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Projeto Editorial: Jornal Gospel

Religião

Projeto Editorial: Jornal Gospel, TV a cabo, Religião, Telejornalismo, Segmentação, conceitos teóricos do jornal gospel, objetivos do jornal Gospel.

CRISTIANE DO PRADO

PROJETO EDITORIAL – JORNAL GOSPEL


Relatório do Projeto Experimental apresentado à UNOESC como parte dos requisitos para obtenção do grau Bacharel em comunicação social – habilitação em Jornalismo.
Orientadora: Ilka Goldschmidt Vitorino


Chapecó - SC, Jun.2002

AGRADECIMENTOS

A Deus (Pai, Filho e Espírito Santo).
À minha família.
À professora orientadora: Ilka Goldschmidt Vitorino.
Ao meu colega de faculdade: José Ricardo Araújo
Ao operador de estúdio de rádio: André Paulo Rodrigues.
Aos cinegrafistas: Alberto Lopes e Iunes Luís Ferraz.
À Produtora Muller.
Ao Tiago Meneghini.
À todos os entrevistados.
Aos meus colegas de faculdade, trabalho e aos irmãos na fé.
O meu muito obrigado.

MENSAGEM

Em cada momento de minha vida estive ciente que minhas decisões iriam interferir no que sou hoje. Por outro lado, creio que Deus sempre esteve do meu lado nos momentos bons e ruins e que a decisão final sempre foi Dele. Porque às vezes que tive decisões precipitadas, fiquei frustrada, mas quando coloquei tudo nas mãos de Deus, as coisas se resolveram rapidamente, sem mesmo eu quase perceber. Assim foi com este trabalho Jornal Gospel .
Cada detalhe, desde a idéia, até a concretização, foi Deus que esteve ali, o tempo todo. Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) eu te adoro com todo o meu ser, simplesmente digo, obrigado. Sem Ti, eu não conseguiria passar da primeira etapa, mas Contigo, consegui concluir. Ósculo Santo a Ti. Deus espero que tenha gostado do resultado, fiz com carinho e pensando em Ti.

RESUMO

O projeto editorial do telejornal Gospel busca mostrar notícias diversificadas, mas sempre com enfoque religioso. O programa é destinado à inserção em TV a Cabo. O público alvo são pessoas do meio evangélico. Por outro lado, outras pessoas que não sejam evangélicas e queiram assistir também ficarão informadas, até porque a televisão é um meio aberto a todos e o objetivo não é excluir ninguém e sim informar jornalisticamente.
Palavras-chave: Religião, Telejornalismo e Segmentação.

SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO 6
2 TELEVISÃO 11
2.1 TV a Cabo 12
2.2 Telejornalismo 13
2.3 Formas de Notícia na TV 14
2.4 Relação entre imagem e texto 15
2.5 Seleção de notícias 16
2.6 Edição 17
3 RELIGIÃO 19
3.1 Protestantismo 20
3.2 Pentecostalismo 21
4 RELATÓRIO 23
4.1 Pesquisa Bibliográfica e Documental 23
4.2 Linha Editorial 24
4.3 Programa - Piloto 25
4.3.1 Pautas 25
4.3.2 Blocos 27
4.3.3 Espelho do programa 29
4.3.4 Edição 32
4.3.5 Estúdio/Relatório 33
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 34
6 OBSERVAÇÃO E SUGESTÕES 36
7 BIBLIOGRAFIA 37
ANEXOS 41
ANEXO 1 - Relatórios mensais 42
ANEXO 2 - Roteiro definitivo do programa 47
ANEXO 3 – Textos do Telejornal Gospel 48
ANEXO 4 - Projeto 67




1 INTRODUÇÃO
A mídia tem gerado uma série de novos veículos segmentados que atendem à públicos específicos interessados em assuntos que dêem preferência ou estejam relacionados ao seu grupo de convivência e sua profissão. O programa de TV, Jornal Gospel vem de encontro a essa abertura de mercado e a necessidade do público-alvo, os evangélicos. Por outro lado, apesar de haver um público estabelecido, o telespectador não-evangélico também, caso assista, vai se sentir informado.
A finalidade principal é disseminar informação ao telespectador evangélico ou não. Os fatos serão abordados sempre com enfoque evangélico, mas sem rebater qualquer sistema doutrinário, porque a finalidade é divulgar/noticiar aos telespectadores assuntos de seu interesse que a imprensa em geral não mostra e não discriminar qualquer tipo de religião.
A escolha pela televisão como meio de comunicação, pode ser justificada pela máxima que reflete o caráter importante desse meio na sociedade “os olhos são a janela da alma e a televisão é a janela para o mundo” . Na comunidade evangélica não é diferente. De uma forma ou de outra, os evangélicos têm feito parte da sociedade, através de igrejas, congregações, escolas, universidades, asilos, creches, albergues, periódicos e programas radiofônicos. Já a televisão devido ao alto custo de exibição por hora é pouco utilizada pelas diferentes religiões e sabe-se que o veículo predomina nos domicílios e atinge a população de várias faixas de renda e religião. O presente projeto pretende preencher essa lacuna, através da inserção em Chapecó e região de um programa Gospel.
Não só em nível regional, mas nacional, a televisão tem pouco espaço para programas alternativos e diferenciados. Por isso, o direcionamento do programa jornalístico Gospel inicialmente será para veiculação em TV a Cabo, aproveitando um espaço alternativo, sem descartar a possibilidade de exibição futura na TV convencional. Hoineff (1991, p.44) considera que a TV a Cabo:
voltou-se – menos superfialmente do que costumava fazê-lo - para o esporte, a religião, o cinema, os espetáculos, a economia, as questões sociais. Invadiu os grandes eventos, tornou-se uma fonte bem mais completa de informação e segmentou-se até onde a economia é capaz de suportar [..]. Tornou-se mais acessível, mais humana, menos glamourizada, menos distante dos interesses do público.

Outro autor que considera primordial ao telespectador a TV a Cabo para obtenção de programas variados é Barbry, citado por Santoro (1989, p.26),
Ela pode fazer ainda mais: suscitar uma tomada de consciência, fazer do telespectador um homem crítico, um indivíduo que faz uso do indispensável direito de resposta. Ela pode preparar o homem para o futuro da comunicação [...] um homem que maitrise a tecnologia da comunicação moderna.


É a TV a Cabo que gera novas oportunidades de informação e conhecimento para um público interessado em assuntos diversos relacionados ao grupo social que freqüenta. Nela ocorre uma expansão de variadas programações. Isso acaba fortalecendo o nicho segmentado, que cresce tão rapidamente, quanto a introdução de novas tecnologias no mercado.
Existem vários canais disponibilizados pela TV por assinatura, utilizados por igrejas evangélicas, com destaque para o canal 697 da DIRECTV que fez parceria com a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) e o Instituto Presbiteriano Mackenzie. A transmissão é via satélite para todo o território nacional. A finalidade é “levar educação, fé e esperança” durante seis horas de programação diária que consiste em: debates, cultos, notícias da IPB e orientações espirituais.
Em transmissão UHF também são ocupados espaços com programações independentes. As produções religiosas terceirizadas têm por finalidade veicular assuntos de interesse do público evangélico ou não, como é o caso da Igreja Assembléia de Deus que tem aos sábados, na RedeTV, às 10 horas, o programa Vitória em Cristo, com apresentação do pastor Silas Malafaia. O conteúdo consiste: divulgação de eventos, opinião sobre assuntos em evidência e um sermão bíblico (filmado durante cultos acorridos no templo dessa igreja na Penha, Rio de Janeiro).
Nesse mesmo canal, aos domingos, às 14 horas, há o programa Conexão Gospel, apresentado pela cantora evangélica Marina de Oliveira. Com duração de uma hora, são mostrados clips, respostas às perguntas de telelespectadores pelo deputado Arolde de Oliveira (assuntos diversos), leitura de um texto bíblico para reflexão, notícias sobre os cantores da MK Publicitá (MK News), entrevista com evangélicos em evidência (a exemplo do presidenciável Antony Garotinho). Ainda em TV aberta tem o Gospel-Line, na TV Record, com o cantor Nill (ex-componente do grupo Dominó), com clips, respostas a dúvidas de telespectadores e entrevistas.
Como existe pouco referencial teórico sobre o assunto, buscou-se em periódicos algumas opiniões sobre a implantação de veículos de comunicação evangélicos interdenominacionais (várias igrejas evangélicas de diferentes religiões e doutrinas). A exemplo das revistas Eclésia e Enfoque Gospel. Na primeira edição da revista Enfoque Gospel, em agosto de 2001, alguns evangélicos de renome expressaram sua idéia sobre um veículo interdenominacional na páginas oito, onde está localizada a editoria frases.
“Para dar certo, uma revista evangélica não pode ter cor denominacional nem tendências teológicas. Precisa ser de todos”, disse o conferencista e pastor da Assembléia de Deus, Silas Malafaia. “Tenho muitas expectativas com relação à revista e seus objetivos. Estou vibrando com a possibilidade de ter uma publicação séria, vitalícia, semeando as coisas de Deus”, enfatizou o membro da Junta Diretora da Global University, Missouri (EUA), membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil e diretor da Sociedade Bíblica do Brasil.
Outra opinião enfática foi a do presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil e da Sociedade Bíblica do Brasil e pastor-presidente da catedral Presbiteriana do Brasil: “Esta revista vem preencher uma lacuna mais do que necessária no meio cristão evangélico e do público em geral. A Enfoque Gospel terá uma contribuição a dar, orientando sobre vários assuntos”. Já o bispo-presidente do Colégio Episcopal da Igreja Metodista no Brasil declara: “vejo na proposta da revista Enfoque Gospel mais um espaço para a reflexão e para o pastoreio do povo de Deus. É uma oportunidade de aprofundar a nossa vocação e missão no meio do povo brasileiro”.
Cada um dos evangélicos brasileiros são leitores, ouvintes e telespectadores em potencial, a doutrina, pode diferenciar, mas todos eles tem em comum a crença num único salvador, Jesus Cristo. Estatisticamente os evangélicos passam de um quarto da população brasileira, cerca de 35 milhões de pessoas, que têm “fome” de informação e se espalham nas capitais e no interior. Em Santa Catarina, a tendência tem sido aumentar ainda mais esse número. Um exemplo é Chapecó, onde residem cerca de 6% dos evangélicos existentes na região oeste.
Os telespectadores evangélicos não tem uma fonte de informação local e regional voltada aos acontecimentos do “mundo evangélico”, o que têm sido pouco divulgado na imprensa televisiva de modo geral. O Jornal Gospel tem a finalidade de preencher essa lacuna, mantendo a postura ética sempre à frente do telejornal, não discriminando essa ou aquela igreja, mas sim informando acima de tudo, seja o telespectador evangélico ou não. Cumprindo assim a missão jornalística de informar.
São quase 500 anos desde que os primeiros evangélicos começaram a se instalar no Brasil, exatamente em 10 de março de 1557, quando chegaram ao país os calvinistas (atuais presbiterianos) que celebraram o primeiro culto evangélico em território brasileiro. Perseguidos e considerados hereges pela adesão ao protestantismo, muitos deles discriminados e expulsos do país através da contra-Reforma (Católicos), não suportaram a pressão e voltaram ao país de origem, localizado na Europa (alguns franceses, outros holandeses).
Ferreira (1992, p.43) comprova o fato “[...] no ambiente de guerra como foi aquele em que se deu a presença de protestantes no Brasil, nos tempos coloniais, não houve a mínima condição de se aprender seu modo de pensar. Não chegou a haver caça as heresias, mas apenas caça aos hereges”. Após essa data, as tentativas dos protestantes para instalar e propagar o evangelho no Brasil foi frustrada, somente conseguiram concretizar esse sonho no século XIX, através de missionários.
Muitos anos se passaram e a comunidade evangélica perdura e cresce ocupando o seu espaço na sociedade, isso também inclui os meios de comunicação segmentados, que justificando a proposta desse projeto de telejornal Jornal Gospel que tem caráter local. Pereira (2000, p.10) declara a importância da informação em caráter local “a escolha de um telejornal local está relacionado com uma dimensão mais ampla que é a (re)valorização do regional num mundo globalizado”.

2 TELEVISÃO
Ninguém sabe ao certo quem foi o pai da televisão, nem é possível afirmar a data que ela nasceu, mas podem ser citados uma data e um nome: 1817, Jacob Berzelius. Como pesquisador, Berzelius descobriu o selênio que é parte importante da televisão, elemento que alterava quando deixava passar uma corrente elétrica.
Alguns anos mais tarde, em 1873, um cientista inglês, Willoughby Smith, comprovou que o selênio tinha a propriedade de transformar a energia luminosa em energia elétrica. Estabelecia-se, então, o princípio de que, pelo menos em teoria, era possível transmitir imagens por meio de corrente elétrica. “Nenhum jornalista de televisão duvida também que a imagem que fascina e prende a atenção das pessoas, aliada ao som envolvente e emocionante, muitas vezes mostrando ao vivo aos acontecimentos mais importantes, transforma a televisão no veículo mais poderoso que já foi inventado” (MACIEL, 1995, p16).
Além desses cientistas surgiram muitos outros que tornaram a televisão um aparelho essencial na casa de muitas pessoas, como fonte de entretenimento e informação. Durante todo o processo de implantação de um novo veículo (televisão) houve mudanças nos programas transmitidos, onde o jornalístico adquiriu espaço e passou a ser chamado de telejornal. No Brasil o primeiro telejornal foi o Imagens do Dia que nasceu em 1950, junto com a TV Tupi de São Paulo. Ele não tinha horário fixo e manteve-se no ar durante três anos. Depois foi substituído em 1952 pelo Telenotícias Panair que permaneceu no ar cerca de um ano.
A partir de 1953, o Repórter Esso, que obteve sucesso estrondoso no rádio, entrava na televisão para noticiar, onde permaneceu por 20 anos e acabou em conseqüência da Rede Tupi não conseguir acompanhar o ritmo do desenvolvimento e os custos de implantação dos programas de telejornalismo nacionais. Já em 1969, o Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão, entrou no ar pela primeira vez e inaugurou um novo estilo de jornalismo na TV brasileira, por iniciar a era do jornal em rede nacional.

2.1 TV a Cabo

Hoje para mais de 170 milhões de brasileiros a principal fonte de informação é a TV. Destes muitos poucos tem acesso à TV por assinatura. Conforme o Ibope, em pesquisa divulgada em abril de 2001, a TV paga está instalada em apenas 12% dos domicílios do país. Apesar do índice ser baixo, a TV por assinatura e a TV a Cabo ainda são o principal meio de veiculação de produção independente. “[...] quem paga por uma emissora especializada espera ter o melhor serviço em sua casa. Segmentação é a palavra-chave” (PATERNOSTRO, 1999, p.41).
O sistema de TV a cabo possibilita o tráfego em torno de 36 a 154 estações de forma simultânea, que podem ser divididos em coaxial ou fibra ótica, mas um fator a ser levado em consideração, é que a fibra ótica é superior em qualidade ao cabo coaxial. O Cabo gera uma facilidade de acesso a produtores independentes que na TV convencional dificilmente teriam espaço de inserção de seus programas, isso democratiza o veículo televisivo e diminui o poder dos grandes veículos como Globo, SBT, Record e Band. Na opinião de Karplan (1994, p.78) a “segmentação é irreversível em todo o processo de comunicação. Na televisão, ela encoraja uma nova estética”.
O Cabo gera a desmassificação do público que durante muitos anos esteve a mercê dos “donos” do poder midiático convencional. Hoje, o território brasileiro está atrasado em relação a outros países da América do Sul, devido ao alto custo que esse sistema gera
Apesar do seu mercado potencial, já que em nível mundial o Brasil está na sexta colocação quanto ao número de televisores instalados, a televisão paga conseguiu penetrar quase que exclusivamente nas classes econômicas de maior poder aquisitivo. Com o seus sistemas de transmissão já instalados, conquistar novos assinantes constitui hoje um dos maiores desafios para as operadoras. [...] As atuais operadoras de televisão a Cabo já atingiram as metas iniciais de construção de redes e de domicílios cabeados. Entretanto, o serviço de forma geral, atinge índice de penetração baixos .

Apesar do reduzido número de televisores com TV a Cabo, tentar impedí-lo é praticamente impossível. Para Goldschmidt (1999, p. 17) as novas tecnologias “criam uma nova televisão: TV por assinatura, TV a Cabo, TV interativa. Nesta nova televisão, o telespectador passa a ter nome, endereço, credo, raça e sobretudo preferência”.

2.2 Telejornalismo

“Telejornalismo não é a única coisa séria na televisão, mas é a mais séria” (SAMPAIO, 1971, p.71). Com a criação da TV a Cabo surgiu a possibilidade de implantação de novos canais, gerando espaços midiáticos a produtores independentes interessados em públicos segmentados. Com o telejornalismo não é diferente, porque esse tipo de programação já faz parte do cotidiano dos brasileiros de diferentes ideologias, credos, raças que ficam em frente à tela quando inicia o seu telejornal, seja ele da Globo, do SBT, da Record, da Band, da Rede TV, ou outro canal de TV paga. Esses telespectadores têm níveis culturais, sociais variados, mas todos têm algo em comum, a fome de informação.
Lage (1998, p.30) explica como podem ser definidas reportagens televisivas, independente do seu público-alvo:
Reportagens de televisão são documentários sobre a vida de um personagem, um acontecimento histórico, uma realização artística, costumes, animais, exercício de uma profissão etc. Podem contar uma história, com a tradição narrativa do cinema-ficção; defender uma tese; expor assuntos; retornar no tempo de imagens atuais para precedentes no passado; opor temas conflitivos.



2.3 Formas de Notícia na TV

Quando um jornalista escreve para televisão deve conhecer os termos específicos desse meio. Fator esse que interfere na produção de notícias. Apesar do uso comum de termos coloquiais na televisão, é necessário que o profissional siga regras básicas da gramática. Os textos bem elaborados precisam conter: coerência verbal, regência verbal, evitar os chavões, não esquecer de explicar palavras estrangeiras, evitar a repetição de palavras, saber usar os pronomes possessivos, entre outros fatores.
Maciel (1995) define várias formas de noticiar no telejornal de forma coerente. No caso da nota ao vivo é quando o apresentador lê a informação sem imagens no estúdio. A nota coberta é quando aparece a imagem do fato noticioso e o apresentador em off narra o acontecimento. O boletim (Stand-Up) é uma notícia apresentada pelo repórter que aparece o tempo inteiro na tela do televisor.
A reportagem é a forma mais completa de notícia na TV. Ela é composta da cabeça, um texto lido pelo apresentador em estúdio, pode ser considerada como um lead . O off é o texto que é narrado pelo repórter enquanto aparece na tela a imagem. As sonoras são chamadas as entrevistas realizadas para a notícia. A nota pé é um texto simples para encerrar uma reportagem e é lida pelo apresentador em estúdio, não é uso obrigatório.
A entrevista de forma isolada é considerada também uma forma de notícia na TV. É através dela que o repórter extrai assuntos que o público receptor precisar estar informado. Mas não basta apenas chegar na frente do entrevistado e começar a perguntar. Deve-se sim o repórter estar bem informado do assunto em pauta e então elaborar perguntas que sejam simples e de fácil entendimento ao entrevistado, se o próprio repórter não entendeu a pergunta quanto mais o entrevistado.
York (1998, p.150) explica a respeito de como pode ser feita uma entrevista no estúdio com mais de uma pessoa,
É óbvio que conduzir uma entrevista com duas pessoas é duas vezes mais difícil, principalmente por causa da necessidade de tratar igualmente os participantes. Mesmo que os dois entrevistados estejam teoricamente do mesmo ‘lado’, é importante que ambos tenham a oportunidade de falar, seja para se fazer uma boa entrevista, seja pelo equilíbrio.

2.4 Relação entre imagem e texto
A ligação entre imagem e texto é fundamental em televisão, não deve haver em hipótese alguma, contradição entre um e outro, ambos devem estar coerentes entre si. “Em telejornalismo, a preocupação é fazer com que o texto e imagem caminhem juntos, sem um competir com o outro: ou o texto tem a ver com o que está sendo mostrado ou não tem razão de existir, perde a sua função” (PATERNOSTRO, 1999, p.72).
Lustosa (1996, p.100) também explica a importância de produzir uma matéria com coerência visual e auditiva.
É importante a fusão dos dois códigos de comunicação- visual e auditivo. Em alguns textos, o redator não usa a informação visual, produzindo uma matéria absolutamente redundante[...]. Um repórter de televisão tem que saber o que a câmera diz, para saber o que dizer. Com competência, fará a união dos dados que ele investigou com as informações que a câmera colhe na hora que realiza seu trabalho.

Para York (1998, p.72) podem ocorrem quatro erros durante a junção de imagem e texto. O primeiro deslize acontece quando é tentado colocar mais palavras que a quantidade de imagens disponíveis. O segundo é escrever sem ficar atento o que aparece na imagem. O terceiro é produzir frases evidentes na imagem, ou seja, redundância entre texto e imagem. O quarto e último caso é descuidar da precisão informativa da notícia.
O poder da imagem é real, mas o jornalista precisa se preocupar também com o texto, porque de nada adianta uma “bela” imagem se o texto está confuso. A clareza e a concisão devem ser primadas pelo redator, caso haja a má administração das palavras, ou seja, se nem o jornalista que escreveu entendeu a matéria, muito menos o telespectador que não acompanhou e nem entrevistou para a execução da notícia.“Es imposible redactar una información ordenado y comprensible si quien escribe no ha entendido bien la historia que pretenda contar” (ROGLÁN, 1996, p.67).
Outro fator que influencia na qualidade de uma notícia é o uso do som ambiente.
A televisão é bidimensional. Junto com a imagem vai o som. Os sons ‘naturais’- ‘efeitos’, neste contexto – geralmente são subutilizados pelos repórteres, que mal têm tempo de respirar, preferindo preencher cada segundo disponível com sua própria voz ou com a dos entrevistados. Esteja atento a toda e qualquer oportunidade em que você possa fazer uso dos sons naturais da vida. Assim seu trabalho ganhará uma qualidade extra. Algumas histórias são mais bem contadas limitando-se a conversa e deixando que o som fale por si próprio (YORK, 1998, p.106).

Em meio a tantas formas de transmitir a informação, sempre levando em consideração o público-alvo, o jornalismo evangélico tem expandido no setor segmentado de forma estrondosa, através de jornais impressos, revistas, programas radiofônicos e alguns televisivos. Esses recursos informativos se destinam acima de tudo informar o seu receptor seja ele leitor, ouvinte e/ou telespectador. Assim também é a finalidade principal do jornalismo Gospel, dar oportunidade, independente da denominação, de conhecer como está o âmbito evangélico. Maciel explana sobre a necessidade de adequar a linguagem conforme o receptor:
Não há fórmulas mágicas capazes de serem servidas prontas a quem pretende se utilizar da televisão como veículo de comunicação e atingir o objetivo principal: fazer-se entender. Mas há, certamente, uma série de regras básicas, desenvolvidas ao longo da história da televisão, que podem auxiliar qualquer pessoa que se disponha a utilizá-la para tirar mais proveito da televisão como veículo de comunicação. A primeira delas, e talvez a principal, é adequar a linguagem ao público (MACIEL, 1995, p. 16 e 17).


2.5 Seleção de notícias
O que é aceito como verdadeiro no âmbito religioso terá implicações para muitas áreas do conhecimento secular, se não necessariamente para todos elas. Pela proposição inversa, o que é aceito no âmbito secular conterá muitas implicações para as crenças religiosas. A coincidência parcial é mais relevante naquelas áreas do conhecimento e da ciência que tratam diretamente do homem (STANLEY, 1987, p.349).

O telejornal Gospel também objetiva cumprir a função do jornalismo, informar o que é considerado de interesse da maioria evangélica. Pereira (2000, p.80) declara que há,
[...] diferentes relações e combinações que se dão entre diferentes valores/notícia, que vão determina a seleção de um fato. Outro aspecto a ser levado em conta é que os valores/notícia são critérios de relevância espalhados ao longo de todo o processo de produção. Ou seja, desde a captação até a apresentação da notícia.

Filtrar é primordial para inserção dos fatos na mídia, seja ela convencional ou não. Além disso, o telejornal mesmo sendo um programa com pouco tempo de duração deve em sua maioria cativar o telespectador aproveitando cada segundo, deixando-o informado e interessado naquilo que assiste. Porque a maioria desses receptores tem no telejornal a única fonte de acesso para informação, mas deve-se levar em consideração que o jornalista precisa conhecer e ter critérios de seleção das notícias. Critérios esses que devem constar o interesse geral do seu público-alvo.
O jornalismo está cada vez mais está aberto a produções diversas, porque a demanda é grande. A informação setorial é classificada em assunto ou público e o receptor acaba buscando aquilo que realmente o interessa e usa no cotidiano. “Cada pessoa, porém, integrante de uma ou de várias dessas comunidades, interpreta as informações recebidas de acordo com valores fundamentados em suas convicções de foro íntimo, político-ideológico, religiosos e culturais” (REVISTA ENFOQUE, 2001, p.5).

2.6 Edição

Durante quarenta anos as redes televisivas utilizaram a ilha de edição linear e ainda hoje, ela é integrante de alguns canais de televisão e de laboratórios de telejornalismo de muitas universidades, inclusive da Unoesc, campus de Chapecó. Na década de 90 a tecnologia revolucionou todo o processo através da edição não-linear, mas num primeiro instante ela foi mais utilizada pelos produtores de cinema e propaganda.
Somente depois começou-se a utilizar a edição não-linear na produção de telejornais diários. A demora foi devido à lentidão do processo, bem como custo alto do equipamento. A utilização desta tecnologia é facilita pela rapidez na capturação de imagens e também devido a possibilidade de alterar alguma parte de uma matéria, mesmo que seja no meio da notícia já editada, já que na linear isso não seria possível. Para alterar algo é preciso editar todo o trabalho novamente e não somente uma parte como no é o caso da edição não-linear.
A edição é uma etapa primordial no jornalismo televisivo, porque de nada adianta um texto conciso e imagens boas se na finalização são cortadas partes importantes do texto ou inseridas imagens sem força, ou pior editar de forma que a notícia perca o sentido. “É na edição do telejornal que o mundo é recontextualizado” (PEREIRA, 2000, p.12).
Para editar uma notícia são necessárias dosagens de emoção, informação e imagem, sem chegar ao extremo e tornar-se sensacionalista. A seleção das imagens, do som ambiente, a elaboração do texto (off), a ordem lógica e junção adequada entre som e imagem são fundamentais para uma matéria de fácil entendimento ao telespectador. “E, sem dúvida, quando falamos de edição em telejornalismo, é preciso acrescentar ainda: fidelidade às informações” (PATERNOSTRO, 1999, p.128).

3 RELIGIÃO
Pensar que o mundo nasceu por acaso é absurdo para quem acredita na existência de Deus. “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (BÍBLIA, 1999, p.4). Desde os tempos passados a religião é propagada por inúmeras pessoas que centralizam Deus como o criador do universo, mas alguns pensam que haja deuses para cada tipo de situação. Ao contrário disso, os cristãos crêem num só Deus que subsiste em três pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo).
A religião sempre teve um aspecto intelectual. O crente tem idéia bem definidas sobre como a humanidade e o mundo vieram a existir, sobre a divindade e o sentido da vida. Esse é o repertório de idéias da religião, que se expressam por cerimônias religiosas (ritos) e pela arte, mas em primeiro lugar pela linguagem. Tais expressões lingüísticas podem ser escrituras sagradas, credos, doutrinas ou mitos (GAARDER, 2000, p.19).

As denominações religiosas variam. Não é possível citar o nome delas uma por uma. Neste trabalho, enfoca-se algumas religiões protestantes, pentecostais e neopentecostais, porque são os seus adeptos o público-alvo do programa Jornal Gospel.
A comunidade evangélica está numericamente mais forte do que tem sido em qualquer tempo no passado, e dentro dela, há uma variedade de convicções sobre muitas questões de substância. Até mesmo entre aquele número seleto que aceita a autoridade de uma Escritura infalível como a única regra perfeita de fé e da vida, há discordância importantes acerca da soberania divina e a eleição, da natureza da igreja, dos sacramentos, e da escatologia, para mencionar [...] (STANLEY, 1987, p.363)


3.1 Protestantismo

A Reforma Protestante iniciou em 31 de outubro de 1517, quando o monge agostiniano, Martinho Lutero, colocou na porta da capela de Wittenberg as 95 teses contra as indulgências da Igreja Católica Apostólica Romana. A partir dessa data, o papa Leão X excomungou Lutero que resolveu fundar o Luteranismo.
Posteriormente surgiram outros movimentos religiosos, como o de Zwinglio e João Calvino que fundaram as Igrejas Reformadas ou Presbiterianas, na Suiça. “Tanto para Lutero, como para Calvino, somente através da Bíblia pode-se conhecer a Deus de forma adequada” (FERREIRA, 1992, p.40).
Os missionários franceses tentaram implantar em 1557 a Igreja Presbiteriana no Brasil. Entretanto, essa atitude foi frustrada, porque em 1567 os católicos da época os expulsaram. Houve outras duas tentativas frustradas, somente em 1859 que o missionário presbiteriano, Ashbel Green Simonton conseguiu fundar a primeira Igreja Presbiteriana, no Rio de Janeiro.
Ao chegar no país Simonton encontrou o médico escocês Robert Reid Kalley que fazia um trabalho missionário independente que resultou na Igreja Evangélica Fluminense. Na época, havia outros pastores, mas que eram exclusivos para dar assistência para imigrantes. Simonton foi o primeiro a vir ao Brasil exclusivamente para evangelizar brasileiros. Já os missionários de outras denominações vieram ao país mais tarde.
Protestantismo propriamente dito, e de como entrou no Brasil, a partir dos meados do século XIX . as contraposições referidas fizeram com que surgisse a denominação ‘Igrejas Históricas’, que a rigor, não é apropriada, mas é usual (FERREIRA, 1992, p.95).

A palavra protestantismo caracteriza um movimento do cristianismo que originou-se na Reforma do século XVI e que fundamentou-se mesmo através da igreja reformada – Luterana, Reformada (Calvinista/Presbiteriana) e Anglicano – Episcopal (os anglicanos se consideram ora católicos, ora protestantes). Movimentos esses continuados com os Batistas, Metodistas, pentecostais, até os neopentecostais de hoje.
Essencialmente, o protestantismo é um apelo a Deus em Cristo, às Sagradas Escrituras e à Igreja Primitiva, contra toda a degeneração e apostasia. O estreitamento da palavra ‘protestante’ para significar anti ou não-romano tem levado alguns a preferirem ‘evangélico’ (embora na Europa continental essa palavra normalmente designe os luteranos) e ‘reformado’ (geralmente mais usada para os presbiterianos calvinistas) (ELWELL, 1990, p.195).

Outro modelo que pode ser considerado como reforma durante o século XVI, chamado de Anabatista ou Radical.
O ‘protesto’ dos anabatistas, embora tenha sido perseguido pelos protestantes autoritários- luteranos, reformados e anglicanos – é considerado cada vez mais como um modelo paralelo do protestantismo pristino, que talvez tenha contribuído mais para o futuro do protestantismo do que qualquer outro modelo. [...] Por fim, o protestantismo tenta obter sua vida do evangelho da graça de Deus em Cristo. Leal à tradição, não pode tolerar um cristianismo do tipo ‘faça você mesmo’, uma base para a auto-confiança humana diante de Deus. Em última análise, sempre dará mais valor ao Cristo da fé do que à igreja da história (ELWELL, 1990, p.196).

Algumas igrejas protestantes são: Luteranos, Presbiterianos, Batistas, Metodistas, Congregacionais e Anglicanos.

3.2 Pentecostalismo

O pentecostalismo é um movimento de reforma carismática evangélica originado em janeiro de 1901, na cidade de Kansas, Estados Unidos, através de Charles Fox Parham, antigo pregador Metodista. Depois dos Estados Unidos e Inglaterra os pentecostais se espalharam para muitas nações do mundo por meio de missionários metodistas e evangelistas itinerantes.
Em 1910 o pentecostalismo iniciou no Brasil com a liderança de dois imigrantes suecos da América do Norte, Daniel Berge e Gunnar Vingren, que começaram cultos pentecostais numa igreja Batista, em Belém do Pará. Em seguida, houve a implantação da primeira igreja pentecostal nacional, Assembléia de Deus, formada como nova denominação em 1914. As igrejas pentecostais que surgiram depois tiveram base nessa igreja, a exemplo da igreja Pentecostal de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular (1927, fundador Aimee Semple McPherson) e a igreja Padrão da Bíblia Aberta.
Os pentecostais do século XX não devem criticar os históricos do século XIX. Foram eles que vieram primeiro, encontraram o terreno virgem e abriram picadas por todo canto, apesar da limitada liberdade religiosa, das distâncias e da ausência de melhores meios de transporte e de comunicação: rádio, televisão, telefone, fax e Internet. Talvez muitos deles tenham sido mais crentes, mais apaixonados e mais cheios do Espírito do que muitos de nós hoje. Não poucos deram sua vida por Jesus fora de suas terras, distantes de seus familiares (CÉSAR, 2000, p.159).

Exemplos de igrejas consideradas pentecostais: Congregação Cristã do Brasil (1910); Assembléia de Deus (1911); Evangelho Quadrangular (1953); Pentecostal O Brasil para Cristo (1955); Deus é amor (1962) e Casa da Benção (1964).
Em 1960 o Pentecostalismo passou para outra fase o Neopentecostalismo nas igrejas tradicionais dos Estados Unidos, que se expandiu para outros lugares. Esse movimento é o mais novo segmento evangélico pentecostal.
No Brasil hoje, podem ser citadas as neopentecostais: Nova Vida (1960); Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra (1976); Universal do Reino de Deus (1977); Internacional da Graça de Deus (1980); Renascer em Cristo (1986).
Independe de qual seja a denominação cristã, o que importa é evangelizar com a palavra de Deus,
A melhor definição de evangelismo, disse-nos o historiador J. Edwin Orr. Durante a Conferência Internacional de Evangelistas Itinerantes, realizada em Amsterdã, em 1986, é a de Cannon Max Warren, da Abadia de Westminster: Evangelizar é apresentar Jesus Cristo no poder do Espírito, de tal maneira que os homens possam conhecê-lo como Salvador e servi-lo como Senhor, na comunhão da igreja e na vocação da vida comum. Na mesma ocasião, a mais conhecida tetraplégica do mundo, Joni Eareckson Tada explicou que ‘evangelismo é compartilhar Cristo a toda e qualquer pessoa com a qual você se encontra, através de palavra falada, através de livros, através de filmes e através de desenhos e pinturas’(Joni pinta com pincéis presos entre as arcadas dentárias). O jornalista Luís Rodrigues, diretor da Adelante, de Barcelona, inclui um lado importante: ‘Evangelismo’ é proclamar as boas notícias, deixando os resultados absolutamente nas mãos de Deus (CÉSAR, 2000, p.163).

Tudo o que se refere à religião Cristã é usual chamar de Gospel. Esta palavra é originária da música americana que traduzida significa evangelho ou boa-nova. Gospel é derivada dos “spirituals” (espirituais), um cântico religioso dos escravos negros americanos.

4 RELATÓRIO
“O Relatório pode se iniciar com uma retomada dos objetivos do próprio projeto, passando, em seguida, à descrição das atividades realizadas e dos resultados obtidos”. (SEVERINO, 2000, p.174) A finalidade do projeto editorial Jornal Gospel é ser um veículo que transmita informações dentro do ponto de vista evangélico, por outro lado, durante a elaboração das pautas sempre será pensado num possível telespectador não-evangélico. Para fundamentar o trabalho fez-se necessário a busca de base bibliográfica (resgate de conceitos), documental (histórico) e de campo (entrevistas para as matérias).

4.1 Pesquisa Bibliográfica e Documental

Em primeiro lugar usou-se o conteúdo bibliográfico, que segundo Hilda Dmitruk (1998, p.61) “[...] não é mero levantamento de autores. A pesquisa, acima de tudo, é um exercício de reflexão. Trata-se de um processo de estudo no qual deve-se privilegiar a reflexão própria que vai surgindo do contato com as fontes bibliográficas em confronto com a observação sistemática da realidade”. É através da teoria que constata-se e gera-se uma gama de informações importantes na elaboração do produto final, no caso o piloto e o relatório.
Nesta etapa executou-se o levantamento teórico e documental sobre telejornalismo, TV a cabo e evangelismo no Brasil. Em seguida, houve a elaboração do marco teórico, justificativa e objetivo do projeto. Durante a escolha do tema aconteceu a análise de como seria enfocada a religião nas pautas do programa Jornal Gospel. Decidiu-se que a linha editorial não teria placa de uma igreja apenas e que seria interdenominacional (várias igrejas evangélicas), mas sempre respeitando a doutrina ou costume de cada uma das igrejas noticiadas.
Outro fator considerado foi a compatibilidade do tema com a pesquisadora, porque freqüenta uma igreja evangélica e convive com pessoas desse meio. Köche (1997, p.128) explana sobre isso:
O pesquisador deve se propor temas que estejam ao alcance da sua capacidade e do seu nível de conhecimento. É aconselhável escolher temas dentro do contexto teórico que mais se domina. É necessário compatibilizar a capacidade do investigador com as fontes disponíveis.

Através da clara definição do caráter estrutural que teria o programa, passou-se para a segunda etapa, onde o projeto de pesquisa terminado foi reestruturado e concluído. Num terceiro momento encaminhou-se para execução do piloto do Jornal Gospel.

4.2 Linha Editorial

O programa alternativo Jornal Gospel busca oportunizar ao público evangélico o acesso à informações sobre assuntos condizentes com o seu meio de convivência, sem criticas à denominações religiosas e padrões doutrinários. A idéia central não é ter vínculo doutrinário com nenhuma igreja, a finalidade é ser interdenominacional (várias igrejas evangélicas). Acredita-se que cada vez mais a mídia se encaminha para a segmentação, o público quer estar por dentro de fatos próximos de seu cotidiano e não de algo que aconteceu longe que não o atinja diretamente.
O projeto Jornal Gospel utilizou de pesquisas bibliográficas, de campo (entrevistas) de modo a conseguir concretizar o relatório e o piloto. Etapas essas de fundamental importância para dar maior credibilidade e base ao trabalho. Inicialmente com vinte minutos de duração, distribuídos em quatro blocos de cinco minutos, tendo sido alterado para quatro blocos de oito minutos em média. O telejornal tem editorias variadas, desde políticas a culturais, sempre com enfoque religioso.
A abertura teve produção, com imagem e trilha que caracteriza-se o programa. Quanto aos entrevistados a prioridade foi ouvir pessoas do meio evangélico, mas quando a matéria exigiu algum profissional que não fosse desse meio, foram entrevistadas outras pessoas que não são evangélicas. O destino do programa é a TV a cabo, com abrangência no município de Chapecó, onde existem 6% de evangélicos, porcentagem essa relacionada ao Oeste Catarinense.
A exibição do programa seria aos sábados às 12 horas, durante o horário do almoço, com periodicidade semanal. Alterou-se o horário para aos domingos às 15 horas, porque entendeu-se que neste horário o público-alvo tem pouca atração na televisão aberta. O horário estabelecido coincide com a disposição de tempo dos telespectadores-alvo. Aos domingos, geralmente nesse horário, alguns evangélicos voltam da escola Dominical e à tarde dificilmente tem alguma programação relacionada à igreja que pertencem.
O Jornal Gospel veiculou matérias de diferentes assuntos - religião, saúde, entrevistas, serviços e variedades - com duração num primeiro momento de 20 (vinte) minutos por bloco, sendo 04 (quatro) blocos de 05 (cinco) minutos. A seqüência era, no primeiro bloco com matérias sobre saúde, serviço, economia e política (editoria geral). No segundo uma grande reportagem (editoria variedades). No terceiro debates sobre assuntos polêmicos (editoria debates) e o último (editoria entrevista) a agenda de eventos e uma entrevista com alguma personalidade Gospel.

4.3 Programa - Piloto

4.3.1 Pautas

Para escolher assuntos que pudessem ter alguma relação com religiosidade houve uma análise cuidadosa em vários temas. Em virtude de surgir um número elevado de pautas fez-se necessária uma seleção, onde preponderaram temas religiosos, mas acima de tudo com caráter jornalístico. Apesar do programa ter um público-alvo definido na elaboração das matérias foi considerado o sentido informativo buscando despertar o interesse também de telespectadores não-evangélicos.
O roteiro das pautas sempre foi realizado de forma simples e objetiva, onde a descrição constituía de simplicidade e objetividade. Em seguida, discutiu-se a matéria com o cinegrafista: quais as imagens necessárias para execução da matéria, a ligação entre repórter e cinegrafista é fundamental no resultado final.
1º Bloco-Editoria saúde- Plantas tóxicas- uma matéria que alertasse sobre a periculosidade de manipular e ingerir, bem como manter dentro de casa ou no jardim plantas desse tipo, um risco à saúde de adultos e crianças.
Editoria serviço- Cartas para missionários- nesta matérias enfatizou-se a oportunidade para as pessoas em enviar cartas com preço baixo, principalmente para aqueles que em forma de apoio para missionários que moram longe costumam enviar cartas de incentivo.
Editoria editorial- Nota Gospel- nesta explicou-se o porque de um programa desse tipo, além do significado da palavra Gospel para aqueles que desconhecem.
2º Bloco - Editoria Debate/Entrevista – Mensagens Subliminares- esta entrevista foi veiculada para informar aos telespectadores sobre esse assunto pouco discutido e que a maioria das pessoas desconhece e normalmente é atingida de uma forma ou outra, seja por ideologia ou publicidade.
3º Bloco- Editoria Variedades – Comportamento- nesta grande reportagem entrevistou-se pessoas de rotinas diferentes, para que o público receptor conhecesse e visse que independe da religião que a pessoa freqüenta, ela tem um vida particular normal como a de outras que não tem uma religião definida. Agenda – colocou-s eventos pertinentes ao público evangélico
4º Bloco- Momento Cultural – citou-se algumas dicas de entretenimentos possíveis para os evangélicos em vídeo, livro e CD.
Matéria Dedé Santana- fez-se a cobertura do evento de aniversário da Igreja Quadrangular, porque foi para esse evento que o Dedé Santana veio participar (aproveitou-se a vinda dele para fazer a entrevista, sendo que esta foi feita primeiro para inserção do programa).
Editora Entrevista/Perfil- Perfil Dedé Santana- Nesta entrevista optou-se por enfocar o perfil do entrevistado.
Depois das pautas definidas, levantaram-se as devidas informações sobre cada uma delas, através de pesquisas em livros, na Internet e pessoas especializadas nos temas a serem noticiados. Após um estudo minucioso e a confirmação dos dados houve a elaboração das pautas com as perguntas, contatos telefônicos, face a face com conhecedores do assunto a ser abordado.
Quando um contato/fonte descartava a idéia de ser entrevistado em muitos casos, procurou-se outro que dispusesse um pouco de seu tempo e conhecimento para disseminar a outras pessoas. O primeiro contato com os entrevistados foi via telefone que após a resposta positiva em dar entrevista, marcou-se loca e horário para gravação das notícias. Por meio dessa forma facilitou-se o tempo do entrevistado e do entrevistador.
Durante cada entrevista usou-se, antes da gravação uma conversa informal com a finalidade de questionar e adquirir o maior número de informações para a inserção posterior na matéria. Foram gravadas somente as respostas a serem usadas no produto final, piloto, para facilitar a edição. Na maioria das entrevistas procurou-se chegar adiantado ou na hora, tanto para facilitar o entrevistador e o cinegrafista, quanto o entrevistado. Após ter os dados em mãos de cada matéria, foi escrito os “offs” e esses foram discutidos junto à orientadora deste trabalho e então gravados no estúdio de rádio.

4.3.2 Blocos

Bloco - 1

Para a elaboração do “Editorial”, fez-se necessário um levantamento do sentido da palavra, que é de origem americana. A finalidade de produzir essa nota foi explicar aos telespectadores o motivo de produção de um programa neste estilo, Gospel, ou seja, contextualizar e definir, porque ninguém é obrigado a conhecer o significado de uma palavra de outra língua.
Na matéria sobre “cartas para missionários” pesquisou-se e entrevistou-se informalmente várias pessoas sobre o envio de cartas sociais ou não para pastores ou missionários. Foi nesse momento que conseguiu-se conhecer novas pessoas que pudessem se tornar fontes definitivas para a matéria propriamente dita. Marcou-se a entrevista com as fontes antecipadamente, principalmente com o missionário, foco principal da matéria, porque ele não mora em Chapecó e estava de passagem na cidade.
Já a matéria sobre plantas tóxicas, precisou-se estudar de forma aprofundada o assunto, bastante complexo. Escreveu-se um e-mail para Sinitox (Sistema Nacional de Informações Farmacológicas), fonte principal contra a intoxicação com plantas. Após o recebimento desse e-mail, pesquisou-se ainda mais para que na finalização da matéria pudesse deixar o telespectador por dentro do assunto, e com isso, evitar que alguém de sua família se intoxica-se com plantas, principalmente crianças. Procurou-se entrevistar pessoas que conhecessem o assunto.
Entretanto, apesar de muitas pessoas dizerem que acreditam na superstição das plantas comigo-ninguém-pode, a mais tóxica conforme a Sinitox, muitas deles se recusaram a dar entrevista, neste caso ficou claro que o poder da imagem amedronta e admitir uma crença publicamente é difícil para alguns. Depois de muitas tentativas, conseguiu-se entrevistar uma pessoa que acreditava no “poder” da planta para espantar mal olhado, mas isso levou bastante tempo.

Bloco - 2

Para fazer a entrevista em estúdio sobre “mensagem subliminar” estudou-se tudo sobre o assunto, fato esse que facilitou no momento da entrevista e deu base sólida na elaboração de perguntas coerentes. Os entrevistados foram escolhidos de forma estratégica, ou seja, buscou-se um pastor com a finalidade de conhecer a visão teológica do assunto e uma psicóloga para conhecer o ponto de vista psicológico. Ambos foram interessados e dispuseram do seu tempo para fazer a entrevista. As entrevistas foram marcadas antecipadamente para que tanto facilita-se aos entrevistados, como para dispor do estúdio da universidade.

Bloco – 3

Na “agenda” procurou-se colocar eventos de diferentes igrejas.
Na matéria “comportamento” devido as pessoas terem rotinas diferentes entrevistou-se e fez-se necessário a simulação das atividades de cada uma delas. Porque não era possível ficar vinte quatro horas atrás dos entrevistados. Usou-se cerca de quatro horas para cada um, onde filmou-se e entrevistou-se sobre a vida particular, religiosa e profissional deles.

Bloco - 4

No “momento cultural” escolheu-se um livro, um CD e uma fita de vídeo para dar dicas ao telespectador de entretenimento.
A matéria “Dedé Santana” precisou de pesquisa sobre a vida do artista e contatos via telefone com o filho do humorista de forma antecipada para conseguir fazer a matéria a entrevista de encerramento. Junto com o cinegrafista fez-se a cobertura do evento uma parte pela manhã e a entrevista com o Dedé pela tarde.

4.3.3 Espelho do programa

“O espelho tem a função de revelar o ‘esqueleto’ do que será o telejornal daquele dia” (SQUIRRA, 1995, p.102). Houve a necessidade de reavaliar os blocos primeiramente elaborados, que ficaram assim constituídos: 1º bloco- matérias sobre saúde, serviço, economia e política (editoria geral). 2º bloco- uma grande reportagem (editoria variedades). 3º bloco - debates sobre assuntos polêmicos (editoria debates) e 4º bloco- agenda e entrevista perfil (editoria entrevista).
Nesta perspectiva o espelho do programa seria:
1º Bloco – (tempo previsto- 20minutos, cinco minutos por bloco)
Manchetes
Nota pelada sobre o significado da palavra Gospel
Matéria sobre plantas tóxicas
Nota coberta sobre política
Matéria sobre envio de cartas para missionários
A seguir
2º Bloco
Grande Reportagem
Dicas de livros, CDs e fita de vídeo
A seguir
3º Bloco
Debate sobre mensagens subliminares com uma psicóloga e um pastor- em estúdio.
A seguir
4º Bloco
Agenda de Eventos
Entrevista com Dedé Santana/ Encerramento.

Foi através de um estudo mais minucioso e discussão junto à orientadora que chegou-se a conclusão que a ordem dos blocos deveria ser alterada. Para que não ficasse cansativo ao telespectador, alterou-se a ordem dos blocos, evitando a seqüência de dois blocos de entrevistas. A versão final é a seguinte:
1º Bloco (tempo 40 (quarenta) minutos, 08 (oito) minutos por bloco).
Manchetes.
Nota pelada sobre significado da Palavra Gospel
Matéria sobre envio de cartas para missionários
Matéria sobre plantas tóxicas
A seguir
2º Bloco
Entrevista sobre mensagem subliminar com uma psicóloga e um pastor - em estúdio.
A seguir
3º Bloco
Agenda.
Matéria comportamento.
10 - A seguir
4º Bloco
11 - Momento Cultural
Matéria Dedé Santana
12 - Entrevista Dedé Santana/ Encerramento
O bloco número 3 tornou-se 2, outra alteração foi na condução do segundo bloco. Inicialmente aconteceria um debate, mas resolveu-se fazer uma entrevista sobre o assunto em pauta e não debatê-lo. O motivo da mudança foi devido ao tempo reduzido destinado a entrevista, oito minutos, um bloco inteiro. Outra mudança houve na retirada do 4º bloco a “Agenda” que foi inserida no 3º, mas no lugar da agenda do 4º bloco colocou-se o “Momento Cultural”. No último bloco - 4º, permaneceu a entrevista – perfil- sobre alguma pessoa de renome no meio evangélico. Os assuntos economia e política não foram tratados neste piloto, mas caso o programa tenha continuidade pode-se inserir notícias dessa editoria quando for necessário.
Outra mudança aconteceu no horário da possível exibição do programa, antes considerado viável aos sábados às 12 horas e num estudo mais detalhado chegou-se a conclusão que o melhor horário, é aos domingos, no período da tarde, às 15 horas, a periodicidade semanal permaneceu. Por meio da concretização do piloto observou-se que o tempo de duração do programa poderia ser aumentado, de 20 minutos para 43 minutos, o número dos blocos permaneceu o mesmo, quatro.
O tempo ficou em:
Escalada até a vinheta: 1minuto e 7 segundos
1º Bloco: 8 minutos e 19 segundos
2º Bloco: 8 minutos e 17 segundos
3º Bloco: 10 minutos e 12 segundos
4º Bloco: 13 minutos
- Finalização 1 minuto
- Vinheta em passagens de bloco: 1º bloco- 7 segundos; 2º bloco – 5 segundos e 3º bloco – 5 segundos.

4.3.4 Edição

Na produção do piloto deste programa houve num primeiro momento a utilização da edição não-linear e para finalização a linear. Para editar as matérias esperou-se a conclusão e gravação de todas as imagens e “offs” que seriam necessários. Squirra (1990, p.99) explica como a edição é importante para despertar a atenção do telespectador. “A mais importante notícia de um telejornal, ou mesmo o telejornal todo, pode não interessar ao telespectador se não editada de forma concisa e atraente. É preciso, além da boa edição da notícia, usar a variedade na estruturação das matérias e no telejornal”.
Editou-se na ilha não-linear, computadorizada, foi coberto todos os “offs” com as imagens, houve a inserção de trilhas, caracteres, cortes em entrevistas longas, escolha de imagens, elaboração da abertura, efeitos visuais e reavaliação antes de tudo no enfoque Gospel, sempre observando o caráter jornalístico de cada matéria. Alguns efeitos colados em algumas matérias foram trocados por fusões, para que a matéria não perdesse a sua função jornalística.
Com a edição não-linear, a produção de vídeo-reportagens será tão fácil quanto, hoje, a produção de reportagens em textos – para quem souber fazê-las. A introdução dos computadores na indústria da televisão permitirá, pelo menos no caso do telejornalismo, a multiplicação dos centros de produção, de modo a suprir a demanda de centenas de canais a cabo ou a Internet 2, o que terá ampla repercussão social. E, desde já, é capaz de alterar as estratégias do ensino de telejornalismo . (CRÓCOMO, LAGE E MORAES)

4.3.5 Estúdio/Relatório

“Un estudio de televisión es una gran habitácion com micrófonos, luces y cámaras. Debe estar muy consciente del emplazamiento de los micrófonos, y sobre todo, de las áreas de iluminación bien delimitadas sobre ele piso del estudio con tiza o cinta de enmascarar” (HAWES, 1993, p.74). Após terminada a edição e reavaliada a ordem de inserção do blocos passou-se para a gravação das cabeças e a entrevista no estúdio. O cenário da entrevista foi constituído de um quadro colorido de fundo com três sofás pequenos, um para cada entrevistado e um para a entrevistadora. Já para a apresentação usou-se um fundo em cromaqui, produzido especialmente para o programa, os apresentadores ficaram em pé para dar mais agilidade e diferenciação ao programa.
Duplas de homem e mulher são bem aceitas pelo público. Outras combinações destinadas a ampliar a base de audiência incluem equipes heterogêneas em termos de idade ou raça. No caso de haver mais de uma apresentador, o objetivo geralmente é dividir trabalho mais ou menos igualmente (alguns insistem numa cota mínima de tempo no ar estabelecida no contrato) (YORK, 1998, p.146).

Em seguida, houve a finalização do programa, ou seja, a ordem dos blocos, a localização de cada matéria e a inserção da abertura e trilha respectiva. A quarta e última etapa foi dedicada à construção do relatório e suas considerações finais.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para concretizar o piloto do telejornal Gospel foram necessárias várias etapas e o exercício de várias funções, desde pauteira à apresentadora. Tudo com pré-planejamento. O resultado do trabalho foi positivo, porque as notícias não deixaram de ser jornalísticas ao serem enfocadas com características evangélicas.
Pôde-se constatar que o número de pautas para noticiar num programa deste estilo é maior do que se pensava, tanto que foi necessária uma seleção do que seria conveniente no primeiro programa. Caso houvesse continuidade do programa, já haveria material até de produção acadêmica, um exemplo é o documentário sobre missionários da formanda em jornalismo da Unoesc, Campus de Chapecó, Paula Maia.
Para a elaboração do programa pensou-se na inserção de diferentes igrejas evangélicas, participaram das matérias pessoas da Igreja Presbiteriana do Brasil, Evangelho Quadrangular, Batista e Assembléia de Deus Betesda , cada igreja noticiada sem haver uma crítica positiva ou negativa do sistema doutrinário delas.
No programa houve a necessidade de exercer a função de vários profissionais, isso trouxe uma prática do conteúdo aprendido durante os quatro anos e meio de faculdade. Todas as etapas foram uma escola, melhor que um estágio em uma empresa, porque possivelmente numa empresa ocuparia somente uma função e não todas como aconteceu na produção deste trabalho. A experiência é muito válida e deveria ser continuada com os futuros formandos do curso de jornalismo, porque isso gera uma base que dificilmente o jornalista vai ter no mercado de trabalho.
Num primeiro momento, o programa, teria duração de 20 (vinte) minutos, mas em virtude da complexidade e a importância dos assuntos, optou-se por ampliar o tempo do telejornal. Para esta iniciativa, levou-se em consideração dois fatores: 1) ser destinado a TV a Cabo (que gera oportunidade de maior espaço para produções alternativas) e 2) qualidade informativa (mais conteúdo e profundidade nos assuntos que em menos tempo teria que ser reduzido).
Um aspecto a ser destacado é que a produção jornalística muitas vezes devido ao tempo precisa ser simulada para que o receptor não deixe de receber a informação. Não é possível, por exemplo, fazer uma matéria sobre o cotidiano de alguém em apenas algumas horas, o que o entrevistado faz em um dia inteiro. Este fazer jornalístico as vezes influencia na perda da naturalidade da notícia veiculada. Por outro lado, deve-se dar prioridade a veiculação de notícias importantes ao receptor mesmo que para isso seja necessário simular. Neste trabalho foi necessário a simulação da matéria “comportamento”, porque os três entrevistados não poderiam ter uma câmera vinte e quatro horas a disposição
Outro fator que deve ser levado em consideração foi o acompanhamento da edição não-linear que trouxe o conhecimento de uma nova tecnologia que a universidade ainda não tem à disposição no laboratório do curso.
Constatou-se que a idéia de um jornal destinado a um público segmentado como o evangélico é viável e não é utópica como parecia em primeiro momento. Em todos os aspectos confirmou-se que a informação pode estar em qualquer lugar, basta saber trabalhá-la e também que sempre haverá um público-alvo interessado naquele tipo de notícia, seja ele reduzido ou não.
Verificou-se o interesse de alguns entrevistados não somente dos evangélicos, mas dos não-evangélicos também nos temas abordados. Desta forma, percebeu-se que o objetivo geral foi alcançado, porque apesar de ter um público definido, não significa que não possa atingir outros telespectadores.

6 OBSERVAÇÃO E SUGESTÕES
Para a execução de um projeto deste porte, deveria haver um maior tempo de preparação, porque o tempo foi extremamente reduzido entre a idéia até a concretização do piloto. Outro fator, que deveria ser levado em consideração, é ampliar o tempo de uso dos equipamentos do laboratório de televisão pelos formandos, bem como do número de funcionários que deveria ser aumentado.

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www.cit.rs.gov.br/folders/foldernet%20plantas.pdf
www.cit.rs.gov.br/comigo.htm
www.fiocruz.br/cict/sinitox/envenendomestico.htm
www.webspace.com.br/dsantana/jornal/htm
www.sorria.cidadeinternet.com.br/cinema/harrypotternalise.htm
www.mensagemsubliminar.com.br/
www.subliminar.hpg.ig.com.br
http://globocabo.globo.com/historico2.htm
http://pessoal.onda.com.br/gel/tj7.htm

ANEXOS

ANEXO 1 - Relatórios mensais

UNOESC- CAMPUS DE CHAPECÓ
CENTRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO E ARTES
CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL -HAB. JORNALISMO
COORDENAÇÃO DE PROJETOS EXPERIMENTAIS
RELATÓRIO MENSAL: MARÇO

1. Acadêmico: Cristiane do Prado
2. Professor-Orientador: Ilka Vitorino
3. Título do Projeto: Jornal Gospel
4. Natureza do Projeto: Projeto Editorial
5. Número de horas trabalhadas: 20 horas
6. Trabalhos executados: Reestruturação do projeto, leitura de livros sobre telejornalismo, TV a cabo, Gospel, pesquisa na Internet sobre esses assuntos citados, contatos via e-mail com Dedé Santana, contatos via telefone com pastores da Quadrangular que vão trazê-lo para Chapecó, contatos via telefone com missionário Vanderlei via telefone vem para Chapecó no dia 24.
7. Cronograma: elaboração de pautas, contato com fontes sobre as matérias que serão feitas, entrevista com Dedé Santana em 17/03, entrega dessa matéria no dia 20/03 para orientadora.
8. Referências Bibliográficas: DUARTE, Luiz Guilherme. É pagar para ver: a TV por assinatura em foco. São Paulo: Summus, 1996; SANTORO, Luiz Fernando. A imagem nas mãos: o vídeo popular no Brasil. São Paulo: Summus, 1989.

Sites:
www.pointgospel.cjb.net/
www.gospelbr.net/notícias2/
www.ipg.org
www.gospelsite.com.br/nbastidores/defaut.aps?id=169
www.cidadegospel.com.br
www.acessocom
www.cit.rs.gov.br/folders/foldernet%20plantas.pdf
www.cit.rs.gov.br/comigo.htm
www.fiocruz.br/cict/sinitox/envenendomestico.htm
www.webspace.com.br/dsantana/jornal.htm
Contatos por e-mail: dsantana@olimpo.com.br (Dedé Santana)
Contato por telefone: Wanderlei Arruda- Missionário da Igreja Presbiteriana do Brasil

9. Observações do acadêmico: não há
10. Observações do professor-orientador:
11. Assinatura do professor-orientador:
12. Assinatura do aluno:

Chapecó, março de 2002.
Observações Coordenador de Projetos:


UNOESC- CAMPUS DE CHAPECÓ
CENTRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO E ARTES
CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL -HAB. JORNALISMO
COORDENAÇÃO DE PROJETOS EXPERIMENTAIS
RELATÓRIO MENSAL: ABRIL

1. Acadêmica: Cristiane do Prado
2. Professor-orientador: Ilka G. Vitorino
3. Título do Projeto: Jornal Gospel
4. Natureza do Projeto: Editorial
5. Número de horas trabalhadas: 20 horas
6. Trabalhos executados (informar sucintamente as atividades desenvolvidas, contatos mantidos em razão do seu tema de estudo, técnicas aplicadas e material coletado):
R: Durante este mês foram terminadas as matérias das plantas tóxicas, das cartas para missionários, foram gravados os offs dessas matérias, foi produzido o fundo da logo a serem usadas para entrevistar os convidados e apresentar o programa.
Além disso, já estão prontas as imagens e entrevistas com uma das fontes para a matéria comportamento.

7.Cronograma (próximas etapas as serem desenvolvidas com objetivo e prazo previamente estabelecido).
R: Gravar as imagens e entrevista com duas fontes para a matéria comportamento. Fazer edição das matérias que já estão prontas, fazer o off e gravá-lo para a matéria comportamento, gravar o programa em estúdio. Editar e concluir tudo, inclusive a execução do relatório.

8. Referências bibliográficas (utilizadas até esta etapa e que comporão o relatório final)
R: Sites sobre mensagens subliminares
www.subliminar.hpg.ig.com.br
www.cetico.hpg.ig.com.br/subliminar.html
www.straightdope.com/mailbag/mdisneyperv.html
www.subliminar.hpg.ig.com.br
www.sobrenatural.upa.com.br/Mensagem_Subliminar/

9. Observações do professor-orientador
10. Assinatura do professor-orientador
11. Assinatura do aluno

Chapecó, abril de 2002.
Observações Coordenador de Projetos:


UNOESC- CAMPUS CHAPECÓ
CENTRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO E ARTES
CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL -HAB. JORNALISMO
COORDENAÇÃO DE PROJETOS EXPERIMENTAIS
RELATÓRIO MENSAL: MAIO

1. Acadêmica: Cristiane do Prado
2. Professor-orientador: Ilka G. Vitorino
3. Título do Projeto: Jornal Gospel
4. Natureza do Projeto: Editorial
5. Número de horas trabalhadas: 100 horas
6. Trabalhos executados (informar sucintamente as atividades desenvolvidas, contatos mantidos em razão do seu tema de estudo, técnicas aplicadas e material coletado):
R: Neste mês foram concluídas todas as edições, no período de duas semanas estive pela manhã e tarde nas produções Müller para conclusão da edição. Em seguida, houve a gravação em estúdio do programa, com a participação na apresentação de um colega, José Ricardo Araújo. Contagem do tempo de cada bloco, início da elaboração do relatório final.

7. Cronograma (próximas etapas as serem desenvolvidas com objetivo e prazo previamente estabelecido).
R: Conclusão do Relatório final e apresentação para banca.

8. Referências bibliográficas (utilizadas até esta etapa e que comporão o relatório final)
R: não há.
9. Observações do professor-orientador
10. Assinatura do professor-orientador
11. Assinatura do aluno
Chapecó, maio de 2002.
Observações Coordenador de Projetos:

ANEXO 2 - Roteiro definitivo do programa

ESPELHO

1º BLOCO

01- MANCHETES
02- NOTA PELADA SOBRE SIGNIFICADO DA PALAVRA GOSPEL
03- MATÉRIA SOBRE ENVIO DE CARTAS PARA MISSIONÁRIOS
04- MATÉRIA SOBRE PLANTAS TÓXICAS
05- A SEGUIR

2º BLOCO

06- DEBATE/ENTREVISTA SOBRE MENSAGEM SUBLIMINAR COM UMA PSICÓLOGA E UM PASTOR
07- A SEGUIR

3º BLOCO

08- AGENDA
09- MATÉRIA COMPORTAMENTO
10- A SEGUIR

4º BLOCO

11- MOMENTO CULTURAL
12- MATÉRIA DEDÉ SANTANA
13- ENTREVISTA DEDÉ SANTANA/ENCERRAMENTO


ANEXO 3 – Textos do Telejornal Gospel


1º BLOCO

ABERTURA

CRISTIANE (V)

A PALAVRA GOSPEL É DE ORIGEM AMERICANA, QUE TRADUZIDA SIGNIFICA: EVANGELHO- BOA NOVA./ MAS, AFINAL PORQUE UM JORNAL GOSPEL?

ZECA (V)

PORQUE A MIDIA ABRE CADA VEZ MAIS ESPAÇO PARA PROGRAMAS DESTINADOS A PÚBLICOS SEGMENTADOS./ ASSIM, É O JORNAL GOSPEL./ QUE PRETENDE ATENDER A DEMANDA DO PÚBLICO EVANGÉLICO./ É PENSANDO EM VOCÊ QUE O JORNAL GOSPEL É PRODUZIDO./CONHEÇA AGORA AS PRINCIPAIS MANCHETES DE HOJE./////////

CRISTIANE (V)

PLANTAS ORNAMENTAIS PODEM PROVOCAR PROBLEMAS DE SAÚDE.////////////////


ZECA (V)

CONCILIAR VIDA PROFISSIONAL, RELIGIOSA E FAMILIAR, NÃO É TAREFA FÁCIL./ CONHEÇA O EXEMPLO DE ALGUMAS PESSOAS QUE TIRAM ISSO DE LETRA.////////////////////

CRISTIANE (V)

ASSISTA TAMBÉM NESTE PROGRAMA UMA ENTREVISTA COM O HUMORISTA DEDÉ SANTANA.///////////

ZECA (V)

E AINDA, PARA QUEM GOSTA DE ESCREVER CARTAS E ECONOMIZAR DINHEIRO, O CORREIO COLOCA A DISPOSIÇÃO O SELO DE UM CENTAVO EM CORRESPONDÊNCIAS QUE PESAM ATÉ 10 GRAMAS.///////////


CRISTIANE (V)

ESTÁ NO AR A PRIMEIRA EDIÇÃO DO JORNAL GOSPEL, PROJETO EXPERIMENTAL PRODUZIDO PARA A CONCLUSÃO DO CURSO DE JORNALISMO DA UNOESC CHAPECÓ.////////////////////




ENTRA VINHETA

ZECA (V)

BOA TARDE
VOCÊ SABIA QUE PLANTAS ORNAMENTAIS EM VASOS OU JARDINS PODEM SER PREJUDICIAL PARA A SAÚDE./ NÃO?/ VEJA A MATÉRIA.////////////////


OFF1

AS PLANTAS TEM EFEITO ORNAMENTAL E ENCANTAM PELA BELEZA./ MAS CUIDADO, NEM TODAS ELAS SÃO TAO INOFENSIVAS COMO PARECEM./ E SEM SABER VOCÊ PODE ESTAR CULTIVANDO UM INIMIGO DENTRO DE CASA./ ESTE É O CASO DA PLANTA COMIGO-NINGUÉM-PODE, QUE POR CREDINCE POPULAR, ESPANTA O MAU OLHADO./////////////////////


SONORA: FABIANA MUNIZ - ESTUDANTE

OFF 2

AO CONTRÁRIO DA SUPERSTIÇÃO POPULAR O QUE A PLANTA PODE REALMENTE PROVOCAR É UM SÉRIO PROBLEMA DE SAÚDE DAS PESSOAS QUE A MANIPULAM OU INGEREM./// SAIBA QUAL ATITUDE TOMAR APÓS A INTOXICAÇÃO COM PLANTAS TÓXICAS.///////////
SONORA LEDA SANDRIN - médica alergista

0FF 3

APESAR DISSO, A VENDA DE PLANTAS TÓXICAS AUMENTA A CADA MÊS./ CORRESPONDENDO A 10% DAS VENDAS SOMENTE NESTA FLORICULTURA./ SEGUNDO O FLORISTA IVANIR DALL’AGNOL A MAIS PROCURADA É A COMIGO-NIGUÉM-PODE./ PARA ELE A FOCCUS SERIA UMA PLANTA ORNAMENTAL IDEAL PARA SUBSTITUIR AS PLANTAS TÓXICAS, ALÉM DE BONITA NÃO FAZ MAL A SAÚDE./ MAS NÃO SÃO APENAS OS SERES HUMANOS QUE CORREM O RISCO DE INTOXICAÇÃO, OS ANIMAIS DOMÉSTICOS TAMBÉM./NESTA CLÍNICA JÁ ACONTECEU CASO DE INTOXICAÇÃO QUE QUASE LEVOU O ANIMAL À MORTE./////


SONORA: MIRIAN PEREIRA - Veterinária

OFF 4

OBSERVE MAIS AS PLANTAS QUE VOCÊ CULTIVA EM CASA./ E IDENFIQUE AS PLANTAS TÓXICAS MAIS COMUNS. //////////






SONORA: LISETE BALDISSERA - técnica agropecuária

ZECA (V)

EM 1999 FORAM REGISTRADOS NO BRASIL MAIS DE MIL E SEISCENTOS CASOS DE INTOXICAÇÃO POR PLANTAS./ OS DADOS SÃO DA SINITOX (SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÕES FARMACOLÓGICAS)./ DESTES CASOS, TRÊS RESULTARAM EM MORTE DOS PACIENTES.//////

CRISTIANE (V)

QUEM NÃO GOSTA DE RECEBER NOTÍCIAS DA FAMÍLIA E DOS AMIGOS? TODOS COM CERTEZA./ CONHEÇA UMA FORMA SIMPLES E BARATA DE ENVIAR CARTAS./////////

OFF1

NÃO É DE HOJE QUE AS PESSOAS GOSTAM DE ENVIAR CARTAS./ MAS DESDE A ÉPOCA DA BÍBLIA, QUANDO O APÓSTOLO PAULO ENVIAVA CARTAS PARA AS IGREJAS./ PARA QUEM NÃO SABE, NO INÍCIO DA ERA CRISTÃ, AS CARTAS ERAM CHAMADAS DE EPÍSTOLAS./ O CONTEÚDO DELAS ERA DE EXORTAÇÃO, ÂNIMO E CONSOLO AOS FIÉIS./ MAIS DE DOIS MIL ANOS SE PASSARAM E AS PESSOAS CONTINUAM ENVIANDO E RECEBENDO CARTAS MESMO EM TEMPO DE INTERNET./ O ENVIO DE CARTAS ANIMA PRINCIPALMENTE O DESTINATÁRIO, COMO É O CASO DOS MISSIONÁRIOS QUE VÃO PARA LUGARES DESCONHECIDOS E SE SENTEM SÓS.////////

SONORA: VANDERLEI RODRIGUES DE ARRUDA - MISSIONÁRIO DE CARAZINHO/RS

OFF2

O MISSIONÁRIO VANDERLEI ESTEVE EM CHAPECÓ, JUNTO À FAMÍLIA PARA PREGAR A BÍBLIA NA DENOMINAÇÃO DELE./ O CULTO DA ESCOLA DOMINICAL FOI ANIMADO COM CÂNTICOS, LEITURA DA BÍBLIA E ORAÇÕES./ ELE CONTOU DAS EXPERIÊNCIAS POSITIVAS E NEGATIVAS QUE TEVE DURANTE O PRIMEIRO ANO COMO MISSIONÁRIO EM CARAZINHO, NO RIO GRANDE DO SUL./ ELE PEDIU A CONGREGAÇÃO QUE ESCREVA PARA ELE E A FAMÍLIA PORQUE FICA FELIZ QUANDO RECEBE CORRESPONDÊNCIAS./ MAS NÃO É APENAS O DESTINÁRIO QUE SENTE ALEGRIA EM TER NOTÍCIAS E APOIO DOS IRMÃOS DA FÉ.//////////

SONORA GERVÁSIO FERNANDES – auxiliar administrativo (PQ MANDA CARTAS?)

OFF 3

A MAIORIA DAS CARTAS RECEBIDAS POR MISSIONÁRIOS SÃO CARTAS SOCIAIS QUE CUSTAM UM CENTAVO O SELO./ ENVIADAS POR PESSOAS DE VÁRIAS PARTES DO PAÍS./ MAS A AGÊNCIA DOS CORREIOS EXIGE O CUMPRIMENTO DE ALGUMAS REGRAS./ SAIBA QUE REGRAS SÃO ESSAS.////



SONORA: MARIA HELENA GUTH- Chefe da Agência Central dos Correios de Chapecó.


CRISTIANE (V)

NO PRÓXIMO PROGRAMA VOCÊ VAI VER UM DOCUMENTÁRIO SOBRE A VIDA DE MISSIONÁRIOS NA ILHA DAS PEÇAS QUE FICA PERTO DE PARANAGUÁ, NO LITORAL PARANAENSE./ O TRABALHO FOI PRODUZIDO PELA ACADÊMICA PAULA MAIA DA UNOESC CHAPECÓ.////

ZECA (V)

VEJA NO PRÓXIMO BLOCO UMA ENTREVISTA COM UM PASTOR E UMA PSICÓLOGA SOBRE MENSAGEM SUBLIMINAR.////////


_____________________________________________________________
2º BLOCO

CRISTIANE (V)

O JORNAL GOSPEL RECEBE DOIS CONVIDADOS PARA EXPLICAR E AJUDAR A VOCÊ ENTENDER UM POUCO MAIS SOBRE MENSAGEM SUBLIMINAR QUE SIGNIFICA MAIOR QUANTIDADE DE INFORMAÇÃO E MENOS TEMPO DE EXPOSIÇÃO./ O PASTOR ABEL FRANCELINO DA IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS BETESDA E A PSICÓLOGA GEANI WILTGEN./
CRISTIANE (V)

QUESTÕES

1.GIANE ONDE ESTÃO INSERIDAS AS MENSAGENS SUBLIMINARES? QUAL A FINALIDADE DELAS?

2.E NA TUA VISÃO PASTOR, COMO ISSO ACONTECE ? (PR.)

3.AS MENSAGENS SUBLIMINARES PODEM ALTERAR O COMPORTAMENTO HUMANO, E SE PODEM DE QUE FORMA? (PR.)

4. E VOCÊ PSICÓLOGA GIANNE COMO QUE A PSICOLOGIA VÊ A MENSAGEM SUBLIMINAR?

5.PASTOR A RESPEITO DAS FITAS QUE CIRCULAM NO MEIO EVANGÉLICO APRESENTADAS PELO PASTOR JOSUÉ IRION, DA QUESTÃO DA DISNEY E OUTROS VÍDEOS? QUAL A SUA OPINIÃO EM RELAÇÃO A ISSO?

6.GEANI DENTRO DA OBSERVAÇÃO PSICOLÓGICA AS PESSOAS ESTÃO A MERCÊ TOTALMENTE OU NÃO DAS MENSAGENS?

ENCERRAMENTO

MUITO OBRIGADO PASTOR ABEL E PSICÓLOGA GIANNE PELA PRESENÇA DE VOCÊS AQUI NO JORNAL GOSPEL E VEJA A SEGUIR UMA REPORTAGEM SOBRE O COMPORTAMENTO HUMANO.///////////
CRISTIANE (V)

MUITO OBRIGADO PASTOR ABEL E PSICÓLOGA GEANI PELA PRESENÇA DE VOCÊS AQUI NO JORNAL GOSPEL E VEJA A SEGUIR UMA REPORTAGEM SOBRE COMPORTAMENTO HUMANO.///////

_____________________________________________________________
3º BLOCO

CRISTIANE (V)

CONFIRA NA AGENDA OS EVENTOS QUE VÃO ACONTECER NO MEIO EVANGÉLICO./////

OFF1

CARO TELESPECTADOR AGENDE OS EVENTOS QUE VÃO ACONTECER NOS PRÓXIMOS MESES / NO DIA 19 (DEZENOVE) DE JULHO ACONTECE O QUARTO ENCONTRO PRESBITERIANO DE ADOLESCENTES (EPA) NA CIDADE DE XANXERÊ./ EM 27 (VINTE E SETE) DE OUTUBRO VAI SER COMEMORADO OS 20 (VINTE) ANOS DO PROC (PRESBITÉRIO DO OESTE CATARINENSE) NO MUNÍCIPIO DE SÃO MIGUEL DO OESTE, COM A PARTICIPAÇÃO DE TODAS AS IGREJAS PRESBITERIANAS DO OESTE CATARINENSE./ TAMBÉM EM 27 DE OUTUBRO SERÁ REALIZADO O CULTO DA REFORMA PROTESTANTE./ JÁ EM 28 DE NOVEMBRO VAI SER COMEMORADO O DIA INTERNACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS DE TODAS AS IGREJAS EVANGÉLICAS./////////////////

ZECA (V)

O COMPORTAMENTO HUMANO É DIFERENCIADO POR FATORES, COMO: IDEOLOGIA, GRUPO SOCIAL, FAMÍLIA, TRABALHO E RELIGIÃO./ APESAR DISSO, ALGUMAS PESSOAS TEM UM ASPECTO EM COMUM, PROFESSAM A MESMA FÉ./ ESTE É O CASO DESSES PROFISSIONAIS.////////

SONORAS: MÁRCIO, LAÍS, ZIGGI (Colocar a fala de todos falando o que é fé, um após o outro)

Márcio Rogério Biz – pastor presbiteriano
Laís Stauffer – fisioterapeuta
Siglinde Ribeiro de Melo - coordenadora do Camema

OFF1

QUEM JÁ LEU A BÍBLIA LEMBRA DAS PARÁBOLAS DITAS POR JESUS./ ELE SEMPRE COMPARAVA O REINO DOS CÉUS COM AS TAREFAS SIMPLES DO COTIDIANO.//// AQUELE QUE SEGUE O EXEMPLO DE JESUS PODE TIRAR MUITAS LIÇÕES NO DIA-A-DIA ////////////

SONORA – (PRIMEIRO A ZIGGI, DEPOIS A LAÍS E DEPOIS O PASTOR entrevistados falando sobre tirar lições do dia-a-dia)

OFF 2

CONCILIAR A VIDA PROFISSIONAL, FAMILIAR E RELIGIOSA É UM DESAFIO.///O ACUMÚLO DE FUNÇÕES PRECISA DE TEMPO E EDICAÇÃO.////// MAS ALGUMAS PESSOAS CONSIDERAM ISSO UM PRAZER./////

SONORA: Entrevistados (falando de como conciliar as tarefas do dia-a-dia)

OFF 3

SIGLINDE RIBEIRO CHEGA CEDO NO CENTRO DE AMPARO DA MENINA MÃE (CAMEMA), FUNDADO POR ELA EM OUTUBRO DE 1998 / ELA EXERCE VÁRIAS ATIVIDADES, COMO: CUIDAR DAS CRIANÇAS, DAR CONSELHOS ÀS MOÇAS, VERIFICAR A ORDEM DOS QUARTOS E ATENDER O TELEFONE./ NOS INTERVALOS SIGLINDE TAMBÉM ESTUDA PARA SER TÉCNICA EM ENFERMAGEM./O OBJETIVO É AJUDAR AINDA MAIS AS PESSOAS QUE O CENTRO ABRIGA./NO LOCAL MORAM TEMPORARIAMENTE MÃES SOLTEIRAS E GRÁVIDAS DE ATÉ 22 ANOS QUE NÃO CONSEGUEM MANTER O PRÓPRIO SUSTENTO E MUITO MENOS DOS FILHOS./ E PERMANECEM ATÉ CONSEGUIREM UM TRABALHO E OUTRO LOCAL PARA MORAR./ O CAMEMA TEM CAPACIDADE PARA ATENDER OITO PESSOAS./ A CASA USADA É PROPRIEDADE DE SIGLINDE QUE MANTÉM A ONG (ORGANIZAÇÃO NÃO GOVERNAMENTAL) FUNCIONANDO ATRAVÉS DE DOAÇÕES./ PARA PREENCHER O DIA DAS MOÇAS ELA CONTA COM O APOIO DE PESSOAS VOLUNTÁRIAS, UM EXEMPLO É NAIR NOBRE QUE OFERECE UM POUCO DO TEMPO DELA PARA ENSINAR A FAZER TRICÔ./////

SONORA: Nair Nobre - balconista de farmácia.
SONORA: Adriane Goetz fala de como é a vida no Camema
OFF 4

DURANTE A SEMANA INTEIRA, SIGLINDE SE DEDICA AO CAMEMA, E TRABALHA VOLUNTARIAMENTE NAS QUARTAS-FERIAS, SÁBADOS E DOMINGOS NA IGREJA QUE FREQUENTA./ ENQUANTO ELA ESPERA O INÍCIO DA PROGRAMAÇÃO DO CULTO FAZ ORAÇÕES E LÊ A BÍLBIA./SIGLINDE É MULHER DE PASTOR E POSSUI VÁRIOS CARGOS NA IGREJA, REGE OS CÂNTICOS, DÁ AULA NA ESCOLA DOMINICAL E COORDENA ESTUDOS BÍBLICOS./ ELA TEM QUATRO FILHOS, UM MORA NA ALEMANHA COM OS PARENTES E OS OUTROS MORAM COM ELA NO BRASIL./ ALÉM DISSO, ELA SEMPRE AJUDA O MARIDO NA DIREÇÃO DO CULTO. /////

SONORA: SIGLINDE - o que significa trabalhar na igreja

OFF 5

A PROFISSÃO DE PASTOR É REMUNERADA E EXIGE DEDICAÇÃO INTEGRAL NA LEITURA DA BÍBLIA, NA ORAÇÃO, NOS ESTUDOS E NO PLANEJAMENTO DAS ATIVIDADES DA CONGREGAÇÃO./ MAS HÁ ALGUNS PASTORES QUE PRECISAM EXERCER OUTRA PROFISSÃO PARA AUMENTAR A RENDA FAMILIAR./ ESTE É CASO DE MÁRCIO BIZ QUE TRABALHA COMO DIGITADOR./ ENQUANTO A ESPOSA ESTÁ NO TRABALHO, MÁRCIO CUIDA DA CASA E DA FILHA DE 5 ANOS./ QUANDO GABRIELE ACORDA, MÁRCIO A AJUDA A FAZER A LIÇÃO DA ESCOLA./ DEPOIS DEIXA ELA BRINCAR UM POUCO NOS JOGOS DO COMPUTADOR.///

SONORA: O QUE É A FAMÍLIA MÁRCIO

OFF 7

LAVAR UMA LOUÇA E GUARDAR NO ARMÁRIO SÃO TAREFAS SIMPLES QUE LAÍS STAUFFER FAZ TODOS OS DIAS QUANDO ESTÁ EM CASA./ ESSA ATIVIDADE É APENAS UMA DAS QUE ELA EXERCE./ PARA TER UM POUCO DE DIVERSÃO LAÍS ASSISTE TELEVISÃO E NAVEGA NA INTERNET./ DURANTE TRÊS VEZES POR SEMANA ELA TRABALHA DE FISIOTERAPIA NA CIDADE DE CHAVANTINA./ OS LIVROS FAZEM PARTE DA ROTINA DE LAÍS QUE ESTUDA PARA FICAR POR DENTRO DAS NOVIDADES DA ÁREA EM QUE ATUA./

SONORA: LAÍS O QUE SIGNIFICA A PROFISSÃO

OFF 8

AS TAREFAS QUE LAÍS EXERCE NÃO ESTÃO RELACIONADAS APENAS COM A PROFISSÃO./ PORQUE BOA PARTE DO TEMPO ELA OCUPA PARA ESTUDAR E DAR AULAS NA ESCOLA DOMINICAL NA IGREJA QUE FREQÜENTA./ ALÉM DISSO, LAÍS CANTA NO GRUPO DE LOUVOR DA IGREJA.//

CRISTIANE (V)

O ENVOLVIMENTO COM AS ATIVIDADES DA IGREJA NÃO FAZ PARTE APENAS DA ROTINA DESSAS PESSOAS./ UM EXEMPLO É O ARTISTA DEDÉ SANTANA, QUE APÓS A CONVERSÃO COMEÇOU A FREQUENTAR EVENTOS EVANGÉLICOS REALIZADOS NO PAÍS./ VEJA NO PRÓXIMO BLOCO UMA ENTREVISTA COM O EX-TRAPALHÃO DEDÉ SANTANA.////////

4º BLOCO

CRISTIANE (V)

ACOMPANHE AGORA ALGUMAS DICAS PARA O SEU ENTRETENIMENTO.///

OFF1

MOMENTO CULTURAL./ LER, OUVIR MÚSICA E ASSISTIR FILMES./SÃO ENTRETENTIMENTOS QUE FAZEM PARTE DA VIDA DE MUITAS PESSOAS./ PARA OS EVANGÉLICOS NÃO É DIFERENTE./////// O JORNAL GOSPEL DÁ DICAS DE LIVROS, CDS E FILMES./ UMA DICA PARA LEITURA É O LIVRO ”O TERCEIRO MILÊNIO E A NOVA ORDEM MUNDIAL” DE AUTORIA DO PASTOR GUILHERMINO CUNHA./ O LIVRO RELATA SOBRE, GLOBALIZAÇÃO E O PAPEL DA IGREJA NA TRANSIÇÃO DO SEGUNDO PARA O TERCEIRO MILÊNIO./ JÁ OS TELESPECTADORES QUE PREFEREM ESCUTAR MÚSICA, A DICA É O CD DE MARINA DE OLIVEIRA, COM O TÍTULO AVIVA./ SÃO 12 FAIXAS QUE VÃO TOCAR FUNDO NO SEU CORAÇÃO./ ESCUTE E COMPROVE./ (TRECHOS DA MÚSICA) E VOCÊ QUE GOSTA DE ASSISITR FILMES A DICA É O FILME APOCALIPSE./ BASEADO NO ÚLTIMO LIVRO DA BÍBLIA ESTE VÍDEO RELATA OS MOMENTOS CRUCIAIS DA SEGUNDA VIDA DE CRISTO AO MUNDO./ SÃO CENAS QUE MOSTRAM A GUERRA NO VALE DE ARMAGEDON EM ISRAEL, COM ENVOLVIMENTO DE PESSOAS DO MUNDO INTEIRO./ E O APARECIMENTO DO ANTI-CRISTO QUE DÁ UM FIM SÚBITO À GUERRA E PROCLAMA UMA SUPOSTA PAZ MUNDIAL./ TODOS ESSES FATOS SÃO O TEMPO INTEIRO NOTICIADOS POR DOIS ÂNCORAS DA CADEIA DE NOTÍCIAS MUNDIAL./ ELES SÃO AS ÚNICAS PESSOAS QUE DESCOBREM A FARÇA DO ANTI-CRISTO./ E FAZEM DE TUDO PARA MOSTRAR NA TELEVISÃO A VERDADE./ SÃO 90 MINUTOS DE PURA ADRENALINA./ ///////////


ZECA (V)

O JORNAL GOSPEL ENTREVISTOU UM DOS MAIS CONHECIDOS HUMORISTAS DO PAÍS, DEDÉ SANTANA./ CRISTIANE DO PRADO ESTEVE COM ELE DURANTE UM EVENTO NA EFAPI.//////


OFF 1

MUITOS ADULTOS DE CHAPECÓ E REGIÃO VOLTARAM A SER CRIANÇA AO RELEMBRAR OS MELHORES MOMENTOS DA CARREIRA DE DEDÉ SANTANA./UM ATOR ECLÉTICO, QUE JÁ TRABALHOU EM CIRCO, CINEMA, TV, GRAVOU DISCOS E CONTINUA A PARTICIPAR DE FILMES PRODUZIDOS NO PAÍS./ DEPOIS QUE SE TORNOU EVANGÉLICO, DEDÉ SANTANA VIAJA POR TODO O PAÍS EM EVENTOS E CONTA O TESTEMUNHO DELE./ O ETERNO TRAPALHÃO PARTICIPOU DO VIGÉSIMO SEGUNDO ANIVERSÁRIO DE UMA IGREJA EVANGÉLICA DE CHAPECÓ, ONDE ESTIVERAM PRESENTES MAIS DE DEZ MIL PESSOAS NO PAVILHÃO UM DA EFAPI./NO EVENTO, ALÉM DE DEDÉ, ESTIVERAM PRESENTES PASTORES, FIÉIS E POLÍTICOS./ MAS A ATRAÇÃO MAIS ESPERADA PELOS FÃS FOI DEDÉ SANTANA, QUE CONTINUA A SER ADMIRADO AGORA PRINCIPALMENTE COMO EVANGÉLICO.//////////////



SONORA: enquete

OFF 2

DEDÉ SE CONVERTEU DEPOIS DE UMA DOENÇA GRAVE./ O MAIOR INFLUENCIADOR PARA ISSO ACONTECER FOI UM DOS OITO FILHOS DELE, ÁTILA.////

SONORA: ÁTILA SANTANA

OFF 3

DURANTE O EVENTO, DEDÉ, TESTEMUNHOU (LEVANTA O SOM AMBIENTE), DANÇOU, FALOU, OROU E FEZ O PÚBLICO DE VÁRIAS FAIXAS ETÁRIAS APLAUDIR E ACOMPANHAR DEDÉ EM COREOGRAFIAS./A EMOÇÃO POR VER UM ARTISTA DE PERTO CONTAGIOU CRIANÇAS ADULTOS E VELHOS.//////////////

OFF 4

VEJA AGORA UMA ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O PRIMEIRO PALHAÇO DE CARA LIMPA DO BRASIL, DEDÉ SANTANA.//////////

ENTREVISTA COM DEDÉ/ENCERRAMENTO.

DEDÉ SANTANA
EM SEGUIDA A ENTREVISTA



Figura 1: Modelo da ficha usada para apresentar o programa em estúdio, o tamanho original tem 14,82 cm de altura e 22,02 cm de largura.


Figura 2: Modelo usado para colocar no Cromaqui em estúdio durante a apresentação, tamanho original de 19,06 cm de altura por 25,41 cm de largura.

Figura 3: Modelo de capa usada para as caixas das fitas de vídeo. Tamanho original de 19,06 cm de altura e 25,41 cm de largura.

CARACTERES:

Filmes: Apocalipse
A vida de Jesus segundo o Evangelho de Mateus
Os Saltimbancos Trapalhões
O Trapalhão e a Luz Azul


Imagens/cinegrafistas: Alberto Lopes
Iunes Luís Ferraz
Produções Müller

Edição/Efeitos visuais e abertura: Thiago Meneghini

Professora orientadora: Ilka Vitorino

Produção e reportagens: Cristiane do Prado

Apresentadores: José Ricardo de Araújo e Cristiane do Prado

Áudio: André Paulo Rodrigues

CDs/trilhas matérias:

Prisma Faixas 10, 11, 12, 14 15, 16

Louvor e Adoração faixas 9, 12

Aviva: faixa 1

Trilha Md 01 faixa 20

Estúdio/equipamentos: Unoesc-Chapecó


ANEXO 4 - Projeto

UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA
UNOESC- CAMPUS DE CHAPECÓ






JORNAL GOSPEL


Acadêmica: Cristiane do Prado
Orientadora: Ilka G. Vitorino



Chapecó, fevereiro de 2002

1 IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO
a) Título do projeto:
R: Jornal Gospel.

b) Tema do projeto:
R: Telejornal com enfoque religioso.

c) Natureza do projeto (grande reportagem; projetos editoriais; comunicação institucional):
R: Projeto Editorial.

d) Aluno(s) responsáveis(s):
R: Cristiane do Prado

e) Suporte do projeto (texto, vídeo, áudio, fotografia, projeto gráfico):
R: Com suporte de vídeo.

f) Laboratórios a serem utilizados:
R: Telejornalismo, Informática, Redação e Hemeroteca.



g) Síntese do projeto:
R: O mundo televisivo é repleto de idéias, sentidos, manifestações que acabam por envolver os telespectadores. Por isso é necessário haver dentro desse meio assuntos segmentados a diferentes públicos, levando em consideração fatores como: credo, ideologia e ambiente social. Com o jornalismo não é diferente. Este é o objetivo do Jornal Gospel, um telejornal com enfoque religioso, mas que vai abordar diferentes assuntos do mundo globalizado, sempre com a visão gospel.
Com análises sociais, debates com especialistas em diferentes áreas, exemplo caso seja debatido sobre violência urbana, serão requisitados profissionais da área, como psicólogos, socialistas, pastores, pessoas atingidas por algum tipo de violência, enfim é através do exemplo individual que a notícia pode ser enfocada de uma forma a dar ao telespectador suporte de defesa. A intenção geral é abrir discussões, sem restringir o credo, ideologia ou outro fator preponderante. A finalidade do programa é informar, acima de tudo. Com cerca de 20 (vinte) minutos de duração, divididos em 4 (quatro) blocos de 5 (cinco) minutos.
As notícias serão diversificadas, desde política até cultura, em determinado momento do telejornal serão realizadas entrevistas, agenda de eventos ligados aos evangélicos, dicas de livros e CDs Gospel, serviços (saúde, entre outros) para a população em geral, Internet, enquetes de assuntos polêmicos discutidos no telejornal, enfim todos os assuntos que vão ser considerados viáveis a um telejornal, estilo Jornal Hoje, mas com caráter Gospel.

h) Instituições envolvidas:
R: Unoesc, com o fornecimento do equipamento.

i) Semestre programado para realização:
R: 9º período.

j) Custo e fontes de financiamento (se houver):
R: Não há.


k) Indicação para o compromisso de aceitação do professor-orientador.
R: Ilka G. Vitorino

2 INTRODUÇÃO

A origem da televisão é conseqüência de muitas pesquisas realizadas por matemáticos e físicos. Um meio de comunicação que foi trazido ao Brasil por Assis Chateubriand, em 18 de setembro de 1950, época que havia apenas 200 aparelhos de TV no Brasil. Já em 2000, a estimativa do número de televisores passava dos 51,4 milhões, mas segundo uma pesquisa realizada em 1999 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a “Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios”, há cerca de 6 milhões de residências que ainda não possuem receptores, ou seja, 22 milhões de pessoas sem acesso a TV, mesmo assim é o meio mais utilizado para aquisição de informação no mundo hoje.
Hoineff (1991, p.23) opina sobre a importância desse veículo na sociedade: “o mundo existe na medida em que passa pela televisão. Uma emoção existe se é definida pela televisão. E na televisão as emoções e o mundo são filtrados por critérios muitas vezes estarrecedores”.
A evolução da televisão deu margem a várias possibilidades de entretenimento e informação. Conforme dados históricos o primeiro telejornal veiculado em caráter nacional foi o Jornal Nacional, em 1º de setembro de 1969, apresentados por Cid Moreira e Hilton Gomes. O programa estreou com o objetivo de integrar os diferentes estados através da notícia. Assistido diariamente por milhões de pessoas, o Jornal Nacional está no ar mais de 30 anos e continua a acompanhar as evoluções tecnológicas e jornalísticas. Os atuais apresentadores são Fátima Bernardes e Willliam Bonner.
Com o passar dos anos, a evolução do telejornalismo ultrapassou barreiras. O surgimento de novas emissoras possibilitou a criação de diferentes tipos de telejornais, destinados a públicos segmentados. A multiplicidade da oferta de canais ficou mais evidente em meados da década de 90 com o advento da TV a cabo e depois com o DTH (Directv To Home) e que veio esquentar a concorrência entre as emissoras, principalmente as que ofereciam programação jornalística.
No Brasil já haviam emissoras bem estruturadas, com programação e público definidos. A TV a cabo diluiu a concentração e obrigou os grupos a buscar novas formas de telejornalismo, que apresenta as informações com boas doses de entretenimento. Maciel (1995, p.12) comenta a respeito da expansão do jornalismo televisivo: “Hoje, o jornalismo ocupa cada vez mais espaço, ganha mais audiência e para surpresa de todos se mostra cada vez mais forte na conquista de receitas para as emissoras. Ainda assim a televisão e o jornalismo, por vezes ainda sofrem estranhamentos”.
A área jornalística tem procurado transmitir notícias que interessam para a maioria dos receptores, mas isso nem sempre acontece. É natural desta forma que ocorra a formação de programas jornalísticos destinados a públicos segmentados, onde a linguagem e a abordagem estabeleçam um vínculo com o telespectador. Até porque quando é produzido um determinado programa, é pensado em quem vai assisti-lo. O projeto do Jornal Gospel (JG) não foge essa regra.
Esta proposta de uma nova linha editorial tem por finalidade informar ao público-alvo (evangélicos) o que está acontecendo no seu meio social, acontecimentos esses pouco inseridos na mídia convencional brasileira, mas também pretende cativar ao telespectador não-evangélico a adquirir informações através desse programa.
Na categoria evangélicos se encaixam os protestantes, pentecostais e neo-pentecostais. A diferença entre eles está na doutrina, onde alguns mantêm os ‘usos e costumes’ de roupas, corte ou não dos cabelos, o batismo por imersão ou aspersão, mas apesar das diferenças a crença de um único Salvador prevalece, Jesus Cristo. São cerca de 35 milhões de brasileiros pertencentes a alguma religião denominada evangélica, praticamente não noticiadas em TV. A proposta é utilizar critérios jornalísticos na seleção e veiculação das matérias, independente se ‘elogia’ ou ‘critica’.
Para Hoineff (1991, p.44) programas alternativos podem ser exibidos em canais de TV a cabo, por serem produzidos a telespectadores restritos, local que “[...] deixou de impor um estilo monolítico de programação, um hábito de consumo para descobrir que é possível atender a interesses bem segmentados do público.” Destinado a TV a cabo, o programa terá 20 minutos de duração, divididos em 5 minutos cada bloco. Com assuntos que vão desde pautas políticas a culturais, sempre com um ‘jeito’ diferente em ver e perceber o real, ou seja, através do enfoque e pensamentos evangélicos, contextualizando assim aos telespectadores o seu ‘mundo’.
Para a concretização do piloto, em primeiro lugar serão realizadas pesquisas bibliográficas e de campo (entrevistas) com pessoas do município de Chapecó que reúne cerca de 6% dos evangélicos de toda a região Oeste Catarinense. Após a coleta de dados, elaboração de pautas, realização de matérias e edição, será feito o telejornal propriamente dito, que terá uma abertura produzida e uma trilha escolhida que caracterize o programa. Cada detalhe será importante, desde os caracteres, as imagens, os textos, a edição e a apresentação para se atingir o objetivo de propor m novo programa para a televisão da região.

3 JUSTIFICATIVA

“Os olhos são a janela da alma e a televisão é a janela para o mundo”, uma máxima que reflete a caráter importante desse meio de comunicação na sociedade. Na comunidade evangélica não é diferente. De uma forma ou de outra, os evangélicos têm feito parte da sociedade, através de igrejas, congregações, escolas, universidades, asilos, creches, albergues, periódicos e programas radiofônicos. Já a televisão devido ao alto custo de exibição por hora é pouco utilizada pelas diferentes religiões. Veículo esse que predomina os domicílios e atinge a população de várias faixas de renda e religião. O presente projeto pretende preencher essa lacuna, através da implantação em Chapecó e região de um programa Gospel.
Não só em nível regional, mas nacional, a televisão tem pouco espaço para programas alternativos e diferenciados. Por isso, o direcionamento do programa jornalístico Gospel inicialmente será para veiculação em TV a cabo, aproveitando um espaço alternativo, sem descartar a possibilidade de exibição futura na TV convencional. Hoineff (1991, p.44) considera que a TV a cabo:
“voltou-se – menos superfialmente do que costumava fazê-lo - para o esporte, a religião, o cinema, os espetáculos, a economia, as questões sociais. Invadiu os grandes eventos, tornou-se uma fonte bem mais completa de informação e segmentou-se até onde a economia é capaz de suportar [..]. Tornou-se mais acessível, mais humana, menos glamourizada, menos distante dos interesses do público.”

Outro autor que considera primordial ao telespectador a TV a Cabo para obtenção de programas variados é Barbry, citado por Santoro(1989, p.26). “Ela pode fazer ainda mais: suscitar uma tomada de consciência, fazer do telespectador um homem crítico, um indivíduo que faz uso do indispensável direito de resposta. Ela pode preparar o homem para o futuro da comunicação [...] um homem que maitrise a tecnologia da comunicação moderna”.
É a TV a cabo que gera oportunidade para um público interessado em assuntos diversos do grupo social em que freqüenta. Nela ocorre uma expansão de variadas programações. Isso acaba fortalecendo o nicho segmentado, que cresce tão rapidamente, quanto a introdução de novas tecnologias do mercado.
Existem vários canais de TV a cabo utiliza por igrejas evangélicas, com destaque para o lançamento do canal 697 da TV por assinatura Directv que fez parceria com a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB)e o Instituto Presbiteriano Mackenzie, a transmissão é via satélite para todo o território nacional. A finalidade é levar educação, fé e esperança em qualidade de imagem e som em 6 horas de programação que consistem em: debates, cultos, notícias da IPB e orientações espirituais.
Em transmissão UHF também são ocupados espaços na programação, em sua maioria programações independentes. Todos eles têm por finalidade, veicular assuntos de interesse do público evangélico ou não, como é o caso da Igreja Assembléia de Deus que tem aos sábados, na RedeTV, às 10 horas, o programa “Vitória em Cristo”, com apresentação do pastor Silas Malafaia. O conteúdo consiste: divulgação de eventos, opinião sobre assuntos em evidência e um sermão bíblico (filmado durante cultos acorridos no templo dessa igreja em Penha, Rio de Janeiro).
Nesse mesmo canal, aos domingos, às 14 horas, há o programa “Conexão Gospel”, apresentado pela cantora evangélica Marina de Oliveira. Com duração de uma hora, são mostrados clips, respostas às perguntas de telelespectadores pelo deputado Arolde de Oliveira (assuntos diversos), leitura de um texto bíblico para reflexão, notícias sobre os cantores da MK Publicitá (MK News), entrevista com evangélicos em evidência (exemplo o presidenciável Antony Garotinho). Por último em TV aberta tem o Gospel-Line, na TV Record, com o cantor Nill (ex-componente do grupo Dominó), com clips, respostas a dúvidas de telespectadores e entrevistas.
Como existem poucos livros teóricos sobre o assunto, buscou-se em periódicos algumas opiniões sobre a implantação de veículos de comunicação evangélicos interdenominacionais (várias igrejas evangélicas de diferentes religiões e doutrinas). A exemplo das revistas “Eclésia” e “Enfoque Gospel”. Na primeira edição da revista “Enfoque Gospel”, em agosto de 2001, alguns evangélicos de renome expressaram sua idéia sobre um veículo interdenominacional na páginas 8, onde está localizada a editoria: frases.
“Para dar certo, uma revista evangélica não pode ter cor denominacional nem tendências teológicas. Precisa ser de todos”, disse o conferencista e pastor da Assembléia de Deus, Silas Malafaia. “Tenho muitas expectativas com relação à revista e seus objetivos. Estou vibrando com a possibilidade de ter uma publicação séria, vitalícia, semeando as coisas de Deus”, enfatizou o membro da Junta Diretora da Global University, Missouri (EUA), membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil e diretor da Sociedade Bíblica do Brasil.
Outra opinião enfática foi a do presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil e da Sociedade Bíblica do Brasil e pastor-presidente da catedral Presbiteriana do Brasil “Esta revista vem preencher uma lacuna mais do que necessária no meio cristão evangélico e do público em geral. A Enfoque Gospel terá uma contribuição a dar, orientando sobre vários assuntos”. Já o Bispo-presidente do Colégio Episcopal da Igreja Metodista no Brasil declara: “vejo na proposta da revista Enfoque Gospel mais um espaço para a reflexão e para o pastoreio do povo de Deus. É uma oportunidade de aprofundar a nossa vocação e missão no meio do povo brasileiro”.
Cada um dos evangélicos brasileiros são leitores, ouvintes e telespectadores em potencial, a doutrina pode diferenciar, mas todos eles tem em comum a crença num único salvador, Jesus Cristo. Estatisticamente os evangélicos passam de um quarto da população brasileira, cerca de 35 milhões de pessoas, que tem ‘fome’ de informação e se espalham nas capitais e no interior. Em Santa Catarina, a tendência tem sido aumentar ainda mais esse número. Um exemplo, é Chapecó, onde residem cerca de 6% dos evangélicos existentes na região oeste.
O público-alvo está sedento por informações que condizem com seus interesses pessoais, neste caso acontecimentos do “mundo evangélico”, o que têm sido pouco divulgado na imprensa televisiva de modo geral. O Jornal Gospel tem a finalidade de preencher essa lacuna, onde a postura ética vai estar sempre à frente do telejornal, não discriminando essa ou aquela igreja, mas sim informando acima de tudo, seja o telespectador evangélico ou não. Cumprindo assim a missão da área jornalística, informar.
São quase 500 anos que os evangélicos começaram a se instalar no Brasil, foi exatamente em 10 de março de 1557 que chegaram ao país os calvinistas (atuais presbiterianos) que celebraram o primeiro culto evangélico em território brasileiro. Perseguidos e considerados hereges pela adesão ao protestantismo, muitos deles discriminados e expulsos do país através da contra-Reforma (Católicos), não suportaram a pressão e voltaram ao país de origem, localizado na Europa (alguns franceses, outros holandeses).
Ferreira (1992, p.43) comprova o fato “[...] no ambiente de guerra como foi aquele em que se deu a presença de protestantes no Brasil, nos tempos coloniais, não houve a mínima condição de se aprender seu modo de pensar. Não chegou a haver caça às heresias, mas apenas caça aos hereges”. Após essa data, as tentativas dos protestantes para instalar e propagar o evangelho no Brasil foi frustrada, somente conseguiram concretizar esse sonho no século XIX, através de missionários.
Muitos anos se passaram e a comunidade evangélica perdura e cresce ocupando o seu espaço na sociedade, isso também inclui os meios de comunicação segmentados que justificam a proposta desse projeto de telejornal “Jornal Gospel” que tem caráter local. Pereira (2000, p.10) declara a importância da informação em caráter local “a escolha de um telejornal local está relacionado com uma dimensão mais ampla que é a (re)valorização do regional num mundo globalizado”.

4 OBJETIVOS
4.1 Geral

- Produzir um programa com o ponto de vista evangélico na elaboração das notícias.


4.2 Específico

- Informar ao telespectador evangélico ou não.
- Resgatar a história da religião no Brasil(dando prioridade aos evangélicos).
- Mostrar que o meio evangélico também se preocupa em ter qualidade jornalística.
- Respeitar e identificar as denominações religiosas, sem rebater o sistema doutrinário das mesmas.
- Evangelizar telespectadores não Cristãos.
- Ensinar/divulgar aos telespectadores assuntos de seu interesse (meio evangélico) que a impressa em geral não mostra.

5 CONCEITOS TEÓRICOS
Ninguém sabe ao certo quem foi o pai da televisão, nem é possível afirmar a data que ela nasceu, mas podem ser citados uma data e um nome: 1817, Jacob Berzelius. Como pesquisador, Berzelius, descobriu o selênio que é parte importante da televisão, elemento que alterava quando deixava passar uma corrente elétrica.
Alguns anos mais tarde, em 1873, um cientista inglês, Willoughby Smith, comprovou que o selênio tinha a propriedade de transformar a energia luminosa em energia elétrica. Estabelecia-se, então, o princípio de que, pelo menos em teoria, era possível transmitir imagens por meio de corrente elétrica. “Nenhum jornalista de televisão duvida também que a imagem que fascina e prende a atenção das pessoas, aliada ao som envolvente e emocionante, muitas vezes mostrando ao vivo aos acontecimentos mais importantes, transforma a televisão no veículo mais poderoso que já foi inventado” (MACIEL, 1995, p16).
Além desses cientistas surgiram muitos outros que tornaram a televisão um aparelho essencial na casa de muitas pessoas, como fonte de entretenimento e informação. Durante todo o processo de implantação de um novo veículo (televisão) houve mudanças nos programas transmitidos, onde o jornalístico adquiriu espaço e passou a ser chamado de telejornal. Em primeira instância, no Canal 3 foi transmitido o jornal “Imagens do Dia”, que não tinha horário fixo, manteve-se no ar durante três anos. Depois foi substituído por outro programa jornalístico, o “Telenotícias Panair” que esteve apenas um pouco mais de um ano e saiu do ar.
A partir de 17 de junho de 1953, às 19 horas e 45 minutos, o “Repórter Esso” que obteve sucesso estrondoso no rádio entrava na televisão para noticiar, onde permaneceu por 17 anos e acabou em conseqüência da Rede Tupi não conseguir acompanhar o ritmo do desenvolvimento e os custos de implantação dos programas de telejornalismo nacionais. Já em 1º de setembro de 1969, o Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão, entrou no ar pela primeira vez. Ele inaugurou um novo estilo de jornalismo na TV brasileira, por iniciar a era do jornal em rede nacional até então inédito no país.

TV a cabo

Hoje dos mais de 170 milhões de brasileiros a principal fonte de informação é a TV. Destes conforme o ibope em pesquisa divulgada em abril de 2001 a TV paga está instalada em apenas 12% dos domicílios do país. Apesar do índice ser baixo, a TV por assinatura e a TV a cabo ainda são a principal forma de uma produção independente ter acesso.
Uma forma de transmissão de sinal que já em 1950, nos Estados Unidos, Pennsylvania, começou a operar, mas com a finalidade de gerar qualidade na imagem da televisão convencional. No entanto, os operadores não sabiam que tinham em mãos uma alternativa de distribuir e multiplicar o número de sinais. Além é claro de influenciar na ocupação dos horários disponíveis de transmissão com programas alternativos, dedicados a públicos selecionados, mas três décadas depois isso mudou. “O fato é que durante muito tempo o cabo limitou-se a fornecer a seus assinantes a mesma programação disponível gratuitamente pelo ar. O que os consumidores compravam ainda não era programação, mas qualidade de imagem” (HOINEFF, 1991, p.36). A posição dada ao cabo começou a reverter em 1971, porque foi nesse ínterim entre os anos de 71 e 72 que houve a transformação do cabo em veículo para aquisição de novas informações. Mas somente na década de 90 que aconteceu a revolução do cabo.
O sistema de TV a cabo possibilita o tráfego em torno de 36 a 154 estações de forma simultânea, que podem ser divididos em coaxial ou fibra ótica, mas um fator a ser levado em consideração, é que a fibra ótica é superior em qualidade ao cabo coaxial. O cabo gera uma facilidade de acesso a produtores independentes que na TV convencional dificilmente teriam espaço de inserção de seus programas, isso democratiza o veículo televisivo e diminui o poder dos grandes veículos como Globo, SBT, Record e Band. Na opinião de Karplan (1994, p.78) a “segmentação é irreversível em todo o processo de comunicação. Na televisão, ela encoraja uma nova estética”.

O cabo gera a desmassificação do público que durante muitos anos estiveram a mercê dos ‘donos’ do poder midiático convencional. Hoje, o território brasileiro está atrasado em relação a outros paisés da América do Sul, devido ao alto custo que esse sistema gera. Apesar disso, tentar impedi-lo é praticamente impossível.
“No nosso país, a televisão por assinatura nasceu de uma forma equivocada, através de grandes empresas da Globo, da Abril e da Sharp, que por enquanto distribuem programação já existente. O desejável é que estes e outros operadores encorajem a criação de redes de cabo. Há, no momento, pelo menos três grandes operadores de cabo tentando conseguir concessões para implantação de sistemas no mercado brasileiro. No instante em que bons sistemas de cabo físico forem sistematicamente implantados em regiões importantes do Brasil, isso imediatamente incentivará a criação de dezenas de pequenas redes de cabo. É um mercado que se divide de forma tão generosa que, entre as redes de cabo americanas, quem é líder tem quatro por cento de audiência”(KARPLAN, 1994, p.79).


Telejornalismo

Com a criação da TV a cabo surgiu a possibilidade de implantação de novos canais, gerando espaços midiáticos a produtores independentes interessados em públicos segmentados. Com o telejornalismo não é diferente, porque esse tipo de programação já faz parte do cotidiano dos brasileiros que de diferentes ideologias, credos, raças ficam em frente a tela quando inicia o seu telejornal, seja ele de qual canal for, da Globo, do SBT, da Record, da Band, da Rede TV, ou outro de TV a cabo. Esses telespectadores têm níveis culturais, sociais variados, mas todos têm algo em comum, a fome de informação. Lage (1998, p.30) explica sobre como podem ser definidas reportagens televisivas, independente do seu público-alvo:
“Reportagens de televisão são documentários sobre a vida de um personagem, um acontecimento histórico, uma realização artística, costumes, animais, exercício de uma profissão etc. Podem contar uma história, com a tradição narrativa do cinema-ficção; defender uma tese; expor assuntos; retornar no tempo de imagens atuais para precedentes no passado; opor temas conflitivos”.

Já Lustosa (1996, p.100) explica a importância de produzir uma matéria com coerência visual e auditiva.
“É importante a fusão dos dois códigos de comunicação- visual e auditivo. Em alguns textos, o redator não usa a informação visual, produzindo uma matéria absolutamente redundante[...]. Um repórter de televisão tem que saber o que a câmera diz, para saber o que dizer. Com competência, fará a união dos dados que ele investigou com as informações que a câmera colhe na hora que realiza seu trabalho”.

Em meio a tantas formas de transmitir a informação, sempre levando em consideração o público-alvo, o jornalismo evangélico tem expandido no setor segmentado de forma estrondosa, através de jornais impressos, revistas, programas radiofônicos e alguns televisivos. Esses recursos informativos se destinam acima de tudo informar o seu receptor seja, ele leitor, ouvinte e/ou telespectador. Assim também é a finalidade principal do jornalismo Gospel, dar oportunidade, independente da denominação, de conhecer como está o âmbito evangélico. Maciel explana sobre a necessidade de adequar a linguagem conforme o receptor:
“Não há fórmulas mágicas capazes de serem servidas prontas a quem pretende se utilizar da televisão como veículo de comunicação e atingir o objetivo principal: fazer-se entender. Mas há, certamente, uma série de regras básicas, desenvolvidas ao longo da história da televisão, que podem auxiliar qualquer pessoa que se disponha a utilizá-la para tirar mais proveito da televisão como veículo de comunicação. A primeira delas, e talvez a principal, é adequar a linguagem ao público” (MACIEL, 1995, p. 16 e 17).


Seleção de notícias

O telejornal Gospel também objetiva atender a função do jornalismo, informar, o que é considerado de interesse da maioria. Pereira (p.80) declara que há
“[...] diferentes relações e combinações que se dão entre diferentes valores/notícia, que vão determina a seleção de um fato. Outro aspecto a ser levado em conta é que os valores/notícia são critérios de relevância espalhados ao longo de todo o processo de produção. Ou seja, desde a captação até a apresentação da notícia”.


Filtrar é primordial para inserção dos fatos na mídia, seja ela convencional ou não. Além disso, o telejornal mesmo sendo um programa com pouco tempo de duração deve em sua maioria cativa o telespectador aproveitando cada segundo, o deixando informado e interessado naquilo que assiste. Porque a maioria desses receptores tem no telejornal a única fonte de acesso para informação, mas deve-se levar em consideração que o jornalista precisa conhecer e ter critérios de seleção das notícias. Critérios esses que devem constar o interesse geral do seu público-alvo.
O jornalismo está cada vez mais está aberto a produções diversas, porque a demanda é grande. A informação setorial é classificada em assunto ou público e o receptor acaba buscando aquilo que realmente o interessa e usa no cotidiano. “Cada pessoa, porém, integrante de uma ou de várias dessas comunidades, interpreta as informações recebidas de acordo com valores fundamentados em suas convicções de foro íntimo, político-ideológico, religiosos e culturais” (2001, p.5, revista Enfoque Gospel).

6 DESCRIÇÃO DO PROJETO

O projeto “Jornal Gospel” para ser executado vai se utilizar de pesquisas bibliográficas, de campo (entrevistas) de modo a conseguir concretizar o relatório e o piloto. Formas essas de fundamental importância para dar maior credibilidade e base ao trabalho. Com 20 minutos de duração, distribuídos em quatro blocos de 5 minutos, o telejornal terá editorias variadas, desde políticas a culturais, sempre com enfoque religioso.

A abertura terá produção, com imagem e trilha que caracterize o programa. Quanto aos entrevistados a prioridade é com pessoas do meio evangélico, mas caso a matéria exija algum profissional que não seja do meio, vão ser entrevistadas outras pessoas que não sejam evangélicas. O destino do programa é a TV a cabo, com abrangência no município de Chapecó, onde existem 6% de evangélicos, porcentagem essa relacionada ao Oeste Catarinense. Os caracteres, e produções serão padronizados, porém sempre inovadores, o uso do Cromaqui em algumas matérias será necessário. Em determinadas pautas haverá debates em estúdio com profissionais de diferentes áreas, gerando maiores informações ao telespectador.

A exibição do programas será aos sábados às 12 horas, durante o horário do almoço, portanto, periodicidade semanal. O horário estabelecido coincide com a disposição de tempo dos telespectadores-alvo, porque aos domingos, geralmente nesse horário estão voltando da escola Dominical e dificilmente aos sábados de manhã tem alguma programação relacionada à igreja que pertencem. Na seleção das matérias a prioridade será as matérias sobre assuntos relacionados com a religião.

O Jornal Gospel vai veicular matérias de diferentes assuntos (religião, saúde, entrevistas, serviços, política e variedades), será dividido em 4 blocos de 5 minutos. No primeiro bloco matérias sobre saúde, serviço, economia e política (editoria geral). O segundo vai comportar uma grande reportagem (editoria variedades). O terceiro debates sobre assuntos polêmicos (editoria debates) e o último (editoria entrevista) terá fixo a agenda de eventos e uma entrevista com alguma personalidade gospel.

7 CRONOGRAMA

ETAPAS 2002
ITENS MESES
1. Pesquisa bibliográfica e na Internet Fevereiro e Março
2. Coleta de dados, início de concretização das matérias Março e Abril
3. Edição de matérias Maio
4. Estúdio realização do telejornal Maio
5. Entrega do piloto/relatório 30 de Maio


8 RECURSOS

Para a realização do presente projeto é necessário haver a ajuda/orientação de Ilka G. Vitorino, bem como do cinegrafista da Unoesc, Alberto Lopes, quando forem feitas as matérias fora da instituição (Unoesc) e também na concretização do telejornal em estúdio.

9 BIBLIOGRAFIA

DUARTE, Luiz Guilherme. É pagar para ver: a TV por assinatura em foco. São Paulo: Summus, 1996.

FERREIRA, Júlio Andrade. Religião no Brasil. Campinas: Luz para o Caminho, 1992.
HOINEFF, Nelson. TV em expansão. Rio de Janeiro: Record, 1991.

LUSTOSA, Elcias. O texto da notícia. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1996.

LAGE, Nilson. Linguagem Jornalística. São Paulo: Ática, 1998.

MACIEL, Pedro. Jornalismo e televisão: normas práticas. Porto Alegre. Sagra; DC Luzzatto, 1995.

PIPKIN, Anna Farr. Canetas a serviço de Deus: orientação para escritores evangélicos. 2ª ed. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1987.

SANTORO, Luiz Fernando. A imagem nas mãos: o vídeo popular no Brasil. São Paulo: Summus, 1989.


AUTORIZAÇÃO
Este trabalho está a inteira disposição do curso de Jornalismo da Unoesc - Campus de Chapecó para que em tempo oportuno seja publicado ou exposto a qualquer evento.


Publicado por: Cristiane do Prado

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