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Televisao e Mídia

Administração e Finanças

Televisão, Mídia, Hoje é necessário esforço para não assistir TV, Imagine como seria a vida sem a TV?.

Televisão

 

 

apresentação do trabalho

 

 

“ ...a televisão fascina e assusta. suas mensagens parecem querer ocupar todas as frestas e poros da sociedade.”

 A televisão é mágica. Responsável por inúmeras horas que passamos à sua frente. Como somos agradecidos por nossas horas de prazer, risos, dor, suspense, medo e terror, das quais passamos em sua frente vendo a tudo e todos, nos deliciando com bons filmes, seriados, desenhos, esportes, interatividade... e tudo isto, no simples conforto de nossa casa... porém... também, como temos a chance de lutar contra você? que nos prende por horas diante de si, nos emburrecendo, nos deixando violentos, recolhidos e assustados com o nosso mundo atual? Sinceramente amiga TV...

A CULPA É TODA SUA!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

...e a televisão se fez

de Ellis Cashmore

 

 

 

*      Cap. 1

 

Obviamente, somos como os 99% da população, que possui um ou mais aparelhos de televisão, e nossos hábitos de assistir TV são mais ou menos típicos. Estimo que minha esposa e eu vemos aproximadamente 18 horas por semana; nossos dois filhos, entre 22 e 30 horas, o que é a regra geral. Isto significa que, quando terminarem seus estudos, terão passado 22 mil horas parados em frente a um aparelho de TV, e apenas 11 mil na sala de aula. Eles a amam. Todos nós a amamos. Posso concordar com os americanos pesquisados em 1986, que disseram que tinham mais prazer com a televisão do que com comida, álcool, religião, dinheiro – ou sexo¹.

Considero-me uma pessoa razoavelmente inteligente. Penso a respeito do que estou fazendo, incluindo o que assisto e qual o efeito provável que isso terá sobre mim. Minha preocupação é que assistir TV não é mais apenas uma forma de diversão. Algumas vezes, tenho de lembrar a mim mesmo por que estou assistindo-a. Mas ainda sim eu continuo, como se estivesse suspenso num estado de consciência parcial ou resistindo levemente a seu poder magnético. Hoje é necessário esforço para não assistir TV. Espero estar errado, mas gostaria de obter garantias. Pode realmente ser que a invenção que trouxe tanto prazer e riqueza inegável para a minha vida, tenha-se metamorfoseado, num período de cinqüenta anos, num instrumento de maldade absoluta? O que foi que houve?

“a televisão é fascinante. mas não pelas razoes que seus admiradores e críticos afirmam. alguns a vêem como educacional e como estimulo à imaginação; outros, como um incentivo a diversos comportamentos doentios, desde a passividade soporífica até a violência enlouquecida. ela fascina porque corporifica a cultura que representa, num sentido genuíno, a televisão é a cultura hoje: caprichosa, sem moderação e absorvida por uma devoção quase religiosa ao consumo”

Imagine como seria a vida sem a TV? O que aconteceria com todo o tempo em que passamos em frente á telinha? E com as conversas baseadas no drama ou no esporte da noite passada, ou nas noticias de hoje cedo? E de onde tiraríamos a maior parte de nossa informação atualizada sobre os acontecimentos mundiais? Você poderia fazer perguntas equivalentes a estas com relação ao acesso ao motor de combustão interna; ele e a televisão nos mudaram de uma forma que não pode ser aquilatada.

Ambos foram bem-vindos: a televisão foi um acréscimo acessível às famílias. Trouxe um misto amigável de alegria e iluminação aos lares de bilhões de pessoas em todo o planeta. E, do mesmo modo que o motor de combustão interna, tornou o planeta imediatamente acessível, ao menos de um modo visual. Ela também é barata: para comprar um aparelho de TV gasta-se uma minúscula fração da renda anual, e a conta mensal de uma TV a cabo ou por satélite é normalmente menos do que os gastos mensais com o combustível para o carro. Os outros custos estão disfarçados sob a forma de centavos a mais no preço dos itens que são anunciados nos comerciais.

Mas pode haver ainda um outro preço. Sabemos que o impacto da TV em nossa vida é profundo e que ele reestruturou o modo como passamos as horas em que estamos acordados, e talvez também tenha feito o mesmo com parte das horas em que dormimos, se sonhamos com seus personagens. Mas esse impacto é tão profundo que nós, consumidores, não podemos compreender o que ele está fazendo conosco? Na Flórida, um estado em que as crianças de dez a onze anos assistem, em média, seis horas por dia de televisão, média esta bem superior a nacional. Este fato gerou um debate a respeito de como diminuir, ou melhor ainda, como parar com isto. A TV é vista por muitas audiências e também por lideres de opinião como um passatempo passivo que retarda o desenvolvimento das mentes jovens.

Muitos outros nos alertaram para a morte lenta que os aparelhos de TV causam entre os adultos: a morte das nossas faculdades criticas, de nossos impulsos de investigação, de nosso senso aguçado de ceticismo. Ainda pior: a TV é considerada responsável por um dicionário medico cheio de doenças físicas e mentais. Podem estar faltando um ou dois elos na cadeia causal, mas os pesquisadores fizeram conexões entre a televisão e a desobediência civil, o uso de drogas, famílias desfeitas e violência entre outros.

Ao lado dos alertas de como a TV seria ruim, está um comentário de Jib Fowles: “o verdadeiro objetivo da televisão é remover o entulho mental das mentes daqueles que a assistem”, caracterizando a TV como “o serviço de saúde da psique”. “ as pessoas em geral não querem que a televisão lhes dê uma visão da realidade; elas querem o antídoto para a realidade”, Fowles vê a TV como uma força terapêutica massiva feita sob medida para a sociedade contemporânea cheia de estresse.

A TV agora é mais significativa do que livros, revistas, e, até mesmo, do que jornais na transmissão da cultura de consumo. Mas é mais do que uma transmissão: afeta a nossa experiência do mundo ao proporcionar mapas culturais, guias de referencia que nos ajudam a enquadrar as nossas interpretações e as nossas respostas. Nossa linguagem ecoa a linguagem da TV, o modo como nos vestimos reflete as imagens da TV. Não é uma afirmação exagerada dizer que nos tornamos conscientes do mundo por meio da TV. Em estudo no Brazil, um antropólogo afirma que a TV pode:”

1.      estimular a curiosidade e a sede pelo conhecimento

2.      aumentar as habilidades para se comunicar com estranhos

3.      estimular a participação em sistemas culturais e socioeconômicos de maior escala, e

4.      mudar a lealdade dos acontecimentos locais para os nacionais”

Afirmações corajosas...

 Existem pessoas que podem ficar irritadas pela interrupção persistente dos comerciais que sempre voltam como abelhas; você as espanta e elas continuam voltando atrás do néctar. Essa é a beleza da TV: ela faz com que um bombardeio pareça ser, no pior dos casos, uma picada de abelha. Os comerciais quebram o fluxo de todos os programas, nos alertam, nos entusiasmam, nos aconselham, mas sempre nos imploram para gastar dinheiro. Mesmo a BBC, que ainda resiste bravamente a comercialização, cedeu sob o peso dos patrocinadores e da colocação de produtos que invade os seus shows. Se a televisão nos ensinou alguma coisa, é de que tudo pode ser comprado e vendido no mercado.

“Quantos de nós usamos o controle remoto como uma arma automática, passando rapidamente por uma sucessão de canais numa busca desesperada por algo mais interessante do que comerciais? Mesmo o momento mais curto de tédio precisa ser eliminado.”

É uma cultura que tenta criar continuamente novas demandas e novos descontentamentos que só podem ser abrandados pelo consumo de novas mercadorias. Ao contribuir de forma intensa para o aparecimento da cultura de consumo, a TV também se tornou parte dela. Os aparelhos de TV são comprados, vendidos, complementados e aprimorados do mesmo modo que qualquer outra mercadoria. São usados para satisfazer desejos, aliviar o tédio, diminuir a tensão, estimular os sentidos, e assim por diante. A TV ocupa uma enorme parte do nosso tempo de lazer, e uma parte cada vez maior do tempo despendido em educação ou no trabalho. Ela pode ser o artefato mais importante do século, por sua capacidade de dar forma e informar a experiência cotidiana. Este é o principio racional e organizador por trás do livro.

 

 

É pagar pra ver

TV por assinatura em foco – de Luiz Guilherme Duarte

 

 

*                Cap 2

Apenas 8 anos separa os desenvolvimentos televisivos dos Estados Unidos do Brasil. Desde então, o Brasil tem seguido de perto o desenvolvimento norte-americano, a maioria dos equipamentos utilizados aqui são importados dos EUA, e um acordo com o Grupo Time-Life trouxe para o Brasil até mesmo o sistema administrativo americano. O perfil da TV brasileira, se descreve em 4 fases: a elitista (1950 – 1964), a de desenvolvimento tecnológico (1975 – 1985) e a de transição e expansão internacional (1985 – 1990).

Até 1977, existiam apenas duas redes de TV no Brasil: Globo, e a pioneira, Tupi. As gigantes de anos passados, Excelsior e Record – não apresentavam mais ameaça. A primeira foi fechada em 1970 e a Record perdeu sua rede, resumindo-se a um grupo regional de três estações no Estado de São Paulo. Em 1967, chega a Bandeirantes em SP, visando uma audiência de elite mas, dois anos depois, um incêndio em seus estúdios forçou-a a usar filmes estrangeiros baratos como opção para se manter no negócio. Isso a prejudicou muito.

Em 14 de julho de 80, as estações da Tupi foram desapropriadas pelo governo, para pagamento aos débitos da companhia, e a concessão foi cancelada.

 UHF: FREQUENCIAS ULTRA-ALTAS

 Sistemas similares de retransmissão entre cidades estão em operação desde 1950, usando microondas ao redor de 6 ou 7 GHz (gigahertz), na porção de freqüências super altas.

 STV, MDS, MMDS E OUTRAS QUIMERAS

O conceito de um sistema de televisão pago pelos telespectadores, em vez dos anunciantes, é quase tão antiga quanto à televisão. Mas sempre houve dificuldades étnicas e técnicas associadas aos sistemas de TV paga. Há uma necessidade de convencer os telespectadores a pagar pelo que é tradicionalmente gratuito e, ao mesmo tempo, encontrar a tecnologia que restrinja os sinais aos assinantes, de modo eficiente e barato.

Em 1951, três empresas americanas pensaram ter encontrado as respostas para tais dificuldades. O funcionamento se desenvolveu da seguinte forma: transmitia-se o sinal codificado e foram criados três sistemas de televisão, inserindo moedas ou um cartão perfurado de computador em um medidor preso ao aparelho de TV, chamando a companhia telefônica ou ligando uma conexão de fio telefônico ao aparelho de TV.

Porém este modo ainda trouxe discussões, como o de as empresas usarem o ar publico sem pagarem nada por isso. Mas nem todas as redes boicotaram a TV paga. A CBS até mesmo considerou a possibilidade de usar a TV paga para fazer mais dinheiro do que já estava fazendo.

“A televisão paga vai funcionar aqui?”

As infro estruturas mais baratas dos sistemas sem fio tem conseguido um desenvolvimento mais rápido e maior apoio legal do que as comunicações via cabo. E a aceitação das taxas altas não tem sido problema entre a relativamente grande elite das maiores capitais, que já conhece o conceito TV paga.

Em uma época em que o cabo está se expandindo, não apenas nos EUA, mas em vários paises, a opção pelo wireless vai requerer argumentos mais fortes. O sistema de transmissão pelo ar  apresenta implementação mais fácil e barata, tornando-o mais apropriado para a reduzida elite brasileira e às dificuldades econômicas do país.

A TV à cabo, sistema de distribuição de sinais de TV capaz de transmitir mais de 30 canais, com boa qualidade de imagem a preços comparáveis aos sistemas STV. Porém ao crescimento teve de se superar problemas sérios. As leis não favoreciam a expansão do cabo. Havia uma falta de programação desejável e os altos investimentos não eram compensados pela demanda pública – cenário não muito diferente da situação atual do cabo no Brasil.

Foi apenas em 1994 que sistemas como DirecTV, da RCA, provaram que o DBS poderia ter sucesso, sendo logo seguidos por outros empreendimentos.

 A principal proposta desta pesquisa  foi apresentar uma visão geral do desenvolvimento da industria brasileira de televisão, e examinar o impacto das novas tecnologias de distribuição de televisão sobre a crescente segmentação do mercado – fenômeno ocorrido anteriormente nos EUA.

Como sugerem as numerosas entrevistas feitas para este estudo, o cenário brasileiro está no meio de uma dinâmica transição. De um sistema fortemente controlado, a TV brasileira torna-se um sistema com muito mais vozes.

Esta guerra é apenas a ponta do iceberg, de interesses internacionais no mercado brasileiro.  Agir melhor, neste contexto, pode significar evitar a dependência de programações estrangeiras e investir em co-produções internacionais – filosofia praticada principalmente pela GLOBOSAT e MTV.

 Referencias bibliográficas

 E a televisão se fez (Ellis Cashmore)

É pagar pra ver : a TV por assinatura em foco (Luiz Guilherme Duarte)


Publicado por: Marco Aurelio Moreno Silva Japiassú

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