INOVAÇÃO TECNOLÓGICA INDUSTRIAL E AUTOMAÇÃO DO PICKING

Administração e Finanças

Investigação da importância da automação para a economia e para o comércio com foco no desenvolvimento sustentável.

índice

1. RESUMO

A globalização inaugurou uma grande competitividade com a abertura das fronteiras entre os países para a internacionalização das empresas, de serviços, produtos e tecnologias. O picking é a etapa da logística interna que mais demanda tempo, mão-de-obra e investimentos em automatização dos processos. A onda globalizante atrelada às inovações tecnológicas de comunicação e informação faz com que os conhecimentos girem em maior velocidade e levam as organizações a implementarem sistemas de informação ágeis e eficazes para o atendimento das necessidades do mercado levando em conta o perfil dos consumidores. Assim, surgem opções como a Computação em Nuvem, a automação da movimentação de materiais, enfim a busca pelos poderosos recursos das tecnologias da inovação para possibilitar a segurança das informações, a agilização da produção, a rapidez e a eficiência na entrega dos produtos de modo a satisfazer os desejos do consumidor. A Tecnologia da Informação é um setor que representa um núcleo essencial de tomada de decisões das organizações. Essa pesquisa tem como objetivo geral, apresentar a Automação em algumas áreas da economia e do comércio com foco sustentável. Como resultados, consideramos que a sobrevivência das empresas contemporâneas depende da capacidade da participação consciente, do conhecimento, do agir e do pensar estratégicos e da inovação. As empresas ao mesmo tempo em que investem em novas tecnologias têm que preocupar-se com o fato de garantir também o desenvolvimento sustentável para que o progresso possa ocorrer com equilíbrio em um mercado competitivo com qualidade e preço dos serviços e dos produtos.

Palavras-chave: Automação. Empresas. Engenharia Mecânica. Tecnologia da Inovação.

ABSTRACT

Globalization has ushered in a great competition with the opening of borders between countries for the internationalization of businesses, services, products and technologies. The step is picking the logistics that demand more time, labor, work and investments in process automation. The wave globalizing tied to technological innovations in communication and information makes the knowledge revolve faster and lead organizations to implement information systems agile and efficient to meet the needs of the market taking into account the profile of consumers. Thus, there are options such as cloud computing, automation, material handling, and finally the search for the powerful features of technology innovation to enable information security, streamlining production, speed and efficiency in the delivery of products to satisfy consumer desires. The Information Technology is an industry that represents an essential core of decision-making in organizations. This research aims to generally introduce automation in some areas of economy and trade with sustainable focus. As a result, we believe that the survival of businesses depends on the ability of contemporary conscious participation, knowledge of action and strategic thinking and innovation. The companies while investing in new technologies have to worry about the fact also ensure sustainable development so that progress can occur with equilibrium in a competitive market with quality and price of services and products.

Keywords: Automation. Companies. Sustainability. Technology Innovation.

2. INTRODUÇÃO

A globalização vem alterando a maneira como os indivíduos concebem as novas Tecnologias da Informação, porque a intensa troca de informações somada à abertura das fronteiras entre os países tem gerado uma onda de conhecimento e de implementações de sistemas de automação que merecem uma reflexão aprofundada sobre o assunto.

Acredita-se que a automação já é ponto pacífico para as empresas empreendedoras, no entanto, é de suma importância que todos os processos levem em conta a sustentabilidade. Não há como negligenciar a qualidade de vida humana e a continuidade da vida sobre o planeta de forma sustentável. Aliás, os consumidores estão muito atentos às organizações que mantêm a qualidade de seus produtos, serviços certificados com os selos verdes que garantem que em toda a cadeia de produção foram respeitados os cuidados com a natureza e com a ética.

Além disso, segundo Campos (2009), o Brasil gozou de proteção de mercado até o final da década de 90, quando entrou definitivamente na corrida concorrencial, internacionalizando-se e abrindo-se ao capital internacional. Dessa forma, a virada tecnológica iniciou-se tardiamente no Brasil que tem cumprido sua lição de casa de forma exemplar e já pode vangloriar-se de incrementar amplamente a tecnologização e a automação de sua indústria, logística, da comunicação pessoal e empresarial, de suas residências, prédios residenciais e empresas. As distâncias são encurtadas e as fronteiras são estreitadas, o que possibilita experiências comuns no âmbito da economia, da política, do social.

A alta competitividade conduz as empresas à tecnologização e para a automação dos processos que possibilitem a economia de energia, a minimização da emissão de dióxido de carbono e qualidade dos serviços e produtos.

Em meio a essa movimentação de ideias, de desenvolvimento incessante e acelerado está a necessidade de evoluir quanto à Tecnologia da Informação que é um setor que representa um núcleo essencial de tomada de decisões das organizações. Este motivo nos levou a pesquisar sobre a inovação tecnológica industrial e automação do picking, que é um tema que vem ganhando relevância na academia, nas organizações e na sociedade em geral.

De acordo com a metodologia, este estudo se classifica como descritivo devido pelos seus objetivos, porque descreve características de um objeto de estudo específico. Pela natureza dos dados, é classificado como qualitativa por buscar a compreensão e a interpretação de fenômenos. (GONSALVES, 2012)

Köche (2011) concebe várias formas de conhecer, no entanto, a ciência moderna trouxe um método prático e eficaz na busca da verdade, compreendido pelo experimento, em formular hipóteses, repetir a experimentação para averiguar as hipóteses e formular generalizações ou leis ou teorias.

2.1. Problema de Pesquisa

Mediante tal contexto, tem-se o problema de pesquisa em forma da seguinte questão: qual a importância da automação no processo de desenvolvimento sustentável?

3. Objetivos

3.1. Objetivo Geral

Esse trabalho tem como objetivo geral, investigar a importância da automação para a economia e para o comércio com foco no desenvolvimento sustentável.

3.1.1. Objetivo Específico

Os objetivos específicos são os seguintes:

  • Apresentar a importância da sustentabilidade para o desenvolvimento equilibrado;

  • Investigar sobre logística interna, movimentação de materiais e automação de processos;

  • Mostrar a automação do picking, a automação agrícola, industrial e residencial.

4. CAPÍTULO I

4.1. SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO

Segundo Campos & Selig (2005), o ambiente empresarial, assim como todas as outras áreas, vem passando, por modificações de monta, marcadamente a sua relação com o meio ambiente. No entanto, tal relação que a princípio foi conflitante tende a tornar-se uma relação de parceria, cujo eixo central é a busca por uma convivência pacífica entre o desenvolvimento e a preservação do meio ambiente. As empresas que tomam a dianteira nesse processo e obtêm resultados positivos têm se destacado frente aos seus concorrentes, devido a este diferencial competitivo.

A Globalização e consequente Internacionalização das empresas são responsáveis por grandes reestruturações no comportamento das organizações, que enfrentam grande concorrência e necessitam rever sua maneira de agir para manter-se na luta por um mercado cada vez mais exigente. Singer (2000) localiza o começo do processo de internacionalização da produção mercantil, que culminou com a superação das distâncias e das barreiras políticas entre as nações, desde as viagens exploratórias de Marco Polo ao Extremo Oriente, no século XIII, enquanto para Lucci (2000), a globalização econômica é um processo que ocorre em ondas, cujos avanços e retrocessos são separados por intervalos que podem durar séculos.

Oliveira (2006) destaca a importância bastante peculiar que a expressão “globalização” adquiriu nos últimos tempos e afirma que as mudanças tiveram início com as grandes navegações europeias dos séculos XV e XVI, quando os marinheiros se lançavam a longas viagens em busca de novos territórios com vistas à colonização. Identifica o segundo estágio da globalização por ocasião da Revolução Industrial no século XIX (desenvolvimento das telecomunicações, por investimentos no exterior, pela colonização da África, da Ásia e do extremo Oriente) e o terceiro estágio é marcado pelas décadas do pós-guerra.

Singer (2000), com relação à descoberta do Brasil, afirma que as grandes descobertas tinham motivação política e religiosa, mas seu embasamento era comercial, pois os navegadores portugueses buscavam metais preciosos e outros produtos vendáveis no mercado mundial e por não terem encontrado nem ouro nem prata de imediato, investiram na produção de açúcar de cana com mão-de-obra escrava africana. Neste sentido, não há globalização mais explícita, porque o açúcar do Nordeste utilizava capital holandês, era transportado em navios portugueses para ser consumido na Europa e tributado pela coroa lusitana. Tal exemplo demonstra uma complexa logística para fomentar todo o processo de produção e de distribuição de materiais e produtos.

Segundo Carvalho (2009), a administração de materiais vem sendo utilizada pelas empresas desde que a administração surgiu, mas esta atividade ganhou um impulso maior quando a logística extrapolou os limites das organizações para objetivar prioritariamente o atendimento das necessidades e das expectativas dos clientes. Quando se trata de uma pequena empresa, fala-se da organização das ferramentas básicas para executar o ofício de marceneiro, por exemplo, no sentido de agilizar o trabalho, sem perder tempo em procurá-las jogadas pelas bancadas ou no chão; ter a madeira protegida das intempéries e disponível para a utilização diária e assim por diante.

É função da gestão ou administração de materiais encarregar-se da eliminação da produção de mercadorias que não apresentem determinada rotatividade no estoque, por não apresentarem demanda suficiente para mantê-lo na cadeia de produtos. Portanto, têm que ser retirados de circulação e substituídos por outros que apresentem giro rápido. (CARVALHO, 2009)

“A administração de materiais é muito mais que um ramo da ciência e da tecnologia administrativa; pois trata de normas relacionadas com a gerência daquilo que sob a designação genérica de materiais, entram como elementos constitutivos e constituintes na linha de produção de uma empresa. Tal designação abarca outros bens contábeis que, embora não contribuindo diretamente para a fabricação, fazem parte da rotina da empresa, por exemplo, os materiais de escritório, de limpeza para os serviços de conservação e de materiais de segurança para os serviços de prevenção de incêndios e de acidentes”. (DIAS apud CARVALHO, 2009)

Segundo Carvalho (2009), a redução dos excedentes e a substituição dos produtos com pouco ou nenhum giro proporciona o equilíbrio dos estoques com adequação ideal da movimentação de mercadorias. Portanto, a gestão de materiais demonstra ser uma ferramenta essencial para o correto equilíbrio dos estoques, não permitindo a quebra de estoques nem o seu excesso.

Para Gonçalves (apud CARVALHO, 2009), a administração de materiais começou a ganhar importância quando a logística extrapolou o âmbito interno das empresas para visualizar as necessidades e as expectativas dos clientes, quanto às exigências de produtos “frescos”, com prazos de validade extensos e inexistência de quebras de estoque. Quando se fala de formato tradicional da gestão de materiais vêm à nossa mente que o seu objetivo principal era o de conciliar “os interesses entre as necessidades de suprimentos e a otimização dos recursos financeiros e operacionais das empresas”. Com o auxílio desse novo incremento da gestão de materiais, as organizações passaram a produzir mais com custos menores e o cliente tem como prever os produtos que têm mais probabilidade de faltar e antecipa suas compras.

O surgimento do Materials Requirements Planning (Planejamento das Necessidades de Materiais) trata-se de técnica para converter previsão de um item de demanda independente em uma programação das necessidades das partes do componente. A cadeia de suprimentos, o fornecimento em regime de just in time, o controle Kanban, o alargamento das funções de logística e o aparecimento do operador logístico estão entre as grandes alterações a que a gestão de materiais se submeteu no passado recente até o seu estado da arte contemporâneo. (VENDRAMETTO; OLIVEIRA NETO; SANTOS, 2008)

Segundo Vendrametto; Oliveira Neto; Santos (2008), o gerenciamento de estoque ganha importância na nova configuração das organizações e da competição de mercado, gerando a necessidade de coordenar as decisões sobre os estoques, políticas de transporte para possibilitar um gerenciamento de estoques no seio de cadeias de suprimentos complexas, tornando um constante desafio a ser superado para evitar impactos negativos no nível de serviço prestado aos clientes e “nos custos globais da cadeia de suprimentos”.

Segundo Cameira; Belloni; Rosa (2012), dentre os conceitos que se destacam na organização logística encontramos o sistema Just-In-Time que diminui custos de armazenagem e organiza os estoques de modo que não falte materiais ou produtos nem sobre nos estoques, de modo a agilizar todo o processo de produção, distribuição e consumo, oxigenando as organizações e evitando

A filosofia do sistema Just-In-Time é o envolvimento de clientes e fornecedores como forma de diminuir os custos de produção com base na redução do nível dos estoques, tempos de preparação, inspeções de qualidade etc. A premissa básica é acoplar a demanda ao suprimento de itens de alto valor agregado, que geram elevados custos com a manutenção de estoque, possibilitando que estejam disponíveis na hora e local necessários à produção. (CAMEIRA; BELLONI; ROSA, 2012)

O sistema Just-In-Time funciona com o auxílio do conceito de Kanban – termo da língua japonesa que significa literalmente “cartão” – que serve para sinalizar com tabuletas as necessidades dos componentes ao longo do processo produtivo, informando aos postos de trabalho para que se possa tomar as devidas providências de provimento dos mesmos. “Eventuais alterações na demanda podem ser imediatamente ajustadas, pois tanto as quantidades produzidas como as respectivas requisições de insumos se dão em pequenas quantidades”. (CAMEIRA; BELLONI; ROSA, 2012)

Slack (apud VENDRAMETTO; OLIVEIRA NETO; SANTOS, 2008) afirma que a Gestão de Materiais “originou-se na função de compras, e as empresas compreenderam a importância de integrar o fluxo de materiais e suas funções de suporte, tanto através do negócio como, através do fornecimento aos clientes imediatos”.

Tradicionalmente, a gestão dos elos de movimentação de materiais pertencentes à cadeia de fornecimento que inclui as fases de compras, de estoques, de armazenagem e de distribuição eram controlados por pessoas e setores diferentes o que gerava problemas de comunicação e falta de informação: o nível dos estoques era alto; os tempos de produção eram longos e faltava sincronismo entre as compras e as vendas, engessando a empresa no sentido de realizar mudanças rápidas de produção, explica Slack (apud VENDRAMETTO; OLIVEIRA NETO; SANTOS, 2008)

Pozo (apud LAGO; LÓTICI; SILVA, 2007) explica que a logística responsabiliza-se por todas as atividades que integram a movimentação e a armazenagem que garantem o fluxo dos produtos do local de origem das matérias-primas até o consumidor final e trata também dos fluxos de informação que garantem o movimento dos produtos com o intuito de prover serviços de alto nível para a satisfação dos clientes a custos compatíveis. As empresas varejistas têm apostado no Centro de Distribuição para agilizar a movimentação dos materiais entre os fornecedores e os pontos de venda.

“A infraestrutura logística do Grupo Pão de Açúcar é composta por 50 centrais de distribuição instaladas em 13 Estados e no Distrito Federal. Esses números já contemplam centros de distribuição da rede Ponto Frio, Casas Bahia e da Nova Pontocom.

Recentemente, o Grupo Pão de Açúcar anunciou que vai investir aproximadamente R$ 5 bilhões durante o período 2010-2012, o que inclui a abertura de aproximadamente 300 novas lojas, além de reformas de lojas existentes, aquisições de terrenos estratégicos que darão suporte ao crescimento nos próximos anos, infraestrutura e logística”. (CENTROS, 2011)

Hara (apud LAGO; LÓTICI; SILVA, 2007) “define logística como sendo todas as atividades relacionadas à aquisição e gestão de materiais (alocação e movimentação interna), aliados a distribuição física dos produtos depois de processados, unindo a isso a logística reversa, se esta existir”.

Pedroso & Zwicker (2008) destacam que as empresas, com a globalização, perceberam que há deficiências em seus processos logísticos e têm detectado o alto custo de produção e desperdícios de monta no sistema de distribuição de seus produtos. A competição acirrada não permite erros assim, porque há uma grande diversidade de produtos e o consumidor está mais exigente quanto a preço e qualidade. Neste contexto, as grandes companhias têm investido nos Centros de Distribuição, para estarem mais próximas de seus clientes e diminuir a ruptura em suas lojas.

Os centros distribuidores são de grande valia para o produtor, pois o distribuidor disponibiliza seus produtos, possibilitando-lhe os fluxos de exportação e de movimentação das mercadorias. A demanda de bens e produtos tem aumentado e os centros de distribuições garantem segurança para distribuir os produtos para os pontos de venda, entregando o material dentro dos prazos e com qualidade para gerar satisfação nos consumidores. A concentração dos produtos em locais estratégicos permite que o escoamento assista a determinada área geográfica com fluidez, velocidade e dentro dos prazos. (PEDROSO; ZWICKER, 2008)

4.2. Movimentação de materiais e automação de processos

Entende-se por movimentação de materiais “o manuseio ou movimentação interna de produtos ou materiais significa transportá-los por distâncias relativamente pequenas, dentro do próprio armazém” segundo Ballou (apud ZANDAVALLI, 2004) É a atividade que mais demanda mão-de-obra nas atividades do armazém que compreendem a separação e o manuseio dos produtos, correspondendo aos custos mais altos em todo o processo logístico. (BOWERSOX; CLOSS apud ZANDAVALLI, 2004) Tais atividades podem ser divididas em três grupos:

  • “Recebimento: consiste na operação que envolve desde a descarga do produto até a montagem das unidades de estocagem a serem movimentadas. O processamento imediato é o principal objetivo desta função.
  • Manuseio interno: inclui toda e qualquer movimentação dos produtos dentro do armazém. Após o recebimento dos materiais é necessária a sua transferência para colocá-los em locais de armazenagem ou para locais de order picking (separação de pedidos).
  • Expedição: consiste basicamente na verificação e no carregamento das mercadorias nos veículos. Como o recebimento, a expedição é executada manualmente na maioria dos sistemas”. (BOWERSOX; CLOSS apud ZANDAVALLI, 2004)

Por sua vez, o manuseio interno pode ser dividido em duas partes distintas que são: a) transferência que corresponde a transportar as mercadorias do seu local de origem ao de destino, armazenagem e separação de pedidos, respectivamente; b) Separação de pedido corresponde à atividade de montar determinado número de itens estocados no armazém com o objetivo de atender o pedido realizado por um cliente (ZANDAVALLI, 2004).

“É considerado o trabalho mais intenso no armazém (WOOD, 2002). Coyle et al. citado por Jewkes; Lee e Vickson (2003) afirmam que em torno de 65% do custo de operações de um armazém pode ser atribuído para a função de separação de pedidos. Devido a esta atividade gerar um alto custo no sistema de armazenagem, sua localização e a área reservada pra ele no armazém devem ser bem analisados”. (BRASKARAN; MALMBORG apud ZANDAVALLI, 2004)

Os sistemas de manuseio de material podem receber as seguintes definições com relação à maneira como são movimentados: mecanizados, semi-automáticos e totalmente automáticos:

“Sistemas mecanizados: quando empregam grande variedade de equipamentos de manuseio, como por exemplo: empilhadeiras, prateleiras, cabo de reboque, veículos de reboque (BERG; ZIJM, 1999; BOWERSOX; CLOSS, 2001);

Sistemas semi-automáticos: complementam os sistemas mecanizados, onde parte é regida automaticamente e outra manualmente. Os equipamentos mais comuns são: veículos guiados por automação, separação computadorizada de pedidos, robótica e outros (BOWERSOX; CLOSS, 2001).

Sistemas totalmente automatizados: até hoje a maioria dos sistemas automatizados são projetados e construídos de maneira personalizada. Se para os sistemas de manuseio de materiais o computador é importante, para os automatizados ele é essencial. Os computadores controlam os equipamentos automatizados de separação de pedidos e servem como ferramenta para o restante do processo logístico”. (BOWERSOX; CLOSS apud ZANDAVALLI, 2004)

Ao analisar o setor de construção civil, Bezerra (2010) reconheceu que os materiais têm grande influência no custo final da obra, no entanto a mão-de-obra utilizada na movimentação desses materiais possui o maior potencial para reduzir o desperdício e consequentemente minimizar os custos gerais, sendo que o gerente da obra deverá estar atento a essa administração.

“Vários fatores contribuem para o consumo exagerado de recursos humanos em transportes: o alto peso dos materiais, os postos de trabalho móveis, a forma desaconselhável de certos materiais sob o ponto de vista da racionalidade quanto ao transporte, além da desatenção com alguns princípios básicos de movimentações de materiais”. (BEZERRA, 2010)

Na construção civil, os valores consumidos com mão-de-obra dos serventes equivalem a 30 até 40% da remuneração com mão-de-obra e pode representar até 10% do custo total da obra; aos serventes cabem as atividades de movimentação de materiais dentro do perímetro da obra. (BEZERRA, 2010)

4.3. Gestão da Cadeia de Suprimentos

Rodrigues & Pires (2000), no início da década de 2000, afirmavam que a literatura especializada em gestão empresarial rotulava como Supply Chain Management (Gestão da Cadeia de Suprimentos), referindo-se a uma visão expandida e holística do que se conhecia como gestão de materiais, que abrangia a gestão da cadeia produtiva como um todo integrado.

Gestão da Cadeia de Suprimentos pressupõe fundamentalmente que as empresas devem redefinir suas estratégias competitivas e funcionais através de seus posicionamentos (como fornecedores e clientes e de forma estratégica) dentro das cadeias produtivas nas quais se inserem”, definiam Rodrigues & Pires (2000).

A Gestão da Cadeia de Suprimentos cuida da integração holística que inicia-se nas fontes de matérias-primas, permeia os meandros dos fabricantes, dos atacadistas, dos varejistas e encerra-se com os clientes finais, voltando-se para o curto prazo quanto aos objetivos estratégicos para alavancar seu desempenho com eficiência e eficácia ao mesmo tempo. (BURGO et al., 2005)

Lima (2010) considera que nos processos-chave logísticos têm-se que verificar e identificar os que são redundantes, que “são repetidos por várias pessoas dentro da empresa”, devido à defasagem dos sistemas e necessidade de atualizações para evitar que informações sejam “lançadas em duplicidade por diferentes pessoas da organização”.

Segundo Lima (2010), para cada processo deve-se estabelecer metas com mensurações periódicas e comparação entre os resultados obtidos pela empresa e os das melhores práticas do mercado por meio de Benchmark para atacar os processos que apresentem índices de desempenho aquém dos estabelecidos para analisá-los e corrigi-los. Mediante o quadro analisado, deve o gestor ponderar a utilização de iniciativas existentes para a gestão logística mais apropriada: Just-In-Time, o Milk-run (Corrida do leite), o Kanban (Cartão), o business to business (Empresa para empresa), o Standard Operating Procedure (Procedimento Operacional Padrão), o Master Program Schedule (Plano Mestre de Produção ou Planejamento), o Advanced Planning Scheduling (Planejamento da Demanda Avançada) e o Collaborative Planning, Forecasting and Replenishment (Planejamento Colaborativo de Previsão e Reabastecimento), entre outras.

Cameira; Belloni e Rosa (2012) realizou um estudo sobre a “Minimização de custos com Transporte e o seu reflexo no custo empresarial, sempre com o objetivo de analisar rotinas eficientes com custos minimizados como fatores diferenciadores em um mercado competitivo” e detectou a importância do modal rodoviário seguido do ferroviário para realizar a circulação de materiais em um país que ainda possui os seguintes modais: aquaviário, dutoviário, aéreo.

Os Sistemas de Administração da Produção, segundo Vollmann (apud RODRIGUES; OLIVEIRA, 2006) dão suporte aos administradores agirem da melhor forma quanto à gestão de materiais constante do processo logístico; os Sistemas de Administração da Produção suportam as seguintes atividades gerenciais típicas: Planejar as necessidades futuras de capacidade (qualitativa e quantitativamente) do processo produtivo; Planejar os materiais comprados, quanto à entrega em quantidades corretas e sem rupturas prejudiciais; Planejar níveis apropriados de estoques; Programar atividades de produção, conciliando pessoas e equipamentos; Ser capaz de reagir na reprogramação quando for necessário; Prover informações a outras funções a respeito das implicações físicas e financeiras das atividades; Ser capaz de assegurar prazos precisos aos clientes e seu cumprimento. (CORRÊA; GIANESI apud RODRIGUES; OLIVEIRA, 2006)

Os Sistemas de Administração da Produção são importantes, justamente, para propiciar elementos para a tomada de decisão, por isso os problemas que geram redundância de estoques com o intuito de proporcionar tal coordenação devem ser sanados. (CORRÊA apud RODRIGUES; OLIVEIRA, 2006)

Ortolani (apud CAMPOS, 2008) classifica os estoques como os bens e materiais que são mantidos pela organização para suprir futuras demandas, apresentando-se conforme a necessidade em forma de “matéria-prima, produto em processo, produto acabado, materiais e embalagens e produtos necessários para manutenção, reparo e suprimentos de operações”; “controle ou gestão de estoques compreende todas as atividades, procedimentos e técnicas que permitem garantir a qualidade correta, no tempo correto, de cada item do estoque ao longo da cadeia produtiva: dentro e fora das organizações”.

“Distribuição física é o ramo da logística empresarial que trata da movimentação, estocagem e processamento de pedidos dos produtos finais da firma. Costuma ser atividade mais importante em termos de custo para a maioria das empresas, pois absorve cerca de dois terços dos custos logísticos (BALLOU apud TURNES, 2009)

“Distribuição física são os processos operacionais e de controle que permitem transferir os produtos desde o ponto de fabricação, até o ponto em que a mercadoria é finalmente entregue ao consumidor”. (BALLOU apud TURNES, 2009)

5. CAPÍTULO II

5.1. AUTOMAÇÃO DO PICKING

Segundo Medeiros (apud ALEGRE, 2005), “a atividade de picking ou order picking pode ser definida como a atividade responsável pela coleta do mix correto de produtos, em suas quantidades corretas da área de armazenagem para satisfazer as necessidades do consumidor”.

Ackerman (apud ALEGRE, 2005) define picking como o processo de coleta de produtos nos armazéns de um centro de distribuição, correspondendo a atividades internas. O processo é composto por fases distintas assim organizadas: Converte-se o pedido do cliente em uma lista de picking que elenca “as locações específicas para cada tipo de produto, quantidade e sequência da coleta de produtos a serem recolhidos”. Dessa forma, o operador movimenta-se dentro do centro de distribuição de forma a coletar os produtos e transportá-los para a seção de empacotamento e distribuição.

Todo o processo dos Fluxos e funções do armazém – entre o recebimento e a expedição – são objeto de movimentação interna de materiais que é composta pelo Armazém do Excesso & Picking de pallets; armazenagem na área de Picking; Picking de caixas fechadas, Picking de fracionados. (ALMEIDA; VIEIRA, 2008)

Rodrigues & Pizzolato (2003) realizaram um estudo sobre centro de distribuição de determinadas organizações e mostraram que o layout baseado no princípio de fluxo apresenta-se em linha reta, podendo ser armazenados ou não de modo que os congestionamentos sejam evitados. O sistema indicado é o Cross Docking porque os produtos são recepcionados em uma extremidade do Centro de Distribuição, armazenados ou não no meio e o despacho ocorre na outra extremidade da instalação. Os autores exemplificam esse sistema com uma loja de departamento na qual 75% do volume de vendas ficam a cargo do setor de vestuário.

“O crossdocking é a operação utilizada no sistema de distribuição física da empresa, o que justifica a escolha da empresa em utilizar esse esquema de layout, uma vez que o produto não é armazenado, ele deve, então, ser recebido em uma extremidade da instalação e ser expedido do outro lado. A empresa recebe o vestuário já “encabidado” e etiquetado, o centro de distribuição separa os produtos e, então, são encaminhados para as lojas. A entrega das mercadorias nos pontos de venda é feita por meio de reposição automática”. (RODRIGUES; PIZZOLATO, 2003)

Os sistemas de Picking, normalmente, incluem atividades manuais, sendo maior a possibilidade de automatização completa quando trata-se de embalagens pequenas que facilitam a automatização. Nos setores de cigarros, o picking é praticamente automatizado como descreve Leitão (2007) sobre a Souza Cruz.

5.2. Picking da Souza Cruz

A Souza Cruz possui um Centro de Distribuição Integrada com localização estrategicamente escolhida em uma região com grande concentração de consumidores e situada em um ponto servido por ramais rodoviários que servem outras regiões igualmente populosas.

“É situado às margens da Marginal do Rio Tietê em São Paulo, ao lado do viaduto da Avenida Salim Farah Maluf, perto da saída das rodovias Presidente Dutra, Fernão Dias e Airton Senna. Possui fácil acesso para as Rodovias dos Bandeirantes, Anhanguera, Castelo Branco e Régis Bittencourt apenas trafegando pela Marginal ou pela Rodovia Presidente Dutra, acessando o Rodoanel. Têm acesso também às Rodovias Anchieta e Imigrantes, mas para isso é necessário cruzar a cidade”. (LEITÃO, 2007)

O Centro de Distribuição Integrada está instalado em um prédio cujo pé direito tem 10 metros e corredores com largura de 1,5 m; são 1.152 posições para pallets. O giro de produtos dá-se em 2 dias e meio, mas foi estabelecida uma margem de segurança que suporte 4 dias sem comprometimento da operação. O Centro de Distribuição Integrada foi concebido sob o princípio da Armazenagem por frequência (“esse critério implica armazenar tão próximo quanto possível da saída os materiais que tenham maior frequência de movimento”), onde os produtos que possuem giro maior (marcas “Free e Derby”) são dispostos nos porta-pallets situados mais próximos à saída.

O pedido é realizado por telefone ou na visita de um representante da empresa Souza Cruz que registra a venda em um Personal digital assistants (Assistente Pessoal Digital), conhecido internamente como Terminal Portátil de Venda; os pedidos são enviados para a central de processamento por meio dos dados que são transmitidos via infravermelho do Personal digital assistants e o telefone celular pelo sistema General Packet Radio Service (Serviço de rádio de Pacote Geral) disponibilizado pelos celulares que disponham de Global System for Mobile. (LEITÃO, 2007) A roteirização é realizada da seguinte maneira:

“Na central de processamento de dados da empresa os pedidos chegam e são organizados e o software roteirizador monta os vários trajetos dos motoristas. O mesmo possui informações sobre as áreas de maior risco de roubos, se há demanda de maior preocupação com segurança. Existe um profissional que verifica as rotas formadas e realiza as modificações necessárias para tornar as entregas mais eficientes e eficazes.

Definida a roteirização, as notas fiscais dos pedidos são emitidas na ordem em que devem ser entregues aos clientes”. (LEITÃO, 2007)

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O picking no Centro de Distribuição Integrada inicia-se assim que as notas fiscais são emitidas para providenciar a separação dos produtos e sua organização para serem expedidos.

A exigência dos clientes é tida como o fator primordial para se investir na evolução da armazenagem nessas duas últimas décadas, segundo Lima (2002).

“Além disso, a grande proliferação do número de produtos - resultado não só do lançamento de novos produtos, como também da grande variedade de modelos, cores e embalagens – e o crescente aumento das entregas diretas ao consumidor - fruto das vendas por catálogos, pela internet, pelo telefone, ou até mesmo por lojas que passaram a trabalhar apenas com mercadorias expostas em mostruário – também trouxeram novas demandas para as operações de armazenagem”. (LIMA, 2002)

Com essa nova realidade, as empresas têm recorrido aos centros de distribuição para agilizar as entregas diretas ao consumidor e têm que rever suas estruturas logísticas, valorizando as atividades de picking para atender à demanda por mais entregas e maior variedade de itens com o surgimento de novos produtos. O picking ganha novos investimentos e variações para atender às distintas necessidades das empresas devido ao tamanho dos produtos, da fragilidade de determinados itens, que requerem cuidados no manuseio e nos processos de automação quando é o caso. (LIMA, 2002)

Todas as caixas montadas seguem pela esteira até os respectivos operadores em ordem pelo sistema first in, last out (primeiro a entrar, último a sair) para serem alocadas nos veículos que vão proceder as entregas. As marcas com menor giro e as marcas com embalagens diferenciadas não utilizam os flow-racks (prateleiras de fluxo) automáticos devido à inviabilidade marcada pela pequena quantidade formatos incompatíveis cujas adaptações não são viáveis economicamente. Após isso, as caixas são fechadas e paletizadas para serem acomodadas nos veículos de distribuição que são dotados de sistema de segurança de rastreamento por Global Position System (Sistema de posição global) e sistema de rádio. Quando surgem problemas mecânicos ou roubo, outros veículos são acionados com cargas idênticas para não comprometer muito a distribuição.

5.3. Automação Agrícola

As empresas de implementos agrícolas vêm investindo mais em equipamentos e tecnologia de ponta e necessitam de profissionais com conhecimentos especializados no processo da agricultura de precisão. “O aluno aprende em sala de aula e nas aulas práticas a técnica da agricultura de precisão em máquinas e também o porquê da utilização de determinada cultura e manejo”. (BARBOZA apud LANER, 2012) As tecnologias exploram a utilização de Global Position System (Sistema de posição global) e outros equipamentos, que visam otimizar a produção ao recolher dados e processá-los sobre as “condições químicas e físicas do solo” para que o produtor não gaste mais do que o necessário em para preparar o solo para o plantio, para a conservação das culturas e, no momento da colheita, acompanhar todo o processo para sincronizar as máquinas colheitadeiras, a colocação dos caminhões para receber os grãos e os tratores para o novo plantio, com cálculos precisos sobre os gastos de combustível, de fertilizantes, de tempo necessário para as atividades, conforme tabela 1. “Agricultura de precisão é utilizar as novas tecnologias de máquinas, juntamente com o conhecimento, para aumentar a produtividade da área de produção” (BARBOZA apud LANER, 2012).

Segundo Marques (2004), o sucesso do agronegócio guarda estreita relação com o gradativo aumento do investimento em Tecnologia e Inovação, principalmente desde 2001. A gestão agrícola verticalizada – processo que tem incrementado a produtividade agrícola – é responsável pelas safras recordes e pelo aumento da competitividade dos produtos brasileiros no exterior. Tal organização extrapola a coordenação política e os esforços do Governo Federal em ampliar o saldo positivo da balança comercial e tem provocado uma verdadeira revolução no campo, graças à incorporação de softwares de gestão e soluções em automação que transformou muitas fazendas em verdadeiros laboratórios de tecnologia de ponta.

O meio rural tem que se apresentar como possibilidade atrativa à permanência do jovem no espaço rural e para isso a educação faz parte desse pacote para a melhoria da qualidade de vida rural; as instâncias de lazer, cultura, trabalho, geração de renda e autonomia financeira também deve constar do rol de necessidades do jovem no campo, pois só assim terá atrativos para lá permanecer e crescer, contribuindo para a geração de riquezas do país. As políticas públicas podem oportunizar financiamentos, educação, e aquisição de imóvel rural bem como equipamentos para sua manutenção e desenvolvimento.

Segundo Cardoso Jr. & Jaccoud (2005), há um inter-relacionamento entre os quatro eixos (do Emprego e do Trabalho, da Assistência Social e Combate à Pobreza, da Cidadania Social e da Infra-Estrutura Social) que não devem, em momento algum, serem vistos como algo separado do conjunto de situações históricas no desenvolvimento dos sistemas nacionais de proteção social, pois fazem parte de um processo dinâmico e contraditório de construção.

Segundo Toledo (2008) há poucos estudos desenvolvidos para compreender todas as transformações sociais que ditam os processos sucessórios na agricultura familiar, todavia os mecanismos para assegurar a permanência da juventude rural junto às propriedades dos pais são inconsistentes, “o que parece demonstrar que estes não vislumbram expectativas e atrativos que venha a transformar o meio rural em um local adequado para o projeto de suas vidas”.

“Mato Grosso hoje é destaque no cenário econômico nacional graças à sua agricultura de grande porte, que se utiliza de grandes áreas para o plantio e tecnologia de ponta nas suas máquinas e equipamentos agrícolas. A produção, principalmente da soja, é voltada para a exportação e os recursos arrecadados em forma de impostos têm garantido o rápido desenvolvimento do estado”. (PAREDES, 2011)

Tabela 1: Vantagens da adoção de Sistema automatizado na armazenagem de grãos

  • A rápida evolução do segmento agrícola exige a constante modernização dos controles e a agilização dos processos de armazenagem e manuseio de grãos em todo o mundo. A automação empregada no Uberzem permite o total controle sobre a atividade fim da unidade armazenadora.

  • Todo o processo de armazenagem de grãos é gerenciado pelo sistema de automação;

  • O sistema assegura as condições corretas de armazenagem e manuseio dos produtos;

  • Cada silo contém sensores que controlam a temperatura nas condições ideais, o que evita possíveis perdas do produto armazenado;

  • Evita que produtos diferentes se misturem no momento da armazenagem;

  • Contato humano com o produto armazenado é mínimo;

  • Aeração dos silos e descarga em secadores são monitorados e automaticamente acionados, obedecendo a programas pré-estabelecidos, o que diminui a possibilidade de falhas.

Algumas vantagens do Sistema de Automação

  • Elimina perdas pós-colheita;

  • Garantia da qualidade do produto em todas as etapas de armazenagem, ou seja, desde a entrada dos produtos no armazém até o momento de sua comercialização;

  • Permite a escolha da melhor época para a comercialização do produto;

  • Agilidade no embarque e desembarque dos grãos;

  • Flexibiliza o escoamento da produção na época de pico da colheita.

Fonte: Uberzem, 2011

5.4. Serviços de Automação Industrial

Há uma série de empresas que oferecem soluções tecnológicas para as indústrias, no sentido de automatizar a produção. Apresentaremos aqui algumas delas à guisa de exemplo sem a menor intenção de fazer publicidade ou de comparar serviços e produtos. A Citisystems é focada no desenvolvimento de soluções personalizadas para otimizar a produção, extraindo o máximo de informações do ambiente fabril para gerar alternativas que o cliente analisa e implementa para atingir os objetivos estipulados para o seu negócio: Entre as ferramentas que fornece estão:

  • Apontamentos de produção automáticos obtidos através de dados dos equipamentos ou leitores de código de barras;

  • Integração das informações de campo ou sistemas supervisórios com ordens de produção;

  • Monitoramento on-line de variáveis de processo com históricos e tendências;

  • Implementação de ferramentas estatísticas (Controle Estatístico de Processos);

  • Controle de downtime e histórico de falhas;

  • Estudo, projeto e implementação de componentes eletrônicos nos equipamentos para extração das informações de campo.

  • Gestão de produtividade;

  • Informações precisas dos equipamentos para a equipe de engenharia com ferramentas de análise estatística (Weibull) para o estudo de confiabilidade;

  • Integração das informações de chão de fábrica com os sistemas de gestão de mercado.

  • Acesso local ou remoto das informações em tempo real. (SILVEIRA, 2012)

No âmbito da segurança e da organização no armazenamento das informações surgiu a Computação em Nuvem (Cloud Computing) que é um novo conceito ligado à Tecnologia da Informação que tem ganho a adesão de organizações grandes, médias e pequenas, que pagam taxas de utilização por serviços de hospedagem e processamento de arquivos diretamente na Rede Mundial de Computadores, por serviços prestados por determinadas companhias tais como Google, Microsoft, Amazon.

Segundo Taurion (apud BAHIA, 2010) o vocábulo Cloud Computing (Computação em Nuvens ou Computação nas Nuvens) foi utilizado pela primeira vez por Eric Schmidt, da empresa Google, em 2006, ao realizar uma palestra sobre o gerenciamento dos data centers da Google. Atualmente, Cloud Computing (Computação em Nuvens ou Computação nas Nuvens) representa um movimento que promete realizar transformações profundas no campo das tecnologias.

Estamos vivenciando uma revolução, baseada no conhecimento, mais profunda que a Revolução Industrial. A riqueza está baseada no conhecimento e não nos fatores clássicos de terra, capital e trabalho. As antigas maneiras de determinar valor não são mais adequadas. (TAURION apud BAHIA)

A Computação em Nuvem desloca para um ambiente virtual (Internet) todo o repositório de informações existentes em distintos formatos, realizando o papel da memória física do computador, pen drivers, antigos CDs, disco externo, enfim, possibilitando realizar backups diretamente na Internet, possibilitando, inclusive o acesso de quaisquer equipamentos fixos ou móveis ligados à Internet. (BAHIA, 2010)

Com a Cloud Computing (Computação em Nuvens ou Computação nas Nuvens) é possível criar arquivos digitais como fotos, textos, documentos sem a necessidade de instalar softwares específicos na máquina. O assunto tem sido debatido ostensivamente no âmbito das novas tecnologias, pois há ainda muita desconfiança com relação à segurança dos dados que ficam arquivados na Rede Mundial de Computadores.

Uma camada de serviços na Computação em Nuvem é a do Software para Serviços, quando a empresa prestadora disponibiliza softwares como serviços pagos, em uma relação que exige pouca interação do Departamento de TI com a prestadora de serviços.

Hoje existe uma enorme quantidade de aplicações de camada SaaS na Internet. Os aplicativos do Google Apps (Google Mail, Agenda e Docs, por exemplo), SalesForce.com e até mesmo o AutoCAD WS. “Software-as-a-Service é um modelo disruptivo. Sua proposição de valor é a funcionalidade oferecida e não a ‘propriedade’ do produto. A ideia básica é que você na verdade não quer uma máquina de lavar roupa, mas quer a roupa lavada. SaaS oferece isso. Você não necessita instalar um pacote CRM – Customer relationship management (Gerenciamento de relacionamento com o cliente) ou Enterprise Resource Planning (Sistema Integrado de Gestão Empresarial), mas precisa das funcionalidades. (TAURION apud CAMEIRA; BELLONI; ROSA, 2012)

A gestão da Informatização visa oferecer à empresa os recursos necessários à adoção das melhores práticas na estruturação das funções de Informática, melhor relacionamento com áreas usuárias, as melhores metodologias de desenvolvimento, os melhores planos de desenvolvimento dos projetos, com ou sem a utilização de serviços terceirizados e melhores processos. (VALENTIM, 2000)

A Telefònica anunciou em março de 2012 sua entrada na disputa das empresas prestadoras de serviços de Cloud Computing (Computação em Nuvens ou Computação nas Nuvens), prometendo garantir às grandes empresas e instituições públicas um incremento à flexibilidade e à eficiência em toda a América Latina onde a empresa opera. Trata-se de uma solução avançada que “baseia-se na infraestrutura VBlock da VCE, a plataforma para cloud mais robusta do mercado em termos de segurança, escalabilidade e suporte de ponta a ponta”. (TELEFÒNICA, 2012)

A Telefônica, em colaboração com a Cisco e VCE, lança na América Latina um serviço regional avançado de hosting em nuvem dirigido ao segmento Corporativo (Grandes Empresas e Órgãos Públicos). Trata-se do Virtual Hosting 2.0, o primeiro serviço de cloud computing sob medida oferecido regionalmente e suportado pela plataforma VBlock da VCE, a mais robusta do mercado em termos de segurança, evolução, escalabilidade e suporte de ponta a ponta.

O serviço é fornecido a partir de Data Centers na América Latina que estão interconectados e com gerenciamento e provisão integrados. Esses Data Centers encontram-se no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru. (TELEFÒNICA, 2012)

O Virtual Hosting 2.0 oferecerá recursos de Tecnologia da Informação de infraestrutura, “data centers virtuais, serviços de cloud privada e serviços de continuidade de negócio mediante imprevistos e desastres, oferecendo tecnologias de ponta como serviço para evitar que as empresas obriguem-se a investir em equipamentos e em sua manutenção, possuindo infraestrutura física própria. (TELEFÒNICA, 2012)

A Google, por meio do Google Drive oferece pacotes de Computação em Nuvem que pode atingir os 16 TB para quem precisa de muito espaço para armazenamento, dependendo do plano adquirido. (KARASINSKI, 2012)

5.5. Projeto de Automação Residencial

A automatização de residências é algo inovador e tem ganho bastante aceitação entre os brasileiros devido ao seu caráter empreendedor, à segurança e comodidade que ele proporciona e devido ao barateamento das tecnologias necessárias para sua implantação. Pode ser adaptado para prédios residenciais, empresas e indústrias, bastando para tanto realizar as devidas adaptações conforme as necessidades de cada negócio.

O projeto Arduino tem concepção italiana, quando em 2005 foi criado com o intuito de “oferecer uma plataforma de prototipagem eletrônica de baixo custo e de fácil manuseio por qualquer pessoa interessada em criar projetos com objetos e ambientes interativos” (PINTO, 2011).

Uma característica marcante do Arduino é sua flexibilidade e fácil manuseio que possuindo um hardware (a placa eletrônica) e de um software (ambiente de desenvolvimento) que permite a criação de projetos pelos próprios usuários.

O Arduino é um projeto open source, portanto software e hardware livres, disponibilizando a documentação para o usuário elaborar o hardware com acesso ao código fonte do ambiente de desenvolvimento. David Mellis (2009), Nós queríamos que outras pessoas estendessem a plataforma para adequá-la às suas necessidades. Para isso, elas deveriam ter acesso ao código-fonte do software e ao projeto do hardware. Além disso, como era uma plataforma nova, ser de código aberto deu confiança às pessoas. Elas sabiam que poderiam continuar expandindo a plataforma mesmo que o desenvolvedor original desistisse dela.

O Shield Arduino feito para acoplar ao Arduino Mega (funcionamento exclusivo para o mega) com a finalidade de automação de residência e predial. Possui 8 relês; seis contatos secos para utilizar com sensores de movimento, sensores de portas, de janelas ou chaves de acionamento; um LCD D20X4; conexão para APC (conexão Wirelles), entrada BlueTooth para conectar ao PC ou ao Android.

Os Protocolos são definidos pelo usuário e passados para a linguagem PHP para os dispositivos que irão controlar o sistema.

Arduino é uma plataforma open source de prototipagem eletrônica baseada na flexibilidade, ou seja, possui hardware e software de fácil utilização, além disso, possui um baixo custo e pode ser executado em várias plataformas, como Windows, Mac OS, e Linux. Foi projetado para engenheiros, artistas, aficionados por tecnologia ou qualquer pessoa interessada em criar objetos ou ambientes interativos. (LEITE, 2012)

O server Web pode utilizar linux+php+mysql ou Windows, mas é bom lembrar que o Arduino permite alterações e adaptações por ser uma plataforma open source, portanto livre, mas é melhor para esta aplicação o uso de Controlador Lógico Programável.

6. CAPÍTULO III

6.1. ENTERPRISE CONTENT MANAGEMENT (GERENCIAMENTO DE CONTEÚDO DE DOCUMENTOS)

Para Enterprise Content Management (Gerenciamento de Conteúdo de Documentos), com o advento das novas tecnologias e a valorização do conhecimento, as informações, os documentos necessitam ser guardados a sete chaves pela empresa. Dessa forma, a agilidade em acessar a informação guardada é também de extrema importância. Nesse contexto, surgem inovações como o Gerenciamento de Conteúdo de Documentos, que possibilita às organizações uma série de possibilidades para o arquivamento, segurança dos dados, diminuição dos custos por meio dessa tecnologia disponível que tem “aumentado de forma espantosa a capacidade de se capturar, compilar, registrar, criar e armazenar informação, excedendo a capacidade de uma organização em acessar, gerenciar, e extrair conteúdo dessa base de informação”.

É fato que a principal fonte de informação das Empresas está nos documentos, sejam estes arquivos de processadores de textos, planilhas eletrônicas, fotografias, filmes, gravações de áudio, imagens de documentos em papel, relatórios, ou correspondências recebidas por diferentes meios (correio, fax, e-mail). Como um recipiente de informação não estruturada, os documentos representam em essência, a capacidade de qualquer empresa de se comunicar e interagir com outras entidades. (GED/ECM, 2012)

A possibilidade de controlar e gerenciar documentos torna-se hoje uma necessidade estratégica para a competitividade. Capturar, gerenciar, processar, armazenar, e distribuir documentos eficientemente possibilita às empresas tornarem os seus negócios aptos às rápidas mudanças de mercado, ao mesmo tempo que aumenta a produtividade e reduz custos.

Sistemas Enterprise Content Management (Gerenciamento de Conteúdo Corporativo) oferecem os recursos necessários ao gerenciamento do ciclo de vida de um documento num ambiente colaborativo, em que profissionais distribuídos por espaços físicos distintos participam do processo de criação de forma organizada.

A duração do ciclo de vida de um documento, bem como cada estágio, depende muito do tipo de documento, dos processos de negócios, dos padrões da indústria, e até mesmo do caráter legal. Portanto, o correto entendimento do ciclo de vida e dos padrões de documentação em uma empresa são fatores críticos para se determinar os requisitos de um sistema de Gerenciamento de Conteúdo Corporativo. (GED/ECM, 2012)

“O Planejamento e Controle da Produção é um sistema de transformações e informes entre marketing, engenharia, fabricação e materiais”, com informações sobre a posição de vendas, das linhas de produtos, potencialidade produtiva, capital humano, estoques, expectativas de atendimento às necessidades de vendas, transformando os projetos em ordens plausíveis de fabricação. (POZO apud ALONSO JÚNIOR, 2009).

O Planejamento e Controle da Produção é a maneira de planejar os custos, lucros, perdas e também a satisfação do cliente, que são todos fatores ligados à produção para exercer um controle sobre o processo. O Planejamento e Controle da Produção encarrega-se de controlar os recursos produtivos para alcançar as metas estabelecidas para uma produção equilibrada, sem desperdícios nem quebra de estoque no mercado. As atividades são distribuídas em 3 níveis hierárquicos quanto ao planejamento e controle das atividades produtivas de um sistema de produção, segundo Molina; Resende (2006):

- Nível estratégico

- Nível tático

- Nível operacional

As atividades desenvolvidas pelo Planejamento e Controle da Produção são as seguintes, conforme Figura 1:

Figura 1 – Mini Programação e Controle de Produção

Fonte: MINIPCP, 2012

Desenvolvido pela EFX Tecnologia baseado em um sistema concebido para a indústria farmacêutica, o Mini Programação e Controle de Produção é distribuído em 3 versões: Essencial, Múltiplo e Completo. Na Figura 2, são demonstradas as diferenças das versões Essencial e Múltiplo, mostrando as funções básicas de cada um dos modelos para uma escolha mais adequada às necessidades de cada indústria.

Figura 2 – Valores para aquisição do software

Fonte: MINI PCP, 2012

Oliveira Neto; Chaves; Sacomano (2010) definem Programação e Controle da Produção como um “conjunto de funções inter-relacionadas que objetivam comandar o processo produtivo e coordená-lo com os demais setores administrativos da empresa”.

Para minimizar o fator humano nos apontamentos de produção é necessária a utilização de ferramentas e conceitos de automação industrial. A automação industrial, que vem ganhando força cada vez mais nas indústrias pode dar uma visão real de tudo que ocorre no chão-de-fábrica ao tomador de decisão, desde que seja utilizada de forma correta. (SILVEIRA, 2012)

A introdução de ferramentas de Programação e Controle da Produção adentra as organizações em um momento em que a produção passou a ser realizada não mais artesanalmente passando a assumir uma especialização do trabalho departamentalizado. A comunicação entre os departamentos tem que estar de tal forma integrada para proporcionar a otimização da produção com operações interligada para o atingimento das metas estipuladas e desenvolvimento da empresa.

7. CONCLUSÃO

A globalização incrementou a competitividade entre as organizações e as novas tecnologias possibilitam a inovação por meio da automação dos processos, por meio de sistemas altamente sofisticados que permitem o armazenamento, a manipulação, a recuperação e o aproveitamento das informações de forma eficiente: Computação em Nuvem, automatização da movimentação de materiais, internacionalização das empresas, demonstrando que os recursos das Tecnologias da Informação podem criar diferenciais competitivos essenciais nessa era do conhecimento.

As empresas empreendedoras que implementam tecnologias inovadoras destacam-se em vários setores que destacamos nessa pesquisa: no setor da automação agrícola desde os maquinários para a produção, passando pela logística e movimentação dos materiais até o armazenamento, demonstrado pelo empreendedorismo da automação do Picking.

Na produção de softwares – Gerenciamento do Conteúdo Empresarial (Enterprise Content Management) para o Gerenciamento de Conteúdo de Documentos; as facilidades oferecidas pela Computação em Nuvem; a implementação da Nota Fiscal Eletrônica pelo Governo para melhorar a fiscalização e aumentar a segurança dos consumidores.

Os investimentos realizados no âmbito da internacionalização das empresas, muitas vezes, envolvem serviços de inovação tecnológica industrial e automação do picking, para aumentar a produtividade e diminuir os custos de produção como pudemos concluir nesse trabalho. Neste sentido, apresentamos o caso da Marcopolo e sua Estratégia de Internacionalização.

A automação residencial e predial tem representado bons negócios para as empresas do setor com custos que ficam cada vez mais ao alcance de um maior número de consumidores.

No campo, a automação da agricultura alavanca a produtividade com a utilização de tecnologias que incluem o Sistema de posicionamento Global, por exemplo, para coordenar toda uma colheita de grãos, agilizando o processo e gerando economia de tempo e de combustível.

A sustentabilidade, no entanto, não supera a ética e a responsabilidade para com as pessoas, que devem servir das tecnologias de forma democrática com vistas ao fim das desigualdades socioeconômicas.

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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