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Apresentação do trabalho científico: posturas desejáveis

Regras da ABNT

É imprescindível a todo pesquisador adotar posturas desejáveis que tendem a conferir qualidade à apresentação do trabalho científico.

De súbito o coração parece sair pela boca... As mãos? Gélidas, como nunca! Enfim, o nervosismo e uma sensação de plena ansiedade parecem tomar conta de você por completo. Acalme-se, são lampejos sinalizando que você terá de passar por uma situação em que se sentirá avaliado por alguém (dizer por muitos seria penoso demais!). Situação essa muitas vezes abominável, por muitos.

Assim, seria mais cômodo evitar tal ocorrência, ainda que inviável. No entanto, resta apenas encarar com mais naturalidade determinadas circunstâncias, sobretudo esta, na qual você que terá de expor ao público os resultados obtidos por meio de tudo aquilo que pesquisou: a apresentação do seu trabalho científico. 

Diante disso, tal qual se realizou o trabalho escrito, da mesma forma deve ocorrer com a apresentação oral, caso contrário as expectativas, em vez de concretizadas ou até mesmo superadas, poderão se tornar frustradas. Nesse sentido, um dos primeiros passos a seguir é a introdução, na qual você terá de expor, bem como justificar, os objetivos que o conduziram a agir dessa ou daquela maneira. Outros aspectos, não menos importantes, dizem respeito ao fato de você, ao explanar os resultados obtidos, fazer menção à literatura utilizada, o que dará ao seu trabalho toda a credibilidade que ele merece. Sem falar na conclusão, cuja finalidade é sintetizar todos os passos desenvolvidos durante a elaboração do trabalho que, somados aos resultados obtidos, permitirão concluir se os objetivos foram alcançados ou não.

Conhecer previamente o local garante a você uma segurança maior no dia do “evento”, tendo em vista que a ocorrência de imprevistos é uma possibilidade que não pode ser descartada. Dentre tais imprevistos está a falta de energia, o que implicará de forma negativa no uso dos dispositivos. Assim sendo, é viável levar consigo um texto abordando todos os itens retratados no trabalho e, se necessário for, não hesite em recorrer a ele, caso isso lhe proporcione mais segurança.

Outra questão diz respeito ao ensaio acerca da forma como procederá durante a apresentação. Se possível, peça a uma pessoa mais próxima a você que se coloque no lugar de expectador, com vistas a fazer uma prévia avaliação, bem como sugerir melhorias acerca daquilo que porventura você deixou a desejar. Nesse ensaio procure treinar a intensidade da voz, de modo a fazer com que ela atinja a todos de maneira uniforme: não “peque” nem por falta nem por excesso, procure manter um timbre que agrade a todos e que denote firmeza, domínio. E lembre-se de que a plateia possui um “dispositivo” que permite julgá-lo (a) logo nos primeiros 30 segundos de sua apresentação. Sim, diagnóstico preciso!

Dando sequência ao caráter valoroso das dicas, é interessante cumprimentar a todos os presentes e, sobretudo, a banca, deixando que agradecimentos (se desejáveis) fiquem para o final da apresentação, haja vista a necessidade de não comprometer o tempo a ela destinado. Como nosso assunto se refere a posturas, nunca se esqueça de que o corpo também fala. Assim sendo, gestos exagerados ou posições estáticas podem demonstrar o que naquele momento você está sentindo (diversas podem ser as sensações: medo, insegurança, pavor, enfim...). O ideal (por mais que pareça difícil, mas não impossível) é manter a naturalidade, ou seja, mudar de posição sempre que conveniente, procurando deixar os músculos relaxados, bem como cuidar das expressões faciais, pois elas também revelam sentimentos diversos.

Quanto ao modo de se vestir, apesar de não haver uma regra absoluta, o ideal é não usar peças que porventura possam chamar muito a atenção – pois isso pode comprometer as expectativas firmadas. Assim, boas doses de ponderação, regadas a um alto teor de objetividade, estilo e dinamismo representarão aqueles ingredientes essenciais às posturas por você adotadas. Boa sorte é o que tão somente desejamos!!!


Publicado por: Vânia Maria do Nascimento Duarte

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