EMPREENDEDORISMO SOCIAL COMO FORMA DE ALAVANCAR O DESENVOLVIMENTO LOCAL

Administração e Finanças

Apresentação de questões envolvendo o empreendedorismo social e a sua importância para dentro das comunidades.

índice

1. RESUMO

O presente artigo, tem como intuito apresentar questões envolvendo o empreendedorismo social e a sua importância para dentro das comunidades. Atualmente, a teoria do conceito de empreendedorismo social está em constante desenvolvimento, apesar da semelhança com a gestão tradicional e o empreendedorismo social. Ao longo do trabalho será abordado questões sobre o empreendedorismo social, o empreendedor social, os projetos sociais, o desenvolvimento local, o ambiente global e os desafios da inovação. Para o enriquecimento do trabalho, será utilizado como exemplo de empreendedorismo social, o empreendimento do Alexander Albuquerque, fundador do Banco da Maré.

PALAVRAS-CHAVE: Empreendedorismo Social, Empreendedor Social, Projetos Sociais, Desenvolvimento, Inovação e Desafios.

ABSTRACT

This article presents questions related to social entrepreneurship and its importance to communities. Today, the theory of the concept of social entrepreneurship is in constant development, despite its resemblance to traditional management and social entrepreneurship. The work will address issues of social entrepreneurship, social entrepreneurship, social projects, local development, global environment and innovation challenges. To improve the work, will be used as an example of social entrepreneurship, or the venture of Alexander Albuquerque, founder of Maré Bank.

KEY WORDS: Social Entrepreneurship, Social Entrepreneur, Social Projects, Development, Innovation and Challenges.

2. iNTRODUÇÃO

Esse trabalho tem como intuito pesquisar e apresentar questões envolvendo o empreendedorismo social dentro das comunidades, para que as pessoas tenham esse conhecimento e que possam entender a sua importância. O empreendedorismo social é muito discutido atualmente, porém, muitos não conhecem o conceito e nem sabem da sua importância.

Segundo Rosolen, Tiscoski e Comini (2014, p. 87) “o conceito de empreendedorismo social está pautado na criação de valor social e na introdução de inovações de metodologia, serviços ou produtos, as quais gerariam uma transformação social”.

Sabe-se que nos dias atuais a vida está cada vez mais competitiva no meio social e financeiro, muitas pessoas e inclusive jovens não conseguem entrar para o mercado de trabalho por vários motivos, as vezes por falta de oportunidade ou até mesmo por falta de conhecimento, grande parte da sociedade são formadas por comunidades onde residem pessoas que não tem fácil acesso à educação, saúde, emprego, esportes, e enfrentam até à fome, muitos se envolvem com drogas, normalmente essas pessoas possuem dificuldade social e financeira, muitos se enquadram na linha da pobreza. Para isso são criados os projetos sociais com a intenção de ajudar, motivar, influenciar e suprir essas necessidades pessoais desenvolvendo ações que possam agregar valor na vida dessas pessoas e da sociedade, para que elas tenham a oportunidade de conhecerem novos caminhos e influenciarem as pessoas ao redor de forma positiva.

Não podemos deixar de observar e reconhecer iniciativas empreendedoras por parte da própria sociedade civil, pessoas ou grupos que se reúnem em prol de um bem comum de transformar os problemas sociais em soluções, utilizando esforços e recursos obtidos por doações ou patrocínios.

Um empreendedor social visa o desenvolvimento das pessoas de baixa renda, tentando resolver ou amenizar problemas sociais através de suas iniciativas inovadoras, mobilizando recursos ou até mesmo iniciando com os próprios recursos, deixando de lado o retorno financeiro investido, podendo tornar uma associação ou entidade autossustentável.

Segundo Souza et al. (2018) É considerada definição de ação social qualquer atividade realizada, em caráter voluntário, para o atendimento de comunidades nas áreas de assistência social, alimentação, saúde, educação, entre outras.

Portanto, é extremamente importante o desenvolvimento de projetos sociais dentro das comunidades, tanto agrega valor para o empreendedor, para a comunidade, para a sociedade, para o meio ambiente, além de ser algo extremamente satisfatório, que é poder ajudar o próximo colaborando com o desenvolvimento social.

Diante vários problemas sociais presentes na cidade do Rio de Janeiro, muitas pessoas não sabem da importância que possuem as ações sociais e o quão relevantes são essas para a sociedade.

Nesse contexto e de acordo com a premissa inicial, este artigo pretende encontrar respostas coerentes para o seguinte questionamento: Qual a importância do empreendedorismo social para o desenvolvimento local?

Para isso o trabalho tem como objetivo descrever sobre a importância do empreendedorismo social, as relevâncias dos projetos para o desenvolvimento local, destacando quem e como pode ser feito esse tipo de empreendedorismo, e os ganhos para a população de baixa renda, mostrando soluções para as problemáticas existentes nas comunidades de baixa renda através de empreendedores que desenvolvem projetos comunitários visando o bem-estar da comunidade. Dessa forma o trabalho também visa abordar os seguintes objetivos específicos: Conceituar o empreendedorismo social e as ações sociais, analisar os benefícios das ações sociais para a sociedade, estudar os impactos das ações sociais, abordar as dificuldades para a implantação da comunidade local, apresentar o perfil de um empreendedor social, analisar os problemas enfrentados para a continuidade de projetos sociais.

Considerando que o empreendedorismo está crescendo a cada dia por mudanças no contexto global, este artigo visa mostrar sobre a importância do empreendedor social que toma para si a responsabilidade de desenvolver um projeto que seja sustentável e que irá contribuir para resolução de problemas existentes tanto local como social.

A realização do trabalho é interessante e importante por se tratar de um empreendimento social, com objetivos definidos em constante crescimento pelo Brasil.

Trazemos um exemplo de um Banco Social na comunidade da Maré no Rio de Janeiro, inicialmente apenas para Maré onde soluciona os problemas dos moradores daquela comunidade que não tinham onde efetuar pagamentos.

Mediante a problemática dos moradores o empreendedor analisou a ideia de um banco, reuniu parceiros e desenvolveu o projeto para atender tanto os moradores como os comerciantes locais fomentando a circularização de dinheiro dentro da comunidade incentivando o comércio e o consumo local, visto que é a própria população que fará funcionar.

Portanto, o empreendedor local mostra que investir no Banco Social é rentável, através de redução fiscal, alavancar o desenvolvimento econômico e social local. A princípio o empreendedor irá tomar suas decisões de forma coletiva e em cooperação de todos que defende a ideia em prol dos interesses e objetivos comuns. É importante ressaltar o combate à exclusão, desigualdade, desemprego e desocupação das comunidades, servem como motivações para o empreendedor tornar sua iniciativa viável.

3. REFERENCIAL TEÓRICO

3.1. EMPREENDEDORISMO SOCIAL

O empreendedorismo social é um tema novo em sua atual configuração, mas na sua essência já existe há muito tempo. A partir do Século XVll surge o termo empreendedorismo através dos Franceses, nada mais é do que a pessoa que investe em algo novo e assume os riscos, e o empreendedorismo social surgiu para se diferenciar do capitalista, pois o empreendedorismo social não tem um olhar direto para o lucro, ele tem o olhar voltado também para a comunidade local, já o capitalista possui um olhar apenas para o lucro. O empreendedorismo social transforma e capacita as ideias do espírito empreendedor da sociedade civil, surge mediante os problemas sociais no mundo e na maioria em comunidades carentes, dentre as diferenças sociais existem muitas pessoas idealizadoras para ajudar o meio onde vive e trazer melhorias não só para si, mas para muitas pessoas da sua comunidade.

O empreendedorismo social, de acordo com Oliveira (2004, p. 16), trata-se de:

Uma arte e uma ciência, um novo paradigma e gestão social, e um indutor de auto-organização social para o enfrentamento da pobreza, da exclusão social por meio do fomento da solidariedade e emancipação social, do desenvolvimento humano, do empoderamento dos cidadãos, do capital social, com vistas ao desenvolvimento local integrado e sustentável.

O mundo atual e a sociedade contemporânea sofrem com diversos problemas sociais e isso impacta muito de forma negativa as pessoas mais jovens que estão procurando se desenvolverem e estão lutando para construir suas vidas, infelizmente esses jovens e muitas outras pessoas não tem acesso a muitas coisas que poderiam ajudar na formação e no desenvolvimento desses, para que eles possam atingir seus objetivos futuros.

A variedade de problemas sociais nos tempos atuais segundo Silva, Moura e Junqueira (2015, p. 122) exige

(...) esforços na busca de soluções. Vencer a pobreza não significa criar nichos de mercado que insiram os cidadãos nas práticas de consumo, mas sim, criar condições para a emancipação e o desenvolvimento humano.

“A criação de valor se configura como ponto central do empreendedorismo social, por meio de iniciativas inovadoras que buscam promover mudança social e, assim, compreender que os empreendedores sociais são os atores do empreendedorismo social. Diante disso, os empreendedores sociais desenvolvem modelos organizacionais na busca de novas formas de atuação a partir das empresas sociais e/ou negócios sociais”. (Silva, Moura e Junqueira, 2015, p. 124)

O empreendedorismo social tem como objetivo suprir a necessidade das pessoas ou de determinado local, podendo assim dar a essas pessoas acesso a coisas que antes não se tinha acesso, dessa forma o empreendedorismo social também contribui no combate à desigualdade social.

Nesse sentido, Oliveira, Gouvêa (2004) afirmam que

O empreendedorismo social trata-se de uma ação inovadora voltada para o campo social cujo processo se inicia com a observação de determinada situação-problema local, para a qual se procura, em seguida, elaborar uma alternativa de enfrentamento, o que se relaciona com a fala de Silva et al. (2010), ao afirmar que o empreendedorismo social tem como foco principal reduzir ou mesmo acabar com as desigualdades sociais e econômicas a partir da criação de negócios sociais, fontes de renda que gere não só dinheiro, mas também melhorias em todos os setores existentes em uma sociedade.

As características do empreendedorismo social segundo Silva et al. (2010):

É coletivo e integrado;

Produz bens e serviços para a comunidade local e global;

Tem o foco na busca de soluções para os problemas sociais e necessidades da comunidade;

Sua medida de desempenho são o impacto e transformação social;

Visa a resgatar pessoas da situação de risco social e promovê-las, a gerar capital social, inclusão e emancipação social.

Os benefícios do empreendedorismo social para a população como um processo de transformação da sociedade (Neto e Froes 2002):

 Aumento do nível de conhecimento da comunidade local com relação aos recursos existentes, capacidades e competências disponíveis em seu meio;

 Aumento do nível de consciência da comunidade com relação ao seu próprio desenvolvimento;

 Mudança de valores das pessoas que são sensibilizadas, encorajadas e fortalecidas em sua autoestima;

 Aumento da participação dos membros da comunidade em ações empreendedoras locais;

 Aumento do sentimento de conexão das pessoas com a sua cidade, terra e cultura;

 Estímulo ao surgimento de novas ideias que incluem alternativas sustentáveis para o desenvolvimento;

 Transformação da população em proprietária e operadora dos empreendimentos sociais locais;

 Inclusão social da comunidade;

 Busca de maior autossuficiência pelos membros da comunidade local;

 Melhoria da qualidade de vida dos habitantes.

3.2. DIFERENÇA ENTRE EMPREENDEDORISMO TRADICIONAL E SOCIAL

O empreendedorismo tradicional está voltado para o mercado, esse tipo de empreendedor espera sempre ter lucro em cima de seu negócio, diferentemente do empreendedorismo social que é voltado para a transformação e o desenvolvimento das pessoas ou de um determinado local.

QUADRO 1 – COMPARAÇÃO ENTRE EMPREENDEDORISMO TRADICIONAL E SOCIAL

FONTE: Melo Neto e Froes (2002, p. 11)

3.3. EMPREENDEDOR SOCIAL

O empreendedor social surge como uma alternativa para combater as desigualdades sociais, onde o estado não consegue promover distribuição de recursos igualitários para toda sociedade, é a partir dele que nasce o desejo e a satisfação de contribuir para a vida das pessoas dando oportunidades de melhoria para a comunidade, o objetivo desse empreendedor é melhorar o mundo economicamente, socialmente e ambientalmente, sem ter como foco principal o lucro, pois de acordo com Fabrete (2019)

Existem empreendedores que pensam mais no próximo do que em si mesmos e se propõem a fazer o bem e ajudar o próximo. São indivíduos humanitários que buscam construir um mundo melhor para outras pessoas. Eles se sentem extremamente realizados em poder ajudar: e não só querem ajudar, mas criam projetos para que essa ajuda possa ser multiplicada. O foco desse tipo de empreendedor não é o lucro financeiro, uma vez que os rendimentos são voltados para a sociedade.

Segundo Itelvino et al. (2018, p. 2) “O empreendedor social busca caminhos para desenvolver o ser humano no que é seu por direito, no resgate da cidadania”.

Ser um empreendedor social não é para qualquer pessoa, precisa-se gostar de negócios, pessoas e principalmente de resolver problemas, já que a sua visão lhe permite olhar para um determinado problema local e enxergar oportunidades de negócios para tentar solucionar esse problema, para isso esse empreendedor precisa ter uma série de características, conhecimentos, habilidades, competências e posturas que lhe permite que o seu negócio seja bem sucedido.

Características dos empreendedores sociais conforme Bessant e Tidd (2009, p. 335):

Ambiciosos – Empreendedores sociais lidam com questões sociais importantes – pobreza, igualdade de oportunidades etc. – com paixão por fazer a diferença. Podem trabalhar sozinhos ou no interior de uma ampla cadeia de organizações existentes, incluindo as que misturam atividades lucrativas e não-lucrativas.

 Motivados por uma missão – Sua principal preocupação é a geração de valor social antes de riqueza – a criação de riqueza pode ser parte do processo, mas não é um fim em si mesma. Assim como os empreendedores de negócios, os empreendedores sociais são intensamente concentrados e perseverantes, incansáveis em sua busca de ideia social.

 Estratégicos – Como empreendedores de negócios, os empreendedores sociais veem e atuam sobre o que outros desconsideram: oportunidades para melhorar sistemas, criar soluções e inventar novas abordagens que geram valor social.

 Talentosos – Empreendedores sociais não raro operam em contextos em que têm acesso limitado a importantes e tradicionais sistemas de apoio a mercados. Como resultado, devem ser excepcionalmente hábeis em recrutar e mobilizar recursos humanos, financeiros e políticos.

 Voltados para resultados – De novo, como os empreendedores de negócios, os empreendedores sociais são motivados pelo desejo de ver as coisas mudarem e produzirem retorno mensurável. Os resultados que buscam estão essencialmente ligados à ideia de “fazer do mundo um lugar melhor” – por exemplo, com melhorias em qualidade de vida, acesso a recursos básicos, suporte a grupos desfavorecidos.

Q UADRO 2 – PERFIL DO EMPREENDEDOR SOCIAL

FONTE: Oliveira (2004)

3.4. PROJETOS SOCIAIS

As ações sociais ou projetos sociais estão ligadas diretamente ao empreendedorismo social e ao empreendedor social, pois a ação social é qualquer tipo de atividade que são criadas e desenvolvidas pelo empreendedor social para atender e preencher determinada(s) necessidade da sociedade, (Souza et al., 2018) define ação social como

Qualquer atividade realizada, em caráter voluntário, para o atendimento de comunidades nas áreas de assistência social, alimentação, saúde, educação, entre outras. Essas atividades incluem desde pequenas doações eventuais a pessoas ou instituições, até grandes projetos mais estruturados.

Quando nos falamos de projeto social, estamos nos reportando a algo que se espera alcançar em uma situação futura, algo a ser construído; estamos, portanto, falando de sonho, visão, desejo de realizar alguma coisa para mudar uma determinada situação, voltadas para a construção do bem comum. (Maciel, 2015).

3.5. DESENVOLVIMENTO LOCAL

É praticamente impossível falar de empreendedorismo social sem falar de desenvolvimento. O desenvolvimento está relacionado ao crescimento e a evolução de pessoas, grupos ou de um determinado local que se encontra em condição desfavorável. A falta do desenvolvimento local pode ser um grande problema. Esse problema normalmente é visto por pessoas que vivem esse problema ou até mesmo por pessoas de fora, e a partir dessa identificação do problema surge a necessidade da implantação do empreendedorismo social para solucionar o problema e promover o desenvolvimento local.

O desenvolvimento é um fenómeno complexo e multidimensional, do qual não há uma definição inequívoca e totalmente esclarecedora, por isso, os contributos para o conceito desenvolvimento são inúmeros e, ao longo dos anos, foram surgindo uma enorme variedade de adjetivos associados ao termo desenvolvimento, tais como, desenvolvimento sustentável, local, participativo, humano e social. (Rigueiro, 2014, p. 3)

Segundo Basílio (2017, p. 5, apud FRANCO, 2000, p. 36), O novo paradigma de desenvolvimento pode ser visto de maneira bastante simplificada: “Desenvolvimento deve melhorar a vida das pessoas (desenvolvimento humano), de todas as pessoas (desenvolvimento social), das que estão vivas hoje e das que viverão no futuro (desenvolvimento sustentável)”.

3.6. EMPREENDEDORISMO SOCIAL E AMBIENTE GLOBAL

Nos últimos anos o empreendedorismo social está sendo mais reconhecido por suas características e objetivos de criação de valores por meio de combinação de recursos e oportunidades em todos os tipos de ambientes na civilização.

De acordo com Donald F. Kuratko (2016, p.81) o processo de empreendedorismo social começa com uma oportunidade social traduzida como um conceito de empreendimento; então, recursos são apurados e obtidos para que os objetivos do empreendimento sejam apurados.

O empreendedorismo social vem sendo estudado por muitos estudiosos e por isso tem várias definições, dentre muitos é importante destacar que [...] “o empreendedorismo social pode referir-se tanto à a criação de novas empresas quanto ao processo de inovação empreendedora” (KURATKO, 2016, p. 82).

É possível desenvolver boas ideias através de uma pessoa ou grupos de indivíduos, pode-se construir empresas ou inovar em alguma existente em um empreendimento com ou sem fins lucrativos no mundo, ou seja, está comprovado que o empreendimento com fins lucrativos também é qualificado por realizar os valores sociais através de suas empresas. Todo tipo de empreendedor tem responsabilidades, tanto com a sociedade tanto quanto o meio ambiente, sendo assim, um de seus desafios é realizar empreendimento sustentável agregando valores a sociedade no presente sem comprometer as gerações futuras.

QUADRO 3 – EXEMPLOS DE OBRIGAÇÕES DE EMPREENDIMENTOS SOCIAIS

Ambiente

Controle de poluição;

Restauração ou proteção do ambiente;

Conservação dos recursos naturais;

Esforços de reciclagem.

Energia

Conservação de energia na produção e nas operações de marketing;

Esforços para aumentar a eficiente energética dos produtos;

Outros programas para poupar energia, como a empresa que encoraja a carona compartilhada.

Práticas comerciais justas

Emprego e avanço de mulheres e minorias;

Emprego e progresso de pessoas desfavorecidas como deficientes, veteranos de guerra, ex-reclusos, ex-toxicodependentes, pessoas com transtornos mentais e desempregados;

Apoio a empresas de propriedade de minorias.

Recursos humanos

Melhoria da saúde e da segurança do trabalhador;

Treinamento e desenvolvimento do trabalhador;

Programas de recuperação educacional para os colaboradores menos favorecidos;

Programas de aconselhamento sobre drogas e álcool;

Aconselhamento de carreira;

Creches para crianças durante o horário de trabalho dos pais;

Programas de condicionamento físico e gestão de estresse para os funcionários.

Envolvimento com a humanidade

Doações de dinheiro, produtos, serviços ou tempo de funcionário;

Patrocínio de projetos de saúde pública;

Apoio a educação e às artes;

Apoio a programas de recreação comunitários;

Cooperação em projetos comunitários, como centros de reciclagem, assistência e desastres e renovação urbana.

Produtos

Melhoria na segurança de produtos;

Patrocínio de programas de educação de segurança do produto;

Redução do potencial poluidor dos produtos;

Melhoria do valor nutricional dos produtos;

Melhoria nas embalagens e rotulações.

FONTE: Richard M. Hodgetts e Donald F. Kuratko (1991, p. 670)

O empreendedorismo está em constante crescimento e expansão pelo mundo a fora, se desenvolvendo no mercado global, porém esses empreendedores enfrentam as adversidades do comércio externo.

Empreendedores globais têm mente aberta para oportunidades, sendo capazes de ver diferentes pontos de vista e de colocá-los sob um só foco. Eles superam diferenças nacionalistas para ter uma visão geral da competitividade global sem abdicar da própria nacionalidade. (KURATKO, 2016, p. 89).

Para todo modelo de empreendimento se faz necessário uma pesquisa de mercado, as vantagens e desvantagens, seus métodos e medidas de desempenho econômico, ambiental e social, onde e como expandir a os projetos, pode ser feito acordos com organizações globais, entre outros aspectos a serem estudados, não se pode esquecer da importância de um bom planejamento e valores compartilhados.

4. DESAFIOS DA INOVAÇÃO DENTRO DO EMPREENDEDORISMO SOCIAL

A inovação dentro do empreendedorismo social ou também podendo ser chamada de inovação social é de extrema importância, pois se refere a qualquer tipo de pensamentos e ações inovadoras para sanar algum determinado problema social. A inovação social nada mais é do que o uso da inovação e da tecnologia para atender um determinado grupo de pessoas, e através disso, conectar e organizar a sociedade.

Inovação não é apenas um simples lampejo de inspiração, mas um processo amplo e organizado de concretização de ideias brilhantes. Trata-se, essencialmente, de estar preparado para desafiar e mudar. (Bessant e Tidd, 2009).

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Para que a inovação social seja bem-sucedida é preciso passar por alguns obstáculos. Esse pode ser chamado também de desafios, o empreendedor social dificilmente não estará sujeito a passar por esses, pois ele normalmente precisará de pessoas ou até mesmo de grandes empresários que acreditem na sua ideia e possam colaborar que essa ideia se concretize.

QUADRO 4 – DESAFIOS DO EMPREENDEDORISMO SOCIAL

O que precisa ser gerenciado

Desafios do empreendedorismo social

Busca de oportunidades

O empreendedor social tem a paixão para mudar o mundo. Assim eles precisam tanto de paixão como de visão, além de consideráveis habilidades para estabelecer conexões e realizar negócios.

Seleção estratégica

Uma coisa é localizar uma oportunidade, mas conseguir que outros acreditem nela e a apoiem é outra, no entanto é preciso convencer as pessoas, para isso o empreendedor social precisa ir atrás de prováveis financiadores e apoiadores e engajá-los no projeto.

Implementação

Inovação social requer criatividade para apropriar diversos recursos e fazer tudo acontecer. Aqui as capacidades de rede são cruciais, ao engajar diferentes participantes e alinhá-los com a visão central.

Estratégia de inovação

A visão total é fundamental nesse estágio, pois o forte comprometimento com uma perspectiva esclarecida pode engajar outros. Logo, há necessidade de claro planejamento para traduzir a visão em realidade.

Organização Inovadora

Inovação social depende de estruturas soltas e orgânicas, em que os vínculos principais se dão por meio de um sentido de finalidades comuns. Ao mesmo tempo, existe uma necessidade de garantir algum grau de estrutura para permitir a implementação eficaz.

Vínculos poderosos

A história de muitas inovações sociais de sucesso baseia-se, essencialmente, em redes de trabalho, mobilizando apoio e dando acesso a diversos recursos através de redes ricas e fortalecidas. Isso Implica um bônus para o trabalho em rede e para corretagem.

FONTE: Adaptado de Bessant e Tidd, (2009)

5. ESTUDO DE CASO

5.1. O EXERCÍCIO DO EMPREENDEDORISMO SOCIAL: O CASO DE UMA EMPRESA SOCIAL CRIADA NA COMUNIDADE DO RIO DE JANEIRO NO COMPLEXO DA MARÉ

O banco da maré ou banco maré foi criado para atender as pessoas do complexo da maré na cidade do Rio de Janeiro que abriga 17 comunidades, seu fundador Alexander Albuquerque conversava com diversos moradores e amigos que se queixavam da dificuldade de pagarem suas contas, então Alexander percebeu um grande problema dentro da comunidade: o acesso de uma boa parte da população a agências bancárias.

Em 2016 foi criado o aplicativo Banco Maré apenas para android, hoje o aplicativo permite que mais de 130 mil pessoas que moram na Maré paguem suas contas de maneira totalmente digital. Antes de sua criação, os moradores locais tinham de ir até bairros vizinhos para conseguirem o acesso a uma agência bancária ou a uma casa lotérica. O aplicativo ainda permite efetuar recarga do Bilhete Único e compra no comércio local. A movimentação feita no Banco Maré tem até moeda própria, a Palafita.

Para usar a palafita, o cliente baixa o aplicativo gratuito do banco em seu aparelho celular. Em seguida, vai a um dos sete postos presentes na Maré e troca o real pela moeda virtual da fintech (tecnologia financeira). Então basta acessar o app e fazer suas operações bancárias.

5.2. EXPANSÃO

Em 2018 haviam aproximadamente 23 mil usuários cadastrados no aplicativo. O banco maré vem se expandindo cada vez mais dentro das comunidades, hoje seus serviços já são oferecidos em Heliópolis que é uma comunidade de aproximadamente 200 mil habitantes, localizada no estado de São Paulo, e deve chegar em Arapiraca no interior do estado do Alagoas, em breve, pois a causa do Banco Maré é impactar a vida de pessoas que não têm acesso ao sistema financeiro.

5.3. COMO O PROJETO SE MANTÉM

Para se manter, ter receita e expandir os serviços, além de programas de aceleração, a fintech fatura com taxas por pagamentos de boletos e transações com máquinas de cartão, que segundo a empresa costuma ser 5% menores que as usadas pelos bancos tradicionais.

5.4. PALAFITA

A Palafita é a moeda digital do Banco Maré, recebe esse nome como homenagem às primeiras casas construídas no principado da Maré. Uma Palafita (PLFS 1,00) é equivalente a R$ 1,00.

As Palafitas são usadas nas movimentações dentro do aplicativo, como pagamentos, transferências, saques e outros.

Para adquirir a Palafita, é necessário fazer uma recarga na conta Maré via transferência, boleto bancário ou em um kiosco.

5.5. KIOSCOS

São os pontos de atendimento onde os clientes são atendidos por moradores de suas regiões, trazendo mais segurança e um atendimento mais humanizado para cada cliente maré. Nos kioscos são oferecidos diversos serviços financeiros, dentre eles estão:

- Recarga de celular;

- Recarga de bilhete único;

- Consulta ao SPC/Serasa;

- Atualização de boletos;

- Aquisição de cartão pré-pago;

- Recarga de palafitas em sua conta Maré.

5.6. CARTÃO PRÉ-PAGO

Com o cartão pré-pago Maré pode-se efetuar compras tanto pela internet quanto em qualquer loja em todo Brasil, basta ter uma conta Maré e fazer uma recarga na conta, seja com boleto, transferência bancária ou em um Kiosco Maré.

Para utilizar o cartão Maré é necessário pagar uma tarifa de PFLS 10,00 (10,00 reais). Esse valor é reembolsável via bônus de celular, dinheiro ou na própria conta.

Todas as compras ficam registradas no aplicativo do Banco Maré, facilitando o controle dos gastos e dando mais segurança para as movimentações.

5.7. MÁQUINA POS

As máquinas POS Maré permitem aos estabelecimentos efetuar vendas de produtos ou serviços sem o uso de dinheiro, facilitando transações mais simples, rápidas e seguras.

As vendas ficam registradas na plataforma digital, o que possibilita maior controle financeiro por parte do estabelecimento.

Com taxas menores que o mercado, as máquinas POS Maré, oferecem R$ 0,00 no débito e R$ 0,00 no crédito, além de antecipar o saldo em 3 dias úteis.

6. ANÁLISE DE DADOS

6.1. ENTREVISTA

Foi realizada uma entrevista com Davi Monteiro, Luana Pereira e Jeane Oliveira que são funcionários no banco maré, local onde tudo começou. Eles descrevem o criador do banco maré “Alexander Albuquerque” como uma pessoa diferente, extremamente criativo, visionário, acreditador, idealizador e com um olhar social, ele tanto acredita em seus projetos como também acredita em sua equipe. Eles destacam também as reuniões feitas por Alexander, onde ele faz questão que todos os funcionários participem, e o bom ambiente de trabalho, pois possuem um ambiente muito familiar, estão sempre um ajudando ao outro.

Os entrevistados comentam sobre as dificuldades na criação do banco maré, pois muitas pessoas não conheciam o projeto, então Alexander e sua equipe foram batendo na porta das pessoas para apresentarem sobre o projeto, no início muitos investidores se negaram a investirem no banco maré, pelo fato de estarem lhe dando com pessoas de baixo poder aquisitivo, até que em 2018 começou a ser falado sobre os impactos sociais e inclusive investidores começaram a ter um olhar social.

Davi Monteiro explica sua trajetória dentro do banco maré e destaca sobre a importância do banco maré para a comunidade, segundo ele a ideia da criação do banco lhe chamou muito atenção pelo fato de ser algo inovador e ter um objetivo social, pois antes da criação do banco muitos moradores precisavam fazer um longo deslocamento para pagarem suas contas, gastavam dinheiro com passagem, as vezes não era possível fazer esse deslocamento, as contas ficavam atrasadas e sem contar a insegurança que os moradores tinham para se deslocarem com dinheiro pelas ruas.

Luana Pereira comenta sobre uma das maiores dificuldades que os clientes do banco possuem, que é a questão de esses não saberem usar o aplicativo, pois muitas vezes eles precisam dar o suporte para esses clientes, até que eles de fato possam ter domínio do aplicativo e perder o medo. Ainda assim ela explica também como as pessoas podem fazer para abrir uma conta no banco maré, segundo ela é um procedimento muito simples, basta abrir o “Play Store” no celular, baixar o app do “banco maré” e realizar um cadastro com os dados pessoais.

Jeane Oliveira destaca que um dos fatores mais importante para o sucesso do Banco Maré é o atendimento personalizado, para ela o atendimento tem que ser bom e simples, precisa ser feito de uma maneira que a explicação se torne fácil para o cliente, e o mesmo possa sanar suas dúvidas e ter seus problemas resolvidos. Ela comenta também sobre o impacto positivo que o banco trouxe para os moradores que foi o empoderamento dos mesmos, pois muitos não acreditavam que seriam capazes de estarem hoje inseridos no sistema financeiro tecnológico.

Hoje o Banco Maré se encontra presente em algumas comunidades do Rio de Janeiro e São Paulo, a ideia é que logo o banco chegue ao nordeste e futuramente possa fazer parte de outros países da américa latina.

7. METODOLOGIA DA PESQUISA

Para obter os resultados e respostas acerca da problematização apresentada neste trabalho, foi utilizado a pesquisa bibliográfica, que segundo Vergara (1998, p. 46) “é o estudo sistematizado desenvolvido com base em material publicado em livros, revista, jornais, redes eletrônicas, isto é, material acessível ao público em geral. Fornece instrumental analítico para qualquer outro tipo de pesquisa, mas também pode esgotar-se em si mesma”. Foram também utilizadas a pesquisa científica exploratória Vergara (1998, p. 45) “é realizada em área na qual há pouco conhecimento acumulado e sistematizado” e descritiva que segundo Vergara (1998, p. 45) “expõe as características de determinada população ou fenômeno, estabelece correlações entre variáveis e define sua natureza. Não têm o compromisso de explicar os fenômenos que descreve, embora sirva de base para tal explicação”. No entanto, trata-se de um estudo acadêmico que utiliza uma abordagem qualitativa que segundo Vergara (1998, p. 29) “estão mais associadas a suposições. Não implicam testagem: apenas, confirmação ou não, via mecanismos não estatísticos”. Para o enriquecimento do trabalho e a busca por informações precisas referente ao estudo de caso, foi realizada uma pesquisa de campo que segundo Vergara (1998, p. 45) é investigação empírica realizada no local onde ocorre ou ocorreu um fenômeno ou que dispõe de elementos para explicá-lo. Pode incluir entrevistas, aplicação de questionários, testes e observação participante ou não.

8. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Quando se iniciou o trabalho de pesquisa constatou-se que havia a importância de destacar os conceitos sobre as ações sociais dentro da comunidade, pautando as diferenças sociais e financeiras existentes e observar as iniciativas empreendedoras por parte da sociedade civil transformando os problemas sociais em soluções e assim reconhecer o empreendedorismo social como forma de alavancar o desenvolvimento local. Diante disso a pesquisa teve como objetivo geral descrever sobre a importância do empreendedorismo social, as relevâncias dos projetos para o desenvolvimento local e constatou-se que o objetivo geral foi atendido porque efetivamente conseguiu identificar o problema local e apesar dos desafios do empreendedor foi desenvolvido com pessoas da própria comunidade o projeto que está em crescimento desde o ano de 2016. Para este caso foi usado como base o Banco Maré desenvolvido na comunidade Maré para resolver os problemas locais e agora vem se expandindo para outras regiões.

Segundo os objetivos específicos o primeiro era conceituar o empreendedorismo social e as ações sociais e foi conseguido através de pesquisas exploratórias e entrevista com os funcionários do Banco Maré onde o empreendedorismo social aparece como desenvolvimento de ações ou empresas que visa agregar valor e melhores condições de vida para a sociedade através das ações sociais sustentável, no caso do Banco Maré comprovou-se pelo seu desempenho com impacto positivo.

Na segunda parte dos objetivos específicos em abordar os desafios da implantação dos projetos sociais foi apresentado que o empreendedor sempre contará com sua equipe e parceiros que acredite na ideia e que todos os desafios precisam ser planejados e gerenciados. Com o Banco Maré teve a dificuldade de encontrar investidores pelo fato de ser um projeto voltado para pessoas de baixo poder aquisitivo, porém desde 2018 o Banco Maré possui investidores que tem o mesmo olhar social.

Na última parte dos objetivos específicos em apresentar o perfil do empreendedor social foi atingido, destacando-se no contexto desse trabalho e que é o mesmo perfil encontrado no empreendedor “Alexander Albuquerque”, criador do Banco Maré tem o perfil extremamente criativo, visionário, acreditador e idealizador, focado em desenvolvimento local e social.

Diante a importância do empreendedorismo social para o desenvolvimento local foi analisado e demonstrado com os impactos e as mudanças para o crescimento junto com as adaptações dos tipos de desafios existentes através de metodologias utilizadas neste trabalho se fez por meio de referências bibliográficas em livros e artigos científicos, pesquisa de campo por meio de entrevista qualitativa exploratória.

Assim como todo trabalho de pesquisa existem suas limitações para este a dificuldade foi quanto a entrevista exploratória com o CEO, porém foi feito a entrevista com os funcionários da área comercial e que estão ligados diretamente ao Alexander.

Ao finalizar este trabalho ficou comprovado à importância dos empreendedores, que nem sempre são eles que tem as ideias mas são as que desenvolvem e assumem os riscos, sozinho nada é possível mas com o apoio de pessoas ou grupos pode ser desenvolvido grandes projetos visando o melhor para uma sociedade carente de recursos.

O Banco Maré é o exemplo do desenvolvimento local da Maré, em meio aos contratempos iniciais, está em constante crescimento abrangendo outros locais e já tem pilotos do projeto para outros países. Por exemplos como estes, destacamos o empreendedorismo social como agentes indispensáveis que constituem os desejos e anseios da sociedade civil como meio de inovações e fortalecimento do capital social, sempre agregando valor e quebrando os paradigmas.

O empreendedorismo social tem ganhado notoriedade no Brasil e no mundo por se tratar de impactos e mudanças sociais em constante crescimento e adaptações aos vários tipos de desafios existentes. Ao contrário de empreendedores tradicionais o empreendedor social não busca desenvolver ações ou empresas apenas para fins lucrativos e sim ele assume os riscos do empreendimento com a promessa de mudança social duradoura.

Dentre o desenvolvimento do mundo em aspecto global e intelectual, o empreendedor social surge como o desenvolvedor de ideias e pessoas, para promover a melhoria da condição de vida não só para uma comunidade local mas para a sociedade por meio da geração de capital social, inclusão de pessoas com baixa renda no mercado de trabalho e também com o empoderamento da comunidade local.

Referente a uma das várias questões sobre o empreendedorismo social, pesquisamos a importância do empreendedorismo social para o desenvolvimento local e como manter os projetos locais sustentáveis? Portanto, os resultados foram limitados aos desafios de um empreendimento financeiro em locais dominados por lideranças ilícitas, que nada tem a ver com a gestão pública, em meio a falta de segurança das pessoas. Porém, é possível afirmar que o empreendimento de um banco dentro de uma comunidade trouxe melhorias na qualidade de vida com otimização de tempo, Segurança por não precisar se deslocar de onde mora para outros locais e efetuar seus pagamentos, empoderamento das pessoas menos favorecidas através de um atendimento de qualidade onde estão sempre auxiliando seus clientes nas suas transações financeiras em aplicativos do banco e até mesmo na educação financeira que resultou em menos pagamentos de contas em atraso.

Neste estudo identificou-se a importância do empreendedor social como um desenvolvedor de ideias, motivador de pessoas, por colocar em prática uma ideia de um morador da comunidade foi capaz de mudar seus objetivos pessoais para solucionar os problemas de muitas pessoas, assumindo todo e qualquer risco, buscando pessoas da comunidade local sem quaisquer experiência para somar a sua equipe e assim dando oportunidade de crescimento, dividindo conhecimento e qualificação. Apostam no crescimento do empreendimento nos próximos anos com foco no atendimento de qualidade, criação de parcerias e alianças estratégicas, motivação para a melhoria de vida e desenvolvimento local significativo.

Por fim, destacamos o empreendedorismo social como agentes indispensáveis que constituem os desejos e anseios da sociedade civil como meio de inovações e fortalecimento do capital social, sempre agregando valor e quebrando os paradigmas.

9. REFERÊNCIAS

OLIVEIRA, Edson. Empreendedorismo Social no Brasil: atual configuração, perspectivas e desafios, Curitiba, v. 7, n. 2, p. 09-18, jul/dez. 2004.

ROSOLEN, Talita, TISCOSKI, Gabriela, COMINI, Graziella. Empreendedorismo Social e Negócios Sociais: Um Estudo Bibliométrico da Publicação Nacional e Internacional, Bahia, v. 3, n. 1, p. 86-105, jan/abr. 2014.

SOUZA, Fernanda Nunes et al. Ação Social na Comunidade Vila Kennedy. Rio de Janeiro, v. 11, n. 1, p. 01-08. 2018.

SILVA, Maria, MOURA, Laysce, JUNQUEIRA, Luciano. As Interfaces entre Empreendedorismo Social, Negócios Sociais e Redes Sociais no Campo Social. v. 17, n. 42, p. 121-130, ago. 2015.

OLIVEIRA, Braulio, GOUVÊA, Maria. A Importância das Ações Sociais Empresariais nas Decisões de Compra dos Consumidores. São Carlos, v. 17, n. 4, p. 791-800. 2010.

SILVA, Fabiana et al. Empreendedorismo Social. v. 11, n. 1, p. 105-111. 2012/2º semestre.

NETO, Francisco, FROES, César. Empreendedorismo Social: A Transição para a Sociedade Sustentável. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002

ANASTACIO, Mari, FILHO, Paulo, MARINS, James. Empreendedorismo Social e Inovação Social no Contexto Brasileiro. Curitiba: PUCPRESS, 2018.

FABRETE, Teresa Cristina Lopes. Empreendedorismo. 2 ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2019.

ITELVINO, Lucimar et al. Formação para Geração de Inovações Sociais. v. 34, n. 101, p. 01-27, mai/ago. 2018.

MACIEL, Walery. Projetos Sociais. Palhoça, SC: UnisulVirtual, 2015.

RIGUEIRO, Inês. Desenvolvimento Local Sustentável. Coimbra, 2014.

BASÍLIO, Maria. Desenvolvimento e Cultura. Beja, 2017.

KURATKO, Donald F. Empreendedorismo: Teoria, Processo e Prática. São Paulo: CENGAGE Learning, 2016.

HODGETTS, Richard, KURATKO, Donald. Management. 3 ed. San Diego: Harcourt Brace Jovanovich, 1991.

BESSANT, John, TIDD, Joe. Inovação e Empreendedorismo. Porto Alegre: Bookman, 2009.

MANCINI, Renata, YONEMOTO, Hiroshi. Considerações Acerca do Empreendedorismo Social no Desenvolvimento da Sociedade Sustentável. Santa Catarina, v. 6, n. 6, p. 01-09. 2010.

Banco Maré Quer Promover Inclusão e Provar Potencial Financeiro das Classes C, D e E. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/economia/cubo/banco-mare-quer-promover-inclusao-e-provar-potencial-financeiro-das-classes-c-d-e-e-ba4vjsnwejfdnnk8lrihvd1bl/ - Acesso em: 23/10/2019.

Banco Maré. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=1mI8IzAkp9c – Acesso em 23/10/2019.

Banco Maré. Disponível em: https://www.bancomare.com.br/services.html - Acesso em 23/10/2019.

Vergara, Sylvia. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. 2 ed. São Paulo: ATLAS S.A, 1998.

10. ANEXO

ANEXO: ROTEIRO DE ENTREVISTA

Legenda:

Empreendimento Social: Banco Maré

Iniciativa: Projeto realizado inicialmente para o complexo da Maré sendo expandido para outras comunidades e localidades.

Informantes: Funcionários da área de comunicação do Banco Maré

Entrevista

1 – Perfil do entrevistado:

Nome:- _______________________________- Sexo: Feminino ( ) Masculino ( )

Cargo na Empresa: ____________________________________________________

Nível de Escolaridade: _________________________________________________

Faixa de Idade: _________________ Estado Civil: __________________________

2 – Origem

2.1 – Quem ou qual a sua inspiração para fazer parte deste empreendimento?

2.2 – Você poderia falar um pouco da sua formação?

3 – Visão

3.1 – Como surgiu a ideia de ser ou apoiar o empreendedor neste negócio?

3.2 – Como é que o Banco Maré começou?

3.3 – Hoje o empreendimento não está apenas nas comunidades, onde encontramos o Banco Maré?

3.4 – Qual a missão, Visão e valores do Banco Maré?

3.5 – Como identificou que o Banco Maré seria um empreendimento viável tanto para si como para as pessoas da comunidade?

4 – O Trabalho como empreendedor

4.1- Vocês têm parcerias no negócio, se poder, quais e como surgiu?

4.2- Quais as dificuldades enfrentadas no início até agora?

5 - Liderança e Empresa

5.1 – Como você descreve o perfil do seu Líder?

5.2 - Quais são as principais potencialidades e fraquezas da sua empresa?

5.3 – Qual o fator mais importante para o sucesso do Banco Maré?

5.4 – Vocês estabelecem Metas? Se Sim, Qual a meta do Banco para os próximos anos?

5.5 - Qual é a posição de mercado dos seus produtos/serviços?

5.6 – Qual o impacto que o Banco Maré trouxe para a Comunidade?

5.7 – Os Serviços do Banco tem e passa segurança para seus usuários?

6 – Encerramento

6.1 – Com quantos colaboradores se iniciou e quantos têm hoje?

6.2 – O Banco Maré está em constante crescimento, pretendem oferecer outros tipos de serviços? Já trabalham com empréstimos?

6.3 – Quais os benefícios que o banco maré tem para os seus colaboradores? E Clientes?

6.4 - O que você diria a alguém que está pensando em iniciar um negócio, quais conselhos?


Publicado por: Luan de Sant' Anna Machado

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