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Desvios comuns à redação científica

Regras da ABNT

Alguns desvios tendem a ser comuns na redação científica, por isso é preciso sempre aprimorar seu conhecimento, a fim de não cometê-los.

Retomando conceitos antes ressaltados, sentimo-nos instigados a rever o texto “Estilo da redação científica”. As ideias nele abordadas se voltam para alguns aspectos fundamentais que devem se manifestar em todo e qualquer discurso, sobretudo em se tratando daquele inerente ao texto científico. Três palavras parecem resumir o assunto: “clareza, precisão e objetividade”.

Assim, tendo em vista que a pesquisa não se resume somente na busca e na análise de um determinado fenômeno, as elucidações aqui expostas se resumem no intuito de oferecer a você, caro (a) pesquisador (a), uma complementação do que antes foi minuciosamente pontuado, de modo a orientá-lo (a) acerca de alguns aspectos que, uma vez manifestados, poderão incidir de forma negativa na comunicabilidade dos resultados obtidos por meio de seu intento. Vejamos:

Sequência ilógica das ideias manifestadas

Tudo que será abordado na redação do texto científico tem de, necessariamente, passar pelo crivo da análise, no sentido de fazer com que as ideias sejam organizadas de forma transparente, clara, seguindo uma ordem previamente estabelecida. Tudo isso em favor da clareza dos enunciados ora em questão.

Construção de períodos longos

Não raras as vezes, a ideia principal se perde em meio ao acúmulo de informações inerentes a ela. Dessa forma, o recomendável é que se evite a prolixidade, aquelas abordagens irrelevantes, cujo uso somente tornará o discurso obscuro, incompreensível, confuso. Nesse sentido, o ideal é dizer o essencial, o necessário, sem rodeios.

Presença de ideias ambíguas

Clareza e precisão se traduzem mutuamente em sinônimo de objetividade, de definição. Dessa forma, definir o que realmente se pretende dizer é, sobretudo, não abrir espaço para múltiplas interpretações.

Impessoalidade como marca registrada

O uso da terceira pessoa não significa que, mediante os olhos do interlocutor, a sua autoria não se mostrará definida. Tal aspecto deve prevalecer em razão de que o discurso deve, antes de tudo, transmitir confiabilidade, pautando-se em evidências concretas. Por isso, os “achismos”, porventura concebidos pelo uso da primeira pessoa do singular, poderão tão somente demonstrar alguma insegurança – aspecto esse indispensável à modalidade em questão.

Repetição desnecessária de palavras

Como antes abordado, dizer o essencial representa palavra de ordem. Tal aspecto, por sua vez, parece não se ajustar a possíveis repetições de sentido, isto é, repetir uma ideia antes retratada somente piora a qualidade do discurso. Há, portanto, um vício de linguagem caracterizado pela tautologia, que tão bem ilustra essa situação, cujas ocorrências se manifestam por “planejar antecipadamente”, “retornar de novo”, “encarar de frente”, “há anos atrás”, entre outras.

Muitas outras manifestações linguísticas se fazem evidentes no sentido de atribuir ao texto científico a imprecisão que lhe é desnecessária. Portanto, esperamos ter contribuído de forma significativa para torná-lo (a) consciente de alguns pressupostos.


Publicado por: Vânia Maria do Nascimento Duarte

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