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EDUCAÇÃO ESPECIAL: Autismo no Ensino Fundamental II da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Casimiro de Abreu

Pedagogia

O contexto histórico do autismo, suas principais características e síndromes mais visíveis, a inclusão escolar, suas finalidades e a participação da família, o perfil da instituição, a apresentação e análise dos dados.

índice

1. RESUMO

O interesse pela pesquisa surgiu de uma oficina ministrada na disciplina TCC I e II, onde se percebeu a necessidade de compreender o processo de ensino e aprendizagem dos alunos autistas. Com o objetivo Identificar quais sãos os métodos de ensino trabalhados com alunos autistas no ensino fundamental II da escola Casimiro de Abreu, e se estão de acordo com a LDB e Constituição Federal e as necessidades de cada aluno. Utilizou-se como método a pesquisa de campo, estudo bibliográfico com características qualitativo, abordaremos o autismo desde seu contexto histórico, enfatizando conceitos e características bem como métodos de ensino e aprendizagem até a inclusão escolar. E por fim trataremos da pesquisa de campo. Tendo como aporte teórico Leo Kenner de (1943), Jean Piaget, Lev Vygostsky entre outros. As técnicas utilizadas para a coleta de dados serão: observações e questionários in loco. Com a realização da pesquisa pode-se constatar que na E.E.E.F.M. Casimiro de Abreu, o aluno portador de autismo está incluso devido à escola ser inclusiva, ficando os métodos de ensino a critério de cada professor. Desta forma, abordar este tema tem fundamental importância e a motivação é mostrar que as crianças autistas podem se relacionar com a sociedade e acreditamos estar contribuindo com o desenvolvimento dos Aprendentes autistas, estreitando a relação entre a escola e a família, vencendo os limites da inclusão.

PALAVRAS- CHAVE: Aprendizagem. Autismo. Métodos de Ensino.

ABSTRACT

The interest in the research came from a workshop taught in the discipline TCC I and II, where it was realized the need to understand the process of teaching and learning of autistic students. With the objective to identify which are the teaching methods worked with autistic students in elementary school II of the Casimiro de Abreu school, and if they are in agreement with the LDB and Federal Constitution and the needs of each student. We used as a method field research, a bibliographic study with qualitative characteristics, we will approach autism from its historical context, emphasizing concepts and characteristics as well as teaching and learning methods until school inclusion. And finally we will deal with field research. With the theoretical contribution of Leo Kenner (1943), Jean Piaget, Lev Vygostsky among others. The techniques used for data collection will be: observations and questionnaires in loco. With the accomplishment of the research it can be seen that in E.E.E.F.M. Casimiro de Abreu, the student with autism is included because the school is inclusive, and the teaching methods are at the discretion of each teacher. In this way, addressing this issue is of fundamental importance and the motivation is to show that autistic children can relate to society and believe we are contributing to the development of autistic learners, narrowing the relationship between school and family, overcoming the limits of inclusion .

KEY WORDS: Learning. Autism. Teaching methods.

2. INTRODUÇÃO

O termo autismo origina-se do Grego autós, que significa “de si mesmo”. É um Transtorno Global do Desenvolvimento também chamado de Transtorno do Espectro Autista (TEA), caracterizado por alterações significativas na comunicação, na interação social, no comportamento da criança e falta de reciprocidade da parte afetiva. Essas alterações levam a importantes dificuldades adaptativas e aparecem antes dos 03 anos de idade, podendo ser percebidas, em alguns casos, já nos primeiros meses de vida.

A aprendizagem das crianças com autismo necessita de grande responsabilidade não apenas da parte profissional, mas, também da parte pessoal, deste modo, é necessário que o educador queira fazer a diferença na vida da criança com TEA.

Mas, para isso, é insubstituível ter profissionais especializados para receber esses alunos. Pois, para que a criança tenha um bom desenvolvimento de aprendizagem depende muito do envolvimento do educador, estando disposto a elaborar novas metodologias e técnicas de ensino.

Deste modo, esse trabalho tem como intuito apresentar características e metodologias usadas para trabalhar com uma criança autista e também relatar a dificuldades apresentadas pelos docentes em relação a melhor metodologia de ensino para ser utilizada dentro de sala de aula.

Com este estudo surgiu à expectativa de descobrir as metodologias de ensino que são utilizadas para trabalhar com essa modalidade de ensino, e analisar se realmente está de acordo com as necessidades dos aprendente autistas.

Enfim, passou-se a realizar a pesquisa bibliográfica sobre o tema no intuito de compreender a melhor forma de ensinar para o aluno portador da Síndrome de Asperger, identificando como ele aprende a construir a autonomia dentro do contexto escolar.

A pesquisa de campo desenvolveu-se com observações em sala de aula e aplicação de questionários ao público responsável pelo ambiente escolar no mês de novembro de 2016. O lócus em questão foi à Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Casimiro de Abreu em Nova Mamoré, com a coordenação pedagógica da sala de recurso e professores que atuam em sala comum do ensino regular.

O estudo teve como característica qualitativa com o objetivo de descrever o que é autismo e seu contexto histórico, a fim de interpretar os fenômenos do problema abordado, ressaltar a importância de conhecer as síndromes autistas, e mostrar como os métodos de ensinos utilizados em sala de aula influência na aprendizagem dos alunos.

A pesquisa está estruturada da seguinte forma:

No capitulo I será abordado o contexto histórico do autismo e seu conceito, ou suas evoluções ao longo dos anos, as principais características e as síndromes mais visíveis.

Já no capitulo II abordou-se a inclusão escolar, suas finalidades a participação dos pais conjuntamente com a escola e sua influência no ensino aprendizagem dessas crianças. Será exposto também o que os professores precisam saber sobre autismo e algumas dicas de como trabalhar com alunos autistas. Ainda serão expostas as contribuições dos professores na aprendizagem dos Aprendente e a importância dos métodos de ensino serem utilizados de maneira adequada.

No capitulo III, será traçado o perfil da instituição onde foi realizada a pesquisa de campo, a Escola Estadual de Ensino Infantil e Fundamental médio Casimiro de Abreu, assim como, a apresentação e análise dos dados, expondo o questionário respondido pelos professores, coordenação pedagógica, coordenadora da sala de recurso e com exposição do lócus da pesquisa, através de ilustrações evidenciando os métodos de ensino utilizados na formação dos alunos portadores de autismo.

3. CAPITULO I - CONTEXTO HISTÓRICO DO AUTISMO

O primeiro autor a escrever sobre o autismo foi o medico austríaco Leo Kenner, em um hospital nos Estados Unidos. Leo Kanner havia observado um dos seus primeiros pacientes descritos neste estudo clássico em 1938. Ao todo, seu trabalho incluía descrição de onze crianças: oito meninos e três meninas (KANNER, 1943).

Leo Kanner usou essa palavra autismo em 1943 para descrever uma série de sintomas que observava em alguns de seus pacientes. Com o passar dos anos, porém, ficou provado que essas crianças apresentavam apenas uma das manifestações de autismo, definindo o autismo como um transtorno que se estruturava nos dois primeiros anos de vida.

De acordo com a pesquisa de diversos autores, sabemos que é possível detectar o autismo logo nos primeiros meses de vida, por meio da realização de diagnósticos é possível identificá-lo. Para chegarem a essa conclusão os autores investigaram mais de 80 crianças, onde a maioria era do sexo masculino, sendo assim, a maior probabilidade do autismo ocorrer é em crianças do sexo masculino. No entanto, os autores acharam que os resultados obtidos não eram para todos os tipos de autismo e que ainda precisariam fazer um estudo mais aprofundado dos casos.

Identificar o autismo nos tempos atuais é necessário passar por diferentes especialistas para chegar a um diagnóstico eficaz. (déficit compulsivo, agressivos, deficiência mental, transtornos emocionais e personalidades de esquizoide). Diante dos diagnósticos apresentados, existem uns mais frequentes: dificuldade de interação social, dificuldades de se expressar, comportamentos inadequados e outros mais. Disse Kenner que as pessoas podem até achar estranho, mas deficiência mental não é uma característica diagnostica do autismo.

O autismo apresenta diversas características umas mais visíveis de serem identificadas e outras mais difíceis de serem percebidas. Alguns dos sintomas podem ser apresentados como:

  • Dificuldades da fala
  • Dificuldades nas relações interpessoais (alguns preferem viverem sozinhos em seu mundo, outros já escolhem uma pessoa para se relacionar, ou seja, ser amigo apenas de uma pessoa).
  • Apresentam dificuldades na leitura e escrita e são melhores em cálculos
  • Comunicam-se através de gestos quase não usam a fala
  • Alguns apresentam crises de risos e ataques eufóricos.


Segundo as observações de Kenner, a única coisa que realmente é comum em todas as crianças são as dificuldades em ter relações interpessoais. Considerava algumas características apresentadas em partes secundarias como um atraso na linguagem, ou seja, na fala. E dessas onze crianças, oito delas se desenvolviam bem na fala, porém não tinham muita interação no meio em que viviam.

Para JEAN PIAGET

Via o autismo e o pensamento autista como um primeiro estágio no desenvolvimento da inteligência das crianças normais. De novo, Piaget não empregava o termo autismo sem a conotação moderna. Ele via a inteligência originando-se de fenômenos sensitivo-motores não direcionados e, portanto, autistas. Jean Piaget (1936, apud BENDER, 1959).

Segundo Piaget o autismo era um dos primeiros estágios de desenvolvimento de inteligências das crianças. Enxergava as crianças autistas como um ser muito inteligente. E esse pensamento de Piaget não era exposto de acordo com a realidade vivida e sim como um sonho imaginário dele.

Kenner destacou que fisicamente essas crianças eram expostas como normais. Pois todos tinham muita inteligência e suas habilidades eram mais nas áreas de exatas, cálculos e artes e que também a maiorias dessas crianças tinham pais que já eram formados em faculdades isso na era em que mulher mal poderia nem se quer estudar e imagina ser formadas em faculdades.

Na visão de Kenner os pais quando tinham crianças autistas eram distantes e não se importavam com seus filhos. Para eles os filhos eram normais e não precisariam de um olhar diferenciado, mas, em suas anotações pessoais, destacava que poucas vezes em sua prática clínica ele identificava crianças tão bem observadas por seus pais.

De acordo com os artigos de Kenner, ele não afirma com clareza se a psicodinâmica é a origem de onde surge o autismo, mas existe essa hipótese, porque ao observar as crianças o mesmo percebeu que a maioria não possuía capacidade para ter certo contato afetivo e biológico em seus desenvolvimentos e havia grandes possibilidades das crianças não terem personalidades dos seus pais, e então daí surgiu uma dúvida de que esse transtorno seja relacionado à psicodinâmica.

Nos anos 70 Kenner, buscou ter novamente contanto com seus 11 pacientes, onde com duas delas ele não obteve mais contato, pois uma havia morrido aos 29 anos. E do grupo de crianças que ele observou apenas duas tiveram sucesso na sua vida profissional e nos relacionamentos com a sociedade. E os outros permaneceram internados em clinicas para deficientes sem se quer ter contato nenhum com os pais. Já para as crianças que obtiveram sucesso foi considerado como um marco, pois assim conseguiram interagir na sociedade e ter uma comunicação eficaz e ser igual às outras pessoas.

Com o passar do tempo os autores tomaram conhecimento do posicionamento de Kenner em relação aos autistas e acabaram adotando quase a mesma teoria para darem uma designação sobre essas crianças.

Daí surge à teoria de Asperger onde ele disse que as crianças tinham uma inteligência preservada e o desenvolvimento na linguagem era normal, mas aparentava sim sintomas de autismo e comprometimentos nas habilidades sociais.

Segundo Bosa (2002), são chamadas Autistas as crianças que tem inadaptação para estabelecer relações normais com o outro, um atraso na aquisição da linguagem e, quando ela se desenvolve, uma incapacitação de lhe dar um valor de comunicação.

Rivière (2004), entre outros estudiosos, apontam para a intervenção pedagógica como um dos grandes aliados ao tratamento de pessoas com autismo. Não se sabe ainda como curar um autista, mas, reduzir a dependência talvez seja o caminho dos atendimentos e dos processos recomendados. As limitações de comunicação, os comportamentos indesejados, associados ao isolamento, talvez sejam, dentre outros sintomas, os motivos da busca pela melhor intervenção terapêutica e psicopedagógica.

Já na década de 90, quase todos os autores começaram a aceitar que o autismo infantil era uma doença neurológica orgânica, se haver psicogênico, com etiologia na genética. As causas do Autismo ainda são desconhecidas, consistindo o problema da etiologia, Sendo um tema base de intensas pesquisas de conceituados estudiosos na área. Segundo Bosa e Callis (2000) apontam que há dois grandes blocos de teorias que se opõem, sendo essas as teorias psicogenéticas e biológicas.

3.1 O que e autismo?

O termo autismo origina-se do Grego autós, que significa “de si mesmo”. É um Transtorno Global do Desenvolvimento (também chamado de Transtorno do Espectro Autista), caracterizado por alterações significativas na comunicação, na interação social, no comportamento da criança e falta de reciprocidade da parte afetiva. Essas alterações levam a importantes dificuldades adaptativas e manifestam antes dos 03 anos de idade, podendo ser percebidas, em alguns casos, já nos primeiros meses de vida.

Sendo que as causas do autismo não estão claramente identificadas, portanto já sabem que o autismo é mais comum de ser diagnosticado em crianças do sexo masculino independente de suas etnias, origem ou situações sócias econômicas.

Há algumas características que indicam sinais de autismo ou de outros transtornos, que poderão ser percebidos tanto na vida social, escolar e familiar.

  • Demonstrar querer ficar sozinho

  • As coisas que estão acontecendo a sua volta não lhe despertar interesse

  • Fazem movimentos repetitivos

  • Não demonstrar envolvimento afetivo com as demais pessoas

  • Tem muita dificuldade na fala

  • Costuma se comunicar através de gestos

  • Não gosta de mudanças em sua rotina

  • Se apegar a determinado objetos

  • O contato visual com outras pessoas e ausente ou pouco frequente

  • Crises de agressividade ou Auto-agressividade podem acontecer

A classificação estabelece um código para cada problema de saúde. Os Transtornos Globais do Desenvolvimento receberam o código F84, que con­tem os seguintes transtornos:

Autismo infantil (F84. 0), Autismo atípico (F84.1), Síndrome de Rett (F84.2), Outro Transtorno Desintegrativo da Infância (F84.3), Transtorno com Hiper­cinesia associada a Retardo Mental e a Movimentos Estereotipados (F84.4), Síndrome de Asperger (F84.5), Transtornos Globais do Desenvolvi­mento (F84.8) e Transtornos Globais Não Especificados do Desenvolvimento (F84.9).

Estes transtornos foram classificados conjuntamente, pois todos de alguma maneira causam dificuldades no desenvolvimento, ou seja, em cada criança da mesma idade o desenvolvimento aparece de um jeito diferente do esperado sendo, todos afeta de maneira e intensidade a interação social, a comunicação. A síndrome mais conhecida é a Síndrome de Asperger (autismo de alto funcionamento de maneira que a fala e a inteligência são resalvadas).

A Síndrome de Asperger possui intensidade leve, pois, na criança não ocorre grandes atrasos no desenvolvimento da fala e cognitivo. As dificuldades encontradas por essas crianças são nas interações sociais e a comunicação. É mais comum essa síndrome ser diagnosticada em crianças do sexo masculino. Crianças com síndrome de Aspeger pode frequentar a escola regular, apesar de que em alguns casos precise de classes especiais.

O Autismo Atípico apresenta comprometimento grave e global, e as dificuldades são na interação social e comunicação verbal e não verbal.

Transtornos de Rett têm suas causas desconhecidas, porém aparecem sintomas de severa doença mental, esse transtorno só aparece em crianças do sexo feminino. Esse transtorno pode ser quatro estágios: estagnação precoce, regressão psicomotora, pseudo-estacionário, deterioração motora tardia.

Temos o Transtorno Desitegrativo da Infância, é algo mais raro que o autismo e tem muita semelhança com a Rett sendo que é mais comum em meninos.

Para Kenner, há vários tipos de autismos e cada um possui sintomas e graus de dificuldades diferenciados, uns com intensidades graves que podem comprometer as coordenações motoras e cognitivas, outros com intensidades leves com pouco comprometimento motor.

O autismo tem um conjunto de comportamentos agrupados a serem observados: comprometimentos na comunicação, atividades repetitivas, mera dificuldade na interação social. A criança com a síndrome Autistica tem alterações no afeto, dificuldade de expressar-se, a fala, falta de interesse em brincar, esses comportamentos interferiram no desempenho do meio social em que está inserida.

“Os prejuízos de mecanismos biológicos podem estar relacionados à adaptação social levando a emergência de fenótipos heterogêneos, associados aos quadros de Transtornos Globais do Desenvolvimento (SANTOS, 2013, p. 06).”

O que mais chama atenção dos autistas são objetos. Quando querem um objeto costumam colocar a mão de um adulto para pegar. A criança não mostra e muito menos faz gestos. Com isso surge uma maneira fácil de detectar o autista, verificando se a criança aponta, mostra um lugar ou objeto.

De acordo com BAUER TEIXEIRA:

O mais óbvio marco da síndrome de Asperger e a característica que faz dessas crianças tão únicas e fascinantes é a sua peculiar idiossincrática área de “interesse especial”. Em contraste com o mais típico Autismo, onde os interesses são mais para objetos ou parte de objetos, na SA os interesses são mais frequentes por áreas intelectuais específicas. (BAUER, 1995 apud TEIXEIRA, 2005, p.6).

O Transtorno Autista se trata de uma desordem no desenvolvimento se manifesta desde o nascimento, de modo grave, por toda a vida. Nos estudos de Epidemiologias era cerca de 20 casos por 10.000 indivíduos, hoje em dia esta taxa elevou mais ainda. Entre 150 ou 100 nascimentos, são de 4 a 5 vezes mais em meninos. A causa do autismo pode estar relacionada a alterações biológicas, pode também ser hereditárias ou não. Ainda não há uma satisfação sobre a causa do autismo. Mesmo assim alguns estudiosos acreditam que está relacionado a fatores metabólicos decorrentes de alterações bioquímicas.

Shaw (2002) enfatiza que qualquer sintoma que tenha um efeito devastado no individuo está ligado a uma alteração bioquímica individual. No autismo variam as manifestações tudo depende do nível de desenvolvimento da idade cronológica do individuo. Ferrari (2007) observa que os testes QI em crianças autistas demonstram heterogeneidade e dispersão de resultados diferentes, ainda que aplicados em uma mesma criança.

O Autismo não tem cura, o quadro apenas vai mudando conforme o individuo vai adquirido mais idade. Depende do processo que há em decorrência com suas experiências vivenciadas, de como e a relação com os outros e como é tratado partindo de tudo que esse indivíduo venha vivenciando no decorrer do seu processo de vida.

Segundo AMY:

O autismo era objeto de hipóteses mecanizadas por biólogos, geneticistas e psicanalistas. Então, permanece um mistério o seu verdadeira origem e sua evolução. Sendo assim, e sem duvidas difícil determinar se a manifestação e ativa ou voluntaria dessas crianças, se tem posição com deficiências biogenéticas cujas origens ainda são ignoradas de modo que se articulam, entre si criando desordem e anarquia no universo dessas crianças. AMY, (2001, P. 19):

Segundo autores para diagnosticar o autismo hoje há um novo teste NIPT Panorama (de non-invasive pré-natal testing), programador que ajudará os médicos a notificar se um bebê- recém-nascido irá vir a desenvolver ou ter retardamento mental, sendo assim, confirma que as doenças já estão presentes no nascimento e não somente na criação. O autismo provavelmente irá surgir de uma combinação de defeitos genéticos e uso excessivo de substancias tóxicas, de acordo com o programa monitoração de defeitos de nascença da Califórnia.

Conforme relata o programa o veneno está na mesa os brasileiros consomem cerca de milhões de produtos com excesso de agrotóxicos e esse uso excessivo pode estar sendo a causa de muitos distúrbios e transtornos visíveis nas crianças.

Afirma gillberg:

Autismo é considerado hoje como uma síndrome comportamental de etiologia múltipla secundária a um transtorno do desenvolvimento, sendo caracterizado por um déficit na interação social, visualizado em uma incapacidade no relacionamento social, habitualmente associada a um déficit de linguagem e transtornos de comportamento motor (Gillberg, 1990).

4. CAPITULO II - INCLUSÃO DAS CRIANÇAS AUTISTAS

A inclusão do aluno autista no ensino regular é um direito garantido por lei, como fala no capítulo V da (LDB) lei de Diretrizes e Bases, 9394/96 que trata sobre a educação especial. Ela deve visar à integração afetiva do Aprendente (a vida em sociedade). Assim como aponta também na constituição federal, a convenção sobre os direitos das pessoas portadoras de deficiências que deve ser oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, assegurando aos mesmos, currículo, métodos, técnicas, recursos educativos específicos para atender às suas necessidades, dentre outros. (BRASIL, 1996), estatuto da criança e do adolescente que também assegura o acesso a regular a escola para todos.

Pensando no conteúdo político envolvendo essa proposta pedagógica, a formação dos educando é uma educação que será levada para a vida toda. Visto que há (ou poderia ser), a sua preparação para ter boa atuação na vida pública.

Deste modo, deveríamos buscar entender a Educação Especial, precisa de uma elaboração política focada em modalidades práticas para que haja reconhecimento sobre as competências e a notificação de experiências para que não haja aprendizado apenas formal, e nos currículos não se inclui apenas conteúdo, mas também as práticas vivenciadas no cotidiano para que haja envolvimento, interação e motivação em busca de objetivos de interesses comuns.

Assim como MAZZOTTA diz:

A inclusão da “educação de deficientes”, da “educação dos excepcionais” ou da “educação especial” na política educacional brasileira vem a ocorrer somente no final dos anos cinquenta e início da década de sessenta do século XX. (MAZZOTTA, 1996, p. 27).

A inclusão escolar como prática que visa atender as necessidades educativas de cada aluno, incluindo-os em salas normais, de ensino regular, buscando desenvolver a aprendizagem e o desenvolvimento necessário de todos na inclusão. Os alunos devem ter possibilidade de integrar-se no ensino regular, mesmo aqueles com dificuldades, com transtornos globais. A escola deverá ter consciência e adaptar-se com o objetivo de atender todos os alunos ali inseridos, com quaisquer necessidades.

A inclusão é de suma importância, pois assim estarão garantindo a convenção entre adolescentes, crianças que tenha ou não alguma deficiência, promovendo o aprendizado de respeito e tolerância as diferenças, transformando a educação inclusiva também em sociedade com inclusão.

Segundo Mittler (2000) a inclusão tem como intuito garantir que todas as crianças façam parte de um grupo, comunidade, e de um sistema de ensino que possa oferecer oportunidades, assim como as demais crianças que não possuem nenhuma necessidade especial, na tentativa que essas crianças sejam inclusas e escapem dos preconceitos e isolamento.

Para garantir a inclusão é necessário haver salas de professores especializados é indispensável contarem com salas de apoio para obter maior êxito na inclusão desses alunos. Sendo que esse professor não necessita ser exclusivo de apenas uma escola, podendo ele trabalhar em grupos com várias escolas, sendo especializado e saber realizar atividades de integração eficaz, realizar avaliações precisas, traçando estratégias, organizar métodos de trabalho. Principalmente demonstrando que trabalha com crianças transmitindo tudo ao professor seja ele de sala regular ou não.

Sendo assim, educar uma criança autista é um grande desafio, e também um grande privilégio, segundo Bereohff “é uma experiência que leva o professor questionar suas ideias sobre desenvolvimento, educação normalidade e competência profissional” (1994, p.11).

4.1 Inclusão Escolar, Familiar e Aprendizagem de Alunos com TEA

Incluir um aprendente autista no âmbito escolar no ensino regular necessita de atenção, levando em consideração que, por mais que a escola tenha estrutura e metodologia especifica para trabalhar com essas crianças, a família é o gancho na interação com a escola, pois ambas devem manter uma constante participação, estando sempre em contato direto na vida do discente, para obter resultados significativos no desenvolvimento cognitivo e interpessoal dessas crianças.

Por serem estas as características mais visíveis no autismo. Com isso, os professores e psicopedagogos devem avaliar com o objetivo de descobrir quais mecanismos há em seu alcance para poder aplicar recursos educativos relacionados à necessidade de cada educando. As estereotipias são mecanismos de expressão, com Aprendente autistas deve-se ter cuidado ao controlar as estereotipias.

Tem grande importância às atividades de desenvolvimento para o raciocino lógico, autonomia intelectual e que tenham prazer em buscar pensamentos inovadores. Os professores podem aplicar atividades que proporcionem prazer aos alunos quando as praticarem, dando a eles oportunidade de maior interação, incentivando a imaginação de descobertas. Porém se sabe que logo no começo do processo de ensino das crianças com necessidades educativas especiais relacionadas ao autismo, o professor pode se sentir inapto a interagir com as mesmas. Deste modo, sua sensação é que, a criança se recusa a interagir com o professor, não querendo aprender nada proposto por ele.

Devemos dizer que o desenvolvimento de uma criança irá depender dos recursos de ensino usados pelo professor, tendo em mente que mesmo, que a criança sendo portadora de síndrome não deixe de ser criança, então devem ser tratadas com cuidado, havendo respeito à limitação de cada uma. Os métodos de ensino utilizados devem ser de diversas maneiras, proporcionando o apoio e o desenvolvimento, sendo estes adequados a todos os envolvidos na prática. Com isso, o docente sempre deverá ter consciência clara sobre qual é o seu papel, e saber que através do ensino o discente irá aprender a adquirir conhecimento tendo consciência de si próprio.

Uma rotina de avisos e transição será uteis para uma criança portadora de autismo, sabendo que a flexibilidade é algo importante na vida e que precisa ser trabalhado, um exemplo são coisas diferentes que acontecem no ambiente escolar, tipo quando a chegada um professor novo ou viagem de campo vão causar ansiedade e desconforto a ela. Por isso necessitam de um aviso com pelo menos uns cinco minutos de antecedência;

O educador necessita estar ciente que o trabalho com essas crianças, é um processo continuo demorado paciente, até mesmo porque uma das características do TEA é a falta de atenção, pois, a atenção deste está sempre comprometida, e para o professor atrair sua atenção ele necessita de utilizar recursos didáticos de modo que ele irá envolver a atenção da criança conseguindo então trabalhar e desenvolver-se com ela, tanto a parte social, quanto a parte motora. Usar atividades lúdicas, como por exemplo, brincadeiras que prenda a atenção dessas crianças (futebol, jogos estimulando a coordenação motora e envolvendo a interação social, junto com a ajuda dos seus colegas de sala, visando em algo que o faça interagir no meio em que ele está inserido).

Segundo SCHWARTZMAN EASSUNÇÃO JUNIOR:

Quanto mais significativo para a criança forem os professores, maiores serão as chances dela promover novas aprendizagens, ou seja, independente da programação estabelecida, ela só ganhará dimensão educativa quando ocorrer uma interação entre o aluno autista e o professor (SCHWARTZMAN EASSUNÇÃO JUNIOR, 1995).

Profissionais e familiares possuem funções importantes para construírem ações inclusivas voltadas aos discentes portadores de autismo, as atividades devem ser elaboradas com o intuito de propiciar autonomia. E necessário ter um profissional qualificado (psicopedagogo) dando assistência ao professor em sala de aula. Se caso o aluno não tenha total autonomia, pois há grandes dificuldades para um único educador atender a todos os alunos da classe.

Por isso, faz-se necessário haver um profissional auxiliando o professor em sala. Podendo este ser um cuidador, ficando responsável parar dar suporte ao professor, trabalhando as necessidades básicas das crianças com exemplo auxiliar na parte da higiene, e também com as tarefas escolares. Deste modo, o professor conseguirá trabalhar com toda a turma atendendo a sua demanda.

4.2 O que o educador precisa saber

Em primeiro lugar, é preciso entender o que é autismo e suas principais classificações, tendo foco que uma das partes mais afetadas é a interação social, podendo a criança apontar dificuldades em brincar em ter contato visual interesses restritos por objetos etc. após entender e conhecer a síndrome faz-se necessário observa as características de cada aluno, observar qual seu comportamento diante das atividades propostas em sala de aula para assim poder trabalhar métodos de ensino diversificados e sempre estar aproveitando o conhecimento de mundo que cada Aprendente venha demonstrar em sala.

Afirma VYGOTSKY que:

O professor deve ter consciência de sua importância como mediador e compreender que cada criança dentro de sala de aula se desenvolve, amadurece e aprende de forma particular, ou seja, atinge expectativas de aprendizagens únicas e que a todo tempo deve ser valorizada e estimulada a atingir níveis cada vez mais elevados (VYGOTSKY, 1978 apud SANTOS, 2013, p.13).

Uma criança aprende de forma natural, espontânea, por meio de brincadeiras que evolvam pais, colegas e professores no ambiente escolar. Onde possam adquirir habilidades e criarem vínculos de amizades.

Já para as crianças autistas não ocorre da mesma forma, para elas há uma relação diferente entre o sentido e o cérebro. As informações obtidas não são transformadas totalmente em conhecimentos. O professor tem que estar ciente das diferenças de cada aluno, que as crianças estarão ali para aprender e não apenas para ter uma socialização, mas que também são capazes de adquirir múltiplos conhecimentos.

Para um autista é necessário que seja explicado à função dos objetos, devido a terem dificuldades de compreendê-los. Não é sempre que uma criança vê uma bola, e de imediato quer chutá-la, sendo que é possível criar estereotipias e formas incomuns de manuseio.

Destarte, das leituras que tudo passará a ter certo valor pedagógico, tais como: habilidades, usos e todas as atividades da vida diária devem ser exercitados. O portador de autismo tem uma atração relevante por objetos que balançam e rodam. Maria Montessori diz que a criança cria a própria “carne mental’’, usando as coisas que estão no seu ambiente”. Ela chama a mente da criança de “mente absorvente”.

Os autistas tem a visão, o tato sensíveis, às vezes não suportam locais com barulhos e acabam se assustando. Mas, na maioria das vezes são atraídos por algum ruído, fica preso a algo presente no ambiente. Devido a isso é necessário que fale baixo e seja mantido sempre um ambiente tranquilo. Porém, sempre há algo que fica fora do nosso controle. Sendo assim, cabe ao professor tranquilizar seu aluno, distraindo sua atenção para outras atividades, podendo ser atividades pedagógicas.

Ferrari (2007) observa que o autista viveria em mundo de feito de experiências globais fracionadas, sem coesão interna, construindo a possibilidade de existência de uma deficiência no âmbito de alguns processos. Gardner (2000) observava que de modo geral, as crianças aprendem os valores e as habilidades de sua cultura, observando os adultos e imitando-os.

Mas, no caso do autista não ocorre de maneira imediata, desse modo é importante haver objetos que levam a esse fim, atividades que ocupam todo o ambiente (correr, pular, jogar futebol). É de mera importância que o autista participe com as outras crianças de brincadeiras.

A criança típica aprende as coisas com mais facilidade exemplo: aprende rápido o que é um objeto, para que serve e como utilizá-lo. Porém, a criança autista tem dificuldades de reconhecer um objeto e a sua utilidade. Devido a isso passam a ter defeitos na linguagem.

Para o autista nada é simples de compreender tudo precisa de objetivo e função. No ambiente escolar atuação de profissionais capacitados é fundamental, pois em muitos casos de autismo foi percebido no ambiente escolar. Na escola é preciso haver afeto, atenção, estímulos para conduzir o Aprendente na sua aprendizagem, na educação o caminho é mostrado por quem aprende e não por quem ensina.

Segundo apud SANTOS VYGOTSKY:

O docente atua como mediador no desenvolvimento da criança, ele proporciona atividades que as estimulem a conhecer e a desenvolver novas habilidades, atuando desta forma na Zona de Desenvolvimento Proximal (Z.D.P.), neste período a criança se encontra com as novidades de seu meio social e passa por um processo de interação com o meio e amigos de várias faixas etárias (VYGOTSKY, 1978 apud SANTOS, 2013, p.13).

Saber que a criança autista precisa de ajuda para ter boas interações sociais, assim cabe ao docente ter paciência e ajudar essa criança a progredir na sua trajetória de vida.

Todos os educadores que trabalhem com crianças portadoras de transtornos precisa ter um olhar amplo, não focando apenas na dificuldade em si que a criança possui, mas, também ver o que pode ser feito de melhor para que a criança se desenvolva na aprendizagem. Buscando ser aquele educador profissional que pensa no bem estar de sua sala de aula, entendendo que antes de qualquer dificuldade em que o Aprendente possa apresentar, mesmo assim dará retorno ao professor àquilo que foi lhe ensinado, talvez não seja do modo que foi passado pelo professor, mas apresentará retorno de algo que aprendeu apesar de todas as dificuldades que uma criança autista tenha a mesma irá desenvolver um aprendizado significativo.

Em autistas a ecologia poderia cumprir função comunicativa, mas pode haver dificuldades de compreensão. Para que haja uma boa relação com Aprendente autistas, o professor (educador) deverá sempre agir e utilizar expressões claras e objetivas. Chamando-o pelo nome e distinguindo desejos, vontades e necessidades. Com o intuito de que haja o funcionamento da linguagem entre os autistas, é de suma importância que o significado da palavra seja percebido antes do seu uso, por meio da codificação simbólica de experiências.

Mesmo com déficit cognitiva, muitos autistas mostram-se aptos e desempenham em Campos específicos. Em todo o tempo o foco deverá ser mantido no individuo autista, pois, suas aptidões servem como pulpusoras para novas habilidades. É comum que haja alunos com hiperatividade e com déficit de atenção no âmbito escolar, não há uma casa única para o TDAH.

DUL PAUL e STONER observam que muitas toxinas ambientais têm sido envolvidas para a explicação dos sintomas de hiperatividade. Sendo assim, não deve ser extenso o período de trabalho com os Aprendente autistas, pois, o longo período dificulta a concentração.

A psicomotricidade pode ser comprometida em autistas, pois, esta é o resultado da ação do sistema nervoso a musculatura, assim, o aprendente terá dificuldades de leitura, escrita e também na identificação das coisas, em decorrência a isso quem não conhece seu corpo poderá ter seu envolvimento com o meio prejudicado. Professor possui importância imensa, fazendo com que haja melhorias no desenvolvimento psicomotor no ambiente escolar.

Ao trabalhar com autistas é essencial que seja realizada uma pesquisa sobre o Aprendente autista, onde se terá conhecimento da sua relação familiar e social; seus sentimentos e necessidades, assim as observações darão direção de como agir no processo. Para que se tenham bons resultados é preciso que haja sintonia dos profissionais com a família, desse modo, pressupõe profissionais qualificados, preparados e que não se acomodem diante de pesquisas sobre a síndrome.

Quando se avalia um educando com autismo, no âmbito escolar é preciso que seja transmitido a ele segurança e conforto. É de suma importância que as necessidades do Aprendente autista sejam transformadas em vontades de aprender e construir, docentes e discentes deve manter harmonia entre si para que ambos possam se conectar e transmitir seus conhecimentos, segundo Paulo Freire (2004, p.23), pois quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.

O vínculo afetivo entre o Aprendente autista e o educador é o inicio da construção de sua autonomia na escola, com propósito de obter maior interação com aluno, o professor deverá incluir em seus métodos de ensino os gostos, os interesses e aptidões de seu discente, para que haja resultado das atividades as mesmas devem ter propósitos sociais, terapêuticos, afetivos e pedagógicos. Pois através dessas atividades o aluno poderá trabalhar em grupo e terá maior interação e comunicação, lhe será proporcionado à oportunidade de maior independência, obterá vínculos com o professor e com ambiente escolar e desenvolverá suas habilidades como aprendiz no âmbito escolar.

O professor deve atentar-se também que o reforço positivo será útil, no seu progresso escolar, mas as punições não, as ameaças poderão resultar em ansiedade e impedimento no progresso do mesmo. A educação dos autistas existe muitas limitações, e com isso requer um quadro de profissionais capacitados para trabalhar nessa modalidade de ensino. E em muitas das vezes os gestores não estão preparados para desenvolver um plano pedagógico para os autistas.

Segundo Orrú (2003) a criança com autismo sendo exposta a uma aprendizagem por meio de exposição direta a estímulos diversos, que não contribuem para sua formação psicossocial e desenvolvimento de suas estruturas cognitivas, tende a não se beneficiar destas práticas. Logo, quando a criança com autismo é exposta a estímulos sem a devida intervenção do professor, pode se tornar estressada por causa da saturação de informações que podem lhe parecer sem função, já que ela pode até armazenar os estímulos e interagir com os mesmos, mas sem ocorrer modificações em seu processo cognitivo, o que resultará em uma aprendizagem insuficiente.

4.3 Orientações de como trabalhar com alunos Autistas

Para que haja melhor aprendizado é preciso que o Aprendente autista frequente a sala de recursos, pois, nesta terá maior facilidade para desenvolver e aperfeiçoar suas aptidões. Por ainda não ter um tratamento especifico para o autismo em razão a diversidade de fatores, tem se utilizado métodos para lidar com portadores de autismo, como: TEACH (tratamento e educação para autistas e crianças com distúrbios correlatos da comunicação), ABA (análise aplicada ao comportamento) e o PECS (sistema de comunicação mediante a troca de figuras).

O TEACCH foi desenvolvido nos anos 60 no Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicinada Universidade da Carolina do Norte, Estados Unidos, e atualmente é muito utilizado em várias partes do mundo.

O método TEACCH é uma forma de avaliação utiliza uma avaliação chamada PEP-R (Perfil (Psicoeducacional Revisado) que visa avaliar o aluno, considerando seus pontos fortes e suas dificuldades, sendo possível criar um programa individualizado).

O TEACCH se baseia na organização de certo ambiente físico criando rotinas, do ambiente físico através de rotinas- organizadas em quadros, painéis ou agendas e sistemas de trabalho,

Buscando adaptar o ambiente escolar para tornar mais fácil para que a criança possa compreendê-lo, entendendo assim o que o professor espera dela. Sendo assim, com a organização do ambiente, ficará mais fácil a aprendizagem das crianças. O TEACCH tem como intuito a independência do aluno, assim ela percebe que necessita do seu professor para alcançar rendimento escolar, mas podendo passar grande parte do seu tempo se ocupando de forma independente. TEACCH visa no desenvolvimento da independência da criança.

Temos também a ABA que visa ensinar para as crianças certas habilidades que elas não possuem. Cada uma dessas habilidades é ensinada de um modo. Exemplo quando fazemos uma pergunta para a criança, sua resposta só será adequada se ocorre algo que fosse agradável para ela, sendo então na prática como uma recompensa.

Um dos pontos mais importantes da ABA é tornar o aprendizado para as crianças agradável, e outro ponto é ensinar para as crianças a maneira certa para que ela saiba identificar vários estímulos. O tratamento é baseado em anos de pesquisa na área da aprendizagem e é hoje considerado como o mais eficaz.

O nome PECS significa (sistema de comunicação através da troca de figuras), e sua implementação consiste, basicamente, na aplicação de uma sequencia de seis passos. O PECS foi projetado com o objetivo de estar ajudando crianças e adultos portadores de autismo e outros distúrbios de desenvolvimento a adquirir habilidades na sua comunicação em sociedade. Sendo um sistema utilizado primeiro com os indivíduos que não tem uma boa comunicação ou mesmo que possuem comunicação mais não consegue expressar.

O PECS tem como intuito ajudar a criança na percepção que tem através da comunicação com isso, perceberá que ela pode sim conseguir as coisas que deseja com mais facilidade, estimulando a criança a comunicar- se com o meio em que vivem.

Este método tem sido aceito por vários lugares do mundo, pois ele não demanda de materiais complexo ou mesmos caros, é meramente fácil de aprender, podendo então ser aplicado em qualquer lugar e quando é aplicado, conquista resultados significativos em relação à comunicação das crianças que não falam, e na materialização da linguagem verbal de crianças que fala porem, precisa organizar a sua linguagem.

O PECS trabalha com objetivo de desenvolver atividades e materiais funcionais podendo ser utilizado com crianças que tenham dificuldades na fala ou comunicação alternativa, quando não houve desenvolvimento na fala, ou seja, foi perdida. Sendo uma ferramenta importante porque possibilita não só a comunicação independente, mas também ensina a esperar, a aceitar o não, a pedir a ajudar dos demais, comenta todo que ver e escuta.

Na alfabetização dessas crianças, o professor pode estar utilizando um computador, pois as crianças hoje em dia tem uma grande facilidade em manuseio destes. Pode ser usado como auxilio estimulando a coordenação motora. Tendo como propósito a obtenção de melhores resultados. As atividades desses métodos de ensino também devem ser introduzidas no ambiente familiar, por ser comum à rotina na vida de portadores de autismo é de suma importância que a forma de aplica-los seja a mesma em todos os ambientes que a criança conviva (no âmbito escolar e familiar). Sabe-se que a Escola e família devem realizar atividades lúdicas e prazerosas, buscando sempre pensar no bem estar da criança que está envolvida nesse processo.

A família e a escola devem sempre estar em constante colaboração na vida de uma criança, procurando melhoria tanto na vida social quanto afetiva e principalmente na aprendizagem dos mesmos.

5. CAPITULO III - CONTEXTUALIZANDO O LÓCUS DA PESQUISA

5.1 O Perfil da Instituição

A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Casimiro de Abreu está localizada na área urbana do município de Nova Mamoré, criada através do Decreto nº 364/61 de 12 de outubro de 1961. Conta com 15 salas de aulas, direção, secretária, sala de professores, sala de supervisão, biblioteca, cozinha, refeitório, sala de mídias, sala de recursos, sala de música, Sala de Rádio Escolar, Sala de Informática, Sala de Leitura, Banheiros, Sala de Material, Sala de Limpeza, Ginásio de Esportes e Estacionamento.

A escola leva esse nome em homenagem ao poeta Casimiro de Abreu (1937-1860), pertencente à segunda geração do romantismo brasileiro, cujo poema “Meus Oitos Anos”, é a sua obra mais famosa, e muito conhecida pelos alunos da escola.

Atualmente estudam na escola 970 alunos divididos entre ensino fundamental e médio. Seu quadro de funcionários é composto por: 41 professores e 38 servidores do setor administrativo.

A escola funciona em dois períodos (matutino e vespertino) e tem como diretor o professor Gerry Salvaterra Lara e a professora Maria Selma Ferreira eleitos através do voto direto da comunidade escolar em 2014, para o triênio 2015/2016.

Foto 1: Prédio da Escola


Fonte: Autoras da Pesquisa (2016)

5.2 Apresentação e analise dos dados

Para coleta de dados foram utilizados questionários e observações in loco. Desenvolveram-se observações na sala do ensino fundamental II sendo esta de ensino regular, no decorrer de uma semana, pois havia na sala uma criança autista. No primeiro momento não é possível saber se ele tem algum transtorno, porém, ao decorrer das observações percebeu-se que há dificuldade na fala, dificuldades de concentração, o mesmo está inserido em uma sala comum conjuntamente com mais 23 alunos, em relação à interação com os demais colegas de sala é tranquilo se interagem muito bem e com os professores também há uma boa interação.

Este aluno é bem questionador um exemplo é que quando não entende um conteúdo faz indagações ao docente sobre o assunto trabalhado. Conversando com uma das professoras da sala, a mesma relatou que “ele tem dificuldade de atenção, não tem interesse em aprender, este problema pode estar relacionado à falta da medicação, sendo assim, em alguns semestres o aluno está calmo, tranquilo e dá para trabalhar normalmente com ele, porém, em outros momentos já fica mais complicado e às vezes ele fala coisas que não existem, inventa coisa até imaginária”.

E como na escola não há uma metodologia adequada para trabalhar com esses alunos, ficando então a critério de cada professor utilizar métodos de ensino diferenciado, com intuito de despertar a atenção e o interesse dos alunos. Um dia por semana esse aluno participa de duas horas de aula de atendimento na sala de recurso conjuntamente, com a pedagoga que atende nessa sala especial.

Nesse dia de aula a professora irá testar seus conhecimentos e desenvolver métodos de ensino visando o rendimento escolar. A escola atende alunos portadores da Síndrome de ASPERGER sendo essa síndrome a mais frequente e visível nas crianças do sexo masculino, sabendo que a dificuldade dessa síndrome é mais relevante e visível de ser trabalhada.

Foi feito também observações com aluno autista na sala de recurso, a professora que atua nessa sala é formada em Pedagogia e possui pós-graduação em Gestão e Supervisão Escolar. Antes de o aluno chegar à sala fomos alertadas pela professora que o aluno poderia retrair-se com nossa presença. E o resultado foi totalmente contrário tivemos ótima interação, a aula foi iniciada com formações de frases, ao decorrer da aula o aluno fez indagações. Percebemos que ele tem dificuldades ao pronunciar algumas palavras difíceis ou no momento que pronuncia rápido demais, em relação à leitura o mesmo lê sem nenhuma dificuldade. Mas em alguns momentos ele gagueja.

Exemplo de algumas palavras pronunciadas por ele:

  • Pedence (Pertence)

  • Recebreu (Recebeu)

  • Meorou (Melhorou)

  • 32 (trinta dois) não utilizam a vogal “e” na pronuncia.

Percebe-se que ao pronunciar as palavras o aluno suprimiu a letra r e em alguns casos acrescentou.

Demonstra maior habilidade em cálculos, adaptando-se rapidamente as atividades matemáticas com um grau de dificuldade maior em Língua Portuguesa. Ele também tem um conhecimento elevado sobre mapas, conhecer e saber tudo sobre países. Podemos perceber que ele é muito inteligente.

Segundo a professora ele é um garoto questionador.

Foto 2: sala de recurso


Fonte: Autoras da Pesquisa (2016)

A professora também relatou:

Que o aluno conversa com ela sobre todos os assuntos, até sobre sua namorada. Com o relato da professora se pode concluir que ele tem a professora como uma pessoa de muita confiança, alguém especial para o mesmo

Foto 3: sala de recurso


Fonte: Autoras da Pesquisa (2016)

5.3 Aplicação dos questionários

Para conseguir as informações e dados, foi necessária a aplicação de alguns procedimentos, sendo estes: consulta bibliográfica, com finalidade de obtenção e fundamentação teórica, onde apresenta uma seleção de autores que em suas obras tratam de indicativos e da importância desta prática para o ensino-aprendizagem.

E por fim a pesquisa de campo, onde teve a aplicação de um questionário, com os seguintes profissionais: os professores de sala comum 9º ano, coordenação pedagógica da sala de recurso, foram elaboradas perguntas referentes às metodologias de ensino que os profissionais da instituição utilizam para desenvolver com Aprendente portador de autismo. O referido questionário era composto por 5 questões e outro com 6 questões.estruturado da seguinte maneira;

Quando perguntado aos oito professores quais os métodos de ensino que utilizam em sala com os alunos, quatro dos professores questionados responderam que utilizam quadro negro, jogos educativos, apostilas e livros, os demais disseram que trabalham em sala de aula com livros, apostilas e quadro negro. Desta maneira cada professor trabalha com a melhor metodologia para transmitir conhecimento para os alunos, até mesmo porque na escola não há uma metodologia especifica, ficando então a critério dos docentes.

É de suma importância que os docentes tentem conseguir um rendimento na aprendizagem desses alunos, pois se sabe que para obter um bom rendimento dos alunos tudo dependerá dos recursos utilizados pelo professor em sala de aula. Mesmo sendo difícil para um professor dar maior atenção a um aluno autista, inserido em uma sala como mais de 23 alunos.

É necessário que o profissional atuante dessa modalidade de ensino esteja sempre atento, sobre quais as praticas que chamam a sua atenção, em que a criança tem mais habilidades, quais as brincadeiras que mais gosta, e a partir de então elaborar projetos que vão aprimorar o seu desenvolvimento na aprendizagem, conseguindo então trabalhar os pontos exatos das dificuldades de cada docente. Só assim que o docente irá obter resultados satisfatórios e também irar melhorar a qualidade da relação professor e aluno.

Assim como diz Santana:

Neste sentindo, a preparação destes profissionais educadores para o trabalho de alunos portadores de autismo é de suma importância, pois o educador é um dos agentes responsáveis não somente por transmitir conteúdos pedagógicos, como também transmitir valores e normas sociais que possam inserir a criança na esfera simbólica do discurso social. Sendo assim, o trabalho com educadores deverá englobar, de forma permanente, programas de capacitação, supervisão e avaliação (SANTANA, 2005 apud PRATES, 2011, p. 05).

E como diz Santana que um profissional bem preparado, não estará apenas transmitindo conhecimento mais também estará formando cidadãos críticos pensantes e com caráter e capazes de se interagem em qualquer meio que for inserido. Os estudos desses autores vêm de encontro ao de nossos anseios, no sentido de mostrar que é importante à atuação de profissionais capacitados para atuar na formação de crianças autistas, e que cada aprendizado será marcado por toda a trajetória da vida de cada um.

Esta pergunta foi elaborada com o intuito de questionar com os professores, se é exigido da parte deles aprendizagem dos alunos autistas. Quando questionado aos educadores se é exigido aprendizagem dos alunos autistas, dos oito professores questionados cinco relataram que sim, é exigida a aprendizagem dos alunos autistas com a finalidade de promoção e dois deles responderam que às vezes e somente um disse que não é exigido à aprendizagem do aluno autista.

Até mesmo porque se um aluno não obtiver nenhum rendimento na aprendizagem não tem como passá-lo de ano. Sendo assim os professores cobram sim aprendizagem, mas, dentro das limitações que cada um possui de maneira adequada.

De acordo com BEREOHFF:

Educar uma criança autista é uma experiência que leva o professor a rever e questionar suas ideias sobre desenvolvimento, educação normalidade e competência profissional. Torna-se um desafio descrever um impacto dos primeiros contatos entre este professor e estas crianças tão desconhecidas e na maioria das vezes imprevisíveis (BEREOHFF, 1991, s/pág).

Quando perguntado aos professores se os pais dos alunos autistas interagem com todos no âmbito escolar, dos oito professores questionados, seis disseram que não e somente dois relataram que às vezes há boa interação entre eles.

Sendo que esses professores atuam com alunos autistas inseridos no ensino regular,sabe-se que a participação dos pais conjuntamente com a escola tem grande significado no rendimento escolar dos mesmos, principalmente quando se trata de alunos especiais, que necessita cada vez mais de uma interação entre ambas as partes.

Giorgi afirma que:

«A família é o principal agente de socialização da criança, preside aos processos fundamentais do desenvolvimento psíquico e à organização da vida afetiva e emotiva da criança”. Acrescenta ainda, que como agente socializado e educativo primário, ela exerce a primeira e a mais indelével influência sobre a criança.» Giorgi (1980: 26),

A relação entre a família e escola, desde muito tempo vem demonstrando um grande rendimento no desenvolvimento das crianças. Mas sabemos que nem todos os pais querem se envolver na formação dos filhos entre algumas vezes até mesmo a escola não estimula o envolvimento dos pais.

Indagados aos professores se há uma boa comunicação entre o professor e o aluno autista, somente um dos oito professores questionados disse que não. Sabe-se que a relação afetiva do aluno autista com o professor no processo de aprendizagem é o princípio da construção da autonomia do aluno no âmbito escolar, o docente deve buscar priorizar o seu aluno assim o educando também passará a contribuir com as atividades propostas e as maneiras de aplicá-las. Cabe ao professor propiciar aos seus alunos um ambiente escolar, onde ambas as partes tem direitos e obrigações de se interagir, refletir e expressar suas opiniões, respeitando assim o conhecimento que os alunos trazem de mundo para a sala de aula transforme em ambiente de troca de aprendizagem.

O professor deve estimular a concentração dos alunos durante as tarefas, porque o que mais interfere no aprendizado do autista e na sua vida cotidiana é a déficit de atenção. Um bom material faz com que o aprendiz exiba seus conhecimentos e habilidades que variam até atingir desempenhos mais refinados. De acordo com Pilete (1986) a relação entre professor e aluno deve ser dinâmica, como toda e qualquer relação entre seres humanos.

Segundo SCHWARTZMAN EASSUNÇÃO JUNIOR;

Quanto mais significativo para a criança forem os professores, maiores serão as chances de ela promover novas aprendizagens, ou seja, independente da programação estabelecida, ela só ganhará dimensão educativa quando ocorrer uma interação entre o aluno autista e o professor (SCHWARTZMAN EASSUNÇÃO JUNIOR, 1995).

Os professores afirmaram quando perguntado se os alunos em sala de aula apresentam ter interesse pelas atividades propostas, sete dos professores questionados afirmaram que às vezes, e um disse que não. Destaca-se que quando há atividades diferenciadas o interesse do aluno pelo aprendizado é maior. Sabe-se que uma criança típica aprende com extrema facilidade, mas, para uma criança ou um adolescente com autismo as dificuldades são maiores para a realização de certas tarefas. Desta maneira, é prioritário da escola proporcionar atividades e suportes adequados para despertar o interesse desses alunos.

LEITE diz que:

É mais fácil aprender o que nos interessa. Sem motivação o aluno não presta atenção, não participa, não faz as tarefas. Ou até as faz, mas preocupados simplesmente em corresponder à expectativa do professor, sem interesse em aprender. Leite (2007, p.36),

Pergunta construída com o objetivo de investigar se há uma interação dessas crianças com as demais em sala comum, dos professores que responderam os questionários todos disseram que há uma boa relação do aluno com os demais. Desenvolve trabalhos em grupos, há interação, ou seja, socialização entre os mesmos.

A partir das respostas dos professores pode se entender que uma boa relação do aluno-aluno é de suma importância, para não haver atraso na aprendizagem dos mesmos, nem discriminação. Pois e na escola que o aluno esta em contato com vários indivíduos cada um de uma família diferente, e ali que ele esta começando a conhecer e conviver com as diferenças dos outros, desde modo surge à necessidade de avaliar a relação dos alunos e perceber que uma relação ruim entre os alunos afeta nas aprendizagens dos mesmos.

5.3.1 Questionário Aplicado a Coordenação Pedagógica da Sala de Recurso

Foi aplicado um questionário a docente responsável pela sala de recurso.

Quando perguntado a quantidade de alunos com síndrome a escola atende a mesma informou que a escola atende somente um aluno com autismo. Percebe- se que a quantidade de aluno com deficiências dificulta na atuação dos professores. E que com apenas um aluno é bem mais fácil de trabalhar métodos de ensino que iram proporcionar rendimento na aprendizagem desses alunos.

Ao perguntar para a coordenação pedagógica qual a síndrome dentro do autismo que a escola atende. Informou que e a síndrome de Asperger com sintomas leve que preserva a fala e a comunicação. Sendo a síndrome mais comum dos casos de autismo, por ser uma síndrome leve a criança portadora da Síndrome de Asperger pode ser inserida em uma sala comum, não apresentam problemas na fala e nem deficiência mental, tanto que na vida adulta ou na adolescência podem levar uma vida com qualidade.

Segundo RODRIGUES:

Os alunos com Síndrome de Asperger têm em geral boa capacidade linguística, vocabulário extenso e capacidade de utilizar estruturas gramaticais complexas. Contudo tem dificuldade de comunicação efetiva especialmente na utilização social da linguagem e na capacidade de transmitir e compreender o significado. Rodrigues (2012) p.30

Ao perguntar para a docente se na instituição há um bom atendimento para esses alunos a mesma afirma que sim, que há um bom atendimento da modalidade de ensino direcionada aos alunos portadores de autismo. O ambiente em que o aluno está inserido modela a vida e estimula na aprendizagem dos mesmos.

Pois, quando estão inseridos em um ambiente acolhedor, consegue-se desenvolver com mais qualidade, há uma necessidade dos alunos em encontrar na estrutura escolar um ambiente acolhedor, natural e espontâneo. Sabe-se que a escola tem como finalidade preparar o aluno para a vida então o atendimento deve se cultivador.

Ao ser questionado sobre à participação dos pais no processo de ensino aprendizagem dos Aprendente autistas, a mesma disse que sim. Sabe-se que a família e escola são os responsáveis pelo bom desenvolvimento escolar das crianças, na visão de Polity (2001), a família e a escola são responsáveis tanto pelos recursos que serão utilizados quanto pelos impasses que surgirão ao longo do caminho.

Sendo assim, FATIMA ALVES afirma:

É de fundamental importância o trabalho conjunto entre a família e profissionais e também haverá sempre necessidade que essa família esteja presente em todos os momentos. A presença dela ajudará e muito na progressão, pois muitas vezes a família é o gancho que o profissional precisa pra começar e poder terminar( Fátima Alves 2015 p.87).

Quando lhe foi perguntado se há projetos que contribuem com o processo de ensino aprendizagem dos alunos com autismo a mesma respondeu que não, mas, justificou dizendo: ”mas temos projetos que visa trabalhar a escola como um todo, e não priorizando só uma necessidade especial”. E o aluno especial é acompanhado pela sala de recurso que dá apoio junto a sua aprendizagem no que for necessário.

Segundo FAGUNDES, MAÇADA e SATO.

A atividade de fazer projetos é simbólica, intencional e natural do ser humano. Por meio dela, o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento, que tem gerado tanto as artes quanto as ciências naturais e sociais (Fagundes, Maçada e SATO (1999): p.15)

Quando a escola desenvolve projetos em prol de estimular e melhorar a educação especial se torna algo mais significativa, pois envolve família, escola e aluno todos conjuntamente na contribuição da aprendizagem dos mesmos.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A pesquisa teve como propósito a obtenção de conhecimentos referentes aos métodos de ensino utilizados no processo de ensino aprendizagem dos alunos portadores de autismos, após toda abordagem do trabalho foi possível descrever os conceitos de autismo, suas características, seu contexto histórico, suas evoluções para chegar a uma possível conclusão do que é o autismo hoje no cunho educacional, no cotidiano de cada individuo.

No decorrer da pesquisa, observaram-se os métodos de ensino utilizados pelos professores em sala de aula, para trabalharem com Aprendentes autistas. E também a importância de utilizar métodos de ensino específico com os discentes, favorecendo uma aprendizagem contínua e concretizada.

Na pesquisa in loco identificou-se a seguinte realidade:

Os professores encontram dificuldades para trabalhar com esses alunos e na escola não há uma metodologia especifica para trabalhar com eles. Sendo assim cabe a cada professor, utilizar métodos de ensino que for mais adequado, visando alcançar rendimento na aprendizagem dos mesmos. Entretanto, vale ressaltar que diante de cada situação ainda se encontra as dificuldades tanto com as crianças, como com o ambiente para desenvolver as atividades.

De acordo como mostra o trabalho pode-se perceber que para lidar com crianças autistas não e fácil, mas cabe ao educador pesquisar, estar lendo e se atualizando sobre o assunto e em primeiro lugar ter vontade de aprender, e se interagir com esses alunos para que assim, possa atingir seus objetivos referentes à aprendizagem dos mesmos.

Conforme a caracterização no PPP, o Perfil das crianças da E.E.E.F.M. Casimiro de Abreu, mostra que a estrutura familiar e de baixa e media renda, deste modo ver se que a escola atende várias classes de alunos. É no ambiente escolar que esses alunos encontram uma possibilidade de vir a se desenvolver intelectualmente.

Através deste estudo pode-se confirmar que o docente como mediador do conhecimento deve ser instigador, estimulador para lidar com o processo de ensino aprendizagem dos discentes, porém se a família não estiver contribuindo para essa aprendizagem torna-se mais difícil.

Como afirma os estudiosos para um professor trabalhar na modalidade de ensino especial é preciso que haja uma preparação adequada, se doar, ter amor pelo trabalho prestado, agir com naturalidade, estar seguro de si mesmo, saber corrigir sem magoar, para que essa aprendizagem seja proveitosa e estimuladora de seus objetivos.

Vale ressaltar que um aluno autista tem déficit de atenção por isso é necessário que o educador procure encontrar metodologias adequadas para estar desenvolvendo com eles de maneira clara onde possam se interagir diante dos demais, possibilitando uma aprendizagem contínua e facilitando o seu entendimento referente ao contexto trabalhado, onde esse aluno pode perder a timidez e sentir- se capaz de realizar as suas atividades no dia a dia.

Diante do trabalho realizado pode se perceber que foi bom o conhecimento adquirido, estando em contato com a realidade dos autistas foi possível ver como e a relação dos alunos e, como é lidar com um autista, a interação do aluno com os demais e ótima, devido o contato diário isso faz com que haja maior interação, deste modo o autista se sentirá ser humano igual aos demais.

Com base em todo trabalho escrito e prático pode-se concluir que é de suma importância à aplicação de uma metodologia adequada em sala de aula, seja na educação especial ou educação básica, pois, sabe-se que um bom material didático faz com que o aprendiz desperte comportamentos e habilidades variados, atingindo seus objetivos e vencendo suas limitações.

Ao fim da pesquisa adquiriu-se conhecimento sobre autismo podendo então melhorar-se a prática pedagógica, pode-se conhecer como é a atuação de um professor em sala, compreendendo como ocorrem os processos afetivos e sociais da aprendizagem e assim tirando proveito de tudo que foi vivenciado no âmbito escolar, tais conhecimentos serão significativos para a futura atuação acadêmica.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Autismo informação gerando ação: tudo azul. Disponível em: http://www.revistaautismo.com.br/RevistaAutismo001.pdf acesso em: 02 nov.2016

BOSA, C. Joint attention and early identification of autism. Psicologia. Reflexão e Crítica, v.15, n. 1, p.77-88, 2002.

CARTILHA, Direitos das pessoas com Autismo, são Paulo, p.2-13, mar.2011.

CUNHA, Eugenio. Autismo e inclusão: Psicopedagogia Práticas Educativas na Escola e na Família. 6. Ed. Rio de janeiro: Wak Ed, 2015.

CARVALHO, Jair Antonio de. CARVALHO, Marcio Pedrote de. SOUZA, Luciana Sant Ana de. Síndrome de Aspereger: considerações sobre Aspectro do autismo. Disponível em: https://www.itpac.br/arquivos/Revista/72/5.pdf acesso em: 04 jan. 2017.

COELHO, Viviane Bizelo. A contribuição do projeto de aprendizagem na construção do conhecimento. Disponível em: https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/36715/000818201.pdf?sequence1

CARVALHO, Maria Fabiana Nascimento de. FERREIRA, Sandra Patrícia Staide. PEREIRA,Valeria Cavalcanti.A desmotivação da Aprendizagem de alunos de escola publica do ensino fundamental I: quais os fatores envolvidos.Disponível em: https://www.ufpe.br/.../a%20desmotivao%20da%20aprendizagem%20de%20alunos%...

ESTELZER, Fernando Gustavo. Uma Pequena Historia do Autismo. Pandorga, São Leopoldo, V.01, p.10-29, jun.2010.

LUDKE, Jacqueline Prates Rocha. Autismo e Inclusão na Educação Infantil: Porto Alegre, 2011.27.f. Monografia (Curso de Pós- Graduação em Psicologia do Desenvolvimento)- Universidade Federal do Rio Grande do Sul Instituto de Psicologia, 2011.

MARTINS, Elis Regina Petry. Autismo na educação infantil. São José. 2011.50.f. Curso de Pedagogia- Centro Universitário Municipal de São Jose-USJ, 2011.

MELLO, Ana Maria S.Ros de. Autismo: Guia prático. 4.ed.Sao Paulo:AMA; Brasília:CORDE,2005.p.15-45.

ORRÚ, S. E. A formação de professores e a educação de autistas. Revista.

8. Apêndice - 1 Questionários Aplicados Para os Professores

1. Quais são os métodos de ensino que os professores usam em sala com os alunos autistas?

( ) Quadro negro e livros ( ) Jogos Educativos e Apostila

2. É exigido aprendizagem do aluno Autista?

( ) Sim

( ) Não

( ) As vezes

3. Os pais dos alunos autistas interagem com todos no âmbito escolar?

( ) Sim

( ) Não

( ) As vezes

4. Há uma boa comunicação entre o professor e o aluno com autismo?

( ) Sim

( ) Não

( ) As vezes

5. Os alunos apresentam interesse pelas atividades propostas?

( ) Sim

( ) Não

( ) As vezes

6. Como e a relação entre o aluno com autismo e os demais alunos da sala.

( ) Boa

( ) Ótima

( ) Razoável

 

9. Apêndice - 2 Questionários Aplicados para Coordenação Sala de Recurso

1. Qual o número de alunos com autismo matriculados na escola atualmente?

( ) 1-5

( ) 5-10

( ) 10-15

2. Quais as síndromes Autistica a sua escola atende?

( ) Síndrome de Aspeger

( ) Transtorno Desintegrativo da Infância

( )Transtorno de Rett ( ) Autismo Atípico

3. Há recursos para ser utilizado na educação especial?

( ) Sim

( ) As vezes

( ) Não

4. Quais as dificuldades encontradas para acompanhar o trabalho dos professores em sala de aula?

5. Na ha escola há projetos que contribui com o processo de ensino e aprendizagem dos alunos com autismo?

( )Sim

( ) Não

 

Foto 4: Pátio da Escola


Fonte: Autoras da Pesquisa (2016)

Foto 5 : Pátio da escola


Fonte: Autoras da Pesquisa (2016)

Foto 6: Mural da escola


Fonte: Autoras da Pesquisa (2016)

______________________________________
POR ANA PAULA OLIVEIRA DE MORAIS E JAQUELINE MARIA DOS ANJOS.


Publicado por: Jaqueline Maria dos Anjos

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