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A PEDAGOGIA DA PRESENÇA E A TUTORIA NO PROGRAMA DE ENSINO INTEGRAL

Pedagogia

OS FUNDAMENTOS LEGAIS DO PROGRAMA DE ENSINO INTEGRAL, PROGRAMA DE ENSINO INTEGRAL NA SECRETARIA ESTADUAL DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO (SEE-SP), PEDAGOGIA DA PRESENÇA E TUTORIA.

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1. RESUMO

Este trabalho apresenta a Pedagogia da Presença e a Tutoria nas escolas do Programa de Ensino Integral da Secretaria de Estado de Educação de São Paulo, como forma de reflexão sobre a importância destes métodos neste modelo educacional. O método utilizado no desenvolvimento do trabalho foi de revisão bibliográfica. De acordo com Ferrari (1992), a pesquisa bibliográfica compreende a leitura, a seleção e o fichamento dos tópicos de interesse para a pesquisa em pauta, com o intuito de conhecer as contribuições efetuadas em relação ao assunto investigado. Atualmente, a escola não tem conseguido atender as necessidades de formação dos jovens para a sua inserção no mundo contemporâneo, que exige habilidades complexas e autonomia pessoal. A Pedagogia da Presença tem como objetivo abrir espaços que permitam ao adolescente tomar-se autônomo, solidário e de compromissado consigo mesmo e com os outros, integrando de forma positiva as manifestações desencontradas de seu querer-se; e a Tutoria visa o acompanhamento, e orientação nos estudos e nas escolhas futura, aos alunos durante seu percurso escolar. O Programa atende os alunos dos três segmentos de ensino da Educação Básica (Ensino Fundamental – Anos Iniciais, Ensino Fundamental – Anos Finais e Ensino Médio) que estudam em período integral, e têm a oportunidade de participar de práticas que incorporam sentido e significado nos seus estudos. Os princípios norteadores do Programa são: Os Quatro Pilares da Educação, a Educação Interdimensional, o Protagonismo Juvenil e a Pedagogia da Presença que perpassam todas as ações desenvolvidas pelos educadores, com atividades interdisciplinares, espaços de efetiva participação. O Programa Ensino Integral visa à formação da cidadania, autonomia, e competência, que possuam um Projeto de Vida que lhes permita a inserção na vida adulta de forma ética e responsável.

Palavras-chave: Programa de Ensino Integral, Pedagogia da Presença, Tutoria; Ensino Integral

2. INTRODUÇÃO

A concepção de educação integral evidencia a exigência, a pressão e a luta constante pela democratização da educação, para uma escola universal de qualidade, que considere o acesso a todos os recursos culturais, às mais diversificadas metodologias dos processos de ensino e de aprendizagem e, também, à utilização das novas tecnologias como respeito à condição humana e sua respectiva dignidade.

A escola pretendida pelo Programa Ensino Integral de São Paulo, põe em relevo, para além de conteúdos acadêmicos, conteúdos socioculturais e a possibilidade de vivências direcionadas à qualidade de vida, ao exercício da convivência solidária, à leitura e interpretação do mundo em sua constante transformação.

Diante desse compromisso, a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo vem implantando uma política educacional que redefine o papel da escola, concebendo-a como instituição democrática, inclusiva, com a responsabilidade de promover a permanência e o sucesso de toda sua população estudantil. Para isso, propõem novas ações que contribuem para a inclusão social de adolescentes e jovens, possibilitando sua plena formação como cidadãos.

Implantado em 16 escolas de Ensino Médio em 2012, este Programa conta hoje com 257 escolas participantes, que atendem 80.000 alunos nos três segmentos de ensino da Educação Básica: Ensino Fundamental – Anos Iniciais, Anos Finais, e Ensino Médio.

3. OS FUNDAMENTOS LEGAIS DO PROGRAMA DE ENSINO INTEGRAL

O Programa está fundamentado na Constituição de 1988, que compreende a Educação como um direito fundamental; no Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI (DELORS et al., 1998 [1996]) que fundamenta uma proposta de educação voltada para o desenvolvimento das habilidades necessárias para o mundo contemporâneo e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional que prevê a ampliação progressiva da jornada escolar com a finalidade de democratizar as oportunidades de aprendizagem. Podemos incluir o Plano Nacional de Educação – 2014, que na sua Meta pretende “oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) dos (as) alunos (as) da educação básica”.

O Programa Ensino Integral é constituído pelo Modelo Pedagógico que se articula ao Modelo de Gestão, que consiste num conjunto de conceitos e práticas que contribui na organização e monitoramento dos resultados das atividades desenvolvidas na escola. Inclui-se neste modelo a Gestão de Pessoas que abarca os processos de formação e avaliação dos profissionais por meio de uma Avaliação 360º, ou seja, todos se avaliam e são avaliados tanto pelos demais educadores como pelos alunos. A partir destas avaliações, são criados os Planos Individuais de Aprimoramento e Formação – PIAF – que pretendem contribuir no planejamento da formação contínua dos profissionais, de acordo com suas necessidades individuais, e potencializar a sua atuação em sua jornada integral de trabalho.

O próprio educador desenha seu percurso formativo com apoio de seus gestores, tendo como base o processo de avaliação de desempenho, por meio do qual o profissional é avaliado nas competências do Programa Ensino Integral pelos diversos atores do processo educativo com os quais interage: alunos, professores e gestores”. (SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2014, p.31)

O Programa ancora-se em processos de formação, acompanhamento e gestão de desempenho dos professores e gestores das escolas. Já o Modelo Pedagógico integra as disciplinas da parte diversificada do currículo aliada ao Currículo oficial do Estado de São Paulo, que privilegia a Base Nacional Comum, e tem como princípios os Quatro Pilares da Educação citado anteriormente, perpassando todas as ações desenvolvidas na escola. Como descrito nas Diretrizes do Programa:

As bases para a formulação do Modelo Pedagógico encontram-se ancoradas na concepção de educação expressa nos artigos 1o e 2o da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em que se destacam o caráter processual e formativo da educação, suas diferentes instâncias, bem como os princípios e ideais que a inspiram: ‘A Educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho’.” (SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2014, p.17)

O compromisso do Programa é atuar na formação integral dos jovens e adolescentes, e para isso traz um conjunto de metodologias que compõe a parte diversificada do currículo, a fim de contribuir com o “pleno desenvolvimento” dos estudantes. Dentre as metodologias estão a Tutoria e a Pedagogia da Presença, que visa o acompanhamento, apoio e orientação dos alunos durante seu percurso escolar, por meio de encontros sistemáticos entre Tutor e Tutorado.

Quando o Projeto Pedagógico da escola, no seu Plano de Ação é organizado em consonância com as necessidades e desejos dos alunos, o resultado da aprendizagem melhora visivelmente. O Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (IDESP) - apontou um crescimento em 2014 de 26% nas escolas do Ensino Médio que participam do Programa e 19% nas do Ensino Fundamental – Anos Finais.

4. PROGRAMA DE ENSINO INTEGRAL NA SECRETARIA ESTADUAL DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO (SEE-SP)

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEE-SP), tem tido como foco central das ações e dos programas implantados a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem. Dessa maneira, a SEE-SP tem buscado instituir modelos de gestão escolar. Segundo O Programa Educação – compromisso de São Paulo, instituído pelo Decreto nº 57.571 de 02/12/2011, estruturou 5 ações ou pilares:

Pilar 1 – Valorizar e investir no desenvolvimento do Capital Humano da SEE-SP;

Pilar 2 – Aprimorar as ações e gestão pedagógica da Rede com foco na aprendizagem dos alunos;

Pilar 3 – Expandir e aperfeiçoar a política de Educação Integral;

Pilar 4 – Viabilizar mecanismos de gestão organizacional e financeira para operacionalizar o Programa;

Pilar 5 – Mobilizar e engajar a Rede, os alunos e a sociedade em torno do processo de ensino-aprendizagem.

Assim pela Lei Complementar nº 1.164, de 04/01/2012, alterada pela Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012, instituiu-se o Programa de Ensino Integral (PEI). Mas para podermos explanar sobre a experiência da PEI, temos que destacar algumas experiências dos alunos nas escolas públicas.

As várias experiências nas escolas públicas têm origem no Manifesto dos Pioneiros da Educação. Uma das experiências é a do Estado de Pernambuco, no qual a PEI –SP se baseou como experiência. Vejamos estas experiências de educação integral, em Pernambuco, no próximo item, seguindo as orientações da Carta Constitucional de 1988, na LDB (art.34, §2) e no Plano de Metas Compromisso de Todos pela Educação.

4.1 Experiência de Ensino de Tempo Integral em Pernambuco

Após anos evoluindo no ranking, Pernambuco chegou ao primeiro lugar do Brasil do ensino médio. O Estado saiu da 4ª para a 1ª posição no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB divulgado pelo Ministério da Educação, na quinta-feira (08) de 2014. O resultado subiu de 3,6 para 3,9, superando sua meta (de 3,6) para o ano de 2015.

Alguns eixos são considerados fundamentais para estes avanços, Pernambuco estabeleceu a maior rede de escolas em tempo integral do país, o maior programa de intercâmbio para estudantes da educação básica da América Latina, desenvolveu parâmetros e ferramentas pedagógicas à serviço das escolas e implementou gestão por resultados através do Pacto pela Educação.

O Programa de Educação Integral de Pernambuco foi gerado a partir de uma experiência feita em parceria com o Instituto de Co-responsabilidade Educacional (ICE), em 2007, com 20 centros de ensino experimental. Em 2008, o programa se firmou como política pública e deu início ao trabalho nas primeiras 51 escolas contempladas. Atualmente, ao menos uma escola em cada município funciona com o modelo de educação em tempo integral, ou seja, 100% dos municípios pernambucanos estão incluídos no programa. São 140 mil estudantes atingidos em 184 municípios, além do Distrito de Fernando de Noronha. No início, houve uma reorganização da rede, pois as escolas tinham ensino médio e fundamental no mesmo espaço.

Houve a necessidade de uma reestruturação do quadro docente, já que os professores das escolas de referência em tempo integral passaram a trabalhar em regime exclusivo. O programa atualmente abrange 328 escolas do ensino médio que atuam em tempo integral e semi-integral.

A implementação do programa também atendia a outra necessidade: melhorar a qualidade do ensino médio, incluindo a qualificação profissional dos estudantes da rede. Assim, o modelo de educação integral pareceu o indicado para atuar em todas as frentes. Pernambuco busca ancorar sua experiência em uma concepção da educação voltada para “o exercício da cidadania e do protagonismo juvenil”, definem em sua página na internet. Esses parâmetros são considerados a base de uma “estratégia para a formação de jovens autônomos, solidários e produtivos”. Desse modo, ao concluir o ensino médio nas escolas de educação integral, o jovem está mais qualificado para a continuidade da vida acadêmica, para a atuação profissional e para a vida.

O programa pernambucano ultrapassa as barreiras geográficas e inspira outros estados, já que a experiência ajudou a reduzir a taxa de abandono escolar no estado. De acordo os dados do último Censo Escolar do Governo Federal, a taxa de desistência em escolas de tempo integral, em Pernambuco, é de apenas 1,3%.

Em toda a rede estadual, incluindo escolas que não estão dentro do programa de educação integral, apenas 3,5% dos estudantes pernambucanos matriculados em 2014 não concluíram os estudos, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em 2007, ano que o projeto em educação integral deu seus primeiros passos, o índice de abandono em toda a rede de ensino médio era de 24,5% e Pernambuco possuía uma das piores taxas do país. Hoje, a realidade mudou o Estado, figura entre os dez melhores desempenhos em educação no país.

4.2 Experiência do Programa de Ensino Integral em São Paulo

A melhoria da qualidade do ensino e do desempenho dos alunos tem sido o foco central das ações, programas e documentos produzidos e implantados nos últimos anos, os quais têm como alvo a atuação dos gestores (Dirigentes Regionais, Supervisores de Ensino Diretores, Vice-Diretores e Professores Coordenadores) e das equipes escolares e, em seu conjunto, são iniciativas que procuram disseminar uma nova cultura de gestão, participativa e orientada ao alcance de melhorias significativas na aprendizagem dos alunos. Nesta perspectiva foi implantado o Programa de Ensino Integral, instituído pela Lei Complementar nº 1.164, de 4 de janeiro de 2012, alterada pela Lei Complementar nº 1.191, de 28 de dezembro de 2012. Esse Programa foi iniciado em 2012, em 16 Escolas de Ensino Médio, e a partir de 2013 expandido para 22 escolas de Ensino Fundamental Anos Finais e 29 escolas de Ensino Médio, e 2 escolas de Ensino Fundamental e Médio.

Na direção do aperfeiçoamento da política pública implantada em São Paulo, a Secretaria da Educação estruturou desde 2011 suas ações e prioridades no Programa Educação Compromisso de São Paulo, instituído pelo Decreto nº 57.571, de 2 de dezembro de 2011. Um dos pilares desse Programa foi lançar as bases de um novo modelo de escola e de um regime mais atrativo na carreira do magistério. Com o intuito de difundir, na rede de ensino do Estado de São Paulo, modelos de gestão escolar voltados para melhoria dos resultados educacionais, foram várias e significativas as iniciativas ao longo dos últimos anos. São exemplos dessas experiências: o Progestão; o Prêmio Gestão; os Planos de Gestão e Ação quadrienais elaborados pelas Diretorias de Ensino e pelas Escolas e nesta administração os trabalhos dos Grupos de Referência e o Plano de Ação Participativo das Escolas. Iniciativas estas que contribuem para a construção de um processo democrático, descentralizado e sistemático da gestão escolar nas escolas da rede pública.

E atualmente a partir do modelo e resultados satisfatórios do Estado de Pernambuco, o Estado de São Paulo, implantou a PEI no estado, e vêm aprimorando e adaptando a proposta de acordo com a realidade local.

5. PEDAGOGIA DA PRESENÇA

É crescente, o número de adolescentes que necessitam de uma efetiva ajuda pessoal e social para a superação dos obstáculos ao seu pleno desenvolvimento como pessoas e como cidadãos, de uns tempos para cá parece se tornar mais evidente.

O primeiro e mais decisivo passo para vencer as dificuldades pessoais é a reconciliação do jovem consigo mesmo e com os outros. Esta é uma condição necessária da mudança de sua forma de inserção na sociedade.

Há uma corrente onde o conceito de “Pedagogia da Presença”, é uma metodologia segundo a qual o professor tem de estar sempre junto do aluno para que o aprendizado aconteça. A origem dessa idéia está ligada principalmente ao ensino religioso proposto pelas ordens religiosas dos Maristas e por Salesianos, na qual os estudantes têm autonomia para falar, participar, sugerir, mas tudo dentro de uma organização, de disciplina. Segundo os Maristas, a pedagogia da presença encontra sua raiz no pensamento do Padre Marcelino Champagnat, para quem a presença está vinculada ao sentido de disciplina preventiva, que implica “estar, estar próximo, estar com alegria, sem oprimir nem inibir; saber afastar-se no momento oportuno, encorajar a crescer e a agir com liberdade e responsabilidade”.

O termo “pedagogia da presença”, no entanto, também tem sido utilizado com relação a projetos sociais na área de educação.

Embora na Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo temos como referencia o autor Antônio Carlos Gomes da Costa. Segundo Costa (1999), a Pedagogia da Presença, enquanto teoria que implica os fins e os meio de uma modalidade de ação educativa, se propõe a viabilizar este paradigma emancipador, através de uma correta articulação do seu ferramental teórico com propostas concretas de organização das atividades práticas.

A presença dos adultos no mundo dos jovens é um ato que envolve consentimento, reciprocidade e respeito mútuo. O adolescente espera do educador algo mais do que um serviço eficiente, em que as tarefas claramente definidas, se integrem num conjunto coordenado, tecnicamente preparado

Existir, para o adolescente, não é um problema metafísico, é dispor de alguns bens materiais e não-materiais essenciais. O primeiro deles é ter valor para alguém, ser acompanhado, aceito, estimado num universo que lhe é particular, onde possa desenvolver as capacidades ainda não, ou insuficientemente, manifestas.

A presença é uma exigência constante para o desenvolvimento da personalidade e a inserção social de todo ser humano. Do início ao fim, a vida de cada um de nós se traduz num desejo constante de presença. Quando estes vínculos não existem, ou são demasiado frágeis e se rompem, todo o dinamismo se esvai. A vida torna-se absurda e vazia.

A compreensão deste fato, ou seja, esse olhar da presença de educador na escola implica um novo caminho para a educação dos jovens. Um caminho que parte do reconhecimento de que, nesta modalidade de ação educativa, o que varia é apenas o momento, o tipo de intervenção e a receptividade do educando.

Não basta, portanto, apenas preparar um futuro adulto para inserir-se de forma produtiva e útil na sociedade. É preciso mais. É preciso encontrar e desenvolver nele o quanto possível aquilo de bom que ele trouxe consigo ao nascer.

Segundo Costa (1999), quem se proponha a assumir esta modalidade de trabalho educativo junto a adolescentes, deverá apresentar, além de solidez, bem como, de autodomínio dos impulsos. Além de uma inclinação sadia pelo conhecimento dos aspectos da vida do adolescente que testemunham as suas dificuldades e o seu potencial para superá-los. Esta aptidão básica, de forma nenhuma é intelectual: ela implica simpatia, compromisso, solidariedade, ou seja, capacidade de relacionamento positivo com qualquer tipo de jovem, independente do que ele tenha feito ou do que aparente ser. A segunda dessas aptidões reside na capacidade de auto-análise. A função exige muito mesmo neste aspecto. É a partir de uma consciência perspicaz de si que é possível ao educador perceber corretamente que parte de sua personalidade ele está projetando em qualquer ação. Sem esta abertura para a interioridade, a propensão do educador é atribuir tudo o que acontece de negativo ao próprio educando e às suas condições de trabalho, eximindo-se de colocar-se a si mesmo como parte dos problemas. Esta capacidade de autocrítica à luz da ação condiciona uma honestidade intelectual e certa humildade, sem as quais proliferam os álibis de unia consciência propensa a se tomar cada vez mais elástica, mais frouxa, mais acomodada. Mais do que responder às exigências e temores deste tempo de crise, o educador orientará sua atuação para as necessidades humanas e materiais dos adolescentes.

6. TUTORIA

Dentre as metodologias do Programa de Educação Integral, está a Tutoria, um processo didático pedagógico destinado a acompanhar e orientar o Projeto de Vida do aluno, bem como propiciar atividades de recuperação, se necessário, realizada no cotidiano da escola por um profissional mais experiente, que reconhece, valoriza e parte dos conhecimentos e da vivência do tutorado para desencadear o processo de aprendizagem, buscando agregar novos conhecimentos, de caráter prático e modelar. Nesse sentido, tutor e tutorado constroem uma relação de parceria e corresponsabilidade, com foco no desenvolvimento da prática do tutorado, de forma customizada, sempre com o objetivo de melhorar os resultados de aprendizagem dos alunos.

O tutor deverá conhecer e ter acesso a todas as informações sobre o aluno: seu Projeto de Vida e os resultados do seu desempenho acadêmico. Mesmo transitando no âmbito pessoal, social e profissional (no Ensino Médio) o foco do trabalho do tutor é acadêmico. O Objetivo da tutoria é promover, por meio do acompanhamento sistemático, o alcance do sucesso escolar dos alunos e a realização de seu Projeto de Vida. O Vice-diretor, com o apoio do Professor Coordenador Geral, é o responsável pela organização, desenvolvimento e monitoramento das ações na escola, todos os educadores são responsáveis pela ação tutorial na escola e o número de tutorados para cada educador deve ser equilibrado. Existem alguns tipos de tutoria:

  • A orientação pessoal. Tem como finalidade proporcionar ao aluno uma formação integral, facilitando-lhe seu autoconhecimento, sua adaptação e a tomada de decisões refletida.

  • A orientação acadêmica. O tutor ajudará o aluno a superar as dificuldades relacionadas com os hábitos e as metodologias de estudo e com sua integração na sala de aula.

  • A orientação profissional. Pretende que o aluno consiga fazer uma escolha profissional e acadêmica de acordo com sua personalidade, suas aptidões e seus interesses. O tutor ajudará o aluno a conhecer a si mesmo e a informar-se sobre os créditos e estudos existentes relacionados com o mundo profissional (ARGUIS, et al. – p.20 – 2002)

A escolha do tutor garantirá o Protagonismo dos alunos e respeitará, na medida do possível, suas preferências por determinado professor/educador, estabelecendo uma relação de confiança, disponibilidade e compromisso com os seus tutorados. O tutor estimula o tutorado a refletir e chegar a uma conclusão sobre o fato conversado, sem juízo de valor e sem trazer respostas prontas.

Ao longo da relação de tutoria, a prática de feedback é central para avaliar estratégias e técnicas usadas, dimensionar a aprendizagem, checar mutuamente a compreensão. O aprendizado que vem da conversa de feedback informa o trabalho futuro na medida em que traz reflexões sobre a prática atual do tutorado e, em um diálogo conjunto, indica janelas de oportunidade de formação.

6.1 Características do Tutor

Diante do importante papel do tutor, é imprescindível que o educador que desempenhe este papel deve saber harmonizar ensino e orientação, que são as duas faces da mesma moeda: a educação. Hoje em dia há a tendência de se pensar que uma coisa é ensinar e aprender conteúdos, e outra coisa seria formar a pessoa, mediante uma orientação mais propriamente psicológica.

O grande objetivo de um tutor é o de formar através da docência. Um bom tutor é um bom professor de uma matéria, que se propõe ensinar a pensar, a refletir sobre o que se vai aprendendo, a tirar conclusões pessoais a respeito da vida e do mundo de hoje, tendo como referência critérios claros e objetivos, e adquirindo pouco a pouco essa capacidade crítica que hoje é tão necessária para não se cair na armadilha de se deixar manipular e confundir por aqueles que se regem pelo relativismo do “vale tudo”, que leva à indiferença, já que tanto faz uma coisa como outra, e nada é absoluto. Isso é ensinar educando.

É preciso conceber a ação tutorial como parte integrante da função docente, e não como um acréscimo a ela. Toda situação de ensino, especialmente no colegial (aulas, orientação de trabalhos escritos – ensaios, monografias, de um aluno ou de um grupo, provas, etc) proporciona ocasiões de dialogar formativamente com eles, sobre hábitos intelectuais de análise, síntese, avaliação crítica, raciocínio lógico, criatividade, etc., e sobre hábitos ou virtudes humanas como capacidade de esforço, ordem, constância, entusiasmo, interesse pela matéria, etc. Isso supõe dedicação por parte do tutor, traduzida em tempo real, em compromisso livre e eficaz com essa tarefa e essa ajuda. Segundo professor José Luis Gonzalez-Simancas - universidade de Navarra, existe dez qualidades essenciais, aplicáveis à tutoria, e aos pais:

1- Querer ajudar, com propósito decidido, com entrega, dedicação, e disponibilidade.  Ter interesse autêntico pela pessoa a quem se ajuda, como tal, em si mesmo; e desinteresse por si próprio, servindo-a sem buscar intencionalmente compensações pessoais (agradecimento, popularidade, afeto, etc.)

2- Merecer a confiança, a fé, o crédito do tutorado, por seu valor como pessoa lógica, honrada, íntegra; por sua forma de ser, por seu conhecimento e capacidade socialmente reconhecidos; por sua autoridade moral, não impositiva, mas favorecedora da liberdade do outro.

3- Depositar confiança nas possibilidades reais do outro; em seus desejos de melhora, em sua vontade de aprender e de trabalhar bem: disposições às vezes adormecidas ou esquecidas por causa da atitude cética de “educadores” que cortam as asas dos alunos por não acreditar neles, por não confiar em sua boa vontade, apesar de seus possíveis erros e dos que cometa o próprio educador: retificar é de sábios, só aumenta a verdadeira  autoridade.

4- Saber querer.  Atitude de acolhida aberta, sem preconceitos, afetuosa em seus devidos limites; amor desinteressado, sem molezas injustificáveis.  Expressiva capacidade de comunicação pessoal, com estilo próprio e naturalidade, sem afetação, genuína, com sinceridade e autenticidade. E ao mesmo tempo, independente, sem se deixar prender pelo mero afeto; e não absorvente,  evitando criar no outro uma dependência afetiva: a meta de toda ajuda é ensinar o ajudado a governar sua própria vida, com liberdade responsável, com autonomia solidária.

5- Capacidade de empatia. A empatia consiste fundamentalmente em captar intuitivamente o mundo dos sentimentos e modos de pensar do outro, sua forma de enfrentar a vida: em ser capaz de ver ao outro como esse outro vê a si mesmo, de ver como outro vê e sente o seu problema e as circunstâncias que o rodeiam. Supõe saber escutar.

6- Respeito. Saber respeitar o modo de ser do outro, seu temperamento, sua personalidade, conjugando a ajuda a melhorar com o respeito por suas qualidades pessoais, diferentes das nossas, e por suas deficiências, levando-o a superar seus defeitos com tato, sensibilidade e senso comum, no momento mais oportuno, exigindo amavelmente o que ele pode e deve dar de si, por puro respeito à sua potencialidade de desenvolvimento.

7- Segurança no agir. Íntegro, enérgico quando for necessário, sem complexos nem composições, sabendo cortar a desordem provocada por alguns, por justiça em relação à totalidade do grupo.  E ao mesmo tempo flexível, sem rigidez mental, capaz de se acomodar ao outro e às suas circunstâncias sem abandonar suas próprias convicções e valores.  Ser firme, ter têmpera, não titubear; Ser claro, sem ambigüidades por complacência ou por debilidade. E por outro lado, sem dramatizar, sem dar excessiva importância ao que não a tem.

8- Otimismo realista. Alegre, com senso de humor, capaz de animar ao outro apesar das dificuldades de todo tipo, fazendo com que ele veja o lado positivo das coisas. E ao mesmo tempo realista, objetivo, capaz de captar a realidade tal como é, sem cair na idealização do outro e de suas possibilidades objetivas, e sem supervalorizar suas próprias capacidades como agente de ajuda. O melhor “autoconceito”, a melhor “autoestima” se consegue aceitando objetivamente a própria verdade pessoal, e a partir daí, lutando para ser melhor.

9- Ser exemplo de luta. Sem apresentar-se nunca como exemplo de perfeição – o que, por sua falsidade, produz o lógico repúdio por parte do outro – mas como alguém que luta com suas limitações, que é o que o aluno deve aprender a fazer. Com entusiasmo e ânimo de superar-se e ajudar o outro a se superar, sem se deixar vencer pelas dificuldades do caso ou pelas reações negativas da pessoa que se quer ajudar, sem conformar-se com a mediocridade incômoda e egoísta.  Ser solidário para lutar por um melhor ser, para poder servir melhor os demais.

10- Confidencialidade. É um dever ético e profissional. Não comentar com ninguém, inclusive com os pais (se não existe um perigo iminente) o que o aluno lhe tenha confiado, abrindo sua intimidade em questões estritamente pessoais. Mesmo em outros assuntos, sempre pedir permissão. Se um aluno ouve de outra pessoa aquilo que confiou somente ao tutor, sua confiança desaparece imediatamente, para nunca mais voltar.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

No levantamento da bibliografia para o desenvolvimento deste trabalho, foi constatado, que há poucas experiências e pesquisas sobre as escolas públicas em tempo integral no nosso país. Sendo necessária ainda muita discussão acerca do que seja a educação em tempo integral e de como operacionalizá-la. O Programa ainda está no seu estágio inicial e demanda muitas outras pesquisas acerca de suas finalidades, organização e inovações no modelo pedagógico e de gestão escolar que põe em relevo, para além de conteúdos acadêmicos, conteúdos socioculturais e a possibilidade de vivências direcionadas à qualidade de vida, ao exercício da convivência solidária, à leitura e interpretação do mundo em sua constante transformação.

Mas das experiências e pesquisas publicadas até o momento, é animador os resultados, deixando clara a certeza de que o Programa de Ensino Integral é, hoje, um local privilegiado para desenvolver integralmente o aluno visando à sua emancipação plena como ser humano e não apenas o preparando para o mercado de trabalho.

Nos seus cinco anos de existência, o Programa de Ensino Integral tem promovido uma revisão em muitos paradigmas da Educação, como evidências podemos ver os índices dos resultados do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) e do Saresp (Sistema de Avaliação e Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), referentes ao ano de 2015, que mostram que as escolas de Ensino Médio com jornada expandida tiveram avanço de 64,3% em quatro anos, o índice saltou de 2,14 para 3,52. Entre as regulares, a média foi de 2,25. (SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2004)

É sabido que a essência da educação é o crescimento pessoal, o desenvolver ao máximo as próprias possibilidades: isso é educar-se. Entendo assim, que pensar em Ensino Integral na perspectiva do Programa de Ensino Integral pressupõe não apenas repensar as concepções e princípios da educação, mas a própria escola, suas finalidades e função social. Que uma das funções sociais da escola, seja acolher os jovens que nela estão ingressando, esta é uma das propostas da pedagogia da presença, que pressupõe que é necessário compreender o aluno como ele é, não o reprimindo, tendo disposição para encontrar-se de fato com o outro, praticando a escuta ativa, sem esta disposição não existe encontro.

Mas do que tudo é fundamental compreender que é por meio das ações da equipe gestora e dos professores, principalmente no papel de tutor, onde seu trabalho acontece na sala de aula e demais ambientes escolares, que se deve procurar formar o aluno com sucesso, exercendo influência positiva em sua vida, proporcionando a relação necessária entre sonhos e realização.

Essa pesquisa, ao levantar dados sobre a PEI, e o papel da tutoria e da pedagogia da presença no programa, procurou contribuir acerca da discussão da relevância do programa na educação dos nossos jovens e suscitar interesse para maior aprofundamento a cerca do assunto. Pensando que não é o tempo que o jovem fica na escola que faz a diferença em sua formação, mas a presença e acompanhamento que ele irá encontrar no ambiente escolar que contribuirá verdadeiramente na formação de sua cidadania, autonomia, solidariedade e competência, que possua um Projeto de Vida que lhe permita a inserção na vida adulta de forma ética e responsável, que é a proposta do Programa.

Lembrando que tanto educadores quanto educando encontram-se em processo de formação, ninguém está pronto. E o maior desafio a ser superado está justamente na crença de que podemos aprender e evoluir a cada dia. As estratégias de formação, acompanhamento e avaliação são destinadas a todos.

8. REFERÊNCIAS

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Publicado por: EDI WILSON PEREIRA RUIZ

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