Topo
pesquisar

O USO DAS REDES SOCIAIS NA PRÁTICA DOCENTE - Uma Experiência no Colégio Estadual Euclydes da Cunha

Pedagogia

História da internet, redes sociais mais comuns entre os meios de comunicação e a importância delas na educação, dificuldades sobre acessos e falta de estrutura das escolas e qual a eficácia do uso das redes sociais na educação.

índice

1. RESUMO

O presente trabalho de pesquisa teve como objetivo verificar a eficácia do uso das redes sociais na educação, bem como, observar o trabalho docente com o uso das mídias sociais, reconhecer as possibilidades do uso das redes na construção do conhecimento e verificar o processo de ensino e aprendizagem com a utilização das mídias. Para o estudo realizado utilizou-se a metodologia observação participante. As perguntas da entrevista foram semiestruturadas para compreensão do entendimento de cada entrevistado, contemplando o modelo de respostas abertas, para entender melhor a concepção dos estudantes e perguntas para o professor da classe para que pudesse analisar o olhar do docente diante sua proposta de ensino. Foram entrevistados 4 alunos do curso de normalistas do Colégio Estadual Euclydes da Cunha, com o intuito de contemplar ambas as partes. As leituras de Belloni, Coll, Kenski, Lorenzo, Moran dentre outros, foram essenciais para a fundamentação teórica da pesquisa. Concluiu-se que a abordagem utilizada durante todo o processo ensino-aprendizagem, irá definir o tipo de profissional que estamos formando por se tratar de um curso de formação de professores. Cidadãos críticos reflexivos, capazes de analisar fatos e tomar decisões baseando-se em seu conhecimento e suas próprias opiniões e experiências.

Palavras-chave: Redes Sociais, Prática Docente, Educação, Ensino e Aprendizagem.

2. Introdução

Neste presente trabalho, vamos abordar como se deu o início da internet e falar sobre algumas redes sociais mais comuns entre os meios de comunicação, com ênfase no aproveitamento no campo educacional. Compreender a importância das redes sociais na educação, e a capacitação do professor para que integre os objetivos de avanço no universo dos estudantes é fundamental para que se beneficie o processo de ensino e aprendizagem.

Ainda neste contexto, vamos abordar as dificuldades sobre acessos e falta de estrutura das escolas para que os conteúdos sejam efetivados. Vale ratificar, a importância do estímulo da autonomia que os estudantes trazem consigo e apoio pedagógico que buscam. Neste contexto, o aluno ensina tanto quanto aprende, existe uma troca nas relações de aprendizagem.

Em um segundo momento, vamos refletir sobre as possibilidades de transpor a didática de forma abrangente, e meios de avaliação onde as redes sociais se tornam parte colaborativa dentro da estimativa de notas, possibilitando ao aluno que seja avaliado como um todo. Vamos refletir também sobre a formação do profissional, que vai esbarrar com as tecnologias no seu cotidiano, e como a formação continuada exige deste profissional. A criatividade também é parte desta reflexão, onde o professor busca outras formas de interagir e dar continuidade ao trabalho, sob outra perspectiva, a das redes sociais.

Na pesquisa de campo, coletamos os dados para compor as análises reflexivas que apresentamos baseadas em autores como Belloni, Coll, Kenski, Lorenzo, Moran e outros.

Nas considerações finais, apresento as minhas conclusões sobre a eficácia do uso das redes sociais na educação ao observar o trabalho docente na escola campo de pesquisa reconhecendo todas as possibilidades do uso das redes sociais na construção do conhecimento e o prazer dos alunos durante as aulas ministradas com o uso das tecnologias.

3. TECENDO O CONHECIMENTO EM REDES SOCIAIS

Desde a década de 90, com a origem da Internet, a conexão entre as pessoas fica mais fácil, e com o aprimoramento desta tecnologia da informação, surgem os recursos tecnológicos. Pensa-se logo na televisão, no telefone e, principalmente, no computador, mas, em se tratando de educação, qualquer meio de comunicação que completa a ação do professor é uma ferramenta tecnológica na busca da qualidade do processo de ensino e aprendizagem.

As Redes Sociais têm o objetivo de integrar, compartilhar informações em comum, entreter e aproximar pessoas. Cada perfil tem sua finalidade e preferência nas relações.

Para Souza e Sá (2016, p.5) hoje, existem muitas Redes Sociais e funções para diversas áreas: profissional como o Linkedin, onde se publica o currículo em círculos de amizade pré-concebido para que se obtenha sucesso na carreira.

Instagram, uma rede onde o foco são fotos. Whatsapp, um aplicativo de mensagens instantâneas onde existe a possibilidade de compartilhamento de vídeos, mensagens de voz e de texto.

Entende-se que o uso das redes sociais tem sido de grande importância na atual sociedade. As informações em tempo real, proporcionam aos usuários uma interação virtual e, com ela, a necessidade de mais informações difundidas ao mesmo tempo. Com todas essas disponibilidades tecnológicas, muitas pessoas, instituições educacionais, empresas têm aderido às redes sociais para uma nova relação digital.

O autor citado destaca que dentre as características mais utilizadas nesses espaços de novos relacionamentos, estão os interesses em novas pessoas, interesses em comum, o fato de diálogo e discordância dentre assuntos de grande repercussão, assuntos sempre atuais e fatos que sempre são lembrados, bem como o uso para fins educacionais, como compartilhamentos de ideias pedagógicas, assuntos de destaque e situações problema vividos diariamente entre os professores.

Criação de grupos de estudos ou assuntos específicos, também se mostram em alta nas Redes Sociais.

Para fins educacionais, os aplicativos têm se mostrado bastante úteis, pois algumas ferramentas se mostraram aplicáveis dentro da prática diária, e também como extensão nas rotinas de trabalhos extras, aqueles em que o aluno leva as tarefas para casa.

Algumas das opções que poderão ser adotadas pelos docentes e discentes estão: comunidades específicas para classe, trabalhos em grupo, compartilhamento de ideias e formação continuada dos professores.

Os recursos das comunidades permitem a inclusão de vídeos, links, documentos e mensagens de textos ou de voz.

Com a utilização de um espaço de colaboração, como redes sociais, o professor por sua vez terá a oportunidade de verificar aspectos muitas vezes difíceis de serem identificados em uma sala de aula, como a capacidade de elaborar textos, melhoria do desenvolvimento na escrita, a pesquisa sobre um assunto, a apresentação de uma opinião e o debate entre os alunos. (LORENZO,2013, p.30)

O autor aponta as dificuldades encontradas pelo professor em sala de aula, porém, ratifica a importância da utilização das redes sociais na sua prática docente como oportunidade de melhorar a relação didática com os alunos.

Portanto, a introdução do uso de mídias e sua expansão na sala de aula, permite ao professor um olhar diferenciado no que se refere a melhor compreensão do conteúdo pelo aluno. Sendo assim, o professor que realiza essa aproximação no seu cotidiano passa a se permitir a aprender novas propostas didáticas e compartilhar outros saberes vindo de relações já estabelecidas com alunos em suas redes e comunidade.

Segundo Moran (2013, p.07) “A escola é pouco atraente. ” Segundo o autor, a escola oferece aos alunos poucos atrativos, deixando-os desmotivados. Com esta situação tão distante de algumas realidades, os alunos deixam a escola ao perceberem que esta não acompanha os avanços tecnológicos que a sociedade apresenta.

Ainda de acordo com Moran, “Não basta colocar os alunos na escola. Temos de oferecer-lhes uma educação instigadora, estimulante, provocativa, dinâmica, ativa desde o começo e em todos os níveis de ensino” (ibidem, p. 08).

Algumas escolas e universidades ainda se prendem ao modelo tradicional de ensino, e oferecem aos seus alunos métodos engessados e pouco flexíveis. É certo que esses alunos estão plenamente conectados ao universo das relações virtuais, e estão atualizados, constantemente, através das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).

Escolas não conectadas são escolas incompletas (mesmo quando didaticamente avançadas). Alunos sem acesso contínuo às redes digitais estão excluídos de uma parte importante da aprendizagem atual: do acesso à informação variada e disponível on-line, da pesquisa rápida em bases de dados, bibliotecas digitais, portais educacionais; da participação em comunidades de interesse, nos debates e publicações on-line, enfim, da variada oferta de serviços digitais. (MORAN, 2013, p. 9 e 10).

Refletindo sobre esta proposição, muitas vezes os objetivos e planos de aula não são concretizados por conta de acessos indisponíveis, pois a internet banda larga ainda é uma realidade muito distante para algumas escolas de periferias, ou ainda, com este tipo de trabalho inviabilizando a participação dos alunos, pela falta de formação do professor com o uso das tecnologias. Para o sucesso do trabalho didático, o professor precisa estar atualizado, ser criativo e proporcionar práticas inovadoras para manter a interação com os alunos e dinamizar os conteúdos programáticos.

De acordo com Moran (p.10) “Podemos aprender estando juntos fisicamente e também conectados, podemos aprender no mesmo tempo e ritmo ou em tempos, ritmos e formas diferentes”.

Esta afirmativa de Moran nos leva a compreender que o trabalho do professor com as tecnologias vai além da sala de aula e oportuniza aos alunos que têm dificuldades de se expressar durante as aulas físicas, mais uma chance de se expressarem no seu tempo para serem avaliados.

Considerando a utilização do uso das redes sociais na educação, professores e alunos podem compartilhar materiais que englobem os assuntos dinamizados com vídeos, fotos, músicas, trechos de filmes, chat, links, buscando a interação e otimização do tempo em que os alunos ficam conectados às redes buscando sempre promover debates interessantes ligados ao cotidiano. São soluções onde se buscam a inovação para tratar de assuntos didáticos.

Anteriormente, as redes sociais eram somente focadas em relacionamentos, ou interesses em comum, porém observou-se a nítida expansão para outros fins, que não somente a vida privada e interesse em comum, o uso dessa mídia foi ampliado para outras funções, sejam política, ou de movimentos de interesses coletivos, e também na educação.

A rede social é uma das formas de representação dos relacionamentos afetivos ou profissionais dos seres entre si, em forma de rede ou comunidade. Ela pode ser responsável pelo compartilhamento de ideias, informações e interesses. (LORENZO, 2013, p. 20)

A partir dessa perspectiva, as aplicações das redes sociais na educação se tornaram úteis ferramentas para o processo de ensino e aprendizagem e, segundo Lorenzo,

A utilização de um espaço de colaboração, como redes sociais, o professor por sua vez terá a oportunidade de verificar aspectos muitas vezes difíceis de serem identificados em uma sala de aula (2013, p.30).

De acordo com Lorenzo (p.35), “O desafio para os educadores é a incorporação dos recursos da internet em redes sociais com uma finalidade de beneficiar o processo de ensino e aprendizagem”.

Desta forma, pode-se pensar em interagir com mensagens instantâneas, blogs e vídeo conferência. Para Moran (2013, p.9), “O mundo físico e o virtual não se opõem, mas se complementam, integram, combinam numa interação cada vez maior, contínua, inseparável”.

Acredita-se com isto, que a utilização das TICs e das redes sociais se tornaram indispensáveis para uma proposta didática inovadora, porém todo e qualquer processo que não seja julgado inovador deverá ser respeitado, pois a utilização de outras mídias voltadas para a área educacional são ferramentas complementares a aula tradicional.

Alguns autores fazem referência ao uso das Redes Sociais como parte colaborativa no processo de ensino e aprendizagem.

Lorenzo afirma que,

O Twitter é uma rede social que permite interação, por meio da conexão, com qualquer pessoa no mundo, sejam elas conhecidas ou não. O Twitter foi lançado em março de 2006, como forma de socialização. Este permite que uma pessoa envie uma mensagem instantânea, chamada tweet, com no máximo 140 caracteres, para seus seguidores, ou seja, as pessoas que escolheram ficar em contato. (LORENZO, 2013.p.126)

Sendo então, os tweets utilizados por usuários no mundo todo, estes permitem que o uso específico de @ (arroba) ou o símbolo # (hastag) em postagens sejam rapidamente conectados a assuntos de interesse pessoal, notícias gerais e assuntos em destaque. Desta forma, pode ser utilizado como mais uma rede social para expandir temas explorados também pelo docente, pois a utilização desta rede, permite que determinado assunto alcance outros usuários possibilitando outras reflexões sobre o tema que surgiu dentro da sala de aula.

Segundo Spadaro,

O Twitter é uma realidade muito flexível porque pode assumir vários significados: desde mensagem instantânea (MI), quanto de um SMS, até um verdadeiro instrumento de rede social como forma peculiar de blog coletivo, que permite criar, trocar e integrar ideias, notícias e conceitos; em resumo, um verdadeiro e próprio laboratório de micro comunicação em ebulição. (2013, p.130)

Esta afirmativa do autor nos permite refletir sobre uma perspectiva de tecnologia, pautada na diversidade em que ela pode oferecer à educação. Desta forma, podemos transformar e adaptar tantas outras fermentas disponíveis que nem sempre estão voltadas para área educacional, mas com o olhar pedagógico, podemos criar e explorar para apresentarmos atrativos e complementando o processo de ensino e aprendizagem dos alunos

O Facebook, outra rede social bastante utilizada também na educação, disponibiliza uma vasta configuração que é aplicável e uma interação significativa quanto ao seu uso pedagógico, pois o professor pode criar um perfil somente para fins educativos.

Dentre as suas funções, podem-se partilhar propostas, publicações de interesse comum para as turmas, realizar chats para trocas de informações pré-estabelecidas em tempo real, criar eventos, diálogos reflexivos por meio de comentários fazendo uso dentro do contexto apresentado, estimular com os alunos as produções textuais e outras formas de linguagens dentro das redes.

Em sua pesquisa Ferreira, Corrêa e Torres (2012) descreveram as principais potencialidades pedagógicas da internet para a aprendizagem online. Tanto nas escolas quanto na vida real, existem uma gama de aplicativos que podem aproximar os conteúdos das experiências do cotidiano quanto das experiências vividas em tempo real.

De acordo com os autores, os Quizzes são aplicativos para a elaboração de questionários de múltipla escolha que permitem ao usuário aprender através de perguntas e respostas. Outra ferramenta bastante utilizada tanto por docentes quanto discentes, chama-se SlideShare, este programa permite o compartilhamento e criação de slides, muito utilizado para ministrar aulas e apresentações de trabalho. Permite aos usuários a criação de aulas informativas proporcionando bastante interação e conhecimentos pois possui ferramentas de edição complementando os conceitos apresentados.

O Google Docs permite o gerenciamento de arquivos, compartilhamento por redes sociais e tem um formato específico. No Facebook, cabe ressaltar que a maioria das ferramentas faze relações umas com as outras, pois permitem compartilhamentos entre si. Já os intitulados grupos, permitem ações com respostas bem rápidas ou simultâneas, compartilham arquivos, textos, fotos e assuntos em comum. Os grupos são uma ótima opção para o âmbito acadêmico ou escolar, pois reúnem dentro de si os mesmos interesses.

Assim como o Facebook, outras redes permitem ações similares, mas vale destacar que esta permite em si, ações completas dentro das muitas possibilidades, a criação de eventos, para anunciar alguma ação, e conseguir manter o diálogo entre os membros.

Já as mensagens ou bate papos, têm a função de acordo com a pretensão do usuário, quer esteja online, ou não.

Muitas dessas ferramentas poderão interagir com a rotina de estudantes de diversos níveis, bem como o uso pedagógico do professor, podendo desta forma, auxiliar os métodos avaliativos e de integração desta geração nativa digital.

Diante esta postura inovadora, não só dos professores, alunos integrados a Web, têm sido grandes colaboradores na expansão de mídias com fins educacionais.

O Ebah é uma rede de relacionamento criada em 2006 por alunos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, e que em 2013 já contava mais de 800 mil usuários cadastrados. O objetivo do Ebah é compartilhar conhecimentos, arquivos e mensagens que possam auxiliar os alunos na jornada acadêmica e disponibilizar materiais de diversos tipos, como apostilas, textos, slides e exercícios resolvidos, além de possibilitar a aproximação de professores e alunos por meio da rede. (LORENZO, 2013, p.126).

Vale ressaltar que o assunto ainda gera muitas discussões no âmbito profissional, muitos docentes apresentam resistência ao uso das Tics ou qualquer outro similar, seja por falta de formação, ou dificuldade de transposição pedagógica.

Nesta perspectiva, para Moran

Os docentes podem utilizar os recursos digitais na educação, principalmente a Internet, como apoio para a pesquisa, para a realização de atividades discentes, para a comunicação com os alunos e dos alunos entre si, para a integração entre grupos dentro e fora da turma, para publicação de páginas web, blogs, vídeos, para a participação em redes sociais, entre muitas outras possibilidades (2013, p. 36-46.).

Atualmente, muitos professores e alunos se conectam mutuamente para a troca de conhecimentos e construção do saber, seja na realização da pesquisa, da estruturação das aulas e, dinamização que permite estabelecer uma relação com os alunos, otimiza o tempo, amplia o diálogo com os estudantes e torna o trabalho mais prazeroso.

Kenski afirma que,

Mesclam-se nas redes informáticas- na própria situação de produção e aquisição de conhecimentos – autores e leitores, professores e alunos. As possibilidades comunicativas e a facilidade de acesso às informações favorecem a formação de equipes interdisciplinares de professores e alunos, orientadas para a elaboração de projetos que visem à superação de desafios ao conhecimento; equipes preocupadas com a articulação do ensino com a realidade em que os alunos se encontram, procurando a melhor compreensão dos problemas e das situações encontradas nos ambientes em que vivem ou no contexto social geral da época em que vivemos. (2007, p.74)

Sendo assim, a partir das novas tecnologias, o papel do professor passou por novos processos de reestruturação e novos questionamentos, pois ele sempre foi o detentor de todos os saberes, a pessoa com maior grau de instrução, a que muitas gerações passaram, porém na nova visão da relação pedagógica, não é só o professor que detém os conteúdos e as informações privilegiadas. Freire (1996 p. 25), propõe nesta relação o professor como mediador dos conhecimentos, aquele que ensina, mas também aprende.

Ratificando a proposta de Freire, Moran aponta que:

É importante que o professor fique atento ao ritmo de cada aluno, às suas formas pessoais de navegação. O professor não impõe; acompanha, sugere, incentiva, questiona, aprende junto com o aluno. (1997.s.p)

Neste acompanhamento da evolução das redes e Tics no espaço escolar o professor teve que se atualizar para assim promover numa relação dialógica com seus alunos, momentos compartilhados de informações, que ao longo do processo tornam-se conhecimentos.

Com o avanço tecnológico, o uso da internet tornou-se acessível ás várias camadas sociais, não só como entretenimento, mas também, no campo educacional como fonte de pesquisa e ampliação de conhecimentos.

De acordo com Moran (1999) “Enquanto isso, boa parte dos professores é previsível, não nos surpreende; repete fórmulas, sínteses".

Desta forma, sem motivação, para os alunos, não existe a interação e entusiasmo com o pedagógico.

O autor citado (2012) considera que as primeiras reações que o bom professor e educador despertam no aluno são a confiança, a admiração e o entusiasmo. Isso facilita enormemente o processo de ensino e aprendizagem.

Refletindo sobre este pensamento de Moran, muitas vezes o aluno, de forma autônoma amplia seus conhecimentos utilizando o computador como fonte de informações, porém esta forma de aquisição de saberes não substitui a mediação do professor para validar os conhecimentos adquiridos e potencializá-los.

Para Valente,

Os computadores devem estar inseridos em ambientes de aprendizagem, que possibilitam a construção de conceitos e o desenvolvimento de habilidades necessárias para a sobrevivência na sociedade do conhecimento. (2002, pp.131-146).

Esta sociedade do conhecimento que hoje amplia, fortalece e modifica comportamentos mediados pelo uso das tecnologias é a realidade das escolas, que precisam estar bem equipadas com laboratórios que atendam às necessidades educativas, assim como os professores que hoje necessitam de uma formação continuada sobre tecnologias para que o seu trabalho pedagógico esteja articulado aos conhecimentos tecidos nas redes sociais.

4. Programando as práticas docentes

Os professores, em geral, estão cada vez mais inovando e dinamizando suas aulas para torná-las mais atrativas e participativas. Porém ainda falta domínio técnico pedagógico e tato das instituições universitárias, que ainda não estão abertas às novas possibilidades nos processos de ensino e aprendizagem que as redes sociais oferecem.

Tanto as redes sociais quanto a internet vêm provocando mudanças profundas na educação presencial e a distância. Freire (2002, p. 25) escreveu em sua obra Pedagogia da Autonomia, “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua produção ou sua construção”. Nos dias de hoje, podemos interpretar o uso dos aplicativos como forma de construção e criação de infinitas possibilidades dentro da sala de aula, auxiliando os processos de ensino e aprendizagem e como forma de suporte na formação continuada do professor.

Nascimento Junior, Pimentel e Dotta reforçam a ideia de que,

As redes sociais fornecem uma grande quantidade de funcionalidades e aplicativos que possibilitam e facilitam a comunicação e o compartilhamento de ideias e informações, tão importantes em um processo de ensino-aprendizagem (2011. p.144).

Assim como o formato de uso das TICs usadas como forma de ensino nas séries iniciais do ensino fundamental, estas ferramentas podem ser utilizadas inclusive no meio acadêmico, proporcionando outras ferramentas de ensino na construção da formação do estudante, desta forma ampliando a visão de futuro profissional.

Como forma de aprimorar as relações nos espaços de aprendizagem, a incorporação das redes nos processos educacionais permite ao professor meio de avaliações formativas, deixando o tradicional e agregando outras perspectivas aos métodos avaliativos.

Neste sentido, Cardinet define a avaliação formativa como sendo a avaliação que;

[...] visa orientar o aluno quanto ao trabalho escolar, procurando localizar as suas dificuldades para o ajudar a descobrir os processos que lhe permitirão progredir na sua aprendizagem. A avaliação formativa opõe-se à avaliação somativa que constitui um balanço parcial ou total de um conjunto de aprendizagens. A avaliação formativa se distingue ainda da avaliação de diagnóstico por uma conotação menos patológica, não considerando o aluno como um caso a tratar, considera os erros como normais e característicos de um determinado nível de desenvolvimento na aprendizagem. (1986, p. 14)

Tendo esta percepção, o docente pode incluir em suas práticas outras formas de avaliações, buscando a participação e mobilização do estudante para que a prática de exercícios seja mais branda, e menos formal. Aos poucos as mudanças permitem novos olhares, e se completam com as trocas diárias entre os envolvidos, sendo assim,

[...] a forma de ensinar e aprender, diante de tantas mudanças na sociedade e no mundo do trabalho. Os modelos tradicionais são cada vez mais inadequados. Educar com novas tecnologias é um desafio que até agora não foi enfrentado com profundidade. Temos feito apenas adaptações, pequenas mudanças. Agora, na escola e no trabalho, podemos aprender continuamente, de forma flexível, reunidos numa sala ou distantes geograficamente, mas conectados através de redes. (MORAN, 2003, s.p.)

As potencialidades educativas das redes nos fazem repensar de forma individual e coletiva o processo de ensino e aprendizagem. As várias possibilidades de estruturação do conhecimento que podem ser oferecidas aos alunos, como forma de agregar situações aos quais eles estão inseridos, mas não podemos esquecer que a tecnologia em si, não significa uma oferta pedagógica, é necessária intervenção do professor para que aconteça uma nova pedagogia. Pedagogia essa, que entende a necessidade de reestruturação a interação dos espaços de aprendizagem virtual e que não seja um mero reprodutor de modelos já existentes,

[...] nesse processo de inovação de modelo de sociedade, a educação, como instituição que produz e reproduz a cultura, não poderá ficar à margem. Ainda que não goste da tecnologia, não há como negá-la, até porque sua função social primeira e garantir espaço para inovações que permitam aprendizagem de qualidade. (ALVES, 2007.p.167)

Desta forma a universidade tem um papel muito importante no que se refere às amplas possiblidades de oferecer aos estudantes outras formas de aprendizagem, como destacar, potencializar, e de superar seus conteúdos bem como se utilizar de novos formatos, ampliar seus métodos avaliativos, de maneira a compreender que o uso das redes sociais no currículo pode ser possível.

É importante observarmos a relação teórica e prática, pois o professor que já compreende o facilitador das redes sociais na prática do planejamento das suas ações tende a introduzir as TICs mais facilmente nas aulas, proporcionado um ambiente familiarizado com os alunos, onde os mesmos criam iniciativas para elaborar formas de compartilhar informações coerentes aos assuntos de aula.

Refletindo sobre os textos lidos, a criação de grupos formais ou não, criam uma agilidade considerável nas informações transmitidas como, algum recado, modificação na grade horária, alguma justificativa ou resolver questões diversas.

Pode o professor estar presente na rede social Facebook, e algumas vezes ele mesmo ter a iniciativa para concepção de uma rede facilitadora para as práticas diárias autônomas.

Trazendo este exemplo para a prática docente o professor conectado, pode criar discussões de temas variados, postagens de textos, e nessa rede de relacionamentos, criar com outros profissionais, ideias que possam estimular trabalhos educativos com seus alunos, disseminando oportunidades de conhecimentos.

Moran (2007, p. 100) salienta que se os alunos fizerem pontes entre o que aprendem intelectualmente e as situações reais, experimentais, profissionais ligadas aos seus estudos, a aprendizagem será mais significativa, viva, enriquecedora.

Entendemos que tanto para os alunos, quanto para o docente, esta experiência se torna enriquecedora.

Sendo assim, as instituições de ensino superior devem reunir esforços para oferecer formações em que os docentes possam enxergar vantagens e desvantagens das multimídias, pois muitas vezes não é a realidade do professor, ou até mesmo por dificuldades, ele se esconde através de uma oposição às tecnologias disponíveis.

Vale ressaltar que no curso de Pedagogia do Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO) existe um componente curricular, Grupo de Estudos Independentes, (GEI) onde se discutem temas variados e um deles é o Recursos Tecnológicos e Prática Pedagógica, espaço de articulação de teoria e prática na formação de futuros professores.

É importante na formação continuada ou de futuros professores, a discussão de assuntos muitas vezes denominados “tabus”, como a importância do trabalho com as tecnologias no ambiente educacional, a utilização das redes sociais no trabalho pedagógico e a sua inserção no Projeto Político Pedagógico da instituição.

Esta discussão deve permear o pensamento da organização do trabalho coletivo na escola e também a concepção da gestão sobre a utilização das tecnologias e das redes sociais nas práticas docentes, aproximando o trabalho pedagógico com a realidade do estudante.

Segundo Kenski (2007, p. 103) “[...] a proximidade com os alunos ajuda-o a compreender suas ideias, olhar o conhecimento de novas perspectivas e aprender também”.

E é nas diversas formas de troca de conhecimentos com os educandos, que o professor se torna mediador nas relações online, incentivando-os a ampliar suas leituras, a debater suas ideias e expor seus pensamentos bem como avaliar as relações educacionais.

O processo é gradativo, mas aos poucos, principalmente, as relações de propostas para o uso de redes sociais tanto na prática quanto na interação estão sendo incorporadas nas instituições universitárias tornando as relações mais próximas. O desafio está posto. Predispor-se a aprender é um caminho a ser seguido para quem deseja evoluir como educador.

Em contrapartida, Valente destaca,

[...] Com isso se eliminaria o contato do aluno com o professor e, portanto, o lado humano da educação. Esse receio é mais evidente quando se adota o paradigma instrucionista. Nesse caso, tanto o professor quanto o computador podem exercer a função de transmissores de fatos. Dependendo do professor, o computador pode facilmente ser mais vantajoso. Assim, se o professor se colocar na posição de somente passar informação para o aluno, ele certamente corre o risco de ser substituído. E será. Existem aí vantagens econômicas que forçarão essa substituição. (VALENTE, 1993.p.03)

Neste caso, o problema não está na utilização dos computadores nas salas de aula, talvez por este motivo alguns estejam somente em uso restrito nas secretarias, mas no modo de utilização e função do mesmo.

Desta forma entende-se que o professor deverá ter cautela quanto ao uso excessivo da tecnologia pelo simples fato de querer se modernizar e se mostrar atualizado, ou sua aula poderá ser tão ineficaz quanto uma palestra em que a professora fala ininterruptamente por horas.

Muitos professores têm receio quanto ao uso das máquinas como meio de aprendizagem colaborativa. Como explica Minhoto,

A pedagogia da aprendizagem colaborativa é centrada no grupo e não em indivíduos isolados. O indivíduo aprende do grupo, mas individualmente também contribui para a aprendizagem dos outros. Há assim uma forte interdependência entre a aprendizagem colaborativa e a aprendizagem individual. (MINHOTO, 2013, s.p. apud MEIRINHOS, 2011, p. 26)

A necessidade de implementação e aprofundamento dos estudos e meios de redes e educação, surge a partir da necessidade de unificar as duas faces, a geração atual cobra essas ações das instituições a partir de requisitos que já estão integrados aos alunos. Dentre os desafios do educador, está a criação de ambientes desafiadores, o que não é tarefa fácil, mas um passo importante no exercício do seu preparo e formas de aplicação dos conhecimentos adquiridos faz parte da sua formação continuada, o que nesta situação, suma as vezes, há necessidade de buscar o aprimoramento por conta própria.

Entende-se que o modo que o professor conduz suas aulas, e como ele sustenta suas ideias tem resultado positivo no comportamento dos alunos como afirma Alava (2002, p. 65, apud Arruda, 2004, p. 65.) “Entende que a mudança provocada pelo desenvolvimento da tecnologia educacional altera de forma profunda o modo como o aluno aprende”.

Deste modo, ressaltamos a importância do seu fazer docente, que só se torna eficiente quando o professor se sente seguro nas suas práticas, quando tem domínio das ferramentas e as usa da forma pedagogicamente correta.

Dentro desta análise, na busca incessante por expansão do conhecimento, o professor deve buscar refletir sobre suas práticas pedagógicas, as situações adversas, para que possa crescer frente às dificuldades que possa surgir em sua jornada.

Segundo Azzi (1999, p. 46) citado por Brito:

“o professor, na heterogeneidade de seu trabalho, está sempre diante de situações complexas para as quais deve encontrar repostas, e estas repetitivas ou criativas, dependem de sua capacidade e habilidade de leitura da realidade e, também, do contexto, pois pode facilitar e/ou dificultar a sua prática” (AZZI, 1999, p. 46, apud BRITO, s.p).

Deste modo, o professor deve estar sempre predisposto às adversidades, e em busca de novas formas de criação dentro da pedagogia, a fim de proporcionar aos educandos formas de aprendizagens inovadoras e significativas.

Ao citarmos as problemáticas enfrentadas pelos professores, devemos salientar que as práticas pedagógicas se tornam alvos de questionamentos.

Segundo Candau,

Sua autoridade intelectual e preparação profissional são frequentemente questionadas. O impacto das tecnologias da informação e da comunicação sobre os processos de ensino–aprendizagem obriga a buscar novas estratégias pedagógicas. (2015, p. 331).

Para a autora, o formato de educação criado a partir da modernidade avançou muito em relação aos formatos educacionais, e a partir dessa perspectiva, se mostra necessário um aprofundamento na reflexão quanto ao trabalho docente atualmente. Neste sentido, os professores deverão estar dispostos a reinventar a didática, a considerar outros caminhos na busca de articular a criatividade e reflexão dos educandos.

Vale destacar neste sentido, o resgate quanto às formações de professores, onde são tidos como reprodutores de um sistema onde se sustenta socialmente o fato de criar cidadãos, que têm em sua caminhada formativa, a ideia de tradicionalismo, replicação do que lhes era ensinado.

Trazendo as ideias de Perrenoud,

Atualmente, sabe-se que nenhuma prática complexa pode limitar-se a aplicar um determinado saber. O paradigma da prática reflexiva desenvolveu-se graças a Shön e Argyris e transformou-se em reação contra a ideia de que saberes ensinados, teóricos ou metodológicos, eram suficientes para agir com eficácia. (PERRENOUD, 2002, p.29)

Percebemos então, a necessidade de se repensar as formações para alunos de ensino superior, e como suas práticas serão implantadas enquanto mediadores de conhecimento, pois diante tantas tecnologias pedagógicas e alunos conectados poderá ser indispensável uma reestruturação de postura frente à didática abordada pelos docentes após sua formação acadêmica.

5. PARTILHANDO.COM – AS EXPERIÊNCIAS NA TURMA 1001 NO COLÉGIO ESTADUAL EUCLYDES DA CUNHA

5.1 METODOLOGIA

Para a realização desta pesquisa, foi escolhida a observação participante como instrumento investigativo, buscando aspectos importantes que vão auxiliar a prática pedagógica e unificar interesses com relação ao tema. De acordo com Correia, podemos considerar que,

A observação constitui uma técnica de investigação, que usualmente se complementa com a entrevista semiestruturada ou livre, embora também com outras técnicas como análise documental, se bem que a mesma possa ser aplicada de modo exclusivo. Para a sua utilização como procedimento científico, é preciso que estejam reunidos critérios, tais como o responder a objetivos prévios, ser planeada de modo sistemático, sujeita a validação e verificação, precisão e controle (2009, p.30).

Atendendo ao objetivo de analisar a eficácia do uso das redes sociais na educação, foram entrevistados alunos do Colégio Estadual Euclydes da Cunha, situado no município de Teresópolis, e o responsável pela turma do terceiro ano do ensino médio, Professor e Mestre George Campista de Abreu Cabral.

A entrevista é uma das ferramentas importantes no processo de coleta de dados e de acordo com Bicudo

A sua utilização requer, no entanto, planejamento prévio e manutenção do componente ético, desde a escolha do participante, do entrevistador, do local, do modo ou mesmo do momento para sua realização (BICUDO, 2006).

Foram elaborados dois questionários, sendo, um contendo cinco questões voltadas para os alunos, e um questionário para o professor a fim de coletar dados que possam ser analisados identificando as visões de quem ensina e de quem aprende.

Ratificando as falas anteriores, segundo Manzini

Existem três tipos de entrevistas: estruturada, semiestruturada e não-estruturada. Entende-se por entrevista estruturada aquela que contem perguntas fechadas, semelhantes a formulários, sem apresentar flexibilidade; semiestruturada a direcionada por um roteiro previamente elaborado, composto geralmente por questões abertas; não-estruturada aquela que oferece ampla liberdade na formulação de perguntas e na intervenção da fala do entrevistado. (MANZINI apud BELEI et al,2008, p.03)

Para esta pesquisa, foi escolhido dentre os três tipos de pesquisa, a abordagem semiestruturada, tanto para os alunos quantos para o professor, alvos desta observação.

5.2 CENÁRIO DA PESQUISA

A escola escolhida para realizar este estudo trata-se de uma escola estadual, do município de Teresópolis, situada no bairro do Alto e atende estudantes do município, cidades próximas, como Guapimirim e interior do município.

Atende os alunos em três turnos, e conta uma estrutura de gestão e funcionários engajados para o bom funcionamento da escola.

O espaço é muito bem organizado com 21 salas de aula, auditório, sala de vídeo, laboratório de informática, pátio interno onde são servidas as refeições dos estudantes, um pátio externo além de uma quadra coberta para a prática da educação física, para que os professores tenham um bom desempenho ao ministrar suas aulas.

5.3 PÚBLICO ALVO

A turma escolhida para esta pesquisa é uma turma de primeiro ano do ensino médio modalidade normal (Curso de Formação de Professores) composta por 29 alunos, adolescentes, falantes, porém envolvidos com o conteúdo que lhes é apresentado a cada aula. A turma é formada por sua maioria do sexo feminino, e três meninos, que ao longo do ano, dois desistiram e só restou um na classe dominada por meninas.

Fui muito bem recebida pela turma ao me apresentar, e explicar o motivo ao qual estaria acompanhando as aulas para que esta pesquisa se realizasse, o que me proporcionou tranquilidade para estabelecer um diálogo com a turma.

5.4 VIVENCIANDO EXPERIÊNCIAS E ANALISANDO OS DADOS

No primeiro dia de observação, ao procurar pelo professor, já fui encaminhada para a sala de vídeo, um ótimo começo. Ao entrar, me apresentei, e começaram a atividade, que era a apresentação de um trabalho solicitado dias antes.

O método escolhido para realização desta atividade era a construção de um vídeo, ou documentário para que servisse de material de apoio. O tema trabalhado era de variação linguística, e a partir da proposta, os alunos, utilizando seus pen drives foram apresentando o vídeo para avaliação numa smart tv. Um fato me chamou atenção neste momento, a qualidade de material e edição, pois alguns grupos criaram jornais, outros documentários e entrevistas, ou seja, um material avaliativo muito rico na minha perspectiva.

Em outro momento, pude presenciar aulas onde o instrumento tecnológico foi o projetor, muito utilizado pelo professor. Pude observar que existe um planejamento para a utilização do objeto e criação da aula e com este preparo por parte do professor, a probabilidade de dispersão por problemas referentes ao aparelho, e ao conteúdo são praticamente nulos, pois existe um preparo minucioso, garantindo a integridade da aula proposta.


Fonte: Acervo do próprio autor.
Figuras 1 e 2 Momentos de apresentação de trabalho da turma

O diálogo estabelecido pela pesquisadora entre os estudantes da turma 1001 foi realizado utilizando o Whatsaap. Para tanto foi elaborado um questionário semiestruturado, oportunizando a todos respostas que colocavam as suas ideias sobre a utilização das redes sociais na sala de aula.

1 ) Como foi a construção do trabalho com as redes sociais nas aulas de português?

Aluna G: ▬ O professor tentou nos passar a matéria por vídeos e slides, criando uma aula mais dinâmica.

Aluna J: ▬ Foi divertido, e aumentou o nosso conhecimento sobre o tema.

Aluna P: ▬ Ainda não estou tão acostumada com essa tecnologia.

Aluna T: ▬ A construção para mim não foi nada "assustadora", já havia tido professores que usavam esse tipo de material, achei a aula do professor mais dinâmica e agradável.

De uma maneira geral, os entrevistados se mostraram receptivos ao método usado pelo professor, segundo Demartini (1993) e Belloni (1991), sugerem uma educação midiática onde o professor traz a tecnologia para complementar sua didática, obtendo um resultado satisfatório e prazeroso, proporcionando a participação de outros alunos no processo de inclusão junto às tecnologias.

2 ) Você sentiu dificuldades para se adaptar a esta nova proposta de conhecimento?

Aluna G: ▬ Não senti dificuldade, pois eu acho que já estou acostumada com a tecnologia que uso no dia-a-dia, então a nova proposta de conhecimento acaba facilitando o aprendizado.

Aluna J: ▬ Não, já estava acostumada com o uso de tecnologias na escola.

Aluna T: ▬ Senti uma dificuldade de adaptação no início, mas logo depois percebi que me envolvi mais nas aulas, fazendo surgir questionamentos e interesse da minha parte.

Aluna P: ▬ Sim um pouco, pois eu não conhecia esta proposta de aprendizagem.

É necessário que o professor, acompanhe o desenvolvimento da oralidade expressando seus conhecimentos na maneira de expressar e comunicar naturalmente dos seus educandos.

Segundo a visão de (Kernan, (1994) e Lévy, (1993) ratificam que o ser humano desenvolve uma necessidade constante de adquirir novos conhecimentos.

3) Você considera que a responsabilidade e compromisso são indispensáveis para o uso das redes sociais na educação?

Aluna G: ▬ Sim, porque se não tivermos responsabilidade e compromisso acabaremos nos distraindo com coisas fúteis que não costumam acrescentar nada para a educação, como algumas redes sociais e blogs de fofoca.

Aluna J: ▬ Sim, isso garante que vamos saber descartar informações

desnecessárias.

Aluna P: ▬ Sim, porque as coisas mais fúteis podem atrapalhar a nossa aprendizagem.

Aluna T: ▬ Sim. Acredito que o uso das redes sociais é usado para ajudar na aprendizagem e na integração do aluno, esse processo pode reverter-se se não houver a responsabilidade e o compromisso.

De acordo com FREIRE,

se o meu compromisso é realmente com o homem concreto, com a causa de sua humanização, de sua libertação, não posso por isso mesmo prescindir da ciência, nem da tecnologia, com as quais me vou instrumentando para melhor lutar por esta causa” (2007, p. 22).

É notório que os alunos do curso de formação de professores tenham este pensamento enquanto ainda estão em fase de aprimoramento na sua rede de conhecimento, pois entendo como um passo largo a questão do amadurecimento para lidar com as relações que irão estabelecer com o corpo docente e com a sua profissão.

4) Só o professor de língua portuguesa utiliza as redes sociais como proposta inovadora, ou outros professores também as utilizam?

Aluna G: ▬ Não, outros também utilizam, mas são poucos.

Aluna J: ▬ Não, quase todos utilizam.

Aluna P: ▬ Não, pois outros professores também utilizam, mas nem todos.

Aluna T: ▬ Não, há outros professores que utilizam esses recursos.

Os entrevistados em grande maioria, disseram que em algum momento os professores utilizam recursos tecnológicos, e isto inclui as redes sociais, como proposta inovadora e dinâmica. Segundo Moran (2013), em seu texto, Caminhos que facilitam a aprendizagem, do livro “Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica”, ratifica que “aprendemos mais quando estabelecemos pontes entre a reflexão e a ação, entre a experiência e a conceituação, entre a teoria e a prática; quando ambas se alimentam mutuamente”.

5) Na sua opinião a proposta da utilização das redes sociais na educação é eficaz e como você se sente enquanto aluno, tendo a construção do seu aprendizado de uma forma diferenciada?

Aluna G: ▬ Eu acho que a utilização das redes sociais na educação é eficaz, e eu me sinto como parte da transformação que está acontecendo na educação através da inclusão das redes sociais.

Aluna J: ▬ Depende de como é usada, alguns professores utilizam como uma maneira de envolver mais o aluno no processo de aprendizado, outros usam com a intenção de passar informações que os alunos devem "absorver”, não permitindo a real participação do aluno.

Aluna P: ▬ Sim acho que é eficaz, e eu me sinto de forma diferente.

Aluna T: ▬ Esse progresso tem sido eficaz para mim. Como aluna me sinto privilegiada, pois infelizmente não são todos da rede pública que tem o material para ser utilizado, vejo também que futuramente pode haver uma melhoria na educação e uma participação ativa do aluno.

Consideramos de forma positiva a análise dos estudantes que se envolvem nas atividades, percebemos o quanto é importante a formação do educador para que possa desenvolver a criticidade de mídias dos alunos a fim de se formar um bom profissional. Segundo Ferkiss, (1972) “ Acostumado à ciência e à tecnologia dominando ambas ao invés de ser por elas dominado” (p.167).

A partir do momento, em que o professor confia a seus alunos a possibilidade de pesquisas para discutir assuntos pertinentes a aula, ele espera que a relação com a turma já adquirida, não se torne um momento para que usem as redes sociais para entretenimento.

6. Ponto de vista do Professor

Em que momento você percebeu que poderia utilizar as redes sociais na sua prática com os alunos?

Professor:A partir do momento em que um número significativo de alunos utiliza esse meio. O que isso quer dizer? Quer dizer que posso alcançar um número maior de pessoas ao utilizar o mesmo recurso.

Segundo Kenski (2007, p. 103) “[...] a proximidade com os alunos ajuda-o a compreender suas ideias, olhar o conhecimento de novas perspectivas e aprender também”. Desta forma, o professor pode dar ao aluno a oportunidade de construção do seu próprio conhecimento uma vez que o aluno está ativamente produzindo dentro de um ambiente digital que faz parte do seu cotidiano, possibilitando a aprendizagem de forma significativa.

Neste sentido, as utilizações de redes sociais auxiliam a aprendizagem e contribuem na formação do estudante, pois a utilização das redes sociais estará presente na sua formação enquanto professor.

Como foi a construção deste processo com os alunos?

Na verdade, usamos de forma natural. Não é uma regra ou uma imposição, mas uma maneira a mais de dialogarmos.

Segundo Cesar Coll (1996) a aprendizagem significativa, é o processo de construção do saber pelo aluno, onde o mesmo confronta suas opiniões todos os dias, sendo possibilitado a construir e reconstruir seus conceitos, ampliando seu conhecimento, visão do mundo e análise crítica dos fatos.

Ratificando a ideia de Coll, Moran diz que

As mudanças na educação dependem, mais do que das novas tecnologias, de termos educadores, gestores e alunos maduros intelectual, emocional e eticamente; pessoas curiosas, entusiasmadas, abertas, que saibam motivar e dialogar; pessoas com as quais valha a pena entrar em contato, porque dele saímos enriquecidos. São poucos os educadores que integram teoria e prática e que aproximam o pensar do viver. (2013, pp. 89-90)

Qual a reação de outros colegas ao tomarem ciência desta prática?

Muitos professores ainda não estão preparados para o uso das redes sociais na sala de aula. Na verdade, alguns consideram que "não há aula" quando se utiliza esse recurso.

Hoffmann (2006) nos leva a uma reflexão, uma vez que os atuais alunos serão os futuros profissionais que irão atuar na educação do amanhã, reproduzindo as práticas avaliativas a qual foram submetidos.

Masetto ratifica que

É importante não nos esquecermos de que a tecnologia possui um valor relativo: ela somente terá importância se for adequada para facilitar o alcance dos objetivos e se for eficiente para tanto. As técnicas não se justificarão por si mesma, mas pelo objetivo que se pretenda que elas alcancem, que no caso serão de aprendizagem. (1998, 144 p.)

Como você avalia esta proposta?

Avalio esta proposta como uma nova forma de ver o aluno e uma nova forma de perceber que a escola precisa acompanhar certas mudanças. Os alunos ficam mais atentos ao que está sendo trabalhado.

Seguindo a visão de Antunes (1993) vale ressaltar, que é importante que o professor se atente a sua prática para que seu conteúdo seja compreendido por seus alunos, levando em consideração as necessidades que cada um apresenta individualmente. Assim o processo de ensino aprendizagem se concretizará, em um ensino de qualidade.

Como profissional, qual grau de relevância você considera para o incentivo do uso de tecnologia na formação do professor?

O uso da tecnologia digital, assim como de outras tecnologias, é o caminho natural. Não há como mudar isso. Se pensarmos que o mimeógrafo foi um grande avanço para um período, assim como os quadros brancos, isto é, as coisas mudam e precisamos nos adequar, nos adaptar às coisas. Contudo, sempre friso o seguinte: a tecnologia não é tudo e ela não fará milagres se o professor não entender que o recurso está ali como auxiliador. A palavra, o ouvir, a atenção do professor continua sendo fundamental.

Para Moran (2012, p.9), “O mundo físico e o virtual não se opõem, mas se complementam, integram, combinam numa interação cada vez maior, contínua, inseparável”.

Acredita-se com isto, que a utilização das TICs e nas Redes Sociais se tornaram indispensáveis para uma proposta didática inovadora, porém todo e qualquer processo que não seja julgado inovador deverá ser respeitado, pois a utilização de outras mídias voltadas para a área educacional são ferramentas complementares a aula tradicional.

Você encontrou dificuldade para trabalhar sua disciplina aliada à tecnologia?

Não encontrei dificuldade no uso da tecnologia digital. Primeiro, porque sou curioso e sempre busquei me informar a respeito. Segundo, porque utilizo já no meu dia-a-dia, como uma coisa que já se incorporou à minha prática e ao meu planejamento.

Fundamentando esta resposta do professor

[...]os professores devem estar conscientes de que a prática não pode ser separada dos objetivos ou dos valores e que o crescimento profissional vem parcialmente pelo esforço individual, mas, de uma forma muito mais rica, da discussão com colegas, pais e especialistas. (MALAGUZZI in EDWADS; GANDINI; FORMAN, 1999, p. 122)

Os autores acima, afirmam que o professor além de transmitir os conteúdos curriculares que são necessários para o aprendizado de seu aluno, devem levar em consideração a visão de mundo que o educando tem a agregar na sua formação.

O educador precisa entender que um trabalho glorioso necessita do esforço de ambas as partes, professor e aluno, porque o seu trabalho não é consigo mesmo, não é fazer-se compreender, não é ensinar para si, e sim permitir que seu aluno compreenda, que ele mesmo se ensine através da orientação e mediação do seu professor.

Existe incentivo da gestão escolar para o uso de tecnologia, ou suas ações são individuais?

A gestão escolar, em determinados lugares, incentiva, em outros, não. Entretanto, o que mais me chama a atenção é a falta de estrutura, principalmente na escola pública.

O entrevistado relata através da sua experiência, a importância de enfrentar barreiras das infraestruturas no campo educacional para vencer as dificuldades, e é preciso identificar os obstáculos que existem para obter sucesso evolução da escola.

A escola não pode esperar por Reformas Legais para enfrentar a realidade que lhe afoga. Além do mais, a atitude de esperar “por decretos” [...]reflete o descompromisso de muitos e a responsabilização de poucos com aquilo que deveria ser transformado. A escola tem uma vida interior que, sem ser alterada por códigos legislativos, pode trabalhar com o homem em nova dimensão, bastando para isso que seus membros se disponham a estabelecer um novo projeto de reflexão e ação (NAGEL, 1989, p.10).

Ao observar as aulas, e um pouco do trabalho do professor pude perceber que existe uma relação de diálogo muito boa entre o professor e os alunos.

O docente ao ter a percepção da importância que a tecnologia tem na educação, respeitando a vivência dos estudantes, valorizando a visão de mundo que eles possuem pôde obter este resultado facilmente. Este professor buscou através da sua experiência manter-se atualizado diante esta nova era digital, proporcionando a sua didática diversidade cultural e vasto conteúdo para que seus alunos enxerguem além de um currículo educacional, e sintam-se parte integral da construção do seu próprio conhecimento.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este trabalho de pesquisa veio complementar as minhas inquietações sobre a eficácia do uso das redes sociais na escola, visto que o avanço tecnológico invadiu rapidamente a sociedade, e a escola, sendo parte desta sociedade, não ficou à margem da tecnologia. Ao contrário, os estudantes cada vez mais estão conectados e buscando novos processos de aprendizagem.

A partir desta perspectiva, buscou-se verificar as relações e a construção dentro da sala de aula. Sendo assim, aponto que os objetivos desta pesquisa foram atendidos com bastante atenção durante a produção do texto e do trabalho de campo, pois ao analisar as propostas do professor G na turma 1001, pude perceber que a relação que ele construiu com os alunos e com a inserção das tecnologias no decorrer dos semestres foi de suma importância, já que mostra o desenvolvimento de novas metodologias para uma educação transformadora e da disponibilidade de acesso de todos os envolvidos.

Busquei também conferir as possibilidades do uso das redes sociais na construção do conhecimento destes estudantes, e pude, a partir da análise dos dados da pesquisa, que os estudantes aprendem conteúdo das áreas de conhecimento por grupos via Facebook, e que são disponibilizados por professores, desta forma, e assim, entendemos que a visão de mundo deste estudante é respeitada.

Toda a inquietação sobre o processo de ensino e aprendizagem que eu tinha sobre esta proposta foram sanados, pois entendo que é possível acompanhar os novos caminhos que a tecnologia permite como facilitador de ensino, mas para se obter resultados satisfatórios, o educador precisa compreender a ferramenta como apoio e não se utilizar dos meios sem fins pedagógicos.

Os estudantes envolvidos nesta pesquisa, se mostraram atentos a cada aula onde estive presente, demonstrando sempre muita reflexão e diálogo com o professor. Acredito que a construção da relação estabelecida e a proximidade com a realidade deles tenha colaborado para estabelecer um trabalho pleno dentro da sala de aula.

Pude observar, que a comunicação que se mantem é aberta e consiste em perceber a necessidade que a turma passa, bem como a de compreensão. Falar a linguagem destes jovens é a maneira mais eficaz para se obter o sucesso de um trabalho com resultados fantásticos. Eles se envolvem nas atividades, e com isso, aprendem de maneira significativa.

Vale destacar que durante toda a pesquisa, alguns percalços impediram que o trabalho fosse mais profundo, pois esta escola estadual passou por um período de ocupação por parte dos estudantes, que reivindicavam melhorias, sejam materiais ou de aspecto político. Por este motivo, não foi permitido que o professor realizasse seu planejamento como gostaria, pois, estavam fechando o bimestre anterior e o atual ao mesmo tempo. E por este motivo, pude observar que algumas respostas dos estudantes foram prejudicadas, mas não impediu que citassem o uso das novas tecnologias por parte de outros professores, e que ainda sim, considero muito importante as falas dos mesmos.

Ao longo da pesquisa, em observação ou por entrevista, pude notar a importância de se trabalhar com o apoio tecnológico com os alunos, e não só desta fase, mas oportunizar todas as faixas etárias.

Desta forma, muitos estudantes que por vezes não se envolvem nas aulas, ou não compreendem o conteúdo dado pelo professor, encontram no material digital facilidade para o seu desenvolvimento escolar.

Como afirmou uma aluna, ela considera que tem uma facilidade bem maior, quando utiliza o material digital, e isso nos mostra a importância de diversificar o planejamento.

Diante do exposto, posso então considerar esta pesquisa como muito rica e satisfatória, pois mostra que precisamos estar atualizados e buscar incessantemente diversificar as práticas pedagógicas, visto que os alunos estão cada vez mais pluralizados tecnologicamente e em busca de conhecimentos que vão além da sala de aula.

8. Referências concluídas com sucesso

ALLAL, L. “Estratégias de avaliação formativa: Concepções psicopedagógicas e modalidades de amplicação”. In ALLAL, L; CARDINET, J. e PERRENOUD, P. (orgs). A avaliação formativa num ensino diferenciado. Coimbra: Almedina, 1986.

ALVES, A. C. T. P. EaD e a formação de formadores. In: VALENTE, J. A.; ALMEIDA, M. E. B. (Orgs). Formação de educadores a distância e integração de mídias. São Paulo: Avercamp. 2007.

ANTUNES, Celso. O Jogo e a Educação infantil: falar e dizer, olhar e ver, escutar e ouvir, fascículo 15.4.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.

BELEI, Renata Aparecida Belei; GIMENIZ-PASCHOAL, Sandra Regina; NASCIMENTO, Edinalva Neves; MATSUMOTO, Patrícia Helena Vivan Ribeiro. O uso de entrevista, observação e videogravação em pesquisa qualitativa. Cadernos de Educação, Pelotas, n. 30, p. 187-199, jan./jun. 2008.

BELLONI, Maria Luiza. Educação para mídia: Missão urgente da escola. Comunicação e Sociedade- Revista de Estudos de Comunicação, 1991

BEHRENS, Marilda Aparecida. Projetos de aprendizagem colaborativa num paradigma emergente. In: MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos Tarciso; BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. ed. 12. São Paulo: Papirus, 2005. p. 67-132.

CANDAU, Vera Maria Ferrão e  KOFF, Adélia Maria Nehme Simão e. A Didática Hoje: reinventando caminhos. Educ. Real. [online]. 2015, vol.40, n.2, pp.329-348.Disponível em: . Acesso em 09 Jun 2016

COLL, César. Um marco de referência psicológico para a educação escolar: A Concepção Construtivista da Aprendizagem e do Ensino. In: Coll, C.; Palacios, J.e Marchesi, A. Desenvolvimento psicológico e educação (vol. 2). Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.

CORREIA, Maria da Conceição Batista. A Observação Participante Enquanto Técnica De Investigação. Vol. 13 N.º 2, 2º Semestre de 2009.

DEMARTINI, Pedro Paulo. Atualização e aperfeiçoamento de professores por multimeios_ Tecnologia Educação. Rio de Janeiro, v.22, julho/Out 1993.

FREITAS Renival Vieira de. LIMA Magneide S. Santos. AZZI, 1999, p. 46, apud BRITO, s.p). AS NOVAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO: DESAFIOS ATUAIS PARA A PRÁTICA DOCENTE. Disponível em: Acesso em: 4 set 2016

FERREIRA, Jacques de Lima, CORRÊA, Barbara Raquel, TORRES, Patrícia Lupion. O USO PEDAGÓGICO DA REDE SOCIAL FACEBOOK.2012 Disponível em: http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/6571/sobre-o-processo-de-construcaodo-conhecimento-o-papel-do-ensino-e-da-pesquisa. Acesso em: 10 ago. 2016.

FERKISS, Victor C. O homem Tecnológico: Mito e realidade. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1972.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. p. 25. São Paulo: Paz e Terra, 1996. (Coleção Leitura) está no texto

_____________Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 24 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2002. (Coleção Leitura) está no texto

_____________Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 35 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2007. (Coleção Leitura) está no texto

HOFFMANN, J. Avaliação mediadora: uma prática em construção de pré-escola à universidade. 26. ed. Porto Alegre: Mediação, 2006.

Kenski, V. M. (2007). Tecnologias e ensino presencial e a distância. São Paulo: Papirus. In: do Espírito Santo, Janete Araci, Karine Lôbo Castelano, and Jaqueline Maria de Almeida. "USO DE TECNOLOGIAS NA PRÁTICA DOCENTE: UM ESTUDO DE CASO NO CONTEXTO DE UMA ESCOLA PÚBLICA DO INTERIOR DO RIO DE JANEIRO." Revista Educação & Tecnologia 12 (2013).

LORENZO, Eder Maia. A Utilização das Redes Sociais na Educação: A Importância das Redes Sociais na Educação. 3 ed. São Paulo: Clube de Autores, 2013.126p.

MALAGUZZI, Loris. História, ideias e filosofia básica. In: EDWARDS, Carolyn, GANDINI, Lella, FORMAN, George. As cem linguagens da criança: a abordagem de Reggio Emilia na educação da primeira infância. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.

MINHOTO, P., & MEIRINHOS, M. (2011). As redes sociais na promoção da aprendizagem colaborativa: um estudo no ensino secundário. Revista Educação, Formação & Tecnologia, p. 25-34. Portugal. Disponível em: . Acesso em: 6 out. 2016.

MORAN, José Manuel. Novas Tecnologias e o Reencantamento do Mundo. Tecnologia Educacional. Rio de Janeiro, vol. 23, n.126, setembro-outubro 1995, p.24-26. Disponível em:< http://www.scielo.br/scielo>. Acesso em :13 maio 2016

MORAN, José Manuel. A integração das tecnologias na educação. A Educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. 5 ed. Campinas: Papirus, 2013, p. 89-90. Disponível em: . Acesso em: 21 maio 2016

______Por Quê o Computador na Educação. Em lA. Valente (org.). Computadores e Conhecimento: repensando a educação (p.03). Campinas, SP: Gráfica da UNICAMP, 1993.

______ O Uso das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação na EAD - uma leitura crítica dos meios. * * Palestra proferida pelo Professor José Manuel Moran no evento " Programa TV Escola - Capacitação de Gerentes" realizado pela COPEAD/SEED/MEC.Belo Horizonte e Fortaleza, no ano de 1999.

______. Mudar a forma de ensinar e de aprender. Revista Interações, São Paulo, 2000. vol. V, p.57-72. Disponível em: . Acesso em: 21 maio 2016

______Uso da internet em sala de aula. Educ. rev. [online]. 2002, n.19, pp.131-146. Disponível em: Acesso em 09 Jun 2016

SAMPAIO, M. N.; LEITE, L. S. Alfabetização Tecnológica do Professor. 5 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999.14p. (Demartini,1993 e Belloni 1991)

_______ Alfabetização Tecnológica do Professor. 5 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999.14p. (Kernan, 1994 e Lévy, 1993)

SOUZA e SÁ, Daniel Barreto de. Do Grunhido Ao Whatsapp: A Evolução da comunicação e sua importância para o homem. Disponível em: Acesso em :13 Ago 2016.

MORAN, José Manoel. MASETTO, Marcos T. BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. -Campinas,SP: Papirus, 2000.-(Coleção Papirus Educação)

NAGEL, Lízia. Avaliação, Sociedade e Escola: fundamentos para reflexão. Curitiba: Secretaria de Estado da Educação do Paraná, 1989.

NASCIMENTO JUNIOR; Nelson; PIMENTEL, Edson P.; DOTTA, Sílvia.

Humanização do ensino mediado por computador para possibilitar uma aprendizagem mais colaborativa e intuitiva. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO, 22., 2011, Aracaju. Anais... Aracaju, 2011. Disponível em: . Acesso em:21 maio 2016

PERRENOUD,Philippe. THURLER,Garher Monica. As Competências para Ensinar no Século XXI. A formação dos professores e o desafio da Avaliação. (p.29). Porto Alegre. Editora Artmed S.A, 2002. Disponível em: . Acesso em: 15 Jun 2016

SPADARO, Antônio. Web 2.0: Redes Sociais - 1ª ed. – São Paulo: Paulinas, 2013.151p.

VALENTE, J. A. Por Quê o Computador na Educação. Em lA. Valente (org.). Computadores e Conhecimento: repensando a educação . Campinas, SP: Gráfica da UNICAMP, 1993.

______________ Uso da internet em sala de aula. 2002. Disponível em:

9. Anexo

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL SERRA DOS ÓRGÃOS
CENTRO UNIVERSITÁRIO SERRA DOS ÓRGÃOS

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS
CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA

QUESTIONÁRIO DESTINADO AOS ALUNOS DO COLÉGIO ESTADUAL EUCLIDES DA CUNHA

Como foi a construção do trabalho com as redes sociais nas aulas de português?

Você sentiu dificuldades para se adaptar a esta nova proposta de conhecimento?

Você considera que a responsabilidade e compromisso são indispensáveis para o uso das redes sociais na educação?

Só o professor de língua portuguesa utiliza as redes sociais como proposta inovadora, ou outros professores também as utilizam?

Na sua opinião a proposta da utilização das redes sociais na educação é eficaz e como você se sente enquanto aluno, tendo a construção do seu aprendizado de uma forma diferenciada?

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL SERRA DOS ÓRGÃOS
CENTRO UNIVERSITÁRIO SERRA DOS ÓRGÃOS

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS
CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA

QUESTIONÁRIO DESTINADO AO PROFESSOR GEORGE CAMPISTA CABRAL

  • Em que momento você percebeu que poderia utilizar as redes sociais na sua prática com os alunos?

  • Como foi a construção deste processo com os alunos?

  • Qual a reação de outros colegas ao tomarem ciência desta prática?

  • Como você avalia esta proposta?

  • Os alunos se sentem mais à vontade, receptivos ao conteúdo da disciplina do que antes?

  • Como profissional, qual grau de relevância você considera para o incentivo do uso de tecnologia na formação do professor?

  • Você encontrou dificuldade para trabalhar sua disciplina aliada à tecnologia?

  • Existe incentivo da gestão escolar para o uso de tecnologia, ou suas ações são individuais?


Publicado por: Helena de Oliveira Lima

PUBLICIDADE
  • SIGA O BRASIL ESCOLA
Monografias Brasil Escola