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A relação entre motivação e autonomia no processo de ensino-aprendizagem do inglês como le para alunos do ensino fundamental II

Educação

Benefícios que a influência da motivação podem fazer em alunos do 6º ao 9º do Ensino Fundamental II no processo de ensino-aprendizagem do Inglês como LE.

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1. RESUMO

Nesta pesquisa busca-se analisar e compreender os benefícios que a influência da motivação podem fazer em alunos do 6º ao 9º do Ensino Fundamental II no processo de ensino-aprendizagem do Inglês como LE. Além disso, a partir desta influência verificar os reais aspectos motivadores que podem levar os alunos a se tornarem aprendizes autônomos. Outra discussão mencionada é compreender se as atividades trabalhadas em sala de aula tanto do livro didático quanto dos exercícios preparados pela professora pesquisadora são elementos que podem ser usados como ferramentas pedagógicas para a motivação e aquisição da autonomia dos alunos. Deste modo, a metodologia escolhida utiliza-sedos conceitos do paradigma interpretativista que proporciona a liberdade desuscitar as devidas reflexões e interpretações necessárias para as descobertas da pesquisa. Os alunos participantes deste trabalho de pesquisa são alunos do 6º e do 9º do Ensino Fundamental II deuma Escola Estadual localizada no município de São Gonçalo RJ. Eles responderam um questionário de pesquisa organizado pela professora pesquisadora. Escrevendo suas impressões pessoaissobre certos aspectos particulares que correspondem ao processo de ensino-aprendizagem deles da Língua Inglesa como LE na escola. As vozes dos alunos participantes neste questionário foram essenciais para que todo o desenvolvimento do corpus de dados fossem avaliados e interpretados seguindo as citações deles. Além disso, priorizando sempre a complexidade e o significado do contexto social em que os alunos participantes da pesquisa estão inseridos. Os resultados indicam que os alunos sentem a necessidade de serem motivados a todo o momento pelo seu professor. Como uma forma de encorajá-los para a realização das suas atividades. De acordo com os dados gerados, as futuras atividades dadas em sala de aula devem ser adaptadas pelo professor para que os alunos atinjam o interesse e o entendimento suficiente para a concretização delas. Assim, este encorajamento se tornará o conhecimento imprescindível que os fará a se tornarem aos poucos alunos que aprenderam a ser autônomos. Este estudo sinaliza que os professores de Inglês como LE devem primordialmente conhecer as reais expectativas dos seus alunos com relação ao aprendizado do Inglês como LE na escola. Em vista disso, trabalhara-las de forma positiva e sempre incentivadora. Ao ponto dos alunos se tornarem sujeitos que possam acreditar em seus potenciais de aprendizagem. Enfatizando ainda, a autonomia como uma forma de suprir as necessidades, preferências e aspirações dos alunos com relação à aprendizagem do Inglês como LE. Estando conscientes das suas escolhas e de que podem desenvolver para si próprios mais conhecimento linguístico sobre a Língua Inglesa.

Palavras chave: motivação, autonomia, o processo de ensino-aprendizagem, atividades, inglês como LE.

ABSTRACT

In this research it is looked forward to analyse and understand the benefits that the influence of the motivation can do in students of the 6th year to9th year of the Elementary and Middle Schoolin the process of teaching-learning of English as FL. Besides, from this influence it checks the real motivate aspects which can take the studentsto become autonomous learners. Another discussion mentioned is to understand if the activities worked in classroom from the textbook and all the exercises prepared by the teacher researcher are elements that can be used as pedagogic tools for the motivation and acquisition of the autonomy of the students. In this way, the chosen methodology works with the concepts of the interpretativist paradigm that provides the freedom to produce suchnecessary reflections and interpretations for the discoveries of the research. The students participants of this work of research are students of the 6th year and9th year from a Public School located in São Gonçalo Rio de Janeiro. They answered a questionnaire of research organized by the teacher researcher. They write their personal impressions about certain particular aspects that correspond to their process of teaching-learning of the English as FL in the school. The voices of the participants in this questionnaire were essential so that the whole development of the corpus of data was valued and interpreted by following their quotations. Besides, the research always priorize the complexity and the meaning of the social context in which the students participants are inserted. The results indicate that the students feel the necessity of being motivated all the time by his or her teacher. Encouraging them for the realization of their activities. In accordance with the produced data, the future activities in classroom must be adapted by the teacher so that the students can get interest and the sufficient understanding for their realization. So, this encouragement will become the essential knowledge to the students gradually become autonomous learners. This study signals that theEnglish teacher must primordially know the real expectations of his or her students regarding the learning of English as FL in the school. In view of that, the teacherhas to deal with them in a positive form and always stimulating the students. To the point of the students become learners that could believe in their potential of learning. Emphasizing also, the autonomy as the form of providing their needs, preferences and aspirations regarding the learning of English as FL. Being conscious of their choices and that they can develop for themselves more linguistic knowledge on the English Language.

Key words: motivation, autonomy, the teaching learning process, activities, English as FL.

2. Introdução

A motivação tem sido apontada como um fator de grande influência no desempenho dos alunos. Vários estudos têm sido desenvolvidos para tentar descobrir o que faz com que o nosso aluno se sinta motivado. Outro fator de grande importância para comunidade acadêmica é a autonomia. Como conseguimos fazer com que o aluno se torne um aprendiz autônomo?

Esta pesquisa tem como objetivo estudar a motivação como uma forma de engajamento para se atingir à autonomia nas tarefas de aprendizagem de Língua Inglesa como Língua Estrangeira (doravante LE) para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental II. Este trabalho planeja descobrir se a motivação pode ser utilizada dentro do processo de autonomia do aluno a ser aplicada no cotidiano escolar. Além disso, esta também pode ser usada como um fator intencional para que os alunos possam aprender o Inglês como Língua Estrangeira.

Com relação ao contexto escolar no processo de ensino-aprendizagem, a motivação deve estar presente em todos os momentos. Desta forma, para que se atinja a motivação do aluno é preciso traçar metas e objetivos de aprendizagem. Um bom professor sempre deverá possuir metas de ensino que mostrem ao aluno a importância de se aprender um determinado conteúdo da sua disciplina.

Neste caso, o professor de Língua Inglesa ao se deparar com a desmotivação de alguns alunos na sua sala de aula perante esta disciplina deverá agir da mesma forma. Este deve se utilizar de novas estratégias de aprendizagem que mostrem ao aluno o porquê de se estudar certo tipo de conteúdo na Língua Inglesa. Ou até mesmo explicar o porquê de se estudar a Língua Inglesa como Língua Estrangeira nas escolas brasileiras.

Esta atitude insistente do professor pode influenciar o seu aluno a se sentir mais motivado a aprendê-la. Todavia, quando houver a ausência de objetivo por parte do aluno é o professor que deverá investigar em sala de aula algo que faça o aluno desejar aprender o Inglês como LE. Buscando no próprio aluno ações que os motive para aquela aprendizagem.

Portanto, na minha experiência como professora, me deparo com aprendizes que se encontram totalmente desmotivados para aprender, ou que simplesmente não conseguem aprender o Inglês. Deste modo, é o professor um dos responsáveis para abrir caminho para aqueles alunos que não conseguem perceber a importância de se aprender uma Língua Estrangeira, neste caso específico, o Inglês. O professor será o vínculo incentivador da motivação. Ele tentará despertar naquele aprendiz o sentido da busca do conhecimento e da aprendizagem desta Língua Estrangeira. Devido o fato de que, o aluno que não possui motivação alguma para aprender uma Língua Estrangeira como o Inglês, estará na sala de aula juntamente com o seu professor.

Então, o tema motivação na autonomia me motiva a desenvolver uma pesquisa em que me permita refletir sobre as dificuldades de engajamento dos alunos em tarefas de aprendizagem do Inglês como LE através de exercícios gramaticais. Além disso, este tema ajuda a questionar como podemos transformar estas atividades em experiências mais concretas e significativas para o processo de autonomia na aprendizagem do Inglês. No sentido de solidificar certas informações que os alunos têm fora da sala de aula sobre o Inglês para dentro da sala de aula. Isto é, através de músicas, jogos, sites da internet, chats online, jogos de vídeo game, redes sociais e etc.

Deste modo, o professor deve investigar sutilmente os interesses dos seus alunos relacionados à Língua Inglesa. Juntando todos estes tipos de preferências para o que se está estudando na sala de aula. As reflexões as quais me refiro nesta pesquisa são frutos de investigações que faço como professora de Língua Inglesa. Na tentativa de buscar um melhor entendimento na participação ou não dos alunos nas tarefas de aprendizagem propostas em sala de aula.

Além disso, tentar descobrir quais os fatores preponderantes que levam ao engajamento ou não destas atividades pelos alunos. Dentre as quais estão: Dar autonomia aos alunos em sala de aula pode ser algo efetivo no processo de ensino aprendizagem? ; As crenças dos alunos com relação à aprendizagem do Inglês pode ser um fator central no engajamento ou não das atividades? ; Levar os alunos a auxiliar o professor na tomada de decisões sobre as escolhas das tarefas em sala de aula é um fator motivador para a realização delas?

Outras indagações estão também relacionadas a estas perguntas como: O excesso de perguntas ou dúvidas feitas pelos alunos para a professora demonstra falta de autonomia no processo de ensino aprendizagem do Inglês como LE? A expressão de sentimentos negativos dos alunos com relação à aprendizagem do Inglês como LE são fatores que podem contribuir na falta de autonomia deles? ; O incentivo a produção de exercícios gramaticais em sala de aula pode ser um tipo de tarefa de aprendizagem no incentivo a busca da autonomia dos alunos? Encontrar fatores de interesses dos alunos pode levar o aluno a buscar a sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem do Inglês?

Estas perguntas se fazem presentes dentro da minha pesquisa para que eu possa tentar respondê-las e analisá-las de forma intrínseca dentro das análises dos dados. Os alunos responderam um questionário em que me guiarei em suas respostas para verificar os tópicos enfatizados pelas perguntas. Unindo os parâmetros da realidade motivacional dos alunos em sala de aula juntamente com os fatores que resultam para o desenvolvimento da autonomia da aprendizagem do aluno. Isto é, enfatizo a importância do comportamento motivacional dos alunos para que se atinja o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem do Inglês como LE.

2.1 A sala de aula

A sala de aula para mim é um lugar de produção do conhecimento e expansão deste para a vida escolar e posterior a ela. Nela o aluno tem a oportunidade de criar, tirar as suas dúvidas e conclusões, refletir, se socializar com outras pessoas, interagir com os seus colegas de classe no processo de ensino-aprendizagem, trocar experiências com os seus professores. Desse modo, a sala de aula é o lugar onde o aluno se consolidará gradativamente como cidadão participativo para a sociedade.

A sala de aula não deve ser notada somente como um espaço material, mas, sim, como um ambiente sociointeracional. Representa uma proposta pedagógica que parte do pressuposto de que o indivíduo constrói o conhecimento na sua interação com o meio. Segundo Vygotsky

(...) o aprendizado desperta vários processos internos de desenvolvimento, que são capazes de operar somente quando a criança interage com pessoas em seu ambiente e quando em cooperação com seus companheiros. Uma vez internalizados esses processos tornam-se parte das aquisições do desenvolvimento independente das crianças (Vygotsky, 1984, p. 101).

Portanto, a sala de aula é um espaço para investigação no intuito de se obter a construção do saber. É, ainda, um ambiente de formação e informação intelectual, passando a ser uma abertura que nos possibilita apreender outros caminhos. Uma sala de aula busca promover um ensino onde o objetivo é que todos aprendam através das atuações do professor. Este terá o papel do mediador aquele que intercederá as informações de aprendizagem juntamente com os alunos.

Com base na mesma lógica, Freire (1996) afirma que uma das tarefas da escola e consequentemente de uma sala de aula é definir-se como centro de produção sistemática de conhecimento, é trabalhar criticamente a inteligibilidade das coisas e dos fatos e a sua comunicabilidade. Ele revela ainda que o educando deve assumir seu papel de sujeito da produção de sua inteligência do mundo e não apenas o de recebedor da que lhe seja transferida pelo professor.

Conforme o que foi mencionado a respeito da sala de aula, acredito que para um aluno alcançar certas aquisições tanto profissionais quanto sociais em nossa sociedade atual, a sala de aula é a primeira etapa para a construção dessas possíveis conquistas. Com intuito de promover para o aluno seu crescimento pessoal. Levando-o a procurar para si conhecimentos para serem utilizados nas experiências do cotidiano.

Em resumo, sigo a partir desta referência íntima de sala de aula como indicação para minha vida profissional. Induzindo para a minha aula informações que auxiliem o meu aluno a buscar mais conhecimento para si e aprender mais o Inglês como LE. Como ainda dizer que esta seria um laboratório de formação e informação intelectual, passando a ser uma abertura que nos possibilita perceber outros caminhos. Por isso é que o professor e as instituições de ensino precisam entender o mundo, o momento social, político e econômico e conduzir o ensino da língua inglesa de acordo com as exigências do hoje e promover um espaço mais inclusivo dentro da sala de aula.

2.1.1 A sala de aula de Língua Estrangeira

A sala de aula de Língua Inglesa para mim como professora e pesquisadora da área seria um espaço onde os alunos pudessem aprender de fato esta língua estrangeira. Devido à importância desta língua no cenário mundial gostaria que os meus alunos se interessassem mais em aprendê-la. Assim, eles poderiam conquistar certa autonomia ao ler os textos escritos em inglês que perpassam pelas mídias através da Internet, televisão, jornais, revistas e etc..

Nesse sentido, Rajagopalan (2003, p. 70) nos diz que "o verdadeiro propósito do ensino de línguas estrangeiras é formar indivíduos capazes de interagir com pessoas de outras culturas e modos de pensar e agir. Significa transformar-se em cidadãos do mundo". Desse modo, o professor deve ensinar o Inglês para os alunos entenderem o processo que os possibilita a intensificação ou ampliação da nossa forma de ver o mundo.

Desejaria que os alunos de uma forma geral se sentissem parte do nosso mundo globalizado em que vivemos, onde o Inglês é a língua franca. Portanto, eles poderiam ter mais autonomia para além de aprender a gramática da língua, saber ler e compreender textos escritos em Inglês. Ou seja, eles poderiam refletir melhor sobre os textos que correm pelas mídias analisando-as de forma mais coerente.

Tento fazê-los a pensar melhor sobre os tópicos gramaticais da língua inglesa através dos conteúdos estudados no livro didático em trabalho. Além de discorrer sobre os tipos de situações em que são usados; tento trabalhar com outras atividades em que os alunos possam analisar os conteúdos abordados. No entanto, a atmosfera social de falta de concentração que os alunos criam na sala de aula, muitas vezes não contribui para que tais reflexões sejam alcançadas com sucesso.

A participação efetiva de todos seria fundamental para que pudessem interagir e assim perceberem que conseguiriam aprender com mais eficácia. Entretanto, acredito que encontrar um aspecto que os motive a aprender a Língua Inglesa e assim fazê-los a se encaminharem em um processo de autonomia no ensino e aprendizagem desta língua pode ser um caminho.

Eles precisam ser sentir responsáveis por este processo e capazes de conquistarem passo a passo o sentido de ser aprender inglês na escola. Acredito também que por mais que planejemos nossas aulas; se os alunos não encontrarem um motivo que os façam prestar a atenção naquilo que está sendo ensinado, a aprendizagem não acontece. Muitas vezes, deixo trabalharem em grupos ou em duplas para que dinamizem mais a gestão da interação em sala de aula. Por esta razão, posso esperá-los a relacionar fortemente um conteúdo gramatical estudado com o que planejei anteriormente como habilidades e competências que pudessem adquirir. Além do fato de que posso guiá-los a uma resposta rápida do que estão aprendendo ou não do conteúdo.

Sob o mesmo ponto de vista, os oriento a buscarem mais recursos na Internet ou em outros livros didáticos sobre o que estão com dúvida. Proporcionando para eles fora do ambiente de sala de aula a oportunidade de conduzirem a aprendizagem autônoma. Isto é, pesquisarem as informações que estão faltando para que o conteúdo estudado se torne mais claro e faça sentido a sua vida escolar no estudo da Língua Inglesa.

Uma vez que, o aluno terá a oportunidade de refletir sobre a nossa própria cultura e a cultura de outros países que falam o Inglês. Por outro lado, o aluno terá a chance de medir, através de comparações sobre o nosso país como outros do mundo em que a Língua Inglesa se faz presente. Pelas as nossas formas de agir, pensar e sentir, enriquecendo e muito a nossa formação, tornando significativos o ensino e a aprendizagem do Inglês como LE.

2.1.2 A interação na sala de aula de Língua Inglesa como LE

Um dos grandes desafios percebidos pela pesquisadora enquanto professora de Inglês como Língua Estrangeira (doravante LE) da rede pública de ensino é fazer com que os alunos se sintam motivados a aprender esta Língua Estrangeira. Desse modo é necessário que os alunos aprendam a interagir na nova língua, para troca de experiências que possibilitem novas compreensões e crescimento.

Isto é, os alunos precisam de condições adequadas onde à participação de todos aconteça. A interação é um dos fatores que possibilitará a aprendizagem para que se encontre sentido no que se está aprendendo. Barbirato (2005, p.30) apresenta a importância da interação na aquisição de uma LE ao defini-la como:

(...) um processo de negociação de significados, um processo colaborativo para se alcançar propósitos comunicativos. Nesse processo de buscar interagir, o aprendiz pode desenvolver suas habilidades lingüísticas de maneira mais profunda e duradoura uma vez que ele se encontra engajado num processo de construção (e desconstrução) de significados.

Assim sendo, a interação é parte integrante da sala de aula. A Língua Inglesa como LE deve se constituir como um espaço dentro de um contexto interacional. Por este motivo, é fundamental a implicação de todos os participantes dentro desse contexto (alunos e professores) de forma que eles negociem os significados e saibam como utilizá-los com um objetivo de interação social. Portanto, o professor sempre deve buscar em refletir e desempenhar tarefas de aprendizagem diversificadas de forma a aumentar as oportunidades e o interesse dos alunos interagirem.

Contudo, Allwright&Bailey (1994, p. 19) defendem que o senso de interação é um tipo de coprodução em que cinco fatores são essenciais como: os participantes, o tópico, a tarefa, o tom e o código. Podem existir outros fatores que contribuam para que tal interação aconteça, porém os citados acima são analisados em termos de literatura de pesquisa na sala de aula.

Antes de tudo, os aprendizes têm uma parte significante na contribuição da administração da interação que acontece em sala de aula. Estas contribuições são cruciais para o sucesso da interação e para o sucesso da lição da aula como um evento social nas vidas dos professores e dos alunos. Portanto, a interação é algo que deve ser compartilhado em conjunto para que a troca de ideias ocorra e se desenvolva na cooperação entre os alunos e o professor.

A visão do Inglês como L E para eles é desafiadora e difícil de ser gerenciada no ambiente escolar. Esta circunstância segundo eles se dá por causa das precárias condições de trabalho que os professores e eles mesmos necessitam enfrentar diariamente. Além disso, por não saberem como irão aplicar este conhecimento na vida deles. Signorini revela que:

A língua estrangeira, objeto de saber, objeto de uma aprendizagem raciocinada é, ao mesmo tempo, próxima e radicalmente heterogênea em relação à primeira língua. O encontro com a língua estrangeira faz vir à consciência alguma coisa do laço muito específico que mantemos com nossa língua. Esse confronto entre primeira e segunda língua nunca é anódino para o sujeito e para a diversidade de estratégias de aprendizagem (ou de não aprendizagem) de uma segunda língua, que se pode observar quando se ensina uma língua e se explica, sem dúvida, em grande parte pelas modalidades desse confronto. (Signorini, 1998, p.215).

Outra questão que a pesquisadora nota através das suas observações em sala de aula é que os alunos apontam que possuem baixo conhecimento linguístico na Língua Materna, neste caso, a Língua Portuguesa. Por isso, eles não acreditam que possam verdadeiramente aprender o Inglês dentro da escola e a utilizá-la no futuro como uma ajuda no campo profissional ou social.

De acordo com os conceitos de Signorini (1998, p.215) "a língua estrangeira é por definição, aprendida depois e tendo como referência uma primeira língua, aquela da primeira infância". Então, percebo que os alunos de alguma forma se sentem dependentes de sua primeira língua. Mesmo que estes apresentem dificuldades de aprendizagem é a língua com que usam para a interação com as pessoas. No entanto, a língua estrangeira para os alunos será aquela que demorará certo tempo para obterem uma ligação de referência comunicativa ou até mesmo afetiva.

Todavia, mesmo com toda esta carga de crença negativa com relação ao Inglês acredito que a partir da busca de uma melhor interação com eles; posso identificar as suas dificuldades. Isto é, pelos seus anseios, desejos e percepções é uma forma do professor se aproximar das perspectivas que os alunos nos trazem para a sala de aula. Barcelos define o conceito de crenças como:

Crenças são uma forma de pensamento, construções da realidade, maneiras de ver e perceber o mundo, e seus fenômenos, co-construídos em nossas experiências resultantes de um processo interativo de interpretação e significação. Como tal, crenças são socais, mas também, individuais, dinâmicas, contextuais e paradoxais. (Barcelos, 2007, p.15).

Considero ainda que haja uma falta de autonomia dos alunos para a aprendizagem do Inglês como LE. Porque o fato de aprender uma nova língua se insere em um recomeçar. O sujeito se coloca em uma posição em que os significados se modificam e onde a flexibilidade de entendimento da língua materna com relação à língua estrangeira deve existir sempre. De acordo com Signorini:

Começar o estudo de uma língua estrangeira é se colocar em uma situação de não saber absoluto, é retornar ao estágio do infans, do neném que não fala ainda, (re)fazer a experiência da impotência de se fazer entender‖. (Signorini, 1998, p. 221).

Esta sensação de estranhamento da aprendizagem de uma língua estrangeira faz com que os alunos se sintam desmotivados. Noto que eles se sentem menos confiantes no momento de realizarem as suas tarefas em sala de aula. Assim, observo que demonstram falta de autonomia durante as atividades propostas. Porque ao se depararem com uma atividade gramatical, por exemplo, eles sentem a necessidade de fazer perguntas excessivamente à professora.

Apesar do enunciado da tarefa esteja escrito na língua materna, ou seja, em Português; as perguntas se fazem presentes e as dúvidas surgem como se estivessem demonstrando falta de confiança ao realizarem a tarefa. Logo, percebo que muitas vezes as minhas expectativas de permitir que os alunos apreendam mais autonomia em seu processo de ensino aprendizagem não acontecem. Bruner (1977, p.17) descreve que: ―a aprendizagem não deve só nos conduzir a algum lugar, ela deve nos permitir prosseguir mais facilmente‖.

A justificativa formal para a inserção de Línguas estrangeiras no currículo escolar brasileiro, principalmente o Inglês segundo o PCN (1998, p.65) traz certa relevância positiva porque acrescenta que a Língua Estrangeira, o Inglês, oferece ―acesso de informação à ciência e a tecnologia moderna, à comunicação intercultural, ao mundo dos negócios e a outros modos de se conceber a vida humana‖. Entretanto, para a realidade de muitos dos nossos alunos todos estes fatores não são suficientes para que tenham mais interesse em aprender uma nova língua.

Como foi mencionado, meu campo de trabalho é o de escolas públicas de ensino. Leciono em uma escola estadual no município de São Gonçalo e atuo com alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental II. Observo que os alunos não demonstram tanto interesse com relação ao ensino - aprendizagem da Língua Inglesa. Trabalho com um material didático chamado English for Teens (2009) para o Ensino Fundamental II.

Neste livro é enfatizada a noção das quatro habilidades para que os alunos aprendam uma Língua Estrangeira. Porém, noto que a linguagem comunicativa que seria usada como um dos recursos para o meio do processo, na maioria das vezes tem que ser modificada para a forma estrutural da língua. Isto é, os alunos nos solicitam muito a compreensão e tradução dos vocabulários das lições e os tópicos gramaticais necessitam de mais explicação.

Percebo que se a aula não possuir estas características a aprendizagem não acontece e os alunos não conseguem compreender o que está sendo ensinado. Embora haja certas discussões sobre a interpretação dos textos, todas as perguntas propostas pelo livro têm que ser traduzidas para o português para que eles consigam acompanhar o entendimento da lição. Os alunos reclamam que todas as explicações do livro estão em Inglês. Além disso, percebo que muitos não se sentem autônomos para fazer uma pesquisa utilizando recursos como a Internet oudicionários que pudessem os auxiliar.

Deste modo, o professor tendo mais sensibilidade terá a oportunidade de trabalhar estes aspectos ligados à desmotivação, dificuldades e crenças com relação à aprendizagem do Inglês como LE em sala de aula. Promovendo assim, a autonomia do aluno como um fator motivacional e de engajamento dentro do seu processo de ensino - aprendizagem e assim poder desenvolver aos poucos sentimentos positivos com relação à aprendizagem do Inglês como LE. Tenho a consciência de que a aprendizagem do Inglês como LE é de alguma forma uma prática difícil que solicita tempo e dedicação de qualquer aprendiz.

2.2 A motivação

A motivação é definida para algo que as pessoas decidem fazer e que estão dispostas a segurar tal atividade porque se sentem energizadas ao realizá-la. A motivação também se define como o processo que guia o indivíduo a um determinado tipo de meta a ser conquistada. Isto faz com que nossas forças biológicas, emocionais, sociais e cognitivas ativem o nosso comportamento motivacional.

Portanto, motivação deriva da interação tanto de fatores conscientes como de inconscientes tais como intensidade de desejo ou necessidade, estímulo ou valor de recompensa da meta, e expectativas do indivíduo. Estes fatores são as razões que cada um tem para comportar-se em certo caminho motivacional. O entendimento da motivação, portanto, promove uma compreensão do indivíduo como ser humano inserido em um contexto social no qual este interage, modificando-o e sendo modificado.

A interação com o meio afeta seu sistema de crenças e valores, tornando-os modificáveis. Como os objetivos são escolhas do indivíduo, eles podem variar conforme o momento em que o indivíduo se encontra e podem, também, ter valoração diferenciada, dependendo desse momento. Dornyei, (1998:118) explica a motivação através de várias concepções e dentre uma delas ele afirma que:

Um processo através do qual uma certa soma de forças instigadoras crescem, iniciam a ação e persistem até que outras forças apareçam para enfraquecê-la e, em consequência disso, terminar a ação, ou mantê-la até o resultado planejado ter sido alcançado.

Assim como, a motivação é um dos fatores preponderantes na aprendizagem de línguas estrangeiras. Devido o fato de que para que a aprendizagem aconteça existem fatores intrínsecos e extrínsecos que influenciam neste processo. (Deci& Ryan 1991) explicam que os fatores intrínsecos são inatos e os extrínsecos ligados aos fatores do ambiente. Além disso, a motivação é a força que mobiliza a pessoa a interagir no ambiente. Portanto, as necessidades básicas impulsionam a pessoa, pela motivação, a ação no contexto em que vive. (Ryan &Deci, 2000). Assim, a motivação consiste em determinadas ações que levam as pessoas a alcançarem seus objetivos.

Segundo a Teoria da Auto Determinação de (Deci& Ryan 1985) a motivação intrínseca é definida como a realização de uma atividade para a sua satisfação inerente. Uma pessoa intrinsicamente motivada é atraída pelo divertimento e desafio que tal ato de realização de uma tarefa propõe. Por esta razão, a motivação intrínseca nos seres humanos é penetrante e empolgante. Esta tendência motivacional natural é um elemento crítico no desenvolvimento cognitivo, social, e físico porque é por meio da atuação sobre interesses inerentes de alguém que cada um cultiva em conhecimento e habilidades.

As inclinações de interessar-se pela novidade, assimilar ativamente, e aplicar produtivamente as nossas habilidades não se limitam à infância. Mas é uma característica significante da natureza humana que afeta a realização, a persistência e o bem-estar através de épocas de vida. Logo, todos os aprendizes possuem motivações intrínsecas para aprender no que ele se sente fascinado e desafiado. Isto é algo inerente a vida natural das pessoas.

Todavia, a motivação extrínseca é um construto que prega sempre que uma atividade seja feita para alcançar algum resultado separável. Ou seja, os aspectos do ambiente externo em que a pessoa se encontra influenciam na realização de uma tarefa ou atividade principalmente porque a realização assim produzirá uma espécie de recompensa ou benefício depois da realização. Diferentemente de algumas perspectivas que examinam o comportamento extrinsecamente motivado como invariavelmente não autônomo, a Teoria de Auto Determinação propõe que a motivação extrínseca pode variar muito no grau até que se alcance a autonomia.

2.2.1 A motivação no processo de ensino-aprendizagem do Inglês como LE

No processo de ensino-aprendizagem a motivação deve estar presente em todos os momentos da sala de aula. Isto é, ela será a condutora que levará o aluno a obter o desenvolvimento necessário para garantir a sua aprendizagem. Segundo Crookes e Schmidt (1991:480) a motivação se torna importante "na medida em que controla o engajamento e a persistência nas tarefas de aprendizagem". Isto ocorre, quando um aluno está envolvido intensamente em certa atividade proposta pelo professor. Havendo um interesse que o leva ao esforço e à persistência de terminar aquela atividade para afirmar a sua capacidade de aprender e de se mostrar autônomo ao terminar a tarefa com sucesso.

A motivação do aluno é um fator importante para o sucesso na
aprendizagem do Inglês como Língua Estrangeira (doravante LE). Deste modo, para que haja aprendizagem, é necessário que haja, ao mesmo tempo, envolvimento do aluno. Gardner (1985, p.10) define a motivação como "a dimensão na qual um indivíduo trabalha para aprender a língua por causa de um desejo de assim o fazê-lo e a satisfação experimentada nesta atividade".

Portanto, observa-se que o aluno somente se envolverá com o Inglês como LE em sala aula se esta disciplina fizer sentido as suas expectativas. Ou seja, ela deverá se incluir como uma das metas de interesse da aprendizagem para o aluno se mostrar estimulado. De acordo com Vygotsky (1984, p.101), o ser humano é um ser social que se constrói através da interação que estabelece com outros indivíduos, mediada pela cultura vigente. Logo, ele necessita ser motivado a buscar conhecimento para seu próprio desenvolvimento como indivíduo.

A motivação dos alunos em sala de aula se reflete em dois processos interpessoal e intrapessoal (Tuner& Patrick, 2004). A motivação é intrapessoal no sentido que os alunos abrigam orientações pessoais e crenças que afetam a motivação deles e desempenho, por exemplo, interesses, conquistas, objetivos; (Elliot, 1999; Tobías, 1994). Entretanto, a motivação é intrapessoal no sentido de que a qualidade da motivação pessoal de um aluno depende, em parte, da qualidade da relação estabelecida pelo professor, por exemplo, o quanto envolvido e assistente o professor é. (Eccles &Midgley, 1989).

Logo, o professor necessita fazer com que aprender seja uma aventura prazerosa. Isto é, fazer com que o aluno queira aprender porque é divertido ou porque o lúdico também faz parte do processo de ensinoaprendizagem. Segundo Schwartz (2002), a criança é automotivada para qualquer prática, principalmente a lúdica, onde denota a importância dessas atividades para a sua formação, o seu desenvolvimento, de tal modo, beneficia a procura pela conservação de tais atividades.

Quando as atividades são bem exploradas, promovendo a socialização e o desenvolvimento pessoal, cognitivo e social, torna-se condição básica na pratica educativa. Através da ênfase na descoberta o professor pode assimilar os fazeres e saberes, das palavras, dos fatos, dos sentimentos, dos valores, e da cidadania de quem busca o aprendizado. Assim sendo, quando o aluno encontra este sentido de aprender em uma de suas aulas, a motivação é despertada.

O papel do professor, segundo Huertas (2001), não é o de influenciar o aluno quanto às suas habilidades, conhecimentos e atitudes, mas o de facilitar a construção por parte deles do processo de formação. Frente a essa ideia, o professor influenciará o aluno no desenvolvimento da motivação da aprendizagem. Para o autor, quanto mais consciente for o professor com relação à motivação, melhor será a aprendizagem de seu aluno. Deste modo, o professor precisa tentar descobrir o que já motiva o aluno e o que ele pode usar em sala de aula para despertar ainda mais a motivação do aluno.

Nas aulas de Língua Inglesa esta investigação é imprescindível para que o professor tenha em mãos possíveis instrumentos de trabalho para facilitar no processo de ensino-aprendizagem. Pois, a razão da aprendizagem pode ser encontrada por este aluno através do que ele gosta na Língua Inglesa. Onde também o professor pode tomar o sentido da autonomia para que este aluno continue cada vez mais buscando a aprender algo que o desperte dentro do Inglês como LE. Assim, a ligação entre a motivação e a autonomia conectadas através dos aspectos que fazem os alunos aprenderem. Levando o professor a incentivar o aluno a cada vez mais buscar para si a aprendizagem do Inglês como LE.

2.3 Autonomia

A autonomia está relacionada à autorregulamentação, motivação e a um processo profundo de responsabilidade, livre escolha e educação democrática. Estes aspectos se unem para que a aprendizagem aconteça de forma mais sutil. Em outras palavras, o ensino não pode ser algo forçado; ele apenas deve encorajar e guiar a aprendizagem. O impulso para se aprender deve partir do aprendiz por um motivo de interesse no material de trabalho ou do assunto em questão.

Deste modo, um aluno autônomo é responsável pelo seu processo de aprendizagem e por isto a motivação se faz como um aspecto preponderante neste processo. O princípio da motivação no processo de aprendizagem está conectado as motivações pessoais, aspirações, ações e desenvolvimentos que o aluno perpassa para alcançar seu objetivo em algo que queira aprender.

Com base nisso, é preciso também levar em conta que a autonomia só é possível de ser exercida no ambiente escolar se houver vontade e habilidade por parte do aprendiz em fazê-la. Com a finalidade do professor e do próprio ambiente escolar propiciar as reais condições e oportunidades para exercê-la. Por sua vez, é preciso considerar que deverá existir por parte do aprendiz uma vontade de agir autonomamente. Este aspecto está ligado intimamente a fatores como a motivação e confiança para que ele tenha a real segurança de que poderá realizar alguma tarefa proposta. De acordo com Freire (1996: 66- 67):

O respeito à autonomia e à dignidade de cada é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros. Saber que devo respeito à autonomia e a identidade do educando exige de mim uma prática em tudo coerente com este saber.

2.3.1 A autonomia como parte integrante do processo de ensinoaprendizagem do Inglês como LE

Segundo Reeve (2003, p. 375) autonomia é, portanto, uma experiência internamente localizada. Uma intenção de agir que pode ser medida através de autos-relatos de uma interna percepção e de uma vontade elevada sobre suas ações. Por este motivo, a autonomia é um processo que pode ser mais trabalhado pelos professores. Fazendo com os alunos discutam e reflitam mais dentro do ambiente escolar. Possibilitando também aos alunos a oportunidade de terem mais voz e poderem interagir socialmente e culturalmente.

O interesse pelo tema autonomia no processo de aprendizagem surgiu pela necessidade de encorajar os meus alunos do 6º e do 9º ano do Ensino Fundamental II a se tornarem pessoas mais confiantes e autônomas em sala

de aula. Para assim, produzirem com mais facilidade as suas tarefas como os exercícios gramaticais do material didático em que trabalho ou qualquer outra atividade de foco estrutural da língua. Acredito que o ensino - aprendizagem do foco na forma da língua estrangeira pode facilitar o desenvolvimento da interlíngua para que se atinja mais sucesso na aprendizagem do Inglês como LE. Nicolaides discorre que:

Em princípio, todo o ser humano é autônomo, tanto que é capaz de aprender milhares de tarefas ao longo de sua vida e acaba por ser capaz de fazê-las um dia sem a ajuda de outro. Na aprendizagem de línguas não pode ser diferente; ela se dá pormeio da interação social (Nicolaides, 2003, p. 180).

Além do fato de que almejaria que eles fossem mais aptos a buscarem um conhecimento linguístico maior dentro do processo de aprendizagem do Inglês como Língua Estrangeira. Escolhi estes níveis de alunos para minhas interpretações na pesquisa devido o fato de que o Inglês como LE está sendo apresentando a muitos deles no início do 6º ano. Contudo, no 9º posso confrontar se ao término do curso Ensino Fundamental II a influência da motivação na autonomia pode ajudá-los a compreender melhor o Inglês como LE. De tal modo, posso identificar os aspectos, características e sentimentos que estes alunos ao se depararem com o Inglês como LE produzem. De alguma forma, os alunos levam consigo estes sentimentos em seus anos de vida escolar.

O desenvolvimento da autonomia como uma capacidade primordial dependerá dos recursos e das práticas pedagógicas que deverão ser bem escolhidas, com o intuito, de promover efetivamente o exercício do automonitoramento da aprendizagem. Desde que, as estratégias de aprendizagem estejam integradas umas com as outras. Assim, será possível desenvolver a competência de aprendizagem dos alunos ao longo da vida.

Logo, o tema autonomia me encoraja a desenvolver uma pesquisa em que me permita refletir sobre as dificuldades de engajamento dos alunos, em tarefas de aprendizagem do Inglês como LE através de exercícios gramaticais. Além disso, questionar como podemos transformar estas atividades em experiências mais concretas e significativas para a autonomia na aprendizagem do Inglês.

Um dos objetivos principais da pesquisa é: entender quais são os aspectos que levam os alunos a se engajarem ou não nas tarefas de aprendizagem do Inglês como Língua Estrangeira através de exercícios gramaticais. Verificar se estas atividades propostas ajudam os alunos a construírem sua autonomia no processo de ensino aprendizagem.

Assim, através da inclusão da autonomia pelo professor os alunos poderão aprender a tomar decisões que os farão crescer e desenvolver a sua linguagem comunicativa. Contribuindo também para uma mudança de comportamento motivacional e os envolvendo mais significativamente nas tarefas em sala de aula. Portanto, espero que com a ajuda da autonomia os alunos possam compreender melhor o significado de estudar o Inglês como LE. Porque ela é necessária para que os alunos entendam os discursos que nos rodeiam.

Segundo Kenny (1993: 436) ele apresenta outra proposta de autonomia que se refere ao mesmo sentido de que me expresso com relação ao crescimento pessoal do meu aluno através da autonomia. Este afirma que ―a autonomia não é apenas a liberdade para aprender, mas também a oportunidade de tornar-se uma pessoa‖. Enfim, o professor deve auxiliar o seu aluno a fazer suas próprias escolhas em sua aprendizagem. De forma que possa também tomar seus próprios caminhos em sua vida escolar e pessoal.

Particularmente, sinto a necessidade de ajudar os meus alunos a serem mais autônomos para encorajá-los a se sentirem como alunos globais. Em outras palavras, um aluno quando apresenta ter certa motivação para aprender o Inglês como LE por algum motivo pessoal ou externo; o professor deve usar esta característica como um fator motivacional. Anseio que esta necessidade cresça como uma forma de aprendizagem pessoal e que o faça buscar mais conhecimento para si.

Enfim, tornando-o um aluno que possa se comunicar com outras pessoas de diferentes partes do mundo em Inglês. Este aluno de algum modo se transformará em um cidadão global em que utilizará o Inglês como uma maneira de estar conectado ao mundo globalizado. Tendo a oportunidade de abrir caminhos para a sua própria realização pessoal ou profissional.

Já que o Inglês é uma das principais línguas que possibilita abrir novos horizontes para a pessoa que tem certa fluência nela. Pelas várias causas que certamente temos consciência de que o Inglês é usado como a principal língua do comércio, tecnologia, comunicação, ciência, conferências acadêmicas, negócios, entretenimento, aeroportos e controle de tráfego aéreo, diplomacia, rádio, jornais, livros, esportes, turismo, competições internacionais, música pop, propaganda, etc — e, cada vez mais. Neste sentido Paiva (2005) argumenta que:

O inglês é uma epidemia que contamina 750 milhões de pessoas no planeta[1]. Essa língua sem fronteiras está na metade dos 10.000 jornais do mundo, em mais de 80% dos trabalhos científicos e nos jargões de inúmeras profissões, como a informática, a economia e a publicidade‖ (Paiva, 2005, p. 10).

2.4 A Relação entre autonomia e motivação na sala de aula de Inglês como LE

Na minha avaliação, a autonomia envolve participação ativa dos aprendizes em diferentes aspectos da aprendizagem e do uso de uma língua tanto dentro como fora da sala de aula. Incentivar um aluno a ser autônomo no processo de sua aprendizagem é tentar desenvolver nele certas responsabilidades como cidadão participativo. Elas poderão influenciar significativamente em novas estratégias de aprendizagem.

Nas aulas de Língua Inglesa a investigação sobre o que os motive a aprender é imprescindível para que o professor tenha em mãos possíveis instrumentos de trabalho para facilitar no processo de ensino-aprendizagem. Pois, a razão da aprendizagem pode ser encontrada por este aluno através do que ele gosta na Língua Inglesa. O professor pode tomar o sentido da autonomia para que este aluno continue cada vez mais buscando a aprender algo que o desperte dentro do Inglês como LE. A ligação entre a motivação e a autonomia conectadas através dos aspectos que fazem os alunos aprenderem, leva então, o professor a incentivar o aluno a cada vez mais explorar para si a aprendizagem do Inglês como LE.

Ellis (2002), Borich (1997), Dorney (1998), Keller (1983) e Malone (1981) assinalam o papel da motivação na aprendizagem por causa de sua importância, na aprendizagem de Língua Estrangeira onde o enfoque é dado ao aprendiz. Isto é, se ao aluno não se sente motivado a aprender, ele fatalmente se influenciará por crenças negativas com relação ao seu processo de ensino – aprendizagem.

Segundo (Deci&Ryan, 1987) a motivação do aluno está relacionada ao conceito da intencionalidade. As intenções refletem uma alta autonomia e estão associadas com tipos autônomos de motivação, por exemplo, motivação intrínseca e norma identificada na teoria de autodeterminação. Ou seja, a autonomia somente é desenvolvida na sala de aula se houver um fator motivacional profundo. Fazendo com que o aluno se sinta encorajado a buscar para si próprio seus interesses, preferências, objetivos e valores para sua aprendizagem.

De acordo com Celani (1993, p.17) se ―desejarmos que o Inglês tenha um papel relevante no ambiente escolar; é necessário que ele assuma significado e propósito conectados com a vida cotidiana fora da escola‖. Penso que o olhar do professor com relação ao ensino do Inglês como Língua Estrangeira não é apenas preparar o cidadão para dominá-la. Mas, preparar os alunos através de uma visão crítica para o porquê de aprendê-la e usá-la.

[...] Em outras palavras, a língua inglesa precisa passar a ser ensinada com o intuito de formar cidadãos do mundo e não aqueles capazes de interagir com turistas estrangeiros, de trabalhar como intérpretes, etc. (...) O importante é, contudo, não esquecer que, em última análise, os nossos alunos precisam adquirir domínio da língua estrangeira para o seu próprio bem e para se tornarem mais aptos a enfrentar os novos desafios que o mundo coloca no seu caminho. São eles que têm que aprender a dominar a língua inglesa, jamais deixando que a língua inglesa comece a dominálos. (Rajagopalan, 2005. p. 45)

3. Metodologia de Pesquisa

O presente trabalho está voltado para uma pesquisa interpretativista de cunho etnográfico. Uma vez que esta fornece contribuições para a compreensão de uma determinada prática pedagógica. Dentro da perspectiva interpretativista, todo conhecimento é relativo, onde há também um elemento subjetivo. Segundo Moita Lopes (1994, p.332) o foco da pesquisa interpretativa volta-se para os processos de construção de conhecimento, e não para o produto do mesmo, como na tradição quantitativa: o foco é então colocado em aspectos processuais do mundo social.

Desse modo, minha pesquisa se insere dentro da abordagem interpretativista porque implica em uma visão subjetiva do conhecimento produzido e da realidade da qual a professora pesquisadora se insere. Seguindo esta perspectiva, não há o distanciamento do pesquisador com o sujeito de estudo. Ambos estão inseridos no processo de investigação que resulta no processo de construção de conhecimento. Assim, este conhecimento é produzido pela interação entre o pesquisador e os sujeitos participantes da pesquisa.

Freitas (2003, p.29) afirma que quando o pesquisador considera as pessoas envolvidas como sujeitos do processo, ele lhes dá a possiblidade de participar ativamente, co-construindo conhecimento junto a elas:

Considerar a pessoa investigada como sujeito implica compreendê-la como possuidora de uma voz reveladora da capacidade de construir um conhecimento sobre sua realidade que a torna co-participante do processo de pesquisa. (Freitas, 2003, p.29apud REY, 1999).

Uma vez que descrevo minha pesquisa no paradigma interpretativista, não é possível simplificar os fatos abordados. As observações dos contextos reais de aprendizagem gera uma enorme quantidade de dados, complexos e intrincadamente relacionados. Por gerar, inevitavelmente, uma grande quantidade de dados, é preciso à intervenção do pesquisador para selecionar o corpus que interessa aos objetivos de pesquisa.

A complexidade do mundo social não pode ser perdida, e esta é a grande dificuldade das pesquisas que usam abordagens metodológicas interpretativistas que são apropriadas para retratar eventos da vida social. Deste modo, a pesquisa interpretativista, tenta apreender a realidade complexa e as várias vozes que constituem o mundo social. A pesquisa interpretativa, segundo Mason (1998), está preocupada em como o mundo social que é interpretado, entendido e produzido, baseando-se em métodos de geração de dados flexíveis e sensíveis ao contexto social em foram gerados.

A partir desses princípios é que baseio a minha pesquisa. Pelo fato de que investiguei e observei os grupos de alunos do Ensino Fundamental II da Escola Estadual em São Gonçalo onde leciono para serem os participantes da pesquisa. Logo, o convívio foi dentro do ambiente da sala de aula onde pude refletir sobre as minhas indagações a descobrir sobre a autonomia. A autora Bortoni-Ricardo descreve a pesquisa qualitativa em sala de aula da seguinte forma:

O objetivo da pesquisa qualitativa em sala de aula, em especial a etnografia, é o desvelamento do que está dentro da ―caixa preta‖ no dia-a-dia dos ambientes escolares, identificando processos que, por serem rotineiros, tornam-se ―invisíveis para os atores que deles participam. Dito em outras palavras, os atores acostumam-se tanto às suas rotinas que têm dificuldade de perceber os padrões estruturais sobre os quais essas rotinas e práticas se assentam ou – o que é mais sério – têm dificuldade em identificar os significados dessas rotinas e a forma como se encaixam em uma matriz social mais ampla, matriz essa que as condiciona, mas é também por elas condicionada. (Bortoni -Ricardo, 2008. p. 49)

Escolhi este tipo de pesquisa qualitativa porque o pesquisador regula seus estudos na explanação do mundo real. Ou seja, preocupando-se com o caráter interpretativo do mundo que o rodeia. A base é interpretativa porque eu sendo, a própria pesquisadora, é quem descreve os entendimentos dos significados de forma subjetiva, os sentidos da vida social. Além disso, ela é de cunho etnográfico porque como foi muito bem definido por Bortoni – Ricardo (2008, p.42) a etnografia tem sempre um caráter interpretativo e está relacionada a questões específicas que ocorrem na sala de aula, como é o caso da minha pesquisa.

Conforme explica o etnógrafo Frederick Erickson (1990, p.75), a tarefa da pesquisa interpretativa é descobrir como padrões de organização social e cultural se relacionam às atividades de pessoas específicas quando elas escolhem como vão conduzir sua ação social. Desta forma, percebemos que a pesquisa qualitativa de sala de aula auxilia no processo de construção e aperfeiçoamento de teorias e novos conceitos sobre a organização social e cognitiva da vida em sala de aula.

De acordo Moita Lopes (1994), na pesquisa etnográfica, um dos princípios básicos é a orientação a significados êmicos, segundo o qual, na investigação das questões de pesquisa, deve-se privilegiar a perspectiva dos participantes. Assim, estas pesquisas são realizadas em ambientes naturais. A pesquisa de base etnográfica tem como foco o contexto sociocultural investigado, cujo entendimento, está em um nível mais profundo.

A pesquisa em questão, nessa concepção, utiliza-se de metodologia de base qualitativo-interpretativista, pois está aberta a complexidade do real e à interdisciplinaridade (Signorini, 1998). Para Morin, E. (2002, p.72), enfrentar a complexidade do real significa perceber as ligações, interações e implicações mútuas de fenômenos multidimensionais e de realidades que são simultaneamente solidárias e conflitantes.

3.1 Os participantes e o local da pesquisa

Os participantes escolhidos para esta pesquisa foram os meus alunos do 6º e do 9º ano do Ensino Fundamental II da Escola Estadual em que trabalho em São Gonçalo. Além disso, escolhi estas duas séries escolares porque me importava compreender a diferença de motivação no ensino-aprendizagem de Língua Inglesa, entre os alunos iniciantes e os que terminam o Ensino Fundamental II. Com objetivo também de analisar através dos relatos descritos nos questionários de pesquisa dos alunos, o nível de interesse deles pela Língua Inglesa ao longo dos anos do Ensino Fundamental II. Observando assim, onde a autonomia pode ingressar como uma precursora no ensinoaprendizagem de Língua Inglesa.

No caso, desta pesquisa, a motivação e a autonomia estão voltadas para atividades diversas citadas pelos alunos-participantes que podem ser produzidas e trabalhadas pelo professor em sala de aula. Elas atuarão como natureza motivadora, mas ao mesmo tempo autônoma. Os alunos participantes expressam ainda quais os instrumentos pedagógicos podem ser utilizados para a realização destas atividades. Outro fator preponderante a ser considerado é que os alunos participantes desta Escola Estadual em São Gonçalo de uma forma geral sentem dificuldade na aprendizagem do Inglês como LE. Acarretando a falta de interesse e motivação pelo ensino-aprendizagem da Língua Inglesa.

Entretanto, outros alunos participantes apresentam certo interesse nesta disciplina através de músicas dos seus cantores favoritos, sites da Internet, vídeos em Inglês e etc. Porém, não conseguem realizar as atividades propostas pelo livro didático, por exemplo. O campo de relevância se modifica totalmente. Estes alunos que demonstram serem interessados não entendem, por exemplo, que o conhecimento que adquirem na Internet ou em qualquer outra fonte de aprendizagem sobre o Inglês, pode levá-los a conquistar a autonomia da aprendizagem do Inglês como LE.

Por este motivo, é que foquei as minhas interpretações nas análises dos dados geradas a partir das respostas dos questionários de pesquisa dos alunos participantes em questão. Com a finalidade de relacionar os que são desmotivados e os que são motivados, ao processo de ensino-aprendizagem do Inglês como (LE) no contexto de escola pública. Além disso, busco avaliar se de alguma forma a autonomia dentro da sala de aula deles está sendo alcançada.Considerando ainda o que os poderia motivar a buscar mais conhecimento no ensino-aprendizagem do Inglês como LE. Para assim, obter mais autonomia como aluno de Inglês como LE tanto em sala de aula como fora dela.

3.2 Instrumento de pesquisa para a geração dos dados 

Como instrumento de pesquisa foi adotado um questionário aberto com 10 perguntas no intuito de conceber aos alunos participantes maior liberdade na elaboração das respostas. Logo, eles poderiam responder as perguntas de forma livre tendo a voz necessária para elaborar suas falas. Assim sendo, através desta liberdade fundamental para os alunos responderem as questões me proporcionou um auxílio proveitoso na minha interpretação dos dados.

Os questionários, de acordo com Goldenberg (2002:88), são instrumentos de coleta de dados que apresentam, dentre outras vantagens, a possibilidade de conceder aos pesquisados mais liberdade em expressar suas opiniões. Os sujeitos pesquisados não serão pressionados a fornecer uma resposta imediata, pois eles podem refletir com calma antes de fornecerem suas opiniões mais adequadamente. Segundo Barros e Lehfeld (2005:73) "o pesquisador deve ter uma preocupaçãoconstante quanto à maneira pela qual as questões do questionário serão redigidas da redação e da formatação das perguntas depende em grande parte o sucesso da pesquisa.".

O questionário foi preparado por mim sendo a professora pesquisadora. Na tentativa de analisar alguns questionamentos que me geravam certa inquietação. Tive o intuito de avaliar também, como os alunos percebiam certos elementos que correspondem ao ensino-aprendizagem de Língua Inglesa. Estes elementos se relacionam a exercícios do livro didático usados pelos alunos em sala de aula, exercícios gramaticais trazidos pela professora, supostas atividades que eles gostariam que houvesse mais em sala de aula e se realmente apreciavam estudar o Inglês como LE.

O questionário foi aplicado em sala de aula durante as aulas de Inglês da professora pesquisadora. Os alunos participantes tiveram o tempo necessário da aula que é de aproximadamente 01h40min para responder as questões. Todas as respostas foram consideradas importantes para expor através de números e de falas dos alunos o que é mais importante para estes participantes dentro do contexto de ensino-aprendizagem do Inglês como LE. Outro ponto a ser citado, é que os dados representam a realidade de entendimento dos alunos sobre as questões abordadas. Facilitando assim, para a professora pesquisadora investigar variadas questões explicitadas pelos alunos participantes nos questionários abertos.

4. Análise dos dados

Tabela demonstrando a análise dos dados

Alunos do 6° ano

Tabela com a análise de alunos do 6° ano

Alunos do 9° ano

Tabela de análise dos dados dos alunos do 9° ano

Alunos do 6° ano

Tabela de análise dos dados dos alunos do 6° ano

Alunos do 9° ano

Tabela demonstrando a análise dos alunos do 9° ano

Alunos do 6° ano

Tabela demonstrando a análise dos alunos do 6° ano

Alunos do 9° ano

Tabela com a análise do alunos do 9° ano

4.1 Observações sobre os dados das questões

Na 1º questão observa-se que 67% dos alunos entrevistados têm dificuldades nos exercícios gramaticais do livro didático English for Teens. Pois este é utilizado para o programa de todo o curso do Ensino Fundamental II para o ensino de Inglês como LE na escola pública estadual em que trabalho no município de São Gonçalo. Um dos motivos apontados nos questionários é que eles não entendem o que está escrito nos exercícios porque está em Inglês. Conforme os alunos afirmam, por não saberem falar, ler ou até mesmo não possuírem um grande conhecimento linguístico sobre a língua inglesa, isto os impossibilita de obter uma compreensão melhor do que está sendo pedido nos exercícios do livro.

Antes dos alunos tentarem realizar as tarefas do livro didático sozinhos, tenho a preocupação de explicar as instruções sobre o que cada exercício está pedindo. No entanto, ao deixá-los sozinhos para continuar a realização das tarefas do livro, eles se esbarram na barreira do conhecimento linguístico. Quando não entendem um vocabulário ou uma frase, eles entendem que a atividade do livro didático é muito difícil. Há algumas falas dos alunos do 6º e do 9º ano que fazem este tipo de declaração: "Eu não entendo as palavras do livro"; "Eu não entendo nada" "Eu não sei falar em Inglês"; "Eu não sei ler em Inglês"; "Têm algumas palavras que eu não entendo e que são muito difícil"; "Eu não faço ideia do que seja isso"; "Porque tudo é em Inglês"; "A gente não sabe Inglês e não tem tradução"; "Eu não entendo Português que dirá Inglês"; "Porque o livro está todo em Inglês"; "Porque eles são difíceis". "Porque é uma língua difícil demais, e exige muita concentração, além do mais você tem que gostar e eu não gosto".

Uma questão perceptível através desses relatos dos alunos é que demostram uma falta de autoestima que os impede de prosseguir sozinhos. O discurso de que porque não entendemos o Inglês, logo, não podemos fazer sozinhos é visivelmente concreto. Há uma barreira da competência linguística que de alguma forma os bloqueia para o desenvolvimento cognitivo deles. Em outras palavras, para se sentirem seguros para fazerem as tarefas do livro didático o professor precisa estar o tempo todo disponível na sala de aula para que façam os exercícios propostos.

Logo, percebe-se que os alunos ainda estão sendo influenciados por mitos que de certa forma imperam ainda no ensino e aprendizagem de Inglês como Língua Estrangeira. Um deles descreve: "Eu não entendo português que dirá Inglês" Luiz Paulo da Moita Lopes, no seu livro Oficina de Linguística Aplicada (1996:67), já questiona "essa visão de incapacidade total para pensar, sentir e aprender em que tem sido envolvida a criança da escola pública". De acordo com este autor, apresenta-se uma forte ideologia de que, na realidade, visa levar as classes sociais de alunos mais humildades da sociedade e que estudam em escolas públicas, acreditarem em suas deficiências, próprias de sua natureza, impedindo-as de mudar o processo da história (Moita Lopes, 1996).

Deste modo, por mais que eu sendo a professora pesquisadora me esforce na sala de aula para tentar driblar este grande mito que ronda os alunos como uma muralha a ser transposta. Parece perceptível pelos números apontados que a grande maioria dos alunos ainda aceita esta dificuldade dos exercícios do livro didático estarem em Inglês, como um aspecto negativo para o processo de aprendizagem deles.

Como resultado, este sentimento negativo de alguns alunos perante a Língua Inglesa traz a insatisfação de alguns deles. Ou seja, eles se mostram obrigados a aprender uma língua que não entendem para que e por qual razão irão usá-la. Por este motivo, acredito que uma mudança deva ocorrer por parte dos professores de Inglês como LE para o incentivo da formação de alunos mais autônomos. Com o propósito de promover experiências de aprendizagens mais significativas e levar o aluno a participar integralmente deste processo. Além do mais, fazer o aluno compreender que mesmo estudando em uma escola publica ele pode si aprender uma língua estrangeira para uma maior inclusão deste aluno no seu processo de ensino-aprendizagem.

Outra questão a ser discutida, relaciona-se ao desafio encarado pelos alunos do material didático de Língua Estrangeira não ter tradução para a Língua Portuguesa. Este aspecto deve ser refletido gradativamente entre professor e seus alunos para um entendimento maior deste tema. Pelo o fato de que a palavra ―difícil‖ se apresenta várias vezes nos discursos dos alunos. Abordando que o Inglês para eles ainda é uma língua difícil de ser aprendia. Eles se assustam ao ver todo o material didático em Inglês, como se tivessem a obrigação de entender tudo o que está escrito nele. Quando isto não ocorre, a barreira entre o que pode ser compreendido dentro do contexto dos exercícios e de uma maneira mais expansiva fica estagnada na dificuldade de compreensão de cada vocabulário a se transposta por eles mesmos.

Os alunos devem entender que mesmo o material didático sendo todo produzido em Inglês, eles podem tentar compreendê-lo aos poucos. Através dos seus conhecimentos de mundo ou algo que possa estar relacionado à unidade ou o conteúdo que estão aprendendo. Cabe ao professor, mediar este desafio que pode até chegar a uma desmotivação pela aprendizagem do Inglês como LE, caso esta compreensão não seja bem trabalhada em sala de aula.

É necessário que haja uma discussão e uma reflexão juntamente com os alunos para que gradualmente possam entender que o fato do material didático estar todo em Inglês não os impossibilitará de aprender. O livro didático também é um recurso pedagógico útil para que explorem ainda mais suas habilidades e interesses através do aproveitamento dos temas abordados em sala de aula.

Na 2º questão observa-se uma mudança positiva. Praticamente 76% dos alunos gostam dos exercícios gramaticais trazidos pela professora para a revisão das provas bimestrais. Sobretudo porque faço uma sondagem das principais dificuldades dos alunos e trago atividades que de certa forma suprirão os problemas de aprendizagem com relação a algum conteúdo gramatical abordado em sala. Assim como, trabalho outros aspectos de vocabulário e compreensão de leitura para que entendam melhor o que também será cobrado nas suas provas bimestrais.

Porém, em certas tarefas de aprendizagem os enunciados estão em Português justamente para que as dificuldades de compreensão sejam superadas. Contudo, há outros exercícios que coloco o enunciado em Inglês para verificar se os alunos conseguiram entender o que está sendo pedido nas atividades. Estas tarefas são ajustadas e adaptadas segundo o grau de dificuldade. Todavia, quando percebo que compreenderam melhor já incluo mais atividades somente em Inglês.

Na 4º e 5º questão nota-se um equilíbrio entre as respostas dos alunos. Os anseios deles se modificam e em alguns casos evidencia-se certo avanço com relação ao ensino-aprendizagem do Inglês como LE. Portanto, 57% dos alunos constatam que existe a necessidade de fazerem várias perguntas à professora durante a realização dos exercícios e 52% por não desejarem fazer os seus exercícios de Inglês sozinhos. Esta dependência por perguntas a professora durante os exercícios retrata certa insegurança que possuem ao tentar realizar as tarefas sozinhos. Ou até mesmo, pode se tratar de uma má formação escolar. Devido o fato de que eles sentem que se não perguntarem o bastante não irão entender os exercícios.

Em alguns relatos eles descrevem esta incerteza de várias formas como: "Sim eu sinto porque eu tenho um pouco de necessidade nessa matéria", "Sim porque eu aprendo mais fácil", "Sim porque os deveres são difíceis e são em Inglês", "Sim porque por mais que ela explique eu quase não entendo Inglês", "Sim porque às vezes eu não sei responder e pergunto a professora", "Sim para ajudar em alguns exercícios que o aluno ou aluna teve dificuldades", "Sim porque muitas vezes não entendemos nada". "Sim porque tem vezes que eu não entendendo as palavras", "Sim porque fica melhor de entender a matéria".

É evidente que esta realidade deve ser modificada. Um dos sentidos de se estudar uma língua estrangeira é formar indivíduos capazes de interagir com outras pessoas. Os alunos carecem de uma mudança que os motive a aprender e que possam trabalhar esta baixa autoestima. Por consequência, estas crenças de que eles trazem de que a Língua Inglesa é difícil de aprender e por isso não conseguem estudar sozinhos pode também ser interpretada como eles entendem o processo de ensino e aprendizagem desta língua.

Por outro lado, para outros alunos as dificuldades de certo modo estão sendo superadas e não estão afetando tanto o processo de autonomia deles. Apenas 38% não sentem necessidade de fazer perguntas à professora durante os exercícios e 47% gostam de fazer os exercícios sozinhos. Esta parcela dos alunos comprova que estão conseguindo desenvolver a autonomia no ensinoaprendizagem de Inglês como LE. Tornando assim, o meu desempenho como professora de Inglês em sala de aula gratificante. Principalmente para aqueles alunos que estão se sentindo aos poucos mais seguros sobre a aprendizagem do Inglês como LE.

Esses alunos do 6º e do 9º ano atestam que não sentemnecessidade durante os exercícios de fazer perguntas à professora. Justificando em seus relatos as seguintes citações: "Porque eu entendo a matéria"; "Não porque a professora explica tudo direito"; "Não porque alguns exercícios são fáceis"; "Não porque a professora explica os exercícios"; "Não pelo menos eu não sinto porque eu sei tudo e eu presto muita atenção nas aulas de Inglês"; "Não porque se tiver com necessidade ela explica"; "Não porque a professora traduz as perguntas"; "Não só quando eu não entendo alguma coisa fora isso não"; "Não porque algumas coisas eu encontro no livro o significado"; "Não porque não tenho dificuldade nessa matéria, e mesmo se eu tivesse eu perguntaria para ela, pois ela tá aqui para explicar e a gente aprender, e sempre ela explica muito bem, os alunos que não aprendem".

Por isso, apreende-se uma melhora no entendimento e no processo de ensino-aprendizagem do Inglês como LE para estes alunos. Estas declarações comprovam também que eles conseguem produzir sozinhos e buscar compreensão no que estão aprendendo dentro do conteúdo de Língua Inglesa. Mas, ainda há uma ressalva de que se precisar recorrem à explicação da professora para que possam continuar na realização das tarefas.

Assim, o encorajamento dos alunos de prosseguirem sozinhos ao fazer os seus exercícios se deve ao fato de que a professora é quem os motiva a alcançar tal desempenho. Eles também se mostram conscientes desse processo de ensino-aprendizagem. Porque eles sabem que devem se concentrar e prestar atenção no que está sendo ensinado para que atinjam a autonomia.

Na 5º questão as respostas são ainda mais ressaltadas para a evidência de que mesmo com todas as dificuldades que eles possuem a autonomia está sendo alcançada. Alguns alunos afirmam que gostam de fazer os exercícios sozinhos por diversas razões específicas. Dentre elas os alunos dizem que: "Eu gosto porque eu fazendo sozinha eu consigo entender melhor"; "Nós temos que nos virar sozinhos e sozinhos temos capacidade de usarmos a cabeça, e também se a professora fazer com a gente os exercícios nós teremos a resposta e na hora da prova a gente se ferra"; "Eu gosto de aprender e fazer sozinhos os deveres"; "Sim, para ver se eu estou aprendendo direito"; "Sim porque a gente aprenderia as palavras em Inglês e poderia guardar as palavras na cabeça"; "Sim, porque eu estudo sozinha sem muita confusão e falatório e posso entender mais"; "Sim é mais fácil do que fazer com outras pessoas"; "Sim, eu gosto de fazer os exercícios sozinhos porque eu fico concentrado"; "Sim porque eu aprendo mais"; "Sim porque as respostas vem com o meu esforço e não com ajuda de ninguém mais as vezes eu gosto de companhia".

Na 6º questão 62% dos alunos apresentam uma vontade de aprender o Inglês como um aspecto positivo. Percebo que alguns deles esperam realmente aprender este idioma porque possuem algum objetivo pessoal e talvez até profissional no futuro. Uma vez que eles têm plena consciência disso através dos seus discursos: "é um idioma muito interessante, falado em vários países", "Eu acho legal aprender esta língua porque é muito importante para trabalhar em um lugar que precise dessa língua". "Sim porque é assim que nós aprendemos a falar Inglês", "Sim porque é uma matéria muito divertida de fazer", "Sim porque é sempre bom saber o Inglês", "Sim porque é sempre bom aprendermos uma língua nova, pois se fomos a outros países não entenderemos nada por isso que é bom, e é interessante estudar Inglês", "Sim porque Inglês é o que mais se pede no mercado de trabalho". "Sim porque é uma coisa que vai me ajudar muito no futuro".

Ou seja, é notável que certos alunos desejem aprender por algum motivo específico esta língua estrangeira. Consequentemente, o professor de Inglês deve explorar estas boas razões que os alunos têm por aprender o Inglês como LE e motivá-los cada vez a buscarem para si esta aprendizagem. Estas expectativas apontam que mesmo com as dificuldades que sentem ao se depararem com algum conteúdo ou vocabulário que desconhecem, à vontade de conquistar o saber desta língua ainda sobrevive.

Desse modo, a aprendizagem de uma língua estrangeira não acontece num vazio emocional (Aragão 2007). Isto é, as emoções, sensações, desejos e necessidades dos alunos devem ser respeitadas e encaradas como um processo natural sendo compartilhadas juntamente com o professor. Em sala de aula, isso provavelmente se transformará em uma maior participação mais ativa e segura dos alunos que se sentirão mais respeitados pelas suas aspirações. A partir destas características mencionadas, a autonomia pode entrar como um fortalecimento para o aluno vivenciar esta responsabilidade por seu próprio aprendizado. Além disso, ele estará mais consciente do que conhecimento a respeito da Língua Inglesa pode ser aproveitado para a sua própria vida pessoal e profissional.

Na 8 º questão volta-se a discutir o aspecto da insegurança dos alunos em que demonstram surpreendentemente não gostarem de acessar sites em Inglês. O aspecto negativo está intimamente ligado ao não entendimento suficiente da Língua Inglesa para que muitos deles tenham acesso à informação oferecida nos sites em Inglês. Em 61% as falas são representadas assim: "Porque não entendo o que está escrito", "Porque não vejo necessidade", "Porque não entendo nada", "Não porque eu não entendo nada e quando estou na Internet gosto de mexer nas redes sociais, em especial o Facebook", "Não gosto de acessar sites em Português", "Não porque eu não entendo de Inglês", "Não porque eu não acessei ainda", "Não porque não sei muito de Inglês", "Não porque eu não gosto muito e não confio muito não", "Não eu sempre boto em Espanhol".

Verifica-se através destes relatos que estes alunos não se sentem motivados a buscar novas informações para eles em sites de Inglês. Entretanto, sabemos que grande parte das informações atuais perpassa pela língua inglesa. Ela é inegavelmente a mais utilizada para que pessoas de diferentes identidades possam se comunicar e interagir no mundo. Observo que eles precisam estar mais conscientes do papel comunicativo que o Inglês como língua franca exerce no mundo. A função do Inglês para estes alunos deve estar mais centrada na amplitude de comunicação. Eles poderão atingi-la ao tentarem acessar sites em Inglês e para que interajam mais na sociedade globalizada em que vivemos.

Apenas 34% dos alunos responderam que gostam de acessar sites em Inglês. Segundo as falas deles: "Sim, porque me ajuda a me comunicar com os meus amigos"; "Sim, porque eu gosto muito de músicas internacionais então eu acesso muito"; "Sim porque assim eu aprendo um pouco"; "Sim porque além de eu aprender na escola posso também aprender algumas coisas em Inglês em sites"; "Sim, porque é melhor para estudar e no livro não tem tradução para português"; "Sim é melhor acessar deveres na internet do que no livro".

Nota-se que aqueles que se interessam em acessar sites em Inglês têm um objetivo significativo com relação à aprendizagem do Inglês como LE. De acordo com estes alunos, os sites que eles se conectam podem os ajudar a aprender mais o que lhes interessa dentro da Língua Inglesa. Estas características indicam que eles estão conscientes dos seus papéis como alunos que desejam mais conhecimento e que são autônomos para isto. Deste modo, utilizam-se da Internet como uma ferramenta pedagógica para alcançarem este crescimento cognitivo. Além do fato de que estão buscando estímulos favoráveis a eles que os guiem a novas experiências significativas de aprendizagem autônoma na aprendizagem do Inglês como LE

Na 9º questão outro ponto chave da pesquisa em que foquei minhas discussões sobre a importância dos alunos aprenderem mais a gramática da língua inglesa, se mostra nos dados apontados. Dentre os que responderam os questionários 53 % asseguram não gostar de estudar gramática em Inglês. Os que responderam negativamente dizem o seguinte: "Não muito, porque não é muito legal", "Não, não entendo direito", "Não porque eu acho que isso dificulta o um pouco o Inglês", "Não porque eu não consigo entender", "Não, são muitos verbos, me irrita e porque eu já aprendo isso em Português". Provavelmente, eles estejam se referindo ao ensino de gramática tradicional onde ainda encontramos em muitos livros didáticos de língua estrangeira. Além disso, estudar gramática para eles remete a memorização de verbos como ainda encontramos em algumas práticas pedagógicas no ensino da nossa língua materna.

É preciso modificar este pensamento sobre a aprendizagem de gramática. Ou seja, proporcionar aos alunos a compreensão do significado relacionado ao sentido dela através da contextualização das regras aplicadas na gramática tradicional. A língua sendo sistematizada não pode ser mais fragmentada porque o seu entendimento desta forma fica mais difícil de ser estudada e compreendida. Ela deve ser englobada com informações imprescindíveis garantindo a sua aprendizagem.

Não defendo que o ensino da gramática tradicional possa ser abolido dos conteúdos programáticos das escolas e dos materiais didáticos para o ensino de línguas. Todavia, ela precisa ser útil ao aluno para associar as suas regras em si. Além disso, sabendo atuá-las no mundo e se socializando em diversas situações comunicativas e não apenas no contexto escolar. Percebo que a questão da socialização afetiva e cultural para a aprendizagem de uma língua estrangeira, depende da motivação do aluno para interagir nas atividades gramaticais propostas pelo professor e também do contexto de ensino - aprendizagem em que o aluno está inserido.

Isso sugere que a maioria dos alunos por não gostar de estudar a gramática do Inglês não estabelece uma relação entre os conteúdos gramaticais trabalhados nas aulas de Língua Inglesa e a importância funcional deles no cotidiano destes alunos. Pois, eles almejam perspectivas de conteúdos voltados para os seus interesses pessoais, o que não corresponde aos objetivos previstos pelo conteúdo programático do currículo de Língua Inglesa como LE da SEEDUC RJ (Secretaria de Educação do Rio de Janeiro) e nem nos conteúdos do material didático usado pelos alunos em sala de aula.

Entretanto, para 40% dos alunos do 6º e do 9º ano a gramática do Inglês ainda prevalece como um aspecto construtivo no processo de ensinoa prendizagem deles. Eles respondem que: "É interessante"; "É legal"; "Porque é divertido"; "Sim porque da para entender melhor os verbos"; "Sim porque assim eu vou exercitando"; "Sim pro meu aprendizado e para mim se sair bem na prova e no teste"; "Sim porque é melhor para investirmos nos nossos futuros, quanto mais matérias melhor e ainda mais aprender linguagens novas"; "Sim porque gosto muito de estudar verbos e preposições"; "Sim porque vai evoluindo a leitura do aluno na linguagem em Inglês".

A gramática da Língua Inglesa, neste sentido, está associada à motivação de aprender melhor o Inglês. Isto é, para o que eles mesmos consideram ser importante para a própria aprendizagem deles. Em outras palavras, estes alunos estão obtendo a capacidade de relacionar o conteúdo gramatical com algo significativo e que faça sentido para entender o motivo desta aprendizagem.

4.2 Observações sobre os dados das questões pessoais dos alunos

Na 3º questão tanto os alunos do 6º e do 9º ano do Ensino Fundamental II tiveram ideias parecidas com relação às atividades que desejariam ter na sala de aula. Observo que os tipos de atividades sugeridas pelos alunos para serem aplicadas nas aulas de Língua Inglesa apontam para uma maneira mais lúdica de se aprender a língua inglesa como LE. Acredito também que esta postura de ilustrar tais atividades expõe que o Inglês para eles seja a língua da descoberta, assim como foi o Português na infância. Esta forma de buscar a aprendizagem do Inglês de modo mais divertido tira o peso para eles da obrigação de se estudar uma língua com tal rigor como é a Língua Portuguesa na escola. Portanto, este relação do saber outra língua estrangeira através de atividades mais divertidas é maneira de ver o mundo deles com relação ao
Inglês.

Consequentemente, para que estes alunos aprendam Inglês como LE deve partir do desejo deles de aprender outra língua que seja mais divertida e que possa fazer parte do cotidiano deles. A partir destas sugestões mencionadas pelos alunos à autonomia pode se fazer presente neste processo. Cabe ao professor conduzir este papel crucial para a consolidação dela no aluno.

Há várias formas de como os alunos irão buscar o seu conhecimento e não compete ao professor decidir qual será a melhor forma. Todavia, é necessário mostrar ao aluno outras maneiras de aprender que podem levá-lo ao que deseja no seu processo de ensino-aprendizagem. Se eles estão pedindo mais diversão na aprendizagem de Língua Inglesa que seja realizada pelo professor. Mas, sempre com o cuidado de exemplificar ao aluno que aquela atividade proposta o conduzirá a uma nova forma de conhecimento que o fará mais participativo dentro do seu próprio processo de ensinoaprendizagem.

O professor deve guiar o seu aluno a também ser responsável dentro do processo de autonomia da aprendizagem em qualquer atividade proposta em sala de aula. Esta autonomia não significa ser independente e não compartilhar deste conhecimento com os seus colegas de classe. Pelo contrário, a ação pode ser conjunta e fazer com todos da sala de aula sejam contaminados por novas práticas. Fazendo-os se sentirem co-participantes do processo autônomo de aprendizagem.

Na 7º questão as falas dos alunos enfatizam de uma maneira geral que as aulas são boas porque a professora de Inglês ensina bem. Percebe-se que mais uma vez o professor para estes alunos é a referência do processo de ensino-aprendizagem. Se o professor os motiva a estudar e se esforçarem ao máximo para que consigam um bom resultado, eles assimilam o ensino de Língua Inglesa como algo produtivo para a vida escolar deles. Este é o alicerce fundamental que todos os professores e especificamente de Língua Inglesa devem observar em seus alunos. Verificar atentamente o que eles pensam sobre esta disciplina, e caso for necessário, transformar o medo, a insegurança e até mesmo a falta de habilidade neste idioma em algo agradável dentro da sala de aula.

Por outro lado, existe a realidade do descaso de certos alunos em não sem empenharem por estudar o Inglês como LE. Dentre os relatos um aluno do 9º ano afirma que o ensino é "ruim porque os alunos atrapalham a aula". Infelizmente esta é a veracidade das nossas salas de aula. Dividida entre alunos que estão interessados a aprender e aqueles que não estão interessados e nem motivados a aprender o Inglês como LE na escola.

Os motivos para que isto ocorra são distintos, mas como já foi mencionado anteriormente é o professor que deverá fazer o seu papel de mediador e impulsionar todos os alunos na sala de aula para um único objetivo. Motivá-los a aprendizagem e guiá-los para que todos possam se sentir capazes de aprender e de se tornarem aos poucos alunos autônomos. Influenciando- os assim, ao conhecimento sólido e que os façam buscarem para si o que de útil o Inglês como LE pode trazer para a vida escolar deles.

Na 10º questão, é curioso observar a necessidade de cada aluno para aprender mais o Inglês. Todos os alunos têm a consciência de que falta algo específico para que verdadeiramente esta aprendizagem aconteça. Particularmente, é maravilhoso identificar o que eles dizem ser a razão para que de fato o Inglês seja aprendido como um novo conhecimento linguístico de uma língua estrangeira.

Contudo, nós como professores de Inglês como LE não podemos mais julgá-los como não sendo competentes de se auto avaliarem. Devido o fato de que os alunos do 6º e do 9º ano usam palavras que foram citadas em minhas análises que é "se esforçar", "prestar atenção", "aprender mais" e "fazer um curso de Inglês". Elas representam os atributos necessários que de acordo com esses alunos participantes dessa pesquisa, são a junção essencial para que o Inglês seja integrado à realidade de aprendizagem legítima deles.

As análises dos resultados dos questionários sobre as opiniões pessoais dos alunos salientam que eles têm o desejo de aprender. Por mais que isto esteja oculto dentro de uma sala de aula, os alunos sentem o comprometimento de que precisam da aprendizagem do Inglês como LE. Porém, isto somente poderá surgir de maneira mais atrativa e afetuosa, se o professor se dispuser a encarar os desafios de apreender por meio da sua sensibilidade educacional o que os façam aprender.

Este é um trabalho gradual e que deve ser incorporado pouco a pouco. Todavia, esta tarefa de observação em sala de aula mais o exercício da motivação nas tarefas de aprendizagem do Inglês como LE precisam ser constantes. É notório verificar que sem o impulso da motivação para os alunos a aprendizagem do Inglês se torna algo obrigatório e imcompreensível.

As dificuldades da nossa sala de aula de Inglês como LE em contexto de escola pública serão constantes na vida do professor e dos alunos. Caso não haja uma mudança governamental que nos ajude a modificar tal realidade de trazer mais recursos para a educação de forma ampla e evidente. Por este motivo, é o professor e os seus alunos que devem ser unir para que a troca de conhecimento e aprendizagem seja veraz na sala de aula.

Neste caso, como busco compreender a aprendizagem autônoma neste contexto educacional, aponto que ela seja um instrumento pedagógico eficaz. Uma vez que, o aluno poderá utilizá-la para que ele alcance os seus objetivos pessoais estudando o Inglês como LE na escola. Não importa se ele apenas se interessará em ser tornar um aluno autônomo para conseguir boas notas em seu boletim. A partir do que ele seja motivado a aprender ele mesmo terá as condições suficientes para traçar os seus objetivos tanto escolares e quem sabe futuros utilizando o Inglês até mesmo para o seu campo profissional. Desta forma, a motivação e autonomia são elementos cruciais a efetiva aprendizagem do Inglês como LE na escola.

5. Considerações Finais

O tema sobre a influência da motivação na autonomia no ensino aprendizagem de Inglês como LE para alunos do Ensino Fundamental II foi desenvolvido para refletirmos sobre a necessidade de incentivarmos os nossos alunos a aprendizagem do Inglês na escola. Independentemente de se sentirem atraídos ou não pela disciplina Língua Inglesa dentro do ambiente escolar.

O fato é que nós como professores de Inglês como LE, principalmente inseridos em contexto de escola pública devemos apresentar aos nossos alunos a possibilidade de um novo modo de aprendizagem. Não podemos nos omitir e deixarmos os pedidos dos nossos alunos no esquecimento de poder aprender o Inglês como LE na escola através de atividades que os façam interagirem, entreterem-se, refletirem e porque não buscar o que aprenderam para si mesmos.

Através das análises dos dados gerados pela pesquisa eu como professora pesquisadora compreendi que os alunos sentem a necessidade de aprender o Inglês como LE. Por outro lado, a questão primordial que envolve esta aprendizagem diz respeito a como eles conseguirão fazer isto? Apesar dos alunos participantes da pesquisa afirmarem de que as aulas são boas porque a professora explica bem e se empenha o máximo possível. Todavia, há aqueles que apontam que para aprender Inglês como LE na escola pública precisariam fazer um curso de Inglês. Em vários relatos dos alunos participantes do 6º e do 9º a necessidade de aprender Inglês em um curso de Idiomas se faz presente para que eles pudessem acompanhar melhor esta disciplina na escola.

A partir disso, percebe-se que o sentimento de insegurança e desmotivação com relação à aprendizagem do Inglês como LE na escola pública é notório. Além do mais, este é um discurso que ainda permanece nas vozes dos alunos como um fator que os impossibilitaria de aprender mais a Língua Inglesa. Exprimindo que de alguma forma a escola não oferece as condições necessárias para uma aprendizagem efetiva. Cox e Assis-Peterson (2007, p.10) explicam sobre este tipo de discurso apontando que:

O discurso de ineficiência do ensino de inglês na escola pública é incessantemente entoado por um conjunto de vozes: falam professores, falam alunos, falam pais, falam diretores e coordenadores, atores sociais continuamente assediados pela mídia mediante propaganda de escolas de idiomas, que reivindicam para si os métodos mais modernos, os professores mais capacitados e a garantia do domínio do inglês perfeito ao menor tempo possível.

Deste modo, é possível concluirmos que a desmotivação e a insegurança em aprender o Inglês como LE na escola pública interferem negativamente no processo de ensino-aprendizagem. Outro ponto a ser considerado é que entre as causas dafalta de motivação está também integrado ao planejamento e o desenvolvimento das aulas realizadas pelo professor. São fatores determinantes que devem fundamentar o trabalho do professor conforme as necessidades de seus alunos, considerando sempre omomento emocional e as ansiedades que permeiam a vida do aluno naquelemomento. Para Burochovitch&Bzuneck (2004, p. 13) ―a motivação tornou-se um problema de ponta em educação, pela simples constatação de que, em paridade de outras condições, sua ausência representa queda de investimento pessoal de qualidade nas tarefas de aprendizagem‖.

Seguindo as falas dos alunos há aqueles que dizem ―não tenho uma base boa em Inglês, para seguir nas aulas‖, ―porque é uma língua difícil demais, e exige muita concentração, além do mais você tem que gostar e eu não gosto‖. Através da exemplificação destas falas sinto uma autoexclusão dos alunos pelo processo de ensino de aprendizagem de Inglês como LE. O processo de autoexclusão é explicado em Leffa (2006: p. 10-25)

A ideia de que aprender uma língua é pertencer ao clube dos aprendizes dessa língua parece útil para explicar o processo de autoexclusão na aprendizagem da língua estrangeira. Parte-se aqui do princípio de que o aluno não se exclui por vontade própria. Quando diz ―eu odeio inglês‖, pode dar a impressão de que esse dizer foi construído de dentro para fora, quando na realidade foi construído da sociedade para o sujeito, de fora para dentro. A autoexclusão não parte do sujeito; é induzido pela sociedade. O que o sistema normalmente faz, para amenizar o impacto da exclusão, é dar ao sujeito a ilusão de que sua opção para não pertencer à determinada comunidade partiu de sua vontade.

É significativo compreendermos também que a sala de aula de Língua Inglesa, como objeto também desta pesquisa é um espaço para um contexto interacional. Por essa razão, foi central o envolvimento de todos os participantes desse contexto (alunos e professora pesquisadora) para que os significados gerados nos dados dos questionários respondidos pelos alunos fossem melhor interpretados dentro de um objetivo social. Outra consideração a salientar é que os alunos desejam fazer atividades em sala de aula que os estimulem a aprendizagem de forma que entendam que são realmente capazes de aprender.

Isto nos leva a ponderar que o conteúdo a ser trabalhado deve ter uma ligação com atividades em que as necessidades reais dos alunos estejam presentes. Mesmo que exista um material didático a ser seguido é importante que o professor faça as adaptações necessárias no material. Ou então, é fundamental que o professor traga atividades específicas que induzam a prática da aprendizagem do aluno seja em qualquer situação de ensinoaprendizagem. Este também foi um ponto mencionado pelos alunos participantes da pesquisa como relevante e incentivador para a aprendizagem do Inglês como LE. Sobretudo, para o ensino de gramática onde muitos asseguraram ter dificuldade de aprender.

Em relação ao sentido da motivação para se alcançar a autonomia na aprendizagem do Inglês como LE no contexto de alunos do Ensino Fundamental II me parece imprescindível. Principalmente, alunos que estão neste processo educacional dependem de elementos lúdicos ou motivadores que os façam prestar atenção nesta disciplina. É possível impulsionar um ensino autônomo para estes alunos em sala de aula.

Apesar disso, o professor de Inglês de LE deve se disponibilizar a procurar caminhos dentro do seu contexto escolar e de sala de aula que conduzam os alunos a este tipo de aprendizagem. Além disso, é vital encorajar os nossos alunos a relacionarem o que aprendem em sala de aula com o que podem aplicar fora dela. As experiências vivenciadas pelos alunos em sala de aula onde o aprendizado da Língua Inglesa seja significativo e permanente trará possivelmente muitos resultados positivos para a avaliação da aprendizagem deles.

Segundo Dam e Legenhausen (1999:91) sobre o ambiente de aprendizado afirmam ser essencial uma sala de aula autônoma para que estimule o aprendiz a produzir uma consciência sobre seus objetivos e processos de aprendizagem, e ainda são ―requeridos a definir seus próprios objetivos dentro das regras curriculares, escolher materiais e atividades relevantes, e avaliar o resultado da aprendizagem‖. Os autores ainda complementam assegurando que o ambiente apropriado ―dá oportunidade aos aprendizes de incorporarem seus interesses, necessidades e valores‖, e que também pode ―fazê -los refletirem sobre seus pontos fortes e fracos, e o progresso em várias habilidades linguísticas‖.

Portanto, como diz Little (1991:21), ―é improvável que os aprendizes possam desenvolver a capacidade de autonomia sem assistência‖. O professor de Inglês como LE deve ser sensível a perceber que autonomia não será gerada se esta não for estimulada a todo o momento. Para haver certa transformação no processo de ensino e aprendizagem do Inglês como LE através do incentivo a autonomia, cabe ao professor se colocar como papel central neste desenvolvimento educacional. A prática do aprendizado autônomo precisa ser perspicaz e através de atitudes extremamente positivas entre os professores e alunos.

Existe o aprendiz que precisa do professor para engajar-se através do seu conhecimento cognitivo e por uma dimensão social e afetiva no aprendizado do Inglês como LE. Por outro lado, há o professor com a preocupação de fazer os alunos interagirem uns com os outros. Na tentativa de intensificar o conhecimento o posicionamento capaz de exercer autonomia e desenvolver uma consciência social de forma que influencie também no aprendizado de seus colegas. Leslie Dickinson afirma que o aluno autônomo, não necessariamente trabalha de forma isolada.

Um aprendiz autodirecionado, então, é aquele que retém a responsabilidade pelo gerenciamento de seu próprio aprendizado. Se o aprendiz, ele mesmo, além disso, além disso, assume todas essas tarefas de gerenciamento, então ele é autônomo, ou seja, ele não mais requer ajuda do professor para organizar sua aprendizagem. No entanto, vale a pena observar aqui que muitos aprendizes autônomos trabalham com outros em sua aprendizagem-autonomia não implica isolamento. (Dickinson, 1987: 13)

Finalmente, reafirmo que o trabalho para o aprendizado autônomo não é tarefa fácil para os professores de Inglês como LE. Particularmente, onde o contexto da escola pública não oferece condições reais que incentivem a aprendizagem do Inglês como ele deveria ser. Entretanto, volto aos relatos dos alunos participantes desta pesquisa e que me auxiliaram no processo de interpretação das suas vozes. O professor pode trabalhar com uma gama de atividades diversas baseadas nas necessidades educacionais dos alunos. Estas atividades podem ser produzidas ou adaptadas pelo professor de Inglês objetivando a realização destas pelos alunos de forma segura.

Os alunos necessitam compreender que podem fazer as atividades sozinhos sem solicitar o professor diversas vezes. Ou então, perceberem que estas atividades são um meio de construírem o seu conhecimento dentro do conteúdo programático que está sendo ensinado em sala de aula. A partir deste momento é dever do professor mostrar outros recursos que estão da sala de aula, onde o conhecimento linguístico da Língua Inglesa aprendido poderá ser aplicado fora dela. Conscientizando o aluno de que a sala de aula é um ambiente eficaz de aprendizagem do Inglês como LE. 

Desmitificando o fato de que mesmo estes alunos permanecendo em um ambiente onde não haja muitos recursos eletrônicos. Ou ainda, onde não haja materiais diversos para se explorar a aprendizagem do Inglês como LE, é possível se obter uma aprendizagem autônoma através de atitudes simples. Todavia, como já foi mencionado anteriormente para que isto ocorra à combinação entre professor, aluno, motivação e autonomia devem caminhar juntas. Este processo pode ser lento ou até mesmo desafiador no que tange as condições educacionais vivenciadas tanto por professores e alunos. Mas, o aspecto humano entre a interação do professor e aluno ainda prevalece como uma perspectiva para o processo da autonomia como uma forma de aprendizagem.

Usuki, (2001) exprime que a autonomia não é uma característica que já nasce com o indivíduo, ela é uma capacidade ou habilidade que pode ser aprendida através do tempo e de estímulos favoráveis. Acreditamos que assim como qualquer capacidade, a autonomia deve ser desenvolvida no aluno. Um aluno autônomo é aquele que entende que, se não tomar iniciativas autônomas para promover e desenvolver seus conhecimentos e habilidades, seu processo de aprendizagem poderá não atender a todas as suas necessidades (Miccoli, 2007, p. 32).

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7. ANEXO

ANEXO 1

Perguntas 1 e 2
Perguntas 3, 4 e 5
Perguntas 6, 7 e 8
Perguntas 9 e 10.


Publicado por: Agnes Pascoal Gerhard

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