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INFRAESTRUTURA E MATERIAIS DIDÁTICOS: IMPACTOS NA QUALIDADE DE ENSINO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Educação Física

Descrição das condições de materiais didáticos destinados para as aulas de Educação Física e infraestrutura dos colégios estaduais da cidade de Nova Friburgo.

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1. RESUMO

A Educação Física escolar é uma disciplina que possui um caráter peculiar em relação as demais, visto que seus locais de aplicação e materiais didáticos são diferentes. O presente estudo visa averiguar se as condições de infraestrutura e materiais pedagógicos disponíveis nas instituições de ensino, conseguem propiciar ao professor maneiras de prover aos educandos um processo ensino-aprendizagem de qualidade em 7 (sete) Escolas Estaduais da cidade de Nova Friburgo RJ . Para tal averiguação foram utilizados 2 (dois) formulários, tendo como finalidade avaliar as condições de infraestrutura, materiais didáticos e a auto avaliação dos professores para com a qualidade de suas aulas nas condições atuais disponíveis. Chegou-se a conclusão que no que diz respeito a infraestrutura e materiais didáticos os colégios, em sua maioria, estão longes das condições adequadas. E a qualidade de ensino, avaliada pelos próprios professores, não atingi um nível satisfatório.

Palavras-chave: Educação Física. Infraestrutura. Materiais didáticos. Qualidade de ensino.

ABSTRACT

The Physical Education school is a discipline that has a character peculiar in relation to the others, since its places of application and didactic materials are different. The present study aims to verify if the infrastructure conditions and pedagogical materials available in educational institutions can provide the teacher with ways to provide students with a quality teaching-learning process in 7 (seven) State Schools in the city of Nova Friburgo RJ. Two (2) forms were used to assess the conditions of infrastructure, didactic materials and self-evaluation of teachers for the quality of their classes under the current available conditions. It was concluded that in terms of infrastructure and didactic materials the colleges, for the most part, are far from adequate conditions. And the quality of teaching, evaluated by the teachers themselves, did not reach a satisfactory level.

Key-words: Physical Education. Infrastructure. Teaching materials. Quality off teaching.

2. INTRODUÇÃO

A Educação Física é componente curricular da Educação Básica conforme determina a Lei n° 9.394/96, (BRASIL, 1996). Contudo esta disciplina possui peculiaridades das demais curriculares, pois o espaço e os materiais didáticos destinados para a realização das aulas são diferenciados. Em sua maioria, as aulas são ministradas em espaços abertos e com materiais didáticos específicos como coletes, cones e bolas.

Trata-se de uma disciplina que visa desenvolver nos educandos os aspectos físico, motor, social e intelectual, integrando o mesmo à cultura corporal de movimento e formando um cidadão que utilizará a atividade física em prol da sua qualidade de vida e promoção de saúde.

Segundo Bonamigo et al(1982) durante o contato com o meio físico e social, a criança passa a ter um desenvolvimento mais completo e eficiente. Isto quer dizer que a partir da interação com seu meio social ocorrem diversos processos internos de desenvolvimento que irão permitir alcançar um novo patamar de aprendizagem.

Para que as aulas de Educação Física possam ser ministradas, o colégio deve possuir um profissional com formação superior de licenciatura em Educação Física, cujo exercício da profissão requer algumas especificidades, tais como, espaço físico e materiais adequados para a aplicação e desenvolvimento dos conteúdos propostos pelo projeto pedagógico.

Aguiar (2009) destaca que se a disponibilidade de materiais for diferente das necessidades adequadas para a realização da atividade planejada pelo professor, a qualidade e a dinâmica das aulas podem ser influenciadas.

Muitas vezes um fator que limita o professor de Educação Física a um número específico de atividades a serem trabalhadas nas aulas é a falta ou a inadequação dos espaços. A dificuldade em adequar a atividade proposta ao espaço disponível, acaba reduzindo a qualidade das aulas de Educação Física conforme ressaltado por Rodrigues e Darido (2008).

Farias Filho e Vago (2001) apontam que para o professor de Educação Física desenvolver com excelência sua prática pedagógica, se tornam necessárias condições de trabalho adequadas. Pois a falta de local e materiais disponíveis para realização das atividades é um dos fatores que podem interferir, modificar e até prejudicar o planejamento e a execução das atividades propostas, por outro lado esta escassez de materiais e locais pode estimular a criatividade do professor na elaboração das suas aulas.

Nas escolas estaduais do Rio de Janeiro tem-se como eixo orientador a utilização do Currículo Mínimo (RIO DE JANEIRO, 2011), que vem sendo oferecido pela Secretaria de Educação (SEEDUC) desde 2011, como ferramenta importante para auxiliar o professor em seu planejamento. O mesmo serve como referência para todas as escolas estaduais apresentando as competências e habilidades básicas que devem estar contidas nos planos de curso e nas aulas.

Sua finalidade é orientar, de forma clara e objetiva, os itens que não podem faltar no processo ensino-aprendizagem, em cada disciplina, ano de escolaridade e bimestre. Através desse programa a Secretaria estabelece uma série de metas, como diminuição da reprovação de alunos, diminuição da evasão escolar, cumprimento integral das propostas previstas, dentre outros (NASCIMENTO, 2013).

Levando em consideração a afirmação de Farias Filho e Vago (2001), cabe salientar que em muitos casos a melhor maneira de minimizar os impactos causados na qualidade de ensino é introduzir nas aulas elementos que, embora não sejam previstos no Currículo Mínimo, tendam a atingir nos alunos outra esfera de conhecimento, ainda que estes fujam dos tradicionais esportes ensinados nas aulas de Educação Física.

Em alguns casos específicos, os colégios até possuem materiais didáticos porém, não em quantidade e diversidade. Desta forma alguns professores acabam optando por adaptar a aplicação dos conteúdos previstos no Currículo Mínimo, não respeitando as faixas etárias sugeridas pela proposta pedagógica do Estado. Pode-se mencionar que o professor que não dispõe de infraestrutura e materiais didáticos, inclui nas suas aulas o ensino dos valores ligados a determinada modalidade, ou seja, acaba realizando uma serie de adaptações a fim de manter a qualidade de sua aula.

Pelo caráter diferenciado da Educação Física é válido ressaltar a relação direta dos materiais didáticos com a qualidade de ensino-aprendizagem nas aulas, pela relevância que os mesmos possuem na organização dos processos de ensino. Para Martinez Bonafé (2002) os materiais servem para ordenar a vida da aula, podendo ser até um dispositivo privilegiado das políticas de controle.

Sabendo que a disciplina possui aspectos diferentes das demais, torna-se responsabilidade do Estado prover espaços e materiais adequados que favoreçam aplicação dos conteúdos pelo professor de modo que os alunos alcancem os objetivos curriculares propostos, porém não existem projetos de lei que regulamentem de forma clara qual o tamanho ideal para os espaços destinados a aplicação das aulas e nem a quantidade de materiais didáticos que o professor deve possuir para lecionar a disciplina.

Desta maneira as escolas ficam desprovidas de um padrão de estrutura e materiais para as aulas de Educação Física.

"[...] as prescrições oriundas de órgãos oficiais, que abordam a preocupação com espaço físico escolar, estão atreladas diretamente à relação custo benefício. Ou seja, atender mais alunos com custos cada vez menores, sem investir em condições humanas para este atendimento." (Damazio; Paiva, 2005, p.193)

Partindo desse entendimento o presente estudo pretende analisar e obter um diagnóstico mais preciso da realidade sobre as condições de infraestrutura e materiais didáticos para as aulas de Educação Física em alguns colégios estaduais de Nova Friburgo.

Este estudo consiste em problematizar uma questão que permeia à todas as disciplinas, a qualidade do ensino. Dessa forma pretende-se indicar o real cenário em torno da expectativa e a realidade do futuro profissional licenciado.

Vale ressaltar também a maneira como a sociedade acredita ser somente o professor o principal responsável pela educação, sem buscar um entendimento a cerca de todos os fatores que promovem uma boa qualidade de ensino.

2.1 OBJETIVO

Observar e fazer um levantamento das condições de infraestrutura e materiais didáticos destinados para as aulas de Educação Física identificando se existe algum impacto negativo direto sobre a qualidade de ensino, decorrente da falta de recursos e/ou da infraestrutura adequados para a aplicação das aulas.

3. MATERIAIS E MÉTODOS

O presente estudo se caracterizou como uma pesquisa descritiva, pois teve como objetivo a descrição das condições de materiais didáticos e infraestrutura dos colégios estaduais da cidade de Nova Friburgo.

A princípio foi realizada uma revisão literária com base no tema abordado, visando fundamentar bibliograficamente o estudo. Subsequente houve a aplicação da pesquisa campo nas escolas selecionadas.

O intuito da pesquisa de campo foi fazer um mapeamento e obter um diagnóstico de como as condições de infraestrutura e materiais didáticos destinados para as aulas de Educação Física refletem na qualidade de ensino.

O procedimento adotado em seguida foi um levantamento com os dados coletados através das visitas técnicas aos colégios, a fim de ter um melhor detalhamento da problemática abordada na pesquisa.

Tendo como ponto de partida uma listagem oficial dos Colégios Estaduais da cidade de Nova Friburgo/RJ, obtida junto a Secretária Estadual de Educação (Serrana II), foram identificadas e escolhidas um total de 7 (sete) escolas. A escolha foi determinada, exclusivamente, pela localização e facilidade de acesso, estando elas nos seguintes bairros: Centro, Duas Pedras, Olaria, Paissandu, Perisse e Vila Amélia. Para a realização da visita técnica, que teve como objetivo identificar as condições dos locais e materiais didáticos destinados às aulas de Educação Física, foi utilizado uma Carta de Apresentação (anexo A).

Foi obtido junto a secretaria das escolas uma listagem dos professores que lecionam a disciplina de Educação Física, em seguida foi aplicado um formulário aos professores. Todos os professores que participaram da entrevista e responderam o formulário, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (anexo B) autorizando a utilização das suas respostas para a construção dos resultados do presente estudo.

Foram construídos 2 (dois) formulários. O Formulário I (apêndice A) contendo 6 (seis) questões a serem respondidas com "sim", "não" e "não se aplica", com a finalidade de quantificar em um gráfico essas condições. E o Formulário II (apêndice B) com 5 (cinco) afirmativas que tinham como finalidade avaliar também de forma qualitativa qual era o parecer dos professores em relação a satisfação e qualidade de ensino nas aulas.

As respostas do Formulário II (apêndice B) foram avaliadas através da escala de Likert (LIKERT, RENSIS 1932), (anexo C), que é comumente usada em pesquisas de opinião a fim de medir o nível de concordância com um determinado fato.

Com base nas respostas obtidas com as entrevistas, foi formulado um Gráfico de Setor representando o nível de satisfação dos professores, no que diz respeito a qualidade de ensino com as atuais condições de infraestrutura e materiais disponíveis e a condição da escola.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A partir dos dados coletados nas visitas técnicas as sete (7) escolas, Com base no Formulário I (apêndice B), foram obtidos os resultados abaixo descritos.  


Gráfico 1 – Infraestrutura das aulas de Educação Física

No que diz respeito a infraestrutura dos sete (7) colégios, seis (6) possuem um espaço físico destinado às aulas de Educação Física, e apenas um (1) não possui tal infraestrutura.

Mesmo não havendo uma lei especifica que regulamente a necessidade de haver um espaço destinado as aulas de Educação Física, é possível observar que a maior parte das escolas visitadas possui infraestrutura que possibilita a aplicação das aulas da disciplina. De forma que, com base no presente estudo, em sua maioria, as aulas de Educação Física não sofrem prejuízo na sua qualidade de ensino, por falta de um espaço especifico, porém não se tem a visão das reais condições que se encontram estes locais destinados para as aulas.

Batista (2003) aponta que essa não regulamentação de um padrão de espaço físico, fica evidente logo na construção de uma unidade escolar, pois não há uma priorização para a existência de um espaço específico destinado para as aulas de Educação Física.

Damazio e Paiva (2005) apontam que para o Estado, a relação custo e beneficio é o principal fator que influência as tomadas de decisões para a regulamentação de leis que determinem um padrão de infraestrutura para os colégios. Fica-se bem visível esse ponto, quando fazemos uma comparação entre as escolas visitadas, onde das seis (6) que possuem um espaço destinado para as aulas de Educação Física, foi encontrada uma grande diferença entre elas, principalmente quando se observava as dimensões, estrutura e localização.


Gráfico 2 – Espaço físico para as aulas de Educação Física.

Em relação a proximidade entre as salas de aula e os locais destinados às aulas de Educação Física, percebeu-se que em três (3) colégios esses espaços estão localizados próximos às salas, em três (3) estão afastados das salas e um (1) não se aplica nesse avaliação, pois não possui um espaço físico destinado para às aulas.

Um dos principais motivos de reclamação entre o corpo docente dos colégios é a proximidade entre os espaços destinados para as aulas de Educação Física e as salas de aula. Por possuir um caráter diferente, o barulho gerado na execução das aulas, acaba prejudicando a qualidade de ensino das demais disciplinas. Pelo fato dos alunos se distraírem facilmente com os barulhos externos, os professores das outras disciplinas acabam se desgastando mais para a aplicação das suas aulas, pois ao longo de um turno diário, um professor leciona, em média, seis (6) tempos de aula, e para que o mesmo possa centralizar a atenção dos alunos, acaba tendo que aumentar o tom de voz. Ao longo da semana, havendo esse desgaste continuo, o profissional pode acabar se prejudicando na aplicação das aulas, por estar com a voz, que é o principal meio de comunicação com os alunos, debilitada.

Bonamigo et al (1982) ressalta que o processo de aprendizagem nas aulas de Educação Física é diferenciado das demais, pois há interação do aluno com o meio físico. Essa interação acaba gerando uma maior movimentação dos educandos, a de forma automática também gera mais barulho que as demais disciplinas.

Por se tratar de uma disciplina que visa trabalhar, também, os aspectos motores, suas atividades propostas tendem a necessitar de movimentação dos alunos nos espaços destinados para a aula. Em conversas com os professores das outras disciplinas, realizadas durante as visitas técnicas, ficou evidente que em sua maioria, todos já tiveram a qualidade de ensino de suas aulas prejudicada pelo do barulho resultante das aulas de Educação Física, por conta da proximidade entre as salas e os locais reservados para pratica da Educação Física.


Gráfico 3 – Quadra x aplicação dos desportos.

Para uma melhor avalição dos locais destinados para as aulas, especificou-se o espaço físico como quadra poliesportiva, partindo desse ponto e com o intuito de avaliar se as quadras proporcionavam aos professores a aplicação de todos ao desportos, observou-se que em quatro (4) o profissional tem a possibilidade de trabalhar todos os desportos, em duas (2) encontram-se limitações no número de desportos que podem ser trabalhados e em uma (1) essa avalição não se aplica, pelo fato da mesma não possuir quadra.

Essa pergunta teve como ponto principal entender até que ponto o fato de se ter uma quadra poliesportiva era suficiente para ter-se uma aula de qualidade. O cenário encontrado foi que embora houvesse espaço físico, o mesmo em algumas das escolas não possuía boas condições de preservação, como foi o caso de diversas escolas cujas tabelas de basquete por exemplo, encontravam-se danificadas. Ou então, embora a quadra estivesse dentro dos padrões para aplicação do desporto, tinha em contra partida um numero insuficiente de materiais didáticos que por sua vez, limitava a atuação do professor. Levando-o por muitas vezes ter que buscar diversas adaptações a fim de conseguir conciliar a estrutura física com os recursos disponíveis.

Aguiar (2009) destaca que se a disponibilidade de materiais for diferente das necessidades adequadas para a realização da atividade planejada pelo professor, a qualidade e a dinâmica das aulas podem ser influenciadas.

Em suma o que se observou foi que a dupla "infraestrutura e materiais didáticos'' estão intimamente ligadas. Onde um dos fatores para um bom desempenho escolar pretendido, depende dessas duas variáveis estarem em perfeita sintonia.


Gráfico 4 – Existência de Material Didático.

Mudando o foco da avaliação de infraestrutura para materiais didáticos, observou-se que das sete (7) escolas, seis (6) possuem materiais didáticos destinados para as aulas de Educação Física e uma (1) não possui os mesmos.

Os materiais didáticos são elementos que auxiliam o professor na aplicação das aulas de todas as disciplinas. Na Educação Física esses materiais são diferenciados das demais. Bolas, cones, coletes, bambolês e cordas, são exemplos de materiais dessa disciplina.

Nas visitas técnicas pode-se observar uma grande diferença entre os colégios avaliados, encontrou-se uma diagonal na comparação dos dados coletados, pois alguns colégios possuem muitos materiais e outros não possuem nada, literalmente.

Segundo a afirmação de Martinez Bonafé (2002) os materiais didáticos são elementos que servem para ordenar a vida da aula. O auxilio que os mesmos dão ao professor na aplicação da aula, enriquece muito o processo de ensino-aprendizagem da disciplina, pois proporcionam aos alunos uma série de vivências, que a falta dos mesmo não permitiriam.


Gráfico 5 – Diversidade de material pedagógico. 

Levando em consideração o fato de possuir ou não materiais didáticos, também foi avaliado se os mesmos eram ou não diversificados e concluiu-se, que em três (3) escolas esses materiais são limitados a uma (1) ou duas (2) bolas, de um (1) ou dois (2) desportos, sem haver coletes, cones, bambolês ou demais materiais alternativos que possam ser utilizados nas aulas. Em outras três (3) foi encontrado uma grande diversidade de materiais, em média quatro (4) bolas de pelo menos quatro (4) desportos diferente. Assim como cones, jogos de coletes com cores distintas, cordas, dentre outros, e uma (1) escola não se aplica nessa avaliação pelo fato de não possuir materiais didáticos.

Como já mencionado no parágrafo anterior, o material didático tem como principal objetivo enriquecer o processo de ensino aprendizagem, dando vida a aula conforme afirma Martinez Bonafé (2002).

As vivências que podem ser proporcionadas pelas aulas de Educação Física, muitas vezes acabam sendo limitadas pelo fato de que, em muitas escolas, não existem esses materiais disponíveis para as aulas, e quando são existentes tem sua quantidade e diversidade limitada.

Nas escolas visitadas, foram encontrados dados muito diferentes. Um quadro de muita desigualdade, onde alguns colégios possuíam materiais diversos e em grande quantidade, e em contra partida outras onde esse número era limitado e chegando ao ponto de em um colégio não haver se quer nenhum material disponível.


Gráfico 6 - Quantidade de materiais disponíveis para as aulas.

O último ponto que foi observado na visita técnica foi a relação entre o número de alunos por turma e quantidade de materiais didáticos disponíveis para a aplicação da aula. Viu-se que em três (3) escolas a quantidade de materiais é proporcional ao número de alunos, em outras três (3) a quantidade dos mesmos não é equivalente ao número de estudantes e uma (1) escola esse item não se aplica, visto que a mesma não dispõe de materiais didáticos.

Ainda no que diz respeito aos materiais didáticos disponibilizados para as aulas de Educação Física, constatou-se que não só a sua disponibilidade e diversidade, como também a quantidade dos mesmos são fatores importantíssimos a serem considerados.

Para que aplicação de algumas propostas previstas pelo Currículo Mínimo seja desenvolvida com qualidade, uma alternativa que muitos professores usam consiste em agrupar os alunos em pequenos grupos a fim de dinamizar as aula. Essa alternativa se torna frequente pois facilita a otimização do tempo disponível e melhora o rendimento da aula. Contudo isso só é possível caso, a escola possua materiais didáticos suficientes para aplicação desse conteúdo.

Um fator que influencia diretamente no equilíbrio entre o número alunos e a quantidade de matérias disponíveis, é o fato de que nos colégios estaduais do Rio de Janeiro, em sua maioria, o número de alunos por turma é muito elevado, e a quantidade de materiais disponíveis para as aulas não consegue ser equivalente.

O passo seguinte da pesquisa de campo, consistiu na aplicação do Formulário II (apêndice B), com os professores que lecionam nas escolas que foram submetidas ao Formulário I (apêndice A). Seguem abaixo os gráficos representando as respostas encontradas.


Gráfico 7 – Escolha do conteúdo.

Um total de 20 professores foram entrevistados, e no que diz respeito a influência que a infraestrutura e os materiais didáticos possuem sobre a escolha do conteúdo a ser aplicado nas aulas de Educação Física, foram obtidas as seguintes respostas: nenhum professor discordou totalmente da afirmativa, três (3) professores discordaram, quatro (4) não concordaram e nem discordaram, oito (8) estavam de acordo e cinco (5) totalmente de acordo.

Com base nesses dados se torna possível identificar diretamente a maneira que a infraestrutura e os materiais didáticos se tornam fatores determinantes para a escolha do conteúdo a ser abordado nas aulas de Educação Física.

Dos três (3) professores que discordaram da afirmativa, pode-se concluir que a escola em que eles lecionam, disponibiliza aos mesmos um espaço físico e materiais pedagógicos, que permite ao profissional aplicar um grande número de atividades propostas pelo Currículo Mínimo.

Quatro (4) professores não concordaram e nem discordaram, o que levou a concluir que eram professores que não estavam muito engajados com o método de aplicação dos conteúdos propostos e do uso de materiais didáticos em suas aulas.

Oito (8) professores concordaram com a afirmativa. Se tratou de profissionais que, nas escolas que lecionavam, possuíam infraestrutura precária e uma limitação em relação aos materiais, o que acabava limitando o número de atividades que poderiam ser aplicadas nas aulas.

Cinco (5) responderam que estavam totalmente de acordo com a afirmativa. Todos são professores, que em seus colégios, não possuíam um espaço físico que pudessem ministrar suas aulas e não possuíam nenhum tipo de material. Assim criando a necessidade de adaptar os conteúdos previstos, para que pudesse haver algum tipo de atividade.

Aguiar (2009) ressalta que a qualidade de ensino e a dinâmica das aulas podem ser influenciadas diretamente, caso o professor tenha uma disponibilidade de materiais diferentes dos necessários para a realização das atividades planejadas pelo mesmo.

Rodrigues e Darido (2009) apontam que a falta de materiais e inadequação dos espaços, são fatorem que limitam o professor de Educação Física a um número restrito de atividades que podem ser trabalhadas durante as aulas.

A falta de materiais didáticos e infraestrutura são fatores que dificultam o professor de Educação Física de desenvolver a prática pedagógica com excelência como afirmado por Farias Filho e Vago (2001).

Nas Escolas Estaduais do Rio de Janeiro, o eixo orientador educacional é o Currículo Mínimo. Segundo Nascimento (2013) este currículo tem a finalidade de orientar o professor em relação aos conteúdos que não podem faltar no processo de ensino-aprendizagem de cada disciplina.


Gráfico 8 – Qualidade das aulas.

Levando em conta a avaliação do professor, sobre a qualidade da aula conclui-se que nenhum professor discordou totalmente, quatro (4) discordaram, sete (7) não discordaram e nem concordaram com a afirmativa, seis (6) estavam de acordo e três (3) concordaram totalmente.

Ao analisar as respostas fica evidente que, os quatro (4) professores que discordaram da afirmativa, avaliaram de forma negativa a qualidade das aulas que aplicam, pelo fato de não possuírem materiais e infraestrutura adequadas para ministrar a disciplina.

Os sete (7) que responderam que não concordam e nem discordam, são professores que aparentemente não levam em consideração os materiais didáticos e a infraestrutura como parâmetro avaliativo para a qualidade das aulas que aplicam. Se tratando de profissionais que buscam avaliar a qualidade de suas aulas usando como critério aspectos que visam desenvolver a formação social, ou seja, o individuo como um todo.

O total de professores que estavam de acordo com a afirmativa foi de seis (6). Os mesmos avaliaram suas aulas de forma positiva, embora não possuindo uma boa qualidade de infraestrutura e materiais didáticos.

Três (3) professores estavam totalmente de acordo com a afirmativa e avaliaram a qualidade das suas aulas como excelente. Esses foram profissionais que lecionavam em colégios que disponibilizam plenas condições para aplicação das propostas educacionais previstas.

Martinez Bonafé (2002) afirma que a qualidade de ensino está atrelada a um bom controle de turma e que os materiais didáticos servem para ordenar a vida da aula. Com base nessas afirmativas, pode-se dizer que é essencial para uma aula de qualidade, que os materiais didáticos e a infraestrutura sejam adequados para as atividades previstas pelo professor.

Durante as entrevistas alguns professores que avaliaram positivamente suas aulas, também ressaltaram o fato de que mesmo atingindo qualidade na aplicação das aulas, eles ficam limitados a um número especifico de atividades que podem aplicar. Segundo Rodrigues e Darido (2009) a má qualidade dos materiais e infraestrutura são fatores que limitam o número de propostas pedagógicas que podem ser aplicadas.

A avaliação positiva das aulas não traduz diretamente que a escola possui infraestrutura e materiais adequados. Mas sim que adaptação das atividades a serem aplicadas é o fator mais importante para que a aula possa ter um bom rendimento. Farias Filho e Vago (2009) reforçam que para minimizar os impactos negativos na qualidade de ensino das aulas, decorrente da falta de materiais e infraestrutura, o professor em muitos casos introduz elementos que não estão previstos nas propostas pedagógicas, visando uma boa qualidade para as aulas.


Gráfico 9 - Satisfação do professor.

Quando foi perguntado aos professores sobre a sua satisfação em relação às aulas que o mesmo aplica, constatou que nenhum profissional discordou por completo da afirmativa, quatro (4) somente discordaram, sete (7) não concordaram e nem discordaram, oito (8) concordaram e somente um (1) concordou por completo.

O fato de nenhum profissional discordar por completo da afirmativa foi descrito pelos mesmos, que é impossível um professor ficar completamente insatisfeito ao término de uma aula.

Quatro (4) professores discordaram, relatando que em sua maioria existe satisfação pessoal, porém não em todos os momentos da aula, pois algumas atividades poderiam ter um melhor rendimento, caso as escolas possuíssem infraestrutura e matérias didáticos adequados para as propostas.

A satisfação profissional está diretamente ligada a uma boa qualidade na aplicação das aulas. Farias Filho e Vago (2001) afirmam que a escassez de materiais e as condições, muitas vezes precárias, são fatores que influenciam diretamente na qualidade da aula.

Usando como fundamentação Rodrigues e Darido (2008), se torna possível afirmar que as condições inadequadas do espaço físico e materiais pedagógicos são fatores que impossibilitam uma aula de qualidade. A satisfação do professor aumenta de acordo com que o mesmo consegue aplicar uma aula de qualidade. Descobriu-se através do presente estudo, que entre os professores entrevistados, quatro (4) se encontravam nessa situação. Não atingiam um melhor nível de satisfação por conta da limitação educacional que os materiais e espaços físicos proporcionavam para ele.

Sete (7) dos entrevistados responderam que não concordavam e nem discordavam. Em sua maioria os professores afirmaram que não se sentem plenamente satisfeitos, porém não estão insatisfeitos, pode se dizer que os mesmos se encontravam divididos entre estar satisfeitos ou não com a qualidade das aulas.

Nove (9) professores concordaram com a afimativa que se sentiam satisfeitos com a qualidade das aulas que aplicam. Esse fato está diretamente ligado a qualidade da infraestrutura e dos materiais didáticos. Usando Rodrigues e Darido (2008) como base para analisar as respostas obtidas com essa afirmativa, observou-se que a satisfação do professor está diretamente ligada a aplicação de uma boa aula. Todos os professores que afirmaram que estavam satisfeitos ou totalmente satisfeitos tem a sua disposição materiais e locais apropriados para a aplicação das aulas.


Gráfico 10 - Prejuízo na qualidade do ensino.

Ao serem questionados se de alguma maneira, percebiam que existia algum tipo de prejuízo na qualidade de ensino das aulas por conta dos materiais didáticos e da infraestrutura, oito (8) concordaram e doze (12) concordaram por completo com a afirmativa.

O prejuízo na qualidade de ensino foi relatado por todos os professores, porém em proporções diferentes. Fazendo um comparativo entre os profissionais que lecionam nos colégios que não possuem condições apropriadas de ministrar a disciplina e os que trabalham nos que possuem, pode-se observar que o prejuízo é bem mais acentuado nas escolas que não dispõe de estrutura e materiais adequados.

Se torna irônico o fato do Estado criar um currículo contendo diversos conteúdos a serem aplicados nas aulas, porém não possibilitar ao professor, muitas vezes, as condições de aplicar os mesmos. Gerando dessa maneira um grande prejuízo no processo ensino-aprendizagem dos educandos.

Nascimento (2013) afirma que o Currículo Mínimo foi implementado nas Escolas Estaduais com o intuito principal de melhorar a qualidade do ensino, diminuir o índice de reprovação, a evasão escolar e ainda visa o comprimento integral das propostas curriculares previstas. Porém como ficou evidente no presente estudo, em alguns colégios que foram submetidos ao Formulário I (apêndice A), que o próprio Estado não provê ao professor as devidas condições de executar plenamente as propostas previstas. Dessa forma o intuito principal, que é melhorar a qualidade do ensino, não consegue ser atingido.

A falta de leis mais claras para uma predefinição das dimensões dos espaços destinados para as aulas de Educação Física é um dos fatores que mais prejudicam a qualidade de ensino da disciplina.

O próprio sistema gera uma desigualdade educacional entre os estudantes, pois o aluno que está matriculado em um colégio que proporciona ao professor condições adequadas para a aplicação das aulas estará recebendo uma melhor qualidade de ensino do que outro que estuda em um colégio que não possui tais condições. Podendo assim afirmar que em uma mesma rede de ensino, existem diferentes tipos de educação, mesmo sendo o Currículo Mínimo o eixo educacional orientador proposto pelo Governo de Estado do Rio de Janeiro.

Damazio e Paiva (2005) citam que em as tomadas de decisão do Estado a respeito das condições de infraestrutura para as aulas de Educação Física, são decididas levando sempre em conta a relação custo benefício. Tal relação faz com que essas escolhas em muitos casos acabem prejudicando os alunos matriculados na rede Estadual.


Gráfico 11 - Objetivos das aulas.

A última afirmativa do Formulário II (apêndice B), diz respeito aos objetivos das aulas, se os mesmos conseguem ser alcançados com as condições disponíveis de cada escola. Quatro (4) professores responderam que discordam com essa afirmação, dez (10) não concordaram e nem discordaram e seis (6) estavam de acordo.

Pode-se perceber no presente estudo que os quatro (4) professores que responderam que discordavam da afirmativa, trabalhavam em colégios que não possuíam a mínima infraestrutura e os materiais didáticos adequados, fator esse que impossibilitava, muitas vezes, que os objetivos propostos pelas aulas fossem atingidos.

Fazendo um paralelo com a afirmativa de Nascimento (2013), que diz que um dos objetivos do Currículo Mínimo é melhorar a qualidade de ensino, através das propostas previstas. É possível perceber que essa meta não é alcançada, pois a qualidade de ensino está atrelada ao êxito na aplicação das atividades planejadas, se os objetivos prévios não são alcançados, automaticamente a qualidade da aula diminui. Desta forma encontramos uma rede pública de educação que criou um eixo educacional visando melhorar a qualidade de ensino, porém o descaso governamental é um fator que limita essa melhoria.

Dez (10) profissionais afirmaram que não concordavam e nem discordavam, isso se deu pelo fato de que os mesmos sentiam que em algumas atividades os objetivos eram alcançados e em outros não. Novamente utilizando a afirmação de Rodrigues e Darido (2008) como fundamentação, fica evidente que a limitação gerada por condições inadequadas para a aplicação da disciplina é o fator principal para justificar a posição tomada pelos entrevistados diante da afirmativa apresentada aos mesmos.

Seis (6) dos entrevistados estavam de acordo com a afirmação, vale ressaltar que os mesmos lecionavam em colégios, cujo cenário de infraestrutura e materiais didáticos eram adequados para o exercício de sua profissão.

Segundo Farias Filho e Vago (2001) e Martinez Bonafé (2002), a infraestrutura e os materiais didáticos são fatores que influenciam diretamente na qualidade de ensino das aulas.

5. CONCLUSÃO

Diante da maneira que, em sua maioria, a sociedade critica a qualidade de ensino das aulas de Educação Física nos colégios e escolas da rede Estadual do Rio de Janeiro, foi proposto um estudo aprofundado nesses ambientes, com a finalidade de se ter um entendimento mais real da qualidade do ensino oferecida para os educandos. Embora já esperados, é muito alarmante visto que conforme concluído num saldo geral a infraestrutura e materiais, em sua maioria, não são adequados. A insatisfação por parte dos professores com as condições em que os mesmos se encontram para aplicar as propostas previstas, assim como a auto avaliação dos profissionais, em grande parte, é negativa, no que diz respeito à qualidade de ensino.

Foi constatado que um grande fator que limita a qualidade de ensino nas aulas, é a própria ação do governo, que adota práticas que contrariam os princípios propostos na LDBEN de 1996 e na Constituição Federal de 1988.

No ano de 2012 foi implementado na rede publica Estadual do Rio de Janeiro, o Currículo Mínimo que estabelece uma série conteúdos que, por obrigatoriedade, devem ser aplicados. Porém a falta de uma lei especifica que regulamente de forma clara um padrão de espaço físico para as aulas de Educação Física, concomitante a falta de materiais didáticos, interferem diretamente na qualidade de ensino.

Essa interferência é confirmada através do presente estudo, cujo em um total de vinte (20) professores entrevistados, somente seis (6) conseguem atingir todos os objetivos previstos nas atividades planejadas, sem sofrer qualquer restrição de conteúdo, podendo realmente aplicar o Currículo Mínimo na integra. Vale ressaltar que cenário onde se obteve tal resultado positivo, consiste em instituições educacionais, onde as condições de infraestrutura e materiais pedagógicos encontrados permitem plena atuação do profissional. Esse fator transforma essas escolas em colégios modelos, chamados “ímpares”, porém este fato é alarmante, visto que essas escolas são minorias.

Ao questionar os professores de Educação Física das escolas visitadas foi possível identificar que as condições de infraestrutura e materiais didáticos geravam algum prejuízo na qualidade das aulas, todos responderam que sentem impactos negativos na qualidade de ensino.

Mesmo o presente estudo sendo uma pequena amostra da realidade educacional nas aulas de Educação Física, os dados obtidos através das pesquisas servem de feedback para a sociedade e o Estado, alertando que as atuais condições de trabalho proporcionadas aos professor de Educação Física, não estão suprindo as necessidades básicas para que os mesmo possam atingir excelência profissional e prover aos alunos uma boa qualidade de ensino.

6. REFERÊNCIAS

AGUIAR, C. S., (2009). Construção de Materiais curriculares na Educação Física Escolar. X EnFEFE - Encontro Fluminense de Educação Física Escolar.

BATISTA, L. C. da C. Educação Física no ensino fundamental. Rio de Janeiro: Sprint, 2003.

BRASIL, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

BONAMIGO et al. Como ajudar a criança no seu desenvolvimento. Porto Alegre - RS, Editora da Universidade UFGRS, 1982

DAMAZIO, M.S.; PAIVA, M. F. O ensino da educação física e espaço físico em questão. 2005. v.1, p. 193

FARIA FILHO, L. M.; VAGO, T. M, (2001). Entre relógios e tradições: elementos para uma história dos tempos escolares em Minas Gerais. In: VIDAL, D. G.; HILSDORF, M. L. (Orgs.) Tópicas em história da educação. São Paulo: Edusp, p. 117-136.

LIKERT, Rensis (1932), A Technique for the Measurement of Attitudes, Archives of Psychology 140: pp. 1-55.

NASCIMENTO, Thiago R. A educação, o ensino de história e o currículo mínimo do estado do Rio de Janeiro: currículo escrito, em ação e formação de professores. História & Ensino, Londrina, v.19, n.2, p.87-114, jul./dez. 2013.

MARTINEZ BONAFE, J., (2002). Políticas del libro de texto escolar. Madrid: Morata. RIO DE JANEIRO, Lei n° ......., 2011.

RODRIGUES, H. A; DARIDO, S. C., (2008). As três dimensões dos conteúdos na prática pedagógica de uma professora de Educação Física com mestrado: um estudo de caso. Revista da Educação Física, v. v.19, p. 51-64, 2008.

7. ANEXOS

ANEXO A - Carta de Apresentação

Universidade Estácio de Sá
Jardim Sans Souci, s/no Braunes – Nova Friburgo
CEP 28610-010
+55 22 25251500
http://www.estacio.br/campus/nova_friburgo

Prezado Diretor,

A Universidade Estácio de Sá, representada por mim, Professora Maria Fatima Paiva, vem solicitar autorização para realização de estudo sobre ______________. Tal ação faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), em fase de desenvolvimento, pelos discentes:____________________ , matriculados no 6º período do curso Educação Física (Licenciatura) desta instituição, orientados e supervisionados por mim.

Para tanto, pretende-se aplicar ______________________________ dessa unidade escolar com o objetivo de __________________ .

Na certeza de contar com a sua colaboração, coloco-me à disposição para qualquer esclarecimento, que se faça necessário e desde já agradeço,

Atenciosamente,

Maria Fatima Paiva.

Mestre em Educação
Professor da disciplina – Trabalho de Conclusão de Curso
Universidade Estácio de Sá – Nova Friburgo

ANEXO B - Termo De Consentimento Livre e Esclarecido

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Eu,_______________________________________________declaro que participarei, por livre e espontânea vontade, da pesquisa de campo a ser realizada pelo aluno _____________________matrícula ___________, sob orientação do (a) Professora Maria Fatima Paiva da Universidade Estácio de Sá – Campus Nova Friburgo. 

Declaro estar ciente de que a pesquisa constará da aplicação de XXXXXXXXXXXX, que serão registrados pelos pesquisadores, e que as informações prestadas por mim serão mantidas sob sigilo, visto que ao estudo interessam os resultados sem a identificação individual, preservando minha privacidade. 

Declaro, ainda, que minha participação será voluntária e que estarei à vontade para pedir esclarecimento e para me retirar do estudo, sem que isso implique em qualquer dano, custo ou penalidade à minha pessoa.  

________________________________________
Nome do(a) participante

ANEXO C – Escala de Likert

(1) Discordo totalmente 

(2) Discordo 

(3) Não concordo e nem discordo 

(4) De acordo 

(5) Totalmente de acordo 

8. APÊNDICES

Apêndice A – Formulário I

Formulário Infraestrutura  

Analise Quantitativa  

1. Possui infraestrutura para realização das aulas de Educação Física?  

(  ) Sim          (  ) Não          (  ) Não se aplica 

2. O espaço destinado a aula fica próximo das salas de aula? 

(  ) Sim          (  ) Não          (  ) Não se aplica 

 3. Caso possua, a quadra permite ao professor aplicar todos os desportos? 

(  ) Sim          (  ) Não          (  ) Não se aplica 

4. Dispõe de Material Didático?    

(  ) Sim          (  )  Não          (  ) Não se aplica 

5. Se sim, são diversificados?   

(  ) Sim          (  ) Não          (  ) Não se aplica 

 6. A quantidade de materiais disponíveis para as aulas, é a necessária para o numero de alunos por turma? 

(  ) Sim          (  ) Não          (  ) Não se aplica 

Apêndice B – Formulário II

I) A infraestrutura e os matérias didáticos são fatores determinantes na escolha do conteúdo a ser aplicado dentro das proposta previstas pelo Currículo Mínimo.  

(1) Discordo totalmente
(2) Discordo
(3) Não concordo e nem discordo
(4) De acordo
(5) Totalmente de acordo 

II) Levando em conta a infraestrutura e os materiais disponíveis você avalia de forma positiva a qualidade das aulas que aplica. 

(1) Discordo totalmente
(2) Discordo
(3) Não concordo e nem discordo
(4) De acordo
(5) Totalmente de acordo 

III) Você se sente satisfeito com a qualidade das aulas que aplica mediante as condições atuais de infraestrutura e materiais. 

(1) Discordo totalmente
(2) Discordo
(3) Não concordo e nem discordo
(4) De acordo
(5) Totalmente de acordo 

IV) De alguma maneira, você observa que as condições de infraestrutura e materiais didáticos geram prejuízo na qualidade do ensino.      

(1) Discordo totalmente
(2) Discordo
(3) Não concordo e nem discordo
(4) De acordo
(5) Totalmente de acordo 

V) Os objetivos das suas aulas sempre são atingidos com a infraestrutura e os materiais disponíveis. 

(1) Discordo totalmente
(2) Discordo
(3) Não concordo e nem discordo
(4) De acordo
(5) Totalmente de acordo

_____________________________________
POR BRUNO PEREIRA DA SILVA ALMEIDA E JULIANA NOGUIERA DA SILVA.


Publicado por: Bruno Pereira da Silva Almeida

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