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A metodologia na pesquisa científica: esmiuçando conceitos

Regras da ABNT

A metodologia na pesquisa científica representa uma das tantas etapas a serem cumpridas, que, uma vez materializadas, culminam em bons resultados.

Parece até irrelevante, em se tratando do contexto em questão, mas o fato é que quando partimos para descobertas, para o estudo de um dado fenômeno, traçamos um norte e, com ele, os caminhos pelos quais devemos percorrer para atingir o destino final, para se obter as conclusões necessárias deste ou daquele intento.

Tal fato prevalece não quando o assunto diz respeito à pesquisa científica - centro de nossas atenções no momento -, mas também para toda e qualquer circunstância nas quais as descobertas de distintos saberes se encontram em jogo. Partindo, pois, de tais prerrogativas, entendemos que as acepções semânticas que perfeitamente se aplicam à palavra “metodologia” partem da ideia relacionada ao “como fazer” para que se atinja o produto final, digamos assim. Dessa forma, entre todas aquelas etapas a serem conquistadas mediante o conhecer de um dado fenômeno, ela, a metodologia, “atua” demonstrando sua efetiva parcela de contribuição, haja vista que esse método, uma vez bem definido, proporciona ao pesquisador aquela orientação tão importante quanto necessária, que o permite traçar hipóteses, liderar melhor (coordenando as investigações), realizar experiências e, sobretudo, interpretar os resultados. Assim, para que os posicionamentos aqui firmados ganhem ainda mais peso, mais consistência, certifiquemo-nos aceca dos posicionamentos firmados por FACHIN, 2006:

O método científico confere ao pesquisador inúmeras vantagens, oferecendo-lhe um conjunto de atividades sistemáticas e racionais, mostrando-lhe o caminho a ser seguido e permitindo-lhe detectar erros e auxiliando nas decisões. Sua aplicação correta proporciona segurança e economia, e permite obter conhecimentos eficazes, com qualidades essenciais à sua natureza.*

Mediante a postura tomada pelo autor em questão, não é descabido afirmar que em se tratando, primeiramente, de um projeto de pesquisa, a metodologia deve responder a quais etapas serão traçadas, preferencialmente dispostas em ordem cronológica, numeradas, especificadas, comportando, pois, todos os passos a serem desenvolvidos. Assim, esse planejar nos faz dar conta de que há uma previsibilidade do tempo gasto, dos recursos, inclusive os financeiros, a serem utilizados – o que irá culminar na elaboração de um cronograma cujas etapas se tornarão passíveis de se cumprir, contribuindo para que a execução do trabalho se dê de forma plena.

Sob tais propósitos, torna-se relevante checar acerca de alguns pontos que preponderam na elaboração de métodos cada vez mais eficazes, entre eles:

# Tendo em vista os objetivos ora propostos, torna-se pontual determinar quais os tipos de pesquisa que serão necessários para atingir tais intentos e assim chegar aos resultados;

# Acerca das abordagens metodológicas, quais delas serão utilizadas: qualitativa, quantitativa?

# De quantos pesquisadores se comporá a pesquisa e quais serão eles?

# Instrumentos para a coleta de dados também farão parte dos propósitos firmados, assim, quais serão eles: gravadores, questionários, formulários? Como se dará esse coletar? Por meio de entrevistas, por meio de observações?

# Apontando acerca dessa técnica de observação, qual será a população a ser analisada, e mais: qual o contingente que irá compor a amostragem para que não haja uma grande disparidade na tabulação dos dados?

Todos esses pressupostos, uma vez levados em conta, possibilidades de que haja êxito no planejamento metodológico resulta em fator preponderante, cujas consequências não poderiam se caracterizar de forma diferente, ou seja, única e puramente a conquista de bons resultados.

* FACHIN O. Fundamentos de metodologia. 5 ed. São Paulo: Saraiva, 2006


Publicado por: Vânia Maria do Nascimento Duarte

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