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A AVALIAÇÃO FORMATIVA EM AMBIENTES VIRTUAIS

Educação

Reflexões sobre a avaliação formativa no AVA e a escolha das ferramentas adequadas, pelo tutor, no sentido de promover a ação colaborativa, fazendo deste processo uma prática contínua e que esteja a serviço da aprendizagem.

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1. RESUMO

O presente trabalho apresenta reflexões sobre a gestão pedagógica no processo de ensino-aprendizagem em Educação a Distância (EaD), a partir do detalhamento da avaliação da aprendizagem, sob a perspectiva sócio-construtivista, destacando-se a avaliação formativa, os princípios que a fundamentam e a estrutura necessária para executá-la. Neste contexto, a pesquisa, de caráter teórico-descritiva, aborda, na visão de vários autores, os conceitos de avaliação formativa, a atuação do tutor como mediador da aprendizagem, a interatividade oferecida pelos recursos do AVA e, os critérios utilizados para dar sentido à prática avaliativa. Descreve o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) como um espaço onde a educação cooperativa encontra lugar para o seu pleno desenvolvimento e, salienta o uso das ferramentas do AVA, wiki, fórum, tarefa, chat e lição, analisando as funções e especificidades de cada uma. Por fim, verifica-se, com a combinação entre duas ferramentas (síncronas e assíncronas) do AVA, uma com maior e outra com menor poder interativo, resultados que possam levar à otimização do processo de avaliação formativa promovendo a melhora do desempenho contínuo de avaliação do aluno através de um aprendizado mais dinâmico e interativo.

Palavras-chave: Avaliação formativa; interatividade; ferramentas do AVA.

Abstract

This paper presents reflections on educational management in the teaching-learning Distance Education (DE), from the details of the evaluation of learning, under the socio-constructivist, emphasizing the formative evaluation, the principles that underlie and structure needed to run it. In this context, the research of a theoretical-descriptive approach, in the view of several authors, the concepts of formative assessment, the actions of the tutor as a mediator of learning, interactivity offered by the resources of the VLE and the criteria used to make sense the evaluation practice. Describes the Virtual Learning Environment (VLE) as a place where education is cooperative place for its full development, and emphasizes the use of the tools of the VLE, wiki, forum, task, chat and lesson, analyzing the functions and characteristics of each one. Finally, it appears, with the combination of two tools (synchronous and asynchronous) VLE, one with higher and one with lower power interactive results that may lead to optimization of the formative assessment process, promoting continuous improvement in performance assessment of student learning through a more dynamic and interactive.

Keywords: Formative Assessment; interactivity; tools AVA.

2. Introdução

A avaliação da aprendizagem ainda é uma questão complexa no processo pedagógico e, foco de investigação e estudo tanto na modalidade de educação presencial quanto à distância.

O termo avaliação, segundo Luckesi (apud VALE, 2011) está relacionado a “dar valor a…”, atribuir um valor ou qualidade a alguma coisa, ato ou curso de uma ação. Referido autor propõe a avaliação de forma mais democrática, ou seja, não apenas um processo que quantifique a aprendizagem, mas deve ser assumida como instrumento de compreensão do estágio em que o aluno se encontra, objetivando tomar decisões para avançar no seu processo de aprendizagem.

A educação à distância (EaD), recurso tecnológico que atinge pessoas que antes não tinham o acesso a educação com qualidade, trouxe consigo novas possibilidades de avaliação através dos seus ambientes virtuais de aprendizagem.

Para Silva; Silva (2007) aprender num AVA significa planejar, desenvolver ações, receber, selecionar e enviar informações; estabelecer conexões; refletir sobre o processo em desenvolvimento em conjunto com os envolvidos.

Estudos realizados por Otsuka; Rocha (2005) colocam a avaliação formativa no centro do processo de ensino-aprendizagem, especialmente em EaD, pois esta modalidade permite acompanhamento e orientações contínuos aos aprendizes no decorrer do desenvolvimento de atividades no ambiente virtual refletindo uma aprendizagem em processo, e, em constante construção.

Através da avaliação formativa pode-se verificar o processo educacional para que ocorra uma melhoria contínua. É um processo avaliativo que busca constantemente o levantamento de informações, a análise das informações levantadas e, então uma ação em que a qualidade seja sempre aperfeiçoada.

O ambiente virtual apresenta várias ferramentas, sincrônicas (chat) e assincrônicas (tarefa, wiki, lição e fórum).  Estas mídias interativas utilizadas pedagogicamente tem o objetivo de auxiliar o aluno na compreensão do conteúdo e favorecem a avaliação formativa no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).

O processo de avaliação da aprendizagem, quando alinhado com a proposta educativa, tem nas interfaces do AVA espaços que potencializam suas estratégias. Cabe ao tutor conhecer o objetivo e a contribuição de cada ferramenta para a certificação do alcance do resultado esperado em cada atividade.

Neste trabalho são analisados os diferentes recursos, através das ferramentas disponibilizadas no AVA, om vistas à otimização da avaliação formativa, formas de favorecê-la e torná-la efetiva e real.

A pesquisa visa contribuir para a seguinte reflexão geral: a combinação de ferramentas, uma com maior interatividade e outra com menor interatividade, auxilia o professor na avaliação formativa no AVA?

Para responder a esta questão, são apresentados neste trabalho, os conceitos de educação à distância e suas especificidades, a partir dos referenciais de qualidade pautados na legislação que regulamenta esta modalidade. Enfatiza também, o desenho pedagógico, elencado ao modelo construtivista além de citar a função da equipe gestora e dos tutores para que os objetivos do ensino aprendizagem sejam alcançados.

Em seguida, aborda-se a avaliação formativa e sua estreita relação com as ferramentas Wiki, fórum, tarefa, chat e lição, disponíveis no ambiente virtual de aprendizagem detalhando qual a função de cada uma, pontos positivos e negativos, vantagens e desvantagens da utilização de cada recurso e o seu potencial interativo.

O levantamento teórico realizado é a referência que norteia a pesquisa e oferece parâmetros para discutir de que forma as ferramentas podem ser utilizadas de maneira combinada, duas a duas, fórum e tarefa, chat e tarefa, wiki e chat, lição e fórum, chat e lição, uma com maior e outra com menor interatividade de forma que possam auxiliar o professor- tutor no processo de avaliação formativa.

Este estudo, pretende contribuir com reflexões sobre a avaliação formativa no AVA e a escolha das ferramentas adequadas, pelo tutor, no sentido de promover a ação colaborativa, fazendo deste processo uma prática contínua e que esteja a serviço da aprendizagem.

2.1 Justificativa

A Educação a Distância vive hoje um momento de consolidação dos avanços que esta modalidade de ensino trouxe para a educação no Brasil.

O ambiente virtual de aprendizagem, recurso importante do ensino a distância, é um espaço de mediações, onde a educação cooperativa encontra lugar para seu desenvolvimento. Através de uma diversidade de mídias, tem objetivado, entre outros, a promoção de modalidades de aprendizagem e, se apresenta como ambiente propício à interatividade e à construção colaborativa (ALVES, BARROS, OKADA, 2009).

Como comporta diversas ferramentas, o AVA permite diálogo permanente, permeando a aprendizagem e o processo de avaliação da aprendizagem.

De acordo Silva; Silva (2007) é preciso encarar a aprendizagem como um processo de construção compartilhada do conhecimento, considerando que o papel da avaliação é o de contribuir para o processo de aprendizagem, e não apenas uma forma de averiguação de conhecimentos.

O Relatório Analítico da Aprendizagem a Distância no Brasil mostra que das 25 instituições de EAD que responderam o Censo de 2011, 36% consideraram a avaliação da aprendizagem, como um dos seus produtos mais fortes. Houve um aumento expressivo comparado ao Censo de 2010 onde a mesma pesquisa, considerou a avaliação da aprendizagem como ponto forte somente em 13% das instituições.

Entende-se que é de primordial relevância a realização de um estudo que apresente, sob o enfoque de uma abordagem teórico-metodológica, as questões que giram em torno da avaliação formativa e somativa a partir das ferramentas disponíveis no AVA, visando uma melhoria contínua da qualidade do processo educacional.

Com isso, esta pesquisa pretende responder as seguintes indagações:

  • De que maneira o ambiente virtual de aprendizagem pode favorecer a avaliação formativa?
  • Como intensificar a interatividade no AVA por meio de ferramentas digitais de forma a favorecer a avaliação formativa?   

2.2 Objetivos

2.2.1 Objetivo Geral:

Esta pesquisa tem como objetivo verificar, sob o foco da avaliação formativa, a partir da perspectiva da educação crítica, as combinações entre ferramentas de maior e menor interatividade no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).

2.2.2 Objetivos específicos:

  • Pesquisar sobre a legislação que trata do planejamento, implementação e gestão de educação à distância e seus referenciais de qualidade;

  • Compreender a avaliação formativa nos ambientes virtuais.

  • Verificar, na combinação entre as ferramentas fórum e tarefa, os resultados que possam levar a otimização do processo de avaliação formativa.

  • Verificar, na combinação entre as ferramentas chat e lição, os resultados que possam levar a otimização do processo de avaliação formativa.

  • Verificar, na combinação entre as ferramentas chat e tarefa, os resultados que possam levar a otimização do processo de avaliação formativa.

  • Verificar, na combinação entre as ferramentas wiki e chat, os resultados que possam levar a otimização do processo de avaliação formativa.

  • Verificar, na combinação entre as ferramentas lição e fórum, os resultados que possam levar a otimização do processo de avaliação formativa.

2.3 Metodologia

A pesquisa, teórico descritiva, se propõe a verificar a combinação das ferramentas do Ambiente Virtual de Aprendizagem - AVA no sentido de favorecer a intensificação da interatividade com vistas em uma avaliação formativa.

Utilizando o levantamento teórico e, tomando como base os conceitos de diversos autores sobre as ferramentas fórum, tarefa, wiki, chat e lição no Ambiente Virtual de Aprendizagem, serão investigadas as combinações na seguinte sequência: fórum e tarefa, chat e lição, wiki e chat, lição e fórum e chat e tarefa.

A partir das investigações feitas serão discutidas as vantagens e desvantagens da utilização combinada das mesmas, suas possibilidades na intensificação da interatividade e de que forma uma ferramenta de maior interatividade e menor interatividade pode facilitar a avaliação formativa no AVA.

A pesquisa contribuirá para a seguinte reflexão geral: a combinação de ferramentas no AVA auxilia o professor na avaliação formativa?

Pretende-se, através desta pesquisa verificar que o dueto de ferramentas, uma com maior interatividade que a outra e, suas combinações podem auxiliar o professor no processo de avaliação formativa, norteando suas ações, planejamentos e replanejamentos, na busca pela aprendizagem efetiva e real do aluno.

Deste modo, o grupo realizará a pesquisa considerando o objetivo proposto e, cada componente analisará e descreverá as relações entre as ferramentas do AVA, suas particularidades e potencialidades, tendo como foco a otimização do processo de avaliação formativa.

2.4 Organização do Trabalho

Na primeira parte do trabalho apresentaremos uma visão geral do TFC, contemplando a Introdução, a justificativa, os objetivos geral e específico e a metodologia.

Na seção 2, a partir de referenciais teóricos da literatura especializada, descreveremos brevemente sobre a gestão acadêmica e pedagógica de ensino-aprendizagem em ambientes virtuais, as formas de avaliação e o papel da avaliação formativa na efetivação da aprendizagem no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Neste capítulo são detalhados os objetivos e as funções das ferramentas fórum, tarefa, wiki, chat e lição e, a estreita relação de cada uma com a avaliação formativa.

Na seção 3, resultados e discussão, mencionaremos, a partir dos objetivos traçados, sobre a combinação no uso das ferramentas, fórum e tarefa, chat e lição, chat e tarefa, wiki e chat, lição e fórum, visando intensificar a interatividade e facilitar o feedback para a efetivação de uma avaliação formativa.

Nas considerações finais do trabalho, seção 4, faremos um desfecho das nossas impressões e conclusões sobre a combinação de duas ferramentas, uma com maior e outra com menor interatividade no ambiente virtual de aprendizagem.

Por fim, nas referências do trabalho, listaremos os autores citados na pesquisa.

3. Pressupostos teóricos

3.1 A gestão acadêmica e pedagógica de ensino-aprendizagem em ambientes virtuais

No Brasil a legislação que regulamenta a Educação a Distância - EaD é o Decreto nº 5.622/05. Em seus cinco capítulos ele apresenta as Disposições Gerais, caracteriza a EaD, traz instruções para o credenciamentos das Instituições de Ensino Superior - IES e para oferta de cursos tanto na educação básica como para os cursos superiores em EaD.

O parágrafo único do artigo 7.º, descreve que os Referenciais de Qualidade para a EaD, definidos pelo Ministério da Educação e Cultura - MEC, pautarão as normas para a regulamentação, supervisão e avaliação da mesma.

Assim, cada instituição escolhe a forma que o seu curso será avaliado para que esteja de acordo com os padrões de qualidade e para isso é necessário ter visão, missão e objetivos bem definidos.

Segundo Costa (2007), “as reais condições do cotidiano e necessidades dos alunos são fatores determinantes para o desenho pedagógico dos cursos, para a organização curricular e na seleção dos recursos tecnológicos a serem utilizados”.

Este desenho pedagógico é realizado por uma equipe gestora (gestão pedagógica) que irá assegurar, criar condições para que os objetivos do ensino e aprendizagem sejam alcançados. A gestão deve propiciar a articulação, integração de ações das equipes que atuam em educação à distância com planejamento, organização, acompanhamento e avaliação constantes.

A avaliação em educação a distância deve considerar o desempenho dos alunos, a eficiência e eficácia dos cursos e requer uma mudança de comportamento de ambos, de modo que se adaptem a essa nova modalidade educacional que objetiva a democratização da oferta de ensino em todos nos níveis de escolaridade.

De acordo com Dourado, Oliveira e Santos (2007) a qualidade da educação está intimamente ligada à avaliação, à medida que, ela pode ser expressa através dos resultados educativos obtidos no desempenho dos alunos.  Acompanhando esta análise, no entanto, devem estar também expressos as diversas variáveis que gravitam em torno do fenômeno educativo.

Ao implementar esta modalidade de ensino em uma instituição, necessário se faz definir sua filosofia de trabalho, as diretrizes pedagógicas que orientarão suas ações e sua estrutura organizacional.

A Lei de Diretrizes e Base - LDB é a ferramenta de apoio para o Plano de Desenvolvimento Institucional, como também para o Projeto Pedagógico que deverá reger os cursos oferecidos à distância.        

Coordenar uma instituição de EaD requer do gestor e de sua equipe uma diversidade de conhecimentos diferenciados, superação da visão fragmentada do conhecimento e, visão da estruturação curricular por meio da interdisciplinaridade e contextualização, grandes desafios deste novo modelo de educação.

A natureza desta nova modalidade de ensino, por si só, já define espaços diferenciados de atuação para os professores e alunos. A mediação do processo pedagógico nesta modalidade impõe-se na medida em que, o trabalho desenvolvido por uma equipe de tutores presenciais e a distância alcance o padrão de qualidade estabelecido (COSTA, 2007).

É preciso avançar, e isso significa neste momento da história desta modalidade de ensino, avaliar o que já foi feito, rever conceitos, adequar as ferramentas, conhecer as demandas; significa vencer os preconceitos quanto a sua efetiva eficácia na aprendizagem dos alunos.

3.2 Avaliação formativa no AVA

Nunes; Rodrigues (2012) afirmam que o sucesso no ensino-aprendizagem é consequência de um processo didático metodológico claro e bem conduzido, cuja missão é oportunizar a construção do conhecimento a todos. Neste sentido, ressaltam na busca da visão dialética, uma prática avaliativa inovadora, reflexiva, inclusiva e a serviço da aprendizagem.

Destaca-se aqui o teórico Vygotsk que, a partir da perspectiva sócio-construtivista afirma que a aprendizagem sustenta o desenvolvimento humano e a formação dos processos superiores se dá pela atividade instrumental humana. Para ele, aprender não é uma ação individual, mas, um processo dialético que envolve o social, as ferramentas e o mundo físico. (BRASILEIRO, 2012)

A abordagem sócio-construtivista possibilita compreender as possíveis rotas de desenvolvimento interativo onde sujeitos se constroem na mediação entre si e com o mundo: o diálogo é a interação entre sujeitos mediados pela linguagem, característica marcante dos ambientes virtuais de aprendizagem na educação à distância.

Para Miranda (2010) a interatividade, característica da proposta sócio-construtivista, não é apenas definida como a ação recíproca que se estabelece entre pessoas ou coisas, mas, precisa ser compreendida a partir da participação ativa do usuário, que interfere no processo com ações, reações e intervenções tornando-se receptor e emissor de mensagens que ganham maleabilidade, permitindo a criação de novos caminhos, pelos sujeitos.

Assim, a interação é marcada pela ação dialógica entre sujeito e técnica e, a interatividade promove uma nova relação entre alunos e professores e de todos com o conhecimento, ampliando ainda mais o papel do professor, que em suas ações passa a promover, através de uma intervenção pedagógica, a autonomia do aluno, ajudando a reelaborar o conhecimento existente. Ao professor cabe o papel de promotor‐interventor.

Faz-se necessário discutir o papel da avaliação e fundamentá-la a partir de um paradigma sócio-construtivista, configurando-a nos processos de aprendizagem, em seus aspectos cognitivos, afetivos e relacionais, considerando o aluno não como um receptor passivo, mas, como construtor e produtor do seu próprio conhecimento, sendo estimulado a ser um agente critico e autônomo na sociedade.

Como processo e, ligada intrinsicamente à aprendizagem, a avaliação permite feedback contínuo e, para Saccol; Schlemmer; Barbosa (2011), além de envolver diagnóstico e acompanhamento constante, objetiva a tomada de novos rumos, superação de dificuldades encontradas e, assim, impulsiona o desenvolvimento.

A avaliação é um processo que implica em critérios utilizados para dar sentido às produções dos alunos. Ao professor cabe a observação da qualidade de participação e produção, além da análise de como está ocorrendo à apropriação do conhecimento, ligados a discussões que estimulem o raciocínio lógico, interação e construção coletiva.

A avaliação da aprendizagem é reconhecida em três modalidades: avaliação diagnóstica ou inicial, avaliação formativa ou contínua e a avaliação final ou somativa e, todas constituem uma avaliação em processo, pois estão intimamente relacionadas.

Batista, Gurgel e Soares (2006) discutem os papéis e funções, das avaliações formativa e somativa e, a maneira como são conduzidas pelos professores no processo de aprendizagem. Para os autores a avaliação formativa ocorre durante o processo de ensino-aprendizagem fornecendo feedback a professores e alunos sobre o que o aluno aprendeu e o que necessita aprender, com o objetivo de fornecer um atendimento individual e solucionar possíveis falhas na aprendizagem.

Ainda neste contexto, para Otsuka; Rocha (2005) a avaliação formativa deve fazer parte do processo avaliativo em educação à distância, pois, sendo contínua permite identificar o estilo de aprendizagem do aluno e suas habilidades.

Os autores apresentam orientações metodológicas aos avaliadores e orientam sobre como favorecer os processos de avaliação formativa, através de quatro pilares: desencadear; observar e interpretar; comunicar e remediar. Por meio destes pilares, torna-se possível acompanhar o desenvolvimento dos alunos e, planejar ações que regulem o ensino-aprendizagem, tanto dos aprendizes quanto dos formadores (OTSUKA; ROCHA, 2005).

Gomez (1999) destaca que, os mecanismos de avaliação dos softwares de criação e manutenção de cursos na internet, os quais oferecem meios de avaliação altamente instrucionais e “realizam um tipo de cartografia simultânea do desempenho do aluno no curso”, possibilitam a presença de tutores, favorecendo a interatividade, sendo essa indispensável para a prática da avaliação formativa e continuada da educação, a qual deve ser contextualizada, flexível e presente durante todo o curso, postulando-se pela autonomia e cooperação como princípios básicos da educação.

Já, a avaliação somativa envolve a descrição, classificação e determinação de valores expressos em graus ou conceitos e, quando, “[...] conduzida ao final de um programa de avaliação, possibilita ao seu usuário fornecer elementos para julgar sua importância, seu valor e seu mérito no atingimento dos objetivos e metas propostas.” (BATISTA, GURGEL, SOARES, 2006, p. 7).

A avaliação requer a utilização de instrumentos que facilitam o registro, análise e sistematização do que é observado no ambiente virtual de aprendizagem e, estes são adaptados conforme os propósitos e objetivos prévios, além dos critérios já discutidos entre professores e alunos (OKADA; ALMEIDA, 2011).

Assim, a avaliação é elemento indispensável para a otimização do uso dos ambientes virtuais de aprendizagem e se bem planejada e organizada conduz à aprendizagem significativa, o sucesso do ensino aprendizagem.

3.3 A utilização das ferramentas do AVA no processo de avaliação formativa

O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) é um software, o qual disponibiliza ferramentas ou interfaces para promover a comunicação, oferecendo, ainda, inúmeras possibilidades para se fazer um diagnóstico pedagógico do aprendizado do aluno. Essas ferramentas podem ser síncronas ou assíncronas.

As Síncronas promovem a comunicação entre aluno e professor em tempo real, possibilitando um rápido feedback ao professor. Um exemplo a ser dado são os Chats.

A ferramenta síncrona é importante por que:

[...] é a ampliação de espaços de sociabilidade, possibilitando à criação de vínculos, o sentimento de pertença, a certeza de que existe do outro lado da tela alguém com quem se pode estar mesmo virtualmente. (ALVES; BARROS; OKADA, 2009, p.189).

Ao contrário das síncronas as ferramentas assíncronas não fazem a comunicação entre aluno e professor em tempo real, ou seja, a comunicação dá-se em momentos distintos, cuja vantagem é possibilitar ao aluno uma reflexão do que escrever, permitindo o registro de informações para que possam ser analisadas posteriormente.

É através do Ambiente Virtual de Aprendizagem que o professor-tutor tem acesso a ferramentas, a exemplo dos chats, fóruns, tarefas, wiki, lição e questionários e pode efetuar acompanhamento do aluno. Por meio destas ferramentas utiliza-se de dados coletados para fazer a avaliação da aprendizagem, pautado na interatividade que ocorre a partir da troca de mensagens postadas no AVA, estratégias de aprendizagem que potencializam a avaliação formativa (MIRANDA, 2010).

3.3.1 Fórum

O fórum possui uma enorme capacidade para a realização da avaliação formativa, inclusiva e emancipadora, uma vez que, através dessa ferramenta os alunos podem explanar suas ideias, trocar informações e debater com os outros participantes do curso, favorecendo ao professor verificar se seus alunos assimilaram determinado assunto.

Nesse momento, o docente, através da utilização de critérios claros poderá avaliar a reflexão do aluno destacando coerência, citações corretas e sua interação com o grupo, podendo, desta forma, orientá-los e, se necessário, adaptar sua estratégia de ensino para que possa trabalhar os erros, a fim de garantir o efetivo aprendizado. (LIMA, 2012).

O educador deverá ter como objetivo, no que se refere à avaliação da aprendizagem, averiguar se suas práticas avaliativas dão-se de forma a favorecer o sucesso na construção do conhecimento por parte dos alunos, uma vez que, no que tange ao fórum de discussão, a avaliação do professor para com seus alunos não parece tarefa fácil de ser realizada.

Neste momento a linguagem utilizada pelo professor ao passar a informação, deve alimentar no aluno o diálogo com conteúdo, pois segundo Hadji (apud FLORES, 2009, p.8) “somente assim, a avaliação pronunciada pelo professor poderá do ponto de vista da comunicação, tornar-se formativa”.

Vale ressaltar a importância dos fóruns na promoção da construção do conhecimento, num movimento dinâmico, em que há se bem conduzido, a participação ativa dos alunos em prol da formação de uma rede colaborativa de aprendizagem, com vista ao aprofundamento dos conteúdos trabalhados na sala de ambiente virtual e compartilhamento de experiências.

Outra questão que não se pode deixar de destacar é a mediação pedagógica, pois, como apontam Nunes; Rodrigues (2012), além de contribuir para a reflexão coletiva, demonstra aos alunos que há um acompanhamento através das intervenções claras e pontuais do professor, que deverá acompanhar esse processo de construção colaborativa de conhecimento não só em termos quantitativo, mas também qualitativo em relação às contribuições dadas pelos alunos nos fóruns.

3.3.2 Tarefa

Assim como o fórum, a tarefa também é uma ferramenta valiosa para o processo avaliativo, possibilitando ao professor acompanhar e avaliar o desempenho individual ou em grupo dos alunos no processo de construção do conhecimento, e estão voltadas para o desenvolvimento de habilidades e atitudes, sendo que os critérios de avaliação utilizados em cada disciplina ou curso são definidos pelo professor responsável.

No Moodle, a tarefa consiste na realização de uma atividade (texto, desenho, mapa conceitual, etc.) a ser desenvolvida pelos alunos e disponibilizada no AVA em forma de arquivo, de maneira que somente terão acesso ao seu conteúdo o autor (aluno) e professor, impossibilitando o compartilhamento com os demais participantes da comunidade virtual de aprendizagem.

Segundo Lima (2012), a tarefa é uma: “[...] ferramenta assíncrona para descrição ou enunciado de uma atividade a ser devolvida pelo cursista, que pode ser enviada em formato digital para o professor/tutor da plataforma”.

O aluno quando envia uma atividade ou emite uma mensagem aguarda com ansiedade um feedback. Existe uma necessidade de ver pontuados seus acertos, como também se for o caso, a sua necessidade de melhoria.

O professor quando trabalha com a avaliação formativa, deverá buscar oportunidades para apresentar ao aluno o seu feedback.

Segundo Perrenoud (apud FLORES, 2009, p.5),

[...] é formativa toda a avaliação que auxilia o aluno a aprender e a se desenvolver, ou seja, que colabora para a regulação das aprendizagens e do desenvolvimento no sentido de um projeto educativo.

Portanto, os critérios para a realização da avaliação formativa devem ser elaborados numa perspectiva qualitativa em que o conteúdo é sempre relevante, nesse ou em qualquer outro momento.

Nesse diapasão, cabe ressaltar que a tarefa poderá ser também utilizada como um meio de incentivar o aluno na busca do conhecimento através da pesquisa vista como princípio educativo, numa postura autodidata e autônoma.

Cabe ao professor garantir ao aluno o desenvolvimento assistido com o objetivo de alcançar o seu nível potencial de competência. A motivação está ligada diretamente com o recebimento do feedback. (FLORES, 2009, p.4)

3.3.3 Wiki

O Wiki é uma ferramenta disponível na WEB 2.0 que permite a criação, edição e compartilhamento de documentos de forma colaborativa na rede.  O nome wiki foi inventado por Ward Cunningham em 2001, para nomear um software, WikiWikiWeb, que significa na língua Havaiana - Web Ágil.

A metodologia do ensino a distância conta com esta ferramenta no ambiente virtual de aprendizagem que, conforme destaca Kenski (2004) possibilita o envolvimento de professores e alunos, o compartilhamento de informações e conhecimentos, sendo este o novo modelo educacional disponibilizado pelas tecnologias digitais.

Diante do apresentado, os envolvidos nesse processo se tornam autores, mediante publicações próprias, que em uma sociedade contemporânea devido à velocidade de informações oportunizadas pelo ciberespaço é essencial para um bom desempenho intelectual.

Komosinski (2000) destaca vários benefícios desta tecnologia colaborativa como desenvolvimento de habilidades de pensamento crítico por meio da discussão; a interação entre os envolvidos; desenvolvimento de habilidade de comunicação social; a satisfação do estudante ao reter as informações transformando-as em conhecimentos; estímulo ao trabalho de equipe com a participação individual sendo de extrema importância para o produto final.

A necessidade de desenvolver processos formativos com base na reflexão sobre a própria prática é o destaque de Almeida (2005), que observa por meio das necessidades contextuais a criação de condições para a autoria coletiva.

Do ponto de vista educacional a utilização da Wiki é uma vantagem, pois alunos envolvidos neste trabalho podem assumir o papel ativo de construção e reconstrução do conhecimento.

As redes digitais da Web Social trouxeram novas estratégias de trabalho, para a sociedade, dessa maneira as pessoas cada vez mais desenvolvem competências criativas e colaborativas, favorecendo a flexibilidade e criticidade, fatores importantes na construção do conhecimento em rede.

Os Wikis no contexto sócio-construtivistas são espaços de criação colaborativa que podem incentivar a partilha e o desenvolvimento de competências entre pares e que não podem deixar de ser integrados na avaliação, se forem efetivamente utilizados na aprendizagem. (VALENTE; MATTAR, 2007).

Assim o Wiki possibilita a aprendizagem significativa contribuindo para uma avaliação contínua, formadora e auto-reguladora, o que permite o debate facilitando a criação do conhecimento. Como todo processo de aprendizagem verifica-se também no Wiki, itens a se pensar quanto à eficácia da ferramenta, estudos apontam que a ferramenta só é útil se existir algum treino prévio.

Aplicada ao ensino-aprendizagem, depende da participação de professores e dos alunos, o que pode gerar problemas como: as interferências pontuadas pelos colaboradores estudantes de um mesmo grupo podem não ser entendidas e causar desagrado, resistências em compartilhar os trabalhos por receio de críticas, enfim os fatores psicológicos, sociais e culturais estão presentes nessa ferramenta digital, o que denota cuidados diferentes no processo avaliativo.   

Dessa forma Lèvy (1988) ressalta que Wiki é um local propício para um pensar coletivo - Inteligência coletiva - e, para pôr a funcionar "um cérebro cooperativo". Levando em consideração as análises de eficácia ou não dessa ferramenta, entende-se que não há como negar as contribuições benéficas que o Wiki traz para a verificação da aprendizagem por meio da avaliação formativa.

3.3.4 Chat

Segundo Pavezi et al. (2011), chat (Internet Relay Chat – Ire) é uma ferramenta de comunicação síncrona utilizada como bate papo que permite que mensagens escritas sejam trocadas simultaneamente.

O chat pode ser usado através de um programa, como o MSN ou ICQ, ou estar integrado em páginas Web. Estas ferramentas permitem discussões interativas entre duas ou mais pessoas através de uma ou mais salas para discussão de assuntos distintos e permitem que se enviem mensagens para todos os usuários conectados (GONZALEZ, 2005).

Para Corrêa (2007), um curso em EAD possui dois tipos de sala de bate papo: uma sala disponível o tempo todo e que são relacionadas ao tema do curso e outra sala que é agendada pelo monitor com um assunto específico e que as mensagens postadas pelo usuário estão sendo monitoradas, pois é um critério de avaliação do aprendizado do aluno.

De acordo com Silva; Silva (2008), a avaliação formativa pode ser efetuada utilizando-se ferramentas síncronas (chats) e assíncronas (lista de discussão, fórum). O chat possibilita a avaliação da capacidade de resposta imediata do aluno a questões propostas pelo professor/tutor e por outros alunos, bem como o acompanhamento do desenvolvimento de habilidades de síntese, análise, avaliação e senso crítico. Já a avaliação via fórum, pode revelar níveis mais complexos de aprendizagem, pois há possibilidade de os alunos lerem as respostas de seus colegas, elaborarem suas respostas e enviá-las em outro momento.

Para Salvador et al. (2012), a avaliação formativa pode se tornar um processo de aprendizagem colaborativa, na medida em que possibilita a interação e ajuste contínuo ao longo do desenvolvimento da aprendizagem, e não somente, restringindo-se à correção do produto final de uma atividade.

A aprendizagem se faz colaborativa nas interações entre sujeitos mais e menos experientes em determinado tema do conhecimento, estabelecendo uma correta relação entre professor e aprendiz. Ou seja, o chat permite uma avaliação formativa em tempo real uma vez que a interatividade ocorre no momento sem precisar esperar um período por uma resposta.

Silva; Pedro (2010) faz um comparativo entre os tipos de questões propostas no chat:

  • Questão aberta: participação dos alunos;

  • Questão comparativa: promove movimentos intelectuais;

  • Questão de síntese e exploração: proporciona o processo de construção do conhecimento.

Conclui-se que as discussões síncronas através do chat constroem o conhecimento e traz o desenvolvimento cognitivo dos alunos através de questões bem elaboradas pelo monitor. Estas também permitem a interatividade entre os alunos podendo, o professor, interferir quando achar necessário, dando espaço para que os alunos respondam aos questionamentos e compartilhem a troca de mensagens.

3.3.5 Lição

A ferramenta lição também é um recurso importante no Ambiente Virtual de Aprendizagem, caracterizada como objeto de aprendizagem de estudo autônomo.

Prado; Miiller; Cordenonsi (2011) a definem como ferramenta de interatividade assincrônica, pois permite incluir conteúdo em um curso de maneira flexível, como uma página web e testes de conhecimento.

Uma lição consiste em um número determinado de páginas, onde cada página termina com uma questão e uma série de possíveis respostas. Dependendo da resposta, passa para a próxima página ou é levado de volta para uma página anterior. As questões são usadas para testar a compreensão do estudante sobre o conteúdo e requer roteirização detalhada.

Oliveira (2012) classifica a ferramenta lição como linear e não linear, determinadas em função das respostas do aluno. Na configuração linear o aluno examina o conteúdo disponível e responde a uma pergunta e, se acertar avança para a seguinte. Se errar dever repetir a pergunta errada. Na lição não linear a sequência de visualização das questões varia de acordo com as respostas do aluno e permite adaptar o percurso de aprendizagem ao nível de conhecimentos demonstrados.

Cabe ao aluno à tarefa de responder um conjunto de questões pré-definidas e, ao sistema computacional, realizar a correção, deste modo o professor recebe uma nota como resultado final, enfatizando o produto de conhecimento.

Segundo Miranda (2010), é de grande relevância para a avaliação formativa a escolha, por parte do professor, da quantidade de tentativas possíveis ao aluno para responder às questões (desde que não sejam discursivas). Através dos dados contidos no relatório de atividades, poder-se-á verificar as questões que o aluno tentou repetidas vezes, a fim de trabalhar suas dificuldades e sanar suas dúvidas, buscando-se, com isso, o efetivo aprendizado do aluno.

Este objeto de aprendizagem, bem utilizado, permite integrar textos, imagens e vídeos através de páginas web a aplicação de exercícios, com caráter avaliativo complementar. Servem para avaliar o entendimento do conteúdo, além de possibilitar ao usuário fazer intervenções de forma organizada, uma vez que ele terá tempo para sistematizar suas respostas (PRADO; MIILER; CORDENONSI, 2011).

De acordo com Gusso (2009), algumas considerações devem ser observadas ao escolher essa forma de avaliação. É preciso verificar os objetivos e selecionar criteriosamente o tipo de avaliação de acordo com o que foi estudado. O autor afirma que os testes de falso e verdadeiro e as questões de múltipla escolha devem ser evitados, pois, não auxiliam na reflexão e análise crítica, requerem memorização e não argumentação pessoal, podendo ser usado como um dos critérios de avaliação, mas não o único.

Vale ressaltar que esta ferramenta potencializa o envolvimento dos alunos com os conteúdos aprendidos e também torna viável a consolidação da aprendizagem e o desenvolvimento de competências, mas de forma sistemática e com pouco potencial interativo.

4. Resultados e Discussões

4.1 A combinação no uso das ferramentas fórum e tarefa visando intensificar a interatividade e facilitar o feedback para a efetivação de uma avaliação formativa

Esta pesquisa tem como proposta a verificação da combinação das ferramentas fórum e tarefa do Ambiente Virtual de Aprendizagem - AVA no sentido de favorecer a intensificação da interatividade com vistas em uma avaliação formativa.

A pesquisa bibliográfica buscará, analisará e descreverá as relações entre as ferramentas do AVA, suas potencialidades e dificuldades, tendo como objetivo a otimização do processo de avaliação formativa.

A gama de dificuldades que a educação em nosso país tem enfrentado recebe das tecnologias da Informação uma aliada para a superação de alguns obstáculos.  

A distância geográfica, a falta de instituições de ensino, a falta de tempo para a locomoção nas grandes cidades entre outros problemas tem sido amenizado com a implementação de cursos de EaD.  A autonomia na aprendizagem e a mediação através de ferramentas do Ambiente Virtual de Aprendizagem têm sido amplamente utilizadas por alunos e profissionais.

Paralelo ao sucesso da educação aberta, no sistema formal de educação a avaliação começa a ser alvo de discussões.

Cobra-se qualidade no aproveitamento do aluno, na formação do professor, na gestão pedagógica da instituição.  

Surge então deste momento, uma diversidade de modelos de avaliação, que junto com uma variada produção teórica são aplicados no sistema formal de educação.

Segundo Perrenoud (apud ASSIS, 2012):

A avaliação deve, então, servir de orientação para que o professor possa realizar os ajustes necessários ao seu fazer didático de maneira a transformar as dificuldades em momentos de aprendizagem para seus alunos. Nessa perspectiva, a avaliação torna-se um “instrumento privilegiado de uma regulação contínua das diversas intervenções e das situações didáticas.

Sendo a EaD uma nova modalidade de ensino, os olhares e cobranças chegam com maior intensidade neste sentido.

A avaliação do processo de ensino-aprendizagem nesta modalidade é vista com muita desconfiança. A idéia de não ter o aluno presente e sobre os olhares do professor, parece desautorizar os resultados.

Surge então à necessidade de elegermos referencias para que a qualidade da Educação, e em especial na modalidade à distância possa ser medida

Apesar do crescimento significativo, do oferecimento por parte das instituições de ensino destes cursos, um grande número de incoerências em volta dos processos que norteiam a realização do ensino foi detectado nesta modalidade.

Dentro deste panorama e já tendo avançado algum tempo do surgimento da EaD no Brasil, torna-se importante refletir sobre sua eficácia à aprendizagem de seus alunos.  

Algumas propostas de avaliação têm surgido, embora estejam preocupadas mais com a avaliação dos meios e materiais de ensino utilizados, que com a efetivação da aprendizagem.

Nesse sentido, esta pesquisa busca respostas para algumas questões.

De que maneira o ambiente virtual de aprendizagem pode favorecer a avaliação?  Como favorecer a avaliação formativa no Ambiente Virtual de Aprendizagem?

Independente da modalidade de ensino, para alguns modelos de educação, avaliar tem sido sinônimo de fiscalização, controle, alcance de objetivos determinados, ficando o desenvolvimento do aluno em segundo plano.

No caso da Educação à Distância, uso da tecnologia não é a finalidade central, o objetivo deve ser a formação do aluno e não apenas proporcionar a informação através da utilização de meios e materiais da Tecnologia da Informação.

Segundo Miranda (2010), as mídias interativas utilizadas pedagogicamente, tem o objetivo de auxiliar o aluno na compreensão do conteúdo. Integradas ao Ambiente Virtual de Aprendizagem, tem a possibilidade de realizar o rastreamento do progresso do aluno em suas atividades, tornando-se uma aliada na para captação de informações que fortalecerá o processo avaliativo.

4.1.1 O fórum e a tarefa como mediadores entre o aluno e o objeto do conhecimento

Para Perrenoud (apud OTSUKA e ROCHA, 2005), a avaliação precisa ser contínua visando melhorar o processo de ensino-aprendizagem. Investir no seu caráter formativo implica em ir além da verificação das aprendizagens adquiridas. Fazer do ajuste contínuo, produto da observação do desenvolvimento da atividade, uma prática.

Para o alcance do objetivo de formar é preciso privilegiar o desenvolvimento de situações de ensino onde ações colaborativas proporcionem a troca de idéias, reflexões, interação, intervenções e onde os feedbacks possam colaborar com o pleno desenvolvimento dos envolvidos no processo de aprendizagem.

Aprender num AVA significa planejar, desenvolver ações, receber, selecionar e enviar informações; estabelecer conexões; refletir sobre o processo em desenvolvimento em conjunto com os pares; desenvolver a competência de resolver problemas em grupo e a autonomia em relação à busca, ao fazer e compreender (SILVA; SILVA, 2007).

O conhecimento não se produz apenas no recebimento pelo aluno das informações. A teoria sócio-construtivista afirma que ele é construído socialmente envolvendo a mediação, isto passa pelas relações sociais, afetividade e o ambiente de ensino.

Cabe ao docente abrir caminhos, apontar as possibilidades deixando ao aluno a possibilidade de significações livres e coletivas.  É a construção de conhecimento conduzida longe das rotas comuns e pré-determinadas, acontecendo pela exploração coletiva.

Diante disso, o papel do AVA com mediador entre o aluno e o objeto do conhecimento é fundamental.

Dentre todas as ferramentas que um Ambiente Virtual de Ensino e de Aprendizagem oferece, as ferramentas de comunicação síncronas e assíncronas se destacam por possibilitar, através da interação entre os participantes de um curso ou disciplina virtual, a construção de Comunidades Virtuais de Aprendizagem – CVA (DUARTE, 2010).

Um exemplo disto é o que acontecem nos fóruns, espaço assíncrono, democrático, onde os grupos compartilham as contribuições, trazendo uma variedade de dimensões de abordagem de um assunto e posições subjetivas.

A finalização do processo mediado por esta ferramenta trará com certeza um aprendizado significativo aos alunos envolvidos. A interatividade desta ferramenta contribui para a motivação e uma atitude colaborativa.

Surge aqui a seguinte questão: como intensificar a interatividade no AVA por meio de ferramentas digitais de forma a favorecer a avaliação formativa?

Acredito ser uma das ações necessárias, o acompanhamento da eficácia das ferramentas utilizadas, mesurando o nível de alcance de cada uma delas, na promoção do desenvolvimento de ações que intensifiquem a interatividade.

Em segundo momento, alguns equívocos precisam ser evitados, como por exemplo, a utilização de uma única proposta de trabalho. Descartar o uso de forma estática, sem uma permanente reformulação, dos modelos de abordagens dos conteúdos como se a homogeneidade dos ritmos de aprendizagens e níveis de desenvolvimento das inteligências existentes nos alunos fosse uma realidade.

Novos processos e ambientes de interação devem ser pensados com vistas o fortalecimento do aprendizado.

4.1.2 Planejamento de atividades com foco na intensificação da interatividade objetivando a avaliação formativa

Ao planejar o professor precisa ter claros os objetivos de sua atividade, ou seja, as habilidades, comportamentos e competências que deverão ser produzidos.

Deve determinar o que será avaliado visando à checagem do desenvolvimento do aluno em direção ao objetivo.

O processo de avaliação da aprendizagem quando alinhado com a proposta educativa, tem nas interfaces do AVA espaços que potencializam suas estratégias.

Segundo Macdonald (apud OTSUKA e ROCHA, 2005), “a avaliação deve ser apropriada não apenas a um conteúdo de uma ação de aprendizagem, mas também tem um importante papel no suporte à abordagem pedagógica adotada na ação”.  

Na abordagem da avaliação formativa, ela precisará ser informativa, respondendo os questionamentos e acrescentando caminhos para o processo de aprendizagem.

É a avaliação vista como instrumento mediador na troca constante de mensagens e significados que permeiam o caminho percorrido pelo formador e o aluno na busca por alcançar os degraus mais elevados do saber. HOFFMANN (apud BATISTA e GURGEL, 2006).

Baseado no referido pelos autores mencionados o Quadro 1 apresenta as principais contribuições das ferramentas no processo de avaliação formativa.

Quadro1. Objetivos e contribuição

Ferramenta

Objetivo

Principal contribuição

Fórum

Provocar reflexões a partir da leitura de um material didático.

Favorecer a construção colaborativa do conhecimento.

Oportuniza a avaliação dialógica, onde o formador pode acompanhar o desenvolvimento do aluno e a remedição das dificuldades apresentadas.

É adequado para o aprofundamento reflexivo dos usuários. (KENSKI, 2004)

Tarefa

Incentivar o aluno na busca do conhecimento através da pesquisa.

Promover a construção de uma postura autônoma na aprendizagem.

Permite a aluno uma análise das informações registradas antes de enviá-la ao professor.

Fornece ao professor material para acompanhar o crescimento do aluno possibilitando o feedback como ferramenta auxiliadora de sua formação. (FLORES, 2009)

Wiki

Incentivar a partilha e o desenvolvimento de competências entre pares.

Oportunizar o envolvimento do aluno a construção e reconstrução do conhecimento.

Possibilita o envolvimento de professores e alunos na construção e no compartilhamento de informações e conhecimentos. (KENSKI, 2004)

Auxilia o desenvolvimento de processos formativos com base na reflexão sobre a própria prática.

Chat


 

Favorecer discussões interativas entre duas ou mais pessoas através de uma ou mais salas para discussão de assuntos distintos.

Promover o desenvolvimento de habilidades de síntese, análise, avaliação e senso crítico.

Permite sanar as dúvidas sobre o tema discutido, durante o tempo em que estão conectados. (SILVA; SILVA, 2008)

Neste caso a linguagem utilizada pelo professor ao passar a informação, deverá alimentar no aluno o diálogo com conteúdo. (FLORES, 2009)

Lição

Testar a compreensão do estudante sobre o conteúdo em um momento da aprendizagem.

Medir a capacidade de raciocínio rápido e encadeado.

A possibilidade de verificar as questões que o aluno tentou repetidas vezes, a fim de trabalhar suas dificuldades e sanar suas dúvidas, buscando-se, com isso, o efetivo aprendizado do aluno. (MIRANDA, 2010).

Fonte: Elaborado pela autora.

Nas interações que ocorrem através das ferramentas do AVA, sejam elas assíncronas ou síncronas, a linguagem socializada pelo grupo é um dos elementos que irá fortalecer a ação colaborativa, o diálogo e a autonomia na construção do conhecimento.

Algumas ferramentas no entanto, não disponibilizam o acesso aos demais participantes(alunos/professores) para que a esta colaboração possa acontecer.

Cabe ao professor analisar o uso das ferramentas de acordo com a proposta da atividade dirigida.

A tarefa, uma ferramenta assíncrona, é uma delas.  

A comunicação entre o aluno e professor não acontece em tempo real. O intervalo de tempo entre a produção e a correção pelo professor não facilita a interatividade.

O objetivo desta investigação é identificar como o professor pode utilizar a combinação das ferramentas fórum e tarefa às atividades de avaliação, visando à motivação e condução dos alunos à aprendizagem.

Uma análise dos pontos fortes e fracos destas ferramentas a luz dos parâmetros da avaliação formativa se faz necessária.

O quadro abaixo traz um resumo comparativo entre as ferramentas seus pontos positivos e negativos.

Quadro 2. Pontos positivos e negativos.



 

Fórum

Pontos Positivos

  • Permite o registros de todas as participações para a análise e interpretação do formador/avaliador.

  • Permite a interferência do formador durante a construção coletiva dos saberes.

Pontos Negativos

  • Sem a supervisão do professor as discussões podem sair do propósito inicial.



 

Tarefa

Pontos Positivos

  • Promove a construção de uma postura autônoma na aprendizagem.

Pontos Negativos

  • Impossibilita o feedback (devolutiva) em curto prazo ao aluno.

Elaborado pela autora

4.1.3 O uso combinado do fórum e tarefa para a otimização do processo de avaliação formativa

Quando participam de forma colaborativa de um processo social do conhecimento, os alunos aprendem melhor.

Ao associarmos a tarefa, uma ferramenta de baixa interatividade com o fórum, facilitamos o acompanhamento do professor ao aluno durante seu momento de aprendizagem.

Por ser a tarefa, uma atividade onde o feedback só acontece em um tempo diferente de sua realização, corre-se o risco da desmotivação por parte do aluno.

Para Flores (2009), o estabelecimento de prazos para o feedback das atividades e o seu cumprimento, são importantes para que o aluno não decline em sua produtividade pela ausência das pontuações do docente.

O acompanhamento das tarefas, dificultado muitas vezes, pela sobrecarga de mensagens recebidas pelo professor, pode   impossibilitar o feedback contínuo, tão necessário para que o aluno receba o auxilio durante o processo da aprendizagem.

O uso do fórum combinado a tarefa otimizará o processo de construção do conhecimento do aluno.

Para a participação no fórum o aluno busca sempre um preparo, geralmente provido por leituras e pesquisas sobre o tema em discussão. O fórum exige de cada participante a responsabilidade com sua performance na colaboração grupal.

A sua colaboração será somada as demais e a compreensão do conteúdo ampliada através da colaboração de todos. Os alunos em estágios diferentes de entendimento do conteúdo

A avaliação de seus pares e a autoavaliação contribuirá para o fortalecimento de seu conhecimento.

A tarefa deverá proceder à discussão no fórum, pois ele auxiliará a organização do pensamento e possibilitará uma melhor execução da atividade proposta.

O fórum possibilita também ao aluno tirar dúvidas sobre a tarefa com o professor.

Este canal quando aberto para que as dúvidas sejam    manifestas, oferece ao aluno uma retroalimentação mais imediata.

A credibilidade na avaliação utilizada em Educação a Distância, avança à medida que, como tarefa didática seja permanente, buscando acompanhar o aluno na busca pelo conhecimento

5. Considerações finais

Existe uma grande preocupação dos que atuam na educação, quanto ao elevado número de cursos a distância que surgiram nos últimos anos.

Os parâmetros de qualidade estabelecidos pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC) tem sido a ferramenta para a análise da eficiência destes cursos. Entre os referenciais de qualidade na EAD, estão os sistemas de comunicação, que é a interação do professor-estudante, tutor-estudante e professor-tutor.

A construção do conhecimento ocorre a partir de um intenso processo de interação entre as pessoas e o meio.

A intensidade com que o professor auxilia cada aluno e a escolha de métodos que objetivem a maximização dos potenciais definirá o ritmo de desenvolvimento dos alunos. Entretanto, quando buscamos um parâmetro acerca dos resultados alcançados por meio da avaliação em EaD, percebe-se como comum, a ausência de uma reflexão mais elaborada a respeito dos instrumentos utilizados.

Na Educação á Distância(EaD), o Ambiente Virtual de Aprendizagem com suas diversas ferramentas proporcionam o diálogo permanente, permeando a aprendizagem e o processo de avaliação.

Ele favorece a avaliação formativa na medida em que, prioriza as diferentes formas de construção do conhecimento, tanto individuais como em grupo, durante o processo.

Esta pesquisa objetivou identificar ações que possam auxiliar o professor na otimização das atividades avaliação no AVA, visando à motivação e o acompanhamento dos alunos durante o processo de aprendizagem. Ela evidenciou que o acompanhamento do professor interfere no desenvolvimento do aluno.

Ao elegermos o desenho pedagógico dos cursos precisamos atentar para a seleção dos recursos e ferramentas tecnológicas com vista à dinamização do processo de aprendizagem.

A busca contínua pela ampliação das possibilidades para a elaboração do diagnostico pedagógico da aprendizagem do aluno deve ser o alvo.

Novos processos e ambientes de interação devem ser pensados com vistas o fortalecimento do aprendizado.  

Realizou-se uma análise teórica dos pontos fortes e fracos das ferramentas e como resultado, verificou-se que um aumento no potencial de interação das ferramentas surge quando são utilizadas de modo combinado nas atividades.

Recomenda-se aos docentes que trabalham na EaD a realização de estudos aprofundados dos objetivos e contribuições das ferramentas do AVA utilizadas com foco na avaliação formativa.

Um vazio destas informações muitas vezes, gera a inoperância da ferramenta usada em uma atividade. A escolha das ferramentas de avaliação deve estar aliada a determinação prévia das habilidades, comportamentos e competências que deverão ser produzidos pelos alunos deve estar

Ao elegermos o desenho pedagógico dos cursos precisamos atentar para a seleção dos recursos e ferramentas tecnológicas com vista à dinamização do processo de aprendizagem.

A busca contínua pela ampliação das possibilidades para a elaboração do diagnostico pedagógico da aprendizagem do aluno deve ser o alvo.

Novos processos e ambientes de interação devem ser pensados com vistas o fortalecimento do aprendizado.  

O uso combinado de ferramentas de baixa interatividade (tarefa, lição,) com outras de nível maior de interação (fórum, chat, wiki) facilitou o acompanhamento do professor ao aluno durante seu momento de aprendizagem. Entendemos que, a interatividade oferecida pelas ferramentas e o uso do feedback como instrumento dinâmico na produção de uma cultura positiva na avaliação, são partes de um processo para o crescimento do índice de credibilidade da educação nesta nova modalidade.

Esta pesquisa é apenas um ponto de partida. Desenvolver um plano que vise estabelecer uma ponte entre o que se apresentou neste trabalho e a prática da avaliação formativa, pela instrumentalização das ferramentas do AVA, é uma sugestão.

A realização de novas pesquisas, utilizando o modelo aqui apresentado ou com as adaptações necessárias, para que após as análises possa ter os resultados compartilhados com a comunidade acadêmica.

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Publicado por: ILMA FARIAS DE SOUZA

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