidade de Taubaté, São Paulo, 2012.

BRASIL. Ministério da saúde. Manual de reabilitação na hemofilia. 1.ed. Brasília. 2011.

______. Ministério da saúde. Manual de hemofilia. 2.ed. Brasília. 2015.

______. Ministério da saúde. Manual das coagulopatias hereditárias raras. 1. ed. Brasília. 2015.

CARVALHO, A.C.C. Artropatia hemofílica. Dissertação (Mestrado Integrado em Medicina) – Faculdade de medicina, Universidade do porto, Portugal, 2009.

Federación mundial de hemofilia. Hemofilia. Disponível em:. Acessado em: 01 out. 2017.

GARBIN, L. M. et al. Avaliação da qualidade de vida relacionada à saúde em pacientes portadores de hemofilia. Dissertação (Mestrado em Hemofilia) – Faculdade de Enfermagem, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.

HERDMAN, T. H.; KAMITSURU S. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2015-2017. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015.

JOHNSON, M. et al. Ligações NANDA NOC NIC: condições clinicas suporte ao raciocínio e assistência de qualidade. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.

MANSO, V. M. C. et al. Panorama histórico e distribuição da hemofilia no brasil, In:IX ENCONTRO LATINO AMERICANO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E V ENCONTRO LATINO AMERICANO DE PÓS-GRADUAÇÃO, 2007, Paraíba. Anais. Paraíba: UNIVAP, 2007.

PIO, F. S.; OLIVEIRA G. C.; REZENDE S.M. As bases moleculares da hemofilia A. Trabalho de conclusão de curso (Graduação) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2009.

POON, J.L. et al. Qualityoflife in haemophilia A: hemophilia utilization group study Va(Hugs-Va). Dissertação (Mestrado em Hematologia) – Universityof Southern California Los Angeles, 2012.

RANAL, D. Hemofilia: tratamento e profilaxia. Trabalho de Conclusão de Curso (Hemoterapia Geral) – Faculdade de Medicina de Marília, Marília 2014.

SANTOS, E. G. et al. Deformidades e incapacidades dos hemofílicos do centro de hemoterapia e hematologia do espirito santo, Brasil. Dissertação (Especialização em terapia ocupacional) – Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2006.

SILVA, T.P.S. Avaliação da qualidade de vida relacionada à saúde em pacientes com hemofilias A e B atendidos na fundação hemominas. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) – Centro de pesquisas René Rachou, Belo Horizonte 2015.

SOUSA, D. P. et al. Hemofilia: uma revisão para o enfermeiro. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) – Universidade Paulista, São Paulo, 2008.

_____ E. T. et al. Perfil epidemiológico dos portadores de hemofilia do hemocentro da Paraíba. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Odontologia) – Universidade Federal da Paraíba, Paraíba 2013.

_____ C. I. F. Tratamento e profilaxia da hemofilia na criança. Dissertação (Mestrado Integrado em Medicina) – Universidade do Porto, Portugal 2010.

TEITEL, J. M. et al. Home management of haemophilia. Dissertação (Mestrado em Hematologia e Oncologia) – Universityof Toronto, Toronto, 2004.

TOSSETO, K. S. et al. Os cuidados de enfermagem às crianças portadoras de hemofilia. Cofen, 2004. Disponível em:. Acesso em 01 mai. 2017. 


Publicado por: Gerisvan Silva Souza

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do site por meio do canal colaborativo Monografias. O Brasil Escola não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do autor. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.