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A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Pedagogia

Abordagem da importância da música na educação infantil, a importância da música do desenvolvimento cognitivo da criança, grandes pedagogos que influenciaram na educação infantil e projetos de músicas de sucesso envolvendo a educação infantil.

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1. RESUMO

A definição da música na educação infantil passa pelas atividades musicais que oferecem inúmeras oportunidades para que a criança aprimore sua habilidade motora, aprenda a controlar seus músculos e mova-se com desenvoltura. A criança aos poucos vai formando sua identidade, percebendo-se diferente dos outros e ao mesmo tempo buscando integrar-se com os outros. A partir do momento em que a criança entra em contato com a música, seus conhecimentos se tornam mais amplos e este contato vai envolver também o aumento de sua sensibilidade e fazê-la descobrir o mundo a sua volta de forma prazerosa. Sua interação e relações sociais serão marcados através deste contato e sua cidadania será trabalhada através dos conceitos que são passados através das músicas. A música na educação pode envolver outras áreas de conhecimento, através do desenvolvimento da auto-estima a criança aprende a se aceitar com suas capacidades e limitações. A musicalização é uma ferramenta para ajudar os alunos a desenvolverem o universo que conjuga expressão de sentimentos, suas idéias, valores culturais e auxilia a comunicação do indivíduo com o mundo exterior e seu universo interior.

Palavras chaves: Música; Educação; Habilidades; Sentimentos.

ABSTRACT

The definition of music in child education is the musical activities that offer numerous opportunities for the child to enhance their motor skills, learn to control your muscles and move with ease. The child is slowly forming their identity, perceiving themselves different from others and at the same time seeking to integrate with others. From the time the child comes into contact with the music, their knowledge becomes broader and this contact will also involve increasing their sensitivity and make her discover the world around them in a pleasant way. Their interaction and social relations will be marked by this contact and its citizens will be processed through the concepts that are passed through the songs. Music education can involve other areas of knowledge through the development of self-esteem the child learns to accept their capabilities and limitations. The music education is a tool to help students develop the universe that combines expression of feelings, ideas, cultural values ​​and assists the individual's communication with the outside world and their inner universe.

Key words: Music; Education; skills; Feelings.

2. INTRODUÇÃO

A concepção do aluno de aprender passa pelo principal questionamento do porquê, na educação formal, as escolas de Educação Infantil devem trabalhar com a musicalização? Esta resposta pode ser melhor explicada quando observamos a questão que passe por entre as práticas musicais encontradas nas escolas e se difunda entre os educadores. Música é só um conhecimento, mas um conhecimento que desenvolve, amplia os campos a frente de um aluno. Musicalização é um processo de desenvolvimento para um aluno na construção do conhecimento musical com o objetivo de despertar e desenvolver o gosto musical da criança, contribuindo para sua capacidade de criação e expressão artística. A música pode ser utilizada em vários momentos do processo de ensino-aprendizagem, sendo de grande importância na busca do conhecimento, permitindo avanços no desenvolvimento lúdico, criativo, emotivo e cognitivo. As entidades escolares devem incentivar a interdisciplinaridade e suas várias possibilidades, pois a música ajuda em todas as fases e etapas do ensino.

A utilização da música, bem como o uso de outros meios artísticos, pode incentivar a participação, a cooperação, socialização, e assim destruir as barreiras que atrasam o desenvolvimento curricular do ensino. Para isso acontecer é necessário a revisão dos métodos, da fundamentação, das bases que orientam as várias atitudes didático-pedagógicas dos conteúdos disciplinares. A interdisciplinaridade ainda não se apresenta com muita visibilidade em nossa educação, tanto nas áreas de pesquisa como no ensino, o que acontece são diferentes posições multidisciplinares.

Nessa situação, é importante que os conhecimentos não se configurem em apenas um grande número de informações, transformados em receitas educacionais. Se faz necessário a busca de novas formas metodológicas e didático-pedagógicas a serem desenvolvidas e introduzidas no meio educacional. Devendo se apresentar maneiras de transmitir e produzir o conhecimento, e também repensar a educação, se é que existe a tendência de superação da transmissão tediosa de conteúdo escolar.

A linguagem musical no processo de ensino apresenta-se como instrumental metodológico e pedagógico de significativa importância, pois além das vantagens já colocadas, traz a sua natureza e caráter, a interdisciplinaridade com a qual se dinamiza todo o processo de ensino-aprendizagem.

Sem levar em conta que ela não busca com insistência a aplicação de maneiras, prescritivas e pré-estruturadas, na disseminação dos conteúdos a serem trabalhados.

Quando a criança ouve uma música, ela aprende uma canção, brinca de roda, participa de brincadeiras rítmicas ou de jogos de mãos recebe estímulos que a despertam para o gosto musical, o despertar que floresce o gosto pelo som, ritmo, movimento., introduzindo em seu processo de formação um elemento fundamental do próprio ser humano., favorecendo o desenvolvimento do seu gosto estético e aumentando e melhorando sua visão de mundo.

Ao longo da história as pessoas do mundo todo têm cantado e se encantado com os elementos musicais, criando e tocando antigos e novos instrumentos, usando a música como uma forma de expressão que apresenta ideias, costumes, sentimentos e condutas sociais. Para a criança a música representa mais que uma forma de expressão e integração com o meio; é um elemento que possibilita desenvolver habilidades, conceitos e hipóteses, contribuindo para a sua formação integral.

Quando a música é percebida pelos educadores como fonte de ensino-aprendizagem, as ações mais comuns realizadas no dia a dia transformam-se em vivências capazes de estimular o desenvolvimento da criança, persistindo uma forma de preservação social e histórica.

Garantir a presença da música nos currículos dos cursos que formam professores e, por conseguinte, assegurar a formação musical para o docente, não é suficiente para introduzir a prática da musicalização no contexto escolar, mas é o começo para a reconstrução da sua identidade dentro das instituições de ensino. Uma linguagem tão importante quanto às demais áreas do conhecimento e, portanto, fundamental para o processo de ensino-aprendizagem.

3. JUSTIFICATIVA

Som é tudo que soa!

Segundo Teca Brito (2003, p.17):

A música é uma linguagem universal. Tudo o que o ouvido percebe sob a forma de movimentos vibratórios. Os sons que nos cercam são expressões da vida, da energia, do universo em movimento e indicam situações, ambientes, paisagens sonoras: a natureza, os animais, os seres humanos traduzem sua presença, integrando-se ao todo orgânico e vivo deste planeta.

De fato, a música é um elemento sempre presente na cultura humana. Sendo imprescindível na formação da criança para que ela, ao se tornar adulta, atinja a capacidade de pensar por conta própria e exerça sua criatividade de maneira crítica e livre, a música e também a dança são fundamentais na formação do corpo, da alma e do caráter das crianças e dos adolescentes.

A música ganha ainda mais importância por arrebatar não só as crianças, mas também os adolescentes e os adultos. Nesse sentido, este trabalho se justifica na medida em que procura demonstrar a importância da música para a formação da criança. Isso vale tanto para as atividades escolares quanto para todas as outras atividades desenvolvidas para e com a criança. Além de contribuir para que os diversos conhecimentos sejam mais facilmente apreendidos pelo infante, a música faz com que ele desenvolva sua criatividade, sua subjetividade e exerça sua liberdade, tornando-o, no futuro, um ser autônomo e capaz de exercer com responsabilidade seu papel de ser autônomo e cidadão.

Segundo SCAGNOLATO, 2006:

A música não substitui o restante da educação, ela tem como função atingir o ser humano em sua totalidade. A educação tem como meta desenvolver em cada indivíduo toda a perfeição de que é capaz. Porém, sem a utilização da música não é possível atingir a esta meta, pois nenhuma outra atividade consegue levar o indivíduo a agir. A música atinge a motricidade e a sensorialidade por meio do ritmo e do som, e por meio da melodia, atinge a afetividade.

Para o autor a música é como um complemento na educação, pois o aprendizado leva a criança a pensar, já a música a leva movimentar-se.

Em parceria as duas formas de ensino colocam a criança em fases de desenvolvimento mais abrangente. Ela passa a entender os conhecimentos que recebe e como utilizá-los.

De encontro com mais essa parcela de conhecimento sobre a música torna-se mais forte o desejo de aprender que a música está presente de forma significativa no âmbito escolar tornando-se um aliado na formação psicológica e cognitiva da criança. Na sua formação a criança recebe estímulos de todas as formas, mas os mais significativos são os conhecimentos adquiridos na escola e a forma com que ela expressa através de seu corpo, o seu entendimento, sua forma de comunicar-se com o mundo.

Sendo assim torna-se justificado a pesquisa desse trabalho para buscar e colocar à tona a contribuição da música para educação infantil.

Dentre os grandes desafios que precisam ser enfrentados para que possamos, de fato, ter propostas consistentes de ensino, a Lei Nº 11.769 foi sancionada em 18 de agosto de 2008, que possibilitou termos o ensino de Música nos Projetos Pedagógicos das Escolas estabelecendo a obrigatoriedade do ensino de música nas escolas de educação básica.

A aprovação da Lei foi sem dúvida uma grande conquista para a área de educação musical no País, garantindo o direito do ensino da música. Com isto aumenta a importância de haver um entrelaçamento entre escola professor música e aluno. A música aguça o imaginário da criança, torna-os criativos.

4. OBJETIVOS

4.1 OBJETIVO GERAL:

A contribuição da música favorecendo o desenvolvimento para a cognitivo/lingüístico, psicomotor e sócio afetivo do indivíduo. Para Piaget, a criança em fase escolar encontra‐se num período de desenvolvimento do pensamento concreto, aprendizagens rápidas na maioria dos casos, parecem ser realizadas com entusiasmo, perseverança e curiosidade, encarando o pensamento e a aprendizagem como um desafio intelectual.

4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

  • Abordagem da importância da música na educação infantil.

  • Pesquisar a importância da música do desenvolvimento cognitivo da criança.

  • Apresentar grandes pedagogos que influenciaram na educação infantil.

  • Apresentar projetos de músicas de sucesso envolvendo a educação infantil.

5. CAPÍTULO I

5.1 Breve História da Educação Infantil no Século XX

Dentre os principais pioneiros que construíram com a ideia de uma educação infantil, incluímos o nome de Maria Montessori (1870-1952), que construiu o pensamento de educação infantil na perspectiva biológica do crescimento e desenvolvimento infantil, com propostas de material, equipamentos adequados as crianças. Segundo Montessori (1990), ela acreditava que as crianças sabiam mais que ninguém como deviam ser ensinadas.

Nos primeiros tempos do Movimento Montessori, poucas pessoas discutiam seus métodos porque os resultados eram visíveis nas Casas das Crianças, salas cheias em vibrante atividade, com crianças aprendendo em seu próprio ritmo, porém controladas de certa forma pelos materiais a ela oferecidos.

Figura 1 - Montessori e alunos: uma sala de aula fora dos padrões tradicionais


Fonte:teoriapraticaeaprendizado.blogspot.com (2012)

Sua carreira profissional inicia com crianças portadoras de deficiências mentais, e é nessa experiência que percebe que elas têm mais necessidade de um tratamento de cunho pedagógico do que propriamente médico. Portanto, vai buscar um maior aprofundamento na pedagogia, através do curso de filosofia e de psicologia experimental na Universidade de Roma. Consequentemente, começa a aplicar sua proposta com crianças consideradas normais.

Em 1907 ela dá início ao andamento dos trabalhos na primeira Casa dei Bambini (Casa das Crianças), a qual foi destinada a crianças filhas de operários, em um bairro do proletariado em Roma. Só mais tarde vão sendo criadas outras Casas das Crianças, destinadas também a crianças da classe burguesa.

Hoje em dia, na maioria dos países, quando as crianças entram na escola, tem no início liberdade de escolher suas próprias atividades. Em 1907, quase não se ouvia falar disso. Era exatamente o contrário de que os professores haviam sido preparados para fazer.

Em 1909 faz sua primeira publicação em livro, a obra conhecida como o método da pedagogia científica. Seu método passa a ser disseminado pelo mundo, a partir de suas publicações, palestras e cursos de formação de professores. “Prêmios e punições são incentivos para ações antinaturais ou forçadas. ”

De acordo com Montessori (1904):

(...) o jóquei oferece um tablete de açúcar ao cavalo antes de montá-lo. O cocheiro bate no cavalo para que ele responda os sinais dado pelas rédeas. E ainda assim nenhum deles corre tão bem quanto os cavalos soltos dos campinas. ”

5.2 A educação das crianças: a particularidade brasileira

Figura 2 – Escola Inglesa do tipo “Dame School” do século 19.


Fonte: Livro “Maria Montessori” Michael Pollard (1993)

No Brasil, a infância começa a ganhar importância em 1875, surgindo no Rio de Janeiro e em São Paulo os primeiros jardins de infância inspirados na proposta de Froebel, os quais foram introduzidos no sistema educacional de caráter privado visando atender às crianças filhas da emergente classe média industrial.

Diferentemente dos países europeus, no Brasil, as primeiras tentativas de organização de creches, asilos e orfanatos surgiram com um caráter assistencialista, com o intuito de auxiliar as mulheres que trabalhavam fora de casa e as viúvas desamparadas.  

O surgimento das creches, enquanto, no mundo, a creche servia para as mulheres terem condição de trabalhar nas indústrias, no Brasil, as creches populares serviam para atender não somente os filhos das mães que trabalhavam na indústria, mas também os filhos das empregadas domésticas. As creches populares atendiam somente o que se referia à alimentação, higiene e segurança física.

No início do século XX, o número de creches e jardins de infância começam a crescer de forma significativa. Já em 1930, o atendimento pré-escolar passa a contar com a participação direta do setor público, fruto de reformas jurídico educacionais. Seu conteúdo visava tanto atender à crescente pressão por direitos trabalhistas em decorrência das lutas sindicais da então nova classe trabalhista brasileira, quanto atender à nova ordem legal da educação: pública, gratuita, e para todos.

O investimento na área educacional, ampliou o número de universidades, de escolas públicas, a Educação Infantil deu um grande salto no século XX, surgem os colégios de aplicação e a formação dos professores vem passando por diversas reformulações. O desenvolvimento da vida urbana e industrial juntamente com o agravamento das condições de vida das pessoas, começa a interferir para o desenvolvimento das instituições de educação infantil, confirmando que a história da educação nesse século não pode ser separada da história da sociedade e da família.  

Nas últimas décadas do século XIX e início do século XX, o Estado começou a ter uma presença mais direta na questão da infância, atuando, inicialmente, como agente fiscalizador e regulamentador dos serviços prestados pelas entidades filantrópicas e assistenciais.

As primeiras creches, em algumas cidades do país, vieram substituir a Casa dos Expostos, instituições criadas para receber e cuidar das crianças abandonadas, atendidas em regime de internato. É interessante ressaltar que, ao longo das décadas, arranjos alternativos foram se constituindo no sentido de atender às crianças das classes menos favorecidas.

Uma das instituições brasileiras mais duradouras de atendimento à infância, que teve seu início antes da criação das creches, foi a roda dos expostos ou roda dos excluídos.

Observamos que as creches no Brasil surgiram para minimizar os problemas sociais decorrentes do estado de miséria de mulheres e crianças, ao contrário dos países da Europa, em que a expansão das creches decorria da necessidade do atendimento às crianças cujas mães foram recrutadas como mão de obra para as fábricas. As experiências que se iniciaram do atendimento em creches no início do século XX revelaram o caráter assistencial e de guarda das crianças, voltado ao atendimento das crianças e famílias empobrecidas.

A partir de 1930 com o estudo da situação do bem-estar social e aceleração dos processos de industrialização e urbanização, manifestam-se elevados graus de nacionalização das políticas sociais assim como a centralização de poder. Nesse momento, a criança passa a ser valorizada como um adulto em potencial, matriz do homem, não tendo vida social ativa.

A partir dessa concepção, surgiram vários órgãos de amparo assistencial e jurídico para a infância, como o Departamento Nacional da Criança em 1940, Instituto Nacional de Assistência em 1942, Projeto Casulo e vários outros. A população em geral não é beneficiada pelo desenvolvimento e qualidade, somente alguns recebem esses benefícios em nome do bem-estar social, muita teoria e pouca prática definem essa fase na educação.

Na década de 60 e meados de 70 do século XX, tem-se um período de inovação de políticas sociais nas áreas de educação, saúde, assistência social, previdência. A educação, o nível básico é obrigatório e gratuito, o que consta a Constituição. Há a extensão obrigatória para oito anos desse nível, em 1971. Neste mesmo ano, a lei 5.692/71 traz o princípio de municipalização do ensino fundamental. Contudo, na prática, muitos municípios carentes começam esse processo sem a ajuda do Estado e da União.

Em 1970, a fase de evasão escolar e repetência das crianças das classes pobres no primeiro grau, pede que seja instituída a educação pré-escolar (chamada educação compensatória) para crianças de quatro a seis anos para suprir as carências culturais existentes na educação familiar da classe baixa. As carências culturais existem, as famílias pobres não conseguem oferecer condições para um bom desenvolvimento escolar, fazendo com que as crianças não consigam um aprendizado correto e repitam o ano.

Os requisitos básicos que não foram transmitidos pelo meio social e que seriam necessários para garantir um aprendizado de qualidade e garantindo o sucesso escolar indicam a necessidade da pré-escola para suprir essas carências, mas inicialmente criadas de maneira informal, sem contratação de professores qualificados e remuneração digna para a construção de um trabalho pedagógico sério, eram exercidas por voluntários, que rapidamente desistiam desse trabalho.

Em 1988, com a promulgação da Constituição Federal, a educação foi reconhecida como um direito de todas as crianças e um dever do Estado. Houve uma expansão do número de escolas e uma melhoria na formação dos profissionais. E na década de 90, com a promulgação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), os direitos das crianças foram concretizados. Período esse que a educação infantil passa a ser vista pelo ângulo que valorizar a criança e a sua cultura a tornara capaz de construir o seu próprio conhecimento. O professor passa a assumir um novo papel, o de mediador entre a criança e o mundo.

A família é parte do processo de ensino-aprendizagem, inclusive a criação de um Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, de maneira a levar a todas as escolas as propostas pedagógicas voltadas para a criança tal como ela se apresenta.

Com as revoluções acontecendo, provocando transformações nos modos de vida e o cotidiano das famílias, as mudanças de que no conceito das escolas também é necessário presenciarmos no cotidiano da comunidade escolar o posicionamento e a reflexão que precisam fazer parte dos profissionais envolvidos na educação.

Para Hall (1997, p.17):

No século XX, vem ocorrendo uma revolução cultural no sentido substantivo, empírico e material da palavra. Sem sombra de dúvida, o domínio constituído pelas atividades, instituições e práticas culturais expandiu-se para além do conhecido. Ao mesmo tempo a cultura tem assumido uma função de importância sem igual no que diz respeito à estrutura e a organização da sociedade moderna.

Ao longo das décadas, as poucas conquistas não aconteceram sem conflitos. Com o avanço da industrialização e o aumento das mulheres da classe média no mercado de trabalho, aumentou a demanda pelo serviço das instituições de atendimento à infância, precisando muito que a educação saia dos projetos da teoria e sejam vistas na prática, dar a atenção adequada para que a educação infantil saia do século passado e entre definitivamente neste século, com melhora significativa na educação e seu desenvolvimento.

A educação musical permaneceu como disciplina curricular até o início da década de 1970, quando, com a Lei n. 5.692/71, o Conselho Federal de Educação instituiu o curso de licenciatura em educação artística (parecer n. 1.284/73, alterando o currículo do curso de educação musical. Esse currículo passou a compor-se de quatro áreas artísticas distintas: música, artes plásticas, artes cênicas e desenho.

Assim, a educação artística foi instituída como atividade obrigatória no currículo escolar do 1º e 2º graus (atuais ensinos fundamental e médio), em substituição às disciplinas “artes industriais”, “música” e “desenho”, e passando a ser um componente da área de comunicação e expressão, a qual trabalharia as linguagens plástica, musical e cênica. Esse entendimento foi estendido aos diversos estados, tais como relatava a Proposta curricular para o ensino de educação artística de São Paulo (1991).

Essas transformações também abrangeram os currículos dos cursos superiores em música, que, a partir da Lei n. 5.540/68, passaram a ter duas modalidades: licenciatura em educação artística (habilitação em música, artes plásticas, artes cênicas ou desenho) e bacharelado em música (habilitação em instrumento, canto, regência e/ou composição).

Embora ainda não se saiba se os conteúdos serão trabalhados em uma disciplina específica ou nas aulas de Artes, com professores polivalentes, as escolas devem adaptar seus currículos até o início do ano letivo de 2012. Tocar, ouvir, criar e entender sobre a História da Música são pontos fundamentais de ensino.

Para a professora do Departamento de Música da Universidade de São Paulo, Teca Alencar de Brito, contudo, os currículos não devem ser engessados. "Não se pode ensinar Música a partir de uma visão utilitarista. Estamos falando de arte. É preciso explorar as sensibilidades", afirma a especialista, criadora da Teca Oficina de Música. A ideia principal dos idealizadores que batalharam por essa proposta, não é a de formar músicos, mas trazer para o mundo da escola, a música. Dar noções básicas, leitura e escrita musical.  Facilitar o aprendizado; formar cidadãos mais cultos e conscientes, capazes de valorizar e promover a diversidade cultural brasileira, fortalecendo os laços comunitários.

5.3 Legislação Brasileira

Em 1925 foi promulgado o decreto no Estado de São Paulo regulamentando as escolas maternais, em 1935 foram instituídos parques infantis nos bairros operários, sob a direção de Mário de Andrade. Os parques infantis atendiam crianças de diferentes idades em horário contrário ao da escola para atividades recreativas.

As políticas públicas, no início da década de 1930, eram de interesses distintos da burguesia, dos trabalhadores e do Estado, fazendo que o poder público fosse chamado cada vez mais a regulamentar a questão do atendimento à infância. Na esfera federal, a partir de 1930, o Estado, a criação do Ministério da Educação e Saúde, assumiu oficialmente responsabilidade pelo atendimento à infância, ainda que solicitando a contribuição das instituições particulares.

Dessa forma, em São Paulo, até 1930, as instituições foram mantidas com objetivos diferenciados no atendimento das crianças de 0 a 6 anos, fosse de forma assistencial ou educativa e pedagógica.

Na década de 1940, regida pelo governo de Getúlio Vargas, um marco legal na legislação sobre as creches com CLT, que apresentavam obrigatoriedade de as empresas particulares com mais de 30 mulheres empregadas acima de 16 anos manterem creches para os filhos de suas empregadas. Essa lei referiu-se ao período de amamentação, afirmando às empresas de oferecer local apropriado permitido às empregadas guardar sob vigilância e assistência os seus filhos no período de amamentação.

Até início dos anos 60 o Brasil possuía uma rede de ensino público de qualidade, quando o golpe de 1964 instaurou a Ditadura Militar e transformou o cenário educacional brasileiro modificado pela política econômica adotada pelos militares. Além do percurso histórico, as dificuldades em definir as funções da educação infantil, as ações buscam um caráter assistencial e educacional. A função educativa ganha força junto às crianças de zero a seis anos, contando com dois grandes marcos: a Constituição Federal de 1988, que traz o dever do Estado de oferecer creches e pré-escolas para todas as crianças de zero a seis anos, e o ECA (BRASIL, 1990), enfatizando, em seus artigos 53 e 54, o direito da criança à educação.

A educação tem desde então tem buscado um caminho de acertos em sua contribuição ao desenvolvimento de vida das crianças.

6. CAPÍTULO II

6.1 Desafios educacionais da atualidade no Brasil

Na atualidade, cobranças por uma educação que participe efetivamente para a formação moral dos indivíduos têm sido feitas e é perceptível a necessidade de ações que concretizem tais anseios dentro de diferentes espaços de formação dos indivíduos em sociedade.

Durante a história, pedagogos tem deixado estrutura para que o ensino seja objetivo, como Lourenço Filho, educador brasileiro conhecido sobretudo por sua participação no movimento dos pioneiros da Escola Nova. Hoje, o foco é a escola.

De uma maneira geral, sobre o fundamental e insubstituível papel da família na educação da criança, afirma Nérici (1972, pg. 12) “A educação deve orientar a formação do homem para ele poder ser o que é da melhor forma possível. ”.

No entanto, uma rápida reflexão sobre a escola permite-nos situá-la como produto das relações humanas e como tal seu entendimento só é possível a partir da compreensão do contexto histórico social, econômico e político da sociedade em que ela está inserida. Outros grandes pedagogos como Piaget falam sobre o desenvolvimento da inteligência ou Vygotsky que enfatiza, o cérebro é a base biológica, suas peculiaridades definem limites e possibilidades para o desenvolvimento humano. Reconhecer este fato é necessário para compreendermos a dinâmica das relações no ambiente escolar.

Figura 3 – a pergunta que se faz hoje


Fonte: atitudeemuna.com.br (2016)

O trabalho de discutir as questões que tratam do trabalho pedagógico em instituições de educação infantil não é uma tarefa fácil, o cotidiano mostra as muitas dificuldades do professor na organização desse trabalho, especialmente no que se refere à rotina das crianças. A própria literatura, quando aborda esta questão, identifica um ou outro aspecto que envolve o cotidiano da instituição, mas não fornece aos professores uma visão global dos elementos que constituem o seu trabalho diário.

Um aspecto bastante positivo, para considerar avaliações em larga escala, a gestão de escolas e redes passa a incorporar indicadores de desempenho como mais um elemento para o conhecimento de suas realidades e, assim, pode estabelecer metas mais precisas e elencar prioridades de intervenção parametrizadas numa realidade mais ampla, envolvendo a comparação, dependendo da avaliação externa referenciada, com resultados do país, do estado e do município.

No entanto, apesar de toda a problemática que ainda permeia uma grande maioria de instituições de atendimento à criança e apesar de terem tido no seu início uma função mais voltada para as questões assistenciais, apresentando, ainda hoje, muitos desses problemas, avançaram ao longo das décadas, apresentando diferentes funções no seu interior, até se consolidar como um espaço de educação para a criança pequena.

Nos últimos tempos, o Brasil tem realizado significativas reformas e mudanças em todos os níveis de ensino. No aumento de políticas, programas, planos, leis, diretrizes e propostas de estratégias para melhorar a qualidade da educação nacional. Ao mesmo tempo, alguns problemas e desafios parecem longe de serem resolvidos. O número de alunos que não completam 12 aos estudando ainda é grande, a escolarização e muitos programas de formação de professores sofrem com a precariedade e pouca qualidade; muitos alunos têm pouco rendimento nas avaliações de desempenho e de aprendizagem, e muitos que concluem o ensino básico, além de não conseguirem entrar na universidade, também, passam por déficit de aprendizagem.

O professor lembra em primeiro lugar, que o estudante precisa manter uma trajetória regular e alcançar diversos aprendizados necessários para educação plena., definirá da melhor forma que a educação tem que ser inclusiva, e de qualidade.

A educação é uma das dimensões essenciais na evolução do ser humano, pois em cada conquista rumo à civilização, a necessidade de transmissão aos semelhantes. A escola brasileira precisaria rever questões de como resgatar a qualidade de formação do profissional da educação, a expansão da escolarização pelo sistema supletivo, especialmente aqueles em horários noturnos, dentre outros, tendo a obrigação de, simultaneamente, fazer uma constante avaliação que certamente garantirá a qualidade do ensino.

A escola que se deseja, aquela que combata de todas as formas a exclusão social e que entenda o aluno como ser integral. E principalmente que possa trabalhar a relação entre a escola, o aluno e a família, tendo-se assim a necessidade de incluir a família em suas ações.

6.2 Grandes pedagogos que influenciaram no ensino da música na educação

São diversos os fatores que determinam o processo de planejamento de aulas para a musicalização infantil. Segundo autores Vivian Madalozzo e Tiago Madalozzo (2013) não pretendemos citar todos eles, visto que muitos são culturais e distinguem-se pela formação do educador. As principais questões, os educadores musicais, fundamentais para um bom planejamento. Entendemos musicalização, uma abordagem específica de educação musical, por meio de canções, jogos, danças, exercícios de movimento, relaxamento, prática instrumental, improvisação e audição, noções básicas de ritmo e melodia, que quando apresentados à criança, se reportam ao universo lúdico da infância.

O desenvolvimento em resposta à música, imprecisa, no começo transforma-se pouco a pouco em uma resposta elaborada. E, à medida que se processa essa modificação, verifica-se também um aumento da variedade e caracterização estrutural: os conceitos musicais inicialmente aprendidos de modo muito vago pelo processo de aprendizagem, vão progressivamente sendo compreendidos e assimilados.

Para Seashore (1919, p.170):

As impressões de ritmos musicais despertam sempre, e em certa medida, imagens motoras na mente do ouvinte, e em seu corpo, reações musculares intuitivas. As sensações musculares acabam por associar-se às sensações auditivas que, assim reforçadas, se impõem mais ao espírito, para apreciação e análise.

A Teoria Espiral do Desenvolvimento Musical foi proposta pelo pesquisador e educador musical de nacionalidade britânica Keith Swanwick. Com base nos estudos de Piaget, esta teoria trata do desenvolvimento musical de crianças e adolescentes. Para Swanwick (2005), a aprendizagem musical é construída em etapas de desenvolvimento: o homem se desenvolve por etapas, como em uma espiral: Antes da pronúncia do vocabulário, sons; antes da vida adulta, uma vida infantil e pré-adulta.

O desenvolvimento musical se dá de modo contínuo, inicia-se com experiências verdadeiras. Depende, porém da existência, no ser humano, de uma função que o referido psicólogo chama de musicalidade, a capacidade do indivíduo para dar respostas a padrões rítmicos e melódicos, que são a substância da arte musical. A evolução intelectual do aluno, para que esse tenha um desempenho significativo, requer elementos que contribuam tanto na participação do aluno quanto na estimulação para aprendizagem dos conteúdos.  A prática educativa associada à linguagem musical apresenta relevantes desenvolvimentos no aspecto de conteúdo, cognição e interação entre crianças, além de exercer papel de mediador.

Um professor realizando uma atividade com seus alunos e que envolve a musicalização, propicia a eles, de acordo com a forma de aplicação, o estímulo de movimentos específicos que auxiliam na organização do pensamento, além de favorecer a cooperação e comunicação das atividades que são realizadas em grupo.  É essencial que o professor, além das atividades trabalhadas no dia-a dia em sala de aula, trabalhe de forma paralela conteúdos relacionados com as letras das músicas cantadas.

A música torna o ambiente mais alegre e favorável à aprendizagem, visto que propicia uma sensação diferenciada ao ambiente escolar, proporcionando satisfação àqueles que dele participam. Percebe-se que a música na educação brasileira ainda é vista como um entretenimento, um recurso de reposição em momentos em que não se é possível cumprir o planejado pelo currículo escolar, sem a importância devida como material didático-pedagógico que possa contribuir para o desenvolvimento no ensino aprendizado do aluno e a formação do homem. As escolas tentam se adequar à nova disciplina com novas estratégias, por vezes não precisas, porém a música possui caráter racional, subjetivo e emocional e certamente poderá auxiliar no processo ensino-aprendizagem, já que por apresentar característica interdisciplinar é de grande valia como instrumento metodológico e didático-pedagógico.

6.3 A busca de um projeto nacional para o ensino de Música

Para começarmos com a história da educação no Brasil, a busca inicia-se no período colonial, quando começaram as primeiras relações entre Estado e Educação, através dos jesuítas que aqui chegando trouxeram consigo não somente a moral, os costumes e a religiosidade, mas também seus métodos pedagógicos.

Juntamente em um cenário religioso é que se trouxeram as primeiras informações da tradição musical erudita européia. Com a chegada dos jesuítas no Brasil em 1549, ocorreu um aproveitamento musical dos indígenas para os trabalhos de catequese: a facilidade desses povos para aprender os cânticos dos autos (forma dramática originária do teatro medieval) e das celebrações das missas (as linhas puras do cantochão) surpreendeu os próprios missionários da Companhia de Jesus.

A ligação com a música começa a ser percebida pois Pero Vaz de Caminha, em suas cartas emitidas no século XVI ao rei de Portugal, relatava detalhadamente o modo como os índios se comportavam, suas principais características, sua receptividade e encantamento com a música dos brancos. A música na civilização indígena sempre teve um papel de destaque dentro das tribos, como a preservação da importante parte de suas memórias, crenças e tradições, assim como símbolo ritual de fatos marcantes de suas vidas.

A música ainda tinha espaços a serem descobertos, durante a história dentre os movimentos que surgiam, no final do século XIX a difusão por diversos países da Europa com nomes diferentes expressando as mudanças da época marcadas pela rápida industrialização e urbanização, a música começava a ganhar espaço entre os educadores com uma identidade brasileira.

Períodos na década de 20, foram marcados como pela “Semana de Arte Moderna” com a presença de artistas de vários segmentos: literários, músicos, artistas plásticos, arquitetos sendo seu principal objetivo renovar o conceito das artes pintura, escultura, música, arquitetura, e defender essa nova concepção artística em que se valorizasse a cultura brasileira. 

Figura 4 – Heitor Villa Lobos


Fonte: www.suasletras.com (2016)

Surgia nesse período a figura de Villa-Lobos (1940), um homem que se preocupava em elevar a educação artístico-musical do povo brasileiro, o músico e compositor Heitor Villa-Lobos, sendo um dos maiores responsáveis pela inclusão da disciplina de Canto Orfeônico.

Uma disciplina obrigatória no currículo das escolas em 1931 durante o governo de Getúlio Vargas, que buscar doutrinar o povo brasileiro com disciplina, civismo e educação artística, nas escolas brasileiras, acreditava que com a inserção da educação musical nas escolas, estaria contribuindo para transformá-la numa prática cotidiana e formar indivíduos sensibilizados às manifestações artísticas, dentre vários filósofos, pedagogos, músicos defenderam que o ensino de música fizesse parte da educação.

Entre os defensores do ensino de música no Brasil na primeira metade do século XX, o professor Veríssimo de Souza (2008), pioneiro da discussão do ensino de música na escola primária paranaense, inspirou-se nas escolas européias, em especial, a alemã para justificar o ensino de Música na escola primária, ainda ressaltava a importância da disciplina na escola normal.

Figura 5 – Fernando de Azevedo


Fonte: rbep.inep.gov.br (2005)

O pedagogo Fernando de Azevedo (1971), as atividades artísticas e musicais dentro da escola nova deveriam ser abordadas utilizando uma educação popular inspirada em motivos da vida infantil, da flora, da fauna e do folclore nacionais, o que tornava necessário o recolhimento e a pesquisa dos cantos e canções populares provenientes do folclore.

Os temas que falam sobre os rumos da sociedade e da cultura brasileira voltaram-se a idéia de renovação, especialmente no que dizia respeito ao crescimento que o progresso traz. Este discurso incluía modernizar não só o entendimento político do país, mas também os mais variados segmentos da sociedade, como por exemplo a arte e a educação.

Figura 6 – Alunos em aula de música, Escola Municipal Ensino Fundamental


Fonte: revistaescolapublica.com.br (2015)

Dentro do Âmbito educacional, surgiu um discurso em prol da Educação Musical, esta disciplina juntava-se com a idéia de uma escola moderna, que tinha como objetivo, a busca pelo equilíbrio na formação das faculdades cognitivas, físicas e morais dos indivíduos. O processo de musicalização efetua o desenvolvimento da percepção, expressão e pensamento no indivíduo de forma que ele tenha uma visão mais crítica e participativa.

Para Teca Brito (2003, p. 53), a contribuição da música no crescimento geral do educando se dá através de vivências e reflexões orientadas, onde todos têm o direito de desfrutar, mesmo não tendo aptidão musical, pois o fazer, o praticar se encarregam pelo desenvolvimento das competências do indivíduo.

“Aceitando a proposição de que a música deve promover o ser humano acima de tudo, devemos ter claro que o trabalho nessa área deve incluir todos os alunos. Longe da concepção européia do século passado, que selecionava os “talentos naturais”, é preciso lembrar que a música é linguagem cujo conhecimento se constrói com base em vivências e reflexões orientadas. Desse modo, todos devem ter direito de cantar, ainda que desafinando! Todos devem poder tocar um instrumento, ainda que não tenham, naturalmente, um senso rítmico fluente e equilibrado, pois as competências musicais desenvolvem-se com a prática regular e orientada, em contextos de respeito, valorização e estímulo a cada aluno, por meio de propostas que consideram todo o processo de trabalho, e não apenas o produto final.”

6.4 A educação musical infantil e o olhar para o futuro

A análise de idéias a respeito do ensino de Música, assim como as suas finalidades, suas vantagens e sua relação com a escola moderna. A partir do século XX, estas discussões se tornaram ainda mais intensas e, consequentemente o ensino de música conseguiu cada vez mais espaço dentro dos currículos escolares brasileiros. Promovem benefícios, que através da música podemos sensibilizar o educando, desenvolvendo a percepção de mundo, enfim, o fazer criativo.

A educação musical auxilia todo o processo de formação do ser humano, e pesquisas científicas comprovam que crianças, jovens e adultos que estudam algum instrumento musical têm melhor desempenho na aprendizagem escolar.

A cultura é o fundamento, que alicerça e identifica um povo e aprendendo sobre nossa cultura estamos valorizando nosso país. A música é um fenômeno global e não há cultura sem música, por isso seu papel é tão importante, quanto conhecer e preservar nossas tradições musicais, é também conhecer a produção musical de outros povos e culturas e, de modo, explorar, criar e ampliar os caminhos e os recursos para o fazer musical. Como umas das formas de representação simbólica do mundo, a música, em sua diversidade e riqueza, permite-nos conhecer melhor a nós mesmos e ao outro, próximo ou distante. Mais do que uma disciplina, o ensino musical é uma expressão de vida.

A música é uma das competências a serem desenvolvidas na infância, e, como sabemos, outra importante trajetória se completa quando a criança adquire a habilidade de ler e escrever.

Figura 7 – Educação musical no Brasil


Fonte: ferraristudio.blogspot.com (2010)

Todavia, a educação musical infantil no Brasil ainda caminha lentamente, ela precisa ser constituída, e seus principais objetivos não podem se resumir a auxiliar no aperfeiçoamento dos alunos em outras áreas de conhecimento, fazer porque cada criança tem o direito de desenvolver sistematicamente suas habilidades musicais, precisa ser valorizada como conhecimento artístico e acadêmico valorizada por si mesma.

A nova legislação abre múltiplas possibilidades para que a atividade musical encontre o seu espaço na educação básica. Entretanto, é preciso mencionar que “a lei em si não é capaz de modificar o cenário da educação escolar” (Martinez, 2012, p. 20), pois inúmeros fatores que influenciam esse processo, como a organização das diferentes secretarias de educação e dos diversos estabelecimentos de ensino, além da formação e atuação do professor.

6.5 As influências de grandes pedagogos da musicalização no Brasil

O século XX viu despontar, em um curto espaço de tempo, uma série de músicos comprometidos com o ensino da música. Dentre eles, destacam-se pela pertinência de suas propostas e por sua penetração no Brasil, tornando-se com isso, mais significativo para nós.

Figura 8 - Émile-Jaques Dalcroze


Fonte: alchetron.com (2016)

Podemos citar nomes como, Émile-Jaques Dalcroze, professor no Conservatório de Genebra, sua proposta de trabalho sistemático na educação musical era baseada no movimento corporal e na habilidade de escuta.

Dentro da evolução do seu trabalho e como o desenvolvia, a melhor conclusão, é que o engajamento do músico Dalcroze nas questões de seu tempo, suas propostas congregavam fortes tendências românticas, o entendimento da arte como expressão de sentimentos, e a crença em métodos racionais e definitivos, que atuariam como estratégias de asseguramento da qualidade investigatória de seu trabalho.

Em sua intenção de democratizar o ensino, Dalcroze ressaltou a importância da presença da música na escola, pois acreditava que “nenhuma evolução, nenhum progresso, podem ocorrer sem a participação da juventude, pois é nos espíritos jovens que as idéias deitam suas raízes mais profundas”.

No livro Educação é amor, Shinichi Suzuki, afirma que toda criança potencialmente, tem capacidade de aprender música. Esteve em contato com o universo da música desde o nascimento, sua família, dona da maior fábrica de instrumentos de corda no Japão, foi desde a brincadeira até o trabalho na fábrica projetando e construindo violinos.

Figura 9 - Shinichi Suzuki


Fonte: suzukiharpinfo.com (2011)

Sua experiência como educador começou em 1931, quando na época seu primeiro aluno tinha quatro anos de idade. Acreditava-se até então que crianças acima de oito ou nove anos que poderiam aprender um instrumento. Como ensinar uma criança tão pequena? Suas idéias surgiram a partir da observação, da maneira como as crianças aprendem a língua materna, na primeira infância, através da habilidade de comunicação entre os pais e a criança. “Toda criança japonesa fala japonês!”

O estudo da música deve enriquecer toda a vida da criança e fazer dela um ser humano mais completo. Suzuki busca o amplo desenvolvimento da criança, expandindo sua capacidade de aprender, apreciar e descobrir a alegria da música.

O trabalho desenvolve a atenção global da criança, e suas sensibilidades auditivas, visuais. Suzuki enfatiza a importância do ambiente, que deve ser de aprendizagem colaborativa, e da educação permanente.

A criança, em casa, deve estar imersa em música: ela vai ouvir música, tocada pelos pais, irmãos, outras crianças ou por meios de reprodução como vídeos, discos, gravador, computador. Isso fará, segundo ele, com que ela também deseje aprender a tocar.

Professores que usam o método Suzuki acreditam que a criança tem uma capacidade ilimitada de aprender. É preciso que se acredite no valor da música e da educação infantil para o ser humano, e caso se compreenda que os costumeiros mecanismos de que se dispõe para a ação educativa, não conseguem atender a demanda atual, será possível compartilhar da convicção sobre o real papel da música em cada indivíduo em particular e a sociedade, se convencendo de que ela é uma parte necessária, e não periférica da cultura humana.

A música não havia sido direcionada ao ensino escolar, ou envolvida na educação de crianças. Ainda estava muito ligada à igreja, tanto católica romana como a protestante.

Para entender como a música se manifesta na educação infantil é necessário compreender o seu contexto histórico e analisar seus antecedentes no Brasil. Pensar na educação musical aplicada nos estilos que esse trabalho se propõe, determina a importância da música na educação escolar no Brasil.

A música tem como único propósito favorecer, colaborar com o desenvolvimento dos alunos, sem privilegiar algum ou outro aluno que apresente mais potencial, dada sua necessidade de ser envolvida no cotidiano, no contexto escolar e principalmente no desenvolvimento das crianças, interagindo com seus pais, professores e ampliando o mundo que estão começando a conhecer.

7. CAPÍTULO III

7.1 A importância da música no que tange o desenvolvimento cognitivo da criança na educação infantil

Desde bem pequenos observamos que a música já faz parte da vida, pelo seu poder criador e libertador, a música torna-se um grande recurso educativo a ser utilizado na Pré-Escola. Segundo Leda Osório (2011) estudos realizados permitem dizer que a infância é um grande período de percepção do ambiente que nos cerca, pois a criança é influenciada pelo que acontece a sua volta. A música é uma linguagem que comunica e expressa sensações, a criança desde o nascimento vive ao mesmo tempo em um meio onde descobre coisas todo tempo, pois sua interação com o mundo a permite desenvolver o individual.

Nas muitas situações presentes o suporte para atender a vários propósitos, como a formação de hábitos, atitudes e comportamentos: lavar as mãos antes do lanche, escovar os dentes, a realização de comemorações relativas ao calendário de eventos do ano letivo simbolizados no dia da árvore, dia do soldado, dia das mães, a exploração que a criança percebe por meio dos sentidos é de como ela interage com o mundo, através de seu próprio corpo, suas habilidades motoras, adquirindo a linguagem.

A maneira a favorecer a sensibilidade, a criatividade, o senso rítmico, o ouvido musical, o prazer de ouvir música, a imaginação, a memória, a concentração, a atenção, a autodisciplina, o respeito ao próximo, o desenvolvimento psicológico, a socialização e a afetividade, além de originar a uma efetiva consciência corporal e de movimentação. Segundo Koellreutter (2001) é preciso aprender a apreender o que ensinar.

A associação da música, enquanto atividade lúdica, com os outros recursos dos quais dispõem o educador, facilita o processo de ensino aprendizagem, pois incentiva a criatividade do educando através do amplo leque de possibilidades que a música disponibiliza. Aliar a música à educação também obriga o professor a assumir uma postura mais dinâmica e interativa junto ao aluno. Conforme Koellreutter (2001) “ o professor entende que por meio do trabalho de improvisação abre-se espaço para dialogar e debater com os alunos e, assim, introduzir os conteúdos adequados. ”

O processo de aprendizagem se torna mais fácil quando a tarefa escolar atender aos impulsos deste a exploração e descoberta, entre professor e aluno, quando o tédio e a monotonia se tornarem ausentes das escolas, pois o professor, além das aulas expositivas e centralizadoras, possa proporcionar experiências diversas com seus alunos, o que facilita muito a aprendizagem. Portanto, a integração entre os aspectos sensíveis, afetivos, estéticos e cognitivos, assim como a promoção de integração e comunicação social, conferem um caráter significativo à linguagem musical.

É muito importante a utilização da música no espaço de educação infantil, pois a criança além de aprender brincando, o ambiente escolar se torna mais agradável e estimula cada vez mais à vontade dela participar das aulas, introduzir conteúdos através da música as crianças de 0 a 5 anos desenvolvem relações afetivas, de socialização, cognitivo e ainda torna o aprendizado de qualquer área de conhecimento ainda mais fácil de ser absolvido.

Desde o nascimento, a criança tem necessidade de desenvolver o senso de ritmo, pois o mundo que a rodeia, expressa numa profusão de ritmos evidenciados por diversos aspectos: no relógio, no andar das pessoas, no vôo dos pássaros, nos pingos de chuva, nas batidas do coração, numa banda, num motor, no piscar de olhos e até mesmo na voz das pessoas mais próximas. No período da alfabetização a criança beneficia-se do ensino da linguagem musical quando as atividades propostas contribuem para o desenvolvimento da coordenação viso motora, da imitação de sons e gestos, da atenção e percepção, da memorização, do raciocínio, da inteligência, da linguagem e da expressão corporal. Essas funções psiconeurológicas envolvem aspectos psicológicos e cognitivos, que constituem as diversas maneiras de adquirir conhecimentos, ou seja, são as operações mentais que usamos para aprender, para raciocinar. Rosa (1990) afirma que a simples atividade de cantar uma música proporciona à criança o treinamento de uma série de aptidões importantes. A musicalização é importante é importante na infância porque desperta o lado lúdico aperfeiçoando o conhecimento, a socialização, a alfabetização, inteligência, capacidade de expressão, a coordenação motora, percepção sonora e espacial e matemática.

No início do século XX, aparecem os métodos ativos de: Declory, Montessori, Dalton e Pakhurst, formando a nova escola.

Esses pensadores outorgaram a música como um dos principais recursos didáticos para o sistema educacional, reconhecendo o ritmo como um elemento ativo da música, favorecendo as atividades de expressão e criação. Para Maria Montessori as crianças gostam de aprender, ela desenvolveu muitas idéias na época que hoje são aceitas sem restrições. A pesquisa de Maria provou que as crianças passam por um período mais sensitivo dos 2 anos e meio aos 6 anos, e durante essa fase sua mente é receptiva à aprendizagem de forma diferente da de qualquer outra faixa etária. Os materiais que ela desenvolveu e o ambiente que criou davam-lhes uma oportunidade de ganhar independência e capacidade de reflexão mesmo com tão pouca idade.

A música em suas inúmeras formas quando utilizada em sala de aula, desenvolve diferentes habilidades como: o raciocínio, a criatividade, promove a autodisciplina e desperta a consciência rítmica e estética, além de desenvolver a linguagem oral, a afetividade, a percepção corporal e também promover a socialização.

Podemos observar que em vários segmentos a música é utilizada como meio de integração e melhoramento do indivíduo tanto pessoalmente como coletivamente. O canto coral é a atividade mais praticada, pois esta é uma atividade que permite a integração e exige cooperação entre seus membros, além de proporcionar relaxamento e descontração. Cantar é uma atividade que exige controle e uso total da respiração, proporcionando relaxamento e energização. O canto desenvolve a respiração, aumenta a proporção de oxigênio que rega o cérebro e, portanto, modifica a consciência do emissor. A prática do relaxamento traz muitos benefícios, contribuindo para a saúde física e mental.

Cantar pode ser um excelente companheiro de aprendizagem, contribui com a socialização, na aprendizagem de conceitos e descoberta do mundo.

7.2 A música como recurso pedagógico

Alunos preparados para desempenhar funções motoras e cognitivas, bem como relacionar-se bem com o meio social pode ser uma tarefa difícil de se executar, quando não se coloca isto como objetivo principal. As ferramentas de trabalho caem para os profissionais como fontes de atividade que interagem o aluno com os demais, mostrando que a expressão é um fator decisivo no processo de aprendizagem.

A música não somente é uma simples ferramenta, sendo acessível, ela não necessita, necessariamente, de mais nada além de alunos e professores para ser produtiva, ser adaptável, ela precisa apenas ser ouvida, sentida, pois um som produzido, tanto por instrumentos elétricos ou pelo corpo como assobios e palmas, pode transportar os alunos para um mundo de aprendizado amplo em que a intensidade deste processo varia de acordo com as diferenças individuais.

Figura 10 – Presença da música na educação dos alunos


Fonte: pilarhildaholtz.blogspot.com (2012)

Na educação infantil existem inúmeras possibilidades de se trabalhar a música e os benefícios que ela pode oferecer. Os materiais podem ser diversos, não necessariamente é preciso dispor de materiais caros. As escolas muitas vezes não dispõem de condições de elaborar projetos com alto custo, o que não seria viável para os professores, nem para os alunos. Isso evidencia que um trabalho criativo e competente colaborará com a criança para desenvolver sua criatividade, socialização, expressão e também serve como estímulo para o aluno da educação infantil aprender mais e de forma contextualizada

Os benefícios que as utilizações da música permitem é o desenvolvimento social/afetivo, pois crianças, até a fase adulta, estão desenvolvendo sua identidade, descobrindo e passando pelo auto aceitação e auto-estima, tudo isso acontecendo no contato com as outras crianças.um convívio extremamente fortalecedor.

Para WEIGEL (1988, p. 15) assegura que o trabalho com a música pode proporcionar essa integração social, já que as atividades geralmente são coletivas e o trabalho em grupo produz compreensão, cooperação e participação. 

A afetividade é uma sensação de prazer que possibilita expressão dos sentimentos perante os outros, desenvolvê-la acarreta uma sensação de segurança. Quando expressamos nossos sentimentos ocorre o desenvolvimento da sensação e de realização.

O ensino de música não precisa ser discutido e sim facilitado para que a escola consiga influenciar o principal objetivo que é o de não necessariamente a formação de instrumentistas, concertistas e nem dominar instrumentos ou cantar almejando uma carreira profissional como músico. O fator de importância é que o aluno pode sim no futuro desejar alcançar uma dessas carreiras, mas o ato do ensinar canto, trabalhar com a música ou tocar alguns instrumentos, deve ser o de ter como objetivo o desenvolvimento da criança, aliando a música a elementos pertinentes do currículo da educação infantil.

8. CAPÍTULO IV

8.1 Projetos de música

Projetos e programas escolares que busquem integrar comunidade como agente e apreciadora da arte ali produzida ganham uma dimensão que ultrapassa os muros da escola.

A estrutura escolar e seus professores e alunos são os distribuidores de práticas e idéias. A escola é o marco da educação, nesse contexto quanto mais o intercâmbio com a comunidade acontecer, mais as famílias dos alunos estarão envolvidas na educação dos filhos, mais próximas as pessoas estarão.

Uma das formas mais comuns e eficazes de atingir a comunidade são os concertos, não somente nas escolas, mas em entidades filantrópicas, como hospitais, teatros, etc. o importante é integrar a comunidade com a prática musical escolar, enfrentar os desafios de interagir em comunidades pobres que nunca tiveram acesso a música em seu contexto pleno, ouvir uma música erudita, por exemplo, que estarão frente a uma orquestra com grandes músicos e um som que irá vibrar de forma diferente. Para algumas pessoas será apenas uma música somente tocada, sem um intérprete, para outros será de despertar sentimentos de alegria, de motivação, produzindo efeitos maravilhosos em um indivíduo.

Pessoas mais empreendedoras, poderá ser oferecido o canto de coral, sejam entre alunos de uma escola, ou de pessoas da comunidade, ambas se beneficiarão da confraternização dos escolares, ou das pessoas na comunidade ali presente. Nota-se que as relações de sociabilidade auxiliaram a aprendizagem musical e vice-versa.

A música representa uma pessoa, uma história, até mesmo uma empresa. Algumas empresas que são lembradas por suas ações, se utilizam de uma qualidade sonora, para marcar sua presença, seu nome em um segmento, com músicas que ao começarem a tocar, sabemos de quem estão falando.

Grandes empresas buscam projetos que combinem a diversidade de ritmos brasileiros com conceitos sonoros universais, empresa está como Natura que incentiva e valoriza a música com origem e essência da brasilidade que ao se espalhar entrará em contato com diferentes culturas e sons do mundo todo.

Projetos que contribuem para a preservação, perpetuação e difusão da música brasileira e que enriquecem nosso legado musical. Nesta categoria serão aceitos projetos que prevejam em seu escopo a realização de formação musical, a difusão de manifestações culturais artísticas tradicionais, o registro de artistas, gêneros ou movimentos culturais e a criação ou recuperação de acervos relevantes para a música brasileira.

Atuando como educadora durante muitos anos, Teca Alencar de Brito considera-se uma pesquisadora. Através de seus livros e artigos podemos perceber que a autora busca, constantemente, analisar e refletir sobre o modo como as crianças aprendem a fazem música, e qual é o significado que este fazer musical tem em suas vidas.

Teca destaca que somos seres musicais, que a música é importante para nossa vida e por isso deve fazer parte do currículo das escolas. Nada mais simples!

Segundo Teca (Ferramentas com Brinquedos - A Caixa de Música, 2014)

"O fazer musical é um modo de resistência, de reinvenção (questões caras ao humano, mas ainda pouco valorizadas no espaço escolar) que, ao mesmo tempo, fortalece o estar juntos, o pertencimento a um grupo, a uma cultura. O viver (e conviver) na escola - espaço de trocas, de vivências e construção de saberes, de ampliação da consciência - deve, obviamente, abarcar todas as dimensões que nos constituem, incluindo a dimensão estética." 

Podemos mencionar como uma importante proposta pedagógica, que visa a formação integral de seres humanos e não apenas, a formação musical especializada, pela pessoa de Koellreutter, uma das personalidades mais expressivas da música e cultura brasileiras, atuando de modo dinâmico, ousado, polêmico e inovador.

Apesar de ser reconhecido como o “grande mestre” de muitas gerações de músicos brasileiros, as reflexões.

Para Koellreutter (2011):

[...] pesquisas e propostas de Koellreutter para a realização de um projeto de educação musical dirigido a todos, e não apenas aos futuros músicos, priorizando a formação integral dos indivíduos, ainda são pouco conhecidas e entendidas.Este foi um dos principais motivos que me impulsionaram a escrever o livro “Koellreutter educador: o humano como objetivo da educação musical”

Se juntar a um grupo de pessoas que tenham experiência ou interesse na mesma área cultural – música, teatro, dança, artes visuais, literatura ou cultura popular, estará se elaborando um projeto. Baseado nesse interesse comum a várias pessoas, a abrangência de estruturar movimentos que possam ser desenvolvidos passará a ser um projeto com possibilidades de oferecer a uma comunidade ótimas oportunidades de conhecimento, realização, a mesma busca pode partir de uma entidade escolar, motivando seus alunos de interesses mútuos a desenvolverem atividades que vão gerar muitos frutos.

Educador como Koellreutter, propõem que seguindo determinados princípios, um educador terá uma postura realizável de aprender a apreender dos alunos o que ensinar; questionar tudo, sempre; por fim, não ensinar ao aluno o que ele pode encontrar nos livros. A atualização de conceitos musicais, de modo a viabilizar a incorporação de elementos presentes na música contemporânea no trabalho de educação musical.

Ele sempre propôs a superação do currículo fechado, com conteúdos previamente determinados a serem transmitidos sem avaliar criteriosamente o que é realmente importante ensinar a cada aluno, grupo, em cada contexto. “Ensinar aquilo que o aluno quer saber”, cabe ao educador facilitar situações para uma aprendizagem autodirigida. Mais do que programas que visam resultados precisos e imediatos, é preciso contar com princípios metodológicos que favoreçam o relacionamento entre o conhecimento, a sociedade, o indivíduo, estimulando, e não tolhendo, o ser criativo que habita em cada um de nós.

8.2 Projeto Guri

Mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, o Projeto Guri é considerado o maior programa sociocultural brasileiro e oferece, nos períodos de contra turno escolar, cursos de iniciação musical, luteria, canto coral, tecnologia em música, instrumentos de cordas dedilhadas, cordas friccionadas, sopros, teclados e percussão, para crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos.

Atualmente, mais de 50 mil alunos são atendidos por ano, em 410 polos de ensino distribuídos por todo o estado de São Paulo. Os cerca de 360 polos localizados no interior e litoral, incluindo os polos da Fundação CASA, são administrados pela Amigos do Guri, enquanto o controle dos polos da capital paulista e Grande São Paulo fica por conta de outra organização social.

A gestão compartilhada do Projeto Guri atende a uma resolução da Secretaria que regulamenta parcerias entre o governo e pessoas jurídicas de direito privado para ações na área cultural. Desde seu início, em 1995, o Projeto já atendeu mais de 600 mil jovens na Grande São Paulo, interior e litoral.

Figura 11 – Projeto Guri


Fonte: www.projetoguri.org.br (2014)

Ao ingressar no Projeto Guri, o aluno opta pelo aprendizado de um instrumento musical, de canto coral, ou de ambos os cursos, além da opção pelo curso de luteria. Nas aulas são trabalhados os mais variados gêneros musicais, desde canções populares e músicas folclóricas a composições eruditas. Além de apresentar aos alunos novos estilos de música e manifestações culturais, a variedade de repertório trabalhada nos polos mantém viva as raízes culturais da própria comunidade.

Nos polos do Guri as atividades são sempre praticadas em grupo, o que estimula a participação dos alunos. Todos fazem parte de uma equipe que passa pelos mesmos desafios e aprendizado. Nas apresentações realizadas ao público, em pequenos, médios ou grandes eventos, o resultado é produto da dedicação do grupo e, ao mesmo tempo, também de cada um.

Para os jovens, participar do Projeto Guri significa unir aprendizado e satisfação. Por tudo isso, o ensino musical é a ferramenta escolhida pelo Projeto Guri para o cumprimento da sua missão de inclusão sociocultural.

Dentre as várias ações desenvolvidas dentro do Projeto Guri, destacamos:

  • Grupos de Referência

Oportunidade para alunos e ex-alunos do Guri, que estejam num estágio mais avançado de aprendizagem, de aprimorar seu conhecimento musical, melhorar suas técnicas, refinar seu repertório e participar de diversas atividades e eventos que proporcionam a troca de experiência com estudantes de diferentes polos, músicos e regentes de grande destaque nacional e internacional. Além disso, é o momento de deixar de seguir para serem seguidos, tornando-se exemplo para os guris em desenvolvimento.

  • Projeto Guri Inclusivo

Todos nós temos alguma característica que nos torna únicos e, ao mesmo tempo, mais capazes de compreender as diferenças entre uma pessoa e outra.
É disso que a Cartilha Guri Inclusivo fala: de como todos, com diferentes características, podemos realizar muitas coisas juntos no mundo da música. 

Quando neste trabalho procuramos uma definição para projetos, buscamos entender como a música modifica a vida das pessoas em todos os sentidos, da mais jovem faixa etária, ao adulto, quando ela se faz importante para uma criança entender seus movimentos, suas sensações, como se desenvolver como um adulto pleno, motivado para a vida, encontramos a resposta de que a música é a palavra determinante, da mudança, da opção e da plenitude.

Os projetos mencionados nesse trabalho têm como referência colocar a sociedade em conjunto, a trabalhar e produzir com satisfação o que vai ser mostrado a outras pessoas, sejam numa comunidade, em uma escola, ou de forma a buscar aprendizado, conhecendo suas diferenças e buscando desenvolvê-las para que no futuro, aquela primeira música ouvida, seja extremamente gratificante reconhecer que foi a partir dali que uma nova história tenha começado, e desenvolvido por aprendizado e motivação.

9. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em nosso trabalho pudemos observar a real importância da música na escola, em todas as idades. O contexto de assimilação passa pelos mesmos princípios de que a música é uma motivação de grande ajuda para alunos que precisam desenvolver-se em áreas como interação social, facilidade de raciocínio. O ensino de música nas escolas públicas ou particulares, podem diferenciar no currículo escolar, mas vão abrir portas e possibilitar o acesso às novas culturas, a circulação de informação e do conhecimento, a interação na sociedade e a participação na produção da linguagem dessa sociedade.

A volta da música como parte do currículo das escolas, concretiza e forma esperanças de uma evolução do ensino brasileiro. Incentivar a arte como disciplina obrigatória é dar aos alunos oportunidades de crescimento, aprimoramento intelectual, de raciocínio, mas principalmente forma seres humanizados e sensibilizados.

Relacionar a música com as demais disciplinas é de grande importância, pois poderá melhorar a qualidade de ensino, a motivação de um aluno pode ajudá-lo a aprender mais e melhor. O recurso na aprendizagem é, no entanto, a grande responsabilidade do profissional que trabalha com a música, pois como modelo de ensino, o professor pode muitas vezes, motivar um aluno, como também fazê-lo perder o interesse, a vontade de olhar para o futuro. Buscar novas idéias é em grande parte responsabilidade das escolas, encontrar no profissional de ensino um incentivador de seus alunos.

O valor da música na educação infantil pode ser visto sem sombra de dúvidas como uma parceria que dá certo. O trabalho realizado com a música em sala de aula pode deixar o ambiente leve, alegre, permitindo que a criança possa se expressar, brincar, entrar em contato com as vivências do dia a dia, com a família, e desenvolver seu vocabulário, ajudando o processo de aprendizagem da escrita e leitura. O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998) menciona que a música é fundamental para o desenvolvimento de uma identidade, pois auxilia na autonomia do indivíduo, trabalha imaginação, criatividade, capacidade de concentração, fixação de dados, experimentação de regras e papeis sociais, desenvolvem a expressão, o equilíbrio, a autoestima, autoconhecimento e integração social (BRASIL, 1998).

10. REFERÊNCIAS

ANDRADE, LBP. Educação infantil: discurso, legislação e práticas institucionais [online]. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. 193 p. ISBN 978-85-7983-085-3. Available from SciELO Books.

BASTIAN, Hans Gunther. Música na escola – A contribuição do ensino da música no aprendizado e no convívio social da criança. São Paulo, Paulinas, 2009.

BEYER, Esther / KEBACH, Patrícia (orgs). Pedagogia da música: experiências de apreciação musical. Porto Alegre; Mediação, 2011.

BRASIL, Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998. (Volumes 1, 2, 3).

BRITO, Teca Alencar de. Música na educação infantil. São Paulo; Peirópolis, 2003.

______, Teca Alencar de. Koellreutter educador – o humano como objetivo da educação musical. São Paulo, Peirópolis, 2001.

FUCCI-AMATO, Rita. Escola e educação musical – (Des) caminhos históricos e horizontes. Campinas / SP; Papirus, 2012.

HALL, Stuart. A centralidade da cultura: nota sobre as revoluções culturais em nosso tempo. In: Revista Educação e Realidade. Porto Alegre: Editora Universidade UFRGS. Jul/Dez, 1997.

ILARI, Beatriz / BROOCK, Angelita (orgs). Música e educação infantil. Campinas, SP; Papirus, 2013.

MÁRSICO, Leda Osório. A criança no mundo da música: uma metodologia para educação musical das crianças. Porto Alegre; 2011.

MUNIZ, Iana. A neurociência e as emoções do ato de aprender: quem não sabe sorrir, dançar e brincar, não deve ensinar. Itabuna; Via Litteratum, 2012.

NÉRICI, Imídeo G. Lar, escola e educação. São Paulo: Atlas, 1972.

POLLARD, Michael. Maria Montessori. Rio de Janeiro, Globo, 1993.

WEIGEL, Anna Maria Gonçalves, Brincando de música. Porto Alegre RS, Kuarup, 1988.

10.1 Endereços Eletrônicos

TODOS SOMOS SERES MUSICAIS. Disponível em: Teca Alencar de Brito - Ferramentas com brinquedos: a caixa da música. Revista da ABEM. Acesso em 08 junho 2016.

O QUE É EDUCAÇÃO MUSICAL? Disponível em: Abemeducaçãomusical.com.br. Acesso em 15 março 2016.

O QUE É IMPORTANTE NO PROJETO GURI? Disponível em: www.projetoguri.org.br/quem-somos. Acesso em 10 junho 2016.

EDUCAÇÃO INFANTIL. Disponível em: Pedagogiaaopedaletra.com - A música na educação infantil. Acesso em 09 março 2016.

PROJETO MUSICAL – UMA SINFONIA DIFERENTE. Disponível em: www.projetomusical.com.br. Acesso em 06 junho 2016.

LEIS QUE GARANTEM A EDUCAÇÃO DE MUSICA NA ESCOLA. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/legislacao/musica-sera-conteudo-obrigatorio-educacao-basica-541248.shtml. Acesso em 30 abril 2016.

11. ANEXOS

11.1 ANEXO I - PRÉ-PROJETO

Tema: A importância da música na Educação Infantil

Foco: Escola

Pergunta: A música tem um papel de suma importância na educação do indivíduo sabendo-se que a mesmo o torna a ser imaginário crítico e construtivo mexendo assim com os seus sentimentos apenas em ouvi-la tocar. Sendo assim é notável a sua administração no âmbito escolar?

Problemática: A música desde os primórdios foi e é importante para expressar os sentimentos dos seres humanos. A música estimula os sentidos auditivos.

Segundo Sandra Trehub (apud CAVALCANTE, 2004): “ comprovou que pais e educadores já imaginavam: os bebês tendem a permanecer mais calmos quando expostos a uma melodia serena e, dependendo da aceleração do andamento da música, ficam mais alertas”.

A influência da música na vida da criança ainda no ventre da sua mãe, o feto reage ao estimulo da música as atividades celebrais entram em ação ao ouvir uma música tocada ou cantarolada. Sendo assim a música é de extrema importância para o desenvolvimento sensorial e cognitivo da criança. Os benefícios das aulas de música são vistos desde os primeiros anos escolares. A música é reconhecida por muitos pesquisadores como uma espécie de modalidade que desenvolve a mente humana, promove o equilíbrio, proporcionando um estado agradável de bem-estar, facilitando a concentração e o desenvolvimento do raciocínio, em especial em questões reflexivas voltadas para o pensamento filosófico.  As crianças que desenvolvem um trabalho com a música apresentam melhor desempenho na escola e na vida como um todo e geralmente apresentam notas mais elevadas quanto à aptidão escolar.

A dificuldade e desconhecimento de como trabalhar a música e a linguagem musical na sala de Educação Infantil, entendemos que os professores trabalhem a música de forma lúdica e prazerosa, envolvendo gestos, movimentos, canto. Entretanto, percebemos que existem algumas dificuldades por parte dos professores, por considerar que não dispõem de recursos para trabalhar a linguagem musical de maneira adequada a cada faixa etária.

Escolas públicas e particulares tiveram até 2011 para se adaptar às novas exigências, apesar da dificuldade em implantá-la por diversos motivos, como a formação dos professores, grades curriculares e falta de instrumentos e espaço adequados. Devido a essas dificuldades e à lei, que não exige a música como elemento exclusivo da grade, as redes de ensino municipal e estadual continuam a desenvolver o conteúdo dentro da disciplina de Artes.

Hipótese: A questão fundamental: a prática da música nas escolas provoca um melhoramento nos rendimentos escolares nas disciplinas de matemática, de inglês e demais disciplinas?

Os benefícios do aprendizado de música contribuem para o desenvolvimento dos aspectos cognitivos, emocionais e sociais, promovendo o bem-estar do indivíduo, proporcionam melhoria no convívio social, favorecendo o desenvolvimento cognitivo e afetivo, o ensino de música torna-se um excelente instrumento didático-pedagógico, auxiliando o professor no processo ensino aprendizagem escolar. Sendo assim a introdução da música na educação infantil torna-se mais uma ferramenta para o educador mediar o educando a desenvolver-se de formar plena e consciente. Entendo que o processo de crescimento de uma criança vai muito além dos seus aspectos físicos e intelectuais dessa forma optamos por trabalhar técnicas de fácil aceitação e prazerosa como a música é no nosso dia-dia.

Nesse sentido, o papel do educador e dos colegas assume grande importância, uma vez que o desenvolvimento de uma criança é indicado não pelo limite inferior de suas capacidades, o desenvolvimento real, mas por aquilo que ela pode resolver com a colaboração dos outros. Em outras palavras, também na aula de musicalização, uma criança pode, com o auxílio do professor e dos colegas, fazer muito mais do que conseguiria fazer sozinha.

Por isso, além das questões básicas de sociabilidade, a presença do professor e dos colegas de turma em aulas de musicalização é fundamental para a qualidade do aprendizado. Adaptação é uma palavra recorrente no vocabulário de um educador musical. Adaptar-se ao contexto, à realidade da escola e dos alunos, aos eventos, ao currículo escolar, às necessidades individuais de cada criança e de seus pais, tudo isso faz parte do olhar atento do educador não só sobre os seus educandos, mas também sobre o seu planejamento, que se modifica a cada nova ideia.

11.2 ANEXO II - METODOLOGIA DA PESQUISA

A estratégica utilizada na pesquisa de campo foi uma entrevista para recolher dados. Visto que este tipo de entrevista foi de caráter de praxe, ou seja, saber do entrevistado como é realizado a sua rotina e quais critérios é utilizado para a realização desta.

Entrevista feita com a professora de música Teca Alencar de Brito, professora do curso de Licenciatura em Música da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com a professora Teca seria perfeito é que os professores tivessem formação musical, para que este saber seja apreciado por si só. Sendo assim os docentes levariam em conta a criatividade e a criticidade dos discentes.

Perguntas e Respostas:

1.

Teca para você é como a música pode influenciar no desenvolvimento cognitivo da criança?

R:

Uma vez que nós, seres humanos, somos um sistema integrado (corpo e mente; fazer, pensar, sentir...) as experiências musicais (escutando, cantando, tocando, dançando etc.) podem promover o desenvolvimento em um sentido global. Assim sendo, também o desenvolvimento cognitivo é afetado de modo positivo. No entanto, não considero que, especialmente nos territórios da educação, a música deva ser entendida como algo que beneficia o desenvolvimento cognitivo, prioritariamente. Penso que a vivência sensível, da dimensão estética, relativa aos domínios da arte, é o mais importante, pois somos seres sensíveis, criativos e a arte - entre elas a música - tem grande importância e, infelizmente, costuma ser pouco valorizada ou, ainda, entendida como meio para desenvolver outros aspectos, que não eles próprios. Acho importante fazer música porque somos seres musicais, dentre outras características que nos constituem.

2.

Para Koellreutter  a organização de um currículo circular, de modo que os conceitos e atividades pudessem ser trabalhados de acordo com o interesse e as necessidades de um aluno ou grupo, e não por meio de uma sequência hierarquizada, estabelecida previamente. Seria, como ele gostava de dizer, uma espécie de “currículo pizza”, posto que as “fatias” poderiam ser saboreadas em ordens diversas. A elaboração do plano de trabalho, por sua vez, condicionava-se ao contato prévio com o aluno ou grupo, a fim de identificar as necessidades e os interesses, considerando, sempre, as possibilidades de mudança. Você partilha desse mesmo pensamento?

R:

Sim. Não vejo sentido em currículos prescritos, fechados e organizados sem o conhecimento prévio do grupo, das necessidades, do conhecimento que já tem, de seus interesses. Trabalho totalmente em " sintonia' com cada grupo, reorganizando contínua e dinamicamente os conteúdos a serem trabalhados.

3.

Segundo Adriana FREYBERGER, maioria das instituições públicas para a educação da primeira infância oferecem salas com mesas e cadeiras (denominadas Salas de Atividades).  São espaços de aula onde o professor dirige a ação da criança, onde a criança escolhe a atividade que quer fazer? A Teca oficina dente essa mesma metodologia? Por que? E para qual finalidade?

R:

Posso dizer que não trabalho com mesas e cadeiras. Sentamos no chão, em círculo, integrando todo o grupo para trabalhar com aspectos que interessem a todos. Usamos mesas e cadeiras em situações específicas (para fazer instrumentos, desenhar ou grafar algo).  Vale lembrar que a Oficina de Música é um espaço diferente do ambiente de uma sala de aula tradicional, nas escolas públicas. Em algumas situações, as crianças dividem-se de acordo com seus interesses, mas via de regra trabalhamos com grupos pequenos, que desenvolvem juntos as propostas e atividades.

4.

No meu trabalho “A importância da música na educação infantil” mostrou-me que a música é comum a todos. E que ela aflora o poder desenvolvimento da criança tanto no âmbito emocional na escola e futuramente até no profissional. Por isso é importante que a escola e nós educadores ofereçamos essa oportunidade as nossas crianças. Assim a música torna-se um elemento próprio à educação, já que é vivida por todos. Você, Teca já viveu essas experiências no decorrer da sua carreira?

R:

As experiências desenvolvidas com a música. Eu trabalho com educação musical há 40 anos, de modo que posso dizer que já vivi muitas e distintas experiências.

5.

Teca lendo as suas bibliografias A música pode ser um viés de diversas áreas curriculares, tornando às aulas mais alegre, na oficina Teca como ocorre esse vies?

R:

Como eu disse na primeira questão, meu trabalho na Oficina tem como foco a experiência musical, o desenvolvimento do conhecimento musical, as possibilidades de ampliar e qualificar a escuta e a produção de gestos sonoros, de sonoridades, de músicas. E especialmente, o trabalho valoriza a criação musical e o desenvolvimento da criatividade, de modo geral. Não trabalho com a música em função de outras áreas curriculares, ainda que outras questões do conhecimento façam parte do trabalho. Trabalho com a música, integrando muitas possibilidades. Mas não trabalho com a música para desenvolver outras coisas, outro conteúdo etc. É bem diferente integrar áreas do conhecimento e usar uma linguagem específica para desenvolver outras. 


Publicado por: Luciana Simões de Oliveira

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