Diagnóstico da Arborização Urbana de um Bairro do Município de Tatuí- SP

Biologia

Diagnóstico da arborização viária já existente no bairro Jardim Planalto, localizado no município de Tatuí, interior de São Paulo.

índice

1. Resumo

A arborização traz muito benefícios para a população que vive na cidade, pois a cada dia as áreas verdes estão diminuindo e, por isso, existe a necessidade de se fazer novos plantios, mostrando a importância do planejamento de arborização em áreas urbanas. O presente trabalho investigou de que forma a falta de planejamento urbano, através da arborização do bairro Jardim Planalto, na cidade de Tatuí – SP, pode gerar transtornos e incômodos para a população que ali vive. Dessa forma, mapeou-se todas as ruas do bairro identificando as espécies existentes e os conflitos que ocorrem entre o meio físico e as árvores, como por exemplo: calçadas, residências, redes elétricas, entre outros. Verificou-se que os problemas são diversos e causam transtornos para a população, pois não foi usado nenhum critério ou técnica quando o plantio das espécies foi realizado. Além disso, constatou-se que o poder público não oferece nenhum curso ou folheto para a educação ambiental e conscientização da população. O bairro Jardim Planalto não apresenta uma grande quantidade de árvores e a maioria delas está causando conflitos com os sistemas locais como a rede elétrica, telefonia e obstruindo a passagem de calçadas e também há falta de poda nas mesmas. Finalmente, pôde-se concluir que, pelos resultados obtidos, existe a necessidade de se planejar, escolhendo as espécies adequadas de acordo com o espaço físico e suas limitações no bairro em estudo.

Palavras-Chaves: Planejamento urbano, identificação, conflitos.

2. INTRODUÇÃO

O estudo aborda o planejamento da arborização urbana e os possíveis problemas, em um bairro do município de Tatuí, São Paulo. Foi realizado um estudo de caso, com o levantamento arborístico existente, por meio da caracterização da distribuição espacial delas, do levantamento dos aspectos que se referem a localização e identificação, do entorno e interferência, dos conflitos, da poda e da pavimentação das calçadas.

O tema em questão é conhecido pelos inúmeros transtornos causados pela falta de planejamento e de conhecimento dos elementos que norteiam a arborização das ruas, pois, quando realizada sem nenhum critério, traz prejuízo ao setor público municipal e não atende adequadamente as necessidades dos seus usuários.

A questão da pesquisa é investigar se a arborização do bairro Jardim Planalto, em Tatuí – SP, foi realizada com o planejamento e com o conhecimento dos elementos necessários. Parte-se da hipótese de que não foi realizada de modo planejado e com conhecimento dos elementos que direcionam a arborização urbana, pois o Guia de Arborização Urbana do município de Tatuí é recente, publicado no ano de 2017.

A arborização urbana é essencial na composição do verde das cidades e desempenha importante papel na manutenção da qualidade ambiental das cidades. Em alguns locais, a importância é potencializada em virtude da carência de áreas verdes, como praças e jardins. Porém, em muitos bairros o espaço de terrenos destinados à implantação de árvores se limita às calçadas, concorrendo espacialmente com as redes de distribuição de água, gás e coleta de esgoto, postes, placas, fiação telefônica e elétrica, limitando as possibilidades na escolha das espécies, o que dificulta a arborização dessas áreas.

Assim, este trabalho justifica-se pela importância em contribuir com a sociedade, por meio da conscientização da necessidade de se arborizar de maneira correta, com espécies de árvores específicas e plantio de modo que não acarrete problemas futuros e cumpra-se o serviço ambiental e paisagístico de um bairro.

3. OBJETIVOS

3.1. Objetivo geral

O presente trabalho teve por objetivo geral realizar um diagnóstico da arborização viária já existente no bairro Jardim Planalto, localizado no município de Tatuí, interior de São Paulo, com a perspectiva de futuramente reordenar a paisagem e promover efeitos satisfatórios sobre o seu meio ambiente, visando à qualidade de vida de seus cidadãos.

3.2. Objetivos específicos

Identificar e registrar as espécies arbóreas existentes na área de estudo causando interferências;

Identificar os fatores físicos que compõem o bairro: rede elétrica, postes da rede elétrica, rede de água, drenagem de águas pluviais e calçadas.

Realizar um levantamento da localização, condições e de que forma as árvores estão influenciando o meio;

4. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

4.1. Meio ambiente e urbanização

O ambiente natural vem perdendo espaço para o ambiente humano desde os primórdios da vida humana. O que se observa de diferente ao longo do transcurso do tempo é o tipo de mudança no aspecto da paisagem local e a intensidade e velocidade com que é feita (SCHUCH, 2006).

Em relação ao ambiente humano, aquele com substituição dos elementos naturais por elementos humanizados, pode ser classificado em ambiente humano rural (ou domesticado) ou ambiente humano urbano (ou fabricado ou desenvolvido). O primeiro se caracteriza por ter capacidade de regeneração, como por exemplo, as áreas agrícolas, florestas plantadas, açudes e lagos artificiais. O segundo é aquele que perde a capacidade de regeneração, como as cidades, parques industrias e rodovias (BRAGA et al, 2005).

A partir do século XIX, o homem intensificou a troca do meio rural pelo meio urbano, período esse conhecido como o início da urbanização. E assim, o crescimento das cidades tornou-se desordenado e rápido, e a ocupação de diversos lugares sem o devido planejamento, ainda pode ser observada. Esse fato acarreta em prejuízos na qualidade de vida da comunidade biótica instalada, pois reflete a degradação do ambiente natural (SANTOS; TEIXEIRA, 2001).

No Brasil, a urbanização iniciou na segunda metade do século XX. As características do processo são expressas na paisagem urbana das cidades e metrópoles brasileiras e é decorrente de vários fatores, tais como: êxodo rural, ligado ao excedente de mão-de-obra do campo; industrialização tardia e modernização das atividades agrícolas, levando à concentração de pessoas nas grandes cidades; aumento do poder aquisitivo da população; inovação tecnológica e aumento da produtividade das indústrias de bens de consumo (SILVA FILHO et al, 2002).

Os aspectos ambientais da urbanização que levaram a diversos impactos adversos, podem ser listados, como a substituição da flora por edificações, os ruídos, as máquinas e a poluição atmosférica. A diminuição e/ou substituição da vegetação natural é de grande preocupação, pois esta atua diretamente no meio social e psicológico de toda a população, influenciando na disposição das pessoas, em práticas e modalidades de esportes que dependem das árvores, na redução de ruídos, na melhoria visual e estética do ambiente, entre outros (PIVETTA; SILVA FILHO, 2002).

É possível constatar que a diminuição da vegetação pode ser reflexo de políticas públicas indevidas, estabelecidas pelas esferas governamentais federal, estadual e municipal. É importante que o Poder Público estabeleça programas de áreas verdes nas cidades, por exemplo, pois estas áreas podem servir de referencial de qualidade de vida, humana ou não. Desse modo, destaca-se a importância da arborização urbana como fator expressivo a ser considerado no processo de urbanização das cidades (SCHUCH, 2006).

4.2. ARBORIZAÇÃO URBANA

O termo arborização urbana pode ser definido como o conjunto de terras públicas e privadas com vegetação predominantemente arbórea ou não, presente em uma cidade. A vegetação que compõe a arborização urbana pode ser natural ou cultivada (MILANO, 1984).

A vegetação arbórea de áreas urbanas desempenha funções importantes para os cidadãos e o meio ambiente. São elas os benefícios estéticos e funcionais que estão muito além dos seus custos de implantação e manejo. Esses benefícios estendem-se desde o conforto térmico e bem-estar psicológico dos seres humanos até a prestação de serviços ambientais indispensáveis à regulação do ecossistema (PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PAULO, 2015).

Como alguns dos benefícios da arborização urbana tem-se: aumento da permeabilidade do solo e controle da temperatura e umidade do ar, interceptação da água da chuva, proporciona sombreamento, serve de corredor ecológico, age como barreira contra ventos, ruídos e alta luminosidade, diminui a poluição do ar, sequestra e armazena carbono e proporciona bem-estar psicológico. Entretanto, para atingir tais objetivos, o plantio das árvores precisa estar fundamentado em critérios técnico- científicos (PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PAULO, 2015).

Arborizar uma cidade não significa apenas plantar vegetais em suas ruas, jardins, praças e parques, criar áreas verdes de recreação pública e proteger áreas verdes particulares. É preciso a consulta de profissionais e órgãos públicos, para obter-se a espécie arbórea ideal a ser inserida, baseada em necessidades fisiológicas como a morfologia de copa e raiz e a necessidade hídrica. Além disso, é importante conhecer os critérios de plantio, para evitar conflitos entre os vegetais e os elementos urbanos, como proximidades com postes, cobertura visual de placas sinalizadoras, distância correta das esquinas, fiação elétrica ou até as edificações (PIVETTA; SILVA FILHO, 2002).

Alguns municípios são carentes de um plano de arborização urbana, ficando vulneráveis para que espécies arbóreas sejam plantadas sem conhecimentos técnicos, oferecendo riscos, conflitos e prejuízos à população. Entretanto, ao fazer parte de um plano de cidades, é preciso que se tenha conhecimento e estudo minucioso para a elaboração do plano de arborização urbana, evitando desperdícios, pois arborizar demanda um custo elevado (MENEGUETTI, 2003).

4.3. PLANEJAMENTO DA ARBORIZAÇÃO URBANA

No que diz respeito ao planejamento da arborização, é necessário levantar a caracterização física de cada rua, para definição dos critérios que envolvem a seleção das espécies adequadas a cada local. Três tipos de critérios devem ser avaliados no planejamento. O primeiro qualifica o aspecto visual-espacial e/ou tipo de árvore que melhor se adequa em termos paisagísticos. O segundo abrange as limitações físicas e biológicas do local interfere no crescimento das árvores. Por últimas espécies que melhorem o microclima (DANTAS et al, 2004).

Ainda assim o planejamento ou cultivo de árvores no meio urbano necessita um processo cuidadoso que preveja os procedimentos desde sua concepção até sua implantação e manutenção, no entanto não há uma fórmula em geral, cada cidade tem clima próprio e tipo de solo diferente (BASTOS et al, 2005).

É importante que a diversidade da espécie seja respeitada e que se dê preferência às árvores nativas da região. O princípio número um de uma saudável arborização urbana é a diversificação das espécies ao indicar o modo alternado de espécies, isto não implica que se deva plantá-las aleatoriamente (DANTAS et al, 2004).

A identificação de conjuntos de árvores é experimental e subjetivo, de modo que espécies de porte baixo, pode se tornar de porte médio e da mesma forma uma de porte grande (BASTOS et al, 2005).

4.4. PLANTIO DE ÁRVORES

No que se refere ao preparo do local de plantio a dimensão pertencente ao preparo do local para o plantio é capaz de variar na finalidade das características da localidade que receberá as mudas, no manuseio de preparo e perfuração das covas em espaços ocupados por instrumentos urbanos ou calçadas é indispensável medidas de remoção parcial das instalações presentes para melhora do crescimento da arvore (BELO HORIZONTE, 2011).

No entanto a preparação da cova e da terra de plantio o buraco deve ter capacidade suficiente para abranger totalmente o torrão da muda arbórea, para possibilitar um vão que em seguida ficará preenchido com terra (BASTOS et al, 2005). Observa-se que o plantio da muda, acabamento e operação é preciso ser seguido de cuidados básicos, norteado a assegurar a integridade das mudas durante o manuseio e sua localização correta em relação ao espaço da cova e à superfície do solo, posteriormente a retirada da proteção, a muda que envolve o torrão deve ser feita somente no momento do plantio, cuidando para não provocar danos às raízes, que futuramente poderá comprometer o bom desenvolvimento destas. (BELO

HORIZONTE, 2011).

Entretanto dependendo do tamanho do torrão, poderá ocorrer a necessidade de preenchimento prévio do fundo da cova com terra, com a muda fixada adequadamente, é preciso complementar todo o espaço remanescente com a terra de plantio, e a terra deve ser pressionada para que haja uma compactação adequada evitando formação de bolsões de ar e uma boa irrigação garante o suprimento hídrico é fundamental ao desenvolvimento da planta, (BASTOS, 2005).

O tutoramento tende a ser visto como um procedimento fundamental no crescimento da muda. Além disso, conter resistência contraventos fortes e sustentar a muda por um período mínimo de três anos, aumentando a chance da raiz se consolidar no solo próximo à cova, e favorece o crescimento apropriado do fuste, ao impedir que envergue para a lateral da calçada (BASTOS et al, 2005).

4.5. TÉCNICAS PARA MANEJO

Para que a arborização urbana atenda suas funções corretamente, é essencial todo um cuidado com a árvore a partir do momento do plantio até mesmo de seu ciclo vital. A vista disso devem ser desenvolvidas ações de manejo que respondam às necessidades das árvores em relação ao ambiente urbano (BASTOS et al, 2005).

Quanto a decisão de ação que deve ser utilizada é necessário levar em consideração que cada indivíduo arbóreo possui especificidades diferenciadas em relação à espécie, e de suas características morfológicas e fisiológicas. Além de que, é significativo que se faça uma avaliação da árvore, verificando o estado fitossanitário examinando o tronco, a raiz, os ramos e as folhas e o estado do local onde está plantada sendo assim deve ser realizado atos de manejo preventivamente (BASTOS et al, 2005).

Em referência da avaliação e análise das características técnicas da arborização das ruas é necessário verificar se a espécie plantada apresenta problema durante seu crescimento (RIBEIRO, 2009).

4.6. LEGISLAÇÃO DA ARBORIZAÇÃO URBANA

O município de Tatuí possui leis municipais que tratam da arborização urbana conforme o art. 10º, da lei Municipal no 4654 de 18 de junho de 2012, tratando da poda de vegetação arbóreo:

Art. 10 É proibido podar, cortar, danificar, ou sacrificar árvore da arborização pública, bem como seus gradis de proteção, ou promover a ocupação inadequada de seus canteiros (TATUÍ, 2012).

Segundo a lei em relação a supressão ou poda no município de Tatuí, devem ser analisadas pelo corpo técnico do órgão executivo municipal de meio ambiente, atualmente a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Tatuí (TATUÍ,2012).

Também menciona as concessionárias de serviços públicos urbanos desde que seja comprovada a capacidade para atuar na arborização urbana junto a um profissional habilitado (engenheiro agrônomo florestal, e/ou biólogo). Que seja comunicado o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil em caso de queda iminente.

Contudo as terceirizadas poderão atuar desde que sejam autorizadas pela Prefeitura (TATUÍ, 2012).

A cidade de Tatuí possui uma lei específica de plantio de arvores frutíferas, Lei Municipal no 4780 de 13 de julho de 2013, para consumo da comunidade incentivando a participação da população no art. 1 e há uma cultura popular que reconhece a Mangueira como patrimônio de Tatuí:

Art. 1 As árvores frutíferas serão plantadas nas praças, parques, jardins, quintais e demais logradouros públicos de acordo com os critérios técnicos estabelecidos pelo Plano de Arborização Urbana da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Meio Ambiente e Agricultura (TATUI, 2013).

O município de Tatuí possui um decreto, Decreto Municipal no 16484 de 30 de setembro de 2015, que dispõe da obrigatoriedade de arborização de vias e ainda sobre a implantação do Projeto de Arborização Urbana no art. 3º:

Art. 3 A implantação e a manutenção do Projeto de Arborização Urbana aprovado pelo Órgão Municipal de Meio Ambiente, deverá ser periodicamente acompanhada e fiscalizada por técnicos habilitados (TATUÍ, 2015).

A lei também aborda as questões relacionadas ao tratamento fito sanitário da árvore, altura mínima de plantio.

No que se refere a legislação estadual, o Estado de São Paulo possui a Lei no 13580 de 24 de julho de 2009, que trata de um Programa Permanente de Ampliação das Áreas Verdes Arborizadas Urbanas no art.1:

Art. 1 Fica instituído o Programa Permanente de Ampliação das Áreas Verdes Arborizadas Urbanas, o qual se destina à recuperação e ao desenvolvimento ambiental dos perímetros urbanos dos Municípios paulistas, com ênfase na mitigação da formação de ilhas de calor e da poluição sonora e na conservação da biodiversidade, por meio de projetos de plantio de árvores (SÃO PAULO, 2009).

Os projetos serão custeados com recursos do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição.

Em relação a legislação federal, foi sancionada, na década de 90, a Lei no 9605 de 12 de fevereiro de 1998, que aborda as condutas lesivas ao meio ambiente no art. 49: Art. 49. Destruir, danificar, lesar ou maltratar, por qualquer modo ou meio, plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia (BRASIL, 1998).

O Decreto no 6514 de 22 de julho de 2008 dispões sobre infrações e sanções administrativas ao meio ambiente no art. 44:

Cortar árvores em área considerada de preservação permanente ou cuja espécie seja especialmente protegida, sem permissão da autoridade competente (BRASIL, 2008)

A lei penaliza quem comete este crime com multas de acordo com a sua gravidade.

A ABNT NBR 16246-1 criou as normas para poda de vegetação arbórea e dispõe de ações Manejo de árvores, arbustos e outras plantas lenhosas, que estabelece critérios de podas e classifica suas tipificações considerando suas características conforme a norma:

O arborista deve realizar uma inspeção visual para avaliar todos aspectos físicos e fitossanitários de cada arvore para as atividades de poda junto a um planejamento de ações (ABNT, 2013).

A norma aborda também questões como tipos de poda e técnicas de arboricultura.

5. METODOLOGIA

5.1. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO

O presente estudo abrange a dimensão científica a partir do estudo de caso, com a observação dos parâmetros da arborização de passeios em vias públicas, os quais envolverão aspectos biológicos referentes às arvores e aspectos físicos referentes aos locais onde elas foram plantadas.

A área denominada bairro Jardim Planalto, localiza-se no município de Tatuí (Figura 1), centro leste do estado de São Paulo. Tatuí apresenta uma população estimada em 120.533 habitantes (IBGE, 2018) e densidade demográfica de 205,03 hab./km2 (IBGE, 2011).

Figura 1 - Localização do município de Tatuí no estado de São Paulo

Fonte: IBGE (2018).

Em relação ao território e meio ambiente, o município apresenta área de unidade territorial de 523,749 Km2 (IBGE, 2017), com 94,6% de domicílios com esgotamento sanitário adequado, 73,2% de domicílios urbanos em vias públicas com arborização e 22,8% de domicílios urbanos em vias públicas com urbanização adequada (presença de bueiro, calçada, pavimentação e meio-fio). Quando comparado com os outros municípios do estado, fica na posição 169 de 645, 526 de 645 e 329 de 645, respectivamente. Já quando comparado a outras cidades do Brasil, sua posição é 218 de 5570, 2896 de 5570 e 1643 de 5570, respectivamente

(IBGE, 2010).

O bairro Jardim Planalto localiza-se na zona norte de Tatuí (Figura 2), entre as coordenadas 22014’ e 22033’ S; e 47027’ e 47046’ O. Ele foi criado por volta de 15 de setembro de 1999 e é delimitado pelos bairros CDHU “Orlando Lisboa de Almeida”, Jardim Nova Tatuí, Parque Lincoln e rodovia 127 “Antônio Romano Schincariol” (IBGE, 2010).

Figura 2 - Localização do bairro Jardim Planalto no município de Tatuí.

Fonte: Google Maps (2018).

Quando registrado, o bairro foi desmembrado em 639 lotes, os quais ocupam uma área de 159.539,56 m². Para o estudo de arborização, a área total delimitada abrange todo o bairro e é de 264.012,98 m² (Figura 3).

O bairro é residencial, com um total de 10 ruas e 01 avenida. A Avenida Virgílio

M. Filho e a Rua Benedito F. da Rosa possuem estabelecimentos comerciais.

Figura 3 - Localização da área delimitida para o estudo, no bairro Jardim Planalto.

Fonte: Adaptado Google Maps (2018).

Para a classificação da pesquisa, toma-se como base a taxionomia apresentada por Vergara (2003), que a qualifica em relação a dois aspectos: quanto aos fins e quanto aos meios.

Quanto aos fins, a pesquisa é descritiva, porque expôs as características e informações necessárias sobre o processo de arborização urbana. Quanto aos meios de investigação é uma pesquisa bibliográfica, de campo e estudo de caso. Pesquisa bibliográfica é o estudo o qual foi desenvolvido, com base em material publicado em livros, revistas, jornais, artigos científicos, dissertações, teses, redes eletrônicas e legislação específica (federal, estadual e municipal), sobre arborização. Pesquisa de campo é a investigação empírica que foi desenvolvida no bairro Jardim Planalto, onde foram observados os aspectos da arborização viária, com medições físicas através de trenas e avaliações de tais aspectos. As seguintes informações foram levantadas (APÊNDICE A): identificação e caracterização das árvores, largura das calçadas, localização das redes de eletrificação, de galerias pluviais, de água. Para a identificação de espécies arbóreas foram utilizados livros e guias de campo de árvores brasileiras a partir das fotos dos vegetais existentes na área.

O estudo de caso é um método qualitativo e quantitativo que consiste em aprofundar o trabalho em estudo, contribuindo para compreender melhor o processo de arborização urbana.

  1. Localização e identificação: para cada árvore foi adotado o registro do endereço do imóvel (constituído pelo número da casa, nome e lado da rua), nome comum e científico e largura da calçada;

  2. Entorno e interferências: foi considerado o comportamento das raízes em relação à área de implantação da calçada, sendo considerado: raízes evidentes e danificando o calçamento; raízes não evidentes, mas calçamento alterado; se as raízes estavam causando danos e sendo totalmente subterrâneas; sendo analisados os seguintes subitens:

  3. Conflito: foi considerado o posicionamento inadequado das árvores, devido à pouca distância entre as edificações, proximidade com outra árvore, placas de trânsito e sinalizações e a rede geral de energia elétrica;

  4. Poda: foi classificada em Poda Leve (retirada do ramo, mantendo a forma da árvore); Poda drástica (retirada dos ramos, deformando a árvore, podendo levá-la à morte); Sem Poda (árvore que não sofreu nenhuma retirada dos ramos);

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  5. Pavimentação da calçada: presença de terra, cimento, pedra, cerâmica ou grama;

  6. Participação da árvore no contexto urbano: isolada (apenas um indivíduo da mesma espécie); duas ou mais (mais do que uma da mesma espécie próxima).Os dados de campo, que auxiliaram na compreensão do estudo de caso, foram coletados por meio de visitas de campo que foram realizadas pelos autores no bairro, no período de 10/03/2018 à 16/03/2019.

Após a coleta dos dados, foi realizada uma análise da relação existente entre arborização viária e o espaço que lhe foi destinado na área do bairro. Com o levantamento de cada árvore presente no calçamento das ruas, as espécies foram categorizadas de acordo com os critérios que foram estabelecidos pelos conflitos existentes entre as espécies e os outros componentes funcionais do ambiente urbano, como: a detecção de conflito entre as árvores e a rede de fornecimento de energia, a danificação de calçadas por raízes, conflitos com residências e obstrução de passagem de pedestres.

Para o diagnóstico da arborização atual e com o intuito de futuramente remodelar a paisagem (caso seja detectado que a arborização não está dentro dos padrões ideais), foram considerados os aspectos paisagísticos, o projeto original (caso possua), a história do bairro e as considerações expostas na categoria de planejamento de “Arborização de Passeios em Vias Públicas” (PREFEITURA DE SÃO PAULO, 2015).

Para o plantio nas calçadas (vias de passeios públicos), que é o tema da pesquisa, a escolha da espécie adequada é feita de maneira a permitir que a árvore tenha um pleno desenvolvimento, explorando o espaço aéreo disponível sem causar interferências e danos aos demais equipamentos públicos, às construções e ao calçamento. O que, consequentemente, tendem a diminuir as ações de manejo ao longo do seu desenvolvimento, especialmente podas e transplantes (PREFEITURA DE SÃO PAULO, 2015).

6. ESTUDO DE CASO

Por não existir nenhum estudo e planejamento neste local, há existe necessidade do levantamento e área de influência de espécies arbóreas. Dessa forma, realizou-se o inventário quantitativo e qualitativo visando conhecer as espécies e distribuição espacial das mesmas no Bairro Jd. Planalto, Tatuí-SP.

Neste trabalho, a área total do bairro foi dividida em 10 ruas e 1 avenida: 9 residenciais, 1 rua de comércio e 1 avenida com comércio e residências. De acordo com o mapeamento de todas ruas, foram catalogadas as árvores existentes nas calçadas.

O inventário quantitativo das espécies arbóreas foi realizado no Bairro Jd. Planalto, em março de 2019, através de pesquisa de campo, percorrendo todas as ruas do mesmo. Foi realizado o mapeamento e cadastrou-se um total de 112 árvores.

Para uma melhor compreensão das direções e sentidos citados no mapeamento, elaborou-se um mapa com referenciais (Figura 4).

Figura 4 - Mapa para orientação.

Fonte: Adaptado Google Maps (2019).

A Rua Profº José Ferraz é a primeira no sentido do centro para o bairro, nela encontram-se seis vegetais do lado esquerdo, quando se olha para a direção norte do mapa (Figura 4), e do lado direito fica uma linha de transmissão de energia com uma área verde que não fazem parte do bairro em estudo.

No lado que possui as residências, a calçada é, predominantemente, de concreto com 2,5 metros de largura. As árvores ali identificadas ficam embaixo da linha de energia. Nesta rua, três árvores estão causando interferências. A primeira delas é a sobreposição de calçada (Figura 5).

Figura 5 - Sobreposição de calçada (Quaresmeira, Tibouchina granulosa).

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

As outras duas árvores estão afetando as linhas de energias ao lado da residência de número 1119, (Figura 06).

Figura 6 - Conflito com a rede elétrica (Aroeira Vermelha, Schinus molle).

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

A Rua José Elídio da Rocha é a segunda rua no sentido do centro para o

bairro, nela encontram-se cinco árvores. Os mesmos estão do lado direito, quando se olha para a direção norte do mapa (Figura 4), em uma calçada de concreto que mede 2,70 metros de largura. Do total, tem-se que quatro árvores estão causando interferências locais como, por exemplo, obstrução a passagem dos pedestres em frente ao número 282.

Além disso pode-se observar uma árvore sem poda, que está causando conflito com a rede elétrica e com a residência, em frente ao número 282 (Figura 7).

Figura 7 - Conflito com a rede elétrica (Figueira, Ficus benjamina).

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

Além disso, evidenciou-se que uma dessas árvores está causando a sobreposição de calçada e falta de espaço para infiltração da água da chuva (Figura 8).

Figura 8 - Sobreposição de calçadas (Figueira, Ficus benjamina).

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

A Rua Elídio Ferraz Fiúza é a terceira no sentido do centro para o bairro, nela encontram-se 8 árvores. Os mesmos estão dos dois lados das calçadas de concreto e medem 6 metros de largura cada. No lado direito, quando se olha para a direção norte do mapa (Figura 4), encontram-se seis espécies do lado esquerdo e duas do

lado direito. Do total, seis árvores estão causando interferências locais como conflito com a rede elétrica, falta de espaço para filtração, poda imprópria, sobreposição de calçadas e obstrução de passagem de pedestres, em frente aos números 40, 45, 203, 250 e 290, respectivamente.

Para exemplificar, a Figura 9 apresenta uma espécie nativa que está afetando a rede elétrica.

Figura 9 - Conflito com a rede elétrica (Quaresmeira, Tibouchina granulosa).

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

A Rua Oswaldo Tavares é a quarta no sentido do centro para o bairro (Figura 4), nela encontram-se 10 árvores. As mesmas estão dos dois lados das calçadas que medem 2,5 metros de largura e foram construídas de concreto. No lado direito, quando se olha para a direção norte do mapa, encontram-se duas espécies. Uma delas que está plantada em frente a casa número 42 está causando conflito com a rede elétrica Do lado esquerdo, encontram-se 8 espécies. Do total, duas árvores estão causando interferências locais como sobreposição de calçada e obstrução de passagem de pedestres em frente as casas de número 173 (Figura 10) e 235,

respectivamente. As árvores apresentam poda leve.

Figura 10 - Conflito com a rede elétrica, sem poda e com sobreposição de calçada, (Figueira, Ficus benjamina).

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

A Rua Leontina Pascoaloti é a quinta no sentido do centro para o bairro (Figura 4), nela encontra-se sete árvores dos dois lados das calçadas de concreto que medem 2,50 metros de largura. No lado direito, quando se olha para a direção norte do mapa, encontram-se quatro espécies do lado direito e duas do lado esquerdo. Desse total, cinco vegetais estão causando interferências locais como conflito com a rede elétrica, sobreposição de raízes e falta de espaço para infiltração da água (Figura 11). As árvores apresentam poda leve.

Figura 11 – Conflito com rede elétrica, sobreposição de calçada e falta de espaço para infiltração da água da chuva (Aroeira Vermelha, Schinus molle).

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

A Rua Maria Tereza Moraes é a sexta no sentido do centro para o bairro. Nesta rua identificou-se um total de quatorze árvores. Elas estão dos dois lados das calçadas, com predominância de concreto, que medem 6,00 metros de largura. No lado direito, quando se olha para a direção norte do mapa, encontram-se duas árvores do lado direito e 5 do lado esquerdo causando diversas interferências locais como: conflito com a rede elétrica, sobreposição de calçada, obstruções à passagem de pedestres (Figura 12) em frente aos números 40, 41, 59, 77, 126, 189, 225 e 234.

Figura 12 - Obstruções à passagem de pedestres (Algodeiro da Praia, Hibiscus tiliaceus).

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

Mariana Barbosa Miranda é sétima rua no sentido do centro da cidade para o bairro. Nesta rua foram encontradas dez árvores. Nos dos dois lados das calçadas, construídas com predominância de concreto, que medem 3,00 metros de largura. Sete dessas árvores se encontram do lado direito, quando se olha para a direção norte do mapa (Figura 4), e três do lado esquerdo. Os vegetais medem em média de 3 a 10 metros de altura. Duas árvores, em frente ao número das casas 150 e 240, sofreram uma poda pesada e o restante apenas poda leve. Nenhuma das árvores está causando conflito crítico ou aparente.

Wilson Prado é a oitava rua a partir do centro para o bairro, nela encontra treze árvores dos dois lados das calçadas, com predominância de concreto, que medem 3,00 metros de largura. Três delas se encontram do lado direito, quando se olha para a direção norte do mapa (Figura 4), e dez do lado esquerdo com ocorrência de conflitos com a rede elétrica e sobreposições de calçadas. As árvores apresentam poda leve.

Ernesto Nazaré é a nona rua no sentido do centro da cidade para o bairro.

Nesta rua existem vinte árvores dos dois lados das calçadas que medem 6,00 metros de largura, com predominância de concreto. Seis árvores se encontram do lado direito, quando se olha para a direção norte do mapa (Figura 4) e quatorze do lado esquerdo. Observou-se que as árvores não estão causando interferências locais como conflito com a rede elétrica ou sobreposição de raízes.

Benedito Faustino da Rosa é décima rua que faz limite com o Bairro Conjunto Habitacional Orlando Lisboa de Almeida e que também limita a área de estudo. Esta é a rua com maior fluxo de pessoas, pois é comercial e a que liga o bairro aos serviços públicos. Nela observou-se apenas seis árvores do lado direito, quando se olha para a direção do mapa (Figura 4), sua calçada que mede 4,00 metros de largura e tem predominância de concreto. Os vegetais encontrados apresentam poda leve. Do total observado, quatro árvores estão causando interferências locais com a rede elétrica na lateral da escola “Firmino Vieira de Camargo”.

A Avenida Virginio Montezzo Filho é considerada uma via mista pois possui residências e comércios. Suas margens ainda estão em desenvolvimento, porém é uma avenida importante para a cidade, pois faz a ligação entre o centro da cidade ao Fórum da Comarca de Tatuí. Nela existem doze árvores do lado direito olhando para a direção leste do mapa (Figura 4), do bairro sentido centro, suas calçadas são mistas entre gramas e concreto e medem 7,00 metros de largura. Duas espécies estão causando interferência local com a rede elétrica pela falta de poda. Em geral, as árvores apresentam poda leve.

Figura 13 - Conflito com rede elétrica (Dradeleiro, Lafoensia sessilifolia).

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

No APÊNDICE A apresenta-se outras espécies de árvores encontradas pelo bairro e seus conflitos com o meio urbano em que estão inseridas. Além disso, foi realizado o mapeamento de todas as ruas do bairro em estudo e identificadas as espécies arbóreas existentes. Foram analisadas as que estão causando algum tipo de transtorno para a população ali residente. As espécies identificadas na área são diversas e estão listadas na Tabela 1.

Observou-se que 38,4% das espécies encontradas no bairro são exóticas e a quaresmeira (Tibouchina Granulosa) representa 17,86% das árvores do bairro, seguida pela Schinus Molle com 16,07%, ambas são espécies nativas

Tabela 1 – Espécies Arbóreas identificadas no bairro.

Nome Popular

Nome Científico

Exótica/Nativa

País/Bioma

Nº de Árvores

Frequência

%

Quaresmeira

Tibouchina granulosa

Nativa

Mata atlântica

 

20

 

17,8%

Aroeira Vermelha

Schinus molle

Nativa

Mata Atlântica/Cerrado

 

18

 

16,1%

Oiti

Licania tomentosa

Nativa

Mata Atlântica

 

13

 

11,6%

Falso Barbatimão

Cassia leptophylla

Nativa

Mata Atlântica

 

9

 

8,0%

Palmeira Imperial

Roystonea oleracea

Exótica

Antilhas

 

8

 

7,2%

Chapéu de praia

Terminalia catappa

Exótica

Índia/Nova Guiné

6

 

5,3%

Figueira

Ficus benjamina

Exótica

Ásia

 

6

 

5,3%

Ipê Mirim Amarelo

Tecoma stans

Exótica

México

 

5

 

4,5%

Leucena

Leucaena leucocephala

Exótica

América Central

 

4

 

3,5%

Palmeira de Jardim

Dypsis lutescens

Exótica

Madagáscar

 

4

 

3,5%

Resedá

Lagerstroemia indica

Exótica

China/Índia

 

4

 

3,5%

Aceroleira

Malpighia emarginata

Nativa

Toda America

 

3

 

2,9%

Dama da noite

Cestrum nocturnum

Exótica

Antilhas

 

2

 

1,8%

Escova de garrafa

Callistemon rigidus

Exótica

Austrália

 

2

 

1,8%

Goiabeira

Psidium guajava

Nativa

Toda America

 

2

 

1,8%

Pata de Vaca

Bauhinia fortificata

Nativa

Mata Atlântica

 

2

 

1,8%

Algodeiro da praia

Hibiscus tiliaceus

Exótica

Ilhas do Pacífico

 

1

 

0,9%

Dedaleiro

Lafoensia pacari

Nativa

Cerrado

 

1

 

0,9%

Framboyant

Delonix regia

Exótica

Madagáscar

 

1

 

0,9%

Sibipiruna

Caesalpinia pluviosa

Nativa

Diversos biomas brasileiros

 

1

 

0,9%

 

 

 

 

Total

 

112

 

100%


Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Evidenciou-se que o bairro possui pouca cobertura arbórea, o que resulta em menor diversidade das espécies, onde foi identificado 20 tipos de espécie diferente sendo que 2 espécies se encontram predominante são elas Quaresmeira 17,8% e Aroeira vermelha 16,1%, pois na época a loteadora não era obrigada a fazer o plantio arbóreo estabelecido por lei.

Além disso, observou-se que a implantação da diversidade vegetal do bairro ocorreu pelos próprios moradores sem levar em consideração os problemas que poderiam causar para a população residente.

Constatou-se que a maior parte das espécies plantadas são incompatíveis com o espaço físico, muitas dessas árvores estão em contato direto com a rede de distribuição de energia elétrica, serviços de telefonia, dentre outros.

A escolha da espécie é de tamanha importância, porem antes do plantio as condições físicas locais têm que ser consideradas, pois se não forem consideradas poderão de qualquer forma acarretar problemas futuros.

Ressalta-se que não existem, ao menos no bairro, políticas públicas voltadas para a educação ambiental da população, visando a conscientização para um plantio adequado, através de metodologias e espécies apropriadas. Além disso, caso houvesse um planejamento, é presumível que poderia haver uma melhor distribuição espacial que seria compatível com as características físicas do bairro, diminuindo ou anulando as possíveis interferências.

8. REFERÊNCIAS

ABNT. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - NBR 16246-1: Árvores

urbanas - Manejo de árvores, arbustos e outras plantas lenhosas. Documentos. Rio de Janeiro, p.6. 2013.

BRAGA, B.; HESPANHOL, I.; CONEJO, J. G. L.; MIERZWA, J. C.; BARROS, M. T. L.; SPENCER, M.; PORTO, M.; NUCCI, N.; JULIANO, N.; EIGER, S. Introdução à

engenharia ambiental e sanitária. 2a ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.

BRASIL. Lei Federal nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9605.htm >. Acesso em: 04 março 2019.

BRASIL. Decreto nº 6.514, de 22 de julho de 2008. Dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao meio ambiente, estabelece o processo administrativo federal para apuração destas infrações, e dá outras providências. Disponível em:

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BASTOS et al. Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Realização SMASP. Manual Técnico de Arborização Urbana: orientações e técnicas . São Paulo, 2005. 20 40 52 p. (Séries Manuais). Disponível em: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/MARBOUR B.pdf Acesso: 03 de junho.2018

DANTAS, Ivan Coelho; SOUZA, Carlos; MARIA, Cinthia. Arborização urbana na cidade de Campina Grande - PB: Inventário e suas espécies. Revista de Biologia e Ciências da Terra: Bio Terra, Universidade Estadual da Paraíba, v. 4, n. 2, p.1-19, 2004. 2º Semestre 2004. Disponível em: .

Acesso em: 26 fev. 2019IBGE. Urbanização e arborização de vias públicas. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010.

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IBGE. Área da unidade territorial: área territorial brasileira. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2017.

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MENEGUETTI, G. I. P. Estudo de dois métodos de amostragem para inventário da arborização de ruas dos bairros da orla marítima do município de Santos-SP. Dissertação de Mestrado – Escola Superior de Agricultura “Luiz de

Queiroz”, Piracicaba, 2003.

MILANO, M. S. Avaliação e análise da arborização de ruas de Curitiba-PR.

Dissertação de Mestrado – Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 1984.

MINAS GERAIS. Secretaria do Meio Ambiente. Coordenadoria de Planejamento Ambiental Fundação Biodiversitas CEMIG. Manual de Arborização de Belo Horizonte: manual de orientação. 2011. 112 p. Disponível em:. Acesso em: 26 fev. 2019.

PIVETTA, K. F. L.; SILVA FILHO, D. F. Arborização urbana. Jaboticabal: Unesp, 2002.

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. Acesso em 20 nov. 2018.

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Especialista em Gestão Ambiental Pela Faculdade Federal de Uberlândia. Engenheira Agrônoma Formada Pela Universidade Federal de Uberlândia. Disponível em: < https://docplayer.com.br/7828719-Arborizacao-urbana-em-uberlandia-percepcao-da- populacao.html >. Acesso em: 27 fev. 2019.

SANTOS, N. R. Z.; TEIXEIRA, I. F. Arborização de vias públicas: Ambiente x Vegetação. Instituto Souza Cruz. 1ª ed. Porto Alegre: Pallotti, 2001.

SÃO PAULO. Lei Estadual nº 13.580 de 24 de julho de.2009 Institui o Programa Permanente de Ampliação das Áreas Verdes Arborizadas Urbanas, e dá outras providências, 2009. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2009/lei-13580-24.07.2009.html www.al.sp.gov.br/norma/157004 >. Acesso em: 02 marços 2019.

SCHUCH, M. I. S. Arborização urbana: uma contribuição à qualidade de vida com uso de geotecnologias. Dissertação de Mestrado – Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2006. Disponível em:

. Acesso em 10 nov. 2018.

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TATUÍ. Lei Municipal Nº 4.654, de 18 de junho de 2012. Disciplina o licenciamento de supressão e a poda de vegetação de porte arbóreo existente no Município de Tatuí, e dá outras providências, 2012. Disponível em:< https://leismunicipais.com.br/a/sp/t/tatui/lei-ordinaria/2012/465/4654/lei-ordinaria-n- 4654-2012-disciplina-o-licenciamento-de-supressao-e-a-poda-de-vegetacao-de-porte- arboreo-existente-no-municipio-de-tatui-e-da-outras-providencias >Acesso em:27/02/2019.

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TATUÍ. Guia de arborização urbana, 2017. Disponível em:

. Acesso em 20 nov. 2018.

VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 2003.

APÊNDICE A – Principais conflitos identificados

Figura 14 - Conflito com rede elétrica (Quaresmeira, Tibouchina granulosa).

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

Figura 15 – Sobreposição de calçada, poda pesada, conflito com a rede elétrica (Framboyant, Delonix regia).

Fonte: Arquivo pessoal (2019)

Figura 16 - Conflito com rede elétrica, sobreposição de raízes e conflito com residência (Leucena, Leucaena leucocephala).

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

Figura 17 - Conflito com rede elétrica, sem poda (Aroeira Vermelha, Schinus molle)

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

Figura 18 - Conflito com rede elétrica (Ipê Mirim Amarelo, Tecoma stans).

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

Figura 19 - Sobreposição de raízes (Chapéu de praia, Terminalia catappa).

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

APÊNDICE B – Levantamento da Arborização Urbana.

Nome da rua: Comercio/Casa nº Lado da calçada (N): Tipo de calçada: Largura da calçada Linha de Energia: D.A.P: Altura: Copa: Frutos: Folhas: Cor: Poda: Interferências Locais: Obs:

COLETA DE DADOS JARDIM PLANALTO – TATUÍ - SP

  


Publicado por: Luiz Souta

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