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A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NA ESCOLA

Pedagogia

A importância dos pais no processo educativo dos filhos e o papel exercido pela escola na educação dos filhos.

INTRODUÇÃO

Ao observar a instituição escola e a família, considerando suas diferenças e semelhanças, compreendendo-as sob o olhar denso da cultura, levam-se em consideração os cidadãos, homens e mulheres, enquanto sujeitos sociais e históricos, presentes e atuantes na história da sociedade, tão arraigada de divisores de classes, que separam constantemente os homens da natural condição de igualdade. Diante de tal realidade, a escola, enquanto instrumento da educação, enfrenta grandes desafios, quanto às ações que promove.

A família é espaço sócio-cultural cotidiano e histórico no processo de socialização, se relaciona com as instituições de ensino, tornando-se berço de atitudes, bem como de mudanças, ou estagnação, da realidade na qual a sociedade a insere, pois é delas que partem os sujeitos sociais que irão manter, ou mudar, a si próprios e, conseqüentemente, a realidade onde estão inseridos.

Vimos uma relação escola-família, desenvolvida de maneira responsável e comprometida com o avanço da sociedade, é crucial para a evolução da educação de um país. Muitas vezes nos perguntamos, por que pais e professores ainda não conseguem se entender? Por que os pais não correspondem às expectativas da escola no que se refere à relação dia de: escola x família?

Hoje a escola reclama da ausência da família no acompanhamento do desempenho escolar da criança, da falta de pulso dos pais para dar limites aos filhos, da dificuldade que muitos deles encontram em transmitir valores éticos e morais importantíssimos para a convivência em sociedade. Por outro lado, a família reclama da excessiva cobrança da escola para que os pais se responsabilizem mais pela aprendizagem da criança, da ausência de um currículo voltado para a transmissão de valores e da preparação do aluno para os desafios não-acadêmicos da sociedade e do mundo do trabalho.

O ser humano aprende o tempo todo, o papel da família é fundamental, pois é ela que decide, desde cedo, o quê seus filhos precisam aprender, quais as instituições que devem freqüentar o que é necessário saberem para tomarem as melhores decisões no futuro.

Este motivo nos leva a fazer este trabalho de pesquisa, onde a mesma foi elaborado com o objetivo de verificar a importância dos pais no processo educativo dos filhos, onde se pressupõe que trabalhando adequadamente com a educação e os valores familiares, conseguirá transformar em uma sociedade mais justa e ética. Neste trabalho relatamos que a contextualização do objeto e questões da pesquisa que remetem à questão muito importante, pois se a mudança é necessária, é preciso que todo educador saiba que o apoio da família é crucial no desempenho escolar: pai que acompanha a lição de casa; Mãe que não falta a nenhuma reunião; pais cooperativos e atentos no desempenho escolar dos filhos na medida certa. Esse é o desejo de qualquer professor; que haja uma aliança entre família e Escola.

É preciso compreender a família como um fenômeno historicamente situado, sujeito as alterações, de acordo com as mudanças das relações de produção estabelecidas entre os homens [...] É evidente que as funções da família vão depender do lugar que ela ocupa na organização social e na economia. (ARANHA, 1989, p. 75).

Atualmente, numa sociedade de intensa competição e de falta de oportunidades, índices alarmantes de violência e pobreza, grande diferenciação de classes, com os indivíduos cada vez mais ocupados e conseqüentemente mais distantes como, por exemplo, quando escolhem morar sozinho, mas também socialmente, quando do isolamento social – reconhecem-se numerosas formações familiares, como aquelas chefiadas somente por mulheres ou somente por homens, aquelas formadas por casais sem filhos (seja por vontade própria ou não), até aquelas provenientes da união de casais homossexuais, embora esta ainda, a exemplo de alguns países, não tenha sido legalizada no Brasil.

Num país onde muitos direitos já foram conquistados, mesmo que de modo superficial, como o voto direto e democrático, diferenças já foram amenizadas, a exemplo dos preconceitos raciais e de gênero, barreiras rompidas, quer seja na tecnologia ou em qualquer outro campo, o que se observa também, é que a família, juntamente com outras instituições como a Igreja e, principalmente, a escola, metamorfoseou-se conforme os anos se passaram, adequando-se às relações sociais resultantes também do histórico no qual se insere. Diante de argumentações, intensamente reformuladas a partir da análise da ligação entre as instituições, escola e família, de suas peculiaridades e relevâncias.

Na sociedade brasileira, para a convivência e regulação das condutas provenientes das relações sociais, houvera o estabelecimento de leis que pudessem defender os direitos e exigir o cumprimento de deveres norteadores da educação, onde a especificidade de algumas como, por exemplo, o Estatuto da Criança e do adolescente (ECA) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), regulamentam os dispositivos constitucionais e estabelecem as normas referentes à proteção do educando, enquanto principal sujeito da relação escola-família.

Segundo o disposto na Constituição Federal, a educação é um direito de todos, bem como dever do Estado e da própria família, devendo ser promovida e incentivada com a colaboração de toda a sociedade, para o desenvolvimento pleno da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (CF, art.205), sendo que é competência privativa da União legislar sobre diretrizes e bases da Educação Nacional, consoante o disposto no artigo 22, XXIV, do texto constitucional.

Observando a definição de que a educação, “[...] é um direito de todos e dever do Estado e da Família” (BRASIL, 1988), vê-se que a Lei Maior procura registrar em seu texto, a garantia de que as instituições ligadas ao ato educacional – Poder Público (União, Estado e Municípios) e a Família – têm a co-responsabilidade social de inserir e cuidar da educação de seus membros.

A família não é o único canal pelo qual se pode tratar a questão da socialização, mas é, sem dúvida, um âmbito privilegiado, uma vez que este tende a ser o primeiro grupo responsável pela tarefa socializadora. A família constitui uma das mediações entre o homem e a sociedade. Sob este prisma, a família não só interioriza aspectos ideológicos dominantes na sociedade, como projeta, ainda, em outros grupos os modelos de relação criados e recriados dentro do próprio grupo.(CARVALHO,M.B.,2006,p.90).

Compreende-se que, o papel a ser exercido pela escola, ultrapassa o ensino pedagógico presencial da sala de aula, e o da família, vai muito além do simples sustento (alimentação, moradia, vestuário e etc) para com os filhos que a freqüentam.

Diante de tais defesas, a análise da ligação entre as instituições, escola e família, paralelamente às diferenciações existentes entre elas, ou seja, os pontos relevantes considerados as peculiaridades e as transformações histórico-sociais, abrem espaço para questões a respeito de qual seria a real e atual relação existente entre elas, bem como estaria se dando tal relacionamento na contemporaneidade.

Di Santo (2006, p. 2), em seu artigo Família e Escola: uma relação de ajuda relata que: Atualmente, a família tem passado para a escola a responsabilidade de instruir e educar seus filhos e espera que os professores transmitam valores morais, princípios éticos e padrões de comportamento, desde boas maneiras até hábitos de higiene pessoal. Justificam alegando que trabalham cada vez mais, não dispondo de tempo para cuidar dos filhos. Além disso, acreditam que educar em sentido amplo é função da escola. E, contraditoriamente, as famílias, sobretudo as desprivilegiadas, não valorizam a escola e o estudo, que antigamente era visto como um meio de ascensão social.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Um trabalho quando é desenvolvido em parceria precisam dar-se as mãos, no caso, nesse trabalho, foi desenvolvido em parceria não apenas com a escola envolvida nessa empreitada, mas com a comunidade escolar, a família, principal parceira, a secretaria de educação e demais órgãos municipais que se interessou por essa questão.

Nossa pesquisa foi desenvolvida através de reuniões com a família/comunidade/equipe pedagógica da escola, palestras, eventos sócio-culturais, visita aos lares; atividades intra e extra-classe para pais e alunos, gincanas, brincadeiras, oficinas, dramatizações, coreografias, dentre outras, fazendo com que os pais participassem do ambiente escolar e foi desta maneira que encontramos não o 100% de presença mais um número razoavelmente bom.

Ao desconhecer as pessoas, suas formas de vida, seus motivos, suas concepções, a escola não percebe as diferenças que existem entre o eu e o outro perdendo a chance de dialogar com quem a freqüenta. Com base em Todorov (1983) pode-se dizer que o que a escola faz, por meio de seus professores, é uma projeção do sujeito enunciante sobre o universo, uma identificação entre meus valores e os valores. A escola não fala diretamente ao outro, mas para o outro, portanto, não reconhece nele uma qualidade de sujeito. (GARCIA, 2006)

Vimos que a relação família e escola é, sem dúvida, um dos temas mais discutidos na contemporaneidade, seja por pesquisadores, ou gestores dos sistemas e unidades de ensino em quase todo o mundo.

A família é o principal espaço de referência, proteção e socialização dos indivíduos, independente da forma como se apresenta na sociedade. Ela exerce uma grande força na formação de valores culturais, éticos, morais e espirituais, que vêm sendo transmitidos de geração em geração.

Tais valores vivenciados no ambiente familiar contribuem significativamente para a formação do caráter da criança, para a sua socialização e para o aprendizado escolar. Na sociedade atual, é cada vez mais significativa a participação dos pais na formação e na educação de seus filhos.

Porém, temos observado que nos últimos anos a família está deixando para a escola a responsabilidade da educação das crianças, não esta havendo de fato, uma integração entre esses dois sistemas no que concernem as tarefas relativas ao aprendizado das crianças.

A parceria entre a família e a escola é de suma importância para o sucesso no desenvolvimento intelectual, moral e na formação do indivíduo na faixa etária escolar.

Afinal, por que até hoje em pleno século XXI a escola reclama da pouca ou insignificante participação da família na escola, na vida escolar de seus filhos? Seria uma confusão de papéis? Onde estaria escondido o ponto central desse dilema que se arrastam anos e anos? (GARCIA, 2006, p. 12)

Para Garcia (apud Bianchinni, 2005, p.271). “O pensamento de lançar fora todo o passado configura-se como uma solução mágica e ao mesmo tempo assustadora”

Hoje há uma confusão de papéis, cobranças para as duas instituições e novas atribuições profissionais. A escola, entretanto, tem uma especificidade-a obrigação de ensinar (bem) conteúdos específicos de ares de saber, entretanto, por ser considerado natural, expressão do amor e do dever dos pais, o apoio da família ao sucesso escolar ainda permanece mais implícito do que explícito..

As escolas têm contado com a contribuição acadêmica da família de duas maneiras: (a) construindo o currículo (e o sucesso escolar) implicitamente com base no capital cultural similar herdado pelos alunos, isto é, com base no habitus ou sistema de disposições cognitivas adquiridas na socialização primária ou educação doméstica, o que supõe afinidade cultural entre escola e família (1977, PASSERON apud CARVALHO, 2005, p. 05)

Entretanto, por ser considerado natural, expressão do amor e do dever dos pais, o apoio da família ao sucesso escolar ainda permanece mais implícito do que explícito.

Hoje em dia, é impossível imaginar qualquer projeto de inovação e de mudança que não passe pelo investimento positivo dos poderes da família e das comunidades. É preciso pensar a escola como um todo inserido na sociedade, pensar na democratização do sucesso (dela e de todos os sujeitos) que passa pela participação de todos os agentes sociais, dentre eles os parceiros.

E especialmente o protagonismo juvenil, tendo o jovem como principal fonte de mobilização das ações da escola, conhecendo e reconhecendo-se, saindo dos limites estreitos da sala de aula e indo além dos muros escolares, eliminando os rótulos e preconceitos existentes, abrindo-se para as novas possibilidades de ser do outro e de ser com o outro.

Em nossa pesquisa percebemos que são poucas as famílias que estão acompanhando seus filhos de forma a contribuir para o seu aprendizado, pois um número significativo de famílias se omite em participar das reuniões de pais e mestres, algumas não se interessam em saber como está o desenvolvimento do filho, enfim, boa parte da família brasileira, sobretudo, das camadas populares está ausente do processo educativo das crianças.

A família assim como a escola desempenha papéis decisivos na educação da criança. Entretanto, para que a educação dada no lar, pela família, aconteça de forma satisfatória, se faz necessário haver uma integração entre a escola, é a partir dessa parceria que a criança se torna um adulto capaz de contribuir positivamente para a construção de uma sociedade mais justa, portanto, mais eqüitativa.

A maioria dos pais acredita que a escola é a continuação do seu lar e cobra dela o que é de sua função, é nesse período que acontece o confronto, pois a partir da entrada do filho na escola, o sistema familiar tem seus valores colocados à prova e são expostos.

O mundo está se transformando num lugar cada dia mais perigoso. A tendência natural dos pais é procurar superproteger os filhos, mas esse é um erro grave. É possível, no entanto, proporcionar a segurança desejada sem sufocar o desenvolvimento da autonomia das crianças. (ARAUJO, 2005, p. 84)

Com a mudança contínua da estrutura familiar moderna, pais e mães por sua vez apresentam atitudes negativas na educação de seus filhos; somente apontam defeitos e corrigem, são super protetores, impedindo a capacidade de autonomia, são pessimistas e desestimulam os filhos a sonhar com a realização pessoal.

Na verdade, os tempos mudaram, mas não as relações humanas que constituem as raízes da formação do caráter. Os filhos ainda precisam dos pais, porque as relações afetivas que mantém com eles desde o nascimento permitem que adquiram padrões que tornarão seres normais. As crianças precisam de direção, disciplina apoio e ânimo para crescer, amadurecer e tornarem-se pessoas independentes da família, adultos autônomos.

Dada à relevância dessas duas instâncias para o processo ensino-aprendizagem e desenvolvimento dos alunos é que elaboramos esse projeto com o objetivo de desenvolver atividades a fim de integrar e família. Nossa pretensão foi sensibilizar, pais e responsáveis sobre a importância da sua colaboração no processo educacional da criança. E que continuem participando dessa empreitada a Escola Municipal Flor do Amanhã.

“O envolvimento dos pais na educação das crianças tem uma justificativa pedagógica e moral, bem como legal [...] Quando os pais iniciam uma parceria com a escola, o trabalho com as crianças pode ir além da sala de aula, e as aprendizagens na escola e em casa possam se complementares mutuamente” (SPODEK; SARACHO, 1998, p. 167).

A família tem a função de complementar à formação do indivíduo, pois são os responsáveis diretos. No entanto a função de educar, de fornecer à educação formal é responsabilidade da escola, ou seja, ambas são co-responsáveis pela formação cognitiva, afetiva, social e da personalidade das crianças e adolescentes.

Se a família tem responsabilidade com a educação da criança tanto quanto a escola, é necessário que as instituições família e escola mantenham uma relação que possibilite a realização de uma educação de qualidade. A troca de idéias entre educadores e parentes trará soluções mais propicia e rápida aos problemas enfrentados pelas crianças, pois como afirma Tiba (2002, p.3) “quando a escola, o pai e a mãe falam a mesma língua e tem valores semelhantes, a criança aprende sem conflitos e não quer jogar a escola os pais e vice-versa”.

Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação juntamente com o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB) indica que uma das mais importantes dimensões explicativas do desempenho de estudantes encontra-se em sua origem familiar. Por isso, é de fundamental importância conhecer o capital cultural e econômico das famílias dos estudantes.

O cruzamento de dados do SAEB mostrou que a nota dos alunos é melhor quando pais e professores se conhecem. Foi comprovado que a nota dos alunos é mais alta quando os pais possuem maior escolaridade ou são mais atuantes na vida acadêmica de seus filhos.

Mas apesar da relevância dessa parceria, verificamos que ainda existe certo distanciamento entre a família e a escola, principalmente, as de baixa renda. É bem verdade, que houve certa abertura da escola para a participação da família, entretanto, tem-se observado que não está havendo de fato, uma interação satisfatória e atuante entre a família e a escola no que concernem as tarefas relativas ao aprendizado das crianças.

O diagnóstico feito nos projetos políticos Pedagógicos das escolas ora mencionado. Nestes verificamos que dentre as metas, objetivos ou ações a serem alcançados a questão da integração desses dois sistemas ainda não foi efetivada de forma satisfatória.

Quando a escola elaborou o Projeto Político Pedagógico, sobretudo, o da Escola Flor do Amanhã, este teve como objetivo melhorar a qualidade do ensino, através de todos os segmentos da comunidade escolar, inclusive da família. Desta forma, a construção do projeto leva em conta as reais necessidades, interesses e objetivos de todos que compõem a comunidade.

Em nossa pesquisa vimos que não cabe à escola e à família perpetrarem justiça social, participação política consciente e justa distribuição de bens simbólico-culturais, entre eles os epistêmicos, onde a economia não se faz justa, onde a política não é ancorada na soberania do povo e onde a cultura simbólica e os diversos conhecimentos humanos não são concretamente produzidos, disponibilizados e apropriados segundo os critérios eqüinânimes da igualdade nas diferenças e da liberdade responsável.

No máximo, a escola e a família podem participar de projetos de sociedade que se encaminhem nesse sentido, pois se a família não é a salvadora da pátria, também a escola não pode tudo, até porque educação escolar nunca foi e nunca será tudo. Se educação fosse tudo, os professores estariam no topo da pirâmide social.

METODOLOGIA

Somente pais problemáticos se recusam aceitar auxilio externo e costumam responsabilizar a escola pelos erros na educação de seus filhos. Pais saudáveis estão dispostos a melhorar a relação com os filhos. Embora esse seja uma afirmação um tanto audaciosa no capitulo da analise será possível “escutar” o sujeito professora dizer desse modo. Trago a seguir algumas reflexões sobre a relação família e escola, tendo a criança como foco neste estudo. Através da análise das entrevistas, as quais foram agrupadas em dois recortes, por segmento, ou seja, o recorte dos dizeres dos professores, dos pais, pode analisar as respostas formuladas e expressar como ênfases a interpretação que fiz no fio do dizer de cada sujeito.

Diante da falta de estudo, e por não ter conhecimento da situação o fato não saber ler, escrever, isso com certeza vem atrapalhando o desempenho dos filhos na escola, quando os pais não sabem ler e escrever. Os filhos pediram ajuda nas tarefas de casa, e acaba sendo barrados e até mesmo impedidos, de desempenha o dever de casa.

A importância da participação da família na escola gira em torno de três pontos: a relação entre a comunidade e a escola fica mais estreita, há uma confiança mútua entre as duas instituições e o aluno passa a se interessar mais pela escola e ter um melhor rendimento. Nas escolas da rede estadual há uma série de programas e atividades que visam trazer os pais para dentro da escola. A família participa de diversas formas, atravez de projeto voltados para escola e comunidade, já que sabemos que a escola e para todos(a).

No que diz o sujeito professora ficar retratado que falta à escola a opção por um projeto mais arrojado que garanta essa parceria. A nova proposta deve passar por questões conceituais como o sentido da palavra “participar/ participação” isso remete ao entendimento de que para a escola esta parceria se materializa em conversas, encontros, reuniões de pais etc. aparece também o discurso justificador daquilo que não se faz atribuindo às famílias e alunos culpas pelo insucesso desta relação.

E como recorte, os pais gritam pela postura da escola em relação aos seus filhos. Denunciam com simples palavras que a escola deveria ao menos fazer o que lhe é de competência: ensinar. Entretanto, o que se tem, nas palavras deles é que participação dos pais na escola é condicionada e regulada pelo nível de comportamento dos filhos. Sabem em que podem ajudar, gostariam de ajudar, mas não são tratados como sujeitos partícipes da escola. Querem ter voz, querem participar de forma efetiva nas decisões da escola na construção de um planejamento participativo. Será que o nível de escolarização, que os cala impedindo que se de essa participação não com a presença física apenas?

Em recortes dos pais, os mesmos comentaram que a relação escola e família poderá ser com uma relação de compreensão, amor entre ambos e com muito diálogo,e que não seria uma confusão de papéis, poderemos superar trabalhando em equipe, e que o papel da família para com a escola é de companheirismo, onde cada família cumpra com o seu papel e não deixar toda a responsabilidade para a escola. Segundo o pai, o mesmo comenta que falta interesse por partes dos mesmos, falta tempo, pois trabalham fora da cidade e a mãe não tem tempo para os filhos.

E como melhorar essa relação? Em recorte de educadores, fazer com que se interaja melhor, mais diálogo, com atividades culturais, continuar chamando os pais para a escola, pois pais e escola têm que continuar de mãos dadas, Com essa ressalva em mente, aquela parceria entre família e escola que os professores defendem pode mesmo contribuir para o êxito do trabalho educativo da instituição escolar. Tomara que cresça entre nós a consciência sobre esses limites e essas possibilidades!

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Algum trabalho quando é desenvolvido em parceria precisa dar as mãos, no caso, nesse trabalho, buscamos desenvolver em parceria não apenas com a escola envolvida nessa pesquisa, mas com a comunidade escolar, a família, principal parceira, a secretaria de educação e demais órgãos municipais que deu todo o apoio necessário para que pudéssemos chegar á uma conclusão.

Nosso trabalho foi desenvolvido através de reuniões com a família/comunidade/equipe pedagógica da escola, palestras, eventos sócio-culturais, visita aos lares; atividades intra e extra-classe para pais e alunos, gincanas, brincadeiras, oficinas, dramatizações, coreografias, dentre outras, fazendo com que os pais participassem mais ativamente do ambiente escolar e de todas as atividades e fazes de desenvolvimento de seus filhos, e que se interajam com outras pessoas suas culturas.

Sabemos que a família é a base principal na formação e desenvolvimento da criança e do adolescente. A partir do nascimento, começam a receber a educação básica para viver em sociedade e exercer a sua cidadania, como: pedir licença, pedir desculpas, agradecer, obedecer, pedir, por favor, dividir, compartilhar, respeitar-se, respeitar os pais, os colegas os mais velhos, aprende a se comportar adequadamente nos lugares, a esperar a sua vez,...... A escola por sua vez, dará continuidade a esse processo educativo vindo da família (a chamada educação de berço) e introduzirá a formação acadêmica indispensável para a formação intelectual e profissional, além de caminhar lado a lado com a família, favorecendo e fortalecendo a formação de valores.

Observamos em nossa pesquisa que o que vem acontecendo ultimamente é que as famílias muitas vezes, estão perdendo a noção da sua importância e estão deixando toda a responsabilidade de educar para a escola, sendo que a verdadeira educação se dá no seio da família, principalmente através dos exemplos vivenciados pelos pais e familiares próximos, exemplos estes responsáveis pela conduta das crianças, como por exemplo: De nada adiantaria falar para o filho não fumar, não falar palavrões, não falar da vida dos outros se eles próprios o fazem como nós pudemos presenciar em nossa caminhada.

A educação familiar é à base de todo cidadão, a escola sozinha não faz milagres, até porque ele permanece na escola apenas por quatro horas e as outras vinte horas do dia, são com a família.

O que vimos hoje, por conta da correria atual, é que os pais estão delegando a outros essa tarefa tão importante que é EDUCAR, sendo esta tarefa de responsabilidade exclusiva dos pais e não de babás, tias, avós, sendo estas pessoas muito importantes, como apoio desse processo educativo quando seguem a mesma linha de educação.

Os pais precisam entender que o filho será amanhã o que eles 'pais', fizerem hoje por seus filhos. Muitas vezes a escola é responsabilizada mas, não depende apenas dela a tarefa de educar.

Para haver realmente parceria entre a família e a escola, é preciso que cada um saiba exatamente quais as suas atribuições, ou seja, o que é responsabilidade da escola e o que é responsabilidade da família. Nesta parceria é importantíssimo que a família "vista a camisa" da escola escolhida para colocar seu filho e a partir daí caminhar junto sem ter atitudes adversárias, como por exemplo: Quando o filho comenta em casa que o professor chamou sua atenção por causa de comportamento inadequado, a mãe precipitadamente diz que o professor que é enjoado, chato, não tem o que fazer....

Com essa atitude estará motivando o filho a desrespeitar o professor, sendo que o ideal é se interar melhor sobre o acontecimento e fazer a intervenção correta, da mesma forma quando o filho não realiza uma atividade de casa por que esqueceu, ou preferiu ficar na Internet, orkut, ou saiu com o colega, e ao ser cobrado pelo professor, a mãe ou o pai escreve um bilhete a pedido do filho, dando uma desculpa convincente como: ele (a) não estava passando bem, ou precisou sair com ele de ultima hora, enfim, abonando erradamente a falta, ou melhor, a irresponsabilidade do filho perdendo assim, a oportunidade de ensinar a responsabilidade, o compromisso, à verdade, valores fundamentais para a formação do seu caráter. Nessa parceria, ambos têm o mesmo objetivo que é EDUCAR a criança e o adolescente num todo.

Quando estávamos entrevistando os pais na escola, ouvimos os pais preocupados e reclamando: "Eu não sei mais realizar essas tarefas, não me lembro mais desses conteúdos que estudei há tantos anos, como vou fazer para ensinar meu filho em casa? Como é que eu vou acompanhá-lo nos estudos?".

Sabemos que a escola não quer que a família ensine conteúdos, pois isso é pertinente à escola fazê-lo, o que ela precisa é que os pais acompanhem seus filhos no sentido de organizá-los quanto aos horários de estudo, descanso e lazer, sendo o hábito de estudo diário, fundamental para que ele possa realizar suas tarefas com responsabilidade e autonomia. Cabe a família, apenas cobrá-lo as responsabilidades e orientá-lo, no caso de dúvidas tirá-las com o professor na escola e também orientá-lo quanto à importância da escola e dos estudos para sua vida no futuro.

Tentar estabelecer posições de pais e professores na educação de um estudante se faz necessário, já que eles mesmos se confundem na sua importância e na sua função diante de seus filhos e de seus alunos respectivamente. Os pais se tornam ausentes por um motivo ou outro e acabam por acreditar que eles aprendem na escola, pois lá é o lugar de se adquirir conhecimento.

Muitos pais não estão atentos às trajetórias de seus filhos e menos ainda participam de seu aprendizado, se envolvem mais com si e com o dia a dia. Não participam do seu desenvolvimento, estão ausentes as transformações a que eles estão sujeitos, não se relacionam com seus amigos e em fim não fazem parte do processo aprendizagem de seus filhos. Os professores estão sobrecarregados exercendo a função de pais e educadores, tendo que ensinar desde bons modos e respeito até ao conteúdo programado.

Muitos não são preparados para exercer este papel e ficam perdidos perante o seu dever de educador, sem falar nos que desistem da profissão, pois não se acham capazes de educarem jovens e crianças, o que na verdade não é exatamente o seu papel. Por estas e outras circunstâncias citadas ao longo deste trabalho observa-se com esta pesquisa que Família e escola precisam dividir responsabilidades na criação de uma relação de trabalho que abrace a aprendizagem e a socialização da criança. Que devem caminhar juntos para a construção de uma educação, devem ensinar para também aprender.

Muito pai não tem tempo para seus filhos por causa do trabalho, como pudemos presenciar em nossa pesquisa, mas, com certeza uma vida confortável também é importante, mas não pode ser exclusiva. A ausência da família traz no filho o sentimento de abandono e não adiantam tentar recompensar esta deficiência com presentes, roupas e coisas materiais, isto não tem o mesmo valor.

Augusto Cury em uma de suas obras ilustra muito bem este detalhe quando diz:

Seus filhos não precisam de gigantes, precisam de seres humanos. Não precisam de executivos, médicos, empresários, administradores de empresa, mas de você, do jeito que você é. Adquira o hábito de abrir o seu coração para os seus filhos e deixá-los registrar uma imagem excelente de sua personalidade. (Cury 2003, pág. 26).

Há criança nos anos iniciais de sua vida se sente dependente da família, então é o momento de ensinar e mostrar o prazer em aprender, aproveitar esta convivência e esta confiança para iniciar o “Aprender a Aprender” desenvolvendo algo de tamanha importância, e que está ficando perdido. Os pais amam seus filhos e podem ensinar com amor, carinho e presença que para eles é o que realmente importa. É preciso que a família ajude seu filho a se programar, tendo como prioridade sua responsabilidade com seus estudos, pois essa é a sua ocupação atual enquanto criança e adolescente que é ser "estudante", e precisa ser valorizada e motivada para que seja uma atividade prazerosa e com motivos de orgulho para seus pais e familiares.

O professor é uma fonte de ensino, mas acompanha muitos alunos ao mesmo tempo, e cada um tem suas particularidades, onde os pais fazem ai a diferença. Com certeza ser professor não é somente selecionar conteúdos e aplicá-los, é criar laços com seus educados e se envolver com a profissão, mas é bem aí onde se encontra outro pormenor.

Será que para o professor poder exercer sua profissão ele precisa educar o aluno antes? Ele precisa ensinar bons modos e disciplina? São muitos questionamentos em torno dos fazeres destes profissionais. Aqui defendo a idéia de que a relação de aprendizado com os pais tem fundamental importância no despertar para o conhecimento. Ensinando o filho a aprender, ou seja, “Ensinar Aprendendo”. É notável que os professores possuam importância neste processo de aprendizagem que se inicia desde os primeiros anos de vida e pode perpetua sempre, pois o conhecimento é constante. Mas estes mestres continuam a partir de um passo inicial que começa em casa com a família, os pais são os responsáveis por este despertar.

Os profissionais da educação além de ensinar conteúdos também devem ensinar para a vida, se envolver com a realidade de sua clientela, precisam ser educadores, atuando com amor a profissão, mas não podem desenvolver sozinha a construção dos futuros cidadãos, afinal a sociedade precisa se renovar e ambos precisam entender que fazem parte deste processo. Assim diz Augusto Cury: “Prepare seus alunos para explorarem o desconhecido, para não terem medo de falhar, mas medo de não tentar. Ensine-os a conquistar experiências (...).” (Cury 2006, pág.80).

Deve haver uma educação para a vida, formar cidadãos de bem, envolver escola, conhecimento e família. Talvez fosse a solução de muitos problemas. Os educadores não podem ter medo dos desafios, eles são mediadores de conhecimento, o seu aprendizado também é constante para se prepararem para os desafios. Escola e sociedade: Unindo pais e professores, uma possível solução. Ao longo da pesquisa é notável que a idéia de educar e ensinar se resume quase que na mesma coisa, mas também que precisa de uma fusão entre educadores e pais.

Necessita de haver esta cooperatividade, a idéia de que um ou o outro é o responsável acaba empurrando a situação e adiando a tentativa de encontrar uma solução. Criar uma relação entre escola e família permitiria que houvesse acompanhamento e participação dos pais no aprendizado e eles com certeza teriam a satisfação de poder ajudar a construir o caráter de seus filhos, pois querendo ou não boa parte dos anos de nossas vidas passa-se na escola, ou seja, é um local de aprendizado que planta sementes que duram pra sempre. Ter uma aliança entre pais e professores é altamente produtivo e eficaz.

Sendo assim, cada uma das partes fazendo o seu papel, juntos estaremos formando cidadãos conscientes e transformadores dessa sociedade, para um futuro melhor e por isso, podemos afirmar com certeza que Família e Escola é sim, a parceria que deu certo!

A própria escola tem de mostrar coesão e transparência, trabalhando em equipe, entre si, e em relação à família de seus alunos. É muito importante que haja coerência (...) entre o que os pais e a escola fazem na educação de crianças e adolescentes, principalmente nas questões que podem prejudicar a construção do cidadão ético, feliz e competente que vai assumir o Brasil que estamos lhe deixando. (Tiba 2006, pág. 148).

Assim com o resultado desta pesquisa, é compreensível a importância de pais e professores, ambos ensinam e educam, mas cada um com seu desempenho e juntos formando um todo onde se divide responsabilidade e se multiplica soluções. Este pode ser um recurso para a educação de crianças e jovens.

REFERÊNCIAS

ARANHA, M.L. DE A. Filosofia da Educação. São Paulo: Moderna, 1989.

ARAÚJO, Ceres Alves de. Pais que educam – uma aventura inesquecível. São Paulo: Gente, 2005.

CARVALHO, M. E. P. Relações entre família e escola e suas implicações de gênero. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n.110, p. 143-155, jul. 2000.

CURY, Augusto. Pais brilhantes, professores fascinantes. 3 ed. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2003.

DI SANTO, J. R. Família e Escola: uma relação de ajuda. Disponível em: . Acesso em: 13 set. 2006.

GARCIA, E. G. Veiga, E.C. e (2006). Psicopedagogia e a teoria modular da mente. São José dos Campos: Pulso.

SPODEK, Bernard; SARACHO, Olívia N. Ensinando crianças de 3 a 8 anos. Porto Alegre: ArtMed, 1998.

TIBA, Içami. Quem ama educa. São Paulo: Gente, 2002.

__________________. Família enquanto objeto de política educacional: crítica ao modelo americano de envolvimento dos pais na escola. 2001. Disponível em: http://www.educacaoonline.pro.br Acesso em: 24 jan. 2006.

TIBA, Içami. Ensinar aprendendo: novos paradigmas da educação. 18 ed.rev. e atual. São Paulo: Integrare Editora, 2006.

TRIVIÑOS, Augusto Nibaldo Silva, Introdução à pesquisa em Ciências Sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo, Editora Atlas, 1987.

POR GILVANI ABATTI WEBER E IRENE FERREIRA DE SOUZA DA SILVA.


Publicado por: Gilvani Abatti

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