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O uso do Vídeo na Escola de Tempo Integral

Educação

Pesquisa sobre o uso do video nas escolas de tempo integral do município de Rio do Sul - SC.

RESUMO

Participando do universo da Escola de Tempo Integral, situada no município de Rio do Sul-SC, podemos observar que o vídeo era utilizado em demasia pelos professores. Por esse motivo, procuramos pesquisar esse universo. Para isso, utilizamos questionários semi estruturados e entrevistas abertas, para saber como os professores usavam esse recurso e se conhecia suas diversas utilidades como ferramenta educacional. Em nossa pesquisa não buscamos censurar o trabalho pedagógico dessa unidade escolar, mas sim buscar reflexões acerca do uso do vídeo na escola, a fim de favorecer o processo educativo e fortalecer a aprendizagem dos alunos numa escola com um currículo diferenciado.

Palavras-chave: Educação; Vídeo; Mídias; Escola de Tempo Integral.

ABSTRACT

Participating in the universe of full-time School, located in the municipality of Rio do Sul - SC, we can see that the video was being used too much by teachers. For this reason, we try to search about this universe. To do this, we used questionnaires semi-structured and open-ended interviews, aiming to learn how teachers use this feature and its various utilities as an educational tool. In our research we intend not to censor the pedagogical work that drive this school but think about the use of video in school, in order to encourage the educational process, strengthening the learning of students in a school with a differentiated curriculum.

Key-words: Education; Video; Media; full-time School.

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO

8

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

10

2.1 A INSERÇÃO DAS MÍDIAS NO ESPAÇO ESCOLAR

10

2.2 A MÍDIA TELEVISIVA/VÍDEO NA ESCOLA

12

2.2.1 Os Caminhos Pedagógicos de Utilização da TV/Vídeo.

15

2.2.1.1 O Vídeo como Meio de Expressão.

20

2.2.1.2 Utilidade do Vídeo em sala de Aula

21

2.3 ENSINO POR ÁUDIO E VIDEOCONFERÊNCIA NO SISTEMA DE EAD

23

2.3.1 A Influência das Novas Tecnologias no Sistema EAD

25

3 DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA

28

3.1 A ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL NO MUNICÍPIO DE RIO DO SUL

28

3.2 ANÁLISE DOS RESULTADOS DA PESQUISA

30

4 CONCLUSÃO

35

5 REFERÊNCIAS

37

6 APÊNDICES

40

6.1 APÊNDICE A – Questionário

40

7 ANEXOS

42

7.1 ANEXO A

42

7.2 ANEXO B

44

1 INTRODUÇÃO

O deslumbramento pela era tecnológica nos faz dar mais atenção para a utilização do computador e da internet na escola. Sabemos que no mundo atual as tecnologias estão permeadas por toda parte, trazendo diversas informações. Nesse novo encantar midiático acabou por vezes nos fazendo esquecer o uso da televisão e do vídeo, como estivessem obsoletos, não sendo mais importantes ou já soubéssemos utilizá-los de forma adequada na escola.

A maior gama de informações é gerada pela televisão, principalmente nos lares brasileiros. Segundo Moran (1995) a televisão alimenta e atualiza o universo sensorial, afetivo e ético, tanto das crianças, jovens e adultos em geral, repassando essa visão para as salas de aulas.

Em pleno século XXI, os nossos alunos hoje, vivenciam um mundo completamente diferente de algum tempo atrás, onde as maiores informações adivinham dos livros. Essa nova geração midiática já chega a escola com sede de aprender algo que lhe seja atraente, significativo, pois já estão conectados no celular, nos videogames, na internet e são telespectadores desde a infância.

A escola tem o desafio de educar essa nova geração, com a televisão e o vídeo na sala de aula, como geradores de polêmicas, motivadores e informadores.

Por assim acreditarmos na inserção das novas tecnologias de informação e comunicação na escola e também resgatar o uso do vídeo que há muito estava esquecido, é que a presente pesquisa visa conhecer como os professores têm utilizado a TV e o Vídeo no cotidiano escolar, na Escola de Tempo Integral, mais conhecida como “Escola Modelo I”, que atende dois Centros Educacionais da Rede Municipal de Ensino da cidade de Rio do Sul-SC, com atividades diversificadas complementando o currículo básico em período oposto ao Ensino Fundamental séries iniciais e finais.

A pesquisa também realiza uma revisão bibliográfica, sobre o uso do vídeo em sala de aula, apresentando primeiramente a inserção das mídias no espaço escolar, apontando os caminhos que a evolução tecnológica e os novos desafios de ensinar, podem ser utilizados para sua aplicação.

Nos diversos caminhos pedagógicos utilizados pela TV e vídeo na escola está a história da televisão, sua linguagem e também como esse recurso aliado ao vídeo pode ser utilizado na sala de aula, abordando o uso do áudio e vídeo e sua influência nas novas tecnologias no Sistema EAD. Não poderíamos esquecer que atualmente muitos dos nossos jovens estão inseridos nessa nova realidade.

Como foco principal dessa pesquisa, trataremos especificamente do uso do vídeo no espaço escolar, como esse recurso audiovisual pode e deve ser utilizado no currículo básico, visando educar o olhar do aluno, para fazer a leitura do vídeo e entender também o seu poder de comunicação.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 A INSERÇÃO DAS MÍDIAS NO ESPAÇO ESCOLAR

As mídias fazem parte de nosso dia a dia de maneira muito mais constante que pensamos ter consciência. Não podemos nos esquecer que com o acelerado desenvolvimento tecnológico, as mídias atingiram um nível tal que permitem ao cidadão moderno conviver com a informação em tempo real e com seus efeitos multiplicadores, promovendo contribuições decisivas na vida da sociedade, que de uma forma acaba afetando também o nosso sistema educacional.

As nossas salas de aula estão em processo de transformação, em que o uso das tecnologias de informação e comunicação torna-se ferramenta indispensável para a melhoria do processo de ensino e aprendizagem. De acordo com vários autores, se faz necessário, antes de qualquer análise realizada, que envolva o uso de tecnologias na escola, precisamos entender em que ponto se encontra os estudos realizados sobre essa temática.

Segundo Porto (2002) é necessário superar o uso das novas tecnologias apenas como recursos auxiliares de um ensino preocupado somente com a transmissão do conhecimento. A introdução das mídias como ferramenta faz parte de um momento histórico, quando se atribuía ao seu uso a solução para os problemas educacionais. Atualmente, deve-se pensar em seu uso como propiciadores de mudanças em si só. “As pessoas em interação com as mídias tornam-se mediadoras destas, assim como as mídias tornam-se mediadoras entre as pessoas” (PORTO, 2002, p.3). Nessa perspectiva, é importante a utilização de diferentes linguagens para abordar o conhecimento e estabelecer relações.

Hoje é imprescindível levarmos em conta a pluralidade e a heterogeneidade de textos, relatos e escrituras (orais, visuais, musicais, audiovisuais, telemáticos) que circulam entre nós. Jobim e Souza respaldam-se em Martim Barbero (2000) defendendo o uso da tecnologia como uma forma de inserir a educação escolar nos modernos processos de comunicação, não como meio para amenizar o tédio do ensino.

Para Perrenoud, (2000, p.125) a escola não pode ignorar o que se passa no mundo, pois as novas tecnologias da informação e comunicação “transformam espetacularmente não só, a maneira de comunicação, mas também de trabalhar, de decidir, de pensar”. O autor argumenta que a escola, não ficar atenta a essas modificações, se desqualificará. O desafio atual é enfrentar a chamada ‘era da telemática’, na qual se unem as telecomunicações e a informática, e que, com todas as suas possibilidades técnicas, fortalece o sistema educacional e aponta para uma nova sociedade. Rompendo velhos paradigmas, e abrindo novos espaços para a nova era midiática.

O uso das tecnologias é um fenômeno cultural distinto que a escola tem de entender e incorporar para que continue sendo uma instituição social relevante na sociedade (Comunicação & Educação, 2005, p. 37-60).

Conforme Pfromm Netto (2001, p.34):

“hoje em dia a tecnologia pode assumir a forma de aprendizagem altamente individualizada ou, na modalidade de educação à distância, alcançar centenas, milhares ou milhões de pessoas ao mesmo tempo. Através dos diversos recursos da tecnologia da informação e comunicação, que estão a serviço dos objetivos de ensino-aprendizagem, a modernidade lança novos desafios à educação.

Segundo Correa (2002, p.44):

“as inovações tecnológicas não significam inovações pedagógicas. Por meio de recursos considerados inovadores, reproduzem as mesmas atitudes, o mesmo paradigma educacional pelo qual fomos formados. Não basta trocar de metodologia, sem antes de reformular a sua prática, porque senão estaremos repetindo os mesmos erros. Devemos (...) compreender a tecnologia para além do artefato, recuperando sua dimensão humana e social.”

Para isso, se faz necessário que o professor tenha capacitação continuada acerca de como utilizar as novas tecnologias no cotidiano escolar, utilizando os meios tecnológicos de forma criativa, com bom senso e habilidade, somando sua experiência docente, ele deve ser capaz de perceber em que ocasiões são adequadas ao uso das novas tecnologias na sua prática.

Com as novas ferramentas disponibilizadas pela era da globalização, a forma de ensinar e aprender podem ser facilmente ampliados. São muitos os caminhos, que dependerão da situação concreta em que o professor se encontrar, das tecnologias disponíveis, e do apoio institucional.

É sabido que as tecnologias transferem status, além de tornarem mais eficiente a prática dos docentes, garantindo novos parâmetros para a didática e sua avaliação. Falar em tecnologia é, pois, falar em modernidade. Trata-se de um princípio tão óbvio que, no mundo da educação, os que já se apoderaram dos conhecimentos indispensáveis para manejar os recursos da informação e comunicações com certa segurança são tentadas a olhar com reserva e desconfiança os colegas que ainda não descobriram tal facilidade.

Diante dos fatos acima relacionados, o uso do vídeo no contexto escolar, vem aproximar à sala de aula a realidade da era midiática. Como o vídeo parte do concreto, do visível, do imediato que atua em todos os sentidos, teremos sempre ao nosso alcance, recortes visuais proporcionados por essa tecnologia. O vídeo é um meio tecnológico que nos permite experienciar sensações do outro, do mundo e de nós mesmos. Portanto, se faz necessário utilizá-lo em espaços educacionais onde se propõe fazer o diferencial nas atividades diversificadas na Escola de Tempo Integral.

2.2 A MÍDIA TELEVISIVA/VÍDEO NA ESCOLA

Desde os tempos primordiais, o homem teve o desejo de registrar imagens. Isso pode ser verificado por meio de estudos históricos, que revelam gravuras e desenhos de animais e pessoas em cavernas e pedras. Embora bastante rudimentares essas ações tragam a origem de uma importante descoberta para a humanidade: a descoberta de que é possível guardar e criar reproduções da vida cotidiana.

Movido pelo desejo do novo e dos desafios, o homem percorreu o caminho do progresso, das descobertas e, em 1826, com Nicéphore Niépce conseguiu produzir e fixar uma imagem que deu bases para o desenvolvimento da fotografia iniciando o processo que levaria à descoberta da televisão que conhecemos hoje. Posteriormente, em 1817, com o descobrimento do selênio, e mais tarde em 1873 com o uso do selênio para transformar energia luminosa em energia elétrica o homem pôde transmitir imagens por meio de corrente elétrica, permitindo que a televisão fosse inventada, dando início a uma nova era no registro de imagens.

Podemos entender a palavra televisão com o significado de “visão a distância”. Atualmente, esse recurso, que está totalmente popularizado, modificou não só a história das imagens, mas também a natureza da própria sociedade, que hoje precisa discutir seus usos, efeitos e possíveis intervenções.

É certo que a mídia televisiva desempenha um papel importante na socialização do ser humano, influenciando o modo de vestir, falar, pensar, além de comportamentos e valores. Atua como referencial para jovens, crianças e adultos quanto à forma de ser e de agir.

A integração da mídia na escola pode ser realizada em dois níveis: como recurso de ensino e como objeto de estudo. Como recurso de ensino o vídeo como a TV, também traz grandes contribuições para o ensino. Existe uma gama de variedades de programas de vídeo que podem ser utilizados na escola como: desenhos animados, vídeos da Internet, comerciais, programas como TV Escola, propagandas, informativos, produções realizadas pelos alunos e outros.

Devemos ter alguns cuidados com a utilização antes de usar esse recurso. Para sua utilização devemos levar em conta o planejamento do professor, priorizando os objetivos a serem desenvolvidos durante a sua aula, a fim de efetivar a aprendizagem.

A utilização do vídeo exige prioritariamente uma checagem inicial dos aspectos técnicos (qualidade do material, qualquer que seja duração, cor, som, imagem) e pedagógicos (aspectos mais importantes, cenas, adequação à faixa etária, linguagem, assunto, outros).

Além desses cuidados citados anteriormente, outros mais precisam ser considerados na utilização do vídeo em sala de aula. Formas inadequadas podem causar transtornos e descaracterizar seu uso, comprometendo o trabalho do professor.

Moran (1995) aponta algumas formas inadequadas de uso: vídeo-tapa-buraco, vídeo-enrolação, vídeo deslumbramento, vídeo perfeição, só vídeo. Proposta correta de utilização: sensibilização, ilustração, simulação, conteúdo de ensino de dinâmicas de análise do vídeo em sala de aula – leitura em conjunto, leitura globalizante, leitura concentrada e leitura funcional.

Tanto o vídeo como a mídia televisiva, se bem empregado pelo professor, enriquecem a aula e o ambiente escolar e proporcionam uma aprendizagem mais significativa, considerando que “somos tocados pela comunicação televisa sensorial, emocional e racionalmente” (FIORENTINI; CARNEIRO, 2001, p.25).

Na televisão e através do vídeo, há combinação e superposição de várias linguagens – imagens, músicas, escritas, que facilitam a interação, uma vez que sua linguagem estimula a emoção, os desejos, as fantasias, e a percepção através dos sentidos. Isso porque as imagens visuais e auditivas são experiências sensoriais. O que os olhos vêem, os ouvidos ouvem, o cérebro registra. Através desses meios audiovisuais, viaja-se entre o real e o imaginário, uma hora são espectadores outras horas atores, transpomos o tempo e o espaço, penetramos em lugares nunca percorridos ou desejados. Enfim nos deixamos levar pelas diversas sensações produzidas por todos esses aspectos. A contribuição que o vídeo e a televisão podem trazer a escola é enorme, mas não são as únicas mídias que possibilitam a interatividade e envolvem o aluno, tocando a afetividade e a emoção.

Esses meios também devem ser considerados como meios favoráveis para democratização do conhecimento e da cultura, para melhorar e acrescer no que tange os sentidos e não como uma forma de “roubar o tempo”, que despontam discussões em virtude do conteúdo transmitido e que propicia embate negativo, principalmente sobre os alunos.

Televisão e vídeo combinam a dimensão espacial com a sinestésica, ritmos rápidos e lentos, narrativas de impacto e de relaxamento. Combinam a comunicação sensorial com a audiovisual, a intuição com a lógica, a emoção com a razão. A integração começa pelo sensorial, o emocional e o intuitivo, para atingir posteriormente o racional. Exploram o voyerismo, e mostram até a exaustão planos, ângulos, replay de determinadas cenas, situações, pessoas, grupos, enquanto ignoram a maior parte do que acontece no cotidiano. Mostra à exceção, o inusitado, o chocante, o horripilante, mas também o terno – um bebê desamparado, por exemplo. Destacam os que detêm atualmente algum poder – político, econômico ou de identificação/projeção: artistas, modelos, ídolos esportivos. Quando o perdem, desaparecem da tela (MORAN, 2008).

Nesse sentido a escola tem um papel de suma importância na utilização do vídeo. É seu papel alfabetizar visualmente os alunos, ensinando-os a ler o vídeo e saber utilizá-lo ao seu favor.

Se soubermos utilizar de forma adequada o vídeo na escola, esse recurso certamente irá auxiliar da mudança da postura do ser e do agir do aluno diante do mundo, levando as pessoas a refletir, analisar e agir em relação a sua própria vida, aos seus semelhantes, e as diversas situações da vida cotidiana.

2.2.1 Os Caminhos Pedagógicos de Utilização da TV/Vídeo.

Existem inúmeras possibilidades no desenvolvimento das atividades curriculares, e uma dela é a possibilidade do uso da TV/vídeo. A proposta não é apresentar soluções prontas, mas sim indicar alguns caminhos de sua utilização.

Partindo dessa premissa, o sucesso do uso das tecnologias na educação muito também depende do conhecimento dessas tecnologias, a sua aplicabilidade e o planejamento do professor. Abaixo relacionaremos o uso da TV/Vídeo em diferentes áreas do conhecimento.

“Língua Portuguesa”

De acordo com Garcez (2001) qualquer material audiovisual pode ser considerado um texto e adentra os campos tratados pela Língua Portuguesa, já que do acesso a “leitura” e análise da língua utilizada.

De acordo com o Curso TV na Escola, há pelo menos duas possibilidades de selecionar esse recurso, a primeira quando o professor seleciona o vídeo previamente e o trabalha de forma interdisciplinar e a segunda é quando o professor de Língua Portuguesa escolhe o recurso para ampliar o conteúdo de um assunto específico.

O professor em qualquer uma das situações acima descritas tem a multiplicidade desse recurso ao seu favor para facilitar o seu trabalho.

O texto audiovisual pode ser usado como estratégia para trabalhar as informações pertinentes a um determinado assunto ou especificamente a linguagem que está sendo utilizada no próprio material.

Ambos os aspectos também podem estar voltados num determinado material audiovisual que pode ser usado parar tratar ao mesmo tempo a questão temática e a sua estrutura de linguagem.

Em qualquer um dos casos o professor de Língua Portuguesa, estará trabalhando e auxiliando a desenvolver no aluno as competências e habilidades lingüísticas que os encaminhem, a saber, ouvir, falar, ler, escrever e analisar a língua materna em diversas situações de uso da linguagem verbal e com objetivos diversos.

As atividades desenvolvidas através do uso da TV/Vídeo, proporcionam aos estudantes o contato com os diversos gêneros orais específicos e dessa maneira, podem analisar e refletir sobre o seu funcionamento e estrutura: entrevistas, debates, comentários, propaganda, telenovela, narrativas ficcionais e outras afins.

Em suma, o uso da TV/Vídeo proporciona uma infinidade de atividades voltadas para ampliação do universo lingüístico dos alunos.

“Matemática”

A ciência Matemática parte do concreto para depois adentrar os espaços do abstrato, por esse motivo o professor de Matemática deve ter o cuidado quando selecionar o vídeo para utilizá-lo em suas aulas.

Vídeos de aulas gravadas ou demonstrações de pessoas manipulando objetos concretos, não despertam a atenção dos alunos.

Então se sugere que escolha vídeos que possibilitem movimentação a objetos gráficos não manipuláveis, outros que possibilitem a combinação de imagens diversas e aproveitar também a linguagem audiovisual como elemento motivador das aulas.

Na área de Matemática, o professor pode trabalhar com o vídeo especificamente para iniciar assuntos relacionados na área da história da Matemática, simetria, pavimentações de plano e perspectivas.

É claro que o vídeo não atende a todos os assuntos específicos dessa área, mas eles devem ser utilizados como forma fomentadora nessa disciplina, para que leve os alunos a estabelecerem relações, a resolver situações problemas e outros objetivos. Porém cabe o professor levar o aluno a desenvolver o olhar crítico sobre aquilo que assiste.

“Ciências”

Sabemos que muitas mudanças ocorreram nas últimas décadas, principalmente no que tange a respeito da sociedade atual, da qual o conhecimento científico e tecnológico é cada vez mais valorizado. Em vista disso, como podemos pensar na formação de um sujeito crítico e participativo, senão promovermos situações favoráveis a apropriação de conceitos e procedimentos que permitam o entendimento do teor científico oportunizado pela natureza.

Já passou o tempo em que o professor de Ciências apenas organizava os conteúdos para os alunos enquadrados num mesmo perfil. Hoje, o professor deve oportunizar meios, criar situações, desenvolver diversas alternativas para que o aluno possa ter uma aprendizagem significativa dos conhecimentos científicos e tecnológicos que levem em conta o desenvolvimento de habilidades.

E de acordo com o Curso TV na escola, o uso do vídeo durante as aulas de Ciências constitui-se em outros recursos, um apoio precioso à apropriação dos conhecimentos científicos e tecnológicos, além de contribuir para aprendizagem necessária a linguagem das imagens. A confrontação das informações obtidas a partir de filmes com as concepções dos alunos pode conduzir à formulação e à discussão de novos problemas em sala de aula.

Ao analisar um filme, o aluno desenvolve o seu olhar nas questões da observação, identificação, seleção e hierarquia das imagens. Porém o uso do vídeo de forma alguma pode substituir o professor nem as produções dos alunos.

Os filmes científicos são feitos em sua maioria tendo bases nos documentários explicativos que não possibilitam muito a reflexão. Antes de iniciar um filme o professor deve promover meios para discussão e após exibição do vídeo.

“Artes”

“Um dos principais objetivos do ensino da Arte na escola é a formação do apreciador, do fruidor dos bens culturais. O desenvolvimento das habilidades apreciativas é direito de todos e não apenas dos profissionais da Arte” (ROSSI, 1999).

A Arte no espaço escolar pauta-se nas práticas que visem a apreciar, ao afazer artístico e a história dos objetos artísticos produzidos pelo homem no transcorrer histórico. O suo da imagem está sendo muito utilizado nessa última década, veiculando diversas informações de forma rápida.

Com as imagens podemos criar diversas possibilidades de narrativas visuais que transportam obstáculos lingüísticos e ampliam o nosso universo comunicacional e expressivo.

Em todos os espaços estamos permeados pelo uso da TV/Vídeo. Esses recursos têm feito parte de nossa formação, nos levando a compreender a realidade atual. Os recursos audiovisuais são veículos de manifestações artísticas e culturais.

Sugere-se utilizar programas de televisão para abordar as diferentes funções da Arte na sociedade. Já uma cena de novela é um bom exemplo para trabalhar os termos estruturais do diálogo e a construção de personagens.

O vídeo usado com a função de informação e de conteúdo de ensino traz grandes contribuições no processo de troca de informações para a construção do conhecimento.

Em História da Arte, pode-se mostrar um artista e suas obras, as diversas formas de se expressões culturais, fazendo ponte com as diferentes épocas históricas.

A utilização do recurso audiovisual é diversa. A Arte liga-se a esses recursos a fim de desenvolver a apreciação, o fazer artístico e a contextualização de seus movimentos.

“Salas de Leitura”

A partir das discussões em torno da leitura sugeridas pelos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) do Ensino Fundamental e, em consonância com a Proposta Curricular para o Ensino da Língua Portuguesa desenvolvida pela Secretaria Municipal de Educação de Rio do Sul (2008), o projeto Salas de Leitura entende e acredita que a leitura seja um processo ideovisual, apoiado em informações recebidas através da visão e das informações encontradas nas estruturas cognitivas do leitor. Assim, compreende-se a leitura como um processo interativo no qual a produção de sentidos acontece de forma partilhada.

Segundo o ponto de vista da estética da recepção associada a Hans-Robert Jauss (1979), percebe-se uma alteração substancial nos estudos críticos, pois as obras são examinadas sob a perspectiva do receptor. Ele é o eixo e é a partir do leitor que os textos são examinados. Em sua teoria da Estética da Recepção o conceito de receptor fundamenta-se em duas categorias: a de horizonte de expectativa e a de emancipação. Enquanto o primeiro é um misto dos códigos vigentes e da soma de experiências sociais acumuladas, o segundo entende o efeito atingido pela arte como uma liberação do destinatário das percepções usuais, conferindo-lhe uma nova visão da realidade.

Jauss (1979) entende a função da literatura como a relação desta com o seu leitor, defendem a premissa de que a arte não é reprodução dos eventos sociais, mas desempenha um papel atuante, ao fazer história e participar do processo de pré-formação e motivação do comportamento social. Ele concebe a recepção como um envolvimento intelectual, sensorial e emotivo com uma obra.

De acordo com a Proposta Pedagógica de Salas de Leitura (2008) a metodologia utilizada nos encontros de leitura acontece em dois momentos distintos. O primeiro denominado de leitura fruitiva e o segundo de leitura formativa. Para a primeira etapa, após o término da leitura e/ou contação não haverá nenhuma atividade de exploração lúdica, uma vez que seu principal objetivo é o contato com bons textos elevando-os à categoria de obra de arte.

Para a leitura formativa, serão feitas atividades de exploração lúdica sempre na perspectiva de formação do leitor competente, fazendo vistas à intertextualidade e desconstrução do clássico, relativizando verdades, levando à reflexão, promovendo o espírito crítico e criativo.

Nesse ponto e de acordo com Santos (2008) propõe a utilização do vídeo como forma de acrescentar os momentos da leitura formativa e a desconstrução dos Clássicos com a utilização do vídeo:

  • Desconstrução do Clássico. Produção de vídeos pelos alunos a partir de temas literários;
  • Leitura de imagens a partir de cartuns, propagandas, noticiários, novelas de época etc.
  • Releitura de diversos vídeos em envolva a Literatura;
  • Revisitamentos de obras. Exemplo de vídeo: Deu a Louca no Chapeuzinho Vermelho, Menina Má Ponto Com...
  • Gravação de poesias em programas de áudio e vídeo.
  • Filmagens de eventos produzidos pelas Salas de Leitura: chás ou saraus literários, encontro com o escritor, clube da leitura e etc.
  • Postagens dos vídeos produzidos pelos alunos em blogs.

Após a seleção prévia do material a ser utilizado nas Salas de Leitura, o professor poderá organizar as suas aulas utilizando uma das estratégicas acima citadas e assim, desenvolver atividades promotoras de leitura.

Os vídeos utilizados deveram ser utilizados como ferramenta pedagógica, a fim de ampliar o universo da leitura dos alunos e desenvolver o gosto pela leitura em geral.

Nesse sentido, as salas de leitura são espaços essenciais para o exercício de práticas leitoras, de modo que a leitura e, em especial a Literatura, possa ser vivida das mais diferentes formas. O trabalho nesses espaços aponta a formação de leitores capazes de dialogar com diferentes textos e seus respectivos suportes textuais. Assim, propõe-se a convergência dos textos encontrados nos livros com os que circulam na TV e em vídeos, uma vez que, segundo a concepção do educador Paulo Freire: “a leitura de mundo precede à leitura da palavra”.

Em todas as áreas do conhecimento podemos utilizar dos recursos da TV/Vídeo. Basta para isso, conhecer o material e interligá-lo ao assunto que queremos desenvolver.

Esses recursos têm que ser usados como propiciadores de conhecimento, incentivadores, encantadores nas aulas e não como mais um recurso para entreter os alunos.

A sua eficácia se faz quando promove mudanças, acrescentando algo de importante na vida dos alunos.

Se atualmente temos essa gama de informações tecnológicas, façamos que elas sirvam como instrumentos no processo de ensino aprendizagem ao favor de uma educação de qualidade.

2.2.1.1 O Vídeo como Meio de Expressão.

Desde invenção da TV e durante alguns anos, os programas televisivos eram transmitidos ao vivo. Os equipamentos mais antigos não suportavam a gravação de sons e imagens em fitas magnéticas.

De acordo com o dicionário Michaelis (2008),vídeo é parte de um equipamento de circuito de televisão que atua sobre os sinais de imagem e permitem a percepção visual das emissões.

Para o Curso TV na escola, o vídeo é entendido como:

“Chama-se hoje vídeo a toda mensagem audiovisual registrada em fita, desde gravações de programas de TV e filme através de videocassetes a mensagens produzidas em câmeras de vídeo por amadores”.

A maioria das escolas públicas brasileiras já possui esse recurso, que auxilia no processo de gravação de programas educativos como os da TV Escola. Essas gravações servem como apoio didático para os professores, o que sugere que seja montada uma videoteca com todo esse material, para que posteriormente possa ser usado durante as aulas das diversas disciplinas.

A videoteca escolar deve ter como característica principal, a disseminação do conhecimento produzido por vídeo.

O vídeo escolhido corretamente serve para ampliar o conhecimento dentro da sala de aula, fornece ao professor diversos procedimentos técnicos como: adiantar, congelar imagens, retornar, utilizar trechos escritos importantes e focalizar cenas com maior precisão.

Para isso o professor precisa ter disponíveis os seguintes equipamentos:

  • Aparelho de videocassete;
  • Antena parabólica ou receptor de satélite;
  • Câmera de vídeo ou filmadora digital;
  • Televisor.

Ressaltamos que o vídeo não é um meio audiovisual puramente reprodutor de imagens, mas uma tecnologia a favor da aprendizagem.

Ferrés (2001) nos recorda que o vídeo é um meio de comunicação e um meio de ensino.

Podemos analisar por esses dois prismas que se trata de um meio que possibilita para recepção de informações em massa e segundo como fonte propiciadora de análise e uso com fins pedagógicos.

2.2.1.2 Utilidade do Vídeo em sala de Aula

Podemos elencar diversas maneiras de se utilizar o vídeo na sala de aula, porém o nosso intuito não é oferecer uma receita pronta para aplicação, mas apontar meios de exploração. Antes de qualquer coisa cabe ao professor pesquisar, buscar diversos meios de aplicabilidade desse recurso e ver qual delas consegue se familiarizar.

Ferrés (1996) apresenta diversas maneiras de utilizar o vídeo como: veideolição, videoapoio, videoprocesso, programa motivador, vídeo interativo e etc.

A seguir trataremos de algumas dessas utilidades.

Informação de conteúdo de Ensino

Apresenta-se a informação de maneira sistematizada como o vídeo aulas ou tele aula, que atualmente encontramos nos programas educativos ou no Sistema de EAD. A outra forma é usar o vídeo comum, tipo filme, documentário, desenhos que podem ser explorados com múltiplas abordagens.

Motivação

Os vídeos devem ser utilizados como estimuladores da aprendizagem. Antes de iniciar um novo assunto, utilizar um vídeo desse teor seduz os alunos a adentrarem no espaço imagético.

Para motivar alguém é claro que precisamos antes estar motivados, isto quer dizer, com vontade de fazer algo que nos traga prazer. Desse modo, transmitir para os outros essa vontade.

Os meios audiovisuais por si só, já encantam a todos com as suas reflexões, é como entrar em espaços que nos levem a sonhar, refletir, seduzir nossas emoções para um melhor entendimento dos fatos.

Ilustração

A ilustração é uma arte pictórica que amplia nossos sentidos e têm diversos significados e significantes. Ela pode elucidar, explicar, exemplificar, adornar filmes e vídeos. Auxiliam no enriquecimento do produto, daquilo que se pretende apresentar em sala de aula.

Meio de Expressão

Dentro de todos os meios acima mencionados, o meio como expressão é um termo inovador. Expressar-se significa demonstrar através de algum meio algo que você conhece ou domina. Temos uma amplitude de meios pelos quais podemos nos expressar e um dele é o vídeo.

Incentivar nossos alunos a se expressarem através de gravações próprias é um excelente meio de educar-lhes para a tecnologia. Dessa forma eles poderão apreciar as próprias produções e reverem seus aspectos comunicacionais.

Como podemos ver o vídeo nos traz inúmeras possibilidades de uso, para isso, se faz necessário que o professor antes de tudo domine essa mídia. A ação de domínio requer constante pesquisa e reflexão quanto ao seu uso.

O vídeo bem empregado em sala de aula trará inúmeros benefícios a aprendizagem dos alunos, basta que para isso seja usado com intencionalidade pedagógica.

2.3 ENSINO POR ÁUDIO E VIDEOCONFERÊNCIA NO SISTEMA DE EAD

O questionamento inicial tem como bases investigativas, conhecer as funções didáticas do áudio e da videoconferência e como essas tecnologias pode ser usada como instrumentos ao ensino e na aprendizagem do Ensino a Distância.

Para responder esses questionamentos, encontramos em Garrison, grande apreciador das tecnologias algumas dessas respostas. Segundo ele, a essência principal do ensino e da aprendizagem é a comunicação, com ela o professor e aluno se relacionam e trocam suas prelações e consecutivamente tecem a comunicação. O ensino e a aprendizagem se dão quando há uma qualidade significativa durante a comunicação.

Ele ainda afirma que essas duas tecnologias, ofertam ao estudante auxílio e apoio por meio da comunicação, ainda mais no ensino a distância que tem bases estruturais na independência e no isolamento.

Diversos países já estão aderindo às idéias sociais de Garrison no se refere ao ensino a distância. A proposta dele é de tornar a teleconferência como argumento para falar de uma segunda geração de EAD que certamente mudará as suas bases estruturais.

Garrison (1993 apud PETERS, 2006) argumenta em seu projeto Multifunction microcomputer enhanced áudio teleconferencing com (1993ª), que por meio dessas tecnologias de comunicação, pode-se resgatar o diálogo que é tão importante na relação professor e aluno. Esse fato trará para o ensino à distância mudanças promissoras. Ele continua argumentando que com os meios de comunicação reportaria aos telestudantes, o mesmo que ocorre com os estudantes no ensino presencial. Garantindo assim, a qualidade no processo de ensino e aprendizagem.

Desse modo a EAD seria vista por outro prisma e mais facilmente aceita no universo acadêmico.

Em termos gerais, pode-se dizer que o áudio e o vídeo unido a outras inovações tecnológicas, ligariam vários grupos de estudo ao mesmo tempo pelo sistema de banda larga (ISDN) ou por via satélite. Esse molde didático propicia uma nova forma de estudo que ultrapassa grandes distâncias e pode ser dirigido a partir de um local de base por um docente.

Na prática desenvolveram-se segundo Keegan quatro tipos de teleconferência:

Tipo 1: Dois caminhos de áudio. Conversas entre docente e discente por uma linha de áudio.

Tipo 2: Dois caminhos de áudio e um caminho de dados. Além da conversa por esta linha de áudio, há também transmissão de dados.

Tipo 3: Um caminho de vídeo mais dois caminhos de áudio. A aula é transmitida de uma classe base para diversas outras classes por meio de um canal gerador de imagem, via satélite.

Tipo 4: Dois caminhos de vídeo mais um caminho de áudio Docente e discente se comunicam através de uma ligação audiovisual em tempo real.

Essas formas de teleconferências provocam um grande boom no ensino à distância em relação ao antigo sistema usado por correspondência que ainda é utilizado por muitas universidades americanas. Já as Européias garantiram ao ensino e ao processo de aprendizagem, a utilização dos meios tecnológicos em suas universidades através da constituição de convênios com as universidades membros.

Essa forma diferenciada de ensino a distância tem idéia de uma sala de aula ampliada, isso significa que um docente se encontra na frente de um grupo de estudantes e realizam a comunicação em tempo real.

Outros autores reconhecem que esse novo sistema também apresenta as suas desvantagens, porque haveria uma economia em relação ao número de docentes nas universidades conectadas e pelo fato de alguns alunos acharem os discursos maçantes.

O atraente nesse novo contexto é que basicamente os docentes devem ter afinidade com esse novo modo de apresentação nas aulas. Keegan resumiu essa atitude, denominando a teleconferência presencial a distância.

Apesar da descrença em relação a essa nova didática no EAD, devemos levar em conta a sua propagação por todo mundo nesses últimos cinco anos. Sem dúvida poderia citar diversos nomes de projetos que se utilizaram da teleconferência, o mais importante a se destacar que essa metodologia não reproduz as aulas costumeiras tradicionais, Também não é a única forma de se transmitir o saber, mas apenas exercem conscientemente determinadas funções didáticas no todo do sistema do ensino a distância, que em sua maioria devem ser analisadas e testadas em prol de uma educação de qualidade.

2.3.1 A Influência das Novas Tecnologias no Sistema EAD

As novas tecnologias digitais adentraram todos os espaços de nossa vida, numa proporção que talvez não tenhamos consciência desse fato e como elas modificaram as bases estruturais da nossa vida.

O mesmo acontece nos sistemas de ensino tanto presencial como a distância.

No sistema de EAD, as tecnologias digitais são confrontadas com um desenvolvimento tão veloz, que a sua utilização como recurso didático ultrapassou todos os outros recursos didáticos.

Atualmente temos o computador que tem a capacidade de armazenar uma grande gama de informações que em alguns instantes. Num piscar de olhos buscamos informações e elas se colocam sobre a tela, numa velocidade imaginável. Aqui não podemos deixar de citar a conexão mundial em rede, que abrange todo o mundo na troca de informações e comunicação que antes do século XXI era feito por máquinas com pouca sofisticação e com custo alto.

Com essa revolução tecnológica a educação toma novos rumos, principalmente no que se refere na didática do ensino a distância e Peters (2006) afirma que: “a teleconferência e o computador pessoal modificam a concepção didática do ensino a distância de tal maneira que já agora se fala de uma segunda e uma terceira gerações dessa forma de ensino e aprendizagem.”
As novas tecnologias proporcionam formas ampliadas no ensino e na aprendizagem no sistema EAD. Elas trazem várias possibilidades o que torna a aprendizagem mais atrativa e eficaz. Para que o docente tenha a sua disposição um leque de novas possibilidades didáticas.

Peters (2006) nos apresenta também, os principais métodos de ensino a distância, utilizando as tecnologias como recurso didático. Essas apresentações são fruto de uma pesquisa do qual ele pode conhecer a realidade de diversas universidades americanas e européias apresentando as suas contribuições e seus anseios relativos ao uso das tecnologias e as modificações necessárias na didática de EAD.

No entanto vamos nos ater ao uso específico do áudio e vídeo no sistema de educação à distância.

O questionamento inicial se faz em relação das reais funções didáticas dessas tecnologias no ensino a distância. Quem nos responde essa questão é Garrison (1993 apud PETERS, 2006). Segundo ele essas duas formas poderiam ser resumidas como sendo a essência de todo esse processo seria a comunicação entre docente e discente.

Para ele a comunicação é a principal ferramenta, porque mestre e aluno através de um diálogo bidirecional tecem relações que proporcionam aprendizagem e também se utilizam desses recursos como meio de ensino.

Garrison (1993) tem como proposta de trabalho tornar a teleconferência como argumento para o surgimento da segunda geração de ensino a distância, passando assim por grandes modificações estruturais.

Entendemos por teleconferência a conferência que se efetua simultaneamente em um ou mais lugares distintos.

Podemos assim dizer que por meio digitais de comunicação, estaria garantido por meio deles o diálogo no futuro do sistema de EAD.

A teleconferência dar-nos a idéia de uma sala amplificada, onde um docente estaria com uma turma presencial ministrando sua aula e essa aula também seria assistida por outras turmas em lugares diferentes.

Não estamos muito distantes dessa realidade, porque atualmente temos diversas universidades que se dedicam ao ensino a distância e utiliza-se de diversos recursos digitais para proporcionarem aos seus alunos um ensino de qualidade. Temos conexão em rede, aulas que são transmitidas em tempo real através de satélites, módulos impressos com impressoras a laser, chats durante as aulas presenciais que proporcionam o efetivo diálogo entre professor e aluno.

O mais fantástico dessa exposição é de que o ensino a distância aliado ao uso das tecnologias digitais proporcionam para milhares de pessoas, a inserção no universo acadêmico, melhorando a qualidade de vida, realização profissional, enfim, responde aos anseios de uma sociedade que vivencia a era midiática.

No que tange ao professor, esse para que realmente utilize dessas ferramentas ao favor do ensino e da aprendizagem, deverá ter primeiro, vontade e suportes didáticos, segundo necessita de formação e aprimoramento constante.

A nossa realidade brasileira, já deu grandes avanços, mas ainda a formação necessária ao do uso das tecnologias de informação e comunicação digital são para um grupo minoritário e as nossas escolas públicas ainda não disponibilizam desses recursos tão avançados.

3 DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA

3.1 A ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL NO MUNICÍPIO DE RIO DO SUL

Antes de iniciarmos todo o desenrolar de nossa pesquisa, temos que prioritariamente citar a mídia televisiva, para que posteriormente possamos adentrar no universo midiático do uso vídeo. Pois segundo MORAN (2008) o vídeo está ligado umbilicalmente à televisão. Sendo assim, seu uso sem esta é praticamente impossível.

A modernização ocorrida no mundo nessas últimas décadas superou as mudanças ocorridas ao longo dos milênios. Com a chegada da era globalizadora, as informações transmitidas chegaram até nós, em um volume intenso, fazendo com que nossos alunos tenham cada vez mais informações a sua disposição, através da internet, televisão, vídeo, rádio, celular, etc.

O interesse de pesquisar sobre a “Utilização do Vídeo na escola de Tempo Integral é exatamente para verificar como os professores se utilizam desse recurso em suas aulas e se esse recurso audiovisual está suprindo as necessidades pedagógicas tão necessárias para o desenvolvimento cognitivo, social e psíquico dos alunos.

Quando pensamos em Escola de Tempo Integral, devemos reportar nossas lembranças a Anísio Teixeira e a Escola Nova, que relacionada a este novo Projeto de Rio do Sul, abrange idéias e práticas educacionais transformadoras. A concepção de educação integral de Anísio aprofundou-se com base no pensamento de Dewey, no pragmatismo, na compreensão de que o homem se forma e desenvolve na ação, no fazer-se e não por algum movimento exógeno de aprendizagem formal.

Partindo das premissas de que a educação integral deve ser transformadora e não multifacetada, é que o Município de Rio do Sul acreditando numa educação de qualidade e Empreendedora está se preparando para ofertar o período integral para todos os Centros Educacionais de Rio do Sul. Para isso, inaugurou a primeira Escola Modelo I no ano de 2005. E segundo seu projeto Educacional a Escola de Tempo Integral visa atender crianças e adolescentes das Escolas municipais de Rio do Sul em torno de uma proposta pedagógica que responda às necessidades básicas dos alunos, passando a oferecer além de uma educação de qualidade no turno regular, oficinas pedagógicas no turno inverso, atendendo os estudantes de forma completa. Além de profissionais capacitados e materiais didáticos pedagógicos, cada estudante recebe três refeições diárias, garantindo melhores condições para o seu aprendizado.

São ofertados no currículo da Escola de Tempo Integral de Rio do Sul, curso 1°Emprego, oficinas interativas de: Letramento, Matemática e Lógica, Artes Cênicas, Artesanato, Xadrez, Artes Marciais, Atletismo, Idiomas (Italiano e Espanhol), Empreendedorismo. Na disciplina de Empreendedorismo os alunos são orientados para desenvolver competências e habilidades voltadas para a implantação e administração de novos negócios.

Assim a Escola de Tempo Integral no Município tem um sistema diferenciado das propostas apresentadas no Brasil. O projeto para esse fim foi denominado Escola Modelo. Esse se diferencia dos outros, porque além de ofertar um período ampliado de permanência dos alunos na escola não funciona dentro dos Centros Educacionais de Ensino Fundamental. Tem espaço próprio para atender os alunos no período adverso, e um currículo com atividades diversificadas dentro de um espírito empreendedor.

A princípio estão sendo atendidos os alunos que estão matriculados e freqüentam regularmente o Centro Educacional Pref. Luiz Adelar Soldatelli e o CE. Pref. Matheus Alves Conceição, porém houve a necessidade de ampliar o projeto, porque a demanda reprimida é grande. Desse modo, foi construída a segunda Escola Modelo no bairro Rainha. Essa escola tem a capacidade de atender mais ou menos 1.500 alunos da Rede Municipal de Ensino e tem como proposta além do atendimento integral exigido por lei, desenvolver atividades que despertem nos alunos novos talentos, com bases na Pedagogia Empreendedora.

A Educação Empreendedora aplicada na Escola Modelo ao contrário do que o nome sugere tem suas bases teóricas voltadas para realização do sonho de cada pessoa. O empreendedor é aquele que busca a realização de seu sonho que devem ser construídos a partir dos sonhos coletivos.

3.2 ANÁLISE DOS RESULTADOS DA PESQUISA

O presente trabalho visa entender como os professores têm utilizado a TV e Vídeo no cotidiano escolar, na Escola de Tempo Integral (Escola Modelo I), que atende dois Centros Educacionais da Rede Municipal de Ensino da cidade de Rio do Sul-SC, com atividades diversificadas complementando o currículo básico em período oposto ao Ensino Fundamental séries iniciais e finais.

Através de observações realizadas no ambiente escolar, verificamos que a maioria dos professores se utiliza da TV e do vídeo para entreter os alunos nos horários de descanso após o almoço, na falta de professores, e nas aulas propriamente ditas sem intencionalidade pedagógica.

Esse fato despertou o interesse de conhecer mais de perto esse universo e para isso, foi aplicada uma pesquisa, através de coleta de dados, de maneira quantitativa e qualitativa. Foram entrevistados, no segundo semestre de 2009, 27 dos 37 professores da escola.

Responderam um questionário semi-aberto, perfazendo um total de 11 perguntas sobre o uso da TV e do vídeo em sala de aula abordando os seguintes aspectos principais:

1. Motivos que levam o professor a usar esse recurso.

2. Motivos que impedem à sua utilização.

3. Freqüência com que usa o vídeo.

4. Vantagens e desvantagens do uso da TV e do vídeo.

5. Aspectos pedagógicos.

6. Sugestões

Esta amostra corresponde a 73% do total dos professores que atuam nessa escola.

Primeiramente analisamos qual o motivo que faz o professor usar o vídeo na sala de aula. Onde 34% entendem que o vídeo pode ser utilizado para servir de apoio ao processo de ensino, já outros 20% acreditam que através da utilização do vídeo, podem-se fixar os conteúdos aplicados em aula.

O elemento menos apontado nessa questão foi que o vídeo desperta o interesse do aluno. Isso é um excelente elemento para posterior pesquisa junto aos alunos que estudam na Escola Modelo I, entendendo as suas preferências e quais os conceitos que eles já têm sobre o uso do vídeo na sala de aula.

Na segunda questão, 31% dos professores dizem não usar o vídeo na sala de aula, porque não há número suficiente de aparelhos disponíveis para uso e outros 25% não apontaram nenhum motivo. Cabe aqui ressaltar, que outras respostas mencionadas requerem apontamento, pois apareceram nesse contexto também a dificuldade de locomoção do aparelho e outros afirmam que se perde muito tempo de aula, porque tem que dar conta do conteúdo programático. Nessa última abordagem, dá pistas que o professor precisa conhecer as diversas possibilidades do uso do vídeo na sala de aula, porque se bem usado pode trazer inúmeras possibilidades pedagógicas para a sala de aula.

Infelizmente no curso de formação a maioria dos professores não aprende durante esse processo de formação a utilizar didaticamente os recursos, isto favoreceria muito à qualidade de suas aulas.

Na terceira questão, a maioria dos professores respondeu que usam o vídeo sempre que possível e 25%, afirma que se recorda de ter utilizado o vídeo muito poucas vezes. Isto nos leva a crer que apesar de eles entenderam que podem usar o vídeo como elemento de apoio em suas aulas, há falta de acessibilidade aos aparelhos, por não haver na escola número suficiente de aparelhos que atenda as suas necessidades.

Foram apontadas diversas vantagens, porém cabe analisar as mais citadas que foram em sua maioria, o vídeo como fixador de conteúdos e desse universo, 27% também aponta o uso do vídeo como elemento sensibilizador para despertar o interesse dos alunos num determinado assunto. Outros 22% diz que tem a vantagem de usar o vídeo na falta do professor.

Esse último fato apresentado nessa questão é que despertou o interesse de se pesquisar a utilização do vídeo na Escola Modelo I, pois como a Escola de Período Integral é um projeto que ainda está em fase de adaptação e tem um currículo diversificado, há alguns impedimentos de encontrar professores habilitados para as áreas específicas. Esse fato impediu que no início do ano letivo de 2009, o quadro funcional estivesse completo. Desse modo as Professoras Instrutoras tiveram que se adaptar com essa situação, utilizando-se, na falta de professores, do vídeo. Esses fatos podem ser observáveis no item apêndice dessa pesquisa.

O vídeo na Escola Modelo I é usado também no intervalo do almoço. Cada instrutora fica com certo número de alunos e coloca um filme para eles. A escola não possui um acervo técnico e esses vídeos são adquiridos pelas próprias professoras. Mesmo não tendo capacitação em torno do uso do vídeo, sentimos a preocupação das próprias professoras em selecionar filmes de acordo com as idades e de acordo com o interesse dos alunos.

No item cinco, os professores entrevistados responderam que a maior desvantagem em usar o vídeo, é a falta de preparo do professor para usar esse recurso com foco na aprendizagem. Mais uma vez a falta do aparato tecnológico é citada como elemento impeditivo. Outro apontamento feito por eles nessa questão é que as salas deveriam estar equipadas com TV e vídeo, por ser mais fácil de utilização. Também nada adianta ter uma sala equipada, onde o professor não saiba utilizar esses recursos.

Na questão seis foi solicitado aos professores que citassem nomes de vídeos que mais utilizam na sua prática docente. Chegamos às seguintes repostas, 47% dos entrevistados apontaram vídeos que se relacionem aos conteúdos programáticos. Neste ponto é bom esclarecer que apesar dos professores se utilizarem do vídeo com pouca freqüência, eles sem maiores informações sabem selecionar quando necessário os vídeos para se utilizarem em suas aulas. Outros 34% não possuem opinião formada, talvez por falta de esclarecimentos em relação ao uso do vídeo na sala de aula, enquanto recurso didático, utilização etc. Mais uma vez a pesquisa demonstrou que há necessidade de formação continuada em relação ao uso das mídias na educação.

Na sétima questão abordamos os benefícios trazidos a prática do professor com o uso do vídeo e 74% dos professores afirmam que o seu uso é benéfico, isto demonstra a compreensão que eles têm acerca do uso e os benefícios trazidos pelo uso da TV e do vídeo em suas aulas.

Na questão oito, os professores citaram em quais aspectos pedagógicos o vídeo contribuiu para o processo de ensino-aprendizagem e o mais apontado foi à contribuição do vídeo para fixação de conteúdos e 23% apontou que as suas aulas tornaram-se mais atrativas com o uso desse recurso. Todo o professor tem a finalidade de buscar meios para que aprendizagem do aluno se efetive e aqui demonstrou que o vídeo auxilia como meio complementar aos conteúdos e que as aulas se tornam mais atrativas. Então aqui cabe indagar por que os professores se utilizam pouco desse recurso?

Na questão nove os professores deram algumas sugestões para melhorar o uso do vídeo da escola, são elas:

  • 28% equipar as salas de aula;
  • 23% Criação de um acervo especializado;
  • 20% Criação de uma videoteca;
  • 18% Agendamento para o uso do vídeo;
  • 9% Planejamento das aulas pelo professor.

Na décima questão foi perguntado ao professor o que falta na sua prática, para que esse recurso seja mais utilizado nas aulas. 40% dos professores responderam que falta material e equipamentos e o restante apontam falta de capacitação para os professores e local apropriado para o uso do vídeo.

Esses dados nos reportam a questão nove, em que os professores dão sugestões para que seja montada uma videoteca na escola, com materiais especializados, que tenham equipamentos necessários para atender a demanda de professores. Nesse espaço é apropriado que tenha um profissional especializado em mídias, para dinamizar essa videoteca e promover informações a acerca do seu uso.

Com esse espaço seria solucionado o problema de locomoção dos aparelhos, falta de espaço adequado, falta de equipamentos disponíveis e um acervo mais especializado. Desse modo, o professor teria incentivo para colocar em seu planejamento aulas como eles mesmos citaram atrativos, utilizando os vídeos com complementares do conteúdo programático ou mesmo fixando os conteúdos.

Com essas sugestões certamente responderia aos anseios do professores quanto a sua prática pedagógica, pois quando temos conhecimento de como utilizar as tecnologias dentro de sala de aula, tudo se torna mais fácil e assim poderemos enquanto professor utilizar os meios tecnológicos a favor da educação. É claro que para aprimorar o nosso conhecimento temos que ser eternos pesquisadores e criativos diante das questões educacionais para que possamos levar o nosso aluno a aprender algo que seja significativo para a sua vida.

A décima primeira questão foi solicitada que respondessem sobre o que já perceberam em sua prática que possa ser considerado incorreto no uso do vídeo na sala de aula. 43% Apontam o despreparo do professor para o uso desse recurso audiovisual, 25% aborda a questão de se utilizar o vídeo sem finalidade pedagógica e outros 23% usar o vídeo como tapa-buraco.
As respostas demonstram que a maioria dos professores tem algum conhecimento em relação ao uso do vídeo, pois para que possam usar o vídeo com finalidade pedagógica eles devem primeiramente saber utilizar esse recurso. Isso só ocorre quando se é capacitado para tal. Eles não desejam que o vídeo seja usado só para entreter seus alunos ou para “tapar” ou ocupar o tempo de suas aulas, mas com finalidade. Desse modo eles se sentiriam mais seguros e incentivados a usar mais o vídeo na sala de aula.

Sugerimos que a Secretaria Municipal de Educação de Rio do Sul monte um plano de capacitação continuada em relação do uso das mídias na educação, principalmente para os professores que atuam na Escola Modelo I. Urge a necessidade de criar na escola um espaço destinado ao uso dos recursos tecnológicos, com material adequado, com acervo e ter uma pessoa capacitada nesse fim, para atender aos professores em relação ao uso das tecnologias.

Esperamos de esse modo ter suscitado algumas modificações, decerto a Escola Modelo I também solicita este aprimoramento, ainda mais por ter um currículo diversificado, onde as aulas devem ser mais atrativas, inovadoras, onde o lúdico encante e desperte no aluno a vontade de aprender sempre mais, porque as atividades diversificadas devem complementar a formação do aluno e não se tornarem algo repetitivo e desinteressante.

Temos a certeza que com o uso correto do vídeo estaremos atendendo essa proposta inovadora de educação.

4 CONCLUSÃO

Atualmente o mundo Globalizado nos oferta uma gama de avanços tecnológicos, dos quais aprendemos a conviver com eles e a usá-lo em prol de facilitar a nossa vida diária, mas não temos todo o conhecimento para manipulá-los corretamente. Esse fato também permeia os espaços escolares, onde dispomos da tecnologia, mas na maioria das vezes, não sabemos utilizá-las como ferramenta pedagógica, proporcionando novas experiências pedagógicas.

Percebemos também que a maioria dos profissionais da educação não tem preparo adequado para utilizar as tecnologias. Muitos alegam despreparo e falta de capacitação. O mesmo cenário está dentro da escola, com equipamentos insuficientes, instalações inadequadas, falta de materiais, poucos recursos e etc.

Não podemos mais pensar em educação de qualidade, sem que as novas tecnologias estejam colocadas lado a lado. Almejamos que a escola leve o aluno a interagir com esse universo de multiplicidade que as tecnologias nos proporcionam.

A escola deve assumir esse novo desafio da era midiática, sendo difusora de novas tecnologias, de novos conhecimentos, a fim de permitir que seus alunos tenham chances de participar da concorrência de mercado de trabalho, cada vez mais exigente.

A TV é um instrumento muito antigo que tem como função passar informações ao seu público, o mesmo se da para o uso do vídeo, sabendo utilizar de forma adequada certamente atrairá a atenção dos alunos, promovendo uma aprendizagem mais significativa.

Através de observações realizadas na Escola Modelo I, verificamos que a maioria dos professores se utiliza da TV e do vídeo para entreter os alunos nos horários de descanso após o almoço e na falta de professores. Por esse motivo, tivemos a intenção de pesquisar esse universo mais de perto, podendo assim, entender e trazer algumas contribuições para a escola.

Apesar de estarem utilizando a TV e o Vídeo para entreter os alunos, as pesquisas demonstraram que os professores da Escola Modelo I, possuem algum conhecimento em relação ao uso desses recursos. Os professores demonstram a necessidade de aprender a lidar com a tecnologia, pois não desejam só entreter seus alunos, mas trazer qualidade para suas aulas. Para isso se faz necessário que haja um processo de formação continuada, em relação ao uso das Mídias na escola e equipamentos em número suficiente para que todos tenham acesso, bem como disponibilização de um acervo.

Por ser uma escola inovadora que incentiva seus alunos a ampliação de seus conhecimentos através de um currículo diversificado, com certeza o uso desses recursos audiovisuais proporcionaria aos alunos o contato com a tecnologia e os tornariam aprendizes mais autônomos, participantes ativos da construção do conhecimento e saberem se relacionar de forma mais ativa com as novas tecnologias, fortalecendo esse novo projeto de Escola de Tempo Integral.

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ARTIGOS:

Revista Comunicação & Educação – Artigo de José Manuel Moran,. O vídeo na sala de aula. São Paulo, ECAD – Editora Moderna [2]: 27 a 35, Jam/Abr de 1995 (com bibliografia atualizada). Disponível em: < http://www.eca.usp.br>. Acesso em: 25 abr. 2009.

6 APÊNDICES

6.1 APÊNDICE A – Questionário

Nome:______________________________________________________________
Disciplina:_______________________________________DATA:___/____/___

QUESTIONÁRIO USO DO VÍDEO NA EDUCAÇÃO

Prezado professor, estamos realizando uma pesquisa sobre o uso do vídeo, para isso você só precisa responder as questões abaixo:

1)Qual o motivo que te faz usar o vídeo em sala de aula são:

( )É um elemento facilitador.

( )Auxilia a fixar os conteúdos programáticos.

( )Desperta o interesse dos alunos.

( )Serve como apoio no processo ensino/aprendizagem.

( )Torna as aulas mais dinâmicas e enriquecedoras.

2)Por quais motivos que você não utiliza o vídeo em sala de aula:

( )O vídeo está sempre com defeito.

( )Dificuldade de locomoção do aparelho

( )Tem que seguir data de agendamento

( )Os aparelhos estão em sua maioria estragados ou em manutenção.

( )Não tem um número suficiente de aparelhos disponíveis.

3)Com qual freqüência você usa o vídeo?

( )Pouca

( )Sempre que possível

( )Não usou esse ano

( )Usou no semestre

( )Usou uma vez por mês

( )Usou uma vez por bimestre

4)Aponte cinco vantagens sobre o uso do vídeo na sala de aula:

__________________________________________________________________________

5)Agora aponte mais cinco desvantagens sobre o uso do vídeo.

__________________________________________________________________________

6)Cite os vídeos que você mais utiliza em sua prática docente, seja desejar justifique a sua resposta:

R:________________________________________________________________________

7)O vídeo trouxe benefícios na sua prática pedagógica?

( ) SIM  ( ) NÃO

8)Em que aspectos pedagógicos o vídeo contribuiu para o processo ensino/aprendizagem do seu aluno. Cite alguns deles.

R:________________________________________________________________________

9)De algumas sugestões para melhorar o uso do vídeo na escola.

R:________________________________________________________________________

10)Professor, o que você acha que falta na sua prática, para que utilize mais esse recurso tecnológico.

R:________________________________________________________________________

11)Em sua prática docente, o que você já percebeu no uso desse recurso que pode ser considerado como incorreto?

R:________________________________________________________________________

7 ANEXOS

7.1 ANEXO A

Entrevista realizada com as professoras de apoio pedagógico (instrutoras)

Foram solicitadas as três instrutoras que relatassem abertamente sobre como o vídeo é usado na Escola Modelo, porque elas acompanharam todo o processo desde sua inauguração que foi no ano de 2005.

Segundo elas o uso da televisão iniciou quando surgiu a Escola Modelo. Desde início a falta de professores é um fato constante e por esse motivo, começaram a utilizar o vídeo para suprir essa demanda. Outro motivo para o uso do vídeo é a falta de espaço para realizarem outras atividades com as turmas que estão sem professor, porque o ginásio é reservado aos professores de Educação Física e dentro do pavilhão não pode usar jogos que utilizem bola.

Segundo ainda relato das professoras instrutoras, no ano de 2008 eles elaboraram um projeto com jogos pedagógicos, mas não obteve bons resultados, porque elas alegam que o dia-a-dia da escola é uma surpresa, pois sempre tem turmas sem professor, e elas necessitam atende-los. A falta de professores se da pelo fato de maioria das vezes, os cursos de capacitação são realizados durante o período de aulas, como também outras atividades educacionais.

A opção pelo uso da TV e o vídeo também foi usado para solucionar a questão do descanso dos alunos após o almoço. A Escola Modelo I é uma escola de período integral, do qual os alunos estão num período no ensino regular no CE. Pref. Luiz Adelar Soldatelli (prédio ao lado) e no posterior estudam na Escola Modelo, com ensino diversificado, tendo uma carga horária de 9 horas diárias.

Os alunos após terminarem o almoço ficavam brincando no pátio externo da escola e retornavam muito cansados, suados e alguns chegavam até a dormir em cima da carteira. Então, foi feito um pedido de televisões e DVDs. No intervalo do almoço as turmas são divididas e levadas para as salas é colocado um vídeo para os alunos assistirem até a hora de iniciar o período vespertino. Elas afirmam que os alunos assistindo um vídeo ficam mais tranqüilos e conseguem descansar um pouco para prosseguirem com seus estudos.

Os vídeos mais utilizados pelas professoras são de comédias, desenhos animados, ação, ficção científica e etc. Podemos visualizar que tanto a escola como as monitoras, possui um grande acervo pessoal de filmes que na sua maioria são pirateados.

7.2 ANEXO B

Tabulação dos Dados da Pesquisa- Questionário aplicado com os Professores

Esta pesquisa foi aplicada a uma mostra de 27 professores da Escola Modelo I entre um total na escola de 37 professores. Correspondendo uma amostra de 73% do universo pesquisado. A pesquisa foi aplicada no mês de novembro de 2009.

Nota: Algumas questões foram respondidas com mais de uma opção. Por esse motivo foram analisadas independentemente.

1)Qual o motivo que te faz usar o vídeo em sala de aula?

2) Por quais motivos você não utiliza o vídeo em sala de aula?

3)Com qual freqüência você usa o vídeo?

4)Aponte cinco vantagens sobre o uso do vídeo na sala de aula.

5)Aponte cinco desvantagens sobre o uso do vídeo.

6)Enquadre os vídeos que mais utiliza em sua prática docente.

7)O vídeo trouxe benefícios na sua prática pedagógica?

8)Em que aspectos pedagógicos o vídeo contribuiu para o processo ensino/aprendizagem do seu aluno?

9)Dê algumas sugestões para melhorar o uso do vídeo na escola.

10)Professor, o que você acha que falta na sua prática, para que esse recurso seja mais utilizado?

11)O que você já percebeu no uso desse recurso, em sua prática docente que pode ser considerado incorreto?


Publicado por: Adriana Soares Lourenço dos Santos

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