Topo
pesquisar

Olimpíadas

Educação Física

História das Olimpíadas, A tocha Olímpica, O Brasil em outras Olimpíadas, Nossos Heróis.

O Brasil nas Olimpíadas de
Atlanta 1996

Atlanta 1996
Centenário dos Jogos Olímpicos

O Brasil nas Olimpíadas 96

Índice:

História das Olimpíadas

A Tocha Olímpica

Natação

Tênis

Iatismo (Vela)

Vôlei

Vôlei de Praia

Judô

Basquete

Atletismo

O Brasil em Outras Olimpíadas

Participação Brasileira em Atlanta/96

Medalhas Brasileiras em Atlanta/96

Nossos Heróis

Bibliografia

História das Olimpíadas

Em honra a Zeus, a Grécia se reunia a cada quatro anos no Peloponeso, na confluência dos rios Alfeu e Giadeo, onde se erguia a cidade de Olímpia, que a partir do ano 776 a.C. cedeu seu nome para aquele que viria a ser a maior competição esportiva em toda a história da humanidade, os Jogos Olímpicos - mais tarde, genericamente Olimpíadas - , que teve como primeiro vencedor o atleta Coroebus, cingido por uma coroa trançada por folhas de louro, único prêmio e símbolo da maior vitória.

Invadindo a era cristã (disputava-se a 194a olimpíada, quando nasceu Jesus Cristo), manteve seu espírito esportivo e seu condão mágico de unir homens fazendo-os disputar desafios, até o ano 394 d.C., quando o imperador Teodósio II ordenou sua interrupção, parecendo então condenada ao desaparecimento, a se transformar em um dado histórico apenas. E por quase 1500 anos (exatamente 1492) foi assim, até a intervenção de um idealista francês, o Barão Pierre de Cobertin.

A princípio, apenas homens eram admitidos na disputa, da qual passou a fazer parte, quase como um símbolo, uma homenagem perpétua dos Jogos à Grécia, a Maratona, corrida de fundo na distância de 42 quilômetros e 500 metros, a mesma percorrida por um soldado grego, que a correr levou até Atenas a notícia da vitória de seu exército na batalha Maratona, cidade da Ática, onde se combatiam os persas. Dada a notícia, caiu morto, tornando-se sinônimo da tenacidade.

Atenas foi escolhida pelo Barão de Cobertin com muita propriedade para a retomada dos Jogos Olímpicos em 1896, passando a serem conhecidos como os Jogos da Era Moderna. Uma era que já não dava ao desporto o poder de interromper guerras, mas, ao contrário, era interrompido por elas. Nestes cem anos, o quadriênio olímpico silenciou seu toque de reunir nos anos de 1916, 1940 e 1944, durante a vigência das chamadas Primeira e Segunda Guerras Mundiais.

Dos 13 países que participaram dos Jogos de 1896, em Atenas, aos 187 países e 10.788 atletas presentes em Atlanta, na 26a Olimpíada da Era Moderna, mudaram conceitos, o amadorismo puro foi esquecido, o mercantilismo encontra cada vez mais espaço, os países investem milhões de dólares em suas delegações, os Jogos são a melhor vitrine que os participantes poderiam ter e a máxima do Barão de Cobertin (Importante é competir, não vencer) está cada vez mais esquecida.Mas, após cada Olimpíada, o mundo nunca mais é o mesmo.

A Tocha Olímpica

Na maior parte, as lendas dos povos antigos afirmam que o fogo foi enviado dos céus como dádiva divina. Na mitologia grega, Prometeu roubou o fogo dos deuses no monte Olimpo e deu-o aos humanos. O fogo era tão importante, que em algumas sociedades mantinha-se acesa uma chama perpétua. Na Grécia, muitas casas tinham uma lareira sagrada, que representava a vida ou o espírito das pessoas.

Durante os primeiros Jogos Olímpicos, em 776 a.C., realizou-se o sacrifício de cem bois a Zeus, e um sacerdote ficou postado na extremidade do estádio, segurando uma tocha. Os atletas correram até a extremidade do estádio em direção ao sacerdote, e o vencedor teve o privilégio de apanhar a tocha e acender o fogo do altar para os sacrifícios. A chama queimou simbolicamente durante os jogos em honra a este sacrifício oferecido a Zeus.

Os jogos Olímpicos originais destinavam-se a atiçar as chamas da adoração. Surgiram como festividades religiosas em honra a Zeus, supremo entre os deuses do Olimpo. Tais jogos foram realizados a cada quatro anos de 776 a.C. à 394 d.C., quando o "cristianizado" imperador romano Teodósio "decretou que as festividades pagãs deviam cessar". A Grécia, que na época fazia parte do Império Romano, obedeceu.

Tão irrevogável foi tal decreto romano, que no decorrer dos séculos o local original dos jogos olímpicos ficou perdido e permaneceu desconhecido até o século XIX. Daí sua redescoberta deu origem ao desejo de reavivar a tradição olímpica, de modo que em 1896 foram realizados os "Primeiros Jogos Olímpicos Modernos" pelo Barão francês Pierre de Cobertin, sendo a Primeira Olimpíada Moderna em Atenas.

Desde então, todas as Olimpíadas começam com o acendimento da tocha, e terminam quando é apagada a tocha.
Toda cerimônia de abertura começa a ser falada em francês e depois a língua do país. Essa é mais uma homenagem ao francês Pierre.

Natação

A natação está presente nos Jogos Olímpicos desde 1896, com um crescimento acelerado no número de modalidades e mudanças no esporte. No início, os atletas nadavam em mar aberto ou mesmo em rios (rio Sena, na França, em 1900) até que as primeiras piscinas fossem construídas (1908). Estilos e distâncias determinam as modalidades na natação.

Até a regulamentação dos movimentos na água, alguns resultados curiosos aconteceram: atletas recordistas nadaram com braçadas estilo borboleta ou submersos nas provas dos 200 m peito. A modalidade específica para o nado submerso só foi disputada uma vez, em Paris(1900).

A Piscina

Dividida em 8 raias, tem a profundidade mínima de 2 metros.

Temperatura da água: entre 26 e 27 graus.

As linhas com anéis plásticos que dividem as raias anulam em parte as ondas causadas pelo movimento dos atletas. No fim de cada raia, uma placa sensível registra eletronicamente os tempo de cada nadador.

O árbitro dá o sinal de saída e coordena os juizes.

A Largada

Decisiva para um bom resultado nas provas de alta velocidade.

Quando o juiz anuncia “aos seus lugares!”, os nadadores dirigem-se ao bloco de saída e ficam curvados. Devem permanecer imóveis até o disparo. Se alguém saltar antes, todo o procedimento é retomado.

Os nadadores que eventualmente provocarem uma segunda saída são desqualificados, mesmo que não tenham sido responsáveis pela primeira “queimada”.

Livre Virada

Movimento giratório rápido de braços. No arranque final, uma rotação de braços corresponde a seis batidas ritmadas de pernas. Na velocidade média, será dada uma braçada para cada três batidas de pernas. O nadador dá uma cambalhota na água e gira o corpo, retomando a velocidade pela impulsão das pernas.

Costas Virada

No aguardo da saída, o nadador fica de costas, com os braços encolhidos retendo o corpo, e pés na parede da piscina. Após a largada deve permanecer submerso por 15 metros. Na chegada pode tocar a borda com qualquer uma das mãos. Gira ao mesmo tempo em que inverte a direção do corpo. Submerso, as pernas em contato com a parede da piscina o impulsionam.

Peito Virada

Os braços se movem no sentido do peito até a superfície da água. Então, eles abrem até atrás sob a superfície para impulsinar o nadador. As pernas se distendem e se contraem no mesmo ritmo. A borda da piscina deve ser tocada com as duas mãos a cada virada. O nadador é obrigado a tocar com as duas mãos na borda da piscina, enquanto já se viram para o lado oposto. As pernas dão a impulsão contra a parede.

Borboleta Virada

É o estilo mais exigente. O movimento giratório dos braços em paralelo é combinado em ritmo com a batida das pernas. Na chegada, o nadador deve tocar a parede com as duas mãos O nadador é obrigado a tocar com uma das mãos na borda da piscina, enquanto já se vira para o lado oposto. As pernas dão a impulsão contra a parede.

Estilos e distâncias que determinam cada modalidade

50 m crawl (livre) 200 m medley
100 m crawl (livre) 400 m medley
200 m crawl (livre) 4 x 100 m livre e medley
400 m crawl (livre) 1500 m crawl (livre) -
100 m costas, peito e borboleta 4 x 200m crawl (livre) -
200 m costas, peito e borboleta 800 m crawl (livre) -

Atletas Brasileiros

O Brasil participou das provas dos 50, 100 e 200 metros livres para homens, do revezamento 4x100m também para homens e também nos 200 metros medley feminino.

As grandes estrelas da natação foram Gustavo Borges e Fernando Scherer, mas os outros atletas não fizeram feio. Gabriele Rose, a única mulher da equipe de natação, ficou em 22o lugar nos 200 m medley.

A equipe do revezamento 4 x 100 m livre masculino contou com a presença de Fernando Scherer (o Xuxa) e de Gustavo Borges (o Ganso) e ficou em quarto lugar. Não subiu ao pódio, mas mostrou que é uma equipe rápida, ficando entre as quatro melhores do mundo.

Gustavo Borges (prata em Barcelona, prata e bronze em Atlanta) é o primeiro brasileiro a conseguir 2 medalhas consecutivas em olimpíadas, sendo também o brasileiro com maior número de medalhas (3, no total).

Fernando Scherer (que até mesmo raspou a cabeça para diminuir o atrito entre a água e seu corpo durante as competições) ficou decepcionado com a quinta colocação nos 200 m livre (prova em que Gustavo ficou com a prata), mas não se deu por vencido. Na prova dos 50 m livre, ganhou o bronze. Estava tão feliz com a colocação, que nem mesmo percebeu a boca sangrando (devido a uma pancada que dera na floresta de microfones à sua frente) durante entrevista logo após a prova.

Os dois medalhistas voltaram para a casa como heróis, com direito a desfile em carro de bombeiros e tudo o mais. Além disso, Gustavo voltou para a casa não mais como o patinho feio que seguia para Atlanta, mas como um belo cisne, que anda nos dará muitas alegrias com suas vitórias. Já Fernando Scherer, consagrou-se, e o menino que sonhava com as medalhas de Atlanta, hoje se tornou um homem, reconhecido e aplaudido por todo o território nacional.

Parabéns aos nossos campeões!

Tênis

O tênis é um esporte que está presente nas Olimpíadas desde 1896, em duas modalidades para ambos os sexos: individual e dupla. Esse esporte foi o principal atingido pela dificuldade em se cumprir a regra olímpica de participação apenas de atletas amadores.

Devido à sua profissionalização pioneira em 1928 (criação da Federação internacional de Tênis - FIT) o esporte esteve ausente das Olimpíadas até 1988, quando ironicamente a exigência se inverteu: hoje, para poder participar dos Jogos, o atleta precisa estar ranqueado na instituição. Seus eventos descontínuos limitam-se às disputas em quadras cobertas de 1908 a 1912 e à formação de duplas mistas de 1900 a 1924. Aos dois atletas (ou duplas) perdedores da semifinal são entregues medalhas de bronze. Seu parente distante, o Tênis de Mesa, disputado nas mesmas modalidades, chegou aos Jogos somente em Seul (1988).

Atletas brasileiros em destaque

Cláudio Kano (Tênis de Mesa)
Fernando Meligeni (Tênis)
Lyanne Kosaka (Tênis de Mesa)
Mônica Doti (Tênis de Mesa)

Iatismo (Vela)

As categorias de vela diferem pela rapidez, as que requerem mais técnica, e pelo peso das embarcações, as que pedem mais força física. Porém, em todas o rumo e a velocidade envolvem decisões táticas importantes. Os barcos a vela anvançam em ângulos de 45 graus em relação ao vento, portanto, movem-se em zigue-zague em direção ao ponto em que desejam alcançar.

A Largada

As embarcações se movem por trás da linha de saída, no aguardo do sinal de partida, posicionando-se o melhor possível em relação aos concorrentes.

Direito de Passagem

• Quando as embarcações se encontram em lados distintos, aquela que estiver recebendo vento por estibordo A, o lado direito do barco, tem prioridade para passar.

• Quando as embarcações recebem o vento pelo mesmo lado, tem preferência aquela que se encontrar a sotavento A, o lado para onde vai o vento.

Classes

Dentro de cada classe, os barcos são iguais entre si, garantindo que o vencedor seja o melhor regatista, e não o que tenha melhor embarcação. As regatas são fitas em dez categorias e cada país só tem direito a inscrever uma embarcação por categoria.
Mistral

Para homens e mulheres (duas categorias).

Tripulação: 1
Comprimento: 3,70 m
O Tripulante fica em pé sobre a prancha, controlando a vela. Requer bastante força.

Finn
Para homens.
Tripulação: 1
Comprimento: 4,50 m
É um barco para jovens atletas, requerendo boa forma atlética.

Europa
Só para mulheres
Tripulação: 1
Comprimento: 3,35 m
De grande competitividade, acentuada por uma manejo de precisão.

Clase 470
Homens e Mulheres (duas categorias)
Tripulação: 2
Comprimento: 4,70 m
O barco, muito rápido, é bem sensível aos movimentos do corpo.

Laser
Homens
Tripulação: 2
Comprimento: 6,05 m
O barco mais popular em todo o mundo. Exige excelentes condições físicas.

Tornado
Pode ser mista
Tripulação: 2
Comprimento: 6 m
É a embarcação mais rápida dos Jogos.

Star
Homens
Tripulação: 2
Comprimento: 6,92 m
Tem a maior área de vela, o que requer uma tripulação altamente preparada.

Soling
Pode ser mista
Tripulação: 3
Comprimento: 3,90 m
A embarcação, larga e pesada, exige uma tripulação muito forte e pesada, quase sempre composta por homens.
Brasileiros em destaque

Classe Star
Torben Grael e Marcelo Ferreira (Ouro)

Classe Tornado
Lars Grael e Kiko Pellicano (Bronze)

Classe Laser
Robert Sheidt (Ouro)

Classe Finn
Christoph Bergamann (Até 22/07 estava em 19o lugar na classificação parcial)

Classe Soling
Edson Araújo (Até 22/07 estava em 19o lugar na classificação parcial)

(Observação: Não há registro da presença ou não do Brasil nas competições para mulheres.)

Vôlei

O voleibol é um dos esportes com maior número de praticantes em todos os continentes. Nascido nos EUA em 1895, no Estado de Massachussetts, virou modalidade olímpica nos Jogos de Tóquio, em 1964. O Voleibol certamente é um dos esportes que mais reforça o espírito coletivo, já que nele o individualismo jamais conduz ao triunfo. Que o diga as equipes masculina e feminina do Brasil (Ouro em Barcelona e Bronze em Atlanta, respectivamente).

Bases

Cada set vai a 15 pontos, desde que a equipe vencedora tenha vantagem de pelo menos dois pontos.

A partida é jogada em melhor de cinco sets. O ponto se atribui à equipe que saca. Se o time sacador erra, o outro recupera a vantagem (o direito de sacar).

Os jogadores mudam de posições quando a vantagem troca de lado. A equipe que saca roda no sentido do relógio, de modo a todos poderem servir (sacar).

Posições

Cada equipe tem seis jogadores em quadra.

Linha de ataque Linha de defesa
CD Cortador direito LE Levantador CE Cortador esquerdo RE Recepção RE Recepção S Sacador
Altura da rede Bola
Homens: 2,43 m Mulheres: 2,24 m Circunferência: 65 cm a 67 cm Peso: entre 260g e 280g

Os movimentos

Cada equipe toca a bola no máximo três vezes.

Recepção Levantamento

Uma recuperação defensiva como rsposta a um saque ou cortada do ataque adversário. Um passe sobre a cabeça para chegar até o cortador. Quem o executa é um jogador de rás, que escolhe [ara quem vai enviar a bola a ser cortada contra a defesa adversária.

Cortada Bloqueio

Poderosa batida na bola sobre a rede. No ponto mais alto do salto, a bola é acertada com a palma da mão. O braço fica completamente estndido. O golpe da munheca faz girar a bola. Os defensores estão próximos à rede com os braços levantdos, vigiando o movimento dos cortadores. Quando a bola chega a eles, saltam com os braços esticados e as mãos abertas acima da rede, sem tocá-la, para que a bola os acerte e volte para a quadra adversária.

Saques

O sacador se coloca atrás da linha de fundo e faz o serviço.

Saque sem saltar:

É o mais comum e é dado com a palma da mão. O jogador levanta a bola para acertá-la com o braço estendido. A batida é rápida e busca dar efeito à bola, colocando-a num exato ponto da quadra.

Saque após salto (viagem):

Parece com a cortada. O jogador lança a bola para cima e salta correndo para encontrar com ela por sobre a cabeça. Esse saque é arriscado, mas chega com muito mais violência ao lado adversário.

Atletas Brasileiros
Masculino Feminino
Alexandre Samuel (Tande) Giovane Gavio Marcelo Negrão Maurício Lima Naubert Paulo Silva (Paulão) Ana Flávia Ana Moser Ana Paula Fernanda Venturini Hilma Márcia Fú
5o lugar na classificação final 3o lugar - Medalha de Bronze

Vôlei de Praia

As regras, os movimentos e o saque são os mesmos da competição em quadra. A principal diferença é que o Vôlei de Praia é disputado em dupla, em quadras de areia (geralmente na praia).

O Brasil foi representado por duas duplas masculinas e duas femininas. Essa é a primeira vez que esse esporte faz parte de uma olimpíada.

A final feminina foi disputada pelas duas duplas brasileiras. Jaqueline e Sandra ficaram com o ouro e Mônica e Adriana ficaram com a prata.

As medalhas do vôlei de praia foram as primeiras medalhas conquistadas por mulheres para o Brasil. A medalha de ouro de Jaqueline e Sandra foi a primeira medalha de ouro conquistada nesta olimpíada.

Feminino
Jaqueline Silva e Sandra Pires (Ouro)
Mônica Rodrigues e Adriana Samuel (Prata)
Masculino
Franco e Roberto
Emanuel e Zé Marco

Judô

Esse esporte é derivado do jiu-jítsu, um combate corpo a corpo praticado pelos guerreiros samurais do antigo Japão. O judô, ou “caminho da flexibilidade”, foi estruturado como técnica de defesa pessoal em 1880 pelo professor japonês Jigoro Kano. Com um rígido código de honra, é considerado uma das mais nobres das artes marciais e faz parte dos Jogos Olímpicos desde 1972.

Fundamentos

As lutas das mulheres, que em Atlanta estarão competindo sua segunda Olimpíada, duram quatro minutos, e a dos homens, cinco. Após a saudação, o árbitro grita hajime e o combate começa. O primeiro lutador a conseguir um ippon (imobilização do oponente) ganha a luta. Se o ippon não ocorre, é indicado como vencedor o lutador que tiver mais pontos.

Uniforme

Quimono: jaqueta e calça feitas de algodão branco e grosso. Ela chega a té as coxas, com as lapelas sobrepostas na frente. O cinturão corresponde a uma faixa sobre a jaqueta, passada duas vezes na cintura.

Técnicas

Kouchigari
Osotogari

O Cenário
Plataforma coberta por tatames (placas de madeira revestidas de palha)

Faltas
Mão no rosto Chave de braço (só vale a aplicada no cotovelo) Chave de Perna

Mecânica do Judô

O conceito básico consiste em encontrar o melhor caminho para a força do ataque e usar os movimentos do próprio adversário como alavanca.

Koshiwazar: aplica a força do adversário para fazê-lo perder o equilíbrio.
Ukiotoshi: agarrado o adversário com as mãos, procurar levantá-lo.
Ippon seoinage: depois de fazer o judoca voar, imobilizá-lo de costas sobre o tatame.
Representantes do Brasil
Edinanci Silva (Categoria Peso Pesado Feminino)
Aurélio Miguel (Medalha de Bronze / Categoria Meio-Pesado Masculino)
Henrique Guimarães (Medalha de Bronze / Categoria Meio-Leve Masculino)

Notas:

Edinanci Silva passou pela prova de feminilidade, mas foi prejudicada pela falta de planejamento.

Foi inscrita na categoria pesados, chegando a vencer a japonesa Noriko Anno, de físico semelhante ao seu (72 Kg.), mas não teve como vencer a russa Svetlana Goudarenko de 130 quilos, muito menos a alemã Johanna Hagn de peso quase igual ao da russa.
Nas próximas competições, Edinanci será inscrita na categoria meio-pesado, onde terá muito mais chances.

Se, para Aurélio Miguel, já não bastasse a incompetência dos juizes, que o deixaram fora da final pelo ouro olímpico, a entrega da medalha errada foi o fim. Por falta de organização ou sabe-se lá o quê, a medalha da italiana Ylina Scapin foi parar em suas mãos, e a dele nas mãos dela. Os dois conquistaram o bronze na categoria em que foram inscritos (meio-pesado), mas na hora da entrega das medalhas, a de Aurélio foi entregue à Ylina, e vice e versa. Dois dias depois os dois se encontraram e trocaram as medalhas.

(Esclarecimento: apesar de ser a mesma categoria, as medalhas têm gravadas em si a modalidade, ou seja, masculino ou feminino)

Basquete

Os jogos de Barcelona receberam pela primeira vez profissionais do basquetebol. O ouro ficou com as feras da NBA, liga de basquete norte-americana, que repetiram o feito em Atlanta, jogando, praticamente, em casa.

Bases

O objetivo é marcar pontos passando a bola por um aro, ou cesta. A bola pode ser passada, lançada, batida e rodada em qualquer direção.

Duração da partida: 2 tempos de 20 minutos cada.

Tempo máximo de posse de bola: 30 segundos (ao sair do fundo de quadra, a equipe tem 10 segundos para entrar no lado adversário.

Pontos

Vale três pontos se a bola for encestada antes da linha externa do garrafão, de 6,5 m. As demais cestas valem dois pontos cada e o lançamento de falta vale um ponto.

Faltas

Pessoal: Contato com o adversário.

Técnica: falta do treinador, faltas intencionais ou flagrantes, e conduta considerada pouco esportiva. Penalização: dois tiros livres para o adversário, e no caso de falta do treinador, perda da posse de bola.

Falta durante o arremesso: (se for cesta, valem os pontos) penalização com dois lances livres (se não tiver sido cesta no arremesso original), ou com um, se tiver sido encestado.

Bloqueios

Um companheiro do jogador que está com a bola se aproxima do jogador de defesa que o arca e fica entre eles.

O jogador de defesa fica bloqueado e o jogador com a bola tem liberdade para passar ou encestar.

Rebote

Não basta ser o jogador mais alto. Conta muito o bom posicionamento, a disposição e o equilíbrio.

Truques para um bom rebote: Não ficar nunca quieto. Pular até o aro após todo lançamento.

Bloquear o adversário. Ficar entre ele e a cesta, usando cotovelos e braços como amortizadores.

Calcular bem o tempo de salto para encontrar a bola. Abraçar a bola depois do rebote para protegê-la do adversário.

Atletas Brasileiro em destaque

Oscar Shimidt

Apesar de não ter subido ao pódio com a equipe brasileira de basquete masculino, Oscar ficou consagrado depois de Atlanta. É o maior atleta do basquetebol, com cinco olimpíadas, e mais de 1000 pontos olímpicos na bagagem.

Atlanta teve um gostinho especial para o jogador, foi sua última olimpíada, e talvez a última competição dele com a camisa da seleção brasileira.

Hortênsia Oliva

Com o filho na bagagem, a rainha foi para a Atlanta, e provou o que disse antes dos Jogos: não voltaria com as mãos abanando. Dito e feito. As meninas do basquete trouxeram-nos muitas alegrias, sem perder nenhum jogo, antes da final, é claro. Afinal, suas adversárias eram as norte-americanas, e digamos de passagem, o basquete norte-americano não deixa ninguém passar na frente.

Hortênsia enfrentou uma torsão no tornozelo esquerdo que a tirou do jogo contra a China. Passado o susto, Hortênsia voltou às quadras, e ajudou a equipe a conquistar a medalha de prata.

Paula

Após o jogo contra as norte-americanas, Paula foi correndo até o estádio principal de Atlanta para levar, com muita honra e prazer, a nossa bandeira durante a cerimônia de encerramento dos Jogos.

Alessandra

Alessandra, que sofre de miopia, perdeu uma de suas lentes de contato durante o jogo contra as russas e ficou em quadra por mais 15 minutos.

Com certeza, o Brasil não passaria em branco nessa Olimpíada, mesmo que dependesse apenas de seus heróis.

Atletismo

O Atletismo é o esporte rei das olimpíadas. Esse irmão maior do olimpismo concentra em suas competições o grande espetáculo dos Jogos. E, dentre suas provas, a dos 100 metros rasos é a que melhor sintetiza tal espírito. Em menos de 10 segundos de sua fugaz duração são projetados para a fama mundial heróis como Jesse Owens, Wilma Rudolph e Carl Lewis.

Largada Bloco de saída

Um mecanismo eletrônico no revólver reage ao disparo e ativa o sistema de cronometragem. Antes o juiz de saída dá dois comandos: “Aos seus lugares!” e “Prontos!” Dá maior impulso e velocidade ao arranque do corredor. A distância entre os blocos é regulável para adaptar-se à estrutura física e à técnica de largada do atleta.

Provas de Meio-Fundo

• 800 m
• 1500 m
Saem em posições escalonadas e aceleram em direção à pista interior, reduzindo a distância a percorrer.

Provas de Fundo

• 5000 m
• 10000m
• Marchas (10, 20 e 50 Km)
• Maratona (42,125 Km)
Na marcha é preciso manter ao menos um pé em contato com o chão.

O Bastão

A responsabilidade da troca é do receptor. Se o bastão cair, a equipe é desclassificada.

Provas de Velocidade
• 100 m rasos
• 200 m rasos
• 400 m rasos
• Revezamento 4 x 100
• Revezamento 4 x 400

Saída: com forte impulso e o torso inclinado, perto do solo.

Aceleração: joelhos no alto, braços movendo-se rapidamente de cima abaixo, com o corpo erguido.

Final: ereto, corre sobre a ponta dos pés. A passagem do torso determina a chegada.

Provas com Obstáculos

• 100 m com barreiras
• 110 m com barreiras
• 400 m com barreiras
• 3000 m com obstáculos

O início é igual à de velocidade, com a superação de barreiras.

O atleta como que “supera” as barreiras ao invés de propriamente pular sobre elas. Ele dá três passadas com joelhos no alto, usando a mesma perna de ataque em todas elas. A altura dos obstáculos varia segundo a corrida, que são todas muito rápidas.

Representantes do Brasil

Revezamento 4 x 100m
Edson Ribeiro, Arnaldo Silva, André Silva e Robson da Silva (Bronze)

O Brasil em Outras Olimpíadas

Ano Países Local País Homem Mulher O P B T
1896 13 Atenas Grécia 311 0 - - - -
1900 22 Paris França 1319 11 - - - -
1904 12 San Louis USA 681 6 - - - -
1906 20 Amsterdã Holanda 877 7 - - - -
1908 23 Londres Inglaterra 1999 36 - - - -
1912 28 Estocolmo Suécia 2490 57 - - - -
1920 64 Amberes Bélgica 2543 64 1 1 1 3
1924 44 Paris França 2956 136 - - - -
1928 46 Amsterdã Holanda 2724 290 - - - -
1932 37 Los Angeles USA 1281 127 - - - -
1936 49 Berlim Alemanha 3738 328 - - - -
1940 Paralisação dos Jogos devido à Segunda Guerra Mundial
1944 Paralisação dos Jogos devido à Segunda Guerra Mundial
1948 59 Londres Inglaterra 3714 385 - - 1 1
1952 69 Helsinki Finlândia 4407 518 1 - 2 3
1956 67 Melbourne Austrália 2958 384 1 - - 1
1960 83 Roma Itália 4738 610 - - 2 2
1964 93 Tóquio Japão 4457 683 - - 1 1
1968 112 México México 4750 781 - 1 2 3
1972 122 Munique Alemanha 5848 1299 - - 2 2
1976 92 Montreal Canadá 4834 1251 - - 2 2
1980 81 Moscou Rússia 4265 1088 2 - 2 4
1984 141 Los Angeles USA 5458 1620 1 5 2 8
1988 159 Seul Coréia 6983 2438 1 2 3 6
1992 170 Barcelona Espanha 7108 2851 2 6 1 9
1996 Atlanta USA 3 3 9 15
Total 59520 13908 12 18 30 60
Fonte: CD-Rom 100 Anos de Olimpíadas / Revista Isto É (Julho de 96)

Países que mais ganharam medalhas* País com menos medalhas*
País Ouro Prata Bronze Total País Ouro Prata Bronze Total
EUA 796 602 513 1911 Zâmbia - - 1 1
União Soviética 395 319 286 1000
Alemanha 185 208 228 621

Participação Brasileira nas Olimpíadas de Atlanta/96

Data Modalidade Grupo/Classe Atleta/Equipe Placar/Pontos Atleta/Equipe Placar/Pontos Resultado
20/07/96 Basquete Masculino Grupo B Brasil 101 Porto Rico 98 Vitória Parcial
21/07/96 Basquete Feminino Grupo A Brasil 69 Canadá 56 Vitória Parcial
21/07/96 Futebol Feminino Grupo E Brasil 2 Noruega 2 Empate Parcial
21/07/96 Futebol Masculino Grupo D Brasil 0 Japão 1 Derrota Parcial
21/07/96 Judô Masculino Meio - Pesado Aurélio Miguel - - - Bronze
21/07/96 Natação (Masculino) 200 m Livre Gustavo Borges - - - Prata
21/07/96 Vôlei Masculino Grupo A Brasil 1 Argentina 3 Derrota Parcial
22/07/96 Basquete Masculino Grupo B Brasil 87 Grécia 89 Derrota Parcial
22/07/96 Boxe Masculino Peso Médio Ricardo Rodrigues Venceu Bob Gasio (Samoa Ocidental) - Vitória Parcial
22/07/96 Hipismo Concurso Completo De Equitação Brasil 208,60 Pontos - - 16a Colocação (Classificação Parcial)
22/07/96 Iatismo 1a Regata Classe Star Torben Grael E Marcelo Ferreira - - - 2o Lugar (Classificação Parcial)
22/07/96 Iatismo 1a Regata Classe Finn Christoph Bergamann - - - 19o Lugar (Classificação Parcial)
22/07/96 Iatismo 1a Regata Classe Soling Edson Araújo - - - 19o Lugar (Classificação Parcial)
22/07/96 Natação (Masculino) 100 m Livre Gustavo Borges - - - Bronze
22/07/96 Vôlei Feminino Grupo B Brasil 3 Cuba 0 Vitória Parcial
23/07/96 Tênis - Fernando Meligeni Venceu 6/4 E 6/2 Stefano Pescosolido (Itália) - Vitória Parcial
24/07/96 Basquete Masculino Grupo B Brasil 101 Austrália 109 Derrota Parcial
24/07/96 Boxe Masculino Peso Meio Pesado Daniel Bispo Venceu Khador Adnan (Síria) - Vitória Parcial
24/07/96 Tênis De Mesa Feminino Lyanne Kosaka 2 Emilia Closu (Romênia) 0 Vitória Parcial
24/07/96 Tênias De Mesa Feminino Mônica Doti 0 Tan Lui Chan (Hong Kong) 2 Derrota Parcial
24/07/96 Vôlei Feminino Grupo B Brasil 3 Rússia 0 Vitória Parcial
25/07/96 Handebol Masculino Brasil 20 Egito 31 Derrota Parcial
25/07/96 Judô Masculino Meio - Leve Henrique Guimarães - - - Bronze
25/07/96 Natação (Masculino) 50 m Livre Fernando Scherer - - - Bronze
26/07/96 Vôlei De Praia Feminino Jaqueline E Sandra - - - Ouro
26/07/96 Vôlei De Praia Feminino Mônica E Adriana - - - Prata
28/07/96 Futebol Feminino Semifinal Brasil 2 China 3 Derrota Parcial (Eliminação disputa de medalhas)
28/07/96 Tênis Masculino 8a De Final Fernando Meligeni 3 Mark Philippoussis (Austrália) 1 Vitória Parcial
29/07/96 Basquete Feminino Grupo A Brasil 75 Itália 73 Vitória Parcial
29/07/96 Iatismo Classe Star Torben Grael E Marcelo Ferreira - - - Ouro
30/07/96 Boxe Masculino Meio - Pesado / 4a De Final Daniel Bispo Perdeu Thomas Ulrich (Alemanha) - Derrota Parcial
30/07/96 Iatismo Classe Tornado Lars Grael E Kiko Pellicano 43 Pontos - - Bronze
31/07/96 Iatismo Classe Laser Robert Sheidt 26 Pontos - - Ouro
01/08/96 Basquete Masculino 5o A 8o Lugares Brasil 80 Croácia 74 Vitória Final
Canoagem 1a Série Sebastian Cuattrin - - - 5o Lugar (Classificação Parcial)
01/08/96 Futebol Feminino / Disputa Pelo Bronze Brasil 0 Noruega 2 4o Lugar (Classificação -Final)
01/08/96 Hipismo Saltos (Equipe) Brasil - - - Bronze
01/08/96 Tênis Masculino / Semifinal Fernando Meligeni Perdeu Sergi Bruguera (Espanha) - Derrota
01/08/96 Vôlei Masculino 5o A 8o Lugares Brasil 3 Argentina 1 Vitória final
02/08/96 Futebol Masculino Brasil - Bronze
02/08/96 Vôlei Masculino Brasil 3 Cuba 0 5o Lugar
03/08/96 Atletismo (Masculino) 4 X 100 Edson Ribeiro, Arnaldo Silva, André Silva E Robson Da Silva - - - Bronze
03/08/96 Vôlei Feminino - Brasil - - - Bronze
04/08/96 Basquete Feminino - Brasil - - - Prata

Medalhas Brasileiras em Atlanta

Modalidade Ouro Prata Bronze
Atletismo (Revezamento 4x100) - - 1
Basquete Feminino - 1 -
Futebol (masc.) - - 1
Hipismo (Saltos em equipe) - - 1
Iatismo (classe Laser) 1 - -
Iatismo (classe Star) 1 - -
Iatismo (classe Tornado) - - 1
Judô (masc. / Meio-leve) - - 1
Judô (masc./ Meio-pesado) - - 1
Natação (masc. / 100 m livre - - 1
Natação (masc. / 50 m livre) - - 1
Natação (Masc. /200 m livre) - 1 -
Vôlei de Praia (fem) - 1 -
Vôlei de Praia (fem.) 1 - -
Vôlei Feminino - - 1
Total 3 3 9

Bibliografia

Revista Isto É
no 1400 - 31 de Julho de 1996
Brasil 2000 - Diário da Olimpíada Atlanta/96
Revista Isto É
CD Rom Brasil 2000 - Revista Isto É
Revista Super Interessante
no 07/ Julho de 1996
Revista Isto É
no 1404 - 28 de Agosto de 1996

Gisele K. Pereira


Publicado por: Equipe Brasil Escola

PUBLICIDADE
  • SIGA O BRASIL ESCOLA
Monografias Brasil Escola