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O CONTROLLER COMO FERRAMENTA PARA TOMADA DE DECISÃO NA GESTÃO CONTÁBIL PÚBLICA

Administração e Finanças

Controller e tendências da controladoria contemporânea, o controle exercido pela contabilidade, gerenciamento e tomada de decisão.

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1. RESUMO

Este trabalho tem por intuito informar o perfil e as atribuições do Controller, uma função de contadores, porém, necessita de conhecimento em administração, pois assim exige seu cargo e sua função dentro na organização pública. Função esta que é de suma importância para o processo de tomada de decisão nas organizações; Esse artigo, passa pela conceituação de Contabilidade, Administração e Controladoria no setor público. Para que se possa ter uma idéia da dimensão da responsabilidade do Controller, pois além de análise e interpretação de informações contábeis, devem essas ser transformadas em objetivos de eficiência e eficácia dentro das organizações, usando a administração para direcionar e alcançar os objetivos e metas. A controladoria seria então a correlação entre a contabilidade e a administração para se alcançar às metas e objetivos propostos. Assim concuiiremos que o Controller dentro de uma gestão pública faz toda a diferença no processo de tomada de decisão, pois ele aponta aonde estarão as contas que devem ser melhoradas e as disparidades.

Palavras-chave: Administração. Controladoria. Controller.

2. INTRODUÇÃO

Nesse novo cenário Global e de instabilidade política e econômica na gestão pública são obrigadas a se reinventarem constantemente e buscar o melhor desempenho aliando com a redução de custos e é aí que surge a importância do papel do controller, pois é esse profissional que gera as informações mais importantes e supervisiona os setores públicos de contabilidade, finanças, administração, informática e recursos humanos, ajudando na tomada de decisão que envolve a todos e principalmente atuando nas melhorias e possíveis investimentos, assim assumindo um papel fundamental.

Assim a função do contador sai das atribuições básicas e ele passa a ter mais relevância assumindo um papel de suma importância no nível gerencial com habilidades interpessoais, pois necessita interagir com diversos departamentos e experiência na área de finanças e administração e muito conhecimento contábil.

Este trabalho tem por objetivo ressaltar as atividades dos controllers para compreender a importância deste profissional e suas funções e habilidades como contribuição aos resultados financeiros; e os objetivos específicos consistem em promover a valorização deste profissional na gestão das organizações e descrever sobre o controller e sua contribuição no gerenciamento e tomada de decisões.

Destaca-se a controladoria no Brasil, passando pelas mudanças do perfil do contador, deixando de ser um simples guarda-livros, tornando-se um profissional que passa a tomar decisões importantes para o desenvolvimento organizacional. A globalização fez com que a controladoria passa-se a ter um papel social e as organizações destacaram em suas demonstrações. A controladoria hoje é uma das matérias que mais se destacam em meio ao cenário global, devido a sua importância, pois em apenas uma folha é permitido dizer a situação patrimonial de uma organização.

Justifica-se a escolha do tema, mediante a que a controladoria ou o controller, hoje ser uma das matérias que mais se destacam em meio ao cenário global administrativo econômico financeiro, devido a sua importância, pois em apenas uma folha é permitido dizer a situação patrimonial de uma organização.

Aplicação de técnicas modernas de criação constata-se que o empreendedor brasileiro está atualizado, tendo em vista alcançar, a cada ano que se passa maiores índices de produção em menores quantidades de área e tempo, além, é claro, da abertura de novas fronteiras agropecuária. Porém, no aspecto de gestão, nota-se utilização de relatórios contábeis não adequados para tomada de decisões, justificados pela pequena produção científica na matéria e foco de aperfeiçoamento profissional na área de criação de animais.

A mentalidade da maioria dos gestores é conseguir alta produção, sem se preocupar com a relação custo; o administrador caracteriza-se por possuir sólido conhecimento de técnicas e dos princípios relativos à administração. A preocupação com métodos eficazes de controle e utilização dos recursos disponíveis contribui para maximização do resultado final em termos monetários. Um bom controller no campo administrativo financeiro deve conhecer uma ampla faixa de assuntos.

A metodologia utilizada engloba uma revisão bibliográfica fundamentada em obras de grandes estudiosos da área contábil, pesquisas em órgãos de classe e sítios relacionados ao tema proposto, através de artigos e publicações.

Finalmente, analisam-se os novos paradigmas da controladoria, sua adequação a globalização e a evolução tecnológica, apresentando as leis que trarão a padronização de uma controladoria única por todo o mundo, como também o papel do profissional e seu atual desempenho na organização, agindo como tomador de decisões gerenciais e sua preocupação social na sociedade. Mediante os avanços e a evidente necessidade de transparência e eficiência para o conhecimento real dos números financeiros concernertes a contabilidade, pergunta-se: qual a contribuição do controller, e técnicas organizacionais contábeis para a gestão pública financeira?

3. DESENVOLVIMENTO

3.1 MODERNA GESTÃO FINANCEIRA

A administração moderna dispõe de muitas ferramentas, para que as decisões sejam tomadas de forma eficiente, atenuando ou minimizando possíveis erros no decorrer desse processo. A Controladoria, como órgão administrativo, evidencia a estrutura lógica do processo decisório, priorizando o trabalho em equipe e a gestão participativa e assumindo a responsabilidade de estimular o trabalho, potencializando os profissionais, para fazer acontecer.

Através dos processos de planejamento e execução dos relatórios, o controller indica os pontos que apresentam problemas e acompanha o desenvolvimento do processo decisório, observando todos os aspectos favoráveis da organização; acompanha o desenvolvimento dos planos em andamento e aponta soluções que conduzam aos resultados desejados segundo os gestores. Infere-se que a base para o trabalho do profissional de controladoria são os dados coletados de um sistema, que são e transformados em informações e apresentados aos usuários por meio de relatórios.

Entretanto, é importante observar a colocação de Almeida, Parisi e Pereira (2001, p. 346) onde ressaltam que o controller atua em área: “por excelência coordenada de informações sobre gestão econômica, no entanto, não substituir a responsabilidade dos gestores por seus resultados obtidos, mas busca induzi-los à otimização do resultado econômico.”

Os autores deixam claro que o auxílio prestado pelos controllers a gestão financeira não exime a responsabilidade dos gestores perante as decisões tomadas, mas disponibiliza a eles um curso de ação mais assertivo a se seguir. Na atuação como órgão administrativo, a controladoria tem como missão, conforme afirma Catelli (2001, p. 346) “assegurar a otimização do resultado econômico da organização.” O autor sugere que a razão da controladoria existir é a busca pela eficácia institucional, de forma a possibilitar o crescimento dos ganhos corporativos, por meio de decisões assertivas. Isso, por intermédio da sinergia estabelecida com as demais áreas de conhecimento, que permite zelar pela continuidade e transparência de atuações financeiras, buscando constantemente a maximização do resultado.

A controladoria é o órgão que assessora as diversas gestões, na organização, atua de forma sistêmica, apresenta a mensuração das alternativas econômicas, por meio da modelagem de informações que facilite o entendimento dos gestores quanto à situação real do empreendimento. Das estratégias de cada área, emana o planejamento operacional, como um desdobramento do planejamento estratégico, no qual ocorre a transformação dos aspectos qualitativos das estratégias em quantitativos (FAHL, 2008).

Há muito já se sabe que os indivíduos ou organizações de toda natureza buscam controlar seus bens e valores praticando a contabilidade pública (e também m suas múltiplas áreas de atuação) que outrora se apresentava de maneira singular, rudimentar, com o passar dos tempos a evolução tecnológica trouxe ferramentas acessíveis ou controles aprimorados como se vê atualmente, as tecnologias e facilidades para se praticar a contabilidade e seu controle que já não se consegue gerir receitas, orçamentos e gestão financeira num todo sem usufruir da tecnologia atual. Segundo Nunes (2006, p. 59):

para que as finanças possam ser geridas eficazmente, se faz importante que o gestor fizer uso de ferramentas financeiras geralmente usadas na contabilidade que o ajudem a controlar despesas e receitas. Para tanto o gestor financeiro pode recorrer às planilhas usualmente conhecidas e à tecnologia também de uso de modelo de gestão pública, porém, simplificados.

As anotação e escriturações que formam o plano financeiro, de acordo com Marion (2009, p. 211) são “forma a organizar e controlar a administração para obter um planejamento que possibilita listar tomadas de decisões presumidamente necessárias”. Observando que todo o controle exige-se o emprego de segurança tecnológica e informacional.

Ainda segundo Nunes (2006) afirma que o controle do financeiro é necessário. É grande a importância dada para a prática do controle planejamento, porém muitas pessoas têm problemas para praticá-lo, pois não o sabem fazer de forma eficiente. Ainda mais por se tratar de prever com antecedência todos os fatores que impactam diretamente o orçamento. Para sanar essa dificuldade, muitos setores públicos implantam a função do controller.

A prática de anotações orçamentárias é discutida como fonte de informações que geram qualidade na efetivação do controle e planejamento financeiro, e também essa técnica de anotações é usada por auditores, como necessidade de administrar as finanças, mas quando um orçamento deixa de ser ideia e passa a ser escriturado indica a existência de um maior interesse pela sua utilização e a prática das anotações enriquece o orçamento com o fornecimento de informações de melhor qualidade e detalhamentos.

3.2 O CONTROLE EXERCIDO PELA CONTABILIDADE

Contabilidade em todos os campos como também no campo público é a ciência que estuda, interpreta e registra os fenômenos que afetam o patrimônio de uma entidade. O nome deriva do uso das contas contábeis. De acordo com a doutrina oficial brasileira (organizada pelo Conselho Federal de Contabilidade), a contabilidade tanto no setor privado ou público é uma ciência social, da mesma forma que a Economia e a Administração (esta por vezes considerada um ramo da Sociologia). Crepaldi (2004, p. 77) resume objetivamente a controladoria sendo:

a. A Controladoria não é apenas um método contábil, ele envolve todo o sistema de gestão organizacional, a começar do planejamento até o controle efetivo das operações, assegurando assim uma coleta de dados importante para o desenvolvimento da missão, com a finalidade de agrupar o máximo de informações para a tomada de decisão. b. A controladoria desempenha papel atuante no fornecimento de informações gerenciais integradas para apoio aos gestores no processo de informações baseada em modelo de gestão que facilita o processo de tomada de decisões, com visão sistêmica para a obtenção de resultados. c. A controladoria utiliza-se das informações e relatórios das áreas a serem controladas para iniciar o trabalho de interpretação, avaliação e conclusão.

A informação é uma ferramenta para o desenvolvimento do planejamento, execução e do controle. Em uma organização o controle interno representa os procedimentos ou rotinas cujos objetivos são proteger os ativos, produzir os dados contábeis confiáveis e ajudar na condução ordenada dos negócios financeiros, representando os controles contábeis e administrativos de maneira clara e prática. Pois o controle interno gira em torno dos aspectos administrativos, que influencia diretamente sobre os aspectos contábeis, assim é preciso considerá-los conjuntamente para determinar um aspecto de controle interno adequado, (CREPALDI, 2004).

A função da contabilidade como instrumento de controle administrativo público é reconhecido unanimemente. Um sistema de contabilidade que não esteja apoiado em eficiente controle interno pode ser inútil, pois não é possível confiar nas informações contidas nos relatórios. Dessa forma, as organizações devem manter um sistema de controle interno eficiente que possibilite a detecção de eventuais falhas, erros ou fraudes, para que sejam tomadas as providências cabíveis, evitando prejuízos (RIBEIRO e RIBEIRO, 2011).

A finalidade de mensurar e registrar provém da necessidade que os proprietários de patrimônios têm de quantificar suas riquezas e acompanhar a variação destas, controlando seus crescimentos durante o tempo (FAHL, et all; 2008).

O Controle exercido pela Contabilidade são estabelecidos às praticas que deveriam ser adotadas dentro da gestão em todos seus estágios tanto no prévio o qual ocorre antes do término de um ato administrativo e financeiro, como no concomitante que acompanha o ato realizado verificando sua efetividade e na subsequente que após concluso o ato decisório administrativo o qual objetiva corrigir falhas proporcionando sua eficácia ou declarando sua nulidade, com técnicas especificas que atendam organismos públicos nos setores e funções relativas à auditoria, contabilidade e administração (CASTRO, 2010).

Existem algumas finalidades para que fossem criados os setores de Controladoria financeira nas organizações públicas as quais ligadas fatores básicos e de extrema importância tanto para a boa gestão, como para os contadores e administradores de forma geral. Os gestores devem ter cautela, em relação aos atos praticados, pois todos os atos são levados a analise tanto do controle interno quanto do controle externo, então devem ser exercidos com ponderação e fundamentados em fatos e dentro da legalidade (CASTRO, 2010).

As analises do controle são sustentadas em informações apresentadas sobre os atos praticados e sobre a repercussão nos resultados, garantindo a segurança e tempestividade dos atos e decisões tomadas, promovendo um estimulo a efetividade apresentando resultados positivos ao longo do tempo, eficácia fazendo as coisas certas e produzindo alternativas proativas para a boa utilização dos recursos e obtenção de bons resultados e eficiência buscando reduzir os custos, otimizando os recursos, resolvendo os problemas, cumprindo assim com os deveres e exercendo a função pública de maneira adequada (CASTRO, 2010).

3.3 CONTROLLER E TENDÊNCIAS DA CONTROLADORIA CONTEMPORÂNEA

A controladoria é o órgão que assessora as diversas gestões e de forma sistêmica, apresenta a mensuração das alternativas econômicas, por meio da modelagem de informações que facilite o entendimento dos gestores quanto à situação real do empreendimento. Das estratégias de cada área, emana o planejamento operacional, como um desdobramento do planejamento estratégico, no qual ocorre a transformação dos aspectos qualitativos das estratégias em quantitativos (FAHL, 2008).

Há muito já se sabe que os indivíduos ou organismos que buscam controlar seus bens e valores praticando a contabilidade de maneira singular, rudimentar, e, com o passar dos tempos a evolução tecnológica trouxe ferramentas acessíveis ou controles aprimorados como se vê atualmente, as tecnologias e facilidades para se praticar orçamentos).

Segundo Nunes (2006, p. 59):

para que as finanças possam ser geridas eficazmente, se faz importante que o gestor fizer uso de ferramentas financeiras geralmente usadas na contabilidade pública que o ajudem a controlar despesas e receitas. Para tanto o gestor financeiro público pode recorrer às planilhas usualmente conhecidas e à tecnologia também de uso de modelo financeiro público, porém, simplificados.

As anotação e escriturações que formam o plano financeiro, de acordo com Marion (2009, p. 211) são “forma a organizar e controlar a administração para obter um planejamento que possibilita listar tomadas de decisões presumidamente necessárias”. Ainda segundo Nunes (2006) afirma que o controle do financeiro é necessário. É grande a importância dada para a prática do controle planejamento, porém muitas pessoas têm problemas para praticá-lo, pois não o sabem fazer de forma eficiente.

Ainda mais por se tratar de prever com antecedência todos os fatores que impactam diretamente o orçamento. Para sanar essa dificuldade, muitos órgãos implantam a função do controller.

A prática de anotações orçamentárias é discutida como fonte de informações que geram qualidade na efetivação do controle e planejamento financeiro, pensado quando se percebe a necessidade de administrar as finanças, mas quando um orçamento deixa de ser ideia e passa a ser escriturado indica a existência de um maior interesse pela sua utilização e a prática das anotações enriquece o orçamento com o fornecimento de informações de melhor qualidade e detalhamentos (MONTANA, 2010).

A elaboração de um plano financeiro é uma parte importante do trabalho do controller, pois estabelece diretrizes de mudanças, onde identificam as metas financeiras, as diferenças entre essas metas e a situação financeira corrente e as ações necessárias para que os setores e organizações públicas atinjam suas metas. O planejamento estratégico é visto como um processo evolutivo fundamental da Função financeira pública.

O controller deve trabalhar para que a melhoria dos processos administrativos passe a ser um valor organizacional com os anos, e não apenas mais um programa. Para que isso aconteça, envolver os funcionários é essencial: promover grupos de discussão, palestras e cursos ajuda nesse contexto, e é justamente acerca da importância do conceito de controladoria pública, que será visto a seguir (VELTER; MISSAGIA. 2011).

Enfim, o papel da controladoria é zelar pelo bom desempenho sempre buscando a eficiência e a eficácia, para isso ela conta com o Controlador. E é ele que gerencia, busca informações nos departamentos e passa para os gestores públicos essas informações que são necessárias para as tomadas de decisões.

Além de suprir os gestores com informações que possibilitem a tomada de ações corretivas, na fase de controle, a área de controladoria cumpre outra parte de sua missão, que é o contínuo provimento de informações justas e imparciais para a alta administração, permitindo-lhe conhecer o nível de detalhes das atividades, de forma a lhe possibilitar o julgamento sobre a preservação de seus interesses e daqueles que ela representa: proprietários e outros interessados (MARION, 2009).

A adoção da área de controladoria e o alargamento de seu desempenho de forma sistemática, de modo que permaneçam abarcadas com todos os componentes que gerem a aos setores públicos, desde os níveis mais altos até os operacionais, presta ajudas importantes à organização, permitindo o seu balanceamento diante dos problemas e entraves que rotineiramente acontecem em ambientes organizacionais, independente de sua natureza e existentes no seu ambiente operacional, gerando soluções e clareza nas resoluções de problemas e resultados contábeis. Assim sendo, se aplica também ao setor público.

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A finalidade da contabilidade é a de registrar, controlar, acumular, resumir e reportar os fenómenos que afetam as situações patrimoniais, financeiras e econômico de qualquer entidade. Ela fornece, em dado momento, informações sobre a situação econômico-financeiro de uma sociedade e/ou entidade (MARION, 2009).

O Sistema de Controle é inerente a todos os atos e processos administrativos de um órgão/entidade, inclusive de uma ação de auditoria, de forma que não pode e nem deve ser concebido separadamente. Sua integração é fator decisivo para o perfeito desempenho das atividades a serem implementadas nas diversas unidades administrativas. Desta forma a sua aceitação pela organização é fundamental, porque se trata de um relacionamento permanente, uma observação contínua no alcance final de resultados (ATTIE, 1992).

A grande importância do setor de controladoria no campo público é exatamente estar muito próximo da realidade e pode estabelecer correções, tem poderes para determiná-las impositivamente orientando e induzindo-o a uma alteração de atitude. O controle sobre a Administração pode ser prévio, concomitante ou sucessivo. Analisa-se a legalidade em geral, a legalidade contábil-financeira, o mérito, que é a verificação da conveniência e oportunidade de medidas e decisões no atendimento do interesse público, e aspectos ligados à eficiência, produtividade e gestão. Ainda se pode citar que faz parte da controladoria a auditoria, uma vez que atuam em comum objetivo, controlar e conferir transparências nos setores públicos.

3.4 GERENCIAMENTO E TOMADA DE DECISÕES

A controladoria financeira afirmativamente segundo Marion (2009) é o grande instrumento que auxilia a ad­ministração a tomar decisões. Na verdade, ela coleta todos os da­dos económicos, mensurando-os monetariamente, registrando-os e sumarizando-os em forma de relatórios ou de comunicados, que contribuem sobremaneira para a tomada de decisões.

Toda ação gerencial tem natureza decisória. Com esse ponto de vista, isolou um aspecto do trabalho gerencial que havia sido abordado ampliando-o para estudo. Cada fase é um processo decisório em si, assim como a implementação das decisões. Idealmente as decisões gerenciais, tem sua base na teoria econômica (MAXIMIANO, 2010, p. 28): “os gerentes procuram agir segundo o modelo do homem econômico, que consegue lidar com toda a complexidade do mundo e reduzi-la a variáveis controladas”.

Entretanto, autores como Marion (2009) e Maximiano (2010) constata­ram que muitas vezes a grande preocupação ou entrave não reside nos objetos dessas críticas, mas na má gerência, nas decisões tomadas sem o respaldo de dados confiáveis. Observa-se, nesses casos, a ocorrência de uma contabili­dade irreal, distorcida em consequência de ter sido elaborada única e exclusivamente para atender a exigências fiscais.

Salienta Hunter (2006, p. 93) que:

Vive-se um momento em que o ato de aplicar os recursos escassos disponíveis com a máxima eficiência tornou-se, dadas as dificuldades económicas (concorrência etc.), uma tarefa nada fácil. Dada a complexidade crescente dessa tarefa, a experiência e o feeling do administrador não são mais fatores decisivos no qua­dro atual; exige-se um elenco de informações reais, que norteiem suas decisões (HUNTER, 2006, p. 93).

Evidentemente, o processo decisório decorrente das infor­mações apuradas pela contabilidade no caos específico nos setores públicos não se restringe apenas aos administradores e gerentes que atuam nos serviços públicos, dentro de seus limites, mas também a outros segmentos exteriores a ela (HUNTER, 2006).

A tornada de decisões a fim de obter a resolução de problemas permeiam todas as atividades gerenciais. Virtualmen­te, todas as ações de um gerente envolvem uma ou mais decisões. Por exemplo, a simples decisão de elevar os preços deve ser tomada dentro do contexto de seus prováveis efeitos sobre o comportamento do consumidor e dos concorrentes.

Um gerente também deve considerar o quanto os preços devem ser elevados e uma variedade de outras questões. O processo de tomada de decisões vincula-se mais estrei­tamente ao planejamento, uma vez que lodo planejamento envolve tomar decisões. Na realidade só se planeja com um objetivo: aprimorar o processo de tomada de decisões. Caso se acreditasse que com o uso de búzios, taro ou outros instrumentos equivalentes se pudesse decidir melhor, por certo o planejamento teria sido colocado de lado, pois, ainda que intelectualmente atraente, ele é extremamente complexo e trabalhoso. Nas grandes organizações, os gerentes se vêem cada vez mais diante de situações complexas e problemas difíceis de resolver (HUNTER, 2006).

O gerente também deve considerar a maneira pela qual a decisão foi definida originariamente. Os gerentes devem tomar muitos tipos diferentes de decisões sob muitas condições diferentes. O gerente habilidoso deve ser capaz de entender essas diferenças e reagir adequadamente. Urna das maneiras importantes em que as situações de decisão diferem é o grau de invariabilidade da situação. Algumas vezes, os gerentes se defrontam com fatores com os quais estão familiarizados e que ocorreram no passado (LADEW, 2012).

Por outro lado, algumas situações são singulares, jamais ocorreram antes, ou tem consequências tão grandes a ponto de os gerentes não poderem aplicar procedimentos corporativos ou algum critério de de­cisão; desse modo, precisam realizar uma extensa coleta de informações e pesquisa e fazer uma avaliação das alternativas antes de tomar a decisão. Estas são as chamadas decisões não programadas (LACOMBE, 2008).

Contudo, persiste uma considerável incerteza em relação a uma possível reversão para uma econo­mia dirigida, competição de outros paises, o poder de compra dos consumidores desses países e muitos outros fatores desconhecidos. Portanto, gerentes que contemplam a decisão de ingressar em um desses mercados se defrontam com uma considerável incerteza.

3.5 GERIR PARA ALCANÇAR RESULTADOS

O gestor atuante na controladoria de finanças deve estar consciente de que uma das maneiras de transformar a organização é através da educação organizacional que é parte de uma visão de negócios, sistêmica, complexa e sustentada, que pode ser considerada um meio de transformação organizacional, através da disseminação de novos valores (GIL, 2009).

Há evidências de que este tipo de atitude deve ser determinante na escolha de pessoas para ocupar tais posições, porque sua probabilidade de sucesso é maior do que daqueles que não vêem atrativos na possibilidade de ingressar na carreira.

Gil (2009) considera que quase todas as pessoas que se quer mais reter, gostam de desafios e de sentir que lhes foi confiada responsabilidades maiores do que elas tinham o direito de esperar. O ideal é que se coloquem as pessoas que mais se deseja reter em cargos que farão com que elas se esforcem, dando sempre o apoio de que necessitam para serem bem-sucedidas. A integração entre o indivíduo e a organização não é uma problemática nova, e persiste no decorrer do tempo e no avanço organizacional, também no campo público, em que o indivíduo é prioridade como fator humano (HITT; MILLER e COLELLA, 2007).

Toda a organização possuem partes básicas tais como: pessoas,  tarefas, execução e administração e planejamento, gestão e controle do desempenho das pessoas, organizadas para a tarefa, para que se atinjam os resultados. Os gestores das organizações sempre precisaram de explicações e técnicas para administrar, e por isso as teorias criadas os auxiliaram e auxiliam até os dias atuais em todo o processo organizacional, pois através delas é possível adquirir não somente conhecimento, mas técnicas que podem ser aplicadas no cotidiano a bem do setor público.

Em discussão nas teorias em que se buscou aprofundar as contribuições dos envolvidos aos resultados financeiros e no controle financeiro público, que tão importante e bastante importante, pode-se por meio de pesquisas constatarem o que vários autores enfatizam o assunto e corroboram assim como conceituado que todo gestor financeiro, inclusive ou principalmente o agente financeiro público “tem a habilidade de construir, com base nas habilidades, o que é essencial para a mudança, atinge os objetivos de sua agenda, e supera metas, favorecendo a muitos” (MONTANA. 2006 p. 93).

Nesse sentido, também descreveu Chiavenato (2006) que gerir inclui a autoridade e responsabilidade de usar efetivamente os recursos disponíveis e para planejar e se fazer chegar aos resultados previamente planejados. A organização, direção, coordenação, e controle de forças na busca de cumprir uma missão.

Ainda Chiavenato (2006, p. 307) conceituou nas seguintes palavras: “gerir tarefas ou pessoas tem haver diretamente com influências interpessoal exercida em uma situação e dirigida por meio do processo de comunicação humana à consecução de um ou mais objetivos específicos”; tais como gerir e cobrar que tarefas sejam executadas, ocorre em uma variedade de ambientes e formas. Ao criar uma pauta de ação, os gerentes mais provavelmente enfatizam o planejamento e a fixação do orçamento, enquanto os líderes tendem a concentrar-se mais na direção.

Gerentes podem dirigir os esforços de outras pessoas com virtude de seu poder organizacional formal e controle de recursos. Se um chefe de departamento pede a um membro para fazer três coisas e a pessoa faz exatamente àquilo que foi determinado e nada mais, esse chefe provavelmente está sendo um gerente, não um líder.

Crosby (2006) corrobora mencionando que as decisões são escolhas tomadas com base em propósitos, são ações orientadas para determinado objetivo e o alcance deste objetivo determina a eficiência do processo de tomada de decisão. Tarefas podem ser executadas partir de probabilidades, possibilidades e/ou alternativas. Para toda ação existe uma reação e, portanto, são as reações que são baseadas os resultados. A execução de tarefas é mais do que a simples escolha entre alternativas, sendo necessário prever os efeitos futuros da escolha, considerando todos os reflexos possíveis que ela pode causar no momento presente e no futuro.

Maximiano (2010) ressaltou que,

sabendo como o meio (ambiente de trabalho) reage às informações, pode-se antever as reações e se posicionar de forma a obter vantagens e ser bem sucedido nos objetivos a que se propõe. No trabalho em equipe, cabe ao gestor e a equipe gerenciar os ambientes em seus variados modelos organizacionais e estarem abertos e sensíveis às caracterizações das instituições que presidem e coordenam, a fim de melhor procederem a sua Gestão.

Ainda Maximiano (2010) considera que toda organização humana pode ser analisada baseada nos seguintes fatores: desempenho, relacionamento, equipes de trabalhos, elementos do ambiente organizacional, tecnologias disponíveis. E finaliza o autor citando que uma combinação de esforços individuais que tem por finalidade realizar propósitos coletivos, gerenciado por tomadas de decisões sábias, geralmente levam ao resultado previamente esperado.

3.6 O CONTROLE FINANCEIRO ALIADO A AUDITORIA

Desde o início histórico da auditoria é possível observar que a justiça e a verdade sempre devem prevalecer perante situações indesejadas dentro das organizações. Com a evolução, outros fatores influenciam a conquistar transparências financeiras e ressalta a importancia de agir com integridade, cumprindo as obrigações financeiras e operacionais, mostrando seus valores junto a sociedade (JUND, 2011).

A função da auditoria interna é zelar pela verdade, através do diálogo, da análise comportamental e do exame de documentos, expondo sua opinião com imparcialidade e agindo de acordo com os princípios éticos e morais exigidos, além de se manter atualizada e informada sobre novos conceitos e métodos que faça parte de sua profissão. Porém a auditoria ás vezes não é vista com “bons olhos” pela maioria dos órgãos auditados, estas têm medo de serem julgadas ou avaliadas, mas esquecem que a verdadeira função dos auditores internos é agir como “consultores”, auxiliando a administração no desenvolvimento das organizações (BENNETT e TASHIMA, 2010).

Segundo Bennett e Tashima (2010) a valorização do trabalho da auditoria, gera transparencia, fato importantíssimo na área da gestão pública; e a auditoria a cada vez maior, vem se tornando mais respeitado e reconhecido pelas organizações e pelos auditores externos, por sua capacidade de antever problemas, melhorar e controlar os processos internos e detectar erros ou fraudes, gerando o bem estar e a satisfação das entidades. Mesmo que a atividade possua barreiras, a maioria dos profissionais auditores estão satisfeitos com seu trabalho, e exercem suas atividades com prazer e a busca pela verdade o estimula.

4. CONCLUSÃO

Ao finalizar o artigo, considera-se que o mesmo alcançou os seus objetivos de ressaltar as atividades dos controllers para compreender a importância deste profissional e suas funções e habilidades como contribuição aos resultados financeiros; e também descreveu-se sobre a promoção da valorização deste profissional na gestão das organizações e descrever sobre o controller e sua contribuição no gerenciamento e tomada de decisões.

Assim sendo, constatou-se que a finalidade da controladoria é garantir a informações adequadas ao processo decisório, colaborando com os gestores na busca da eficácia gerencial. E para que possa ser feita a controladoria com sucesso, é preciso profissionais qualificados e atualizados, além da introdução de novos métodos de trabalho, com uma visão global e interessada em todo o sistema de informação, em beneficio de sua organização.

Conforme se pôde observar, por meio do presente trabalho, na modernidade, a função da controladoria como instrumento de gestão é reunir efetivamente recursos físicos e humanos para suprir as metas estabelecidas pela organização. Além disso, percebe-se que, quando nos aprofundarmos em subsistemas percebemos a função primordial de organizar atividades e designar especificamente para cada pessoa.

A organização em controladoria baseia-se principalmente nos objetivos de atingir uma meta, que por sua vez atende uma necessidade vinda do mercado, oriunda de clientes.

Vimos como é importante a informação contábil no setor público, pois auxilia no controle financeiro e proporciona transparência, pois esta deve trazer sempre segurança e confiabilidade, e a valorização do profissional de contabilidade, exigindo maior responsabilidade do mesmo frente à prática e exercício da profissão, estando sempre vinculado à ética, à transparência e qualidade nas informações e aos sistemas de controles organizacionais.

Esta pesquisa trouxe a percepção das principais questões da controladoria como instrumento de gestão e proporciona aos leitores, uma básica compreensão sobre seus conceitos quais são suas principais exigências. Ainda, com este estudo, notamos o quanto é amplo o arsenal de controladoria, pois, além de levar o aperfeiçoamento dos padrões contábeis, aumenta o grau de responsabilidade desde as funções de cargo mais superiores às mais inferiores que são comprometidas com o sistema de controller financeiro público.

É importante frisar ao finalizar este artigo que a controladoria introduz regras bastante rígidas de governança corporativa, procurando dar maior transparência e confiabilidade aos resultados financeiros. A lei americana também institui severas punições contra fraudes no dinheiro público, dando maior independência aos órgãos de auditoria.

Devido às exigências de certificações de controladoria, necessita-se melhorar seus controles internos, tornando-as estruturas fortes e livres do risco de fraudes o que corrobora a auditoria no papel de monitorar ocorrências cotidianas no setor público, sendo papel importante para a credibilidade e também para aperfeiçoar e concretizar transparência nas atuações em ambientes públicos.

Com o término desta pesquisa, sugerem-se os setores organizacionais públicos ao adotar regras de controladoria, implantando preceitos da controladoria de forma mais objetiva, para conseguir desfrutar de resultados satisfatórios com o controller uma vez que envolvem dinheiro público. Ou ainda melhorar sistema de controles já existentes, implantação do gerenciamento de riscos e utilização de práticas de controladoria para se possam tornar suas atividades e informações mais transparentes. Por fim o profissional que exercer a função de controller tem por missão ter atitudes transparentes, ser é responsável por zelar pela continuidade, e tem como objetivos suprir as necessidades dos gerentes e gestores, públicos monitorando de forma proativa o desempenho dos diversos setores que coadunam com o setor financeiro, corroborando assim para com melhores resultados da gestão pública.

5. REFERÊNCIAS

BENNETT, Fortunato Lopes ; TASHIMA, Lucélia da Costa Nogueira. Auditoria e Perícia Contábil: Auditoria Contábil. Campo Grande: UCDB/ Portal Educação, 2010.

CASTRO, Domingos Poubel de. Auditoria, contabilidade e controle interno no setor público: integração das áreas do ciclo de gestão: contabilidade, orçamento e auditoria e organização dos controles internos, como suporte à governança corporativa. 3. Ed. São Paulo: Atlas, 2010. ISBN 978-85-224-6016-8. p. 290-295.

CHIAVENATO, I.. Gerenciando pessoas: o passo decisivo para a administração participativa. 3 ed. São Paulo: Makron Books, 2006.

CROSBY. P. B. Liderança. A arte de tornar-se um executivo. São Paulo. Makron, McGrae Hill, 2006.

GIL, Antônio Carlos. Gestão de Pessoas: Enfoque nos Papéis Profissionais. São Paulo: Atlas, 2009.

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Publicado por: Cipriano Martinez

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