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Conhecimento empírico ou senso comum

Regras da ABNT

O conhecimento empírico ou senso comum se define pela ausência de comprovação científica acerca de um dado fenômeno, manifestado, portanto, pela consciência coletiva.

Você, na qualidade de pesquisador(a), deve estar se perguntando acerca da relevância do assunto que ora nos propomos a discutir: conhecimento empírico ou senso comum,  em se tratando de um espaço no qual parece haver lugar somente para posicionamentos relacionados à área científica, cujo “território” se caracteriza pelas Normas da ABNT, ou seja, as normas da Associação Brasileira de Normas e Técnicas. Eis que, partindo desse pressuposto intencionalmente elencado, conseguimos encontrar razões de sobra para dar vazão à frutífera conversa e à troca de experiências que, porventura, irão se demarcar daqui em diante.

Acreditamos, pois, que a expressão “senso comum” não representa nada de extraordinário, nada de excepcional para ninguém, haja vista que o próprio termo traz consigo uma carga semântica de base significativa. Dessa forma, cabível é afirmar que se trata daquele conhecimento passado de geração a geração desprovido de qualquer constatação que dispõe do aval do universo científico propriamente dito.

Para sermos mais claros, sobretudo, tentando exemplificar por meio de circunstâncias cotidianas, pensemos em algumas afirmações que, de tanto se manifestarem e se posicionarem como verdadeiras, originam uma consciência coletiva que vai se formando ao longo do tempo, e que, de forma sequencial, vai sendo repassada, pois, sem nenhum critério científico, a pessoa acredita que as razões estão apenas em suas crenças, ou seja, o fenômeno constatado se encontra isento de quaisquer relações de ordem científica, de caráter comprovado. Como exemplo, podemos citar algumas expressões, tais como: “Mulher ao volante há risco de perigo constante”/ “Quem dá aos pobres empresta a Deus”/ “O que não tem remédio remediado está”, entre muitas outras.

Assim, oque de fato ocorre é que as constatações obtidas por meio de tais posicionamentos são fruto apenas da ordem aparente da realidade, da prática cotidiana de uma forma geral. Assim, priorizando os aspectos de que demanda o texto científico, constatamos que banalizados se tornam os aspectos antes mencionados, justamente pelo fato de que em se tratando de tal modalidade, faz-se evidente a necessidade da comprovação, ou seja, uma constatação que ultrapasse as barreiras da realidade aparente e que, acima de tudo, apresente-se submetida a testes mais rigorosos de comprovação, passados, evidentemente, pelo filtro da comunidade científica, devidamente reconhecida.


Publicado por: Vânia Maria do Nascimento Duarte

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